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Corinebactérias
Introdução
Corinebactérias, com destaque para o Corynebacterium
diphtheriae, causam doenças de grande impacto, apesar
de a difteria ser controlada através da vacinação. Porém
a doença ainda incide, principalmente em crianças.
Taxonomia: são bacilos do gênero Corynebacterium,
sendo a espécie patogênica mais importante a C.
diphtheriae. Outras espécies incluem C. minutissimum
(causa eritrasma, infecção semelhante à erisipela), C.
jeikeium (causa bacteremia em imunodeprimidos) e
outros difteróides aeróbios (C. hoffmanni, C. xerosis, C.
pyogenes e C. ulcerans), causadores de quadros
respiratórios. Um gênero associado são os difteróides
anaeróbios, contendo o Propionibacterium acnes.
Morfologia e bioquímica: são bacilos gram-positivos
aeróbios e não-formadores de esporos, de forma recurva
(em clava) que fazem parte da microbiota da pele e trato
respiratório. São catalase-positivos e seus grânulos
metacromáticos formam um aspecto de colar de contas.
Cultura
No ágar-sangue, as corinebactérias formam colônias
pequenas, acinzentadas e de bordas irregulares, podendo
ser hemolíticas. O C. diphtheriae possui três tipos em
colônia, gravis, mitis e intermedius. Apenas cepas
lisogênicas, que foram infectadas por um bacteriófago,
possuem o gene que permite a síntese da toxina diftérica.
Patogenia
A transmissão é por contágio oral com desenvolvimento
dos bacilos em áreas de mucosas ou abrasões cutâneas.
Essa bactéria, então, produz a exotoxina em um processo
que depende de ferro e por isso gera formas graves em
crianças bem-alimentadas. A toxina interrompe a
síntese protéica, promovendo necrose e uma inflamação
com fibrina, eritrócitos e leucócitos, formando uma
exsudação pseudomembranosa e cinzenta na orofaringe.
Lesões a distância: a toxina pode ser absorvida e gerar
degeneração do parênquima, infiltração gordurosa e
necrose muscular cardíaca (pode gerar morte precoce) e
afetar rins e suprarrenais, além de lesão nervosa com
paralisia do palato (pode gerar queda do véu palatino e
asfixia), musculatura estriada ocular ou de todo o corpo.
Fatores predisponentes: a doença acomete geralmente
pessoas em hospitalização prolongada, granulocitopenia
e tratamento antimicrobiano concomitante, uma vez que
favorece a proliferação das corinebactérias caso o
antibiótico não aja sobre elas. Também são importantes e
lesões cutâneo-mucosas, em especial nos indivíduos que
não foram vacinados.
Manifestações Clínicas
Difteria respiratória: possui incubação de 2 a 6 dias,
após a qual há febre, faringite e prostração. Também
pode haver odinofagia e dispnéia por oclusão faríngea.
Os sinais sistêmicos incluem as arritmias, diplopia (por
paresia muscular) e distúrbios da fala e movimentação.
O principal achado é o exsudato faríngeo acinzentado e
pseudomembranoso, que pode ser encontrado também
na cavidade nasal, quando extenso. Pode haver infarto
ganglionar, gerando um aspecto de ‘’pescoço de touro’’.
Difteria cutânea: quadro menos comum caracterizado
por feridas cutâneas que não cicatrizam.
Diagnóstico Laboratorial
Esfregaço: feito com material de orofaringe, cavidade
nasal ou outra lesão. São vistos bacilos gram-positivos
difteróides pela coloração de gram, permitindo antecipar
a terapia. Também se pode utilizar o azul de metileno
para verificar as granulações metacromáticas.
Cultura: realizada em meio de Loeffler, observando-se
microrganismos difteróides típicos em 12 a 18 horas ou
no meio de telurito que demora 36 a 48 horas.
Teste de toxigenicidade: somente as corinebactérias
toxigênicas são patogênicas. Assim, realiza-se um teste
toxigênico, quer seja in vivo ou pelo teste in vitro (teste
de Elek), esse segundo que se utiliza toxina contra
antitoxina em papel filtro. Também há o teste por cultura
tecidual, que é incomum por ser mais lento.
Tratamento
Feito com a máxima antecedência, utilizando antitoxina
diftérica (soro antidiftérico). Além disso, há terapia com
antibióticos como penicilina G cristalina ou macrolídeo
(eritromicina, claritromicina ou azitromicina).
Profilaxia
A doença é infrequente pela vacinação, sendo a principal
medida de controle, contemplada no Programa Nacional
de Imunizações (PNI). Quando ocorre a doença,
preconiza-se o isolamento respiratório por 7 dias.
Gabriel Torres→ Uncisal→ Med52→ Corinebactérias

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