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Tecido adiposo 
Visão geral do tecido adiposo
→O tecido adiposo é um tecido conjuntivo especializado, que desempenha importante papel na homeostasia energética. 
As células adiposas ou adipócitos individuais e grupos de adipócitos são encontrados por todo o tecido conjuntivo frouxo.
Os tecidos nos quais os adipócitos constituem o principal tipo celular são denominados tecido adiposo. 
as reservas de energia são armazenadas dentro de
gotículas de lipídios dos adipócitos, como triglicerídios. Estes representam um tipo de armazenamento de energia
Os triglicerídios constituem a forma mais concentrada de armazenamento de energia metabólica disponível nos seres humanos
Os adipócitos também regulam o metabolismo energético por meio da secreção de substâncias parácrinas e endócrinas. As funções secretoras descobertas dos adipócitos mudaram a visão do tecido adiposo, que agora é considerado como um importante órgão endócrino. Já existem evidências consideráveis que ligam a atividade endócrina aumentada dos adipócitos às
complicações metabólicas e cardiovasculares associadas à obesidade.
→Existem dois tipos de tecido conjuntivo: o branco (unilocular) e o pardo (multilocular).
são assim denominados em virtude de sua cor em tecidos vivos.
O tecido adiposo branco é o tipo predominante nos seres humanos adultos
O tecido adiposo pardo é encontrado em grandes quantidades nos seres humanos durante a vida fetal. 
Tecido adiposo branco
→As funções do tecido adiposo branco consistem em armazenamento de energia, isolamento, proteção dos órgãos vitais e secreção de hormônios.
O tecido adiposo branco (unilocular) representa pelo menos 10% do peso corporal de um indivíduo sadio normal. 
Ele forma uma camada adiposa de fáscia subcutânea (superficial), denominada panículo adiposo no tecido conjuntivo abaixo da pele. 
a fáscia subcutânea fornece um isolamento térmico significativo contra o frio, reduzindo a velocidade de perda de calor. 
São encontradas concentrações de tecido adiposo no tecido conjuntivo sob a pele do abdome, das nádegas, axilas e coxas. 
Em ambos os sexos, o coxim adiposo mamário representa um local preferencial de acúmulo de tecido adiposo. Em mulheres que não estão em fase de lactação, a mama é composta principalmente desse tecido; nas que estão amamentando, o panículo adiposo mamário desempenha um importante papel na
manutenção da função da mama. Fornece lipídios e energia para a produção do leite, mas também constitui um local de síntese de diferentes hormônios do crescimento, os quais modulam as respostas a diferentes esteroides, proteínas e
hormônios que atuam sobre a função da glândula mamária.
Internamente, o tecido adiposo localiza-se
preferencialmente no omento maior, no mesentério e no espaço retroperitoneal. Em geral, é abundante ao redor dos rins. É também encontrado na medula óssea e entre outros tecidos, nos quais preenche os espaços. Nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, sob o pericárdio visceral (ao redor da parte externa do coração) e nas órbitas ao redor do bulbo do olho, o tecido adiposo atua como coxim.
→O tecido adiposo branco secreta uma variedade de moléculas denominadas adipocinas, que incluem hormônios, fatores de crescimento e citocinas.
Por esse motivo, o tecido adiposo é considerado um importante elemento na homeostasia energética, na adipogênese, no metabolismo dos esteroides, na angiogênese e nas respostas imunes. O membro mais notável das adipocinas é a leptina, ela está envolvida na regulação da homeostasia energética e é secretada exclusivamente pelos adipócitos. A leptina inibe a ingestão de alimento e estimula a taxa metabólica e a perda de peso corporal; por conseguinte, preenche os critérios de um fator de saciedade circulante, que controla a ingestão de alimentos quando a reserva corporal de energia é suficiente. Além disso, a leptina participa de uma via de sinalização endócrina, que comunica o estado energético do tecido adiposo a centros cerebrais que regulam o aporte de alimentos. Atua sobre o sistema nervoso central, ligando-se a receptores específicos, principalmente no hipotálamo, e também comunica o estado calórico dos adipócitos de locais de armazenamento de lipídios a outros tecidos metabolicamente ativos.
→Os adipócitos brancos diferenciam-se das células-tronco mesenquimatosas
→O tecido adiposo branco começa a se formar em meados do período de desenvolvimento fetal.
Os lipoblastos desenvolvem-se a partir de células estromais vasculares ao longo dos pequenos vasos
sanguíneos no feto e não contêm lipídios. 
Agrupamentos dessas células são algumas vezes denominados órgãos adiposos primitivos. Caracterizam-se pela existência de lipoblastos em estágio inicial e capilares em proliferação. O acúmulo de lipídios nos lipoblastos produz a morfologia típica dos adipócitos.
→Os lipoblastos em estágio médio de desenvolvimento tornam-se ovoides à medida que o acúmulo de lipídios modifica as dimensões da célula.
os lipoblastos em estágio inicial assumem uma configuração oval. O aspecto mais característico nesse estágio consiste em uma extensa concentração de vesículas e pequenas gotículas lipídicas ao redor do núcleo, que se estendem para ambos os polos da célula. Surgem partículas de glicogênio na periferia das gotículas lipídicas, e as vesículas pinocitóticas e a lâmina basal tornam-se
mais evidentes. Essas células são designadas como lipoblastos em estágio médio de desenvolvimento.
→O adipócito maduro caracteriza-se por uma única inclusão lipídica grande, circundada por uma borda fina de citoplasma.
Pequenas gotículas lipídicas formam uma única gotícula lipídica grande, que ocupa a porção central do citoplasma. O retículo endoplasmático liso (REL) é abundante, enquanto o RER é menos proeminente. Essas células são designadas como
lipoblastos de estágio avançado. Por fim, a massa lipídica comprime o núcleo que assume uma posição excêntrica. Uma vez que essas células contêm uma única gotícula lipídica, são denominadas adipócitos uniloculares ou lipócitos maduros.
→Os adipócitos uniloculares são células grandes
Isolados, os adipócitos brancos são esféricos.
Seu grande tamanho deve-se ao acúmulo de lipídio na célula. O núcleo é achatado e deslocado para um dos lados da massa lipídica; o citoplasma forma uma borda delgada ao redor do lipídio.
O tecido adiposo é ricamente suprido com vasos sanguíneos.
→A massa lipídica no adipócito não é envolvida por membrana.
O MET revela que a interface entre a gota de lipídio e o citoplasma circundante do adipócito é composta de uma camada condensada de lipídio reforçada por filamentos de vimentina paralelos. Essa camada separa o conteúdo hidrofóbico da gotícula de lipídio da matriz citoplasmática hidrófila.
Tecido adiposo branco
→Regulação do tecido adiposo 
sinais hormonais e neurais interconectados que emanam do tecido adiposo, do trato alimentar e do sistema nervoso central formam o eixo cérebro-intestino-tecido adiposo, que regula o apetite, a fome, a saciedade e a homeostasia energética
→A quantidade de tecido adiposo de um indivíduo é determinada por dois sistemas fisiológicos: um associado à regulação do peso a curto prazo e o outro, à regulação do peso a longo prazo.
regulação do peso a curto prazo: controla o apetite e o metabolismo diariamente. Recentemente, dois
hormônios peptídicos pequenos produzidos no trato gastrintestinal – a grelina, um estimulante do apetite, e peptídio YY (PYY), um supressor do apetite – foram ligados a esse sistema. 
regulação do peso a longo prazo, controla o apetite e o metabolismo de modo contínuo (durante meses e anos). Dois hormônios importantes influenciam esse sistema, a leptina e a insulina, juntamente com outros hormônios, incluindo o hormônio tireoidiano, os glicocorticoides e os hormônios hipofisários.
→A grelina e o peptídio YY controlam o apetite como parte do sistema de controle do peso a curto prazo.
#PYF____
A grelina é um pequeno polipeptídio produzido pelas células epiteliais gástricas. Além de seu papel estimulante do apetite, a grelina atuasobre o lobo anterior da hipófise para liberar o hormônio do crescimento. Nos humanos, a grelina atua por meio de receptores localizados no hipotálamo, aumentando a sensação de fome. Por esse motivo, a grelina é considerada como um fator “iniciador de refeições”.
O peptídio YY, um pequeno hormônio gastrintestinal de é produzido pelo intestino delgado e desempenha importante papel na promoção da manutenção da perda de peso em virtude de sua capacidade de induzir maior sensação de plenitude logo após uma refeição. O peptídio YY também atua por meio de receptores no hipotálamo, que suprimem o apetite. Ele diminui a ingestão de alimento nos indivíduos ao induzir saciedade ou uma sensação de plenitude e o desejo de parar de comer.
→Dois hormônios, a leptina e a insulina, são responsáveis pela regulação do peso corporal a longo prazo.
na maioria dos humanos obesos, os níveis de mRNA para a leptina no tecido adiposo, bem como os níveis séricos de leptina, estão elevados. Essa elevação foi observada em todos os tipos de obesidade, independentemente de ser causada por fatores genéticos, lesões hipotalâmicas ou eficiência aumentada na utilização dos
alimentos. Por motivos desconhecidos, os adipócitos nesses indivíduos obesos são resistentes à ação da leptina, e a
administração de leptina não diminui a quantidade de tecido adiposo. Por outro lado, estudos realizados em indivíduos que perderam peso e naqueles com anorexia nervosa mostram que os níveis de mRNA para a leptina no tecido adiposo e os níveis séricos de leptina estão reduzidos. Os achados clínicos recentes indicam que, mais
provavelmente, a leptina protege o corpo contra a perda de peso em épocas de privação alimentar.
A insulina, o hormônio pancreático que regula os níveis de glicemia, aumenta a conversão da glicose em triglicerídios das gotículas lipídicas pelo adipócito. À semelhança da leptina, a insulina regula o peso ao atuar sobre os centros cerebrais no hipotálamo. Diferentemente da leptina, a insulina é necessária para o acúmulo de tecido adiposo. 
→O depósito e a mobilização de lipídios são influenciados por fatores neurais e hormonais.
Uma das principais funções metabólicas do tecido adiposo é a captação de ácidos graxos do sangue e a sua conversão em triglicerídios dentro do adipócito. Em seguida, os triglicerídios são armazenados dentro da gotícula lipídica da célula. Quando o tecido adiposo é estimulado por mecanismos neurais ou hormonais, os triglicerídios são degradados em glicerol e ácidos graxos em um processo denominado mobilização. Os ácidos graxos atravessam a membrana celular do adipócito e entram em um capilar. Nos capilares, estão ligados à proteína carreadora, a albumina, e são transportadas para outras células, que utilizam os ácidos graxos como combustível metabólico.
a norepinefrina (que é liberada pelas terminações das células nervosas do sistema nervoso simpático) inicia uma série de etapas metabólicas que levam à ativação da lipase. Essa enzima decompõe os triglicerídios, que constituem mais de 90% dos lipídios armazenados no adipócito. Essa atividade enzimática constitui uma etapa inicial na mobilização dos lipídios.
A mobilização hormonal envolve um complexo sistema de hormônios e enzimas que controla a liberação de ácidos graxos pelos adipócitos. Incluem insulina, hormônios tireoidianos e esteroides suprarrenais. A insulina é um hormônio importante que promove a síntese de lipídios ao estimular as enzimas da síntese de lipídios (ácido graxo sintase, acetilCoA carboxilase) e que suprime a degradação dos lipídios ao inibir a ação da lipase sensível a hormônio, bloqueando,
assim, a liberação de ácidos graxos. O glucagon, outro hormônio pancreático, e o hormônio do crescimento da hipófise aumentam a utilização dos lipídios (lipólise). Além disso, níveis elevados do fator de necrose tumoral α (TNFα) foram implicados como fator causador no desenvolvimento da resistência à insulina associada à obesidade e ao diabetes melitus.
Tecido adiposo pardo
→O tecido adiposo pardo, abundante nos recém-nascidos e reduzido nos adultos.
O tecido adiposo pardo, um tecido termogênico essencial, está presente em grandes quantidades no recém-nascido, o que ajuda a compensar a extensa perda de calor que resulta da elevada razão entre superfície e massa do recém-nascido
e evita a hipotermia letal (um importante risco de morte em prematuros). 
Nos recém-nascidos, o tecido adiposo pardo representa cerca de 5% da massa corporal total e localiza-se na região dorsal, ao longo da metade superior da coluna vertebral em direção aos ombros. 
A quantidade de tecido adiposo pardo diminui à medida que o corpo cresce, mas
permanece amplamente distribuído durante a primeira década de vida nas regiões cervical, axilar, paravertebral, mediastinal, esternal e abdominal do corpo. Em seguida, desaparece da maioria dos locais, exceto nas regiões ao redor dos
rins, das glândulas suprarrenais, dos grandes vasos (p. ex., aorta) e das regiões do pescoço (região cervical profunda e supraclavicular), costas (interescapular e paravertebral) e tórax (mediastino).
→Os adipócitos do tecido adiposo multilocular pardo contêm numerosas gotículas lipídicas.
O citoplasma de cada célula contém numerosas gotículas lipídicas pequenas, daí a denominação multilocular, em oposição aos adipócitos uniloculares brancos, que contêm apenas uma grande gotícula lipídica. Um núcleo típico de um adipócito pardo maduro ocupa uma posição excêntrica dentro da célula, mas não é achatado como o núcleo do adipócito branco.
O tecido adiposo pardo é subdividido em lóbulos por septos de tecido conjuntivo, mas o estroma de tecido conjuntivo entre cada célula dentro dos lóbulos é esparso. O tecido contém um rico suprimento de capilares que intensifica a sua cor.
→Os adipócitos pardos diferenciam-se a partir de células-tronco mesenquimatosas, sob o controle dos fatores de transcrição PRDM16/PGC1.
Tecido adiposo pardo
→O metabolismo dos lipídios no tecido adiposo pardo gera calor em um processo conhecido como termogênese.
Os animais que hibernam apresentam grandes quantidades de tecido adiposo pardo. O tecido serve de fonte imediata de lipídio; quando oxidado, produz calor para aquecer o sangue que flui através do tecido adiposo pardo na saída da hibernação e na manutenção da temperatura corporal no frio. Esse tipo de produção de calor é conhecido como termogênese sem tremor.
→A atividade termogênica do tecido adiposo pardo é facilitada pela UCP1, que é encontrada na membrana mitocondrial interna. 
As grandes mitocôndrias arredondadas características das células do tecido adiposo pardo contêm a proteína de desacoplamento (UCP1),
que desacopla a oxidação dos ácidos graxos da produção de ATP. Por conseguinte, isso faz com
que os prótons possam passar do espaço intermembrana de volta à matriz mitocondrial ao longo do gradiente, sem passar pela enzima ATP sintase e, portanto, sem produzir ATP. energia produzida pelas mitocôndrias é dissipada na forma de calor, em um processo conhecido como termogênese.
→A atividade metabólica do tecido adiposo pardo é regulada pelo sistema nervoso simpático e está relacionada com a temperatura ambiente externa.
A atividade metabólica do tecido adiposo pardo é, em grande parte, regulada pela norepinefrina liberada das terminações nervosas simpáticas, que estimula a lipólise e a hidrólise dos triglicerídios e que também aumenta a expressão mitocondrial e a atividade de moléculas de UCP1.
Além disso, o frio estimula a utilização da glicose nos adipócitos pardos por meio da hiperexpressão de transportadores de glicose (Glut4).
→Os adipócitos são capazes de sofrer transdiferenciação de adipócitos brancos em pardos e de adipócitos pardos em brancos em resposta às necessidades termogênicas do organismo.
A exposição crônica a temperaturas frias aumenta as necessidades termogênicas de um organismo. Os adipócitos brancos maduros podem ser transformados em adipócitos pardos para
gerar calor corporal. Em contrapartida, os adipócitos pardos são capazes dese transformar em adipócitos brancos quando o balanço energético é positivo, e o corpo necessita de um aumento na sua capacidade de armazenamento de triglicerídios. Esse fenômeno, conhecido como transdiferenciação.
→A transdiferenciação do tecido adiposo branco em tecido adiposo pardo é induzida por exposição ao frio e atividade física.
As temperaturas frias são identificadas pelo sistema nervoso central, causando aumento na estimulação do sistema nervoso simpático noradrenérgico. A estimulação pelo exercício físico envolve a secreção de peptídios natriuréticos atriais e ventriculares no coração, que atuam sobre o rim, o que, por sua vez, ativa fatores de transcrição essenciais na diferenciação dos adipócitos pardos. Outros fatores que desencadeiam a transdiferenciação incluem a reprogramação dos genes do tecido adiposo por meio da ativação de fatores de transcrição específicos (“reguladores mestres”) e fatores de crescimento,

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