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Questões Infertilidade 
 
1 - Mulher, 32a, com esterilidade primária há 
3 anos, em amenorreia há 1 ano. Dosagens 
hormonais: FSH= 70mUI/mL, LH= 55mUI/mL, 
PRL= 18ng/mL; cariótipo= normal; biópsia 
ovariana= ausência de folículos; 
espermograma do parceiro= normal. 
O DIAGNÓSTICO E O TRATAMENTO SÃO: 
a) Falência ovariana prematura; 
inseminação intra-uterina. 
b) Falência ovariana prematura; 
transferência de oócitos de doadora. 
c) Anovulação crônica; indução com 
gonadotrofinas. 
d) Anovulação crônica; indução com citrato 
de clomifeno. 
COMENTÁRIOS: 
O FSH > 25 mUI/mL indica falência ovariana 
(já elimina alternativa C e D). 
Não pode ser A porque essa mulher não tem 
folículo, não ovula, portanto, ela só pode 
engravidar através de oócitos de doadoras. 
 
2 - Paciente infértil com antecedente de 
doença inflamatória pélvica realizou 
laparoscopia com diagnóstico de 
hidrossalpinge bilateral. Assinale a 
alternativa que apresenta o tratamento da 
infertilidade: 
a) Salpingoplastia + inseminação 
intrauterina. 
b) Salpingectomia + fertilização in vitro. 
c) Antibioticoterapia prolongada. 
d) Salpingoplastia + indução de ovulação 
com coito programado. 
e) Salpingoplastia + Antibioticoterapia + 
coito programado. 
COMENTÁRIOS: 
É necessário retirar as tubas e, 
posteriormente realizar a fertilização in vitro. 
É necessário retirar as tubas porque o líquido 
que está dentro dessas não permitiria a 
fertilização. 
 
3 – Uma mulher, 32 anos, casada há 6 anos, 
refere relações sexuais frequentes e 
desprotegidas, há 2 anos, sem engravidar. 
Menstruações regulares e muito dolorosas. 
Exame ginecológico e ultrassonografia 
pélvica: normais. Espermograma do 
parceiro: normal; capacitação espermática: 
6 milhões de espermatozóides/ml, 100% de 
grau A. Como o casal deseja ter filhos, a 
conduta é: 
a) Fertilização in vitro 
b) Inseminação intra-uterina 
c) Laparoscopia 
d) Indução da ovulação 
COMENTÁRIOS: 
USG, exame ginecológico e espermograma 
normal. 
Como ela tem menstruações muito dolorosas 
é preciso investigar os fatores tubo-
peritoneais, para isso, o padrão ouro é a 
laparoscopia. 
 
4 – Paciente de 37 anos, G2P1, tenta 
engravidar há 18 meses; a conduta inicial 
para o casal é, EXCETO: 
a) Histeroscopia 
b) Videolaparoscopia 
c) Espermograma 
d) FSH de 3. Dia 
COMENTÁRIOS: 
Histeroscopia é o exame mais simples para 
avaliar a cavidade, feita a nível 
ambulatorialmente. Como é um exame 
simples, feito a nível ambulatorial, pode-se 
iniciar a pesquisa com ele. 
Deixa-se os exames mais complexos para o 
final, no caso, a videolaparoscopia, só é 
feita se for preciso. 
 
5 – Paciente de 23 anos, casada há 3 anos, 
parou anticoncepcional hormonal há 6 
meses, não conseguindo engravidar desde 
então. Foi submetida à histerossalpingografia 
com o seguinte achado. Conduta: 
 
a) Expectante. 
b) Laparoscopia. 
c) Histeroscopia. 
d) Fertilização in vitro. 
COMENTÁRIOS: 
Letra A, porque tem apenas 6 meses 
tentando engravidar, ainda não é 
considerado infertilidade, porque é uma 
mulher jovem, que tem um pequeno achado 
uterino, mas faz pouco tempo que estão 
tentando engravidar. 
 
6 – Após a suspensão de métodos 
contraceptivos, um casal jovem se 
apresentou em consultório, relatando 
relações sexuais regulares há dois anos, sem 
conseguir engravidar. Foram solicitados 
alguns exames para investigação de 
infertilidade conjugal. Considerando essa 
situação hipotética, assinale a alternativa 
correta: 
a) A histerossalpingografia e 
histeroscopia têm a mesma acurácia 
para detectar alterações 
endometriais. 
b) Concentração espermática de 20 
milhões/mL indica reserva ovariana 
adequada. 
c) Hormônio anti-mulleriano em altos 
níveis indica reserva ovariana 
adequada. 
d) Progesterona reduzida no 21º dia do 
ciclo indica que a paciente 
provavelmente ovulou. 
e) A dosagem de FSH no 3º dia do ciclo 
é mais confiável para estimar a 
reserva ovariana que a contagem de 
folículos antrais. 
COMENTÁRIOS: 
É um casal jovem (menos de 35 anos), que 
tem relações normais, e não conseguem 
engravidar há 2 anos, portanto, já é 
considerado infertilidade. 
Letra A: não (histerossalpingografia é da 
cavidade 
Letra B: acima de 20 milhões é considerado 
normal. 
Letra C: O HAM quando em altos níveis, tem 
uma indicação, de que a formação (na 
célula da granulosa) está adequada.É um 
dos exames para investigar a reserva 
ovariana. 
 
7 – Uma mulher G1 P1 de 32 anos apresenta 
amenorreia faz 12 meses. O teste de 
gravidez é negativo. Níveis de TSH, prolactina 
e perfil androgênico são normais. O nível de 
FSH é elevado a 48 UI/L e, LH de 39 UI/L. Qual 
das alternativas a seguir é a complicação 
mais provável para esse paciente? 
a) Ela tem risco significativa de câncer 
endometrial 
b) Ela tem risco significativa de câncer 
de ovário 
c) Ela tem risco aumentado de 
osteoporose 
d) Ela tem risco aumentado para 
gestações múltiplas 
COMENTÁRIOS: 
32 anos, com falência ovariana. Por isso, vai 
ter risco aumentado de osteoporose. A 
deficiência de estrogênio aumenta a 
atividade do osteoclasto e diminui a 
atividade do osteoblasto. 
Toda mulher que ovula menos, tem menor 
risco de ter câncer de ovário. 
O risco de câncer de endométrio também 
está menor porque essa mulher não vai ter 
produção de estrogênio. 
 
8 – Devido à intensa carreira profissional, a 
paciente EMG deseja gestar após o término 
do doutorado. Hoje, com 35 anos de idade, 
foi solicitada na consulta a dosagem de 
HAM. O HAM é produzido pelo (a)? 
a) Corpo lúteo 
b) Hipófise posterior 
c) Folículo pré-antral 
d) Hipófise anterior 
 
9 – Paciente de 23 anos de idade fez uso de 
citrato de clomifeno, 150 mg por dia, durante 
5 dias, devido a quadro de anovulação, está 
no 24º dia do ciclo menstrual com queixa de 
dor abdominal, náuseas, vômitos, aumento 
do volume abdominal e diminuição da 
diurese. Qual a hipótese diagnóstica? 
a) Abdome agudo inflamatório 
b) Abcesso tubo ovariano 
c) Endometriose pélvica 
d) Síndrome do hiperestímulo ovariano 
COMENTÁRIOS: 
Citrato de clomifeno: droga para induzir a 
ovulação. 
O hiperestímulo ovariano é algo grave, que é 
difícil de ocorrer pelo uso de citrato de 
clomifeno, há um aumento do volume 
ovariano. 
Por isso que não se faz indução da ovulação 
sem auxílio de uma clínica de reprodução 
humana. 
 
10 – Paciente de 36 anos, parou de usar 
contraceptivo há nove meses pelo desejo de 
gestação. Apresentou três ciclos menstruais 
após a interrupção do método contraceptivo 
e encontra-se em amenorreia secundária há 
6 meses. Tem beta HCG plasmático 
qualitativo menor que 1 Mui/ml, hormônio 
antimulleriano de 0,2 Mui/l, FSH de 45 mUI/ml 
e contagem de folículos antrais de 1. Qual a 
hipótese diagnóstica? 
a) Falência ovariana prematura 
b) Síndrome de ovários policísticos 
c) Agenesia gonadal 
d) Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-
Hauser 
 
COMENTÁRIOS: 
HAM baixa, FSH alto e contagem de folículos 
antrais baixo. 
 
11 – Paciente, de 29 anos, G0, apresenta 
tentativa de gestação com parceiro único 
há 2 anos. Refere ciclos menstruais regulares 
com intervalo de 28 dias e fluxo de 5 dias, 
mas nega galactorreia e sinais de 
hiperandrogenism ou sintomatologia 
climatérica. O marido não tem 
comorbidades, e não tem filhos de outro 
relacionamento. A capacitação espermática 
foi normal. Qual é a conduta mais adequada 
para a paciente? 
a) Avaliar a permeabilidade tubária por 
meio da videolaparoscopia e indicar 
inseminação intraútero 
b) Prescrever gonadotrofinas para 
estimulação ovariana e realizar FIV 
c) Realizar histerossalpingografia para 
definição da abordagem terapêutica 
d) Realizar abordagem cirúrgica por 
videolaparoscopia e conduta 
expectante por 6 meses 
e) Injeção intracitoplasmática do 
espermatozoide(ICSI), devido ao fator 
masculino 
COMENTÁRIOS: preciso começar a 
investigação com exames menos invasivos, 
para avaliar as questões básicas. Só após o 
diagnóstico pode-se tomar uma conduta. 
 
12 – Um casal procura o ginecologista com o 
desejo de engravidar. A mulher é portadora 
de síndrome de Turner e está medicada com 
anticoncepcional hormonal oral combinado 
e menstruando regularmente. O marido é 
saudável, com espermograma normal. 
Quanto à orientação a ser dada ao casal, 
assinale a alternativa correta: 
a) Suspender o anticoncepcional e 
aguardar gravidez espontânea 
b) Propor FIV após suspensão do 
anticoncepcional, estímulo da 
ovulação e coleta de óvulos 
c) Propor adoção pelo risco genético de 
a síndrome se repetir em eventual 
gravidez 
d) Pode-se obter gravidez com doação 
de óvulo, fertilização com 
espermatozoide do marido e 
transferência intrauterina para o útero 
da paciente 
COMENTÁRIOS: 
Turner: X0 (está tomando anticoncepcional 
para reposição hormonal). 
A – nunca vai acontecer 
B – essa mulher não consegue ovular 
(disgenesia gonadal) 
 
14 – Um casal que mantém vida sexual ativa 
e sem contracepção há mais de 1 ano 
procurou o médico com diagnóstico de 
infertilidade. Na avaliação desse casal, é 
correto afirmar que: 
a) A dosagem do LH ao redor do 14º dia 
do ciclo estimula recrutamento 
folicular 
b) Mulheres eumenorreicas e normais 
ovulam somente em 50% dos ciclos 
c) A concentração espermática deve 
ser maior do que 30 milhões/mL 
d) Não existe indicação para solicitar 
histerossalpingografia, podendo ser 
substituída pela ultrassonografia 3D 
e) A relação LH-FSH indica o equilíbrio 
funcional do eixo e permite avaliar a 
quantidade de gonadotrofina para 
induzir a ovulação. 
 
15 – Um casal jovem, ela com 26 anos e ele 
com 27, procura o médico com desejo de 
gravidez. Referem que há 1 ano ela parou de 
usar método contraceptivo e têm vida sexual 
normal, mas não conseguiram engravidar. 
Ela tem ciclos regulares de 28 dias, com 
duração e fluxo normais. Nega antecedentes 
cirúrgicos, ginecológicos e obstétricos. Ele, 
por sua vez, não apresenta nenhum 
antecedente cirúrgico, nenhuma doença ou 
uso de medicações. Refere que engravidou 
uma namorada há 5 anos, que provocou um 
abortamento. Assinale a alternativa correta: 
a) O homem não precisa fazer nenhum 
exame, pois não é infertil 
b) Para confirmar se ela tem ciclos 
ovulatórios, solicitaríamos uma 
dosagem da progesterona na 1ª fase 
do ciclo menstrual 
c) Na propedêutica básica desse casal, 
devem-se solicitar provas de função 
tubária, avaliação da função 
ovariana, avaliação uterina e 
avaliação do fator masculino. 
d) O casal não é considerado infértil 
porque tem apenas 1 ano de 
atividade sexual sem método 
contraceptivo. 
COMENTÁRIOS: 
A – há 5 anos atrás, algo pode ter 
acontecido nesses 5 anos. 
B – na segunda (entre 22 e 24º dia) 
D – a partir de um ano já pode ser 
considerado infertilidade. 
 
16 – Um casal se apresenta em consultório 
relatando relações regulares há dois anos, 
sem conseguir engravidar. São solicitados 
alguns exames para investigação de 
infertilidade conjugal. Assinale a alternativa 
INCORRETA: 
a) Progesterona elevada colhida no 21º 
dia do ciclo menstrual indica 
adequada capacidade ovulatoria 
b) FSH reduzido colhido no 3º dia do 
ciclo indica reserva ovariana 
diminuída 
c) Histerossalpingografia avalia a 
presença de pólipos endometriais e 
permeabilidade tubária 
d) A presença de miomas subserosos 
pouco contribui para a infertilidade 
conjugal 
e) A contagem espermática de 30 
milhões e adequada mobilidade não 
devem ser a causa de infertilidade 
ALTERNATIVAS CORRETAS: B e C (a questão 
seria anulada) 
COMENTÁRIOS: 
A histerossalpingografia mostra uma imagem 
negativa, mas não especifica se é um 
pólipo, um mioma etc. 
Um FSH elevado indica reserva ovariana 
diminuída. 
 
17 – Paciente de 39 anos, em união estável 
há 6 anos, refere três anos sem uso de 
métodos anticoncepcionais e não conseguiu 
gravidez. Possui história de gravidez tubária 
esquerda há 10 anos, tendo sido submetida 
à salpingectomia. O parceiro realizou 
espermograma que identificou obstrução 
tubária direita, na porção ampular. Tuba 
esquerda ausente. Qual é o tratamento mais 
eficaz que pode ser oferecido ao casal 
portador de infertilidade? 
a) Indução da ovulação e coito 
programado 
b) Indução da ovulação e inseminação 
intrauterina 
c) Inseminação intrauterina em ciclo sem 
estimulo ovulatório 
d) FIV 
e) Videolaparoscopia para 
desobstrução tubária 
COMENTÁRIOS: 
E não pode ser feita porque o marido possui 
oligospermia, portanto, uma desobstrução 
tubária não iria resolver o problema do casal. 
 
18 – Paciente de 33 anos, nuligesta, com 
quadro de infertilidade conjugal há 2 anos. A 
propedêutica revelou presença de mioma 
submucoso de 3 cm. O marido tem 41 anos e 
dois filhos de relacionamento anterior. 
A conduta adequada é: 
a) Miomectomia histeroscopica e 
solicitar espermograma 
b) Tratamento com análogos do GnRH 
por 6 meses 
c) Miomectomia laparoscópica e 
realização do teste pós-coito 
d) Videolaparoscopia com 
cromotubagem e miomectomia 
COMENTÁRIOS: 
Espermograma porque não se sabe há 
quanto tempo o marido teve esses 2 filhos. 
O análogo pode diminuir esse mioma, mas 
ao parar o medicamento, o mioma irá 
retornar ao tamanho inicial. 
 
19 – A avaliação da reserva ovariana deve 
ser feita através da dosagem de: 
a) Estadiol na fase periovulatória 
b) Progesterona na fase lutea media 
c) FSH no 3º dia do ciclo menstrual 
d) Prolactina na fase folicular 
 
20 – Um casal está tentando engravidar há 
cerca de 2 anos. A esposa tem 36 anos, 
ciclos menstruais regulares e exame 
ginecológico normal. Há história de 
apendicite na adolescência e ausência de 
passado mórbido relevante. O marido tem 41 
anos, não apresenta alterações ao exame 
físico e possui um filho de 6 anos de seu 
casamento anterior. Em relação à 
propedêutica da infertilidade conjugal nesse 
caso, é CORRETO afirmar: 
a) O espermograma é dispensável, visto 
que o marido possui comprovação de 
fertilidade (um filho do casamento 
anterior). 
b) Em vista do declínio da função 
ovariana observado com o aumento 
da idade, o casal deve ser 
imediatamente encaminhado para a 
fertilização in vitro. 
c) A videolaparoscopia, o teste do 
clomifeno e dosagens de estradiol e 
progesterona são exames 
fundamentais na propedêutica inicial 
do casal acima 
d) Dosagem de FSH no 3º dia do ciclo 
menstrual, histerossalpingografia, 
ultrassonografia endovaginal e 
espermograma são os exames que 
devem ser realizados na avaliação 
inicial do casal. 
COMENTÁRIOS: 
A – o filho do casamento anterior tem 6 anos, 
portanto, pode ter acontecido algo entre 
esses anos 
B – não, primeiro deve-se investigar, para 
depois escolher a conduta. 
C – esses exames não são utilizados na 
abordagem inicial (primeiro são feitos 
exames menos invasivos). 
D - primeiro é feito uma investigação não 
invasiva desse casal, posteriormente, escolhe 
a conduta mais adequada de acordo com 
o resultado dos exames e o diagnóstico.