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FACULDADE FUTURA CONTEÚDO E METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA VOTUPORANGA – SP 1 1 PSICOMOTRICIDADE E SEU AUXÍLIO NA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 1.1 A psicomotricidade É importante diferenciar o desenvolvimento psicomotor e a psicomotricidade. O primeiro compreende como a interação existente entre o pensamento, consciente ou não, e o movimento efetuado pelos músculos, com a ajuda do sistema nervoso (CONCEIÇÃO, 1984). Assim, tem uma interação entre o 6 cérebro e os músculos fazendo com que a criança evolua progredindo no plano do pensamento e motricidade. Para Fonseca (2008, p. 531) “O desenvolvimento psicomotor e a aprendizagem da criança dependem das interações entre o biológico e o social”. Cita que o desenvolvimento psicomotor da criança passa pelas seguintes fases: reflexos, locomoção, preensão, práxia, linguagem falada, linguagem escrita, sistema perceptivo; e para que a educação tenha resultado e o ensino funcione com mais eficácia é preciso compreender como as crianças se desenvolvem e aprendem. A maior parte do desenvolvimento psicomotor ocorre na fase do pré-escolar. Sendo assim, a faixa etária que compreende o nascimento até completar oito anos é muito importante para trabalhar em todos os aspectos do desenvolvimento motor, intelectual e socioemocional. Quanto à psicomotricidade, vários autores, estudiosos apontam como uma ciência que toma como objeto de estudo o corpo e suas manifestações nas dimensões motora, emocional e cognitiva, demonstrando assim, uma profunda relação entre a atividade psíquica e atividade motora, bem como suas possibilidades de perceber, atuar, agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo. Está relacionada ao processo de maturação e é, portanto, um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado devido as experiências vividas, pois para crescer e aprender a criança precisa conhecer seu meio e vivê-lo plenamente. Gonçalves (2009, p. 21) destaca que: “[...] sendo assim, ela busca por meio da ação motora, estabelecer o equilíbrio desse ser, dando-lhe possibilidades de encontrar seu espaço e de se identificar com o meio em qual faz parte”. 2 Desta forma, a psicomotricidade envolve toda a ação realizada pelo indivíduo focando aspectos afetivos, motores e cognitivos, é a integração entre e o psiquismo e a motricidade que leva o indivíduo à tomada de consciência do seu corpo por meio do movimento. 1.2 Elementos básicos da psicomotricidade De Meur e Staes (1991) esclarece que educação psicomotora é uma técnica e deve seguir etapa por etapa como os da aprendizagem natural. O autor relata que primeiramente a psicomotricidade fixou-se, sobretudo, no desenvolvimento motor, depois estudou a relação entre o atraso no desenvolvimento motor e atraso intelectual da criança e, em seguida estudos sobre o desenvolvimento da habilidade manual e aptidões motoras em função da idade e por fim, o estudo ultrapassa os problemas motores fazendo com que também se tome consciência das relações existentes entre o gesto e a afetividade. 1.3 Esquema corporal É fundamental que a criança tenha conhecimento adequado de seu corpo e, é por meio das percepções e interiorização das sensações experimentadas, aliados ao desenvolvimento cognitivo construído a partir da relação com o meio, que isso se concretiza. Sendo assim, o esquema corporal é um elemento básico e fundamental para a formação da personalidade da criança que se desenvolverá devido a uma progressiva tomada de consciência de seu corpo, de seu ser, suas possibilidades de agir e transformar o que existe em volta. É, portanto, a consciência do próprio corpo e de suas mobilizações (movimentos, posturas, atitudes), e das partes que o compõem. Para Vayer (1984), todas as experiências da criança como o prazer, a dor, o sucesso, o fracasso, são sempre vividas corporalmente e complementa dizendo que se acrescentarmos valores sociais que o meio dá ao corpo e a certas partes, esse corpo termina por ser investido de significações, sentido e valores muito particulares e pessoais. 3 De acordo com De Meur e Staes (1991, p. 32) “excetuando-se os casos referentes a problemas motores ou intelectuais, todas as perturbações na definição do esquema corporal são de origem afetiva”. Segundo Coste (1978, p. 21) “nossa imagem do corpo é, portanto, o resultado, em grande parte, da experiência vivida, por meio dos acasos e das circunstâncias aleatórias da comunicação com o seu meio circundante". Com frequência encontramos crianças com um conhecimento pobre sobre o seu corpo sendo que algumas não tem consciência sobre o seu próprio corpo como, por exemplo, a insuficiência de percepção ou do controle corporal; incapacidade do controle respiratório, de coordenação e equilíbrio e para elas a denominação das partes do corpo são geralmente difíceis, pois não se localizam, confundem as partes, não percebem a posição de seus membros. De acordo com Le Boulch (1987), o esquema corporal passa por três fases distintas, a saber: corpo vivido, corpo percebido e corpo representado. Corpo vivido: Nesta fase, o objetivo é de levar a criança a dominar seus movimentos e perceber seu corpo globalmente; corresponde a fase sensório-motora de Piaget e começa nos primeiros meses de vida. Nela o bebê ainda não tem noção do “eu” confundindo-se com o meio e seus movimentos são atividades motoras que não são pensadas. Corpo percebido: Esta fase corresponde a organização do “esquema corporal”, ao período pré-operatório de Piaget, começando por volta dos dois anos quando a criança passa a perceber-se, e onde tem-se também o início da tomada de consciência do “eu”. Diferencia-se do meio, a imagem visual de seu corpo tornar-se- á, então, a principal referência. Começa assim, a constituir uma imagem mental dele. Os conceitos espaciais como perto, longe, em cima, embaixo começam a ser discriminados; as noções temporais relativas à duração, ordem e sucessão de eventos são compreendidas. Corpo representado: Começa aos sete anos aproximadamente e corresponde ao período operatório de Piaget. Nesta fase, a criança já tem noção do todo e das partes de seu corpo, assumindo e controlando seus movimentos com autonomia e independência. Aos doze anos a criança já dispõe de uma imagem do “corpo operatório” a partir da qual poderá exercer sua disponibilidade, tanto sobre o mundo exterior como sobre sua própria motricidade. Alguns sintomas relacionados ao esquema corporal mal estabelecido: 4 Seu desenho é pobre para a sua idade. A criança executa seu desenho por meio de uma justaposição de detalhes; como por exemplo, começa desenhando as orelhas, depois os braços etc. Insuficiência de percepção ou de controle de seu corpo. Incapacidade de controle respiratório. Má equilíbrio e coordenação dos movimentos. Dificuldade em se locomover em um espaço predeterminado e em situar- se em um tempo. Lentidão na realização de gestos harmoniosos simples, não consegue vestir um casaco ou ainda precisa refletir para executar seus gestos ou ainda, quer agir muito rapidamente, cogira o botão em todas as direções e só por acaso consegue abotoar sua casa. Falta de domínio de seu corpo em ação. Inicia bem o movimento, mas sem perceber se distrai. Impossibilidade de se adquirirem os esquemas dinâmicos que correspondem ao hábito visomotor intervindo na leitura e escrita, como por exemplo não se dispor bem e nem obedecer aos limites de uma folha. Confusão em relação as diversas coordenadas de espaço, como em cima embaixo, ao lado, linhas horizontais e verticais, sentido de direção entre a direita e a esquerda. Não desenvolvimento dos instrumentos adequados para um bom relacionamento com as pessoas e com seu meio ambiente 1.4 Lateralidade1 A lateralidade correspondea dados neurológicos, relacionada à predominância de um hemisfério cerebral sobre o outro. Cada hemisfério tem funções próprias e especializadas e quando ocorre a dominância do hemisfério esquerdo sobre o direito, temos o indivíduo destro; quando ocorre a dominância do hemisfério direito sobre o esquerdo, temos o indivíduo canhoto e quando não tem predomínio claro usando discretamente os dois lados, temos o indivíduo ambidestro. 1 Ibidem. 5 Gonçalves (2009, p. 48) define lateralidade como “tradução de uma assimetria funcional que incide na prevalência motora de um lado do corpo”. A autora ainda registra que ao perceber seu corpo e seu eixo corporal e seus dois lados, a criança consegue transpor esse conhecimento para além de seu corpo, isto é, para a linguagem oral e, finalmente, a linguagem escrita, então perceberá que um “p” é diferente de um “q” ou “d”. Todas as noções espaciais básicas como as de em cima- embaixo, por cima- embaixo, frente-traz, antes-depois, e outras, estão estruturalmente dependentes da noção de lateralidade. Aos 6 a 8 anos é habitual que a criança já tenha noção de direita e esquerda e dos dois lados do corpo assim, como perceber que direita e esquerda não dependem apenas uma da outra, mas também, da posição do outro e do seu deslocamento. Segundo De Meur e Staes (1991, p. 13) “o conhecimento estável da esquerda e da direita só é possível aos cinco ou seis anos e a reversibilidade (possibilidade de reconhecer a mão direita ou esquerda de uma pessoa a sua frente) não pode ser abordada antes dos seis anos, seis anos e meio”. Ao dominar a lateralidade, a criança aprenderá o gesto gráfico, a reprodução de formas de escrita e, o encadeamento de modelos gráficos como base necessária para à aprendizagem da escrita. Alguns sintomas relacionados a lateralidade mal estabelecida: Dificuldades de reconhecimento da esquerda-direita. A criança não adquiriu direção gráfica. Dificuldades de discriminação visual, apresenta confusão nas letras de direções diferentes como p, b, p, q. Má postura que pode ser resultar em um desestímulo decorrente do esforço que precisa para fazer para escrever. Dificuldades de coordenação motora fina devido a imprecisão dos movimentos finos. Ritmo da escrita mais lento e às vezes a escrita se torna ilegível. Perturbações afetivas que podem ocasionar reações de insucesso, falta de estímulos, para a escola, baixo autoestima. Distúrbios de linguagem, do sono e da gagueira. Aparecimento de maior número de sinsinesias (comprometimento de alguns músculos que participam e se movem, sem necessidade, durante a execução 6 de outros movimentos envolvidos em determinada ação). Estrutura espacial2 Por meio do espaço e das relações espaciais nos situamos no meio em que vivemos, fazemos observações, estabelecemos relações entre as coisas, comparando-as, combinando-as. Segundo Coste (1978), toda a nossa percepção do mundo é uma percepção espacial, na qual o corpo é o termo de referência. A escrita, por exemplo, depende da manipulação das relações espaciais entre os objetos e esta relação é mantida por meio do desenvolvimento de uma “estrutura” do espaço. A estruturação espacial leva a tomada de consciência pela criança e permite conscientizar-se do lugar e da orientação no espaço que pode ter em relação as pessoas e as coisas, leva a organizar-se perante o mundo que a cerca, assim pode prever e antecipar situações em seu meio espacial. Para Coste (1978, p.59) “o mundo espacial da criança constrói-se paralelamente ao seu desenvolvimento psicomotor”, à medida que cresce a gestualidade e a importância dos fatores que criam o espaço da comunicação. De acordo com De Meur e Staes (1991, p. 13) “portanto a estruturação espacial é parte integrante de nossa vida; aliás é difícil dissociar os três elementos fundamentais da psicomotricidade: corpo-espaço-tempo [...]”. Para Fonseca (1995, p. 205), “a inter-relação dos dados espaciais com os corporais é, efetivamente, o ponto de partida da construção de uma noção espacial estável, sem a qual nenhuma função mental complexa pode ser atingida”. Sendo assim, ter uma noção espacial estável é muito importante, pois é por meio do espaço e das relações espaciais que observamos as relações entre coisas e objetos que nos cercam, a percepção da forma, de sua estrutura, composição é por sua vez dependente da noção desta condição. Alguns sintomas da estrutura espacial mal estabelecida: Limitação de seu desenvolvimento mental e psicomotor, incapacidade de orientar-se. Prejuízo na função de interiorização devido não desenvolver a noção de esquema corporal. 2 Ibidem. 7 Dificuldade de representação mental em diversas situações, dificilmente encontra suas coisas, pois sua noção de lugar não é nítida. Dificuldade para estabelecer uma progressão (de grandezas). Dificuldade na discriminação visual. Insuficiência ou déficit da função simbólica, incapacidade de associar termos abstratos como direita e esquerda, convencionais, ao que sente ao nível proprioceptivo. 1.5 Estrutura temporal Se quisermos entender o movimento humano, as noções de corpo, espaço e tempo têm que estar intimamente ligadas, pois o corpo coordena-se, movimenta-se dentro de um espaço determinado em função do tempo. Desta forma a orientação espaço-temporal está integrada respondendo as funções de análise, processamento e armazenamento da informação. Um indivíduo deve ter capacidade para lidar com os conceitos de ontem, hoje e amanhã. A criança percebe a sequência dos acontecimentos, não consegue extrapolar suas ações para o passado ou o futuro, ela vive seu presente. De Meur e Staes (1991) define a estruturação temporal como sendo a capacidade de se situar-se em função da sucessão dos acontecimentos como antes, após e durante; da renovação cíclica de certos períodos; do caráter irreversível do tempo. Segundo Fonseca (1995, p. 209), “por meio da estruturação temporal a criança tem consciência da sua ação, o seu passado conhecido e atualizado, o presente experimentado e o futuro desconhecido é antecipado”. A palavra escrita necessita orientação no papel utilizando as linhas e o espaço próprio a ela e a palavra falada emitir palavras de forma ordenada e sucessiva, obedecendo um certo ritmo, uma atrás da outra em um determinado tempo. A orientação temporal é composta de quatro etapas, são elas: 1- Ordem e sucessão: o que se passa antes, depois e agora. 2- Duração dos intervalos: noções de tempo decorrido, a diferença entre uma hora e um dia, deverá perceber o que passa depressa, o que dura muito tempo. 3- Renovação cíclica de certos períodos: os dias (manhã, tarde, noite), as 8 semanas, as estações. 4- Ritmo: noção de ordem, de sucessão, de duração, de alternância. Alguns sintomas da estrutura temporal mal estabelecida: Dificuldade na organização do tempo, não prevendo suas atividades, se perde no tempo durante a realização da tarefa. Dificuldade em perceber os intervalos de tempo, o que vai mais depressa e mais devagar. Não se organiza na direção esquerda-direita. Falta de padrão constante de ritmo ocasionando falta de coordenação motora na realização dos movimentos. Apresenta confusão na ordenação e sucessão dos elementos de uma sílaba, isto é, não percebe o que é primeiro e o que é o último; escrevendo problema em vez de problema. Escreve as palavras de forma interrupta, sem espaço entre elas, mistura os fatos. 1.6 Coordenação global, fina e óculo-manual Para que uma pessoa possa manipular objetos de modo satisfatório do ambiente em que vive, necessita de algumas habilidades essenciais. Precisa ter o domínio dos gestos e do instrumento,assim como do equilíbrio e habilidades. Saber movimentar-se no espaço e tempo com desenvoltura que, para tanto, dependem da maturação do sistema nervoso. Para Fonseca (2008, p. 239) “a partir das primeiras explorações motoras, a criança descobre-se a si própria e, simultaneamente, descobre o mundo a sua volta”. Segundo Bueno (1988, p. 52), “somente por meio de uma coordenação dinâmica adequada a criança consegue estabelecer relações de ação e movimento que serão o carro-chefe da educação de sua motricidade”. Fonseca (2008) define coordenação global como coordenação geral do corpo e da motricidade e interação, precisão e harmonia dos padrões posturais e locomotores onde participam os grandes músculos. É por meio da movimentação e da experimentação que a criança vai se adaptando e buscando, cada vez mais, um 9 equilíbrio mais harmonioso, consequentemente vai se conscientizando das suas posturas e de seu corpo. Envolve, portanto, atividades dos grandes músculos e, leva a criança a desenvolver a capacidade de realizar múltiplos movimentos ao mesmo tempo. Ao chegar a idade escolar, a criança já deve possuir uma certa coordenação global do movimento e o professor da Educação Infantil deve observar caso a criança apresente dificuldades em relação a postura e controle corporal, por exemplo, se apresenta cansaço ou deficiência na realização do movimento, precisa corrigir as posturas inadequadas a fim de adquirir uma coordenação mais satisfatória. A coordenação motora fina, segundo Fonseca (2008, p. 565): “[...] ilustra a coordenação fina da mão e dos dedos em tarefas que implicam funções corticais superiores, envolvendo destrezas como o construir, o manusear, o recepcionar e o projetar de objetos, assim como o desenhar, o escrever [...]”. Portanto, a coordenação motora fina diz respeito à habilidade e destreza manual e, para atingir uma coordenação motora fina é necessário que haja também um controle ocular, ou seja, a visão associada acompanhando os gestos da mão. Esta ação é denominada de coordenação óculo-manual ou visomotora, refere-se, então, em movimentos baseados na percepção visual. Em relação a coordenação óculo-manual, ou visomotora, Gonçalves (2009, p. 63) registra que é a “capacidade de coordenar a visão com produção de respostas grafomotoras, como no desenho, na cópia ou na escrita, ou até mesmo nas atividades lúdicas de manipulação”. Como facilitador da fixação da atividade entre o campo visual e a motricidade da mão e dos dedos, encontram-se as experiências dinâmicas de lançar-pegar que são também muito importantes para a escrita provocando uma maior coordenação óculo-manual. 10 1.7 Percepção visual e auditiva Fonseca (2008) considera discriminação visual como sendo a diferenciação de figuras, de letras, de formas, de números, etc., produzindo classificações e categorizações; e define percepção visual como a capacidade de perceber, interpretar e integrar o que os olhos veem, cita como exemplo, processar significados a partir de símbolos visuais, como na leitura e na escrita. De acordo com Gonçalves (2009), a exploração visual é verificada logo após do nascimento destacando papel significativo da visão na interação com o meio envolvido tornando assim, o canal sensorial mais importante de comunicação interpessoal com o outro. Segundo a mesma autora, “inicialmente, a criança explora o objeto com a mão, e mais tarde, com a visão, fazendo com que a informação visual seja controlada e categorizada com a informação motora” (GONÇALVES, 2009, p. 61). À medida que o sistema nervoso da criança vai amadurecendo, seu aparelho visual também acompanha esse processo fazendo com que ela consiga distinguir o objeto e pessoas. Isso se dá por meio da associação com outros dados receptores, no entanto, precisa aprender a controlar os movimentos dos olhos e mesmo com uma estrutura muscular do olho perfeita é preciso construir padrões de impulsos neurológicos que consequentemente auxiliará a desenvolver uma maior percepção tátil. Uma boa discriminação visual auxilia a criança a se desenvolver adequadamente fazendo com que apresente uma visão periférica; percepção da profundidade; relação entre os objetos em movimento; julgar uma distância entre objetos; conscientização da esquerda e direita etc. Uma das causas da discriminação visual pobre é a desordem da movimentação do olho o que faz com que a criança não consiga mantê-lo na mesma direção quando lê e como consequência ao ler pulam frases ou leem novamente a mesma linha sem perceber; pode apresentar confusão de letras como d e b, f e t, h e b etc., também apresentar supressão de letras e deformações em letras aglutinadas tornando a leitura lenta, cópia com muitos erros e disortografia, demonstrando assim, falta de controle ocular. Tanto o aparelho visual quanto o auditivo são de suma importância para a aquisição da leitura e escrita. 11 Para Gonçalves (2009), é por meio do aparelho auditivo que recebemos uma infinidade de sons imprescindível para o reconhecimento de mundo, sendo a audição um sistema sensorial básico indispensável para a estruturação do sistema simbólico humano. Segundo a autora, o bebê apresenta uma imensa capacidade para o tratamento dos sons da linguagem que são essenciais para o contato com o meio, gratificações e conhecimentos. Segundo Le Boulch (1987, p. 88): “[...] a criança deve ser capaz de identificar os sons e ter compreendido a significação da passagem do som ao sinal gráfico”. Desta forma, a discriminação auditiva é a capacidade em diferenciar a similaridade ou diferenças entre os sons que formam a língua oral e está intimamente ligada à atividade motora, principalmente à escrita e ao ditado. Ao aprender a ler a criança terá que associar o som percebido à grafia, além da decodificação, simbolização e a memorização. A decodificação se concretiza quando acontece o significado ao som que ouve. Uma criança que apresenta falha na discriminação auditiva está propensa a confundir algumas letras pelo som como p por b (pombo- bombo), j por ch (tijoloticholo), d por t (dado-tato), g por c (gato-cato), j por x (janela- xanela) etc. Sugestões de atividades para desenvolver a percepção visual: Reproduzir desenhos usando legos, blocos lógicos, cubos, brinquedos de construção. Proporcionar figuras e objetos concretos de formas, cor, tamanhos iguais e diferentes, classificar, selecionar. Procurar em revistas formas, letras, objetos solicitados. Jogo dos 7 erros, jogo da memória. Criar formas e letras com massinha, areia, tecido, lixa, creme de barbear e outros meios sensoriais. 1.8 Pré-escrita Aos 18 meses já são detectados os primeiros grafismos da criança e são chamados de garatujas. Por volta dos vinte meses realizam movimentos de vaivém onde começam aparecer a independência do cotovelo. Aos dois anos e meio já 12 apresenta maior controle de punho e movimento de pinça e já é capaz de seguir movimentos de sua mão com o olhar denominados de garatujas ordenadas. Já aos quatro anos é a fase do desenho figurado onde a criança anuncia o que vai desenhar e planeja. Ao redor dos sete e oito anos o desenho da figura humana revela a assimilação completa do esquema corporal. A aprendizagem da escrita é um processo longo e complexo que exige muito esforço e dedicação por parte da criança. Deve-se trabalhar exercícios que desenvolvam o gesto fino, ou seja, a precisão, a coordenação e o controle de dedos (insistir para que trabalhem com os dedos preferivelmente da mão dominante – três dedos da pinça da escrita) e mãos. De Meur e Staes (1991) esclarece que as atividades da pré-escrita devem começar antes mesmo da criança pegar um lápis na mão. Os primeiros exercícios têm como objetivo dar força muscular e flexibilidade articular aos diferentes movimentos daescrita e devem ser trabalhados as articulações do ombro, punhos e dedos. Só após este processo é que se deve dar início ao grafismo propriamente dito. Ao citar o grafismo, o mesmo autor recomenda começar os trabalhos no plano vertical começando o movimento na altura dos olhos e terminar quando o braço estiver totalmente esticado e depois passar a movimentos no plano horizontal, de preferência em pé, diante da mesa a criança receberá uma folha grande. Devemos observar se a criança está segurando o lápis corretamente, se adquiriu força muscular e flexibilidade articular suficiente. Se os exercícios que exigem deslocamento lateral a criança trabalha com o cotovelo livre, sem apoia-lo na mesa. Deste modo, vão adquirindo um movimento lateral correto a altura do ombro e, consequentemente, ao adquirir esse hábito, colocará o cotovelo naturalmente sobre a mesa. Em relação aos exercícios gráficos, Le Bouch (1987, p.70) registra que “permitem dar prosseguimento aos exercícios globais anteriores tendo em vista familiarizar a criança com a manipulação flexível e hábil do instrumento da escrita”. Segundo este autor, esses exercícios educam o controle do gesto gráfico e a precisão dos traços dando o sentido dos traçados unificados e contínuos, automatizam a orientação esquerda-direita, melhoram o ritmo, além de respeitar os eixos de deslocamento segundo linhas definidas. Portanto, os exercícios de pré- escrita e grafismo são de grande importância ao aprendizado correto de letras e de números além de que a educação pelo movimento é um instrumento importantíssimo e fundamental do processo pedagógico da criança. 13 1.9 Intervenção psicomotora Muitas pesquisas e estudiosos confirmam que crianças com alguma necessidade especial seja mental ou física apresentam um desenvolvimento motor ou cognitivo abaixo do esperado, mas que pode vir a normalizar ou até superar durante seu desenvolvimento, no entanto há limites no que diz respeito a crianças com deficiências mais severas. Segundo Fonseca (2008), não se deve iniciar uma aprendizagem antes de uma maturidade neurológica mínima, isso traria resultados negativos, assim como não se deve conduzir uma aprendizagem isolada de um contexto relacional e afetivo Como vimos no decorrer deste estudo, para que ocorra a aprendizagem da criança é necessário que se construa condições ambientais, emocionais e interacionais favoráveis para seu desenvolvimento de modo a envolver a criança em condições emocionais positivas, caso contrário poderá comprometer seu sistema motor, circulatórios, respiratório e endócrino podendo apresentar insuficiências funcionais e fisiológicas. Portanto, é importante saber como e quando intervir; proporcionar um ambiente seguro e estimulante onde errar é o que menos importa, mas, tentar acertar sentindo prazer é o que vai mover a criança para a realização da descoberta possibilitando reconhecer suas potencialidades. De acordo com Fonseca (1995, p.319), o primeiro passo é fazer a identificação/diagnóstico que visa detectar as características do potencial de aprendizagem da criança; depois o perfil individual; a formulação de objetivos; traçar um plano levando em consideração a individualidade; implementar as atividades e por fim a avaliação. 1.10 Educação inclusiva e psicomotricidade Quando se fala em inclusão lembra-se logo do acesso de pessoas com deficiência à educação e demais espaços sociais. Mas inclusão vai muito além disso. Incluir é garantir o que a Constituição Brasileira já prevê desde 1988. Educação é direito de todos. Todos são cidadãos de todas as classes, raças, gênero. São os povos 14 indígenas, afro-descendentes, campesinos, quilombolas, são as pessoas das grandes e pequenas cidades, distritos, vilas. A educação inclusiva deve ser aquela de qualidade para todos. Aquela que considere as possibilidades dos alunos e que oportunize o desenvolvimento de suas potencialidades, respeitando suas condições cognitiva, afetiva, psíquica- emocional, social, contribuindo para o desenvolvimento de suas competências e habilidades. Segundo Libâneo (1999), a didática é a reflexão sobre a situação da educação, é o planejamento e a organização do ensino. A didática é uma forma de ensinar e através dessa forma a educação física encontra meios para transmitir ao aluno como se aprende e se ensina as técnicas e as regras de determinado jogo. A didática da Escola Nova ou Didática Ativa vem ao encontro da escola inclusiva, tendo o mesmo objetivo, pois foi um movimento de grande repercussão e é entendida na direção de aprendizagem, considerando o aluno como sujeito da aprendizagem. O centro da atividade escolar não é o professor nem a matéria, é o aluno ativo e investigador. Os adeptos da escola nova dizem: o professor não ensina, antes ajuda o aluno a aprender. A didática inter-relacionada o aluno, professor e o conteúdo adquirido através do conhecimento, transmitido e determinando a educação dentro da escola (LIBÂNEO, 1999). Sendo assim, o educador é formador de conhecimentos que busca por meios e elementos que o determina para passar certo tipo de conhecimento para os alunos, podendo ser posteriormente educadores, através do conhecimento já adquirido (LIBÂNEO, 1999). A educação socializa e permite conhecer cada etapa do mundo com finalidade de reunir conhecimento e potenciais de cada um de nós para se tornar um ser. Conforme Delors (1999), explica o desenvolvimento da educação dentro da escola que se relaciona em quatro pilares da educação como: Aprender a conhecer: a partir do momento que aprendemos a conhecer é que iremos tirar proveito do nosso conhecimento adquirido, através dos nossos estudos e a partir daí que iremos tentar mobilizar a nossa sociedade sobre os nossos conceitos e valores. Visa o domínio os próprios instrumentos do conhecimento, podem ser considerados como um meio fazendo com que as pessoas compreendam o mundo que as rodeia e com finalidade, pois tem como fundamento o prazer de descobrir. Aprender para conhecer: exercitando a atenção, a memória e o pensamento. 15 É importante trabalhar na escola direcionando um determinado exercício (tarefa) para posteriormente à criança produzir o trabalho exercido. A intenção não é formar crianças para servir de modelo para a sociedade e sim fazer com que as crianças se agrupem entre si, e sim prepará-las para o convivo social onde as mesmas possam enfrentar juntas os conflitos. Aprender a fazer: para aprender a fazer é necessário falar e explicar, dessa forma o aluno terá mais facilidade em praticar o que deseja, ligada a formação profissional, mas não de uma forma rotineira. Onde se pega um operário para fabricar alguma coisa, o ser humano precisa evoluir, a desmaterialização do trabalho onde não se produz um bom material. O trabalho de serviços gerais, ensino, saúde não poderá ser feito da mesma maneira, pois quando se trata de trabalhar com a terra ou na fabricação de um tecido. Aprender a viver juntos: a partir do momento que aprendemos a viver juntos é que aprendemos a ganhar e a perder, e sabermos a importância que é termos ao nosso lado pessoas dispostas a nos ajudar em determinadas tarefas. A educação não conseguiu modificar nenhuma situação para evitar conflito. É difícil colocar na mente do ser humano a não violência devido a ele supervalorizar as suas qualidades desfavorecendo as dos outros, a concorrência também faz com que pensem somente em si próprios sendo que o espírito de competição é grande. Tender para os objetivos comuns que a educação formal deve planejar programas em que os jovens estimulem a participação em atividades sociais. Aprender a ser: ninguém aprende a ser, é nos dado à liberdade e a partir daí saberemos os nossos direitos e deveres como cidadão sendo assim temos que fazer uso dela. É necessário que o ser humano conheçaa si mesmo para depois se relacionar com os outros. A educação deve ser desenvolvida desde cedo, pois ela contribui para a responsabilidade social e a inteligência, e na sua juventude o homem já é capaz de formular os seus próprios juízos de valor. Os quatro pilares da educação devem ser princípios adotados pelo professor para que a própria criança produza esses valores. Junto com uma boa didática que fornecerá o conhecimento implicando em conteúdo X socialização. Isso é exercido pelo professor com determinados objetivos pedagógicos que com o decorrer do tempo serão passados (DELORS, 1999). No Brasil, em 2003 a educação inclusiva começou a trilhar novos caminhos, o Ministério da Educação através da Secretaria de Educação Especial assume o 16 compromisso de apoiar estados e municípios na sua tarefa de fazer com que as escolas brasileiras se tornem inclusivas, democráticas e de qualidade. Essa evolução aumentou o número de matrículas de pessoas com deficiência nas escolas, mas ainda é necessário que escolas, educadores estejam cada vez mais capacitados e preparados para receber e atender os alunos. As atuais Políticas Públicas de Educação vêm buscando assegurar a todos a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, principalmente às crianças, adolescentes e adultos que apresentam necessidades especiais, visando tornar as escolas brasileiras, em escolas inclusivas e mais democráticas. A educação inclusiva deve permear transversalmente todos os níveis e modalidades de ensino, oferecendo a todos a igualdade de oportunidades na sociedade. O estudo de Morin (2000) ajuda aprofundar a visão transdiciplinar na educação mostrando que hoje o conhecimento não pode ser entendido como uma ferramenta pronta e acabada. A educação sempre foi um desafio, impondo uma variação de tempo em tempo. A condição humana deveria ser o objeto essencial de todo o ensino, de modo que cada um restaure seu conhecimento e consciência unindo-os para formar uma humanidade informada no seu tempo físico biológico, psíquico cultural, social e histórico. Deve-se formar o indivíduo buscando ferramentas para estimular a conscientização, as mentes para a ética moral, formar o com caráter de integração do indivíduo, sociedade e espécie. A humanidade se unindo estabelecerá dentro da sociedade e se conscientizando, a melhor forma de se ter uma educação melhor obtida, é compreender e realizar a cidadania. 17 1.11 A psicomotricidade e suas contribuições no processo de aprendizagem de portadores de necessidades educativas especiais Sabe-se que a psicomotricidade é uma ciência que tem por objeto de estudo o ser humano, através de seu corpo em movimento e a relação com o mundo, bem como, suas possibilidades de perceber, atuar, agir com os outros e consigo mesmo. De acordo com Barros e Barros (2005, p. 34) “a psicomotricidade é vista como ação educativa integrada e fundamentada na comunicação, na linguagem e nos movimentos naturais conscientes e espontâneos. Tem como finalidade normalizar e aperfeiçoar a conduta global do ser humano”. Ao trabalhar com educandos considera- se o ritmo próprio de cada um em seu processo de crescimento e desenvolvimento humano. Ao se falar da criança é do conhecimento de todos que elas são ágeis, alegres e dispostas a descobrir, e é direito de todas frequentarem a escola, inclusive as portadoras de necessidades especiais, visto que, ao integrar a escola a criança tem a possibilidade de se socializar, tem sua autoestima elevada e consegue também realizar progressos em sua aprendizagem. É necessário que todos os educadores busquem formas de incluir este aluno, para isso, atitudes devem ser alteradas a fim de que se possa despertar neste a descoberta de suas potencialidades, desenvolvendo suas habilidades e trabalhando em busca de sua autonomia. Por Educação Inclusiva, segundo Batista e Mantoan (2006), entende-se o processo de qualquer aluno independente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras, serem recebidos em todas as escolas. A escola deve incluir a todos, reconhecer a diversidade, não ter preconceitos contra as diferenças, deve atender as necessidades de cada um. Ao reformular e reestruturar ações educativas o educador está humanizando a educação, valorizando as aptidões dos alunos em detrimento de suas habilidades. Sendo assim, cabe enfatizar que o estudo da psicomotricidade pode contribuir para alterar esse comportamento. Ressalta-se, então que a psicomotricidade existe nos menores gestos e em todas as atividades que desenvolve a motricidade da criança, visando ao conhecimento e ao domínio do seu próprio corpo. Por isso, é importante dizer que a 18 mesma é um fator essencial e indispensável ao desenvolvimento global e uniforme da criança. Ao pensar a psicomotricidade numa abordagem Walloniana, não como terapia ou ensino de habilidades, mas como ferramenta analítica que ajuda a observar a criança no seu desenvolvimento tomando-a por ponto de partida, acompanhando-a ao longo das suas sucessivas idades e estudando os estágios correspondentes sem os submeter à censura prévia das definições lógicas (WALLON, 1995). A estrutura da educação psicomotora é a base fundamental para o processo intelectivo e de aprendizagem da criança, e, quando uma criança apresenta dificuldades de aprendizagem, o fundo do problema, em grande parte, está no nível das bases do desenvolvimento psicomotor. Durante o processo de aprendizagem, os elementos básicos da psicomotricidade são utilizados com frequência. O desenvolvimento do esquema corporal, lateralidade, estruturação espacial, orientação temporal e pré-escrita são fundamentais na aprendizagem; um problema em um destes elementos irá prejudicar uma boa aprendizagem, reside aí então, a importância do professor ser conhecedor das contribuições da psicomotricidade, e, em se falando de educação especial, nem se fala, pois ela além de desenvolver inúmeras habilidades na criança, muitas vezes permite a livre expressão, ações independentes e a socialização. Segundo Fonseca (1988, p.12), “a psicomotricidade constitui uma abordagem multidisciplinar do corpo e da motricidade humana”. Seu objetivo é o humano total em suas relações com o corpo, sejam elas integradoras, emocionais, simbólicas ou cognitivas, propondo-se desenvolver faculdades expressivas do sujeito. Apesar de a psicomotricidade necessitar ser desenvolvida e trabalhada por todos, exigindo somente conhecimento, ela é uma importante atribuição da área da educação física, pelas suas possibilidades de desenvolver a dimensão psicomotora dos alunos, principalmente em portadores de necessidades especiais, conjuntamente com os domínios cognitivos e sociais aparece com uma ferramenta de grande importância na educação especial. Soares (1996) afirma que a psicomotricidade na educação física preocupa-se com o desenvolvimento da criança juntamente com o ato de aprender, buscando a formação integral. A educação psicomotora incentiva a prática de movimento em todas as etapas da vida. 19 Diante do exposto Falkenbach (2003) aponta que, para os propósitos dos fundamentos da psicomotricidade, de uma forma geral a psicomotricidade está subdividida em três grandes vertentes: a reeducação, a terapia, e a educação. A primeira se dirige mais para a soma do movimento, enquanto a segunda se preocupa com a psique do movimento. A terceira vertente está voltada para o âmbito educacional, sendo oportuno entender que está também possui uma divisão em duas correntes principais: psicomotricidade funcional e a psicomotricidade relacional. Segundo este autor na psicomotricidade funcional o educador é o modelo a ser seguido, este direciona o trabalho que será realizado, impedindo que aconteça a interatividade dos envolvidos, desta maneira, reduzindoo desenvolvimento da criatividade e autonomia. Este processo é previsível e planejado, ou seja, o educador sabe sempre o que irá acontecer diferentemente da psicomotricidade relacional, onde o improvável muitas vezes acontece possibilitando uma maior riqueza de experiências, pois cada aluno traz uma bagagem de conhecimentos adquirida a partir do meio em que vive. Cabe destacar que pessoas consideradas PNE’s são aquelas que apresentam uma situação física ou psíquica diferenciada dos ditos “normais”. Negrine (1995, p 58) aponta que: Dentro do marco relacional, o mais importante para eles é trabalhar com o que a criança tem de positivo, o que ela sabe fazer, e não preocupar-se com o que ela não sabe. Dizem que o melhor método para ajudar uma criança a superar suas dificuldades é conseguir que ela esqueça suas inabilidades. Então é a psicomotricidade um meio inesgotável de afinamento perceptivo- motor, que põe em jogo a complexidade dos processos mentais para a polivalência preventiva e terapêutica das dificuldades de aprendizagem (FONSECA,1988). Por isso, assume um importantíssimo papel no contexto educativo e social. É por meio da psicomotricidade que é facilitada à criança a mudança de comportamento que as aprendizagens escolares impõem. A sua importância situa-se antes num terreno de crítica social, que pretende analisar e diagnosticar quais os obstáculos familiares e sociais que impedem o desenvolvimento global da criança, onde a evolução do esquema corporal, da estruturação espaço-temporal e da maturação ocupam um lugar de destaque. 20 Levitt (1997) acrescenta que independente da limitação, a criança possui habilidades, por isso, é necessário que o educador acredite no potencial de seu educando e, por mais desafiadora que seja a tarefa, não desista. O aluno especial necessita de atividades significativas, concretas, que interfiram de forma considerável em seu rendimento. Sendo a psicomotricidade uma possibilidade para que este aprenda, realize novas e diferentes vivências, experimente, arrisque. Crie-se neste aluno a possibilidade de avançar, construir. Schmidt e Wrisberg (2001) acrescentam que a maneira como as pessoas aprendem impõe um conjunto rico de aspectos inclusive o físico e o orgânico, além do psicomotor e cognitivo trabalhando juntos. Portanto, a psicomotricidade está presente nos menores gestos e em todas as atividades que desenvolvem a criança. O cotidiano, as vivências diárias são permeadas de atividades psicomotoras, por isso, sua importância na ação educativa, pois possibilita o desenvolvimento humano nos mais diferentes aspectos, sendo os principais, a noção espacial, lateralidade, esquema corporal entre outros. Fonseca (1998, p. 368) acrescenta que a “psicomotricidade é um meio inesgotável de afinamento perceptivo-motor, que põe em jogo a complexidade dos processos mentais e a polivalência preventiva e terapêutica das dificuldades de aprendizagem”. Sendo assim, é preciso vivenciar a psicomotricidade. Por conta disso, todos devem estar atentos para a sua importância, principalmente quando se trata de portadores de necessidades educacionais especiais. Para isso, o educador deve estar disponível para experimentar o mundo e conhecer a si mesmo, pois somente poderá auxiliar o outro na busca de autoconhecimento se possuir confiança em si mesmo. Para Vieira e Pereira (2003) a deficiência deve ser considerada fator natural e possível a qualquer pessoa. A pessoa portadora de deficiência necessita de contínua estimulação e, isto desafia o educador a ser criativo. “O professor deve propiciar um clima de criatividade em suas aulas para que haja prazer no ensino/aprendizado” (CABRAL, 2001, p. 62). A mobilidade, o movimento, é importante instrumento para o desenvolvimento afetivo e cognitivo da criança e por consequência contribui para a aquisição do conhecimento. Como ressaltam Molinari e Sens (2003) ao afirmarem que o desenvolvimento global da criança acontece através do movimento, da ação, da experiência e da 21 criatividade. As diferentes fases do desenvolvimento psicomotor contribuem para a organização progressiva de áreas como a inteligência. A psicomotricidade possibilita ao educador uma base teórico-prática através da qual ele pode interpretar os sinais que seu aluno expressa por meio da corporeidade. Para desenvolver um trabalho sério, o professor deve possuir conhecimento teórico e prático da psicomotricidade, e, sem sombra de dúvidas o conhecimento permitirá uma atuação benéfica desse profissional no que concerne o desenvolvimento da aprendizagem de seus alunos. Aprendizagem de um sujeito constituído pelas dimensões: afetiva, cognitiva, física, que deve ser desenvolvido em sua totalidade. Assim, Fonseca (1988) e Vayer (1986) concordam quando afirmam que a função educativa da psicomotricidade é fundamental na medida em que incorpora a dimensão emocional-afetiva à intelectual, pois quando a criança chega à escola, traz suas dificuldades relacionais (agressividade, inibição, agitação, dependência, passividade) o que certamente dificultará as aprendizagens escolares. Pode-se dizer que muitos são os estudos que revelam a psicomotricidade como necessária, indissociável,l ao desenvolvimento, pois oportuniza as crianças a desenvolverem capacidades básicas, utilizando o movimento para atingir aquisições mais elaboradas, como as intelectuais, ajudando a sanar dificuldades. É importante evidenciar que cada aluno é único e, ao buscar desenvolver as mais diferentes capacidades nos alunos, principalmente nos com necessidades educacionais especiais, o professor deve levar em conta as particularidades, respeitando também as limitações, adequando seu planejamento a todos. Estimular atividades corporais auxiliam todos os alunos a vencer os desafios da leitura e da escrita. Portanto, a psicomotricidade interessa ao indivíduo como um todo, auxiliando a amenizar qualquer problema que possa se apresentar. Por fim, pode-se afirmar que ela, pelas suas inúmeras contribuições, permite fazer com que todos os educandos evoluam principalmente os portadores de necessidades especiais, pois conjuntamente com os domínios cognitivos e sociais, aparece como uma ferramenta de grande importância na educação. É preciso que todos os envolvidos com o processo ensino-aprendizagem conheçam e reconheçam as contribuições da psicomotricidade como forma de desenvolver o aluno de forma integra. 22 2 REFERÊNCIAS ______. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2003. ______. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1989. _______ . Presidência da República. Lei n° 6965 de 9 de dezembro de 1981. 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