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Cabeamento Estruturado página 1 Prof. Bellotti 1 - Introdução O cabeamento estruturado é um sistema que envolve cabos e componentes de conexão capaz de atender as necessidades de telecomunicações e TI dos usuários de redes nos mais diferentes tipos de edificações. Um sistema de cabeamento estruturado deve ser projetado de modo que em cada área de trabalho qualquer serviço possa ser habilitado e utilizado por qualquer cliente da rede em todo edifício. Cada tomada disponibilizada, em cabeamento estruturado, em uma área de trabalho, deve ser utilizada para qualquer aplicação existente na rede, indistintamente. Em cabeamento estruturado não há tomadas especificas para voz, dados e/ou qualquer outro serviço que possa ser utilizado na rede. Essa facilidade das tomadas é promovida através de remanejamentos de patch-cords. As diferentes categorias de desempenho cabeamento são capazes de oferecer serviços que necessitem de mais ou menos banda de comunicação. 2 - Arquiteturas de Redes Cabeamento Estruturado página 2 Prof. Bellotti 2.1 - Topologia Estrela Nessa arquitetura todos os equipamentos da rede convergem para um ponto central utilizando-se de um canal ponto a ponto. Tem grande aplicação em LAN sendo implementada através switchs. A grande vantagem da configuração em estrela está na facilidade de detecção de falhas de comunicação e quando estas ocorrem, os demais pontos da rede não são prejudicadas exceto se o equipamento central falhar. Se isso ocorrer a rede toda fica inoperante. Ainda como vantagens temos: fácil de modificar e acrescentar novos computadores; monitoração e gerenciamento centralizados. Como desvantagem temos uma quantidade maior de cabos, materiais e infra-estrutura para compor a rede. Switch Estação Servidor Estação Estação Cabeamento Estruturado página 3 Prof. Bellotti 2.2 - Topologia Barramento Usa um canal de comunicação multiponto através do qual as máquinas são ligadas. Esta topologia é usada em LANs desde o seu início através de cabos coaxiais e em seguida pelo uso de hubs. Seu custo é baixo, porém sua manutenção, em caso de falhas, é dificultada pelo fato de todas as estações estarem ligadas a um mesmo canal de comunicação. Isso se torna ainda pior quando a topologia é construída por cabos coaxiais pois se uma estação desconectar-se da rede a mesma fica inoperante até que esse cabeamento seja recuperado. Além disso, é necessário um terminador (resistor) em cada extremidade do meio de comunicação para que os sinais não recebidos em uma ponta do cabo reflitam provocando ocupação desnecessária do meio físico. Suponha que a estação B precisa mandar dados para a estação D. Os dados partem de B, tanto rara a direita como para a esquerda. A estação C verifica que os dados não são para ela e, portanto, não retira o sinal do meio. Já a estação D verifica que os dados são para ela e, portanto, retira o sinal do meio. Porém no sentido da esquerda a estação A verifica que os dados não são para ela e, portanto, não retira o sinal do meio e dessa forma o terminador 1 entra em ação absorvendo o sinal para que o mesmo não seja refletido. Cabeamento Estruturado página 4 Prof. Bellotti Podemos citar como vantagens: uso de cabos com economia; mídia barata e fácil e trabalhar; facilidade em ampliar. Já como desvantagens: rede pode ficar lenta com tráfego intenso, problemas difíceis de serem isolados e rompimento dos cabos pode afetar muitos usuários. 2.3 - Topologia em malha Usa canais de comunicação ponto a ponto e cada máquina é ligada a todas as outras máquinas da rede. Essa topologia é usada principalmente em redes Wans. A sua principal vantagem é a tolerância a falhas. Como normalmente existe mais de uma rota entre a origem e o destino, caso uma delas torne-se indisponível, a comunicação ocorre através de uma rota alternativa. Sua desvantagem é o custo. A quantidade de canais de comunicação cresce muito na medida em que aumenta o número de máquinas ligadas. É comum os equipamentos determinarem o melhor caminho para atingir o destino. 2.4 - Topologia híbrida Uma rede com topologia híbrida é composta por redes com diferentes topologias. Isto é comum quando as redes locais são interligadas compondo uma rede de grande abrangência geográfica. As redes locais normalmente apresentam uma topologia em barramento ou em anel, mas a interligação entre elas pode apresentar, por exemplo, uma topologia em malha, anel ou estrela. As redes resultantes da interligação de Lans apresentam uma topologia híbrida. 3. Tipos de transmissão Estação A Estação B Estação C Estação D Estação E terminador terminador A B C D Para A conversar com B existem as seguintes rotas: A para B; A para C para B; A para D para B; A para D para C para B. Cabeamento Estruturado página 5 Prof. Bellotti 3.1 - Transmissão Simplex A comunicação é unidirecional, isto é, uma máquina transmite e a outra recebe. Como exemplos temos as transmissões de rádio ou TV. 3.2 - Transmissão Half-Duplex ou Transmissão Duplex Nela a comunicação é bidirecional: as máquinas podem transmitir e receber, mas apenas uma das funções pode acontecer num determinado instante pois, o canal de comunicação é dedicado a máquina que está fazendo a transmissão. Tradicionalmente a comunicação em redes usa esse tipo de transmissão. Um outro exemplo seria as comunicaçõe com walkie- talkie. 3.3 - Transmissão Full-Duplex A comunicação também é bidirecional, mas as máquinas, neste caso, podem transmitir e receber ao mesmo tempo por meio de dois canais simultâneos. Esses canais podem ser obtidos em um mesmo meio físico através de uma freqüência para transmissão e outra freqüência para recepção. Como exemplos tempos: o aparelho telefônico (apesar do ser humano não conseguir estabelecer, desse modo, uma comunicação eficiente), alguns tipos de modens e placas de rede full-duplex. 3.4 – Transmissão Dual-Duplex A comunicação é bidirecional e cada par de fios opera em modo full-duplex, sendo a taxa final o resultado da soma das taxas de cada par. Cabeamento Estruturado página 6 Prof. Bellotti 4 - Meios de transmissão Um meio ou canal de transmissão é o caminho utilizado para que uma informação seja enviada de um transmissor para um receptor. A próxima figura mostra um esquema de comunicação e sua relação como meio de transmissão: Em sistemas de comunicação por rádio, por exemplo, este caminho é o ar. Em um sistema de cabeamento estruturado o caminho é um cabo que pode ser metálico (cabos de pares trançados) ou óptico (fibras ópticas). Em relação aos tipos de sinais: 4.1 – Cabos de pares trançados Um sistema de cabeamento estruturado é composto de cabos e componentes de conexão (path panels e tomadas) que devem ser conectados entre si para formar um caminho de transmissão entre os equipamentos de rede como, por exemplo, um SWITCH/HUB e uma estação de trabalho em uma área de trabalho conforme a próxima figura: Cabeamento Estruturado página 7 Prof. Bellotti Quando o meio de transmissão é formado por cabos metálicos ele pode ser de condutores paralelos (fios de telefones ou pares trançados realizadosfora da norma), cabos coaxiais ou cabos balanceados, que são o que demonimos de pares trançados que estes são confeccionados com uso das normas. 4.1 – Cabos Coaxiais O cabo coaxial consiste em um condutor central de cobre, que é envolvido por um isolamento plástico e coberto com uma blindagem e uma camada de revestimento. Cabeamento Estruturado página 8 Prof. Bellotti 4.2 – Cabos de pares tançados Um circuito simples que consiste de dois condutores trançados entre si pode ser considerado uniforme e uma linha balanceada. Uma linha de transmissão uniforme é aquela que te propriedades elétricas substancialmente idênticas ao longo de seu comprimento, enquanto uma linha de transmissão balanceada é aquela que possui condudores idênticos e simétricos com relação à terra e condudores vizinhos. Cabeamento Estruturado página 9 Prof. Bellotti O conceito eletricamente balanceado está relacionado à geometria do cabo e a proprieadades de isolação de um par de condutores trançados. Quando dois condutores isolados são fisicamente idênticos em diâmetro, material dielétrico (isolante) e são uiformente trançados em comprimento, então dizemos que o par é eletricamente balanceado. O conceito de balanceamento aplica-se a condudores de um mesmo par e a pares de condudores trançados dentro de um mesmo cabo. O grau de balanceamento de um cabo está ligado à sua Categoria e Classes de Desempenho. Dessa forma, um cabo Cat6A (Classe E) requer um melhor grau de balanceamento que um cabo Cat5e (Classe D). A próxima figura apresenta o conceito de balanceamento: Quando um sinal elétrico é aplicado a um meio físico metálico, a corrente elétrica que percorre os condudores gera campos elétricos e magnéticos conforme desenhado na figura anterior. Os campos elétrico (E) e magnético (H) criados por um dos condudores cancelam os mesmos campos criados pelo condudor do outro par, levando ao que chamamos de efeito do cancelamento garantindo interferências mínimas de um par em seus pares vizinhos. Cabeamento Estruturado página 10 Prof. Bellotti Outra característica de um meio físico balanceado é que a tensão medida em um condutor do par em qualquer ponto do canal em relação à terra é igual a tensão medida no outro condutor no mesmo ponto. Porém se analisarmos as formas de onda de cada canal preceberemos que as mesmas têm fases invertidas conforme próxima figura: Cabeamento Estruturado página 11 Prof. Bellotti 4.3 – Tipos de cabos Os cabos balanceados utilizados em cabeamento estruturado podem ser: sem blindagem e blindados e são especificados para serem utilizados com distância máxima de 100m sem uso de repetidores (hubs/switchs). Os cabos sem blindagem são denominados U/UTP (Unshielded/ Unshielded Twisted Pair, par trançado sem blindagem) e é mostrado na próxima figura: A denominação U/UTP serve para indicar que este cabo não possui qualquer tipo de blindagem, ou seja, seus pares não são blindados indivudualmente e não há blindagem geral externa. A próxima figura é um exemplo de um cabo F/UTP: Cabeamento Estruturado página 12 Prof. Bellotti A denominação F/UTP serve para indicar que este cabo não tem blindagem para seus pares individualmente, porém tem uma blindagem geral externa feita com uma folha metálica. Os cabos blindados S/FTP (Screened/Foiled Twisted Pair) são aquelas que têm blindagem para cada par individual feita com uma folha metálica (foil) e uma blindagem geral, constituída por uma malha de blindagem (screen). A próxima figura demonstra um cabo S/FTP: Cabeamento Estruturado página 13 Prof. Bellotti 4.4 – Categorias e Classes de Par Trançado Os cabos de Categoria3/Classe C são utilizados apenas para voz e tem largura de banda de 16MHz. Os cabos de Categoria4 foramutilizados apenas em redes do tipo anel e com largura de banda de 20MHz. Por ter um pequeno campo de atuação não foi determinado classe para o mesmo. A categoria 5 não são mais reconhecidos pelas normas e apenas a categoria 5e (100MHz) oferecem margem para garantir o atendimento a aplicações que utilizam dois ou quatro pares de um cabo para transmissão bidirecional simultânea (full-duplex ou dual-duplex). Dessa forma o cabeamento Cat5e (Classe D) é ideal para aplicações de até 100Mbps porém podem ser utilizadas em aplicações de 1Gbps mas dificilmente conseguem atender a uma distância de 100m como é o caso para velocidades até 100Mbps. Para garantir qualquer aplicação em 1Gbps devemos utilizar o cabeamento Cat6 (Classe E) que trabalha com 250MHz de canal. A tabela a seguir faz um resump de normas, largura de banda e tipos de cabos: Cabeamento Estruturado página 14 Prof. Bellotti As especificações dos sistemas de cabeamento Categoria 6A (Classe E aumentada) que trabalha com canal de 500MHz são utilizados em Data Centers. No caso de Data Centers de ainda preferência para Cat6A blindados. Já os cabeamentos Cat7 (Classe F) que trabalha com 600Mhz e/ou Cat7A (Classe F aumentada) são para projetos de cabeamento horizontal que necessitam canais livres de ruídos e com baixíssimos níveis de interferência eletromagnética. Podemos resumir: categoria7A: cabo especial para 10Gbps (1GHz); categoria7: cabo especial para 10Gbps (600Mhz); categoria 6A: suporta até 10Gbps(500Mhz); categoria 6: suporta até 1Gbps até 10Gbps(250Mhz) ; categoria 5e: suporta 100Mbps e até 1Gbps para distanciasmenores que 100m (100Mhz); categoria 4: suporta até 20Mbps; categoria 3: suporta até 16Mbps (usado em Telefonia Analógica); Nota: Podemos comparar e até confundir a frequencia do meio de transmissão com a largura de banda. Assim, quando pensamos em 100Mhz e 250 Mhz, o último tem uma estrada muito mais larga e apesar da mesma velociadade (1Gbps) no cat6 eu tenho muito mais vazão com circuito mais simples que no cat5e (1Gbps). Assim, no cat6 eu posso ter 1Gbps Full-Duplex pois posso transmitir um sinal positivo e outro negativo para diferenciar Tx de Rx em pares distintos do cabo e no cat5 eu tenho que usar os 4 pares, cada um com 250Mhz, para ter 1Gbps e dessa forama torna o Gbps half-duplex. Dessa forma o throughput do Gigabit no Cat5e fica muito menor que no Cat6. Cabeamento Estruturado página 15 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 16 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 17 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 18 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 19 Prof. Bellotti 4.5 – Componentes do cabeamento em cobre A próxima figura mostra um esquema básico de distribuição de um enlace utilizando cabos balanceados, patch panels e tomadas RJ45 para configurar um sistema de cabeamento: O patch panel é um painel que concentra várias tomadas RJ-45, normalmente em múltiplos de 12, sendo o mais comum de 24 portas ou 48 portas. Os patch panelsé um componente passivo, ou seja, não regeneram o sinal e, portanto, não funcionam como repetidor (amplificador) como é o caso de HUBs/SWITCHs. No caso da existência de mais de um patc-panel as conexões são feitas com uso de patc- cords. Os patch-cords também são utilizados para interligar a tomada RJ-45, na área de trabalho, a uma estação de trabalho, um telefone, uma impressora ou outro dispositivo que faz uso da rede. Abaixo temos um exemplo de tomada RJ-45 sem blindagem e com blindagem: Cabeamento Estruturado página 20 Prof. Bellotti A seguir temos a conexão do patch-pannel com a tomada RJ-45 Exemplos de patch-cord: A seguir são exibidos os conectores utilizados para cabeamento Cat7 e Cat7A: Cabeamento Estruturado página 21 Prof. Bellotti 4.6 – Padrão T568A e T568B Temos as seguintes configurações (padrões) para a fazermos a cripagem de conectores RJ- 45. Cabeamento Estruturado página 22 Prof. Bellotti Abaixo, no quadro, seguem os padrões T568-A e T568-B O padrão Ethernet especifica que cada um dos pinos em um conector RJ-45 tenha um determinado propósito Par 1 – Azul; Par 2 – Laranja ; Par3 – Verde; Par 4 – Marrom Cabeamento Estruturado página 23 Prof. Bellotti Conectorização RJ 45 macho Segue o passo a passo de como realizar a conexão do conector RJ45 macho em cabo UTP, em que os cuidados com decapagem e inserção do cabo no conector devem ser observados. Passo 1: Decapar o 2cm do cabo com a ajuda de um decapador, tendo o cuidado de não danificar os condutores. Passo 2: Posicionar com condutores lado a lado, conforme as cores do padrão escolhido. Com auxilio de um alicate de corte, tesoura ou lâmina, cortar cerca de 1,3cm o excesso de fios de forma que fiquem em paralelo entre si. Cabeamento Estruturado página 24 Prof. Bellotti Passo 3: Cortar o cabo e está pronto para ser introduzido no R45 macho. Segurar o conector RJ45 Cabeamento Estruturado página 25 Prof. Bellotti Passo 4: Encaixar, com o auxilio da chave de crimpar, para fixar os condutores no RJ45. O sistema de cabeamento 10BaseT ou 100BaseT original utiliza o seguinte padrão: (T568A) Pino Cor Função 1 Branco com verde +TD 2 Verde -TD 3 Branco com laranja +RD 4 Azul Não usado 5 Branco com azul Não usado 6 Laranja -RD 7 Branco com marrom Não usado 8 Marrom Não usado Cabeamento Estruturado página 26 Prof. Bellotti Os pinos 4,5,7 e 8 não são utilizados para dados, no caso de redes locais de 10 Mbps. Quando ligamos dois equipamentos de mesma natureza (computador com computador, hub ao switch, switch ao switch,) é necessário um cabo invertido. Na realidade, os cabos par trançado fazem uma ligação pino a pino entre os dispositivos que estejam interligando como por exemplo um micro a um HUB. Dessa forma, a princípio, a comunicação não iria ocorrer pois estamos ligando transmissão com transmissão e recepção com recepção. O que acontece é que em cada porta do HUB existe um cross-over para conectar transmissão com recepção. Portanto, quando ligamos dois hubs com cabo normal não se efetiva a comunicação pois estamos ligando duas portas cross e dessa forma temos novamente transmissão com transmissão e recepção com recepção. Daí a necessidade de ligarmos HUB a HUB atavés de um cabo invertido. Uma outra maneira é fazer uso da porta especial, normalmente a última porta, denominada a porta UPLINK, onde existe um interruptor para desfazer o cross-over dessa porta. Assim podemos ligar os HUBs através de um cabo um para um. Existem equipamentos que trabalham com o padrão MDIX e, neste caso, todas as conexões podem ser realizadas com cabos retos pois o próprio equipamento faz a inversão dos sinais quando este for o caso. Na tabela abaixo vamos resumir quando devemos usar cabo normal e/ou cabo invertido Micro Hub Switch Roteador Micro Cross Reto Reto Cross Hub Reto Cross Cross Reto Switch Reto Cross o Cross Reto Roteador Cross Reto Reto Cross Padrão T568B (Padrão 10BaseT ou 100BaseT) Pino Cor Função 1 Branco com laranja +TD 2 Laranja -TD 3 Branco com verde +RD 4 Azul Não usado 5 Branco com azul Não usado 6 Verde -RD 7 Branco com marrom Não usado 8 Marrom Não usado Para redes 1000BaseT (Gigabit Ethernet) temos o esquema onde os quatro pares de fios são usados simultaneamente, isto é, os quatro pares são usados para transmitir pedaços da mesma informação. Cada par é bi-direcional e trabalha no modo full-duplex. A próxima tabela mostra a pinagem utilizada para o Gigabit Ethernet, baseado no padrão T568A: Cabeamento Estruturado página 27 Prof. Bellotti Pino Cor Função 1 Branco com verde +BI_DA 2 Verde -BI_DA 3 Branco com laranja +BI_DB 4 Azul +BI_DC 5 Branco com azul -BI_DC 6 Laranja -BI_DB 7 Branco com marrom +BI_DD 8 Marrom -BI_DD Cabo invertido ou Cross-Over Para redes 10BaseT e 100BaseT Pino(Conector A) Cor Pino(Conector B) 1 Branco com verde 3 2 Verde 6 3 Branco com laranja 1 4 Azul 4 5 Branco com azul 5 6 Laranja 2 7 Branco com marrom 7 8 Marrom 8 Para redes 1000BaseT Pino(Conector A) Cor Pino(Conector B) 1 Branco com verde 3 2 Verde 6 3 Branco com laranja 1 4 Azul 7 5 Branco com azul 8 6 Laranja 2 7 Branco com marrom 4 8 Marrom 5 Cabeamento Estruturado página 28 Prof. Bellotti Testando o cabo de rede confeccionado O testador eletrônico de cabeamento de redes de computador e telefonia é uma ferramenta de medição que visa o bom funcionamento do cabo de acordo com as especificações técnicas em rede de computadores e redes telefônicas. Verifica continuidade de fios, circuito aberto e curto-circuito através de LEDs na base e no receptor. Possui entrada para testar e assegurar o funcionamento correto de cabos de telefone (RJ-11) e cabos de rede (RJ-45). Conecte os cabos no testador principal e no testador remoto. Ligue a chave de alimentação. As luzes dos dois testadores ligam indicando quais circuitos estão ativos. Cabeamento Estruturado página 29 Prof. Bellotti 5 – Subsistemas de Cabeamento Estruturado Um sistema de cabeamento estruturado é composto pelos subsistemas de cabeamento horizontal e backbone, que se divide em backbone de edifício que é utilizado para conectar os distribuidores de piso de cada andar de um edifício e backbone de campus quando conceta o cabeamento de dois ou mais edifícios. 5.1 – Subsistemas de cabeamento horizontal O subsistema de cabeamento horizontal é a parte do sistema de cabeamento que conecta um distribuidor de piso, conforme a próxima figura, às tomadas de telecomunicações das áreas de trabalho do mesmo pavimento ou pavimentos vizinhos. O cabeamento horizontal é assim denominado por compreender os segmentos de cabos que são lançados horizontalmente entre as áreas de trabalho e os distribuidores de piso (FD). Os segmentos de cabos que o compõem são usualmente instalados em dutos embutidos no piso, sob as placas do piso elevado ou em eletrocalhas. Qando o caminho é um duto de teto ou de piso que também é utilizado paraa isuflação de ar nos sistemas de ventilação e climatização (HVAC) trata-se de uma instalação chamada de plenum. Os requisitos referentes a caminhos e espaços para a distribuição de cabeamento estruturado em edifícios comerciais são apresentados nas normas ISSO/IEC 1810, ISSO/IEC 14763-2 e ANSI/TIA-569-C. O cabeamento horizontal é instalado sob a topologia estrela. A próxima figura exibe essa topologia que é caracterizada pela necessidade de um segmento de cabo exclusivo interligando cada porta do distribuidor de piso a uma única tomada de telecomunicações da área de trabalho. Nessa figura temos também os elementos necessários e comprimentos máximos de cabos e path cords. O comprimento máximo do cabo horizontal é limitado a 90m e todo o canal (que inclui o cabo horizontal e os patch cords) é limitado a um comprimento máximo de 100m. As normas recomendam que os patch cords sejam construídos com cabos de pares trançados flexíveis (U/UTP). Cabeamento Estruturado página 30 Prof. Bellotti A próxima figura apresenta um exemplo real de distribuição horizontal. Podemos observar os patch panels de onde partem os cabos do cabeamento horizontal que terminam em tomadas de telecomunicações (TO) nas respectivas áreas de trabalho do pavimento em que se encontra esse distribuidor de piso. Temos também os switchs Ethernet (switchs de borda/switchs de acesso ou switchs workgroups) que entregam conexões Ethernet aos usuários da área de trabalho do pavimento atendido por esse distribuidor. O comprimento máximo entre o segmento de cabo entre um distribuidor de piso e a tomada de telecomunicações em uma área de trabalho é de 90m. As normas de cabeamento estruturado, como a NBR 14565, a ISSO/IEC 11801, a ANSI/TIA-568-C.1, entre outras, permitem que os seguintes tipos de cabos sejam utilizados no subsistema de cabeamento horizontal: Cabos de pares trançados Cat5e ou superior de quatro pares, 100Ω, U/UTP, F/UTP ou S/FTP. Esses cabos são balanceados; Cabos de fibras ópticas multimodo de 50/125µm (OM3 e OM4), com duas ou quatro fibras; Cabos de fibras ópticas multimodo de 62,5/125µm (OM1 e OM2), com duas ou quatro fibras; Cabeamento Estruturado página 31 Prof. Bellotti Devemos considerar que mesmo permitido pela norma não é comum o uso de fibras ópticas no cabeamento horizontal devido ao seu custo de implantação. Caso sejam utilizados fibras ópticas em cabeamento horizontal as distâncias escritas na norma não mudam persistindo o valor de 90m entre o patch-panel e a tomada de parede. Os cabos S/FTP Categoria 7/Classe F ou Categoria 7a/Classe Fa são reconhecidos pelas normas ISSO/IEC 11801 e NBR-14565. 5.2 – Pontos de Consolidação O ponto de consolidação é utilizado em escritórios abertos que possuem como características: Pavimentos amplos e com poucas paredes fixas para dividir os ambientes internos facilitando dessa forma flexibilidade aos seus usuários no que diz respeito a mudança de layout das áreas de trabalho sempre quando isso se fizer necessário; Reduz o tempo de serviços para alterações de layout; A figura a seguir apresenta uma topologia de subsistema de cabeamento horizontal que faz uso de ponto de consolidação: Os cabos horizontais que vem do distribuidor (patch-panel) são terminados no ponto de consolidação. Do ponto de consolidação são lançados novos segmentos de cabos até as tomadas de paredes. O uso de ponto de consolidação (CP) permite que as posições das Cabeamento Estruturado página 32 Prof. Bellotti tomadas de paredes (telecomunicações) sejam mudadas dentro da área coberta por um CP sem que todo o cabeamento horizontal tenha que ser substituído desde o patch-panel. Dessa forma, apenas os cabos do CP serão substituídos preservando os segmentos de cabos horizontais (entre o FD e o CP). A próxima figura exibe os valores de distâncias máximas e mínimas que devem ser respeitadas quando se faz o uso de CP por questões técnicas. A próxima figura exibe um modelo para a confecção de CP do tipo S110: A próxima figura exibe um ponto de consolidação montado com uso de blocos S110: Cabeamento Estruturado página 33 Prof. Bellotti Quando utilizado um CP devemos ter as seguintes regras: Cada área de trabalho deve ser atendida pelo menos por um CP; Cada CP deve atender no máximo 12 áreas de trabalho; Cada CP deve estar a uma distância de no mínimo 5m da tomada de telecomunicações e no mínimo 15m do Patch-Panel; Cada CP deve ser instalado em local de fácil acesso para a realização de manutenções; Um CP não pode ser utilizado como emenda ou extensão do cabamento horizontal; Deve ser considerado na etapa de projeto e só faz sentido ser usado em instalações que tenham um alto número de remanejamentos como é o caso de escritórios abertos; O uso de CP eleva o custo do projeto tanto em material como em mão de obra; Um CP só pode ser utilizado em subsistema de cabeamento horizontal e não existe em subsistema de cabeamento vertical (backbone). Os pontos de consolidação também podem ser utilizados para ligações de cabo telefônico multipares que vem de PABX central. Cabeamento Estruturado página 34 Prof. Bellotti 5.3 – Conexões dos Equipamentos ativos ao Cabeamento Horizontal Existem duas formas de se fazer a conexão dos equipamentos ativos (como é o caso de switchs) ao cabeamento horizontal, a saber: Conexões cruzadas; Interconexão Para a realização da configuração através de conexões cruzadas consiste em fazer o espelhamento em um grupo de patch panels para atender ao número total das portas do(s) equipamento(s) (switch(s)) a serem espelhados. A figura a seguir exibe a forma de realizar a conexão cruzada: A conexão cruzada também permite a conexão de uma central PABX ao cabeamento estruturado. Cada ramal do PABX poderá ser conectado diretamente da central ao patch panel através de cabos telefônicos com diversos pares: Exemplo de cabo telefônico com 10 pares: Cabeamento Estruturado página 35 Prof. Bellotti O exemplo de conexão cruzada da próxima figura exibe a interconexão do cabeamento vertical ao cabeamento horizontal: Cabeamento Estruturado página 36 Prof. Bellotti O próximo exemplo trata-se do uso da interconexão onde os switchs têm as extremidades dos patch cords diretamente conectados em suas saídas RJ-45 e as outras às respectivas portas do patch panel correspondentes. Esse método é aceito pelas normas e deve também continuar a respeitar as limitações de comprimento para cabeamento horizontal. 5.4 – Montagens do Patch Panel Passo 1: Decapar cerca de 5cm da proteção de borracha externa, com a ajuda de um decapador de fios, tomando o cuidado de não danificar os condutores. Cabeamento Estruturado página 37 Prof. Bellotti Passo 2: Conectar os condutores no patch panel seguindo as cores fixadas nos blocos. Passo 3: Com ajuda do alicate de inserção push down, fixar os condutores no path panel e colocar as tampas nas conexões. Cabeamento Estruturado página 38 Prof. Bellotti Importante: Se o patch panel não possuir o guia de cabo, a conexão doscondutores, deveria ser executada da seguinte forma: Primeira parte: iniciar a crimpagem da porta 01 ate a porta 12; Segunda parte: iniciar a crimpagem da 24 até a porta 13. A seguir um exemplo de patch panel com guia de cabos: Cabeamento Estruturado página 39 Prof. Bellotti 5.5 – Montagens do Bloco 110 IDC Normalmente é utilizado para conexão de sistemas de telefonia e também para montagens de ponto de consolidação. Passo 1: Em cabos de 4 pares, decapar cerca de 5cm da proteção de borracha externa e, para os cabos de 25 pares, decapar cerca de 25cm da proteção de borracha externa. Tenha sempre cuidado para não danificar os condutores internos. Passo 2: Insira os condutores no bloco seguindo a ordem de cores de acordo com o quadro da próxima página e teremos conforme a figura abaixo a montagem do mesmo: Cabeamento Estruturado página 40 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 41 Prof. Bellotti Passo 3: Com o auxilio de uma ferramenta de inserção múltipla, fixe os condutores no bloco e, automaticamente, os excessos serão cortados. Caso não aconteça, remova as sobras com um estilete ou alicate de corte. Passo 4: Após a inserção dos condutores no bloco 110 IDC, você deve inserir o bloco de conexão, como mostra a próxima figura, para que seja possível a conexão com os cabos de manobras, que irão conectar o bloco 110 IDC ao dispositivo de rede. Cabeamento Estruturado página 42 Prof. Bellotti A próxima mostra o bloco IDC com os blocos de conexão: 5.6 – Área de trabalho (WA) A área de trabalho é o espaço em um sistema de cabeamento estruturado em que os cabos provenientes dos distribuidores (patch panels) são terminados em tomadas de telecomunicações acessíveis aos usuários para a conexão de equipamentos (computadores, notebooks, impressoras) ou telefones à rede do edifício. A próxima figura ilustra essa situação Cabeamento Estruturado página 43 Prof. Bellotti Cada área de trabalho deve ter duas tomadas de telecomunicações e uma delas deve ser terminada com um cabo de pares trançados Catt 5e ou superior de 4 pares, 100Ω U/UTP ou F/UTP, e a outra pode ser terminada com uma das seguintes opções: Cabos de pares trançados Cat 5e ou superior de quatro pares, 100Ω U/UTP ou F/UTP; Cabos ópticos multimodo de 50/125 µm; Cabos ópticos multimodo de 62,5/125 µm; Na prática, o mais comum é que amabas as tomadas de telecomunicações sejam terminadas em cabos de 4 pares, 100Ω U/UTP Cat 5e ou superiores. Para novas instalações é recomendável que sejam utilizados tanto cabeamento como a tomada de telecomunicações no padrão Cat6 U/UTP. Outro ponto de fundamental importância é que se o cabeamento horizontal for blindado que as tomadas de telecomunicações também sejam blindadas conforme figura a seguir: Cabeamento Estruturado página 44 Prof. Bellotti As tomadas de telecomunicações podem ser colocadas em espelhos padrão 4 x 2” ou 4 x 4”, em caixas de piso, em caixas de superifice ou diretamente em painéis dos mobiliários de escritórios utilizados em ambientes comerciais. Por norma a cada 10m2 deve existir duas tomadas de telecomunicações, porém na prática, no momento do planejamento, é ideal que exista duas tomadas de telecomunicações a cada 5m2. Dessa forma a cada 5m2 deve ser considerado uma WA. Para maior flexibilização no momento do projeto deve sempre ser considerado um aponto adicional por WA. As tomadas de telecomunicações devem ser localizadas próximas das tomadas elétricas para alimentação dos equipamentos ativos dos usuários. O tamanho físico da área de trabalho pode ser inferior ao recomendado pelas normas quando um conhecimento prévio do layout de uma dada instalação é obtido pelo técnico de redes. Exemplos de local onde deve existir mais de duas tomadas de telecomunicações a cada 5m2 são: balcões de atendimento público, call centers e telemarketing. O encaminhamento dos cabos denro da área de trabalho pode ser feito pelo piso, pelo teto, por espaços apropriados dentro do mobiliário de escritório ou por canaletas aparentes. Canaletas As canaletas são utilizadas para distribuir os pontos de telecomunicações nas áreas de trabalho, quando há falta de elementos de distribuição. Conheça algumas características importantes quanto à utilização das canaletas. É fixada em paredes. A taxa de ocupação na área interna da canaleta varia de 40 a 60%, dependendo do raio de curvatura dos cabos instalados. Fazem parte deste sistema de distribuição as curvas e adaptadores para tomadas de telecomunicações. É possível encontrar dois tipos de canaletas: as metálicas (alumínio e ferro) e não metálicas (PVC). As metálicas deverão estar ligadas ao sistema de aterramento, e quando envolver circuitos elétricos, as canaletas deverão possuir separações para cada serviço. Cabeamento Estruturado página 45 Prof. Bellotti As tomadas devem ser instaladas em posições de fácil acesso aos usuários e em componentes apropriados ao tipo de distribuição de cabo utilizado, ou seja, em instalações por meio de canelas aparentes, as tomadas devem ser instaladas em caixas de superfície; em instalações em que os cabos são lançados por dentro dos mobiliários, as tomadas devem ser montadas em cortes apropriados nos painéis destes móveis. Tomada para eletroduto: Tomadas para móveis de escritórios: Devemos salientar que se deve evitar a instalação das tomadas de telecomunicações em caixas de piso em ambientes que utilizam pisos frios. O motivo dessa restrição é que há sempre maior quantidade de poeira no piso e, no caso de pisos frios, a sua lavagem danifica as tomadas instaladas. Cabeamento Estruturado página 46 Prof. Bellotti As tomadas de telecomunicações devem ser montadas de modo a evitar danos por poeira, água, produtos de limpezas e outros fatores mecânicos. Recomenda-se, sempre, que dispositivos com tampas para proteção. 5.7 – Montagem da tomada de telecomunicações - Tomada modular 8 vias ( Jack ) ou rJ45 Fêmea Passo 1: Decapar 5cm do cabo com a ajuda de um decapador, tomando o cuidado para não danificar os condutores. Cabeamento Estruturado página 47 Prof. Bellotti Passo 2: Acomodar os condutores no conector fêmea, seguindo o padrão de cores impresso na cirografia da caixa: Passo 3: Inserir os condutores com a ajuda da ferramenta push down: Cabeamento Estruturado página 48 Prof. Bellotti Passo 4: Após a inserção dos condutores, colocar a tampa de proteção do conector. Passo 5: As tomadas de telecomunicação, ao serem fixadas aos espelhos, os contados devem ficar para parte superior do espelho e a parte de encaixe voltada para baixo, evitando que poeira entre em contato com as vias do conector fêmea, como mostra as figuras de espelhos a seguir. Cabeamento Estruturado página 49 Prof. Bellotti 6. Cabos Ópticos Um enlace óptico oferece uma conexão de baixas perdas entreum transmissor e um receptor e pode ser usado para transmitir sinais analógicos e digitais. Neste sistema de comunicação, o sinal elétrico que foi originado no equipamento transmissor (por exemplo, um switch) é convertido em sinal óptico por meio de um conversor E/O (elétrico/óptico) na etapa de transmissão e na recepção é recebido por um outro conversor O/E (óptico/elétrico) para ser entregue ao equipamento terminal (por exemplo, um switch). As fibras ópticas são filamentos capilares construídos de vidro e são utilizadas para a transmissão de sinais ópticos. As fibras podem ser: monomodo e multimodo. Uma fibra multimodo é aquela que apresenta vários caminhos (modos) para a propagação da luz por meio de seu núcleo. Uma fibra monomodo é assim classificada por apenas permitir que a luz se propague por um único caminho (modo) pelo interior de seu núcleo. Cabeamento Estruturado página 50 Prof. Bellotti A próxima figura mostra as características de propogação da luz pelo núcleo das fibras multimodo (MM, multimode) e monomodo (SM, singlemode) Pela figura anterior observamos que as fibras multimodo são classificadas ainda como índice degrau e índice gradual conforme a construção do núcleo da fibra. Nas fibras MM índice degrau, o sinal luminoso é mais atenuado e distorcido que nas fibras MM índice gradual. As fibras monomodo não tem essa classificação por não apresentarem vários caminhos de propagação em seu núcleo. As fibras de Índice Degrau, de fabricação mais simples, possuem um núcleo composto por um material homogêneo de índice de refração constante e sempre superior ao da casca. São fibras cujo processo de fabricação é considerado, por ser constituído de um único tipo de vidro, de baixa banda passante, quando comparadas às fibras graduais. Possuem dimensões que variam de 50 a 400μm.Estas fibras não são mais abricadas. Sendo assim possuem características inferiores aos outros tipos de fibras, pois a banda passante é muito estreita, restringindo a capacidade de transmissão da fibra devido às perdas sofridas pelo sinal transmitido e reduzindo suas aplicações com relação à distância e à capacidade de transmissão. As fibras de Índice Gradual possuem um núcleo composto por vidros especiais com diferentes valores de refração, cujo objetivo e diminuir os tempos de propagação da luz no núcleo da fibra, já que os raios de luz podem percorrer diferentes caminhos, com velocidades diferentes e chegar ao mesmo tempo à outra extremidade da fibra. Os resultados são a redução da dispersão, aumento da banda passante e como conseqüência um aumento da capacidade de transmissão da fibra. Cabeamento Estruturado página 51 Prof. Bellotti As fibras de Índice Gradual que possuem o núcleo com dimensões um pouco menores (62,5μm ou 50μm). Nesta solução de fibras multimodos, a dopagem do núcleo é heterogênea, ou seja, ao longo da fibra o sinal luminoso encontra índices de refração distintos, fazendo com que o sinal percorra “caminhos” diferentes dentro do núcleo, desde que chegue ao receptor, no mesmo instante de tempo. No que diz respeito à construção, as fibras são encapsuladas em cabos para seu devido uso e proteção. A próxima figura exibe a construção típica de cabos ópticos com fibras com buffer do tipo tight, utilizadas na maioria das vezes em instalações internas, como pe o caso do cabeamento vertical e/ou em Data Center. Os cabos ópticos utilizados em áreas externas são mais robustos que os cabos utilizados em áreas internas. Cabeamento Estruturado página 52 Prof. Bellotti Quanto à composição interna das Fibras Ópticas os cabos podem ser: Cabos tipo Loose: Exemplo de Nomenclatura (marcação) nos cabos de Fibras Ópticas: Onde: CFOA – Cabo de Fibra Óptica Revestida em Acrilato XX – Tipo de Fibra Óptica: SM (Monomodo) MM (Multimodo) DD – Duto Dielétrico G – Geleado Z – Número de Fibras Ópticas MÊS/ANO = Data de fabricação (mm/AAAA) LOTE = Número do lote de fabricação As fibras multimodo operam em comprimentos de ondas de 850nm e 1300nm (nanômetros) e as fibras monomodo em comprimentos de onda de 1310nm e 1550nm. O comprimento de onda define o tipo de fonte utilizada pelo equipamento ativo óptico e, na maioria dos casos, as fontes de laser são utilizadas para fibras monomodos e LED para fibras multimodo. A norma NBR 14565 reconhece as fibras multimodo OM1, OM2, OM3 e OM4, sendo que a OM3 e OM4 são fibras fabricadas para trabalhar com fonte de luz de laser. As fibras nomodo são classificadas pelos tipos OS1 e OS2 e tem suas especificações na próxima tabela: A próxima tabela mostra as distâncias de transmissão permitidas para aplicações Ethernet de 100Mbps à 100Gbps: Cabeamento Estruturado página 53 Prof. Bellotti Quanto maior a velocidade mais sofisticada deve ser a fibra utilizada e isso é representado com maior classificação OM e como resultado termos distâncias maiores de transmissão sejam alcançadas. Como e exemplo temos que a velocidade de 10Gbps necessitam de fibras que fazem uso de laser como é o caso de OM3 e OM4. A próxima tabela mostra algumas aplicações que utilizam fibras ópticas monomodo, bem como as distâncias máximas de canal conforme a norma NBR 14565. Cabeamento Estruturado página 54 Prof. Bellotti A próxima figura temos a distribuição de um subsistema de backbone (vertical) com uso de fibras ópticas: O distribuidor óptico é um painel que concentra vários conectores ópticos. No exemplo da figura anterior foi utilizado um distribuidor com capacidade para 48 fibras ópticas e, portanto, 48 conectores ópticos. Da mesma forma que um patch panel, o distribuidor óptico (DIO) é um componente passivo. A próxima figura apresenta um distribuidor óptico de 48 portas no padrão LC. Cabeamento Estruturado página 55 Prof. Bellotti Entre os vários tipos de conectores ópticos o LC é o mais utilizado para velocidades de 1Gbps até 100Gbps. A próxima figura mostra um exemplo de um conector LC duplex, para duas fibras e de um adaptador do mesmo tipo. Cabeamento Estruturado página 56 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 57 Prof. Bellotti Para a conexão dos equipamentos ativos ao cabeamento serão denominados patch cords mais conhecidos como cordão óptico com conectores do tipo LC. Cabeamento Estruturado página 58 Prof. Bellotti Outro conector que também é utilizado é o SC. Observar a figura a seguir: Cabeamento Estruturado página 59 Prof. Bellotti A seguir exemplos de conectores: ST (Straight Tip): É provavelmente o conector para redes multimodo mais utilizado, mas vem perdendo espaço para conectores mais recentes. O ST é um conector estilo baioneta, com um ferrolho para segurar a fibra - que pode ser cerâmico, de metal ou plástico. Cabeamento Estruturado página 60 Prof. Bellotti SC(Standard Connector): É um conector “snap-in” bastante utilizado por sua excelenteperformance e fácil manuseio. Hoje, os preços dos conectores SC são compatíveis aos ST. Antes, os SC não eram muito utilizados por custarem o dobro do preço dos ST. FC(Furrele Connector): É um conector monomodo e já foi muito usado durante muitos anos. Por conta de uma leve dificuldade no manuseio, está sendo substituído por conectores SC e LC. LC (Local Connector): É um conector pequeno, metade do tamanho de um SC. Com uma boa performance, tem sido bastante utilizado em redes monomodo. MT-RJ (Mechanical Transfer Registered Jack) Um padrão novo, que utiliza um ferrolho quadrado, com dois orifícios (em vez de apenas um) para combinar as duas fibras em um único conector, pouco maior que um conector telefônico. Ele vem crescendo em popularidade, substituindo os conectores SC e ST em cabos de fibra multimodo, mas ele não é muito adequado para fibra monomodo: Não serão detalhados os conectores E2000, SMA e ESCOM Os conectores são compostos por um ferrolho com face polida para reduzir problemas relacionados com a reflexão e espalhamento da luz, além de possuírem uma carcaça, uma capa e o cabo de fibra óptica, conforme a figura a seguir. LC Sistema de conectividade de fibra única, com ferrolho circular de 1,25mm; contato físico por ferrolho com polimento convexo e mecanismo interno de mola axial; Mecanismo de travamento: alavanca push-pull; resistente à tensão; Montagem por colagem e polimento; Versões : simplex (SX) e duplex (DX) / monomodo (SM) e multimodo (MM) e 0,9mm à 3mm/ PC e APC Cabeamento Estruturado página 61 Prof. Bellotti SC Sistema de conectividade de fibra única, com ferrolho circular de 2,5mm; contato físico por ferrolho com polimento convexo; Mecanismo de travamento: alavanca push-pull; resistente à tensão; Montagem por colagem e polimento; Versões : simplex (SX) e duplex (DX) / monomodo (SM) e multimodo (MM) e 0,9mm à 3mm/ PC e APC FC Sistema de conectividade de fibra única, com ferrolho circular de 2,5mm; Contato físico por ferrolho com polimento convexo e mecanismo interno de mola axial; Mecanismo de travamento : rosca com travamento anti-torção; Resistente à tensão; Montagem por colagem e polimento; Versões : simplex (SX) e duplex (DX) / monomodo (SM) e multimodo (MM) e 0,9mm à 3mm/ PC e APC Cabeamento Estruturado página 62 Prof. Bellotti ST Sistema de conectividade de fibra única, com ferrolho circular de 2,5mm Contato físico por ferrolho com polimento convexo e mecanismo interno por mola axial; Mecanismo de travamento : baioneta com travamento anti- torção; Montagem por colagem e polimento; Versões : simplex (SX) e duplex (DX) / monomodo (SM) e multimodo (MM) e 0,9mm à 3mm/ apenas PC TIPOS DE POLIMENTO • PLANO • Face plana do ferrolho • PC (Physical Contact) • Face convexa do ferrolho • SPC (Super Physical Contact) • Face convexa com menor raio de curvatura que o PC • UPC (Ultra Physical Contact) • Face convexa com menor raio de curvatura que o SPC • APC (Angled Physical Contact) • Face angular do ferrolho (de 8º) O polimento APC é que produz a menor atenuação. Podemos estabelecer uma ordenação crescente onde o APC produz menos atenuação do que o polimento UPC, já o Cabeamento Estruturado página 63 Prof. Bellotti polimento UPC produz menor atenuação do que o polimento SPC; o polimento SPC menos atenuação do que o polimento PC e o polimento PC menos atenuação do que o polimento plano. PC ou Physical Contact Polishing, SPC ou Super Physical Contact Polishing e UPC ou Ultra Physical Contact Polishing A superfície de contato do conector (PC) é polida no formato convexo, permitindo contato entre superfícies, eliminando possíveis lacunas de ar. A perda de retorno nesse tipo de conector é em torno de -40dB, tendo sua aplicação em taxas até 1Gbps. Atualmente é o mais utilizado. Já o conector Super Physical Contact (SPC) é uma evolução tecnológica sobre os conectores PC, no qual as superfícies são polidas com melhor acabamento e permitem maior precisão no contato entre os conectores. Nesse caso, a perda de retorno foi reduzida, ficando em torno de -45dB. Por fim, o conector UPC mantém as mesmas características físicas dos anteriores, porém sua superfície recebe um acabamento muito mais preciso em relação aos modelos PC e SPC. Sua perda de retorno é ainda menor, ficando em torno de -55dB, tendo sua aplicação em taxas até 2,5Gbps. APC ou Angled Physical Contact Polishing Modelo mais recente e com extremidade em ângulo, o que permite manter uma conexão ainda mais firme e precisa entre dois polimentos. Devido ao encaixe entre os conectores, a perda é muito baixa, em torno de até -70dB, tornando-os capazes de transmitir dados em super alta velocidade a dezenas de quilômetros. Atualmente é utilizado em sistemas de TV e sistemas telefônicos. Cabeamento Estruturado página 64 Prof. Bellotti ADAPTADORES/ACOPLADORES Exemplos de cordões ópticos: Cabeamento Estruturado página 65 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 66 Prof. Bellotti Exemplos de cabos ópticos: Cabeamento Estruturado página 67 Prof. Bellotti Sequencia para a montagem das fibras de um cabo óptico em um DIO: Vantagens da Fibra Ótica Imunidade eletromagnética incluindo não condutividade. Dessa forma não fica sujeita a EMI (interferência da rede elétrica), RFI (interferência de radio- frequencia) ou picos de tensão e além de não produzir ou transmitir faíscas elétricas (evitando incêndios). Além disso, a natureza não condutora das fibras óticas permite que o problema de aterramento com potenciais seja evitado; Diminuição da atenuação e aumento na distância de transmissão; Aumento do potencial de largura de banda; Peso e diâmetros pequenos. Desvantagens da Fibra Ótica Custo inicial mais elevado que o cobre; Incompatibilidade com hardware que já faz parte da infra-estrutura atual de rede. A velocidade que é ganha por meio da transmissão com fibra pode ser perdida nos pontos de conversão de fibra para cobre; Os conectores de fibra são mais frágeis do que os conectores de cobre; É necessário um nível de treinamento mais elevado e habilidade para terminar a fibra e/ou para fazer fusões; As ferramentas de instalação e os medidores são mais caros. Cabeamento Estruturado página 68 Prof. Bellotti Segue um quadro resumo: Fibras Óptica Half-Duplex Cabeamento Estruturado página 69 Prof. Bellotti Fibras Ópticas Full-Duplex Os novos conversores de mídia Ethernet se caracterizam por uma técnica especial: para a comunicação óptica é necessária somente uma fibra óptica: Transmissão óptica via Wavelength Division Multiplex (WDM) - Transmissão de dados bidirecional através da tecnologia WDM WDM significa Wavelength Division Multiplex. Este procedimento Multiplex utiliza os dois comprimentos de onda 1.310 nm e 1.550 nm. Isto permite o envio e a recepção simultânea (bidirecional) em uma fibramonomodo. Com a ajuda da tecnologia WDM é possível duplicar a faixa de operação em redes de fibra óptica existentes através da utilização de dois pares de conversores de mídia WDM. Para este efeito, o cabo já instalado é dividido em duas conexões de rede independentes. Se se tratar de uma instalação nova, os custos são reduzidos, uma vez que isso permite economizar fibras de cabos e conectores de encaixe, caracterizando uma comunicação dual- duplex. Cabeamento Estruturado página 70 Prof. Bellotti Transceivers e a diferença entre GBIC e SFP Os transceivers normalmente são chamados de GBIC ou SFP.Quando um fabricante vai projetar um novo modelo de switch, ele tem que tomar algumas decisões sobre a quantidade e tipo de portas. Para portas UTP, não existe muita dúvida: ou portas Fast Ethernet (10/100Mbps) ou Gigabit (10/100/1000Mbps), ambas tem alcance máximo de 100m. Já no caso de fibra ótica a coisa é diferente: Existe dois tipos de fibra (multimodo e monomodo) e a fibra monomodo permite grandes distâncias (centenas de Km) desde que você coloque um laser potente (os transceivers de maior distância são lasers). Se você fosse um fabricante de switch, que tipo de laser você colocaria no seus switch? Um de baixo custo (e curto alcance) ou um de longo alcance (que iria encarecer o seu switch)? Você criar um switch para cada tipo? E seu o seu cliente quiser uma conexão de 500m e outra de 10Km? Você criaria um modelo de switch para cada combinação possível? Como você deve ter percebido, não é possível um fabricante atender a todos. Então entram os transceivers. Os fabricantes projetam os switches com portas de fibra, porém deixam apenas o "buraco", sem nenhum laser. O cliente então compra o switch e compra o módulo de laser apropriado para cada "buraco" que ele precisar usar. Assim, esse "buraco" é onde vai ser instalado o transceiver, que, falando de maneira simplista, nada mais é que o laser com os conectores (obviamente, também tem o detector para receber os dados vindos do outro lado). Obviamente que não seria uma boa ideia cada fabricante criar um padrão diferente de "buraco", então foram criados os padrões GBIC e SFP GBIC x SFP O GBIC e o SFP servem exatamente para mesma coisa, e por isso muita gente se confundo, pensando que são a mesma coisa. Cabeamento Estruturado página 71 Prof. Bellotti No entanto um switch com um "buraco" SFP não pode receber um transceiver GBIC nem o contrário. Abaixo temos a foto lado a lado de um transceiver GBIC (esquerda) e o SFP (menor, a direita). Não existe nenhuma vantagem ou diferença técnica interna entre o GBIC e o SFP, ambos tem opções de diversos tipos de fibras e distâncias. A diferença é realmente externa: o GBIC ocupa mais espaço e permite conectores de fibra mais largos. Como o espaço nos switches é sempre apertado, os fabricantes estão se focando cada vez mais em oferecer switches com transceivers SFP. Existem outros também outros modelos de transceivers (como o SFP+ e XFP) para 10Gbps. Os conectores XFP e SPF+ são do tipo LC. Na figura abaixo o da direita é SPF+ e da esquerda é XFP Cabeamento Estruturado página 72 Prof. Bellotti 7. Subsistemas de cabeamento de backbone – cabeamento vertical É a parte do sistema de cabeamento que interconecta salas de telecomunicações, salas de equipamentos e infraestrutura de entrada de edifícios, conforme figura a seguir: O cabeamento de backbone (cabeamento vertical) é a parte vital do sistema de cabeamento de um edifício e que suporta os demais subsistemas. A topologia adotada para a implementação é estrela estendida. Cabeamento Estruturado página 73 Prof. Bellotti 7.1 - Subsistema de cabeamento de backbone de edifício Subsistema de cabeamento de backbone de edifício é o nome dado quando o backbone do sistema de cabeamento interconecta os diferentes pavimentos dentro de um mesmo edifico, conforme demonstrado na próxima figura: A próxima tabela apresenta os comprimentos de canais para o subsistema de backbone para diferentes tipos de cabos. Essas distâncias se aplicam ao cabeamento entre um distribuidor de campus e qualquer distribuidor de piso em um edifício comercial. Esses limites de distâncias estão definidos em diversas normas que se aplicam a sistema de cabeamento estruturado e não são comuns a todas elas. A norma NBR 14565 não estabelece limites de comprimento para o cabeamento vertical em função dos cabos utilizados, mas sempre considerando os requisitos das aplicações que farão uso desse cabeamento: Cabeamento Estruturado página 74 Prof. Bellotti Observação: Uma fibra OM3 pode ser utizada em até 1000m para aplicação Gigabit Ethernet, porém se for utilizada para aplicação 10Gb terá o seu comprimento de no máximo 300m. Cabeamento Estruturado página 75 Prof. Bellotti 7.2 – Subsistema de backbone de campus Quando o backbone de um sistema de cabeamento interconcta dois ou mais edifícios em uma mesma área (campus) denomina-se backbone de campus. Nesse tipo de sistema são utilizados cabos de fibras ópticos e no caso de aplicações de vo tradicional pode ser implementado utilizano cabos de pares trançados multipares como 50, 100 ou 200 pares. A distribuição do cabeamento vertical pode ser feita por meio de conexões cruzadas ou interconexões da mesma forma que no cabeamento horizontal. Os subsistemas de cabeamento vertical (backbone) podem ser formados pelos seguintes tipos de cabos: Cabo balanceado sem blindagem U/UTP de quatro pares, 100Ω; Cabo balanceado blindado F/UTP de quatro pares, 100Ω; Cabo balanceado com dupla blindagem S/FTP de quatro pares, 100Ω; Cabo multipares sem blindagem, para aplicações de voz apenas; Cabeamento Estruturado página 76 Prof. Bellotti Cabo óptico multimode 62,5/125µm (OM1 e OM2), 50/125 µm e cabos ópticos multimodo preparados para transmissão com laser (OM3 e OM4); Cabo óptico monomodo. Quando utizados cabos de pares trançados temos que fazer uso de Cat5e (Classe D), Cat6 (Classe E), Cat6a(Classe Ea), Cat7 (Classe F) ou Cat7a (Classe Fa). Já os cabos multipates utilizados apenas para telefonia podem ser Cat3. Observação: A configuração exibida a seguir não deve ser utilizada em um sistema de cabeamento estruturado, tanto vertical como horizontal, para cobre e/ou fibra. 7.3 – Instalação dos cabos ópticos e componentes de conexão Em uma distribuição de cabeamento óptico, cada segmento de cabo deve ser instalado de modo que as fibras de números pares sejam terminadas nas posições “A” em uma extremidade do enlace e nas posições “B” na extremidade oposta, e as fibras de números impares sejam terminadas nas posições “B” em uma extremidade do enlace e nas posições “A” na extremidade oposta. Podemos observar na próxima figura: Cabeamento Estruturado página 77 Prof. Bellotti A distribuição das fibras no edifício deve ser feita de modo que elas sejam terminadas em ordem direta em ambas as extremidades do enlace óptico. Os acopladores ópticos são então instalados para conectar as fibras em ordem inversa, ou seja, as fibras terminadas nas posições 1-2 de uma extremidade do enlace serão cenectadas às posições 2-1 daoutra extremidade e assim por diante para os outros pares de fibras presentes. Os patch cords ópticos devem ser fabricados com cabos de duas fibras do meso tipo das usadas no enlace ou canal e com conectores ópticos instalados em ambas as extremidades. Os patch cords são usados como cordão de equipamento ou cordão de usuário na área de trabalho. Devem ser montados em orientação cruzada, ou seja, a posição A de uma fibra em uma extremidade do cordão é conectada à posição B na extremidade oposta e vice-versa conforme próxima figura: Cabeamento Estruturado página 78 Prof. Bellotti Os raios de curvatura de cabos de fibras ópticas devem ser observados conforme a próxima tabela: Os raios mínimos de curvatura devem ser maiores em condições de repouso, pois é importante que as fibras não sofram tensão, pois isso compromete o desempenho da fibra. Por outro lado durante a instalação, quando os cabos são puxados, o raio da curvatura é menor, pois nessa ocasiãoo cabo está sob uma força de tração. As normas recomendam uma sobra de 3m para fibras minomodo ou multimodo para manutenções e/ou remanejamentos necessários. 7.4 – Emenda óptica por fusão Para exemplificar o processo de fusão será considerado o cabeamento vertical (backbone) de um edifício. Os cabos que são lançados entre os distribuidores de edifício (BD) e de piso Cabeamento Estruturado página 79 Prof. Bellotti (FD) são de uso interno e exibidos na próxima figura e conhecidos como cabos de distribuição. Relembrando, na próxima figura, a construção de um cabo óptico e destacando uma fibra: Os cabos de distribuição são terminados em DIO tanto em distribuidores de edifício (BD) quanto de piso (FD). O cabo de distribuição possui uma quantidade de fibras que precisam ser terminadas em algum padrão de conector óptico para que possam ser conectados às portas ópticas (GBIC) de equipamentos de redes, como é o caso de switchs. O processo mais comum para a montagem de DIO (Distribuidor Interno Óptico) é através de fusão de fibras ópticas usando pigtails ópticos. Um pigtail óptico é um pedaço de fibra com um conector terminado em uma das extremidades conforme a próxima figura: Cabeamento Estruturado página 80 Prof. Bellotti Cada fibra do cabo de distribuição que chega ao DIO deve ser emendada a um pigtail. Esse processo de emenda recebe o nome de fusão da fibra óptica e são realizados por máquinas de fusão conforme próxima figura: O processo de fusão oferece uma conexão com baixas perdas de inserção e executam esse processo em duas etapas: Cabeamento Estruturado página 81 Prof. Bellotti O alinhamento dos núcleos das duas fibras; Geração de um arco voltaico, como se fosse uma faísca elétrica, para fundir as fibras e soldá-las uma à outra. Para fazermos a fusão da fibra óptica em cabos do tipo tight primeiro deve ser realizado a decapagem do cabo óptico. O cabo deve ter aproximadamente um metro de sua capa removida para expor as fibras ópticas. Com a capa removida, as fibras estão prontas para o processo de fusão. Recomenda-se que o local onde as fusões serão feitas esteja limpo e livre de poeira. As mãos do técnico devem estar limpas e livres de resíduos oleosos. Com as fibras identificadas e separadas deve ser removido o buffer de cada fibra individualmente e limpá-la conforme próxima figura: Cabeamento Estruturado página 82 Prof. Bellotti A fibra a ser emendada deve ter aproximadamente 5cm do buffer removido com uso de um decapador correto e depois 5cm da cobertura da fibra, para expor sua casaca pronta para ser emendada. Um tubete de proteção deve ser inserido em uma das fibras antes do processo de fusão ser iniciado. Esse tubete serve para proteção mecânica à emenda após a sua execução. Podemos observar as próximas figuras: A fibra decapada deve ser preparada para a fusão com um pano embebido em álcool isoproplico que não deixe fiapos ou outros resíduos. Com um clivador, que trata-se de uma ferramenta de corte, a fibra deve ser clivada deixando o comprimento de acordo com as máquinas de fusão que estiver sendo utilizada. A próxima figura mostra o processo de se clivar: Cabeamento Estruturado página 83 Prof. Bellotti A outra fibra que é a parte livre do pigtail, que será emendada àquela previamente preparada, deve ser limpa e clivada da mesma forma que a primeira. Agora, ambas as fibras devem ser colocadas na base da máquina de fusão e serem alinhadas. Esse alinhamento pode ser feito pelo técnico ou automaticamente dependendo do tipo da máquina de fusão que estiver sendo utilizada. Quando alinhadas deve ser feito o disparo do arco voltaico para que ocorra a fusão. O ponto de emenda, aquele representado pela junção das duas fibras, fica posicionado exatamente na frente da cabeça de disparo do arco voltaico. O arco, ao ser disparado, gera uma enorme quantidade de calor que funde o material que compõem as fibras e ao extinguir o arco, as fibras resfriam e a fusão está concluída. Uma vez realizado a fusão o tubete de proteção deve ser posicionado sobre o ponto de junção das duas fibras e colocado no forno disponível na máquina de fusão para aquecimento e travamento da fusão. O tempo de exposição ao calor é determinado pela máquina de fusão que avisa, por meio de indicadores luminosos, o momento de retirar o tubete do forno. A emenda deve ser colocada cuidadosamente na bandeja de emendas e a reserva de fibra deve ser enlaçada nos guias adequados. O raio mínimo de curvatura das fibras é de 25mm e deve ser observado para garantir o desempenho do enlace óptico. Terminadas todas as emendas e devidamente acomodadas na baneja deve ser montado o DIO e passar para a fase de testes dos enlaces ópticos. A próxima figura exibe um DIO identificando suas partes: Cabeamento Estruturado página 84 Prof. Bellotti Apesar de não ser uma tarefa comum e cada vez menos frequente, algumas vezes é nececessário que o instalador faça a terminação de conectores ópticos em campo. Para isso há dois tipos de conectores: com terminação que emprega adesivos epóxi e polimento e com terminação mecânica. Os conectores terminados com epóxi e polimento são mais críticos que os conectores com terminação mecânica. A terminação do conector com adesivo epóxi e polimento emprega vários passos de terminação e a qualidade da montagem é muito dependente da habilidade do instalador e das condições do ambiente onde a terminação é feita. O adesivo epóxi é uma cola utilizada para manter a fibra dentro do corpo do conector. O polimento, que é a ultima etapa da terminação, deve ser feito com várias lixas muito finas e especiais para esta finalidade para não danificar a superfice do conector. Após o polimento e limpeza uma inspeção visual deve ser realizada com uso de microscópio especifico para verificar a necessidade ou não de um retrabalho. A terminação de conectores sem epóxi é mais simples. Estes conectores tem um pedaço de fibra óptica montada em seu interior e no ferrolho a fibra já vem polida de fábrica. A próxima figura mostra um exemplo de um conector cuja terminação não necessita de epóxi nem polimento. Cabeamento Estruturado página 85 Prof. Bellotti Nestes conectores, afibra é mantida dentro do conector óptico e funciona basicamente como uma emenda mecânica. Esse conector deve ser climpado com uma ferramenta especifica. 8. Sala de telecomunicações Uma sala de telecomunicação é destinada para os distribuidores do sistema de cabeamento estruturado e também para os ativos de redes. Estes espaços devem ser dedicados aos sistemas de telecomunicações e redes e não devem ser compartilhados com outros sistemas do edifício. A próxima figura exibe no layout de um prédio o posicionamento da sala de Cabeamento Estruturado página 86 Prof. Bellotti telecomunicações: A sala de telecomunicações (TR) é um espaço dentro de um edifício comercial que serve para a interconexão dos subsistemas de cabeamento vertical (backbone) e horizontal. É o espaço da instalação onde se encontra o distribuidor de piso e a partir do qual é distribuído o subsistema de cabeamento horizontal. Recomenda-se que exista uma sala de telecomunicações em cada andar de um edifício para o atendimento das suas áreas de Cabeamento Estruturado página 87 Prof. Bellotti trabalho. Em edifícios em que isso não é possível, uma mesma sala de telecomunicações pode atender às áreas de trabalho do pavimento em que se encontra e de andares vizinhos. Segundo a norma ANSI/TIA-569-C, o dimensionamento da sala de telecomunicações pode ser feito com base na quantidade de tomadas de telecomunicações a serem atendidas. Observe a próxima tabela: Já as normas ISSO/IEC 14763-2 e ISSO/IEC 18010 recomendam que a sala de telecomunicações tenha dimensões mínimas de 3,2m x 3,0m = 9,6m2 para espaços com até 500 tomadas de telecomunicações e 3,2m x 4,6m = 14,72m2 para espaços com até 1000 tomadas de telecomunicações conforme as próximas figuras: O aumento das dimensões da sala de 500 para 1000 tomadas de telecomunicações deve ser sempre observado nessa mesma proporção: 3,2m 3m (essa dimensão é mantida) 3,0m 3m + 1,6m = 4,6m (essa dimensão é aumentada 1,6m a cada 500 tomadas) Cabeamento Estruturado página 88 Prof. Bellotti Exemplos de sala de telecomunicações: A sala de telecomunicações, por questões de segurança, deve ser mantido fechado e seu acesso deve ser limitado ao pessoal autorizado. Recomenda-se que a sala de telecomunicações seja localizada em uma área do andar de modo que o acesso a ela não dependa do acesso a algum outro espaço deste andar. Em edificios antigos onde não é possível ter uma sala de telecomunicações com as dimensões adequadas é possível fazer uso de um espaço menor e, de acordo, com a TIA- Cabeamento Estruturado página 89 Prof. Bellotti 569C é recomendado uma sala com dimensões minimas de 1,3m x 1,3m. Porém, se nem este espaço estiver disponível, o shaft de um edificio pode ser usado como um “armário de telecomunicações”. Portanto, as as dimensões apresentadas na norma são apenas uma referência e não precisa necessariamente ser seguida. Esta situação pode ser observada na próxima figura: 9. Sala de Equipamentos Uma sala de equipamentos contém os distribuidores de cabeamento vertical, ou seja, terminação dos cabos e os distribuidores. Além dos ativos de redes, como os switchs de distribuição e os switchs Core contém também os servidores de redes. Cabeamento Estruturado página 90 Prof. Bellotti A sala de equipamentos (ER) é um espaço projetado para atender a um edifício inteiro ou mesmo a um campus inteiro, enquanto as salas de telecomunicações (TR) são projetadas para atender a andares individuais de um edifício. Todas as funções de uma sala de telecomunicações podem ser atendidas por uma sala de equipamentos, isso porque, a sala de equipamentos pode conter tanto o distribuidor de campus quanto o distribuidor de um edifício. Conforme figura acima, o distribuidor de campus (CD) é instalado na sala de equipamentos. A sala de equipamentos deve ser posicionada no edifício de modo que a interligação desse espaço com os demais (sala de equipamentos e infraestrutura de entrada) seja possível, independente de sua localização no edifício. É importante dizer que as normas não estabelecem regras quanto à localização desse espaço. Cabeamento Estruturado página 91 Prof. Bellotti Quanto as suas dimensões, a ANSI/TIA-569C especifica o mínimo de 10m2 para abrigar o distribuidor de edifício (BD) e 12m2, no mínimo, para abrigar um distribuidor de campus (CD). Já a ISO/IEC 14763-2 trata o dimensionamento da sala de equipamentos (ER) da mesma forma que a sala de telecomunicações (TR). Exemplos de Sala de Equipamentos: Cabeamento Estruturado página 92 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 93 Prof. Bellotti Na sala de equipamentos para poder administrar os servidores devemos fazer uso de unidades de KVM. Quando projetadas para racks devem ser de 19 polegadas conforme próxima figura: Cabeamento Estruturado página 94 Prof. Bellotti Existem KVMs menores conforme próxima figura: 10. Infraestrutura de entrada É o espaço em um sistema que contém o ponto de demarcação de cabeamento, ou seja, a separação entre o cabeamento externo (de responsabilidade dos provedores de serviços) e o cabeamento interno (de responsabilidade do proprietário ou usuário do serviço). Na próxima figura podemos observar a sua localização: A infraestrutura de entrada (EF) deve ser localizada em uma área seca, não sujeita à inundação e o mais próximo possível da entrada de energia elétrica do edifico para facilitar a conexão de ramais de distribuição elétrica além do aterramento. Cabeamento Estruturado página 95 Prof. Bellotti Em termos de dimensionamento, a ANSI/TIA-569-C trata este espaço da mesma firma que uma sala de equipamentos para abrigar um distribuidor de campus, ou seja, este espaço deve ter no mínimo 12m2, para uma área de edifício servida pela EF de até 50000m2. Para cada 10000m2 a mais de área de edifício a ser atendida, a área da EF deve ser aumentada em 1m2. A ANSI/TIA-569-C considera um espaço adicional em edifícios monousuários, ou seja, edificos comerciais que são utilizados por um único cliente. Para estes ambientes, a TIA- 569-C traz um espaço denominado “espaço do provedor” que deve ser conectado à infraestrutura de entrada conforme a figura anterior. O espaço dos provedores de acesso e serviços são usados para a instalação de equipamentos de comunicação, suporte e serviços. Este espaço deve ser compartilhado com vários provedores. Dessa forma, suas dimensões devem levar em consideração os tipos e quantidades de equipamentos ativos, racks e componentes de conexão que serão instalados. A próxima tabela apresenta as dimensões recomendadas do espaço de provedor, bem como suas funções e equipamentos que ele deve abrigar. A sala de telecomunicações, a sala de equipamentos e a infraestrutura de entrada deve: Por questões de segurança esses espaços devem ter controle de acesso e que somente o pessoal autorizado tenha acesso a eles; As portas devem sempre abrir para fora e esses espaços não devem conter janelas; Não deve ser posicionados em locais que impeçam expansão e que sejam construídas em locais que permitam a entrada de equipamentos grandes e pesados, comuns nas salas de equipamentos (ER); O acesso à esses locais não pode depender do acesso a outros espaços. Por exemplo, uma sala técnica não deve ser construída dentro de uma sala de estoque ou sala de reuniões; As aberturas existentes nos espaços de telecomunicações e redes para a entrada de cabos, conduites e bandejas devem ser seladas com materiais corta-fogos; Pelas normas é recomendado que os espaços técnicos tenham paredes com prancha de madeiras com dimensões 1,2m x 2,4m e espessura de 20mm com tratamento para retardo à propagação de chamas; Cabeamento Estruturado página 96 Prof. Bellotti A altura entre o piso acabado e o teto (pé direito) deve ter no mínimo 2,4m e não devemos fazer uso de forro falso; Deve ter os pisos, paredes e tetos tratados para minimizar acumulo de poeiras e devem ter paredes claras e piso antiestético; A temperatura deve ser mantida entre 18ºC e 27ºC, a umidade do ar em 60% e deve haver ventilação forçada para troca de ar; Deve ser evitado locais com infiltração de água como em locais com instalações hidráulicas. Exemplo de entrada de par metálico: Exemplo de um modem conectado a um roteador em sua serial. O modem (conversor) está conectado ao par metálico: Cabeamento Estruturado página 97 Prof. Bellotti Outro exemplo onde temos dois modens conectado ao par metálico de entrada e conectado ao roteador: Neste caso o conversor tem 2 cabos coaxiais, que podem ser uma interface G-703, vindo de um circuito de rádio, um SDH ou um Telabs: Cabeamento Estruturado página 98 Prof. Bellotti Exemplos de modems (convesores) do fabricante Datacom Perceba que esses equipamentos podem também estar conectado a fibras ópticas que vem de um SDH e através de um DID são convertidos para a interface G-703 que utiliza a conexão de coaxial da figura anterior. O conversor da Datacom pode também ser utilizado para circuitos que chegam via rádio através de coaxial. Caso seja necessário podemos converter uma fibra óptica em RJ-45 e usar uma porta Ethernet do roteador conforme figura abaixo: Cabeamento Estruturado página 99 Prof. Bellotti A próxima figura exibe um equipamento SDH que permite que um anel óptico que vem de uma operadora através da entrada ao prédio e seja aberto em um DID para ser convertido em sinais que podem fazer uso de coaxial. A próxima figura exibe um equipamento TELLABS que também faz uma conexão SDH. Perceba o DID aberto sobre o equipamento: Cabeamento Estruturado página 100 Prof. Bellotti A figura abaixo exibe um switch terminal que pode ser utilizado em uma rede SDH onde as interfaces de fibras vem do SDH e os roteadores do cliente tem a sua WAN conectada através da porta Ethernet: As próximas figuras exibem roteadores CISCO ASR 9000 ideias para fazer conexão com a Internet no caso de provedores: Na segunda figura podemos perceber a presença do DIO e a conexão com o switch de distribuição através de conexão de Ethernet por exemplo para fazer a ligação com o Data Center: Cabeamento Estruturado página 101 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 102 Prof. Bellotti 11. Realizando a instalação A primeira recomendação é que o cabeamento estruturado deve ser instalado em compartilhamentos dedicados sem compartilhar esses caminhos com outros sistemas do edifício. Portanto, o uso de uma mesma infraestrutura para a instalação destes cabos e dos cabos elétricos em um edifício comercial não é permitido. Em ambientes externos os cabeamentos devem ser instalados obrigatoriamente em eletrodutos para garantir a integridade dos cabos e em ambientes internos eletrocalhas são permitidas. Eletrodutos São tubos em formato redondo que permitem a passagem de cabos e fios em instalações elétricas. São bastante utilizados em redes de transmissão de dados, de comunicação e também para cabos de energia elétrica. Podem ser encontrados em barras de 3 metros, com ou sem rosca, e possuem diversos acessórios para as mudanças de direção. Para a utilização dos eletrodutos, é necessário seguir as seguintes recomendações: a) o comprimento máximo entre curvas ou caixas de passagem deve ser de 30 metros; b) evite lances com mais de duas curvas de 90 graus; c) os dutos devem acomodar todos os tipos de cabos de telecomunicação, como dados, imagem, etc.; d) utilize, no mínimo, dutos de 1”; e) os dutos deverão ser dimensionados considerando até três equipamentos (cabos) para cada área de trabalho de 5m² de espaço útil. Deverão ter capacidade para acomodação de 3 cabos UTP/STP com dimensões mínimas de ¾”; f) o raio interno de uma curva deve ser de, no mínimo, 6 vezes o diâmetro do duto. Quando este possuir um diâmetro interno maior do que 50mm, o raio interno da curva deverá ser de, no mínimo, 10 vezes o diâmetro interno do duto. Para cabos de fibra óptica, o raio interno de uma curva deve ser de, no mínimo, 10 vezes o diâmetro interno do duto; Cabeamento Estruturado página 103 Prof. Bellotti A figura anterior exibe um eletroduto corrugado. É muito utilizado para o lançamento de cabos ópticos, pois ajuda a manter o raio de curvatura. Cabeamento Estruturado página 104 Prof. Bellotti A última figura exibe a opção de ao invés do uso de eletrodutos fazer o uso de canaletas aparentes, pois não há orçamento para a instalação de canaletas embutidas. Podem ser Cabeamento Estruturado página 105 Prof. Bellotti usadas na distribuição de energia elétrica nas áreas de trabalho também. Neste caso, deve ser deixada uma via livre no interior da canaleta, separando os circuitos elétricos dos cabos de telecomunicações. Os diâmetros de eletroduto comerciais são: 16 mm = 0,5 (1/2) polegadas; 21 mm = 0,75 (3/4) polegadas; 27 mm = 1 polegadas; 31,75mm = 1,25 polegadas (1 ¼) 41 mm = 1,5 polegadas (1 ½) 53 mm = 2 polegadas; 63 mm = 2,5 polegadas (2 ½) 78 mm = 3 polegadas; 103mm = 4 polegadas Na tabela acima um cabo UTP Cat 5e mede 5,5 mm de diâmetro externo; Na tabela acima um cabo UTP Cat 6 mede 6 mm de diâmetro externo; A ocupação deve ser considerada como sendo a ocupação inicial do projeto e uma previsão de crescimento de 30% e essa soma não poderá ocupar mais do que 50% da área total do eletroduto. Para um eletroduto são permitidas no máximo duas curvas de 90% e, no caso, da necessidade de mais curvas devemos considerar a utilização de caixas de passagens, ou caso contrário, os cálculos discutidos aqui não são válidos. Seja o projeto: Dimensionar o eletroduto para acomodar 9 cabos UTP Cat 6 considerando o diâmetro externo de 6mm. Solução: Primeiro iremos calcular a área de um cabo UTP Cat6 denominado Acabo: Cabeamento Estruturado página 106 Prof. Bellotti 𝐴 = 𝑑 4 𝜋 ⇒𝐴 =6 4 𝜋 ⇒ 𝐴 = 9 ∗ 3,141592 ⇒𝐴 = 28,27𝑚𝑚 Em seguida vamos calcular a área total ocupado pelos 9 cabos UTP Cat6 e considerando a taxa de crescimento de 30% (100% + 30% = 130% = 1,3). Itemos determinar a área total como ATOTALcabo: 𝐴𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 9 ∗ 1,3 ∗ 28,27 = 330,76𝑚𝑚 Agora, para podermos determinar a área do eletroduto devemos considerar que já computando o crescimento de 30% a área total a ser ocupada não pode ser superior a 50% da área do eletroduto. Dessa forma, segue os cálculos abaixo onde iremos determinar a área do eletroduto como AEletroduto: 𝐴𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝐴𝐸𝑙𝑒𝑡𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 2 ⇒ 330,76 = 𝐴𝐸𝑙𝑒𝑡𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 2 ⇒𝐴𝐸𝑙𝑒𝑡𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 = 661,52𝑚𝑚 Uma vez determinado a área do eletroduto iremos calcular o valor do seu diâmetro conforme abaixo: 661,52 = 𝑑 4 𝜋 ⇒ 661,52 ∗ 4 = 𝑑 ∗ 3,141592 ⇒ 𝑑 = 842,27⇒ 𝑑 = 29𝑚𝑚 Como o valor mais próximo de 29mm para mais é o eletroduto de 31,75mm que é de 1 ¼ de polegadas. Devemos observar que para esses cálculos já estão sendo considerados os valores máximos de curvatura para o cabeamento. Eletrocalhas São utilizadas para encaminhar o cabeamento do armário de telecomunicações até as salas dos usuários e, por meio de canaletas ou eletroduto, o cabeamento é distribuído nos pontos de telecomunicações nas áreas de trabalho. Veja algumas características importantes quanto à utilização das eletrocalhas. Podem ser ventiladas ou não. Se a eletricidade for um dos serviços compartilhados, colocar separação metálica aterrada entre eles. Utilizar curvas específicas pré-fabricadas, na dimensão das eletrocalhas escolhidas, respeitando o raio de curvatura máximo dos cabos. UTP 4 pares – 4 vezes o diâmetro do cabo. Fibra Óptica – 10 vezes o diâmetro do cabo. Cabeamento Estruturado página 107 Prof. Bellotti Se no projeto consideramos a taxa de ocupação das eletrocalhas é de 40% e, ao máximo, de 50% teríamos a tabela (tabela 1)abaixo com as principais dimensões comerciais para eletrocalhas. Considere nesse caso a coluna de 5,2mm para UTP Cat 5e e 6,2mm para UTP Cat 6 Cabeamento Estruturado página 108 Prof. Bellotti Abaixo temos as especificações de eletrocahas do fabricante (tabela 2) conforme site: http://www.perfilacosp.com/img/CAT%20COMPLETO.pdf , consultado em 07/05/2017: Abaixo temos a tabela (tabela 3) do fabricante Furukama: Cabeamento Estruturado página 109 Prof. Bellotti A tabela (tabela 4) abaixo considera uma taxa de ocupação de no máximo 25%: Seja o projeto: Determinar as dimensões de uma eletrocalha para a passagem de 300 cabos UTP Cat 6 com diâmetro externo de 5,6mm e considerando um fator de crescimento de 30%. Solução: Primeiro iremos calcular a área de um cabo UTP Cat6 denominado Acabo: 𝐴 = 𝑑 4 𝜋 ⇒𝐴 = (5,6) 4 𝜋 ⇒ 𝐴 = 7,84 ∗ 3,141592 ⇒𝐴 = 24,63𝑚𝑚 Em seguida vamos calcular a área total ocupado pelos 300 cabos UTP Cat6 e considerando a taxa de crescimento de 30% (100% + 30% = 130% = 1,3). Itemos determinar a área total como ATOTALcabo: 𝐴𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 300 ∗ 1,3 ∗ 24,63 = 9605,7𝑚𝑚 Agora, para podermos determinar a área da eletrocalha devemos considerar que já computando o crescimento de 30% a área total a ser ocupada não pode ser superior a 50% da área do eletroduto. Dessa forma, segue os cálculos abaixo onde iremos determinar a área do eletroduto como AEletroduto: 𝐴𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝐴𝐸𝑙𝑒𝑡𝑟𝑜𝑐𝑎𝑙ℎ𝑎 2 ⇒ 9605,7 = 𝐴𝐸𝑙𝑒𝑡𝑟𝑜𝑐𝑎𝑙ℎ𝑎 2 ⇒𝐴𝐸𝑙𝑒𝑡𝑟𝑜𝑐𝑎𝑙ℎ𝑎 = 19211,4𝑚𝑚 Uma vez determinado a área do eletrocalha iremos calcular as suas dimensões de acordo com o fabricante a ser escolhido (tabela): Pela Tabela 4 (página 110), Tabela 2 (página 109) e Tabela 1 (página 108) 𝐴 = 𝐴. 𝐵 ⇒ 100 ∗ 200 = 20000 Cabeamento Estruturado página 110 Prof. Bellotti Como 20000 > 19211,4 então podemos escolher uma eletrocalha de 100 x 200 tanto do fabricante da Tabela 4, como da Tabela 2 e da Tabela 1. Pela Tabela 3 (página 109) 𝐴 = 𝐴. 𝐵 ⇒ 75 ∗ 250 = 18750 Como 18750 < 19211,4 então não podemos escolher uma eletrocalha desse fabricante. Exercicio: Seja fazer o lançamento de 500 segmentos de cabos de 6,1mm de diâmetro cada um e considerar um fator de crescimento de 20% ao longo dos 10 próximos anos. Dimensione: a) A eletrocalha para este projeto; b) O eletroduto para este projeto. Observação1: A quantidade de cabos quando os suportes do tipo gancho ou anel são utilizados para as eletrocalhas e eletrodutos deve ser limitado para não causar deformações o que pode causar degradação no desempenho dos cabos. Esses cálculos devem ser de acordo com a soma dos pesos dos cabos e a quantidade desses acessórios a serem utilizados. Observação 2: Para garantir o raio mínimo de curvatura (em repouso, instalado) temos o gancho do tipo “J”. A quantidade de cabos deve ser observada para que não cause deformações nas capas devido ao peso dos cabos sobre o gancho. Observação 3: Os suportes do tipo “waterfall” (queda-d’água) para criar o cenário que os cabos “caem” do encaminhamento do teto rumo aos racks. Esses suportes garantem os raios de curvatura especificados pelos fabricantes. Gancho Tipo J Suportes do tipo “waterfall” Cabeamento Estruturado página 111 Prof. Bellotti Observação 4: Devemos fazer uso do bom senso ao executar uma tarefa sem danificar os cabos por excesso de força de tração, ou seja, puxar os cabos de modo que eles sejam conduzidos sem que o instalador esteja aplicando muita força (sentindo que estão muito “pesados” no lançamento). Se isso ocorrer o trabalho deve ser interrompido e realizado uma análise do problema e em seguida o trabalho ser reiniciado sem o uso excessivo de força para evitar danos aos cabos. Quando precisamos apresentar uma proposta de projeto de cabeamento estruturado são necessárias às informações: Layout das áreas de trabalho e de outros espaços do edifício por onde o cabeamento estruturado será instalado. De preferência que essa informação esteja em um arquivo CAD ou Visio com as respectivas escalas; Distribuição elétrica, ar condicionado, CFTV e hidráulico; Levantamento das áreas externas, estacionamentos e casas de máquinas que são considerados locais hostis para a passagem de cabeamento. Fator de crescimento da rede para determinação da quantidade de tomadas de telecomunicações, número de switchs tanto na sala de telecomunicações e na sala de equipamentos. Com base nas informações acima é possível fazer um pré-projeto do cabeamento estruturado. Deve ser feito uma visita de campo para confrontar o pré-projeto para a confirmação do mesmo ou a elaboração de correções visando diminuir a interferência de ordem mecânica, estrutural e possíveis interferências eletromagnéticas. No caso de reformas também denominado retrofit uma verificação das condições da infraestrutura existente para o seu aproveitamento parcial ou total também deve ser veificado nesta visita em campo. Em particular em reformas é mais comum o uso de eletrodutos ou eletrocalhas aparentes uma vez que a estrutura dedicada ao cabeamento (normalmente existem três calhas: uma Cabeamento Estruturado página 112 Prof. Bellotti para telefonia, uma para dados e outra para eletricidade) tem um dimensionado aquém do necessário, obstruções nos dutos ou fatores de umidades. O uso de pisos elevados pode er uma boa solução. Com relação a problemaspotenciais de interferência eletromagnética é importante que o encaminhamento do cabeamento estruturado não compartilhe aquele utilizado pelos sitemas elétricos. Encaminhamentos de cabeamento próximos a eatores de lâmpadas e em paralelo a encaminhamentos da rede elétrica devem ser evitados e quando isso não for possível, deve ser providenciadas canelas ou eletrocalhas com uma calha disponível entre os cabos de energia e de dados. Piso Elevado É um sistema constituído por placas sobrepostas em um malha de sustentação metálica ou de PVC, fornecendo um espaço para passagem dos cabos. É bastante utilizado em CPD, Data Centers, Sala de Equipamentos, Sala de Telcomunicações e para áreas de escritórios. No exemplo da próxima figura os cabos estão sendo encaminhados pelo piso elevado com uso de velcros e sem malha de cabos e/ou leitos de cabos. Cabeamento Estruturado página 113 Prof. Bellotti Na figura abaixo temos o uso de leitos de cabos. Temos características importantes quanto à utilização dos leitos de cabos: a) Os leitos permitem acesso e gerenciamento dos cabos bastante facilitado; b) Não devem ficar em locais abertos por não proteger contra acesso indesejado; c) Os cabos de fibras ópticas devem seguir separadamente dos demais cabos. Para garantir esta separação, pode-se utilizar eletroduto corrugado; d) Os cabos devem ser presos com fitas velcro; e) Não exceder os limites de curvatura dos cabos; f) Ao utilizar abraçadeiras (fitas plásticas), cuidar para não esmagar os cabos; g) Os leitos de cabos fazem uso essencialmente de eletrocalhas. As figuras a seguir exibem mais pisos elevados com uso de leitos de cabos: Cabeamento Estruturado página 114 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 115 Prof. Bellotti A figura a seguir mostra um Data Center com uso de leitos de cabos: Malha de piso Malha de piso é um sistema de distribuição com dutos alimentadores e distribuidores que são dispostos sobre a laje, ficando embutidos no contrapiso. Pela norma ANSI/TIA/EIA 569-A, deve ser considerada para cada 10m2 (área de trabalho) uma sessão transversal de duto com 650mm2. No Brasil, os fabricantes desses sistemas utilizam uma taxa de ocupação de 30% nos dutos. Conheça, a seguir, algumas desvantagens da utilização da malha de piso: a) custo elevado; b) a instalação dever feita durante a construção, antes do contrapiso. Cabeamento Estruturado página 116 Prof. Bellotti 12. Data Center Atualmente podemos definir duas categorias principais de DataCenters: DataCenter Privado (PDC) e o Internet DataCenter (IDC). Um PDC pertence e é operado por corporações privadas, instituições ou agências governamentais com o propósito principal de armazenar dados resultantes de operações de processamento interno e também em aplicações voltadas para a Internet. Por outro lado, um IDC normalmente pertence e é operado por um provedor de serviços de telecomunicações, pelas operadoras comerciais de telefonia ou outros tipos de prestadores de serviços de telecomunicações. O seu objetivo principal é prover diversos tipos de serviços de conexão, hospedagem de sites e de equipamentos dos usuários. Um dos aspectos que devem ser observados na contratação de um serviço de DataCenter, é o tipo de acesso: hosting ou co-location. Topologia de um Data Center, de acordo com a norma TIA 942, é divido em várias áreas: Entrace Room (ER): espaço de interconexão do cabeamento estruturado do Data Center e o cabeamento proveniente da telecomunicação. Main Distribution Area (MDA): local onde se encontra a conexão central do Data Center e de onde se distribui o cabeamento estruturado, incluindo roteadores e backbone. Horizontal Distribution Area (HDA): área utilizada para conexão com a área de equipamentos, incluindo o cross conect horizontal, equipamentos intermediários, LAN Cabeamento Estruturado página 117 Prof. Bellotti (Local area network), SAN (Storage Area Networks) e KVM (Keyboard, Video, Mouse) switches. Zone Distribution Area (ZDA): ponto de interconexão opcional do cabeamento horizontal. Fica entre HDA e o EDA, provê flexibilidade no Data Center. Equipment Distribution Area (EDA): área destinada para os equipamentos terminais (servidores, storages, unidades de fita), inclui também os Racks, gabinetes e equipamentos de comunicação de dados ou voz. A norma ANSI/TIA-942 estabelece nomenclaturas para as definições da redundância dos Data Centers, utilizando como base a classificação Tier. As classificações são as seguintes: Data Center “N”, sem nenhum tipo de redundância; Data Center “N+1”, existe pelo menos uma redundância, por exemplo: nobreak ou e link redundante; Data Center “N+2”, existe uma redundância a mais, por exemplo: o Data Center será suprido na falta de energia por um nobreak e um gerador, sendo assim duas redundâncias. Podendo se estender para os outros equipamentos, links, refrigeração e sistema de prevenção de incêndios; Data Center “2N”, neste caso seria uma redundância completa, por exemplo: duas empresas de distribuição de energia (sendo que essas empresas devem vir de diferentes subestações) para alimentar o Data Center; Cabeamento Estruturado página 118 Prof. Bellotti Data Center “2(N+1)” existe uma redundância para cada equipamento, utilizando o exemplo anterior, seria necessário um nobreak ou gerador para cada uma das empresas de energia. Tier 1 – Básico Tier 1 possui uma disponibilidade de 99.671% e pode ter um downtime (tempo que o sistema não está operacional)de 28,8 horas/ano sem redundância energética ou refrigeração. Tier 2 – Componentes Redundantes O Tier 2 possui uma disponibilidade de 99.749%, pode ter um downtime de 22 horas/ano e redundância parcial em energia e refrigeração. Tier 3 – Sistema Auto Sustentado O Tier 3 possui uma disponibilidade de 99.982%, pode ter um downtime de 1.6 horas/ano e 72 horas de proteção contra interrupção de energia [9]. Tier 4 – Alta Tolerância a Falhas O Tier 4 possui uma disponibilidade de 99.995%, pode ter um downtime de 0.4horas/ano e 96 horas de proteção contra interrupção de energia. O piso elevado é um piso que eleva o ambiente em alguns centímetros, criando um espaço para a instalação de cabos de comunicação, elétricos, ar refrigerado e/ou as tubulações de água gelada para refrigeração. A recomendação para a altura do piso elevado é de no mínimo 150 mm para cabos de comunicação e de energia, porém se for utilizar ar refrigerado sob o piso é necessário uma altura mínima de 300 mm. Em geral, os pisos especificados baseiam se em uma dimensão de 600 x 600 mm com um revestimento anti-estático. É necessário que a estrutura do piso esteja aterrada para evitar o acúmulo de carga estática, tanto nos equipamentos e racks, quanto no piso, podendo ocasionar instabilidade ou a queima do equipamento. O sistema HVAC (Heating, Ventilation, and Air Conditioning, Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado), inclui múltiplas unidades de ar condicionado com capacidade de manter a temperatura e umidade, com unidades redundantes, podendo efetuar manutenções sem parar o sistema de HVAC. Cabeamento Estruturado página 119 Prof. Bellotti Uma alternativa para melhorar a refrigeração do Data Center é utilizar fileiras de racksde frente para outra fileira. O ar frio será fornecido pela frente do rack através de aberturas no piso elevado. O corredor ventilado é conhecido como corredor frio. O ar frio é atraído através dos racks pelas ventoinhas dos servidores e expulso de volta para o corredor quente. O ar quente ascendente a partir deste corredor encontra o seu caminho de volta para a unidade de ar condicionado a ser refrigerado e, em seguida, repetir o ciclo. Problemas ou indisponibilidades em sistemas de ar condicionado são responsáveis por algumas das falhas de hardware. Adotando o sistema corredor quente e corredor frio além do insuflamento sob piso elevado, como demonstrado na próxima figura, é o primeiro passo para se ter um maior controle do fluxo de ar no Data Center e eliminar pontos quentes. O sistema elétrico de um Data Center é constituído pelo Sistema Ininterrupto de Energia UPS (Uninterruptible Power Supply). Tem a função de fornecer energia para todos os equipamentos de um Data Center, incluindo equipamentos de detecção, alarme de incêndio e segurança. É composto por conjuntos de nobreaks e baterias. Os nobreaks redundantes, ligados em paralelo, irão assegurar o suprimento contínuo de energia, mesmo em caso de falha de transformadores ou a falta de energia elétrica. Cabeamento Estruturado página 120 Prof. Bellotti As baterias são dimensionadas para garantir uma autonomia por um período mínimo de 15 minutos. Este tempo é suficiente para partida e conexão dos geradores a diesel em caso de falta de energia elétrica da concessionária. O sistema de energia de emergência, consiste de um grupo de geradores a diesel que entrarão em funcionamento e se conectarão ao sistema elétrico do Data Center automaticamente. Os geradores precisam ser dimensionados para suportar todas as cargas necessárias ao funcionamento dos equipamentos do Data Center durante uma possível falta de energia da concessionária. A próxima figura traz o detalhe de um dos geradores de um Data Center. Um gerador poderá ter autonomia de 72 horas sem o reabastecimento e devem ser acionados uma vez por semana como uma forma de manutenção. A utilização de equipamentos de informática em um Data Center se torna muito importante, a ponto de ter um projeto de sistema de aterramento bastante confiável, para evitar danos irreparáveis em equipamentos que possuem alto custo e são de vital importância para os sistemas de rede de comunicações e telecom. A próxima apresenta um detalhe do aterramento na estrutura do piso elevado para eliminar o acúmulo de carga estática, consequentemente, evitar o efeito da descarga eletrostática ESD (Electrostatic Discharge) e o consequente dano aos equipamentos do Data Center Cabeamento Estruturado página 121 Prof. Bellotti Recomenda-se construir um sistema de aterramento isolado com destino ao para-raios e outro sistema de aterramento separado para o Data Center, eletrocalhas, racks e piso elevado. ARQUITETURAS DE CABEAMENTO DE REDE nas Filas do Data Center A organização dos racks nas filas do Data Center quanto aos equipamentos de rede: Centralizada: Switches LAN/SAN estão consolidados em MDA e HDA. EoR – End of Row: Switches LAN/SAN estão localizados no fim da fila de network dentro de um gabinete ou rack HDA. ToR – Top of Rack: Switches LAN/SAN estão localizados dentro do gabinete ou rack EDA. HDA não é utilizada nessa conguração. MoR – Middle of Row: Switches LAN/SAN estão localizados no meio da fila de network dentro de um gabiente ou rack HDA. Cabeamento Estruturado página 122 Prof. Bellotti Tem que existir espelhamento através de Patch-Pannel e DIO entre as salas do Data Center e, se for o caso, com os andares das Salas das Equipes Técnicas. As próximas figuras exibe a foto de um Data Center e mostra as diversas filas e a outra figura exibe um Data Center genérico: Cabeamento Estruturado página 123 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 124 Prof. Bellotti Sala Cofre em um Data Center Destinado a isolar os equipamentos Cores de Rede e/ou equipamentos (servidores, switchs, Storage de um determinado cliente). Deve possuir uma segunda camada de segurança física além da entrada ao Data Center incluindo biometria. Cabeamento Estruturado página 125 Prof. Bellotti 12. Administração do Cabeamento – Identificação A norma ANSI/TIA/EIA-606, cuja especificação diz respeito à administração e à identificação dos sistemas de cabeamento estruturado, tem por objetivo principal prover uma administração de cabeamento, independente da aplicação. Esta administração pode ser realizada por meio de códigos ou cores. Fazem parte desta administração: cabos, patch panel, blocos 110 IDC, racks, eletroduto, eletrocalhas, sala de telecomunicação, e outros recursos que a administração julgar necessário. A forma como será administrado poderá ser manual, por meio de programas de computador. A identificação final poderá ser por uma etiqueta contendo um código, um código de barras ou um QR code. Para que exista uma administração eficaz em um sistema de cabeamento, você deve identificar cada item do cabeamento como número único de identificação, bem como sua origem, destino e local de passagem para cabos e condutores de cabos. É necessário cadastrar toda essa informação, sendo que a forma de armazenamento pode ser eletrônica ou manual, para que eventuais relatórios de localização e quantitativo possam ser mensurados. Identificadores: São números que identificam cada elemento dentro do sistema de cabeamento. Esses identificadores podem ser etiquetas autocolantes, adesivos, placas, anilhas, etc. Devem estar fixados nos elementos a serem administrados; Registros: São as informações armazenadas em software específico, ou mesmo de forma manual de cada elemento dentro de um sistema de cabeamento estruturado. Relatórios: São as informações obtidas por meio dos registros de cada elemento cadastrado ou de um todo dentro de um sistema de cabeamento. Existem duas formas para fazermos a identificação: por código, que consiste em um número único para cada elemento, que são largamente utilizados. As identificações por cores, para sua administração, são mais difíceis, porém eficazes e pouco utilizadas. 13.1 Identificação por código Neste modo de se identificar os cabos e equipamentos, por meio de código alfanumérico através de etiquetas autocolantes, placas, adesivos e anilhas. Espaços de telecomunicações: os espaços devem estar identificados em suas entradas da seguinte forma: a) Sala de telecomunicação = TCXXX; b) Sala de Entrada = SETXXX; c) Sala de Equipamento = SEQXXX; d) Área de Trabalho = ATRXXX; Cabeamento Estruturado página 126 Prof. Bellotti e) Caixa de Passagem = CPXXX Armários de telecomunicação: Nos armários de telecomunicação, a identificação deve estar fixada na porta da seguinte forma: Patch panel: Os patch panel (painel de conexão) devem receber identificação da seguinte forma: Tomada do patch panel: As tomadas dos patch panel já vem identificados de 01 a 24 de fábrica e ficarão desta forma: Tomadas de Telecomunicações: As tomadas de telecomunicações devem receber etiqueta com identificador único, lembrando que toda tomada de telecomunicação irá terminar em um ponto no patch panelno armário de telecomunicação, por meio do cabeamento horizontal. Desta forma, o número do ponto da tomada de telecomunicação deverá ser o mesmo do patch panel. Cabeamento Estruturado página 127 Prof. Bellotti Cabos em geral: A identificação dos cabos, em geral, obedece à regra de identificar a origem e o destino, em que a identificação do andar do edifício deve estar presente na identificação. Cabeamento Estruturado página 128 Prof. Bellotti Rotas de telecomunicação: Devem ser identificadas nas suas extremidades, informando origem e destino, incluindo sala e andar. Cabeamento Estruturado página 129 Prof. Bellotti 13.2 - Identificação por cores A identificação das conexões cruzadas e interconexões podem ser realizadas por meio de uma tabela de cores, que facilita a administração e manutenção, como mostra o quadro a seguir. Cabeamento Estruturado página 130 Prof. Bellotti 13.3 – Máquinas etiquetadoras e etiquetas Nesses exemplos perceba que a etiqueta tem que ser no cabo e no equipamento e/ou patch- panel: Cabeamento Estruturado página 131 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 132 Prof. Bellotti 14. Certificação e Ativação de Cabeamento O cabeamento em cobre instalado deve ser verificado adequadamente antes da entrega da instalação para os seus usuários finais, ou seja, deve ser testado conforme as especificações das normas técnicas e os resultados obtidos devem estar dentro dos limites estabelecidos pelas normas. Quando isso acontece, o equipamento de certificação apresenta um resultado “APROVADO”, caso contrário ele apresentará uma falha e exibirá qual foi o parâmetro de teste que falhou. Quando isso ocorrer, o técnico deve corrigir a falha e executar um novo teste até que o resultado seja “APROVADO”. Os testes de certificação de cabeamento incluem os seguintes itens: Configuração de terminação (wiremap); Comprimento; Atenuação (perda de inserção); Paradiafonia (NEXT e PS-NEXT); Relação atenuação diafonia na extremidade próxima (ACRN e PS-ACRN); Relação atenuação diafonia na extremidade distante ou relação atenuação telediafonia (ACRF e PS-ACRF); Perda de retorno; Cabeamento Estruturado página 133 Prof. Bellotti Atraso de propagação; Desvio de atraso de propagação (Delay skew) 14.1 - Configuração de terminação (wiremap) A configuração de terminação dos pares dos cabos U/UTP e F/UTP nas tomadas de telecomunicações padrão RJ-45 devem obedecer as normas T568A e a T568B conforme exibido na próxima figura: Importante é perceber a posição dos pares dentro das normas T568A e T568B. Observando a figura anterior podemos perceber que o par 1 é formado pelos pinos 4 e 5, o par 2 é formado pelos pinos 3 e 6, o par 3 pelos pinos 1 e 2 e o par 4 pelos pinos 7 e 8 no T568A. Já no T568B os pinos 4 e 5 são o par 1, os pinos 1 e 2 são o par 1, os pinos 3 e 6 são o par 3 e os pinos 7 e 8 o par 4. Baseados nessas informações têm a saída do wiremap para o T568B: Cabeamento Estruturado página 134 Prof. Bellotti Observar que na figura acima é exibido pela ordem dos pares, onde o Par 2 é as cores branco do laranja e laranja (apesar que na figura acima pareça vermelho do branco e vermelho); Par 3 é branco do verde e verde; Par 1 é azul e branco do azul e o Par 4 é branco do marrom e marrom. Dessa forma, no T568B as ordens dos pares são: Par 2; Par3; Par 1 e Par 4. No T568A as ordens dos pares são: Par 3; Par 2; Par 1 e Par 4 O teste de mapa de fios também verifica se todos os oito fios foram conectados aos pinos corretos nas duas extremidades do cabo. Além de verificar a continuidade pino a pino, existem várias falhas diferentes de cabeamento que o teste de mapa de fios pode detectar, a saber: Pares invertidos; Pares transpostos; Condutores abertos; Condutores em curto-circuito; Pares divididos (Split-pair); Cabeamento Estruturado página 135 Prof. Bellotti Nos mapas de fios acima podemos observar que no resultado = “Aberto” temos um ou mais de um fio aberto já no resultado = “Curto” temos dois fios em curto (comuns). Falha de fiação de par Invertido A falha de par invertido ocorre quando um par de fios é instalado corretamente em um conector, mas invertido no outro conector. Na figura a seguir os pinos 1 e 2 estão invertidos. Falha de fiação de pares transpostos As falhas de cabeamento de pares transpostos ocorrem quando um par de fios for conectado aos pinos completamente diferentes nas duas extremidades. Muitas vezes isso pode ser considerado como sendo um cabo cross como é o caso do desenho a seguir onde de um lado temos o pino 1 conectado com o pino 3 do outro lado, o pino 2 conectado com o pino 6 do outro lado, o pino 3 conectado com o pino 1 do outro lado e o pino 6 conectado com o pino 2 do outro lado. Acontece que ligações crossover não são reconhecidas pelas normas para cabeamento horizontal e/ou vertical e devemos apenas ter patch cord cross. Falha de fiação de par dividido Uma falha de cabeamento de par dividido ocorre quando um fio de um par é trocado com um fio de um par diferente mesmo que no final das contas os pinos estão corretamente conectados, ou seja, o pino 1 com pino1, pino 2 com pino 2 e assim Cabeamento Estruturado página 136 Prof. Bellotti por diante até pino 8 com pino 8. Essa falha não é percebida com o testador de cabos e apenas com o equipamento de certificação. Esta mistura engana o processo de cancelamento e torna o cabo mais suscetível a diafonia e interferência. Um par dividido cria dois pares de transmissão ou de recepção, cada par com fios que não estão trançados juntos. 14.2 - Comprimento O comprimento é um parâmetro físico que deve ser verificado em campo durante os testes de certificação do cabeamento instalado. O comprimento máximo de cada segmento de cabo permitido no subsistema de cabeamento horizontal ou vertical para cabos balanceados Categoria 5e / Classe D e superiores é de 90 metros na configuração de modelo denominado Enlace Permanente (Link Permanente) e de 100 metros no modeldo denominado Canal (Link Canal) Essas configurações de testes são demonstradas na próxima figura: Cabeamento Estruturado página 137 Prof. Bellotti 14.3 – Perda de Inserção (Atenuação) A atenuação é a perda de potência de um sinal devido à sua propagação por um meio físico. Essa perda de potência de sinal em cabos de cobre ocorre, devido às perdas resistivas dos condutores ao longo da linha. A atenuação é a relação entre a potência do sinal recebido e sua potência original (sinal transmitido) em um canal de comunicação. A atenuação é expressa em dB (decibel) e calculada pela expressão abaixo: )( __sin__ __sin__ log10 db entradadealdoPotencia saidadealdoPotencia A Cabeamento Estruturadopágina 138 Prof. Bellotti Dessa forma, para facilitar considere que o sinal de entrada (sinal transmitido) é igual a 2 e o sinal de saída (recebido) é igual a 1, ou seja exatamente a metade: 3)301,0(10)301,00(10)2log1(log10 2 1 log10 AAAAA Portanto a cada -3dB o sinal de saída cai pela metade do sinal de entrada. Se fizermos as operações matemáticas temos a tabela a seguir: Relação de Potência Significado Log na base 10 dB 2 para 1 Sinal Recebido caiu pela metade -0,301 -3 10 para 1 Sinal Recebido dimuiu 10 vezes -1,000 -10 20 para 1 Sinal Recebido dimuiu 20 vezes -1,301 -13 40 para 1 Sinal Recebido dimuiu 40 vezes -1,600 -16 100 para 1 Sinal Recebido dimuiu 100 vezes -2,000 -20 200 para 1 Sinal Recebido dimuiu 200 vezes 2,301 -23 1000 para 1 Sinal Recebido dimuiu 1000 vezes 3,000 -30 Portanto, quando encontramos uma atentuação de 23 dB (-23dB) sabemos que a potência do sinal que chegou ao receptor é 200 vezes menor que o sinal que foi enviado a ele pelo transmissor por um segmento de cobre. A atenuação, nos equipamentos de testes de certificação, é apresentada com o nome “perda por inserção” (IL, Insertion Loss). 14.4 – Diafonia (Crosstalk) A diafonia ocorre devido aos mecanismos de acoplamento indutivo e capacitivo e é o maior fator limitativo em cabeamento estruturado sobre cabos de cobre. A diafonia é a interferência eletromagnética entre sinais que se propagam por diferentes pares de um cabo de cobre, tanto para U/UTP como F/UTP. Isso pode ser interpretado como efeito que causa uma linha cruzada nos sistemas de telefonia convencional. Os cabos de pares trançados são projetados para minimizar a diafonia e esta depende da bitola do fio, relação de trancamento do par (passo de torção), material empregado no isolante e simetria dos pares. Quando executamos a instalação podemos diminuir os efeitos da diafonia: Destrançar os pares do cabo balanceado apenas no necessário para realizar a sua terminação nos conectores; Fazer uso de cabos de pares trançados blindados em ambientes com maior interência eletromagnética. Cabeamento Estruturado página 139 Prof. Bellotti A interferência por diafonia pode ser avaliada pelos valores de NEXT ou FEXT conforme a próxima figura: Quando a diafonia é medida na extremidade do canal na qual se encontra a fonte de ruído, ela é referida como paradiafonia (NEXT) e, quando ela é medida na extremidade do canal, oposta àquela onde se encontra a fonte de ruído ela é denominada telediafonia (FEXT). Os prefixos para (próximo) ou near (NEXT) e tele (distante) ou far (FEXT), que antecedem a palavra diafonia, servem para identificar a referência para a medição da interferência por diafonia. Dessa forma, no NEXT o comprimento do cabo não interfere nessa medição e já no FEXT o comprimento é computado neste valor. Tanto o NEXT e o FEXT são medidos nos testes de certificação, porém apenas o NEXT aparece nos relatórios gerados isso porque o FEXT é avaliado pelo parâmetro ACRF. Há duas metodologias para os testes de diafonia: par a par e o powersun. Os testes de NEXT e FEXT par a par são feitos entre pares individualmente. Por exemplo, como demonstrado na próxima figura, um sinal de teste é aplicado ao par 1 do cabo e a interferência causada por ele é medida em cada um dos outros pares. No caso da figura essas medidas são descritas como NEXT 1-2 e FEXT 1-2; NEXT 1-3 e FEXT 1-3 e NEXT 1-4 e FEXT 1-4 Cabeamento Estruturado página 140 Prof. Bellotti No ciclo seguinte do teste um sinal de teste é aplicado ao par 2 do cabo e a interferência causada por ele é medida em cada um dos outros pares. No caso da próxima figura essas medidas são descritas como NEXT 2-1 e FEXT 2-1; NEXT 2-3 e FEXT 2-3 e NEXT 2-4 e FEXT 2-4 No próximo ciclo do teste um sinal de teste é aplicado ao par 3 do cabo e a interferência causada por ele é medida em cada um dos outros pares. No caso da próxima figura essas medidas são descritas como NEXT 3-1 e FEXT 3-1; NEXT 3-2 e FEXT 3-2 e NEXT 3-4 e FEXT 3-4 Cabeamento Estruturado página 141 Prof. Bellotti No último ciclo do teste um sinal de teste é aplicado ao par 4 do cabo e a interferência causada por ele é medida em cada um dos outros pares. No caso da próxima figura essas medidas são descritas como NEXT 4-1 e FEXT 4-1; NEXT 4-2 e FEXT 4-2 e NEXT 4-3 e FEXT 4-3 O resultado da medição é apresentado pelo equipamento de teste conforme a próxima figura, com base no limite estabelecido pela norma utilizada como referência para a realização do teste de NEXT par a par. Note que a curva limite definida pela norma, utilizada como referência para a execução do teste, aparece na parte superior do gráfico mostrado. Todos os valores aprovados de NEXT par a par devem, necessariamente, estar abaixo dessa curva. Cabeamento Estruturado página 142 Prof. Bellotti Nessa figura o gráfico com título DH mede o NEXT e o grpafico com título RH mede o FEXT. Para cabeamentos de até 100Mbps a medição de NEXT e FEXT nos dois primeiros pares eram suficientes mas quando passou a fazer uso de 1000Mbps em Cat 5e ou fazer uso de Cat6 verificou que eram necessários fazer sempre a medida de NEXT e FEXT nos quatro pares em conjunto e não mais par a par. Dessa forma, o teste par a par foi substituído pelo POWERSUM NEXT (PS-NEXT) para certificar a categoria Cat5e e superiores. No POWERSUM NEXT (PS-NEXT) os sinais de testes são aplicados em três pares do cabo, e a soma da interferência é medida no outro par conforme as próximas figuras: Na figura abaixo o sinal de teste foi aplicado aos pares 1, 2 e 3 e verificado a soma da interferência no par 4 Na figura abaixo o sinal de teste foi aplicado aos pares 2, 3 e 4 e verificado a soma da interferência no par 1 Cabeamento Estruturado página 143 Prof. Bellotti Na figura abaixo o sinal de teste foi aplicado aos pares 1, 3 e 4 e verificado a soma da interferência no par 2 Na figura abaixo o sinal de teste foi aplicado aos pares 1, 2 e 4 e verificado a soma da interferência no par 3 Cabeamento Estruturado página 144 Prof. Bellotti Os testes de diafonia (NEXT, FEXT e PS-NEXT) são realizados pelo equipamento de teste e o técnico de redes deve apenas interpretar os resultados se positivos ou não. O resultado da medição de OS-NEXT é apresentado pelo equipamento de teste conforme a figura abaixo: 14.5 – Relação Atenuação Diafonia na Extremidade Próxima (ACRN) e PS-ACRN A relação entre atenuação e NEXT é referida formalmente como ACR (Attenuation to Crosstalk Ratio, relação atenuação paradiafonia). O ACR é a referência não bibliografia sobre Cabeamento Estruturado porém as normas foram revisadas e o ACR passou a ser denominado nos equipamentos de certificação como sendo ACRN (Attenuation to Crosstalk Ratio Near End, Relação Atenuação Diafonia na Extremidade Próxima). O Cabeamento Estruturado página 145 Prof. Bellotti ACRN mede a diferença entre a atenuação e o NEXT e por isso é um imporante indicador da relação sinal ruído. Nesse material ACR e ACRN serão utilizados como sinônimos. A figura a seguir ilustra os resultados de uma medição de ACRN em Cat6 com 250MHz de largura de canal. Os valores abaixo da limha limite são o NEXT e os valores que iniciram em zero e vem “descendo” é atentuaçãoe apesar de parecer ser negativa a atenuação vem crescendo. A próxima figura apresenta o ACR como uma soma gráfica das curvas de respostas de atenuação e NEXT, em função da frequência. A “distância” entre as duas curvas representa o ACR em dB. Cabeamento Estruturado página 146 Prof. Bellotti A resposta de ACR pode ser analisada da mesma forma que a resposta de SNR (Sgnal to Noise Ratio – relação sinal ruído). Assim quanto maior a diferença (maior distância) entre os valores de NEXT e atenuação melhor a resposta de ACR, ou seja, menor é a interferência do ruído. Analogamente quanto menor a distância pior é a resposta de ACR (ACRN) e com isso é maior a interferência do ruído. Quando o ACR = 0 ou o ACR < 0 então não há como estabelecer comunicação entre o transmissor e o receptor pois a interferência é muito alta e impossibilita a transmissão. Assim como o NEXT, o ACR (ACRN) pode ser feito par a par ou o POWERSUM ACR (PS-ACR). 14.6 – Relação Atenuação Diafonia na Extremidade Distante (ACRF) e PS-ACRF Seja o FEXT demonstrado na próxima figura: Na figura acima o sinal aplicado no Par 2 interfere no sinal do Par 1 e da forma como está sendo medido trata-se do FEXT. Se tomarmos a relação entre o FEXT e a atenuação na extremidade oposta (no caso o sinal foi injetado no par 2 e estamos medindo o FEXT e atenuação do lado oposto no Par 1) temos o valor denominado ACRF. O ACRF é a correção de nome que as novas normas de cabeamento estruturado dão ao ELFEXT (Equal Level Far End Crosstalk). O ACRF é um indicador de sinal ruído quando dois ou mais sinais propagam no mesmo sentido por diferentes pares caracterizando a transmissão dual-duplex como é o caso do 1000Base-T. Cabeamento Estruturado página 147 Prof. Bellotti A próxima figura tem a resposta de ACRF para um enlace Cat6. No gráfico o limite é a linha superior e os resultados medidos para o ACRF devem estar abaixo da curva para que apresente o resultado “APROVADO”. Defini-se também o POWERSUM ACRF (PS-ACRF) que é o somatório dos valores de ACRF de três pares de um cabo U/UTP sobre o quarto par. A próxima figura exibe essa situação: Para o cálculo do PS-ACRF nos demais pares temos a mesma forma de cálculo que na figura anterior, porém agora considerando o par 2, depois o par 3 e por fim o par 4. Cabeamento Estruturado página 148 Prof. Bellotti 14.7 – Alien Crosstalk Quando vários segmentos de cabos estão muito próximos, o que é normal em eletrocalhas, eletrodutos e mesmo na arrumação de um feixe de cabos em um rack, um sinal que é transmitido por um par de um cabo pode causar interferência sobre um sinal transmitido por um par de outro cabo vizinho. Esta interferência é denominada alien crosstalk e passa a ser critica em cabos que estão trabalhando à 1Gbps ou 10Gbps. No desenho acima temos a presença do alien crosstalk nos cabos passando pelo leito de cabos (eletrocalha/aramado) e nos cabos subindo no rack presos com velcro. Como os cabos não possuem blindagem, sinais que se propagam em um par do cabo podem interferir em sinais que se propagam em um par de um cabo adjacente no mesmo feixe ou grupo de cabos causando o alien crosstalk conforme a próxima figura. Cabeamento Estruturado página 149 Prof. Bellotti O alien crosstalk pode ser medido usando o método de POWERSUM conforme demonstrado na próxima figura: Cabeamento Estruturado página 150 Prof. Bellotti 14.8 – Perda de Retorno Mede as reflexões de sinais que se propagam pelos pares de cabos balanceados e trata-se de mais um dos parâmetros a serem verificados nos testes de certificação. Quando fazemos as terminações dos cabos nos patch panels e nas tomadas, nós causamos uma descontinuidade no canal, ou seja, o canal que era formado por condutores “puros”, agora tem conectores e tomadas conectadas a ele. Tecnicamente, isso se chama descasamento de impedâncias e acontece em todas as conexões. A impedância característica de um cabo U/UTP ou S/STP é de 100Ω. Por analogia podemos entender o deslocamento de impedâncias como uma lombada na rua. Sem a lombada os veículos passam pela rua sem qualquer obstáculo que os obrige a reduzir a velocidade, isso seria um segmento de cabo sem conectores. Na presença da lombada, os veículos são obrigados a reduzir a velocidade e, portanto, têm perda de desempenho em seu deslocamento pela rua; isso é o descasamento de impedâncias. Este descasamento de impedâncias gera reflexões de sinais de volta ao transmissor e consquetemente perda da potência de sinal que continua a se propagando pelo cabo até o receptor. A próxima figura ilustra esse processo: A perda de retorno também introduz o jitter de fase. O jitter de fase indica que as bordas dos pulsos digitais variam alaeatoriamente em torno de seus valores originais. Esse efeito é responsável pela geração de atrasos não uniformes nas diversas componentes de frequência do pulso digital transmitido conhecido como distorção de fase. Na transmissão de um pulso digital, todas as componentes de frequências são atrasadas uniformente, mantendo uma relação de fase constante entre si. Quando ocorrem atrasos não lineares ao longo do canal (devido ao jitter de fase) as características do sinal recebido na outra extremidade do canal são muito diferentes daquelas transmitidas não sendo possível a detecção do sinal transmitido pelo receptor provocandos erros de decodificação do sinal. Esse efeito é o principal fator limitativo de sistemas VoIP que são sensíveis às distorções de fase provocadas pela perda de retorno. Cabeamento Estruturado página 151 Prof. Bellotti 14.9 – Atraso de Propagação e Delay Skew Atraso de propogação é o tempo (em ns) que o sinal leva para propagar-se ao longo de um segmento de cabo entre o transmissor e o receptor. Esse parâmetro está diretamente associado aos aspectos construtivos do cabo e expresso pelas medidas de resistência, induntância e capacitância do cabo. O delay skew (desvio de atraso de propagação) é a diferença (em tempo) entre os atrasos de propagação dos pares mais rápidos e mais lentos em um cabo balanceado de quatro pares. A avaliação do desvio de atraso de propagação em sistemas de cabeamento estruturado é importante devido aplicaçãoes dual-duplex que utilizam os quatro pares do cabo balanceado para transimitir e receber informações. Neste caso, as informações são divididas em quatro “pacotes” diferentes que precisam ser recebidos dentro de um intervalo de tempo conhecido como time-out pela interface do equipamento ativo e pelo protocolo da aplicação. 14.9 – Testes de Campo As normas de cabeamento definem duas categorias para os testes de certificação que são o enlace permanente e canal. O enlace permanente considera as partes fixas (permanente) do cabeamento. Em um subsistema de cabeamento horizontal, o enlace permanete é considerado entre o patch pannel do distribuidor de piso e a tomada de telecomunicações da área de trabalho, conforme a próxima figura: Cabeamento Estruturado página 152 Prof. Bellotti O enlace permanente, que tem comprimento máximo permitido de 90m, mão inclui os cordões dos equipamentos de testes. Na configuração enlace permanente pode existir um ponto de consolidação entre o distribuidor de piso e a tomadade telecomunicações da área de trabalho. A configuração de canal, mostrado na próxima figura, leva em consideração todos os cordões presentes no cabeamento e o comprimento máximo é de 100m. É importante seguir os seguintes passos para a realização de testes de certificação: a) Os equipamentos de testes devem estar com a última versão do firmware e do software de bibliotecas das normas de cabeamento e configurações de testes instalados; b) O equipemento deve estar calibrado pelo fabricante de acordo com as suas especificações. Essa calibração deve ser anual; c) Os cordões de testes utilizados nos testes do tipo enlace permanente devem ser fornecidos pelo fabricante do equipamento; d) Os cordões de testes utilizados na certificação de um canal devem ser iguais aos que serão usados na instalação. Cabeamento Estruturado página 153 Prof. Bellotti Segue equipamentos de certificação de cabeamento do fabricante Fluke: Cabeamento Estruturado página 154 Prof. Bellotti Cabeamento Estruturado página 155 Prof. Bellotti 14.10 – Testes de verificação do cabeamento óptico Os enlaces ópticos devem ser testados para verificação de que a instalação está de acordo com as especificações do projeto. Neste caso não são chamados de certificação pois não trata-se de uma comparação dos resultados obtidos com um padrão predeterminado por uma norma técnica. São vericicados dois parâmetros: comprimento e atenuação. O comprimento de um enlace óptico é um parâmetro físico e deve ser verificado no teste de campo podendo ser calculado ou medido. A medição é feita pelo equipamento OTDR. O OTDR injeta um sinal luninoso de teste no núcleo da fibrae mede seu comprimento por meio de reflexão desse sinal de volta ao OTDR. Esse teste está baseado no principio da reflectometria no domínio do tempo que também é usada em enlaces de cobre para determinação do comprimento. Quando é necessário localizar um ponto de falha em um enlace óptico longo os OTDRs são de grande utilidade e muito empregada pelas Operadoras nos seus meios físicos para a construção de WAN. Os OTDRs por terem alto custo de aquisição não são comumente Cabeamento Estruturado página 156 Prof. Bellotti aplicados em links ópticos de poucos metros como é o caso de Data Centers e/ou cabaemanto vertical. A seguir a imagem de um OTDR: Nos enlaces ópticos determinamos atenuação esperada com base no tipo da fibra, quantidade de emendas e acopladores. Para a medição da atenuação utilizamos o jumper de referência. Seja o enlace óptico conforme a próxima figura: Para a realização do teste de atenuação o jumper de teste 1 (J1) deve ser conectado entre a fonte de luz e o power meter. Ambos os dispositivos devem ser ligados e o comprimento de Cabeamento Estruturado página 157 Prof. Bellotti onda apropriado deve ser igualmente assinalado em ambos os equipamentos, que pode ser 850 nm ou 1300 nm. O valor lido no display do power meter é a referência de teste. Exemplo de Power Meter: Com a referência determinada, o jumper de teste 1 pode ser desconectados dos equipamentos de testes e conectados a uma das extremidades do enlace a ser testado. A atenuação do enlace é obtida pela subtração do valor de referência do valor da potência lida no display do power meter. Esse teste é utilizado em partcular para fibras ópticas multímodo. Cabeamento Estruturado página 158 Prof. Bellotti 14.11 – Testes de verificação de conexões elétricas Para equipamentos de informática, o máximo aceitável de diferença de potencial entre neutro e terra geralmente gira em torno de 1,5V a 3,0V: acima disso, a comunicação entre equipamentos que usam o terra como referência elétrica pode ser prejudicada ou mesmo haver danos ao hardware.