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Sistema Reprodutor Feminino
Componentes: Eduarda Pereira da Silva, James Henrique Araújo Mota, Joslanne dos Santos Soares, Lucas Mendes Feitosa Dias, Polyana Araújo Torres, Raphael Veras e Silva, Nayra Barbosa Alves.
Universidade Federal do Piauí
Centro de Ciências da Saúde
Departamento de Morfologia
Profa. Christianne Maria Tinoco Veras
Disciplina: Anatomia Geral - Farmácia
Curso: Bacharelado em Farmácia
Teresina-PI,
27 de janeiro de 2021.
Sumário
PARTE I: Introdução, ovários e ovogênese
PARTE II: Desenvolvimento dos folículos, ovulação e tubas uterinas;
PARTE III: Útero
PARTE IV: Ciclo Menstrual e vagina;
PARTE V: Órgãos externos e mama.
2
Objetivos
Compreender e aprender as estruturas que formam o sistema reprodutor feminino;
Compreender o processo da ovogênese e o ciclo ovariano;
Apresentar as condições de importância clínica do sistema em questão;
3
Sistema Reprodutor Feminino
Conjunto de órgãos encarregados da reprodução na mulher;
Secreta hormônios sexuais; 
Produzir óvulos;
Oferece condições para o desenvolvimento de um novo ser vivo;
Fonte: todamatéria.com.br.
4
Divisão Anatômica
Ovários;
Tubas Uterinas;
Útero;
Vagina.
 Monte púbico;
Lábios maiores ;
Lábios menores ;
Clitóris;
Glândulas vestibulares;
Bulbo da vagina;
Vestíbulo da vagina.
ÓRGÃOS INTERNOS:
ÓRGÃOS EXTERNOS:
5
Fonte: Google imagens.
ovários - produzem os óvulos
Tubas uterinas - transportam e protegem os óvulos
Útero - provê um meio adequado para o desenvolvimento do embrião
Vagina - Serve como receptáculo dos espermatozóides
Eduarda Pereira () - Slide com animação.
Colocar em apresentar para ver a parte escrita.
3 cm de Comprimento;
2 cm de Largura;
1,5 cm de Espessura
Dimensões
Produção de óvulos;
Produção de Hormônios;
Função
Ovários
6
O ovário é um órgão par comparável a uma amêndoa, e está situado por trás do ligamento largo do útero e logo abaixo da tuba uterina;
Fonte: Google imagens.
O ovário é um órgão par comparável a uma amêndoa com aproximadamente 3 cm de comprimento, 2 cm de largura e 1,5 cm de espessura. Ele está situado por trás do ligamento largo do útero e logo abaixo da tuba uterina, sendo que seu grande eixo se coloca paralelamente a esta.
Os ovários são referidos como órgãos sexuais principais, por produzirem o gameta feminino. Os órgãos sexuais acessórios são estruturas que transportam, protegem, e nutrem os gametas após terem o ovário. Estes incluem as tubas uterinas, o útero, a vagina e a vulva.
A produção de hormônios influem no desenvolvimento das características sexuais secundárias femininas e regulam o ciclo reprodutivo.
Lucas Mendes () - animação nas setas apontando os ovários
Ovários
Forma: 
Oval, semelhante a uma amêndoa.
Ligamentos:
Ligamento largo;
Ligamento próprio do ovário;
Ligamento suspensor do ovário;
Faces:
lateral e medial;
7
Fonte: Google imagens.
O estrógeno e a progesterona - hormônios que influem no desenvolvimento dos órgãos sexuais acessórios e nas características sexuais secundárias - são secretados pelos ovários.
Os ovários são mantidos nessa posição por diversos ligamentos. O maior deles é o ligamento largo, que também dá suporte às tubas uterinas, ao útero e vagina. O ligamento próprio do ovário está localizado junto ao ligamento largo e se estende da margem superolateral do útero até o ovário. O ligamento suspensor do ovário fixa o ovário à parede pélvica. É por meio desse ligamento que os vasos alcançam o ovário.
Ovários
Localização: junto à parede lateral de cada lado do útero
Margens:
mesovárica e livre.
Extremidades:
Tubária;
Uterina.
8
Fonte: Google imagens.
Os ovários encontram-se suspensos na face posterior do ligamento largo, por meio do mesovário (curta dobra de peritôneo).
Ovários
Cada ovário possui quatro camadas:
Epitélio germinativo;
Túnica albugínea (tecido conjuntivo fibroso);
Córtex;
Medula (é composta de tecido conjuntivo, vasos sanguíneos,linfáticos e nervos).
9
Fonte: Spance, 1991.
Epitélio germinativo - cobertura epitelial externa do ovário
Túnica albugínea - camada de tecido fibroso
Córtex - o ovário em si pode ser dividido numa camada externa, o córtex, envolvendo a medula central. 
Medula central - é composta de tecido conjuntivo e contém vasos saguíneos, vasos linfáticos, e nervos que entram e deixam o ovário no ponto onde está preso ao mesovário.
Ovários
Irrigação: artérias ováricas originadas da parte abdominal da aorta. Suprimento adicional realizado pelos ramos ováricos das tubas uterinas.
Drenagem: veias ováricas. A veia ovárica direita desemboca na veia cava inferior, e a esquerda, na veia renal esquerda.
Inervação simpática e parassimpática a partir do plexo ovárico;
Os nervos e vasos penetram no ovário através do hilo.
10
Fonte: Google imagens.
Os ovários são supridos pelas artérias ováricas, que são ramos da parte abdominal da aorta, e pelos ramos ováricos das artérias uterinas, que surgem da artéria ilíaca interna . As artérias, as veias e os nervos chegam aos ovários percorrendo o interior do ligamento suspensor e depois passando pelo mesovário. Os ovários são inervados pelas duas partes da divisão autônoma do sistema nervoso. A inervação ovariana é derivada de plexos autônomos, sendo que a parte superior do plexo ovariano é formada por ramos dos plexos renal e aórtico, e a parte inferior é reforçada pelos plexos hipogástricos superior e inferior. Esses plexos correspondem a fibras simpáticas, parassimpáticas pós-ganglionares e fibras aferentes viscerais
11
PARTE II
 
Ovogênese
13
Fonte: Google imagens.
A ovogênese envolve a produção de óvulos pelo ovário. No início da fase fetal, as ovogônias (2n), células precursoras dos gametas femininos, sofrem mitoses, multiplicando-se. Após o nascimento, por volta do terceiro mês de vida, as ovogônias param de se dividir, crescem, duplicam seus cromossomos e passam a ser chamadas de ovócitos primários (I). Durante a maturação do ovócito primário, ocorre o término da divisão I da meiose, formando células de tamanhos diferentes, sendo uma delas grande, chamada de ovócito secundário ou ovócito II (n); e a outra pequena, chamada de glóbulo polar. O ovócito secundário inicia a segunda fase da meiose, mas para na metáfase II, ocorrendo então o que chamamos de ovulação, na qual o ovócito secundário será liberado no ovário e encaminhado para a tuba uterina. Quando o ovócito secundário (óvulo) não é fecundado, ele se degenera 24 horas após ser liberado. Mas quando ocorre fecundação por um espermatozoide, o ovócito secundário termina a segunda divisão da meiose, com a liberação do segundo glóbulo polar. Assim como o glóbulo polar I e o glóbulo polar II também se degenera. 
Ciclo Ovariano
Consiste numa série de mudanças no ovário, incluindo o desenvolvimentos dos folículos, a liberação de um óvulo de um folículo maduro na ovulação, e a formação de uma estrutura chamada corpo lúteo.
14
O primeiro ciclo ovariano ocorre na puberdade. A duração do ciclo ovariano varia de 20 a 40 dias, com uma média de 28 dias. Por isso o ciclo ovariano é considerado como sendo um ciclo de 28 dias. Este ciclo está intimamente associado com o ciclo menstrual que envolve uma série de mudanças no útero, e num grau menor, na vagina.
Desenvolvimento dos Folículos
Hormônio folículoestimulante (FSH);
Células granulosas;
Teca (interna e externa);
Zona pelúcida;
Antro;
Folículos em crescimento – folículo maduro;
Folículos atrésicos.
15
Fonte: Google imagens.
O desenvolvimento dos folículos ocorre sob influência do hormônio folículo-estimulante (FSH) da hipófise, a camada única de células foliculares que forma a parede de cada folículo primário prolifera, formando células granulosas. Algumas células do tecido conjuntivo que está por fora dos folículos se condensam numa camada que envolve cada folículo, formando a teca. Células da parte interna da teca produzem os estrógenos, que são responsáveis pelas mudanças cíclicas que ocorrem na mulher após a puberdade. Com o crescimento continuado, forma-se em alguns folículos em crescimento uma região clara, não celular, chamada zona pelúcida. Essa zona é quem separa o óvulo em desenvolvimento em cada folículo das células granulosas à sua volta. A medida que o folículo em crescimento aumenta de tamanho, forma-se uma cavidade cheia de flúido, o antro, no seu interior. A medida que mais líquido se acumula no antro, mais o folículo cresce e se move para superfície do ovário, onde produs um abaulamento. Esse folículo então está pronto para a ovulação, e é chamado de folículo maduro. Vários folículos iniciam esta série de mudanças a cada mês, mas em geral apenas um atinge a fase madura. Os demais degeneram. O processo de degeneração de um folículo e do óvulo em seu interior é chamado de atresia. E os folículos que sofrem atresia são chamados de folículos atrésicos.
Ovulação
Durante a ovulação aquelas células foliculares que envolviam o óvulo continuam presas a ele;
Coroa radiada;
Corpo Lúteo.
16
Fonte: Google imagens.
Sob condições hormonais adequadas o folículo maduro se rompe e libera o óvulo na cavidade abdominopélvica. Este evento é chamado de ovulação. Assim o óvulo liberado é rodeado por uma zona pelúcida e por uma esfera de células foliculares que constitui a coroa radiada. Em geral, decorrem de 10 a 14 dias para um folículo primário se desenvolver em folículo maduro. Acredita-se haver aproximadamente cerca de 400.000 folículos primários nos dois ovários ao nascimento. Como durante os 30 ou 40 anos de vida reprodutiva da mulher, apenas um folículo maduro é liberado a cada mês, somente um total de cerca de 400 óvulos maduros são produzidos durante a sua vida. Em seguida à ovulação e à perda do líquido folicular, o folículo maduro rompido entra em colapso. Ao mesmo tempo a adeno-hipófise produz uma quantidade maior de hormônio luteinizante (LH). Em pouco tempo as células do folículo rompido aumentam de tamanho e adquirem uma coloração amarelada devido em parte, ao acúmulo de grânulos de lipideos. A estrutura resultante é chamada de corpo lúteo, ou corpo amarelo. O corpo lúteo serve como uma importante fonte de progesterona, e de estrógenos que mantêm a mucosa do útero em condições favoráveis para a implantação e desenvolvimento do embrião.
17
Fonte: Google imagens.
 Ainda durante o período embrionário, os ovários produzem as ovogônias, que, por mitose, originam os ovócitos primários.
O ciclo ovariano inicia-se com a liberação do hormônio gonadotrofina hipofisária (GnRH) pelo hipotálamo, estimulando a adeno-hipófise a secretar os hormônios folículo estimulante (FSH) e luteinizante (LH). O FSH, auxiliado pelo LH, estimula o crescimento do folículo primário, que passa a secretar pequenas quantidades do hormônio estradiol.
A secreção do estradiol ajuda a manter os níveis de FSH e de LH baixos enquanto o folículo cresce e o ovócito amadurece. Quando a secreção do estradiol aumenta, ocorre também um aumento nos níveis de FSH e de LH, levando a um pico nos níveis de LH. Em resposta a esses aumentos nos níveis hormonais, o folículo e a parede adjacente do ovário rompem-se, liberando o ovócito secundário (ovulação).
O tecido folicular deixado no ovário transforma-se em corpo-lúteo, sob a ação do LH, e secreta progesterona e estradiol. A liberação desses hormônios desencadeia a redução da secreção de LH e FSH, o que evita a maturação de um novo folículo enquanto uma gravidez estiver em andamento.
Tubas Uterinas
Órgão par, implantado no ângulo látero-superior do útero;
Calibre irregular;
Mede cerca de 10 cm.
Função:
Transportar o óvulo do ovário ao útero;
Local onde ocorre a fertilização do óvulo pelo espermatozóide.
18
Fonte: Google imagens.
Normalmente a fertlização do óvulo pelo espermatozóide ocorre na ampola da tuba uterina.
cada tuba uterina inicia-se lateralmente perto de um ovário, e termina medialmente, onde se abre na parte superior do útero.
Tubas Uterinas
Divide-se em quatro regiões:
19
Fonte: Google imagens.
Istmo - porção medial a tuba uterina e decalibre menor.
Ampola - Região onde tuba se curva ao redor do ovário.
Infundíbulo - Extremidade distal da tuba uterina e se abre na cavidade abdominopélviva, próximo ao ovário. É rodeado por pequenas projeções digitiformes, chamadas fímbrias. O movimento das fimbrias e de seus cílios produzem uma corrente de fluido peritoneal que entra na tuba uterina e assim carrega o óvulo liberado no folículo para a tuba.
Tubas Uterinas
Um óvulo liberado na ovulação é transportado em direção ao útero pela tuba uterina.
Mesosalpinge;
Istmo;
Ampola;
Infundíbulo;
Fímbrias;
Células com e sem cílios;
20
Fonte: Google imagens.
A porção do ligamento largo que ancora cada tuba uterina é chamada mesosalpinge. A Istmo é a porção menos calibrosa, situada junto ao útero, enquanto a ampola é a dilatação que se segue ao istmo.A Ampola é considerada o local onde normalmente se processa a fecundação do óvulo pelo espermatozoide. A porção mais distal da tuba é o Infundíbulo, que pode ser comparado a um funil cuja boca apresenta um rebordo muito irregular, tomando o aspecto de franjas. Essas franjas têm o nome de fímbrias da tuba e das quais uma se destaca por ser mais longa, denominada fimbria ovárica. O infundíbulo abre-se livremente na cavidade do peritôneo por intermédio de um forame conhecido por óstio abdominal da tuba uterina. A parte horizontal seria representada pelo istmo e a vertical pela ampola e infundíbulo. As células com ou sem cílios estão contidas no epitélio da mucosa. As maioria das células possuem cílios que se movimentam ritmicamente em direção ao útero. Assim o óvulo dentro da tuba uterina é carregado para o útero por meio de uma corrente fluida causada pelo batimento dos cílios e também com possível ajuda das contrações peristalticas do músculo liso da parede da tuba uterina.
Eduarda Pereira () - Slide com animação
Tubas Uterinas
Quatro camadas de tecido:
Túnica serosa
Tela subserosa
Túnica muscular
Túnica mucosa
21
Fonte: Google imagens.
Estruturalmente a tuba uterina é constituída por quatro camadas concêntricas de tecidos que são, da periferia para a profundidade, a túnica serosa, tela subserosa, túnica muscular e túnica mucosa.A túnica muscular, representada por fibras musculares lisas, permite movimentos peristálticos à tuba, auxiliando a migração do óvulo em direção ao útero.A túnica mucosa é formada por células ciliadas e apresenta numerosas pregas paralelas longitudinais, denominadas pregas tubais. 
Gravidez Tubária
Gravidez que ocorre no interior da tuba uterina;
Rompimento de tecidos causando hemorragia.
22
Fonte: Google imagens.
É toda gestação que ocorre fora da cavidade uterina. O lugar mais comum é a trompa, mas pode ocorrer na cavidade abdominal, no ovário, e no colo do útero. 
 Quando isso acontece, o desenvolvimento da gravidez pode ser prejudicado, isso porque o embrião não consegue se locomover para dentro do útero e as trompas não são capazes de se distender, podendo romper e colocar em risco a vida da mulher.
PARTE III
Útero
Órgão oco, ímpar e mediano; 
Forma de pêra invertida, achatada no sentido ântero-posterior;
Tamanho: cerca de 7,5 cm de comprimento e 5cm de largura.
No útero distinguem-se: fundo, corpo, istmo e cérvix.
Faces: vesical e intestinal.
Fundo
Corpo
Istmo
Cérvix
24
Fonte: Google imagens.Útero
Corpo
Óstio
Localização: Na pelve , atrás da bexiga urinária e à frente do colo sigmóide e do reto;
Ligamento largo (mesométrio);
Ligamento redondo;
Normalmente, o útero está fletido para a frente, com seu eixo longitudinal formando um ângulo de 90° com o eixo maior da vagina;
25
Fonte: Google imagens.
A porção do ligamento largo que está abaixo do mesovário e ancora o útero é chamado de mesométrio. Vasos sanguíneos e nervos alcançam o útero e tubas uterinas através das camadas peritoneais do ligamento largo. Os ligamentos redondos ajudam o ligamento largo a manter o útero na sua posição.
26
Útero
Túnicas serosas ou perimétrio;
Túnica muscular ou miométrio;
Endométrio.
27
Fonte: Google imagens.
O útero possui três camadas de parede uterina, sendo elas:
 
Camada externa, perimétrio; é uma fina camada de tecido conjuntivo que se encontra em volta do miométrio. 
 
Camada muscular intermédia, miométrio; é a camada mais espessa do útero, sendo formada por feixes de fibras musculares lisas separadas por tecido conjuntivo. Estando os feixes dispostos em 3 camadas: a interna, a média (contém uma grande quantidade de vasos sanguíneos) e a externa, a estrutura do miométrio permite a expansão do útero para que um feto se possa desenvolver dentro dele e ajuda a expulsar o bebé através de contrações no momento do parto. 
 
Camada interna, endométrio. sendo composta por um tecido que aumenta de espessura ao longo de cada mês, ou seja, à medida que o útero se prepara para uma possível receção de um óvulo fecundado. Se isto não se verificar o endométrio descama e ocorre a menstruação. 
 
Útero
Vascularização:
Irrigado pelas artérias uterinas que se originam das artérias ilíacas internas e pelos ramos uterinos das artérias ováricas. 
Inervação:
Plexo pélvico e hipogástrico;
28
Fonte: Google imagens.
(O retorno do sangue do útero é feito pelas veias uterinas que acompanham as artérias. 
AS artérias uterinas, ramos das artérias ilíacas internas na pelve, descem pelo lado do corpo uterino, emitem ramos na parede uterina e dividem-se nas artérias arqueadas que seguem pelo miométrio. As artérias radiais chegam ao miométrio onde emitem artérias retas (basais) até a camada basal e artérias espirais até a camada funcional. As artérias espirais sofrem degeneração e regeneração durante cada ciclo menstrual sucessivo, e ao serem contraídas fazem que a camada funcional seja descamada durante a menstruação. As veias no endométrio possuem paredes finas e formam uma ampla rede com dilatações sinusoidais ocasionais.
29
Útero
A histerectomia remove o útero e também pode remover o colo do útero (total), além de ovários, trompas, linfonodos e porção superior da vagina;
30
Fonte: Google imagens.
 A remoção do útero é feita através de uma incisão no abdômen. É normalmente, indicada para mulheres com problemas graves na região pélvica, como o câncer de colo do útero em estágio avançado e o câncer nos ovários, infecções, miomas, hemorragias, endometriose grave, etc.
PARTE IV
Mudanças uterinas durante o ciclo menstrual
Ciclo menstrual: 
Fase menstrual
Fase proliferativa
Fase secretora
32
Fonte: Google imagens.
Os efeitos combinados que são produzidos pelos estrógenos e pela progesterona fabricados pelo folículo ovariano e pelo corpo lúteo durante o ciclo ovariano produzem mudanças cíclicas no trato reprodutor feminino, que resultam no chamado
É o ciclo ovariano que normalmente controla o ciclo menstrual . Este corresponde a uma série de mudanças que ocorrem no endométrio do útero a cada mes
Fase Menstrual
Descamação do endométrio.
Mênstruo.
Nível de estrógeno e progesterona relativamente baixos.
Hipotálamo secreta o fator que faz com que o FSH seja liberado, e uma pequena quantidade de LH seja também liberada, trabalhando sinergicamente com o FSH.
Menarca e menopausa.
33
Fonte: Google imagens.
É o período durante o qual a camada funcional do endométrio, espessa e engurgitada, durante as outras duas fases do ciclo , descama-se e se perde junto com o sangue dos vasos do endométrio que foram danificados. O fluxo menstrual, mênstruo, consiste de sangue , tecido endometrial desintegrado,, secreções das glândulas uterina e muco. O fluxo menstrual dura normalmente de 3 a 6 dias. Durante esta fase do ciclo, os níveis de estrógenos e de progesterona no sangue estão geralmente baixos, embora comecem a aumentar lentamente. Os baixos níveis de hormônios gonoidais presentes durante a fase menstrual e na fase secretora do ciclo anterior possibilitam ao hipotálamo secretar o fator liberador de FSH, que faz com que o FSH seja liberado pela adeno-hipófise e uma pequena quantidade de LH seja também liberada, trabalhando sinergicamente com o FSH. 
Menstruação anômala
Amenorréia: primária e secundária;
Dismenorréia: Afeta 50% das mulheres em idade fértil.
Fonte:Minutossaudável.com.br
34
Amenorréia é a ausência de menstruação ,existe dois tipos de amenorréia a primaria quando nunca ocorreu mestruaçao e a secundaria quando para de ocorrer. As principais causas de amenorréia primaria são : distúrbio cromossômico, distúrbio genético, distúrbio endócrino e pseudo hemafrodismo. As principais causas de amenorréia secundaria são: contraceptivos orais, exercícios demasiados, stress e efeitos secundários da medição.
Dismenorréia também conhecida como cólica menstrual, é uma dor pélvica que ocorre antes ou durante o período menstrual, que afeta cerca de 50% das mulheres em idade fértil. Pode ser primária ou secundária, dependendo da existência ou não de alterações estruturais do aparelho reprodutivo. A dismenorreia primaria é aquela que ocorre sem que haja lesões nos órgãos pélvicos. Geralmente, ocorre nos ciclos menstruais normais e logo após as primeiras menstruações na adolescência, podendo cessar ou reduzir significativamente quando a mulher atinge a faixa dos 20 e poucos anos. Em alguns casos isso só ocorre após a gravidez. A dismenorreia secundaria está relacionada a alterações do sistema reprodutivo, que podem ser endometriose, miomas uterinos, infecção, anormalidades na anatomia do útero ou da vagina de origem congênita. Outra causa da dismenorreia secundária é o uso de dispositivo intrauterino (DIU) como método anticoncepcional. Geralmente começam a surgir dois anos depois da menarca.
Fase Proliferativa
Espessamento da camada funcional do endométrio e a conservação necessária para a menstruação seguinte;
O ciclo ovariano prossegue até o ponto de desenvolvimento do folículo maduro;
O nível de estrógenos no sangue aumenta;
Ligeiro aumento da secreção de LH pela adeno-hipófise e alguma produção de progesterona pelo folículo maduro;
35
Ao final da primeira semana do ciclo em resposta ao FSH, o folículo em maturação está produzindo quantidade suficiente de estrógeno para causar o espessamento da camada funcional do endométrio e a conservação necessária para a menstruação seguinte. Essa fase dura em média de 7 a 9 dias. Já mais para o final dessa fase há um ligeiro aumento da secreção de LH pela adeno-hipófise e alguma produção de progesterona pelo folículo maduro. 
O LH (hormônio luteinizante) é um teste utilizado para avaliar problemas de fertilidade, função dos órgãos reprodutivos, puberdade precoce e para detectar a ovulação. A secreção de LH, na mulher, está diretamente relacionada à ocorrência e à evolução da ovulação.
Fase Secretora
Após a ovulação;
Formação do corpo lúteo;
Produção de progesterona e estrógeno;
Espessamento da camada funcional do endométrio;
36
Fonte: Google imagens.
O ciclo menstrual entra na fase secretora após a ovulação. Essa fase dura aproximadamente 13 dias, ou seja, do dia 15 ao dia 28, então ocorre a menstruação marcando o início de um novo ciclo de 28 dias. A estrutura dominante no ciclo ovariano durante a fase secretora do ciclo menstrual é a formação do corpo lúteo, pela ação do LH. O corpo lúteo produz tanto progesterona como estrógenos , e o nível desses hormônios aumentam nitidamente durante a parte inicial dasduas semanas finais do ciclo menstrual . Assism que o nível de estrógenos e progesterona aumenta, inibe-se a liberação de LH e de FSH pela hipófise. Sob a influência de estrógeno e de progesterona as glândulas do endométrio do útero continuam a crescer ecomeçam a secretar pequenas quantidades de um flúido rico em glicogênio . As artérias do endométrio tornam-se alargadas e espiraladas. Nesta condição o endométrio está preparado paraprover a nutrição para o embrião se a fertilização ocorrer.
Endometriose
37
Fonte: Google imagens.
É uma doença caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga. 
Todos os meses, o endométrio fica mais espesso, para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. Quando não há gravidez, no final do ciclo ele descama e é expelido na menstruação. Uma das teorias para explicar o aparecimento de endometriose é que um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, causando a lesão endometriótica. As causas desse comportamento ainda são desconhecidas, mas sabe-se que há um risco maior de desenvolver endometriose se a mãe ou irmã sofrem com a doença. Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade.
Vagina
Tubo musculo-membranáceo de 6 a 10 cm de comprimento
Paredes elásticas, que liga o colo do útero aos genitais externos.
38
Fonte: Google imagens.
A vagina é o canal que se estende do colo do útero até o exterior do corpo. A mucosa da vagina tem camada superficial protetora de epitélio estratificado pavimentoso e contém numerosas pregas transversais, ou rugas vaginais.
Vagina
Superiormente comporta-se como um tubo cilíndrico, para envolver a porção vaginal do cérvix, com a qual se comunica através do Fórnix da vagina;
Inferiormente achata-se para coincidir com o pudendo feminino, numa abertura conhecida como Óstio da vagina.
39
Fonte: Google imagens.
40
Fonte: Google imagens.
Glândulas vestibulares menores: Situadas entre os óstios da uretra e da vagina
PARTE V
Órgãos externos
 Conhecido como vulva ou pudendo;
É delimitada e protegida por duas pregas cutâneo-mucosas intensamente irrigadas e inervadas, os grandes lábios;
Mais internamente, encontram-se os pequenos lábios;
Monte do púbis;
Vestíbulo;
42
Fonte: Google imagens.
Sob a influência de estrógenos , há uma tendência na mullher de se depositar tedico adiposo à frente da sínfise púbica. Essa deposição produz uma elevação chamada monte do pubis. Pela falta de estrógenos essa deposição está ausente nos homens. A pele sobre o monte do pubis torna-se coberta por pêlos até a puberdade. 
A superfície externa dos lábios maiores é pigmentada e coberta por pêlos. A superfície interna é lisa e sem pêlos e úmida devido numerosas glândulas cebáceas.
Eduarda Pereira () - slide com animação
Órgãos externos
Clitóris
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
o clitóris é homólogo dos corpos cavernosos do pênis.
43
O clitóris é uma pequena estrutura alongada localizada na junção anterior dos lábios menores. O prepúcio é formado pelos lábios menores. a porção livre e exposta do clitóris é chamada de glande. É formado de tecido eretil. possui dois corpos cavernosos mas não possui tecido esponjoso, como no homem. Os ramos dos corpos cavernosos fixam o clítóris na paredes púbica e isquiática dos ossos do quadril. É muito sensível ao toque e torna-se engurgitado com sangue e rígido quando estimulado, contribuindo para o estímulo sexual da mulher. 
Bulbo do vestíbulo
Órgãos externos
44
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
O bulbo do vestíbulo são duas ´massas alongadas de tecido erétil. Durante o estímulo sexual, o bulbo torna-se repleto de sangue , estreitando a abertura da vagina e comprimindo o pênis durante o intercurso sexual.
Órgãos externos
Vestíbulo vaginal é delimitado pelos lábios menores;
Hímen: membrana de tecido conjuntivo.
45
Fonte: Google imagens.
 Perto da entrada da vagina, a mucosa usualmente forma uma prega vascular, chamada hímen. Ele bloqueia parcialmente a entrada vaginal, e é rompido durante o ato sexual. Mas também pode ser rompido por outros meios, como por exemplo, muita prática de exercícios físicos.
O hímen anular possui o formato de um anel e é o mais comum entre as mulheres. Ele apresenta um furo central que dá abertura ao canal vaginal e é por onde a menstruação passa. Durante a penetração vaginal, este tipo de hímen se expande até a ruptura total, podendo, em alguns casos, causar sangramento.
Hímen septado ou biperfurado
Este tipo de hímen apresenta uma pele no centro do orifício vaginal com um furo aberto para a entrada do canal. O tipo da membrana cria a impressão de que há duas aberturas em vez de uma.
Hímen Criciforme.- Este hímen apresenta vários buraquinhos em sua anatomia por onde a menstruação passa como se fosse um regador. Por isso, e por ser mais resistente, o seu rompimento não é tão fácil e pode gerar incômodo, causando sangramento durante a penetração vaginal.
hímen gestado - rompido
Órgãos externos
Glândulas maiores:
Localizam-se nas proximidades do vestíbulo da vagina.
Secretam muco que serve para lubrificar a porção inferior da vagina. 
Glândulas menores:
Em número variável;
Possui minúsculos ductos se abrindo no vestíbulo, entre o óstio da uretra e da vagina.
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As glandulas maiores abrem -se no vestíbulo de cada lado da vagina.
Essas glandulas lubrificam o vestibulo e facilitam o intercurso sexual.
Mamas
Tem relação funcional com os órgãos de reprodução e seus hormônios;
Localização: ventralmente aos músculos da região peitoral (m. peitoral maior, m. serrátil anterior, m. oblíquo externo), entre as camadas superficiais e profundas da tela subcutânea;
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Cada glândula mamária é uma elevação hemisférica coberta de pele localizada superficialmente aos músculos peitorais maiores. Abaixo do centro de cada glândula mamária há um mamilo saliente rodeado por uma aréola circular. 
Mamas
Logo abaixo do centro de cada glândula mamária há um mamilo saliente rodeado por auréola circular;
Glândulas areolares;
Ligamentos suspensores;
Ducto lactífero;
Seio lactífero;
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Vista anterior. secção sagital. A aréola apresenta pequenas elevações devido a presença de numerosas glândulas cebáceas grandes, chamadas de glândulas areolares. Elas produzem uma secreção serosa que previne as rachaduras do mamilo durante a amamentação. Tanto o mamilo quanto a aréola são pigmentados. A pigmentação torna-se mais escura durante a gravidez. Internamente a periferia das glândulas mamárias é constituída de tecido adiposo mantido por um estroma conjuntivo. Os septos de tecido conjuntivo constituem os ligamentos suspensores mamários. Os septos subdividem a gordura e dá um contorno liso às mamas. Centralmente, há de 15 a 20 lobos, cada um deles consistindo numa glândula tubuloalveolar composta separada. cada lobo é drenado por um ducto lactífero, que se abre no mamilo. Antes de alcançar o mamilo, cada ducto lactífero expande-se em pequenos reservatórios de leite, chamados de seio lactífero. O leite é liberado das glândulas por uma forma modificada de secreção apócrina. 
Mamas
Hormônios: Prolactina e ocitocina.
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Fonte: Google imagens.
Após o parto tem início a secreção de leite com um pico, por volta das 70 horas. Esta função endócrina é directamente dependente da interacção hormonal e independente da estimulação da mama. A prolactina produzida pela adenohipófise e presente em níveis elevados pode então atuar junto dos receptores mamários e desencadear a produção. Um único tipo de células alveolares secreta os lípidos, proteínas e hidratos de carbono presentes no leite. De forma lenta, no intervalo da amamentação a secreção vai preenchendo o lúmen dos alvéolos. No entanto, o leitearmazenado não flui espontaneamente e depende de uma outra hormona que assegure um reflexo neurogénico de excreção. A oxitocina produzida pela neurohipófise é a responsável pela ejecção ou «descida do leite». A estimulação pelo bebé das múltiplas terminações nervosas presentes no mamilo produz impulsos sensitivos somáticos que são conduzidos ao hipotálamo e induz a rápida produção de oxitocina.
Referências
DANGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana básica. São Paulo: Atheneu, 2000. 
DANGELO, J. G. et al. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Rio de janeiro: Livraria Atheneu, 2007. 
SPENCE, A. P. Anatomia humana básica. 2. ed. São Paulo: Manole, 1991. 
Sistema Reprodutor Feminino
Componentes: Eduarda Pereira da Silva, James Henrique Araújo Mota, Joslanne dos Santos Soares, Lucas Mendes Feitosa Dias, Polyana Araújo Torres, Raphael Veras e Silva, Nayra Barbosa Alves.
Universidade Federal do Piauí
Centro de Ciências da Saúde
Departamento de Morfologia
Profa. Christianne Maria Tinoco Veras
Disciplina: Anatomia geral para farmácia
Curso: Bacharelado em Farmácia
Teresina-PI,
27 de janeiro de 2021.

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