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Observe a imagem QUAL A AFECÇÃO DESTE ANIMAL? Diferencie este quadro do ocorrido em equinos quanto a etiopatogenia. Como é feito o Diagnóstico? Quais são os possíveis tratamentos? Hérnia Inguinal BOVINOS: é hereditária, sendo o defeito congênito mais frequente na espécie. Seu conteúdo é geralmente abomaso pela localização, mas também pode ser omento e intestino. Quase sempre (45%) é associado à infecção umbilical por má antissepsia. Pode estar associada a abscessos subcutâneos ou infecção remanescente do umbigo mal curado. São três os remanescentes umbilicais: úraco (vestígio da ligação com a bexiga), veia umbilical (se tornou ligamento redondo do fígado), e artérias umbilicais (artérias ilíacas internas, e ligamentos laterais da bexiga). EQUINOS: tem característica congênita e hereditária também, mas pode ocorrer por trauma do cordão umbilical no parto. A redução espontânea ocorre às 3 semanas de vida, sendo em geral pequenas, redutíveis e não complicadas. Em caso de encarceramento, é necessário a cirurgia de emergência. O conteúdo varia entre omento, intestino e gordura retroperitoneal. por anamnese, sinais clínicos (aumento de volume na região umbilical), palpação (em bezerras, faz-se em decúbito lateral ou dorsal), ultrassom (vê-se aderências), diferencial para onfalite, abscesso umbilical, hematoma. Tratamento cirúgio por meio de herniorrafia aberta com remoção do saco herniário, abcessos umbilicais e remanescentes umbilicais Anel menor que 5cm: palpação diária, redução pode ser espontânea até 4 meses, usa-se bandagem abdominal, injeção de substâncias irritantes ao redor do anel (para que ele feche depois da redução da hérnia e evite recidivas). Anel maior que 5 cm: tratamento cirúrgico (herniorrafia aberta ou fechada), com imbricação lateral, sutura padrão sultan ou simples contínua. Em anéis maior que 15cm, usa-se a malha, pois obviamente a pressão é maior. 2 Qual a técnica cirúrgica utilizada? Descreva-a. 3 Qual é a afecção apresentada? Como é feito o diagnóstico? Como é o tratamento? Onfalite Infecção do umbico e das estruturas associadas ocorre comumente em animais pecuários recém nascidos, sendo particularmente mais comum em bezerros do que em potros, estando associado ao nível de contaminação do ambiente em que nascem, pela falha de imunidade passiva ou por manejo inadequado, como o tratamento tardio do umbigo. Dentre os agentes patógenos, os mais comuns são : Arcanobacterium pyogenes em bezerros, e E. coli em potros. por anamnese, sinais clínicos, ultrassom, e hemograma. Tratamento conservativo: drenagem do abscesso e injeção de antissépticos na fistula Tratamento cirúrgico: remoção em bloco dos remanescentes umbilicais infectados, remoção do ápice vesical quando afetado, pós operatório com antibioticoterapia sistêmica. 4 Que tipo de hérnia é esta? Esta é uma hérnia verdadeira ou falsa? Qual a técnica de herniorrafia utilizada? Descreva-a. Hérnia inguinal Não lembro a resposta mas tinha a ver com se era femea tinha que ter rompido o peritônio. Suínos: mais comum em machos, detectado durante a castração, com redução espontânea e alta recidiva. Tratamento cirúrgico: retorce o cordão espermático > ligadura do cordão > sutura do anel inguinal > dermorrafia. 5 Que afecção é esta? Diferencie-a quanto ao acometimento e bovino e equinos. Como pode ser feito o diagnóstico? Hérnia inguinal Equinos: comum ser bilateral em potros (resolução espontânea fazendo repouso em baia e manipulação diária). Em animais maiores usa-se bandagem inguinal. O conteúdo é geralmente íleo e jejuno Diagnostico por palpação retal e percutânea Tratamento cirúrgico: redução da hérnia por acesso inguinal e fechamento do anel inguinal externo. Bovinos: comum em touros maduros, sendo o lado esquerdo o mais acometido. Diagnostico por palpação retal, com aspecto de ampulheta. Tratamento cirúrgico: acesso inguinal > retorce o funículo e sutura o anel externo OU Acesso pelo flanco > reduz a hérnia e sutura cega do anel interno. Palpação retal. 6 1)Que afecção é esta? 2)Qual a espécie mais acometida? 3) Qual a técnica cirurgica utilizada? Hérnia diafragmática Bovinos. Ocorre por traumatismo, distocia, e reticulo-pericardite. Em casos de grandes rupturas há menos chance de estrangulamento. Ruminantes: jejum 2-3 dias, láparo-rumenotomia prévia para esvaiar o rúmen e o reticulo. A abordagem pode ser: mediana ventral, paramediana ou paracostal Equinos: diferencial para cólicas estrangulastes de ID. Faz-se celiotomia mediana ventral cranial em casos de traumas ventrais, ou paracostal em traumas dorsais (Um segundo cirurgião, trabalhando através de uma incisão de laparotomia, pode ser necessária para ajudar com a reposição dos órgãos abdominais (intestino e fígado) e suturando o anel herniário) Outro ponto importante na abordagem intratorácica é a remoção de ar antes de cerrar o último nó da sutura, para reestabelecer a pressão normal da cavidade (pode ser feito inflando os pulmões). 7 Que Afecção é esta? Como é feito o Diagnóstico? Como é o tratamento e quais cuidados devem ser tomados? Hérnia incisional ou eventração por anamnese (histórico de trauma ou cirurgia), sinais clínicos (aumento de volume, total ou parcialmente redutível, auscultação visceral), ultrassom. Diferencial pra abscessos, hematomas, hérnias e neoplasias reintervenção cirurgica – operar na hora certa, o que significa tratamento pré-operatório e cicatrização total da ferida e eliminação da infecção. Em caso de eventração pós cólica, operar no mínimo após 3 meses Cuidado com aderências. Deve-se usar padrão e material de sutura resistentes, e membranas biológicas se possível. 8 Que afecção é esta? Como deve ser tratado esse caso? (Urgência ou Emergencia?) Quais os sinais clínicos? Qual o tratamento? Evisceração EVISCERAÇÃO É CASO DE EMERGÊNCIA!!! • Sedação X Anestesia: procurar conter e acalmar o animal (com sedativos se necessário), para inclusive evitar maiores danos aos órgãos expostos. • Viabilidade das alças: elas podem ser pisoteadas pelo animal, sendo contaminadas, danificadas ou rompidas. • Antibioticoterapia de amplo espectro: Penicilina, Gentamicina, Metronidazol. • Re-intervencao cirúrgica: com lavagems da cavidade abdominal, e, em caso de segmentos inviáveis, ressecçãoo e anastomose. A Lavagem peritoneal pos-operatoria auxilia na prevenção de aderências e peritonite. drenagem de líquidos serosanguinolento, palpação da ferida, apresentando falhas e ultrassom. Deve-se observar a exposição visceral e do omento. 9 1)Que estruturas são estas apontadas pelas setas em preto? 2)Qual a importancia destas estruturas para a afecção de Hemiplegia laringeana? 3)Como é feito o diagnóstico de hemiplegia? E como são classificados os graus de hemiplagia laringea? 4) Quais os diagnósticos diferenciais? As causas estão relacionadas a degeneração axonal do nervo laríngeo recorrente esquerdo secundário a garrotilho, trauma, substancias toxicas, químicas etc. 1 e 2) Ventrículos são depressões alongadas caudais às pregas vocais formadas pela dobra da membrana mucosa. Cada ventrículo apresenta um divertículo, o sáculo, que possui glândulas mistas cuja secreção lubrifica as pregas vocais. Durante a inspiração, ocorre a sua eversão e chacoalhamento na laringe, que pode obstruir a via aérea e provocar roncos. 3) Diagnostico: Histórico e endoscopia com o animal em repouso ou logo após o exercício, ou durante ele, com o movimento na esteira. A palpação da laringe pode apontar atrofia de musculatura. O teste da palmada/slap tast também pode ser feito, onde se dá um tapa no animal com o endoscópio, pra confirmar se durante o susto ele consegue fechar a laringe totalmente. Existem quatro graus de hemiplegia usados para avaliar a gravidade da doença, descritos segundo Lavoie (1997): Grau I- Abdução e adução sincronizadas simétricas completas das duas cartilagens aritenóides; Grau II- Movimento não sincronizado da cartilagem aritenóide esquerda, mas a abdução completa pode ser induzida pordeglutição ou oclusão das fossas nasais; Grau III- Movimento não sincronizado da cartilagem aritenóide esquerda, abdução completa da cartilagem aritenóide esquerda não pode ser induzida por deglutição ou oclusão das fossas nasais; Grau IV- Assimetria das cartilagens aritenóides, repouso e falta de movimento substancial da cartilagem aritenóide esquerda durante qualquer fase da respiração. Diagnóstico diferencial para condrite das aritenóides (inflamação da cartilagem com obstrução parcial – onde o ventrículo também pode inverter), cisto de retenção sub epiglótico (retenção), garrotilho (edema da faringe), neoplasias de laringe, deslocamento dorsal do palato mole, sendo o ultimo o principal diferencial. 10 Quais as diferenças entre as duas técnicas descritas nas seguintes imagens? Laringotomia: recomendada nos graus 1 e 2, permite o acesso ao lúmen da laringe, epiglote, e palato mole. Através dela, é possível a realização de ventriculectomia, estafilectomia, aritenoidectomia e ressecção de cisto da epiglote. Ventriculectomia: Uni ou bilateral, consiste na remoção do revestimento mucoso do ventrículo laríngeo, caudal à prega vocal, levando a uma retração e aumento da glote, eliminando ou diminuindo o ruído. Nos casos graves de hemiplegia laríngea, é indicada uma cirurgia adicional envolvendo a inserção de uma prótese laríngea para abduzir a cartilagem aritenóides e a prega vocal. 11 1) Qual a técnica cirúrgica apresentada? Descreva-a. Cricoaritenoidopexia: fixação da aritenoite às cricoides em abdução, tomamando cuidado para não exagerar. A sutura é feita entre a cricóide e o processo muscular da aritenoide, devendo ser resistente e inabsorvivel. Se a abertura for exagerada, o animal pode adquirir uma pneumonia aspirativa, sendo importante o acompanhamento com endoscópio. 12 2-2 Laringotomia-cricoaritenoidopexia e ventriculectomia A dispneia inspiratória devido à hemiplegia laríngea (rugido) é um sinal clínico comum em cavalos que necessitam de tratamento cirúrgico para aumentar o lúmen laríngeo reduzido [o6gA]. Muitos procedimentos para aliviar a hemiplegia laríngea foram utilizados. Das várias técnicas, a combinação de cricoaritenoidopexia com ventriculectomia unilateral ou bilateral deu os melhores resultados. Em vez de glicina, é preferida uma ligadura dupla de intestino crômico de tamanho pesado para a cricoaritenoidopexia. Cirurgia O cavalo é posicionado em decúbito lateral direito em anestesia geral com a cabeça e o pescoço estendidos. É feita uma incisão na pele paralela e ventral à veia linguofacial desde a borda craniana da laringe até o segundo anel traqueal [o7o). A fáscia subcutânea é incisada com um bisturi. O aspecto dorsolateral da laringe é abordado por dissecção romba. O processo muscular da cartilagem aritenóide é penetrado a partir da lateral medial com uma agulha pontiaguda de 20 Deschamp [o7r]. O intestino duplo crômico é enfiado no olho da agulha e puxado pelo processo muscular. A parte medial da ligadura é colocada sob o músculo crioaritenóideo usando a agulha de Deschamp. A agulha é então passada, de medial para lateral, através da borda caudal da cartilagem cricóide, cerca de 2 cm lateral à crista mediana. A agulha passa através da cartilagem, mas não através da membrana mucosa, para o lúmen da laringe. A agulha emerge aproximadamente no crânio até a borda caudal do cricóide [072]. A parte medial do fio é enfiada na agulha e puxada através da cartilagem cricoide [073]. As duas extremidades da ligadura são amarradas [074) com tensão suficiente para retrair completamente a cartilagem aritenóide; isso pode ser verificado por laringoscopia [o6gB]. Um dreno de vácuo é colocado na cavidade da ferida. Os tecidos fasciais subcutâneos e profundos são fechados com uma sutura contínua simples e a pele com suturas interrompidas, utilizando material absorvível sintético. O paciente é então posicionado em decúbito dorsal; o nariz é apoiado para impedir a extensão extrema do pescoço. A cavidade laríngea é aberta (ver 2-3); a cartilagem crioide não é incisada. A membrana mucosa do sáculo laríngeo esquerdo é removida. A borda do sáculo laríngeo é incisada em sua borda caudal [075] e o dedo indicador é levado submucosalmente para libertar e depois evertir a membrana mucosa. A membrana mucosa evertida é ressecada com tesoura o mais próximo possível da base, sem danificar a cartilagem adjacente (076). Para evitar a aspiração de corpo estranho durante a recuperação e a recuperação, a pele é fechada com algumas suturas interrompidas não absorvíveis. Se ocorrer dispneia pós-operatória um tubo de traqueotomia é inserido através da ferida de laringotomia ou é realizada traqueotomia (ver 2-5). Antibióticos são administrados. O dreno de vácuo é removido após dois a três dias. A ferida de laringotomia é limpa diariamente e cicatriza satisfatoriamente por segunda intenção. o cavalo é confinado a uma caixa por mais de semanas.Depois de dois meses no pasto, o cavalo pode retornar ao treinamento.O 13 Que afecção é esta? Quais os tipos de tratamento? Diagnóstico: por endoscopia, com alteração na forma, tamanho e coloração do etmoide. E radiografia, que possibilita delimitar o tamanho do hematoma e o envolvimento dos seios nasais. Tratamento conservativo: com injeção de formol 4% via endoscopia no hematoma, para involução do tecido, porém tem alta taxa de recidivas. Tratamento cirúrgico: é complexo, com significativa perda de sangue, sendo preferencialmente feita com criocirurgia, laser ou curetagem. 14 Que afecção é esta? Quais os sinais clínicos? Como é feito o diagnóstico? Quais os diagnósticos diferenciais? Empiema da bolsa gutural: Infecção através da abertura faringeana da tuba ou por disseminação linfática. Em sua maioria é causada por streptococcus equi (garrotilho), com presença de conteúdo purulento e ruptura de abscessos retrofaringeos. Mais comum em animais jovens. Podem se formar condroides por concreção de pus (desidratação). Sinais clínicos: Descarga nasal intermitente uni ou bilateral de cor branca ou opaca e sem odor, que piora quando abaixa a cabeça, e causa dificuldades em deglutir e respirar. Aumento de volume na região parotídea e causa dor. Pode apresentar dispneia e disfagia também. Diagnóstico: descarga nasal crônica, radiografia de projeção latero-lateral para visualização da linha de fluido e massas, e oblíqua para definir o lado afetado. Endoscopia (a descarga purulenta pode ser vista através do orifício da entrada da bolsa), aspiração de conteúdo com agulha (de forma asséptica), e leucocitose. Diagnóstico diferencial para pneumonia, timpanismo da bolsa gutural, sinusite, e outras afecções do trato respiratório superior. Tratamento conservativo: antibioticoterapia e lavagem diária com solução salina através de uma sonda. Soluções antissépticas irritantes não são indicadas, pois podem causar lesões nos constituintes de bolsa. Tratamento cirúrgico: Acesso à bolsa (vias: triângulo de viborg; whitehouse, whitehouse modificada, ou iovertebrotomia), com criação de uma fenestra para drenagem conteúdo purulento. 15 Que afecção é esta? Como é feito o diagnóstico? Como é o tratamento? Deslocamento dorsal de palato mole Sinais clinicos: percebidos mais facilmente durante o exercício. Os animais apresentam intolerância ao exercício, (quando o palato mole desloca, o animal diminui a velocidade ou para), tosse, e ruídos respiratórios são notados, parece que o animal está engasgado. Quando o palato mole retorna a posição anatômica normal, durante o repouso, o animal não apresenta ruídos parecendo ser assintomático. Fadiga e disfagia pós exercício também podem ser notados. Diagnóstico: anamnese e sinais clínicos, e endoscopia que deve ser feita logo após o exercício, ou com o animal se exercitando na esteira. Tratamento: Enrijecimento com 5ml de politetrafluoroetileno no caso de epiglotes pequenas, miectomia dos músculos que tracionam a laringe com acesso no pescoço (m. esternotireóideo), ou estafilectomia, que por acesso vialaringotomia é feita a remoção parcial do palato mole. Também pode combinar as técnicas, como miectomia e estafilectomia, de acordo com o quadro do animal. Conservativo pode ser feito com antiinflamatórios e antibióticos, dependendo da causa primária. 16 Que técnica é esta? Ela é usada para quais afecções? Como é feito o dignóstico para esta afecção? Trepanação Sinusite Palpação dos seios Sinais clínicos: corrimento nasal geralmente unilateral, podendo ser desde conteúdo sanguinolento a mucopurulento e fétido (hemorrágico é indicativo de lesões neoplásicas ou granulomatosas). Halitose em casos de problemas dentários, deformação da face, dificuldade respiratória, mastigação anormal (também relacionado a problemas dentários), podendo até apresentar fístulas sinusais. O animal também apresenta dificuldade respiratória. Diagnóstico: por anamnese sinais clínicos, percussão dos seios (realizar com a boca aberta, para aumentar o som), exame da cavidade oral em busca de alterações, RX (melhor método para estabelecer a localização e extensão da lesão. Achados anormais incluem opacidade, líquido livre no seio paranasal, anormalidades dentárias e ósseas), endoscopia (pode ser útil para determinar a origem da descarga nasal, ou avaliar a integridade da via nasal do lado afetado), sinocentese (centese percutânea do seio) onde se faz uma abertura de um orifício com um pino intramedular, drenagem do conteúdo e lavagem dos seios. (procedimento asséptico, método de diagnóstico e terapêutico). 17 1)Que técnica cirurgica é esta?Em quais casos deve ser utilizada? 2) Descreva a técnica. 1) Traqueostomia- utilizada em casos de emergencia onde animal apresenta risco de morte por obstrução das vias aéreas superiores 18 Qual a afecção deste animal? Como deve ser feito o tratamento? Contratura de tendão Extensão manual por 15 minutos a cada 6h, fisioterapia para retorno funcional, oxitetraciclina IV (causa miorrelaxamento) e tala, que exerce uma força contrária do tendão, mantendo o membro estendido. É comum complicações de deformidade angular após a resolução da contratura. 19 Qual a afecção deste animal? Como deve ser feito o tratamento? Ruptura tendínea Ruptura do tendão extensor comum dos dedos: o tendão se insere sobre a articulação do carpo, e, quando rompido, o animal permanece com o membro flexionado. 2) Tala para forçar a extensão do membro – lembrar como é colocada as talas, qual seção ela pertence. Bandagem baixa? Alta? Robert jones? 20 Qual a afecção deste animal? Como deve ser feito o tratamento? Flacidez flexora Exercícios para estimular o animal O tratamento é baseado no fortalecimento muscular da área, portanto o animal deve ser exercitado de forma controlada (em área plana de tamalho limitado). Faz também casqueamento e retirada de talão, que diminui o efeito oscilatório. Talas não são indicadas, e bandagens são usadas como proteção em áreas de contato com o solo. 21 Qual deformidade flexural este animal tem considerando que este é um membro anterior esquerdo? Como definimos atraves da radiografia esta deformidade? Imagem de um carpo com deformidade valgus. Ponto pivô. 22 1) Para o tratamento cirúrgico, quais os parâmetros para utilização da técnica de transseção e elevação de periósteo e ponte transfisária? Transecção e elevação de periósteo (até 4 meses de idade): causar injurias próximas a fise no lado menor para estimular seu crescimento. A incisão no lado côncavo pode ser feita em T invertido, que alivia a pressão sobre a placa de crescimento, e o estimula. Em casos leves a eficácia é questionável, assim como o tratamento conservativo. Ponte transfisária (animais acima de 5 meses): baseia em restringir o crescimento fisário no lado convexo com parafusos corticais e cerclagem em 8 com dois parafusos (1 na epífise 1 na diáfise), removendo-os antes do animal se alinhar. Pode também utilizar grampeamento. Obs: não se pode esperar os lados igualarem para retirar a ponte, pois o efeito dela permanece por algumas semanas, podendo converter um valgus para um varus. 23 Que afecção é esta? Quais os sinais clínicos? Quais as opções de tratamento? Osteocondrose Efusão sinovial, claudicação se baseia em combater a inflamação. Como lesões superficiais de cartilagem articular não cicatrizam, a estratégia é aprofundar para que haja cicatrização pelo osso subcondral: remove fragmento, cureta e lava. Conservativo: repouso, corticoide intra-articular para bloquear inflamação com triancinolona para articulações de alto movimento e metilprednisolona para de baixo movimento (tem ação antro protetora). AI para lubrificar e diminuir a dor, e glicosaminoglicanos IM ou VO que ajuda na composição do liquido sinovial. As lesões císticas não respondem ao tratamento conservativo Cirúrgico: artroscopia é o melhor acesso para tratamento principalmente em casos de degeneração articular ou presença de fragmento livre, para lavagem articular também. 24 Que afecção é esta? Qual o primeiro procedimento que deve ser feito diante deste quadro? Como identificamos quais estruturas foram afetadas? Ruptura tendínea Lavagem articular O aparato flexor tem papel de sustentação e flexão, o que torna o prognostico mais desfavorável quando acometido. A primeira medida é verificar se há lesão articular pelo teste de integridade articular, onde se pressiona solução estéril na articulação para ver se vaza. Verificar qual flexor foi rompido: Ruptura dos três: o boleto encosta no chão, sem apoio do casco. Ruptura do superficial e profundo: o boleto encosta no chão, e o talão também apoia. Ruptura do superficial: o boleto não encosta no cão , o casco com apoio total no chão. 25 Qual estrutura está sendo acometida neste cavalo? Qual o tratamento? Patela aprisionamento do ligamento patela medial à troclea medial do fêmur em posição de extensão máxima. O Andamento é bem evidente. Bovinos e equinos têm três ligamentos patelares. Tratamento conservativo: aumentar o tônus muscular, principalmente em animais jovens com exercício, adequar a dieta, pois é melhor que o animal esteja mais pesado pois dá mais estabilidade. Injeção peri ou intra-ligamentar com substancia que encurta o ligamento (iodo ou contrairritantes , WORKALIN) Tratamento cirúrgico: menos agressivo: incisões múltiplas no ligamento patelar medial (splitting), desmotomia patelar medial (maior risco de complicações) 26 Qual estrutura está sendo acometida neste cavalo? Qual o tratamento? Extensor digital lateral – harpejamento onde o cavalo flexiona muito o membro ao andar. Flexura exagerada do membro, o animal levanta desproporcionalmente. Causa associada a lesões, feridas. Acomete o músculo extensor dos dedos, que com a contratilidade aumentada faz com que o movimento seja exagerado. Tratamento cirúrgico: tenotomia do tendão extensor lateral dos dedos (posiciona distal ao jarrete) e miectomia da parte do ventre medial do músculo (próximo ao jarrete). Retira todo o fragmento. Pós-operatório: repouso em baia por até 10 dias, até a retirada dos pontos. Depois introduzir gradualmente o exercício. 27 tratamento da pododermatite Aséptica pododermatitepode resultar da penetração de corpos estranhos ou de hematomas generalizados que podem acompanhar o peso irregular e / ou laminite crônica. causa hemorragia e / ou necrose das lâminas sensíveis; a infecção bacteriana das lâminas sensíveis danificadas pode ocorrem primariamente (em trauma de penetração) ou secundariamente por infecção contígua ou hematogênica. O resultado é uma claudicação grave causada por dor provocada pelo exsudato sob pressão entre as lâminas sensíveis e a sola [349]. O calcanhar do lado afetado pode estar inchado, devido à extensão do processo séptico. SurgeiJ '· Analgesia pode não ser necessária. Quando presente, o trato deve ser seguido em todo o seu comprimento [350]. Todas as solas separadas devem ser removidas. Se a área afetada for pequena, cortar os chifres, vestir o defeito com um desinfetante e confinar o animal em camas macias ou pastagenssecas por alguns dias pode ser suficiente para permitir a cura. Freqüentemente, porém, o exsudato diminui bastante a buzina. Devido à presença de pododerma necrótico, esse corno deve ser removido, mesmo que ocorra um grande defeito [35 1). O material necrótico em estruturas mais profundas deve ser removido da mesma forma, como neste caso de sequestro ósseo do osso do pedal [Jsz]. O defeito deve ser vestido com desinfetante e embalado com gaze, algodão e um curativo de pressão à prova d'água. Em casos de inflamação extensa e / ou claudicação grave, o dígito sonoro é calçado com um bloqueio, causando um dano nulo no dígito afetado e para facilitar a cicatrização. O curativo deve ser renovado após uma semana. Casos graves de infecção óssea podem exigir tratamento prolongado. 28 Uretrotomia indicações para a realização de uretrotomia isquiática são obstruções da uretra por cálculos eb remoção de pequenos cálculos vesicais. Surge1y. A uretrotomia isquiática é mais facilmente realizada no animal em pé, porque a incisão deve ser feita precisamente na linha média perineal. Para bezerros e cabras, a posição vertical é mantida posicionando o animal em uma mesa em decúbito ventral, com os membros posteriores pendurados. Animais maiores (neste caso, o cavalo) devem ser fisicamente restringidos, administrados analistas epidurais caudais; esia (bloqueio posterior) e a cauda !. Sobrecarga aérea r2s3]. O cateterismo pode facilitar a localização da uretra. Na região perineal é feita uma incisão na pele da linha média. A dissecção exata da linha média é continuada entre as barrigas emparelhadas do músculo pênis retrator através do músculo bulbo-esponjoso, corpo esponjoso e mucosa uretral na uretra (254) .A incisão na uretra deve ser grande o suficiente para permitir a entrada de um fórceps de agarrar [255] Nos casos de cálculo vesical, o fórceps é introduzido na bexiga e a mão livre é passada para o reto, a fim de guiar o cálculo para o fórceps. Atualmente, a remoção do cálculo vesical é geralmente realizada por meio de uma laparocistidotomia ou pelo abordagem pararretal (ver 5-14), mas a uretrotomia é definitivamente indicada nos casos de cálculos uretrais; a incisão deve ser feita o mais próximo possível do local da obstrução. No pós-operatório, a bexiga está completamente lavada. A ferida cicatriza por segunda intenção [256 Nos casos em que uma fístula crônica é indicada (uretrostomia), a mucosa uretral é suturada à pele e um cateter temporário é inserido.O antibiótico sistêmico é opcional . 29 Sabendo que traumas na lingua de equinos pode ser uma afecção comum devido o uso de embocaduras, como seria feito o tratamento para esta lesão? Caso a lesão fosse superficial, qual tratamento adotariamos? Lesões superficiais: limpeza com líquido de Darkin ou clorexidine a 5%, curativos diários com glicerina iodada a 2%, curetagem de tecido necrosado. Lesões profundas: sutura com fio absorvível após avaliação da viabilidade do segmento distal, e devida remoção do tecido superficial (reavivamento de borda). O tempo máximo para realizar a sutura são 4h, pois se trata de uma ferida bastante contaminada. O grande sangramento causa um grande impacto ao proprietário, que aciona o veterinário o mais rápido possível, sendo vantajoso para o prognóstico. Em casos de inviabilidade do coto, deve-se realizar a sua amputação. A viabilidade é estabelecida de acordo com a avaliação da borda, temperatura, coloração e aspecto do segmento distal. Pós operatório: lavagem bucal 2 a 3 vezes ao dia, com aspersões de antissépticos bucais em spray (sendo a clorexidina a mais usada), alimentação menos grosseira. 30 Descreva a afecção odontológica que está afetando casa arcada destes equinos. A- crescimento excessivo de incisivo por falta de oclusão B- superfície oclusal diagonal C- Curvatura ventral D- curvatura dorsal Embaixo: As chamadas rampas e ganchos são ocasionadas pelo crescimento irregular do dente devido ao contato incompleto com o dente contralateral (não coincide arcada, fratura, prognatismo/bragnatismo). A diferença entre eles é a proporção, onde nos ganchos a altura é maior que o comprimento, e na rampa o comprimento é maior ou equivalente à altura. O mais comum é a formação de ganchos no 2º pré-molar maxilar (cranial), e consequentemente, rampas no último molar (caudal). 31 Tratamento de corpo pré-maxilar e mandibular Fraturas da maxila e mandíbula foram observadas em todos os animais grandes, mas ocorrem com maior frequência em cavalos e gado. Traumatismo autoinfligido e violência externa são as causas mais comuns. Em cavalos, as fraturas envolvendo os dentes incisivos e um fragmento de tamanho variável da pré-maxila ou mandíbula ocorrem com freqüência (033). Os dentes decíduos em animais jovens são freqüentemente envolvidos. Como esses dentes têm raízes curtas, a lesão geralmente é menor e tem poucas consequências. a luxação dos dentes incisivos é óbvia. A ferida pode ser embalada com ração se o animal tentar comer. Os dentes podem estar soltos, quebrados ou ausentes. Cirurgião A cirurgia deve ser realizada em decúbito lateral sob anestesia geral. o tecido de granulação, se houver, é removido e a ferida é cuidadosamente limpa e desinfetada.O fragmento deve ser fixado à pré-maxila ou mandíbula prendendo os dentes incisivos, mas também pode ser necessária a compressão na direção caudal. 034 para a fixação caudal, mas se ausente (como neste caso), um parafuso cortical é colocado no espaço interalveolar [034] Para impedir que o fio escorregue dos dentes, ranhuras são feitos com uma serra de corte ou lima no pescoço dos terceiros incisivos [035) e nos dentes caninos. Ao apertar o fio de cerclagem de aço inoxidável ao redor dos dentes não fraturados, o fragmento é estabilizado lateralmente, e uma estabilização e compressão adicionais são obtidas aplicando e apertando o fio ao redor do dente canino ou do parafuso (036]. No pós-operatório, geralmente não há problemas associados a preensão ou mastigação. a cura da fractura ocorre em 4-8 semanas, dependendo da idade do paciente. Depois de curar o fio tem de ser removido. 32 tratamento de mandibular interdental espaço fractura fractura no espaço interdental é o mais comum ti · acture envolvendo o rami horizontal da mandíbula. As fraturas podem ser unilaterais ou bilaterais [037] e geralmente se compõem na boca. As fraturas do espaço interdental unilateral sem luxação grave curam espontaneamente. As fraturas bilaterais dos espaços interdentais causam luxação da parte rostral [038], Cirurgia.A operação deve ser realizada com o paciente em recidiva lateral sob anestesia geral. Nesse caso, a fixação intramedular foi escolhida porque o segmento da fístula rostral era muito curto para plaqueamento ou transfixação. A implantação das unhas precisamente no ramo mandibular sem danificar as raízes dos dentes exige monitoramento radiográfico durante a cirurgia para garantir a inserção precisa da broca. Após a reposição da fratura, um orifício é perfurado em cada ramo mandibular, começando medioventralmente aos dois primeiros dentes incisivos II ou entre o primeiro e o segundo dentes incisivos. As duas hastes Rush, previamente cortadas no comprimento necessário e contornadas corretamente, são inseridas com um martelo e um pêndulo [039]. É importante que as unhas não danifiquem as raízes dos pré-molares [040]. A alimentação pós-operatória deve ser modificada, mas a amamentação pode ser permitida. No caso de fratura composta, ocorre frequentemente seqüestro ósseo; nesse caso, o material purulento geralmente escapa das vias de drenagem dentro e / ou fora da boca. Sequestra deve ser removida, após o que a descarga cessa. A cura da fratura ocorre em 4-8 semanas, dependendo da idade do paciente; implantes podem então ser removidos. 33 Como é conhecido esse quadro clínico? O que ocasiona? Qual o tratamento? Consiste na inflamação crônica do palato duro junto aos incisivos superiores. Pode ser causada por traumas leves e constantes por alimentação com milho inteiroou outros alimentos grosseiros, ou por aerofagia. Tratamento: correção alimentar, descarte das afecções dentárias, remoção cirúrgica e cauterização térmica (queima com colher de cozinha quente) sob bloqueio anestésico local. Em casos de aerofagia utiliza-se colar ou miectomia modificada de Forssell. Curativos diários com glicerina iodada durante 5 dias, BID. 34 Sinais clínicos: dor, aflição, deglutição vigorosa, sialorréia,às vezes o animal mantém a cabeça estendida, movimentos de lateralidade da língua, tosse, podendo haver infecção local e necrose. Os mais clássicos são saída de água pelo nariz e sialorreia, ambos por não conseguir deglutir. Também pode apresentar secreção nasal esverdeada 1) Qual o possível diagnóstico? -Obstrução de esôfago -Tratamento: remoção mecânica do problema com lavagem (sonda calibre 17mm e por dentro uma 10. Injeta liquido na menor pra sair na maior) , ou através de uma esofagoscopia armada com pinça (basket), ou esofagotomia. 35 Qual o diagnóstico? Tratamento? Prognóstico? RUPTURA ESOFÁGICA Tratamento: com debridamento da região, esofagoplastia e implante de membrana biológica (saco pericárdio). O prognóstico é de reservado a ruim, mas depende do tipo e local da lesão. Uma lesão traumática ou perfuração leve tem um prognostico menor por não haver necrose da área, sendo necessário um debridamento leve das bordas para suturar. Em caso de necroses, cria-se um acesso na porção mais aboral do esôfago (esofagostomia), mantendo a sonda para alimentar por aprox. 15 dias, enquanto a ferida cicatriza por segunda intenção. Após a retirada da sonda, ocorre a cicatrização da ferida do acesso também, que por ser uma ferida incisional, ocorre de forma mais rápido. Durante este processo das cicatrizações, deve-se fornecer alimentos tenros. 36 37 Qual afecção do trato gastrointestinal está sendo represenada nesta imagem? Compactação de íleo: alteração/lesão da parede do segmento intestinal. Inicialmente tem caráter não estrangulante. Comum pela ingestão de fibra de má qualidade, verminoses (ascarídeo que obstrui e induz intussuscepção) , compactação de jejuno, hipertrofia de íleo, arestas dentárias que levam à deficiência da mastigação, e pode também ser secundária à compactação de ceco. Muito comum em certas áreas do Brasil. Sinais clínicos: o primeiro deles é a ausência da descarga da válvula ilio-cecal, que leva a um acúmulo do conteúdo, que naturalmente passa a ficar mais denso, tendo compactação. O animal apresenta dor abdominal de leve a severa, refluxo enterogástrico, desidratação, e distensão de ID à palpação trans-retal. Diagnóstico: através do histórico, sinais clínicos, palpação, refluxo e laparotomia exploratória. Tratamento conservativo: hiperidratação, analgesia com Flunixin Meglumine (0,5 a 1mg/kg), descompressão gástrica do refluxo, e cartáticos como sal amargo 1g/kg. Tratamento cirúrgico: remoção da compactação por massageamento, enterotomia ou tiflotomia. Em casos de hipertrofia, faz-se a enterectomia do íleo, realizando uma jejunocecostomia (óstio entre o jejuno e o ceco, bypass). 38 Qual afecção do trato gastrointestinal está sendo represenada nesta imagem? Quais estruturas estão envolvidas? Encarceramento no forâme epiplóico Mesentério e instetino delgado 39 Sinais clínicos: histórico de cobertura recente, dor abdominal aguda não responsiva à terapia, rápida alteração dos parâmetros, desidratação moderada a severa, refluxo enterro-gástrico. Qual o provável diagnóstico? Esta afecção acomete quais faixas etárias? Encarceramento inguino-escrotal (hérnia): Afecção de anamnese específica: em potros recém nascidos (hérnia congênita, com rara obstrução intestinal e de resolução espontânea) ou machos principalmente garanhões (adquiridas). Durante a cópula, há um aumento da pressão intra-abdominal, podendo encarcerar alguma alça no anel inguinal, principalmente se ele tiver um pouco mais aberto. O mais comum é o encarceramento da porção do íleo, depois jejuno, principalmente unilateral. Este trecho encarcerado não consegue retornar a cavidade, o conteúdo dele começa a fermentar, distendendo e piorando o caso. A peristalse piora ainda mais as coisas. Esse encarceramento também é comum em animais que tem falha congênita de mesentério, que pela própria peristalse pode apresentar problemas. O atendimento nesse caso deve ser antes das 12hs de evolução, pois depois disso já tem necrose, e se salvar, tem sintomatologias em outros sistemas. 40 Deslocamento do colón maior: predisposição para animais com mais de 7 anos, grandes, em lactação ou que passam por mudanças abruptas de alimentação. Pode ser estrangulante ou não estrangulante. Sinais clínicos: semelhantes à obstrução simples. Diagnostico é diferencial para compactação de cólon maior, enterolitiase e outros. O deslocamento pode promover uma obstrução parcial ou total, que apresenta sinais clínicos diferentes. Estrangulantes: Dorsal à esquerda: ocorre o encarceramento nefro-esplênico, que pode ter uma obstrução parcial ou total, sinais clínicos: variáveis de acordo com o tamanho do encarceramento. Tem evolução longa e a dor é responsiva ao analgésico. Tratamento: terapia suporte, fenilefrina + exercício. A felinefrina reduz em até 28% o tamanho do baço, deixando mais espaço livre para o desencarceramento do intestino. O Rolamento é usado em animais que não apresentam distensão severa da porção encarcerada, e deve ser realizada sob anestesia geral. O animal é colocado em decúbito dorsal com leve suspensão dos membros pélvicos, é feito o rolamento da direita pra esquerda, e depois se verifica se foi eficaz, e se vai precisar repetir ou deve encaminhar pra cirurgia. Pode se fazer a celiotomia exploratória em casos não indicados ou não resolvidos com rolamento, para localização da área deslocada, e para reposicionamento. 41 Compactação de cólon maior: causa dor de leve a moderada responsiva a analgésicos, sinais clínicos progressivos se não tratados adequadamente, distensão progressiva do abdome. Pode causar obstrução parcial que evolui para total e distensão gasosa. Não há alterações ou são leves na abdominocentese. Diagnostico: por palpação trans-retal com teste de digito-pressão positivo. Locais de compactação são em sua maioria a flexura pélvica ou próximo ao cólon transverso. Indicação cirúrgica: em casos de tratamento médico ineficaz ou inadequado, com intensificação dos sinais clínicos. O trans-operatório requer colostomia da flexura pélvica e lavagem para remoção da digesta compactada. 42 Compactação de cólon menor 43 44 Enucleação transpalpebral- texto Enucleação do globo ocular A enucleação do globo ocular geralmente inclui a remoção do globo, juntamente com a conjuntiva bulbar e palpebral, a membrana nictitante e a glândula lacrimal. A operação pode ser indicada em casos de neoplasia das pálpebras ou globo ocular, lesões graves no globo ocular (por exemplo, ruptura da córnea) e panoftalmite [052]. Surge1y. A cirurgia é realizada com o animal recostado sob anestesia geral ou sob analgesia regional do nervo oftálmico e analgesia de infiltração da pálpebra inferior e do canto medial. Se possível, as pálpebras superior e inferior são suturadas juntamente com uma sutura contínua. Uma incisão elíptica, 0,5-I em e paralela à margem das pálpebras, é feita através da pele e do músculo palpebral [052]. Por dissecação contundente na direção da crista orbital, a órbita é inserida [053]. Os tecidos retrobulbares e os músculos extra-oculares são dissecados sem rodeios e seccionados o mais próximo possível do globo. Finalmente, o músculo bulbo retrator, os vasos oftálmicos e o nervo óptico enT5 054 são presos com uma pinça de esmagamento curva e transecionados entre a pinça e o globo. O globo ocular é então retirado da órbita [054]. A glândula lacrimal é então removida. O fórceps é removido; a hemorragia pode ser controlada pela ligadura do vaso ou empacotando a órbita com ataduras estéreis de gaze. As pálpebras são suturadasjuntamente com suturas interrompidas, deixando uma pequena abertura medialmente para o dreno de gaze [oss]. A gaze é removida após z a 3 argilas. A placa os6 mostra o anquiloblefoide artificial induzido vários meses no pós-operatório. 47