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Introdução a Redes II
Cabeamento Estruturado
Objetivos de aprendizagem
ao término desta aula, vocês serão capazes de:
•	 compreender os conceitos de cabeamento estruturado;
•	 entender as normas e padrões que regem o cabeamento estruturado;
•	 identificar os subsistemas do cabeamento estruturado;
•	 conhecer os elementos que compõem o cabeamento estruturado;
•	 documentar um cabeamento estruturado.
Caros alunos e alunas!
Nesta aula, estudaremos o conceito de cabeamento 
estruturado. veremos o motivo pelo qual foi criado, quais 
suas vantagens e desvantagens. Também estudaremos do que 
é composto um cabeamento estruturado: seus subsistemas e 
elementos. Por fim, veremos quais são os principais documentos 
que devem constar na documentação de um cabeamento 
estruturado.
Um bom estudo a todos.
Bons estudos!
7ºAula
51
Seções de estudo
1- O que é cabeamento estruturado: Normas e Padrões
2- Componentes do Cabeamento Estruturado
3- Documentação do Cabeamento Estruturado
1- O que é cabeamento estruturado: 
Normas e Padrões
INTRODUÇÃO
O conceito de cabeamento estruturado surgiu com a 
necessidade de padronizar os diversos tipos de cabeamento 
existentes em um prédio comercial (telefonia, dados, sensores 
de alarme e incêndio) em uma única norma. assim, uma única 
infraestrutura física pode ser utilizada pelos mais variados 
sistemas de comunicação que utilizam sinais de baixa tensão.
além de ser um sistema de cabeamento de múltipla 
finalidade, permite flexibilidade na mudança de layout, 
expansão do sistema sem o acréscimo de novos componentes 
(desde que tenha sido bem planejado). Permite um crescimento 
ordenado, estruturado e de fácil gerenciamento.
a vida útil de um sistema estruturado é superior a 10 
anos. Existem fabricantes que oferecem garantias de até 25 
anos em seus componentes (desde que o sistema tenha sido 
planejado e executado por profissionais certificados).
a maior desvantagem do cabeamento estruturado está 
em seu alto custo inicial. Mas esse custo se dilui se for levado 
em conta a sua vida útil. Em três anos, em média, os custos 
com um cabeamento não estruturado se igualam a de um 
estruturado. Em um cabeamento não estruturado toda vez 
que for incluído um novo computador, telefone, sensor de 
alarme/incêndio, câmera de circuito interno, gerará custos 
com mão de obra e materiais.
.
1.1. Normas e Padrões
Em meados de 1980, mais especificamente em 1984, 
as indústrias do setor estavam insatisfeitas com a não 
existência de um padrão para os sistemas de cabeamento de 
telecomunicações em edifícios comerciais.
Em 1991, uma associação entre a EIA (Eletronic 
Industries Association) e a TIA (Telecommunications 
Industry Association) lançou a norma EIA/TIA 568-A. 
Periodicamente essa norma é atualizada para acompanhar 
o avanço da indústria. Essas atualizações são chamadas 
de adendos ou TSBs (Technicals Systems Bulletins). 
atualmente a norma é a EIA/TIA 568-B.
Não se deve confundir as padronizações de 
conectorização T-568-A e T-568-B com a norma 568-A e 
568-B.
a ISO juntamente com a IEC também lançou uma 
norma para cabeamento estruturado (iSO/iEC 11801) com 
pouca diferença em relação à americana Eia/Tia.
No Brasil, a ABNT (Assosiação Brasileira de 
Normas Técnicas) lançou em 2001 sua norma, a NBR 
14565 (Procedimento básico para elaboração de projetos 
de cabeamento de telecomunicações para rede interna 
estruturada).
a tabela a seguir lista algumas normas:
NORMA DESCRIÇÃO
EIA/TIA 568 Especificações sobre cabeamento estruturado 
em instalações comerciais.
EIA/TIA 569 Especificações sobre encaminhamento de 
cabos (infra-estrutura,
canaletas, bandejas, eletrodutos e calhas).
EIA/TIA 570 Especificações sobre cabeamento estruturado 
em instalações residenciais.
EIA/TIA 606 administração da documentação.
EIA/TIA 607 Especificação sobre aterramento.
2- Componentes do Cabeamento 
Estruturado
2.1 Subsistemas de Cabeamento 
Estruturado
a norma Eia/Tia 568-B dividiu o sistema de 
cabeamento estruturado em seis subsistemas:
•	 Entrada do Edifício: local destinado à entrega dos 
serviços das operadoras de telecomunicações (link 
internet, linhas privadas, linhas telefônicas, etc.);
•	 Cabeamento Backbone (rede primária ou 
vertical): realiza a interligação entre a entrada 
do edifício, as salas de equipamentos e as salas de 
telecomunicação;
•	 Cabeamento Horizontal (rede secundária): 
realiza as conexões entre a sala de telecomunicações 
e as áreas de trabalho;
•	 Sala de Telecomunicações: ponto de conexão 
entre o cabeamento de backbone e o horizontal - 
é onde ficam alojados os cross-connects, pode 
conter ativos.
•	 Sala de Equipamentos: local onde ficam alojados 
os ativos da rede (switches, hubs, servidores, 
roteadores, etc) e o main cross-connect.
•	 Área de Trabalho: local onde está instalado o 
equipamento de trabalho, computadores, telefones, 
etc.
A figura 1 ilustra a relação entre esses subsistemas.
52Introdução a Redes II
Figura 1 – Subsistemas de cabeamento estruturado 
– EIA/TIA-568-B
(Fonte: SOarES, 1995).
2.2. Entrada do Edifício
a entrada do edifício abriga os serviços oferecidos pelas 
concessionárias de telecomunicações como, por exemplo, 
telefonia e serviço de dados.
Esse subsistema contém os elementos necessários para 
conectar o sistema externo ao sistema interno tais como, 
cabos, o hardware necessário para a conexão e equipamentos 
de proteção (como, por exemplo, dispositivos contra descarga 
elétrica).
a entrada dos cabos pode ser via subterrânea, enterrada 
ou aérea. a subterrânea é feita através de dutos instalados sob 
o piso, as entradas devem ser seladas para evitar a umidade e 
a entrada de roedores. Na enterrada os cabos são enterrados 
em valas sem a utilização de dutos que os protejam. Na aérea 
os cabos vêm dos postes próximos ao edifício.
Geralmente é a concessionária de telecomunicações 
que realiza o serviço de instalação. É necessário obedecer às 
normas e padrões utilizados pela concessionária.
2.3. Cabeamento de Backbone
O termo cabeamento de backbone é utilizado para 
identificar os cabos que interligam diferentes prédios de uma 
mesma empresa dentro de uma mesma área (interligando 
as salas de equipamentos ou sala de telecomunicações dos 
prédios) e a entrada do prédio até a sala de equipamentos e 
os diferentes pisos de um mesmo prédio (interliga a sala de 
equipamentos com as salas de telecomunicações).
algumas regras que devem ser observadas em relação ao 
cabeamento de backbone:
•	 não deve localizar-se nas colunas de elevadores;
•	 a passagem entre os andares deverá ser feita através 
de dutos de quatro polegadas, obedecendo à seguinte 
regra: para cada 5000 metros quadrados de área útil 
deverá ser utilizado um duto, deverão ser deixados 2 
dutos de reserva. Os dutos devem ser vedados com 
produtos antichamas;
•	 deve ser feito em uma única prumada;
•	 deverá ter no máximo duas hierarquias, não podendo 
existir mais do que duas conexões cruzadas, além da 
principal;
O comprimento máximo do cabeamento de backbone 
pode ser observado na figura 2.
Figura 2 – Comprimento Máximo do cabeamento 
backbone
Fonte: acervo pessoal.
Note que o segmento A representa o comprimento 
máximo do cabeamento backbone (da conexão cruzada 
principal que está na sala de equipamentos até a conexão 
cruzada horizontal que está na sala de telecomunicações). 
O segmento B representa o comprimento máximo entre a 
conexão cruzada principal e a intermediária. O segmento C, 
entre a intermediária e a horizontal. Note que a=B+C.
Outro detalhe que devemos observar é o limite máximo 
para aplicação de voz, que é de 800 metros. Mas como 
as soluções de dados e de voz compartilham o mesmo 
cabeamento, então a distância máxima fica limitada a 90 
metros (que é a distância máxima para cabeamento de dados).
2.4. Cabeamento Horizontal
O cabeamento horizontal é o responsável pela conexão 
dos painéis de distribuição que estão localizados nas salas de 
telecomunicações com os pontos de telecomunicações nas 
áreas detrabalho.
a norma Eia/Tia-568-B aceita cabos UTP (com 
condutores sólidos) de categoria 5e ou maior, além de cabos 
de fibra óptica multímodo de 2 fibras com diâmetro de 
50/125 µm e 62,5/125 µm.
algumas observações devem ser feitas:
•	 as folgas de cabos de pares trançados na sala de 
telecomunicações devem ser de três metros, e nas 
tomadas da área de trabalho de trinta centímetros.
Para fibra ótica deve ser de seis metros e um metro, 
respectivamente;
•	 é terminantemente proibido fazer emendas;
•	 o comprimento do cabo não pode exceder 90 
53
metros;
•	 os comprimentos somados dos cabos de conexão da 
sala de telecomunicações (patch cords) e da área de 
trabalho (line cords) não podem ser maior do que 
10 metros;
•	 deve haver pelo menos duas tomadas por usuário 
na área de trabalho e pelo menos uma deve estar 
conectada a um cabo;
•	 pode haver até 4 tomadas RJ45 e 2 pares de fibra 
óptica por usuário na área de trabalho;
•	 o diâmetro mínimo dos dutos deve ser de 1 polegada;
•	 nenhum trecho de eletrodutos deverá ser maior que 
30 metros ou conter mais de 2 ângulos de noventa 
graus sem a utilização de caixas de passagem;
•	 a ocupação de um duto não deve ser maior do que 
40% de sua ocupação total. assim, se um duto pode 
acomodar no máximo 10 cabos, o número máximo 
de cabos que deve ser lançado por ele é de 4;
•	 desde a norma 569-a é possível a passagem no 
mesmo duto de circuito elétrico e de dados, desde 
que observados os seguintes requisitos: o circuito 
elétrico deve ser estabilizado e sem ruídos, com 
voltagem máxima de duzentos e vinte volts e vinte 
amperes. Deverá existir uma barreira separando os 
dois circuitos ao longo de todo o percurso.
2.5. Sala de Telecomunicações
as salas de telecomunicações abrigam os cabos do 
cabeamento horizontal de um piso. Esses cabos chegam 
à sala e são conectados a um patch-panel ou a um bloco 
iDC. Estes são conectados a outro patch-panel (através de 
patch cords) que poderá estar conectado ao cabeamento de 
backbone ou a um ativo (switch ou hub). Nesse caso temos 
uma conexão cruzada-cross connect. Ou o cabeamento 
horizontal é conectado a um patch-panel e este, através de 
um patch cord, é conectado a um ativo. Nesse caso temos a 
interconexão ou interconnect.
algumas observações:
•	 Deverá existir pelo menos uma sala de 
telecomunicações em cada pavimento;
•	 Deve se localizar o mais próximo do centro do 
pavimento;
•	 Deverá possuir aterramento;
•	 Deverá possuir controle de temperatura (ar-
condicionado) caso abrigue ativos;
•	 Deve atender no máximo uma área de 1000 m2;
•	 É utilizado DiOs para cabos ópticos;
a dimensão da sala de telecomunicações obedece à 
seguinte tabela:
Área atendida (m2) Dimensão da Sala (m)
500 3,0 x 2,2
800 3,0 x 2,8
1000 3,0 x 3,4
2.6. Sala de Equipamentos
Na sala de equipamentos estão instalados os principais 
equipamentos de telecomunicações, a conexão cruzada 
principal (main cross connect) e os servidores.
Sendo o ponto de concentração principal de um prédio, 
deve ser de fácil localização e acesso. Como concentra os 
equipamentos de telecomunicações e informática deve-se ter 
cuidados em relação à temperatura, umidade, alimentação 
elétrica, aterramento e fontes de interferência eletromagnética.
A tabela abaixo especifica o dimensionamento da sala de 
equipamentos.
Número de Estações de
Trabalho
Área (m2)
até 100 14
De 101 a 400 37
De 401 a 800 74
De 801 a 1200 111
2.7. Área de Trabalho
É na área de trabalho que se localizam os 
microcomputadores, aparelhos telefônicos, sensores de 
alarme/incêndio, câmeras de monitoramento, etc.
A cada 10 m2 é definida uma área de trabalho que 
deverá conter no mínimo duas tomadas de telecomunicações 
(RJ45) ou 4 tomadas e mais um par de fibra óptica. Deve-
se posicionar a tomada em um local estratégico, pois o 
comprimento máximo de um line cord é de 3 metros.
3- Documentação do Cabeamento 
Estruturado
a seguir listaremos os principais passivos que fazem 
parte da infraestrutura de cabeamento estruturado.
3.1. Cabos
São responsáveis por levar os sinais para todos os pontos 
de telecomunicações. a categoria do cabo deve acompanhar a 
dos outros ativos. a categoria mínima aceita é a 5e.
São aceitos cabos de pares trançados blindados e não 
blindados. Cabos de fibra óptica multimodo de 50/125 µm 
e 62,5/125 µm e monomodo. Na figura abaixo temos, da 
esquerda para a direita, um cabo UTP cat.6, um FTP cat.5e e 
um cabo de fibra ótica.
Figura 3 – Exemplos de Cabos
Fonte: acervo pessoal.
54Introdução a Redes II
alguns detalhes devem ser observados no lançamento 
de cabos:
•	 Não dar solavancos ao tracionar o cabo;
•	 ao tracionar, observar a carga que o cabo suporta 
(vem especificado no catálogo do cabo), uma força 
excessiva pode romper o cabo;
•	 Não usar talco, graxa, vaselina ou outro produto 
para que o cabo corra dentro do duto. a margem 
de 40% de utilização foi feita para que não haja 
esse tipo de problema no lançamento do cabo. Já 
houve relatos de pessoas que utilizaram maionese 
e, acreditem, até banana para lubrificar o cabo. A 
utilização desses produtos, além de deteriorar a capa 
de plástico, deixando expostos os fios de cobre pode 
atrair roedores;
•	 a alça feita no cabo para efetuar o tracionamento 
deve ser cortada e jogada fora;
3.2. Conectores
Os conectores para par trançado são chamados de 
conectores modular de 8 vias (M8v) ou conectores RJ45 e se 
apresentam na forma de macho ou fêmea. Na figura 4 temos 
a ilustração de um conector RJ45.
Figura 4 – Conector RJ45 macho
Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f1/rj-45_uncripped.
jpg?uselang=pt-br. acesso em: 01/03/2013.
a conectorização é realizada observando-se um de dois 
padrões: o T568A ou o T568B. A figura 5 ilustra esses dois 
padrões. Note que a sequência dos pinos é feita da esquerda 
para a direita, olhando para o conector com a trava virada 
para baixo.
Figura 5 – Padrões de conectorização
Fonte: acervo Pessoal
Para conectar um computador a outro diretamente 
devemos utilizar um cabo cross over. O esquema para a 
montagem de um é dado na figura 6.
 
Figura 6 – Esquema de conexão cross-over
Fonte: acervo Pessoal.
Nota: Verificar o material digitalizado, pois há uma 
diferença nas cores.
Na figura 7 temos a ilustração de uma conectorização 
em um cabo de categoria 6. No primeiro passo é retirado a 
capa plástica (decapamento), em seguida é cortada a cruzeta 
(cabo cat.5e não a possui), depois é inserido um separador. Os 
cabos são destrançados (deve-se obedecer à ordem de cores 
do padrão utilizado, se T568a ou T568B). Depois é inserido 
o alinhador, cortado o excesso de fios, inserido o conector 
e feita a crimpagem com o alicate. Na conectorização de 
cabos categoria 5e não é comum ter o separador (passo 3) e 
alinhador (passo 5).
Figura 7 – Conectorização
Fonte: http://www.idealindustries.com/media/pdfs/products/cat_6_mod_plug_
brochure.pdf. acesso em: 20.12.08
adotado um padrão na conectorização, este deve ser 
obedecido em todos os outros passivos (RJ45 fêmea, patch-
panel ou blocos iDC).
a conectorização das tomadas fêmeas é mais fácil. Na 
parte traseira da tomada existem os locais (sulcos) onde 
deverão ser encaixados os fios (existe um mapa com esquema 
de cores), olhar a figura 8.
55
Figura 8 – Tomada RJ45 fêmea (keystone)
Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/75/Keystone_
module_CaT5_orange. jpg/280px-Keystone_module_CaT5_orange.jpg. 
acesso em: 01/03/2013.
Na figura 9 vemos a utilização de uma ferramenta 
chamada de punch down que é utilizada para fazer a 
conectorização de tomadas.
Figura 9 – Conectorização de uma tomada fêmea
Fonte: http://images.evenbettercables.com/images/How-To/punchdown-step5.
jpg. acesso em: 01/03/2013.
3.3. Cordões e Extensões Ópticas
São utilizados para conectar o DiO aos equipamentos 
ativos. Os cordões têm conectores em ambas as pontas. Já as 
extensões são conectorizadas em somente uma delas.
Na figura 10 podemos ver um cordão comconectores 
lC.
Figura 10-Cordão óptico com conectores LC
Fonte: http://www.patchcorduri.info/wp-content/gallery/patch-corduri/patch-
cord-fibra-optica-fusion-lc-st-multimode-duplex.jpg. Acesso em: 01/03/2013.
3.4. Cordões de Ligações
São utilizados para fazer a ligação do cross-connect 
(patch-panel com patch-panel), interconnect (patch-
panel com equipamento) e a ligação na área de trabalho 
entre a tomada e o equipamento. Nos dois primeiros casos 
são chamados de patch-cords, no terceiro de line-cords ou 
adpter-cables.
São construídos de material flexível (tanto o condutor 
como a capa plástica protetora). Os line-cords são 
encontrados nos comprimentos de 1, 1.5, 2, 2.5, 3, 4, 5 e 6 
metros (line-cords) e os patch-cords nos comprimentos de 
1, 1.5, 2 e 2.5 metros.
a quantidade que deveremos utilizar será de no mínimo 
2 por cada equipamento (1 para conectar o equipamento à 
tomada e outro, o patch-panel, ao switch).
São encontrados também cordões com a pinagem 
cruzada (cross-over), no padrão T568a e T568B. São 
encontrados também com a conectorizão realizada em 
somente uma ponta. Na figura 11 temos um patch-cord.
Figura 11 – Patch-cord categoria 6
Fonte: http://www.cablesdirect.com/prodimages/CC712EX-05rD_Lr.jpg. acesso 
em: 01/03/2013.
São encontrados também patch-cords para conexão a 
blocos IDC 110 (figura 12).
Figura 12 – Patch-cord 110 IDC
Fonte: http://www.plp.com.br/site/media/k2/items/
cache/85b62d4a27ea43297eb1ab349b6e06c6_M.jpg. acesso em: 01/03/2013.
56Introdução a Redes II
3.5. Distribuidor Interno Ótico
Chamados de DIOs recebem as fibras do cabeamento 
backbone que são emendadas a extensões chamadas de pig-
tail, que ficam abrigadas dentro do DIO. Os cordões ópticos 
são conectados ao pig-tail e ao equipamento óptico.
Os DiOs possuem capacidades para conectar até 24 
fibras cada um. Na figura 13 podemos visualizar um DIO.
Figura 13- Um DIO para fixação em rack de 19 
polegadas aberto
Fonte: http://www.furukawa.com.br/br/produtos/conectividade-optica/
distribuidor-optico-ou-bastidor- de-emenda/distribuidor-interno-optico-a270-
dio-613.html. acesso em: 01/08/2012.
3.6. Espelhos e Caixas de Superfície
a função dos espelhos e caixas de superfícies é prover o 
acabamento final nas tomadas RJ45 fêmeas, além de protegê-
las.
Na figura 14 temos 4 espelhos para 1, 2, 4 e 6 tomadas.
Figura 14 - Espelhos plano
Fonte: http://www.plp.com.br/site/media/k2/items/cache/
e44a6f32e15cb53ee479b2697e759e2e_XL.jpg. acesso em: 01/03/2013.
3.7. Guia de Cabos
a função do guia de cabos é organizar e acomodar 
os cabos oriundos dos painéis de distribuição ativos, de 
cabeamentos horizontal e backbone.
Existem organizadores horizontais e verticais. Os 
horizontais possuem altura de 1U ou 2U (unidade de altura 
utilizada em racks: 1U corresponde a 44,45 mm) e são 
intercalados entre um ativo e um patch-panel. Tem a função 
de abrigar os cabos provenientes desses 2 elementos. Podem 
ser encontrados nas versões abertas ou fechadas, com ou sem 
tampa.
Na figura 15 temos a ilustração de um organizador de 
cabos fechado com tampa (a) e um aberto (b).
Figura 15 - Organizadores de cabos (a) fechado com 
tampa e (b) aberto
Fonte: Catálogo de Produtos Furukawa.
Os organizadores verticais são fixados nas laterais dos 
racks, tem altura variável e sua função é abrigar os cabos 
oriundos dos organizadores horizontais, cabeamento 
backbone e horizontal.
3.8. Patch-Panel
O patch-panel é o elemento que faz a terminação dos 
cabos oriundos do cabeamento horizontal e de backbone.
Em sua frente são encontradas tomadas RJ45 fêmeas, 
onde são conectados os patch-cords. O patch-panel tem 
largura de dezenove polegadas e a altura varia de acordo com 
a quantidade de tomadas, 1U (24 tomadas), 2U (48 tomadas) e 
4U (96 tomadas). São encontrados no padrão T568a e T568B 
(geralmente o mesmo patch-panel pode ser utilizado com os 
dois padrões. Nos conectores traseiros das tomadas existe o 
mapeamento para os dois padrões). Cada categoria de cabo 
necessita de um patch-panel específico. Assim temos patch-
panel para a categoria 5e e 6.
Existe patch-panel modular, onde é instalada uma 
carcaça e as tomadas são inseridas modularmente de acordo 
com a necessidade.
A figura 16 ilustra a visão dianteira e traseira de um 
patch-panel.
Figura 16 - Patch-Panel
Fonte: http://www.maxitelecom.com.br/maxitelecom2011/patch-panel-cat-5e. 
acesso em: 01/03/2013.
3.9. Blocos 110 IDC
Os blocos 110 iDC têm as mesmas funções do patch-
panel. Geralmente possuem de 100 a 300 pares. São mais 
baratos que os patch-panel.
57
a vantagem sobre o patch-panel é que possibilitam a 
utilização de somente um par, sendo perfeitos para utilização 
com sistema de telefonia, sensores, circuitos de câmeras de 
monitoramento, etc.
assim como o patch-panel , existem patch-cords nas 
versões 4 ou 1 par.
A figura 17 ilustra um bloco 110 IDC. A figura 18 ilustra 
a ferramenta punch down específica para blocos IDC.
Figura 17 – Bloco 110 IDC para fixação em rack de 
19”
Fonte: http://www.furukawa.com.br/br/produtos/conectividade-metalica/
patch-panel/painel-de-conexao-200p-110-idc-cat5e-cat6-422.html. 
acesso em: 01/03/2013.
Figura 18 - Punch Down para blocos IDC
Fonte: http://media.digikey.com/photos/Paladin%20Tools%20Photos/MFg_3561.
jpg. acesso em: 01/03/2013.
3.10. Racks
Os racks são utilizados para acomodar os elementos ativos 
e passivos das salas de telecomunicações e de equipamentos.
São encontrados em modelos abertos e fechados. Os 
modelos fechados possuem versões para serem instaladas em 
pisos e paredes.
a medida de altura é dada em Us, e podem ser 
encontrados desde 3U até 44U. Devemos dimensionar a 
altura de um rack pensando nos equipamentos que ele terá 
que acomodar, e lembrando-se de deixar uma margem para 
futura expansão.
Na figura 19 temos exemplos de racks abertos, fechados 
e de parede.
Figura 19 – Racks: Ao fundo Fechados e Abertos de 
Piso e abaixo mini racks fechados de parede
Fonte: http://www.tellecomracks.com.br/images/produtos.jpg. 
acesso em: 01/103/2013.
3.11. Identificação
A identificação dos pontos de rede, além de ser uma 
indicação de profissionalismo e organização, é útil quando 
se pretende encontrar um cabo defeituoso. imagine procurar 
um cabo no meio de 100 ou 200 patch-cords.
A identificação ocorre em duas fases: durante o 
lançamento dos cabos (chamada de identificação provisória) 
e a identificação definitiva.
A identificação provisória deve ser feita à medida que 
são lançados os cabos, todos devem ser identificados. Essa 
identificação não é normatizada, mas segue dois princípios 
básicos: deve ser capaz de identificar onde está localizado 
o início e o final dos cabos, e deve ser barata, pois será 
substituída pela definitiva. Um método que é muito utilizado 
é o uso de canetas esferográficas de cor preta.
A identificação definitiva é feita através de etiquetas 
impressas por impressoras especiais, como a da figura 20 
(uma Panduit lS7). Essas etiquetas são aplicadas nos cabos, 
tomadas ou qualquer outro elemento que se deseja identificar.
Figura 20 – Impressora Panduit LS8E
http://www.panduit.com/heiler/Productimages/gLS8E-Strap-lb.jpg. 
acesso em: 01/03/2013.
58Introdução a Redes II
Devemos identificar as extremidades de cada cabo, 
bem como alguns pontos ao longo de seu comprimento 
(principalmente dentro de caixas de passagens e pontos de 
transição), todas as tomadas do patch-panel , da área de 
trabalho e as extremidades dos path-cords.
Existem normas para a identificação definitiva, a EIA/
TIA 606 e a brasileira NBR 14565. abaixo daremos algumas 
linhas gerais sobre a identificação.
Elemento 
identificado
Exemplo Explicação
Pontos de 
Telecomunicação 
(tomadas dos 
patch-panel e 
áreas de trabalho)
PT 01 010 O primeiro número (01) 
identifica o andar onde 
se encontra o ponto, e o 
segundo é um número 
sequencial
12xCPU 04P 
(02) 001 a 
010
CL – 38m
Nesse caso temos 12 cabos 
de cabeamento primário (CP) 
do tipo UTP (U) com quatropares cada um (4P), no 
segundo piso, com os cabos 
de números 001 a 010, num 
total de 38 metros lineares.
Trecho do 
cabeamento de 
BackBone
12xCPS 04P 
(02) 001 a 
010
CL – 38m
Nesse caso temos a mesma 
identificação que a anterior, 
mas utilizando cabo ScTP 
(cabo de par trançado 
blindado)
12xCPFo 
04Fibras
(02) 001 a 
010
CL – 38m
Agora utilizando fibra 
óptica com 4 fibras cada 
cabo.
Trecho de 
Cabeamento 
Horizontal
12xCSU 04P 
(02) 001 a 
010
a nomenclatura é a mesma 
do backbone. as únicas 
diferenças são: o uso de CS 
(cabeamento secundário) ao 
invés de CP, e não apresenta 
a metragem do cabo.
12xCSS 04P 
(02) 001 a 
010
12xCSFo 04P
(02) 001 a 
010
Trecho de Cabo de 
Interligação
12xCPU 04P 
(02) 001 a 
010I CL – 
38m
Utiliza a mesma 
nomenclatura do 
cabeamento de backbone. a 
única diferença é a inclusão 
do I na frente da identificação 
do cabo.
12xCPS 04P 
(02) 001 a 
010I CL – 
38m
12xCPFo 
04P (02) 001 
a 010I CL – 
38m
Cabo de fibra 
óptica multimodo 
em
rede interna
CFo MM 4Fo CFo=Cabo de Fibra Óptica
MM=MultiModo
Cabo com 4 fibras.
Cabo de fibra 
óptica multimodo
em rede externa
CFoG MM 
4Fo
O G indica cabo Geleado. 
O cabo é preenchido com 
um gel que confere uma 
melhor proteção ao cabo. 
Esse tipo de cabo não pode 
ser utilizado em rede interna 
pois o gel é feito à base de 
petróleo, sendo, portando, 
inflamável.
Cabo de fibra 
óptica monomodo
em rede interna
CFo SM 4Fo SM=SingleMode
Cabo de fibra 
óptica monomodo
em rede interna
CFoG SM 
4Fo
Identificação das 
pontas dos cabos
CXY ZZ 
WWW
C=Cabo
X=Tipo do cabeamento (P)
rimário
(S)ecundário (I)nterligação
Y=Tipo do cabo (U)TP (S)
cTP ou
Fibra Óptica (Fo)
ZZ=andar
WWW=Número sequencial 
do cabo.
3.12. Documentação
a norma relacionada à documentação de cabeamento 
estruturado é a EIA/TIA 606 e a NBR 14565.
a seguir iremos comentar alguns dos documentos que 
compõem a documentação. Esses exemplos a seguir foram 
retirados do livro Redes locais na Prática, Durr et al.
O primeiro documento é o layout da rede (figura 21), 
que serve como um esboço de como será a rede (caso esteja 
na parte de planejamento) ou como a rede está (caso esteja 
sendo feita a documentação de um cabeamento já existente). 
Nele vemos que há a separação por sala de telecomunicações 
(especificados por AT), o número de pontos e os ativos 
presentes em cada sala.
Figura 21 - Layout de Rede
Fonte: redes Locais na Prática, Durr et al., pg.75.
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O próximo documento é o diagrama unifilar do tipo 2 
(figura 22). Nele são especificadas as salas de telecomunicações, 
a sala de equipamento (SEQ-DGT), os cabeamentos de 
backbone e horizontal e os pontos de telecomunicações. Esse 
diagrama faz uma apresentação de forma resumida. Note que 
são especificados (identificados) os cabeamentos horizontais 
e os pontos de telecomunicações. Faltou estar especificado o 
cabeamento de backbone. Também é ilustrada a especificação 
do aterramento (

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