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No que concerne às taxas de feminicídios na sociedade é um problema não só brasileiro, mas, global. Dentre, outros fatores, destaca-se um sistema de punições judiciarias ineficientes e a fábrica de incentivo musical no intuito de objetificar o corpo da mulher, com a justificativa “liberdade de expressão”. Diante disso, cabe avaliar os fatos que favorecem esse quadro. Certamente, o enfraquecimento do estado em relação à investigação, reunião de provas e falho julgamento do acusado, contribui diretamente com a recorrência de mulheres assassinadas. De acordo com a ONU, em 2017 foram registrados 87 mil feminicídios no mundo, no qual 58% delas foram vítimas de pessoas conhecidas. Isso significa que a cada hora seis mulheres morrem vítimas de seus próprios familiares. Ainda, segundo a ONU, no mapa da violência, o Brasil ocupa a quinta posição em mortes violentas de mulheres no mundo. No exposto, percebem-se as falhas na atuação judiciária, resultando no aumento dos casos e o medo em denunciar. Faz-se mister, salientar, algumas músicas utilizadas para perpetuar a violência e romantizar o ódio destinado as mulheres apenas pelo fato de serem do sexo feminino. A música é utilizada por meios terapêuticos como influenciador cognitivo, dessa forma, seu uso cotidiano inadequado acarreta na normalidade de ações violentas, fruto das emoções humanas. Repertórios, como: Liberdade provisória e Vai namorar comigo sim, dos cantores Henrique e Juliano, faz jus a propagação do ódio disfarçado de amor. A música não é o problema, mas sim, a mensagem que ela dissemina, pois como diria Nietzsche: “sem música a vida seria um erro, mas têm músicas que, por não respeitar a dignidade da vida alheia, são o próprio erro”. Medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Justiça em parceria com o Governo Federal devem atualizar e adequar à constituição brasileira para que os autores de agressões contra mulheres sejam punidos adequadamente, para que assim, “brechas” da lei não sejam utilizadas a favor da impunidade. Outra medida cabível seria o Governo Federal em parceria com o Ministério da Mulher e da Família, criarem uma lei de multas para qualquer tipo de apologia ou incentivo a violência contra a mulher, bem como a proibição de divulgações musicais que de forma subliminar dissemine a fúria contra essa parcela populacional. Espera-se com isso, uma redução na impetuosidade destinada a mulheres, para assim corroborar com um mundo mais pacifico e feliz.