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Embriologia do Fígado 
O fígado surge da porção distal do 
intestino anterior na quarta semana da 
VIU, nesse período é quando surge o 
divertículo hepático. Esse divertículo é 
uma bolsa que surge do intestino 
anterior e é ela quem dá origem ao 
fígado e a vesícula biliar. 
E de onde o divertículo hepático veio? 
Nós sabemos que o intestino anterior é 
revestido por endoderma internamente, nessa região existe uma hipótese que existem células 
endodérmica bipotenciais (com determinado estímulo podem se diferenciar e formar um grupo 
celular específico). A depender do que estimule essas células elas podem se transformar no divertículo 
hepático ou nos brotos que vão dar origem ao pâncreas e por esse motivo elas recebem esse nome 
de bipotenciais. 
E o que faz com que essas células se diferenciem e formem o divertículo hepático? Um fator de 
crescimento chamado de FGF (fibroblastos) que é produzido pelo coração em desenvolvimento. À 
medida que o coração se desenvolve ele produz esse FGF que chega na região do intestino anterior e 
estimula o surgimento do divertículo que aparece na quarta semana de VIU. 
O divertículo hepático vai 
surgir na quarta semana e 
ele vai crescer dentro do 
mesogastro ventral, então 
ele é revestido por 
peritônio, em direção a 
uma estrutura chamada de 
septo transverso (porção 
do mesoderma esplâncnico 
que fica superiormente ao 
mesogastro ventral). 
Nessa imagem dá para ver 
o estomago revestido por 
peritônio, o que tá a frente 
do fígado é o mesogastro 
ventral e o que está atrás é 
o dorsal. Então, à medida 
que o fígado vai subindo 
ele vai encontrar essa 
região do septo transverso. 
E o que o septo transverso vai ser na vida adulta/após o nascimento? Ele é aquele tendão fibroso 
central não contrátil do diafragma, porque ele separa a cavidade torácica da cavidade abdominal, 
separa o coração do intestino médio. 
Aí o divertículo hepático cresceu direção para cima e para, só que essa porção que fica em cima, 
encostada no septo transverso, ela não é revestida por peritônio e por isso é chama de área ou zona 
nua. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na imagem ao lado veremos o que vai acontecer na 
quinta semana da VIU: 
Primeiro surgiu o divertículo e após o surgimento desse 
divertículo ele vai se separar em duas porções (cranial e 
caudal). A porção cranial é a maior, será ela que dará 
origem ao fígado, a caudal é a menor e quem vai dar 
origem a vesícula. 
Ele já não tem mais o formato de uma bolsa, agora ele 
tem o chamado cordão hepático. Ele representa 
sequência de células hepáticas (que vão representar o 
parênquima do fígado) e elas surgem em “sequência” por isso levam o nome de cordões hepáticos. A 
origem dessas células dos cordões é de origem endodérmica e essas células endodérmicas vão dar 
origem também ao revestimento dos ductos biliares intra-hepáticos. 
Não é porque o divertículo hepático surgiu das células endodérmicas que todos os constituintes do 
fígado precisam ser dessa mesma origem. Existem estruturas específicas do fígado que vão ser dessa 
origem: hepatócitos e revestimento dos ductos biliares intra-hepáticos. Mas, outros constituintes 
como células de Kuppfer, células hematopoiéticas, o que tiver de tecido conjuntivo ou fibroso, acaba 
vindo do mesênquima esplâncnico. 
À medida que essas células dos cordões vão crescendo elas vão se encontrar 
com os capilares sinusoides hepáticos que veem da veia umbilical (que traz 
o sangue oxigenado). Dessa veia umbilical vão sair capilares, são os capilares 
sinusoides e teremos uma sequência de capilares e cordões ... 
A vascularização da veia umbilical é muito importante para o 
desenvolvimento do fígado e para determinar a segmentação do fígado. O 
fígado cresce tanto que na décima semana de VIU ele ocupa grande parte 
da cavidade abdominal e ele corresponde mais ou menos a 10% do peso 
corporal, sendo que na vida humana adulta ele representa cerca de 2%. 
Por volta da sexta semana da VIU o fígado se torna um órgão 
hematopoiético e por conta desse processo ele se torna bem 
avermelhado. É um dos motivos, como é visto em sistema 
urinário que o rim ele é muito grande e que o fígado é muito e é 
por isso que o intestino se desenvolve fora do corpo do bebê por 
um tempo. 
 Inicialmente ele é de tamanho único, mas depois o lobo direito 
cresce mais que o lobo esquerdo. 
O mesogastro ventral, fica na frente do estomago, ele vai formar o omento menor (ligamento 
hepatoduodenal e hepatogástrico) e o ligamento falciforme. 
Por fim, o fígado vai acompanhar a rotação do estômago, à medida que o estômago vai girando o 
fígado vai girar também para o lado direito.

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