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Cabeamento Estruturado página 1 
Prof. Bellotti 
 
1 - Introdução 
 
O cabeamento estruturado é um sistema que envolve cabos e componentes de conexão 
capaz de atender as necessidades de telecomunicações e TI dos usuários de redes nos mais 
diferentes tipos de edificações. Um sistema de cabeamento estruturado deve ser projetado 
de modo que em cada área de trabalho qualquer serviço possa ser habilitado e utilizado por 
qualquer cliente da rede em todo edifício. 
 
Cada tomada disponibilizada, em cabeamento estruturado, em uma área de trabalho, deve 
ser utilizada para qualquer aplicação existente na rede, indistintamente. Em cabeamento 
estruturado não há tomadas especificas para voz, dados e/ou qualquer outro serviço que 
possa ser utilizado na rede. Essa facilidade das tomadas é promovida através de 
remanejamentos de patch-cords. 
 
As diferentes categorias de desempenho cabeamento são capazes de oferecer serviços que 
necessitem de mais ou menos banda de comunicação. 
 
 
 
2 - Arquiteturas de Redes 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cabeamento Estruturado página 2 
Prof. Bellotti 
2.1 - Topologia Estrela 
 
Nessa arquitetura todos os equipamentos da rede convergem para um ponto central 
utilizando-se de um canal ponto a ponto. Tem grande aplicação em LAN sendo 
implementada através switchs. 
 
A grande vantagem da configuração em estrela está na facilidade de detecção de falhas de 
comunicação e quando estas ocorrem, os demais pontos da rede não são prejudicadas 
exceto se o equipamento central falhar. Se isso ocorrer a rede toda fica inoperante. Ainda 
como vantagens temos: fácil de modificar e acrescentar novos computadores; monitoração 
e gerenciamento centralizados. 
 
Como desvantagem temos uma quantidade maior de cabos, materiais e infra-estrutura para 
compor a rede. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Switch 
 Estação 
 
Servidor 
 Estação 
 Estação 
Cabeamento Estruturado página 3 
Prof. Bellotti 
 
 
 
 
2.2 - Topologia Barramento 
 
 
Usa um canal de comunicação multiponto através do qual as máquinas são ligadas. Esta 
topologia é usada em LANs desde o seu início através de cabos coaxiais e em seguida pelo 
uso de hubs. Seu custo é baixo, porém sua manutenção, em caso de falhas, é dificultada 
pelo fato de todas as estações estarem ligadas a um mesmo canal de comunicação. Isso se 
torna ainda pior quando a topologia é construída por cabos coaxiais pois se uma estação 
desconectar-se da rede a mesma fica inoperante até que esse cabeamento seja recuperado. 
 
Além disso, é necessário um terminador (resistor) em cada extremidade do meio de 
comunicação para que os sinais não recebidos em uma ponta do cabo reflitam provocando 
ocupação desnecessária do meio físico. 
 
Suponha que a estação B precisa mandar dados para a estação D. Os dados partem de B, 
tanto rara a direita como para a esquerda. 
 
A estação C verifica que os dados não são para ela e, portanto, não retira o sinal do meio. Já 
a estação D verifica que os dados são para ela e, portanto, retira o sinal do meio. Porém no 
sentido da esquerda a estação A verifica que os dados não são para ela e, portanto, não 
retira o sinal do meio e dessa forma o terminador 1 entra em ação absorvendo o sinal para 
que o mesmo não seja refletido. 
 
Cabeamento Estruturado página 4 
Prof. Bellotti 
Podemos citar como vantagens: uso de cabos com economia; mídia barata e fácil e 
trabalhar; facilidade em ampliar. Já como desvantagens: rede pode ficar lenta com tráfego 
intenso, problemas difíceis de serem isolados e rompimento dos cabos pode afetar muitos 
usuários. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.3 - Topologia em malha 
 
 
Usa canais de comunicação ponto a ponto e cada máquina é ligada a todas as outras 
máquinas da rede. Essa topologia é usada principalmente em redes Wans. A sua principal 
vantagem é a tolerância a falhas. Como normalmente existe mais de uma rota entre a 
origem e o destino, caso uma delas torne-se indisponível, a comunicação ocorre através de 
uma rota alternativa. Sua desvantagem é o custo. A quantidade de canais de comunicação 
cresce muito na medida em que aumenta o número de máquinas ligadas. É comum os 
equipamentos determinarem o melhor caminho para atingir o destino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.4 - Topologia híbrida 
 
Uma rede com topologia híbrida é composta por redes com diferentes topologias. Isto é 
comum quando as redes locais são interligadas compondo uma rede de grande abrangência 
geográfica. As redes locais normalmente apresentam uma topologia em barramento ou em 
anel, mas a interligação entre elas pode apresentar, por exemplo, uma topologia em malha, 
anel ou estrela. As redes resultantes da interligação de Lans apresentam uma topologia 
híbrida. 
3. Tipos de transmissão 
 Estação A Estação B Estação C Estação D 
 Estação E 
 
terminador 
terminador 
A 
B 
C 
D 
Para A conversar com B 
existem as seguintes 
rotas: 
A para B; 
A para C para B; 
A para D para B; 
A para D para C para B. 
Cabeamento Estruturado página 5 
Prof. Bellotti 
 
 
3.1 - Transmissão Simplex 
 
 
A comunicação é unidirecional, isto é, uma máquina transmite e a outra recebe. Como 
exemplos temos as transmissões de rádio ou TV. 
 
 
3.2 - Transmissão Half-Duplex ou Transmissão Duplex 
 
 
Nela a comunicação é bidirecional: as máquinas podem transmitir e receber, mas apenas 
uma das funções pode acontecer num determinado instante pois, o canal de comunicação é 
dedicado a máquina que está fazendo a transmissão. Tradicionalmente a comunicação em 
redes usa esse tipo de transmissão. Um outro exemplo seria as comunicaçõe com walkie-
talkie. 
 
 
3.3 - Transmissão Full-Duplex 
 
 
A comunicação também é bidirecional, mas as máquinas, neste caso, podem transmitir e 
receber ao mesmo tempo por meio de dois canais simultâneos. Esses canais podem ser 
obtidos em um mesmo meio físico através de uma freqüência para transmissão e outra 
freqüência para recepção. Como exemplos tempos: o aparelho telefônico (apesar do ser 
humano não conseguir estabelecer, desse modo, uma comunicação eficiente), alguns tipos 
de modens e placas de rede full-duplex. 
 
 
3.4 – Transmissão Dual-Duplex 
 
A comunicação é bidirecional e cada par de fios opera em modo full-duplex, sendo a taxa 
final o resultado da soma das taxas de cada par. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cabeamento Estruturado página 6 
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4 - Meios de transmissão 
 
 
Um meio ou canal de transmissão é o caminho utilizado para que uma informação seja 
enviada de um transmissor para um receptor. A próxima figura mostra um esquema de 
comunicação e sua relação como meio de transmissão: 
 
 
 
 
Em sistemas de comunicação por rádio, por exemplo, este caminho é o ar. Em um sistema 
de cabeamento estruturado o caminho é um cabo que pode ser metálico (cabos de pares 
trançados) ou óptico (fibras ópticas). 
 
Em relação aos tipos de sinais: 
 
 
 
 
4.1 – Cabos de pares trançados 
 
 
Um sistema de cabeamento estruturado é composto de cabos e componentes de conexão 
(path panels e tomadas) que devem ser conectados entre si para formar um caminho de 
transmissão entre os equipamentos de rede como, por exemplo, um SWITCH/HUB e uma 
estação de trabalho em uma área de trabalho conforme a próxima figura: 
 
Cabeamento Estruturado página 7 
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Quando o meio de transmissão é formado por cabos metálicos ele pode ser de condutores 
paralelos (fios de telefones ou pares trançados realizadosfora da norma), cabos coaxiais ou 
cabos balanceados, que são o que demonimos de pares trançados que estes são 
confeccionados com uso das normas. 
 
4.1 – Cabos Coaxiais 
 
O cabo coaxial consiste em um condutor central de cobre, que é envolvido por um 
isolamento plástico e coberto com uma blindagem e uma camada de revestimento. 
 
 
 
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4.2 – Cabos de pares tançados 
 
 
Um circuito simples que consiste de dois condutores trançados entre si pode ser 
considerado uniforme e uma linha balanceada. Uma linha de transmissão uniforme é aquela 
que te propriedades elétricas substancialmente idênticas ao longo de seu comprimento, 
enquanto uma linha de transmissão balanceada é aquela que possui condudores idênticos e 
simétricos com relação à terra e condudores vizinhos. 
 
Cabeamento Estruturado página 9 
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O conceito eletricamente balanceado está relacionado à geometria do cabo e a 
proprieadades de isolação de um par de condutores trançados. Quando dois condutores 
isolados são fisicamente idênticos em diâmetro, material dielétrico (isolante) e são 
uiformente trançados em comprimento, então dizemos que o par é eletricamente 
balanceado. O conceito de balanceamento aplica-se a condudores de um mesmo par e a 
pares de condudores trançados dentro de um mesmo cabo. O grau de balanceamento de um 
cabo está ligado à sua Categoria e Classes de Desempenho. Dessa forma, um cabo Cat6A 
(Classe E) requer um melhor grau de balanceamento que um cabo Cat5e (Classe D). A 
próxima figura apresenta o conceito de balanceamento: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando um sinal elétrico é aplicado a um meio físico metálico, a corrente elétrica que 
percorre os condudores gera campos elétricos e magnéticos conforme desenhado na figura 
anterior. Os campos elétrico (E) e magnético (H) criados por um dos condudores cancelam 
os mesmos campos criados pelo condudor do outro par, levando ao que chamamos de efeito 
do cancelamento garantindo interferências mínimas de um par em seus pares vizinhos. 
 
 
Cabeamento Estruturado página 10 
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Outra característica de um meio físico balanceado é que a tensão medida em um condutor 
do par em qualquer ponto do canal em relação à terra é igual a tensão medida no outro 
condutor no mesmo ponto. Porém se analisarmos as formas de onda de cada canal 
preceberemos que as mesmas têm fases invertidas conforme próxima figura: 
 
 
 
 
 
 
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4.3 – Tipos de cabos 
 
 
Os cabos balanceados utilizados em cabeamento estruturado podem ser: sem blindagem e 
blindados e são especificados para serem utilizados com distância máxima de 100m sem 
uso de repetidores (hubs/switchs). 
 
Os cabos sem blindagem são denominados U/UTP (Unshielded/ Unshielded Twisted Pair, 
par trançado sem blindagem) e é mostrado na próxima figura: 
 
 
 
 
A denominação U/UTP serve para indicar que este cabo não possui qualquer tipo de 
blindagem, ou seja, seus pares não são blindados indivudualmente e não há blindagem geral 
externa. 
 
A próxima figura é um exemplo de um cabo F/UTP: 
 
 
Cabeamento Estruturado página 12 
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A denominação F/UTP serve para indicar que este cabo não tem blindagem para seus pares 
individualmente, porém tem uma blindagem geral externa feita com uma folha metálica. 
 
 
 
Os cabos blindados S/FTP (Screened/Foiled Twisted Pair) são aquelas que têm blindagem 
para cada par individual feita com uma folha metálica (foil) e uma blindagem geral, 
constituída por uma malha de blindagem (screen). A próxima figura demonstra um cabo 
S/FTP: 
 
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4.4 – Categorias e Classes de Par Trançado 
 
 
Os cabos de Categoria3/Classe C são utilizados apenas para voz e tem largura de banda de 
16MHz. 
 
Os cabos de Categoria4 foramutilizados apenas em redes do tipo anel e com largura de 
banda de 20MHz. Por ter um pequeno campo de atuação não foi determinado classe para o 
mesmo. 
 
A categoria 5 não são mais reconhecidos pelas normas e apenas a categoria 5e (100MHz) 
oferecem margem para garantir o atendimento a aplicações que utilizam dois ou quatro 
pares de um cabo para transmissão bidirecional simultânea (full-duplex ou dual-duplex). 
Dessa forma o cabeamento Cat5e (Classe D) é ideal para aplicações de até 100Mbps porém 
podem ser utilizadas em aplicações de 1Gbps mas dificilmente conseguem atender a uma 
distância de 100m como é o caso para velocidades até 100Mbps. 
 
Para garantir qualquer aplicação em 1Gbps devemos utilizar o cabeamento Cat6 (Classe E) 
que trabalha com 250MHz de canal. 
 
A tabela a seguir faz um resump de normas, largura de banda e tipos de cabos: 
 
Cabeamento Estruturado página 14 
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As especificações dos sistemas de cabeamento Categoria 6A (Classe E aumentada) que 
trabalha com canal de 500MHz são utilizados em Data Centers. No caso de Data Centers de 
ainda preferência para Cat6A blindados. Já os cabeamentos Cat7 (Classe F) que trabalha 
com 600Mhz e/ou Cat7A (Classe F aumentada) são para projetos de cabeamento horizontal 
que necessitam canais livres de ruídos e com baixíssimos níveis de interferência 
eletromagnética. Podemos resumir: 
 
 categoria7A: cabo especial para 10Gbps (1GHz); 
 categoria7: cabo especial para 10Gbps (600Mhz); 
 categoria 6A: suporta até 10Gbps(500Mhz); 
 categoria 6: suporta até 1Gbps até 10Gbps(250Mhz) ; 
 categoria 5e: suporta 100Mbps e até 1Gbps para distanciasmenores que 100m 
(100Mhz); 
 categoria 4: suporta até 20Mbps; 
 categoria 3: suporta até 16Mbps (usado em Telefonia Analógica); 
 
Nota: Podemos comparar e até confundir a frequencia do meio de transmissão com a 
largura de banda. Assim, quando pensamos em 100Mhz e 250 Mhz, o último tem uma 
estrada muito mais larga e apesar da mesma velociadade (1Gbps) no cat6 eu tenho muito 
mais vazão com circuito mais simples que no cat5e (1Gbps). Assim, no cat6 eu posso ter 
1Gbps Full-Duplex pois posso transmitir um sinal positivo e outro negativo para 
diferenciar Tx de Rx em pares distintos do cabo e no cat5 eu tenho que usar os 4 pares, 
cada um com 250Mhz, para ter 1Gbps e dessa forama torna o Gbps half-duplex. Dessa 
forma o throughput do Gigabit no Cat5e fica muito menor que no Cat6. 
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4.5 – Componentes do cabeamento em cobre 
 
 
A próxima figura mostra um esquema básico de distribuição de um enlace utilizando cabos 
balanceados, patch panels e tomadas RJ45 para configurar um sistema de cabeamento: 
 
 
 
O patch panel é um painel que concentra várias tomadas RJ-45, normalmente em múltiplos 
de 12, sendo o mais comum de 24 portas ou 48 portas. Os patch panelsé um componente 
passivo, ou seja, não regeneram o sinal e, portanto, não funcionam como repetidor 
(amplificador) como é o caso de HUBs/SWITCHs. 
 
No caso da existência de mais de um patc-panel as conexões são feitas com uso de patc-
cords. Os patch-cords também são utilizados para interligar a tomada RJ-45, na área de 
trabalho, a uma estação de trabalho, um telefone, uma impressora ou outro dispositivo que 
faz uso da rede. 
 
Abaixo temos um exemplo de tomada RJ-45 sem blindagem e com blindagem: 
 
Cabeamento Estruturado página 20 
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A seguir temos a conexão do patch-pannel com a tomada RJ-45 
 
 
 
Exemplos de patch-cord: 
 
 
 
A seguir são exibidos os conectores utilizados para cabeamento Cat7 e Cat7A: 
Cabeamento Estruturado página 21 
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4.6 – Padrão T568A e T568B 
 
 
Temos as seguintes configurações (padrões) para a fazermos a cripagem de conectores RJ-
45. 
 
 
 
Cabeamento Estruturado página 22 
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Abaixo, no quadro, seguem os padrões T568-A e T568-B 
 
 
 
O padrão Ethernet especifica que cada um dos pinos em um conector RJ-45 tenha um 
determinado propósito 
 
 
Par 1 – Azul; Par 2 – Laranja ; Par3 – Verde; Par 4 – Marrom 
Cabeamento Estruturado página 23 
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Conectorização RJ 45 macho 
 
 
Segue o passo a passo de como realizar a conexão do conector RJ45 macho em cabo UTP, 
em que os cuidados com decapagem e inserção do cabo no conector devem ser observados. 
 
Passo 1: Decapar o 2cm do cabo com a ajuda de um decapador, tendo o cuidado de não 
danificar os condutores. 
 
 
 
Passo 2: Posicionar com condutores lado a lado, conforme as cores do padrão escolhido. 
Com auxilio de um alicate de corte, tesoura ou lâmina, cortar cerca de 1,3cm o excesso de 
fios de forma que fiquem em paralelo entre si. 
Cabeamento Estruturado página 24 
Prof. Bellotti 
 
 
 
Passo 3: Cortar o cabo e está pronto para ser introduzido no R45 macho. Segurar o 
conector RJ45 
 
 
Cabeamento Estruturado página 25 
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Passo 4: Encaixar, com o auxilio da chave de crimpar, para fixar os condutores no RJ45. 
 
 
 
 
 
O sistema de cabeamento 10BaseT ou 100BaseT original utiliza o seguinte padrão: 
(T568A) 
 
Pino Cor Função 
1 Branco com verde +TD 
2 Verde -TD 
3 Branco com laranja +RD 
4 Azul Não usado 
5 Branco com azul Não usado 
6 Laranja -RD 
7 Branco com marrom Não usado 
8 Marrom Não usado 
 
Cabeamento Estruturado página 26 
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Os pinos 4,5,7 e 8 não são utilizados para dados, no caso de redes locais de 10 Mbps. 
 
Quando ligamos dois equipamentos de mesma natureza (computador com computador, hub 
ao switch, switch ao switch,) é necessário um cabo invertido. Na realidade, os cabos par 
trançado fazem uma ligação pino a pino entre os dispositivos que estejam interligando 
como por exemplo um micro a um HUB. Dessa forma, a princípio, a comunicação não iria 
ocorrer pois estamos ligando transmissão com transmissão e recepção com recepção. O que 
acontece é que em cada porta do HUB existe um cross-over para conectar transmissão com 
recepção. Portanto, quando ligamos dois hubs com cabo normal não se efetiva a 
comunicação pois estamos ligando duas portas cross e dessa forma temos novamente 
transmissão com transmissão e recepção com recepção. Daí a necessidade de ligarmos 
HUB a HUB atavés de um cabo invertido. Uma outra maneira é fazer uso da porta especial, 
normalmente a última porta, denominada a porta UPLINK, onde existe um interruptor para 
desfazer o cross-over dessa porta. Assim podemos ligar os HUBs através de um cabo um 
para um. 
 
Existem equipamentos que trabalham com o padrão MDIX e, neste caso, todas as conexões 
podem ser realizadas com cabos retos pois o próprio equipamento faz a inversão dos sinais 
quando este for o caso. 
 
Na tabela abaixo vamos resumir quando devemos usar cabo normal e/ou cabo invertido 
 
 Micro Hub Switch Roteador 
Micro Cross Reto Reto Cross 
Hub Reto Cross Cross Reto 
Switch Reto Cross o Cross Reto 
Roteador Cross Reto Reto Cross 
 
Padrão T568B (Padrão 10BaseT ou 100BaseT) 
 
Pino Cor Função 
1 Branco com laranja +TD 
2 Laranja -TD 
3 Branco com verde +RD 
4 Azul Não usado 
5 Branco com azul Não usado 
6 Verde -RD 
7 Branco com marrom Não usado 
8 Marrom Não usado 
 
Para redes 1000BaseT (Gigabit Ethernet) temos o esquema onde os quatro pares de fios são 
usados simultaneamente, isto é, os quatro pares são usados para transmitir pedaços da 
mesma informação. Cada par é bi-direcional e trabalha no modo full-duplex. A próxima 
tabela mostra a pinagem utilizada para o Gigabit Ethernet, baseado no padrão T568A: 
 
Cabeamento Estruturado página 27 
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Pino Cor Função 
1 Branco com verde +BI_DA 
2 Verde -BI_DA 
3 Branco com laranja +BI_DB 
4 Azul +BI_DC 
5 Branco com azul -BI_DC 
6 Laranja -BI_DB 
7 Branco com marrom +BI_DD 
8 Marrom -BI_DD 
 
 
Cabo invertido ou Cross-Over 
 
 
Para redes 10BaseT e 100BaseT 
 
 
Pino(Conector A) Cor Pino(Conector B) 
1 Branco com verde 3 
2 Verde 6 
3 Branco com laranja 1 
4 Azul 4 
5 Branco com azul 5 
6 Laranja 2 
7 Branco com marrom 7 
8 Marrom 8 
 
Para redes 1000BaseT 
 
Pino(Conector A) Cor Pino(Conector B) 
1 Branco com verde 3 
2 Verde 6 
3 Branco com laranja 1 
4 Azul 7 
5 Branco com azul 8 
6 Laranja 2 
7 Branco com marrom 4 
8 Marrom 5 
 
 
 
 
 
 
Cabeamento Estruturado página 28 
Prof. Bellotti 
Testando o cabo de rede confeccionado 
 
 
O testador eletrônico de cabeamento de redes de computador e telefonia é uma ferramenta 
de medição que visa o bom funcionamento do cabo de acordo com as especificações 
técnicas em rede de computadores e redes telefônicas. Verifica continuidade de fios, 
circuito aberto e curto-circuito através de LEDs na base e no receptor. 
 
Possui entrada para testar e assegurar o funcionamento correto de cabos de telefone (RJ-11) 
e cabos de rede (RJ-45). 
 
Conecte os cabos no testador principal e no testador remoto. Ligue a chave de alimentação. 
As luzes dos dois testadores ligam indicando quais circuitos estão ativos. 
 
 
 
Cabeamento Estruturado página 29 
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5 – Subsistemas de Cabeamento Estruturado 
 
Um sistema de cabeamento estruturado é composto pelos subsistemas de cabeamento 
horizontal e backbone, que se divide em backbone de edifício que é utilizado para 
conectar os distribuidores de piso de cada andar de um edifício e backbone de campus 
quando conceta o cabeamento de dois ou mais edifícios. 
 
5.1 – Subsistemas de cabeamento horizontal 
 
O subsistema de cabeamento horizontal é a parte do sistema de cabeamento que conecta um 
distribuidor de piso, conforme a próxima figura, às tomadas de telecomunicações das áreas 
de trabalho do mesmo pavimento ou pavimentos vizinhos. O cabeamento horizontal é 
assim denominado por compreender os segmentos de cabos que são lançados 
horizontalmente entre as áreas de trabalho e os distribuidores de piso (FD). 
 
 
 
Os segmentos de cabos que o compõem são usualmente instalados em dutos embutidos no 
piso, sob as placas do piso elevado ou em eletrocalhas. 
 
Qando o caminho é um duto de teto ou de piso que também é utilizado paraa isuflação de 
ar nos sistemas de ventilação e climatização (HVAC) trata-se de uma instalação chamada 
de plenum. 
 
Os requisitos referentes a caminhos e espaços para a distribuição de cabeamento 
estruturado em edifícios comerciais são apresentados nas normas ISSO/IEC 1810, 
ISSO/IEC 14763-2 e ANSI/TIA-569-C. 
 
O cabeamento horizontal é instalado sob a topologia estrela. A próxima figura exibe essa 
topologia que é caracterizada pela necessidade de um segmento de cabo exclusivo 
interligando cada porta do distribuidor de piso a uma única tomada de telecomunicações da 
área de trabalho. Nessa figura temos também os elementos necessários e comprimentos 
máximos de cabos e path cords. O comprimento máximo do cabo horizontal é limitado a 
90m e todo o canal (que inclui o cabo horizontal e os patch cords) é limitado a um 
comprimento máximo de 100m. As normas recomendam que os patch cords sejam 
construídos com cabos de pares trançados flexíveis (U/UTP). 
 
 
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A próxima figura apresenta um exemplo real de distribuição horizontal. Podemos observar 
os patch panels de onde partem os cabos do cabeamento horizontal que terminam em 
tomadas de telecomunicações (TO) nas respectivas áreas de trabalho do pavimento em que 
se encontra esse distribuidor de piso. Temos também os switchs Ethernet (switchs de 
borda/switchs de acesso ou switchs workgroups) que entregam conexões Ethernet aos 
usuários da área de trabalho do pavimento atendido por esse distribuidor. 
 
 
 
O comprimento máximo entre o segmento de cabo entre um distribuidor de piso e a tomada 
de telecomunicações em uma área de trabalho é de 90m. As normas de cabeamento 
estruturado, como a NBR 14565, a ISSO/IEC 11801, a ANSI/TIA-568-C.1, entre outras, 
permitem que os seguintes tipos de cabos sejam utilizados no subsistema de cabeamento 
horizontal: 
 
 Cabos de pares trançados Cat5e ou superior de quatro pares, 100Ω, U/UTP, F/UTP 
ou S/FTP. Esses cabos são balanceados; 
 Cabos de fibras ópticas multimodo de 50/125µm (OM3 e OM4), com duas ou 
quatro fibras; 
 Cabos de fibras ópticas multimodo de 62,5/125µm (OM1 e OM2), com duas ou 
quatro fibras; 
Cabeamento Estruturado página 31 
Prof. Bellotti 
 
Devemos considerar que mesmo permitido pela norma não é comum o uso de fibras ópticas 
no cabeamento horizontal devido ao seu custo de implantação. Caso sejam utilizados fibras 
ópticas em cabeamento horizontal as distâncias escritas na norma não mudam persistindo o 
valor de 90m entre o patch-panel e a tomada de parede. 
 
Os cabos S/FTP Categoria 7/Classe F ou Categoria 7a/Classe Fa são reconhecidos pelas 
normas ISSO/IEC 11801 e NBR-14565. 
 
 
5.2 – Pontos de Consolidação 
 
 
O ponto de consolidação é utilizado em escritórios abertos que possuem como 
características: 
 
 Pavimentos amplos e com poucas paredes fixas para dividir os ambientes internos 
facilitando dessa forma flexibilidade aos seus usuários no que diz respeito a 
mudança de layout das áreas de trabalho sempre quando isso se fizer necessário; 
 Reduz o tempo de serviços para alterações de layout; 
 
A figura a seguir apresenta uma topologia de subsistema de cabeamento horizontal que faz 
uso de ponto de consolidação: 
 
 
 
 
 
Os cabos horizontais que vem do distribuidor (patch-panel) são terminados no ponto de 
consolidação. Do ponto de consolidação são lançados novos segmentos de cabos até as 
tomadas de paredes. O uso de ponto de consolidação (CP) permite que as posições das 
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tomadas de paredes (telecomunicações) sejam mudadas dentro da área coberta por um CP 
sem que todo o cabeamento horizontal tenha que ser substituído desde o patch-panel. Dessa 
forma, apenas os cabos do CP serão substituídos preservando os segmentos de cabos 
horizontais (entre o FD e o CP). 
 
A próxima figura exibe os valores de distâncias máximas e mínimas que devem ser 
respeitadas quando se faz o uso de CP por questões técnicas. 
 
 
 
 
 
A próxima figura exibe um modelo para a confecção de CP do tipo S110: 
 
 
 
A próxima figura exibe um ponto de consolidação montado com uso de blocos S110: 
 
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Quando utilizado um CP devemos ter as seguintes regras: 
 
 Cada área de trabalho deve ser atendida pelo menos por um CP; 
 Cada CP deve atender no máximo 12 áreas de trabalho; 
 Cada CP deve estar a uma distância de no mínimo 5m da tomada de 
telecomunicações e no mínimo 15m do Patch-Panel; 
 Cada CP deve ser instalado em local de fácil acesso para a realização de 
manutenções; 
 Um CP não pode ser utilizado como emenda ou extensão do cabamento horizontal; 
 Deve ser considerado na etapa de projeto e só faz sentido ser usado em instalações 
que tenham um alto número de remanejamentos como é o caso de escritórios 
abertos; 
 O uso de CP eleva o custo do projeto tanto em material como em mão de obra; 
 Um CP só pode ser utilizado em subsistema de cabeamento horizontal e não existe 
em subsistema de cabeamento vertical (backbone). 
 Os pontos de consolidação também podem ser utilizados para ligações de cabo 
telefônico multipares que vem de PABX central. 
 
 
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5.3 – Conexões dos Equipamentos ativos ao Cabeamento Horizontal 
 
 
Existem duas formas de se fazer a conexão dos equipamentos ativos (como é o caso de 
switchs) ao cabeamento horizontal, a saber: 
 
 Conexões cruzadas; 
 Interconexão 
 
Para a realização da configuração através de conexões cruzadas consiste em fazer o 
espelhamento em um grupo de patch panels para atender ao número total das portas do(s) 
equipamento(s) (switch(s)) a serem espelhados. 
 
A figura a seguir exibe a forma de realizar a conexão cruzada: 
 
 
 
A conexão cruzada também permite a conexão de uma central PABX ao cabeamento 
estruturado. Cada ramal do PABX poderá ser conectado diretamente da central ao patch 
panel através de cabos telefônicos com diversos pares: 
 
Exemplo de cabo telefônico com 10 pares: 
 
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O exemplo de conexão cruzada da próxima figura exibe a interconexão do cabeamento 
vertical ao cabeamento horizontal: 
 
 
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O próximo exemplo trata-se do uso da interconexão onde os switchs têm as extremidades 
dos patch cords diretamente conectados em suas saídas RJ-45 e as outras às respectivas 
portas do patch panel correspondentes. 
 
 
 
Esse método é aceito pelas normas e deve também continuar a respeitar as limitações de 
comprimento para cabeamento horizontal. 
 
5.4 – Montagens do Patch Panel 
 
 
Passo 1: Decapar cerca de 5cm da proteção de borracha externa, com a ajuda de um 
decapador de fios, tomando o cuidado de não danificar os condutores. 
 
 
 
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Passo 2: Conectar os condutores no patch panel seguindo as cores fixadas nos blocos. 
 
 
 
Passo 3: Com ajuda do alicate de inserção push down, fixar os condutores no path panel e 
colocar as tampas nas conexões. 
 
 
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Importante: Se o patch panel não possuir o guia de cabo, a conexão doscondutores, 
deveria ser executada da seguinte forma: 
 
 Primeira parte: iniciar a crimpagem da porta 01 ate a porta 12; 
 Segunda parte: iniciar a crimpagem da 24 até a porta 13. 
 
 
 
 
A seguir um exemplo de patch panel com guia de cabos: 
 
 
 
 
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5.5 – Montagens do Bloco 110 IDC 
 
 
 
Normalmente é utilizado para conexão de sistemas de telefonia e também para montagens 
de ponto de consolidação. 
 
Passo 1: Em cabos de 4 pares, decapar cerca de 5cm da proteção de borracha externa e, 
para os cabos de 25 pares, decapar cerca de 25cm da proteção de borracha externa. Tenha 
sempre cuidado para não danificar os condutores internos. 
 
Passo 2: Insira os condutores no bloco seguindo a ordem de cores de acordo com o quadro 
da próxima página e teremos conforme a figura abaixo a montagem do mesmo: 
 
 
 
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Passo 3: Com o auxilio de uma ferramenta de inserção múltipla, fixe os condutores no 
bloco e, automaticamente, os excessos serão cortados. Caso não aconteça, remova as sobras 
com um estilete ou alicate de corte. 
 
 
 
 
Passo 4: Após a inserção dos condutores no bloco 110 IDC, você deve inserir o bloco de 
conexão, como mostra a próxima figura, para que seja possível a conexão com os cabos de 
manobras, que irão conectar o bloco 110 IDC ao dispositivo de rede. 
 
 
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A próxima mostra o bloco IDC com os blocos de conexão: 
 
 
 
 
 
5.6 – Área de trabalho (WA) 
 
 
A área de trabalho é o espaço em um sistema de cabeamento estruturado em que os cabos 
provenientes dos distribuidores (patch panels) são terminados em tomadas de 
telecomunicações acessíveis aos usuários para a conexão de equipamentos (computadores, 
notebooks, impressoras) ou telefones à rede do edifício. A próxima figura ilustra essa 
situação 
 
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Cada área de trabalho deve ter duas tomadas de telecomunicações e uma delas deve ser 
terminada com um cabo de pares trançados Catt 5e ou superior de 4 pares, 100Ω U/UTP ou 
F/UTP, e a outra pode ser terminada com uma das seguintes opções: 
 
 Cabos de pares trançados Cat 5e ou superior de quatro pares, 100Ω U/UTP ou 
F/UTP; 
 Cabos ópticos multimodo de 50/125 µm; 
 Cabos ópticos multimodo de 62,5/125 µm; 
 
Na prática, o mais comum é que amabas as tomadas de telecomunicações sejam terminadas 
em cabos de 4 pares, 100Ω U/UTP Cat 5e ou superiores. Para novas instalações é 
recomendável que sejam utilizados tanto cabeamento como a tomada de telecomunicações 
no padrão Cat6 U/UTP. 
 
Outro ponto de fundamental importância é que se o cabeamento horizontal for blindado que 
as tomadas de telecomunicações também sejam blindadas conforme figura a seguir: 
 
 
 
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As tomadas de telecomunicações podem ser colocadas em espelhos padrão 4 x 2” ou 4 x 
4”, em caixas de piso, em caixas de superifice ou diretamente em painéis dos mobiliários de 
escritórios utilizados em ambientes comerciais. 
 
Por norma a cada 10m2 deve existir duas tomadas de telecomunicações, porém na prática, 
no momento do planejamento, é ideal que exista duas tomadas de telecomunicações a cada 
5m2. Dessa forma a cada 5m2 deve ser considerado uma WA. Para maior flexibilização no 
momento do projeto deve sempre ser considerado um aponto adicional por WA. 
 
As tomadas de telecomunicações devem ser localizadas próximas das tomadas elétricas 
para alimentação dos equipamentos ativos dos usuários. O tamanho físico da área de 
trabalho pode ser inferior ao recomendado pelas normas quando um conhecimento prévio 
do layout de uma dada instalação é obtido pelo técnico de redes. Exemplos de local onde 
deve existir mais de duas tomadas de telecomunicações a cada 5m2 são: balcões de 
atendimento público, call centers e telemarketing. 
 
O encaminhamento dos cabos denro da área de trabalho pode ser feito pelo piso, pelo teto, 
por espaços apropriados dentro do mobiliário de escritório ou por canaletas aparentes. 
 
Canaletas 
 
As canaletas são utilizadas para distribuir os pontos de telecomunicações nas áreas de 
trabalho, quando há falta de elementos de distribuição. Conheça algumas características 
importantes quanto à utilização das canaletas. 
 
 É fixada em paredes. 
 A taxa de ocupação na área interna da canaleta varia de 40 a 60%, dependendo do 
raio de curvatura dos cabos instalados. 
 Fazem parte deste sistema de distribuição as curvas e adaptadores para tomadas de 
telecomunicações. É possível encontrar dois tipos de canaletas: as metálicas 
(alumínio e ferro) e não metálicas (PVC). As metálicas deverão estar ligadas ao 
sistema de aterramento, e quando envolver circuitos elétricos, as canaletas deverão 
possuir separações para cada serviço. 
 
 
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As tomadas devem ser instaladas em posições de fácil acesso aos usuários e em 
componentes apropriados ao tipo de distribuição de cabo utilizado, ou seja, em instalações 
por meio de canelas aparentes, as tomadas devem ser instaladas em caixas de superfície; em 
instalações em que os cabos são lançados por dentro dos mobiliários, as tomadas devem ser 
montadas em cortes apropriados nos painéis destes móveis. 
 
Tomada para eletroduto: 
 
Tomadas para móveis de escritórios: 
 
 
 
Devemos salientar que se deve evitar a instalação das tomadas de telecomunicações em 
caixas de piso em ambientes que utilizam pisos frios. O motivo dessa restrição é que há 
sempre maior quantidade de poeira no piso e, no caso de pisos frios, a sua lavagem danifica 
as tomadas instaladas. 
 
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As tomadas de telecomunicações devem ser montadas de modo a evitar danos por poeira, 
água, produtos de limpezas e outros fatores mecânicos. Recomenda-se, sempre, que 
dispositivos com tampas para proteção. 
 
 
 
 
 
5.7 – Montagem da tomada de telecomunicações - Tomada modular 8 vias 
( Jack ) ou rJ45 Fêmea 
 
 
Passo 1: Decapar 5cm do cabo com a ajuda de um decapador, tomando o cuidado para não 
danificar os condutores. 
 
 
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Passo 2: Acomodar os condutores no conector fêmea, seguindo o padrão de cores impresso 
na cirografia da caixa: 
 
 
 
Passo 3: Inserir os condutores com a ajuda da ferramenta push down: 
 
 
 
 
 
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Passo 4: Após a inserção dos condutores, colocar a tampa de proteção do conector. 
 
 
 
Passo 5: As tomadas de telecomunicação, ao serem fixadas aos espelhos, os contados 
devem ficar para parte superior do espelho e a parte de encaixe voltada para baixo, evitando 
que poeira entre em contato com as vias do conector fêmea, como mostra as figuras de 
espelhos a seguir. 
 
 
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6. Cabos Ópticos 
 
Um enlace óptico oferece uma conexão de baixas perdas entreum transmissor e um 
receptor e pode ser usado para transmitir sinais analógicos e digitais. 
 
 
 
Neste sistema de comunicação, o sinal elétrico que foi originado no equipamento 
transmissor (por exemplo, um switch) é convertido em sinal óptico por meio de um 
conversor E/O (elétrico/óptico) na etapa de transmissão e na recepção é recebido por um 
outro conversor O/E (óptico/elétrico) para ser entregue ao equipamento terminal (por 
exemplo, um switch). 
 
As fibras ópticas são filamentos capilares construídos de vidro e são utilizadas para a 
transmissão de sinais ópticos. As fibras podem ser: monomodo e multimodo. Uma fibra 
multimodo é aquela que apresenta vários caminhos (modos) para a propagação da luz por 
meio de seu núcleo. 
 
Uma fibra monomodo é assim classificada por apenas permitir que a luz se propague por 
um único caminho (modo) pelo interior de seu núcleo. 
 
 
 
 
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A próxima figura mostra as características de propogação da luz pelo núcleo das fibras 
multimodo (MM, multimode) e monomodo (SM, singlemode) 
 
 
 
 
Pela figura anterior observamos que as fibras multimodo são classificadas ainda como 
índice degrau e índice gradual conforme a construção do núcleo da fibra. Nas fibras MM 
índice degrau, o sinal luminoso é mais atenuado e distorcido que nas fibras MM índice 
gradual. As fibras monomodo não tem essa classificação por não apresentarem vários 
caminhos de propagação em seu núcleo. 
 
As fibras de Índice Degrau, de fabricação mais simples, possuem um núcleo composto por 
um material homogêneo de índice de refração constante e sempre superior ao da casca. São 
fibras cujo processo de fabricação é considerado, por ser constituído de um único tipo de 
vidro, de baixa banda passante, quando comparadas às fibras graduais. Possuem dimensões 
que variam de 50 a 400μm.Estas fibras não são mais abricadas. 
 
Sendo assim possuem características inferiores aos outros tipos de fibras, pois a banda 
passante é muito estreita, restringindo a capacidade de transmissão da fibra devido às 
perdas sofridas pelo sinal transmitido e reduzindo suas aplicações com relação à distância e 
à capacidade de transmissão. 
As fibras de Índice Gradual possuem um núcleo composto por vidros especiais com 
diferentes valores de refração, cujo objetivo e diminuir os tempos de propagação da luz no 
núcleo da fibra, já que os raios de luz podem percorrer diferentes caminhos, com 
velocidades diferentes e chegar ao mesmo tempo à outra extremidade da fibra. Os 
resultados são a redução da dispersão, aumento da banda passante e como conseqüência um 
aumento da capacidade de transmissão da fibra. 
 
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As fibras de Índice Gradual que possuem o núcleo com dimensões um pouco menores 
(62,5μm ou 50μm). Nesta solução de fibras multimodos, a dopagem do núcleo é 
heterogênea, ou seja, ao longo da fibra o sinal luminoso encontra índices de refração 
distintos, fazendo com que o sinal percorra “caminhos” diferentes dentro do núcleo, desde 
que chegue ao receptor, no mesmo instante de tempo. 
 
 
 
No que diz respeito à construção, as fibras são encapsuladas em cabos para seu devido uso 
e proteção. A próxima figura exibe a construção típica de cabos ópticos com fibras com 
buffer do tipo tight, utilizadas na maioria das vezes em instalações internas, como pe o caso 
do cabeamento vertical e/ou em Data Center. 
 
 
 
 
Os cabos ópticos utilizados em áreas externas são mais robustos que os cabos utilizados em 
áreas internas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Quanto à composição interna das Fibras Ópticas os cabos podem ser: 
 Cabos tipo Loose: 
Exemplo de Nomenclatura (marcação) nos cabos de Fibras Ópticas: 
 
 
Onde: 
CFOA – Cabo de Fibra Óptica Revestida em Acrilato 
XX – Tipo de Fibra Óptica: 
SM (Monomodo) 
MM (Multimodo) 
DD – Duto Dielétrico 
G – Geleado 
Z – Número de Fibras Ópticas 
MÊS/ANO = Data de fabricação (mm/AAAA) 
LOTE = Número do lote de fabricação 
As fibras multimodo operam em comprimentos de ondas de 850nm e 1300nm (nanômetros) 
e as fibras monomodo em comprimentos de onda de 1310nm e 1550nm. O comprimento de 
onda define o tipo de fonte utilizada pelo equipamento ativo óptico e, na maioria dos casos, 
as fontes de laser são utilizadas para fibras monomodos e LED para fibras multimodo. 
 
A norma NBR 14565 reconhece as fibras multimodo OM1, OM2, OM3 e OM4, sendo que 
a OM3 e OM4 são fibras fabricadas para trabalhar com fonte de luz de laser. 
 
As fibras nomodo são classificadas pelos tipos OS1 e OS2 e tem suas especificações na 
próxima tabela: 
 
A próxima tabela mostra as distâncias de transmissão permitidas para aplicações Ethernet 
de 100Mbps à 100Gbps: 
Cabeamento Estruturado página 53 
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Quanto maior a velocidade mais sofisticada deve ser a fibra utilizada e isso é representado 
com maior classificação OM e como resultado termos distâncias maiores de transmissão 
sejam alcançadas. Como e exemplo temos que a velocidade de 10Gbps necessitam de fibras 
que fazem uso de laser como é o caso de OM3 e OM4. 
 
A próxima tabela mostra algumas aplicações que utilizam fibras ópticas monomodo, bem 
como as distâncias máximas de canal conforme a norma NBR 14565. 
 
 
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A próxima figura temos a distribuição de um subsistema de backbone (vertical) com uso 
de fibras ópticas: 
 
 
 
 
O distribuidor óptico é um painel que concentra vários conectores ópticos. No exemplo da 
figura anterior foi utilizado um distribuidor com capacidade para 48 fibras ópticas e, 
portanto, 48 conectores ópticos. Da mesma forma que um patch panel, o distribuidor óptico 
(DIO) é um componente passivo. 
 
 
A próxima figura apresenta um distribuidor óptico de 48 portas no padrão LC. 
 
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Entre os vários tipos de conectores ópticos o LC é o mais utilizado para velocidades de 
1Gbps até 100Gbps. A próxima figura mostra um exemplo de um conector LC duplex, para 
duas fibras e de um adaptador do mesmo tipo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Para a conexão dos equipamentos ativos ao cabeamento serão denominados patch cords 
mais conhecidos como cordão óptico com conectores do tipo LC. 
 
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Outro conector que também é utilizado é o SC. Observar a figura a seguir: 
 
 
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A seguir exemplos de conectores: 
 
 
 
 
ST (Straight Tip): 
É provavelmente o conector para redes multimodo mais utilizado, mas vem perdendo 
espaço para conectores mais recentes. O ST é um conector estilo baioneta, com um ferrolho 
para segurar a fibra - que pode ser cerâmico, de metal ou plástico. 
 
 
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SC(Standard Connector): 
É um conector “snap-in” bastante utilizado por sua excelenteperformance e fácil manuseio. 
Hoje, os preços dos conectores SC são compatíveis aos ST. Antes, os SC não eram muito 
utilizados por custarem o dobro do preço dos ST. 
 
FC(Furrele Connector): 
É um conector monomodo e já foi muito usado durante muitos anos. Por conta de uma leve 
dificuldade no manuseio, está sendo substituído por conectores SC e LC. 
 
LC (Local Connector): 
É um conector pequeno, metade do tamanho de um SC. Com uma boa performance, tem 
sido bastante utilizado em redes monomodo. 
 
MT-RJ (Mechanical Transfer Registered Jack) 
 
Um padrão novo, que utiliza um ferrolho quadrado, com dois orifícios (em vez de apenas 
um) para combinar as duas fibras em um único conector, pouco maior que um conector 
telefônico. Ele vem crescendo em popularidade, substituindo os conectores SC e ST em 
cabos de fibra multimodo, mas ele não é muito adequado para fibra monomodo: 
 
Não serão detalhados os conectores E2000, SMA e ESCOM 
 
Os conectores são compostos por um ferrolho com face polida para reduzir problemas 
relacionados com a reflexão e espalhamento da luz, além de possuírem uma carcaça, uma 
capa e o cabo de fibra óptica, conforme a figura a seguir. 
 
LC 
 
 
 
 
 Sistema de conectividade de fibra única, com ferrolho circular 
de 1,25mm; 
 contato físico por ferrolho com polimento convexo e mecanismo 
interno de mola axial; 
 Mecanismo de travamento: alavanca push-pull; 
 resistente à tensão; 
 Montagem por colagem e polimento; 
 Versões : simplex (SX) e duplex (DX) / monomodo (SM) e 
multimodo (MM) e 0,9mm à 3mm/ PC e APC 
 
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SC 
 
 
 
 
 
 Sistema de conectividade de fibra única, com ferrolho circular de 
2,5mm; 
 contato físico por ferrolho com polimento convexo; 
 Mecanismo de travamento: alavanca push-pull; 
 resistente à tensão; 
 Montagem por colagem e polimento; 
 Versões : simplex (SX) e duplex (DX) / monomodo (SM) e 
multimodo (MM) e 0,9mm à 3mm/ PC e APC 
 
 
 
 
 
 
FC 
 
 
 
 Sistema de conectividade de fibra única, com ferrolho circular de 
2,5mm; 
 Contato físico por ferrolho com polimento convexo e mecanismo 
interno de mola axial; 
 Mecanismo de travamento : rosca com travamento anti-torção; 
 Resistente à tensão; 
 Montagem por colagem e polimento; 
 Versões : simplex (SX) e duplex (DX) / monomodo (SM) e 
multimodo (MM) e 0,9mm à 3mm/ PC e APC 
 
 
 
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ST 
 
 
 
 
 Sistema de conectividade de fibra única, com ferrolho circular de 
2,5mm 
 Contato físico por ferrolho com polimento convexo e mecanismo 
interno por mola axial; 
 Mecanismo de travamento : baioneta com travamento anti-
torção; 
 Montagem por colagem e polimento; 
 Versões : simplex (SX) e duplex (DX) / monomodo (SM) e 
multimodo (MM) e 0,9mm à 3mm/ apenas PC 
 
 
 
 
 
 
 
TIPOS DE POLIMENTO 
 
• PLANO 
• Face plana do ferrolho 
• PC (Physical Contact) 
• Face convexa do ferrolho 
• SPC (Super Physical Contact) 
• Face convexa com menor raio de curvatura que o PC 
• UPC (Ultra Physical Contact) 
• Face convexa com menor raio de curvatura que o SPC 
• APC (Angled Physical Contact) 
• Face angular do ferrolho (de 8º) 
 
O polimento APC é que produz a menor atenuação. Podemos estabelecer uma 
ordenação crescente onde o APC produz menos atenuação do que o polimento UPC, já o 
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polimento UPC produz menor atenuação do que o polimento SPC; o polimento SPC menos 
atenuação do que o polimento PC e o polimento PC menos atenuação do que o polimento 
plano. 
 
 
PC ou Physical Contact Polishing, SPC ou Super Physical Contact Polishing e UPC ou 
Ultra Physical Contact Polishing 
 
A superfície de contato do conector (PC) é polida no formato convexo, permitindo contato 
entre superfícies, eliminando possíveis lacunas de ar. A perda de retorno nesse tipo de 
conector é em torno de -40dB, tendo sua aplicação em taxas até 1Gbps. Atualmente é o 
mais utilizado. Já o conector Super Physical Contact (SPC) é uma evolução tecnológica 
sobre os conectores PC, no qual as superfícies são polidas com melhor acabamento e 
permitem maior precisão no contato entre os conectores. Nesse caso, a perda de retorno foi 
reduzida, ficando em torno de -45dB. Por fim, o conector UPC mantém as mesmas 
características físicas dos anteriores, porém sua superfície recebe um acabamento muito 
mais preciso em relação aos modelos PC e SPC. Sua perda de retorno é ainda menor, 
ficando em torno de -55dB, tendo sua aplicação em taxas até 2,5Gbps. 
 
APC ou Angled Physical Contact Polishing 
 
Modelo mais recente e com extremidade em ângulo, o que permite manter uma conexão 
ainda mais firme e precisa entre dois polimentos. Devido ao encaixe entre os conectores, a 
perda é muito baixa, em torno de até -70dB, tornando-os capazes de transmitir dados em 
super alta velocidade a dezenas de quilômetros. Atualmente é utilizado em sistemas de TV 
e sistemas telefônicos. 
 
 
 
 
 
 
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ADAPTADORES/ACOPLADORES 
 
 
 
 
Exemplos de cordões ópticos: 
 
 
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Exemplos de cabos ópticos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sequencia para a montagem das fibras de um cabo óptico em um DIO: 
 
 
 
 
 
Vantagens da Fibra Ótica 
 
 Imunidade eletromagnética incluindo não condutividade. Dessa forma não fica 
sujeita a EMI (interferência da rede elétrica), RFI (interferência de radio-
frequencia) ou picos de tensão e além de não produzir ou transmitir faíscas elétricas 
(evitando incêndios). Além disso, a natureza não condutora das fibras óticas permite 
que o problema de aterramento com potenciais seja evitado; 
 Diminuição da atenuação e aumento na distância de transmissão; 
 Aumento do potencial de largura de banda; 
 Peso e diâmetros pequenos. 
 
Desvantagens da Fibra Ótica 
 
 Custo inicial mais elevado que o cobre; 
 Incompatibilidade com hardware que já faz parte da infra-estrutura atual de rede. A 
velocidade que é ganha por meio da transmissão com fibra pode ser perdida nos 
pontos de conversão de fibra para cobre; 
 Os conectores de fibra são mais frágeis do que os conectores de cobre; 
 É necessário um nível de treinamento mais elevado e habilidade para terminar a 
fibra e/ou para fazer fusões; 
 As ferramentas de instalação e os medidores são mais caros. 
 
 
 
 
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Segue um quadro resumo: 
 
 
 
 
Fibras Óptica Half-Duplex 
 
 
 
Cabeamento Estruturado página 69 
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Fibras Ópticas Full-Duplex 
 
Os novos conversores de mídia Ethernet se caracterizam por uma técnica especial: para a 
comunicação óptica é necessária somente uma fibra óptica: Transmissão óptica via 
Wavelength Division Multiplex (WDM) - Transmissão de dados bidirecional através da 
tecnologia WDM 
 
WDM significa Wavelength Division Multiplex. Este procedimento Multiplex utiliza os 
dois comprimentos de onda 1.310 nm e 1.550 nm. Isto permite o envio e a recepção 
simultânea (bidirecional) em uma fibramonomodo. 
 
 
 
Com a ajuda da tecnologia WDM é possível duplicar a faixa de operação em redes de fibra 
óptica existentes através da utilização de dois pares de conversores de mídia WDM. Para 
este efeito, o cabo já instalado é dividido em duas conexões de rede independentes. Se se 
tratar de uma instalação nova, os custos são reduzidos, uma vez que isso permite 
economizar fibras de cabos e conectores de encaixe, caracterizando uma comunicação dual-
duplex. 
 
 
 
 
 
 
 
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Transceivers e a diferença entre GBIC e SFP 
 
 
 
Os transceivers normalmente são chamados de GBIC ou SFP.Quando um fabricante vai 
projetar um novo modelo de switch, ele tem que tomar algumas decisões sobre a 
quantidade e tipo de portas. Para portas UTP, não existe muita dúvida: ou portas Fast 
Ethernet (10/100Mbps) ou Gigabit (10/100/1000Mbps), ambas tem alcance máximo de 
100m. 
 
Já no caso de fibra ótica a coisa é diferente: Existe dois tipos de fibra (multimodo e 
monomodo) e a fibra monomodo permite grandes distâncias (centenas de Km) desde que 
você coloque um laser potente (os transceivers de maior distância são lasers). 
 
Se você fosse um fabricante de switch, que tipo de laser você colocaria no seus switch? Um 
de baixo custo (e curto alcance) ou um de longo alcance (que iria encarecer o seu switch)? 
Você criar um switch para cada tipo? E seu o seu cliente quiser uma conexão de 500m e 
outra de 10Km? Você criaria um modelo de switch para cada combinação possível? 
 
Como você deve ter percebido, não é possível um fabricante atender a todos. Então entram 
os transceivers. Os fabricantes projetam os switches com portas de fibra, porém deixam 
apenas o "buraco", sem nenhum laser. O cliente então compra o switch e compra o módulo 
de laser apropriado para cada "buraco" que ele precisar usar. Assim, esse "buraco" é onde 
vai ser instalado o transceiver, que, falando de maneira simplista, nada mais é que o laser 
com os conectores (obviamente, também tem o detector para receber os dados vindos do 
outro lado). 
 
Obviamente que não seria uma boa ideia cada fabricante criar um padrão diferente de 
"buraco", então foram criados os padrões GBIC e SFP 
 
GBIC x SFP 
 
O GBIC e o SFP servem exatamente para mesma coisa, e por isso muita gente se confundo, 
pensando que são a mesma coisa. 
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No entanto um switch com um "buraco" SFP não pode receber um transceiver GBIC nem o 
contrário. Abaixo temos a foto lado a lado de um transceiver GBIC (esquerda) e o SFP 
(menor, a direita). 
 
 
 
Não existe nenhuma vantagem ou diferença técnica interna entre o GBIC e o SFP, ambos 
tem opções de diversos tipos de fibras e distâncias. A diferença é realmente externa: o 
GBIC ocupa mais espaço e permite conectores de fibra mais largos. Como o espaço nos 
switches é sempre apertado, os fabricantes estão se focando cada vez mais em oferecer 
switches com transceivers SFP. Existem outros também outros modelos de transceivers 
(como o SFP+ e XFP) para 10Gbps. Os conectores XFP e SPF+ são do tipo LC. Na figura 
abaixo o da direita é SPF+ e da esquerda é XFP 
 
 
 
 
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7. Subsistemas de cabeamento de backbone – cabeamento vertical 
 
É a parte do sistema de cabeamento que interconecta salas de telecomunicações, salas de 
equipamentos e infraestrutura de entrada de edifícios, conforme figura a seguir: 
 
 
 
 
 
O cabeamento de backbone (cabeamento vertical) é a parte vital do sistema de cabeamento 
de um edifício e que suporta os demais subsistemas. 
 
A topologia adotada para a implementação é estrela estendida. 
 
 
 
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7.1 - Subsistema de cabeamento de backbone de edifício 
 
 
Subsistema de cabeamento de backbone de edifício é o nome dado quando o backbone do 
sistema de cabeamento interconecta os diferentes pavimentos dentro de um mesmo edifico, 
conforme demonstrado na próxima figura: 
 
 
 
A próxima tabela apresenta os comprimentos de canais para o subsistema de backbone para 
diferentes tipos de cabos. Essas distâncias se aplicam ao cabeamento entre um distribuidor 
de campus e qualquer distribuidor de piso em um edifício comercial. Esses limites de 
distâncias estão definidos em diversas normas que se aplicam a sistema de cabeamento 
estruturado e não são comuns a todas elas. A norma NBR 14565 não estabelece limites de 
comprimento para o cabeamento vertical em função dos cabos utilizados, mas sempre 
considerando os requisitos das aplicações que farão uso desse cabeamento: 
 
Cabeamento Estruturado página 74 
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Observação: Uma fibra OM3 pode ser utizada em até 1000m para aplicação Gigabit 
Ethernet, porém se for utilizada para aplicação 10Gb terá o seu comprimento de no máximo 
300m. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7.2 – Subsistema de backbone de campus 
 
Quando o backbone de um sistema de cabeamento interconcta dois ou mais edifícios em 
uma mesma área (campus) denomina-se backbone de campus. 
 
 
Nesse tipo de sistema são utilizados cabos de fibras ópticos e no caso de aplicações de vo 
tradicional pode ser implementado utilizano cabos de pares trançados multipares como 50, 
100 ou 200 pares. 
 
A distribuição do cabeamento vertical pode ser feita por meio de conexões cruzadas ou 
interconexões da mesma forma que no cabeamento horizontal. 
 
Os subsistemas de cabeamento vertical (backbone) podem ser formados pelos seguintes 
tipos de cabos: 
 
 Cabo balanceado sem blindagem U/UTP de quatro pares, 100Ω; 
 Cabo balanceado blindado F/UTP de quatro pares, 100Ω; 
 Cabo balanceado com dupla blindagem S/FTP de quatro pares, 100Ω; 
 Cabo multipares sem blindagem, para aplicações de voz apenas; 
Cabeamento Estruturado página 76 
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 Cabo óptico multimode 62,5/125µm (OM1 e OM2), 50/125 µm e cabos ópticos 
multimodo preparados para transmissão com laser (OM3 e OM4); 
 Cabo óptico monomodo. 
 
Quando utizados cabos de pares trançados temos que fazer uso de Cat5e (Classe D), Cat6 
(Classe E), Cat6a(Classe Ea), Cat7 (Classe F) ou Cat7a (Classe Fa). Já os cabos multipates 
utilizados apenas para telefonia podem ser Cat3. 
 
Observação: A configuração exibida a seguir não deve ser utilizada em um sistema de 
cabeamento estruturado, tanto vertical como horizontal, para cobre e/ou fibra. 
 
 
 
 
7.3 – Instalação dos cabos ópticos e componentes de conexão 
 
Em uma distribuição de cabeamento óptico, cada segmento de cabo deve ser instalado de 
modo que as fibras de números pares sejam terminadas nas posições “A” em uma 
extremidade do enlace e nas posições “B” na extremidade oposta, e as fibras de números 
impares sejam terminadas nas posições “B” em uma extremidade do enlace e nas posições 
“A” na extremidade oposta. Podemos observar na próxima figura: 
Cabeamento Estruturado página 77 
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A distribuição das fibras no edifício deve ser feita de modo que elas sejam terminadas em 
ordem direta em ambas as extremidades do enlace óptico. 
 
Os acopladores ópticos são então instalados para conectar as fibras em ordem inversa, ou 
seja, as fibras terminadas nas posições 1-2 de uma extremidade do enlace serão cenectadas 
às posições 2-1 daoutra extremidade e assim por diante para os outros pares de fibras 
presentes. 
 
Os patch cords ópticos devem ser fabricados com cabos de duas fibras do meso tipo das 
usadas no enlace ou canal e com conectores ópticos instalados em ambas as extremidades. 
Os patch cords são usados como cordão de equipamento ou cordão de usuário na área de 
trabalho. Devem ser montados em orientação cruzada, ou seja, a posição A de uma fibra em 
uma extremidade do cordão é conectada à posição B na extremidade oposta e vice-versa 
conforme próxima figura: 
 
 
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Os raios de curvatura de cabos de fibras ópticas devem ser observados conforme a próxima 
tabela: 
 
 
Os raios mínimos de curvatura devem ser maiores em condições de repouso, pois é 
importante que as fibras não sofram tensão, pois isso compromete o desempenho da fibra. 
Por outro lado durante a instalação, quando os cabos são puxados, o raio da curvatura é 
menor, pois nessa ocasiãoo cabo está sob uma força de tração. 
 
As normas recomendam uma sobra de 3m para fibras minomodo ou multimodo para 
manutenções e/ou remanejamentos necessários. 
 
7.4 – Emenda óptica por fusão 
 
Para exemplificar o processo de fusão será considerado o cabeamento vertical (backbone) 
de um edifício. Os cabos que são lançados entre os distribuidores de edifício (BD) e de piso 
Cabeamento Estruturado página 79 
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(FD) são de uso interno e exibidos na próxima figura e conhecidos como cabos de 
distribuição. 
 
 
 
Relembrando, na próxima figura, a construção de um cabo óptico e destacando uma fibra: 
 
 
 
Os cabos de distribuição são terminados em DIO tanto em distribuidores de edifício (BD) 
quanto de piso (FD). 
 
O cabo de distribuição possui uma quantidade de fibras que precisam ser terminadas em 
algum padrão de conector óptico para que possam ser conectados às portas ópticas (GBIC) 
de equipamentos de redes, como é o caso de switchs. 
 
O processo mais comum para a montagem de DIO (Distribuidor Interno Óptico) é através 
de fusão de fibras ópticas usando pigtails ópticos. Um pigtail óptico é um pedaço de fibra 
com um conector terminado em uma das extremidades conforme a próxima figura: 
 
Cabeamento Estruturado página 80 
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Cada fibra do cabo de distribuição que chega ao DIO deve ser emendada a um pigtail. Esse 
processo de emenda recebe o nome de fusão da fibra óptica e são realizados por máquinas 
de fusão conforme próxima figura: 
 
 
 
 
 
O processo de fusão oferece uma conexão com baixas perdas de inserção e executam esse 
processo em duas etapas: 
 
Cabeamento Estruturado página 81 
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 O alinhamento dos núcleos das duas fibras; 
 Geração de um arco voltaico, como se fosse uma faísca elétrica, para fundir as 
fibras e soldá-las uma à outra. 
 
Para fazermos a fusão da fibra óptica em cabos do tipo tight primeiro deve ser realizado a 
decapagem do cabo óptico. O cabo deve ter aproximadamente um metro de sua capa 
removida para expor as fibras ópticas. 
 
 
 
Com a capa removida, as fibras estão prontas para o processo de fusão. Recomenda-se que 
o local onde as fusões serão feitas esteja limpo e livre de poeira. As mãos do técnico devem 
estar limpas e livres de resíduos oleosos. 
 
 
 
Com as fibras identificadas e separadas deve ser removido o buffer de cada fibra 
individualmente e limpá-la conforme próxima figura: 
Cabeamento Estruturado página 82 
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A fibra a ser emendada deve ter aproximadamente 5cm do buffer removido com uso de um 
decapador correto e depois 5cm da cobertura da fibra, para expor sua casaca pronta para ser 
emendada. 
 
Um tubete de proteção deve ser inserido em uma das fibras antes do processo de fusão ser 
iniciado. Esse tubete serve para proteção mecânica à emenda após a sua execução. 
Podemos observar as próximas figuras: 
 
 
 
A fibra decapada deve ser preparada para a fusão com um pano embebido em álcool 
isoproplico que não deixe fiapos ou outros resíduos. 
 
Com um clivador, que trata-se de uma ferramenta de corte, a fibra deve ser clivada 
deixando o comprimento de acordo com as máquinas de fusão que estiver sendo utilizada. 
A próxima figura mostra o processo de se clivar: 
 
Cabeamento Estruturado página 83 
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A outra fibra que é a parte livre do pigtail, que será emendada àquela previamente 
preparada, deve ser limpa e clivada da mesma forma que a primeira. 
 
Agora, ambas as fibras devem ser colocadas na base da máquina de fusão e serem 
alinhadas. Esse alinhamento pode ser feito pelo técnico ou automaticamente dependendo do 
tipo da máquina de fusão que estiver sendo utilizada. Quando alinhadas deve ser feito o 
disparo do arco voltaico para que ocorra a fusão. 
 
O ponto de emenda, aquele representado pela junção das duas fibras, fica posicionado 
exatamente na frente da cabeça de disparo do arco voltaico. O arco, ao ser disparado, gera 
uma enorme quantidade de calor que funde o material que compõem as fibras e ao extinguir 
o arco, as fibras resfriam e a fusão está concluída. 
 
 
 
Uma vez realizado a fusão o tubete de proteção deve ser posicionado sobre o ponto de 
junção das duas fibras e colocado no forno disponível na máquina de fusão para 
aquecimento e travamento da fusão. O tempo de exposição ao calor é determinado pela 
máquina de fusão que avisa, por meio de indicadores luminosos, o momento de retirar o 
tubete do forno. 
 
A emenda deve ser colocada cuidadosamente na bandeja de emendas e a reserva de fibra 
deve ser enlaçada nos guias adequados. O raio mínimo de curvatura das fibras é de 25mm e 
deve ser observado para garantir o desempenho do enlace óptico. 
 
Terminadas todas as emendas e devidamente acomodadas na baneja deve ser montado o 
DIO e passar para a fase de testes dos enlaces ópticos. A próxima figura exibe um DIO 
identificando suas partes: 
 
Cabeamento Estruturado página 84 
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Apesar de não ser uma tarefa comum e cada vez menos frequente, algumas vezes é 
nececessário que o instalador faça a terminação de conectores ópticos em campo. Para isso 
há dois tipos de conectores: com terminação que emprega adesivos epóxi e polimento e 
com terminação mecânica. Os conectores terminados com epóxi e polimento são mais 
críticos que os conectores com terminação mecânica. 
 
A terminação do conector com adesivo epóxi e polimento emprega vários passos de 
terminação e a qualidade da montagem é muito dependente da habilidade do instalador e 
das condições do ambiente onde a terminação é feita. O adesivo epóxi é uma cola utilizada 
para manter a fibra dentro do corpo do conector. O polimento, que é a ultima etapa da 
terminação, deve ser feito com várias lixas muito finas e especiais para esta finalidade para 
não danificar a superfice do conector. Após o polimento e limpeza uma inspeção visual 
deve ser realizada com uso de microscópio especifico para verificar a necessidade ou não 
de um retrabalho. 
 
A terminação de conectores sem epóxi é mais simples. Estes conectores tem um pedaço de 
fibra óptica montada em seu interior e no ferrolho a fibra já vem polida de fábrica. A 
próxima figura mostra um exemplo de um conector cuja terminação não necessita de epóxi 
nem polimento. 
 
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Nestes conectores, afibra é mantida dentro do conector óptico e funciona basicamente 
como uma emenda mecânica. Esse conector deve ser climpado com uma ferramenta 
especifica. 
 
 
 
8. Sala de telecomunicações 
 
Uma sala de telecomunicação é destinada para os distribuidores do sistema de cabeamento 
estruturado e também para os ativos de redes. Estes espaços devem ser dedicados aos 
sistemas de telecomunicações e redes e não devem ser compartilhados com outros sistemas 
do edifício. A próxima figura exibe no layout de um prédio o posicionamento da sala de 
Cabeamento Estruturado página 86 
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telecomunicações:
 
A sala de telecomunicações (TR) é um espaço dentro de um edifício comercial que serve 
para a interconexão dos subsistemas de cabeamento vertical (backbone) e horizontal. É o 
espaço da instalação onde se encontra o distribuidor de piso e a partir do qual é distribuído 
o subsistema de cabeamento horizontal. Recomenda-se que exista uma sala de 
telecomunicações em cada andar de um edifício para o atendimento das suas áreas de 
Cabeamento Estruturado página 87 
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trabalho. Em edifícios em que isso não é possível, uma mesma sala de telecomunicações 
pode atender às áreas de trabalho do pavimento em que se encontra e de andares vizinhos. 
 
Segundo a norma ANSI/TIA-569-C, o dimensionamento da sala de telecomunicações pode 
ser feito com base na quantidade de tomadas de telecomunicações a serem atendidas. 
Observe a próxima tabela: 
 
 
 
 
Já as normas ISSO/IEC 14763-2 e ISSO/IEC 18010 recomendam que a sala de 
telecomunicações tenha dimensões mínimas de 3,2m x 3,0m = 9,6m2 para espaços com até 
500 tomadas de telecomunicações e 3,2m x 4,6m = 14,72m2 para espaços com até 1000 
tomadas de telecomunicações conforme as próximas figuras: 
 
 
 
 
 
O aumento das dimensões da sala de 500 para 1000 tomadas de telecomunicações deve ser 
sempre observado nessa mesma proporção: 
 
3,2m  3m (essa dimensão é mantida) 
3,0m  3m + 1,6m = 4,6m (essa dimensão é aumentada 1,6m a cada 500 tomadas) 
 
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Exemplos de sala de telecomunicações: 
 
 
 
 
 
A sala de telecomunicações, por questões de segurança, deve ser mantido fechado e seu 
acesso deve ser limitado ao pessoal autorizado. Recomenda-se que a sala de 
telecomunicações seja localizada em uma área do andar de modo que o acesso a ela não 
dependa do acesso a algum outro espaço deste andar. 
 
Em edificios antigos onde não é possível ter uma sala de telecomunicações com as 
dimensões adequadas é possível fazer uso de um espaço menor e, de acordo, com a TIA-
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569C é recomendado uma sala com dimensões minimas de 1,3m x 1,3m. Porém, se nem 
este espaço estiver disponível, o shaft de um edificio pode ser usado como um “armário de 
telecomunicações”. Portanto, as as dimensões apresentadas na norma são apenas uma 
referência e não precisa necessariamente ser seguida. Esta situação pode ser observada na 
próxima figura: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9. Sala de Equipamentos 
 
Uma sala de equipamentos contém os distribuidores de cabeamento vertical, ou seja, 
terminação dos cabos e os distribuidores. Além dos ativos de redes, como os switchs de 
distribuição e os switchs Core contém também os servidores de redes. 
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A sala de equipamentos (ER) é um espaço projetado para atender a um edifício inteiro ou 
mesmo a um campus inteiro, enquanto as salas de telecomunicações (TR) são projetadas 
para atender a andares individuais de um edifício. 
 
Todas as funções de uma sala de telecomunicações podem ser atendidas por uma sala de 
equipamentos, isso porque, a sala de equipamentos pode conter tanto o distribuidor de 
campus quanto o distribuidor de um edifício. Conforme figura acima, o distribuidor de 
campus (CD) é instalado na sala de equipamentos. 
 
A sala de equipamentos deve ser posicionada no edifício de modo que a interligação desse 
espaço com os demais (sala de equipamentos e infraestrutura de entrada) seja possível, 
independente de sua localização no edifício. É importante dizer que as normas não 
estabelecem regras quanto à localização desse espaço. 
 
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Quanto as suas dimensões, a ANSI/TIA-569C especifica o mínimo de 10m2 para abrigar o 
distribuidor de edifício (BD) e 12m2, no mínimo, para abrigar um distribuidor de campus 
(CD). Já a ISO/IEC 14763-2 trata o dimensionamento da sala de equipamentos (ER) da 
mesma forma que a sala de telecomunicações (TR). 
 
Exemplos de Sala de Equipamentos: 
 
 
 
 
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Na sala de equipamentos para poder administrar os servidores devemos fazer uso de 
unidades de KVM. Quando projetadas para racks devem ser de 19 polegadas conforme 
próxima figura: 
 
 
 
 
 
 
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Existem KVMs menores conforme próxima figura: 
 
 
10. Infraestrutura de entrada 
 
É o espaço em um sistema que contém o ponto de demarcação de cabeamento, ou seja, a 
separação entre o cabeamento externo (de responsabilidade dos provedores de serviços) e o 
cabeamento interno (de responsabilidade do proprietário ou usuário do serviço). Na 
próxima figura podemos observar a sua localização: 
 
 
 
A infraestrutura de entrada (EF) deve ser localizada em uma área seca, não sujeita à 
inundação e o mais próximo possível da entrada de energia elétrica do edifico para facilitar 
a conexão de ramais de distribuição elétrica além do aterramento. 
 
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Em termos de dimensionamento, a ANSI/TIA-569-C trata este espaço da mesma firma que 
uma sala de equipamentos para abrigar um distribuidor de campus, ou seja, este espaço 
deve ter no mínimo 12m2, para uma área de edifício servida pela EF de até 50000m2. Para 
cada 10000m2 a mais de área de edifício a ser atendida, a área da EF deve ser aumentada 
em 1m2. 
 
A ANSI/TIA-569-C considera um espaço adicional em edifícios monousuários, ou seja, 
edificos comerciais que são utilizados por um único cliente. Para estes ambientes, a TIA-
569-C traz um espaço denominado “espaço do provedor” que deve ser conectado à 
infraestrutura de entrada conforme a figura anterior. 
 
O espaço dos provedores de acesso e serviços são usados para a instalação de equipamentos 
de comunicação, suporte e serviços. Este espaço deve ser compartilhado com vários 
provedores. Dessa forma, suas dimensões devem levar em consideração os tipos e 
quantidades de equipamentos ativos, racks e componentes de conexão que serão instalados. 
 
A próxima tabela apresenta as dimensões recomendadas do espaço de provedor, bem como 
suas funções e equipamentos que ele deve abrigar. 
 
 
 
A sala de telecomunicações, a sala de equipamentos e a infraestrutura de entrada deve: 
 
 Por questões de segurança esses espaços devem ter controle de acesso e que 
somente o pessoal autorizado tenha acesso a eles; 
 As portas devem sempre abrir para fora e esses espaços não devem conter janelas; Não deve ser posicionados em locais que impeçam expansão e que sejam 
construídas em locais que permitam a entrada de equipamentos grandes e pesados, 
comuns nas salas de equipamentos (ER); 
 O acesso à esses locais não pode depender do acesso a outros espaços. Por exemplo, 
uma sala técnica não deve ser construída dentro de uma sala de estoque ou sala de 
reuniões; 
 As aberturas existentes nos espaços de telecomunicações e redes para a entrada de 
cabos, conduites e bandejas devem ser seladas com materiais corta-fogos; 
 Pelas normas é recomendado que os espaços técnicos tenham paredes com prancha 
de madeiras com dimensões 1,2m x 2,4m e espessura de 20mm com tratamento para 
retardo à propagação de chamas; 
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 A altura entre o piso acabado e o teto (pé direito) deve ter no mínimo 2,4m e não 
devemos fazer uso de forro falso; 
 Deve ter os pisos, paredes e tetos tratados para minimizar acumulo de poeiras e 
devem ter paredes claras e piso antiestético; 
 A temperatura deve ser mantida entre 18ºC e 27ºC, a umidade do ar em 60% e deve 
haver ventilação forçada para troca de ar; 
 Deve ser evitado locais com infiltração de água como em locais com instalações 
hidráulicas. 
 
Exemplo de entrada de par metálico: 
 
 
 
Exemplo de um modem conectado a um roteador em sua serial. O modem (conversor) está 
conectado ao par metálico: 
 
 
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Outro exemplo onde temos dois modens conectado ao par metálico de entrada e conectado 
ao roteador: 
 
 
 
Neste caso o conversor tem 2 cabos coaxiais, que podem ser uma interface G-703, vindo de 
um circuito de rádio, um SDH ou um Telabs: 
 
 
 
 
 
 
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Exemplos de modems (convesores) do fabricante Datacom 
 
Perceba que esses equipamentos podem também estar conectado a fibras ópticas que vem 
de um SDH e através de um DID são convertidos para a interface G-703 que utiliza a 
conexão de coaxial da figura anterior. 
 
O conversor da Datacom pode também ser utilizado para circuitos que chegam via rádio 
através de coaxial. 
 
Caso seja necessário podemos converter uma fibra óptica em RJ-45 e usar uma porta 
Ethernet do roteador conforme figura abaixo: 
 
 
 
 
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A próxima figura exibe um equipamento SDH que permite que um anel óptico que vem de 
uma operadora através da entrada ao prédio e seja aberto em um DID para ser convertido 
em sinais que podem fazer uso de coaxial. 
 
 
 
 
 
A próxima figura exibe um equipamento TELLABS que também faz uma conexão SDH. 
Perceba o DID aberto sobre o equipamento: 
 
 
 
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A figura abaixo exibe um switch terminal que pode ser utilizado em uma rede SDH onde as 
interfaces de fibras vem do SDH e os roteadores do cliente tem a sua WAN conectada 
através da porta Ethernet: 
 
 
 
 
 
As próximas figuras exibem roteadores CISCO ASR 9000 ideias para fazer conexão com a 
Internet no caso de provedores: 
 
Na segunda figura podemos perceber a presença do DIO e a conexão com o switch de 
distribuição através de conexão de Ethernet por exemplo para fazer a ligação com o Data 
Center: 
 
 
 
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11. Realizando a instalação 
 
A primeira recomendação é que o cabeamento estruturado deve ser instalado em 
compartilhamentos dedicados sem compartilhar esses caminhos com outros sistemas do 
edifício. Portanto, o uso de uma mesma infraestrutura para a instalação destes cabos e dos 
cabos elétricos em um edifício comercial não é permitido. 
 
Em ambientes externos os cabeamentos devem ser instalados obrigatoriamente em 
eletrodutos para garantir a integridade dos cabos e em ambientes internos eletrocalhas são 
permitidas. 
 
Eletrodutos 
 
São tubos em formato redondo que permitem a passagem de cabos e fios em instalações 
elétricas. São bastante utilizados em redes de transmissão de dados, de comunicação e 
também para cabos de energia elétrica. 
 
Podem ser encontrados em barras de 3 metros, com ou sem rosca, e possuem diversos 
acessórios para as mudanças de direção. Para a utilização dos eletrodutos, é necessário 
seguir as seguintes recomendações: 
 
a) o comprimento máximo entre curvas ou caixas de passagem deve ser de 30 metros; 
b) evite lances com mais de duas curvas de 90 graus; 
c) os dutos devem acomodar todos os tipos de cabos de telecomunicação, como dados, 
imagem, etc.; 
d) utilize, no mínimo, dutos de 1”; 
e) os dutos deverão ser dimensionados considerando até três equipamentos (cabos) para 
cada área de trabalho de 5m² de espaço útil. Deverão ter capacidade para acomodação de 3 
cabos UTP/STP com dimensões mínimas de ¾”; 
f) o raio interno de uma curva deve ser de, no mínimo, 6 vezes o diâmetro do duto. Quando 
este possuir um diâmetro interno maior do que 50mm, o raio interno da curva deverá ser de, 
no mínimo, 10 vezes o diâmetro interno do duto. Para cabos de fibra óptica, o raio interno 
de uma curva deve ser de, no mínimo, 10 vezes o diâmetro interno do duto; 
 
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A figura anterior exibe um eletroduto corrugado. É muito utilizado para o lançamento de 
cabos ópticos, pois ajuda a manter o raio de curvatura. 
 
 
 
 
 
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A última figura exibe a opção de ao invés do uso de eletrodutos fazer o uso de canaletas 
aparentes, pois não há orçamento para a instalação de canaletas embutidas. Podem ser 
Cabeamento Estruturado página 105 
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usadas na distribuição de energia elétrica nas áreas de trabalho também. Neste caso, deve 
ser deixada uma via livre no interior da canaleta, separando os circuitos elétricos dos cabos 
de telecomunicações. 
 
Os diâmetros de eletroduto comerciais são: 
 
 16 mm = 0,5 (1/2) polegadas; 
 21 mm = 0,75 (3/4) polegadas; 
 27 mm = 1 polegadas; 
 31,75mm = 1,25 polegadas (1 ¼) 
 41 mm = 1,5 polegadas (1 ½) 
 53 mm = 2 polegadas; 
 63 mm = 2,5 polegadas (2 ½) 
 78 mm = 3 polegadas; 
 103mm = 4 polegadas 
 
 Na tabela acima um cabo UTP Cat 5e mede 5,5 mm de diâmetro externo; 
 
 Na tabela acima um cabo UTP Cat 6 mede 6 mm de diâmetro externo; 
 
 
A ocupação deve ser considerada como sendo a ocupação inicial do projeto e uma previsão 
de crescimento de 30% e essa soma não poderá ocupar mais do que 50% da área total do 
eletroduto. 
 
Para um eletroduto são permitidas no máximo duas curvas de 90% e, no caso, da 
necessidade de mais curvas devemos considerar a utilização de caixas de passagens, ou 
caso contrário, os cálculos discutidos aqui não são válidos. 
 
Seja o projeto: Dimensionar o eletroduto para acomodar 9 cabos UTP Cat 6 considerando o 
diâmetro externo de 6mm. 
 
Solução: 
 
Primeiro iremos calcular a área de um cabo UTP Cat6 denominado Acabo: 
 
Cabeamento Estruturado página 106 
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𝐴 =
𝑑
4
𝜋 ⇒𝐴 =6
4
𝜋 ⇒ 𝐴 = 9 ∗ 3,141592 ⇒𝐴 = 28,27𝑚𝑚 
 
Em seguida vamos calcular a área total ocupado pelos 9 cabos UTP Cat6 e considerando a 
taxa de crescimento de 30% (100% + 30% = 130% = 1,3). Itemos determinar a área total 
como ATOTALcabo: 
 
𝐴𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 9 ∗ 1,3 ∗ 28,27 = 330,76𝑚𝑚 
 
Agora, para podermos determinar a área do eletroduto devemos considerar que já 
computando o crescimento de 30% a área total a ser ocupada não pode ser superior a 50% 
da área do eletroduto. Dessa forma, segue os cálculos abaixo onde iremos determinar a área 
do eletroduto como AEletroduto: 
 
𝐴𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 =
𝐴𝐸𝑙𝑒𝑡𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜
2
⇒ 330,76 =
𝐴𝐸𝑙𝑒𝑡𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜
2
⇒𝐴𝐸𝑙𝑒𝑡𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 = 661,52𝑚𝑚 
 
Uma vez determinado a área do eletroduto iremos calcular o valor do seu diâmetro 
conforme abaixo: 
 
661,52 =
𝑑
4
𝜋 ⇒ 661,52 ∗ 4 = 𝑑 ∗ 3,141592 ⇒ 𝑑 = 842,27⇒ 𝑑 = 29𝑚𝑚 
 
Como o valor mais próximo de 29mm para mais é o eletroduto de 31,75mm que é de 1 ¼ 
de polegadas. 
 
Devemos observar que para esses cálculos já estão sendo considerados os valores máximos 
de curvatura para o cabeamento. 
 
Eletrocalhas 
 
São utilizadas para encaminhar o cabeamento do armário de telecomunicações até as salas 
dos usuários e, por meio de canaletas ou eletroduto, o cabeamento é distribuído nos pontos 
de telecomunicações nas áreas de trabalho. 
 
Veja algumas características importantes quanto à utilização das eletrocalhas. 
 
 Podem ser ventiladas ou não. 
 Se a eletricidade for um dos serviços compartilhados, colocar separação metálica 
aterrada entre eles. 
 Utilizar curvas específicas pré-fabricadas, na dimensão das eletrocalhas escolhidas, 
respeitando o raio de curvatura máximo dos cabos. 
 UTP 4 pares – 4 vezes o diâmetro do cabo. 
 Fibra Óptica – 10 vezes o diâmetro do cabo. 
 
 
Cabeamento Estruturado página 107 
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Se no projeto consideramos a taxa de ocupação das eletrocalhas é de 40% e, ao máximo, 
de 50% teríamos a tabela (tabela 1)abaixo com as principais dimensões comerciais para 
eletrocalhas. Considere nesse caso a coluna de 5,2mm para UTP Cat 5e e 6,2mm para UTP 
Cat 6 
 
 
 
 
Cabeamento Estruturado página 108 
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Abaixo temos as especificações de eletrocahas do fabricante (tabela 2) conforme site: 
http://www.perfilacosp.com/img/CAT%20COMPLETO.pdf , consultado em 07/05/2017: 
 
 
 
 
 
Abaixo temos a tabela (tabela 3) do fabricante Furukama: 
 
 
 
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A tabela (tabela 4) abaixo considera uma taxa de ocupação de no máximo 25%: 
 
 
Seja o projeto: Determinar as dimensões de uma eletrocalha para a passagem de 300 cabos 
UTP Cat 6 com diâmetro externo de 5,6mm e considerando um fator de crescimento de 
30%. 
 
Solução: Primeiro iremos calcular a área de um cabo UTP Cat6 denominado Acabo: 
 
𝐴 =
𝑑
4
𝜋 ⇒𝐴 =
(5,6)
4
𝜋 ⇒ 𝐴 = 7,84 ∗ 3,141592 ⇒𝐴 = 24,63𝑚𝑚 
 
Em seguida vamos calcular a área total ocupado pelos 300 cabos UTP Cat6 e considerando 
a taxa de crescimento de 30% (100% + 30% = 130% = 1,3). Itemos determinar a área total 
como ATOTALcabo: 
 
𝐴𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 300 ∗ 1,3 ∗ 24,63 = 9605,7𝑚𝑚 
 
Agora, para podermos determinar a área da eletrocalha devemos considerar que já 
computando o crescimento de 30% a área total a ser ocupada não pode ser superior a 50% 
da área do eletroduto. Dessa forma, segue os cálculos abaixo onde iremos determinar a área 
do eletroduto como AEletroduto: 
 
𝐴𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 =
𝐴𝐸𝑙𝑒𝑡𝑟𝑜𝑐𝑎𝑙ℎ𝑎
2
⇒ 9605,7 =
𝐴𝐸𝑙𝑒𝑡𝑟𝑜𝑐𝑎𝑙ℎ𝑎
2
⇒𝐴𝐸𝑙𝑒𝑡𝑟𝑜𝑐𝑎𝑙ℎ𝑎 = 19211,4𝑚𝑚 
 
Uma vez determinado a área do eletrocalha iremos calcular as suas dimensões de acordo 
com o fabricante a ser escolhido (tabela): 
Pela Tabela 4 (página 110), Tabela 2 (página 109) e Tabela 1 (página 108) 
 
𝐴 = 𝐴. 𝐵 ⇒ 100 ∗ 200 = 20000 
Cabeamento Estruturado página 110 
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Como 20000 > 19211,4 então podemos escolher uma eletrocalha de 100 x 200 tanto do 
fabricante da Tabela 4, como da Tabela 2 e da Tabela 1. 
 
Pela Tabela 3 (página 109) 
 
𝐴 = 𝐴. 𝐵 ⇒ 75 ∗ 250 = 18750 
 
Como 18750 < 19211,4 então não podemos escolher uma eletrocalha desse fabricante. 
 
Exercicio: Seja fazer o lançamento de 500 segmentos de cabos de 6,1mm de diâmetro cada 
um e considerar um fator de crescimento de 20% ao longo dos 10 próximos anos. 
Dimensione: 
a) A eletrocalha para este projeto; 
b) O eletroduto para este projeto. 
 
Observação1: A quantidade de cabos quando os suportes do tipo gancho ou anel são 
utilizados para as eletrocalhas e eletrodutos deve ser limitado para não causar deformações 
o que pode causar degradação no desempenho dos cabos. Esses cálculos devem ser de 
acordo com a soma dos pesos dos cabos e a quantidade desses acessórios a serem 
utilizados. 
 
Observação 2: Para garantir o raio mínimo de curvatura (em repouso, instalado) temos o 
gancho do tipo “J”. A quantidade de cabos deve ser observada para que não cause 
deformações nas capas devido ao peso dos cabos sobre o gancho. 
 
Observação 3: Os suportes do tipo “waterfall” (queda-d’água) para criar o cenário que os 
cabos “caem” do encaminhamento do teto rumo aos racks. Esses suportes garantem os raios 
de curvatura especificados pelos fabricantes. 
 
 
Gancho Tipo J 
 
Suportes do tipo “waterfall” 
Cabeamento Estruturado página 111 
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Observação 4: Devemos fazer uso do bom senso ao executar uma tarefa sem danificar os 
cabos por excesso de força de tração, ou seja, puxar os cabos de modo que eles sejam 
conduzidos sem que o instalador esteja aplicando muita força (sentindo que estão muito 
“pesados” no lançamento). Se isso ocorrer o trabalho deve ser interrompido e realizado uma 
análise do problema e em seguida o trabalho ser reiniciado sem o uso excessivo de força 
para evitar danos aos cabos. 
 
Quando precisamos apresentar uma proposta de projeto de cabeamento estruturado são 
necessárias às informações: 
 
 Layout das áreas de trabalho e de outros espaços do edifício por onde o cabeamento 
estruturado será instalado. De preferência que essa informação esteja em um 
arquivo CAD ou Visio com as respectivas escalas; 
 Distribuição elétrica, ar condicionado, CFTV e hidráulico; 
 Levantamento das áreas externas, estacionamentos e casas de máquinas que são 
considerados locais hostis para a passagem de cabeamento. 
 Fator de crescimento da rede para determinação da quantidade de tomadas de 
telecomunicações, número de switchs tanto na sala de telecomunicações e na sala de 
equipamentos. 
 
Com base nas informações acima é possível fazer um pré-projeto do cabeamento 
estruturado. 
 
Deve ser feito uma visita de campo para confrontar o pré-projeto para a confirmação do 
mesmo ou a elaboração de correções visando diminuir a interferência de ordem mecânica, 
estrutural e possíveis interferências eletromagnéticas. No caso de reformas também 
denominado retrofit uma verificação das condições da infraestrutura existente para o seu 
aproveitamento parcial ou total também deve ser veificado nesta visita em campo. 
 
Em particular em reformas é mais comum o uso de eletrodutos ou eletrocalhas aparentes 
uma vez que a estrutura dedicada ao cabeamento (normalmente existem três calhas: uma 
Cabeamento Estruturado página 112 
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para telefonia, uma para dados e outra para eletricidade) tem um dimensionado aquém do 
necessário, obstruções nos dutos ou fatores de umidades. O uso de pisos elevados pode er 
uma boa solução. 
 
Com relação a problemaspotenciais de interferência eletromagnética é importante que o 
encaminhamento do cabeamento estruturado não compartilhe aquele utilizado pelos sitemas 
elétricos. Encaminhamentos de cabeamento próximos a eatores de lâmpadas e em paralelo 
a encaminhamentos da rede elétrica devem ser evitados e quando isso não for possível, 
deve ser providenciadas canelas ou eletrocalhas com uma calha disponível entre os cabos 
de energia e de dados. 
 
Piso Elevado 
 
É um sistema constituído por placas sobrepostas em um malha de sustentação metálica ou 
de PVC, fornecendo um espaço para passagem dos cabos. É bastante utilizado em CPD, 
Data Centers, Sala de Equipamentos, Sala de Telcomunicações e para áreas de escritórios. 
 
No exemplo da próxima figura os cabos estão sendo encaminhados pelo piso elevado com 
uso de velcros e sem malha de cabos e/ou leitos de cabos. 
 
 
Cabeamento Estruturado página 113 
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Na figura abaixo temos o uso de leitos de cabos. 
 
 
 
 
Temos características importantes quanto à utilização dos leitos de cabos: 
 
a) Os leitos permitem acesso e gerenciamento dos cabos bastante facilitado; 
b) Não devem ficar em locais abertos por não proteger contra acesso indesejado; 
c) Os cabos de fibras ópticas devem seguir separadamente dos demais cabos. Para garantir 
esta separação, pode-se utilizar eletroduto corrugado; 
d) Os cabos devem ser presos com fitas velcro; 
e) Não exceder os limites de curvatura dos cabos; 
f) Ao utilizar abraçadeiras (fitas plásticas), cuidar para não esmagar os cabos; 
g) Os leitos de cabos fazem uso essencialmente de eletrocalhas. 
 
 
As figuras a seguir exibem mais pisos elevados com uso de leitos de cabos: 
Cabeamento Estruturado página 114 
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A figura a seguir mostra um Data Center com uso de leitos de cabos: 
 
 
 
 
Malha de piso 
 
Malha de piso é um sistema de distribuição com dutos alimentadores e distribuidores que 
são dispostos sobre a laje, ficando embutidos no contrapiso. Pela norma ANSI/TIA/EIA 
569-A, deve ser considerada para cada 10m2 (área de trabalho) uma sessão transversal de 
duto com 650mm2. 
 
No Brasil, os fabricantes desses sistemas utilizam uma taxa de ocupação de 30% nos dutos. 
Conheça, a seguir, algumas desvantagens da utilização da malha de piso: 
 
a) custo elevado; 
b) a instalação dever feita durante a construção, antes do contrapiso. 
 
Cabeamento Estruturado página 116 
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12. Data Center 
 
Atualmente podemos definir duas categorias principais de DataCenters: DataCenter 
Privado (PDC) e o Internet DataCenter (IDC). 
 
Um PDC pertence e é operado por corporações privadas, instituições ou agências 
governamentais com o propósito principal de armazenar dados resultantes de operações de 
processamento interno e também em aplicações voltadas para a Internet. Por outro lado, um 
IDC normalmente pertence e é operado por um provedor de serviços de telecomunicações, 
pelas operadoras comerciais de telefonia ou outros tipos de prestadores de serviços de 
telecomunicações. O seu objetivo principal é prover diversos tipos de serviços de conexão, 
hospedagem de sites e de equipamentos dos usuários. 
 
Um dos aspectos que devem ser observados na contratação de um serviço de DataCenter, é 
o tipo de acesso: hosting ou co-location. 
 
Topologia de um Data Center, de acordo com a norma TIA 942, é divido em várias áreas: 
 
 Entrace Room (ER): espaço de interconexão do cabeamento estruturado do Data Center e 
o cabeamento proveniente da telecomunicação. 
 Main Distribution Area (MDA): local onde se encontra a conexão central do Data Center e 
de onde se distribui o cabeamento estruturado, incluindo roteadores e backbone. 
 Horizontal Distribution Area (HDA): área utilizada para conexão com a área de 
equipamentos, incluindo o cross conect horizontal, equipamentos intermediários, LAN 
Cabeamento Estruturado página 117 
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(Local area network), SAN (Storage Area Networks) e KVM (Keyboard, Video, Mouse) 
switches. 
 Zone Distribution Area (ZDA): ponto de interconexão opcional do cabeamento horizontal. 
Fica entre HDA e o EDA, provê flexibilidade no Data Center. 
 Equipment Distribution Area (EDA): área destinada para os equipamentos terminais 
(servidores, storages, unidades de fita), inclui também os Racks, gabinetes e equipamentos 
de comunicação de dados ou voz. 
 
 
 
A norma ANSI/TIA-942 estabelece nomenclaturas para as definições da redundância dos 
Data Centers, utilizando como base a classificação Tier. As classificações são as seguintes: 
 
 Data Center “N”, sem nenhum tipo de redundância; 
 Data Center “N+1”, existe pelo menos uma redundância, por exemplo: nobreak ou 
e link redundante; 
 Data Center “N+2”, existe uma redundância a mais, por exemplo: o Data Center 
será suprido na falta de energia por um nobreak e um gerador, sendo assim duas 
redundâncias. Podendo se estender para os outros equipamentos, links, refrigeração 
e sistema de prevenção de incêndios; 
 Data Center “2N”, neste caso seria uma redundância completa, por exemplo: duas 
empresas de distribuição de energia (sendo que essas empresas devem vir de 
diferentes subestações) para alimentar o Data Center; 
Cabeamento Estruturado página 118 
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 Data Center “2(N+1)” existe uma redundância para cada equipamento, utilizando o 
exemplo anterior, seria necessário um nobreak ou gerador para cada uma das 
empresas de energia. 
 
 
Tier 1 – Básico 
 
Tier 1 possui uma disponibilidade de 99.671% e pode ter um downtime (tempo que o 
sistema não está operacional)de 28,8 horas/ano sem redundância energética ou refrigeração. 
 
Tier 2 – Componentes Redundantes 
 
 
O Tier 2 possui uma disponibilidade de 99.749%, pode ter um downtime de 22 horas/ano e 
redundância parcial em energia e refrigeração. 
 
Tier 3 – Sistema Auto Sustentado 
 
O Tier 3 possui uma disponibilidade de 99.982%, pode ter um downtime de 1.6 horas/ano e 
72 horas de proteção contra interrupção de energia [9]. 
 
Tier 4 – Alta Tolerância a Falhas 
 
O Tier 4 possui uma disponibilidade de 99.995%, pode ter um downtime de 0.4horas/ano e 
96 horas de proteção contra interrupção de energia. 
 
 
O piso elevado é um piso que eleva o ambiente em alguns centímetros, criando um espaço 
para a instalação de cabos de comunicação, elétricos, ar refrigerado e/ou as tubulações de 
água gelada para refrigeração. 
 
A recomendação para a altura do piso elevado é de no mínimo 150 mm para cabos de 
comunicação e de energia, porém se for utilizar ar refrigerado sob o piso é necessário uma 
altura mínima de 300 mm. Em geral, os pisos especificados baseiam se em uma dimensão 
de 600 x 600 mm com um revestimento anti-estático. 
 
É necessário que a estrutura do piso esteja aterrada para evitar o acúmulo de carga estática, 
tanto nos equipamentos e racks, quanto no piso, podendo ocasionar instabilidade ou a 
queima do equipamento. 
 
O sistema HVAC (Heating, Ventilation, and Air Conditioning, Aquecimento, Ventilação e 
Ar Condicionado), inclui múltiplas unidades de ar condicionado com capacidade de manter 
a temperatura e umidade, com unidades redundantes, podendo efetuar manutenções sem 
parar o sistema de HVAC. 
 
Cabeamento Estruturado página 119 
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Uma alternativa para melhorar a refrigeração do Data Center é utilizar fileiras de racksde 
frente para outra fileira. O ar frio será fornecido pela frente do rack através de aberturas no 
piso elevado. O corredor ventilado é conhecido como corredor frio. O ar frio é atraído 
através dos racks pelas ventoinhas dos servidores e expulso de volta para o corredor quente. 
O ar quente ascendente a partir deste corredor encontra o seu caminho de volta para a 
unidade de ar condicionado a ser refrigerado e, em seguida, repetir o ciclo. 
 
Problemas ou indisponibilidades em sistemas de ar condicionado são responsáveis por 
algumas das falhas de hardware. Adotando o sistema corredor quente e corredor frio além 
do insuflamento sob piso elevado, como demonstrado na próxima figura, é o primeiro passo 
para se ter um maior controle do fluxo de ar no Data Center e eliminar pontos quentes. 
 
 
 
O sistema elétrico de um Data Center é constituído pelo Sistema Ininterrupto de Energia 
UPS (Uninterruptible Power Supply). Tem a função de fornecer energia para todos os 
equipamentos de um Data Center, incluindo equipamentos de detecção, alarme de incêndio 
e segurança. É composto por conjuntos de nobreaks e baterias. 
 
Os nobreaks redundantes, ligados em paralelo, irão assegurar o suprimento contínuo de 
energia, mesmo em caso de falha de transformadores ou a falta de energia elétrica. 
 
Cabeamento Estruturado página 120 
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As baterias são dimensionadas para garantir uma autonomia por um período mínimo de 15 
minutos. Este tempo é suficiente para partida e conexão dos geradores a diesel em caso de 
falta de energia elétrica da concessionária. 
 
O sistema de energia de emergência, consiste de um grupo de geradores a diesel que 
entrarão em funcionamento e se conectarão ao sistema elétrico do Data Center 
automaticamente. 
 
Os geradores precisam ser dimensionados para suportar todas as cargas necessárias ao 
funcionamento dos equipamentos do Data Center durante uma possível falta de energia da 
concessionária. 
 
A próxima figura traz o detalhe de um dos geradores de um Data Center. Um gerador 
poderá ter autonomia de 72 horas sem o reabastecimento e devem ser acionados uma vez 
por semana como uma forma de manutenção. 
 
 
 
A utilização de equipamentos de informática em um Data Center se torna muito importante, 
a ponto de ter um projeto de sistema de aterramento bastante confiável, para evitar danos 
irreparáveis em equipamentos que possuem alto custo e são de vital importância para os 
sistemas de rede de comunicações e telecom. 
 
A próxima apresenta um detalhe do aterramento na estrutura do piso elevado para eliminar 
o acúmulo de carga estática, consequentemente, evitar o efeito da descarga eletrostática 
ESD (Electrostatic Discharge) e o consequente dano aos equipamentos do Data Center 
 
Cabeamento Estruturado página 121 
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Recomenda-se construir um sistema de aterramento isolado com destino ao para-raios e 
outro sistema de aterramento separado para o Data Center, eletrocalhas, racks e piso 
elevado. 
 
ARQUITETURAS DE CABEAMENTO DE REDE nas Filas do Data 
Center 
 
A organização dos racks nas filas do Data Center quanto aos equipamentos de rede: 
 
 Centralizada: Switches LAN/SAN estão consolidados em MDA e HDA. 
 EoR – End of Row: Switches LAN/SAN estão localizados no fim da fila de 
network dentro de um gabinete ou rack HDA. 
 ToR – Top of Rack: Switches LAN/SAN estão localizados dentro do gabinete ou 
rack EDA. HDA não é utilizada nessa conguração. 
 MoR – Middle of Row: Switches LAN/SAN estão localizados no meio da fila de 
network dentro de um gabiente ou rack HDA. 
 
Cabeamento Estruturado página 122 
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Tem que existir espelhamento através de Patch-Pannel e DIO entre as salas do Data Center 
e, se for o caso, com os andares das Salas das Equipes Técnicas. 
 
As próximas figuras exibe a foto de um Data Center e mostra as diversas filas e a outra 
figura exibe um Data Center genérico: 
 
Cabeamento Estruturado página 123 
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Cabeamento Estruturado página 124 
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Sala Cofre em um Data Center 
 
Destinado a isolar os equipamentos Cores de Rede e/ou equipamentos (servidores, switchs, 
Storage de um determinado cliente). Deve possuir uma segunda camada de segurança física 
além da entrada ao Data Center incluindo biometria. 
 
 
 
 
 
 
Cabeamento Estruturado página 125 
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12. Administração do Cabeamento – Identificação 
 
A norma ANSI/TIA/EIA-606, cuja especificação diz respeito à administração e à 
identificação dos sistemas de cabeamento estruturado, tem por objetivo principal prover 
uma administração de cabeamento, independente da aplicação. Esta administração pode ser 
realizada por meio de códigos ou cores. Fazem parte desta administração: cabos, patch 
panel, blocos 110 IDC, racks, eletroduto, eletrocalhas, sala de telecomunicação, e outros 
recursos que a administração julgar necessário. A forma como será administrado poderá ser 
manual, por meio de programas de computador. 
 
A identificação final poderá ser por uma etiqueta contendo um código, um código de barras 
ou um QR code. 
 
Para que exista uma administração eficaz em um sistema de cabeamento, você deve 
identificar cada item do cabeamento como número único de identificação, bem como sua 
origem, destino e local de passagem para cabos e condutores de cabos. É necessário 
cadastrar toda essa informação, sendo que a forma de armazenamento pode ser eletrônica 
ou manual, para que eventuais relatórios de localização e quantitativo possam ser 
mensurados. 
 
Identificadores: São números que identificam cada elemento dentro do sistema de 
cabeamento. Esses identificadores podem ser etiquetas autocolantes, adesivos, placas, 
anilhas, etc. Devem estar fixados nos elementos a serem administrados; 
 
Registros: São as informações armazenadas em software específico, ou mesmo de forma 
manual de cada elemento dentro de um sistema de cabeamento estruturado. 
 
Relatórios: São as informações obtidas por meio dos registros de cada elemento cadastrado 
ou de um todo dentro de um sistema de cabeamento. 
 
Existem duas formas para fazermos a identificação: por código, que consiste em um 
número único para cada elemento, que são largamente utilizados. As identificações por 
cores, para sua administração, são mais difíceis, porém eficazes e pouco utilizadas. 
 
13.1 Identificação por código 
 
Neste modo de se identificar os cabos e equipamentos, por meio de código alfanumérico 
através de etiquetas autocolantes, placas, adesivos e anilhas. 
 
 Espaços de telecomunicações: os espaços devem estar identificados em suas 
entradas da seguinte forma: 
a) Sala de telecomunicação = TCXXX; 
b) Sala de Entrada = SETXXX; 
c) Sala de Equipamento = SEQXXX; 
d) Área de Trabalho = ATRXXX; 
Cabeamento Estruturado página 126 
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e) Caixa de Passagem = CPXXX 
 
 Armários de telecomunicação: Nos armários de telecomunicação, a identificação 
deve estar fixada na porta da seguinte forma: 
 
 Patch panel: Os patch panel (painel de conexão) devem receber identificação da 
seguinte forma: 
 
 Tomada do patch panel: As tomadas dos patch panel já vem identificados de 01 a 24 
de fábrica e ficarão desta forma: 
 
 Tomadas de Telecomunicações: As tomadas de telecomunicações devem receber 
etiqueta com identificador único, lembrando que toda tomada de telecomunicação 
irá terminar em um ponto no patch panelno armário de telecomunicação, por meio 
do cabeamento horizontal. Desta forma, o número do ponto da tomada de 
telecomunicação deverá ser o mesmo do patch panel. 
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 Cabos em geral: A identificação dos cabos, em geral, obedece à regra de identificar 
a origem e o destino, em que a identificação do andar do edifício deve estar presente 
na identificação. 
 
 
 
 
Cabeamento Estruturado página 128 
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 Rotas de telecomunicação: Devem ser identificadas nas suas extremidades, 
informando origem e destino, incluindo sala e andar. 
 
Cabeamento Estruturado página 129 
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13.2 - Identificação por cores 
 
A identificação das conexões cruzadas e interconexões podem ser realizadas por meio de 
uma tabela de cores, que facilita a administração e manutenção, como mostra o quadro a 
seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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13.3 – Máquinas etiquetadoras e etiquetas 
 
 
 
Nesses exemplos perceba que a etiqueta tem que ser no cabo e no equipamento e/ou patch-
panel: 
 
 
 
 
 
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14. Certificação e Ativação de Cabeamento 
 
 
O cabeamento em cobre instalado deve ser verificado adequadamente antes da entrega da 
instalação para os seus usuários finais, ou seja, deve ser testado conforme as especificações 
das normas técnicas e os resultados obtidos devem estar dentro dos limites estabelecidos 
pelas normas. Quando isso acontece, o equipamento de certificação apresenta um resultado 
“APROVADO”, caso contrário ele apresentará uma falha e exibirá qual foi o parâmetro de 
teste que falhou. Quando isso ocorrer, o técnico deve corrigir a falha e executar um novo 
teste até que o resultado seja “APROVADO”. 
 
Os testes de certificação de cabeamento incluem os seguintes itens: 
 
 Configuração de terminação (wiremap); 
 Comprimento; 
 Atenuação (perda de inserção); 
 Paradiafonia (NEXT e PS-NEXT); 
 Relação atenuação diafonia na extremidade próxima (ACRN e PS-ACRN); 
 Relação atenuação diafonia na extremidade distante ou relação atenuação 
telediafonia (ACRF e PS-ACRF); 
 Perda de retorno; 
Cabeamento Estruturado página 133 
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 Atraso de propagação; 
 Desvio de atraso de propagação (Delay skew) 
 
 
14.1 - Configuração de terminação (wiremap) 
 
 
A configuração de terminação dos pares dos cabos U/UTP e F/UTP nas tomadas de 
telecomunicações padrão RJ-45 devem obedecer as normas T568A e a T568B conforme 
exibido na próxima figura: 
 
 
 
Importante é perceber a posição dos pares dentro das normas T568A e T568B. Observando 
a figura anterior podemos perceber que o par 1 é formado pelos pinos 4 e 5, o par 2 é 
formado pelos pinos 3 e 6, o par 3 pelos pinos 1 e 2 e o par 4 pelos pinos 7 e 8 no T568A. 
Já no T568B os pinos 4 e 5 são o par 1, os pinos 1 e 2 são o par 1, os pinos 3 e 6 são o par 3 
e os pinos 7 e 8 o par 4. 
 
Baseados nessas informações têm a saída do wiremap para o T568B: 
 
Cabeamento Estruturado página 134 
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Observar que na figura acima é exibido pela ordem dos pares, onde o Par 2 é as cores 
branco do laranja e laranja (apesar que na figura acima pareça vermelho do branco e 
vermelho); Par 3 é branco do verde e verde; Par 1 é azul e branco do azul e o Par 4 é branco 
do marrom e marrom. Dessa forma, no T568B as ordens dos pares são: Par 2; Par3; Par 1 e 
Par 4. No T568A as ordens dos pares são: Par 3; Par 2; Par 1 e Par 4 
 
O teste de mapa de fios também verifica se todos os oito fios foram conectados aos pinos 
corretos nas duas extremidades do cabo. Além de verificar a continuidade pino a pino, 
existem várias falhas diferentes de cabeamento que o teste de mapa de fios pode detectar, a 
saber: 
 
 Pares invertidos; 
 Pares transpostos; 
 Condutores abertos; 
 Condutores em curto-circuito; 
 Pares divididos (Split-pair); 
 
Cabeamento Estruturado página 135 
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Nos mapas de fios acima podemos observar que no resultado = “Aberto” temos um ou mais 
de um fio aberto já no resultado = “Curto” temos dois fios em curto (comuns). 
 
 Falha de fiação de par Invertido 
 
A falha de par invertido ocorre quando um par de fios é instalado corretamente em 
um conector, mas invertido no outro conector. Na figura a seguir os pinos 1 e 2 
estão invertidos. 
 
 
 Falha de fiação de pares transpostos 
 
As falhas de cabeamento de pares transpostos ocorrem quando um par de fios for 
conectado aos pinos completamente diferentes nas duas extremidades. Muitas vezes 
isso pode ser considerado como sendo um cabo cross como é o caso do desenho a 
seguir onde de um lado temos o pino 1 conectado com o pino 3 do outro lado, o 
pino 2 conectado com o pino 6 do outro lado, o pino 3 conectado com o pino 1 do 
outro lado e o pino 6 conectado com o pino 2 do outro lado. Acontece que ligações 
crossover não são reconhecidas pelas normas para cabeamento horizontal e/ou 
vertical e devemos apenas ter patch cord cross. 
 
 
 Falha de fiação de par dividido 
 
Uma falha de cabeamento de par dividido ocorre quando um fio de um par é trocado 
com um fio de um par diferente mesmo que no final das contas os pinos estão 
corretamente conectados, ou seja, o pino 1 com pino1, pino 2 com pino 2 e assim 
Cabeamento Estruturado página 136 
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por diante até pino 8 com pino 8. Essa falha não é percebida com o testador de 
cabos e apenas com o equipamento de certificação. Esta mistura engana o processo 
de cancelamento e torna o cabo mais suscetível a diafonia e interferência. Um par 
dividido cria dois pares de transmissão ou de recepção, cada par com fios que não 
estão trançados juntos. 
 
 
 
 
 
 
14.2 - Comprimento 
 
 
 
O comprimento é um parâmetro físico que deve ser verificado em campo durante os testes 
de certificação do cabeamento instalado. 
 
O comprimento máximo de cada segmento de cabo permitido no subsistema de cabeamento 
horizontal ou vertical para cabos balanceados Categoria 5e / Classe D e superiores é de 90 
metros na configuração de modelo denominado Enlace Permanente (Link Permanente) e 
de 100 metros no modeldo denominado Canal (Link Canal) 
 
Essas configurações de testes são demonstradas na próxima figura: 
 
Cabeamento Estruturado página 137 
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14.3 – Perda de Inserção (Atenuação) 
 
 
A atenuação é a perda de potência de um sinal devido à sua propagação por um meio físico. 
Essa perda de potência de sinal em cabos de cobre ocorre, devido às perdas resistivas dos 
condutores ao longo da linha. 
 
 
 
A atenuação é a relação entre a potência do sinal recebido e sua potência original (sinal 
transmitido) em um canal de comunicação. 
 
A atenuação é expressa em dB (decibel) e calculada pela expressão abaixo: 
 
)(
__sin__
__sin__
log10 db
entradadealdoPotencia
saidadealdoPotencia
A 





 
 
 
Cabeamento Estruturadopágina 138 
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Dessa forma, para facilitar considere que o sinal de entrada (sinal transmitido) é igual a 2 e 
o sinal de saída (recebido) é igual a 1, ou seja exatamente a metade: 
 
3)301,0(10)301,00(10)2log1(log10
2
1
log10 




 AAAAA
 
Portanto a cada -3dB o sinal de saída cai pela metade do sinal de entrada. 
 
Se fizermos as operações matemáticas temos a tabela a seguir: 
 
Relação de Potência Significado Log na base 10 dB 
2 para 1 Sinal Recebido caiu pela metade -0,301 -3 
10 para 1 Sinal Recebido dimuiu 10 vezes -1,000 -10 
20 para 1 Sinal Recebido dimuiu 20 vezes -1,301 -13 
40 para 1 Sinal Recebido dimuiu 40 vezes -1,600 -16 
100 para 1 Sinal Recebido dimuiu 100 vezes -2,000 -20 
200 para 1 Sinal Recebido dimuiu 200 vezes 2,301 -23 
1000 para 1 Sinal Recebido dimuiu 1000 vezes 3,000 -30 
 
Portanto, quando encontramos uma atentuação de 23 dB (-23dB) sabemos que a potência 
do sinal que chegou ao receptor é 200 vezes menor que o sinal que foi enviado a ele pelo 
transmissor por um segmento de cobre. A atenuação, nos equipamentos de testes de 
certificação, é apresentada com o nome “perda por inserção” (IL, Insertion Loss). 
 
 
14.4 – Diafonia (Crosstalk) 
 
 
A diafonia ocorre devido aos mecanismos de acoplamento indutivo e capacitivo e é o maior 
fator limitativo em cabeamento estruturado sobre cabos de cobre. A diafonia é a 
interferência eletromagnética entre sinais que se propagam por diferentes pares de um cabo 
de cobre, tanto para U/UTP como F/UTP. Isso pode ser interpretado como efeito que causa 
uma linha cruzada nos sistemas de telefonia convencional. 
 
Os cabos de pares trançados são projetados para minimizar a diafonia e esta depende da 
bitola do fio, relação de trancamento do par (passo de torção), material empregado no 
isolante e simetria dos pares. 
 
Quando executamos a instalação podemos diminuir os efeitos da diafonia: 
 
 Destrançar os pares do cabo balanceado apenas no necessário para realizar a sua 
terminação nos conectores; 
 Fazer uso de cabos de pares trançados blindados em ambientes com maior 
interência eletromagnética. 
 
Cabeamento Estruturado página 139 
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A interferência por diafonia pode ser avaliada pelos valores de NEXT ou FEXT conforme a 
próxima figura: 
 
 
 
 
Quando a diafonia é medida na extremidade do canal na qual se encontra a fonte de ruído, 
ela é referida como paradiafonia (NEXT) e, quando ela é medida na extremidade do canal, 
oposta àquela onde se encontra a fonte de ruído ela é denominada telediafonia (FEXT). 
 
Os prefixos para (próximo) ou near (NEXT) e tele (distante) ou far (FEXT), que antecedem 
a palavra diafonia, servem para identificar a referência para a medição da interferência por 
diafonia. 
 
Dessa forma, no NEXT o comprimento do cabo não interfere nessa medição e já no FEXT 
o comprimento é computado neste valor. Tanto o NEXT e o FEXT são medidos nos testes 
de certificação, porém apenas o NEXT aparece nos relatórios gerados isso porque o FEXT 
é avaliado pelo parâmetro ACRF. 
 
Há duas metodologias para os testes de diafonia: par a par e o powersun. Os testes de 
NEXT e FEXT par a par são feitos entre pares individualmente. Por exemplo, como 
demonstrado na próxima figura, um sinal de teste é aplicado ao par 1 do cabo e a 
interferência causada por ele é medida em cada um dos outros pares. No caso da figura 
essas medidas são descritas como NEXT 1-2 e FEXT 1-2; NEXT 1-3 e FEXT 1-3 e NEXT 
1-4 e FEXT 1-4 
 
Cabeamento Estruturado página 140 
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No ciclo seguinte do teste um sinal de teste é aplicado ao par 2 do cabo e a interferência 
causada por ele é medida em cada um dos outros pares. No caso da próxima figura essas 
medidas são descritas como NEXT 2-1 e FEXT 2-1; NEXT 2-3 e FEXT 2-3 e NEXT 2-4 e 
FEXT 2-4 
 
 
 
 
No próximo ciclo do teste um sinal de teste é aplicado ao par 3 do cabo e a interferência 
causada por ele é medida em cada um dos outros pares. No caso da próxima figura essas 
medidas são descritas como NEXT 3-1 e FEXT 3-1; NEXT 3-2 e FEXT 3-2 e NEXT 3-4 e 
FEXT 3-4 
 
Cabeamento Estruturado página 141 
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No último ciclo do teste um sinal de teste é aplicado ao par 4 do cabo e a interferência 
causada por ele é medida em cada um dos outros pares. No caso da próxima figura essas 
medidas são descritas como NEXT 4-1 e FEXT 4-1; NEXT 4-2 e FEXT 4-2 e NEXT 4-3 e 
FEXT 4-3 
 
 
 
O resultado da medição é apresentado pelo equipamento de teste conforme a próxima 
figura, com base no limite estabelecido pela norma utilizada como referência para a 
realização do teste de NEXT par a par. Note que a curva limite definida pela norma, 
utilizada como referência para a execução do teste, aparece na parte superior do gráfico 
mostrado. Todos os valores aprovados de NEXT par a par devem, necessariamente, estar 
abaixo dessa curva. 
Cabeamento Estruturado página 142 
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Nessa figura o gráfico com título DH mede o NEXT e o grpafico com título RH mede o 
FEXT. 
 
Para cabeamentos de até 100Mbps a medição de NEXT e FEXT nos dois primeiros pares 
eram suficientes mas quando passou a fazer uso de 1000Mbps em Cat 5e ou fazer uso de 
Cat6 verificou que eram necessários fazer sempre a medida de NEXT e FEXT nos quatro 
pares em conjunto e não mais par a par. Dessa forma, o teste par a par foi substituído pelo 
POWERSUM NEXT (PS-NEXT) para certificar a categoria Cat5e e superiores. 
 
No POWERSUM NEXT (PS-NEXT) os sinais de testes são aplicados em três pares do 
cabo, e a soma da interferência é medida no outro par conforme as próximas figuras: 
 
Na figura abaixo o sinal de teste foi aplicado aos pares 1, 2 e 3 e verificado a soma da 
interferência no par 4 
 
 
 
Na figura abaixo o sinal de teste foi aplicado aos pares 2, 3 e 4 e verificado a soma da 
interferência no par 1 
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Na figura abaixo o sinal de teste foi aplicado aos pares 1, 3 e 4 e verificado a soma da 
interferência no par 2 
 
 
 
 
 
Na figura abaixo o sinal de teste foi aplicado aos pares 1, 2 e 4 e verificado a soma da 
interferência no par 3 
 
 
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Os testes de diafonia (NEXT, FEXT e PS-NEXT) são realizados pelo equipamento de teste 
e o técnico de redes deve apenas interpretar os resultados se positivos ou não. 
 
O resultado da medição de OS-NEXT é apresentado pelo equipamento de teste conforme a 
figura abaixo: 
 
 
 
 
 
14.5 – Relação Atenuação Diafonia na Extremidade Próxima (ACRN) e 
PS-ACRN 
 
 
A relação entre atenuação e NEXT é referida formalmente como ACR (Attenuation to 
Crosstalk Ratio, relação atenuação paradiafonia). O ACR é a referência não bibliografia 
sobre Cabeamento Estruturado porém as normas foram revisadas e o ACR passou a ser 
denominado nos equipamentos de certificação como sendo ACRN (Attenuation to 
Crosstalk Ratio Near End, Relação Atenuação Diafonia na Extremidade Próxima). O 
Cabeamento Estruturado página 145 
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ACRN mede a diferença entre a atenuação e o NEXT e por isso é um imporante indicador 
da relação sinal ruído. Nesse material ACR e ACRN serão utilizados como sinônimos. 
 
A figura a seguir ilustra os resultados de uma medição de ACRN em Cat6 com 250MHz de 
largura de canal. Os valores abaixo da limha limite são o NEXT e os valores que iniciram 
em zero e vem “descendo” é atentuaçãoe apesar de parecer ser negativa a atenuação vem 
crescendo. 
 
 
A próxima figura apresenta o ACR como uma soma gráfica das curvas de respostas de 
atenuação e NEXT, em função da frequência. A “distância” entre as duas curvas representa 
o ACR em dB. 
 
 
Cabeamento Estruturado página 146 
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A resposta de ACR pode ser analisada da mesma forma que a resposta de SNR (Sgnal to 
Noise Ratio – relação sinal ruído). Assim quanto maior a diferença (maior distância) entre 
os valores de NEXT e atenuação melhor a resposta de ACR, ou seja, menor é a 
interferência do ruído. Analogamente quanto menor a distância pior é a resposta de ACR 
(ACRN) e com isso é maior a interferência do ruído. Quando o ACR = 0 ou o ACR < 0 
então não há como estabelecer comunicação entre o transmissor e o receptor pois a 
interferência é muito alta e impossibilita a transmissão. 
 
Assim como o NEXT, o ACR (ACRN) pode ser feito par a par ou o POWERSUM ACR 
(PS-ACR). 
 
14.6 – Relação Atenuação Diafonia na Extremidade Distante (ACRF) e 
PS-ACRF 
 
 
Seja o FEXT demonstrado na próxima figura: 
 
 
 
 
 
Na figura acima o sinal aplicado no Par 2 interfere no sinal do Par 1 e da forma como está 
sendo medido trata-se do FEXT. Se tomarmos a relação entre o FEXT e a atenuação na 
extremidade oposta (no caso o sinal foi injetado no par 2 e estamos medindo o FEXT e 
atenuação do lado oposto no Par 1) temos o valor denominado ACRF. 
 
O ACRF é a correção de nome que as novas normas de cabeamento estruturado dão ao 
ELFEXT (Equal Level Far End Crosstalk). O ACRF é um indicador de sinal ruído quando 
dois ou mais sinais propagam no mesmo sentido por diferentes pares caracterizando a 
transmissão dual-duplex como é o caso do 1000Base-T. 
 
Cabeamento Estruturado página 147 
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A próxima figura tem a resposta de ACRF para um enlace Cat6. No gráfico o limite é a 
linha superior e os resultados medidos para o ACRF devem estar abaixo da curva para que 
apresente o resultado “APROVADO”. 
 
 
 
Defini-se também o POWERSUM ACRF (PS-ACRF) que é o somatório dos valores de 
ACRF de três pares de um cabo U/UTP sobre o quarto par. A próxima figura exibe essa 
situação: 
 
 
 
Para o cálculo do PS-ACRF nos demais pares temos a mesma forma de cálculo que na 
figura anterior, porém agora considerando o par 2, depois o par 3 e por fim o par 4. 
 
 
 
 
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14.7 – Alien Crosstalk 
 
 
Quando vários segmentos de cabos estão muito próximos, o que é normal em eletrocalhas, 
eletrodutos e mesmo na arrumação de um feixe de cabos em um rack, um sinal que é 
transmitido por um par de um cabo pode causar interferência sobre um sinal transmitido por 
um par de outro cabo vizinho. Esta interferência é denominada alien crosstalk e passa a ser 
critica em cabos que estão trabalhando à 1Gbps ou 10Gbps. 
 
 
 
 
 
No desenho acima temos a presença do alien crosstalk nos cabos passando pelo leito de 
cabos (eletrocalha/aramado) e nos cabos subindo no rack presos com velcro. 
 
 
Como os cabos não possuem blindagem, sinais que se propagam em um par do cabo podem 
interferir em sinais que se propagam em um par de um cabo adjacente no mesmo feixe ou 
grupo de cabos causando o alien crosstalk conforme a próxima figura. 
 
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O alien crosstalk pode ser medido usando o método de POWERSUM conforme 
demonstrado na próxima figura: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cabeamento Estruturado página 150 
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14.8 – Perda de Retorno 
 
 
Mede as reflexões de sinais que se propagam pelos pares de cabos balanceados e trata-se de 
mais um dos parâmetros a serem verificados nos testes de certificação. 
 
Quando fazemos as terminações dos cabos nos patch panels e nas tomadas, nós causamos 
uma descontinuidade no canal, ou seja, o canal que era formado por condutores “puros”, 
agora tem conectores e tomadas conectadas a ele. Tecnicamente, isso se chama 
descasamento de impedâncias e acontece em todas as conexões. A impedância 
característica de um cabo U/UTP ou S/STP é de 100Ω. 
 
Por analogia podemos entender o deslocamento de impedâncias como uma lombada na rua. 
Sem a lombada os veículos passam pela rua sem qualquer obstáculo que os obrige a reduzir 
a velocidade, isso seria um segmento de cabo sem conectores. Na presença da lombada, os 
veículos são obrigados a reduzir a velocidade e, portanto, têm perda de desempenho em seu 
deslocamento pela rua; isso é o descasamento de impedâncias. Este descasamento de 
impedâncias gera reflexões de sinais de volta ao transmissor e consquetemente perda da 
potência de sinal que continua a se propagando pelo cabo até o receptor. A próxima figura 
ilustra esse processo: 
 
 
 
A perda de retorno também introduz o jitter de fase. O jitter de fase indica que as bordas 
dos pulsos digitais variam alaeatoriamente em torno de seus valores originais. Esse efeito é 
responsável pela geração de atrasos não uniformes nas diversas componentes de frequência 
do pulso digital transmitido conhecido como distorção de fase. 
 
Na transmissão de um pulso digital, todas as componentes de frequências são atrasadas 
uniformente, mantendo uma relação de fase constante entre si. Quando ocorrem atrasos não 
lineares ao longo do canal (devido ao jitter de fase) as características do sinal recebido na 
outra extremidade do canal são muito diferentes daquelas transmitidas não sendo possível a 
detecção do sinal transmitido pelo receptor provocandos erros de decodificação do sinal. 
 
Esse efeito é o principal fator limitativo de sistemas VoIP que são sensíveis às distorções de 
fase provocadas pela perda de retorno. 
Cabeamento Estruturado página 151 
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14.9 – Atraso de Propagação e Delay Skew 
 
 
Atraso de propogação é o tempo (em ns) que o sinal leva para propagar-se ao longo de um 
segmento de cabo entre o transmissor e o receptor. Esse parâmetro está diretamente 
associado aos aspectos construtivos do cabo e expresso pelas medidas de resistência, 
induntância e capacitância do cabo. 
 
O delay skew (desvio de atraso de propagação) é a diferença (em tempo) entre os atrasos de 
propagação dos pares mais rápidos e mais lentos em um cabo balanceado de quatro pares. 
 
 
 
A avaliação do desvio de atraso de propagação em sistemas de cabeamento estruturado é 
importante devido aplicaçãoes dual-duplex que utilizam os quatro pares do cabo 
balanceado para transimitir e receber informações. Neste caso, as informações são divididas 
em quatro “pacotes” diferentes que precisam ser recebidos dentro de um intervalo de tempo 
conhecido como time-out pela interface do equipamento ativo e pelo protocolo da 
aplicação. 
 
 
 
 
14.9 – Testes de Campo 
 
 
 
As normas de cabeamento definem duas categorias para os testes de certificação que são o 
enlace permanente e canal. O enlace permanente considera as partes fixas (permanente) do 
cabeamento. 
 
Em um subsistema de cabeamento horizontal, o enlace permanete é considerado entre o 
patch pannel do distribuidor de piso e a tomada de telecomunicações da área de trabalho, 
conforme a próxima figura: 
Cabeamento Estruturado página 152 
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O enlace permanente, que tem comprimento máximo permitido de 90m, mão inclui os 
cordões dos equipamentos de testes. Na configuração enlace permanente pode existir um 
ponto de consolidação entre o distribuidor de piso e a tomadade telecomunicações da área 
de trabalho. 
 
A configuração de canal, mostrado na próxima figura, leva em consideração todos os 
cordões presentes no cabeamento e o comprimento máximo é de 100m. 
 
 
 
 
É importante seguir os seguintes passos para a realização de testes de certificação: 
 
a) Os equipamentos de testes devem estar com a última versão do firmware e do 
software de bibliotecas das normas de cabeamento e configurações de testes 
instalados; 
b) O equipemento deve estar calibrado pelo fabricante de acordo com as suas 
especificações. Essa calibração deve ser anual; 
c) Os cordões de testes utilizados nos testes do tipo enlace permanente devem ser 
fornecidos pelo fabricante do equipamento; 
d) Os cordões de testes utilizados na certificação de um canal devem ser iguais aos que 
serão usados na instalação. 
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Segue equipamentos de certificação de cabeamento do fabricante Fluke: 
 
 
 
 
 
 
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14.10 – Testes de verificação do cabeamento óptico 
 
 
 
Os enlaces ópticos devem ser testados para verificação de que a instalação está de acordo 
com as especificações do projeto. Neste caso não são chamados de certificação pois não 
trata-se de uma comparação dos resultados obtidos com um padrão predeterminado por 
uma norma técnica. 
 
São vericicados dois parâmetros: comprimento e atenuação. 
 
O comprimento de um enlace óptico é um parâmetro físico e deve ser verificado no teste de 
campo podendo ser calculado ou medido. A medição é feita pelo equipamento OTDR. O 
OTDR injeta um sinal luninoso de teste no núcleo da fibrae mede seu comprimento por 
meio de reflexão desse sinal de volta ao OTDR. Esse teste está baseado no principio da 
reflectometria no domínio do tempo que também é usada em enlaces de cobre para 
determinação do comprimento. 
 
Quando é necessário localizar um ponto de falha em um enlace óptico longo os OTDRs são 
de grande utilidade e muito empregada pelas Operadoras nos seus meios físicos para a 
construção de WAN. Os OTDRs por terem alto custo de aquisição não são comumente 
Cabeamento Estruturado página 156 
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aplicados em links ópticos de poucos metros como é o caso de Data Centers e/ou 
cabaemanto vertical. 
 
 
A seguir a imagem de um OTDR: 
 
 
 
Nos enlaces ópticos determinamos atenuação esperada com base no tipo da fibra, 
quantidade de emendas e acopladores. Para a medição da atenuação utilizamos o jumper 
de referência. 
 
Seja o enlace óptico conforme a próxima figura: 
 
 
 
Para a realização do teste de atenuação o jumper de teste 1 (J1) deve ser conectado entre a 
fonte de luz e o power meter. Ambos os dispositivos devem ser ligados e o comprimento de 
Cabeamento Estruturado página 157 
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onda apropriado deve ser igualmente assinalado em ambos os equipamentos, que pode ser 
850 nm ou 1300 nm. O valor lido no display do power meter é a referência de teste. 
 
 
 
 
Exemplo de Power Meter: 
 
 
 
Com a referência determinada, o jumper de teste 1 pode ser desconectados dos 
equipamentos de testes e conectados a uma das extremidades do enlace a ser testado. A 
atenuação do enlace é obtida pela subtração do valor de referência do valor da potência lida 
no display do power meter. Esse teste é utilizado em partcular para fibras ópticas 
multímodo. 
 
 
 
 
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14.11 – Testes de verificação de conexões elétricas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para equipamentos de informática, o máximo aceitável de diferença de potencial entre 
neutro e terra geralmente gira em torno de 1,5V a 3,0V: acima disso, a comunicação entre 
equipamentos que usam o terra como referência elétrica pode ser prejudicada ou mesmo 
haver danos ao hardware.

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