Prévia do material em texto
1 Evelyn Almeida 6º semestre COSTELAS INTRODUÇÃO Coexistem 12 pares de costelas e cartilagens costais associadas. Há três tipos de costelas: 1. Costelas verdadeiras (vertebrocostais): vai da 1ª a 7ª costela e são caracterizadas por serem fixadas diretamente ao esterno pelas suas próprias cartilagens costais. 2. Costelas falsas (vertebrocondrais): vai da 8ª a 10ª e caracteriza-se por não se ligarem diretamente ao esterno, apesar de terem cartilagem. 3. Costelas flutuantes (vertebrais/livres): vai da 11ª a 12ª e não fazem conexão com o esterno. IMAGEM DE APOIO monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado http://cbs.wondershare.com/go.php?pid=3022&m=db 2 Evelyn Almeida 6º semestre CLASSIFICAÇÃO TÍPICAS (3ª-9ª) São compostas pelas seguintes estruturas: Cabeça da costela: contém duas faces articulares, separadas pela crista da cabeça da costela. Uma face se articula com a vértebra de mesmo número e outra para a vértebra superior a ela. Colo da costela: une a cabeça da costela ao corpo no nível do tubérculo. Tubérculo da costela: situado na junção do colo e do corpo. Corpo da costela: fino, plano e curvo, principalmente no ângulo da costela, onde a costela faz uma curva anterolateral. Esse ângulo também marca o limite lateral de fixação dos músculos profundos do dorso da costela. A superfície interna côncava do corpo exibe um sulco da costela, que oferece alguma proteção para o nervo e os vasos intercostais. OBS.: Toracotomia deve ser feita na região superior do corpo das vértebras. ATÍPICAS (1ª, 2ª e 10ª-12ª) 1ª – É a mais larga, mais curta e a mais curva das 7 costelas verdadeiras. Tem uma única face articular em sua cabeça para articular apenas com a vértebra T1 e dois sulcos transversais na superfície superior para os vasos subclávios 2ª – Tem corpo mais fino, menos curvo e é mais longo que a primeira. A cabeça tem duas faces para articulação com os corpos das vértebras T1 e T2. Sua principal característica atípica é uma área rugosa na superfície superior, a tuberosidade do músculo serrátil anterior. A 1ª e a 2ª costela, juntas, formam o movimento em braço de bomba, também chamada de alça de bomba. 10ª a 12ª – Assim como a primeira, contém apenas uma face articular em suas cabeças, portanto, se articulam apenas com uma vértebra. 11ª a 12ª – São curtas e não têm colo nem tubérculo. monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado 3 Evelyn Almeida 6º semestre COSTELAS X ESTERNO Articulações esternocostais: Da 1ª a 7ª costela são articuladas através de suas cartilagens costais com a borda lateral do esterno. 1º par – Liga-se ao manúnbrio, apenas. 2º par – Ligado ao manúnbrio e ao corpo do esterno. 3º ao 6º par – Conectados ao corpo do esterno. 7º par – Ligado ao corpo do esterno e ao processo xifóide. OBS.: O esterno é dividido em manúnbrio/cabeça do esterno, corpo e processo xifóide. MOVIMENTOS DA PAREDE TORÁCICA Os movimentos da parede torácica e do diafragma durante a inspiração causam aumento do volume torácico e dos diâmetros do tórax. Por outro lado, durante a expiração (processo passivo), o diafragma, os músculos intercostais e outros músculos relaxam, reduzindo o volume intratorácico e aumentando a pressão intratorácica. Simultaneamente a pressão intra-abdominal diminui e as vísceras abdominais são descomprimidas. Alça/Braço de bomba – quando as costelas superiores (até a 2ª ou 3ª a depender do autor) são elevadas, a dimensão AP do tórax é aumentada. Alça de balde – as partes médias das costelas inferiores movem-se lateralmente quando são elevadas, aumentando a distensão transversal. A associação dos movimentos das costelas que ocorrem durante a inspiração forçada aumenta as dimensões AP e transversal da caixa torácica. MÚSCULOS DA RESPIRAÇÃO O principal músculo de todo o processo da respiração é o diafragma (responsável pela separação da cavidade torácica com a cavidade abdominal). Essa estrutura possui duas hemicúpulas, disposto nos últimos arcos costais, a nível das vértebras T11 e T12 e se estende até o psoas, formando os pilares diafragmáticos. monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado 4 Evelyn Almeida 6º semestre Porém, temos diversos músculos toracoapendiculares se fixam na caixa torácica e vão auxiliar no processo da respiração, dentre eles: m. peitoral maior, peitoral menor, subclávio, serrátil anterior e latíssimo do dorso. OBS.: Os peitorais, o serrátil inferior e o escaleno podem funcionar como músculos são músculos toracoapendiculares considerados acessórios da respiração. Além deles, a musculatura abdominal também auxilia, principalmente na expiração; o esternocleidoccipitomastoideo na insipiração. Ademais, há os músculos intercostais internos (auxiliam na expiração), externos (auxiliam na inspiração) e íntimos. Eles estão situados nos espaços intercostais, sendo diferenciados pelas suas diferentes distribuições. DICA: INterno – EXpiração / EXterno- Inspiração EXTERNOS Composta por 11 pares que percorrem os tubérculos das costelas posteriores até as junções costocondrais anteriores (predomínio posterior); Seu sentido é mais inferoanterior e medial, entre a costela acima até a costela abaixo; Quando contraem eles conseguem expandir o arco costal. INTERNOS Composto por 11 pares que seguem profundamente e perpendicularmente aos intercostais externos; As fibras seguem em sentido inferoposterior e lateral entre as costelas; Quando contraem diminuem o diâmetro torácico e auxiliam na expulsão do ar. E NA PRÁTICA? ACESSO CENTRAL Na passagem do acesso central na veia subclávia, devemos ter em mente a anatomia regional. Precisamos delimitar o 2º espaço intercostal, nos direcionar para a linha hemiclavicular e na região abaixo da clavícula e acima do monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado 5 Evelyn Almeida 6º semestre primeiro arco costal devemos perfurar com a agulha no ângulo de 30 graus em direção da fúrcula para encontrarmos o v. subclávia. OBS.: Cuidado com a possibilidade de fazer pneumotórax. DRENO DE TÓRAX ATLS – Procedimento deve ser feito no 5º espaço intercostal. Nessa região há uma sombra do diafragma, portanto, devemos fazer entre a linha axiliar anterior e média, caindo na lateral do tórax. monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado monic Sublinhado