Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS UNIDADE ACADÊMICA DE PASSOS Curso Serviço Social Ditadura e Serviço Social José Paulo Netto Docente: Claudia Fernandes Silva Souza Discente:Leticia Almeida Leticia Ferreira Lucas Eulógio Maria Eduarda Santos Disciplina: FHTMSS III Data: 08/08/2021 Tema: Intenção de Ruptura PASSOS/MG 2021 Sumário 1. Intenção de Ruptura Intenção de ruptura e universidade……………………………. Página 3 As bases sociopolíticas da perspectiva da intenção de ruptura. Página 4 O processo da perspectiva de intenção de ruptura . . . . . . . . .. Página 5 Referência . . . . . . . .. . . . . . . . Página 6 Intenção de ruptura e universidade O projeto de ruptura da Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais surgiu na primeira metade dos anos 1970, onde já começavam as primeiras aproximações contra o regime ditatorial da autocracia burguesa no país, no qual, se tornou um núcleo de oposição e contestação da ditadura militar foi a partir desse ponto que surge uma visão mais crítica da prática profissional, voltada para a realidade social buscando apresentar o contexto histórico em que se desenvolveu o Movimento de Reconceituação do Serviço Social a partir da autocracia burguesa (1964 a 1985). Decorrente dessas ideais de rompimento com o conservadorismo discorria três questões que são apresentadas por Netto no processo de renovação do Serviço Social perspectiva modernizadora, reatualização do conservadorismo e a intenção de ruptura, oferecendo uma pauta paradigmática dedicada a dar conta inclusive de um conjunto de suportes acadêmicos para a formação de quadros técnicos e para a intervenção do Serviço Social. O sistema de controle da ditadura e as condições do sistema político impediram que o Projeto da Universidade de Minas Gerais ressoasse e se espalhasse por outras unidades e instituições de ensino desse tipo no país, e permaneceu isolado até o final da década de 70. O primeiro progresso de alternativa ao contra o tradicionalismo se originou na experiência belo-horizontina, tendo em vista as próprias características do desenvolvimento da sociedade, essa perspectiva foi capaz de se ajustar ao governo através de um posicionamento funcionalista. Ergueu-se uma questão da instrumentalidade, no qual, houve uma aproximação técnica da sociedade onde foram introduzidas nas universidades as questões do sociólogo Karl Marx, por consequente elevou ainda mais a visão de rompimento contra o conservadorismo. A Perspectiva Modernizadora no seu cume por meio de documentos fundamentais Araxá (1967) e de Teresópolis (1970) conduzidas pelo CBCISS (Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de Serviços Sociais). As Bases Sociopolíticas da Perspectiva da Intenção de Ruptura Com a chegada do Serviço Social nas universidades juntos com os demais cursos de sociologia e filosofia entendeu-se que era necessário um novo projeto ético político para o curso voltada para visão mais radical para a sociedade da época, o Ato Institucional n. 5 (AI-5) da ditadura militar, foi marcada pelo contexto em que a repressão e a violência institucionalizaram-se em todo seu alcance do Estado, espalhando cada mais para a sociedade civil. Após o grande avanço nas universidades o regime atinge diretamente as universidades e instituições de ensino, onde se estabiliza um coando rígido e autoritário dando-se um controle e a quebra de organizações de docentes, pesquisadores estudantes, na qual experiencias distintas do regime a democracia era mal vista pelos militares. Nas universidades mineiras os impactos das mudanças impostas podem ser interpretados sob dois ângulos. No primeiro, militantes agindo na linha de frente contra a repressão militar, com perseguições e prisões de alunos e professores, e de outro, o intuito de consolidar o projeto profissional modernizador contra o tradicionalismo, compatível e viável ao projeto da autocracia burguesa. os Seminário de Araxá em 1967 estabeleceram diretamente na estrutura curricular do curso, onde se origina o caráter reformista da sua direção e associação com o CBCISS. Essa mudança se deve ao encolhimento do campo de estágio comunitário e sua expansão para instituições públicas de políticas sociais, em especial a política habitacional, que se tornou um espaço inusitado para estágios acadêmicos no âmbito profissional. Portanto, fixou-se como válvula de escapatória das classes trabalhadoras, no qual reuniram assistentes sociais para atuar evento comunitário, na qual consolidando-se dez anos após, em Minas, em seguida, Rio e São Paulo. Deve-se destacar que, sincronicamente, tal recinto foi fundador de algumas das figuras da reforma sindical da categoria profissional nos três estados, cujo protesto originário da autocracia se deu por ocasião do IIIº Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais, “Congresso da Virada” em São Paulo em 1979, o mesmo momento grande greves do operariado metalúrgico na capital e no ABC paulista. O processo da perspectiva de intenção de ruptura O processo de ruptura do serviço social significa a formação da oposição do tradicionalismo e a manifestações de novas metodologias, que estão estabelecido em diferentes procedimentos, bem como suporte para a legalização da prática e teórica. Sendo assim, interligados com as disciplinas de ciências sociais, os profissionais passam a ter uma visão mais profunda da sociedade. Portanto, no processo de renovação do serviço social, três perspectivas são apresentadas: a perspectiva da modernização, a perspectiva da revitalização do conservadorismo e a intenção de ruptura. A perspectiva da modernizadora se inicia em documentos dos seminários de Araxá (1967) e Teresópolis (1970) organizados pelo CBCISS (Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio em Serviços Sociais). É concebível que os Assistentes Sociais se entendem ao aperfeiçoamento dos métodos e procedimentos técnicos formativos e metodológicos. O eixo que se interliga no seminário Araxá é a transformação e proteção do trabalho social reformadas em novas bases teóricas. No documento de Teresópolis, ressaltou a natureza sociotécnico de Araxá. A segunda perspectiva trazida por Neto é a renovação do conservadorismo, que se manifesta na complexa dialética de ruptura e continuidade com o passado profissional, mas não atrapalha os elementos inovadores que se apresentam. Portanto, o “Método BH” proporcionou a maior demonstração do Movimento de Reconceituação no Brasil. Os primeiros assistentes sociais de Belo Horizonte começaram fundamentação da intenção de ruptura e a moldar um novo objetivo para o Serviço Social a ruptura com o conservadorismo e a construção de um novo projeto de profissão aliado aos interesses da classe trabalhadora onde se instaurou o marxismo nas faculdades. Sendo Assim, podemos apontar que o “método BH” é uma estratégia profissional política desenvolvida por um grupo de assistentes sociais que tem o compromisso de romper com o fundamento profissional tradicional. Tendo como objetivo da profissão a transformação da sociedade. Os impactos desse processo causaram para toda a categoria profissional um novo projeto de profissão, no qual ergueu-se um Serviço Social articulado aos interesses históricos da classe trabalhadora desse modo, o advento do Projeto Ético-Político que se explicita pela primeira vez em nossa história no Congresso da Virada. Referência Bibliográfica NETTO, José Paulo. Ditadura e Serviço Social. Cortez Editora. 1990.