Prévia do material em texto
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// Professor(a): Paulo lemos assunto: acoPlamentos frente: Física i OSG.: 118163/17 AULA 07 EAD – MEDICINA Resumo Teórico Acoplamentos Acoplamentos: Polias acopladas por correia ou engrenagem Observe as figuras abaixo: A A’ Sentidos opostos Mesmo sentido Exceto pelos sentidos das rotações, essas duas montagens são equivalentes. B’ B OO R’R’ RR RR AA A’A’ OO R’R’ O’O’ B’B’ Polia acoplada por correia V 1 V 1 V 2 V 2 V 1 = V 2 Polia acoplada por engrenagem V iv id pi xe ls /1 23 RF /E as yp ix N ik ita S ob ol ko v/ 12 3R F/ Ea sy pi x Para polias acopladas por correia ou engrenagem, as velocidades lineares dos pontos das rodas, em contato com a correia ou na engrenagem, têm o mesmo valor. V 1 = V 2 ⇔ w 1 r 1 = w 2 r 2 ⇔ 2πf 1 · r 1 = 2πf 2 · r 2 ⇔ f1 · r1 = f2 · r2 Polias com mesmo eixo Observe a figura abaixo: Motor V 1 R 1 R 2 V 2 ϖ 1 ϖ 2 Rodas acopladas a um mesmo eixo têm mesma velocidade angular, mesmo período e mesma frequência. As velocidades lineares são diretamente proporcionais aos respectivos raios. w 1 = w 2 ⇔ V r V r 1 1 2 2 = V r V r 1 1 2 2 = Movimento circular uniformemente variado (MCUV) Quando uma partícula descreve uma trajetória circular, e sofre mudança no módulo de sua velocidade angular em um certo intervalo de tempo, então este corpo tem aceleração angular (α). Dessa forma, temos: A aceleração escalar angular média (α m ) é considerada uma razão que está entre a variação de velocidade escalar angular e o intervalo de tempo. α ω m t = ∆ ∆ As equações angulares do movimento circular uniformemente variado são obtidas por analogia com as equações lineares do movimento uniformemente variado. Logo: MUV MCUV Grandezas lineares Grandezas angulares v = v 0 + at ω = ω 0 + α · t s s v t at= + ⋅ + ⋅0 0 21 2 ϕ ϕ ω α= + ⋅ + ⋅0 0 21 2 t t a tm = ∆ ∆ ν α ω m t = ∆ ∆ v2 = v 0 2 + 2α ∆s ω2 = ω 0 2 + 2α · ∆ϕ 2F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// Módulo de estudo OSG.: 118163/17 Exercícios 01. (Enem/2006) Na preparação da madeira em uma indústria de móveis, utiliza-se uma lixadeira constituída de quatro grupos de polias, como ilustra o esquema abaixo. Em cada grupo, duas polias de tamanhos diferentes são interligadas por uma correia provida de lixa. Uma prancha de madeira é empurrada pelas polias, no sentido A → B (como indicado no esquema), ao mesmo tempo em que um sistema é acionado para frear seu movimento, de modo que a velocidade da prancha seja inferior a da lixa. A B 1 2 3 4 O equipamento acima descrito funciona com os grupos de polias girando da seguinte forma A) 1 e 2 no sentido horário; 3 e 4 no sentido anti-horário. B) 1 e 3 no sentido horário; 2 e 4 no sentido anti-horário. C) 1 e 2 no sentido anti-horário; 3 e 4 no sentido horário. D) 1 e 4 no sentido horário; 2 e 3 no sentido anti-horário. E) 1, 2, 3 e 4 no sentido anti-horário. 02. (Enem/2013) Para serrar ossos e carnes congeladas, um açougueiro utiliza uma serra de fita que possui três polias e um motor. O equipamento pode ser montado de duas formas diferentes, P e Q. Por questão de segurança, é necessário que a serra possua menor velocidade linear. Montagem P Motor Polia 1 Polia 2 Polia 3 Serra de fitaCorreia Montagem Q Motor Polia 1 Serra de fita Polia 2 Polia 3 Correia Por qual montagem o açougueiro deve optar e qual a justificativa desta opção? A) Q, pois as polias 1 e 3 giram com velocidades lineares iguais em pontos periféricos e a que tiver maior raio terá menor frequência. B) Q, pois as polias 1 e 3 giram com frequências iguais e a que tiver maior raio terá menor velocidade linear em um ponto periférico. C) P, pois as polias 2 e 3 giram com frequências diferentes e a que tiver maior raio terá menor velocidade linear em um ponto periférico. D) P, pois as polias 1 e 2 giram com diferentes velocidades lineares em pontos periféricos e a que tiver menor raio terá maior frequência. E) Q, pois as polias 2 e 3 giram com diferentes velocidades lineares em pontos periféricos e a que tiver maior raio terá menor frequência. 03. (Fuvest-SP) Uma criança montada em um velocípede se desloca em trajetória retilínea, com velocidade constante em relação ao chão. A roda dianteira descreve u m a v o l t a c o m p l e t a e m 1 s . O raio da roda dianteira vale 24 cm e o das traseiras, 16 cm. Podemos afirmar que as rodas traseiras do velocípede completam uma volta em, aproximadamente, A) 1 2 s B) 2 3 s C) 1s D) 3 2 s E) 2s • (Uerj) Utilize os dados a seguir para resolver as questões de números 04 e 05. Uma das atrações típicas do circo é o equilibrista sobre monociclo. O raio da roda do monociclo utilizado é igual a 20 cm, e o movimento do equilibrista é retilíneo. O equilibrista percorre, no início de sua apresentação, uma distância de 24 π metros. 04. (Uerj) Determine o número de pedaladas, por segundo, necessárias para que ele percorra essa distância em 30 s, considerando o movimento uniforme. 05. (Uerj) Em outro momento, o monociclo começa a se mover a partir do repouso com aceleração constante de 0,50 m/s². Calcule a velocidade média do equilibrista no trajeto percorrido nos primeiros 6,0 s. 06. (UEL-PR-011) Uma pista de corrida de 400 m é constituída por trechos retos e semicirculares, conforme a figura a seguir: 0537-F12-G M Raia 1Raia 1 Raia 3Raia 3 Raia 4Raia 4 Raia 5Raia 5 Raia 6Raia 6 Raia 7Raia 7 Raia 8Raia 8 8 m 8 m 36,70 m 84,76 m Raia 2Raia 2 Suponha que dois atletas, nas curvas, sempre se mantenham na parte mais interna de suas raias, de modo a percorrerem a menor distância nas curvas, e que a distância medida a partir da parte interna da raia 1 até a parte interna da raia 8 seja de 8 m. Para que ambos percorram 400 m, quantos metros o atleta da raia mais externa deve partir à frente do atleta da raia mais interna? Dado: π = 3, 14 A) 10,00 m B) 25,12 m C) 32,46 m D) 50,24 m E) 100,4 m 3 F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// OSG.: 118163/17 Módulo de estudo 07. (UFPA/2013) O escalpelamento é um grave acidente que ocorre nas pequenas embarcações que fazem transporte de ribeirinhos nos rios da Amazônia. O acidente ocorre quando fios de cabelos longos são presos ao eixo desprotegido do motor. As vítimas são mulheres e crianças que acabam tendo o couro cabeludo arrancado. Um barco típico que trafega nos rios da Amazônia, conhecido como “rabeta”, possui um motor com um eixo de 80 mm de diâmetro, e este motor, quando em operação, executa 3000 rpm. Considerando que, nesta situação de escalpelamento, há um fio ideal que não estica e não desliza preso ao eixo do motor e que o tempo médio da reação humana seja de 0,8 s (necessário para um condutor desligar o motor), é correto afirmar que o comprimento deste fio que se enrola sobre o eixo do motor, neste intervalo de tempo, é de: A) 602,8 m B) 96,0 m C) 30,0 m D) 20,0 m E) 10,0 m 08. (FGV-SP) Toda caneta esferográfica possui em sua ponta uma pequena esfera feita de liga de tungstênio, cuja finalidade é transferir a tinta do reservatório para o papel. Quando um desenhista traça uma linha reta, transladando sua caneta com velocidade constante v = 0,2 m/s, a pequena esfera de 0,8 mm de diâmetro gira sobre seu centro com velocidade angular ω, em rad/s, de valor V ω A) 160 B) 200 C) 250 D) 400 E) 500 09. (CPS) Um cidadão brasileiro resolve construir uma bicicleta com objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade do ar e de sua própria saúde. A bicicleta possui uma corrente que liga uma coroa dentada dianteira (D) movimentada pelos pedais, a uma coroa localizada no eixo da roda traseira (T). O rendimento da roda traseira depende do tamanho relativo das coroas. Dos esquemas das coroas representadas a seguir, a roda traseira que dá o maior número de voltas por pedaladas é: A) T D B)T D C) T D D) T D E) T D 10. (UFSCar-SP) Para possibilitar o translado da fábrica até a construção, o concreto precisa ser mantido em constante agitação. É por esse motivo que as betoneiras, quando carregadas, mantêm seu tambor misturador sob rotação constante de 4 r.p.m. Esse movimento só é possível devido ao engate por correntes de duas engrenagens, uma grande, presa ao tambor e de diâmetro 1,2 m, e outra pequena, de diâmetro 0,4 m, conectada solidariamente a um motor. Na obra, para que a betoneira descarregue seu conteúdo, o tambor é posto em rotação inversa, com velocidade angular 5 vezes maior que a aplicada durante o transporte. Nesse momento, a frequência de rotação do eixo da engrenagem menor, em r.p.m., é A) 40 B) 45 C) 50 D) 55 E) 60 11. (Fatec-SP) As rodas dentadas A, B e C têm, respectivamente, 32, 64 e 96 dentes, como mostra a figura a seguir. Sabendo que C, de raio 12 cm, tem velocidade angular de 6 rad/s, a velocidade linear de um ponto da periferia da roda B e a velocidade angular da roda A são, respectivamente, A) 72 cm/s e 9,0 rad/s B) 36 cm/s e 9,0 rad/s C) 72 cm/s e 18 rad/s D) 36 cm/s e 18 rad/s E) 18 cm/s e 36 rad/s 12. (Fuvest-SP) A Estação Espacial Internacional mantém atualmente uma órbita circular em torno da Terra, de tal forma que permanece sempre em um plano, normal a uma direção fixa no espaço. Esse plano contém o centro da Terra e faz um ângulo de 40º com o eixo de rotação da Terra. Em um certo momento, a Estação passa sobre Macapá, que se encontra na linha do Equador. Depois de uma volta completa em sua órbita, a Estação passará novamente sobre o Equador em um ponto que está a uma distância de Macapá de, aproximadamente, Equador N S 40º MacapáMacapá Plano de órbita da estação Eixo de rotação da terra 0547-F12-G M A) zero km B) 500 km C) 1000 km D) 2500 km E) 5000 km Dados da Estação: Período aproximado: 90 minutos Altura acima da Terra – 350 km Dados da Terra: Circunferência no Equador – 40000 km 4F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// MóduLO dE EstudO osg.: 116183/17 13. (Fuvest-SP) Um disco de raio r gira com velocidade angular constante. Na borda do disco, está presa uma placa fina de material facilmente perfurável. Um projétil é disparado com velocidade v em direção ao eixo do disco, conforme mostra a figura, e fura a placa no ponto A. Enquanto o projétil prossegue sua trajetória sobre o disco, a placa gira meia circunferência, de forma que o projétil atravessa mais uma vez o mesmo orifício que havia perfurado. Considere a velocidade do projétil constante e sua trajetória retilínea. O módulo da velocidade v do projétil é w r v A) ω π r B) 2ω π r C) ω π r 2 D) ωr E) πω r 14. (UFU-MG) Um relógio com mecanismo defeituoso atrasa 10 minutos a cada hora. A velocidade angular média do ponteiro maior desse relógio, quando calculada com o uso de um relógio sem defeitos, vale, em rad/s, A) π/2160 B) π/2100 C) π/3600 D) π/1500 15. (UEL) A posição média de um satélite geoestacionário em relação à superfície terrestre se mantém devido à A) sua velocidade angular ser igual à velocidade angular da superfície terrestre. B) sua velocidade tangencial ser igual à velocidade tangencial da superfície terrestre. C) sua aceleração centrípeta ser proporcional ao cubo da velocidade tangencial do satélite. D) força gravitacional terrestre ser igual à velocidade angular do satélite. E) força gravitacional terrestre ser nula no espaço, local em que a atmosfera é rarefeita. Resoluções 01. “Uma prancha de madeira é empurrada 1 3 4 2 BA pelas polias, no sentido A → B …”. Ora, as polias apenas empurram a prancha. Para empurrar, as duas de c ima devem gi rar no sent ido anti-horário e as de baixo no horário. Resposta: C 02. A velocidade linear da serra é igual à velocidade linear (v) de um ponto periférico da polia à qual ela está acoplada. Lembremos que no acoplamento tangencial, os pontos periféricos das polias têm mesma velocidade linear; já no acoplamento coaxial (mesmo eixo) são iguais as velocidades angulares (ω), frequências (f) e períodos (T) de todos os pontos das duas polias. Nesse caso, a velocidade linear é diretamente proporcional ao raio (v = ωR). Logo, v = 2πf · R → f = v/2π.R. Portanto, pontos periféricos de maior raio terá menor frequência. Resposta: A 03. R 1 = 24 cm T 1 = 1 s R 2 = 16 cm V 1 = V 2 W 1 · R 1 = W 2 · R 2 2 2 2 1 24 2 16 16 24 2 3 1 1 2 2 2 2 π π π π T R T R T T s ⋅ = ⋅ ⋅ = ⋅ = = Resposta: B 04. Dado: R = 20 cm = 0,2 m Determinando o número de pedaladas/segundo (frequência). Sendo o movimento uniforme (v = cte): s = v · t ⇒ 2 πR = v · T ⇒ 2 1 πR v= ⋅ f f = v R2π onde v = = 24 30 0 8 π π, m/s f = 0 8 2 0 2 2 , , ⋅ ⋅ = π π pedaladas/segundo = 2 Hz Resposta: 2 Hz 05. Sendo o movimento variado, temos: S s v t at S mo o= + + ⇒ = ( )( ) =0 0 2 2 1 2 1 2 0 5 6 9, V S tm = = = ∆ ∆ 9 6 1 5, m/s Resposta: 1,5 m/s 06. Observe que nos trechos retos as distâncias percorridas pelos atletas das partes interna e externa é a mesma. O acréscimo é devido apenas à distância do trecho externo de raio R = 8 m. Logo: ∆S = πR + πR = 2πR = 2 · 3,14 · 8 — ∆S = 50,24 m Resposta: D 07. Dados: f = 3000 rpm = 50 Hz; D = 80 mm = 0,08 m; ∆t s= 0 8, . ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ S v t S R t S f D t S m = ⇒ = ⇒ ⇒ = = ⋅ ⋅ ⋅ ⇒ = ω π2 2 3 14 50 0 08 0 8 10 , , , .. Resposta: E 5 F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// OSG.: 116183/17 MóduLO dE EstudO 08. V = 0,2 = 2 · 10–1 m/s — R = 0,8/2 — R = 0,4 mm = 0,4 · 10–3 — R = 4 · 10–4 m — W = V/R = 2 · 10–1/4 · 10–4 — W = 0,5 · 103 rad/s — W = 500 rad/s Resposta: E 09. (Veja teoria) Resposta: D 10. Velocidade angular do tambor antes de descarregar: W a = 2πf a = 2π4 → W a = 8π rad/min → ao descarregar W d = 5W a = 5 × 8π = 40π rad/min → frequência ao descarregar → W d = 2πf d → 40π = 2πf d → f d = 20 rad/min. → f d R d = f menor · R menor → 20 · 0,6 = f menor · 0,2 → f menor = 60 rpm Resposta: E 11. Como as rodas giram acopladas cada ponto da periferia de cada uma delas possui a mesma velocidade linear (escalar) V A = V B = V C –– para cada roda o número de dentes é diretamente proporcional ao comprimento de cada circunferência, que por sua vez é diretamente proporcional a cada raio → R A /32 = R B /64 = R c /92 → R A = R B /2 = R C /3 → R A = R C /3 = 12/3 → – R A = 4 cm → R B = 8 cm → R A = 4 cm → R B = 8 cm e R C → R C = 12 cm → W C = V C /R C → 6 = V C /12 → V C = 72 cm/s = V A = V B –– W A = V A //R A –– W A = 72/4 → W A = 18 rad/s Resposta: C 12. Velocidade de qualquer ponto da linha do equador (inclusive Macapá), após uma volta completa da Terra (T = 24 h) — V ∆S/T = 40000/24 — V = 10000/6 km/h — com essa velocidade, no tempo que a estação demora para efetuar uma volta completa (∆t = 90 min = 1,5 h), Macapá percorreu uma distância de V = ∆S/∆t — 10000/6 = ∆S/1,5 — ∆S = 2 · 500 km. Resposta: D 13. O projétil descreve linearmente uma distância 2R (diâmetro) no mesmo intervalo de tempo em que o corpo dá meia-volta (R), ou seja: Projétil S = v · t 2R = v · t t = 2 1 R v ( ) Corpo S = v · t πR = ω R · t t R R = π ω ( )2 De (1) e (2), temos: 2R v = π ω v R = 2ω π Resposta: B 14. Num relógio sem defeitos o ponteiro dos minutos ao efetuar uma volta completa (60 min) efetua um ângulo de 2π rad — no relógio defeituoso, ao efetuar uma volta completa (50 min) ele efetuará um ângulo q rad — regra de três — 60 min — 2π rad — 50 min — q rad — q = 100π/60 — q = 5π/3 rad — o relógio sem defeitos medirá esse ângulo sendo efetuado em 1 h = 3600 s — W = ∆q/∆t = (5π/3) / 3600 — W = π/2160 Resposta: A 15. Se o satélite é geoestacionário, ele está em repouso em relação à Terra. Para que isso ocorra, a velocidade angular do satélite deve ser igual à velocidade angularda Terra. Resposta: A SUPERVISOR/DIRETOR: Marcelo Pena – AUTOR: Paulo Lemos DIG.: Raul – REV.: Amélia