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História Contemporânea

Humanas / Sociais
Durante o regime civil-militar instaurado em 1964, o Brasil passou por uma reestruturação educacional que visava atender aos interesses do capital e da geopolítica da Guerra Fria. A educação foi moldada para formar mão de obra especializada, com forte influência do modelo empresarial e tecnicista. A Lei nº 5.692/1971 introduziu a profissionalização no ensino médio, enquanto disciplinas como Filosofia e Sociologia foram excluídas, comprometendo a formação crítica dos estudantes. A vigilância ideológica se intensificou com a criação do DEOPS e a obrigatoriedade de disciplinas como Educação Moral e Cívica e Organização Social, Política e Brasileira. Muito comum desta época, era a vigilância que ocorria no tocante a aulas que promovessem o pensamento crítico do alunado, sendo perigosa a exposição do pensamento docente. A atuação da Igreja Católica progressista e de movimentos estudantis como a UNE e o CPC buscava resistir a esse modelo, propondo uma educação voltada à emancipação e à justiça social. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: VALESE, Rui. Rota de Aprendizagem da Aula 5. Educação e Trabalho. Curitiba: InterSaberes, 2025. p. 9-10. Com base no contexto educacional da Ditadura Civil-Militar e na proposta freireana de educação emancipadora, é correto afirmar que: A A profissionalização do ensino médio, conforme a Lei nº 5.692/1971, foi acompanhada da valorização das disciplinas de formação crítica, como Filosofia e Sociologia. B A atuação da UNE e do CPC durante o regime militar foi voltada à promoção da cultura desvinculada da realidade social, com foco na estética artística. C A proposta de Paulo Freire, ao enfatizar a leitura do mundo antes da leitura da palavra, contrapunha-se ao modelo tecnicista e empresarial adotado pelo regime. D A disciplina de Estudo dos Problemas Brasileiros (EPB), obrigatória no ensino superior, promovia o debate crítico sobre a organização política e social do país.
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Marcela Mocelim

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar as alternativas com base no contexto histórico e educacional da Ditadura Civil-Militar no Brasil e na proposta de Paulo Freire: A) Incorreta. A Lei nº 5.692/1971 introduziu a profissionalização no ensino médio, mas disciplinas como Filosofia e Sociologia foram excluídas, ou seja, não houve valorização da formação crítica. B) Incorreta. A UNE (União Nacional dos Estudantes) e o CPC (Centro Popular de Cultura) atuaram na resistência ao regime, promovendo uma educação crítica e ligada à realidade social, não uma cultura desvinculada da realidade. C) Correta. Paulo Freire propunha uma educação emancipadora que enfatizava a "leitura do mundo" antes da "leitura da palavra", contrapondo-se ao modelo tecnicista e empresarial adotado pelo regime militar. D) Incorreta. A disciplina Estudo dos Problemas Brasileiros (EPB) não promovia debate crítico, mas sim uma visão alinhada à ideologia do regime, com forte controle ideológico. Portanto, a alternativa correta é: C) A proposta de Paulo Freire, ao enfatizar a leitura do mundo antes da leitura da palavra, contrapunha-se ao modelo tecnicista e empresarial adotado pelo regime.

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