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Introdução a Redes II Cabeamento Estruturado Objetivos de aprendizagem ao término desta aula, vocês serão capazes de: • compreender os conceitos de cabeamento estruturado; • entender as normas e padrões que regem o cabeamento estruturado; • identificar os subsistemas do cabeamento estruturado; • conhecer os elementos que compõem o cabeamento estruturado; • documentar um cabeamento estruturado. Caros alunos e alunas! Nesta aula, estudaremos o conceito de cabeamento estruturado. veremos o motivo pelo qual foi criado, quais suas vantagens e desvantagens. Também estudaremos do que é composto um cabeamento estruturado: seus subsistemas e elementos. Por fim, veremos quais são os principais documentos que devem constar na documentação de um cabeamento estruturado. Um bom estudo a todos. Bons estudos! 7ºAula 51 Seções de estudo 1- O que é cabeamento estruturado: Normas e Padrões 2- Componentes do Cabeamento Estruturado 3- Documentação do Cabeamento Estruturado 1- O que é cabeamento estruturado: Normas e Padrões INTRODUÇÃO O conceito de cabeamento estruturado surgiu com a necessidade de padronizar os diversos tipos de cabeamento existentes em um prédio comercial (telefonia, dados, sensores de alarme e incêndio) em uma única norma. assim, uma única infraestrutura física pode ser utilizada pelos mais variados sistemas de comunicação que utilizam sinais de baixa tensão. além de ser um sistema de cabeamento de múltipla finalidade, permite flexibilidade na mudança de layout, expansão do sistema sem o acréscimo de novos componentes (desde que tenha sido bem planejado). Permite um crescimento ordenado, estruturado e de fácil gerenciamento. a vida útil de um sistema estruturado é superior a 10 anos. Existem fabricantes que oferecem garantias de até 25 anos em seus componentes (desde que o sistema tenha sido planejado e executado por profissionais certificados). a maior desvantagem do cabeamento estruturado está em seu alto custo inicial. Mas esse custo se dilui se for levado em conta a sua vida útil. Em três anos, em média, os custos com um cabeamento não estruturado se igualam a de um estruturado. Em um cabeamento não estruturado toda vez que for incluído um novo computador, telefone, sensor de alarme/incêndio, câmera de circuito interno, gerará custos com mão de obra e materiais. . 1.1. Normas e Padrões Em meados de 1980, mais especificamente em 1984, as indústrias do setor estavam insatisfeitas com a não existência de um padrão para os sistemas de cabeamento de telecomunicações em edifícios comerciais. Em 1991, uma associação entre a EIA (Eletronic Industries Association) e a TIA (Telecommunications Industry Association) lançou a norma EIA/TIA 568-A. Periodicamente essa norma é atualizada para acompanhar o avanço da indústria. Essas atualizações são chamadas de adendos ou TSBs (Technicals Systems Bulletins). atualmente a norma é a EIA/TIA 568-B. Não se deve confundir as padronizações de conectorização T-568-A e T-568-B com a norma 568-A e 568-B. a ISO juntamente com a IEC também lançou uma norma para cabeamento estruturado (iSO/iEC 11801) com pouca diferença em relação à americana Eia/Tia. No Brasil, a ABNT (Assosiação Brasileira de Normas Técnicas) lançou em 2001 sua norma, a NBR 14565 (Procedimento básico para elaboração de projetos de cabeamento de telecomunicações para rede interna estruturada). a tabela a seguir lista algumas normas: NORMA DESCRIÇÃO EIA/TIA 568 Especificações sobre cabeamento estruturado em instalações comerciais. EIA/TIA 569 Especificações sobre encaminhamento de cabos (infra-estrutura, canaletas, bandejas, eletrodutos e calhas). EIA/TIA 570 Especificações sobre cabeamento estruturado em instalações residenciais. EIA/TIA 606 administração da documentação. EIA/TIA 607 Especificação sobre aterramento. 2- Componentes do Cabeamento Estruturado 2.1 Subsistemas de Cabeamento Estruturado a norma Eia/Tia 568-B dividiu o sistema de cabeamento estruturado em seis subsistemas: • Entrada do Edifício: local destinado à entrega dos serviços das operadoras de telecomunicações (link internet, linhas privadas, linhas telefônicas, etc.); • Cabeamento Backbone (rede primária ou vertical): realiza a interligação entre a entrada do edifício, as salas de equipamentos e as salas de telecomunicação; • Cabeamento Horizontal (rede secundária): realiza as conexões entre a sala de telecomunicações e as áreas de trabalho; • Sala de Telecomunicações: ponto de conexão entre o cabeamento de backbone e o horizontal - é onde ficam alojados os cross-connects, pode conter ativos. • Sala de Equipamentos: local onde ficam alojados os ativos da rede (switches, hubs, servidores, roteadores, etc) e o main cross-connect. • Área de Trabalho: local onde está instalado o equipamento de trabalho, computadores, telefones, etc. A figura 1 ilustra a relação entre esses subsistemas. 52Introdução a Redes II Figura 1 – Subsistemas de cabeamento estruturado – EIA/TIA-568-B (Fonte: SOarES, 1995). 2.2. Entrada do Edifício a entrada do edifício abriga os serviços oferecidos pelas concessionárias de telecomunicações como, por exemplo, telefonia e serviço de dados. Esse subsistema contém os elementos necessários para conectar o sistema externo ao sistema interno tais como, cabos, o hardware necessário para a conexão e equipamentos de proteção (como, por exemplo, dispositivos contra descarga elétrica). a entrada dos cabos pode ser via subterrânea, enterrada ou aérea. a subterrânea é feita através de dutos instalados sob o piso, as entradas devem ser seladas para evitar a umidade e a entrada de roedores. Na enterrada os cabos são enterrados em valas sem a utilização de dutos que os protejam. Na aérea os cabos vêm dos postes próximos ao edifício. Geralmente é a concessionária de telecomunicações que realiza o serviço de instalação. É necessário obedecer às normas e padrões utilizados pela concessionária. 2.3. Cabeamento de Backbone O termo cabeamento de backbone é utilizado para identificar os cabos que interligam diferentes prédios de uma mesma empresa dentro de uma mesma área (interligando as salas de equipamentos ou sala de telecomunicações dos prédios) e a entrada do prédio até a sala de equipamentos e os diferentes pisos de um mesmo prédio (interliga a sala de equipamentos com as salas de telecomunicações). algumas regras que devem ser observadas em relação ao cabeamento de backbone: • não deve localizar-se nas colunas de elevadores; • a passagem entre os andares deverá ser feita através de dutos de quatro polegadas, obedecendo à seguinte regra: para cada 5000 metros quadrados de área útil deverá ser utilizado um duto, deverão ser deixados 2 dutos de reserva. Os dutos devem ser vedados com produtos antichamas; • deve ser feito em uma única prumada; • deverá ter no máximo duas hierarquias, não podendo existir mais do que duas conexões cruzadas, além da principal; O comprimento máximo do cabeamento de backbone pode ser observado na figura 2. Figura 2 – Comprimento Máximo do cabeamento backbone Fonte: acervo pessoal. Note que o segmento A representa o comprimento máximo do cabeamento backbone (da conexão cruzada principal que está na sala de equipamentos até a conexão cruzada horizontal que está na sala de telecomunicações). O segmento B representa o comprimento máximo entre a conexão cruzada principal e a intermediária. O segmento C, entre a intermediária e a horizontal. Note que a=B+C. Outro detalhe que devemos observar é o limite máximo para aplicação de voz, que é de 800 metros. Mas como as soluções de dados e de voz compartilham o mesmo cabeamento, então a distância máxima fica limitada a 90 metros (que é a distância máxima para cabeamento de dados). 2.4. Cabeamento Horizontal O cabeamento horizontal é o responsável pela conexão dos painéis de distribuição que estão localizados nas salas de telecomunicações com os pontos de telecomunicações nas áreas detrabalho. a norma Eia/Tia-568-B aceita cabos UTP (com condutores sólidos) de categoria 5e ou maior, além de cabos de fibra óptica multímodo de 2 fibras com diâmetro de 50/125 µm e 62,5/125 µm. algumas observações devem ser feitas: • as folgas de cabos de pares trançados na sala de telecomunicações devem ser de três metros, e nas tomadas da área de trabalho de trinta centímetros. Para fibra ótica deve ser de seis metros e um metro, respectivamente; • é terminantemente proibido fazer emendas; • o comprimento do cabo não pode exceder 90 53 metros; • os comprimentos somados dos cabos de conexão da sala de telecomunicações (patch cords) e da área de trabalho (line cords) não podem ser maior do que 10 metros; • deve haver pelo menos duas tomadas por usuário na área de trabalho e pelo menos uma deve estar conectada a um cabo; • pode haver até 4 tomadas RJ45 e 2 pares de fibra óptica por usuário na área de trabalho; • o diâmetro mínimo dos dutos deve ser de 1 polegada; • nenhum trecho de eletrodutos deverá ser maior que 30 metros ou conter mais de 2 ângulos de noventa graus sem a utilização de caixas de passagem; • a ocupação de um duto não deve ser maior do que 40% de sua ocupação total. assim, se um duto pode acomodar no máximo 10 cabos, o número máximo de cabos que deve ser lançado por ele é de 4; • desde a norma 569-a é possível a passagem no mesmo duto de circuito elétrico e de dados, desde que observados os seguintes requisitos: o circuito elétrico deve ser estabilizado e sem ruídos, com voltagem máxima de duzentos e vinte volts e vinte amperes. Deverá existir uma barreira separando os dois circuitos ao longo de todo o percurso. 2.5. Sala de Telecomunicações as salas de telecomunicações abrigam os cabos do cabeamento horizontal de um piso. Esses cabos chegam à sala e são conectados a um patch-panel ou a um bloco iDC. Estes são conectados a outro patch-panel (através de patch cords) que poderá estar conectado ao cabeamento de backbone ou a um ativo (switch ou hub). Nesse caso temos uma conexão cruzada-cross connect. Ou o cabeamento horizontal é conectado a um patch-panel e este, através de um patch cord, é conectado a um ativo. Nesse caso temos a interconexão ou interconnect. algumas observações: • Deverá existir pelo menos uma sala de telecomunicações em cada pavimento; • Deve se localizar o mais próximo do centro do pavimento; • Deverá possuir aterramento; • Deverá possuir controle de temperatura (ar- condicionado) caso abrigue ativos; • Deve atender no máximo uma área de 1000 m2; • É utilizado DiOs para cabos ópticos; a dimensão da sala de telecomunicações obedece à seguinte tabela: Área atendida (m2) Dimensão da Sala (m) 500 3,0 x 2,2 800 3,0 x 2,8 1000 3,0 x 3,4 2.6. Sala de Equipamentos Na sala de equipamentos estão instalados os principais equipamentos de telecomunicações, a conexão cruzada principal (main cross connect) e os servidores. Sendo o ponto de concentração principal de um prédio, deve ser de fácil localização e acesso. Como concentra os equipamentos de telecomunicações e informática deve-se ter cuidados em relação à temperatura, umidade, alimentação elétrica, aterramento e fontes de interferência eletromagnética. A tabela abaixo especifica o dimensionamento da sala de equipamentos. Número de Estações de Trabalho Área (m2) até 100 14 De 101 a 400 37 De 401 a 800 74 De 801 a 1200 111 2.7. Área de Trabalho É na área de trabalho que se localizam os microcomputadores, aparelhos telefônicos, sensores de alarme/incêndio, câmeras de monitoramento, etc. A cada 10 m2 é definida uma área de trabalho que deverá conter no mínimo duas tomadas de telecomunicações (RJ45) ou 4 tomadas e mais um par de fibra óptica. Deve- se posicionar a tomada em um local estratégico, pois o comprimento máximo de um line cord é de 3 metros. 3- Documentação do Cabeamento Estruturado a seguir listaremos os principais passivos que fazem parte da infraestrutura de cabeamento estruturado. 3.1. Cabos São responsáveis por levar os sinais para todos os pontos de telecomunicações. a categoria do cabo deve acompanhar a dos outros ativos. a categoria mínima aceita é a 5e. São aceitos cabos de pares trançados blindados e não blindados. Cabos de fibra óptica multimodo de 50/125 µm e 62,5/125 µm e monomodo. Na figura abaixo temos, da esquerda para a direita, um cabo UTP cat.6, um FTP cat.5e e um cabo de fibra ótica. Figura 3 – Exemplos de Cabos Fonte: acervo pessoal. 54Introdução a Redes II alguns detalhes devem ser observados no lançamento de cabos: • Não dar solavancos ao tracionar o cabo; • ao tracionar, observar a carga que o cabo suporta (vem especificado no catálogo do cabo), uma força excessiva pode romper o cabo; • Não usar talco, graxa, vaselina ou outro produto para que o cabo corra dentro do duto. a margem de 40% de utilização foi feita para que não haja esse tipo de problema no lançamento do cabo. Já houve relatos de pessoas que utilizaram maionese e, acreditem, até banana para lubrificar o cabo. A utilização desses produtos, além de deteriorar a capa de plástico, deixando expostos os fios de cobre pode atrair roedores; • a alça feita no cabo para efetuar o tracionamento deve ser cortada e jogada fora; 3.2. Conectores Os conectores para par trançado são chamados de conectores modular de 8 vias (M8v) ou conectores RJ45 e se apresentam na forma de macho ou fêmea. Na figura 4 temos a ilustração de um conector RJ45. Figura 4 – Conector RJ45 macho Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f1/rj-45_uncripped. jpg?uselang=pt-br. acesso em: 01/03/2013. a conectorização é realizada observando-se um de dois padrões: o T568A ou o T568B. A figura 5 ilustra esses dois padrões. Note que a sequência dos pinos é feita da esquerda para a direita, olhando para o conector com a trava virada para baixo. Figura 5 – Padrões de conectorização Fonte: acervo Pessoal Para conectar um computador a outro diretamente devemos utilizar um cabo cross over. O esquema para a montagem de um é dado na figura 6. Figura 6 – Esquema de conexão cross-over Fonte: acervo Pessoal. Nota: Verificar o material digitalizado, pois há uma diferença nas cores. Na figura 7 temos a ilustração de uma conectorização em um cabo de categoria 6. No primeiro passo é retirado a capa plástica (decapamento), em seguida é cortada a cruzeta (cabo cat.5e não a possui), depois é inserido um separador. Os cabos são destrançados (deve-se obedecer à ordem de cores do padrão utilizado, se T568a ou T568B). Depois é inserido o alinhador, cortado o excesso de fios, inserido o conector e feita a crimpagem com o alicate. Na conectorização de cabos categoria 5e não é comum ter o separador (passo 3) e alinhador (passo 5). Figura 7 – Conectorização Fonte: http://www.idealindustries.com/media/pdfs/products/cat_6_mod_plug_ brochure.pdf. acesso em: 20.12.08 adotado um padrão na conectorização, este deve ser obedecido em todos os outros passivos (RJ45 fêmea, patch- panel ou blocos iDC). a conectorização das tomadas fêmeas é mais fácil. Na parte traseira da tomada existem os locais (sulcos) onde deverão ser encaixados os fios (existe um mapa com esquema de cores), olhar a figura 8. 55 Figura 8 – Tomada RJ45 fêmea (keystone) Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/75/Keystone_ module_CaT5_orange. jpg/280px-Keystone_module_CaT5_orange.jpg. acesso em: 01/03/2013. Na figura 9 vemos a utilização de uma ferramenta chamada de punch down que é utilizada para fazer a conectorização de tomadas. Figura 9 – Conectorização de uma tomada fêmea Fonte: http://images.evenbettercables.com/images/How-To/punchdown-step5. jpg. acesso em: 01/03/2013. 3.3. Cordões e Extensões Ópticas São utilizados para conectar o DiO aos equipamentos ativos. Os cordões têm conectores em ambas as pontas. Já as extensões são conectorizadas em somente uma delas. Na figura 10 podemos ver um cordão comconectores lC. Figura 10-Cordão óptico com conectores LC Fonte: http://www.patchcorduri.info/wp-content/gallery/patch-corduri/patch- cord-fibra-optica-fusion-lc-st-multimode-duplex.jpg. Acesso em: 01/03/2013. 3.4. Cordões de Ligações São utilizados para fazer a ligação do cross-connect (patch-panel com patch-panel), interconnect (patch- panel com equipamento) e a ligação na área de trabalho entre a tomada e o equipamento. Nos dois primeiros casos são chamados de patch-cords, no terceiro de line-cords ou adpter-cables. São construídos de material flexível (tanto o condutor como a capa plástica protetora). Os line-cords são encontrados nos comprimentos de 1, 1.5, 2, 2.5, 3, 4, 5 e 6 metros (line-cords) e os patch-cords nos comprimentos de 1, 1.5, 2 e 2.5 metros. a quantidade que deveremos utilizar será de no mínimo 2 por cada equipamento (1 para conectar o equipamento à tomada e outro, o patch-panel, ao switch). São encontrados também cordões com a pinagem cruzada (cross-over), no padrão T568a e T568B. São encontrados também com a conectorizão realizada em somente uma ponta. Na figura 11 temos um patch-cord. Figura 11 – Patch-cord categoria 6 Fonte: http://www.cablesdirect.com/prodimages/CC712EX-05rD_Lr.jpg. acesso em: 01/03/2013. São encontrados também patch-cords para conexão a blocos IDC 110 (figura 12). Figura 12 – Patch-cord 110 IDC Fonte: http://www.plp.com.br/site/media/k2/items/ cache/85b62d4a27ea43297eb1ab349b6e06c6_M.jpg. acesso em: 01/03/2013. 56Introdução a Redes II 3.5. Distribuidor Interno Ótico Chamados de DIOs recebem as fibras do cabeamento backbone que são emendadas a extensões chamadas de pig- tail, que ficam abrigadas dentro do DIO. Os cordões ópticos são conectados ao pig-tail e ao equipamento óptico. Os DiOs possuem capacidades para conectar até 24 fibras cada um. Na figura 13 podemos visualizar um DIO. Figura 13- Um DIO para fixação em rack de 19 polegadas aberto Fonte: http://www.furukawa.com.br/br/produtos/conectividade-optica/ distribuidor-optico-ou-bastidor- de-emenda/distribuidor-interno-optico-a270- dio-613.html. acesso em: 01/08/2012. 3.6. Espelhos e Caixas de Superfície a função dos espelhos e caixas de superfícies é prover o acabamento final nas tomadas RJ45 fêmeas, além de protegê- las. Na figura 14 temos 4 espelhos para 1, 2, 4 e 6 tomadas. Figura 14 - Espelhos plano Fonte: http://www.plp.com.br/site/media/k2/items/cache/ e44a6f32e15cb53ee479b2697e759e2e_XL.jpg. acesso em: 01/03/2013. 3.7. Guia de Cabos a função do guia de cabos é organizar e acomodar os cabos oriundos dos painéis de distribuição ativos, de cabeamentos horizontal e backbone. Existem organizadores horizontais e verticais. Os horizontais possuem altura de 1U ou 2U (unidade de altura utilizada em racks: 1U corresponde a 44,45 mm) e são intercalados entre um ativo e um patch-panel. Tem a função de abrigar os cabos provenientes desses 2 elementos. Podem ser encontrados nas versões abertas ou fechadas, com ou sem tampa. Na figura 15 temos a ilustração de um organizador de cabos fechado com tampa (a) e um aberto (b). Figura 15 - Organizadores de cabos (a) fechado com tampa e (b) aberto Fonte: Catálogo de Produtos Furukawa. Os organizadores verticais são fixados nas laterais dos racks, tem altura variável e sua função é abrigar os cabos oriundos dos organizadores horizontais, cabeamento backbone e horizontal. 3.8. Patch-Panel O patch-panel é o elemento que faz a terminação dos cabos oriundos do cabeamento horizontal e de backbone. Em sua frente são encontradas tomadas RJ45 fêmeas, onde são conectados os patch-cords. O patch-panel tem largura de dezenove polegadas e a altura varia de acordo com a quantidade de tomadas, 1U (24 tomadas), 2U (48 tomadas) e 4U (96 tomadas). São encontrados no padrão T568a e T568B (geralmente o mesmo patch-panel pode ser utilizado com os dois padrões. Nos conectores traseiros das tomadas existe o mapeamento para os dois padrões). Cada categoria de cabo necessita de um patch-panel específico. Assim temos patch- panel para a categoria 5e e 6. Existe patch-panel modular, onde é instalada uma carcaça e as tomadas são inseridas modularmente de acordo com a necessidade. A figura 16 ilustra a visão dianteira e traseira de um patch-panel. Figura 16 - Patch-Panel Fonte: http://www.maxitelecom.com.br/maxitelecom2011/patch-panel-cat-5e. acesso em: 01/03/2013. 3.9. Blocos 110 IDC Os blocos 110 iDC têm as mesmas funções do patch- panel. Geralmente possuem de 100 a 300 pares. São mais baratos que os patch-panel. 57 a vantagem sobre o patch-panel é que possibilitam a utilização de somente um par, sendo perfeitos para utilização com sistema de telefonia, sensores, circuitos de câmeras de monitoramento, etc. assim como o patch-panel , existem patch-cords nas versões 4 ou 1 par. A figura 17 ilustra um bloco 110 IDC. A figura 18 ilustra a ferramenta punch down específica para blocos IDC. Figura 17 – Bloco 110 IDC para fixação em rack de 19” Fonte: http://www.furukawa.com.br/br/produtos/conectividade-metalica/ patch-panel/painel-de-conexao-200p-110-idc-cat5e-cat6-422.html. acesso em: 01/03/2013. Figura 18 - Punch Down para blocos IDC Fonte: http://media.digikey.com/photos/Paladin%20Tools%20Photos/MFg_3561. jpg. acesso em: 01/03/2013. 3.10. Racks Os racks são utilizados para acomodar os elementos ativos e passivos das salas de telecomunicações e de equipamentos. São encontrados em modelos abertos e fechados. Os modelos fechados possuem versões para serem instaladas em pisos e paredes. a medida de altura é dada em Us, e podem ser encontrados desde 3U até 44U. Devemos dimensionar a altura de um rack pensando nos equipamentos que ele terá que acomodar, e lembrando-se de deixar uma margem para futura expansão. Na figura 19 temos exemplos de racks abertos, fechados e de parede. Figura 19 – Racks: Ao fundo Fechados e Abertos de Piso e abaixo mini racks fechados de parede Fonte: http://www.tellecomracks.com.br/images/produtos.jpg. acesso em: 01/103/2013. 3.11. Identificação A identificação dos pontos de rede, além de ser uma indicação de profissionalismo e organização, é útil quando se pretende encontrar um cabo defeituoso. imagine procurar um cabo no meio de 100 ou 200 patch-cords. A identificação ocorre em duas fases: durante o lançamento dos cabos (chamada de identificação provisória) e a identificação definitiva. A identificação provisória deve ser feita à medida que são lançados os cabos, todos devem ser identificados. Essa identificação não é normatizada, mas segue dois princípios básicos: deve ser capaz de identificar onde está localizado o início e o final dos cabos, e deve ser barata, pois será substituída pela definitiva. Um método que é muito utilizado é o uso de canetas esferográficas de cor preta. A identificação definitiva é feita através de etiquetas impressas por impressoras especiais, como a da figura 20 (uma Panduit lS7). Essas etiquetas são aplicadas nos cabos, tomadas ou qualquer outro elemento que se deseja identificar. Figura 20 – Impressora Panduit LS8E http://www.panduit.com/heiler/Productimages/gLS8E-Strap-lb.jpg. acesso em: 01/03/2013. 58Introdução a Redes II Devemos identificar as extremidades de cada cabo, bem como alguns pontos ao longo de seu comprimento (principalmente dentro de caixas de passagens e pontos de transição), todas as tomadas do patch-panel , da área de trabalho e as extremidades dos path-cords. Existem normas para a identificação definitiva, a EIA/ TIA 606 e a brasileira NBR 14565. abaixo daremos algumas linhas gerais sobre a identificação. Elemento identificado Exemplo Explicação Pontos de Telecomunicação (tomadas dos patch-panel e áreas de trabalho) PT 01 010 O primeiro número (01) identifica o andar onde se encontra o ponto, e o segundo é um número sequencial 12xCPU 04P (02) 001 a 010 CL – 38m Nesse caso temos 12 cabos de cabeamento primário (CP) do tipo UTP (U) com quatropares cada um (4P), no segundo piso, com os cabos de números 001 a 010, num total de 38 metros lineares. Trecho do cabeamento de BackBone 12xCPS 04P (02) 001 a 010 CL – 38m Nesse caso temos a mesma identificação que a anterior, mas utilizando cabo ScTP (cabo de par trançado blindado) 12xCPFo 04Fibras (02) 001 a 010 CL – 38m Agora utilizando fibra óptica com 4 fibras cada cabo. Trecho de Cabeamento Horizontal 12xCSU 04P (02) 001 a 010 a nomenclatura é a mesma do backbone. as únicas diferenças são: o uso de CS (cabeamento secundário) ao invés de CP, e não apresenta a metragem do cabo. 12xCSS 04P (02) 001 a 010 12xCSFo 04P (02) 001 a 010 Trecho de Cabo de Interligação 12xCPU 04P (02) 001 a 010I CL – 38m Utiliza a mesma nomenclatura do cabeamento de backbone. a única diferença é a inclusão do I na frente da identificação do cabo. 12xCPS 04P (02) 001 a 010I CL – 38m 12xCPFo 04P (02) 001 a 010I CL – 38m Cabo de fibra óptica multimodo em rede interna CFo MM 4Fo CFo=Cabo de Fibra Óptica MM=MultiModo Cabo com 4 fibras. Cabo de fibra óptica multimodo em rede externa CFoG MM 4Fo O G indica cabo Geleado. O cabo é preenchido com um gel que confere uma melhor proteção ao cabo. Esse tipo de cabo não pode ser utilizado em rede interna pois o gel é feito à base de petróleo, sendo, portando, inflamável. Cabo de fibra óptica monomodo em rede interna CFo SM 4Fo SM=SingleMode Cabo de fibra óptica monomodo em rede interna CFoG SM 4Fo Identificação das pontas dos cabos CXY ZZ WWW C=Cabo X=Tipo do cabeamento (P) rimário (S)ecundário (I)nterligação Y=Tipo do cabo (U)TP (S) cTP ou Fibra Óptica (Fo) ZZ=andar WWW=Número sequencial do cabo. 3.12. Documentação a norma relacionada à documentação de cabeamento estruturado é a EIA/TIA 606 e a NBR 14565. a seguir iremos comentar alguns dos documentos que compõem a documentação. Esses exemplos a seguir foram retirados do livro Redes locais na Prática, Durr et al. O primeiro documento é o layout da rede (figura 21), que serve como um esboço de como será a rede (caso esteja na parte de planejamento) ou como a rede está (caso esteja sendo feita a documentação de um cabeamento já existente). Nele vemos que há a separação por sala de telecomunicações (especificados por AT), o número de pontos e os ativos presentes em cada sala. Figura 21 - Layout de Rede Fonte: redes Locais na Prática, Durr et al., pg.75. 59 O próximo documento é o diagrama unifilar do tipo 2 (figura 22). Nele são especificadas as salas de telecomunicações, a sala de equipamento (SEQ-DGT), os cabeamentos de backbone e horizontal e os pontos de telecomunicações. Esse diagrama faz uma apresentação de forma resumida. Note que são especificados (identificados) os cabeamentos horizontais e os pontos de telecomunicações. Faltou estar especificado o cabeamento de backbone. Também é ilustrada a especificação do aterramento (