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Pé torto congênito · Compromete as estruturas moles e ósseas do pé · Revisão anatomia Retropé: talus + calcâneo Médiopé: navicular + cuboide + cuneiformes Antepé: metatarso + falanges Movimentos: principais: dorsiflexão e flexão plantar +inversão e eversão; supinação é o pé para dentro e para baixo – inversão, adução e flexão plantar; pronação é o pé para fora e para cima – eversão, abdução e dorsiflexão. retropé varo – se aproxima da linha média; geralmente associado a pé cavo ou equino retrope valgo – se afasta da linha média; geralmente pé plano · Fácil diagnóstico, não necessita de exames complementares radiológicos, pois a deformidade é visível · Incidência de 1:1000 (considerada frequente) · Bilateral em 30 a 40%, podendo chegar até 50% · Feminino = masculino Etiologia · Multifatorial · Nas primíparas: força intrauterina anormal · Devido à parada do desenvolvimento fetal (o pé gerado na posição torta não teria se desenvolvido para a posição normal) · Inserção anormal de tendões e músculos · Fator genético – teoria mais aceita hoje · Medcurso: · Teoria histológica: defeito no plasma germinativo do osso · Oligodraminio Obs: a alteração óssea mais marcante ocorre no talus: ângulo de inclinação diminuído redução do tamanho do seu corpo e colo Deformidades do PTC : CAVES:cavo, adução, verismo, equinismo, supinação · Adução e supinação do antepé e médiopé · Cavo do mediopé · Equinismo e varismo do retropé Diagnóstico Clínico · São vistas ao nascimento e precisam ser rígidas, fixas · Importância de exame físico completo quando se deparar com PTC · Associação de PTC com · Disrafismo espinhal · Artrogripose · Displasia congênita de quadril · O exame radiológico não tem valor clinico no RN porque as deformidades são completamente visíveis · Os ossos do tarso do retropé e do médio pé ainda são cartilagnosos o que dificulta a interpretação da radiografia · No caso de crianças maiores, em casos de recidiva (programação de tratamento especial) e adultos e pode ser feita a radiografia e traçar o ângulo de Kite tanto na incidência AP quanto em lateral · Em AP: · Normal 20 a 40 graus · Menor que 20 graus: varo · Em lateral: · Normal 20 a 40 graus · Menor que 20 graus: talus e calcâneo estão paralelos Classificação do PTC · Pé torto postural: posicionamento intrauterino; grau leve, grande flexibilidade, corrigível com manipulação e poucas trocas de gesso · Deformidade semelhante ao pé torto congênito mas são flexíveis e reduzíveis · Pé torto idiopático e verdadeiro: crianças normais com graus variados de rigidez, deformidade mais acentuada, menos flexível, podendo apresentar pregas, mas bom prognostico com tto conservador · Pé torto sindrômico ou teratológico: associado a alguma síndrome , grande rigidez, alta recidiva e difícil tto Avaliação PTC: método de Pirani Deve ser feita semanalmente Tratamento – iniciar o mais cedo possível!!!! Objetivos · · Obter um pé planígrado (apoia a planta no solo na deambulação) · Indolor · Flexível · Funcional (permite uso de calçados e deambulação) Método de ponseti – tratamento padrão ouro: até 90% de sucesso · Manipulação + gesso longo (cruro podálico) seriado semanalmente por 6 – 10 semanas · Não pode ser bota gessada · Quando se retira o gesso para trocar se fazem manipulações suaves para tentar corrigir as deformidades e aumenta o grau de correção · Ao retirar a ultima mobilização gessada a criança vai para férula ou órtese de Denis Browne · Tenotomia percutânea do tendão de aquiles é necessária na maioria dos casos para que ocorra uma correção adequada da deformidade · Após a tenotomia – gesso por mais 3 semanas para cicatrização desse tendão · Uso da órtese de dennis browner por 4 anos – órtese de abdução com rotação externa de 70º se for PTC bilateral; se for apenas um pé torto este fica com 70º e o outro com 40º · Nos primeiros 3 meses usada de forma continua · Após os 3 primeiros meses é usada apenas a noite · Fundamental pra o método de ponseti funcionar Cirurgias · Casos de recidivas necessitam de fixadores externos · São muito agressivasO melhor tratamento ainda é o tratamento com gesso · So deve ser feito após 9 meses de idade · Liberação de partes moles (capsula articular, ligamentos, músculos técnica de Cincinnati · Complicação: recidiva, rigidez, fraqueza muscular