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Os gametas não se desenvolvem de maneira igual, existe uma diferença entre o masculino e feminino. O processo principal de transformação dessas células é a meiose (ele diminui pela metade o material genético) transformando diploide –> haploide A mitose também é importante porque esse processo aumenta o numero de células – sendo no masculino algo que nunca acaba e no feminino existe um tempo limite, como uma pausa e voltam na puberdade ➔ Ordem das etapas: mitose, meiose e diferenciação celular Essas células, durante o processo embrionário, ficam fora do corpo. Então, as células que vão se transformar em gametas (no inicio da transformação fetal) ficam na parede do saco vitelínico (onde sofrem o processo de mitose) Para a formação do individuo células vão sendo estimuladas a se diferenciar para dentro do corpo. Esses fatores de transformação e estimulação estão presentes no inicio fetal Esses retângulos da imagem se chamam “metâmeros” que são formados por somiteros, por causa de moléculas proteicas estimuladoras e essas moléculas são liberadas nas células vizinhas, transformando- as, menos as germinativas (que não podem entrar em contato com essa transformação) – então as células que vão se transformar em gametas ficam fora do corpo para não estar em contato com moléculas de transformação – elas vão passar por isso depois Depois que vira uma feto e a gônada (que determina se o individuo vai ter testículo ou ovário) é presente, vão para dentro do gônada. Então existem fatores quimiotáticos (químicos atrativos) que fazem essas células andaram do saco vitelínico, passar pelo mesentério até chegar perto da aorta e entrar na gônada (lá se estimula a transformação – meiose) Na mitose essas fases acontecem somente uma vez, já na meiose (especificamente telófase) divida-se e inicia novamente. Então na vida fetal do gameta feminino, já com seu ovário formado, essas células primitivas já iniciam a meiose, mas logo para na prófase 1 – onde existem subdivisões, uma delas se chama “diplóteno” e é lá que as células femininas estão paralisadas. Quando o corpo feminino está na puberdade, a cada ciclo estral (cio do animal), um grupo dessas células que estavam paradas vão continuar sua meiose, mas próximo da ovulação existe outra pausa onde acontece a ovulação de um ovócito (período da metáfase 2). Essas pausas acontecem por conta de proteínas. Todas as células do nosso corpo tem o mesmo material genético, as únicas células que vão ter metade do material genético são as células reprodutivas. Nesse material genético tem os cromossomos sexuais (X ou Y) sendo o X feminino e o Y masculino – esse processo é conhecido como diferenciação celular Embriologia Aplicada Gametogênese Células germinativas primarias Fases da mitose e meiose Leptóteno: o material genético esta se espessando (espessamento dos cromossomos) – fino Zigóteno: se juntam e ainda permanecem espessos Paquíteno: muito espesso – local que acontece o Crossing Over (cromossomos dos pais trocam seus pares – é a mistura que causa a diferenciação do individuo e suas próprias características) Diplóteno: separação da dupla (pausa da fêmea) O macho, quando entra em processo de meiose, cada espermatogonia entra em divisão e vão formar 4 células viáveis – então cada espermatogonia forma 4 espermatozoides viáveis. Na fêmea, cada ovogonia que entra no processo de meiose forma somente 1 célula germinativa viável. Isso se da porque cada vez que se divide, fica maior (sendo considerada a maior célula do corpo) e logo passa pelo corpúsculo polar Na segunda divisão, o corpúsculo polar e material genético não podem ficar naquele local (teria excesso de material genético na célula) então precisam ser descartados Ele é feito por uma célula globosa que precisa sofrer a diferenciação celular e se tornar um gameta apto a chegar até a tuba uterina Fases da citocinese Espermatozoide 1. Cabeça do espermatozoide vai ocorrer a transformação do acrossomo – derivado do complexo golgiense (ele vai ter enzimas que serão fundamentais para a fertilização, ou seja, para adentrar no gameta feminino) 2. Na região medial, existe o acumulo de mitocôndrias e centríolos, juntamente naquela parte nascerão microtúbulos (faz parte do citoesqueleto e tem ação de movimento) a anergia para o movimento vem das mitocôndrias 3. O citoplasma é absorvido porque não pode ficar perto do núcleo (para ele andar em linha reta e chegar na tuba uterina) Adesão ou contato é a primeira fase da fertilização – proteínas expressas na membrana dessas células farão com que elas se juntem (as células) a partir do momento que tem esse contato, o espermatozoide vai sofrer um processo de reação acrossomal (segunda fase da fertilização) e enzimas são liberadas desse acrossomo, criando-se um canal do espermatozoide até a membrana do ovócito (terceira etapa) quando forma-se esse túnel acontece o crescimento do processo acrossomal (projeções do espermatozoide vão invadir esse túnel para alcançar a membrana do ovócito – isso acontece para as membranas se unirem). A quarta etapa é a fusão das membranas celulares, quando elas se juntam aparece um “vão” entre elas (quinta etapa) e o núcleo do espermatozoide pode ser lançado dentro do gameta feminino (pronúcleo é lançado para dentro do gameta feminino). E a sexta etapa se chama reação cortical – a camada cortical do gameta feminino, que estava fina, começa a se espessar e gerar produção de várias moléculas e enzimas, criando um involucro (uma impermeabilidade nesse gameta) para que nenhum outro núcleo masculino seja lançado para essa célula. Clivagem – primeira parte do desenvolvimento embrionário Precisamos avaliar o crescimento em três etapas e com isso, analisar os fatores que vão interferir nelas – a maior parte desses fatores são as proteínas (produzidas pelo embrião no desenvolvimento) que vão gerando essas diferenciações 1. Diferenciação das células Modelagem: a organização de como o corpo é construído (ele tem uma ordem genética de construção) Morfogênese: como cada órgão vai se transformar para atingir a forma final A diferenciação celular é o fato do individuo ser originado por uma célula (chamada zigoto) e essa célula passa por varias transformações até chegar na formação de veias, artérias (tendo a sua especificidade) quando o filhote já está para nascer. Então é importante saber que cada vez que uma célula se diferencia ela vai ficando mais especifica em uma determinada função do corpo. E cada vez que uma célula se diferencia, a potencialidade dela diminui (podendo ser excluída pra sempre como os neurônios ou hemácias – que não conseguem se diferenciar mais depois de tantas vezes fazendo esse processo) As células são induzidas para serem determinadas – elas recebem um estimulo químico (proteica) pelas células vizinhas. Mas para as células realmente serem diferenciadas precisam ser competentes, que nada mais é que uma mudança na sua membrana celular (por exemplo: expressar receptores para as proteínas se ligarem e gerar a diferenciação celular). Mas se uma célula produz os receptores e a proteína não chega até aquele local para ter a ligação, os receptores são retirados e a célula sofre um processo de apoptose (morte celular programada). Fatores ambientais também podem modificar o desenvolvimento (seja no metabolismo da mãe ou nos órgãos do feto) Processo de fertilização – etapas Fatores para o desenvolvimento A cada ramificação da imagem, as células vão se diferenciando e consequentemente perdendo sua potencialidade. Na imagem também podemos observar os três folhetos germinativos: 1. Endoderma (trabalham no fígado – por exemplo) 2. Mesoderma (grandes músculos) 3. Ectoderma (trabalham na formação de neurônios) Nessa outra imagem podemos observar a modelagem, mostrando uma ordem da construçãodo corpo e os genes determinantes (que não são diferente dos animais). Esses genes que fazem a construção do individuo de uma forma organizada se chamam “Homeobox” A morfogênese é a forma final dos órgãos – quanto antes uma alteração genética ou um fator teratogênico agir no corpo desse feto, maiores são os problemas (principalmente no inicio da gravidez com o teratogênico – toxicidade). Fatores de crescimento derivados dos fibroblastos (fibroblast growth factor– FGF), que inclui mais de 20 proteínas. Família Hedgehog, incluindo as proteínas codificadas pelos genes Sonic hedgehog (Shh), Desert hedgehog (Dhh) e Indian hedgehog (Ihh). Agentes transformadores do inicio da fase embrionária Família Wingless (Wnt), que contém ao menos 15 proteínas, as quais interagem com receptores transmembrana conhecidos como proteínas Frizzled. Superfamília do Fator de crescimento transformador-β (transforming growth factor – TGF-β), que inclui ao menos 30 moléculas, tais como as famílias do TGFβ, da ativina e das proteínas ósseas morfogenéticas (bone morphogenetic protein – BMP), bem como as proteínas nodal, fator neurotrófico derivado da glia (GDNF), inibia e substância inibitória mülleriana (MIS). Ordem que a potencia vai se perdendo por conta da diferenciação celular: Totipotência celular: célula zigoto – que podem se transformar em qualquer célula do corpo Pluripotentes: quando acontece a separação (no embrião – crescimento e desenvolvimento) chega em um momento que ele se divide em “polo animal” e “polo vegetativo” e nesse polo animal terá a massa celular interna (células dessa massa são as pluripotentes) mas ainda consegue fazer alguns tecidos e órgãos Multipotentes: essa massa interna vai sofrer um processo de gastrulação -> onde acontece a formação dos três tecidos embrionários (endoderma, mesoderma, ectoderma) Unipotentes: na formação dos ossos, os grupos de células do somitos vão virar osteoblastos (altamente especifica para o desenvolvimento ósseo) – exemplo (mas todos com terminação em “blastos” são células muito especificas e por isso são classificadas de unipotentes) Terminantemente diferenciada: osteócito não se encaixa nessa categoria porque eles possuem a capacidade de voltar a ser um osteoblasto (para recuperação de um osso por exemplo), já os NEURÔNIOS se enquadram nessa classificação por não conseguirem mais se diferenciar depois de tantas vezes (limite). Reprogramação genômica: é possível reprogramar o genoma – mudar características dos genes As células da íris, o núcleo das células possui genes para a produção de insulina, mas ela não usa – isso acontece porque quando elas diferenciam, alterações epigenéticas vão bloquear a leitura do gene (ou vão facilitar a leitura do gene dependendo do local) Metilação do DNA, pelo qual a cromatina de algumas regiões do genoma torna-se altamente condensada e transcricionalmente inativa Modificações nas proteínas histonas incluindo a acetilação das histonas, que comumente leva a uma conformação mais relaxada da cromatina permitindo a transcrição Regulação gênica por polycomb-trithorax fica a cromatina em conformações reprimidas (Polycomb) ou ativas (trithorax). ➔ Quando a região se torna condensada, o gene se torna dificilmente lido ➔ Fatores de transcrição Essa forma inicial do zigoto, permite criar maiores ou menores tecidos extracorpóreos – no caso dos mamíferos, o saco vitelínico é pequeno e o núcleo acaba sendo o responsável pela criação dos tecidos extracorpóreos, diferente dos peixes, repteis, aves e mamíferos ovíparos (que possuem um saco vitelínico grande) Este problema é o aumento total da sequencia de cromossomos – então quando o zigoto é formado, ele precisa ser uma célula diploide (2n), mas se por acaso ele tiver 3n significa que ele (zigoto) está com mais Potencial celular X Genômico Alterações epigenéticas Poliploidia números de cromossomos que o esperado – chamamos esse processo de “poliploidia” e leva a morte Como ocorre a poliploidia A poliploidia pode acontecer quando um espermatozoide entra (no processo de fertilização) cria-se a “reação cortical” para que nenhum outro núcleo de espermatozoide ser lançado lá dentro, porém se acontece a falha de outro núcleo adentrar o resultado é a poliploidia. A outra forma da poliploidia é quando o ovócito secundário (liberado pelo gameta feminino – na meiose) ele precisa fazer mais uma divisão e quando o gameta masculino penetra é o momento final da meiose -> consequentemente se forma duas células: ovulo e segundo corpúsculo polar – esse segundo corpúsculo polar precisa ser destruído, se ele não for, resulta em 3n (poliploidia) Trissomia é diferente da poliploidia ➔ Poliploidia: 3n – todos os pares a mais ➔ Trissomia: 1 par com 3 cromossomos (XXY e não XY) O embrião sofre muitas divisões, como na imagem: Essas divisões são mitoses, porém mitoses diferentes (cada uma possui um nome especifico) – então a Clivagem são as mitoses que o embrião sofre no inicio da vida Uma célula mãe cresce e se divide em duas células filhas e o gameta feminino (quando é fertilizado) se torna zigoto, esse zigoto vai ter o mesmo tamanho de um gameta feminino – Então, na hora que os gametas se juntam (cromossomo do pai e da mãe) vão gerar um núcleo único (porem ele ainda não trabalha produzindo as próprias enzimas e proteínas), ele retira isso da mãe (gameta feminino) – isso serve para todos os mamíferos. O anel fibrótico (para gerar separação da célula) vem de filamentos de actina e o zigoto não consegue produzir isso ainda, ele é dependente da mãe. Além disso, depende de espécie para espécie quando o zigoto aprende a controlar o núcleo dele sozinho. A segunda divisão vai formando células cada vez menores – cada célula formada se chamara “blastômero” pois sofre clivagem (mitose diferente) A fêmea tem outra importância na origem da vida que é uma capa protetora chamada “zona pelúcida”, que se origina do ovário (ele produz) – essa capa tem proteínas de membrana que protegem os blastômeros a partir de agora esse número de células (blastômeros) vai aumentando até chegar em um ponto de formar uma massa globosa compactada (células compactadas) que se chamará “mórula” – ainda protegidas por essa capa (zona pelúcida) A clivagem em outros animais são diferentes para gerar tecidos extrabionarios – principalmente o saco vitelínico Essas células começam a criar uma divisão da camada externa e camada interna – onde a parte externa se chama “trofloblasto” e as células internas vão criar o “embrioblasto – massa celular interna” Clivagem – fases de vida do embrião No inicio ainda não existe uma cavidade – então quando essa massa interna está se juntando sem a presença de um buraco (cavidade) chamamos o individuo de “blastocisto” – quando essa cavidade aparece mudamos o nome para “ blástula” e nessa etapa as células não são mais totipotentes, ou seja, são mais especificas, perdem sua potencia de diferenciação. Os tecidos extraembrionários (fora do corpo do embrião, como a placenta) são formados pelos trofoblastos – elas são especificas então chamamos de “pluripotentes”. Além disso, os embrioblastos (massa interna) vão estar responsáveis pela formação dos órgãos desse embrião. A zona pelúcida nessa etapa começa a ser destruída pois o embrião inicia sua própria autonomia. Na próxima etapa ocorre uma organização das células da massa celular interna – elas vão se classificar em duas camadas de tecido primeiramente e depois surgirá uma terceira camada 1. Camada endoderma 2. Camada mesoderma 3. Camada ectoderma Nesse momento da formação desses três tecidos, o individuo se chamará “gástrula” – fase de organização e transformação, onde as células vão virar “multipotentes – totalmente especificas” A partir da gástrula teremos duas coisas importantes:o desenvolvimento completo dos anexos fetais, os anexos são: 1. Saco vitelínico – serve como reserva de nutrientes, leite uterino -> placenta 2. Saco amniótico – liquido amniótico, 3. Córion – capa protetora 4. Saco alantóide – local de armazenamento da urina do feto. O canal de ligação da bexiga com o saco alantóide chamasse “Úraco” Leite uterino – nutre o embrião antes da formação da placenta e esse leite também vai para cérvix do útero criar um tampão protetor que impede o aborto (gera uma secreção densa) O saco alantóide é destruído quando o cordão umbilical se rompe, mas o úraco está lá dentro indo do umbigo até a bexiga – por isso o umbigo precisa cicatrizar, se não, pode causar uma doença chamada “úraco persistente” Úraco persistente O úraco é um pequeno canal que corre junto aos vasos umbilicais, cuja finalidade é a de eliminar a urina fetal para a cavidade alantoideana, formando o líquido alantoide. A persistência ou não-regressão do conduto urinário fetal, que em condições normais se oblitera logo após o nascimento, possibilita a eliminação da urina através do umbigo. A urina escorre gota a gota pelo coto umbilical, que em sua base está sensível, quente e úmido. No momento da formação da gástrula podemos observar um “fundo” na ectoderma, chamada “linha primitiva” – conforme vai afundando, se forma um sulco, chamado “sulco neural” e ele se afunda até as bordas se encontrarem, então se forma o “tubo neural” e o embrião começa a se chamar nêurula – ultima fase de vida do embrião A ordem de vida do embrião então fica: zigoto, blastômeros, mórula, blástula, gástrula e nêurula O ectoderma dá origem ao SNC; ao SNP; ao epitélio sensorial do olho, ouvido e nariz; à epiderme e seus apêndices; às glândulas mamárias; às glândulas subcutâneas; à hipófise; e ao esmalte dos dentes. As células da crista neural originam às células dos gânglios autônomos, espinhais e cranianos (V, VII, IX e X pares); às células que revestem o SNP; às células pigmentares da derme; aos músculos, tecidos conjuntivos e ossos dos arcos branquiais; à medula da adrenal; e às meninges. O mesoderma origina o tecido conjuntivo; à cartilagem, osso, músculos estriado e liso; ao coração, sangue e vasos e células linfáticas; aos rins, ovários e testículos; aos ductos genitais; às membranas serosas; ao baço e ao córtex da glândula adrenal. O endoderma dá origem ao revestimento epitelial dos tratos gastrointestinal e respiratório; o parênquima das tonsilas; glândulas tireoide e paratireoide; ao timo, fígado e pâncreas; epitélio da bexiga e uretra; epitélio da cavidade timpânica, e canal auditivo. É do sinciciotrofoblasto que surgira a placenta A invasão que a placenta faz na parede uterina pode ser total – então existe dois loros de fixação da placenta: “superficial” ou “profunda” (faz contato com o endométrio) e a outra parte não (a fixação está dentro da parede uterina) “fixação intersticial profunda” – esse tipo de contato facilita as trocas materno-fetais porque a placenta fica bem mais próxima dos vasos sanguíneos do útero. No segundo caso pode acontecer maior sangramento e a retenção da placenta – fixação intersticial profunda Freemartin O Freemartin ocorre quando se tem gestação gemelar com outro feto do sexo masculino. Portanto Freemartin é a fêmea que nasce estéril e com características masculinas devido à gestação gemelar com um macho. A placenta pode causar alguns problemas no individuo como: alterações da vulva (atrofia da vagina) – consequentemente dificuldade na hora da copula e parto Gastrulação Anexos embrionários ➔ O macho precisa da testosterona para a formação dos órgãos genitais surgirem, diferente da fêmea A ultima fase de vida do embrião, formando a neurola – está associado com o sistema nervoso. Para ocorrer a neurulação precisa de uma estrutura, que fica embaixo do ectoderma, como um tubo (a parte mais rígida do corpo de embrião) – sendo considerado o primeiro “esqueleto” do embrião, chamado “Notocorda” localizado bem no meio do corpo. Ela é extremamente importante para acontecer a neurulação. Além disso, células da Notocorda liberam proteínas como o Sonic hedgehog e essas moléculas proteicas estimulam as células a cima delas a se transformarem (tudo determinado geneticamente) – e sem o tubo neural não tem encéfalo e consequentemente o individuo nasce sem vida Com a presença dessas moléculas (proteicas) o ectoderma vai se afundando e surge um sulco chamado "Sulco neural” ➔ A notocorda nos acompanhva até o final da vida (os resquícios dela) porém com o nome “núcleo puposo” que fica entre as vertebras. O sulco neural se aprofunda cada vez mais e as células do canto (extremidade do sulco neural) acabam se encostando e por proteínas de membrana criam uma aderência, o sulco se fecha e forma-se o “Tubo neural” – começa o fechamento do meio do embrião e vai até as extremidades. As células da periferia, da outra extremidade vão se soltar ao longo de todo o tubo neural e formar a “Crista neural” ➔ Todo o sistema nervoso central surgira a partir do tubo neural ➔ A crista neural forma os nervos e os gânglios do sistema nervoso Os buraquinhos formados no embrião (do tubo neural) se chamam “neuropolos” – eles precisam se fechar com o desenvolvimento para a formação do cérebro (extremidade do encéfalo) acontecer. Se por acaso esses buracos da região da cauda não fecharem o individuo vai ter uma falha no fechamento de vertebras, meninge e medula exposta (o animal não vai conseguir movimentar os membros pélvicos) ➔ A medula espinhal fica com o formato de um tubo, menos o encéfalo que sofre transformação. Neurulação Para finalizar a parte da cabeça o tubo neural precisa se transformar (dilatar) nas partes do encéfalo – e o embrião nessa fase vira feto. Então no inicio surge três dilatações chamadas “vesículas encefálicas primárias” tais como: Prosencéfalo (amarelo), Mesencéfalo (verde) e Rombencéfalo (azul) Essas dilatações vão se subdividir e formar as “vesículas encefálicas secundarias" e serão cinco: Uma delas não muda, que é a “mesencéfalo” (não acontece transformação. Mas a ordem delas (cranial-causal) fica: telencéfalo, diencéfalo, mesencéfalo, metencéfalo e mielencéfalo O cérebro e o sistema límbico são formados no telencéfalo (precisa acontecer o fechamento daquele buraquinho que vimos anteriormente) – Então a falta da formação do telencéfalo não resulta no surgimento do cérebro A falha na formação do diencéfalo não resulta no surgimento do olho (nervo ótico -> retina -> cones e bastonetes -> visão). Além disso pode falhar também na parte dorsal, na glândula pineal (afetando a reprodução da fêmea) e afeta o hipotálamo (o eixo hipotalâmico hipofisário não surge) Pela falta do mesencéfalo não receber estímulos transformatórios, ele para em seu tamanho reduzido (ele possui um canal chamado “aqueduto do mesencéfalo”) e se esse canal ficar pequeno, o liquor que deveria passar normalmente ali, vai se acumular (atrofiar) e gerar a HIDROCEFALIA Metencéfalo pode se formar, mas não possuir o crescimento final e o individuo pode nascer com o cerebelo pequeno (ele forma a ponte e o cerebelo) – o animal pode vir com hipoplasia cerebelar Mielencéfalo forma a medula oblonga e não existe casos de sua má formação. Doenças vasculares Persistência do ducto arterioso: o canal que comunica a Aorta com o tronco pulmonar (quando o individuo nasce ele precisa fechar) Persistência do arco aórtico: união da aorta (região dorsal com a ventral). Em alguns casos é descoberto esse arco aórtico quando atrapalha o funcionamento de outro órgão (comum: esôfago -> causando megaesôfago) Shunt portossistêmico: canal comunicando veia porta com a veia cava caudal – desvia do sistema porta pra circulação sistêmica -> para no coração -> se espalha no cérebro -> causa morte de neurônios- > encefalopatia hepática Doenças da falha do próprio coração Persistência do forame oval: forame oval é um buraco entre o átrio direito e átrio esquerdo – no nascimento é ideal que ele se feche Defeito do septo interventricular: não se forma a parede muscular do coração corretamente (passagem do sangue do lado direito para o esquerdo), causando hipóxia nos tecidos e atrofia no lado direito do coração – é mais comum em ruminantes Estenose aórtica: má formação da saída da aorta, gerando um espaço estreito e consequentemente o sangue precisa de mais contração pra sair – gerando a hipertrofia O tecido embrionário responsável pela formação do cardiovascular é o mesoderma. ➔ O mesênquima é o tecido conjuntivo do embrião – ossos O coração inicialmente surgirá como um vaso localizados no SACO VITELÍICO (parte externa) – a um conjunto de células que se agrupam na parede do saco vitelínico que se chamam “ilhotas” (grupos ou ilhas de células) essas ilhotas crescem e se fundem, transformando-se em um cordão de células, as células do centro da parede externa se soltam e finalmente temos a formação das células do sangue. Até o fígado e o baço assumirem o “controle” e ficarem responsáveis pela formação das células sanguíneas – no final da gestação a medula óssea vai assumir essa função e ficará até o final da vida ➔ O rim (formado) vai produzir um hormônio (eritropoietina) que será responsável pra estimular a formação de células sanguíneas Nessa imagem podemos ver as ilhotas (vermelho – células sanguíneas) ao redor da cabeça do embrião e o cordão cardiogênico é formado por essas ilhotas na área cardiogênica ➔ Angioblasto: aglomerados de células que formam vasos Cardiovascular Surgimento dos vasos sanguíneos Na cabeça podemos observar uma fissura chamada “sulco neural” como vimos anteriormente – embaixo da cabeça existe um aglomerado dessas células que vão se transformar no cordão cardiogênico, as células do meio vão se soltar e virar um vaso sanguíneo = tubo cardíaco Esse tubo possui um envoltório, que veio do celoma (uma serosa ou membrana que formará o pericárdio futuramente) Surgimento das camadas do coração: pela aderência da membrana celomática vai formar o pericárdio nesse tubo e estimular o crescimento do miocárdio, o próprio tubo vai ser o endocárdio e o pericárdio vai ser a serosa que se aderiu O feto, quando se dobra, surge uma cavidade no centro onde as vísceras vão ser consumidas, essa cavidade se chama “cavidade celomática” – a parede dessa cavidade forma a membrana celomática ➔ exemplo: o pulmão surge lá na traqueia e vai descendo até a região peitoral onde se encontrará com a pleura, o pulmão vai grudar nela. ➔ Serosas surgem no dobramento do feto: peritônio, pericárdio e pleura O crescimento e deslocamento do órgão do feto vai acontecer para o coração assumir sua posição anatômica. Na imagem podemos ver tubos se juntando e lingando-se a outros tubos = essa fusão cria sistema de vasos circulatório para o sangue circular por todo o corpo. A próxima etapa desse vaso (coração) é o dobramento, porque no inicio, o átrio está em uma posição caudal inferior e o ventrículo cranial superior (como na imagem) -> ele precisa se dobrar para ter sua posição anatômica. Essa ação ocorre por causa do grande desenvolvimento e força ventricular. A ultima etapa se chama Septação, como na imagem: É um processo de formação das paredes do coração para separar as câmaras – então o tubo (parede) começa a se dobrar e vai promovendo um processo de invaginação, as células dessa região vão sofrer mitose (multiplicação) e a parede (septo) cresce -> gerando a separação dos ventrículos (esquerdo e direito) No átrio não cresce apenas uma parede, mas sim DUAS (dois septos) -> septo primum e septo spurium Isso acontece porque no átrio existe o forame oval, que se fecha -> válvula se fecha -> gruda -> gerando fibrose -> cicatrizando o local (fechamento completo) ➔ Quem mais tem persistência desse forame oval são os suínos Os órgãos urinários e genitais se formam juntos, esse é um dos motivos de chama-los de “aparelho urogenital”. O segundo motivo é que alguns órgãos (do urinário) depois que passam o período fetal podem fazer parte do genital (vida fetal final e depois do nascimento) Órgãos urinários Na gastrulação, formam-se os três tecidos fetais (ectoderma, mesoderma e endoderma). A partir do mesoderma irá surgir o conjunto dos órgãos urinários e genitais. Essa camada (mesoderma) se expande do centro para fora e a parte entre o centro, a lateral e a dobra vai se chamar “mesoderma intermediário” -> essa parte não está exatamente no centro e ela será responsável por formar os órgãos urinários e genitais Existe um espessamento ao longo de todo o feto (que surgirá a partir do mesoderma intermediário – células que se expandem), desde a região cervical até o final, formando uma placa única que no inicio leva o nome de “placa urogenital” e um pedaço dessa placa se chamará “placa nefrogênica” local onde as células formarão os rins. O primeiro conjunto de rins se chamará “pronefron” -> são os rins dos peixes (não funcionam nos mamíferos) temos ele porem não possui funcionalidade. O segundo conjunto ira surgir na região toraco-lombar, chamado de “mesonefron” e sendo ativo para produzir urina no inicio fetal. Essa urina precisa de um canal que se chamará “ducto mesonefrico” – nos machos será fundamental para a passagem do espermatozoide até a uretra (vai virar “ducto do epidídimo e ducto deferente) porém na femea esse canal precisa se fechar (se não causará cistos próximos do útero). Quando esse canal está transportando urina, a bexiga ainda não está formada e desemboca na coacla, que futuramente se transformará (bexiga, útero, etc.). Esse rim mesonefrico começa a se degenerar (desaparecer), da parte cranial até caudal. Mas ele não poderá se degenerar se o ultimo rim não se formar. O ultimo rim (das aves e mamíferos) se chamará “metanefrico” (rim definitivo após o nascimento –> que acompanha pelo resto da vida). Aparelho urogenital Logo que ele se forma podemos ver lobos (pequenas dilatações), então o rim primitivo é globoso e ainda irá passar por transformações -> quanto mais liso e desenvolvido menor será sua eficiência na eliminação da urina (exemplo: gatos). ➔ Falha na lobos: rim policístico Importâncias do rim metanefron A massa da placa nefrogenica não consegue se transformar sozinha e as células mesodermicas, para ajudar, vão se transformar em células epiteliais (mudança da expressão genética dessas células) -> essa mudança só é feita por um contato (chave- fechadura) chamado “broto uretérico” um tubo (canal) que surge da região da coacla (por uma evaginação) e cresce em direção ao rim metanefron. ➔ Agenesia unilateral: um lado do rim não se formou ➔ Os órgãos tubulares (bexiga, intestino, ureter) vão ter uma dupla formação -> parte interna (mucosa) sendo do endoderma, mas a parte da musculatura e serosa é do mesoderma. Quando tenho a fusão desse canal com o rim, ai que surgirá as ramificações internas (momento que vai determinar se o animal vai ter pelve renal, cálice maior, etc.) -> o rim vai ficando liso para os animais que precisam dele liso, diferentemente dos bovinos. Se o animal (que precisava do rim liso) nascer com rim globoso, significa que aconteceu uma falha de desenvolvimento (as vezes não tem falha de função) -> chamamos isso de “rim multilobado”. O rim está junto com a cloaca (cavidade pélvica) e nos mamíferos ele precisa deslocar (região lombar)-> o animal pode nascer com esse rim perto da bexiga (quando não houve deslocamento) e se chamará “rim ectópico”. ➔ O rim esquerdo é mais caudal devido aos outros órgãos (estomago, baço) -> em suínos isso não é visto Os vasos sanguíneos, na formação dos nefrons, precisamestar ligados para a formação da urina acontecer. Cada pedaço de deslocação (para urina chegar até a pelve renal) precisa formar uma artéria renal, a artéria renal anterior vai desparecer e assim segue até o objetivo. Uma falha nesse processo pode resultar em um individuo com duas ou três artérias renais (porque não desapareceram no tempo correto). As artérias renais podem apertar o ureter e assim dificultar a saída da urina. A coacla no inicio está fechada (sem contato com o meio externo). No meio dela, no sentido horizontal, vai se formar uma parede -> separando o reto da parte urinaria e genital, essa parte se chamará “seio urogenital” e essa parede se chamará “septo uroretal” ➔ O ureter vai ficar ligado a parte mais ventral (ele não pode ficar com o reto) ➔ Existe casos em que o septo uroretal não cresce 100% e o animal nasce com a comunicação entre o reto e a parte urinaria e genital (pode passar fezes do intestino para a vagina na femea e passar fezes pra bexiga no macho) -> retovaginal e retovesical (respctivamente) O seio urogenital (criado a partir da coacla) vai se separar na bexiga e na parte genitália. A bexiga vai ter um crescimento (dilatar) e criar a uretra. 1. Sendo nos machos: ductos da próstata, glândula vesicular vão desembocar na uretra 2. Femeas: a uretra vai desembocar na vagina (vestíbulo da vagina) ➔ Se a bexiga começa a falhar na expulsão da urina, essa urina começa a se acumular no ureter -> “megaureter” Órgãos genitais Para os mamíferos, da mesma placa urogenital, forma-se os órgãos genitais. Para eles (mamíferos) nos temos sempre a formação inicial das gônadas indiferenciadas , que vão se diferenciar mediante a carga genética do cromossomo sexual (XX ou XY). Se não houver NENHUM ESTIMULO, formará sempre a genitália feminina (ovário, tuba uterina, útero, vagina e vulva) Para formar o genital masculino (dos MAMIFEROS), precisam de três estímulos: O primeiro é a expressão de um gene que vai formar uma proteína que terá o nome de “fator testículo determinante” -> ela proporciona, na gônada diferenciada, a transformação da gônada em testículo e as células do ovário vão morrer. Se não houver essa proteína, as células que formam o testículo morrem e as células da formação do ovário vão formar o ovário. O hermafrodita verdadeiro é aquele que tem os dois sexos. Já, os pseudo hermafroditas vão possuir a genitália masculina, porém com útero presente -> não existe a apoptose das células nesses casos. Após a formação do testículo, ele (testículo) vai produzir duas coisas: proteína chamada “FATOR INIBIDOR MILERIANO” que será responsável pela degeneração (desaparecimento) da tuba uterina e útero. A outra molécula que o testículo produz, que é um hormônio a base de colesterol chamada “TESTOSTERONA” -> ela ficará responsável pelo crescimento da genitália externa masculina (descida do testículo, formação do escroto e crescimento do pênis). Se o testículo não produzir a testosterona, a parte externa (pênis) não vai se desenvolver e ficará com a aparência de uma vulva. Relembrando a aula passada A gônada indiferenciada vem da mesma região do rim, chamada “mesonefrico”. Então forma-se um amontoado de células (massa) que no inicio recebe o nome de “gônada indiferenciada” que será estimulada a se diferenciar. Lá no cromossomo Y tem um gene que vai ter a expressão do testículo determinante, essas proteínas liberadas no local serão responsáveis pelas transformações. ➔ A posição final do ovário vai depender da forma do útero ➔ O ovário não se liga por canais, mas sim pelo peritônio A gônada indiferenciada possui uma região cortical e uma região medular. No macho precisa de uma ligação de canais com os canais externos na gônada, diferentemente da fêmea. A parte mais próxima (de cor clara da imagem) vai pertencer as células do macho, já a parte de cor mais escura serão as células da fêmea. Então esses estímulos (fator testículo determinante) vão causar a morte das células femininas e gerar desenvolvimento das células mais centrais (medular). A falta desse estimulo desenvolve as células femininas (parte cortical). O testículo formado vai gerar uma rede testicular e suas células vão estar se transformando (células intersticiais) – essas células começam a produzir testosterona. Esse testículo formado também vai produzir uma segunda molécula, chamada de “fator inibidor mileriano”. O fator inibidor mileriano fará com que o canal de miler (DUCTO PARANESONEFRICO) se retraia, ao ponto de sobrar apenas alguns resquícios dele (uma vez que muitos cavalos machos possuem um pequeno útero em forma de Y) “trigo masculino” ➔ Em azul claro = ducto mesonefrico ➔ Em laranja = ducto paranesonefrico Quando o rim mesonefrico desaparece, o canal (ducto mesonefrico) começa a desaparecer também, se formar um macho, a ligação dos canais testiculares (rede testicular) com o ducto mesonefrico faz com que esse ducto não desapareça -> ele vira uma parte dos órgãos masculinos depois = ducto do epidídimo e ducto deferente. Na fêmea ele desaparece por completo. Se houver uma falha de ligação dos canais do testículo com ducto mesonefrico, esse macho vai ter testículo dentro e será infértil. (Macho) Ducto paranesonefrico vai virar tuba uterina e útero. No inicio ele é separado (lado direito e esquerdo) porem, o grau de fusão (a maneira como vai se fundir) é que vai indicar como vai ser a forma do útero da fêmea no final Se falhar a produção de testosterona o animal (macho) vai nascer com seu órgão genital feminino (vulva, clitóris grande) As glândulas anexas se formam por estimulo da testosterona, mas elas não nascem completamente formadas (após o nascimento terminam de se desenvolver – puberdade) como: próstata, bulba uretral, vesicular, etc. Essas três glândulas surgem e liberam o sêmen pela uretra (que teve inicio na coacla). Nessa parede da uretra tem as camadas: mucosa, subcutânea, tecido glandular, etc. 1. Próstata 2. Vesicular 3. Bulba uretral A quarta pertence ao ducto deferente, é a ampola (ducto deferente) que os suínos não possuem. ➔ Essas glândulas são um crescimento de células do canal (desenvolvimento glandular) Na fêmea nos podemos encontrar dessa mesma região ( uretra- coacla), o vestíbulo da vagina – esse local também possui glândulas “glândulas vestibulares” que servem pra lubrificar a vagina na hora do coito ou do parto ➔ Glândulas vestibulares menores e maiores Uretra – continuação A uretra formada está dentro da pelve, mas o pênis vai crescer e a uretra precisa passar por ele. Então ela cresce (uretra) e é de uma maneira diferente pois a parte final dela cresce separadamente da cavidade pélvica (da glande do pênis até o corpo do pênis e da cavidade pélvica para o corpo do pênis) – as uretras se ligam e se fundem Hipospadia É quando não acontece a fusão das uretras no macho e forma-se uma fenda (a urina sai por ela) podendo causar inúmeras infecções pelo contato dessa região no chão. É dependente da testosterona. O testículo sempre acerta o caminho pra sair pra fora, se ele ficar retido, significa que o canal inguinal que ele precisa passar ficou menor que ele ou faltou testosterona. ➔ O canal que ajuda ele no caminho, como um guia, se chama “gubernaculo” A testosterona faz esse canal recolher e cada vez que ele diminui de tamanho, ele arrasta o testículo com ele. Então ainda existe um resquício do gubernaculo, mas se chamara depois “ligamento próprio do testículo” e “ligamento da cauda do epidídimo” ➔ Com a falta de testosterona o testículo fica retido ➔ O canal inguinal possui dois anéis, um superficial e outro profundo, se o anel for menor que o testículo, ele não passa. A descida testicular nem sempre tem um tempo certo para todos os animais. Os ruminantes possuem sua descida no período fetal, diferente do cão que pode descerem 40 dias de vida. Glândulas anexas a uretra Descida testicular Quando está se formando o feto, no inicio a gônada é indiferenciada e se não houver os estímulos forma- se os órgãos femininos. A parte medular da gônada degenera e a parte periférica vão ser preservadas e gerar o ovário. Vai acontecer então: 1. Crescimento celular 2. Fusão com as células primordiais (que veem do saco vitelínico) Em mamíferos domésticos quando a femea nasce, em seu ovário (com o crescimento das células germinativas), o numero de gametas já está definido (diferente dos machos). Entretanto, esse desenvolvimento da parte cortical pode falhar, o ovário pode ter as células germinativas, mas não sofrerem multiplicação. A consequência disso é chamada de “Hipoplasia do ovário” (ele fica muito pequeno) – ovário sem desenvolvimento Essa gônada feminina não terá uma rede de túbulos (de canais) então não haverá junção dos canais femininos com a gônada feminina – eles ficam separados pelo resto da vida. As laminas do peritônio (mesovario, mesometrio, mesossalpinge) crescem amplamente abraçando o ovário, criando a “Bolsa ovarica” e elas garantem no período de ovulação, que o gameta não se perca dentro do abdômen. Ducto mesonefrico Na fêmea este ducto irá desaparecer – se ele não degenerar vai aparecer bolhas (cistos) que chamaremos de “Cistos do epoóforo” Ducto paranesonefrico Na fêmea ele é responsável pelos canais femininos que surgem a partir da vagina, o útero e as tubas uterinas. Ele tem desenvolvimento no mesoderma (ovário e células germinativas primordiais) e endoderma (mucosa – endométrio). Então esse ducto vai se desenvolver e crescer sua parede muscular. O lado direto e esquerdo, assim quando se forma, tem um estimulo para se fundirem – os marsupiais a fusão é muito pequena e por isso ocorre a duplicação de vagina ou pênis. Os mamíferos domésticos fundem-se muito pouco, porque são espécies que tem muitos filhotes e precisam que os cornos uterinos sejam longos. Já aquelas espécies que tem um filhote, a fusão é muito maior e consequentemente o corpo do útero é maior, mas os cornos uterinos não são longos – a cérvix também é bem desenvolvida nesses casos. E muitas primatas fêmeas não possuem cornos uterinos, somente o corpo do útero e tubas (esquerda e direita) elas vieram da não fusão do canal. Nos mamíferos domésticos sempre tem que existir duas tubas para dois ovários – por isso o canal não pode fundir totalmente. O grau de fusão vai indicar o tamanho dos cornos uterinos: 1. Se fundir pouco = cornos longos (fêmeas com ninhadas) 2. Se fundir muito = cornos pequenos (fêmeas com único filhote) (Cisto epoóforo) (Aplasia unilateral) Quando um lado somente se degenera (ducto paranesonefrico) (Atresia) O canal pode não se desenvolver e a luz ficar estreita = gerando atrofia Os órgãos do digestório e respiratório surgem juntamente de um mesmo local. Quando se forma o embrião, no final de sua fase, antes de iniciar a vida fetal...o embrião se dobra. Na hora que ele se dobra, forma-se dentro dele um canal (do início da cabeça até a cauda) que se chamará “intestino primitivo” (de cor amarela na imagem). As células desse canal no inicio são do endoderma, mas esse canal não vai crescer somente pelo endoderma, ele vai precisar do acoplamento (junção) do mesoderma – porque o endoderma não é capaz de formar musculo e o intestino precisa de uma parede muscular. ➔ Na nomina anatômica esse canal vai se chamar “canal alimentar” (da boca até o anus) – depois do nascimento Esse canal (intestino primitivo) é separado em três partes na vida fetal : intestino anterior, intestino médio e intestino posterior 1. Intestino anterior: se formará a faringe, esôfago, estomago e inicio do duodeno com fígado e pâncreas 2. Intestino médio: resto do duodeno (artéria celíaca e mesentérica cranial), jejuno, íleo, ceco e uma parte do colón (ascendente e transverso) 3. Intestino posterior: final do colón (descendente) e o reto – e artéria mesentérica caudal Logo quando forma-se o feto, esse canal persiste ligado com o saco vitelínico. Então o intestino médio sai em direção ao cordão umbilical, esse canal de ligação se chama “ducto vitelínico” - enquanto o saco vitelínico estiver no corpo desse feto, haverá o ducto vitelínico abrindo no intestino médio. O saco vitelínico vai diminuindo (enquanto o alantoide vai crescendo) chegando em um ponto de desaparecer e o canal se fecha. O abdômen vai crescer mais que o próprio corpo do feto e assim o intestino vai começar a ter flexuras e dobras (como as alças intestinas) o espaço para elas é muito pequeno, acabam saindo pra fora do corpo e vai diretamente para o cordão umbilical...chamamos isso de “hérnia umbilical fisiológica”. Esse feto continua crescendo e o fígado começa a diminuir, o abdômen cresce e as alças podem voltar para dentro. Nesse retorno é que elas (alças) assumem a posição definitiva de cada espécie. O colón fica no teto da cavidade e o jejuno na parte ventral porque o meso do jejuno é muito amplo e o meso do colón é pequeno – então quando retrocede, retrai o meso e indica a posição da alça. ➔ A atrofia na ponta do ceco só acontece em primatas e seres humanos Intestinos – derivados Cavidade oral Na cabeça do embrião para a formação da boca, nós temos a membrana muco faríngea, chamada “Bucofaringea” essa membrana vai se romper e o feto pode perder o líquido amniótico – essa membrana está no final da cavidade oral e início da faringe. O céu da boca (palato) se forma por crescimento de proveniências, que chamamos de “fronto nasal”, então nasce uma do lado esquerdo e outra do direito que posteriormente irão se fundir e fechar a boca (fechando-a) se falhar esse processo, chamamos ele e “fenda palatina” e se não fundir a parte externa o animal nasce com o “lábio leporino” Estomago O estomago é uma dilatação do intestino primitivo, da parte anterior. Nos ruminantes, dessa dilatação primitiva surgirão 4 partes (reticulo, rúmen, omaso e abomaso) Fígado e pâncreas O fígado e o pâncreas surgem das células do duodeno com evaginações (dobra para fora) – por isso podemos afirmar que o fígado, pâncreas e a vesícula biliar fazem parte do digestório. Porém, no cavalo (e aves) não tem essa evaginação (por isso eles não possuem vesícula biliar). Quando está se formando o feto, existe dois pâncreas – ele vai ter uma evaginações ventral e outra dorsal. Quando o estomago está se dilatando e crescendo ele fica pesado, promovendo uma rotação do intestino (torção) que faz as duas partes (central e dorsal do pâncreas) se fundirem e um vira “lobo pancreático direito” e outro “lobo pancreático esquerdo”. Se esse processo falhar o animal nasce com dois pâncreas (com funcionalidade ainda) ➔ Papila duodenal é o local onde surgira o pâncreas, então as células vão fazer sua função pro resto da vida mesmo se o animal nascer com dois pâncreas ➔ Se a vascularização desse pâncreas estiver errado, então ele não terá funcionalidade Defeitos mais encontrados até aqui 1. Atresia: má formação mais intensa 2. Estenose: estreitamento, dificuldade de passagem 3. Ausência de ductos: na parede do digestório nascem glândulas por evaginação – falha nas glândulas ➔ Em algumas espécies, como cães e gatos se não tiver a glândula liberando suco pancreático... isso pode ser fatal – em ruminantes espera- se que esses ductos desapareçam mesmo 4. Hernia umbilical: quando o animal depois de adulto (idoso) a musculatura fica flácida e a víscera aproveitou para sair 5. Hérnia umbilical congênita: o animal nasceu com essa falha 6. Megacólon congênita: nome “colón” vem do estreitamento das passagens nele e esse crescimento dele pode resultar no megacólon – crescimento exagerada 7. Cloaca persistente: não tem o fechamento do ceco 8. Fistula reto-genital: comunicaçãopela falha do fechamento da coacla (conteúdo fecal vai para genitália) A imagem mostra o inicio da formação do trato respiratório inferior (caudal), que surge a partir da laringe. A cavidade nasal tem relação com desenvolvimento da face e aos arcos branqueais. O trato respiratório inferior tem origem a partir do intestino primitivo. Então no inicio surge um sulco (depressão) que chamamos de “laringotraqueal” que dali formará a laringe e traqueia. A partir desse sulco ocorrerá a proliferação das células e formação de ducto (canal) que conforme vai crescendo não será mais sulco mas sim “divertículo” – processo de evaginação do intestino primitivo na região da cabeça do feto A falha dessa origem pode vir da má separação do esôfago para laringe e traqueia – união do esôfago e traqueia = esofagotraqueal ou traqueoesofagica – no momento que o alimento passar ele pode cair na traqueia e parar no pulmão = pneumonia obstrutiva O canal (divertículo) vai crescendo em direção ao tórax e sua parede vai ser abraçado pelo mesoderma, que formará musculo e cartilagem. ➔ Brônquios, laringe, traqueia...todos tem cartilagem Na foto é apresentado uma alteração na laringe (na espécie de cavalo) que no seu desenvolvimento sofreu uma falha funcional (não no seu formato). Isso se chama “Hemiplegia Laríngea” – mais conhecida como “doença do cavalo roncador”. Na imagem ainda podemos observar a paralização da laringe no lado esquerdo (geralmente é esse lado acometido). Então é uma doença congênita da laringe (hereditária) que não falha em sua função. Isso se da porque o ramo do nervo Vago “Nervo laríngeo caudal“ (10* par de nervos cranianos) – ele que comanda a laringe, mas se tiver uma falha no desenvolvimento desse ramo...temos a Hemiplegia Laríngea. Esses músculos onde passam esse nervo não terão sua funcionalidade e assim trazem uma dificuldade para o animal respirar. Agenesia O Pulmão, desde o período fetal, apresenta o lado direito maior que o esquerdo. Essa bifurcação no meio dificilmente ocorre falhas, mas se acontecer o animal poderá nascer faltando um pulmão (agenesia pulmonar) – o animal pode sobreviver nesses casos, mas não poderá praticar exercícios físicos Respiratório Como o respiratório surge do mesmo lugar que o digestório, o esôfago pode passar alimento direto para a traqueia – gerando uma pneumonia obstrutiva (presença da fistula). Então a falha do crescimento das paredes poderá ocasionar a ligação entre esôfago e traqueia. Estenose braquial A traqueia se forma, mas sua luz não se desenvolveu corretamente – estreitamento que gera dificuldade respiratória ➔ É bem comum em animais braquicéfalos As células que formarão: ossos, músculos e articulações – onde a maior parte é derivada do mesoderma Essa massa, ao lado da notocorda são os somitos – todos os músculos do pescoço pra baixo (ossos e articulações) tem origem dessa região (somitos). As células do somito são feitas pelo condensamento (espessamento) do “mesodermaparaaxial” paralelo ao eixo. Os membros (ossos, músculos dos membros) não surgem diretamente dos somitos, mas sim do mesoderma grudado no somito, que se chama “mesodermalateral” – então ao lado do somito vai ter mais massa. Os músculos, ossos e articulações da região do pescoço e cabeça surgirão a partir da crista neural, que se soltara na hora da formação do tubo neural, parte do ectoderma. ➔ Se existir falha do mesodermalateral, o animal pode nascer com todo o sistema locomotor perfeito, mas sem os membros desenvolvidos. Os somitos são separados em três segmentos A parte mais medial se chama “Esclerótomo” – as células dessa região formarão ossos e articulações A parte mais medial (quase lateral) se chama “Miótomo” – formação dos músculos ao lado das vertebras A parte mais lateral se chama “Dermátomo’ – formação da pele (DERME). A Epiderme não se origina dos somitos, mas sim do Ectoderma (glândula mamaria, glândula sudorípara, etc) ➔ O numero de somitos varia de espécie para espécie Cada vertebra do corpo é a junção de dois somitos vizinhos. Já as costelas, cada costela vem de um somito (por serem mais finas) ➔ N-vertebra = vertebra pela metade – não aconteceu a sua formação (associados a problemas neurológicos) Ossos Existem duas maneiras da formação dos ossos através das células primitivas: Ossificação intramembranosa: no mesênquima que cresce a placa óssea, onde muitos osteoblastos vão fazer a produção Ossificação endocondral: formação dos ossos cilíndricos e espessos – primeiro se forma um molde de cartilagem onde, nessa cartilagem, os osteoblastos vão se depositando (linhas de crescimento) – vertebras Articulações Aqui cresce o molde inteiro de cartilagem também, onde no centro as células vão sofrer um processo de apoptose (morte celular programada) e assim virar articulação. ➔ A articulação em espécies é a mesma, menos sua movimentação ➔ Anquilose: fusão óssea PMP = proteína responsável pela formação dos ossos, principalmente dos DEDOS (separando eles) ➔ Diminuição dos dígitos pela falta do estimulo – evolução dos dedos periféricos para o centro Aparelho oculomotor