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Histologia do Digestório 2

Resumo de histologia das glândulas salivares: funções da saliva; classificação em maiores (parótida, submandibular, sublingual) e menores; organização histológica (ácinos serosos, mucosos e mistos, salivon) e características dos ductos intercalar, estriado e excretor.

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Thiago Mendes

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Thiago Mendes- MED104 
 
glândulas salivares 
➢ A saliva produzida pelas glândulas salivares facilita a percepção do 
sabor dos alimentos, inicia sua digestão e permite sua deglutição. 
Estas glândulas também protegem o corpo através da secreção dos 
agentes antibacterianos lisozima e lactoferrina, assim como da 
imunoglobulina secretora IgA. 
➢ Existem glândulas salivares maiores e menores: 
 Maiores➔ sublinguais, submandibulares, parótidas. 
(responsáveis pela maior produção percentual de saliva e estão 
em pares) 
 Menores➔ labial, vestibular, glossopalatina, palatina, 
lingual.(estão de distribuídas pela cavidade oral e sua 
nomenclatura está de acordo com a sua localização.) 
➢ Organização histológica das glândulas salivares: as duas são ácinos 
glandulares secretores. 
Porém: 
 Glândulas Salivares 
Maiores➔ cápsula de 
TCDENSO revestindo- 
septos- lobos- lóbulos 
 Glândulas Salivares 
Menores➔ não possuem 
cápsula!!! 
Parênquima➔ secretora 
(ácinos) 
Parênquima ➔ductal 
(túbulos) 
Thiago Mendes- MED104 
 
Definição de parênquima: Parênquima, em biologia, particularmente em 
histologia, é o tecido com a função principal de determinado órgão. O 
parênquima contrapõe-se ao estroma, que serve de suporte ao parênquima. 
Na imagem à esquerda lembrar que o ácino 
misto possui essa meia lua mucosa 
característica com “chapéu” de ácino seroso. 
➢ SALIVON: Ácino+ Ducto Intercalar+ Ducto 
Excretor 
Parótida totalmente 
serosa só ácino seroso. 
Submandibular mais 
ácino seroso e pouco 
ácino mucoso, glândulas 
mista pois tem ácino 
misto. 
Sublinguais mais ácino 
mucoso e menos ácino 
seroso, ela é mista 
também. 
Vermelho= ácino seroso 
Amarelo= ácino mucoso 
 
 
 
Thiago Mendes- MED104 
 
 
Seroso ➔ secreção 
mais fluída, mais rica 
em proteína, células 
que se apresentam de 
forma mais piramidal, 
núcleos esféricos na 
base bem visíveis, 
grânulos de secreção 
na posição apical, 
eosina presente. 
Ácino mucoso ➔ 
existem células 
piramidais porém tem 
mais células 
cilíndricas/poligonais 
mais altas, com núcleos 
na base porém núcleos achatados, citoplasma pouco corado, não pega a 
eosina, pois tem mucina. 
Ácino misto ➔ ácino mucoso no meio com 
todas as características supracitadas acima e 
meia lua de células serosa. 
Células mioepiteliais= células epiteliais que 
exercem função de contração, mobilização dos 
produtos secretores em direção ao ducto 
excretor, fica na base das glândulas salivares. Envolvem os ácinos (como na 
imagem anterior preto e branca), possuem actina. 
➢ Ductos salivares➔necessários para conduzir e liberar a secreção na 
cavidade oral. 
 Ducto intercalar➔ é o primeiro depois dos ácinos e possui 
epitélio cubico simples no lúmem da porção secretora. 
 Ducto estriado➔ segundo depois do intercalar, as células mais 
prismáticas alongadas epitélio prismático simples, invaginações 
na base das células voltada para o oposto do ducto excretor, 
intensa mobilização de íons. Pode não ter em alguma das 
sublinguais. 
 Ducto excretor➔ ducto final que se abre na cavidade oral 
epitélio estratificado, é mais abundante e passa por epitélio 
estratificado cúbico, depois estratificado cilíndrico até chegar na 
cavidade oral e ser epitélio estratificado pavimentoso 
característico de grande parte da cavidade oral. 
 cúbico➔cilíndrico➔pavimentoso 
 
Thiago Mendes- MED104 
 
GLÂNDULA PARÓTIDA 
São as maiores e ficam 
entre o ramo da 
mandíbula e ouvido 
externo, somente ácino 
seroso compondo o 
parênquima secretor, é 
comum ter células 
adipócitos 
entremeados com as 
células glandulares. 
GLÂNDULA SUBMANDIBULAR 
Está no trígono 
submandibular, 
predominantemente 
ácino seroso 
(citoplasma bem 
corado), possui 
ácinos mistos 
também (mucosos 
com “chapéu” 
seroso, meia lua 
serosa), ou seja é 
um glândula classificada como mista, e as células da serosa possuem os 
ductos estriados, estriações que na verdade são invaginações na base dessas 
células. 
GLÂNDULA SUBLINGUAL 
São as menores e estão 
localizadas na parte inferior da 
língua, predominantemente 
ácinos mucosos, porém 
possuem ácinos mistos com a 
meia lua serosa. 
 
 
 
Glândulas Salivares Menores: 
➢ Não possuem cápsula característica, não é dividida em lóbulos e lobos e 
septos 
➢ Dispersas ao longo da cavidade oral. 
Thiago Mendes- MED104 
 
➢ Não são encapsuladas e produzem somente 10% da secreção salivar. 
1. Gls. Salivares labiais 
2. Gls. Salivares palatinas 
3. Gls. Salivares bucais 
4. Gls. Salivares linguais. 
 
SALIVA 
• Umidificar e lubrificar a mucosa e os alimentos; 
• Digestão de carboidratos➔ amilase; 
• Antibacteriana➔ IgA, lisozima; 
• Manter o pH da cavidade oral; 
• Proteção dos dentes➔ película protetora. 
Secreção primária isotônica (glândula)➔ ducto➔ saliva hipotônica (boca) 
 nos ductos saem e entram íons. 
CORRELAÇÕES CLÍNICAS 
Tumores nas glândulas salivares➔ principalmente as maiores e muda o 
tecido conforme mostra a segunda imagem abaixo. 
❖ 80% são 
benignos 
❖ Maioria na 
glândula 
parótida. 
❖ Adenoma 
pleomórfico➔ 
tecido epitelial 
contendo 
células ductais 
e mioepiteliais 
intercaladas 
com áreas semelhantes à substancia fundamental dos tecidos 
conjuntivos, ou seja, altera-se o tecido e pode alterar a função também. 
Mais comum na parótida e submandibular. 
❖ Tumefação indolor da glândula acometida➔ dormência ou fraqueza do 
músculo inervado. 
❖ Remoção cirúrgica do tumor: na parótida➔ parotidectomia total que 
pode gerar disfunção do plexo do nervo facial que passa dentro da 
glândula. 
A glândula parótida (e ocasionalmente outras glândulas salivares maiores) 
também é afetada por infecções virais, causando caxumba, uma doença 
dolorosa que normalmente ocorre em crianças e pode resultar em esterilidade 
quando afeta adultos. 
Thiago Mendes- MED104 
 
pâncreas 
Pâncreas é um órgão retroperitoneal, exceto a cauda, é uma glândula mista 
que possui secreções Endócrinas e Exócrinas: 
❖ Exócrino➔ glândula acinosa composta, ácinos e sistema de ductos, 
enzimas digestivas e bicarbonatos. 
❖ Endócrino➔ Ilhotas de Langherans/pancreáticas, insulina e 
glucagon. 
Casos clínicos: M.G.R, sexo 
feminino, 17 anos, branca, 
encaminhada ao serviço de 
urgência e emergência devido 
queixa de dor abdominal em 
andar superior do abdome, de 
forte intensidade, associada a 
náuseas e vômitos há 2 dias: fez 
uso de escopolamina e 
bromoprida, sem melhora. 
Desconhece comorbidades. 
Após exame clinico, físico, 
resultados de exames 
laboratoriais, teve diagnóstico de Pancreatite Aguda, sendo encaminhada 
para a internação.➔ relacionada à parte exócrina. 
V.N.L, sexo feminino, 73 anos, negra, natural de Vitória (ES), procedente de 
Campinas, empregada doméstica aposentada, procurou atendimento médico 
com os seguintes antecedentes: Diabetes Mellitus tipo 2, diagnosticado há 12 
anos: em uso de hipoglicemiante oral, sem controle preciso dos níveis 
glicêmicos, que variam entre 100 e 300 mg/dl: insuficiência cardíaca 
congestiva, referida há “muitos anos”, secundária a uma doença valvar: negava 
hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia. ➔ relacionada à parte endócrina. 
➢ Os ácinos do pâncreas 
(de azul) na parte exócrina 
são totalmente serosos 
análogo ao da glândula 
parótida, entretanto, possui 
um tipo de célula 
diferenciada formando o 
ducto intercalar➔ célula 
centroacinar (amarelo dentro 
dos ácinos e formam os 
ductos após sair dos ácinos) 
Thiago Mendes- MED104 
 
➢ As ilhotas pancreáticas (de verde) estão em menor número e 
desempenham importante função endócrina (insulina e glucagon). 
PÂNCREAS EXÓCRINO 
Ácinos serosos com núcleo na base, esférico, grânulos de secreção e no lúmen 
desses ácinos, células centroacinosa com núcleos 
alongados/achatdos/pavimentosas que formam a porção exócrina. 
No estroma tema 
presença de tecido 
conjuntivo com 
capilares, o órgao 
tem uma cápsula 
de tecido 
conjuntivo que 
emite extensão 
formando septos e 
dividindo o 
pâncreas em 
lóbulos/lobos 
O ducto intercalar 
desagua em ductos 
interlobares que irá 
desaguar no ducto 
pancreático 
principal para ser 
excretado no 
duodeno por meio 
do suco 
pancreático. 
 
➢ Produz enzimas pancreáticas: digestão de lipídeos, carboidratos e 
proteínas e elas são produzidas na forma de proenzimas para não 
ocorrer a autodigestão e somente no duodeno se tornam ativas. 
❖ Endopeptidases proteolíticas e as Exopeptidases proteolíticas. 
❖ Enzimas amiolíticas 
❖ Lipases 
❖ Enzimas nucleolíticas 
➢ A CCK atua nos ácinos e a SECRETINA nos ductos para a secreção do 
suco pancreático, estimulando essa produção e secreção de íons 
principalmente Na+ e HCO3 (K+, Cl-) e enzimas, além da própria água. 
PÂNCREAS ENDÓCRINO 
Presença de células endócrinas, não possuem ductos pois o transporte da 
secreção se dá por vasos capilares. 
Thiago Mendes- MED104 
 
É possível notar nessa foto a presença de 
lobos entre a fina cápsula de tecido 
conjuntivo formando septos (branco, linha). 
Onde a setas apontam são as ilhotas 
pancreáticas ou hilhotas de Langherans 
que são celulas que irão secretar hormônios. 
Essas células estão unidas por junções 
comunicantes ou desmossomos formando 
cordões celulares, glândula cordonal. 
Existem capilares frenestrados entre as 
células e é uma parte menos corada frente às 
outras estruturas entorno que são da parte 
exócrina. Além disso, essas células são 
circundadas externamente por uma fina rede 
de fibras reticulares. 
Tipos de células: 
1. Células Alfas 
2. Celulas Betas 
3. Células Delta 
4. Celulas Pp. 
Porém, as células Alfa e Beta se 
sobressaem quanto à quantidade e se 
destacam. As alfas produzem glucagon 
e as betas insulina. 
Relação da produção de insulina 
e a Doença de Alzheimer 
Na doença de Alzheimer existe a 
formação de placas 
neuríticas/senis e existe uma 
proteína a beta-amiloide que se 
acumula no tecido nervoso 
formando estruturas neurofibrilares 
e que vai levando a disfunção e 
morte dos neurônios: perda de 
memória, diminuição das funções 
cognitivas ao longo da pogressão. 
Entretanto, o que tem se estudado 
é a relação de uma exposição 
crônica a algumas substânicas 
tóxicas, os próprios agrotóxicos, e 
uma dieta hipercalórica e 
desbalenceada com a deficiência de alguns nutrientes importantes pode 
levar a uma alteração da função hepática e um quadro de inflamação 
Thiago Mendes- MED104 
 
(esteatose hepática➔fígado gorduroso) e nesse estado há a produção de 
alguns lipídeos que são considerados tóxicos que podem passar a barreira 
hematoencefálica levando a uma alteração da função insulínica, 
aumentando a resistência insulínica do tecido nervoso, o que leva a 
produção dessas placas de beta-amilóide e a degenração do tecido nervoso. 
A obesidade (doença multifatorial) pela ingestão de alimentos 
ultraprocessados pode gerar a produção de citocinas inflamatórias que irão 
também culminar ao dano hepático e a prdução desses lipídeos tóxicos que 
vão passar pela barreira hematoencefálica e a sua destruição e a resistência 
insulínica como citado anteriormente. 
Essa relação está sendo chamados por uns cientistas de “Diabates tipo 3”. 
 
fígado 
Características: 
✓ 2º maior órgão do corpo humano; 
✓ Maior glândula; 
✓ Subdivido em 4 lobos; 
✓ Situa-se no quadrante superior direito da cavidade abdominal. 
✓ Divido em face diafragmática (anterior) e visceral (posterior). 
Funções: 
✓ Processamento e armazenamento de nutrientes absorvidos no trato 
digestório; 
✓ Posição em relação ao sistema circulatório é muito estratégica para 
captar, transformar, acumular metabólitos e para a neutralização e 
eliminação das substâncias tóxicas. 
Histologia do fígado: 
➢ Recoberto pelo peritônio (exceto na 
área nua). 
➢ Cápsula de Glisson➔ tecido 
conjuntivo denso modelado (reveste todo o 
órgão) fracamente presa, exceto na porta 
hepática (área verde) onde ela penetra 
formando um conduto onde passa os 
vasos e ductos. 
FUNÇÃO ENDÓCRINA: 
✓ Fator de crescimento semelhante à 
insulina ou IGF (Insulin-like growth factor) 
Thiago Mendes- MED104 
 
✓ Eritopoetina(controla eritopoiese produção de células vermelhas) 
✓ Albumina (controle osmótico) 
✓ Angiotensinogênio (cascata de coagulação e vasoconstrição) 
✓ Fatores de coagulação 
✓ Proteínas carreadoras 
✓ Proteínas do sistema imune complementares 
✓ Proteínas que participam do transporte plasmático de colesterol e de 
triglicerídeos. 
90% das proteínas do sangue. 
FUNÇÃO EXÓCRINA: 
✓ Bile. 
 
VASCULARIZAÇÃO HEPÁTICA: 
Irrigação funcional➔ Veia porta (veias que saem 
do pâncreas, do baço e do intestino, levando 
material para ser processado no fígado) 70-80% 
da irrigação do órgão. 
Irrigação nutritiva➔ Artéria hepática (nutrição) 20-
30% 
Drenagem➔ Veia hepática (desemboca na cava) 
 
Sistema Venoso Portal: 
veias mesentérica superior e v. 
esplênica➔ veia porta hepática 
➔vênulas portais interlobulares (entre os lóbulos do fígado) e distribuidoras 
(distribuem o material pelo parênquima) ➔ capilares sinusoides (pequenos e 
paredes descontinuas com fenestras) ➔ veia centrolobular (meio dos lóbulos 
hepáticos) ➔ veia sublobular ➔ grandes veias hepáticas➔ veia cava inferior. 
Suprimento Arterial Hepático 
Artéria hepática➔ arteríolas interlobulares➔ capilares sinusoides e 
segue o caminho acima do sistema venoso portal (ou seja ocorre a mistura de 
sangue venoso e sangue arterial dentro no fígado). 
Thiago Mendes- MED104 
 
LÓBULOS HEPÁTICOS 
Possuem formato hexagonal parecem polígono, no meio do lóbulo tem a veia 
centrolobular e em cada vértice-extremidade desse lóbulo existe a tríade 
portal (ramo da veia porta, ramo da artéria hepática, ramo do ducto biliar). 
Quase todo o fígado é composto pelo hepatócito (parênquima) do próprio 
órgão, ou seja, sua própria célula funcional. Tecido conjuntivo é escasso➔ 
células parenquimatosas uniformes (hepatócitos). 
HEPATÓCITOS 
Células poliédricas cujas superfície estão em contato com a parede dos 
capilares sinusoides – possui fenestrações, endotélio descontínuo- podendo 
emitir microvilosidades (Espaço perissinusoidal de Disse). 
Células com abundância de: 
1. Mitocôndrias; 
2. Lisossomos e Peroxissomos; 
3. Reserva de glicogênio; 
4. Retículos endoplasmáticos (liso e rugoso); 
5. Reserva de vitamina A. 
São nessas células que acontece a glicogenólise e glicogênese. Como os 
hepatócitos são muito abundantes eles que realizam todas as funções do 
fígado quase tudo que conhecemos: produz a bile, armazena glicose, lipídeo, 
filtra o sangue de impurezas. 
HISTOFISIOLOGIA DA SECREÇÃO 
O contato entre 2 hepatócitos: Canalículos biliares (1 porção do sistema de 
ductos da bile) eles vão se anastomosando e se transformando em ductos 
Thiago Mendes- MED104 
 
maiores, os primeiros são chamados de canais de Harry ou ductos biliares 
que irão se transformar em ductos hepáticos. 
A bile é produzida e escoa do centro para a periferia, diferente do sangue 
que é o oposto da periferia para o centro. Essa bile é produzida nos 
hepatócitos que são centrolobulares, estão mais no meio do lóbulo central. 
Células de Kupffer 
✓ 15% do total de células do fígado 
 
✓ São macrófagos residentes, ou seja, da 
imunidade inata, dessa forma fagocitam 
impureza/microrganismos nos vasos 
sanguíneos; 
✓ Na superfície luminal das células dos 
capilares➔ posição estratégica para filtrar o 
sangue vindo do intestino para detectar a 
presença de agentes patógenos. 
 
Células de Ito 
São também chamadas de Célula Estrelada Hepática, possuem núcleo 
achatado na periferia e são “brancas” pois armazenam conteúdo lipídico. 
✓ Possuem grandes inclusões 
lipídicas ricas em vitamina A; 
✓ Armazenamento e liberação de 
retinoides;✓ Síntese e secreção de proteínas 
de MEC e proteoglicanos; 
✓ Produção de fatores de 
crescimento (regeneração do 
fígado e de seus hepatócitos); 
✓ Produção de citocinas; 
✓ Fatores vasorreguladores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Thiago Mendes- MED104 
 
Histologia Hepática: lâminas 
 
À direita observa-se o 
meio do hepatócito com 
os capilares 
desembocando ali, ainda 
dá para ver de branco os 
capilares sinusoide. 
À esquerda nota-se um 
vértice do hepatócito 
com a tríade portal. 
O ducto biliar tem um 
epitelio cubóide simples 
e artéria tem hemácias 
dentro. 
 
 
 
 
Na imagem 4 os riscos brancos são capilares 
sinusoides desembocando e na imagem 5 as 
setas pretas evidenciam células de Kupffer. 
 
 
 
 
Thiago Mendes- MED104 
 
Existem 3 formas de interpretar um lóbulo hepático: 
 
Lóbulo Clássico: v. porta e a. hepática 
➔ veia central. 
Lóbulo Portal: bile indo do centro para a 
periferia, entretanto, 3 lóbulos confluem 
para o mesmo ramo do ducto biliar. 
Ácino hepático: sangue arterial para 
nutrir hepatócitos, entretanto, 2 lóbulos 
possuem a nutrição compartilhada, porém 
com duas tríades portais e não somente 
uma como no anterior, os hepatócitos da 
periferia (células perilobulares) recebem 
mais oxigênio e de forma mais rápida do que os próximo a veia 
centrolobular (células centrolobulares), esse oxigênio passa por 
difusão. 
 
Células Perilobular➔ oxigênio, 
hormônios extra-hepáticos, enzimas-
chave da síntese e degradação de 
glicogênio, enzimas-chave da 
oxidação de ácidos graxos. 
Células Centrolobulares➔ 
enzimas-chave da via glicolítica, 
enzimas-chave da síntese de ácidos 
graxos. 
 
vesícula biliar 
Órgão oco em formato de pera cuja função é armazenar 
a bile produzida pelo fígado. 
PAREDE 
❖ mucosa com epitélio colunar simples apoiado sobre 
a lâmina própria➔mucosa absortiva; 
❖ músculo liso; 
❖ tecido conjuntivo perimuscular; 
❖ serosa/adventícia. 
 
Dieta rica em ácidos graxos estimula➔células 
enteroendócrinas da parede do intestino delgado➔ 
colecistoquinina➔ contração do músculo da vesícula. 
 
Thiago Mendes- MED104 
 
 
Imagem 1, seta 
superior➔ 
epitélio colunar 
simples com 
núcleo na base. 
seta inferior➔ 
tecido 
conjuntivo 
lâmina própria 
fazendo 
prega/vilosidade, 
conforme ela 
enche as pregas 
diminuem. 
A parte de baixo da imagem 1 é de outro órgão provavelmente fígado. 
 
CASOS CLÍNICOS HEPÁTICOBILIARES 
ICTERÍCIA➔ aspecto amarelado na pele manifestado por doenças hepáticas 
e cânceres nessa região. 
NORMAL: Quando nossa hemácia/hemoglobina fica velha ela é destruída 
(Hemocaterese) pelo baço gerando um produto que é a bilirrubina não 
conjugada (BNC) que é um pigmento que ainda tem cor e é insolúvel e é 
carreada do baço pela albumina para o fígado. Nesse fígado, no parênquima 
hepático elas encontram os hepatócitos e esse pigmento é captado por ele e é 
transformada em bilirrubina conjugada (BC), que é solúvel diferente da BNC. 
Essa BC é jogada no duodeno por meio da bile para ser eliminada pelas 
fezes, tem função digestiva e coloração das fezes. 
 
Thiago Mendes- MED104 
 
DISFUNÇÃO: esteatose hepática avançada, hepatite, cirrose, abuso de 
drogas-medicamentos-álcool, gera um dano hepático e dessa forma o fígado 
não consegue metabolizar e transformar BNC ➔BC que é solúvel. Além disso, 
pode ocorrer uma hemólise maciça devido algum acidente e o fígado não dá 
conta de metabolizar a BNC. Essas duas situações geram a acolia fecal (fezes 
sem cor) e a colúria (urina escura pelo excesso de bilirrubina). 
 
 
ESQUISTOSSOMOSE ➔ “jeca-tatu, barriga d’agua”, causada por um 
parasita que tem como hospedeiro intermediário um caramujo de água doce 
eles saem na fezes, comum em países sem saneamento básico e em áreas 
rurais. A larva 
entra ativamente 
pela pele e atinge 
o fígado e as veias 
do mesentério. 
Doença 
granulomatosa➔ 
é uma doença por 
hipersensibilidade, 
é causado por 
microrganismos, 
que suscitam uma 
resposta 
imunológica e o 
microrganismo 
geralmente é difícil 
de ser eliminado e, 
por isso, forma-se 
o granuloma. Há, 
portanto, linfócitos 
T, macrófagos e 
células epitelioides 
Thiago Mendes- MED104 
 
compondo o granuloma. E o nosso corpo age mal pelo excesso do sistema 
imune nele e não mais pela doença, acontece na tuberculose também, 
organismos graves para contê-los. 
Na imagem 1 é visível a fibrose em haste de 
cachimbo de barro. 
Esse granuloma é para conter o 
desenvolvimento do ovo do parasita como na 
imagem 2. 
 
 
Fibrose e o acúmulo de gordura vai gerando a apoptose de hepatoócitos no 
fígado. 
HISTOFISIOLOGIA HEPÁTICA E FARMACOLOGIA 
Toda droga via oral passa pelo fígado, então a indústria farmacêutica já calcula 
a “perda” – biodisponibilidade- pelo metabolismo hepático, quando a droga é 
injetada de forma venosa ela é 100% aproveitada. 
Esse metabolismo do fígado é mediado por citocromos P, enzimas do 
hepatócitos que converte metabólitos etc. Dessa forma, podemos usar 
indutores CYP450 para aumentar essa conversão no fígado da droga. 
Ainda, alguns desses fármacos são ingeridos na forma de pró-fármacos para 
serem ativados depois desse metabolismo 
hepático- metabolismo de 1ª passagem. 
No fígado o álcool➔ acetaldeído que é um 
resíduo tóxico que gera a famosa “ressaca” 
dor de cabeça, enjoos. E ainda outra parte 
desse álcool irá agir no sistema nervoso e 
alterar os sentidos das pessoas.

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