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Ana

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Questões resolvidas

A “despersonalização” e a “dessocialização” dos escravizados podem ser associadas, respectivamente,
A) ao fato de que os escravos eram identificados por números marcados a ferro e à interdição do contato entre os cativos e seus senhores.
B) à noção do escravo como mercadoria e ao fato de que os africanos eram extraídos de sua comunidade de origem.
C) à noção do escravo como tolerante ao trabalho compulsório e ao fato de que ele era proibido de fazer amizades ou constituir família.
D) ao fato de que os escravos eram etnologicamente indistintos e à proibição de realização de festas e cultos.
E) à noção do escravo como desconhecedor do território colonial e ao fato de que ele não era reconhecido como brasileiro.

Com base nesse texto, qual questão é a certa? Esse texto revela que o Rei em nada mandava na administração colonial portuguesa. Os verdadeiros governantes eram os capitães donatários.
A) Esse texto revela que o Rei em nada mandava na administração colonial portuguesa. Os verdadeiros governantes eram os capitães donatários.
B) Os capitães donatários eram homens da pequena fidalguia portuguesa ou mesmo da nascente burguesia. Eram homens ávidos por lucros e por subir na vida. Por isso o sistema de capitania hereditária falhou, afinal eles não se preocuparam com o sistema como um todo, mas com seu próprio enriquecimento, deixando de lado as tarefas de representantes da coroa.
C) Os capitães donatários tinham tarefas voltadas para a segurança interna (contra os indígenas não submetidos) e externa da colônia (contra invasores europeus); monopolizavam o controle da terra, o que produzia uma distribuição de acesso à terra desigual; e eram os responsáveis pela organização da produção das matérias-primas brasileiras, voltadas para a exportação.
D) As violências acima descritas inviabilizaram a continuidade das capitanias, já que as pessoas não queriam se subordinar a indivíduos com tamanho poder.
E) O fato de poderem conceder terras para outros sesmeiros gerou uma política de acesso à terra que beneficiou portugueses pobres que habitavam o Brasil.

O texto caracteriza o Candomblé como

A) uma estratégia de recusa e resistência dos escravizados diante dos esforços de catequização empreendidos pelos jesuítas portugueses.
B) uma tentativa de conciliar características de distintas religiosidades de matriz africana, como o politeísmo e as idolatrias.
C) uma religião derivada de crenças de origem africana, que possibilitou o surgimento de espaços de sociabilidade e solidariedade entre escravizados.
D) uma religião trazida da África e praticada no Brasil pelos escravizados como uma forma de manter contato com as origens e os antepassados.
E) uma religião de matriz islâmica que permitia a unificação dos escravizados procedentes de diversas regiões da África.

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Questões resolvidas

A “despersonalização” e a “dessocialização” dos escravizados podem ser associadas, respectivamente,
A) ao fato de que os escravos eram identificados por números marcados a ferro e à interdição do contato entre os cativos e seus senhores.
B) à noção do escravo como mercadoria e ao fato de que os africanos eram extraídos de sua comunidade de origem.
C) à noção do escravo como tolerante ao trabalho compulsório e ao fato de que ele era proibido de fazer amizades ou constituir família.
D) ao fato de que os escravos eram etnologicamente indistintos e à proibição de realização de festas e cultos.
E) à noção do escravo como desconhecedor do território colonial e ao fato de que ele não era reconhecido como brasileiro.

Com base nesse texto, qual questão é a certa? Esse texto revela que o Rei em nada mandava na administração colonial portuguesa. Os verdadeiros governantes eram os capitães donatários.
A) Esse texto revela que o Rei em nada mandava na administração colonial portuguesa. Os verdadeiros governantes eram os capitães donatários.
B) Os capitães donatários eram homens da pequena fidalguia portuguesa ou mesmo da nascente burguesia. Eram homens ávidos por lucros e por subir na vida. Por isso o sistema de capitania hereditária falhou, afinal eles não se preocuparam com o sistema como um todo, mas com seu próprio enriquecimento, deixando de lado as tarefas de representantes da coroa.
C) Os capitães donatários tinham tarefas voltadas para a segurança interna (contra os indígenas não submetidos) e externa da colônia (contra invasores europeus); monopolizavam o controle da terra, o que produzia uma distribuição de acesso à terra desigual; e eram os responsáveis pela organização da produção das matérias-primas brasileiras, voltadas para a exportação.
D) As violências acima descritas inviabilizaram a continuidade das capitanias, já que as pessoas não queriam se subordinar a indivíduos com tamanho poder.
E) O fato de poderem conceder terras para outros sesmeiros gerou uma política de acesso à terra que beneficiou portugueses pobres que habitavam o Brasil.

O texto caracteriza o Candomblé como

A) uma estratégia de recusa e resistência dos escravizados diante dos esforços de catequização empreendidos pelos jesuítas portugueses.
B) uma tentativa de conciliar características de distintas religiosidades de matriz africana, como o politeísmo e as idolatrias.
C) uma religião derivada de crenças de origem africana, que possibilitou o surgimento de espaços de sociabilidade e solidariedade entre escravizados.
D) uma religião trazida da África e praticada no Brasil pelos escravizados como uma forma de manter contato com as origens e os antepassados.
E) uma religião de matriz islâmica que permitia a unificação dos escravizados procedentes de diversas regiões da África.

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Vestibulares
Brasil Colonial
Capitanias, Economia e Escravidão
H0148 - (Uece)
Leia atentamente o seguinte trecho do Regimento de
Feitor-mor de engenho:
“O cas�go que se fizer ao escravo não há-de ser com pau
nem �rar-lhe com pedras ou �jolos e quando o merecer
o mandará botar sobre um carro e dar-se-lhe-á com um
açoite seu cas�go; e, depois de bem açoitado, o mandará
picar com navalha ou faca que corte bem e dar-se-lhe-á
com sal, sumo de limão e urina e o meterá alguns dias na
corrente. [...]”
João Fernandes Vieira. Regimento de feitor-mor de
engenho. Apud ALVES FILHO, Ivan. Brasil, 500 anos em
documentos. Rio de Janeiro: Mauad Editora, 1999.
 
Considerando o excerto acima e o conhecimento que se
tem a respeito da escravidão no Brasil, é correto afirmar
que 
a) os cas�gos a que o texto se refere configuram-se como
exceção, pois, nessa época, a regra era a proibição de
maus tratos �sicos aos escravos. 
b) o uso do trabalho escravo e a desvalorização do
homem, implícita nele, não �veram impactos na
sociedade brasileira atual. 
c) durante o período colonial e imperial brasileiro, o
trabalho escravo foi a base da economia, razão pela
qual era norma�zado. 
d) a escravidão indígena ou africana só era possível como
forma de penalização a grupos que se revoltaram
contra a coroa portuguesa. 
H0151 - (Uece)
Sobre a presença de europeus, durante os séculos XVI,
XVII e XVIII, no território que hoje pertence ao Brasil, é
correto afirmar que
a) se restringiu aos portugueses que, desde o Tratado de
Tordesilhas, eram os únicos com direito sobre esta
terra plenamente reconhecido pelas demais nações
europeias. 
b) diferentemente de outras regiões da América,
nenhuma das cidades do Brasil sofreu ataques de
piratas ou corsários de origem europeia. 
c) devido ao Tratado de Tordesilhas, apenas portugueses
e espanhóis es�veram pelas terras brasileiras durante
os séculos de nossa colonização. 
d) além dos portugueses, em diversas regiões do atual
território brasileiro, nos primeiros séculos da colônia,
houve presenças de espanhóis, franceses e
holandeses. 
H0157 - (C�rj)
Os africanos foram trazidos do chamado con�nente
negro para o Brasil em um fluxo de intensidade variável.
Os cálculos sobre o número de pessoas transportadas
como escravos variam muito. Es�ma-se que, entre 1550 e
1855, entraram pelos portos brasileiros 4 milhões de
escravos, na sua grande maioria jovens do sexo
masculino.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Ed. da
Universidade de São Paulo, 1995. p. 51.)
 
Entre as razões que jus�ficavam o tráfico negreiro estava:
a) O desejo do colonizador em proteger o índio do
trabalho escravo trazendo o Africano para subs�tuí-lo.
b) Permi�r a livre concorrência entre trabalhadores
indígenas e africanos para baratear a mão de obra. 
c) Possibilitar maior dinamismo comercial entre as
colónias e os países europeus.
d) A lógica de funcionamento da prá�ca mercan�lista,
onde o tráfico ultramarino de escravos era um negócio
relevante tanto para os comerciantes metropolitanos
como para a coroa. 
1@professorferretto @prof_ferretto
H0161 - (U�pr)
Se as especiarias dominaram o comércio marí�mo
português durante o século XV, um século depois esse
papel foi ocupado, no Brasil, pela produção açucareira,
que abrangia a lavoura de cana propriamente dita e a
fabricação do açúcar nos engenhos. Muitos historiadores
denominam essa economia de planta�on, expressão
emprestada dos ingleses para indicar as lavouras
tropicais.
 
Assinale a alterna�va que apresenta os três elementos
nos quais esse �po de produção se fundamentava.
a) La�fúndio, monocultura e mão de obra escrava. 
b) La�fúndio, policultura e mão de obra escrava. 
c) La�fúndio, monocultura e mão de obra livre. 
d) Minifúndio, monocultura e mão de obra escrava. 
e) Minifúndio, policultura e mão de obra livre
H1189 - (Unesp)
Estátuas famosas da cidade de São Paulo como a do
bandeirante Borba Gato, em Santo Amaro, na Zona Sul, e
a de Bartolomeu Bueno da Silva, no Parque Trianon, na
Avenida Paulista, ganharam um “adereço macabro” nas
úl�mas semanas.
Com o obje�vo de ressignificar a história das figuras que
elas representam, um grupo de manifestantes colocou
caveiras em frente a essas estátuas e as fotografou. As
fotos viralizaram nas redes sociais.
Bandeirantes como Borba Gato desbravaram territórios
no interior do país e capturaram e escravizaram indígenas
e negros. Isso quando não os matavam em confrontos
que acabaram por dizimar etnias, segundo historiadores.
(Bárbara Muniz Vieira. “Crânios são colocados ao lado de
monumentos de bandeirantes para ressignificar história
de SP”. g1.globo.com, 27.10.2020. Adaptado.)
Do ponto de vista histórico, a proposta de “ressignificar
monumentos”, realizada pelo grupo,
a) é uma transferência para a história e a historiografia
da prá�ca de cancelamento de pessoas nas redes
sociais.
b) entende a função da história como celebração dos
mitos e heróis do passado.
c) representa uma análise crí�ca e um esforço de revisão
da memória histórica.
d) demonstra uma percepção o�mista e ufanista da
iden�dade e do passado brasileiros.
e) mostra clara descrença na história e a valorização do
trabalho de ar�stas consagrados.
H0182 - (Uece)
Atente para o que disse o jesuíta André João Antonil
sobre a escravidão no Brasil:
“No Brasil, costumam dizer que para o escravo são
necessários três PPP, a saber, pau, pão e pano. E, posto
que comecem mal, principiando pelo cas�go que é o pau,
contudo, prouvera a Deus que tão abundante fosse o
comer e o ves�r como muitas vezes é o cas�go, dado por
qualquer causa pouco provada, ou levantada; e com
instrumentos de muito rigor(...), de que se não usa com
os brutos animais, fazendo algum senhor mais caso de
um cavalo que de meia dúzia de escravos...”
ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil. 3.
ed. Belo Horizonte: Ita�aia/Edusp, 1982, p. 37.
(Coleção Reconquista do Brasil).
Disponível em:
h�p://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/
DetalheObraForm.do?select_ac�on=&co_obra=1737
 
Com base no trecho acima e no que se sabe sobre o
sistema escravista ocorrido no Brasil, é correto dizer que
a) a visão do jesuíta Antonil apresenta uma perspec�va
da colonização portuguesa em que a escravidão
aparece de uma forma humanizada, pois eram
garan�dos aos escravos o alimento e as ves�mentas. 
b) não há, no texto de Antonil, qualquer crí�ca ao
sistema escravista, aos cas�gos �sicos dados aos
escravos nem a sua desvalorização como ser humano.
 
c) o sistema escravista, centrado no trabalho
compulsório, no tráfico de africanos para a colônia e
em uma rígida estrutura de controle e punição, foi a
base da economia colonial e criou uma sociedade
desigual. 
d) apesar de aparentar opressão e violência, o sistema
escravista foi posi�vo para os africanos trazidos ao
Brasil, pois possibilitou a eles acesso a uma cultura
superior e a uma religião organizada, já que, na África,
viviam primi�vamente. 
H0171 - (Espcex)
Do ponto de vista econômico, o sistema de capitanias,
implantado em 1534, não alcançou os resultados
esperados pelos portugueses. Entre as poucas capitanias
que progrediram e ob�veram lucros, principalmente com
a produção de açúcar, estavam as de
a) Rio Grande e Itamaracá. 
b) São Vicente e Rio Grande. 
c) Santana e Ilhéus. 
d) Maranhão e Pernambuco. 
e) São Vicente e Pernambuco. 
2@professorferretto @prof_ferretto
H0160 - (U�f)
Com as grandes navegações, portugueses e espanhóis
cruzaram o oceano Atlân�co chegando ao con�nente
americano, a que denominaram Novo Mundo. Nessas
terras, estabeleceram colônias que ficaram conhecidas
como América portuguesa e América espanhola. Acerca
da colonização nesses dois territórios, assinale a
alterna�va CORRETA:
a) Na América portuguesa as riquezas encontradas no
início da colonização foram ouro, prata e pedras
preciosas, o que levou a coroa a se posicionar
favoravelmente à exploração do território encontrado.
 
b) Na América espanhola o início da colonização foi
marcado pelo estabelecimentode matriz africana. 
e) ins�tuições de apoio e auxílio aos escravizados, cria-
das e man�das por meio da atuação catequizadora
dos jesuítas espanhóis. 
H1480 - (Unesp)
[O rei D. João III] ordenou que se povoasse esta
província, repar�ndo as terras por pessoas que se lhe
ofereceram para as povoarem e conquistarem à custa de
sua fazenda, e dando a cada um 50 léguas por costa com
todo o seu sertão [...]; são sismeiros das suas terras, e as
repartem pelos moradores como querem, todavia
movendo-se depois alguma dúvida sobre as datas, não
são eles os juízes delas, senão o provedor da fazenda,
nem os que as recebem de sesmaria têm obrigação de
pagar mais que dízimo a Deus dos frutos que colhem [...].
(Frei Vicente do Salvador. História do Brasil (1500-
1627). In: www.dominiopublico.gov.br.)
 
O excerto, do século XVII, caracteriza a
a) definição de rigoroso sistema tributário voltado aos
interesses da Coroa portuguesa.
b) autorização para a instalação de sesmarias des�nadas
exclusivamente ao cul�vo de algodão e tabaco.
c) cons�tuição de um regime fundiário apoiado na
pequena propriedade rural.
d) atribuição de poder polí�co, econômico e jurídico aos
senhores de engenho.
e) criação das capitanias hereditárias e a atribuição de
direitos aos donatários. 
H1496 - (Unicamp)
Os quilombos, espaços da resistência e da insurgência
negra desde a sua origem, foram criados como estratégia
de enfrentamento ao sistema escravocrata. Nos
processos de resistência e sobrevivência dos quilombos
que chegam aos dias atuais, as relações culturais, as
iden�dades e os conflitos têm como elemento central os
territórios, tensionados por interesses ilegí�mos e
incons�tucionais de terceiros em disputa pela
propriedade da terra. Pouco se divulga que existem,
atualmente no território brasileiro, aproximadamente
3.500 comunidades quilombolas que guardam um
sen�mento de pertença a um grupo e a um lugar. Estão
distribuídas por todas as regiões do país, com destaque
para os estados do Pará, Maranhão, Bahia, Minas Gerais,
Pernambuco e Rio Grande do Sul. 
(Adaptado de Coordenação Nacional de Ar�culação
das Comunidades Negras Rurais Quilombolas [CONAQ];
TERRA DE DIREITOS, Racismo e violência contra
quilombos no Brasil. 
Disponível em
h�ps://cdhpf.org.br/cat_galeria/publicacoes/estudos/racismo-
e-violencia-contra-quilombos-no-brasil/. Acessado em
03/07/2021.)
 
Sobre a demarcação e �tulação das terras quilombolas
no Brasil, é correto afirmar que teve início com a
a) lei de Terras de 1850; avançou na segunda metade do
século XIX, especialmente após a abolição da
escravatura e a ins�tucionalização dos territórios
quilombolas rurais. 
b) Cons�tuição de 1988; ainda está em curso o processo
de demarcação e poucos territórios quilombolas
(rurais e urbanos) receberam a �tulação da
propriedade até o momento. 
c) lei de Terras de 1850; na ocasião, foram demarcados
os territórios rurais quilombolas, uma vez que não
havia trabalho para homens negros e mulheres negras
nas cidades. 
d) Cons�tuição de 1988; na década passada, por meio de
polí�cas públicas, foi finalizada a demarcação e a
�tulação dos territórios quilombolas rurais e urbanos,
tendo pendente a �tulação dos quilombos urbanos.
H1505 - (Unicamp)
As es�ma�vas sobre a população de Palmares no
século XVII oscilam entre 5 e 20 mil pessoas. A crônica
abaixo, de 1678, descreve o território palmarino:
Reconhecem-se todos obedientes a um que se chama
“o Ganga Zumba”, que quer dizer “Senhor Grande”. A
este tem por seu rei e senhor todos os mais, assim
naturais dos Palmares como vindos de fora. Habita na sua
cidade real que chamam o Macaco. Esta é a metrópole
entre as mais cidades e povoações. Está for�ficada toda
em cerco de pau a pique, com torneiras abertas para
ataque e defesa. E pela parte de fora toda se semeia de
20@professorferretto @prof_ferretto
estrepes de ferro e buracos no chão. Ocupa esta cidade
dilatado espaço, forma-se mais de 1500 casas. A segunda
cidade chama-se Sirbupira; nesta habita o irmão do rei
que se chama “o Zona”. É for�ficada toda de madeira e
pedras, compreende mais de oitocentas casas. Das mais
cidades e povoações darei no�cia quando lhe referir as
ruínas. 
(Adaptado de: ANTT, Manuscrito da Livraria, cod.
1185, fls. 149-55v. In: LARA, Silvia; FACHIN, Phablo (org.).
Guerra contra Palmares: o manuscrito de 1678. São
Paulo: Chão Editora, 2021, p. 9 – 49.)
 
Sobre a organização do espaço palmarino, é correto
afirmar que
a) os negros que fugiram para Palmares ocuparam os
espaços urbanos das vilas coloniais na Serra da
Barriga; essas vilas �nham sido abandonadas por
Portugal durante as guerras de expulsão, de
Pernambuco, dos holandeses. 
b) o que se convencionou chamar de quilombo de
Palmares era uma rede de povoações for�ficadas,
formadas por centenas de casas e interligadas por
meio de um sistema polí�co influenciado por lógicas
culturais africanas. 
c) as povoações que cons�tuíam Palmares se originaram
da estrutura urbanís�ca construída por Nassau nas
serras de Pernambuco e Alagoas, a par�r da
racionalidade holandesa na época da luta pelo
domínio do açúcar. 
d) a maioria da população negra que vivia nos mocambos
de Palmares no século XVII era crioula, ou seja,
nascida no Brasil, e combinava a influência da
organização polí�ca de Angola e das redes urbanas
litorâneas e europeias de Pernambuco.
H1509 - (Unicamp)
“Dos pretos é tão própria e natural a união que a
todos os que têm a mesma cor, chamam parentes; a
todos os que servem na mesma casa, chamam parceiros;
e a todos os que se embarcam no mesmo navio, chamam
malungos.” 
(VIEIRA, Padre Antônio. Sermão XX. Parte II. Lisboa:
Impressão Craesbeeckiana, p. 165, 1688.)
 
Sobre as comunidades de malungos no período da
escravidão, é correto afirmar, de acordo com o texto, que
são formadas
a) nos laços entre africanos de múl�plas etnias, os quais
ha- viam atravessado juntos o Atlân�co. 
b) no encontro dos africanos nas senzalas, no exercício
de o�cios e no trabalho da lavoura. 
c) no Novo Mundo por pessoas de uma mesma etnia que
se reconheciam como iguais. 
d) nos quilombos rurais e urbanos, formados por
escravizados fugidos de muitas etnias.
H1518 - (Fuvest)
Não há trabalho, nem gênero de vida no mundo mais
parecido à cruz e à paixão de Cristo, que o vosso em um
destes engenhos [...]. A paixão de Cristo parte foi de
noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais
são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e
vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em
tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros,
as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de
tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for
acompanhada de paciência, também terá merecimento e
mar�rio[...]. De todos os mistérios da vida, morte e
ressurreição de Cristo, os que pertencem por condição
aos pretos, e como por herança, são os mais dolorosos.
P. Antônio Vieira, Sermão décimo quarto. In: I. Inácio & T.
Lucca (orgs.).
Documentos do Brasil colonial. São Paulo: Á�ca, 1993,
p.73-75.
 
A par�r da leitura do texto acima, escrito pelo padre
jesuíta Antônio Vieira em 1633, pode-se afirmar,
corretamente, que, nas terras portuguesas da América 
a) a Igreja Católica defendia os escravos dos excessos
come�dos pelos seus senhores e os incitava a se
revoltar.
b) as formas de escravidão nos engenhos eram mais
brandas do que em outros setores econômicos, pois
ali vigorava uma é�ca religiosa inspirada na Bíblia.
c) a Igreja Católica apoiava, com a maioria de seus
membros, a escravidão dos africanos, tratando,
portanto, de jus�ficá-la com base na Bíblia.
d) clérigos, como P. Vieira, se mostravam indecisos
quanto às a�tudes que deveriam tomar em relação à
escravidão negra, pois a própria Igreja se man�nha
neutra na questão.
e) havia formas de discriminação religiosa que se
sobrepunham às formas de discriminação racial, sendo
estas, assim, pouco significa�vas.
H1525 - (Fuvest)
Se o açúcar do Brasil o tem dado a conhecer a todos
os reinos e províncias da Europa, o tabaco o temde feitorias –
entrepostos comerciais que armazenavam
mercadorias, alimentos, armas – que se espalhavam
pela costa. 
c) Sob ameaça de invasão estrangeira, foi estabelecido na
América espanhola um sistema administra�vo
centralizado e uma polí�ca de povoamento pautada na
planta�on açucareira. 
d) Para a administração da América portuguesa,
inicialmente foram estabelecidas as capitanias
hereditárias, que fracassaram, sendo criadas,
posteriormente, o governo-geral e as câmaras
municipais. 
e) Tanto na América portuguesa quanto na América
espanhola, durante todo o processo de colonização, o
contato com as populações na�vas foi pacífico,
baseado exclusivamente em diplomacia e
negociações. 
H0184 - (Ifsp)
Observe a figura abaixo e, em seguida, assinale a
alterna�va que apresenta a relação comercial pra�cada
entre a Metrópole portuguesa e a sua colônia brasileira.
a) Acordo Monopolista. 
b) Pacto Colonial. 
c) Acordo Real. 
d) Pacto Con�nental. 
e) Pacto Geral. 
H0183 - (Uel)
Leia o trecho do poema a seguir.
 
– Essa cova em que estás,
com palmos medida,
é a cota menor
que �raste em vida.
– É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é a parte que te cabe
neste la�fúndio.
– Não é cova grande.
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.
(MELO NETO, J. C. Morte e Vida Severina. Universidade
da Amazônia, NEAD – Núcleo de Educação à Distância.
p.21-13.
Disponível em: . Acesso em: 28
ago. 2017).
 
O poema trata da relação entre o homem e a terra no
Brasil. Com base nos conhecimentos sobre propriedade e
usos da terra, assinale a alterna�va correta.
a) No decorrer do segundo Reinado, a Lei de Terras,
promulgada em 1850, possibilitou o livre acesso das
terras devolutas aos primeiros imigrantes europeus,
garan�ndo-lhes a sobrevivência. 
b) Na Colônia, as terras doadas como sesmarias
garan�am privilégios aos senhores de engenho, mas
restringiam a prá�ca de certas a�vidades econômicas.
 
c) No Império, formaram-se os primeiros quilombos cuja
propriedade dessas terras foi reconhecida legalmente
durante a primeira República. 
d) Em 1964, João Goulart realizou desapropriações das
pequenas propriedades no entorno das metrópoles
para o cul�vo de sobrevivência por parte dos
trabalhadores. 
e) No governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-
2002), retomou-se a polí�ca econômica de esta�zação
das propriedades agrícolas resultando em elevadas
taxas de crescimento econômico. 
H0165 - (Unesp)
3@professorferretto @prof_ferretto
Nem exis�a Brasil no começo dessa história. Exis�am o
Peru e o México, no contexto pré-colombiano, mas
Argen�na, Brasil, Chile, Estados Unidos, Canadá, não. No
que seria o Brasil, havia gente no Norte, no Rio, depois no
Sul, mas toda essa gente �nha pouca relação entre si até
meados do século XVIII. E há aí a questão da navegação
marí�ma, torna-se importante aprender bem história
marí�ma, que é ligada à geografia. [...] Essa compreensão
me deu muita liberdade para ver as relações que Rio,
Pernambuco e Bahia �nham com Luanda. Depois a Bahia
tem muito mais relação com o an�go Daomé, hoje Benin,
na Costa da Mina. Isso formava um todo, muito mais do
que o Brasil ou a América portuguesa. [...]
Nunca os missionários entraram na briga para saber se o
africano havia sido ilegalmente escravizado ou não, mas a
escravidão indígena foi embargada pelos missionários
desde o começo, e isso também é um pouco interesse
dos negreiros, ou seja, que a escravidão africana
predomine. [...] A escravização tem dois processos: o
primeiro é a despersonalização, e o segundo é a
dessocialização.
 
 
(Luiz Felipe de Alencastro. Entrevista a Mariluce Moura.
“O observador do Brasil no Atlân�co Sul”. In: Revista
Pesquisa Fapesp, no 188, outubro de 2011.)
 
A “despersonalização” e a “dessocialização” dos
escravizados podem ser associadas, respec�vamente,
a) ao fato de que os escravos eram iden�ficados por
números marcados a ferro e à interdição do contato
entre os ca�vos e seus senhores. 
b) à noção do escravo como mercadoria e ao fato de que
os africanos eram extraídos de sua comunidade de
origem. 
c) à noção do escravo como tolerante ao trabalho
compulsório e ao fato de que ele era proibido de fazer
amizades ou cons�tuir família. 
d) ao fato de que os escravos eram etnologicamente
indis�ntos e à proibição de realização de festas e
cultos. 
e) à noção do escravo como desconhecedor do território
colonial e ao fato de que ele não era reconhecido
como brasileiro.
H0176 - (Uece)
Atente para os excertos apresentados a seguir.
 
“(...) No Brasil atual, ainda se acredita que os amuletos
estão associados a cultos afro-brasileiros, o que nem
sempre é verdadeiro. Um caso clássico é o da figa.
Vinculada a um passado escravista e, por isso, a uma
origem africana, é um amuleto an�quíssimo,
provavelmente da Europa mediterrânica, e que não teve
só a função que hoje se conhece, de trazer sorte e
proteger o usuário:(...) E mesmo vindo do Mediterrâneo,
foi perfeitamente incorporado aos amuletos afro-
brasileiros, evidenciando assim uma mistura de culturas”.
PAIVA, Eduardo França. Pequenos objetos, grandes
encantos. In: Revista Nossa História. Rio de Janeiro:
Biblioteca Nacional, ano 1, nº 10, agosto 2004. p.58-59
 
“(...) A abundância diversificada e o recrudescimento do
devocionário privado no Brasil an�go explicam-se, antes
de mais nada, pela mul�plicidade dos estoques culturais
presentes desde os primórdios da conquista e ocupação
do novo mundo, onde centenas de etnias indígenas e
africanas prestavam culto a panteões os mais diversos.
Por se tratar de crenças e rituais condenados pelos donos
do poder espiritual, �veram de ocultar-se no recôndito
das matas ou no secreto das casas”.
MOTT, Luiz. Co�diano e vivência religiosa: entre a capela
e o calundu. in: História da vida privada no Brasil:
Co�diano e vida privada na América portuguesa. São
Paulo: Companhia das Letras,1997, p.220.
 
A par�r dos excertos acima, é correto afirmar que
4@professorferretto @prof_ferretto
a) não houve uma miscigenação cultural no Brasil, tão
forte foi a predominância da cultura europeia e do
catolicismo na construção da cultura brasileira. 
b) o sincre�smo religioso é uma marca da cultura
brasileira, pois os cultos brasileiros adotaram, desde a
colonização, matrizes europeias, africanas e indígenas.
 
c) apesar de diversas etnias indígenas e africanas terem
par�cipado da formação cultural brasileira, resta
apenas a religiosidade cristã católica europeia em
nossa cultura. 
d) todo o conjunto de crendices e amuletos que ainda
hoje são u�lizados na crença dos brasileiros é
originário só dos cultos afro-brasileiros e foi
incorporado à fé cristã. 
H1187 - (Albert Einstein)
Nos dois primeiros séculos de colonização, a empresa
colonial giraria em torno da cana: a formação de vilas e
cidades, a defesa de territórios, a divisão de
propriedades, as relações com diferentes grupos sociais e
até a escolha da capital.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma
biografia, 2018. Adaptado.)
O excerto apresenta o avanço da produção de cana-de-
açúcar no Brasil colonial como
a) a adoção de uma sociedade de modelo feudal, que
determinou a forte dependência da economia
brasileira em relação às grandes potências europeias
do período.
b) a definição de um perfil para a ação portuguesa na
América, que incluiu a produção voltada ao mercado
externo e a consolidação da ocupação territorial.
c) o estabelecimento de mecanismos reguladores da
relação colônia-metrópole, que passava a funcionar a
par�r do princípio da liberdade comercial.
d) a conformação de uma economia diversificada, que
assegurava a expansão territorial e uma distribuição
equilibrada dos recursos metropolitanos nas áreas de
colonização.
e) o deslocamento do eixo econômico da colônia, que
avançou para o centro do território e passou a
privilegiar a agricultura extensiva baseada em mão de
obra indígena.
H0186 - (Uece)
Enquanto na maioria das regiões do Brasil as primeiras
vilas e cidades surgiram no litoral (Igaraçude adivinhação
(como o jogo de búzios), muitos escravos e libertos
conseguiram formar outra família, família essa que muito
se assemelhava com as grandes linhagens existentes em
diversas localidades africanas.
(Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil
afrodescendente, 2017.)
O texto caracteriza o Candomblé como
a) uma estratégia de recusa e resistência dos
escravizados diante dos esforços de catequização
empreendidos pelos jesuítas portugueses.
b) uma tenta�va de conciliar caracterís�cas de dis�ntas
religiosidades de matriz africana, como o politeísmo e
as idolatrias.
c) uma religião derivada de crenças de origem africana,
que possibilitou o surgimento de espaços de
sociabilidade e solidariedade entre escravizados.
d) uma religião trazida da África e pra�cada no Brasil
pelos escravizados como uma forma de manter
contato com as origens e os antepassados.
e) uma religião de matriz islâmica que permi�a a
unificação dos escravizados procedentes de diversas
regiões da África
H0178 - (Esc. Naval)
Leia o texto a seguir.
"Deu no Mercurio Portuguez: "... e do Brasil vira também
o galeão chamado Padre Eterno, que se faz no Rio de
Janeiro, e é o mais famoso baixei de guerra que os mares
jamais viram". A gazeta mensal lisboeta trazia a no�cia
acima fechando a edição de março de 1665. O periódico
de Antônio de Souza de Macedo, secretário de estado do
Reino de Portugal, se referia ao barco de metros 
 que deslocava mil toneladas com um mastro feito
num só tronco de de circunferência na base. O
navio começou a ser construído em 1659 a mando do
governador da capitania do Rio, Salvador Correia de Sá e
Benevides, na Ilha do Governador, em um local
conhecido como Ponta do Galeão (onde fica hoje o
Aeroporto Internacional Tom Jobim). Militar e polí�co
português, dono de engenhos e currais, Sá fez o mais
potente galeão que pôde para evitar depender da
proteção das frotas do governo ao se aventurar no
comércio pelos mares."
MARCOLIN, Neldson. Por mares sempre navegados.
Disponível em:
h�p://revistapesquisa.fapesp.br/2011/11/30por-mares-
nevegados. Acesso em: 09 de abril de 2019.
 
É correto afirmar que a existência de estaleiros
des�nados à construção de grandes navios no Brasil do
século XVII demonstrava
a) que o Brasil possuía uma economia dinâmica que
superava Portugal e Inglaterra na produção naval. 
b) que a indústria naval apenas servia para transportar o
açúcar para a Europa. 
c) que havia outras a�vidades econômicas na colônia,
além da produção e exportação de cana-de-açúcar. 
d) a necessidade de numerosas embarcações para a
navegação fluvial no Brasil, como o galeão Padre
Eterno. 
e) a existência de colonizadores franceses no Brasil, os
únicos capazes de construir grandes navios. 
H0177 - (C�rj)
No�cias do Brasil (Os Pássaros Trazem)
(...)
A novidade é que o Brasil não é só litoral!
É muito mais, é muito mais que qualquer zona sul.
Tem gente boa espalhada por esse Brasil,
que vai fazer desse lugar um bom país!
Uma no�cia está chegando lá do interior.
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão.
Ficar de frente para o mar, de costas para o Brasil,
não fazer desse lugar um bom país!
(Milton Nascimento e Fernando Brant)
 
O trecho acima da canção No�cias do Brasil, de Milton
Nascimento e Fernando Brandt, composta em 1981,
reivindica a valorização da natureza, da paisagem e da
cultura do interior do Brasil. Sobre o processo de
desbravamento e exploração do interior do Brasil no
período colonial, assinale a alterna�va incorreta:
a) A busca pelas chamadas “drogas do sertão” es�mulou
a exploração da região amazônica. 
b) A produção de gado no interior não representou uma
a�vidade econômica importante no período colonial. 
c) A descoberta das Minas Gerais nas décadas de 1680 e
1690 promoveu a ocupação mais sistemá�ca do
interior do centro-sul. 
d) Os bandeirantes paulistas desbravavam o interior em
busca de indígenas que seriam comercializados como
escravos. 
H1185 - (Famerp)
A difusão do uso desses machados [de ferro] em
subs�tuição aos de pedra aumentou imensamente a
produ�vidade do trabalho, reduzindo em mais de dez
vezes o tempo para a derrubada dos troncos [de pau-
brasil]. Não é pois de admirar que no século XVI mais de
8@professorferretto @prof_ferretto
dois milhões de árvores tenham sido derrubadas e
reduzidas a toras. Mas é também certo que os na�vos
souberam aproveitar a tecnologia dos instrumentos
europeus para bene�cio próprio, incluindo machados e
facas de metal quer nas suas guerras, quer nas a�vidades
de subsistência.
(Ronaldo Vainfas (org.). Dicionário do Brasil colonial
(1500-1808), 2000.)
O excerto caracteriza
a) a preocupação com o replan�o das árvores pelos
na�vos e portugueses, no primeiro século da
colonização.
b) a assimilação de novas técnicas pelos indígenas, a
par�r do contato com os portugueses no primeiro
século da colonização.
c) a sofis�cação técnica do plan�o e da exploração de
pau-brasil, desde o início da colonização portuguesa
da América.
d) a o�mização da produção agrícola desenvolvida pelos
portugueses durante a colonização brasileira.
e) a submissão da mão de obra na�va à escravidão na
a�vidade econômica da extração de madeira �ntorial.
H1182 - (Albert Einstein)
Numa primeira aproximação, o sistema colonial
apresenta-se-nos como o conjunto das relações entre as
metrópoles e suas respec�vas colônias, num dado
período da história da colonização.
(Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do An�go
Sistema Colonial (1777-1808), 2019.)
O “conjunto das relações” mencionado no excerto
abrangia
a) o equilíbrio con�nuo da balança comercial entre
colônia e metrópole, que assegurava a isonomia nas
relações comerciais.
b) o instrumento do exclusivo metropolitano do
comércio, que regulava as trocas de mercadorias entre
colônia e metrópole.
c) o estabelecimento de domínio polí�co da colônia
sobre a metrópole, que caracterizava o vínculo
imperialista.
d) o prevalecimento de formas assalariadas de trabalho,
que permi�am a ampliação do mercado consumidor
colonial.
e) o predomínio de princípios e ideias liberais, que
ar�culavam a polí�ca econômica mercan�lista.
H1190 - (Pucgo)
Conforme João Capistrano de Abreu, primeiro professor
da disciplina História do Brasil no país, a ação das
Bandeiras seria bem semelhante a: “[...] homens
munidos de armas de fogo atacam selvagens que se
defendem com arco e flecha; à primeira inves�da
morrem muitos dos assaltados e logo desmaia-lhes a
coragem; os restantes, amarrados, são conduzidos ao
povoado e distribuídos segundo as condições em que se
organizou a bandeira.”
(ABREU, João C. Capítulos de história colonial. Brasília:
Conselho Editorial do Senado Federal, 1998, p. 109.
Adaptado.)
Assinale a única alterna�va que indica corretamente
outra ação comum dos bandeirantes de São Paulo, além
da referida destruição das aldeias:
a) O ataque a quilombos, a exemplo do Quilombo dos
Palmares localizado no território do atual estado de
Alagoas.
b) O ataque aos invasores europeus, a exemplo dos
franceses que buscaram expandir suas colônias
dominando o território do atual estado do Maranhão.
c) O ataque aos contrabandistas, especialmente os que
roubavam esmeraldas, atuando como policiais nos
territórios dos atuais estados de Minas Gerais e de
Goiás.
d) As expedições contra os argen�nos, que fizeram
ataques regulares buscando conquistar o território dos
atuais estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
H1180 - (Unicamp)
As es�ma�vas sobre a população de Palmares no século
XVII oscilam entre 5 e 20 mil pessoas. A crônica abaixo,
de 1678, descreve o território palmarino:
Reconhecem-se todos obedientes a um que se chama “o
Ganga Zumba”, que quer dizer “Senhor Grande”. A este
tem por seu rei e senhor todos os mais, assim naturais
dos Palmares como vindos de fora. Habita na sua cidade
real que chamam o Macaco. Esta é a metrópole entre as
mais cidades e povoações. Está for�ficada toda em cerco
de pau a pique, com torneiras abertas para ataque e
defesa. E pela parte de fora toda se semeiade estrepes
de ferro e buracos no chão. Ocupa esta cidade dilatado
espaço, forma-se mais de 1500 casas. A segunda cidade
chama-se Sirbupira; nesta habita o irmão do rei que se
chama “o Zona”. É for�ficada toda de madeira e pedras,
compreende mais de oitocentas casas. Das mais cidades
e povoações darei no�cia quando lhe referir as ruínas.
(Adaptado de: ANTT, Manuscrito da Livraria, cod. 1185,
fls. 149-55v. In: LARA, Silvia; FACHIN, Phablo (org.).
Guerra contra Palmares: o manuscrito de 1678. São
Paulo: Chão Editora, 2021, p. 9 – 49.)
Sobre a organização do espaço palmarino, é correto
afirmar que
9@professorferretto @prof_ferretto
a) os negros que fugiram para Palmares ocuparam os
espaços urbanos das vilas coloniais na Serra da
Barriga; essas vilas �nham sido abandonadas por
Portugal durante as guerras de expulsão, de
Pernambuco, dos holandeses.
b) o que se convencionou chamar de quilombo de
Palmares era uma rede de povoações for�ficadas,
formadas por centenas de casas e interligadas por
meio de um sistema polí�co influenciado por lógicas
culturais africanas.
c) as povoações que cons�tuíam Palmares se originaram
da estrutura urbanís�ca construída por Nassau nas
serras de Pernambuco e Alagoas, a par�r da
racionalidade holandesa na época da luta pelo
domínio do açúcar.
d) a maioria da população negra que vivia nos mocambos
de Palmares no século XVII era crioula, ou seja,
nascida no Brasil, e combinava a influência da
organização polí�ca de Angola e das redes urbanas
litorâneas e europeias de Pernambuco.
H0150 - (Ifce)
Sobre a pecuária durante o período colonial no Brasil, é
correto afirmar-se que 
a) era uma a�vidade complementar às lavouras do café
durante o período colonial. 
b) teve papel de destaque na ocupação das áreas
litorâneas. 
c) contribuiu para a expulsão dos trabalhadores
assalariados do campo. 
d) os primeiros criadores de gado contribuíram para a
interiorização da colonização. 
e) a pecuária no sertão nordes�no usava a mão de obra
escrava. 
H0175 - (Upf)
“Não é fácil saber de onde foi que Jorge Velho par�u para
ir combater Palmares, se de São Paulo ou do Piauí. Tanto
se pode admi�r uma versão como a outra, já que ambas
se apoiam em documentos de igual autoridade [...]. Há
também muita controvérsia sobre os seus efe�vos. Em
diferentes documentos o número de indígenas oscila
entre 800 e 1.300, e o de brancos entre 80 e 150, não
falando nas mulheres e crianças que costumava levar
consigo. A marcha de seiscentas léguas até Pernambuco
foi uma estupenda façanha. Custou-lhe a perda de 396
pessoas, das quais 196 morreram de fome ou doença e
200 desertaram.” 
 
O bandeirante Domingos Jorge Velho foi contratado pelo
governo português para destruir o quilombo de
Palmares. Isso se deu porque 
a) os paulistas, excluídos do circuito da produto colonial
centrada no Nordeste, queriam estabelecer pontos de
comércio, sendo impedidos pelos quilombos.
b) os paulistas �nham prá�ca na perseguição de índios,
os quais, aliados aos negros de Palmares, ameaçavam
o governo com movimentos milenaristas. 
c) o quilombo desestabilizava o grande con�ngente
escravo existente no Nordeste, ameaçando a
con�nuidade da produção açucareira e da dominação
colonial. 
d) os senhores de engenho temiam que os quilombolas,
que haviam atraído brancos e mes�ços pobres,
organizassem um movimento de independência da
colônia. 
e) os aldeamentos de escravos rebeldes incitavam os
colonos à revolta contra a metrópole, visando trazer
novamente o Nordeste para o domínio holandês. 
H1193 - (Unesp)
A liberdade pouco valia para o indivíduo pobre que o
mundo da produção e os aparelhos de poder esmagavam
sem trégua, e no entanto ele era homem livre numa
sociedade escravista. Aproveitado de modo intermitente
mas regular pelo Estado e pelos homens bons, a sua
u�lidade real e empiricamente detectável era reves�da
por um ônus que o deixava sem razão de ser. A
formulação dessa inu�lidade jus�ficava o sistema
escravista, e o atributo da vadiagem passava a englobar
toda uma camada social, desclassificando-a: no meio
fluido dos homens livres pobres, todos passavam a ser
vadios para a óp�ca dominante. Vadios e inúteis, era
como se não exis�ssem, como se o país não �vesse povo
— pois, ca�vo, o escravo não era cidadão. E assim,
inexis�ndo ou sendo iden�ficado à animalidade, o
homem livre pobre permaneceu esquecido através do
século.
(Laura de Mello e Souza. Desclassificados do ouro: a
pobreza mineira no século XVIII, 2015. Adaptado.)
Ao tratar dos “desclassificados” na sociedade das Minas
Gerais do século XVIII, o texto caracteriza-os como
10@professorferretto @prof_ferretto
a) uma camada marcada pela ambiguidade e que
revelava os mecanismos de exclusão sociopolí�cos do
período.
b) uma classe potencialmente rebelde, que recorria a
ações clandes�nas e ilegais para subverter a ordem
social.
c) um setor improdu�vo da economia local, que gerava
gastos para os governantes, mas sem produzir ganhos
e rendimentos.
d) um grupo à margem da sociedade, que conseguia
escapar dos tributos e dos rigores do trabalho.
e) um segmento de técnicos e profissionais liberais, que
era socialmente desprezado, mas fundamental na
exploração de ouro.
H0172 - (Uece)
Atente para o seguinte excerto:
“(...) trocar manufaturas baratas por negros na costa
ocidental da África; permutar os negros por matérias-
primas nas colônias americanas: por fim, vender as
matérias primas na Europa a altos preços, ou seja, a
dinheiro contado. Comércio de resultados fantás�cos em
que o lucro nunca ficava por menos de 300% e podia em
certos casos render até 600%”.
FREITAS, Décio. O escravismo brasileiro. 2.ed. Porto
Alegre: Mercado Aberto, 1982. p.24.
 
Esse sistema de comércio que foi fundamental para a
colonização brasileira por custear a Coroa portuguesa
através da sua taxação é conhecido como sistema
a) de comércio liberal. 
b) de comércio triangular. 
c) de comércio quadrangular. 
d) internacional de comércio livre. 
H1184 - (Unesp)
O diabo parece ter sido estranho tanto para os tupis do
Brasil quanto aos nauas, maias, incas e demais povos
americanos. O cosmos maia era neutro, as forças e os
seres sagrados “não eram nem bons, nem ruins, mas
apenas caprichosos”. [...] A cosmologia das populações
andinas não contava com a noção de mal personificada
num ser satânico
 
[...].
(Laura de Mello e Souza. Inferno atlân�co. Demonologia
e colonização: Séculos XVI-XVIII, 1993.)
O excerto permite afirmar que
a) os sacri�cios humanos realizados por alguns povos
na�vos da América eram des�tuídos de significado
religioso.
b) a influência do catolicismo europeu na colonização da
América facilitou a preservação de elementos
religiosos na�vos.
c) a carência da noção de mal nas culturas originárias da
América indica a ingenuidade e a pureza dos povos
na�vos.
d) os povos na�vos americanos �nham uma visão
religiosa binária e incompleta das forças que os
afetavam.
e) a presença de representações do diabo no imaginário
americano derivou do processo colonizador.
H1179 - (Unesp)
Na formação do território brasileiro, nos séculos XVII e
XVIII, as a�vidades econômicas da pecuária e da
mineração foram responsáveis pela
a) construção de feitorias no litoral.
b) conquista dos sertões.
c) grilagem de terras.
d) elaboração de polí�cas aduaneiras.
e) realocação espacial das agroindústrias.
H0187 - (Mackenzie)
No Brasil do século XVI, a sociedade �nha, no engenho, o
centro de sua organização.
Assinale a alterna�va que NÃO atesta a importância do
engenho no período colonial.
11@professorferretto @prof_ferretto
a) A grande propriedade era monocultora e também
escravocrata, voltada para o mercado externo, sendo a
montagem da estrutura de produção açucareira, um
empreendimento de alto custo. 
b) Os senhores de engenhos, por serem proprietários de
terras e escravos, de�nham o poder polí�co e
controlavam as Câmaras Municipais, sendo
denominados de “homens bons”, estendendo tal
poder para o interior de sua família. 
c) Alguns engenhos funcionavam comounidades de
produção autossuficientes, pois além de oficinas para
reparos de suas instalações, produziam alimentos
necessários à sobrevivência de seus moradores. 
d) No engenho também havia alguns �pos de
trabalhadores assalariados, como o feitor, o mestre de
açúcar, o capelão ou padre, que se sujeitavam ao
poder e à influência do grande proprietário de terras.
 
e) Os grandes engenhos contavam com toda a
infraestrutura não apenas para atender às
necessidades básicas de sobrevivência, mas voltadas à
a�vidade intelectual que tornava o engenho centro de
discussões comerciais. 
H1181 - (Uece)
Das 16 primeiras vilas criadas no Ceará, apenas 4 delas
(Aquiraz – 1699; Fortaleza – 1725; Araca� – 1747 e
Caucaia – 1750) estavam diretamente no litoral ou bem
próximo dele. As demais 12 vilas mais an�gas
localizavam-se ser adentro, próximas a cursos d’agua ou
em regiões serranas (Icó – 1735; Visa do Ceará – 1759;
Baturité – 1762; Crato – 1762; Sobral – 1766; Granja –
1776; Quixeramobim – 1789; Guaraciaba do Norte –
1791; Russas – 1799; Tauá – 1801; Jardim – 1814 e Lavras
da Mangabeira – 1816).
Esse aspecto da ocupação do espaço cearense se deveu
a) à ação dos coronéis que conduziram a polí�ca local
desde o início da colonização, voltando as atenções do
Estado para as regiões de seu interesse.
b) ao desenvolvimento de uma grande a�vidade de
produção canavieira nos sertões cearenses, que
apresentam clima quente e chuvoso, condições ideais
para aquele cul�vo.
c) aos esforços dos bandeirantes, que, na busca por
metais e pedras preciosas fundaram povoados que
resultaram nas vilas e cidades mais an�gas do Ceará.
d) à pecuária, a�vidade subsidiária da produção
açucareira, que se expandiu para o interior das
capitanias, pois o litoral era dominado pela
monocultura canavieira para exportação.
H0163 - (Co�l)
O quadro ‘A Primeira Missa’, pintado em 1860 por Victor
Meireles, representa a primeira celebração católica no
país, realizada em 1500, além de expor as diferenças
entre o colonizador português e os indígenas brasileiros.
Tais diferenças, quando considerada a realidade de 1500
até o século XXI, sobre a apropriação da natureza pelo
europeu em comparação ao indígena, revelam que:
a) os colonizadores portugueses se adaptaram
rapidamente ao modo de vida dos indígenas, o que
favoreceu a manutenção do espaço geográfico e a
sobrevivência dos na�vos. 
b) enquanto entre os europeus não havia dinheiro,
desejo de lucro, propriedade individual, posse da terra
e de recursos naturais, esses elementos já eram
observados entre os indígenas. 
c) a visão de mundo, as crenças e os costumes geraram
muitos conflitos entre os indígenas e os colonizadores,
ocasionando assim disputa de território que durou até
1550. 
d) os interesses pelo agronegócio tem conflitado com os
das tribos indígenas até hoje, e uma das razões para
esse conflito é a demarcação de terras indígenas.
H0162 - (Famema)
Havia muito capital e muita riqueza entre os lavradores
de cana, alguns ligados por laços de sangue ou
matrimônio aos senhores de engenho. Havia também um
bom número de mulheres, não raro viúvas, par�cipando
da economia açucareira. Digno de nota até o fim do
século XVIII, contudo, era o fato de os lavradores de cana
serem quase invariavelmente brancos. Os negros e
mulatos livres simplesmente não dispunham de créditos
ou capital para assumir os encargos desse �po de
agricultura.
(Stuart Schwartz. “O Nordeste açucareiro no Brasil
Colonial”. In: João Luis R. Fragoso e Maria de Fá�ma
12@professorferretto @prof_ferretto
Gouvêa (orgs). O Brasil Colonial, vol 2, 2014.)
 
O excerto indica que a sociedade colonial açucareira foi
a) organizada em classes, cuja posição dependia de bens
móveis. 
b) apoiada no trabalho escravo, principalmente o dos
lavradores de cana. 
c) baseada na “limpeza de sangue”, portanto se proibia a
miscigenação. 
d) determinada pelos recursos financeiros, o que
impedia a mobilidade. 
e) hierarquizada por critérios diversos, tais como a etnia
e riqueza. 
H0159 - (Espm)
Em 1549 o rei D. João III decidiu, sem abolir o sistema de
capitanias hereditárias, ins�tuir um novo regime.
Acompanhado por quatrocentos soldados, seiscentos
degredados, seis jesuítas e muitos mecânicos, par�u de
Lisboa o primeiro governador-geral, Tomé de Souza, que
aportou à baía de Todos-os-Santos em fins de março de
1549.
Com o governador chegaram também o ouvidor-geral,
Pero Borges e o provedor-mor, Antônio Caridoso de
Barros.
(Capistrano de Abreu. Capítulos de História Colonial)
 
O ouvidor-geral e o provedor-mor desempenhavam,
respec�vamente, funções de:
a) defesa – administração civil; 
b) jus�ça – fazenda; 
c) fazenda – defesa; 
d) administração militar – jus�ça; 
e) administração da capital – vereança. 
H0188 - (Ufrgs)
Observe o mapa abaixo.
 
 
Considere as seguintes afirmações sobre a origem dos
grupos étnicos africanos escravizados, trazidos para o
Brasil entre os séculos XV e XIX.
 
I. A maior parte dos grupos étnicos são oriundos do norte
da África.
II. As principais áreas de saída de africanos foram os
atuais territórios de Moçambique e Angola.
III. Os grupos étnicos africanos escravizados, levados ao
nordeste, vêm do leste da África, e aqueles levados para
o sudeste e o sul são oriundos da África ocidental.
 
Quais estão corretas?
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas II e III. 
e) I, II e III. 
H0158 - (Ufpr)
Aqui no Brasil tratou-se desde o início de aproveitar o
índio, não apenas para obtenção dele, pelo tráfico
mercan�l, de produtos na�vos, ou simplesmente como
aliado, mas sim como elemento par�cipante da
colonização. Os colonos viam nele um trabalhador
aproveitável; a metrópole, um povoador para a área
imensa que �nha de ocupar, muito além de sua
capacidade demográfica. Um terceiro fator entrará em
13@professorferretto @prof_ferretto
jogo e vem complicar os dados do problema: as missões
religiosas.
(PRADO JÚNIOR, Caio. A formação do Brasil
Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1963, p. 91.)
 
Baseando-se no trecho acima sobre o trabalho indígena
no Brasil Colônia, assinale a alterna�va correta.
a) Os indígenas serviram como um elemento a�vo e
fundamental na colonização da região Nordeste,
enquanto na região Centro-Sul sua mão de obra foi
u�lizada de maneira escassa. 
b) Os jesuítas segregavam os indígenas em aldeias, para
evitar a escravização da mão de obra na�va durante a
colonização portuguesa. 
c) Os colonizadores espanhóis, ao contrário dos
portugueses, não u�lizaram a mão de obra indígena,
cons�tuindo uma sociedade baseada na colonização
de povoamento. 
d) O �po de trabalho executado pelos indígenas era
bastante rudimentar, e a dependência da metrópole
em relação a essa mão de obra provocou atraso
econômico e cultural para a colônia brasileira. 
e) Com o início do tráfico de escravos africanos, a mão de
obra indígena deixou de ser u�lizada no processo de
colonização. 
H0174 - (Espm)
A primeira vez que se mencionou o açúcar e a intenção
de implantar uma pro dução desse gênero no Brasil foi em
1516, quando o rei D. Manuel ordenou que se
distribuíssem machados, enxadas e de mais ferramentas
às pessoas que fossem povoar o Brasil e que se
procurasse um homem prá�co e capaz de ali dar princí -
pio a um engenho de açúcar. Os primeiros engenhos
começaram a funcionar em Pernambuco no ano de 1535,
sob a direção de Duarte Coelho. A par�r daí os registros
não parariam de crescer: quatro estabelecimentos em
1550; trinta em 1570, e 140 no fim do século XVI. A
produção de cana alastrava-se não só nu mericamente
como espacialmente, che gando à Paraíba, ao Rio Grande
do Norte, à Bahia e até mesmo ao Pará. Mas foi em
Pernambuco e na Bahia, sobretudo na re gião do
recôncavo baiano, que a econo mia açucareira de fato
prosperou. Tiveram início, então, os anos dourados do
Brasil da cana, a produção alcançando 350 mil ar robas no
final do século XVI.
(Lilia M. Schwarcz. Brasil: uma Biografia)
 
A par�r do texto e considerando a econo mia açucareira e
a civilizaçãodo açúcar, é correto assinalar: 
a) a cana de açúcar era um produto autóc tone, ou seja,
na�vo do Brasil e grada�va mente foi caindo no gosto
dos portugueses e dos europeus, a par�r do século
XVI; 
b) a produção e comercialização do açúcar ocorreram
sob a influência do livre-cam bismo em que se baseou
o empreendi mento colonial português; 
c) a metrópole estabeleceu o monopólio real, porém a
comercialização do açúcar pas sou para os porões dos
navios holandeses, que acabaram por assumir parte
substan cial do tráfego entre Brasil e Europa;
d) os portugueses man�veram um rigoroso monopólio
sobre o processo de produ ção e refinação do açúcar,
só permi�ndo a par�cipação de estrangeiros na
comer cialização do produto; 
e) para implantação da indústria canavieira no Brasil, o
projeto colonizador luso pre cisava contar com mão de
obra compul sória e abundante, dada a extensão do
território e por isso sempre privilegiou a u�lização dos
na�vos, cuja captura pro porcionava grandes lucros
para a coroa. 
H0181 - (Unicamp)
As plantações de mandioca encontradas pelas saúvas
cortadeiras nas roças indígenas eram apenas uma entre
várias outras. Em muitas situações, a composição química
das folhas favorecia a escolha de outras plantas e a
folhagem da mandioca era cortada apenas quando as
preferidas das saúvas não eram suficientes. Já na
agricultura comercial, machados e foices de ferro
permi�am abrir clareiras em uma escala maior,
resultando em grande homogeneidade da flora. Nas
lavouras de mandioca de finais do século XVII e do início
do século XVIII, as folhas da mandioca tornavam-se uma
das poucas opções das formigas. Depois de mais algumas
colheitas, a infestação das formigas tornava-se
insuportável, por vezes causando o completo
despovoamento humano da área.
(Adaptado de Diogo Cabral, 'O Brasil é um grande
formigueiro’: território, ecologia e a história ambiental da
América Portuguesa – parte 2. HALAC - História
Ambiental La�noamericana y Caribeña. Belo Horizonte, v.
IV, n. 1, p. 87-113, set. 2014-fev. 2015.)
 
A par�r da leitura do texto e de seus conhecimentos
sobre História do Brasil Colônia, assinale a alterna�va
correta.
14@professorferretto @prof_ferretto
a) A principal diferença entre as lavouras indígenas e a
agricultura comercial colonial estava no uso de
queimadas pelos europeus, o que não era pra�cado
pelas populações autóctones. 
b) Comparadas à mandioca cul�vada pelos indígenas, as
novas espécies de mandioca trazidas da Europa eram
menos resistentes às formigas cortadeiras, e por isso
mais suscep�veis à infestação. 
c) Os colonizadores introduziram no território colonial
novas espécies de mandioca e milho, que
desequilibraram o sistema agrícola ameríndio,
baseado no sistema rota�vo de plantação. 
d) A agricultura comercial tendia à homogeneização da
flora nas lavouras da América Portuguesa,
combinando tradições europeias de plan�o com
prá�cas indígenas. 
H0155 - (Ufms)
A astúcia portuguesa rela�va ao processo de conquista
de sua parcela do território americano é relatada em
diversas obras da historiografia brasileira e mundial. Este
protocolo de integração portuguesa com outros povos
pode ser notado, por exemplo, no trecho a seguir, de
autoria de Jessé Souza.
 
“O português entra em contato com o elemento na�vo e
o adven�cio, formando, em contraposição ao colonizador
anglo-saxão, por exemplo, uma nova ligadura, um novo
produto social e cultural. Por outro lado, o elemento
português permanece, malgrado todos estes contatos,
sempre igual a si mesmo. O português é ele e o outro ao
mesmo tempo. Ele é plás�co por já possuir dentro de si
todos os opostos. Essa espantosa qualidade cultural
permite que, ao encontrar alguma alteridade fora dele, o
português possa lançar mão de caracterís�cas
assemelhadas à esse alter na sua própria personalidade,
que possibilita interpenetração cultural sem perda da sua
substância original.”
(Fonte: SOUZA, Jessé. Subcidadania brasileira: para
entender o país além do jei�nho brasileiro. Rio de
Janeiro: LeYa, 2018. p. 162. Adaptado).
 
Deste modo, e de acordo com seus conhecimentos,
assinale a resposta correta que corresponde ao ápice
deste processo sócio-histórico.
a) O legado português na formação da sociedade
brasileira pode ser notado na manifestação do idioma,
na religiosidade, na organização social e,
principalmente, no que o difere dos demais modelos
colonizadores, na integração com diferentes culturas,
como a africana e a indígena, por exemplo.
b) A herança cultural portuguesa é predominante na
formação da sociedade brasileira, sendo que os
aspectos culturais adven�cios são pouco notáveis ou
quase impercep�veis quando levamos em
consideração a real situação do Brasil em comparação
com os demais países sul-americanos. 
c) A habilidade social portuguesa pode ser notada,
principalmente, em regiões fronteiras limítrofes,
quando o elemento português precisou se associar ao
elemento na�vo indígena, e nas regiões produ�vas
canavieiras como o Nordeste, quando foi
imprescindível contar com o suporte da mão de obra
africana, já que nas demais regiões do País o que se
percebe é a predominância do elemento cultural
branco europeu em detrimento das demais culturas. 
d) A conquista da América portuguesa ocorre quando o
português forja sua integração social por meio da
exploração de africanos escravizados e de na�vos
indígenas, no momento em que eles eram úteis
unicamente como fonte de mão de obra para a
manutenção do sistema colonial, visando a acumular
recursos para a Coroa portuguesa. 
e) Ao chegar ao Brasil, o colonizador português
permanece isento no processo de miscigenação para o
surgimento da sociedade brasileira, ao contrário de
outras culturas e sociedades (africanos e nações
indígenas) que precisam se reorganizar e se moldar
para que possam con�nuar presentes enquanto
elementos forma�vos do povo brasileiro. 
H0168 - (Fgv)
Como a sociedade do reino e as dos núcleos mais an�gos
de povoamento – a de Pernambuco, Bahia ou São Paulo –
seguiam, em Minas, os princípios estamentais de
estra�ficação, ou seja, pautavam-se pela honra, pela
es�ma, pela preeminência social, pelo privilégio, pelo
nascimento. A grande diferença é que, em Minas, o
dinheiro podia comprar tanto quanto o nascimento, ou
“corrigi-lo”, bem como a outros “defeitos” (...) Como
rezava um ditado na época, “quem dinheiro �ver, fará o
que quiser”.
(Laura de Mello e Souza. Canalha indômita. Revista de
História da Biblioteca Nacional, ano 1, nº 2, ago. 2005.
Adaptado)
 
No Brasil colonial, tais “defeitos” referem-se
15@professorferretto @prof_ferretto
a) aos que fossem acusados pelo Tribunal da Santa
Inquisição e aos que es�vessem na Colônia sem a
permissão do soberano português. 
b) ao exercício de qualquer prá�ca comercial
desvinculada da exportação e à condição de não ser
proprietário de terras e escravos. 
c) aos que explorassem ilegalmente o trabalho
compulsório dos indígenas e aos colonos que não
fizessem parte de alguma irmandade religiosa. 
d) aos colonos que se casavam com pessoas vindas da
Metrópole e aos que afrontassem, por qualquer meio,
os chamados “homens bons”. 
e) aos de sangue impuro, representados pela
ascendência moura, africana ou judaica, e aos
pra�cantes de a�vidades artesanais ou relacionadas
ao pequeno comércio. 
H1191 - (Fcmscsp)
Sabemos que a expansão bandeirante deveu seu impulso
inicial sobretudo à carência, em São Paulo, de braços
para a lavoura ou antes à falta de recursos econômicos
que permi�ssem à maioria dos lavradores socorrer-se da
mão de obra africana. Falta de recursos que provinha,
por sua vez, da falta de comunicações fáceis ou rápidas
dos centros produtores mais férteis, se não mais
extensos, situados no planalto, com os grandes mercados
consumidores.
(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil, 2001.)
A par�cularidade da colonização de São Paulo, quando
comparada com a de Recife e de Salvador, deveu-se
a) ao trabalho de pacificação dos índios guerreiros pela
Companhia de Jesus.
b) ao rápido processode urbanização em decorrência da
exploração aurífera.
c) à oposição dos habitantes às exigências econômicas da
metrópole.
d) ao isolamento social de uma colonização de interior
afastada do litoral.
e) à inadaptabilidade das espécies vegetais tropicais ao
clima temperado.
H0152 - (Esc. Naval)
Leia o texto abaixo e responda a pergunta a seguir.
[...] Além da capitania, em 1541 foi instalada a vila de
Olinda, com a repe�ção de todas as formalidades de São
Vicente: �tulos de sesmarias, lista de homens bons aptos
a votar, eleição de vereadores, alternância no poder. [...]
Em Pernambuco passou a funcionar de maneira efe�va a
autoridade do donatário, em dois sen�dos. No das
receitas, implantou cobrança de impostos, inclusive com
repasses ao rei, e tais recursos financiavam serviços
delegados ao donatário, como o de atuar como instância
mais alta que o Judiciário da vila e o de controlar a vida
civil.
(CALDEIRA, Jorge. História da Riqueza no Brasil. Rio de
Janeiro: Estação Brasil, 2017.)
 
De acordo com o texto é correto afirmar que o autor
buscou descrever as medidas que:
a) levaram à capitania de Pernambuco a prosperar. 
b) causaram o impasse polí�co responsável pela Guerra
dos Mascates. 
c) levaram o sistema de capitanias hereditárias a
fracassar. 
d) causaram o impasse polí�co gerados da Insurreição
Pernambucana. 
e) transformaram as capitanias hereditárias em governo-
geral. 
H1188 - (Upe)
O rabino português Isaac Aboab da Fonseca foi o autor
da primeira literatura em língua hebraica das Américas,
no Recife, durante o domínio holandês.
Leia um trecho a seguir:
“Lá fora, a espada semeava a morte; dentro era o terror,
porque há conspiração tanto interna quanto externa.
Bastardos e mamelucos, meus perseguidores e traidores,
revelam segredos meus aos inimigos, e traiçoeiramente
querem entregar minha fortaleza. Isso irrita minha alma.
Doía-me o coração de tanto esperar. Mais a longa
demora do auxílio prome�do, e a fome, o racionamento
com redistribuição de rações habituais. O corpo reduziu-
se em carne e ossos devido à fome. O pão era pesado e
racionado. Meu povo acostumou-se a subs�tuir o pão
pelo peixe, até quando os intes�nos se ressen�ram. Este
é o dia almejado para assaltar o povo revoltado, disse o
inimigo, para tomarmos suas casas e todos os seus bens”.
Disponível em: h�p://www.morasha.com.br/profetas-e-
sabios/rabi-aboab-da-fonseca.html.
Acesso em: 15 jun. 2021.
Nesses versos, Fonseca descreveu
a) a recepção aos judeus na corte de Nassau.
b) a construção de Frederikstad, atual João Pessoa.
c) a vitória dos holandeses na conquista de Salvador.
d) as agruras do cerco luso-brasileiro à cidade do Recife.
e) os rituais de penitência e jejum, �picos da religião
judaica.
H0169 - (Esc. Naval)
Leia o texto a seguir.
"Eu ElRei, faço saber a vós, Tomé de Sousa, fidalgo de
minha casa, que vendo eu quanto serviço de Deus e meu
16@professorferretto @prof_ferretto
é conservar e enobrecer as Capitanias e povoações das
terras do Brasil e dar ordem e maneira com que melhor e
mais seguramente se possam ir povoando, para
exalçamento da nossa Santa Fé e proveito de meus
Reinos e Senhorios, e dos naturais deles, ordenei ora de
mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza e povoação
grande e forte, em um lugar conveniente, para daí se dar
favor e ajuda às outras povoações e se ministrar jus�ça e
prover nas cousas que cumprirem a meu serviço e aos
negócios de minha Fazenda e a bem das partes."
Fonte: Regimento que levou Tomé de Sousa Governador
do Brasil, Almerím,17/12/1548. Lisboa, Arquivo Histórico
Ultramarino (AHU), códice 112, fls 1-9.
 Sobre o texto, que é um importante marco da História do
Brasil, é correto afirmar que representava 
a) o obje�vo da monarquia portuguesa de iniciar a
colonização do Brasil cedendo territórios para que
grupos par�culares pudessem explorá-los a custa de
seus próprios recursos, enquanto o governo atuaria
como uma espécie de Órgão regulador do que ficou
conhecido como Capitanias Hereditárias.
b) a pretensão do governo português em promover a
colonização efe�va do território brasileiro e de
es�mular a produção colonial, sendo um dos seus
primeiros atos a construção de urna cidade para ser a
capital da colônia, concre�zada por Tomé de Sousa
com a fundação de São Salvador em 1549.
c) o desejo português de não inves�r recursos no
território colonial do Brasil, permi�ndo que grupos
privados construíssem feitorias com dois obje�vos: a
exploração do pau-brasil realizada a par�r do escambo
com os indígenas e a proteção das ameaças
estrangeiras. 
d) o primeiro passo para o processo de povoamento da
colônia, que previa a criação de urna capital
estruturada no modelo espanhol de ocupação do
território, além da construção de estradas e sistemas
de coleta de esgoto em locais estratégicos, que
serviriam de base para o surgimento de novas cidades.
e) a ocupação ele�va do território colonial,
principalmente após a descoberta de jazidas de ouro
no interior da colônia, que demandou maia recursos
do governo português para a defesa da região de
invasores estrangeiros e de piratas que desejavam
roubar as riquezas do Brasil. 
H0156 - (Famerp)
A Bahia é cidade d’El-Rei, e a corte do Brasil; nela
residem os Srs. Bispo, Governador, Ouvidor-Geral, com
outros oficiais e jus�ça de Sua Majestade; [...]. É terra
farta de man�mentos, carnes de vaca, porco, galinha,
ovelhas, e outras criações; tem 36 engenhos, neles se faz
o melhor açúcar de toda a costa; [...] terá a cidade com
seu termo passante de três mil vizinhos Portugueses, oito
mil Índios cristãos, e três ou quatro mil escravos da
Guiné.
(Fernão Cardim. Tratados da terra e gente do Brasil,
1997.)
 
O padre Fernão Cardim foi testemunha da colonização
portuguesa do Brasil de 1583 a 1601. O excerto faz uma
descrição de Salvador, sede do Governo-Geral, referindo-
se, entre outros aspectos, à
a) incorporação pelos colonizadores dos padrões
culturais indígenas. 
b) ligação da a�vidade produ�va local com o comércio
internacional. 
c) miscigenação crescente dos grupos étnicos presentes
na cidade. 
d) existência luxuosa da nobreza portuguesa na capital
da colônia. 
e) dependência da população em relação à importação
de produtos de sobrevivência. 
H0170 - (I�a)
Que Deus entendeu de dar
A primazia
Pro bem, pro mal
Primeira mão na Bahia
Primeira missa
Primeiro índio aba�do também
Que Deus deu
Que Deus entendeu de dar
Toda magia
Pro bem, pro mal
Primeiro chão da Bahia
Primeiro carnaval
Primeiro pelourinho também
 
Gilberto Gil, Toda menina baiana. In.: CD Realce, Warner:
1979. Trecho disponível em
h�ps://www.letras.mus.br/gilberto-gil/46249. Acesso em
24 jul 2017.
 
Com base no trecho da música acima, é possível afirmar
historicamente que:
17@professorferretto @prof_ferretto
a) A primeira missa na Bahia foi feita pelos portugueses
com o intuito de converter os índios ao catolicismo e
assim evitar que fosse feita uma guerra contra eles. 
b) Para o bem ou para o mal, a Bahia foi o primeiro local
no Brasil em que os portugueses colocaram suas
mãos. 
c) O carnaval sempre foi feito durante as festas profanas
que acontecem ao redor das festas religiosas católicas.
Assim, esse texto seria uma metáfora para entender as
contradições do Brasil: carnavalesco e religioso. 
d) Deus seria a en�dade que moveria a história dos
homens. Os homens apenas reproduziriam as suas
vontades. A vontade de Deus, “pro bem ou pro mal”,
espalhou o cris�anismo pelo mundo, uma das
principais ins�tuições colonialistas dos séculos XV até
os dias atuais. 
e) Ao destacar o abate indígena, o pelourinho e as missas
religiosas, o autor chama atenção para o caráter
violento da colonização brasileira. 
H0180 - (Ufrgs)
Sobre as a�vidades econômicas e a mão de obra na
América Portuguesa, entre os séculos XVI e XVII, é
correto afirmar que a produção
a) era voltada exclusivamente para o mercado externo,
restrita ao cul�vo em planta�ons, e a mão de obra era
exclusivamente de indígenas e africanos escravizados.
 
b) era voltada paraalém do mercado externo, com
diversas culturas ligadas ao mercado interno, e a mão
de obra era majoritariamente de escravizados, mas
com a presença de trabalhadores livres. 
c) era voltada exclusivamente para o mercado interno,
através do cul�vo de itens de subsistência, e a mão de
obra era exclusivamente de indígenas e africanos
escravizados. 
d) não se resumia ao mercado externo, com diversas
culturas voltadas ao mercado interno, e a mão de obra
era exclusivamente de indígenas e africanos
escravizados. 
e) era voltada exclusivamente para o mercado externo,
restrita ao cul�vo em planta�ons, e a mão de obra era
majoritariamente de escravizados, mas com a
presença de trabalhadores livres. 
H0164 - (Fuvest)
A respeito dos espaços econômicos do açúcar e do ouro
no Brasil colonial, é correto afirmar:
a) A pecuária no sertão nordes�no surgiu em resposta às
demandas de transporte da economia mineradora. 
b) A produção açucareira es�mulou a formação de uma
rede urbana mais ampla do que a a�vidade aurífera. 
c) O custo rela�vo do frete dos metais preciosos
viabilizou a interiorização da colonização portuguesa. 
d) A mão de obra escrava indígena foi mais empregada
na exploração do ouro do que na produção de açúcar.
 
e) Ambas as a�vidades produziram efeitos similares
sobre a formação de um mercado interno colonial. 
H0153 - (Fgv)
Podem-se apanhar muitos fatos da vida daqueles
sertanejos dizendo que atravessaram a época do couro.
De couro era a porta das cabanas, o rude leito aplicado
ao chão duro, e mais tarde a cama para os partos; de
couro todas as cordas, a borracha para carregar água, o
mocó ou alforge para levar comida, a maca para guardar
roupa, a mochila para milhar cavalo, a peia para prendê-
lo em viagem, as bainhas de faca, as broacas e surrões, a
roupa de entrar no mato, os banguês para curtume ou
para apurar sal.
(Capistrano de Abreu. Capítulos de história colonial:
1500-1800, 2000.)
 
O texto descreve a cultura material da pecuária, que a
par�r do século XVI estendeu-se ao interior nordes�no
da colônia do Brasil. A criação de gado
a) empregava predominantemente a mão de obra
escrava africana e consolidou a pequena propriedade
rural às margens dos grandes rios da região. 
b) contribuía com o complexo econômico litorâneo e
funcionou em um regime de contenção econômica de
gastos devido ao aproveitamento de recursos locais.
c) transgredia os ordenamentos legais da administração
metropolitana e jamais se caracterizou como a�vidade
econômica lucra�va. 
d) deslocava o centro dinâmico da exploração econômica
da colônia e contribuiu para o adensamento
demográfico em novos territórios. 
e) favorecia o surgimento de cidades autoadministradas
e revelou a existência de jazidas de metais preciosos
nas áreas recém-descobertas. 
H1426 - (Fuvest)
Se vamos à essência da nossa formação, veremos que
na realidade nos cons�tuímos para fornecer açúcar,
tabaco, alguns outros gêneros; mais tarde ouro e
diamantes; depois, algodão, e em seguida café, para o
comércio europeu.
18@professorferretto @prof_ferretto
Caio Prado Jr. Formação do Brasil Contemporâneo.
São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 29.
 
Sobre o sen�do da colonização do Brasil, é correto
afirmar:
a) Permi�u o desenvolvimento de um extenso parque
industrial.
b) Caracterizou-se pela forte presença da mão de obra
assalariada.
c) Esteve voltado, principalmente, para o mercado
externo.
d) Baseou-se na produção de manufaturas têxteis ou
alimentares.
e) Garan�u a expansão da pequena propriedade agrícola.
H1446 - (Fuvest)
“Na coluna do a�vo como na do passivo, seria di�cil
exagerar o papel do açúcar na história do Brasil colonial.
Se ele foi o produto que proporcionou a base inicial
solidamente econômica para o esforço do colonizador, foi
também o que plasmou o regime de propriedade
la�fundiária, instalou a escravidão africana na América
portuguesa e, no seu exclusivismo, inibiu o
desenvolvimento da policultura (...), embora
es�mulando, em áreas apartadas, a pecuária e a lavoura
de subsistência. (...) Ele desenvolveu um es�lo de vida
que marcou a existência de todas as camadas da
população que integrou, reservando, contudo, seus
privilégios a uns poucos.”
MELLO, Evaldo Cabral de. Um imenso Portugal:
História e historiografia. São Paulo: Ed. 34, 2002. p.110.
 
O texto indica que, no Nordeste açucareiro dos séculos
XVI e XVII,
a) a mão de obra de escravizados de origem africana e
indígena era empregada nos canaviais, na pecuária e
na lavoura de subsistência.
b) a distribuição de terras baseava-se na concessão, pela
Coroa portuguesa, de privilégios e pequenos lotes a
donatários.
c) os privilégios concentravam-se nas mãos dos senhores
de engenho, em detrimento da população escravizada
ou livre e pobre.
d) o desenvolvimento de relações socioeconômicas
fundadas na horizontalidade recebia es�mulos
governamentais.
e) o modo de produção feudal prevaleceu na exploração
agrícola pela metrópole.
H1455 - (Unesp)
O mundo natural é o concreto, que tocamos,
sen�mos, no qual vivemos. O mundo social é resultado
da nossa vida em grupo e em determinado meio
ambiente. O mundo sobrenatural é o das religiões, da
magia, ao qual os homens só têm acesso parcial, por
meio de determinados ritos e cerimônias. Ele é mais ou
menos importante, dependendo da sociedade. Numa
sociedade como a nossa, na qual quase tudo é explicado
pela ciência e pelo pensamento lógico e racional, o
espaço do sobrenatural é bastante limitado. Já nas
sociedades africanas, onde foram capturados os
escravizados trazidos para o Brasil, toda a vida na terra
estava ligada ao além, a dimensões que só conhecedores
dos ritos e objetos sacralizados podiam a�ngir.
(Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, 2007.
Adaptado.)
 
Ao comparar o pensamento lógico predominante no
Ocidente contemporâneo com as mentalidades das
sociedades africanas de onde foi proveniente a maioria
das pessoas trazidas ao Brasil como escravizadas, o
excerto
a) cri�ca a rela�vização dos valores morais e religiosos
nas sociedades africanas e europeias no período do
tráfico de escravizados.
b) iden�fica o descompasso entre o primi�vismo dos
povos africanos e o avanço civilizatório da Europa
colonizadora.
c) caracteriza duas percepções de mundo, enfa�zando
sua diferença na relação com as dimensões mí�cas e
sagradas.
d) dis�ngue dois modelos de pensamento, sustentando a
superioridade daquele que é movido pelo esforço
racional.
e) valoriza a religiosidade do mundo atual, destacando a
centralidade das crenças e das prá�cas religiosas
co�dianas.
H1467 - (Unesp)
[...] as irmandades de negros eram espaços
permi�dos dentro da legalidade, nos quais o escravo
podia manifestar-se fora de suas relações de trabalho.
[...] Em certo sen�do, era através da religião católica que
o escravo encontrava algum leni�vo para sua situação.
Tudo indica que a permissão para a criação das
irmandades de negros tenha sido dada com o intuito de
obter melhores resultados na cris�anização dos escravos
[...].
Paradoxalmente, os negros u�lizaram as irmandades
para resguardar valores culturais, em especial suas
crenças religiosas. [...] Tudo leva a crer que, a par�r da
realidade vivida naquela época, bem como considerando
19@professorferretto @prof_ferretto
as dificuldades, o negro recriou e reinterpretou a cultura
dominante, adequando-a à sua maneira de ser.
(Ana Lúcia Valente. “As irmandades de negros:
resistência e repressão”. In: Horizonte, v. 9, no 21, 2011.)
 
Segundo o excerto, as irmandades religiosas de negros,
no Brasil colonial, eram
a) organizações culturais des�nadas à difusão do
catolicismo e, paralelamente, à valorização do
sincre�smo religioso. 
b) confrarias em que era proibido, por ordens
metropolitanas, o contato direto entre escravizados. 
c) templos em que era permi�da, pelas autoridades
coloniais, a realização de cultos religiosos de origem
africana. 
d) espaços de imposição de princípios europeus aos
escravizados e, simultaneamente, de manifestação de
traços culturaisde matriz africana. 
e) ins�tuições de apoio e auxílio aos escravizados, cria-
das e man�das por meio da atuação catequizadora
dos jesuítas espanhóis. 
H1480 - (Unesp)
[O rei D. João III] ordenou que se povoasse esta
província, repar�ndo as terras por pessoas que se lhe
ofereceram para as povoarem e conquistarem à custa de
sua fazenda, e dando a cada um 50 léguas por costa com
todo o seu sertão [...]; são sismeiros das suas terras, e as
repartem pelos moradores como querem, todavia
movendo-se depois alguma dúvida sobre as datas, não
são eles os juízes delas, senão o provedor da fazenda,
nem os que as recebem de sesmaria têm obrigação de
pagar mais que dízimo a Deus dos frutos que colhem [...].
(Frei Vicente do Salvador. História do Brasil (1500-
1627). In: www.dominiopublico.gov.br.)
 
O excerto, do século XVII, caracteriza a
a) definição de rigoroso sistema tributário voltado aos
interesses da Coroa portuguesa.
b) autorização para a instalação de sesmarias des�nadas
exclusivamente ao cul�vo de algodão e tabaco.
c) cons�tuição de um regime fundiário apoiado na
pequena propriedade rural.
d) atribuição de poder polí�co, econômico e jurídico aos
senhores de engenho.
e) criação das capitanias hereditárias e a atribuição de
direitos aos donatários. 
H1496 - (Unicamp)
Os quilombos, espaços da resistência e da insurgência
negra desde a sua origem, foram criados como estratégia
de enfrentamento ao sistema escravocrata. Nos
processos de resistência e sobrevivência dos quilombos
que chegam aos dias atuais, as relações culturais, as
iden�dades e os conflitos têm como elemento central os
territórios, tensionados por interesses ilegí�mos e
incons�tucionais de terceiros em disputa pela
propriedade da terra. Pouco se divulga que existem,
atualmente no território brasileiro, aproximadamente
3.500 comunidades quilombolas que guardam um
sen�mento de pertença a um grupo e a um lugar. Estão
distribuídas por todas as regiões do país, com destaque
para os estados do Pará, Maranhão, Bahia, Minas Gerais,
Pernambuco e Rio Grande do Sul. 
(Adaptado de Coordenação Nacional de Ar�culação
das Comunidades Negras Rurais Quilombolas [CONAQ];
TERRA DE DIREITOS, Racismo e violência contra
quilombos no Brasil. 
Disponível em
h�ps://cdhpf.org.br/cat_galeria/publicacoes/estudos/racismo-
e-violencia-contra-quilombos-no-brasil/. Acessado em
03/07/2021.)
 
Sobre a demarcação e �tulação das terras quilombolas
no Brasil, é correto afirmar que teve início com a
a) lei de Terras de 1850; avançou na segunda metade do
século XIX, especialmente após a abolição da
escravatura e a ins�tucionalização dos territórios
quilombolas rurais. 
b) Cons�tuição de 1988; ainda está em curso o processo
de demarcação e poucos territórios quilombolas
(rurais e urbanos) receberam a �tulação da
propriedade até o momento. 
c) lei de Terras de 1850; na ocasião, foram demarcados
os territórios rurais quilombolas, uma vez que não
havia trabalho para homens negros e mulheres negras
nas cidades. 
d) Cons�tuição de 1988; na década passada, por meio de
polí�cas públicas, foi finalizada a demarcação e a
�tulação dos territórios quilombolas rurais e urbanos,
tendo pendente a �tulação dos quilombos urbanos.
H1505 - (Unicamp)
As es�ma�vas sobre a população de Palmares no
século XVII oscilam entre 5 e 20 mil pessoas. A crônica
abaixo, de 1678, descreve o território palmarino:
Reconhecem-se todos obedientes a um que se chama
“o Ganga Zumba”, que quer dizer “Senhor Grande”. A
este tem por seu rei e senhor todos os mais, assim
naturais dos Palmares como vindos de fora. Habita na sua
cidade real que chamam o Macaco. Esta é a metrópole
entre as mais cidades e povoações. Está for�ficada toda
em cerco de pau a pique, com torneiras abertas para
ataque e defesa. E pela parte de fora toda se semeia de
20@professorferretto @prof_ferretto
estrepes de ferro e buracos no chão. Ocupa esta cidade
dilatado espaço, forma-se mais de 1500 casas. A segunda
cidade chama-se Sirbupira; nesta habita o irmão do rei
que se chama “o Zona”. É for�ficada toda de madeira e
pedras, compreende mais de oitocentas casas. Das mais
cidades e povoações darei no�cia quando lhe referir as
ruínas. 
(Adaptado de: ANTT, Manuscrito da Livraria, cod.
1185, fls. 149-55v. In: LARA, Silvia; FACHIN, Phablo (org.).
Guerra contra Palmares: o manuscrito de 1678. São
Paulo: Chão Editora, 2021, p. 9 – 49.)
 
Sobre a organização do espaço palmarino, é correto
afirmar que
a) os negros que fugiram para Palmares ocuparam os
espaços urbanos das vilas coloniais na Serra da
Barriga; essas vilas �nham sido abandonadas por
Portugal durante as guerras de expulsão, de
Pernambuco, dos holandeses. 
b) o que se convencionou chamar de quilombo de
Palmares era uma rede de povoações for�ficadas,
formadas por centenas de casas e interligadas por
meio de um sistema polí�co influenciado por lógicas
culturais africanas. 
c) as povoações que cons�tuíam Palmares se originaram
da estrutura urbanís�ca construída por Nassau nas
serras de Pernambuco e Alagoas, a par�r da
racionalidade holandesa na época da luta pelo
domínio do açúcar. 
d) a maioria da população negra que vivia nos mocambos
de Palmares no século XVII era crioula, ou seja,
nascida no Brasil, e combinava a influência da
organização polí�ca de Angola e das redes urbanas
litorâneas e europeias de Pernambuco.
H1509 - (Unicamp)
“Dos pretos é tão própria e natural a união que a
todos os que têm a mesma cor, chamam parentes; a
todos os que servem na mesma casa, chamam parceiros;
e a todos os que se embarcam no mesmo navio, chamam
malungos.” 
(VIEIRA, Padre Antônio. Sermão XX. Parte II. Lisboa:
Impressão Craesbeeckiana, p. 165, 1688.)
 
Sobre as comunidades de malungos no período da
escravidão, é correto afirmar, de acordo com o texto, que
são formadas
a) nos laços entre africanos de múl�plas etnias, os quais
ha- viam atravessado juntos o Atlân�co. 
b) no encontro dos africanos nas senzalas, no exercício
de o�cios e no trabalho da lavoura. 
c) no Novo Mundo por pessoas de uma mesma etnia que
se reconheciam como iguais. 
d) nos quilombos rurais e urbanos, formados por
escravizados fugidos de muitas etnias.
H1518 - (Fuvest)
Não há trabalho, nem gênero de vida no mundo mais
parecido à cruz e à paixão de Cristo, que o vosso em um
destes engenhos [...]. A paixão de Cristo parte foi de
noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais
são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e
vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em
tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros,
as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de
tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for
acompanhada de paciência, também terá merecimento e
mar�rio[...]. De todos os mistérios da vida, morte e
ressurreição de Cristo, os que pertencem por condição
aos pretos, e como por herança, são os mais dolorosos.
P. Antônio Vieira, Sermão décimo quarto. In: I. Inácio & T.
Lucca (orgs.).
Documentos do Brasil colonial. São Paulo: Á�ca, 1993,
p.73-75.
 
A par�r da leitura do texto acima, escrito pelo padre
jesuíta Antônio Vieira em 1633, pode-se afirmar,
corretamente, que, nas terras portuguesas da América 
a) a Igreja Católica defendia os escravos dos excessos
come�dos pelos seus senhores e os incitava a se
revoltar.
b) as formas de escravidão nos engenhos eram mais
brandas do que em outros setores econômicos, pois
ali vigorava uma é�ca religiosa inspirada na Bíblia.
c) a Igreja Católica apoiava, com a maioria de seus
membros, a escravidão dos africanos, tratando,
portanto, de jus�ficá-la com base na Bíblia.
d) clérigos, como P. Vieira, se mostravam indecisos
quanto às a�tudes que deveriam tomar em relação à
escravidão negra, pois a própria Igreja se man�nha
neutra na questão.
e) havia formas de discriminação religiosa que se
sobrepunham às formas de discriminação racial, sendo
estas, assim, pouco significa�vas.
H1525 - (Fuvest)
Se o açúcar do Brasil o tem dado a conhecer a todos
os reinos e províncias da Europa, o tabaco o temfeito
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muito afamado em todas as quatro partes do mundo, em
as quais hoje tanto se deseja e com tantas diligências e
por qualquer via se procura. Há pouco mais de cem anos
que esta folha se começou a plantar e beneficiar na Bahia
[...] e, desta sorte, uma folha antes desprezada e quase
desconhecida tem dado e dá atualmente grandes
cabedais aos moradores do Brasil e incríveis
emolumentos aos Erários dos príncipes.
André João Antonil. Cultura e opulência do Brasil por suas
drogas e minas. São Paulo: EDUSP, 2007. Adaptado.
 
O texto acima, escrito por um padre italiano em 1711,
revela que:
a) o ciclo econômico do tabaco, que foi anterior ao do
ouro, sucedeu o da cana-de-açúcar.
b) todo o rendimento do tabaco, a exemplo do que
ocorria com outros produtos, era direcionado à
metrópole.
c) não se pode exagerar quanto à lucra�vidade
propiciada pela cana-de-açúcar, já que a do tabaco,
desde seu início, era maior.
d) os europeus, naquele ano, já conheciam plenamente o
potencial econômico de suas colônias americanas.
e) a economia colonial foi marcada pela simultaneidade
de produtos, cuja lucra�vidade se relacionava com sua
inserção em mercados internacionais.
H1566 - (Fuvest)
[No Brasil], a transição da predominância indígena
para a africana na composição da força de trabalho
escrava ocorreu aos poucos ao longo de
aproximadamente meio século. Quando os senhores de
engenho, individualmente, acumulavam recursos
financeiros suficientes, compravam alguns ca�vos
africanos, e iam acrescentando outros à medida que
capital e crédito tornavam-se disponíveis. Em fins do
século XVI, a mão de obra dos engenhos era mista do
ponto de vista racial, e a proporção foi mudando
crescentemente em favor dos africanos importados e sua
prole.
Stuart Schwartz, Segredos internos. São Paulo:
Companhia das Letras, 1988, p.68.
 
Com base na leitura do trecho e em seus conhecimentos,
pode-se afirmar corretamente que, no Brasil,
a) a implementação da escravidão de origem africana
não fez desaparecer a escravidão indígena, pois o
emprego de ambas podia variar segundo épocas e
regiões específicas.
b) do ponto de vista senhorial, valia a pena pagar mais
caro por escravos africanos porque estes viviam mais
do que os escravos indígenas, que eram mais baratos.
c) o comércio de escravos africanos foi incompa�vel com
o comércio de indígenas porque eram exercidos por
diferentes traficantes, que concorriam entre si.
d) havia créditos disponíveis para a compra de escravos
africanos, mas não de escravos indígenas, pois a Igreja
estava interessada na manutenção de boas relações
com os na�vos.
e) a escravização dos indígenas pelos portugueses foi
inviabilizada pelo fato de que os povos na�vos
americanos eram contrários ao aprisionamento de
seres humanos.
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