Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

IMPORTÂNCIA DA PESQUISA INSTITUCIONAL NA ESCOLA
WENGRAT, Luana Witthof¹
RU: 1791611
RIOS, Franciane Heiden²
RESUMO
O seguinte artigo tem como objetivo apresentar a importância da Avaliação Institucional na escola, possibilitando sua efetividade como algo comum e primordial no ambiente escolar, sendo usado como instrumento de uma gestão democrática. Primeiramente se destaca a necessidade de conhecer qual a função da avaliação institucional no âmbito escolar e o que ela pode possibilitar, principalmente o autoconhecimento, permitindo a correção e aperfeiçoamento dos processos internos. Ainda podemos destacar que de acordo com as pesquisas, a escola necessita ter uma gestão democrática bem resolvida, buscando atender as necessidades da instituição e sociedade como um todo, num trabalho coletivo com a participação de todos que fazem parte do contexto escolar. Os desafios para a implementação da avaliação institucional são numerosos, pois atribui muitas mudanças principalmente internas. A escola deve ter como desafio implementar a avaliação institucional como uma cultura de autoavaliação que deve ser constante nas escolas.
Palavras-chave: Avaliação Institucional, gestão democrática, desafios da avaliação institucional na escola.
1 INTRODUÇÂO
O presente artigo tem como objetivo apresentar a importância da 
Avaliação Institucional dentro da escola. A avaliação institucional é uma das formas da gestão conhecer o que pensam os diferentes segmentos, seus anseios, fragilidades, desafios e pontos fortes. Com as análises que os resultados da aplicação da avaliação institucional permitem, o gestor tem condições de promover e estimular a melhoria do desempenho de toda a equipe escolar, estabelecendo a sintonia do trabalho entre as pessoas. 
Faz-se necessária a avaliação institucional como um processo que consiste em identificar e apoiar a qualidade do ensino de uma instituição, assim como descobrir falhas e problemas na aprendizagem e nos relacionamentos, onde juntos a comunidade escolar, poderá ter uma reflexão autocritica da realidade que se vive no momento.
A avaliação institucional tem sua legitimidade quando a escola estabelece a relação entre a sua política educacional, o Projeto Pedagógico, sua organização, suas ações definidas no Plano de Desenvolvimento da Escola e a prática do dia a dia da instituição.
 	O objetivo principal da escola é desencadear um processo constante de ação-reflexão-ação sobre o fazer pedagógico, a fim de alcançar uma educação com qualidade, incluente, politizada, ética e estética que contribua no desenvolvimento de sujeitos críticos, reflexivos, solidários, cooperativos e responsáveis, buscando uma participação consciente na sociedade.
Segundo a escola, os pais são tão importantes na vida dos filhos quanto para o bom andamento da educação na escola. Há necessidade do resgate dos valores de ética, respeito, valorização, humanização, cooperação, dedicação, dignidade, amor e autoconfiança, indispensáveis a vida.
É necessária que a escola tome uma postura pedagógica pós-crítico da escola e também do professor, considerando os princípios pedagógicos o mais próximo da realidade do educando, considerando seu saber, sua experiência, sua história, valores e sua cultura, assumindo assim uma postura de agente transformador de si e do mundo, como fonte de criação, liberdade e construção de projetos pessoais e sociais.
De acordo com OLIVEIRA, MORAES e DOURADO(2012) no artigo política e gestão da educação:
[...] a gestão da escola configura-se em ato político, pois requer sempre uma tomada de posição política. Exige um posicionar-se diante das alternativas. A gestão escolar não é neutra, pois todas as ações desenvolvidas na escola envolvem atores e tomadas de decisões[...] (OLIVEIRA, MORAES E DOURADO,2012, p.7).
É necessário que seja avaliada a qualidade da instituição como um todo, assim como menciona Ivo José Both, (2017): 
“... as instituições de ensino fora do âmbito da educação superior também podem adotar programas de avaliação institucional como uma iniciativa imprescindível de apoio ao bom desempenho da educação.”
A partir do novo panorama educacional brasileiro, considera-se que as contribuições da avaliação institucional para as reflexões sobre os currículos das escolas podem se dar à medida que as instituições tiverem clareza em relação ao porque querem avaliar, para que serve a avaliação, quais os objetivos a serem alcançados, quais os valores a serem disseminados.
Tal crença se fundamenta no pressuposto de que a avaliação institucional é instrumento de autonomia, de autoconhecimento, um processo de reflexão que visa à responsabilização da escola pela sua gestão pedagógica, administrativa e comunitária. É nesse processo que ela reflete sobre si própria, que ela passa a se conhecer e a exercer a sua autonomia, decidindo sobre o seu próprio destino e impedindo que a rotina, as pressões internas e externas e as políticas governamentais determinem suas prioridades e o seu cotidiano.
2 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
Avaliação tem como significado o ato de avaliar, mensurar ou determinar valor ou importância a alguma coisa, prova, exame ou verificação que determina ou verifica a competência. 
Tendo como definido o significado de avaliar, podemos entender que tudo pode ser avaliado em nosso cotidiano, inclusive a escola que tem como papel fundamental avaliar os alunos. Neste segmento vê-se a necessidade de avaliar a própria instituição.
Avaliar no contexto escolar é o que mais simples e normal parece ser no nosso dia-a-dia. Mas hoje podemos perceber a necessidade de se avaliar não apenas o desempenho do aluno, mas avaliar a instituição como um todo. Cada vez mais se faz necessário refletir sobre avaliar a escola.
Segundo as orientações contidas na Resolução Nº 4/2010 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que trata das Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, a Avaliação Institucional interna no ambiente educacional deve fazer parte do Projeto Político Pedagógico (PPP) das escolas e detalhada no plano de gestão. Assim sendo, o inciso II do art. 46 e, o inciso III que trata da avaliação de redes de Educação Básica, explicitam nos art. 52 e 53 da Resolução nº 4 as seguintes orientações: 
 	Art. 52. A avaliação institucional interna deve ser prevista no projeto político pedagógico e detalhada no plano de gestão, realizada anualmente, levando em consideração as orientações contidas na regulamentação vigente, para rever o conjunto de objetivos e metas a serem concretizados, mediante ação dos diversos segmentos da comunidade educativa, o que pressupõe delimitação de indicadores compatíveis com a missão da escola, além de clareza quanto ao que seja qualidade social da aprendizagem e da escola. 
Art. 53. A avaliação de redes de Educação Básica ocorre periodicamente, é realizada por órgãos externos à escola e engloba os resultados da avaliação institucional, sendo que os resultados dessa avaliação sinalizam para a sociedade se a escola apresenta qualidade suficiente para continuar funcionando como está (BRASIL/MEC/CNE, 2010, p. 16).
A avaliação institucional não pode ser visto como algo isolado ou fora do âmbito educacional, ela visa junto da comunidade escolar e representantes da sociedade ter uma reflexão, autocritica e participativa no desenvolvimento escolar e social. A avaliação deve ser encarada como forma de despertar nos professores e alunos uma conscientização acerca dos fatores determinantes para a qualidade e sucesso do ensino de todos.
Segundo Oliveira (2013), os estudos são recentes e ainda não existe uma visão predominante do tema como um referencial a ser utilizado para a promoção da qualidade na educação básica. Entretanto, a autora adverte que não se pode culpar os gestores e educadores por tal ausência, porque muitos desconhecem o que seria esta ação, considerando sua aplicação na educação básica existem experiências pontuais e pouco entendimento no campo teórico e metodológico, revelando, assim, um processo ainda em construção nas escolas brasileiras.A avaliação institucional é uma das formas da gestão conhecer o que pensam os diferentes segmentos, seus anseios, fragilidades e pontos fortes. Com as análises que os resultados da aplicação da avaliação institucional permitem, o gestor tem condições de promover e estimular a melhoria do desempenho de toda a equipe escolar, estabelecendo a sintonia do trabalho entre as pessoas.
 O autor Ivo José Both, (2017) menciona:
“... as instituições de ensino fora do âmbito da educação superior também podem adotar programas de avaliação institucional como uma iniciativa imprescindível de apoio ao bom desempenho da educação.”
As escolas nem sempre estão recebendo a avaliação como um processo necessário pelo qual tenha que passar, mas tem recebido com resistência, pois através dela pode-se chegar ou não aos resultados satisfatórios que a educação almeja. A avaliação muitas vezes tem sido vista como algo apenas para apontar os defeitos. O esforço para averiguar o nível de qualidade é sem sombra de dúvidas indispensável para a busca da qualidade. 
“Torna-se relevante mencionarmos que a avaliação institucional vem sendo encarada em nível internacional como um processo que consiste em excelente agente de identificação e de apoio à qualidade de uma instituição.” Ivo José Both (2017, p. 124).
Avaliar requer atitude, ação. Casali (2007, p.10) define avaliação, “de modo geral, como saber situar cotidianamente, numa certa ordem hierárquica, o valor de algo enquanto meio (meditação) para a realização da vida do(s) sujeito(s) em questão, no contexto dos valores culturais e, no limite, dos valores universais”.
No processo avaliativo é que os resultados do desempenho dos alunos e das escolas, mostra de forma ampliada sua eficácia, não apenas aos resultados do rendimento escolar, mas em todos os elementos que permeiam ao processo ensino-aprendizagem. 
A avaliação institucional busca por uma qualidade que esteja compatível com a realidade social, para isso deve ser conduzida como um processo, com implementação de instrumentos que apontem para resultados tanto qualitativos como quantitativos. É uma questão ética e de responsabilidade social, deve ser transparente, consequente e fundada em um senso de justiça.
O que podemos perceber que essa avaliação interna é pouco realizada nas escolas, na maioria das vezes nunca acontece, pois não está inserida nas ações que a escola desenvolve, não é vista como forma de analisar e identificar suas fragilidades e potencialidades e ainda pode possibilitar a elaboração de planos de melhorias e intervenções. Estudos revelam a carência de formação dos profissionais da escola para desenvolver essa tarefa, devido ao desconhecimento do assunto.
A avaliação adotada num processo avaliativo, pode ser atribuído tanto a avaliação da aprendizagem, de currículo, de docentes, de políticas públicas, de programas de projetos quanto a avaliação das instituições escolares, escolas públicas, ensino superior entre outras. 
A escola nesse campo institucional leva em consideração o conjunto das forças sedimentares, que buscam reproduzir ou conservar o quadro vigente e o campo de forças que almeja mudanças, transformação e recreação.
A avaliação institucional deve buscar identificar aspectos concretos, formais e informais, internos e externos, explícitos ou não, que viabilizam a realização dos objetivos e projetos educacionais. É necessário entender a perspectiva de um caráter formativo, onde a escola compreenda a promoção da autoconsciência da instituição escolar.
A coavaliação, como propõe Santos Guerra(2003), isto é, a combinação do processo de avaliação externa, mais voltado aos resultados do processo educativo, e avaliação interna, centrada na melhoria dos processos internos do trabalho escolar.
A avaliação institucional pode ser realizada de duas maneiras pela escola, numa avaliação externa, mas de iniciativa interna, onde a escola escolhe um avaliador para atender seus interesses, que esteja de acordo com a filosofia da escola e as informações poderão ser ocultadas se os resultados não forem satisfatórios aos anseios e intenções da comunidade escolar. A outra forma é a avaliação interna, onde a própria instituição elabora sua proposta de avaliar, mas é necessário estar atento aos problemas que podem surgir, a hostilidade e resistência, a ética, o caráter individualista do docente, a falta de apoio técnico, logístico e de tempo, impaciência pela obtenção de resultados, ocultação de informações, a falta de motivação profissional, pressões internas por interesses e tantos outros.
O desconhecimento dos fundamentos teóricos sobre a avaliação institucional principalmente na educação básica, pode gerar a falta de planejamento, de objetivos e credibilidade perante a comunidade. A escola frente a sociedade atual deve estar preparada as mudanças e transformações que nelas acontecem, seja de natureza econômica, política, cientifica, pedagógica ou legal. Portanto sua apreciação não deve ser individualizada em cada um dos seus elementos, mas como um todo, global e original.
Segundo Rocha(1999), a necessidade de avaliar é devido um conjunto de razões, entre elas a razão de ordem cientifico-pedagógico:
- novas abordagens sobre os problemas das escolas e da educação, introduzidas pela comunidade cientifica a partir de suas investigações: a valorização dos contextos escolares, a busca pelos fatores explicativos da diferença de qualidade entre as escolas, a passagem de uma pedagogia centrada no aluno para centrada na escola, e a problematização da eficácia das reformas educacionais, tanto em nível local como global;
- a consideração progressiva da avaliação da escola como estratégia de inovação para introdução dos próprios processos de mudanças nos espaços escolares;
- a evolução das concepções de avaliação da educação, que de uma visão voltada quase que exclusivamente para os alunos e programas, passaram a valorizar os fatores relacionados não somente ao contexto de sala de aula, mas também os fatores que permitem uma ação mais ajustada aos demais contextos e objetivos educacionais, na busca da melhoria da qualidade dos processos educativos (práticas) e dos seus resultados (produtos).
De acordo com Cappelletti (2002 p. 33): A avaliação numa postura dialética/crítica é um processo contínuo, formativo, compreensivo e reflexivo, que integra a práxis mobilizando os envolvidos: avaliadores, participantes e comunidade; de compreensão e interpretação dos contextos de influência, produção de texto, da prática, dos resultados/efeitos e da estratégia política; de análise dos diversos elementos/informações do estado inicial, do processo e dos produtos; de construção do retrato, critica e criação coletiva – compreensão, ajuizamento, negociação, problematização e ressignificação da realidade; de busca de objetivos para subsidiar ações de melhoria, reorientar processos e planejamentos.
A avaliação institucional enquanto política de Estado, optem várias formas de implementar essa pesquisa, assim como experiências individuais e isoladas; implementação voltada para gestão central, ou seja, interior da escola; os diferentes sujeitos: gestores centrais, diretores escolares, orientadores e coordenadores pedagógicos, professores, funcionários, estudante e pais; os métodos utilizados: estudos de caso, estudos exploratórios, modo colaborativo com pesquisas; múltiplos instrumentos de pesquisa empregados a despeito do número reduzido de trabalhos, formam um conjunto de evidências acerca de implementação da avaliação institucional na educação.
Alguns aspectos favorecem a implementação da avaliação institucional nas escolas, entre eles podemos citar: compromisso com a participação, gestão democrática da escola, trabalho coletivo, liderança da gestão, grande adesão de todos, continuidade do processo, existência de uma proposta definida, embasamento em modelos já existentes, proposta de fácil entendimento e operação, institucionalização de equipe de avaliação, confiança na avaliação, formação continuada com base nas necessidades da escola, mapeamentodos problemas da instituição, familiaridade com a investigação e pesquisa, dedicação dos professores.
Para Lordêlo e Dazzani (2009), as definições de avaliação são variadas, mas na maioria, a atribuição de valor para tomada de decisão é uma característica constante. Portanto, percebe-se a priori que a avaliação não é um processo neutro, mas sim um processo intencional e reflexivo que precede a ação e tem como potencial orientar a tomada de decisões.
Segundo Grochoska e Eyng (2005), implantar a avaliação institucional não é tarefa fácil e não depende apenas da instituição, mas as escolas podem começar implantando em seus projetos políticos pedagógicos a autoavaliação institucional, organizada e desenvolvida pelos próprios agentes do ambiente escolar. Para as autoras a autoavaliação deverá envolver todos os aspectos da instituição, diagnosticando todos os itens necessários, que servirão de orientação para a tomada de decisão, de maneira a reforçar a identidade e preservar a autonomia institucional. As autoras também afirmam que a escola que passa por um processo avaliativo sério e participativo descobre sua identidade e acompanha sua dinâmica. Muita coisa aprende-se com esse processo. Mas o que fica de mais importante é a vivencia de uma caminhada reflexiva, democrática e formativa (GROCHOSKA; EYNG, 2005, p.7).
A avaliação institucional interna oportuniza uma prestação de contas à sociedade, permite a reformulação das práticas pedagógicas, a melhoria da comunicação e das relações humanas. Podemos desta forma reconhecer os pontos fortes e fracos e ainda nos permite a correção e aperfeiçoamento da trajetória a ser seguida por todos envolvidos no ambiente escolar.
3 GESTÃO DEMOCRÁTICA 
O princípio da gestão democrática no ensino público foi consagrado pela Constituição de 1988, remetendo à lei a sua regulamentação. Por sua vez, a LDB (Lei Nº. 9.394/96) remete aos sistemas de ensino a definição das “normas de gestão democrática do ensino público na educação básica”, ressalvando a garantia da “participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola” e a “participação das comunidades escolares e local em conselhos escolares ou equivalentes” (arts. 3º e 14).
“ A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. (Nelson Mandela)
A gestão de uma organização requer coerência e fidelidade à natureza de sua missão, de sua razão de ser, de sua intencionalidade permanente. Os termos participação e compromisso, associados ao poder de autonomia, assumem significado específico no contexto da gestão democrática.
Quando se realiza a avaliação institucional em uma escola, os resultados obtidos não são satisfatórios, eles devem ser compreendidos como forma de aprendizagem para que a gestão não cometa os mesmos erros dali para frente, pois é com os erros que também aprendemos.
A avaliação institucional não deve ser encarada pela gestão como uma mera adesão ou ajuda para levantar dados de todos os âmbitos da escola, desde a aprendizagem, relacionamentos dentro da escola e parte administrativa. Mas como algo necessário para o crescimento da instituição e o bem social de todos que nela estão envolvidos.
As ações dentro do âmbito escolar devem ser concretizadas em situações de participação compartilhada, de forma a favorecer o diálogo, comunicação, a criação coletiva, a restituição sistemática, considerados elementos fundamentais para a efetivação de um processo avaliativo emancipatório.
E assim a avaliação institucional adquire significado à medida que os dados avaliativos são coletados e vão sendo utilizados nas instituições para desencadear reflexões e ações de mudanças.
Quanto à necessidade de tratar o processo de avaliação dentro do contexto sociopolítico no qual a instituição avaliada se insere, há que se ressaltar que a função principal da avaliação é a evolução e a consolidação da qualidade do processo de ensino e aprendizagem.
A presente reflexão, não tem a intenção de emitir uma fórmula sobre como proceder na gestão participativa, mas antes, propor um referencial teórico metodológico, para que cada gestor, conhecedor de seu cotidiano escolar, possa pensar neste local enquanto um espaço de relações modificado e caracterizado pelas ações e compreensões dos diversos personagens aí presentes.
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”. (Cora Coralina)
Segundo a escritora Helena Leonir de Souza Bartnik (2012, p.90), a gestão democrática compartilhada requer a representação dos diferentes segmentos da comunidade escolar, o diretor e sua equipe pedagógica devem promover momentos de estudo, planejamento, para acompanhar e avaliar a gestão da escola, por meio de movimentos de ação-reflexão-ação, para o exercício da democracia.
Paro (1991) entende que por meio da gestão democrática e participativa existe a possibilidade de transformação social. Pois através da participação da sociedade na escola, a própria sociedade terá benefícios, pois a sociedade é automaticamente influenciada pela comunidade.
Gomes e Lopes (2000, p. 16) afirmam: Tornar compartilhada a gestão da escola significa garantir o envolvimento amplo de profissionais que nela atuam com objetivos comuns. Processa-se de forma gradativa, organizada e será concretizada através de um processo de planejamento coletivo, com participação de toda comunidade escolar, partindo do conhecimento de sua realidade. Por outro lado, na gestão compartilhada é necessário que cada um exija de si próprio metas claras e estimulantes, criando, assim, parceiros internos para que seja possível o estabelecimento de alianças externas.
Nesse sentido é necessária que a escola compreenda a necessidade de ser democrática para que permita realizar a avaliação institucional, devendo estar preparada e consciente quanto aos direitos e deveres para a concretização dos objetivos coletivos.
O caminho para uma avaliação institucional de sucesso é possibilitar o envolvimento de todos os integrantes da escola no processo, organização e funcionamento do trabalho pedagógico e administrativo. Pois o fato de todos participar do planejamento, faz também com que todos façam uma reflexão das práticas acerca dos objetivos, aprofundando e compreendendo as metas e consequentemente ampliando a interação entre todos.
As limitações que encontramos para o pleno desenvolvimento da gestão democrática e da avaliação institucional nas instituições é evidente frente a precariedade das escolas, pouco é feito para melhoria das escolas e até mesmo com relação a fatores do tipo a desatenção dada a formação continuada dos professores.
Para que a escola entenda a necessidade de exercer a avaliação institucional no ambiente escolar, a gestão precisa ter planejamento, acompanhamento e execução dos processos de ensino-aprendizagem, assim como relação entre as partes, criação de metodologias, definição de objetivos e por fim a opção por processos avaliativos.
Existem situações onde o professor não está engajado com os projetos da escola, isto dificulta e muito o trabalho como no coletivo, pois os ideais que a escola sonha, devem ser construídos num processo de participação de todos professores, num trabalho coletivo, para alcançar resultados de excelência.
A avaliação institucional, perante a gestão escolar deve aparecer como ação estratégica de acompanhamento, controle e proposição destinada à qualificação do trabalho realizado, vez que a “gestão da escola implica na tomada de decisões e na sua respectiva execução e avaliação (Regimento das Escolas Municipais de São Paulo, apud Silva,2002, p.16)”.
A avaliação das ações desenvolvidas pela escola devem assumir características de autoavaliação, organizadas e realizadas pelos membros: gestores, docentes, funcionários, alunos, pais e poderá variar em abrangência, profundidade e periodicidade, de acordo com os objetivos propostos, envolver pessoas e utilizar dos mais diversos instrumentos. A avaliação realizada permite que se revejam rumos e até mesmo que estes sejam alterados.
No caso da auto-avaliação, ou seja,da avaliação interna promovida pela própria comunidade acadêmica, segundo seus conceitos, seu ritmo, suas finalidades e suas regras, existe forte possibilidade de o processo ser participativo, dirigido ao social e destinado aos próprios sujeitos para efeitos de melhoria institucional, individual e coletiva. (DIAS SOBRINHO, 2001, p. 15). 
Toda avaliação tem um grau de desejo do avaliador acerca do foco, daí a necessidade de orientar o avaliador em relação aos aspectos a serem levados em consideração no processo. Estes devem ter relação com os objetivos da instituição e demais pais, alunos e comunidade escolar como um todo.
Na avaliação da instituição escolar adota-se a modalidade de avaliação final, pois é ao término dos processos que se detém sobre o realizado e se chega a uma determinada conclusão. É importante se pensar em avaliação ao final das unidades e o ano letivo constitui-se numa grande unidade de trabalho e realizações. Porém, a prática da avaliação, que em algumas escolas teve início com a exigência da Secretaria, deve ampliar-se para lograr êxito em constituir-se instrumento de mudanças e de participação democrática. 
Pois, “Se a avaliação aspira ser parte da mudança, ela não deve converter-se apenas em instrumento metodológico e processo institucional ao final de uma etapa para atender exigências externas.” (CARVALHO & PORFIRO, 2001, p. 19) 
É de estrema importância trazer os pais para junto da escola pra juntos discutir e tratar da importância da avaliação institucional, com relação aos Indicadores de Qualidade de Ensino.
Paro (2000, p 119) reforça que é preciso atrair os pais à escola: [...] a direção, a coordenação e vários professores acreditam na necessidade da participação e buscam atrair os pais para ela. O que se acredita é que a permanência desse clima e a concretização positiva da experiência com os pais e os servidores da escola criem uma cultura de participação que seja favorável a um processo escolar de maior qualidade e de proveito para os objetivos do ensino.
Na grande maioria os gestores das escolas, são instigados a lançar um olhar investigativo e reflexivo sobre a escola que atuam, partindo para iniciar a pesquisa no Projeto Político Pedagógico(PPP), buscando detectar possíveis distorções e posteriormente desenvolver um plano de ação com foco na prática da gestão escolar.
Para Cruz (2007), a comunicação organizacional é um processo que se desenvolve dentro de um complexo jogo de relações interativas, realizando intercâmbio de mensagens, de onde emerge um fluxo de informações entre as pessoas que ocupam distintas posições e representam distintas funções dentro da organização. Para a autora, a comunicação organizacional, por apresentar esse caráter de inter-relação mencionado, possibilita o conhecimento de informações que permitem a definição ou o ajuste de estratégias organizacionais.
De acordo com OLIVEIRA, MORAES e DOURADO(2012) no artigo política e gestão da educação:[...] a gestão da escola configura-se em ato político, pois requer sempre uma tomada de posição política. Exige um posicionar-se diante das alternativas. A gestão escolar não é neutra, pois todas as ações desenvolvidas na escola envolvem atores e tomadas de decisões[...] (OLIVEIRA, MORAES E DOURADO,2012, p.7).
4 DESAFIOS DA AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL NA ESCOLA
A avaliação institucional tem passado por grandes desafios para sua aceitação e implementação na escola. Pois nem sempre as pessoas envolvidas para obter os resultados levam a sério esse processo, deixando a desejar com suas respostas e deixando dúvidas com relação veracidade dos fatos.
Muitas vezes não é possível avaliar na sua totalidade a instituição, pois a coleta de dados é frágil em relação aos projetos, métodos e atividades desenvolvidas na escola, sendo desta forma encarada a avaliação institucional como superficial.
Nessa perspectiva:
 [...] a autoavaliação da escola é um processo necessário para compreender a dinâmica institucional, que pode e deve ser útil para a escola, desde que não se traduza apenas na identificação de pontos fortes e de fragilidades, mas, também na elaboração de recomendações que deverão ser consideradas na proposição de melhorias qualitativas para instituição. Trata-se da utilização dos resultados para a elaboração dos planos de ação para o desenvolvimento da escola. É, portanto, na mobilização dos resultados que reside a utilidade da autoavaliação. Um plano de desenvolvimento da escola é um documento que contém as intenções do coletivo escolar, refletindo a visão de futuro e desenvolvimento necessário à escola. Identifica as prioridades de ação, estabelece as metas e os modos para sua concretização. (BRANDALISE, 2010, p. 327).
Cada escola apresenta particularidades, a realidade cotidiana de cada uma é diferente, por isso os desafios se tornam ainda maiores, pois dentro de um município não se pode avaliar todas escolas da mesma maneira, pois suas realidades são distintas.
Outra dificuldade é a veracidade das informações, as estatísticas muitas vezes também acabam sendo parcialmente reais, trazendo grandes dificuldades para a gestão escolar tomar decisões e ir em busca de melhorias para aprendizagem e escola num todo.
A avaliação institucional deve possibilitar o conhecimento de toda realidade da escola, em sua totalidade e amplitude, numa forma de ver o todo e autoavaliar-se. Mas isto nem sempre é possível, pois muitas vezes os próprios funcionários e pais não tem conhecimento da realidade da escola e da comunidade em geral. Por isso em sua grande maioria quando é realizado a avaliação institucional numa instituição ela apresenta em sua grande maioria fatos parciais, pois na educação para que o trabalho se efetive é necessário que todos andem para a mesma direção – em busca do ensino de qualidade, onde cada um faz sua parte.
É necessário avaliar para que se possa estabelecer mudanças e assim melhorar nossa educação, assim repensar as práticas visando tomada de decisões para melhorias. Possibilita transformar a realidade em momento ativo, dinâmico e contextualizado, fazendo com que as escolas se preparem para desempenhar com maior qualidade a sua função, mesmo que estas ocorram de maneira muito lenta.
Por fim, é interessante notar que muitos dos aspectos que, segundo os estudos, afetam a implementação da avaliação institucional foram elencados por Fullan (2009) como fatores que interferem na fase da implementação de uma mudança educacional, a saber, a compreensão e compartilhamento das finalidades da mudança, a clareza e a complexidade da inovação proposta, o apoio do órgão central com ações efetivas, a parceria com a comunidade escolar, o apoio e o envolvimento da direção escolar, e o trabalho coletivo e dialogado, o que dá maior robustez aos dados aqui analisados, avaliação institucional e autoavaliação de escolas. As transformações que vêm 
ocorrendo na educação e em sua avaliação estão articuladas de forma singular às profundas mudanças que estão acontecendo na sociedade, na economia, na política e no mundo em âmbito global. Dessa forma, a educação tem sido "chamada" para responder a desafios, ajudar a solucionar problemas que são, ao mesmo tempo, importantes, diversos e, muitas vezes, contraditórios, como: [...] os da produção da alta tecnologia, formação de mão-de-obra de alto nível, treinamento para atendimento de demandas imediatas do mundo do trabalho, formação qualificada para ocupações de tipo novo, formação para a inovação, preservação e desenvolvimento da alta cultura, recuperação da cultura popular, educação continuada, formação para o empreendedorismo, promoção da cidadania e da consciência de nacionalidade, inserção no mundo globalizado e compreensão das transformações transnacionais [...] e tantas outras exigências carregadas de urgências e, em todo caso, de difíceis respostas. (Dias Sobrinho, 2002, p. 13-14).
De acordo com Bortolotti et. al (2011), existem cinco motivos principais pelos quais os indivíduos resistem à mudança: hábito, segurança, fatores econômicos (medo de redução dos rendimentos),medo do desconhecido e processamento seletivo de informação (os indivíduos passam a processar seletivamente as informações para manter suas percepções intactas, ouvem só o que querem ouvir). Sendo assim, para os autores a resistência ocorre quando se move por meio da indiferença da negação e experimentam diretamente a dúvida de si mesmo, a raiva, a depressão, ansiedade, a frustração, o medo e a incerteza que acompanha uma mudança.
De acordo com Alarcão (2001), a escola deve ser uma instituição auto avaliativa, ou seja, aquela que se pensa e ao mesmo tempo se avalia no seu projeto educativo. Para a autora ao incorporar essa prática reflexiva, a escola se torna uma organização ― aprendente voltada para qualificar não apenas os que nela estudam, mas também, os que nela ensinam e apoiam estes atores. Para Alarcão (2001), a escola reflexiva é aquela que se assume como instituição educativa que sabe o que quer e para onde vai, é aberta ao diálogo com a comunidade externa e ao mesmo tempo está atenta a sua comunidade interna, a qual busca envolver no clima da escola, na construção do seu projeto e na avaliação de sua qualidade educativa.
É necessário ter clareza dos objetivos da avaliação institucional, definição da concepção de qualidade que a escola precisa possuir e não abrir mão dos seus princípios, que regem seus modelos de contra-hegemonia da avaliação, como exemplo a participação é inegociável.
A escola assumiu a responsabilidade de preparar os alunos para os complexos e mutáveis papéis que um dia vão desenvolver na sociedade, mas isto não quer dizer que as famílias não tem responsabilidades, pelo contrário, a família ainda tem grandes responsabilidades pela socialização das crianças e por sua preparação para a vida adulta.
Por isso à importância da família fazer parte dos processos que ocorrem dentro da escola, para junto acompanhar, incentivar, criticar e avaliar quando necessário. Conforme diz Paulo Freire (1996, p. 18-19): “ Mulheres e homens, seres históricos-sociais, nos tornamos capazes de comparar, de valorar, de intervir, de escolher, de decidir, de romper, por tudo isso, nos fizemos seres éticos.”
Não obstante, implementar as ações da avaliação institucional não se constitui em uma tarefa fácil. Há uma série de limites antepostos às escolas que desejam iniciar o processo. Sobre esse aspecto Oliveira (2013) enumera uma série de obstáculos que dificultam o desenvolvimento deste processo. Assim, segundo o autor, os principais limites para a prática da avaliação institucional nas escolas são:
O primeiro limite à prática da avaliação institucional na escola é a falta de uma cultura de avaliação do ambiente escolar; O segundo limite, diz respeito a pouca informação sobre a autoavaliação das escolas. Esta limitação contribui para que as unidades de ensino não desenvolvam a ação; O exercício da prática não orientada por aportes teóricos e metodológicos se constitui como o terceiro limite à prática da avaliação institucional nas escolas, já que a inexistência de uma teoria que fundadamente a prática pode contribuir para desmotivação da comunidade escolar e descrédito da ação; O quarto limite refere-se à legitimidade e a participação. Nenhuma proposta de autoavaliação deve ser construída sem a participação da comunidade escolar, ou seja, o grupo precisa participar e legitimar a ação avaliativa, se não existe legitimidade, não existe participação, portanto, não existe projeto coletivo; O quinto limite é a necessidade de atribuir função e papéis à prática da avaliação institucional (OLIVEIRA, 2013, p. 10-11). 
A questão da sensibilização é um ponto crucial da avaliação institucional, aliás é tão importante que está expresso nos documentos oficiais do SINAES que orientam os processos nas IES. Através da sensibilização busca-se o envolvimento da comunidade escolar na construção da proposta avaliativa por meio da realização de reuniões, palestras, seminários, entre outros. Cabe ressaltar que a sensibilização deve estar presente tanto nos momentos iniciais quanto na continuidade das ações avaliativas, pois sempre haverá sujeitos novos iniciando sua participação no processo: sejam estudantes, professores, técnico-administrativo e demais.
De acordo com Alaíz, Góis e Gonçalvez(2003), a elaboração e o desenvolvimento do plano de desenvolvimento institucional envolvem quatro etapas: autoavaliação ou auditoria, planejamento, implementação e avaliação. A primeira etapa constitui-se da análise dos resultados da autoavaliação, identificando os pontos fortes e fracos da escola.
Na segunda, é feita a seleção das prioridades de ação da escola, transformando-as em metas específicas, definindo-se as estratégias e critérios para alcançá-las. A implementação do plano de desenvolvimento constitui a terceira etapa; nela se deve assegurar que o plano é seguido e que as ações previstas estão sendo desenvolvidas. Na quarta etapa avalia-se o sucesso das medidas implementadas e recomendações são propostas para alterações no plano ou para a construção de um novo projeto. Ressalta-se que a avaliação deve ocorrer ao longo do processo de desenvolvimento do plano, numa perspectiva proativa, formativa e reflexiva, possibilitando a introdução dos ajustes necessários durante o seu período de realização.
A escola deve estar bem focada nos objetivos que deseja alcançar, pois ela não pode perder o foco se distraindo com coisas superficiais, mas estar centrada nos resultados, nas dificuldades, nos desafios e talvez na nova rota que terá que tomar, caso os resultados não sejam satisfatórios.
Para isso é precisa salientar a necessidade da escola estar ciente dos desafios da implementação da avaliação institucional, pois ela pode acarretar grandes mudanças no trabalho e execução de todo andamento da instituição, podemos dizer que pode ocasionar grandes reviravoltas, mudanças estas que se espera sempre ser para o bom funcionamento da escola como um todo na sociedade.
5 METODOLOGIA 
Através dos estudos e pesquisas realizados ao longo do curso houve a necessidade de aperfeiçoamento, bem como realizar o artigo cientifico, e através deste foram realizadas pesquisas bibliográficas como no Google Acadêmico e livros físicos como virtuais disponíveis na plataforma da instituição (UNINTER), nos quais nos fazem refletir ainda mais sobre a necessidade do tema na atualidade, dessa maneira, demonstrou a importância de realizar pesquisas bibliográficas. 
A pesquisa é de suma importância para nos aprofundar e ir em busca de novos conhecimentos, por se tratar de uma das mais importantes profissões a qual está em constantes debates na atualidade, o professor e a instituição devem sempre trabalhar em prol de melhorias e gerar um pensamento de ação-reflexão-ação.
Como a pesquisa bibliográfica é um trabalho investigativo minucioso em busca do conhecimento e base fundamental para o todo de uma pesquisa, a elaboração de nossa proposta de trabalho justifica-se, primeiramente, por elevar ao grau máximo de importância esse momento pré-redacional; como também se justifica pela intenção de torná-la um objeto facilitador do trabalho daqueles que possivelmente tenham dificuldades na localização, identificação e manejo do grande número de bases de dados existentes por parte dos usuários. (PIZZANI, SILVA, SUZELEI, HAYASHI, 2012 p.53).
De acordo com a pesquisa, para chegar aos resultados deste artigo, necessitou de pesquisas bibliográficas, no qual foi muito prazeroso abordar sobre o tema que ainda é pouco implantado no ambiente escolar, sendo este uma base para futuras pesquisas.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
	
A avaliação serve como instrumento de orientação de revisão de práticas de planejamento – para a gestão escolar e de possíveis órgãos de gestão do sistema de ensino, que por vezes se vê cobrado de forma organizada por toda comunidade. Mas sabemos que esta realidade está muito longe, pois as dificuldades dentro das instituições ainda é grande quando se trata de autoavaliar e planejar mudanças.
A avaliação institucional quando realizada com sucesso na escola tem potencialde se constituir como elemento alterativo e constitutivo da gestão democrática. A escola poderá aperfeiçoar seu sistema de avaliação e aprofundar a organização e o funcionamento de mecanismos já existentes.
A participação dos pais, no processo pedagógico e na definição das propostas educacionais por muito tempo não foi aceita, gerando um tabu nos meios educacionais, mas hoje isto tem mudado ao longo dos anos, e viu-se a necessidade da participação dos pais no ambiente escolar. A própria legislação passou a prever a necessidade de Conselhos de Escolares e outras modalidades. 
As escolas precisam entender em seu tempo histórico e adotar a Auto-Avaliação Institucional como procedimento comum e a Gestão Democrática que se desenha cotidianamente.
Acredita-se que o estudo é fundamental para que, por um lado, se perceba a importância da avaliação educacional para a concretização dos fins educacionais e da escola; e, por outro, se sensibilize para o reconhecimento da interdependência dos múltiplos objetos de análise da avaliação educacional e dos seus níveis de estrutura – micro, meso, macro e megassociológicos –, para a efetivação de um processo avaliativo na escola.
Espera-se que a revisão bibliográfica realizada aponte novos rumos tanto para o desenvolvimento de novas pesquisas como para a realização da avaliação das escolas, particularmente para a autoavaliação institucional, pois se criada e desenvolvida com os sujeitos da escola, ela será possibilitadora do seu autoconhecimento e de ações voltadas ao desenvolvimento institucional, alinhavando sentidos e produzindo significados, tanto aos processos educativos como à comunidade escolar.
Como se vê, há no processo de avaliação institucional uma circularidade. Isso significa que reconhecer aqueles fatores que influenciam a implementação da avaliação institucional é fundamental, no sentido de buscar garantir as condições sem as quais a implementação poderá fracassar. Por outro lado, partindo do princípio de que a avaliação institucional, realizada de modo coletivo e tendo por objetivo a melhoria da escola e a construção de comunidades profissionais de aprendizagem, contribui para que algumas dessas condições emerjam, não parece razoável aguardar que a mudança só seja experimentada quando todas as condições favoráveis estiverem disponíveis.
Analisados todos os fatores até aqui discutidos, é fácil concluir que uma das razões para que a avaliação institucional seja tão complexa é que seu sucesso está relacionado com a implementação de outras mudanças educacionais, igualmente desafiadoras, como a gestão democrática, o trabalho coletivo, a cultura de avaliação voltada para a melhoria escolar, a horizontalização das relações de poder, dentre outras. Com isso, pode-se inferir que, enquanto essas últimas mudanças não estivessem disponíveis, a avaliação institucional fatalmente fracassaria. Contudo, e isso parece ser a conclusão mais importante até aqui, os estudos também revelaram que a avaliação institucional, quando ocorre de modo participativo, provoca mudanças nos indivíduos e nas instituições. Exatamente aquelas mudanças que mais favorecem a implementação desse tipo de avaliação.
Assim, considerando este contexto, faz urgente problematizar a avaliação da escola evidenciando a necessidade de discutir a importância da avaliação institucional como processo transparente e coletivo que permeia as práticas educativas, o aperfeiçoamento da gestão escolar e o potencial da instituição de estabelecer um processo mais global e sistemático para reconhecimento de sua realidade e intervenção com foco constante na melhoria de sua qualidade. 
Dentro dessa perspectiva, acredita-se que a presente pesquisa se torna relevante e pode contribuir para os debates que buscam uma segunda via, um contraponto aos processos de avaliação externa que hoje balizam e direcionam todo o esforço educativo das escolas, sobretudo das escolas públicas. 
 	Este referencial também pode contribuir para os processos de gestão escolar, uma vez que parte do pressuposto de que avaliação institucional é um mecanismo de gestão estratégica que possibilita aos gestores identificar as fraquezas e as forças da instituição, permitindo a correção e o aperfeiçoamento dos processos internos tendo como reflexo o aprendizado contínuo da comunidade escolar.
REFERÊNCIAS
BARTNIK, HELENA LEONIR DE SOUZA. Gestão Educacional. Editora Intersaberes 1° edição, Curitiba 2012 (Série Formação do Professor).
BOTH, IVO JOSÉ. Avaliação planejada, aprendizagem consentida: é ensinando que se avalia, é avaliando que se ensina. Editora Intersaberes, 2ª edição revista e atualizada, Curitiba 2017(Série Avaliação Educacional).
BRASIL. Congresso Nacional. Constituição Federal de 1988. Brasília, Diário Oficial da União, 1988.
LDB 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Texto na íntegra. Lei de 20 de dezembro de 1996. Editora e Gráfica Universitária – Unioste.
MOCELIN, MÁRCIA REGINA. SILVA, WILSON DA. Gestão e docência: perspectivas epistemológicas. Editora Intersaberes, Curitiba 2019 (Série Processos Educacionais).
MOSER, ALVINO. NAUROSKI, EVERSON ARAÚJO. LOPES, LUÍS FERNANDO. PETRACCA, RICARDO. Ética, estética e educação. Editora Intersaberes 1° edição, Curitiba 2019. 
OLIVEIRA, MORAES E DOURADOS, Artigo Política e Gestão da Educação. ( p.7 2012).
PARO, Vitor Henrique. Qualidade do Ensino: A contribuição dos pais. São Paulo: Xamã, 2000.
SOARES, KATIA CRISTINA DAMBISKI. SOARES, MARCOS AURÉLIO SILVA. Sistema de ensino legislação e política educacional para a educação básica. Editora Intersaberes, Curitiba, 2017 (Série Fundamentos da Educação).
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/direito/avaliacao-institucional-conhecer-a-escola-para-planejar-mudancas-e-intervencoes/45661
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/gestao-democratica-e-participativa-na-escola/56866
?PIZZANI, L.; SILVA, R. D.; SUZELEI, F. B.; HAYASHI, M. C. P. I. A. Arte da pesquisa bibliográfica na busca do conhecimento. © Rev. Dig. Bibl. Ci. Inf.,Campinas, v.10, n.1, p.53- 66, jul./dez. 2012.Disponível em: <https://doi.org/10.20396/rdbci.v10i1.1896>. Acesso em:23 out.2020.
?PIZZANI, L.; SILVA, R. C.; BELLO, S. F.; HAYASHI, M. C. P. I. A arte da pesquisa bibliográfica na busca do conhecimento. Revista Digital de Biblioteconomia & Ciência da Informação, v. 10, n. 2, p. 53-66, 2012. DOI: 10.20396/rdbci.v10i1.1896 Acesso em: 23 out. 2020
BRANDALISE, Mary Ângela Teixeira. Avaliação institucional da escola: conceitos, contextos e práticas. Disponível em: http://www.uepg.br/olhardeprofessor Acesso em: 12 de out. 2020.
SÍVERES, Luiz. SANTOS, José Roberto de Souza. Avaliação Institucional na educação básica: os desafios da implementação. Est. Aval. Educ., São Paulo, v. 29, n. 70, p. 222-253, jan./abr. 2018 Disponível em: http://dx.doi.org/10.18222/eae.v29i70.5075 Acessado em: 23 de out. 2020.
BRANDALISE, Mary Ângela Teixeira. MARTINS, Clícia Bührer. Programa de avaliação institucional da educação básica do Paraná: da produção à implementação da política na escola. Est. Aval. Educ., São Paulo, v. 22, n. 50, p. 435-456, set./dez. 2011 Disponível em: http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/arquivos/1659/1659.pdf Acessado em 23 out 2020.
BRANDALISE, Mary Ângela Teixeira. Avaliação institucional na escola pública: os (des)caminhos de uma política educacional. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial n. 1/2015, p. 55-74. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/er/nspe1/1984-0411-er-1-spe-00055.pdf Acessado em 23 de out 2020.
MOURA, Marcelo Pinto Coelho. A Avaliação Institucional como Instrumento de Gestão Estratégica: Estudo de caso em uma Escola Estadual de Itabira-MG. Dissertação (mestrado profissional) - Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação/CAEd. Programa de Pós Graduação em Gestão e Avaliação da Educação Pública. P. 156. 2017. Disponível em:
http://mestrado.caedufjf.net/wp-content/uploads/2017/11/MARCELO-PINTO-COELHO-MOURA_REVISADO.pdf 
20

Mais conteúdos dessa disciplina