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ALTERAÇÕES E LESÕES CORONÁRIAS E RADICULARES - Dente - coroa e raiz - Periodonto - periodontotites - Periápice - periapicopatias ASPECTOS GERAIS: 1. Podem apresentar imagens radiográficas RADIOLÚCIDAS (lesões cariosas e restaurações mais antigas) e RADIOPACAS (restaurações metálicas e estéticas) 2. Um único dente pode apresentar mais de uma lesão ou alteração na sua porção coronária ou radicular CORONÁRIAS RADICULARES Fraturas Reabsorções Desgastes Trepanação/ Perfuração Mineralizações dentinárias Hipercementose Nódulos pulpares Fraturas Radiculares ALTERAÇÕES CORONÁRIAS 1. FRATURAS CORONÁRIAS São identificadas nas imagens como uma linha ou traço radiolúcido que confere a estrutura um aspecto de descontinuidade. 1.1. TRINCAS CORONÁRIAS: ● sem perda de estrutura, são imperceptíveis nas imagens radiográficas ● são vistos clinicamente 1.2. FRATURAS CORONÁRIAS NÃO COMPLICADAS DE ESMALTE/ DE ESMALTE E DENTINA ● não existe exposição pulpar Fratura coronária não complicada de esmalte na borda incisal do dente 11 Fratura coronária não complicada de esmalte na borda incisal dos dentes 11 e 21 com comprometimento do ângulo mesioincisal do dente 21 Fratura coronária não complicada de esmalte e dentina no ângulo mesioincisal do dente 21 1.3. FRATURAS CORONÁRIAS COMPLICADAS ● com exposição pulpar Fraturas coronárias não complicadas de esmalte e dentina nos dentes 42, 41 e 31 Fratura coronária complicada no dente 21, sendo necessário tratamento endodôntico e análise da possibilidade da colocação de uma coroa protética. Fratura coronária não complicada de esmalte e dentina no ângulo mesioincisal do dente 11. Fratura coronária complicada no dente 21. 1.4. FRATURAS CORONO-RADICULARES ● começa na coroa e se estende até a raíz 2. DESGASTES CORONÁRIOS A perda de tecidos coronarianos por meio de desgastes, pode ocorrer de 3 maneiras distintas: 2.1. ATRIÇÃO ● perda gradual da estrutura dentária a partir de contatos incisais e oclusais com a dentição oponente ou restaurações, podendo esses contatos serem funcionais (mastigação, deglutição ou fonética) ou parafuncionais Fratura coronária - ausência de coroa no dente 22 Fratura corono-radicular no dente 41 Fratura corono-radicular no dente 32 (patológica - bruxismo, oclusão traumática em desdentados parciais e má- oclusão) ● dente com dente 2.2. ABRASÃO ● perda patológica da estrutura dentária resultante do desgaste biomecânico, pela utilização de objetos e substâncias em contato frequente com a estrutura dentária. ● DENTE COM OBJETO/SUBSTÂNCIAS A radiografia da esquerda pertence a um paciente jovem no qual é possível notar reentrâncias nas bordas incisais dos dentes anteriores inferiores e nota-se uma fratura não complicada de esmalte e dentina no dente 31. A radiografia da direita pertence a um paciente com mais idade e observa-se um aplainamento das bordas incisais dos dentes anteriores inferiores devido a uma atrição aparentemente funcional. Aspectos radiográficos da atrição: • aplainamento incisal e oclusal • encurtamento das coroas • redução da câmara pulpar (dentina reparadora) - às vezes não se vê a câmara pulpar A atrição também ocorre nos dentes posteriores. Nessa radiografia a causa mais provável da atrição foi o bruxismo. ● ASPECTOS CLÍNICOS - lesões cervicais planas (forma de pires) - lesões incisais em chanfro ● ASPECTOS RADIOGRÁFICOS - lesões cervicais radiolúcidas, podendo ser confundidas com cáries cervicais Escovação com força excessiva e sentido errado, fio dental excessivo Grampos de prótese parcial Uso de cachimbo, onicofagia, colocação de objetos na cavidade oral ou objetos de sopro Outros exemplos: ● alfaiates e costureiras que utilizam frequentemente os dentes para cortar fios. ● sapateiros e estofadores que colocam pregos entre as superfícies dentárias. Aspecto de meia lua no dente 23 no qual a uma descontinuidade da coroa e da raiz criando uma área radiolúcida que contorna a coroa, indicando a ABRASÃO. 2.3. EROSÃO ● perda de estrutura dentária devido a exposição crônica dos tecidos dentários a substratos ácidos. ● ocorre a dissolução química ou eletrolítica pela ação de ácidos não bacterianos resultantes do tipo de medicação, alimentação (limão), ambientes ácidos ou gástricos. ● é de natureza multifatorial, dificilmente este processo ocorre isoladamente. ● CAUSAS: - FATORES ENDÓGENOS: distúrbios alimentares (bulimia) ou doença do refluxo gastroesofágico - FATORES EXÓGENOS: consumo de alimentos ou bebidas que possuem efeitos quelantes ● ASPECTOS CLÍNICOS: ● ASPECTOS RADIOGRÁFICOS: 3. MINERALIZAÇÕES DENTINÁRIAS ● qualquer deposição de dentina ocorrida após a formação do dente estar completa (fechamento do ápice radicular) - dentina secundária - ao longo do tempo vai diminuindo a câmara pulpar e cornos pulpares devido a deposição de dentina secundária Aspecto de meia lua contornando a coroa dos dentes 11 e 21 indicando a ABRASÃO. Lesões em forma côncava em todas as superfícies linguais e vestibulares de dentes anteriores, principalmente dos incisivos. Aumento da radiolucidez geral coronária em forma de meia lua - dentina terciária (reacional) - devido a uma agressão (lesão cariosa, restauração) vai haver a diminuição da câmara pulpar e cornos pulpares. Forma-se devido a uma estimulação pulpar. O dente da esquerda é de uma criança. O dente da direita é de um idoso, nota-se a diminuição da câmara pulpar e cornos pulpares. No 2º molar houve a deposição de dentina secundária e consequente redução da câmara pulpar e cornos pulpares. Pode-se afirmar que não foi por conta da restauração devido ao seu tamanho (pequeno) e distância. Deposição de dentina secundária nos dentes anteriores inferiores. Nos dentes 21 de ambas radiografias nota-se a calcificação do canal radicular devido a deposição de dentina secundária. Com a lesão cariosa há deposição de dentina secundária e retração do corno pulpar. Devido a restauração ocorreu retração dos cornos pulpares. Devido a proximidade da restauração mal-adaptada com o corno pulpar do dente 36 houve uma retração do corno pulpar do dente devido a deposição de dentina terciária. No dente 45 há uma lesão cariosa tanto no esmalte e dentina no qual houve uma retração da câmara pulpar devido a deposição de dentina terciária. ● não consigo diferenciar os tipos de dentina 4. NÓDULOS PULPARES CAUSAS: - idiopática - irritantes locais de ação prolongada - variação biológica normal ● Assintomático ● IMPORTÂNCIA CLÍNICA: caso o dente necessite de tratamento endodôntico podem dificultar o acesso e deverão ser removidos. ● IMAGEM RADIOGRÁFICA: - imagens radiopacas localizadas no interior da cavidade pulpar - formato redondo, oval ou afilado No dente 36 houve uma lesão de cárie secundária profunda com consequente calcificação dos cornos pulpares devido a deposição de dentina terciária. No dente 37 também ocorreu a deposição de dentina terciária devido a grande extensão da restauração (material restaurador está em falta). mineralização em formato ovalado, arredondado ou mesmo em forma de agulha no interior da cavidade pulpar e/ ou canal radicular. Nódulos pulpares dos dentes 11 e 21. Nódulos pulpares dos dentes 31, 32, 33 e 34. Dois nódulos pulpares no dente 12. Nódulos pulpares nos molares.