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Larva Migrans Cutânea

Notas sobre larva migrans cutânea: definição, agentes (Ancylostoma caninum, A. braziliensis), morfologia, ciclo biológico (hospedeiro habitual e acidental), quadro clínico, diagnóstico, tratamento (tiabendazol, albendazol, ivermectina) e profilaxia.

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Larva Migrans Cutânea
Introdução
A larva migrans cutânea é uma doença causada pelo
parasitismo acidental em humanos. Ela se caracteriza
por áreas pruriginosas e pela formação de marcas na pele
que sinalizam a movimentação do verme, sendo
conhecido como ‘’bicho geográfico’’.
Taxonomia: os principais causadores da doença são
ancilostomídeos da subfamília Ancylostominae, com
destaque para Ancylostoma caninum e Ancylostoma
braziliensis. O mais comum é que esses parasitos
somente completam seu ciclo de vida em cães e gatos,
sendo o homem um hospedeiro acidental.
Epidemiologia: é uma doença de distribuição mundial,
afetando tanto os trópicos quanto regiões temperadas.
Morfologia
A morfologia é semelhante ao Ancylostoma duodenale,
uma vez que fazem parte da mesma subfamília e
apresentam duas lancetas subventrais e dois pares de
dentes em sua cápsula bucal. Com relação à larva, ela
também é dividida em filarióide e rabditóide e seus ovos
são indistinguíveis dos demais ancilostomídeos.
Ciclo Biológico
Hospedeiro habitual: o A. caninum costuma parasitar
cães, ao passo que o A. braziliensis infecta tanto cães
quanto gatos.
Hospedeiro acidental: no ciclo, o homem ocupa o papel
de hospedeiro acidental, uma vez que a forma larvária
não consegue se desenvolver completamente.
Ciclo biológico: nos hospedeiros habituais, as larvas
filarióides L3 podem realizar a infecção por meio da via
oral, penetração cutânea ou via transplacentária,
desenvolvendo o ciclo de Loss e formando vermes
adultos que copulam e liberam as fezes no meio. No
homem, a larva filarióide penetra no tecido subcutâneo e
geralmente não se dissemina pela corrente sanguínea,
embora algumas espécies possam migrar e causar as
formas visceral e ocular da doença (Toxocaríase).
Manifestações Clínicas
A doença se caracteriza por uma dermatite serpiginosa e
pruriginosa, apresentando pápulas com erupção linear e
tortuosa da pele. Essa dermatite pode formar bolhas e se
caracteriza pela migração do sítio conforme a larva se
movimenta, o que confere à doença o nome de ‘’Larva
migrans’’. A resposta imune do hospedeiro em geral é
resolutiva contra a larva, porém o prurido e as bolhas
podem favorecer infecções secundárias se não tratado.
Diagnóstico
Como o homem não é o hospedeiro definitivo, não é
comum que apresente ovos nas fezes e por isso o
diagnóstico é essencialmente clínico, aliado com a
história epidemiológica positiva para acesso de locais
recreativos que podem conter fezes de cães e gatos.
Tratamento
O tratamento tópico é feito com tiabendazol quatro
vezes ao dia, ao passo que a terapia sistêmica envolve
tiabendazol (25 mg/Kg duas vezes por dia em 2 dias),
Albendazol (400 mg/dia por 3 dias) ou Ivermectina (200
μg/kg dose única). Convém utilizar anti-histamínicos
para aliviar a resposta dos mastócitos no local.
Profilaxia
Pautada no tratamento da população, educação sanitária
e ambiental (uso de calçado e luvas), vermifugar cães e
gatos e impedir o acesso dos animais a tanques de areia
recreativos (escolas, parques, quadras de vôlei).
Gabriel Torres→ Uncisal→ Med52→ Larva Migrans Cutânea

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