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revisão eixo 1 Carla Geovana Teles VAI CAIR SÓ PRIMEIRO, SEGUNDO E TERCEIRO COMPONENTE E IVAN ILITCH. UMA QUESTÃO DO DOCUMENTÁRIO. Primeiro componente. Explorando a doença e a experiência dela. · Avalia a história, exame físico e exames complementares; · Avalia a dimensão da doença: sentimentos, ideias, efeitos sobre a funcionalidade e expectativas da pessoa. SIFE. · Existe diferença entre doença e a vivência de cada pessoa com essa doença – chamado de processo de adoecimento ou experiência da doença. · Modelo biomédico – usa os sinais e sintomas como indicadores. O profissional elabora um raciocínio clínico para diagnosticar uma patologia. · Uma pessoa pode portar uma doença sem manifestar seus sintomas, sinais ou adoecimento. Como um hipertenso assintomático. · Pode, também, padecer de intenso processo de adoecimento sem estar doente no sentido “tradicional”. Como uma perda recente. · A experiência da doença: · O profissional deve se atentar aos sinais e indicações apresentados durante o atendimento. · Os fatores esclarecem tanto o processo, quanto o próprio diagnóstico clínico. · Sinais e pistas refletem as ideias subjacentes, preocupações e experiências. · Expressão verbal ou corporal de sentimentos – medo, preocupação, aflição. · Tentativa de entender ou explicar os sintomas sentidos. · Pistas na fala que demonstram preocupações pessoais. · Histórico pessoal que revela ligações com condições médicas ou fatores de risco. · Comportamentos sugerem preocupações não resolvidas ou expectativas – resistência a aceitar recomendações, busca de segunda opinião, etc. · Avalia-se a dimensão da experiência da doença através do SIFE: · S: sentimentos. Exemplo: ela teme que os sintomas podem indicar câncer? · I: ideias. Exemplo: será que essa cólica é uma pedra no rim? · F: funcionalidade. Exemplo: essa doença vai me impedir de trabalhar? · E: expectativas. Exemplo: o que a pessoa espera do médico? · A sensação de vulnerabilidade leva a dificuldade ou impossibilidade de expressar dúvidas e angústias. Usa-se da escuta ativa para perceber problemas ocultos. Segundo componente – seção 01 e seção 02. Entendendo a pessoa na totalidade. · A pessoa: sua história de vida, aspectos pessoais e de desenvolvimento. · Contexto próximo: sua família, comunidade, emprego, suporte social. · Contexto amplo/distante: sua comunidade, cultura e ecossistema. · O componente mais importante do MCCP. Doenças são uma das dimensões da condição de pessoa. · Melhora a interação médico-paciente, podendo ser útil quando sinais e sintomas não apontam doenças definidas. Ou uma resposta parece exagerada ou fora de propósito. · A vivência é influenciada pelas fases de seu desenvolvimento. Exemplo: uma mulher de meia idade, esposa, mãe, filha e trabalhadora. Vive um contexto muito complexo. Cada problema pessoal pode ser enxergado não apenas como fenômenos isolados. · A experiência costuma vir associada a um grau de sofrimento significativo. Grande parte não é físico, e sim espiritual. · O sofrimento se dá por perguntas básicas existenciais, como: Quem sou eu? O que dá valor à minha vida? O que vai acontecer comigo? · A experiência varia de acordo com o contexto em que a pessoa está inserida. · Contexto próximo: família, educação, questões financeiras, emprego, lazer, suporte social. · Contexto amplo: comunidade, cultura, geografia, economia, UBSF, meios de comunicação. · A longitudinalidade favorece o conhecimento progressivo do contexto da pessoa. Aspectos psicodinâmicos da relação médico-paciente. · Determinantes sociais do processo de saúde e doença. · Abordagem integral ao paciente e sua família. · Individuo, cultura, sociedade e saúde. · Problemas, metas e papéis. · Terceiro componente. Elaborando um plano conjunto de manejo de problemas. · Avalia quais os problemas e prioridades. · Estabelece os objetivos do tratamento e do manejo. · Avalia e estabelece os papéis da pessoa e do profissional de saúde. · Plano conjunto de manejo dos problemas: · Permite entendimento mútuo e estabelece uma concordância em 3 áreas-chave: problemas/prioridades, metas e papeis a serem assumidos por cada um. · É fundamental antes da avaliação da experiência da doença da pessoa, seguindo o SIFE. · Problema – discute em uma linguagem que o paciente possa entender. Define um problema prioritário. · Metas – não podem ser divergentes. Pode ser um desafio. É importante atentar-se à hesitação em expressar algo, que pode sinalizar que não se tornaram explicitas as questões ou ainda não foram abordadas. Devem ser bem claras para ambos médico e paciente. Ouvir as preocupações e opiniões do Pcte, não apenas o chamando de desobediente. Escuta ativa. · Papeis – negociados de forma clara e devem ser repetidos pelo paciente para que fique claro o entendimento. Repassar até que o entendimento total seja alcançado. · Em geral, a relação melhora a cada encontro e se fortalece ao longo do tempo. Livro: A morte de Ivan Ilitch. · Personagens: Ivan Ilitch, Guerásim, Piotr Ivanovich, Prascóvia Fiodórovna e Lisa. · Ivan não soube viver e morrer, mas tentou encontrar respostas no processo de agonia que enfrentou. · A morte ocorre no primeiro capítulo. Era apenas um detalhe. Esfriamento das relações interpessoais com colegas de carteado e de trabalho e amigos. · Movidos por interesse. · O protagonista acreditava ser um homem especial. Buscava ascensão profissional e reconhecimento por status financeiro. · Era funcionário publico do sistema judiciário da Rússia czarista. Vive totalmente despreocupado. · Encontra no trabalho o refúgio para evitar sua família. · Os médicos não conseguiam obter um diagnostico satisfatório após sua queda. Quarto componente: Promoção de saúde e prevenção de agravos. · Melhorias de saúde. · Evitando ou reduzindo riscos. · Identifica precocemente os riscos ou doenças. · Reduz complicações. · “Processo de habilitar pessoas a assumir o controle de sua saúde e melhorá-la” OMS. · Objetiva reduzir o risco de uma doença. · As estratégias se dividem em: · Evitar riscos – prevenção primária. · Reduzir riscos – prevenção secundária. · Identificar precocemente e reduzir complicações – prevenção terciária. · A quaternária poderia ser voltada para reduzir danos causados pelo intervencionismo excessivo nos cuidados de saúde – iatrogenia. · A prevenção começa no entendimento da pessoa como um todo. · O profissional deve avaliar seis aspectos do mundo da pessoa: · A experiência dos determinantes mais amplos de saúde ao longo da vida. · A doença atual e as potenciais. · A experiência de saúde e de doença. · O potencial para a saúde. · O contexto. · O relacionamento entre a pessoa e o profissional. · Abordagem educacional voltada para a pessoa. Desencadear reflexões críticas por meio do diálogo, conscientizando sobre seu potencial para a saúde. · Ajuda a avaliar práticas e valores que permeiam essas práticas. · O próprio profissional de saúde se torna aprendiz, coletando dados que ajudam na condução/pactuacao do tratamento. · Adquire experiência em cada processo de interação entre pessoas. Documentário: Muito além do peso. ·