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Josué Mallmann Centenaro 
Ovários 
Os ovários são as glândulas reprodutivas das fêmeas. 
Produzem os óvulos, que são transportados pelas 
tubas uterinas para o útero, onde são fertilizados 
começando assim o desenvolvimento do feto. Além 
disso, os ovários são a principal fonte produtora dos 
hormônios femininos (estrógeno e progesterona). Os 
ovários estão localizados na pelve, um de cada lado do 
útero. 
É nos ovários, também, que estão localizados os 
folículos ovarianos, eles estão mergulhados no tecido 
conjuntivo chamado de estroma, o qual mantém 
fibroblastos dispostos em um arranjo muito 
característico, formando redemoinhos. 
Desenvolvimento do ovário 
Ao redor do primeiro mês de vida embrionária, uma 
pequena população de células germinativas 
primordiais (CGP) migra do saco vitelino até os 
primórdios gonadais, onde as gônadas estão 
começando a se desenvolver. 
Nas gônadas, essas células se dividem e se 
transformam nas ovogônias, que são equivalentes às 
espermatogônias do testículo. 
Folículos ovarianos 
O folículo ovariano consiste em um ovócito envolvido 
por uma ou mais camadas de células foliculares, 
também chamadas de células da granulosa. Os 
folículos primordiais, que foram formados durante a 
vida fetal, consistem em um ovócito primário 
envolvido por uma única camada de células foliculares 
achatadas. 
A maioria desses folículos se localiza na região cortical, 
próximo a túnica albugínea (mais externa em relação 
ao ovário). 
O ovócito do folículo primordial é uma célula esférica 
com um grande núcleo esférico e um nucléolo bastante 
evidente. Essas células estão na etapa da primeira 
prófase da meiose. 
Os cromossomos estão em grande parte desenrolados 
e não se coram intensamente. As organelas 
citoplasmáticas tendem a se aglomerar próximo do 
núcleo. Há numerosas mitocôndrias, vários complexos 
de Golgi e cisternas de retículo endoplasmático. Uma 
lâmina ou membrana basal envolve as células 
foliculares e marca o limite entre folículo e o estroma 
conjuntivo adjacente. 
Crescimento folicular 
A partir da puberdade, a cada dia um pequeno grupo 
de folículos primordiais inicia um processo chamado 
crescimento folicular, que compreende modificações 
do ovócito, das células foliculares e dos fibroblastos do 
estroma conjuntivo que envolve cada um desses 
folículos. O crescimento folicular é estimulado por FSH 
secretado pela hipófise. 
Folículos primários 
O crescimento do ovócito é muito rápido durante a 
primeira fase do crescimento folicular. O núcleo 
aumenta de volume, as mitocôndrias aumentam em 
número e são distribuídas uniformemente pelo 
citoplasma; o retículo endoplasmático cresce e os 
complexos de Golgi migram para próximo da superfície 
celular. As células foliculares aumentam de volume e 
se dividem por mitose, formando uma camada única 
de células cuboides - neste momento, o folículo é 
chamado de folículo primário unilaminar. 
As células foliculares continuam proliferando e 
originam um epitélio estratificado também chamado 
de camada granulosa, cujas células (células da 
granulosa) frequentemente se comunicam por junções 
comunicantes (gap). 
O folículo é então chamado folículo primário 
multilaminar ou folículo pré-antral. Uma espessa 
camada amorfa, chamada zona pelúcida, composta de 
várias glicoproteínas, é secretada e envolve todo o 
ovócito. 
 
 
Folículos secundários 
À medida que os folículos crescem, principalmente em 
virtude do aumento (em tamanho e número) das 
células da granulosa, eles ocupam as áreas mais 
profundas da região cortical. O líquido chamado 
líquido folicular começa a se acumular entre as células 
foliculares. Os pequenos espaços que contêm esse 
fluido se unem e as células da granulosa 
gradativamente se reorganizam, formando uma 
grande cavidade, o antro folicular. 
Esses folículos são chamados folículos secundários ou 
antrais. O líquido folicular contém componentes do 
plasma e produtos secretados por células foliculares. 
Nele são encontrados glicosaminoglicanos, várias 
proteínas (inclusive proteínas ligantes de esteroides) e 
altas concentrações de esteroides (progesterona, 
andrógenos e estrógenos). 
Durante a reorganização das células da granulosa para 
formar o antro, algumas células dessa camada se 
concentram em determinado local da parede do 
folículo, formando um pequeno espessamento, o 
cumulus oophorus, que serve de apoio para o ovócito. 
Além disso, um pequeno grupo de células foliculares 
envolve o ovócito, constituindo a corona radiata. Este 
conjunto de células acompanha o ovócito quando este 
abandona o ovário por ocasião da ovulação. A grande 
maioria de células foliculares forma uma camada 
multicelular que reveste internamente a parede do 
folículo - camada granulosa. 
 
 
Tecas foliculares 
Durante essas modificações que ocorrem no folículo, o 
estroma situado imediatamente em sua volta se 
modifica para formar as tecas foliculares, com duas 
camadas - a teca interna e a teca externa. As células da 
teca interna, quando completamente diferenciadas, 
são poliédricas, têm núcleos arredondados e 
citoplasma acidófilo, e suas características 
ultraestruturais são de células produtoras de 
esteroides. 
As células da teca externa são semelhantes às células 
do estroma ovariano, porém se arranjam de modo 
organizado concentricamente em volta do folículo. O 
limite entre as duas tecas é pouco preciso, o mesmo 
ocorrendo com o limite entre a teca externa e o 
estroma ovariano. O limite entre a teca interna e a 
camada granulosa, por outro lado, é bem evidente, 
pois suas células são distintas morfologicamente; além 
disso, entre a teca interna e a granulosa existe uma 
lâmina basal. 
Pequenos vasos sanguíneos percorrem a teca interna, 
provenientes do estrema circundante, e formam um 
rico plexo capilar ao redor das células secretoras dessa 
camada que, como todos os órgãos de função 
endócrina, é muito vascularizada. Não há vasos 
sanguíneos na camada de células granulosas durante a 
fase de crescimento folicular. 
 
 
Folículos pré-ovulatórios 
Normalmente durante cada ciclo menstrual um folículo 
antral cresce muito mais que os outros e se torna o 
folículo dominante, que pode alcançar o estágio mais 
desenvolvido de crescimento e prosseguir até a 
ovulação. 
Quando alcança seu máximo desenvolvimento, esse 
folículo é chamado folículo maduro, pré-ovulatório ou 
de Graaf (Figura 22.11). Os outros folículos, 
pertencentes ao grupo que estava crescendo com 
certa sincronia, entram em atresia. O folículo maduro 
é tão grande (aproximadamente 2,5 cm de diâmetro) 
que provoca saliência na superfície do ovário e pode 
ser detectado por ultrassom. 
Como resultado do acúmulo de líquido, a cavidade 
folicular aumenta de tamanho e a camada de células 
da granulosa da parede do folículo torna-se mais 
delgada, pois essas células não se multiplicam na 
mesma proporção que o crescimento do folículo. Esses 
folículos têm suas tecas muito espessas. 
O processo total de crescimento do folículo, desde 
primordial até maduro, dura na mulher 
aproximadamente 90 dias.