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Sistema digestório O sistema digestório é formado pelo trato digestório da boca ao ânus com todas as suas glândulas e órgãos associados. Quando o embrião estava plano tinha-se o âmnio na parte superior e a vesícula vitelínica na parte inferior. Quando começa a fazer o dobramento nas regiões cefálica, caudal e ventral estrangula-se o saco vitelínico e com isso, uma parte dele é incorporada ao embrião, ou seja, o endoderma do saco vitelínico é incorporado ao embrião como intestino em anterior, médio e posterior. Nessa imagem já tem o embrião dobrado com os arcos faríngeos, a cauda, cordão umbilical em formação, onde o saco vitelínico passa estrangulado e todo o seu conteúdo passa pelo corpo do embrião desde a região da boca até a cloaca formando-se um tubo ao longo do ventre do embrião. Região anterior próxima da boca ao esôfago, região média do estômago ao duodeno e região posterior dos intestinos ao reto. Intestino anterior Derivações do intestino anterior: faringe, sistema respiratório inferior, esôfago e estômago, duodeno, fígado, vesícula biliar e o pâncreas. o esôfago é um tubo que se forma e não tem dobraduras, pregas, nem regiões muito específicas sendo um duto de comunicação da boa até o estômago, então tem-se um crescimento longitudinal na medida que o embrião vai crescendo, sendo o comprimento final relativo (referindo apenas a uma proporção para aquela fase) na sétima semana. Epitélio e Glândulas do esôfago é de origem do endoderma o qual faz o revestimento interno, bem como no sistema respiratório que o epitélio é formado pelo endoderma. Epitélio prolifera e oblitera (tampa) o tubo já que o tubo é muito pequeno, mas há um processo de recanalização do esôfago 8ª semana sendo de extrema importância, caso contrário haverá problema de condução do alimento ao estômago, advindo de apoptoses dessa célula que tamparam o esôfago. No intestino anterior ainda percebe-se que nas pregas que formam os arcos faríngeos no interior tem-se o mesênquima dos arcos que forma músculo estriado esquelético da cabeça e pescoço. Mesoderma esplâncnico (mesoderma visceral) o qual revestia o saco vitelínico e também é incorporado no dobramento do embrião dando origem à musculatura lisa do intestino anterior. Esta região é inervara pelo décimo par de nervos cranianos. Estômago O estômago vai se alargar, mas ele cresce tendo uma forma fusiforme (extremidades finas e meio dilatado) da porção caudal do intestino anterior, ou seja, no final do intestino anterior. Inicialmente ele está posicionado no plano mediano do embrião, mas logo com esse crescimento fusiforme que será desigual, haverá uma rotação de 90º levando mudanças de posição (mais posicionado para a esquerda). Na figura B, tem-se o estômago irrigado pela tronco-celíaco ou artéria do intestino anterior, com sua forma fusiforme. Recobrindo e fixando o estômago tem-se a parede dorsal e ventral do mesoderma, já denominado de mesogastro ventral e mesograstro dorsal e ao centro recoberto de mesoderma o estômago. Em C, evidencia-se que o estômago vai se alargando e crescendo mais de um lado do que do outro. Há uma dilatação mais para a esquerda e a medida que ele dilata vai ocorrendo um giro. Ao final da imagem E já tem-se um angulo de 90º. Em D, tem-se uma estrutura parecida com o estômago, sendo ela a bolsa omental ou omento maior, a qual não tem a ver com o sistema digestório, não recebe alimento e logo ela irá se fechar. O mesogastro dorsal vai girar muito conforme o estômago cresce e gira a medida que o estômago dilata havendo uma bolsa sendo formado ao lado. Essa bolsa apresenta um forame que é o forame omental que permite a passagem de líquidos da cavidade abdominal para dentro da bolsa, mas que logo as paredes dela vão se colabora formando-se apenas uma prega na cavidade abdominal. A bolsa omental é importante, pois ela permite o movimento do estômago durante o processo digestório e principalmente durante o desenvolvimento embrionário, sendo possível rodar e acomodar por essa dilatação do mesogastro dorsal. Em F tem-se o estômago a bolsa omental e foi feito um corte. Quando é feito o corte, é possível observar a parede dorsal, aorta dorsal passando, ramificação da aorta dorsal que é o tronco-celíaco que leva sangue oxigenado para o desenvolvimento do estômago. Sendo possível perceber que o estômago ainda tem uma porção fusiforme, mas que ainda vai se alongar mais e crescer mais lateralmente. Em G nesse outro corte, é possível perceber o quanto o estômago é bastante fusiforme já que na extremidade é mais fino e a porção central mais dilatada. A bolsa omental também foi cortada e essa dobra logo abaixo do estômago que logo vai se colar uma na outra. Em A tem-se o mesogastro dorsal, aorta dorsal e o estômago. Faz-se um corte mostrado em B, mostra que no mesogastro dorsal com a leve dilatação e giro que o estômago vai fazer vai gerar uma fenda e para isso algumas células morrem para fazer essa pequena abertura. Essas células que morrem por apoptose formam o forame omental. Essa parede cresce para a esquerda e no corte D é possível perceber isso. É possível perceber que a medida que ela cresce o estômago também está dilatando e percebe-se o crescimento da bolsa e o alargamento do forame omental que é a entrada para a bolsa omental, sendo que esse forame não recebe alimento, além disso ainda não tem-se alimento e a nutrição é útero- placentária. No plano de corte G é possível perceber duas paredes sendo a parede superior e inferior do mesogástrio dorsal e no centro a cavidade e que não recebe alimento. Em H tem-se esôfago, estômago e a bolsa omental. E continuando é a caividade da bolsa omental. Em I, tem-se artéria gástrica e faz-se outro corte. Em J, tem-se uma parede superior, uma inferior e faz uma dobra mais caída, formando uma prega. Logo essas paredes vão se juntar e se fundir levando à estrutura observada em F. Duodeno, fígado, pâncreas Depois do estômago tem-se um tubo que não é fusiforme mas formando uma alça que é o duodeno que leva o alimento para o jejuno e íleo e depois intestino grosso. O duodeno entre a 5ª e 6ª semana (foi um tubo incorporado a partir da 4ª semana) a luz do duodeno é obliterada por crescimento de células epiteliais de revestimento que são endodérmicas e logo depois da 6ª tem-se a recanalização sendo de extrema importância para que o alimento passe do estômago para o intestino. E m A t e m - s e o e s t ô m a g o e m desenvolvimento, depois a região do duodeno que vai crescer um pouco mais e forma uma alça para a direita, sendo que a medida que o estômago gira para a esquerda o duodeno gira para a direita. No duodeno é possível perceber o dobramento de um divertículo hepático. No divertículo vai dividindo em vesícula biliar e a formação do primórdio do fígado. Esse divertículo se divide em duas porções: Parte Cranial ➔ primórdio do fígado. Porção caudal ➔ vesícula biliar Ainda tem-se o pedículo do divertículo para formar o ducto cístico. Em B pode-se perceber a divisão cranial para formar os cordões hepáticos que é o primórdio do fígado e a vesícula que é a parte caudal. Entre e a vesícula e o brotamento do intestino anterior tem-se o pedículo que é um canal de comunicação da vesícula com o ducto biliar. Em C, mostra-se a vesícula biliar, o fígado em desenvolvimento, entre a vesícula e o ducto biliar tem-se o ducto cístico. O ducto biliar é o brotamento inicial o qual permite lançar a bile no duodeno. Nesse ducto biliar e no duodeno terão dois brotamentos o pancreático ventral e o pancreático dorsal que vai formar o pâncreas, mas inicialmente tem-se duas porções de pâncreas e elas estão em lados opostos. Na hora do processo digestório a bile é liberada pelo ducto biliar caindo no duodeno, na alça duodenal. Em D, tem-se a estrutura já montada, o estômago está bem dilatado, o duodenojá fez a curva para a direita e tem-se o fígado bem desenvolvido o qual cresce muito rápido, provavelmente pelo grande aporte de sangue já que ele é oxigenado pelo ducto venoso. Cordões hepáticos fazem anastomose formando os sinusóides hepáticos. 5ª à 10ª semana, o duodeno, fígado e pâncreas ocupam uma grande porção da cavidade abdominal superior. O fígado é responsável pela hematopoese a partir da 6ª semana embrionária. A bile é formada a partir da 12ª semana apesar de não haver nada para ser digerido. A bile montada vai se acumulando e liberada lentamente no duodeno, mas não tem agora a função de fazer emulsificação de gorduras, já que os nutrientes vem diretamente pela corrente sanguínea. O pedículo que liga ducto hepático e cístico ao duodeno sendo ele o ducto biliar. Quando o bebê nasce libera as primeiras fezes denominado de mecônio, apenas essa primeira bile que se acumulou no intestino. Ele pode ser liberado durante o processo gestacional, mas não é muito bom que isso ocorra, pois pode ser tóxico para o feto levando ao sofrimento fetal. Mesentério ventral Faz o omento menor, que é uma pequena bolsa que não irá se dobrar tanto, já que a parte ventral não se movimenta tanto quando a dorsal. Formação ligamentos que são o ligamento falciforme que é o ligamento entre o fígado e a parede ventral e o ligamento hepatogástrico ou hepatoduodenal que está entre o fígado e o duodeno ou entre o fígado e o estômago. Em A tem-se o embrião onde tem o brotamento do fígado, estômago, duodeno e o corte B. Em B, mostra-se que o fígado cresce muito rápido, cavidade peritonial sendo formada, parte dorsal com a medula, aorta dorso, tem- se o duodeno, na frente do duodeno o fígado, septo transverso. Em C, está mais avançado, o embrião se dobrou mais, apresenta mais estruturas, o fígado está maior, diafragma montado acima do fígado, omento menor entre o fígado e o estômago e tem-se o corte. Em D, observa-se o ligamento falciforme entre o fígado e a parede ventral, omento menor que faz o ligamento hepatoduodenal e as cavidade peritonial que cresceu muito para alojar todos os órgãos. Ligamento falciforme: estende do fígado à parede abdominal ventral. A veia umbilical passa na borda livre do ligamento falciforme Veia umbilical por fazer suporte de O2 para o fígado, ele se desenvolve muito rapidamente, tendo a saliência hepática muito grande. Pâncreas Células endodérmicas da porção caudal geram brotos pancreáticos ventral e dorsal. O broto dorsal é maior e aparece primeiro, e desenvolve-se mais cranial. O broto ventral desenvolve-se próximo à entrada do ducto biliar no duodeno e cresce entre as camadas do mesentério ventral. Com a rotação do duodeno os brotos pancreáticos se fundem. Nas imagens E, F e G duodeno faz um giro e quando ele gira a parte do broto pancreático ventral se fundir com o dorsal e forma-se a cabeça e o corpo do pâncreas. Sendo possível perceber o ducto pancreático que vai trazer o sulco pancreático para o duodeno e com isso tem-se o processo de digestão se formando no duodeno. Visão cavidade peritoneal Fez-se um corte que pega fígado, estômago e agora surgiu-se o baço. O baço não é um órgão do sistema digestório, mas se forma junto com o sistema digestório, sendo um órgão linfóide originado de células mesenquimais localizada entre as camadas do mesogástrio dorsal que está segurando o estômago. O centro hematopoético passa a ser o baço em C até o final da vida fetal e permanece com seu potencial para a formação de células sanguíneas mesmo na vida adulta, mas não é o grande responsável, sendo a principal a medula óssea. Em B é possível perceber o alinhamento no plano mediano do embrião entre fígado, estômago, baço, aorta. No entanto, com a rotação do estômago o fígado é levado para a direita, a bolsa omental cresce, estômago a esquerda com o baço, pâncreas surgindo e formando a disposição anatômica dos órgãos que segue no indivíduo adulto como evidenciado em E. Intestino médio Os derivados do intestino médio são o intestino delgado, incluindo o duodeno distal até a abertura do ducto biliar, o ceco, o apêndice, o colo ascendente e a metade a dois terços do colo transverso. É possível perceber que no embrião acontece uma hérnia umbilical fisiológica, ou seja, é normal, pois as alças intestinais crescem muito rápido, o fígado cresceu muito rápido, a cavidade abdominal não cabe tudo isso, então as alças intestinais se projetam na entrada do cordão umbilical, mas logo se resolve com 10, 11 semanas. Alongamento gera uma alça em forma de U, podendo dividir em ➔ Ramo cranial (faz alças do intestino delgado) ➔ Ramo caudal (divertículo cecal, colos) Artéria mesentérica superior passa entre essas alças, vindo da aorta dorsal. Em B observa-se o rápido crescimento das alças intestinais especialmente do ramo cranial que cresce e começa a ficar enovelado e se projetando para o cordão umbilical. Essas alças do intestino delgado (jejuno e íleo) A alça cranial é mais dilatada para fazer o intestino grosso. E pode observar que a medida que essas alças crescem elas fazem uma rotação de 180º. Reposicionando as alças intestinais para dentro da cavidade abdominal e na 10ª semana elas retornaram ao abdome. Ao todo fez-se uma rotação de 270º para posicionar corretamente as alças intestinais, o intestino grosso, retirar a hérnia para ter tudo posicionado corretamente na cavidade. Nessa imagem é possível perceber a hérnia. Um corte no cordão visualiza-se isso, mostrando a veia umbilical, as artérias umbilicais, alantoide e as alças intestinais. Fixação dos intestinos A medida que o intestino cresce e gira o mesentério está prendendo essas alças, então ele também gira e uma grande parte dele, principalmente do jejuno e do íleo, fica em um aspecto de leque, com aspecto pregueado. Além disso, com o pouco espaço os intestinos se pressionam contra o mesentério o qual se funde com o peritônio e o duodeno, por exemplo, fica retroperitonial, ou seja, para fora do peritônio. O colo ascendente também é retroperitonial. Nas imagens é possível perceber que o cólon ascendente e o duodeno são pressionados pelo colo peritonial. No corte C o omento se fundindo, cólon transverso com o mesentério. Em seguida mostra-se o colo ascendente retroperitonial se encostando na parede dorsal. Não ultrapassa a parede abdominal, mas a película do peritônio. Ceco e apêndice Ceco é uma porção dilatada do ramo caudal e nessa porção do ceco tem-se o apêndice. Inicialmente, o apêndice é pequeno e não se sabe muito bem a função do divertículo, do apêndice. A medida que ele cresce, pode passar posteriormente em diferentes posições ao ceco. A principio um apêndice vermiforme, crescendo e podendo passar retrocecal (atrás do ceco) ou anterior ao ceco, podendo ter outras variações como mostrado na última figura desse tópico. Intestino posterior Compreende o terço esquerdo até metade do colo transverso, o colo descendente e o colo sigmóide, o reto e a parte superior do canal anal. O epitélio da bexiga urinária e a maior parte da uretra, sendo a uretra muito próxima da região anal pode ter algum problema entre esses dois canais. Artéria mesentérica inferior traz o sangue oxigenado e com nutrientes para essa região do intestino O colo descendente torna-se retroperitoneal, ou seja, ultrapassa o mesentério pelo grande crescimento do intestino e pouco espaço na cavidade O mesentério do colo sigmóide permanece. Cloaca Septação da cloaca e divisão do sistema urinário com o sistema digestivo, mais propriamente o reto e o ânus. Tem-se no cordão umbilical, passando o alantoide e o ducto onfaloentérico ou ducto vitelino formado pelo estrangulamento do saco vietelino quando dobrou-se o embrião. A alantoide vai fazer parte do sistema urinário. Desccendo o intestino médio e intestino posterior.Entre o alantoide e o ducto ofaloentérico há um septo urorretal o qual é composto de mesoderma e tem que crescer até a região do proctodeu da membrana cloacal, para assim septar a cloaca, já que até então é uma estrutura única entre o que vai ser o sistema urinário e o final do sistema digestório. A membrana cloacal vai ficando mais dilatada, mais aberta enquanto isso o septo urorretal cresce até chegar nela, o qual cresce como se fosse uma forquilha, tendendo a abraçar e estrangular essa parte do intestino posterior que está juntando com o alantóide, montando dois canais, separando o seio urogenital e seio retal (ou apenas reto). Septação da cloaca A área de fusão do septo urorretal é o corpo perineal ou períneo. Septo urorretal cresceu e está chegando na parte da membrana cloacal. Nessa região terá a septação e poderá ter dois orifícios separados sendo eles o seio urogenital e o retal entre eles está o períneo Septo divide o esfíncter cloacal em: • Anterior gerando os músculos transverso superficial do períneo, bulboesponjoso e isquiocavernoso. • Posterior gerando o esfíncter anal externo (ao redor do reto) Nervo pudendo faz a inervação dessa região perineal como um todo O proctodeu que é a área que forma o ânus fazendo depressão ectodérmica devido a proliferações mesenquimais ao redor da membrana anal, até mesmo para fazer a perfuração do ânus e comunicar com o reto. Nessa imagem a cloaca já está totalmente septada e assim, tem-se o canal anal. 2/3 superiores do canal anal adulto são derivados do intestino posterior (em amarelo), mas 1/3 inferior se desenvolve do proctodeu (em azul), havendo diferenças de epitélio. Assim, há junção do epitélio do proctodeu com o epitélio do intestino posterior é indicada, pela linha pectinada Tem-se também a linha alba ou linha branca, que consiste no local onde os epitélios mudam de cilíndrico simples para um epitélio pavimentoso estratificado, ou seja, há uma mudança de perfil celular para dar proteção a essa região. Em todo o canal retal é rico em fungos e bactérias, mas há todo um aparato imunológico para defender e controlar a disseminação das bactérias e fungos que ficam nesse canal. No ânus, o epitélio é queratinizado já que é um ambiente bem mais externo onde tem que haver uma proteção contra desidratação. Os 2/3 superiores do canal anal são artéria retal superior que leva sangue oxigenado e nutrientes e a veia retal superior a qual realiza a drenagem venosa O terço inferior é suprido pelas artérias retais inferiores e a drenagem venosa é feita através da veia retal inferior O nervo retal inferior também participa da inervação dando a sensibilidade, o movimento dos esfíncteres para que possa controlar a saída do bolo fecal. Defeitos congênitos Atresia e estenose esofágica Atresia é um bloqueio do lúmen esofágico Incidência de 1 em 3.000 a 4.500 recém- nascidos, não sendo tão incomum Em A mostra-se uma atresia de fundo cego sem comunicação com a traquéia, sendo que todo alimento que chegar não vai para o pulmão, mas também não vai para o estômago e será regurgitado. Em 90% dos casos, esse defeito está associado à fístula traqueoesofágica, como é possível perceber em B, C, D, e E. A fístula é essa comunicação entre o esôfago e a t r a q u e i a . E m B , n o r m a l m e n t e o estrangulamento que não permitiu a união das duas estruturas do esôfago, gerou uma comunicação acessória por meio da fístula, mas para um órgão muito ruim, já que não pode haver comida no trato respiratório. Em E é possível perceber que não tem uma atresia, mas sim uma estenose seguida de uma fístula traqueoesfofágica, sendo uma fístula menos grave, já que ainda tem passagem de alimento para o estômago, mas ainda há comunicação com a traqueia podendo o alimento cair nos pulmões. Polidrâmnio consiste no líquido amniótico excessivo em que ele está associado a complicações maternas e fetais. Estenose é quando ocorre um estreitamento do lúmen esofágico Geralmente ocorre no terço distal do esôfago. Sendo resultado da recanalização incompleta do esôfago durante a 8ª semana ou de falha no desenvolvimento dos vasos sanguíneos esofágicos na área afetada. Em F tem-se apenas a estenose que dificulta a passagem de alimento, mas ainda assim pode haver passagem para o estômago, sendo um caso mais simples de resolver, mas deve-se ter atenção, pois o bebê irá regurgitar muito . Todos esses casos são cirúrgicos, tentando reconectar o esôfago ao estômago e retirar a fístula devendo ocorrer o mais rápido possível. Estenose Pilórica Pode-se formar uma parede muscular do pi loro é muito espessa, gerando um estreitamento da luz do piloro fator que impede a passagem fácil do alimento. Além disso, pode ocorrer um enrijecimento desse piloro fator que impede a passagem de alimento assim o estômago fica muito dilatado, pois o alimento não irá encaminhar para o duodeno. A incidência é de 1 em 150 homens e 1 em 750 mulheres, sendo muito comum O estômago torna-se distendido e o recém- nascido expulsa o conteúdo do estômago em jato, por que o volume fica tão grande que o vômito é muito forte. O tratamento é piloromiotomia que é uma cirurgia para retirar uma parte da camada muscular excessiva no pi loro, sendo normalmente necessária após o nascimento, dependendo da extensão. Estenose e atresia duodenal A estenose duodenal resulta da recanalização incompleta do duodeno, então há um estreitamento do duodeno. A atresia duodenal é a oclusão completa do lúmen duodenal não tendo a recanalização. alimento vai para o estômago, para o piloro e vai para o duodeno, mas logo na entrada fica parado, gerando uma bolha nessa entrada, bem como o estômago devido à sobrecarga, havendo um padrão de dupla bolha, seja no ultrassom ou no raio-x. A dupla bolha também pode ocorrer na estenose. G e r a l m e n t e o c o r r e n a a m p o l a hepatopancreática Há distensão do epigástrio Êmese biliosa que é o vômito de bile, já que a bile não tem como passar para o intestino Outros defeitos podem estar associados: o pâncreas anular em que ele pode abraçar o duodeno e bloquear a passagem do alimento, defeitos cardiovasculares, defeitos anorretais e a má rotação do intestino. Em uma situação normal, haverá um tampão epitelial No entanto, sofrerá apoptoses para ocorrer a recanalização Nas estenoses ocorre a recanalização parcial. Já na atresia não há recanalização. Distenção gástrica e duodenal, bem como ausência de gás no restante do trato gastrintestinal essa ausência de gás é mais comum na atresia do que na estenose, pois a atresia vai impedir completamente. Pâncreas ectópico É um pâncreas que está sendo formado em uma outra região, isso acontece, pois uma parte do tecido que dá origem ao pâncreas pode se desprender e passar para outro local e onde ele encosta tenta desenvolver um pâncreas Pode ocorrer na mucosa do estômago, a parte proximal do duodeno, o jejuno, o antro pilórico e o divertículo ileal. Geralmente é assintomático e é descoberto incidentalmente durante uma TC. Raramente pode provocar sinais/sintomas gastrintestinais, obstrução, sangramento ou até câncer. Pode ser confundido com um pólipo, mas não é pois é uma estrutura bem cilíndrica e normalmente tem um furinho no meio e o pólipo parece uma verruga. Pâncreas anular Falha da formação do pâncreas, o qual acaba ficando bífido. A cabeça do pâncreas se divide em duas partes e quando ocorre a rotação ela pode se embaraçar no duodeno e acabar perdendo o duodeno e comprimindo e impedindo a passagem de alimento. Faixa de tecido pancreático fina e plana, envolvendo a parte descendente (segunda parte) do duodeno, o que pode causar obstrução. Os recém-nascidos apresentam sinais/sintomas de obstrução intestinal, completa ou parcial, assim, a criança não consegue fazer cocô, sendo os exames de imagem necessáriospara o diagnóstico. Provavelmente resulta do crescimento de um broto pancreático anterior bífido ao redor do duodeno. O problema é maior no intestino, por não ocorrer passagem, do que no funcionamento do pâncreas. Onfalocele congênita Herniação persistente do conteúdo abdominal (Intestino ou intestino + Fígado) para a parte proximal do cordão umbilical, já que não há espaço o sufiente, a parede pode não ter fechado corretamente e acaba vazando as alças intestinais e até mesmo o fígado, formando uma grande bolsa. Pode haver uma certa proteção, pois a pele de formada por parede de âmnion e cordão umbilical formam uma bolsa que protege do próprio líquido amniótico que é tóxico para os tecidos viscerais. Comprometimento no crescimento dos componentes mesodérmico (músculo) e ectodérmico (pele) da parede do abdome, pois como está para fora acaba não havendo estímulo para as paredes crescerem O reparo cirúrgico das onfaloceles é necessário. Muitas vezes é necessário esperar um tempo para operar, uma vez que é necessário o estímulo por medicamentos para que ocorra o crescimento da parede abdominal. Além disso, pode ser que seja feita mais de uma cirurgia. Hérnia umbilical O defeito na linha alba (faixa fibrosa na linha mediana da parede anterior do abdome entre os músculos retos do abdome). A hérnia projeta-se durante o choro, o esforço para defecar ou a tosse e pode ser facilmente reduzida através do anel fibroso no umbigo. A cirurgia geralmente não é realizada, a menos que a hérnia persista até a idade de 3 a 5 anos. Não é a mesma hérnia fisiologia, além de ser comum. Depois de cair o umbigo há uma parede muscular que não se fechou completamente e o peritônio ou alças intestinais podem se projetar, mas sem interromper a pele. Normalmente enquanto o bebê chora aumenta de tamanho pela força feita Muitas vezes é perigoso os métodos caseiros. Gastrósquise Extrusão das vísceras abdominais sem envolver o cordão umbilical. As vísceras são banhadas pelo líquido amniótico. Saem todas pela parede abdominal e não apresenta uma pele recobrindo. As vísceras sofreram com o líquido amniótico, podendo ser mais letal para o bebê. A causa é incerta, têm sido propostas, como lesão isquêmica da parede anterior do a b d o m e , a u s ê n c i a d a a r t é r i a onfalomesentérica direita, ruptura da parede do abdome, fraqueza da parede causada por involução anormal da veia umbilical direita e, talvez, ruptura de uma onfalocele que os lados da parede anterior do abdome tenham fechado. Existem métodos cirúrgicos, um deles chama silos. Colocam-se as vísceras dentro de um saquinho organiza com cuidado e deixa em pé para que a própria gravidade desça as vísceras e a medida que a criança vai crescendo elas irão descendo. Irá torcendo o silo com o tempo auxiliando na entrada. É um caso, mais grave, mas é possível o tratamento É possível perceber as vísceras exteriorizadas no ultrassom A - Não rotação, ou seja, não fez a rotação de 270º, então as alças se formam, mas estão posicionadas erradas, os colos estão posicionados errados. Pode ser que atrapalhe o movimento do bolo alimentar e fecal, mas se não houver nenhuma obstrução é tranquilo. B - Rotação mista e vólvulo, ou seja, fez-se uma rotação que não é tão completa e fez-se um vólvulo que é uma torção quase fazendo um nó que reduz a luz das cavidades intestinais. Como se fosse uma estenose, mas não é uma redução da parede C - Rotação inversa, que pode ter a artéria mesentérica superior comprimindo o colo transverso. Quando faz-se essa rotação não organiza-se bem essas alças intestinais. D - Ceco e apêndice vermiforme sub- hepáticos em que a rotação não foi perfeita pode até acontecer mais e o ceco fica sub- hepático, se não houver comprometimento de espaço e nem compressão das alças intestinais não é tão problemático E - Hérnia interna, o peritônio pode romper e as alças ficarem retroperitoniais F - Vólvulo do intestino médio, ou seja, uma torção do intestino médio e acaba gerando uma compressão e obstrução duodenal e o a l imento tem d i f icu ldade de passar, comprometendo todo o processo digestório. Defeitos congênitos da rotação do intestino médio Megacólon congênito Uma parte do cólon fica bem dilatada e a outra muito fina. Um segmento ganglionar nessas regiões para promover o peristaltismo, mas a parte fina ocorre ausência de células ganglionares (aganglionose) para induzir o peristaltismo e essa parte fica toda fechada, constrita. Assim, a parte superior a essa constrição fica dilatada, uma vez que ela fica mais dilatada por segurar todo o bolo fecal. Em um comprimento variável do intestino distal, embora segmentos mais proximais e mais longos também possam estar envolvidos. A dilatação resulta da falha do relaxamento do segmento aganglionar, que impede o movimento do conteúdo intestinal, resultando em dilatação. Deverá ser feita uma cirurgia para retirar um pedaço da parte aganglionar ou deixar uma bolsa ou se possível fazer o máximo possível para conectar com o reto, passando por cima do espaço que não faz dilatação. Anomalias anorretais Acontecem de diversas formas e por várias causas muitas delas não conhecidas A - Persistência da cloaca, sendo uma única região em que irá permanecer urina e fezes ao mesmo tempo, não há comunicação do reto com a uretra, mas há uma região única de saída não havendo o períneo no meio, isso acontece mais facilmente em mulheres pela disposição anatômica B - Estenose anal, em que o canal anal é reduzido e o indivíduo tem dificuldade para liberar as fezes, o tratamento é mais fácil, fazendo-se uma incisão para abertura desse canal. Importante avaliação do pediatra após o nascimento por aval iação das fezes, normalmente não liberando o bebê enquanto o bebê não faça o primeiro cocô. Sendo necessários alguns exames. C - Persistência da fosseta anal, o procedeu deve fazer a fosseta anal a qual tem que dar continuidade com o ânus junto com o intestino para formar o canal anal, se ela não for perfurada não haverá saída do bolo fecal, se resolvendo cirurgicamente D e E - Agenesia anal, ou seja, o ânus não se forma, o canal anal não tem quase nada, sendo apenas uma pequena fissura e a fosseta anal não vai para o ânus. F - Agenesia anorretal, em que não forma-se nem o ânus e nem o reto, no final do intestino posterior abriu-se uma fístula reto-vaginal, em que as fezes saem pelo canal vaginal. G - Agenesia anorretal, com fístula retouretral, em que no homem faz-se uma fístula com a uretra e as fezes saem pela uretra. Sistema urinário extremamente propício a infecções. H e I - Atresia retal não se forma o reto, apesar de ter o canal anal. As vezes tem-se o ânus, mas ele não se comunica com o intestino