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Questões resolvidas

(Fuvest 2020) As tentativas holandesas de conquista dos territórios portugueses na América tinham por objetivo central a) a apropriação do complexo açucareiro escravista do Atlântico Sul, então monopolizado pelos portugueses. b) a formação de núcleos de povoamento para absorverem a crescente população protestante dos Países Baixos. c) a exploração das minas de ouro recém‐descobertas no interior, somente acessíveis pelo controle de portos no Atlântico. d) a ocupação de áreas até então pouco exploradas pelos portugueses, como o Maranhão e o Vale Amazônico. e) a criação de uma base para a ocupação definitiva das áreas de mineração da América espanhola.

a) a, b, c, d, e.
b) a, b, c, d.
c) a, b, c, e.

(Uel 2019) Sobre a ocupação que antecedeu os caingangue e que pode ser chamada de experiência guaranítica (Séc. XVIXVII), atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir. ( ) A Gobernación del Assunción ligava-se à região do Reino do Paraguai sob controle espanhol, mas de interesse geopolítico para Portugal. ( ) Às margens dos rios Paranapanema, Tibagi, Ivaí e Piquiri foram fundadas reduções jesuíticas para o aldeamento dos índios. ( ) A destruição das reduções jesuíticas nessa região deveu-se ao expansionismo paulista que, por meio de bandeiras, fazia a pregação dos indígenas. ( ) A região passou ao domínio português a partir do Tratado de Madri, assinado em 1750, que aboliu o Tratado de Tordesilhas. ( ) A estrada do Peabiru tornou-se um meio estratégico de defesa da população guarani no conflito contra os bandeirantes. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta. a) V, V, F, V, F. b) V, V, V, F, F. c) F, V, V, V, F. d) F, F, V, F, V. e) F, F, V, V, V.

a) a, b, c, d, e.
b) a, b, c, d.
c) a, b, c, e.

autor da poesia acima, foi um dos integrantes da mais importante revolta colonial brasileira, conhecida como Inconfidência Mineira. Sobre esse movimento podemos afirmar que
a) era de natureza nativista e influenciado pelos discursos iluministas. Buscava a proclamação da república, que teria Ouro Preto como capital, também o perdão de todas as dívidas para com a Fazenda Real.
b) manifestava-se contra os rigores da política fiscal metropolitana sobre a Capitania das Minas, exercida através da Casa de Contratação, e inspirava-se nos ideais revolucionários franceses.
c) visava à independência econômica e à política da Colônia. O levante foi deflagrado quando se exigiu o pagamento dos impostos atrasados pelas Casas de Fundição em todo o país.
d) era de caráter nacionalista, visando à independência da Colônia e ao rompimento dos laços com a metrópole, com o livre direito de implantação de manufaturas nas capitanias e ao comércio exterior.
e) foi ideologicamente influenciado pelos princípios iluministas, divulgados em Minas por uma elite intelectual e acolhidos pela população local, devido à crise econômica.

A partir da metade do século XVIII, a
a) expansão do movimento de autonomia da colônia debilitou os fundamentos do Antigo Regime europeu, estimulou o surgimento do nacionalismo e produziu desdobramentos de cunho político em todo território americano.
b) tentativa portuguesa de impedir o desenvolvimento de relações comerciais diretas entre a colônia e os países europeus levou a Inglaterra a auxiliar os inconfidentes mineiros nos movimentos pela libertação da colônia.
c) cominação colonial começou a apresentar sintomas de esgotamento, e entrou em fase de reformas que não conseguiram resolver a crise, gerada pela emergência do capitalismo industrial.
d) intensa participação popular nos movimentos de libertação colonial, inspirados pelos ideais do despotismo esclarecido, promoveu uma violenta repressão, aos líderes dos revoltosos, pelos exércitos enviados pela metrópole portuguesa.
e) elite colonial, que até então pôde enriquecer e participar do desenvolvimento colonial, teve seus interesses obstaculizados pelos resultados da guerra portuguesa na região platina e exigia ressarcimento do ônus da guerra.

A partir de tais referências, assinale a alternativa INCORRETA.
a) O contraste entre a mulher tupi e a mulher tapuia sugere que o colonizador mantinha diferentes formas de se relacionar com os indígenas.
b) O contraste entre as vegetações são representações fidedignas dos lugares onde essas mulheres eram encontradas.
c) O contraste entre vestimentas das mulheres tupi e mameluca sugere que o colonizador identificava diferenças culturais entre elas.
d) A presença de crianças na representação das mulheres tupi e negra alude à maternidade e poderia ser lida como a possibilidade de reprodução da mão de obra.
e) As imagens são representações da experiência dos holandeses e de suas intenções colonizadoras.

Com base no trecho e no que se sabe sobre o contato entre portugueses e nativos na colonização do Brasil, assinale com V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir.
( ) O fragmento de texto mostra que sempre houve distorção sobre a real condição dos nativos brasileiros, tidos, enfim, como estúpidos, incapazes e preguiçosos.
( ) O autor faz parte de um grupo de europeus que viram nos nativos brasileiros a imagem do homem puro e sem vícios, o “bom selvagem”, assim como os apresentou Rousseau.
( ) Todos os cronistas coloniais passaram à Europa e para a posteridade esta mesma imagem dos nativos americanos, o que proporcionou um modelo de convivência pacífico e baseado no respeito à cultura indígena.
( ) A percepção dos cronistas europeus sobre os nativos brasileiros baseou-se na sua origem, formação, valores e expectativas; desta forma, todos viram os nativos brasileiros com bons olhos, como o padre capuchinho Claude d’Abbeville.
A sequência correta, de cima para baixo, é:

a) V, V, F, V.
b) F, V, F, F.
c) V, F, V, V.
d) F, F, V, F.

A partir da leitura do documento e dos seus conhecimentos sobre o assunto, marque a alternativa INCORRETA a respeito das propostas dos revolucionários pernambucanos de 1817.

a) Expressavam a insatisfação com o aumento e a criação de novos tributos (impostos) para o sustento da Corte sediada no Rio de Janeiro.
b) Inspiravam-se nos ideais liberais e republicanos que se disseminavam a partir dos exemplos da Revolução de Independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa.
c) Propunham a igualdade de direitos políticos e civis, a tolerância religiosa e a abolição da escravidão.
d) Buscavam fortalecer os vínculos com as capitanias vizinhas, como Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, com a intenção de constituírem uma República independente do restante da América portuguesa.
e) Buscavam construir uma nova pátria fundada em uma identidade comum entre “portugueses” e “brasileiros”, “europeus” e “americanos” que aderissem ao movimento.

Em relação à proposição “Deus repele a escravidão”, sabe-se que os jesuítas
a) defenderam enfaticamente que essa forma de trabalho fosse abolida na América hispânica uma vez que consideravam que todos eram iguais perante Deus, sendo, por essa razão, expulsos, primeiro pela Coroa Portuguesa e, em seguida, pela Coroa Espanhola, após décadas de trabalho missionário.
b) apresentaram, gradativamente, postura cada vez mais complacente em relação aos indígenas, argumentando que estes não deveriam ser submetidos ao regime da agricultura nos moldes ocidentais, uma vez que, diferentemente dos negros, eram frágeis fisicamente e detinham suas próprias técnicas de subsistência, como o extrativismo e a coivara.
c) dividiram-se em dois grupos com opiniões divergentes, sendo um defensor do trabalho compulsório aos indígenas e africanos, contanto que combinado à catequese e a um tratamento humanista desses cativos, e outro favorável ao estabelecimento de missões que atraíssem espontaneamente índios e negros que ali poderiam trabalhar em comunidade e estudar.
d) discutiram efusivamente essa questão, desafiando as orientações superiores em nome da piedade cristã aos índios e negros, até o momento em que o trabalho compulsório se mostrou indispensável para sua fixação e sobrevivência nas colônias, etapas que venceram com êxito, a ponto de se transformarem em uma ameaça político-econômica à dominação das coroas hispânicas.
e) consideravam a escravidão um mal necessário para a colonização do novo mundo, sendo especialmente admissível no caso da população africana, que já adotara essa prática.

26. (Puccamp 2017) Um grande número de jovens da elite colonial brasileira frequentou a Faculdade de Direito de Coimbra, em Portugal. Essa elite, influenciada pelos ideais da pequena elite a que o texto de Franco Venturini se refere, contribuiu para a
a) Revolta de Beckman em 1684.
b) Guerra dos Mascates em 1710.
c) Revolta de Felipe dos Santos em 1720.
d) Insurreição Guaranítica em 1750.
e) Inconfidência Mineira em 1789.

27. (Puccamp 2017) Sobre a obra colonizadora, a que o texto de Jânio de Freitas se refere, é correto afirmar que a
a) opção pela implantação da economia açucareira, com base na grande propriedade rural e no trabalho escravo, articula-se com o mecanismo de dominação colonial e com a política mercantilista.
b) colonização se estabelece dentro dos padrões de povoamento e expansão religiosa, resultou da expansão marítima dos países da Europa e se constituiu numa sociedade de europeus sem miscigenação.
c) exploração econômica da colônia, com base na produção de açúcar, pretendeu impor a reserva de mercado metropolitano por meio de um sistema de livre comércio que atingia todas as riquezas coloniais.
d) escolha pela produção açucareira na colônia objetivava demarcar os direitos de exploração dos países ibéricos na América, tendo como elemento propulsor o desenvolvimento da expansão comercial e marítima.
e) existência, na colônia recém descoberta, de uma estrutura produtiva já instalada pela população nativa foi capaz de viabilizar uma efetiva

Sobre tal documento é INCORRETO afirmar que
a) o uso da expressão ‘peças do gentio’ e do termo ‘forras’ são indícios de existência de escravidão indígena.
b) a Companhia de Jesus e outras ordens religiosas não foram as únicas responsáveis por administrar os indígenas na América portuguesa.
c) as referências à transferência de bens e a vendas no testamento não atingem indígenas forros e livres.
d) o trabalho compulsório assumiu diversas formas na colonização portuguesa na América.
e) a sociedade colonial dispunha, como visto no testamento, de mecanismos para driblar a legislação que defendia a liberdade dos indígenas.

30. (Enem 2016) TEXTO I
a) reduzir o poder das confrarias.
b) cristianizar a população afro-brasileira.
c) espoliar recursos materiais dos cativos.
d) recrutar libertos para seu corpo eclesiástico.
e) atender a demanda popular por padroeiros locais.

Estão corretas apenas as afirmativas
I- Está a formação socioeconômica portuguesa, que privilegiava as atividades tradicionais voltadas ao cultivo da terra e à produção de vinho em detrimento do investimento em manufaturas.
II- Um dos fatores que contribuiu para que Portugal continuasse um país eminentemente agrícola, não desenvolvendo um setor de manufaturas, foi o Tratado de Methuen, assinado com a Inglaterra, em 1703.
III- Dentre os problemas enfrentados pela Coroa Portuguesa estava a sua incapacidade de controlar tanto o contrabando de bens manufaturados para a sua colônia americana, quanto a fabricação desses bens no Brasil, cuja produção foi liberada pelo Marquês de Pombal quando Primeiro Ministro do rei D. José I.
a) I e II.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.

Considere as afirmacoes abaixo sobre as razões que levaram os portugueses a adotar o açúcar como produto agrícola básico de exportação do Brasil Colonial (1530-1822).
I- As condições geográficas do Brasil eram favoráveis ao desenvolvimento da lavoura canavieira, devido ao clima tropical quente e úmido e ao solo relativamente fértil no litoral.
II- O açúcar era um produto de grande aceitação no mercado europeu e poderia proporcionar grandes lucros à metrópole portuguesa, tendo em vista a potencialidade que sua nova colônia apresentava para a lavoura canavieira.
III- Apesar de já comercializar açúcar na Europa, Portugal ainda não tinha experiência na sua produção, decidindo, assim, iniciar essa nova atividade econômica nas terras há pouco descobertas na América.
IV- Portugal desejava rivalizar com os holandeses, que eram inimigos da Coroa Lusitana e dominavam o refino e o comércio do açúcar na Europa; posteriormente, os holandeses, inclusive, invadiriam as zonas produtoras brasileiras de açúcar.
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.

Coluna A
3. Guerra dos Mascates
4. Revolta de Vila Rica
5. Inconfidência Mineira

Coluna B

( ) Transcorrido em Pernambuco, entre 1709 e 1710, o movimento caracterizou-se pela oposição entre os comerciantes de Recife contra os senhores de engenho de Olinda, tendo como base a tentativa dos mercadores recifenses em conseguir maior autonomia política e cobrar as dívidas dos produtores de açúcar olindenses.

( ) Deflagrada no Maranhão, em 1684, a revolta teve como base o descontentamento com a proibição da escravidão indígena, decretada pela Coroa Portuguesa, a pedido da Companhia de Jesus, medida que prejudicou a extração das “drogas do sertão” pelos colonos europeus.

( ) Ocorrido em Minas Gerais, em 1720, sob a liderança de Filipe dos Santos, o levante teve como causa a oposição ao sistema de taxação da Coroa Portuguesa, que resolveu estabelecer 4 Casas de Fundição na região mineradora, como forma de cobrar o quinto (imposto de vinte por cento) sobre o ouro.

( ) Sucedido em Minas Gerais, no ano de 1708, o conflito opôs os paulistas (bandeirantes), primeiros aventureiros a descobrir e ocupar a zona da mineração, contra os “forasteiros”, os seja, os grupos que chegaram depois na região, originários do reino ou de outras capitanias.

A numeração correta na coluna B, de cima para baixo, é

a) 3 – 1 – 4 – 2
b) 1 – 2 – 3 – 5
c) 3 – 4 – 1 – 2
d) 2 – 3 – 4 – 5
e) 3 – 4 – 5 – 2

O termo independência adquiriu ressonância no vocabulário político especialmente a partir da deflagração da Revolução de 1820, na cidade do Porto. Foi bastante utilizado em manifestos revolucionários para sublinhar a possibilidade de a “nação portuguesa” e os “portugueses de ambos os mundos” regenerarem os tradicionais princípios monárquicos do reino, estabelecidos no século XVII com a ascensão de D. João IV de Bragança. A proposta fundamental era a de construir a “independência nacional”, articulando a monarquia a uma Constituição que estabelecesse limites ao poder real e garantisse direitos e liberdades civis, e políticas aos cidadãos do império. Pretendia-se por essa via, entre outras exigências, contestar o absolutismo representado por D. João VI e o “despotismo” exercido por ministros, por conselheiros e pela corte radicada no Rio de Janeiro desde 1808.

a) A independência era elaborada como uma conquista de uma autonomia que se concretizaria legalmente por meio de uma constituição não implicando, como requisito, o rompimento dos vínculos com Portugal.
b) Os movimentos brasileiros pela independência se caracterizaram pela revolução, já que exigiram luta política e militar na consolidação de uma abolição da monarquia e sua substituição pela república.
c) O termo independência faz uma associação com liberdade e, como tal, é genuinamente brasileiro, não mantendo vínculo ou recebendo nenhuma influência dos conceitos ou movimentos europeus.
d) Como princípio, independência significa emancipação, ou seja, caminhar com as próprias pernas inaugurando um modelo novo de gestão da nação brasileira, alterando inclusive a sede do governo.

Em 1590, a colônia brasileira já contava com 150 engenhos espalhados pelas capitanias de Pernambuco, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. As duas primeiras, no entanto, correspondiam a 80% do total.

a) a isenção de impostos para engenhos recém-construídos e os benefícios tributários sobre o açúcar.
b) a isenção vitalícia de impostos, ou seja, enquanto o proprietário de engenho fosse vivo, não pagaria nenhum tipo de imposto.
c) a redução de pagamento de taxas na importação de mão de obra africana apenas para as capitanias do Nordeste, em virtude de sua alta produtividade.
d) a gratuidade da mão de obra para os engenhos recém-construídos em toda a Colônia.

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Questões resolvidas

(Fuvest 2020) As tentativas holandesas de conquista dos territórios portugueses na América tinham por objetivo central a) a apropriação do complexo açucareiro escravista do Atlântico Sul, então monopolizado pelos portugueses. b) a formação de núcleos de povoamento para absorverem a crescente população protestante dos Países Baixos. c) a exploração das minas de ouro recém‐descobertas no interior, somente acessíveis pelo controle de portos no Atlântico. d) a ocupação de áreas até então pouco exploradas pelos portugueses, como o Maranhão e o Vale Amazônico. e) a criação de uma base para a ocupação definitiva das áreas de mineração da América espanhola.

a) a, b, c, d, e.
b) a, b, c, d.
c) a, b, c, e.

(Uel 2019) Sobre a ocupação que antecedeu os caingangue e que pode ser chamada de experiência guaranítica (Séc. XVIXVII), atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir. ( ) A Gobernación del Assunción ligava-se à região do Reino do Paraguai sob controle espanhol, mas de interesse geopolítico para Portugal. ( ) Às margens dos rios Paranapanema, Tibagi, Ivaí e Piquiri foram fundadas reduções jesuíticas para o aldeamento dos índios. ( ) A destruição das reduções jesuíticas nessa região deveu-se ao expansionismo paulista que, por meio de bandeiras, fazia a pregação dos indígenas. ( ) A região passou ao domínio português a partir do Tratado de Madri, assinado em 1750, que aboliu o Tratado de Tordesilhas. ( ) A estrada do Peabiru tornou-se um meio estratégico de defesa da população guarani no conflito contra os bandeirantes. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta. a) V, V, F, V, F. b) V, V, V, F, F. c) F, V, V, V, F. d) F, F, V, F, V. e) F, F, V, V, V.

a) a, b, c, d, e.
b) a, b, c, d.
c) a, b, c, e.

autor da poesia acima, foi um dos integrantes da mais importante revolta colonial brasileira, conhecida como Inconfidência Mineira. Sobre esse movimento podemos afirmar que
a) era de natureza nativista e influenciado pelos discursos iluministas. Buscava a proclamação da república, que teria Ouro Preto como capital, também o perdão de todas as dívidas para com a Fazenda Real.
b) manifestava-se contra os rigores da política fiscal metropolitana sobre a Capitania das Minas, exercida através da Casa de Contratação, e inspirava-se nos ideais revolucionários franceses.
c) visava à independência econômica e à política da Colônia. O levante foi deflagrado quando se exigiu o pagamento dos impostos atrasados pelas Casas de Fundição em todo o país.
d) era de caráter nacionalista, visando à independência da Colônia e ao rompimento dos laços com a metrópole, com o livre direito de implantação de manufaturas nas capitanias e ao comércio exterior.
e) foi ideologicamente influenciado pelos princípios iluministas, divulgados em Minas por uma elite intelectual e acolhidos pela população local, devido à crise econômica.

A partir da metade do século XVIII, a
a) expansão do movimento de autonomia da colônia debilitou os fundamentos do Antigo Regime europeu, estimulou o surgimento do nacionalismo e produziu desdobramentos de cunho político em todo território americano.
b) tentativa portuguesa de impedir o desenvolvimento de relações comerciais diretas entre a colônia e os países europeus levou a Inglaterra a auxiliar os inconfidentes mineiros nos movimentos pela libertação da colônia.
c) cominação colonial começou a apresentar sintomas de esgotamento, e entrou em fase de reformas que não conseguiram resolver a crise, gerada pela emergência do capitalismo industrial.
d) intensa participação popular nos movimentos de libertação colonial, inspirados pelos ideais do despotismo esclarecido, promoveu uma violenta repressão, aos líderes dos revoltosos, pelos exércitos enviados pela metrópole portuguesa.
e) elite colonial, que até então pôde enriquecer e participar do desenvolvimento colonial, teve seus interesses obstaculizados pelos resultados da guerra portuguesa na região platina e exigia ressarcimento do ônus da guerra.

A partir de tais referências, assinale a alternativa INCORRETA.
a) O contraste entre a mulher tupi e a mulher tapuia sugere que o colonizador mantinha diferentes formas de se relacionar com os indígenas.
b) O contraste entre as vegetações são representações fidedignas dos lugares onde essas mulheres eram encontradas.
c) O contraste entre vestimentas das mulheres tupi e mameluca sugere que o colonizador identificava diferenças culturais entre elas.
d) A presença de crianças na representação das mulheres tupi e negra alude à maternidade e poderia ser lida como a possibilidade de reprodução da mão de obra.
e) As imagens são representações da experiência dos holandeses e de suas intenções colonizadoras.

Com base no trecho e no que se sabe sobre o contato entre portugueses e nativos na colonização do Brasil, assinale com V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir.
( ) O fragmento de texto mostra que sempre houve distorção sobre a real condição dos nativos brasileiros, tidos, enfim, como estúpidos, incapazes e preguiçosos.
( ) O autor faz parte de um grupo de europeus que viram nos nativos brasileiros a imagem do homem puro e sem vícios, o “bom selvagem”, assim como os apresentou Rousseau.
( ) Todos os cronistas coloniais passaram à Europa e para a posteridade esta mesma imagem dos nativos americanos, o que proporcionou um modelo de convivência pacífico e baseado no respeito à cultura indígena.
( ) A percepção dos cronistas europeus sobre os nativos brasileiros baseou-se na sua origem, formação, valores e expectativas; desta forma, todos viram os nativos brasileiros com bons olhos, como o padre capuchinho Claude d’Abbeville.
A sequência correta, de cima para baixo, é:

a) V, V, F, V.
b) F, V, F, F.
c) V, F, V, V.
d) F, F, V, F.

A partir da leitura do documento e dos seus conhecimentos sobre o assunto, marque a alternativa INCORRETA a respeito das propostas dos revolucionários pernambucanos de 1817.

a) Expressavam a insatisfação com o aumento e a criação de novos tributos (impostos) para o sustento da Corte sediada no Rio de Janeiro.
b) Inspiravam-se nos ideais liberais e republicanos que se disseminavam a partir dos exemplos da Revolução de Independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa.
c) Propunham a igualdade de direitos políticos e civis, a tolerância religiosa e a abolição da escravidão.
d) Buscavam fortalecer os vínculos com as capitanias vizinhas, como Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, com a intenção de constituírem uma República independente do restante da América portuguesa.
e) Buscavam construir uma nova pátria fundada em uma identidade comum entre “portugueses” e “brasileiros”, “europeus” e “americanos” que aderissem ao movimento.

Em relação à proposição “Deus repele a escravidão”, sabe-se que os jesuítas
a) defenderam enfaticamente que essa forma de trabalho fosse abolida na América hispânica uma vez que consideravam que todos eram iguais perante Deus, sendo, por essa razão, expulsos, primeiro pela Coroa Portuguesa e, em seguida, pela Coroa Espanhola, após décadas de trabalho missionário.
b) apresentaram, gradativamente, postura cada vez mais complacente em relação aos indígenas, argumentando que estes não deveriam ser submetidos ao regime da agricultura nos moldes ocidentais, uma vez que, diferentemente dos negros, eram frágeis fisicamente e detinham suas próprias técnicas de subsistência, como o extrativismo e a coivara.
c) dividiram-se em dois grupos com opiniões divergentes, sendo um defensor do trabalho compulsório aos indígenas e africanos, contanto que combinado à catequese e a um tratamento humanista desses cativos, e outro favorável ao estabelecimento de missões que atraíssem espontaneamente índios e negros que ali poderiam trabalhar em comunidade e estudar.
d) discutiram efusivamente essa questão, desafiando as orientações superiores em nome da piedade cristã aos índios e negros, até o momento em que o trabalho compulsório se mostrou indispensável para sua fixação e sobrevivência nas colônias, etapas que venceram com êxito, a ponto de se transformarem em uma ameaça político-econômica à dominação das coroas hispânicas.
e) consideravam a escravidão um mal necessário para a colonização do novo mundo, sendo especialmente admissível no caso da população africana, que já adotara essa prática.

26. (Puccamp 2017) Um grande número de jovens da elite colonial brasileira frequentou a Faculdade de Direito de Coimbra, em Portugal. Essa elite, influenciada pelos ideais da pequena elite a que o texto de Franco Venturini se refere, contribuiu para a
a) Revolta de Beckman em 1684.
b) Guerra dos Mascates em 1710.
c) Revolta de Felipe dos Santos em 1720.
d) Insurreição Guaranítica em 1750.
e) Inconfidência Mineira em 1789.

27. (Puccamp 2017) Sobre a obra colonizadora, a que o texto de Jânio de Freitas se refere, é correto afirmar que a
a) opção pela implantação da economia açucareira, com base na grande propriedade rural e no trabalho escravo, articula-se com o mecanismo de dominação colonial e com a política mercantilista.
b) colonização se estabelece dentro dos padrões de povoamento e expansão religiosa, resultou da expansão marítima dos países da Europa e se constituiu numa sociedade de europeus sem miscigenação.
c) exploração econômica da colônia, com base na produção de açúcar, pretendeu impor a reserva de mercado metropolitano por meio de um sistema de livre comércio que atingia todas as riquezas coloniais.
d) escolha pela produção açucareira na colônia objetivava demarcar os direitos de exploração dos países ibéricos na América, tendo como elemento propulsor o desenvolvimento da expansão comercial e marítima.
e) existência, na colônia recém descoberta, de uma estrutura produtiva já instalada pela população nativa foi capaz de viabilizar uma efetiva

Sobre tal documento é INCORRETO afirmar que
a) o uso da expressão ‘peças do gentio’ e do termo ‘forras’ são indícios de existência de escravidão indígena.
b) a Companhia de Jesus e outras ordens religiosas não foram as únicas responsáveis por administrar os indígenas na América portuguesa.
c) as referências à transferência de bens e a vendas no testamento não atingem indígenas forros e livres.
d) o trabalho compulsório assumiu diversas formas na colonização portuguesa na América.
e) a sociedade colonial dispunha, como visto no testamento, de mecanismos para driblar a legislação que defendia a liberdade dos indígenas.

30. (Enem 2016) TEXTO I
a) reduzir o poder das confrarias.
b) cristianizar a população afro-brasileira.
c) espoliar recursos materiais dos cativos.
d) recrutar libertos para seu corpo eclesiástico.
e) atender a demanda popular por padroeiros locais.

Estão corretas apenas as afirmativas
I- Está a formação socioeconômica portuguesa, que privilegiava as atividades tradicionais voltadas ao cultivo da terra e à produção de vinho em detrimento do investimento em manufaturas.
II- Um dos fatores que contribuiu para que Portugal continuasse um país eminentemente agrícola, não desenvolvendo um setor de manufaturas, foi o Tratado de Methuen, assinado com a Inglaterra, em 1703.
III- Dentre os problemas enfrentados pela Coroa Portuguesa estava a sua incapacidade de controlar tanto o contrabando de bens manufaturados para a sua colônia americana, quanto a fabricação desses bens no Brasil, cuja produção foi liberada pelo Marquês de Pombal quando Primeiro Ministro do rei D. José I.
a) I e II.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.

Considere as afirmacoes abaixo sobre as razões que levaram os portugueses a adotar o açúcar como produto agrícola básico de exportação do Brasil Colonial (1530-1822).
I- As condições geográficas do Brasil eram favoráveis ao desenvolvimento da lavoura canavieira, devido ao clima tropical quente e úmido e ao solo relativamente fértil no litoral.
II- O açúcar era um produto de grande aceitação no mercado europeu e poderia proporcionar grandes lucros à metrópole portuguesa, tendo em vista a potencialidade que sua nova colônia apresentava para a lavoura canavieira.
III- Apesar de já comercializar açúcar na Europa, Portugal ainda não tinha experiência na sua produção, decidindo, assim, iniciar essa nova atividade econômica nas terras há pouco descobertas na América.
IV- Portugal desejava rivalizar com os holandeses, que eram inimigos da Coroa Lusitana e dominavam o refino e o comércio do açúcar na Europa; posteriormente, os holandeses, inclusive, invadiriam as zonas produtoras brasileiras de açúcar.
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.

Coluna A
3. Guerra dos Mascates
4. Revolta de Vila Rica
5. Inconfidência Mineira

Coluna B

( ) Transcorrido em Pernambuco, entre 1709 e 1710, o movimento caracterizou-se pela oposição entre os comerciantes de Recife contra os senhores de engenho de Olinda, tendo como base a tentativa dos mercadores recifenses em conseguir maior autonomia política e cobrar as dívidas dos produtores de açúcar olindenses.

( ) Deflagrada no Maranhão, em 1684, a revolta teve como base o descontentamento com a proibição da escravidão indígena, decretada pela Coroa Portuguesa, a pedido da Companhia de Jesus, medida que prejudicou a extração das “drogas do sertão” pelos colonos europeus.

( ) Ocorrido em Minas Gerais, em 1720, sob a liderança de Filipe dos Santos, o levante teve como causa a oposição ao sistema de taxação da Coroa Portuguesa, que resolveu estabelecer 4 Casas de Fundição na região mineradora, como forma de cobrar o quinto (imposto de vinte por cento) sobre o ouro.

( ) Sucedido em Minas Gerais, no ano de 1708, o conflito opôs os paulistas (bandeirantes), primeiros aventureiros a descobrir e ocupar a zona da mineração, contra os “forasteiros”, os seja, os grupos que chegaram depois na região, originários do reino ou de outras capitanias.

A numeração correta na coluna B, de cima para baixo, é

a) 3 – 1 – 4 – 2
b) 1 – 2 – 3 – 5
c) 3 – 4 – 1 – 2
d) 2 – 3 – 4 – 5
e) 3 – 4 – 5 – 2

O termo independência adquiriu ressonância no vocabulário político especialmente a partir da deflagração da Revolução de 1820, na cidade do Porto. Foi bastante utilizado em manifestos revolucionários para sublinhar a possibilidade de a “nação portuguesa” e os “portugueses de ambos os mundos” regenerarem os tradicionais princípios monárquicos do reino, estabelecidos no século XVII com a ascensão de D. João IV de Bragança. A proposta fundamental era a de construir a “independência nacional”, articulando a monarquia a uma Constituição que estabelecesse limites ao poder real e garantisse direitos e liberdades civis, e políticas aos cidadãos do império. Pretendia-se por essa via, entre outras exigências, contestar o absolutismo representado por D. João VI e o “despotismo” exercido por ministros, por conselheiros e pela corte radicada no Rio de Janeiro desde 1808.

a) A independência era elaborada como uma conquista de uma autonomia que se concretizaria legalmente por meio de uma constituição não implicando, como requisito, o rompimento dos vínculos com Portugal.
b) Os movimentos brasileiros pela independência se caracterizaram pela revolução, já que exigiram luta política e militar na consolidação de uma abolição da monarquia e sua substituição pela república.
c) O termo independência faz uma associação com liberdade e, como tal, é genuinamente brasileiro, não mantendo vínculo ou recebendo nenhuma influência dos conceitos ou movimentos europeus.
d) Como princípio, independência significa emancipação, ou seja, caminhar com as próprias pernas inaugurando um modelo novo de gestão da nação brasileira, alterando inclusive a sede do governo.

Em 1590, a colônia brasileira já contava com 150 engenhos espalhados pelas capitanias de Pernambuco, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. As duas primeiras, no entanto, correspondiam a 80% do total.

a) a isenção de impostos para engenhos recém-construídos e os benefícios tributários sobre o açúcar.
b) a isenção vitalícia de impostos, ou seja, enquanto o proprietário de engenho fosse vivo, não pagaria nenhum tipo de imposto.
c) a redução de pagamento de taxas na importação de mão de obra africana apenas para as capitanias do Nordeste, em virtude de sua alta produtividade.
d) a gratuidade da mão de obra para os engenhos recém-construídos em toda a Colônia.

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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
1. (Fuvest 2020) As tentativas holandesas de
conquista dos territórios portugueses na América
tinham por objetivo central 
a) a apropriação do complexo açucareiro
escravista do Atlântico Sul, então monopolizado
pelos portugueses. 
b) a formação de núcleos de povoamento para
absorverem a crescente população protestante
dos Países Baixos. 
c) a exploração das minas de ouro recém‐
descobertas no interior, somente acessíveis pelo
controle de portos no Atlântico. 
d) a ocupação de áreas até então pouco exploradas
pelos portugueses, como o Maranhão e o Vale
Amazônico. 
e) a criação de uma base para a ocupação
definitiva das áreas de mineração da América
espanhola. 
 
2. (Mackenzie 2019) “A grande lavoura
açucareira na colônia brasileira iniciou-se com o
uso extensivo da mão de obra indígena (...) Do
ponto de vista dos portugueses, no período de
escravidão indígena, o sistema de relações de
trabalho era algo que fora pormenorizadamente
elaborado. Tal período foi também aquele em que o
contato entre os europeus e o gentio começou a
criar categorias e definições sociais e raciais que
caracterizaram continuamente a experiência
colonial.”
(Schwartz, Stuart B. Segredos Internos:
Engenhos e escravos na sociedade colonial. São
Paulo: Cia das Letras, 2005, p. 57)
Sobre o trabalho escravo durante o período
colonial é correto afirmar que 
a) o uso da mão de obra indígena estendeu-se
durante todo o período colonial. No primeiro
momento, durante a extração do pau-brasil, os
portugueses utilizavam o escambo. No segundo
momento, a partir da produção canavieira, foi
organizada a escravidão dos povos indígenas. 
b) desde o primeiro contato com os portugueses,
os indígenas foram submetidos ao trabalho
escravo. Seja na extração do pau-brasil seja na
grande lavoura canavieira, o sistema escravista
baseado na mão de obra nativa predominou
diante de outras formas de trabalho. 
c) a partir da necessidade de mão de obra para a
produção canavieira, os povos indígenas foram
submetidos à escravidão. Porém, a partir da
chegada dos primeiros grupos de africanos, a
escravidão indígena foi paulatinamente
abandonada até chegar ao fim em meados do
século XVII. 
d) a escravidão indígena foi implantada durante o
chamado Período Pré-colonial e tinha como
objetivo usar o máximo de mão de obra para a
extração do pau-brasil. Com a implantação da
grande lavoura e a chegada dos africanos, a
escravidão indígena perdeu força e foi
abandonada no século XVIII. 
e) após utilizar o trabalho indígena com o
escambo, os portugueses recorrem à sua
escravização. Isso se deve à necessidade
portuguesa de mão de obra para a grande
lavoura e à indisposição indígena para o
trabalho aos moldes europeus. No século XVII, é
substituída definitivamente pela escravidão
africana. 
 
3. (Uel 2019) O Norte do Paraná só foi
integrado à economia nacional nos anos 1930 por
meio das ações da Companhia de Terras Norte do
Paraná. As populações indígenas que habitavam a
região, especificamente a caingangue, pouco
tiveram de suas histórias preservadas ou
registradas.
Sobre a ocupação que antecedeu os
caingangue e que pode ser chamada de
experiência guaranítica (Séc. XVIXVII), atribua V
(verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) A Gobernación del Assunción ligava-se à
região do Reino do Paraguai sob controle
espanhol, mas de interesse geopolítico para
Portugal.
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
( ) Às margens dos rios Paranapanema, Tibagi,
Ivaí e Piquiri foram fundadas reduções
jesuíticas para o aldeamento dos índios.
( ) A destruição das reduções jesuíticas nessa
região deveu-se ao expansionismo paulista
que, por meio de bandeiras, fazia a pregação
dos indígenas.
( ) A região passou ao domínio português a partir
do Tratado de Madri, assinado em 1750, que
aboliu o Tratado de Tordesilhas.
( ) A estrada do Peabiru tornou-se um meio
estratégico de defesa da população guarani
no conflito contra os bandeirantes.
Assinale a alternativa que contém, de cima
para baixo, a sequência correta. 
a) V, V, F, V, F. 
b) V, V, V, F, F. 
c) F, V, V, V, F. 
d) F, F, V, F, V. 
e) F, F, V, V, V. 
 
4. (Uece 2019) Segundo nos informa Darcy
Ribeiro (1995, p.194), em fins do século XVI, a
colônia possuía 3 cidades, a maior delas, Salvador,
então sede do Governo Geral, contava com
aproximadamente 15 mil habitantes; no final do
século XVII, salvador tinha em torno de 30 mil
habitantes e Recife tinha 20 mil. Ao final do século
XVIII, enquanto cidades centenárias como
Salvador e Recife tinham por volta de 40 mil e 25
mil habitantes, respectivamente, a jovem cidade
de Vila Rica, hoje Ouro Preto, elevada à categoria
de Vila somente em 1711, já possuía cerca de 30 mil
habitantes.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: A
formação e o sentido do Brasil. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995, p. 194.
O fenômeno demográfico do rápido
crescimento populacional de Vila rica (Ouro Preto)
no século XVIII é atribuído 
a) ao processo de interiorização da colonização
portuguesa no Brasil a partir da expansão da
atividade pecuarista, por meio das correntes do
sertão de dentro, oriunda da Bahia, e do sertão
de fora originária de Pernambuco. 
b) à grande migração de colonos e de pessoas
oriundas de Portugal para a região que hoje é
Minas Gerais, em função das descobertas de
jazidas de ouro e pedras preciosas, o que fez
surgirem vários centros urbanos na área. 
c) ao estímulo ao desenvolvimento da colônia,
promovido por Sebastião José de Carvalho e
Melo, o marquês de Pombal, secretário de
Estado do Reino, sob o reinado de D. José I, que
incentivou a indústria e a educação no Brasil. 
d) à ocupação de vastos espaços do território da
colônia por colonos espanhóis das regiões do
Potosi e do Rio da Prata, quando ocorreu a União
Ibérica (1580-1640), época em que reis
hispânicos governaram o reino de Portugal. 
 
5. (Mackenzie 2019) “O resto empório das
douradas Minas
Por mim o falará: quando mais finas
Se derramam as lágrimas no imposto
Clama o desgosto de um país decadente. ”
(Cláudio Manoel da Costa)
O intelectual e advogado, autor da poesia
acima, foi um dos integrantes da mais importante
revolta colonial brasileira, conhecida como
Inconfidência Mineira.
Sobre esse movimento podemos afirmar que 
a) era de natureza nativista e influenciado pelos
discursos iluministas. Buscava a proclamação
da república, que teria Ouro Preto como capital,
também o perdão de todas as dívidas para com a
Fazenda Real. 
b) manifestava-se contra os rigores da política
fiscal metropolitana sobre a Capitania das
Minas, exercida através da Casa de Contratação,
e inspirava-se nos ideais revolucionários
franceses. 
c) visava à independência econômica e à política
da Colônia. O levante foi deflagrado quando se
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
exigiu o pagamento dos impostos atrasados
pelas Casas de Fundição em todo o país. 
d) era de caráter nacionalista, visando à
independência da Colônia e ao rompimento dos
lanços com a metrópole, com o livre direito de
implantação de manufaturas nas capitanias e
ao comércio exterior. 
e) foi ideologicamente influenciado pelos
princípios iluministas, divulgados em Minas por
uma elite intelectual e acolhidos pela população
local, devido àcrise econômica. 
 
6. (Mackenzie 2018) “(...) Neste dia, a horas
de véspera, houvemos vista de terra!
Primeiramente dum monte, mui alto e redondo; e
doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra
chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o
capitão pôs o nome – o Monte Pascoal, e à terra –
a Terra de Vera Cruz.”
CAMINHA, Pero Vaz de. “Carta. In: Freitas a
el -rei D. Manuel”.In FREITAS, Gustavo de. 900
textos e documentos de história. Lisboa: Plátano,
1986. V. II, p. 99-100.
O texto acima é parte da carta do escrivão,
Pero Vaz de Caminha, tripulante a bordo da
armada de Pedro Álvarez Cabral, ao rei português
D. Manuel, narrando o descobrimento do Brasil.
Essa expedição marítima pode ser entendida no
contexto socioeconômico da época, como uma 
a) tentativa de obtenção de novas terras, no
continente europeu, para ceder aos nobres
portugueses, empobrecidos pelo declínio do
feudalismo, verificado durante todo o século
XIV. 
b) consolidação do poder da Igreja junto às
Monarquias ibéricas, interessada tanto em
reprimir o avanço mulçumano no Mediterrâneo,
quanto em cristianizar os indígenas do Novo
Continente. 
c) busca por ouro e prata no litoral americano, para
suprir a escassez de metais preciosos na
Europa, o que prejudicava a continuidade do
comércio com o Oriente. 
d) conquista do litoral brasileiro e sua ocupação,
garantindo que a coroa portuguesa tomasse
posse dos territórios a ela concedidos, pelo
Tratado de Tordesilhas, em 1494. 
e) tomada oficial das terras garantidas a Portugal,
pelo acordo de Tordesilhas, e o controle
exclusivo português da rota atlântica, dando-
lhes acesso ao lucrativo comércio de
especiarias. 
 
7. (Uece 2018) O governo de Felipe I à frente
do reino português (1581-1598) marcou o início da
União Ibérica, período em que os dois reinos
ibéricos foram governados pelo mesmo soberano,
após a guerra de sucessão portuguesa. Este
mesmo monarca, chamado Felipe II, na Espanha,
originou a dinastia filipina.
Em relação ao Brasil, a chegada do rei
espanhol ao trono português teve como
consequência 
a) a elevação do Brasil a vice-reino, tal qual os
demais vice-reinos que a coroa espanhola
possuía na América. 
b) a ocupação do litoral brasileiro da região
Sudeste, no Rio de Janeiro e em São Paulo, por
espanhóis. 
c) a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido
à Portugal e à Espanha, o que apressou a
independência da colônia. 
d) a ocupação do litoral nordeste do Brasil pelos
holandeses, que pretendiam retomar o comércio
do açúcar. 
 
8. (Enem 2018) A rebelião luso-brasileira em
Pernambuco começou a ser urdida em 1644 e
explodiu em 13 de junho de 1645, dia de Santo
Antônio. Uma das primeiras medidas de João
Fernandes foi decretar nulas as dívidas que os
rebeldes tinham com os holandeses. Houve
grande adesão da “nobreza da terra”,
entusiasmada com esta proclamação heroica. 
VAINFAS. R Guerra declarada e paz fingida
na restauração portuguesa. Tempo, n. 27, 2009. 
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
O desencadeamento dessa revolta na
América portuguesa seiscentista foi o resultado
do(a) 
a) fraqueza bélica dos protestantes batavos. 
b) comércio transatlântico da África ocidental. 
c) auxílio financeiro dos negociantes flamengos. 
d) diplomacia internacional dos Estados ibéricos.
e) interesse econômico dos senhores de engenho.
 
9. (Uece 2018) No Ceará, durante os séculos
XVII e XVIII, formou-se o que o historiador
cearense Capistrano de Abreu denominaria como
“Civilização do Couro”. Este aspecto característico
da colonização cearense está ligado 
a) ao fato de existir, nas terras cearenses, uma
farta manada de gado bufalino natural da região,
o que proporcionou, aos nativos locais e aos
europeus colonizadores, as condições ideais
para explorarem aquela riqueza. 
b) ao desenvolvimento, após a decadência da
produção algodoeira, de uma grande atividade
de pecuária de corte e leiteira que, ainda hoje, é
uma das maiores do Brasil e sustenta a
economia cearense. 
c) ao processo colonizatório cearense que ocorreu
a partir da ocupação pela pecuária, na capitania,
através da frente de ocupação do sertão-de-fora,
conduzida por pernambucanos, e da frente de
ocupação do sertão-de-dentro, controlada
principalmente por baianos. 
d) ao modelo original de ocupação através da
pecuária bovina que, saindo do Ceará, ajudou na
ocupação do interior nordestino e na
colonização dos serrados do centro-oeste, dos
pampas do sul do país e do pantanal mato-
grossense. 
 
10. (Uece 2018) A História do Brasil colonial
apresenta o movimento de entradas, bandeiras e
monções como um importante fator para o
processo de ocupação das áreas do interior da
colônia, uma vez que a ocupação originada da
atividade canavieira se limitava, naqueles tempos,
aos espaços próximos ao litoral.
Atente ao que se diz a seguir sobre essas
expedições, e assinale com V o que for verdadeiro
e com F o que for falso.
( ) Enquanto as bandeiras eram financiadas
exclusivamente pela coroa portuguesa, as
entradas eram expedições fluviais privadas
que usavam os rios nordestinos.
( ) Os bandeirantes foram importantes
personagens na destruição dos quilombos,
pois uma das modalidades de
bandeirantismo foi a do sertanismo de
contrato.
( ) As monções, expedições fluviais que
adentravam ao interior da colônia, foram
muito importantes na colonização dessa
região, partindo do rio Tietê que nasce em
São Paulo.
( ) As bandeiras, expedições oficiais de
apresamento de indígenas, não tiveram
importância na prospecção de metais
preciosos como o ouro, que se deu somente
através das entradas.
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
a) F, F, V, V. 
b) F, V, V, F. 
c) V, F, F, V. 
d) V, V, F, F. 
 
11. (Uece 2018) Ocorridos entre os meados do
século XVII até as primeiras décadas do século
XVIII, os movimentos nativistas apresentam-se
como os primeiros sinais de uma crise do sistema
colonial.
Sobre esses movimentos, é correto afirmar
que 
a) tinham como principal objetivo a separação
política entre colônia e metrópole, com a
autonomia administrativa e a formação de
novas nações livres nas regiões onde ocorriam.
b) em Minas Gerais, com a Guerra dos Emboabas e
a Revolta de Felipe dos Santos, no Maranhão,
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
com a Revolta dos Beckman, e em Pernambuco,
com a Insurreição Pernambucana e a Guerra dos
Mascates, aparecem as divergências entre os
interesses dos colonos e os da metrópole. 
c) ocorreram somente em locais que vivenciavam
crises econômicas, como o Rio Grande do Sul
(Farroupilha 1835-1845) e Pernambuco
(Revolução Pernambucana de 1817). 
d) somente a Confederação do Equador, ocorrida
no nordeste brasileiro, pode ser tomada como
um legítimo movimento nativista, uma vez que
não pretendia a separação política em relação a
Portugal, mas, somente, maior autonomia
administrativa. 
 
12. (Uece 2018) Atente para os excertos
apresentados a seguir.
“(...) No Brasil atual, ainda se acredita que os
amuletos estão associados a cultos afro-
brasileiros, o que nem sempre é verdadeiro. Um
caso clássico é o da figa. Vinculada a um passado
escravista e, por isso, a uma origem africana, é um
amuleto antiquíssimo, provavelmente da Europa
mediterrânica, e que não teve só a função quehoje
se conhece, de trazer sorte e proteger o usuário:(...)
E mesmo vindo do Mediterrâneo, foi perfeitamente
incorporado aos amuletos afro-brasileiros,
evidenciando assim uma mistura de culturas”.
PAIVA, Eduardo França. Pequenos objetos,
grandes encantos. In: Revista Nossa História. Rio
de Janeiro: Biblioteca Nacional, ano 1, nº 10, agosto
2004. p.58-59
“(...) A abundância diversificada e o
recrudescimento do devocionário privado no
Brasil antigo explicam-se, antes de mais nada,
pela multiplicidade dos estoques culturais
presentes desde os primórdios da conquista e
ocupação do novo mundo, onde centenas de etnias
indígenas e africanas prestavam culto a panteões
os mais diversos. Por se tratar de crenças e rituais
condenados pelos donos do poder espiritual,
tiveram de ocultar-se no recôndito das matas ou
no secreto das casas”.
MOTT, Luiz. Cotidiano e vivência religiosa:
entre a capela e o calundu. in: História da vida
privada no Brasil: Cotidiano e vida privada na
América portuguesa. São Paulo: Companhia das
Letras,1997, p.220.
A partir dos excertos acima, é correto
afirmar que 
a) não houve uma miscigenação cultural no Brasil,
tão forte foi a predominância da cultura
europeia e do catolicismo na construção da
cultura brasileira. 
b) o sincretismo religioso é uma marca da cultura
brasileira, pois os cultos brasileiros adotaram,
desde a colonização, matrizes europeias,
africanas e indígenas. 
c) apesar de diversas etnias indígenas e africanas
terem participado da formação cultural
brasileira, resta apenas a religiosidade cristã
católica europeia em nossa cultura. 
d) todo o conjunto de crendices e amuletos que
ainda hoje são utilizados na crença dos
brasileiros é originário só dos cultos afro-
brasileiros e foi incorporado à fé cristã. 
 
13. (Uece 2018) Atente para o seguinte
excerto:
“(...) trocar manufaturas baratas por negros
na costa ocidental da África; permutar os negros
por matérias-primas nas colônias americanas: por
fim, vender as matérias primas na Europa a altos
preços, ou seja, a dinheiro contado. Comércio de
resultados fantásticos em que o lucro nunca ficava
por menos de 300% e podia em certos casos render
até 600%”.
FREITAS, Décio. O escravismo brasileiro.
2.ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1982. p.24.
Esse sistema de comércio que foi
fundamental para a colonização brasileira por
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
custear a Coroa portuguesa através da sua taxação
é conhecido como sistema 
a) de comércio liberal. 
b) de comércio triangular. 
c) de comércio quadrangular. 
d) internacional de comércio livre. 
 
14. (Enem PPL 2018) Os próprios senhores
de engenho eram uns gulosos de doce e de
comidas adocicadas. Houve engenho que ficou
com o nome de “Guloso”. E Manuel Tomé de Jesus,
no seu Engenho de Noruega, antigo dos Bois, vivia
a encomendar doces às doceiras de Santo Antão;
vivia a receber presentes de doces de seus
compadres. Os bolos feitos em casa pelas negras
não chegavam para o gasto. O velho capitão-mor
era mesmo que menino por alfenim e cocada. E
como estava sempre hospedando frades e padres
no seu casarão de Noruega, tinha o cuidado de
conservar em casa uma opulência de doces finos.
FREYRE, G. Nordeste: aspectos da influência
da cana sobre a vida e a paisagem do Nordeste do
Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985
(adaptado).
O texto relaciona-se a uma prática do
Nordeste oitocentista que está evidenciada em: 
a) Produção familiar de bens para festejar as datas
religiosas. 
b) Fabricação escrava de alimentos para manter o
domínio das elites. 
c) Circulação regional de produtos para garantir as
trocas metropolitanas. 
d) Criação artesanal de iguarias para assegurar as
redes de sociabilidade. 
e) Comercialização ambulante de quitutes para
reproduzir a tradição portuguesa. 
 
15. (Uece 2018) Leia atentamente o seguinte
excerto:
“O papel de herói da Inconfidência Mineira
cabe ainda a Tiradentes porque ele foi o
inconfidente que recebeu a pena maior: a morte na
forca, uma vez que o próprio réu, durante a
devassa, assumiu para si toda a culpa. Sabe-se, no
entanto, que sua morte se deve também em grande
parte à acusação dos demais inconfidentes, bem
como a sua condição social: pertencente à camada
média da sociedade mineira, sem importantes
ligações de família, sem ilustração nem boas
maneiras”.
Cândida Vilares Gancho & Vera Vilhena de
Toledo. Inconfidência Mineira. São Paulo, Editora
Ática, Série Princípios,1991. p.45.
Sobre a Inconfidência Mineira, ocorrida em
Vila Rica no período da mineração aurífera, é
correto afirmar que 
a) representou o exemplo de revolta popular
contra a dominação colonial portuguesa no
Brasil, uma vez que, oriunda das camadas mais
humildes de Minas Gerais, inclusive escravos,
chegou a contagiar indivíduos pertencentes às
mais altas posições sociais. 
b) foi uma representação dos interesses de grupos
da elite local, intelectuais, religiosos, militares e
fazendeiros, em livrarem-se do controle e dos
impostos cobrados pela coroa portuguesa na
região, mas não havia consenso em relação à
libertação dos escravos. 
c) marcou o início do processo de independência
do Brasil, baseado na luta armada do povo
contra as forças leais a Portugal, e em defesa
dos ideais liberais e republicanos, como o fim da
escravidão, direito ao voto universal masculino
e governo presidencialista. 
d) apesar de bem sucedida, com a proclamação da
independência de Minas Gerais, teve pouco
impacto na história do Brasil, uma vez que seus
objetivos extremamente populares não foram
bem aceitos pelas elites econômicas de outras
regiões da colônia. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Para responder à(s) questão(ões), considere
o texto abaixo.
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
Tiradentes era alguém com todas as
características e ressentimentos de um
revolucionário. Além do mais, ele se apresentava
para o martírio ao proclamar sua responsabilidade
exclusiva pela inconfidência. Era óbvia a sedução
que o enforcamento do alferes representava para o
governo português: pouca gente levaria a sério um
movimento chefiado por um simples Tiradentes (e
as autoridades lusas, depois de outubro de 1790,
invariavelmente se referiam ao alferes por seu
apelido de Tiradentes).
MAXWELL, Kenneth. A devassa da devassa.
A Inconfidência Mineira: Brasil e Portugal 1750-
1808. São Paulo: Paz e Terra, 1995, p. 216.
 
16. (Puccamp 2018) Pode-se afirmar que, a
partir da metade do século XVIII, a 
a) expansão do movimento de autonomia da
colônia debilitou os fundamentos do Antigo
Regime europeu, estimulou o surgimento do
nacionalismo e produziu desdobramentos de
cunho político em todo território americano. 
b) tentativa portuguesa de impedir o
desenvolvimento de relações comerciais diretas
entre a colônia e os países europeus levou a
Inglaterra a auxiliar os inconfidentes mineiros
nos movimentos pela libertação da colônia. 
c) cominação colonial começou a apresentar
sintomas de esgotamento, e entrou em fase de
reformas que não conseguiram resolver a crise,
gerada pela emergência do capitalismo
industrial. 
d) intensa participação popular nos movimentos
de libertação colonial, inspirados pelos ideais
do despotismo esclarecido, promoveu uma
violenta repressão, aos líderes dos revoltosos,
pelos exércitos enviados pela metrópole
portuguesa. 
e) elite colonial, que até então pôde enriquecere
participar do desenvolvimento colonial, teve
seus interesses obstaculizados pelos resultados
da guerra portuguesa na região platina e exigia
ressarcimento do ônus da guerra. 
 
17. (Uece 2017) Atente ao seguinte
enunciado: “Em seu governo, Maurício de Nassau
incentivou a produção de açúcar, que havia
decaído durante a conquista, com a concessão de
financiamentos; também estimulou a agricultura
de subsistência, sobretudo da mandioca, para que
não faltassem alimentos aos mais pobres. Homem
culto e amante das artes, seu governo foi um
período de tolerância religiosa entre católicos e
protestantes. Seu retorno à Europa e sua
substituição por um ‘triunvirato’ – que alterou
suas práticas administrativas – fez surgir reações
e insurreições por parte dos senhores de
engenho”.
O enunciado se refere ao período histórico
marcado 
a) pela implantação do Governo-Geral, em 1548,
como forma de resolver o fracasso
administrativo das Capitanias Hereditárias e
garantir a posse e a pacificação da Colônia. 
b) pelo domínio francês no Maranhão, no qual o
governo do Conde Nassau trouxe grandes
avanços à cultura canavieira daquela região e o
desenvolvimento da cidade de São Luís. 
c) pelo domínio francês no Rio de Janeiro, que teve
na figura de Maurício de Nassau seu grande
nome, responsável por desenvolver a economia
e a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. 
d) pelo domínio holandês no Nordeste do Brasil,
que se estendeu desde a Bahia até o Maranhão e
que teve na administração de Nassau seu
período de maior desenvolvimento. 
 
18. (Pucrj 2017) 
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
 
As pinturas acima foram produzidas no
século XVII por Albert Eckhout, um dos estudiosos
que esteve no nordeste brasileiro na corte de
Maurício de Nassau, durante a ocupação
holandesa. Elas são representações de algumas
mulheres encontradas na colônia: a mulher tapuia,
a mulher tupi, a mameluca e a mulher negra,
respectivamente.
A partir de tais referências, assinale a
alternativa INCORRETA. 
a) O contraste entre a mulher tupi e a mulher
tapuia sugere que o colonizador mantinha
diferentes formas de se relacionar com os
indígenas. 
b) O contraste entre as vegetações são
representações fidedignas dos lugares onde
essas mulheres eram encontradas. 
c) O contraste entre vestimentas das mulheres
tupi e mameluca sugere que o colonizador
identificava diferenças culturais entre elas. 
d) A presença de crianças na representação das
mulheres tupi e negra alude à maternidade e
poderia ser lida como a possibilidade de
reprodução da mão de obra. 
e) As imagens são representações da experiência
dos holandeses e de suas intenções
colonizadoras. 
 
19. (Uece 2017) A colonização do Brasil,
assim como a de outras regiões da América,
proporcionou a produção de diversas crônicas nas
quais os europeus deixaram seus relatos sobre as
novas culturas que encontravam. O trecho a seguir
é do cronista e religioso francês Claude d’Abbeville
e trata da visão que teve dos índios tupinambás,
como padre capuchinho francês, na época da
ocupação do Maranhão entre 1612 e 1615.
“Em verdade imaginava eu que iria
encontrar verdadeiros animais ferozes, homens
selvagens e rudes. Enganei-me, porém, totalmente.
Nos sentidos naturais, tanto internos como
externos, jamais achei ninguém – indivíduo ou
nação – que os superasse. [...] São extremamente
discretos, muito compreensivos a tudo que se lhes
deseja explicar, capazes de conhecer com rapidez
tudo o que lhes ensinam. [...] São tão serenos e
calmos que escutam atentamente tudo o que lhes
dizem, sem jamais interromper os discursos. [...]
falam às vezes, durante duas ou três horas em
seguida, sem se cansar, revelando-se hábeis em
tirar as necessárias deduções dos argumentos que
se lhes apresentam. São muito lógicos e só se
deixam levar pela razão e jamais sem
conhecimento de causa”.
Claude d’Abbeville. História da Missão dos
padres capuchinhos na ilha do Maranhão e terras
circunvizinhas. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/
Edusp, 1975. p. 243.
Com base no trecho e no que se sabe sobre o
contato entre portugueses e nativos na
colonização do Brasil, assinale com V ou F,
conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma
a seguir.
( ) O fragmento de texto mostra que sempre
houve distorção sobre a real condição dos
nativos brasileiros, tidos, enfim, como
estúpidos, incapazes e preguiçosos.
( ) O autor faz parte de um grupo de europeus
que viram nos nativos brasileiros a imagem
do homem puro e sem vícios, o “bom
selvagem”, assim como os apresentou
Rousseau.
( ) Todos os cronistas coloniais passaram à
Europa e para a posteridade esta mesma
imagem dos nativos americanos, o que
proporcionou um modelo de convivência
pacífico e baseado no respeito à cultura
indígena.
( ) A percepção dos cronistas europeus sobre os
nativos brasileiros baseou-se na sua origem,
formação, valores e expectativas; desta
forma, todos viram os nativos brasileiros
com bons olhos, como o padre capuchinho
Claude d’Abbeville.
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
a) V, V, F, V. 
b) F, V, F, F. 
c) V, F, V, V. 
d) F, F, V, F. 
 
20. (Pucrj 2017) “Pernambucanos [...] o povo
está contente, já não há distinção entre brasileiros
e europeus, todos se conhecem irmãos,
descendentes da mesma origem, habitantes do
mesmo país, professos na mesma religião. Um
governo provisório iluminado, escolhido entre
todas as ordens do Estado, preside a vossa
felicidade; confiai no seu zelo e no seu patriotismo.
Vós vereis consolidar-se a vossa fortuna, vós
sereis livres do peso de enormes tributos que
gravam sobre vós; o vosso, e nosso país subirá ao
ponto de grandeza que há muito o espera, e vós
colhereis o fruto dos trabalhos e do zelo dos
vossos cidadãos. [...] A pátria é a nossa mãe
comum; vós sois seus filhos, sois descendentes
dos valorosos lusos, sois portugueses, sois
americanos, sois brasileiros, sois
pernambucanos”.
Proclamação do Governo Provisório
Revolucionário de Pernambuco. 9 mar. 1817.
A partir da leitura do documento e dos seus
conhecimentos sobre o assunto, marque a
alternativa INCORRETA a respeito das propostas
dos revolucionários pernambucanos de 1817. 
a) Expressavam a insatisfação com o aumento e a
criação de novos tributos (impostos) para o
sustento da Corte sediada no Rio de Janeiro. 
b) Inspiravam-se nos ideais liberais e
republicanos que se disseminavam a partir dos
exemplos da Revolução de Independência dos
Estados Unidos e da Revolução Francesa. 
c) Propunham a igualdade de direitos políticos e
civis, a tolerância religiosa e a abolição da
escravidão. 
d) Buscavam fortalecer os vínculos com as
capitanias vizinhas, como Alagoas, Paraíba e
Rio Grande do Norte, com a intenção de
constituírem uma República independente do
restante da América portuguesa. 
e) Buscavam construir uma nova pátria fundada
em uma identidade comum entre “portugueses”
e “brasileiros”, “europeus” e “americanos” que
aderissem ao movimento. 
 
21. (Pucrs 2017) Sobre a Independência do
Brasil, afirma-se:
I. Implicou uma ruptura de laços políticos e
econômicos com Portugal, já que no Brasil seria
adotado um regime político constitucional, e
Portugal manteria o sistema absolutista.
II. Podeser considerada uma decorrência da vinda
da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, na
medida em que esse acontecimento implicou um
processo crescente, e difícil de ser revertido, de
autonomização político-econômico da colônia.
III. Está associada a uma profunda mudança
estrutural interna, por colocar em cheque a base
econômico-social que sustentou a exploração
econômica do Brasil durante o regime colonial.
IV. Sofreu resistência dentro do próprio País, tendo
em vista que determinadas Províncias, como o
Grão-Pará e o Maranhão, tinham mais vínculos
com Lisboa do que com o Rio de Janeiro.
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e III. 
b) II e IV. 
c) I, II e IV. 
d) I, III e IV. 
e) II, III e IV. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
“O Descobrimento da América, no quadro da
expansão marítima europeia, deu lugar à
unificação microbiana do mundo. No troca-troca
de vírus, bactérias e bacilos com a Europa, África e
Ásia, os nativos da América levaram a pior. Dentre
as doenças que maior mortandade causaram nos
ameríndios estão as 'bexigas', isto é, a varíola, a
varicela e a rubéola (vindas da Europa), a febre
amarela (da África) e os tipos mais letais de
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
malária (da Europa mediterrânica e da África). Já a
América estava infectada pela hepatite, certos
tipos de tuberculose, encefalite e pólio. Mas o
melhor 'troco' patogênico que os ameríndios
deram nos europeus foi a sífilis venérea,
verdadeira vingança que os vencidos da América
injetaram no sangue dos conquistadores. Traços
do trauma provocado por essas doenças parecem
ter-se cristalizado na mitologia indígena. Quatro
entidades maléficas se destacavam na religião
tupi no final do Quinhentos: Taguaigba ('Fantasma
ruim'), Macacheira ou Mocácher ('O que faz a gente
se perder'), Anhanga ('O que encesta a gente') e
Curupira ('O coberto de pústulas'). É razoável supor
que o curupira tenha surgido no imaginário tupi
após o choque microbiano das primeiras décadas
da descoberta.”
Luiz Felipe de Alencastro. “Índios perderam
a guerra Bacteriológica”. 
Folha de S. Paulo, 12.10.1991, p. 7. Adaptado. 
22. (Pucsp 2017) O texto sugere que o
surgimento do Curupira, no imaginário tupi do
final do século XVI, pode ser explicado como uma 
a) tentativa de descobrir formas de cura para
doenças até então desconhecidas pela
população nativa. 
b) narrativa voltada a assustar as crianças, que
associavam as doenças aos conquistadores
vindos da Europa. 
c) disposição de analisar e compreender, de forma
lógica e racional, a relação entre vencidos e
conquistadores. 
d) representação simbólica da mortandade
provocada pelas doenças pustulentas trazidas
pelos conquistadores. 
 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
Para responder à(s) questão(ões) a seguir,
considere o texto abaixo.
As colônias que se formaram na América
portuguesa tiveram, desde o século XVI, o caráter
de sociedades escravistas. Com o passar do tempo,
consolidaram-se em todas elas algumas práticas
relacionadas à escravidão que ajudaram a
cimentar a unidade e a própria identidade dos
colonos luso-brasileiros. Dentre essas práticas,
ressalta-se a combinação entre um avultado
tráfico negreiro gerido a partir dos portos
brasileiros e altas taxas de alforria.
BERBEL, Márcia; MARQUESE, Rafael e
PARRON, Tâmis. Escravidão e política. Brasil e
Cuba, c. 1790-1850. São Paulo: Hucitec/Fapesp.
2010. p. 178-179.
 
23. (Puccamp 2017) Os holandeses, durante
o governo de Maurício de Nassau, lançaram mão
de algumas estratégias ao se relacionarem com os
colonos luso-brasileiros durante o período em que
dominaram parte do Nordeste brasileiro, no século
XVII. Dentre essas estratégias, incluem-se 
a) a busca do controle do tráfico negreiro a partir
de um entreposto na África do Sul, a
expropriação dos engenhos de açúcar mais
produtivos e a difusão do calvinismo aos
colonos luso-brasileiros. 
b) o estímulo à imigração holandesa para o
nordeste brasileiro, a limpeza étnica da porção
urbana da região ocupada e a expansão da
cultura canavieira para o Suriname. 
c) o controle das rotas comerciais no Atlântico, a
implantação do trabalho livre em sua área de
influência, e a formação de uma colônia judaica
na região do Maranhão. 
d) o estabelecimento de redes de comércio com os
produtores de uma vasta região da costa
nordestina, certa tolerância religiosa e a
manutenção das relações escravistas. 
e) a formação de um exército antilusitano de
alforriados em Recife, o estabelecimento de
alianças com os espanhóis e a concessão de
créditos aos colonos protestantes. 
 
24. (Puccamp 2017) Segundo o texto e seus
conhecimentos sobre a história da escravidão na
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
América Portuguesa, a sociedade escravista que
nela se constituiu apresentava a 
a) convivência entre a presença de um grande
número de alforriados e o denso volume de
escravos gerido internamente, constituindo-se
como elemento importante na construção da
identidade dos colonos. 
b) dissociação entre tráfico negreiro, controlado
pelos portugueses reinóis, e alforria propiciada
pelos colonos locais, gerando uma pluralidade
de identidades na sociedade escravista. 
c) tensão entre práticas de alforria engendradas
pelos colonos e medidas de estímulo ao tráfico
negreiro empregadas pela Coroa portuguesa,
como expressão de projetos diferentes de
sociedade escravista. 
d) interação patriarcal entre colonos luso-
brasileiros e escravos, devido à adoção de
práticas de alforria, apesar da unidade e
resistência vigentes entre os africanos
escravizados e da opressão exercida pela Coroa
portuguesa. 
e) contradição entre práticas escravistas
estimuladas pelos traficantes portugueses que
geriam os portos brasileiros e as propostas
abolicionistas apregoadas pelo colonos luso-
brasileiros que defendiam a alforria. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Para responder à(s) questão(ões) a seguir,
considere o texto abaixo.
Luiz Gama (1830-1882) foi um dos raros
intelectuais negros brasileiros do século XIX, o
único autodidata e também o único a ter sofrido a
escravidão antes de integrar a república das
Letras, universo reservado aos brancos. Em São
Paulo, em 1859, lançou a primeira edição de seu
único livro – Primeiras trovas burlescas de
Getulino –, uma coletânea de poemas satíricos e
líricos até bem pouco rara. Pela primeira vez na
literatura brasileira, um negro ousara denunciar os
paradoxos políticos, éticos e morais da sociedade
imperial. (...) Jamais frequentou escolas, pois,
como afirmara, “a inteligência repele os diplomas,
como Deus repele a escravidão”. Luiz Gama
converteu-se no incansável e douto “advogado dos
escravos”. O poeta então se eclipsa, cedendo lugar
ao abolicionista e militante republicano.
FERREIRA, Lígia Fonseca. “Luiz Gama por
Luiz Gama: carta a Lúcio de Mendonça”.
Revista Teresa de Literatura Brasileira (8/9).
São Paulo: Editora 34/Universidade de São Paulo,
2008, p. 301. 
25. (Puccamp 2017) Em relação à proposição
“Deus repele a escravidão”, sabe-se que os jesuítas 
a) defenderam enfaticamente que essa forma de
trabalho fosse abolida na América hispânica
uma vez que consideravam que todos eram
iguais perante Deus, sendo, por essa razão,
expulsos, primeiro pela Coroa Portuguesa e, em
seguida, pela Coroa Espanhola, após décadas de
trabalho missionário.b) apresentaram, gradativamente, postura cada
vez mais complacente em relação aos
indígenas, argumentando que estes não
deveriam ser submetidos ao regime da
agricultura nos moldes ocidentais, uma vez que,
diferentemente dos negros, eram frágeis
fisicamente e detinham suas próprias técnicas
de subsistência, como o extrativismo e a
coivara. 
c) dividiram-se em dois grupos com opiniões
divergentes, sendo um defensor do trabalho
compulsório aos indígenas e africanos, contanto
que combinado à catequese e a um tratamento
humanista desses cativos, e outro favorável ao
estabelecimento de missões que atraíssem
espontaneamente índios e negros que ali
poderiam trabalhar em comunidade e estudar. 
d) discutiram efusivamente essa questão,
desafiando as orientações superiores em nome
da piedade cristã aos índios e negros, até o
momento em que o trabalho compulsório se
mostrou indispensável para sua fixação e
sobrevivência nas colônias, etapas que
venceram com êxito, a ponto de se
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
transformarem em uma ameaça político-
econômica à dominação das coroas hispânicas.
e) consideravam a escravidão um mal necessário
para a colonização do novo mundo, sendo
especialmente admissível no caso da população
africana, que já adotara essa prática em suas
próprias terras e se mostrava arredia à adoção
do cristianismo, bem como nos casos de
indígenas hostis, aos quais cabia a aplicação
dos princípios da “guerra justa”. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Para responder à(s) questão(ões) a seguir,
considere o texto abaixo.
Os enciclopedistas constituíram uma
pequena elite de letrados e de técnicos, ligados à
vida material como elementos de ponta do
progresso econômico e também estreitamente
vinculados ao aparato estatal, o qual se esforçaram
por tornar melhor e mais racional. (...) Por toda a
parte na Europa das Luzes, encontramos esta
pretensão e esta vontade [dos filósofos] de pôr-se à
testa e na direção da sociedade.
VENTURI, Franco. Utopia e reforma no
Iluminismo. Bauru: Edusc, 2003, p. 44, 239-240. 
26. (Puccamp 2017) Um grande número de
jovens da elite colonial brasileira frequentou a
Faculdade de Direito de Coimbra, em Portugal.
Essa elite, influenciada pelos ideais da pequena
elite a que o texto de Franco Venturini se refere,
contribuiu para a 
a) Revolta de Beckman em 1684. 
b) Guerra dos Mascates em 1710. 
c) Revolta de Felipe dos Santos em 1720. 
d) Insurreição Guaranítica em 1750. 
e) Inconfidência Mineira em 1789. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Para responder à(s) questão(ões) a seguir,
considere o texto abaixo.
Mais do que resultante de acasos e
similares, como aconteceu a muitos países, o
Brasil é produto de uma obra. Em sua primeira
parte, feita à medida e semelhança do colonizador.
Depois, conduzida pela classe dominante dele
herdeira, no melhor e sobretudo no pior da
herança. O sistema aí nascente projetou-se na
história como um processo sem interrupção, sem
sequer solavancos. Escravocrata por tanto tempo,
fez a abolição mais conveniente à classe
dominante, não aos ex-escravizados. A República
trouxe recusas superficiais ao Império, ficando a
expansão republicana do poder e dos direitos
reduzida, no máximo, a farsas, a começar do
método fraudador das "eleições a bico de pena".
FREITAS, Jânio de. Folha de S. Paulo,
30/04/2017. 
27. (Puccamp 2017) Sobre a obra
colonizadora, a que o texto de Jânio de Freitas se
refere, é correto afirmar que a 
a) opção pela implantação da economia
açucareira, com base na grande propriedade
rural e no trabalho escravo, articula-se com o
mecanismo de dominação colonial e com a
política mercantilista. 
b) colonização se estabelece dentro dos padrões de
povoamento e expansão religiosa, resultou da
expansão marítima dos países da Europa e se
constituiu numa sociedade de europeus sem
miscigenação. 
c) exploração econômica da colônia, com base na
produção de açúcar, pretendeu impor a reserva
de mercado metropolitano por meio de um
sistema de livre comércio que atingia todas as
riquezas coloniais. 
d) escolha pela produção açucareira na colônia
objetivava demarcar os direitos de exploração
dos países ibéricos na América, tendo como
elemento propulsor o desenvolvimento da
expansão comercial e marítima. 
e) existência, na colônia recém descoberta, de uma
estrutura produtiva já instalada pela população
nativa foi capaz de viabilizar uma efetiva
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
exploração econômica segundo os padrões da
política mercantilista. 
 
28. (Fuvest 2016) Eu por vezes tenho dito a
V. A. aquilo que me parecia acerca dos negócios da
França, e isto por ver por conjecturas e aparências
grandes aquilo que podia suceder dos pontos mais
aparentes, que consigo traziam muito prejuízo ao
estado e aumento dos senhorios de V. A. E tudo se
encerrava em vós, Senhor, trabalhardes com
modos honestos de fazer que esta gente não
houvesse de entrar nem possuir coisa de vossas
navegações, pelo grandíssimo dano que daí se
podia seguir.
Serafim Leite. Cartas dos primeiros jesuítas
do Brasil, 1954.
O trecho acima foi extraído de uma carta
dirigida pelo padre jesuíta Diogo de Gouveia ao Rei
de Portugal D. João III, escrita em Paris, em
17/02/1538. Seu conteúdo mostra 
a) a persistência dos ataques franceses contra a
América, que Portugal vinha tentando colonizar
de modo efetivo desde a adoção do sistema de
capitanias hereditárias. 
b) os primórdios da aliança que logo se
estabeleceria entre as Coroas de Portugal e da
França e que visava a combater as pretensões
expansionistas da Espanha na América. 
c) a preocupação dos jesuítas portugueses com a
expansão de jesuítas franceses, que, no Brasil,
vinham exercendo grande influência sobre as
populações nativas. 
d) o projeto de expansão territorial português na
Europa, o qual, na época da carta, visava à
dominação de territórios franceses tanto na
Europa quanto na América. 
e) a manifestação de um conflito entre a recém-
criada ordem jesuíta e a Coroa portuguesa em
torno do combate à pirataria francesa. 
 
29. (Pucrj 2016) Leia abaixo o fragmento do
testamento de Lourenço de Siqueira, um senhor de
escravos e de terras paulista, na América
portuguesa, redigido, no seu leito de morte, por um
jesuíta, em 1633.
“Declaro que eu tenho algumas peças do
gentio do Brasil as quais por lei de Sua Majestade
são forras e livres e eu por tais as deixo e declaro, e
lhes peço perdão de alguma força ou injustiça que
lhes haja feito, e de lhes não ter pago seu serviço
como era obrigado e lhes peço por amor de Deus e
pelo que lhes tenho queiram todos juntos ficar e
servir a minha mulher, a qual lhes pagará seu
serviço na maneira que se costuma na terra nem
poderá transferir bens nem vender pessoa alguma
destas que digo, e peço às justiças de Sua
Majestade que façam para descargo de minha
consciência guardar esta última vontade e
disposição.”
Sobre tal documento é INCORRETO afirmar
que 
a) o uso da expressão ‘peças do gentio’ e do termo
‘forras’ são indícios de existência de escravidão
indígena. 
b) a Companhia de Jesus e outras ordens
religiosas não foram as únicas responsáveis por
administrar os indígenas na América
portuguesa. 
c) as referências à transferência de bens e a
vendas no testamento não atingem indígenas
forros e livres.d) o trabalho compulsório assumiu diversas
formas na colonização portuguesa na América.
e) a sociedade colonial dispunha, como visto no
testamento, de mecanismos para driblar a
legislação que defendia a liberdade dos
indígenas. 
 
30. (Enem 2016) TEXTO I
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
TEXTO II
Os santos tornaram-se grandes aliados da
Igreja para atrair novos devotos, pois eram
obedientes a Deus e ao poder clerical. Contando e
estimulando o conhecimento sobre a vida dos
santos, a Igreja transmitia aos fiéis os
ensinamentos que julgava corretos e que deviam
ser imitados por escravos que, em geral, traziam
outras crenças de suas terras de origem, muito
diferentes das que preconizava a fé católica.
OLIVEIRA; A. J. Negra devoção. Revista de
História da Biblioteca Nacional, n. 20, maio 2007
(adaptado).
Posteriormente ressignificados no interior
de certas irmandades e no contato com outra
matriz religiosa, o ícone e a prática mencionada
no texto estiveram desde o século XVII
relacionados a um esforço da Igreja Católica para 
a) reduzir o poder das confrarias. 
b) cristianizar a população afro-brasileira. 
c) espoliar recursos materiais dos cativos. 
d) recrutar libertos para seu corpo eclesiástico. 
e) atender a demanda popular por padroeiros
locais. 
 
31. (Pucrs 2016) Considere o texto e as
afirmativas que seguem.
Depois de três séculos de exploração de uma
das mais ricas áreas coloniais americanas,
Portugal chega ao final do século XVIII como uma
das metrópoles mais atrasadas da Europa. A
propósito disso, o historiador Fernando Novais
afirma: “o fato de a metrópole não se desenvolver
paralelamente (à colônia) é que criou condições
para os transladamentos dos tesouros. Em outras
palavras: os estímulos da exploração colonial
portuguesa iam sendo acumulados por outras
potências”.
Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema
Colonial,
Fernando Novais. 1986, p. 236.
I. A incapacidade de Portugal de aproveitar as
riquezas que retirava do Brasil para o seu próprio
desenvolvimento deveu-se ao fato de a Coroa
Lusitana nunca ter conseguido constituir um
estado forte e centralizado na Metrópole.
II. Dentre os motivos que explicam essa situação,
está a formação socioeconômica portuguesa,
que privilegiava as atividades tradicionais
voltadas ao cultivo da terra e à produção de
vinho em detrimento do investimento em
manufaturas.
III. Um dos fatores que contribuiu para que
Portugal continuasse um país eminentemente
agrícola, não desenvolvendo um setor de
manufaturas, foi o Tratado de Methuen,
assinado com a Inglaterra, em 1703.
IV. Dentre os problemas enfrentados pela Coroa
Portuguesa estava a sua incapacidade de
controlar tanto o contrabando de bens
manufaturados para a sua colônia americana,
quanto a fabricação desses bens no Brasil, cuja
produção foi liberada pelo Marquês de Pombal
quando Primeiro Ministro do rei D. José I.
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) I, II e III. 
d) I, III e IV. 
e) II, III e IV. 
 
32. (Mackenzie 2016) Em 1 de abril de 1808,
durante a regência de D. João, o alvará de 1785 foi
revogado, o que permitiu a liberação e o
estabelecimento de indústrias e manufaturas no
Brasil. Apesar disso, na prática, essa providência
não alcançou seus objetivos de capacitar o país
para desenvolver suas indústrias, porque 
a) os acordos de parceria estabelecidos entre o
Brasil e a Inglaterra, para o incremento técnico
das manufaturas nacionais, foram cancelados
por falta de interesse da elite agrária do nosso
país. 
b) D. João, apesar de ter permitido a instalação de
manufaturas no país, defendia a superioridade
dos produtos industrializados europeus perante
os similares nacionais. 
c) faltava ainda, a adoção de uma política de
proteção alfandegária nacional, diante da
concorrência das mercadorias britânicas, além
do nosso mercado consumidor interno não ser
muito amplo. 
d) novos acordos comerciais foram assinados com
potências europeias, o que ampliou os
privilégios dos comerciantes estrangeiros no
nosso país, em detrimento dos interesses
nacionais. 
e) apesar de a Inglaterra ter honrado os acordos
comerciais e entregado máquinas e
equipamentos industriais, a nossa mão de obra
escrava não tinha especialização necessária
para o trabalho na indústria. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Para responder à(s) quest(ões) a seguir,
considere o texto abaixo.
Também no Brasil o século XVIII é momento
da maior importância, fase de transição e
preparação para a Independência. Demarcada,
povoada, defendida, dilatada a terra, o século vai
lhe dar prosperidade econômica, organização
política e administrativa, ambiente para a vida
cultural, terreno fecundo para a semente da
liberdade. (...) A literatura produzida nos fins do
século XVIII reflete, de modo geral, esse espírito,
podendo- se apontar a obra de Tomás Antônio
Gonzaga como a sua expressão máxima.
(COUTINHO, Afrânio. Introdução à Literatura
no Brasil. 
Rio de Janeiro: EDLE, 1972, 7. Ed. p. 127 e p.
138) 
33. (Puccamp 2016) 
O conhecimento histórico permite afirmar
que a construção do convento, retratado na foto,
coincidiu com um período de prosperidade em
Portugal, proporcionado principalmente 
a) pelo maior desenvolvimento da América
portuguesa: a exploração do ouro em Minas
Gerais dinamizou as atividades econômicas na
colônia. 
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
b) pela pesada carga tributária imposta sobre a
população portuguesa e pela riqueza acumulada
pelo Estado com o tráfico de escravos africanos.
c) pela transferência da Corte portuguesa para o
Brasil, que contribuiu para que o comércio
externo da colônia fosse feito sem
intermediação inglesa. 
d) pelo desenvolvimento da nova agroindústria de
exportação na colônia portuguesa na América:
cultura cafeeira no Vale do rio Paraíba. 
e) pela participação da Igreja católica no processo
de colonização, que favoreceu a exploração
econômica da colônia pelo Estado
metropolitano. 
 
34. (Pucrs 2015) Considere as afirmações
abaixo sobre as razões que levaram os
portugueses a adotar o açúcar como produto
agrícola básico de exportação do Brasil Colonial
(1530-1822). 
I. As condições geográficas do Brasil eram
favoráveis ao desenvolvimento da lavoura
canavieira, devido ao clima tropical quente e
úmido e ao solo relativamente fértil no litoral. 
II. O açúcar era um produto de grande aceitação no
mercado europeu e poderia proporcionar
grandes lucros à metrópole portuguesa, tendo
em vista a potencialidade que sua nova colônia
apresentava para a lavoura canavieira. 
III. Apesar de já comercializar açúcar na Europa,
Portugal ainda não tinha experiência na sua
produção, decidindo, assim, iniciar essa nova
atividade econômica nas terras há pouco
descobertas na América. 
IV. Portugal desejava rivalizar com os holandeses,
que eram inimigos da Coroa Lusitana e
dominavam o refino e o comércio do açúcar na
Europa; posteriormente, os holandeses,
inclusive, invadiriam as zonas produtoras
brasileiras de açúcar.
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) I, II e III. 
e) II,III e IV. 
 
35. (Mackenzie 2015) “Meu avô foi buscar
prata,
mas a prata virou índios.
Meu avô foi buscar índio,
mas o índio virou ouro.
Meu avô foi buscar ouro,
mas o ouro virou terra.
Meu avô foi buscar terras
e a terra virou fronteira.
Meu avô, ainda intrigado,
foi modelar a fronteira:
E o Brasil tomou a forma de harpa.”
(Martim Cererê - Cassiano Ricardo)
O autor, no seu poema Metamorfoses se
refere às várias transformações verificadas no
território brasileiro. Tais “metamorfoses”
presentes acima se referem 
a) à importância do indígena brasileiro na
composição étnica e cultural do povo brasileiro.
b) às dimensões continentais adquiridas pela
nação brasileira e sua semelhança com um
instrumento musical. 
c) ao processo histórico de penetração e ocupação
do território nacional e a delimitação das
nossas fronteiras. 
d) à conquista do território nacional, realizada
pelos nossos indígenas, graças à navegação dos
nossos rios. 
e) à enorme diversidade de ecossistemas e
paisagens naturais presentes no nosso vasto
território. 
 
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
36. (Pucrs 2015) Associe as revoltas
coloniais (coluna A) às suas características
essenciais (coluna B).
Coluna A
1. Revolta dos Beckman
2. Guerra dos Emboabas
3. Guerra dos Mascates
4. Revolta de Vila Rica
5. Inconfidência Mineira
Coluna B
( ) Transcorrido em Pernambuco, entre 1709 e
1710, o movimento caracterizou-se pela
oposição entre os comerciantes de Recife
contra os senhores de engenho de Olinda,
tendo como base a tentativa dos mercadores
recifenses em conseguir maior autonomia
política e cobrar as dívidas dos produtores de
açúcar olindenses.
( ) Deflagrada no Maranhão, em 1684, a revolta
teve como base o descontentamento com a
proibição da escravidão indígena, decretada
pela Coroa Portuguesa, a pedido da
Companhia de Jesus, medida que prejudicou
a extração das “drogas do sertão” pelos
colonos europeus.
( ) Ocorrido em Minas Gerais, em 1720, sob a
liderança de Filipe dos Santos, o levante teve
como causa a oposição ao sistema de
taxação da Coroa Portuguesa, que resolveu
estabelecer 4 Casas de Fundição na região
mineradora, como forma de cobrar o quinto
(imposto de vinte por cento) sobre o ouro.
( ) Sucedido em Minas Gerais, no ano de 1708, o
conflito opôs os paulistas (bandeirantes),
primeiros aventureiros a descobrir e ocupar
a zona da mineração, contra os “forasteiros”,
os seja, os grupos que chegaram depois na
região, originários do reino ou de outras
capitanias.
A numeração correta na coluna B, de cima
para baixo, é 
a) 3 – 1 – 4 – 2 
b) 1 – 2 – 3 – 5 
c) 3 – 4 – 1 – 2 
d) 2 – 3 – 4 – 5 
e) 3 – 4 – 5 – 2 
 
37. (Fuvest 2015) A colonização, apesar de
toda violência e disrupção, não excluiu processos
de reconstrução e recriação cultural conduzidos
pelos povos indígenas. É um erro comum crer que
a história da conquista representa, para os índios,
uma sucessão linear de perdas em vidas, terras e
distintividade cultural. A cultura xinguana – que
aparecerá para a nação brasileira nos anos 1940
como símbolo de uma tradição estática, original e
intocada – é, ao inverso, o resultado de uma
história de contatos e mudanças, que tem início no
século X d.C. e continua até hoje. 
 
FAUSTO Carlos. Os índios antes do Brasil.
Rio de Janeiro: Zahar, 2005. 
 
Com base no trecho acima, é correto afirmar
que 
a) o processo colonizador europeu não foi violento
como se costuma afirmar, já que ele preservou e
até mesmo valorizou várias culturas indígenas.
b) várias culturas indígenas resistiram e
sobreviveram, mesmo com alterações, ao
processo colonizador europeu, como a
xinguana. 
c) a cultura indígena, extinta graças ao processo
colonizador europeu, foi recriada de modo
mitológico no Brasil dos anos 1940. 
d) a cultura xinguana, ao contrário de outras
culturas indígenas, não foi afetada pelo
processo colonizador europeu. 
e) não há relação direta entre, de um lado, o
processo colonizador europeu e, de outro, a
mortalidade indígena e a perda de sua
identidade cultural. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o trecho abaixo. Ele servirá de base para
resolução da(s) questão(ões).
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
O termo independência adquiriu
ressonância no vocabulário político
especialmente a partir da deflagração da
Revolução de 1820, na cidade do Porto. Foi
bastante utilizado em manifestos revolucionários
para sublinhar a possibilidade de a “nação
portuguesa” e os “portugueses de ambos os
mundos” regenerarem os tradicionais princípios
monárquicos do reino, estabelecidos no século
XVII com a ascensão de D. João IV de Bragança. A
proposta fundamental era a de construir a
“independência nacional”, articulando a
monarquia a uma Constituição que estabelecesse
limites ao poder real e garantisse direitos e
liberdades civis, e políticas aos cidadãos do
império. Pretendia-se por essa via, entre outras
exigências, contestar o absolutismo representado
por D. João VI e o “despotismo” exercido por
ministros, por conselheiros e pela corte radicada
no Rio de Janeiro desde 1808.
(OLIVEIRA, Cecília H.S. Repercussões da
revolução: delineamento do império do Brasil,
1808/1831. In.: GRINBERG, Keila, SALLES, Ricardo
(orgs.). O Brasil Imperial. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2009. p.p. 18-19) 
38. (Pucmg 2015) O trecho indica a
utilização do termo independência como uma
mobilização que contestava o absolutismo de D.
João VI, garantisse direitos e liberdades civis, e
políticas aos cidadãos. Considerando-se o
contexto histórico, é CORRETO afirmar: 
a) A independência era elaborada como uma
conquista de uma autonomia que se
concretizaria legalmente por meio de uma
constituição não implicando, como requisito, o
rompimento dos vínculos com Portugal. 
b) Os movimentos brasileiros pela independência
se caracterizaram pela revolução, já que
exigiram luta política e militar na consolidação
de uma abolição da monarquia e sua
substituição pela república. 
c) O termo independência faz uma associação com
liberdade e, como tal, é genuinamente brasileiro,
não mantendo vínculo ou recebendo nenhuma
influência dos conceitos ou movimentos
europeus. 
d) Como princípio, independência significa
emancipação, ou seja, caminhar com as
próprias pernas inaugurando um modelo novo
de gestão da nação brasileira, alterando
inclusive a sede do governo. 
 
39. (Uece 2014) “Em 1590, a colônia brasileira
já contava com 150 engenhos espalhados pelas
capitanias de Pernambuco, Bahia, Espírito Santo e
Rio de Janeiro. As duas primeiras, no entanto,
correspondiam a 80% do total.”
LOPEZ, Adriana. “Açúcar: esse doce objeto de
desejo”. Revista História Viva: Temas Brasileiros.
São Paulo: Duetto Editorial, 2007. p. 20-23.
Dentre os incentivos fiscais e privilégios
oferecidos pela Coroa aos produtores de cana,
encontrava(m)-se 
a) a isenção de impostos para engenhos recém-
construídos e os benefícios tributários sobre o
açúcar. 
b) a isenção vitalícia de impostos, ou seja,
enquanto o proprietário de engenho fosse vivo,
não pagaria nenhum tipo de imposto. 
c) a redução de pagamento de taxas na importação
de mão de obra africana apenas para as
capitanias do Nordeste, em virtude de sua alta
produtividade. 
d) a gratuidade da mão de obra para os engenhos
recém-construídos em toda a Colônia.40. (Pucrs 2014) A primeira metade do
século XVII se caracterizou, na história da
colonização portuguesa na América, pelas
invasões holandesas no nordeste do Brasil. Sobre
esse processo, é INCORRETO afirmar que 
a) um dos motivos dessas invasões foi a proibição,
estabelecida pela Espanha, de que a Holanda
comercializasse o açúcar brasileiro na Europa,
visto que, devido à União Ibérica (1580-1640),
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
Portugal estava sob o domínio da coroa
espanhola, rival dos holandeses. 
b) as invasões foram ocasionadas pelo fato de a
Holanda – principal parceira comercial do
açúcar brasileiro na Europa antes da União
Ibérica – pretender manter o fluxo desse
produto, de cuja comercialização dependia parte
de sua economia, para o mercado europeu. 
c) a Holanda, que era uma aliada da Espanha por
ambas pertencerem ao Império da família
Habsbourg, invadiu o Brasil como parte da luta
espanhola contra Portugal pelo controle da
navegação no Oceano Atlântico, objeto de
acirrada disputa entre as duas coroas ibéricas.
d) o período áureo dessa ocupação foi marcado
pela administração de Nassau (1637-1644),
quando os holandeses estenderam o seu
domínio para o norte do Brasil – atingindo a
Paraíba, o Rio Grande do Norte e o Maranhão – e
a produção de açúcar foi reorganizada. 
e) a administração do “Brasil Holandês” ficou a
cargo de uma empresa privada, a Companhia
das Índias Ocidentais (WIC); além do negócio do
açúcar, esta companhia exercia o monopólio do
tráfico negreiro e tinha o direto de praticar a
atividade de corso no Atlântico, o que lhe
permitia boas fontes de lucro. 
 
41. (Uece 2014) A peculiaridade da pecuária
sertaneja no Brasil do século XVIII esteve ligada
principalmente às relações de trabalho nela
estabelecidas. Acerca dessas relações, é correto
afirmar-se que 
a) predominava o trabalho escravo em larga
escala, semelhante ao sistema aplicado nos
grandes engenhos de açúcar. 
b) havia predominância do trabalho de negros
libertos, mestiços livres, brancos pobres e, em
pequena escala, escravos africanos. 
c) a mão de obra negra e escrava na pecuária era
maioria em relação a outros trabalhadores, mas
diferenciava-se pelo fato de o trabalho ser mais
brando. 
d) nas fazendas de gado, o percentual de livres e
escravos era em torno de cinquenta por cento
para cada categoria, uma vez que era um
trabalho que exigia um grande número de
trabalhadores. 
 
42. (Enem PPL 2014) Quando Deus
confundiu as línguas na torre de Babel, ponderou
Filo Hebreu que todos ficaram mudos e surdos,
porque, ainda que todos falassem e todos
ouvissem, nenhum entendia o outro. Na antiga
Babel, houve setenta e duas línguas; na Babel do
rio das Amazonas, já se conhecem mais de cento e
cinquenta. E assim, quando lá chegamos, todos
nós somos mudos e todos eles, surdos. Vede agora
quanto estudo e quanto trabalho serão necessários
para que esses mudos falem e esses surdos
ouçam. 
VIEIRA, A. Sermões pregados no Brasil. In:
RODRIGUES. J. H. História viva. São Paulo: Global,
1985 (adaptado). 
No decorrer da colonização portuguesa na
América, as tentativas de resolução do problema
apontado pelo padre Antônio Vieira resultaram na 
a) ampliação da violência nas guerras intertribais.
b) desistência da evangelização dos povos nativos.
c) indiferença dos jesuítas em relação à
diversidade de línguas americanas. 
d) pressão da Metrópole pelo abandono da
catequese nas regiões de difícil acesso. 
e) sistematização das línguas nativas numa
estrutura gramatical facilitadora da catequese. 
 
43. (Mackenzie 2014) Leia o relato de
Tollenare, um viajante europeu que esteve em
Recife em fins de 1816.
“Entre eles (os escravos) veem-se homens
cuja fisionomia é ainda altiva ou feroz: dir-se-ia
que, mordendo o freio a tremer, cogitam os meios
de se libertarem, mas isto não passa, talvez, de
uma ilusão, porquanto não se percebe precaução
alguma tomada contra as tentativas que possam
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
fazer; todos não têm este aspecto
inquietador. Vi negros muito calmos e muito
submissos [...]”.
Citado em: Jaime Rodrigues. O infame
comércio. Campinas: Editora da UNICAMP, 2000,
p.51
Após a análise do trecho, assinale a
alternativa correta. 
a) O medo de uma possível revolta de escravos
está explícito no trecho, por isso a preocupação,
das autoridades, em reprimir os escravos
“ferozes” e os “inquietos”. 
b) É demonstrada a preocupação, por parte dos
europeus, com o comércio de escravos realizado
em Recife, daí as medidas tomadas a favor da
extinção da escravidão no ano referido. 
c) O viajante, impressionado com os maus-tratos
sofridos pelos escravos, relata sua preocupação
com as relações entre senhores e escravos,
defendendo o fim do tráfico. 
d) Sob uma perspectiva geral, o trecho não guarda
relação com as impressões causadas, entre os
europeus, do comércio escravo no Brasil.
Relatos como esses são raros de encontrar. 
e) A dicotomia “feroz” e “submissos” parte de uma
ótica senhorial da escravidão. O primeiro é,
antes de tudo, revoltado ou inquieto porque não
aceita sua condição. 
 
44. (Enem 2014) A transferência da corte
trouxe para a América portuguesa a família real e
o governo da Metrópole. Trouxe também, e
sobretudo, boa parte do aparato administrativo
português. Personalidades diversas e funcionários
régios continuaram embarcando para o Brasil
atrás da corte, dos seus empregos e dos seus
parentes após o ano de 1808.
NOVAIS, F. A.; ALENCASTRO, L. F. (Org.).
História da vida privada no Brasil. São Paulo: Cia.
das Letras, 1997.
Os fatos apresentados se relacionam ao
processo de independência da América
portuguesa por terem 
a) incentivado o clamor popular por liberdade. 
b) enfraquecido o pacto de dominação
metropolitana. 
c) motivado as revoltas escravas contra a elite
colonial. 
d) obtido o apoio do grupo constitucionalista
português. 
e) provocado os movimentos separatistas das
províncias. 
 
45. (Pucrs 2014) Considere as afirmações
abaixo sobre a crise do Antigo Sistema Colonial e a
Independência do Brasil (1822).
I. O movimento intelectual chamado de
Iluminismo teve grande influência na crise do
Antigo Sistema Colonial, pois, além de criticar as
bases do Antigo Regime, como o absolutismo
monárquico e os privilégios da nobreza,
condenava também o sistema colonial e o
monopólio comercial. 
II. Os conflitos na Europa decorrentes da expansão
do império napoleônico estiveram na base
desse processo, na medida em que Napoleão,
tentando bloquear o acesso da Inglaterra ao
mercado colonial ibérico, invadiu Espanha e
Portugal, precipitando, assim, o processo de
independência da América. 
III. A vinda da corte portuguesa para o Brasil é
considerada como um fator que retardou o
processo de independência brasileiro, pois a
presença do monarca lusitano na América
estreitou ainda mais os laços entre Brasil e
Portugal, tornando o primeiro ainda mais
dependente do segundo. 
IV. A Independência do Brasil foi marcada por um
forte conflito entre o novo país e a sua antiga
metrópole europeia, devido à rejeição das
elites político-econômicas da antiga colônia
portuguesa ao modelo agroexportador
implantado pela coroa lusitana, baseado na
grande propriedadeda terra e na mão de obra
escrava. 
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) I, II e III. 
e) II, III e IV. 
 
46. (Pucrs 2013) A União Ibérica (1580-1640)
provocou o acirramento de conflitos europeus,
alguns dos quais foram transferidos para os
territórios coloniais de Portugal e Espanha. A
situação que NÃO tem relação com os conflitos do
contexto da União Ibérica é: 
a) Os portugueses fundam a cidade de Rio Grande
e a Colônia de Sacramento, utilizando-se da
temporária nulidade dos limites territoriais
estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas. 
b) Os espanhóis não reconhecem a independência
dos territórios holandeses que formaram as
Províncias Unidas dos Países Baixos, sob a
liderança da Casa de Orange. 
c) Os holandeses criam as Companhias de
Comércio (Oriente e Ocidente), que lhes
possibilitam recursos para as invasões no
nordeste brasileiro e na costa africana. 
d) Os ingleses, que apoiavam a independência das
Províncias Unidas dos Países Baixos, aliam-se
aos franceses para invadir o Recife em 1595. 
e) Os franceses ocupam cidades brasileiras no
Sudeste, como Santos e Rio de Janeiro, e em
estados do Nordeste, como Maranhão, Paraíba e
Rio Grande do Norte. 
 
47. (Enem PPL 2013) A vinda da família real
deslocou definitivamente o eixo da vida
administrativa da Colônia para o Rio de Janeiro,
mudando também a fisionomia da cidade. A
presença da Corte implicava uma alteração do
acanhado cenário urbano da Colônia, mas a marca
do absolutismo acompanharia a alteração.
FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo:
Edusp, 1995 (fragmento).
As transformações ocorridas na cidade do
Rio de Janeiro em decorrência da presença da
Corte estavam limitadas à superfície das
estruturas sociais porque 
a) a pujança do desenvolvimento comercial e
industrial retirava da agricultura de exportação
a posição de atividade econômica central na
Colônia. 
b) a expansão das atividades econômicas e o
desenvolvimento de novos hábitos conviviam
com a exploração do trabalho escravo. 
c) a emergência das práticas liberais, com a
abertura dos portos, impedia uma renovação
política em prol da formação de uma sociedade
menos desigual. 
d) a integração das elites políticas regionais, sob a
liderança do Rio de Janeiro, ensejava a
formação de um projeto político separatista de
cunho republicano. 
e) a dinamização da economia urbana retardava o
letramento de mulatos e imigrantes, importante
para as necessidades do trabalho na cidade. 
 
48. (Pucrj 2012) “Eu, El-Rei, faço saber aos
que este meu regimento virem, que sendo
informado das muitas desordens que há no sertão
do pau-brasil, e na conservação dele, de que se tem
seguido haver hoje muita falta, cada vez será o
dano maior se não se atalhar e der nisso a ordem
conveniente (...): mando que nenhuma pessoa
possa cortar, nem mandar cortar o dito pau-brasil,
por si ou seus escravos, sem expressa licença do
provedor-mor da minha Fazenda (...); e quem o
contrário fizer incorrerá em pena de morte e
confiscação de toda a sua fazenda.”
Felipe III, Regimento do pau-brasil, 1605.
No contexto da colonização das terras do
Brasil, o regimento do rei Felipe III apresenta
medidas associadas: 
a) à afirmação do poder da Coroa espanhola, em
detrimento dos comerciantes e colonos
portugueses. 
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
b) ao caráter monopolista da extração do pau-
brasil, pois era necessária autorização expressa
da Coroa para atividade extrativista. 
c) às preocupações da Coroa na preservação da
Mata Atlântica, que estava sendo devastada
pelos colonos. 
d) à importância do pau-brasil no comércio
colonial como principal produto de exportação
da América Portuguesa, em inícios do século
XVII. 
e) à afirmação da política absolutista dos reinos
europeus cerceadora de todas as iniciativas dos
colonos nas Américas. 
 
49. (Mackenzie 2012) 
A charge refere-se 
a) à organização do Governo Geral, em 1549,
dividindo o território brasileiro em extensos
lotes de terras, entregues, por sua vez, a nobres
portugueses responsáveis pelo início efetivo da
colonização do Brasil. 
b) às dificuldades encontradas pelo coroa
portuguesa no início da colonização do Brasil,
uma vez que, em virtude, dentre outros, do
fracasso das Capitanias Hereditárias, a colônia
sofria constantes ataques de piratas europeus. 
c) ao fracasso do Governo Geral, em virtude da
corrupção existente na corte portuguesa,
transferida para o Brasil, responsável pela
concessão de privilégios aos piratas franceses
no comércio do pau-brasil. 
d) ao Governo Geral, responsável pela efetivação
da colonização brasileira, por meio de
incentivos aos bandeirantes paulistas, para que
ultrapassassem os limites de Tordesilhas e
expulsassem os piratas franceses fixados no
litoral. 
e) às dificuldades encontradas pela coroa
portuguesa na efetiva organização da
exploração da colônia, uma vez que a
abundância de metais preciosos ali despertou,
nos piratas europeus, o interesse pelas terras
lusas na América. 
 
50. (Enem PPL 2012) Dos senhores
dependem os lavradores que têm partidos
arrendados em terras do mesmo engenho; e
quanto os senhores são mais possantes e bem
aparelhados de todo o necessário, afáveis e
verdadeiros, tanto mais são procurados, ainda dos
que não têm a cana cativa, ou por antiga obrigação,
ou por preço que para isso receberam. 
ANTONIL, J. A. Cultura e opulência no Brasil
[1711]. São Paulo: Companhia Editora Nacional,
1987 (adaptado).
Segundo o texto, a produção açucareira no
Brasil colonial era 
a) baseada no arrendamento de terras para a
obtenção da cana a ser moída nos engenhos
centrais. 
b) caracterizada pelo funcionamento da economia
de livre mercado em relação à compra e venda
de cana. 
c) dependente de insumos importados da Europa
nas frotas que chegavam aos portos em busca
do açúcar. 
d) marcada pela interdependência econômica
entre os senhores de engenho e os lavradores de
cana. 
e) sustentada no trabalho escravo desempenhado
pelos lavradores de cana em terras arrendadas.
 
51. (Mackenzie 2012) A primeira arte a surgir
no Brasil pós-descobrimento foi a arquitetura,
sendo os fortes militares e as Igrejas os tipos mais
comuns de edificações. Se os primeiros visavam
salvaguardar as populações litorâneas e combater
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
a pirataria estrangeira, as construções religiosas,
edificadas durante muito tempo pedra por pedra
enviada de Portugal, e apenas montadas no Brasil
por arquitetos locais, cumpriam dois importantes
papéis. Nos séculos XVI e XVII, além da
preocupação das autoridades portuguesas em
ensinar o modelo civilizatório europeu aos
indígenas, a construção de igrejas, seguindo o
modelo metropolitano, servia 
a) à preocupação de acompanhar de perto a
veracidade e a sinceridade do processo de
conversão dos cristãos novos, residentes no
Brasil, muitos deles ainda seguidores secretos
do judaísmo. 
b) à manutenção da memória dos europeus
emigrados para que, no espaço físico dessas
igrejas, não se esquecessem de sua própria
cultura, já que muitoshaviam se acostumado
com os hábitos locais. 
c) à manifestação irrefutável da superioridade
civilizatória europeia perante as rudimentares
construções indígenas, que não poderiam
competir com o monumentalismo português. 
d) à necessidade de registrar o número de índios
cristianizados e, portanto, leais à Coroa
Portuguesa, além de realizar casamentos,
batismos e todos os cerimoniais cristãos para os
portugueses residentes no Brasil. 
e) para combater, no campo religioso, os ataques
de corsários e hugenotes franceses que, além de
se interessarem em ocupar o território nacional,
desejavam converter os indígenas ao
protestantismo. 
 
52. (Pucrs 2012) No século XVIII, ocorrem
restrições e proibições, por parte da Coroa
Portuguesa, às atividades econômicas no Brasil
colonial. Essas restrições e proibições referem-se 
a) ao Alvará de 1785, de D. Maria I, que proibia a
instalação de manufaturas no Brasil. 
b) à produção de aguardente e tabaco na Colônia,
dirigida pelos senhores de escravos e clérigos. 
c) à vinda de agricultores estrangeiros para a
Colônia, notadamente espanhóis e holandeses. 
d) à abertura dos portos às Nações Amigas, com a
proibição da introdução de tarifas aduaneiras
sobre os vinhos brasileiros. 
e) ao Ato de Revogação da Navegação e Comércio
entre os leais vassalos da Coroa Portuguesa. 
 
53. (Fuvest 2012) Fui à terra fazer compras
com Glennie. Há muitas casas inglesas, tais como
celeiros e armazéns não diferentes do que
chamamos na Inglaterra de armazéns italianos, de
secos e molhados, mas, em geral, os ingleses aqui
vendem suas mercadorias em grosso a retalhistas
nativos ou franceses. (...) As ruas estão, em geral,
repletas de mercadorias inglesas. A cada porta as
palavras Superfino de Londres saltam aos olhos:
algodão estampado, panos largos, louça de barro,
mas, acima de tudo, ferragens de Birmingham,
podem-se obter um pouco mais caro do que em
nossa terra nas lojas do Brasil.
Maria Graham. Diário de uma viagem ao
Brasil. São Paulo, Edusp, 1990, p. 230 (publicado
originalmente em 1824). Adaptado.
Esse trecho do diário da inglesa Maria
Graham refere-se à sua estada no Rio de Janeiro
em 1822 e foi escrito em 21 de janeiro deste mesmo
ano. Essas anotações mostram alguns efeitos 
a) do Ato de Navegação, de 1651, que retirou da
Inglaterra o controle militar e comercial dos
mares do norte, mas permitiu sua interferência
nas colônias ultramarinas do sul. 
b) do Tratado de Methuen, de 1703, que estabeleceu
a troca regular de produtos portugueses por
mercadorias de outros países europeus, que
seriam também distribuídas nas colônias. 
c) da abertura dos portos do Brasil às nações
amigas, decretada por D. João em 1808, após a
chegada da família real portuguesa à América. 
d) do Tratado de Comércio e Navegação, de 1810,
que deu início à exportação de produtos do
Brasil para a Inglaterra e eliminou a
concorrência hispano-americana. 
e) da ação expansionista inglesa sobre a América
do Sul, gradualmente anexada ao Império
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
Britânico, após sua vitória sobre as tropas
napoleônicas, em 1815. 
 
54. (Fuvest 2011) Quando os Holandeses
passaram à ofensiva na sua Guerra dos Oitenta
Anos pela independência contra a Espanha, no fim
do século XVI, foi contra as possessões coloniais
portuguesas, mais do que contra as espanholas,
que os seus ataques mais fortes e mais
persistentes se dirigiram. Uma vez que as
possessões ibéricas estavam espalhadas por todo
o mundo, a luta subsequente foi travada em quatro
continentes e em sete mares e esta luta
seiscentista merece muito mais ser chamada a
Primeira Guerra Mundial do que o holocausto de
1914-1918, a que geralmente se atribui essa honra
duvidosa. Como é evidente, as baixas provocadas
pelo conflito ibero-holandês foram em muito
menor escala, mas a população mundial era muito
menor nessa altura e a luta indubitavelmente
mundial.
Charles Boxer, O império marítimo
português, 1415-1825. Lisboa: Edições 70, s.d., p.115.
Podem-se citar, como episódios centrais
dessa “luta seiscentista”, a 
a) conquista espanhola do México, a fundação de
Salvador pelos portugueses e a colonização
holandesa da Indonésia. 
b) invasão holandesa de Pernambuco, a fundação
de Nova Amsterdã (futura Nova York) pelos
holandeses e a perda das Molucas pelos
portugueses. 
c) presença holandesa no litoral oriental da África,
a fundação de Olinda pelos portugueses e a
colonização espanhola do Japão. 
d) expulsão dos holandeses da Espanha, a
fundação da Colônia do Sacramento pelos
portugueses e a perda espanhola do controle do
Cabo da Boa Esperança. 
e) conquista holandesa de Angola e Guiné, a
fundação de Buenos Aires pelos espanhóis e a
expulsão dos judeus de Portugal. 
 
55. (Fuvest 2010) “E o pior é que a maior
parte do ouro que se tira das minas passa em pó e
em moeda para os reinos estranhos e a menor
quantidade é a que fica em Portugal e nas cidades
do Brasil...”
João Antonil. Cultura e opulência do Brasil
por suas drogas e minas, 1711.
Esta frase indica que as riquezas minerais
da colônia 
a) produziram ruptura nas relações entre Brasil e
Portugal. 
b) foram utilizadas, em grande parte, para o
cumprimento do Tratado de Methuen entre
Portugal e Inglaterra. 
c) prestaram-se, exclusivamente, aos interesses
mercantilistas da França, da Inglaterra e da
Alemanha. 
d) foram desviadas, majoritariamente, para a
Europa por meio do contrabando na região do
rio da Prata. 
e) possibilitaram os acordos com a Holanda que
asseguraram a importação de escravos
africanos. 
 
56. (Fuvest 2010) Os primeiros jesuítas
chegaram à Bahia com o governador-geral Tomé
de Sousa, em 1549, e em pouco tempo se
espalharam por outras regiões da colônia,
permanecendo até sua expulsão, pelo governo de
Portugal, em 1759. Sobre as ações dos jesuítas
nesse período, é correto afirmar que 
a) criaram escolas de arte que foram responsáveis
pelo desenvolvimento do barroco mineiro. 
b) defenderam os princípios humanistas e lutaram
pelo reconhecimento dos direitos civis dos
nativos. 
c) foram responsáveis pela educação dos filhos
dos colonos, por meio da criação de colégios
secundários e escolas de “ler e escrever”. 
d) causaram constantes atritos com os colonos por
defenderem, esses religiosos, a preservação das
culturas indígenas. 
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
e) formularam acordos políticos e diplomáticos
que garantiram a incorporação da região
amazônica ao domínio português. 
 
57. (Pucrj 2010) Sobre as comunidades
negras de africanos e afrodescendentes no Brasil,
durante o período colonial, estão corretas as
afirmações a seguir, À EXCEÇÃO de uma. Indique-
a. 
a) Na América Portuguesa, os africanos e seus
descendentes não conseguiam construir laços
de parentesco, uma vez que, na situação de
cativeiro, podiam ser vendidos para outro
senhor. 
b) Na sociedade colonial, havia diferenciação
social no interior da própria comunidade negra,
uma vez que os africanos e afrodescendentes
poderiam ser escravos, forros ou livres. 
c) Os africanos que chegavam à América
Portuguesa buscavam, na situação de cativeiro,
se aproximar daqueles que tinham vindo da
mesma região de origem da África, praticantes
de tradições semelhantes. 
d) Na América Portuguesa, as irmandades
constituíramum espaço onde os africanos e
seus descendentes puderam recriar uma
identidade e instituir formas de solidariedade,
principalmente em face da morte e da doença. 
e) As relações entre africanos e crioulos eram
conflituosas, pois os últimos, por terem nascido
no Brasil, recebiam dos seus senhores um
tratamento diferenciado daquele dispensado
aos africanos. 
 
58. (Pucmg 2010) A expulsão dos judeus da
Espanha pelos reis católicos, em 1492, levou cerca
de cem mil refugiados para Portugal, onde
experimentaram ainda mais amargas vicissitudes
do que na pátria. Foram forçados em 1497, por
ordem do rei D. Manuel, juntamente com os judeus
seus correligionários portugueses, a se
converterem ao cristianismo, fenômeno que deu
origem à era dos cristãos novos. A fuga dos
portugueses cristãos-novos para o Brasil era mais
fácil do que para qualquer lugar da Europa. Apesar
de as leis que os proibiam de emigrar do Reino
serem sempre renovadas, cristãos-novos
conseguiam embarcar clandestinamente para o
Novo Mundo, considerado por muitos como a
Terra Prometida, pagando aos pilotos das naus,
que muitas vezes eram também cristãos-novos.
(...) Espalhados por um imenso território, os
cristãos-novos pouco conheciam sobre o
verdadeiro sentido da religião judaica. Muitas
cerimônias eram praticadas semi-
inconscientemente, obedecendo a ensinamentos
herdados através de gerações. Sem considerar os
cristãos novos que foram fiéis ao catolicismo e
conseguiram diluir-se na sociedade ampla, os que
permaneceram nas margens criaram uma tradição
de clandestinidade, sem a qual é impossível
conhecer e reconstituir a sociedade colonial.
(Adaptado de NOVINSKY, Anita. Inquisição:
prisioneiros do Brasil. 2002.)
Pesquisadores estimam hoje, no Brasil, que
pelo menos um décimo da população descenda
dos cristãos- novos que vieram de Portugal e
existem muitos brasileiros cujos sobrenomes
aparecem nas listas de denunciados e de
sentenciados pelo Tribunal do Santo Ofício. De
acordo com essa noção e com o texto acima, é
CORRETO afirmar que: 
a) no Brasil, com a ausência física da Corte, os
convertidos não tiveram problemas para
disseminar suas práticas religiosas judaicas e
esquecer o catolicismo. 
b) os judeus convertidos ao cristianismo, ou
cristãos-novos, se espalharam pelo imenso
território e marcaram sua presença na
composição da sociedade brasileira. 
c) os cristãos-novos consideraram o Novo Mundo
como a Terra Prometida, tal comparação se dava
pela liberdade da vida dos que vinham para a
Colônia em relação ao Reino. 
d) no processo de transferência do Reino para a
Colônia, diferentemente do que ocorreu no
século XVI, embarcaram clandestinamente
aqueles cristãos-novos que tinham consciência
do judaísmo. 
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
 
59. (Enem 2010) Eu, o Príncipe Regente, faço
saber aos que o presente Alvará virem: que
desejando promover e adiantar a riqueza nacional,
e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e
a indústria, sou servido abolir e revogar toda e
qualquer proibição que haja a este respeito no
Estado do Brasil.
Alvará de liberdade para as indústrias (1º de
Abril de 1808). In: Bonavides, P.; Amaral, R. Textos
políticos da História do Brasil. Vol. 1. Brasília:
Senado Federal, 2002 (adaptado).
O projeto industrializante de D. João,
conforme expresso no alvará, não se concretizou.
Que características desse período explicam esse
fato? 
a) A ocupação de Portugal pelas tropas francesas e
o fechamento das manufaturas portuguesas. 
b) A dependência portuguesa da Inglaterra e o
predomínio industrial inglês sobre suas redes
de comércio. 
c) A desconfiança da burguesia industrial colonial
diante da chegada da família real portuguesa. 
d) O confronto entre a França e a Inglaterra e a
posição dúbia assumida por Portugal no
comércio internacional. 
e) O atraso industrial da colônia provocado pela
perda de mercados para as indústrias
portuguesas. 
 
60. (Fuvest 2010) “Eis que uma revolução,
proclamando um governo absolutamente
independente da sujeição à corte do Rio de
Janeiro, rebentou em Pernambuco, em março de
1817. É um assunto para o nosso ânimo tão pouco
simpático que, se nos fora permitido [colocar]
sobre ele um véu, o deixaríamos fora do quadro
que nos propusemos tratar.”
F. A. Varnhagen. História geral do Brasil,
1854.
O texto trata da Revolução pernambucana de
1817. Com relação a esse acontecimento é possível
afirmar que os insurgentes 
a) pretendiam a separação de Pernambuco do
restante do reino, impondo a expulsão dos
portugueses desse território. 
b) contaram com a ativa participação de homens
negros, pondo em risco a manutenção da
escravidão na região. 
c) dominaram Pernambuco e o norte da colônia,
decretando o fim dos privilégios da Companhia
do Grão-Pará e Maranhão. 
d) propuseram a independência e a república,
congregando proprietários, comerciantes e
pessoas das camadas populares. 
e) implantaram um governo de terror, ameaçando
o direito dos pequenos proprietários à livre
exploração da terra. 
 
61. (Enem 2010) Em 2008 foram
comemorados os 200 anos da mudança da família
real portuguesa para o Brasil, onde foi instalada a
sede do reino. Uma sequência de eventos
importantes ocorreu no período 1808-1821, durante
os 13 anos em que D. João VI e a família real
portuguesa permaneceram no Brasil.
Entre esses eventos, destacam-se os
seguintes:
• Bahia – 1808: Parada do navio que trazia a família
real portuguesa para o Brasil, sob a proteção da
marinha britânica, fugindo de um possível ataque
de Napoleão.
• Rio de Janeiro – 1808: desembarque da família
real portuguesa na cidade onde residiriam
durante sua permanência no Brasil.
• Salvador – 1810: D. João VI assina a carta régia de
abertura dos portos ao comércio de todas as
nações amigas, ato antecipadamente negociado
com a Inglaterra em troca da escolta dada à
esquadra portuguesa.
• Rio de Janeiro – 1816: D. João VI torna-se rei do
Brasil e de Portugal, devido à morte de sua mãe,
D. Maria I.
• Pernambuco – 1817: As tropas de D. João VI
sufocam a revolução republicana.
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
GOMES. L. 1808: como uma rainha louca, um
príncipe medroso e uma corte corrupta
enganaram Napoleão e mudaram a história de
Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta,
2007 (adaptado)
Uma das consequências desses eventos foi 
a) a decadência do império britânico, em razão do
contrabando de produtos ingleses através dos
portos brasileiros, 
b) o fim do comércio de escravos no Brasil, porque
a Inglaterra decretara, em 1806, a proibição do
tráfico de escravos em seus domínios. 
c) a conquista da região do rio da Prata em
represália à aliança entre a Espanha e a França
de Napoleão. 
d) a abertura de estradas, que permitiu o
rompimento do isolamento que vigorava entre
as províncias do país, o que dificultava a
comunicação antes de 1808. 
e) o grande desenvolvimento econômico de
Portugal após a vinda de D. João VI para o
Brasil, uma vez que cessaram as despesas de
manutenção do rei e de sua família. 
 
62. (Enem 2ª aplicação 2010) O alfaiate
pardo João de Deus, que, na altura em que foi
preso, não tinha mais do que 80 réis e oito filhos,
declarava que “Todos os brasileiros se fizesse
franceses, para viverem em igualdade e
abundância”.MAXWELL, K. Condicionalismos da
independência do Brasil. SILVA, M. N. (Org.). O
império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa:
Estampa, 1986.
O texto faz referência à Conjuração Baiana.
No contexto da crise do sistema colonial, esse
movimento se diferenciou dos demais
movimentos libertários ocorridos no Brasil por 
a) defender a igualdade econômica, extinguindo a
propriedade, conforme proposto nos
movimentos liberais da França napoleônica. 
b) introduzir no Brasil o pensamento e o ideário
liberal que moveram os revolucionários ingleses
na luta contra o absolutismo monárquico. 
c) propor a instalação de um regime nos moldes da
república dos Estados Unidos, sem alterar a
ordem socioeconômica escravista e
latifundiária. 
d) apresentar um caráter elitista burguês, uma vez
que sofrera influência direta da Revolução
Francesa, propondo o sistema censitário de
votação. 
e) defender um governo democrático que
garantisse a participação política das camadas
populares, influenciado pelo ideário da
Revolução Francesa. 
 
63. (Uece 2010) Leia o fragmento a seguir
atentamente 
“Em seguida, veio a mãe de D. João, em seus
73 anos, a rainha Maria I. Dizem que quando a
carruagem corria para as docas, ela teria gritado:
não vá tão depressa, pensarão que estamos
fugindo. Ao chegar ao porto, ela teria se recusado a
descer...”
WILCKEN, Patrick. Império à deriva: a corte
portuguesa no Rio de Janeiro (1808-1821). Rio de
Janeiro: Objetiva, 2010, p. 44-46.
O episódio narrado acima está relacionado
com a 
a) fuga da Família Real Portuguesa para a Colônia
Brasileira. 
b) chegada da Família Real Portuguesa ao Rio de
Janeiro. 
c) chegada da Família Real Portuguesa a Salvador,
primeiro porto após a fuga de Portugal. 
d) fuga da Família Real Portuguesa de Recife,
antes do desembarque no Rio de Janeiro. 
 
64. (Enem cancelado 2009) Quando
tomaram a Bahia, em 1624-5, os holandeses
promoveram também o bloqueio naval de
Benguela e Luanda, na costa africana. Em 1637,
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
Nassau enviou uma frota do Recife para capturar
São Jorge da Mina, entreposto português de
comércio do ouro e de escravos no litoral africano
(atual Gana). Luanda, Benguela e São Tomé caíram
nas mãos dos holandeses entre agosto e novembro
de 1641. A captura dos dois polos da economia de
plantações mostrava-se indispensável para o
implemento da atividade açucareira.
ALENCASTRO, L. F. Com quantos escravos
se constrói um país? In: Revista de História da
Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro, ano 4, nº 39,
dez. 2008 (adaptado).
Os polos econômicos aos quais se refere o
texto são 
a) as zonas comerciais americanas e as zonas
agrícolas africanas. 
b) as zonas comerciais africanas e as zonas de
transformação e melhoramento americanas. 
c) as zonas de minifúndios americanas e as zonas
comerciais africanas. 
d) as zonas manufatureiras americanas e as zonas
de entreposto africano no caminho para Europa.
e) as zonas produtoras escravistas americanas e
as zonas africanas reprodutoras de escravos. 
 
65. (Enem cancelado 2009) Formou-se na
América tropical uma sociedade agrária na
estrutura, escravocrata na técnica de exploração
econômica, híbrida de índio — e mais tarde de
negro — na composição. Sociedade que se
desenvolveria defendida menos pela consciência
de raça, do que pelo exclusivismo religioso
desdobrado em sistema de profilaxia social e
política. Menos pela ação oficial do que pelo braço
e pela espada do particular. Mas tudo isso
subordinado ao espírito político e de realismo
econômico e jurídico que aqui, como em Portugal,
foi desde o primeiro século elemento decisivo de
formação nacional; sendo que entre nós através
das grandes famílias proprietárias e autônomas;
senhores de engenho com altar e capelão dentro
de casa e índios de arco e flecha ou negros
armados de arcabuzes às suas ordens. 
FREYRE, G. Casa-Grande e Senzala. Rio de
Janeiro: José Olympio, 1984.
De acordo com a abordagem de Gilberto
Freyre sobre a formação da sociedade brasileira, é
correto afirmar que 
a) a colonização na América tropical era obra,
sobretudo, da iniciativa particular. 
b) o caráter da colonização portuguesa no Brasil
era exclusivamente mercantil. 
c) a constituição da população brasileira esteve
isenta de mestiçagem racial e cultural. 
d) a Metrópole ditava as regras e governava as
terras brasileiras com punhos de ferro. 
e) os engenhos constituíam um sistema
econômico e político, mas sem implicações
sociais. 
 
66. (Enem 2009) No tempo da
independência do Brasil, circulavam nas classes
populares do Recife trovas que faziam alusão à
revolta escrava do Haiti:
Marinheiros e caiados
Todos devem se acabar,
Porque só pardos e pretos
O país hão de habitar.
AMARAL, F. P. do. Apud CARVALHO, A.
Estudos pernambucanos. Recife: Cultura
Acadêmica, 1907.
O período da independência do Brasil
registra conflitos raciais, como se depreende 
a) dos rumores acerca da revolta escrava do Haiti,
que circulavam entre a população escrava e
entre os mestiços pobres, alimentando seu
desejo por mudanças. 
b) da rejeição aos portugueses, brancos, que
significava a rejeição à opressão da Metrópole,
como ocorreu na Noite das Garrafadas. 
c) do apoio que escravos e negros forros deram à
monarquia, com a perspectiva de receber sua
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
proteção contra as injustiças do sistema
escravista. 
d) do repúdio que os escravos trabalhadores dos
portos demonstravam contra os marinheiros,
porque estes representavam a elite branca
opressora. 
e) da expulsão de vários líderes negros
independentistas, que defendiam a implantação
de uma república negra, a exemplo do Haiti. 
 
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
Gabarito: 
Resposta da questão 1: [A]
No contexto da União Ibérica, 1580-1640, a
Espanha boicotou o comércio do açúcar entre
Portugal e Holanda. Assim, em 1621, foi criada na
Holanda a Companhia das Índias Ocidentais
visando invadir o Brasil e monopolizar todo o
complexo de produção açucareira. Em 1624,
ocorreu a invasão fracassada na Bahia. Entre 1630-
1654, ocorreu o domínio da Companhia das Índias
Ocidentais sobre boa parte do Nordeste do Brasil.
Gabarito [A]. 
Resposta da questão 2: [A]
Apesar de possuírem características
culturais que dificultavam sua utilização nas
grandes lavouras, os indígenas foram submetidos
à escravidão pelos portugueses a partir do ciclo do
açúcar. Num primeiro momento, como mão de
obra principal. Depois, como mão de obra
secundária junto aos negros africanos. 
Resposta da questão 3: [C]
Somente a proposição [C] está correta. A
questão remete a história do Paraná associando a
questão indígena com a atuação dos Bandeirantes
Paulistas. Diversas Reduções Jesuíticas foram
fundadas nas margens dos rios localizados no
Paraná para aldear os nativos. Os bandeirantes
paulistas destruíram essas reduções jesuíticas
gerando uma expansão portuguesa em terras
espanholas. Em 1750, foi assinado o Tratado de
Madri anulando o Tratado de Tordesilhas dando ao
Brasil praticamente o tamanho atual exceto a
região do Acre. O Caminho de Peabiru era uma
trilha indígena que existia antes da chegadados
europeus, ligava os oceanos Atlântico ao Pacífico
passando por países como Bolívia, Paraguai, Peru
e Brasil. 
Resposta da questão 4: [B]
Somente a alternativa [B] está correta. No
século XVIII, ocorreram diversas transformações
no Brasil colonial devido a mineração, entre elas, a
mudança da capital de Salvador para a cidade do
Rio de Janeiro, a transferência do eixo econômico
do Nordeste para o centro da colônia, a
interiorização da colonização portuguesa, o
surgimento de uma camada intermediária, o
crescimento demográfico em função do intenso
fluxo de pessoas que deslocavam da metrópole
para a colônia. 
Resposta da questão 5: [E]
A Inconfidência Mineira de 1789 foi o
primeiro movimento de caráter libertário, ou seja,
visava a separação, adotar uma República, mudar
a capital, criar universidade, entre outras
propostas. Esse movimento foi organizado pela
elite mineira no contexto da crise da mineração
quando a corte portuguesa criou a derrama,
inspirado nas ideias iluministas e na
independência dos EUA, sem preocupação social.
Gabarito [E]. 
Resposta da questão 6: [E]
Somente a alternativa [E] está correta. A
viagem de Pedro Álvarez Cabral ao Brasil em 1500
está vinculada ao Tratado de Tordesilhas de 1494
no qual Portugal pretendia garantir suas posses de
terras bem como ter o acesso a rota do Atlântico
para atingir o lucrativo comércio das especiarias. 
Resposta da questão 7: [D]
Somente a alternativa [D] está correta. No
contexto da União Ibérica, 1580-1640, a Espanha
dominou Portugal e boicotou o comércio do açúcar
desenvolvido entre portugueses e holandeses.
Como retaliação, a Holanda criou a Companhia das
Índias Ocidentais invadindo a Bahia em 1624 e
Pernambuco em 1630. 
Resposta da questão 8: [E]
O trecho faz referência à Insurreição
Pernambucana, movimento revoltoso que ajudou
Portugal a expulsar os holandeses do Nordeste
brasileiro em 1645. Como fica claro, houve maciça
adesão da nobreza da terra a partir da promessa de
suspensão das dívidas obtidas junto à CIA das
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
Índias Ocidentais. Ou seja, houve interesse
econômico por parte dos senhores de engenho na
luta. 
Resposta da questão 9: [C]
Somente a alternativa [C] está correta. A
pecuária foi a atividade econômica mais
importante do sertão Cearense no período
colonial. A ocupação se deu em duas correntes de
povoamento: Sertão de Fora, dominados por
pernambucanos vindos pelo litoral, e o Sertão de
Dentro, dominados por baianos. Neste processo de
expansão ocorreu um intenso extermínio de índio
que ocupava vasta extensão de terras com
abundante pastagem. 
Resposta da questão 10: [B]
Somente a proposição [B] está correta. É
importante destacar que as terras no interior da
colônia já estavam ocupadas pelos nativos. As
bandeiras foram expedições particulares e não
foram financiadas pela coroa portuguesa. As
bandeiras atuaram na caça ao índio, prospecção
de metais preciosos e na defesa das propriedades
através do sertanismo de contrato. 
Resposta da questão 11: [B]
As Revoltas Nativistas foram movimentos
coloniais que não buscavam a separação entre
Metrópole e Colônia, mas, sim, questionavam
algum aspecto do Pacto Colonial, como a cobrança
de um imposto ou algum privilégio social. 
Resposta da questão 12: [B]
Somente a alternativa [B] está correta. Os
excertos de Luiz Mott e Eduardo França Paiva
apontam para o sincretismo religioso construído
historicamente no contexto do Brasil Colonial.
Isso ocorreu por conta da convivência entre
grupos sociais heterogêneos com diferentes
valores, costumes, tradições culturais e religiões.
Apesar das diferenças entre negros, brancos e
índios, surgiram adaptações no âmbito da cultura
fazendo com que um grupo incorpore valores de
outros grupos. 
Resposta da questão 13: [B]
Somente a alternativa [B] está correta. O
comércio triangular diz respeito às relações
comerciais entre três continentes, América,
Europa e África entre os séculos XVI e XIX. As
metrópoles europeias levavam produtos baratos
para trocar por africanos no continente Africano,
estes eram vendidos como escravos na América
gerando um grande lucro e acúmulo de capital
para o velho continente. 
Resposta da questão 14: [D]
Ao afirmar que um Senhor de Engenho
mantinha significativo estoque de doce em casa
para consumo próprio e para receber frades e
padres, o texto destaca a importância da
fabricação de doces artesanais para o exercício
dos laços sociais no Brasil colonial. 
Resposta da questão 15: [B]
Somente a alternativa [B] está correta. No
contexto da crise do sistema colonial que teve
início no final do século XVIII, a Inconfidência
Mineira de 1789, foi a primeira manifestação de
caráter separatista. Foi um movimento de viés
elitista, sem preocupação social, inspirado nas
ideias iluministas e defendia a separação em
relação a metrópole, adotar República, criar uma
universidade em Vila Rica, mudar a capital para
São João Del Rei, entre outros objetivos. 
Resposta da questão 16: [C]
Dentre os sintomas do esgotamento colonial
podemos citar o atraso econômico e comercial,
uma vez que a Colônia não podia desenvolver
manufaturas por Decreto Real, e os altos impostos
cobrados pela Coroa Portuguesa, como o Quinto e a
Derrama. 
Resposta da questão 17: [D]
Maurício de Nassau governou o chamado
“Brasil Holandês”, período no qual a Cia das Índias
Ocidentais (holandesa) invadiu e dominou boa
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
parte do Nordeste brasileiro. Esse domínio começa
em 1630 e termina em 1654. 
Resposta da questão 18: [B]
Não existe, pelo menos não de maneira
aparente, nenhum grande contraste nas
vegetações representadas nas quatro imagens.
Logo, podemos deduzir que ambos os tipos eram
encontrados no cotidiano dos holandeses. 
Resposta da questão 19: [B]
Somente a alternativa [B] está correta. A
crônica do religioso francês sobre os nativos
tupinambás não é unanimidade entre os cronistas
europeus. No geral, o olhar destes sobre os
ameríndios eram carregados de etnocentrismo no
qual os nativos aparecem como inferiores,
bárbaros, selvagens, entre outros adjetivos
depreciativos. Ao afirmar que os tupinambás eram
puros e sem vícios, o padre capuchinho Claude
d’Abbeville reforça a ideia da teoria do “Bom
Selvagem” elaborado pelo pensador genebrino
Jean Jacques Rousseau no século XVIII. 
Resposta da questão 20: [C]
Nem todas as classes ou etnias eram
defendidas dentro do ideal de igualdade proposto
pela Revolução Pernambucana. Os escravos
negros, por exemplo, não eram defendidos e a
abolição da escravatura não era uma das
reivindicações do movimento. 
Resposta da questão 21: [B]
Somente a alternativa [B] está correta. A
questão exige conhecimentos sobre a Crise do
Sistema Colonial e a independência do Brasil
ocorrida em 1822. Correção a partir das incorretas,
[I] e [III]. Em 1822 com o “Grito do Ipiranga”, não
ocorreu rupturas de laços econômicos e políticos
com Portugal considerando que o líder da
independência do Brasil foi D. Pedro I que era
português. Até 07 de abril de 1831 com abdicação
de Pedro I, o Brasil ainda possuía laços com
Portugal. Não ocorreu uma profunda mudança
estrutural no Brasil colonial, a condição dos mais
humildes (negros, índios e mestiços) permaneceu
a mesma e a elitebrasileira era submissa em
relação à metrópole e ao capitalismo
internacional. Na Europa estava ocorrendo à
transição do Capitalismo Comercial Mercantil
para o Capitalismo Liberal-Industrial com a
Inglaterra necessitando de mercador consumidor.
Resposta da questão 22: [D]
Somente a proposição [D] está correta. Nesta
guerra bacteriológica parece que os nativos
ficaram traumatizados com tantas doenças e isso
ficou materializado na mitologia indígena
surgindo entidades maléficas como o Curupira. A
etimologia da palavra “curupira” pode ter tido
origem do tupi-guarani kuru'pir, que significa
“corpo coberto de pústulas”. Mas, há outra
explicação para justificar o surgimento do nome é
a de que curu seria uma contração de curumim,
“menino” ou “criança”, e pira que significa “corpo”
no idioma Tupi, ou seja, curupira quer dizer “corpo
de menino”. A lenda do curupira conta que o
pequeno ser mitológico é um defensor da vida na
floresta, defendendo e protegendo a flora e a fauna.
Resposta da questão 23: [D]
Somente a proposição [D] está correta. A
questão remete ao Império Holandês no Nordeste
do Brasil entre 1630-1654. Mauricio de Nassau
chegou ao Brasil em 1637, representando os
interesses da Companhia das Índias Ocidentais.
Durante o tempo em que permaneceu em terras
brasileiras, 1637-1644, Nassau, enquanto
humanista, deu certa tolerância religiosa,
concedeu empréstimos para os senhores de
engenho, promoveu realizações urbanísticas e
culturais. 
Resposta da questão 24: [A]
Somente a alternativa [A] está correta. O
excerto do texto aponta para a escravidão na
América a partir do século XVI que se caracteriza
por uma convivência entre diversos sujeitos
históricos, tais como, os escravos e negros que já
conseguiram a carta de manumissão ou alforria
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
contribuindo para a pavimentação de uma
identidade própria dos colonos luso brasileiros. 
Resposta da questão 25: [E]
Somente a alternativa [E] está correta. Os
jesuítas eram favoráveis à escravidão do africano
e contra a escravidão dos nativos. Para os índios,
os padres defendiam a conversão através da
catequese, exceto quando os nativos eram
rebeldes e hostis, daí imperava a “guerra justa”, ou
seja, era permitido escravizar. 
Resposta da questão 26: [E]
Somente a proposição [E] está correta. A
questão pede uma relação entre as Enciclopédias
(Iluminismo) e a crise do sistema colonial, em
especial a Inconfidência Mineira. No século XVIII,
os filhos da elite brasileira estudavam na Europa
entrando em contato com a maçonaria e as ideias
Iluministas, tais como, o uso da razão para
construir a autonomia e a liberdade. Retornando
ao Brasil, esses jovens participaram de
movimentos separatistas como foi a Inconfidência
Mineira em 1789. 
Resposta da questão 27: [A]
Somente a alternativa [A] está correta. O
texto do colunista Jânio de Freitas aponta para a
relação entre metrópole e colônia mostrando que
no Brasil surgiu uma elite branca herdeira do
colonizador. Esta elite branca implantou o modelo
“plantation” na colônia, isto é, latifúndio,
escravidão, monocultura e a economia visando o
mercado externo associado ao Mercantilismo
Europeu. Jânio de Freitas também afirma que o
Império e a República não romperam com este
passado colonial. “... O sistema aí nascente
projetou-se na história como um processo sem
interrupção, sem sequer solavancos. Escravocrata
por tanto tempo, fez a abolição mais conveniente à
classe dominante, não aos ex-escravizados. A
República trouxe recusas superficiais ao
Império...”. 
Resposta da questão 28: [A]
Como o texto afirma no trecho “eu por vezes
tenho dito a V. A. aquilo que me parecia acerca dos
negócios da França, e isto por ver por conjecturas
e aparências grandes aquilo que podia suceder dos
pontos mais aparentes, que consigo traziam muito
prejuízo ao estado”, as tentativas de invasão da
França na América Portuguesa constituíam fator
de preocupação para o governo português. 
Resposta da questão 29: [C]
No testamento, Siqueira afirma que
escravizou indígenas que a Coroa Portuguesa
considerava livres. Sendo assim, na visão
particular dele, esses indígenas pertenciam a ele e,
por isso, ele orienta que os mesmos não deveriam
ser vendidos. Como na visão da Coroa Portuguesa
os indígenas eram livres, a referência à venda se
aplica sobre os indígenas que Portugal via como
livres e Siqueira via como escravos. 
Resposta da questão 30: [B]
Com o objetivo de impor o catolicismo aos
negros africanos, a Igreja utilizou-se das imagens
sacras para disseminar a religião cristã, uma vez
que as imagens de santos mostravam-se fiéis e
devotas a Deus e ao poder da Igreja, como descreve
o texto II e mostra o texto I. 
Resposta da questão 31: [B]
Somente a proposição [B] está correta. O
texto do historiador Fernando Novaes aponta para
a Crise do sistema colonial no final do século XVIII.
Portugal possuía boas condições históricas para
se tornar uma grande potência. Foi o primeiro
Estado Moderno a surgir, no século XII, ainda na
Idade Média. Foi o pioneiro nas Grandes
Navegações. Colonizou o Brasil por três séculos. O
Brasil era uma colônia que tinha muitos recursos
de grande relevância para Portugal. No entanto,
inserido em uma forte tradição católica
desprovida de um “espírito capitalista”, a nação
portuguesa se aproximou da Inglaterra e tornou-se
um país de uma economia mais agrícola e
tradicional. Se o Brasil era colonizado por
Portugal, na Europa a Inglaterra “colonizou”
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
Portugal, basta observar o Tratado de Methuen de
1703 que gerava deficit para a economia lusitana.
Assim, boa parte do ouro brasileiro chegava à
Inglaterra. 
Resposta da questão 32: [C]
Somente a proposição [C] está correta. A
questão aponta para a vinda da corte portuguesa
para o Brasil em 1808. Ainda neste ano ocorreu a
Abertura dos Portos às nações amigas, no caso, a
Inglaterra, acabando com o pacto colonial
considerado o primeiro passo rumo à
independência. Também foi revogado o Alvará de
1785 que proibia as manufaturas no Brasil, porém o
país não se industrializou, pois o Tratado de 1810
estabeleceu tarifas alfandegárias menores para a
Inglaterra inibindo a industrialização brasileira e
reforçando nossa vocação agrária exportadora. 
Resposta da questão 33: [A]
O ciclo do ouro no Brasil Colonial promoveu
uma grande retirada de riquezas por parte de
Portugal, o que dinamizou a economia portuguesa.
Resposta da questão 34: [A]
[III] Incorreta. Porque Portugal já estava habituado
a cultivar cana e produzir açúcar nas suas
colônias africanas;
[IV] Incorreta. Porque Portugal e Holanda
foram parceiras na produção do açúcar no Brasil: a
Holanda financiou a instalação dos engenhos e
recebeu em troca o monopólio do refino e da venda
do açúcar na Europa. 
Resposta da questão 35: [C]
Somente a proposição [C] está correta. A
questão remete a formação territorial do Brasil
durante o período colonial. A belíssima poesia de
Cassiano Ricardo faz referência a formação
territorial do Brasil associada aos metais
preciosos e aos índios. Contribuíram para este
processo a mineração, a atuação dos bandeirantes
paulistas, a pecuária, as drogas do sertão e as
missões portuguesas na Amazônia. Assim, em
1750 foi assinado o Tratado de Madri que anulou o
Tratado de Tordesilhas dando ao Brasil
praticamente o tamanhoatual, exceto o Acre que
foi anexado em 1904. 
Resposta da questão 36: [A]
Na época colonial, ocorreram as seguintes
revoltas nativistas:
[1] Guerra dos Mascates: travada em Pernambuco
pelos comerciantes portugueses de Recife e os
senhores de engenho nativos de Olinda, pelo
domínio do comércio na Capitania;
[2] Revolta dos Beckman: ocorrida no Maranhão
devido à proibição, por parte dos Jesuítas, da
escravidão indígena;
[3] Revolta de Vila Rica: ocorrida em Vila Rica,
tinha como líder Felipe dos Santos e como
exigência o fim da cobrança do quinto;
[4] Guerra dos Emboabas: conflito que opôs
mineiros e paulistas (emboabas) pelo controle das
minas descobertas na Colônia. 
Resposta da questão 37: [B]
O texto deixa claro que, apesar da violência
da colonização portuguesa, a cultura indígena
sobreviveu no Brasil, de adaptando e se
misturando à cultura europeia. O melhor exemplo
que o autor cita é o da cultura dos índios Xingus. 
Resposta da questão 38: [A]
No Brasil, o movimento independentista,
apesar de contestar a submissão a Portugal, não
significou um rompimento total com a Metrópole,
uma vez que foi liderado por um membro da
Família Real portuguesa, d. Pedro. 
Resposta da questão 39: [A]
Para incentivar a produção do açúcar na
Colônia, já que o produto estava em franca
ascensão na Europa, o governo metropolitano
concedeu uma série de benefícios a quem
investisse na cultura da cana: engenhos recém-
construídos tinham isenção fiscal, a tributação do
açúcar era feita com benesses aos produtores de
cana, a taxação sobre a importação de escravos
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
era menor para os produtores e o transporte do
produto era franqueado. 
Resposta da questão 40: [C]
Somente a proposição [C] está incorreta. A
questão remete a invasões Holandesas no Brasil
no século XVII. A Holanda pertencia a Espanha até
1581 quando se separou da dinastia Habsburgo de
Filipe II. A Espanha que já dominava Portugal
desde 1580 (União Ibérica) boicotou a Holanda no
comércio do açúcar. A Holanda criou a Companhia
das Índias Ocidentais para invadir o Brasil visando
a produção do açúcar. Portanto, no momento da
invasão holandesa na Bahia em 1624, Holanda e
Espanha não eram aliadas. As demais alternativas
estão corretas. A Holanda era a grande parceira
comercial do açúcar brasileiro na Europa antes da
antes de 1580. Em 1630, a WIC, Companhia das
Índias Ocidentais, invadiu Pernambuco e Nassau
foi o grande administrador entre 1637 até 1644
quando surgiu um “Império Holandês” no Brasil. 
Resposta da questão 41:[B]
A pecuária foi uma das poucas atividades no
Brasil Colônia a não utilizar a mão de obra escrava
como o principal meio de trabalho. Como fica claro
na alternativa [B], o trabalho utilizado pelos
pecuaristas era o livre, com o emprego de brancos
pobres e negros libertos. 
Resposta da questão 42: [E]
Na relação entre colonizadores – em
especial os com função catequizadora – e os
indígenas brasileiros a questão linguística
constituiu significativa barreira. Para ultrapassá-
la e conseguir concretizar o objetivo da
catequização, os padres jesuítas promoveram
diversas adaptações na linguagem indígena,
buscando torná-la mais fácil gramaticalmente. 
Resposta da questão 43: [E]
As perspectivas acerca da condição escrava,
incluindo as análises sobre como os escravos se
portavam ou como eles reagiam, eram feitas pelos
senhores dos escravos e não pelos plantéis, uma
vez que os escravos não tinham voz dentro da
sociedade brasileira. 
Resposta da questão 44: [B] 
A vinda da Família Real para o Brasil foi o
primeiro passo do processo de Independência da
Colônia, uma vez que elevou o status do Brasil,
invertendo a posição de Portugal e Brasil no pacto
colonial, e deu aos colonos uma autonomia de
ação inédita. 
Resposta da questão 45: [A]
Somente a alternativa [A] está correta. A
questão remete ao Sistema Colonial e ao Processo
de independência do Brasil. As proposições [III] e
[IV] estão incorretas. A vinda da corte portuguesa
para o Brasil em 1808 favoreceu o processo de
independência do Brasil e não retardou o
processo. Em 1822 quando o ocorreu a
independência do Brasil, a elite não rejeitou o
modelo econômico agrário-exportador ancorado
no latifúndio escravista. De fato as ideias
iluministas influenciaram a crise do sistema
colonial bem como o processo de independência.
A expansão napoleônica contribuiu para o
processo de independência da América Latina e as
tropas francesas invadiram os países ibéricos. 
Resposta da questão 46: [A]
A fundação de ambas as províncias (Rio
Grande e Sacramento) não ocorreu devido à União
Ibérica ou ao fim temporário do Tratado de
Tordesilhas: a província de Rio Grande foi fundada
em 1737 e a Colônia do Sacramento foi fundada
em1680. 
Resposta da questão 47: [B]
De fato, a despeito de todas as mudanças
promovidas por d. João VI no Brasil, a herança
escravocrata não sofreu alterações durante a
presença do monarca português aqui. Então,
enquanto crescíamos economicamente, em
termos sociais não ocorreram alterações
significativas. 
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
Resposta da questão 48: [B]
[A] Incorreta. A União Ibérica não se
constituiu em detrimento dos comerciantes e
colonos portugueses, que continuaram com seus
privilégios nas terras americanas.
[C] Incorreta. Não havia preocupações
ecológicas com a preservação da Mata Atlântica.
[D] Incorreta. No início do século XVII, o
principal produto de exportação da América
Portuguesa era o açúcar.
[E] Incorreta. O rei está reafirmando o
monopólio real da exploração do pau-brasil. O
controle dessa atividade deve se coadunar com a
iniciativa dos colonos. 
Resposta da questão 49: [B] 
A charge satiriza a constante preocupação
da metrópole portuguesa em promover seu projeto
de integração das terras brasileiras à lógica
mercantilista existente e as dificuldades em
implantar esse projeto, dada a concorrência com
as novas potências emergentes e os constantes
ataques sofridos pela colônia brasileira. 
Resposta da questão 50: [D]
A produção açucareira no Brasil dependia,
fundamentalmente, dos trabalhadores braçais que
exerciam todas as etapas da produção do açúcar,
desde a plantação da cana até o branqueamento
do produto final. O senhor de engenho, apesar de
dono das terras e das máquinas, não tinha lucro se
não tivesse trabalhadores. 
Resposta da questão 51: [B]
A importação do modelo europeu de viver
sempre existiu no Brasil colonial. No que diz
respeito à arquitetura, houve uma reprodução
idêntica do modelo europeu em nossas terras, em
especial nas igrejas, para, além de fazer da colônia
uma reprodução da metrópole, fazer com que os
europeus que aqui viviam se sentissem como se
estivessem em suas terras natais. 
Resposta da questão 52: [A]
Somente a alternativa [A] está correta. A
questão remete a política econômica portuguesa
no final do século XVIII. Portugal estava em grave
crise econômica e dependia muito da sua colônia,
o Brasil. O país ibérico também estava atrelado aos
interesses ingleses. Daí, dona Maria I, a louca, em
1785, aprovou o famoso Alvará proibindo a criação
de manufaturas no Brasil. A colônia não deve
concorrer com a metrópole e, ainda, deve seguir
sua “vocação” agrária exportadora comprando
manufaturados da Inglaterra. As demais
alternativas estão incorretas. 
Respostada questão 53: [C]
A grande presença de produtos ingleses no
Brasil foi fruto da Abertura dos Portos às nações
amigas de 1808 e dos Tratados de 1810. Primeiro
cabe lembrar que já existiam produtos ingleses
aqui, antes de 1808, porém em pequena
quantidade, pois ainda havia na prática o pacto
colonial. Segundo, os Tratados de 1810
favoreceram principalmente às importações para
a Inglaterra e não estão relacionados aos produtos
exportados, nem pelo Brasil, nem pelas colônias
da Espanha. 
Resposta da questão 54: [B]
Questão factual. Apesar do conhecimento
obrigatório sobre a ocupação holandesa no
nordeste brasileiro, as diversas alternativas, com
muitas e variadas informações, coloca o estudante
em dúvida.
A “Guerra do Açúcar” envolveu a Espanha e
Holanda. Como Portugal e suas colônias estavam
sob domínio espanhol – União Ibérica – foram
diretamente afetados, destacando a invasão da
região nordeste a partir de Pernambuco. 
Resposta da questão 55: [B]
A expressão “reinos estranhos” presente no
texto de Antonil, não especifica a quem era
remetida a maior parte do ouro extraído nas Minas
Gerais do período colonial do Brasil. No entanto,
por associação com a referência ao Tratado de
Methuen na alternativa B, chega-se a alternativa
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
correta, pois de fato esse tratado foi o mais
expressivo sobre a dependência de Portugal em
relação a Inglaterra iniciada em 1641 após a
chamada Restauração que pôs fim à União Ibérica.
Pelo tratado a balança comercial portuguesa era
sempre deficitária, sendo o deficit coberto com boa
parte do ouro brasileiro remetido a Portugal. 
Resposta da questão 56: [C]
Apesar de a fama dos jesuítas do período
colonial no Brasil dar-se pelo trabalho de
catequese junto aos indígenas, eles notabilizaram-
se como os principais protagonistas do ensino
durante o período, fundando e administrando
colégios, promovendo a educação dos filhos dos
colonos e estabelecendo uma padronização do
ensino em toda a colônia. 
Resposta da questão 57: [A]
A afirmativa está incorreta uma vez que a
constituição de laços de parentesco foi uma forma
pela qual a comunidade negra conseguiu se
estruturar na América Portuguesa. Mesmo sob a
condição do cativeiro, os africanos conseguiram
construir arranjos matrimoniais e constituir
famílias. Mesmo que estivessem sujeitos à invasão
sexual do senhor, ou a interrupção da relação
decorrente da venda de um dos parceiros pelo
senhor.
Era comum não só africanos se unirem a
africanos, como crioulos com crioulos, mas
também livres e escravos. 
Resposta da questão 58: [B]
Com base apenas na interpretação do texto,
pode-se chegar à alternativa correta. Ambos (texto
e alternativa B), por si só esclarecem o papel dos
cristãos-novos na formação da sociedade
brasileira durante o período colonial. 
Resposta da questão 59: [B]
A “liberdade industrial” ocorreu num
contexto em que a dependência de Portugal frente
à Inglaterra aumentou, fruto do apoio desta última
na transferência da Corte para o Brasil. A
Inglaterra era um país que se industrializava em
um processo de quase 40 anos, produzia em
grande escala e ainda recebeu uma série de
privilégios de D. João VI, com a Abertura dos
Portos e posteriormente com os Tratados de 1810.
Dessa forma, o predomínio de produtos ingleses
no Brasil minou qualquer possibilidade de
desenvolvimento da indústria local. 
Resposta da questão 60: [D]
A Revolução Pernambucana de 1817 insere-
se no contexto dos movimentos
emancipacionistas e de caráter republicano
ocorridos no Brasil desde o final do século XVIII.
Dentre as suas causas destacam-se a crise
econômica regional, presença maciça de
portugueses na liderança do governo e na
administração pública, a criação de novos
impostos por Dom João VI e a influência das
ideias Iluministas, propagadas pelas sociedades
maçônicas. O movimento foi, rapidamnete
sufocado pela ação de tropas governamentais. 
Resposta da questão 61: [C]
Alternativa escolhida por exclusão pois,
apesar de verdadeira, não responde à questão. Não
é possível afirmar que “a conquista da região do rio
da Prata” seja uma consequência dos fatos
enumerados pelo enunciado. Território argentino
até 1821, ele é incorporado ao Reino Unido de
Portugal, Brasil e Algarves por Dom João VI com o
nome de Província Cisplatina. A anexação é
justificada pelos direitos hereditários que sua
esposa, a Princesa Carlota Joaquina, teria sob a
região. Após a conquista do território em 1816, pelo
general português Carlos Frederico Lecor,
(comandante dos Voluntários do Príncipe
Regente), é desenvolvida uma inteligente política
de ocupação. Localizado na entrada do estuário do
Rio da Prata, a Banda Oriental é estratégica, já que
quem a controla tem grande domínio sobre a
navegação em todo o rio. 
Resposta da questão 62: [E]
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Lista de Exercícios : História | Brasil Colônia 
A Conjuração Baiana de 1798, posterior à
Inconfidência Mineira, é normalmente comparada
com a sua antecessora. O movimento baiano é
considerado como “popular”, inspirado nos ideais
jacobinos de igualdade que pressupunham o
modelo republicano e os mesmos direitos para
todos os homens. Os baianos defenderam ainda o
fim da escravidão. 
Resposta da questão 63: [A]
A questão trata da vinda da Família Real
para o Brasil no contexto das guerras
napoleônicas, tal como a fonte do trecho indica. A
resolução depende de uma leitura atenta do texto,
o que eliminaria as alternativas b e c, pois o
episódio referenciado é o embarque da comitiva
real. O aluno ainda deveria recordar que, embora o
destino final fosse o Rio de Janeiro, D.João, então
Príncipe-Regente, desembarcou inicialmente na
cidade de Salvador, local aonde assinou a Carta
Régia declarando a Abertura dos Portos às Nações
Amigas, em vinte e oito de janeiro de1808. 
Resposta da questão 64: [E]
A invasão holandesa do Nordeste do Brasil
no século XVII foi motivada pelo interesse no
controle do lucrativo comércio do açúcar, do qual
os flamengos foram privados pela Espanha em
razão de conflitos entre holandeses e espanhóis à
época da união das coroas ibéricas (1580-1640).
Sendo a produção realizada basicamente pelo
trabalho escravo africano, tornava-se também
necessário aos holandeses, o controle de domínios
lusitanos na África fornecedores de escravos. 
Resposta da questão 65: [A]
A questão analisa o processo de colonização
da América enfatizando, de um lado, as iniciativas
particulares e de outro, o subentendimento da
pouca interferência do Estado no arranjo da
organização econômica, social e cultural nas
colônias. 
Resposta da questão 66: [A]
Por seu caráter abolicionista, a
Independência do Haiti teve grande influência em
manifestações dos negros e segmentos populares
contrários à sua situação. A Conjuração Baiana
(Revolta dos Alfaiates) de 1798, que teve caráter
popular, além das influências da independência
das Treze Colônias Inglesas, dos ideais
iluministas, republicanos e emancipacionistas
difundidos por uma parte da elite culta, reunida
em associações como a Loja Maçônica Cavaleiros
da Luz, teve forte influência do processo de
independência do Haiti ou, haitianismo. Os
revoltosos pregavam a libertação dos escravos, a
instauração de um governo igualitário (defesa dos
méritos e capacidades), além da instalação de uma
República Baianensee da liberdade de comércio e
o aumento dos salários dos soldados. 
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