Prévia do material em texto
PROJETOS REGIONAISPB 1 Resumo: A cana-de-açúcar chegou ao Brasil por volta de 1515 trazida pelos portugueses. O primeiro engenho foi construído em 1532, na capitania de São Vicente por Martim Afonso. A partir daí, a cana-de- -açúcar se transformou em uma das principais culturas do país. PROJETO PEDAGÓGICO MULTIDISCIPLINAR – PARAÍBA Tema: Pelos caminhos da cana-de-açúcar O Brasil ainda hoje é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar. É também o primeiro do mundo na produção de açúcar e etanol e conquista cada vez mais o mercado externo com o uso do biocombustível como alternativa energética1. Na província da Paraíba, a cultura da cana foi introduzida em 1630; na época, existiam aproximadamente 18 engenhos produtivos. Em meados do século XIX, os engenhos do Tabuleiro Costeiro deram espaço para as usinas e a cultura da cana passou a ser mais explorada na região do Brejo Paraibano. Desde o princípio, a indústria açucareira se desenvolveu sob a égide da escravidão, mantida por quase quatro séculos. Como um paradoxo, o doce sabor da cana carrega consigo o traço amargo da exploração do trabalhador e a degradação do meio ambiente, representada pela derrubada da mata nativa e pelas queimadas. Paralelamente, constatavam-se as riquezas e benefícios dessa planta, cada vez mais admirada. Na sociedade colonial, a junção ocorrida entre a monocultura da cana e o regime de escravidão acabou por gestar uma sociedade plural, miscigenando nas cozinhas das casas-grandes os costumes europeus com o modo de fazer indígena e africano, gerando uma culinária rica e diversificada, que é hoje também nossa grande riqueza. Na casa-grande, as mães negras e as mucamas, junto com as moças e os moleques, corrompiam o português arcaico ensinado pelos jesuítas aos filhos do senhor, fazendo nascer o modo carinhoso do brasileiro colocar os pronomes: me diga, me espere... É também herança da senzala o modo de falar usando formas diminutivas: benzinho, nézinho, inhozinho. Com o advento da modernidade, os senhores de engenho tornaram-se usineiros ou simplesmente canavieiros; os engenhos de cana de tração animal ou movidos a roda d’água transformaram-se em grandes usinas. José Lins do Rego, escritor paraibano, discorre sobre esse tema em seus romances. José Lins do Rego, autor do romance Menino de engenho, viveu no Engenho Corredor, na região do Pilar. A propriedade pertenceu ao avô de José Lins e foi construída no século XIX, a dois quilômetros da cidade de Pilar. O complexo foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) em 1998. Em João Pessoa, o museu José Lins do Rego homenageia o escritor, mostrando em seu acervo o mobiliário da casa, a biblioteca e objetos pessoais do autor, como a primeira máquina de escrever usada por ele. PROJETOS REGIONAISPB 1 1 http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/cana-de-acucar 2 No Brejo Paraibano, engenhos preservam a arquitetura do século XIX, composta pela casa-grande, senzala, capela e a casa de engenho, e cuidam para que a tradição da rapadura, do mel de cana e da cachaça possam ser admirados em sua feitura artesanal, valorizando a história da cultura da sociedade brasileira. O projeto Pelos caminhos da cana-de-açúcar pretende conhecer a cultura paraibana pelo viés da cana- -de-açúcar. O projeto Pelos caminhos da cana-de-açúcar para o Ensino Fundamental 1 (EF1) Para o EF1, o projeto se desenvolve em três etapas com duas atividades cada uma. Ao final de cada etapa, propõe-se uma atividade de conclusão dos estudos. Etapa 1: De onde vem o açúcar? O tema aborda a história da cana-de-açúcar, os benefícios dela para a saúde e os doces preferidos dos alunos. Etapa 2: A Paraíba da cana-de-açúcar Estuda as 4 mesorregiões da Paraíba, suas principais características e potencial turístico, dá ênfase para a cidade de Areia, Patrimônio Cultural do Brasil. Etapa 3: A sociedade do açúcar Estuda a vida nos engenhos de açúcar, a estrutura do engenho e o roteiro turístico Caminhos dos Engenhos. Produto final: Festival da cana-de-açúcar Para compartilhar e socializar os conhecimentos adquiridos nos estudos propostos pelo projeto. O projeto Pelos caminhos da cana-de-açúcar para o Ensino Fundamental 2 (EF2) e Ensino Médio (EM) Para o EF2 e EM, o projeto também se desenvolve em três etapas, a saber: Etapa 1: Um pé de quê? O tema aborda a história da cana-de-açúcar. Etapa 2: Na rota da cana-de-açúcar O tema trata dos engenhos do século XIX e da sociedade açucareira e explora também o roteiro turístico Caminhos dos Engenhos. Etapa 3: O amargo sabor do doce Trata das contradições que a cultura do açúcar traz consigo: os séculos de escravidão ainda hoje em algumas regiões do Brasil, em que donos de usina e canavieiros exploram o trabalhador rural, oferecendo-lhe condições de trabalho análogas à escravidão; os benefícios dos biocombustíveis, e a degradação do meio ambiente. Produto final: Festival da cana-de-açúcar Para compartilhar e socializar os conhecimentos adquiridos nos estudos propostos pelo projeto. 2 3 Suportes: Computador ou outro dispositivo com acesso à internet, fichas e roteiros de trabalho orientados, equipamento de projeção e multimídia. Justificativa para uso desses suportes: Os suportes selecionados visam atender às necessidades específicas de cada etapa do projeto para que o aluno construa seu percurso no aprendizado de leitura e elaboração de textos, de pesquisa na internet e sistematização das informações levantadas e na produção de conhecimentos. Os sites indicados para a pesquisa contêm as informações e imagens necessárias para que o aluno tenha condições de compreender e construir conhecimentos sobre os temas sugeridos ao longo do projeto. 3 Disciplinas: História, Geografia, Língua Portuguesa, Ciências. Temas transversais: Patrimônio Cultural; Pluralidade Cultural e Étnica; Sociedade, Saúde, Alimentação e Nutrição. Recursos necessários: Computador ou outro dispositivo com acesso à internet, impressora, atlas, cartolina, papéis coloridos, papel bobina, revistas, material escolar comum (caderno, lápis preto, caneta, borracha, apontador, régua, dicionário, tesoura, cola, material para pintura, etc.), folhas de papel sulfite brancas. Objetivos: Trabalhar na perspectiva da multidisciplinaridade para o levantamento de aspectos da cultura do estado da Paraíba, dando ao aluno a oportunidade de refletir sobre a cultura centenária deixada como herança pelos engenhos de cana-de-açúcar. O projeto possibilita o levantamento de hipóteses, estimula a leitura e produção de textos, a elaboração de mapas e construção de linhas do tempo, que mostram as mudanças e permanências ocorridas na atividade canavieira e no setor sucroenergético. Enfim, o projeto permite conhecer a riqueza cultural da Paraíba vista pelo viés da cana- -de-açúcar. Cabe ao professor tornar o conjunto de objetivos gerais, aqui citados, em objetivos operacionais que correspondam às necessidades de aprendizagem específicas de seu grupo de alunos. Perfil do grupo: O projeto está dividido em duas partes. A primeira parte atende os alunos das séries finais do EF1. Na segunda parte, o projeto tem como foco os alunos do EF2 e do EM. Caberá ao professor fazer uma adaptação do conteúdo de forma que atenda às necessidades específicas de sua sala de aula. Conteúdos ConCEituais: História — Compreensão de conceitos gerais da área, como tempo e contexto históricos, simultaneidade, mudança, permanência, ruptura, cultura, patrimônio histórico e cultural, cultura material, patrimônio imaterial, grupo social, tradição e oralidade. Geografia — Compreensão de conceitos gerais da área, miscigenação cultural, a influência da cultura afro na cultura brasileira, paisagem, cultura local, as mesorregiões da Paraíba, Região do Brejo, etc. Língua Portuguesa — Etimologia das palavras, ditos populares, textos multimodais, gênerostextuais (músicas, receitas), variações linguísticas, análise de filmes, criação e gravação de áudio. 44 ProCEdiMEntais: História — Pesquisa histórica, linha do tempo, a sociedade da cana-de-açúcar, os costumes dos engenhos, a cidade histórica de Areia. Geografia — Paisagens das mesorregiões da Paraíba; a paisagem da Região do Brejo, leitura e construção de mapas. Língua Portuguesa — Leitura, análise e produção de textos, comunicação oral, roteiros para programas de rádio. Ciências — A cana-de-açúcar, o poder nutricional do caldo de cana, biocombustíveis. atitudinais: Trabalho cooperativo. Valorização das influências e dos saberes tradicionais como patrimônio cultural. Responsabilidades sobre os prazos e compromissos assumidos com o grupo e com o professor. Comprometimento e envolvimento no próprio processo de aprendizagem. Duração e desenvolvimento Este projeto foi pensado para ser desenvolvido ao longo de um trimestre. O professor deve avaliar o momento de trabalhar as diferentes propostas considerando seu planejamento e o currículo tradicional da série. Está dividido em etapas que podem ser trabalhadas em sequência, em intervalos semanais, quinzenais, mensais ou até em intervalos maiores. Por ser longo o processo de construção da aprendizagem, é preciso dar ao aluno o tempo necessário para a experimentação, a reflexão, o compartilhamento de ideias e descobertas e, finalmente, para a compreensão dos conceitos. Considerando-se a importância do estudo da história local e regional, assim como da valorização da cultura e dos saberes locais, caberá ao professor equacionar esse tempo, levando em conta a realidade da escola e do grupo-classe. Se a opção for intercalar as atividades do projeto com as demais demandas escolares, a cada etapa, é importante retomar os conhecimentos sistematizados na etapa anterior para que o trabalho de investigação e de consolidação dos novos conhecimentos avance sem perder o foco. Sugere-se que cada etapa do projeto seja desenvolvida em quatro semanas, podendo ser disponibilizadas de quatro a oito aulas para o desenvolvimento de cada etapa. Essa recomendação é válida tanto para o EF1 quanto para o EF2 e o EM, lembrando que o projeto é multidisciplinar e essas atividades podem estar divididas entre as áreas de conhecimento. Etapa final: Consiste no fechamento e sistematização das reflexões feitas ao longo do projeto. É composto por três momentos: Para Refletir, Para Retomar, Para Finalizar. O planejamento do produto final é feito dentro da seção Para Retomar. Produto final: A publicação dos resultados dos estudos será feita em um Festival da cana-de-açúcar que reunirá artigos e produções desenvolvidos pelos alunos no decorrer do projeto, doces e bebidas derivadas da cana-de-açúcar. Os alunos do EF1 ficarão responsáveis pelos estandes que contarão a história da cana-de-açúcar, os benefícios dessa planta para a saúde e as delícias feitas com cana-de-açúcar (sugere-se que tenha um engenho móvel para servir o caldo de cana e ofereça-se aos visitantes o mel de cana e a rapadura). 55 Os alunos do EF2 e do EM ficarão responsáveis por apresentar a Cultura do açúcar: a estrutura e organização dos engenhos, os biocombustíveis, o impacto da cana-de-açúcar para o meio ambiente, o trabalhador da cana, a vida e a obra de José Lins do Rego e o roteiro turístico Caminhos dos Engenhos. É importante que, além dos trabalhos feitos pelos alunos, outros profissionais da comunidade estejam presentes no evento. Abra espaços para que artesãos mostrem seu trabalho. Crie também um espaço onde se possa ouvir histórias dos avós a respeito do engenho. Algumas considerações sobre o trabalho de conclusão do projeto: 1. Sobre a preparação do festival: O professor deve estabelecer a data da apresentação dos materiais que farão parte do festival. Criar uma equipe que fique responsável por organizar os “Contos do engenho” (local onde os avós ficarão para contar a história, pessoas que farão a contação das histórias, etc.). Outra equipe deverá se responsabilizar por fazer o contato com profissionais e artesãos. Determine com os alunos a data do festival e combine como será feita a montagem do espaço. Os alunos deverão participar em todo o processo de preparação e organização, assumindo dessa maneira o protagonismo na construção do conhecimento e em sua aprendizagem. Caberá ao professor garantir a interação dos alunos, assim como acompanhar os trabalhos para que não se perca o foco; estar atento e presente cada vez que for solicitado, seja por demanda coletiva, seja individual; dar instruções claras e detalhadas em cada etapa; avaliar e dar retornos ao término de cada tarefa; fornecer informações adicionais que possam subsidiar o projeto, toda vez que julgar oportuno; cuidar para que os alunos se mantenham, o tempo todo, ativos e motivados. 2. Sobre o festival: Agendar um horário específico no calendário escolar para que pais, professores e alunos estejam presentes. Cada stand deverá ser responsável por receber e passar informações aos visitantes. 3. Sobre a avaliação: Após a exposição, avaliar com os alunos o desempenho individual e do grupo durante o festival e ao longo do projeto. 6 Referências Souto Maior, M. Gostosuras populares da cana e do açúcar. Brasil açucareiro. Rio de Janeiro, ano 41, v. 82, n. 2, p. 32-34, ago. 1973. Publicado também em: Comes e bebes do nordeste. 3. ed. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 1985. p. 46. Carneiro, H. Comida e sociedade. Rio de Janeiro: Campus, 2003. Dabat, C. P. Y. R. Moradores de engenho: estudo sobre as relações de trabalho e condições de vida dos trabalhadores rurais na zona canavieira de Pernambuco, segundo a literatura, a academia e os próprios atores sociais. 2003. 2v. Tese (Doutorado em História) — Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2003. Dean, W. a ferro e fogo: A História e a Destruição da Mata Atlântica Brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. Ferlini, V. terra, trabalho e poder: o mundo dos engenhos no Nordeste colonial. Bauru: Edusc, 2003. Freyre, G. nordeste: aspectos da influência da cana sobre a vida e a paisagem do Nordeste do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985. . Casa-grande & senzala. Pernambuco: Global Editora, 2003. 48a ed. Pavez, A. e reCart, C. sabores da américa. São Paulo: SM, 2013. tanaka, B. a história de Chico rei. São Paulo: SM, 2010. 6 Sites (acessos em: 22 out. 2015) A história da cana <http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/historia_da_cana_000fhc62u4b02wyiv80efhb2a ttuk4ec.pdf> Bolo de rapadura com pé de moleque <http://www.plantaopb.com/_culinaria/7157> Cândido Portinari <http://saladeprofessor.tvescola.org.br/fasciculos/ano2/s05/> Cantos de trabalho — Cana-de-açúcar <http://www.youtube.com/watch?v=gers-exKMyE> De onde vem o açúcar? <https://www.youtube.com/watch?v=IZ8hoNdKJBg> Folha <http://www1.folha.uol.com.br/turismo/1192616-engenhos-do-brejo-paraibano-mostram-producao-de- cachaca.shtml> 77 Fundaj — Casa-grande (engenho) <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&id=831:casa-grande- engenho> . Mamulengo <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/images/atividadespedagogicas/atividade-mamulengo. pdf> . Doce testemunha de épocas <http://www.fundaj.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=258&Itemid=238> . Mel de engenho (melado) <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=936% 3Amel-de-engenho-melado&catid=48%3Aletra-m&Itemid=1> Museu da rapadura <http://www.youtube.com/watch?v=RoY2qzUiKl0> Mundo boa forma — Caldo de cana engorda? <http://www.mundoboaforma.com.br/caldo-de-cana-engorda/> Planeta Sustentável — Bioplástico feito de cana-de-açúcar <http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/bioplastico-feito-cana-de- acucar-644759.shtml> Portal Brasil<http://www.brasil.gov.br/turismo/2014/07/heranca-do-acucar-e-destaque-em-roteiro-rural-da- paraiba> Portal do Professor — Construção de um metatexto: a elaboração de um guia turístico <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22880> Pró-saúde. Benefícios do caldo de cana para a saúde <http://www.prosaude.net/beneficios-d%D0%BE-caldo-d%D0%B5-cana- %D1%80%D0%B0r%D0%B0-%D0%B0-saude/> Rapadura é doce, mas não é mole! <http://clickeaprenda.uol.com.br/portal/mostrarConteudo.php?idPagina=28864> Revista Exame — Tópicos cana-de-açúcar <http://exame.abril.com.br/topicos/cana-de-acucar> Samba enredo sobre a cana-de-açúcar <https://soundcloud.com/barrocazonasul/barroca-zona-sul-2007-cana-de> TV Escola — A arte do açúcar <http://cdnbi.tvescola.org.br/resources/VMSResources/contents/document/ publications/1427204096240.pdf> 88 . Arte do açúcar <http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/fundamental-fundamental-arte-do-acucar> . A cultura do açúcar <http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/fundamental-fundamental-cultura-do-acucar> . A sociedade do açúcar <http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/fundamental-fundamental-sociedade-do-acucar> . Podcasting na Educação <http://tvescola.mec.gov.br/tve/post?idPost=7567> Viver Bem — Os benefícios da rapadura <http://www.youtube.com/watch?v=4HuEm3Mgw2Y> Filmes e documentários A guerra pelo açúcar <http://www.youtube.com/watch?v=3xG-Xm5ErRE> Cana-de-açúcar no Brasil <http://www.youtube.com/watch?v=KcTt4Q9eo-A> Menino de engenho <https://www.youtube.com/watch?v=S4qJ6fM90DM> TV Escola — Cana-de-açúcar — Brasil Colônia <http://www.youtube.com/watch?v=Qq-DWgmnrOo> TV Brasil — De lá para cá — José Lins do Rego <https://www.youtube.com/watch?v=Ejg3lkFpU3c> Um pé de cana <http://www.youtube.com/watch?v=qq0Gi3qNU6I> 9 PELOS CAMINHOS DA CANA-DE-AÇÚCAR – EF1 ETAPA 1: DE ONDE VEM O AçúCAR? Recursos necessários: Equipamentos para projeção de vídeo, materiais escolares de uso cotidiano, fichas anexas. Antes das atividades 1. Enquete sobre os doces preferidos dos alunos. Perguntar: Quem gosta de doce? Qual é o doce que vocês mais gostam? Atividade 2 1. Trabalho sobre o vídeo. Entregue aos alunos a Ficha 1 (Anexo 1) para ser trabalhada em duplas. 1. Levante os conhecimentos prévios sobre a matéria-prima do açúcar. Pergunte: Qual é o principal ingrediente na fabricação do açúcar? De onde vem essa matéria-prima? 2. Apresente para os alunos o vídeo da tV Escola Kika: De onde vem o açúcar? (http://tvescola.mec.gov. br/tve/video/de-onde-vem-de-onde-vem-o-acucar). 3. Pergunte: Gostaram do vídeo? Aprenderam alguma coisa nova com ele? Atividade 1 2. Relacione o doce ao açúcar. Pergunte se eles sabem dizer que ingredientes não podem faltar nunca num doce. 2. Faça a correção das fichas. FEChAMENTO DA ETAPA 1 1. Roda de conversa para discussão sobre o que aprenderam nesta etapa do projeto. • Perguntar: Vocês sabiam que a cana-de-açúcar tinha uma história tão interessante? • O que quer dizer a expressão “Rapadura é doce, mas não é mole”? 2. Entregar aos alunos a Ficha de Autoavaliação (Ficha 2 — Anexo 2). http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/de-onde-vem-de-onde-vem-o-acucar 10 ATIVIDADE 2 – FIChA Item 1 • A cana-de-açúcar (saccharum officinarum) é uma planta muito antiga cultivada desde a Antiguidade. Originária da Nova Guiné, de lá viajou para as Filipinas e se espalhou pelo Sudeste Asiático. Os indianos foram os primeiros a extrair o suco da cana e a produzir pela primeira vez o açúcar mascavo. A origem do nome açúcar vem do sânscrito sarkara, que os árabes chamaram de sukkar e do latim saccharum (açúcar de cana), gerando as formas sugar (inglês), sucre (francês), zucchero (italiano), zucker (alemã), azúcar (espanhol) e açúcar (português). Na Europa medieval, o açúcar passou a ser chamado de “sal branco” porque seus grãos de cristal eram similares ao sal marinho. Era um produto raro apreciado por suas propriedades gastronômicas e medicinais. Por ser escasso, o açúcar permaneceu por muitos séculos como um produto medicinal e de luxo, vendido nos boticários, ao alcance de poucos. Antes dele, as pessoas conheciam apenas o mel para adoçar comidas e bebidas. Por volta de 1500, os portugueses trouxeram mudas de cana-de-açúcar do Sudeste Asiático e as plantaram na Ilha da Madeira. Entre 1510 e 1532, as primeiras mudas de cana-de-açúcar chegaram ao Brasil vindas da Ilha da Madeira. O primeiro engenho foi construído e as Capitanias Hereditárias do Nordeste e São Vicente começaram o cultivo da espécie. Assim, teve início o ciclo da cana-de-açúcar no Brasil. Em 1630 foi introduzido o plantio de cana-de-açúcar na Província da Paraíba que, nessa década, contou com aproximadamente 18 engenhos produtivos. Item 2 • As imagens para ilustração de como é feito o açúcar mostram dois tipos de trabalho: o industrializado com colheita mecanizada, cana transportada por caminhão e a imagem da usina; o outro grupo mostra o processo mais artesanal feito com colheita manual, o transporte da cana em carro de bois e um pequeno engenho familiar. Valorize a composição da história do açúcar feita pelos grupos. Item 3 • Todos os seres vivos precisam de energia para produzir as substâncias necessárias à manutenção da vida e à reprodução. O açúcar é uma fonte de energia. Além do açúcar industrializado que conhecemos, outros alimentos oferecem açúcar ao nosso organismo, como as frutas, os legumes, as verduras. Quando comemos uma massa, por exemplo, estamos consumindo diferentes tipos de carboidrato. Esse alimento nos dá energia. ORIENTAçõES AO PROFESSOR 10 1111 Item 4 • Aguarde pelas respostas dos alunos. Complemente as respostas dadas. Explique que, além do açúcar usado para adoçar o café e os doces, extraído da cana-de-açúcar, o arroz, a batata, a banana, o feijão, o macarrão ou qualquer outro alimento de origem vegetal são constituídos de um tipo de açúcar (chamado amido), fabricado pelas plantas no processo de fotossíntese. O amido é uma molécula grande, formada pela união de centenas de moléculas de glicose. É a reserva natural energética das plantas e não é doce. Encontra-se armazenado em grandes quantidades em certas raízes (mandioca), certos caules (batata) e em grãos diversos (trigo, milho e feijão). Portanto, quando comemos doces e massas, estamos ingerindo diferentes tipos de carboidratos. Carboidratos são alimentos que têm função energética. Existem vários tipos de carboidratos: - O amido — encontrado no milho, na mandioca, no arroz, no trigo. É a reserva de glicose das plantas. - A glicose e a frutose — encontradas no mel e em diversas frutas, são moléculas relativamente pequenas e podem ser absorvidas com facilidade no intestino. - A sacarose — extraída da cana-de-açúcar e da beterraba, é formada pela junção de dois carboidratos menores: a glicose e a frutose. - A lactose — encontrada no leite, é formada pela junção de dois carboidratos menores: a glicose e a galactose2. Item 5 • Espere pela resposta do aluno. Explore o possível conhecimento dos alunos sobre o caldo de cana, a rapadura e o mel da cana, muito comuns na culinária nordestina. Além desses, comente sobre o uso das fibras da cana-de-açúcar para fazer garrafas pet. Disponível em: http://exame.abril.com.br/ marketing/noticias/coca-cola-cria-garrafa-com-plastico-100-da-cana-de-acucar (acesso em: 22 out. 2015). Item 6 • O caldo de cana-de-açúcar, que em algumas regiões do país é conhecido como garapa, é uma fonte rica de vitaminas A, B e C, e tem alto teor de minerais como ferro, cálcio, potássio e magnésio que ajudam no desenvolvimento da arcada dentária. A garapa é composta por antioxidantes, que trazem benefícios nas enfermidades cardiovasculares, em numerosos tipos de câncer, na aids e em processos associados ao envelhecimento, como cataratas, doença de Alzheimer e outras alterações do sistema nervoso.A bebida também serve como suplemento alimentar natural: após fazer atividade física, o caldo de cana fornece a reposição de todo glicogênio perdido durante os exercícios3. 2 Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/alimentos.php 3 Fonte: http://www.prosaude.net/beneficios-d%D0%BE-caldo-d%D0%B5-cana-%D1%80%D0%B0r%D0%B0-%D0%B0-saude/ http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/coca-cola-cria-garrafa-com-plastico-100-da-cana-de-acucar http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/coca-cola-cria-garrafa-com-plastico-100-da-cana-de-acucar http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/alimentos.php http://www.prosaude.net/beneficios-d%D0%BE-caldo-d%D0%B5-cana-%D1%80%D0%B0r%D0%B0-%D0%B0-saude/ 12 ETAPA 2: A PARAÍBA DA CANA-DE-AçúCAR Recursos necessários: Mapa geográfico da Paraíba, revistas para recorte, materiais de uso cotidiano, fichas anexas. Antes das atividades 1. Mostre aos alunos o mapa do estado da Paraíba dividido em quatro mesorregiões: a Zona da Mata Paraibana, o Agreste Paraibano, a Borborema e o Sertão Paraibano (Ficha 1 – Anexo 1). Atividade 2 1. Seminário para apresentação da pesquisa sobre as mesorregiões da Paraíba. Cada equipe apresenta a região pesquisada e explica as ilustrações do mapa-painel. 1. Organize a sala em quatro grupos. Cada equipe ficará responsável por estudar uma região da Paraíba. Recorte o mapa anexo (Ficha 1) por região. Entregue aos grupos a parte do mapa correspondente à região a ser pesquisada. Os trabalhos deverão conter: • As características da região. • As cidades mais importantes. • O potencial turístico da região. • A mesorregião deverá ser ilustrada de acordo com as características descritas na Ficha 2 — Anexo 2. Para ilustrar o mapa, os alunos podem servir-se de fotografias antigas e/ou atuais, revistas e/ou desenhar. 2. Coletar as partes dos mapas ilustradas pelas equipes e montar um painel. Atividade 1 2. Faça um levantamento dos conhecimentos prévios. Pergunte: Quem sabe em que região está localizada nossa escola? Vocês sempre moraram aqui? Alguém veio de outra região? Qual? • Perguntar: A microrregião do Brejo, no Agreste Paraibano, e a Zona da Mata foram lugares de extensas plantações de cana. Essas regiões ainda cultivam a cana? Fale a respeito. 2. Pedir aos alunos que pesquisem na página do IPHAN, sobre a cidade de Areia e sobre as razões que a incluíram como parte do acervo do Patrimônio Histórico e Cultural do Brasil. http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/347/ 13 FEChAMENTO DA ETAPA 2 1. Roda de conversa para compartilhamento das impressões da pesquisa. Proponha uma reflexão sobre a importância da cidade de Areia e dos engenhos que preservam a arquitetura e a tradição de fazer cachaça artesanal e rapadura para o estado da Paraíba. 2. Entregar a Ficha de Autoavaliação dos alunos (Ficha 3 – Anexo 3). 14 ATIVIDADE 2 Item 1 • A cana-de-açúcar é um produto agrícola de alta produtividade na Paraíba. Grandes usinas trabalham na fabricação do açúcar e de biocombustíveis. Nos Tabuleiros Costeiros (Zona da Mata Paraibana), cultivam-se extensas plantações de cana-de-açúcar que abastecem as usinas. Na região do Brejo, o cultivo está dividido entre pequenos proprietários e preserva-se o modo artesanal de fazer a rapadura, o açúcar mascavo e a cachaça. Item 2 • Razões que incluíram Areia no tombamento do Iphan: A natureza que circunda a cidade, a arquitetura colonial remanescente dos séculos XVIII e XIX, e a importância histórica da cidade pela participação ativa nas revoluções do século XIX. ORIENTAçõES AO PROFESSOR 14 15 ETAPA 3: A SOCIEDADE DO AçúCAR Recursos necessários: Computador ou outro dispositivo com acesso à internet, projetor multimídia, fichas anexas, aparelho para gravação de áudio, materiais escolares de uso cotidiano. Antes das atividades 1. Perguntar: Vocês sabiam que a Paraíba foi muito rica de açúcar? Atividade 2 1. Estimular a aprendizagem e a pesquisa por meio do Jogo dos desafios. 1. Apresente aos alunos o vídeo da TV Escola: Cana de Mel, preço de fel. Peça para observarem como era a sociedade nos tempos do açúcar. 2. Roda de conversa para socializar as impressões causadas pelo vídeo. • Perguntar: O que quer dizer a expressão “Cana de mel, preço de fel”? • Quem eram os Senhores de Engenho? • Que tratamento davam aos negros trazidos da África? Atividade 1 • Organize os alunos nas mesmas quatro equipes de trabalho da etapa anterior. • Recorte os desafios abaixo. Coloque-os dentro de um saco de pano. • Um aluno representante de cada equipe, com os olhos fechados, deve escolher um dos papéis. Pronto, está feito o desafio. • As equipes terão uma semana para responder o que o desafio propõe. http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/500-anos-o-brasil-colonia-na-tv-canal-de-mel-preco-de-fel 16 Desafio 1 • Descrever como era a vida nos engenhos de açúcar da Paraíba. • Descobrir o nome do engenho e o munícipio onde viveu o escritor José Lins do Rego, autor do livro Menino de engenho. Use a biblioteca da escola para pesquisa ou peça ajuda para os professores de Língua Portuguesa, História e Geografia. Desafio 2 • Descobrir em que região da Paraíba acontece o roteiro turístico Caminhos dos Engenhos. • Descrever o que pode ser visto neste roteiro. Busque ajuda com os professores de História e Geografia ou procure a Secretaria de Turismo do seu município. Desafio 3 • Trazer uma maquete de um engenho antigo com descrição das partes que compunham o complexo. Para realizar a tarefa, a equipe pode pedir ajuda de um adulto ou contar com apoio dos professores de História, Arte e Geografia. Desafio 4 Trazer: • Uma música que fale sobre a cana-de-açúcar. • Uma receita feita com mel de cana. • Um artesanato típico da região onde está situada a escola. 17 FEChAMENTO DA ETAPA 3 1. Rádio escola. Comunicação oral, o rádio como veículo de comunicação. • Ao final dos desafios, as equipes deverão gravar, usando o celular ou outro dispositivo de áudio, um programa de rádio com quinze minutos de duração. • O programa deverá conter uma música de abertura. • O conteúdo pesquisado para responder ao desafio é apresentado por um ou mais narradores. • Convidar os ouvintes para conhecer melhor o tema em estudo. • Sugerir a leitura de um livro. • Uma música de encerramento. 2. Entregar as Fichas de Autoavaliação dos alunos (Anexo 1). 18 ATIVIDADE 1 Roda de conversa • Relembre com os alunos que, na época do descobrimento do Brasil, o açúcar era um produto muito raro, difícil de se conseguir, por isso era também muito caro. Por ser tão raro, os reis costumavam deixá-lo listado em seu testamento como se fosse uma joia. Só as pessoas muito ricas tinham poder aquisitivo para saborear suas gostosuras. Alguns anos depois do descobrimento, os portugueses iniciaram a plantação de cana-de-açúcar no Brasil e logo o país se tornou o maior exportador do produto que era vendido a preços altos na Europa. A produção do açúcar em alta escala usou por aproximadamente quatro séculos o comércio de escravos africanos. Por isso se diz: “Cana de mel, preço de fel”. • Os proprietários de engenho eram conhecidos como “senhores de engenho”. Eram poderosos e tinham grande influência política; ao comprar um negro, adquiriam sobre ele o direito de vida e morte. Os negros, recém-chegados, eram submetidos ao trabalho forçado, não tinham direito ao descanso; a ração diária de alimentos era pouca, o suficiente para mantê-los trabalhando. Sofriam castigos severos e viviam sem liberdade. ATIVIDADE 2 Desafio 1 • Os engenhos de açúcar eram compostos da seguinte forma: na parte mais elevada do terreno ficava a casa-grande. Do alpendre, o senhor de engenho controlava a produção. Ao lado e abaixo da casa ficava a senzala, um pouco mais afastada do engenho, mas ao alcance das vistas do senhor. A capela feita de barro e cal, expressão da fé dos senhores, era o lugar onde aconteciam todos os atos religiososda propriedade e ali também eram enterrados os membros da família. Na parte mais baixa do terreno ficava a casa de engenho onde a cana era moída e onde se fabricava o açúcar. Existiam vários tipos de engenhos: o alçaprensa que era movido por força humana; o almanjarra, movido por tração animal; o real, movido por roda d’água; o banguê, movido a vapor; o entrosa, engenho pequeno movido por três paus e também por força humana; o gangorra, pequeno engenho de madeira, manual movido por dois cilindros, usava também a força humana. Desafio 2 • Caminhos dos Engenhos é um roteiro de lazer e cultura que acontece em Agreste, na microrregião do Brejo Paraibano, e percorre as cidades/municípios de Santa Rita, Bananeira, Sapé, Guarabira, Pilões, Areia e Alagoa Grande. Com foco na preservação ambiental e na valorização do patrimônio material e imaterial da Paraíba, o percurso coloca o visitante em contato com antigas construções de engenho, permitindo um retorno no tempo. No campus da Universidade Federal da Paraíba, encontra-se o Museu da Rapadura, em que se pode observar as etapas de fabricação dessa iguaria e de outros derivados da cana-de-açúcar. ORIENTAçõES AO PROFESSOR 18 1919 Areia, patrimônio cultural do Brasil, exibe a beleza preservada dos casarios do século XIX. As cachoeiras e reservas ecológicas dão ao roteiro a junção singular entre natureza e cultura, tornando o passeio muito agradável. Caso sua escola esteja situada na região do Brejo Paraibano, leve os alunos para conhecer o percurso. Desafio 3 A estrutura dos engenhos de açúcar do século XV ao XIX mantiveram basicamente esta composição: • A capela — onde aconteciam os encontros e as celebrações religiosas aos domingos e feriados. • A casa-grande — moradia do Senhor de Engenho e sua família e outros agregados. • A senzala — moradia dos escravos que eram amontoados lá sem nenhum conforto. • A moenda, ou engenho propriamente dito, onde a cana era moída para se extrair o caldo de cana. A moenda era movida por roda d’água, vapor ou tração animal. • Depois de extraído, o caldo de cana era levado para a casa das caldeiras onde era cozido até ficar com a consistência de um melado. O melaço era levado para a casa de purgar e colocado em vasos de barro para secar, formando o pão de açúcar. • O canavial, de onde vinha a matéria-prima para o engenho. Desafio 4 • Sugestão de música: “Zumbi”, de Caetano Veloso. • Sugestão de receita: Bolo de mel de cana. Ingredientes: 4 xícaras de rapaduras raspadas 2 xícaras de óleo 2 xícaras de mel de cana 4 ovos 2 dúzias de banana 1 kg de farinha Modo de fazer No liquidificador, bata o mel de cana, a rapadura, o óleo, os ovos e as bananas. À mistura acrescente a farinha de trigo. Ao final, polvilhe canela. Leve para assar em forno brando por 40 minutos. http://letras.com/caetano-veloso/919300/ 20 PELOS CAMINHOS DA CANA-DE-AÇÚCAR – EF2 e EM ETAPA: UM PÉ DE QUÊ? Recursos necessários: Computador ou outro dispositivo com acesso à internet, cartolina, papel bobina, pincel atômico, tesoura, fichas anexas. Antes das atividades 1. Perguntar aos alunos: Alguém já esteve em um canavial? Ou conhece algum engenho que fabrica rapadura, cachaça ou açúcar? Atividade 2 1. Organize os alunos em grupos. Peça a eles para construírem uma linha do tempo ilustrada sobre a história da cana-de-açúcar. Para o desenvolvimento do trabalho, deverão seguir as orientações dadas pela Ficha 1 – Anexo 1. 1. Convide os alunos para ver o vídeo Um pé de quê? Com Regina Casé, sobre a cana-de-açúcar. 2. Roda de conversa. Pergunte: • De que forma o conteúdo mostrado no documentário se aproxima do que vocês já conhecem sobre a cana-de-açúcar? Ouça suas experiências e registre-as. • Que parte do vídeo mais chamou sua atenção? Retorne ao filme se for necessário. • Qual é a realidade dos cortadores de cana-de-açúcar mostrada pelo documentário? Quantos dias eles trabalham por semana? Quantas toneladas de cana eles cortam por dia? Qual o salário no final do mês? • Vocês conhecem alguém que trabalha no corte de cana? Quem? Atividade 1 2. No retorno dos trabalhos, preparar um momento para apresentação dos painéis com a linha do tempo sobre a viagem da cana-de-açúcar. FEChAMENTO DA ETAPA 1 1. Roda de conversa. Propor a reflexão: Regina Casé conclui o documentário afirmando que “O Brasil é mesmo a terra da cana-de-açúcar e cada vez mais o apreço dessa planta aumenta na economia mundial, só que o aumento do cultivo da cana-de-açúcar também tem um preço”. O que resta saber é se queremos pagar esse preço. Qual sua opinião a esse respeito? Qual seria o “preço” a pagar pelo aumento do cultivo de cana-de -açúcar? 2. Entregar para os alunos a Ficha de Autoavaliação (Anexo 2). https://www.youtube.com/watch?v=qq0Gi3qNU6l 21 ANTES DAS ATIVIDADES Item 1 O objetivo dessa atividade é conhecer o que os alunos sabem a respeito do tema. É possível que seus alunos conheçam um engenho, pois a atividade de moagem da cana para fabricação do mel de cana e rapadura é comum em propriedades rurais. Se for possível, visite com os alunos uma propriedade com antigos engenhos que eram destinados à fabricação de açúcar e aguardente. Algumas dessas propriedades preservam a estrutura dos séculos XVII e XIX em que se pode ver a casa-grande, o local de moagem (o banguê), a senzala e a capela. Proponha aos alunos o projeto de estudos que tem como tema conhecer o estado da Paraíba pelo viés do açúcar. É possível que entre seus alunos existam alguns, cujos pais trabalhem com a cana-de-açúcar, seja em canaviais, no corte da cana, nas usinas de açúcar e álcool ou nos engenhos de fabricação de rapadura e cachaça. É também provável que algumas famílias mantenham pequenos engenhos para produção de mel de cana e rapadura em suas propriedades. ORIENTAçõES AO PROFESSOR 21 22 ETAPA 2: PELOS CAMINhOS DOS ENGENhOS Recursos necessários: Cópias do excerto do texto Engenho; materiais para a construção de cartazes e maquete; fichas anexas. Antes das atividades 1. Promova um levantamento de conhecimentos prévios para saber o grau de familiaridade dos alunos com os engenhos de fabricação artesanal de rapadura e cachaça. Pergunte: Quem de vocês conhece como se faz a rapadura, o mel de cana, a cachaça? Atividade 2 1. Promova um levantamento de conhecimentos prévios. Pergunte aos alunos se alguém já esteve na região do Brejo Paraibano, se conhecem a cidade de Areia. Pergunte: O que tem de interessante nessa região? 1. Leitura do excerto do trabalho universitário de Isadora Silva publicado no site da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), Engenho (Ficha 1 – Anexo 1). Disponível em: https://www3.ufrb.edu.br/lehrb/wp-content/ uploads/2015/05/Isadora-Silva-Engenhos-txt.pdf (acesso em: 22 out. 2015). 2. Organizados em duplas, peça que os alunos retratem, em uma maquete ou cartaz, os passos da fabricação do açúcar e a vida nos engenhos, descritos no texto. 3. Marque o dia para a mostra das maquetes. Deixe os trabalhos expostos. Atividade 1 2. Pesquisa. Organize os alunos em grupos de até quatro alunos, entregue a Ficha 2 (Anexo 2) para a pesquisa. https://www3.ufrb.edu.br/lehrb/wp-content/uploads/2015/05/Isadora-Silva-Engenhos-txt.pd https://www3.ufrb.edu.br/lehrb/wp-content/uploads/2015/05/Isadora-Silva-Engenhos-txt.pd 23 FEChAMENTO DA ETAPA 2 1. Roda de conversa para socializar a pesquisa. Promova a reflexão sobre a importância de preservar nosso patrimônio cultural. Pergunte: O que têm esses engenhos que faz com que viajantes do mundo todo queiram conhecê-los? 2. Proponha a reflexão: O roteiro Caminho dos Engenhos mostra a preservação de uma cultura centenária nos casarios de Areia, nos espaços preservados de antigos engenhos, no modo artesanal de fazer a rapadura e a cachaça, emoldurado pelas belezas naturais do Brejo Paraibano. Você acha importante preservar nosso patrimônio cultural e as belezas naturais do lugar ondevivemos? 3. Exponha os folders num painel mural onde possa ser visto por toda a comunidade educativa. 4. Entregue aos alunos a Ficha de Autoavaliação (Ficha 3 — Anexo 3). 24 ATIVIDADE 2 Item 1 • Na zona do brejo Paraibano funcionam engenhos com produção de rapadura e cachaça, que hoje se tornaram roteiros turísticos. Faça-os perceber que a preservação do engenho tradicional movido a animal ou roda d’água, o jeito artesanal de fazer cachaça e rapadura, a preservação da arquitetura dos museus da época colonial, tornam esses lugares verdadeiros tesouros. Eles são nosso patrimônio cultural material e imaterial. Para construção do folder: 1. Explore as possibilidades turísticas do lugar onde vivem. Sugira leitura da revista on-line Partiu Brasil, disponível em: http://www.salao.turismo.gov.br/images/pdf/revista_partiu_brasil.pdf (acesso em: 20 set. 2015). 2. Analise alguns roteiros apresentados pela revista, observe a linguagem usada nos textos e as fotografias. Faça-os perceber a relação de persuasão que ocorre entre o autor do texto e o leitor. ORIENTAçõES AO PROFESSOR 24 http://www.salao.turismo.gov.br/images/pdf/revista_partiu_brasil.pdf 25 ETAPA 3: O AMARGO SABOR DO DOCE Recursos necessários: Computador ou outro dispositivo com acesso à internet; fichas anexas. Antes das atividades 1. Proponha um levantamento de conhecimentos prévios para entender o que os alunos conhecem sobre a realidade dos trabalhadores que cortam cana nos canaviais do Brasil. Pergunte aos alunos: Como é feito o corte de cana nos canaviais da Paraíba? Atividade 2 1. Leitura de texto. Em duplas, pedir que leiam o texto A sustentabilidade no setor sucroenergético brasileiro (Ficha 1 – Anexo 1), publicado pela União das Indústrias de Cana-de-açúcar (Unica). 1. Encaminhe uma pesquisa que poderá ser feita em casa com a ajuda dos pais, amigos ou professores. Dê a eles dois dias para responder. Proponha aos alunos o desafio de descobrir: • Que regiões ou municípios da Paraíba desenvolvem o plantio de cana-de-açúcar? • Quantas usinas de açúcar e álcool existem na Paraíba? 2. Roda de conversa para socializar a pesquisa. Perguntar: Que diferenças básicas existem entre a economia da cana-de-açúcar dos Tabuleiros Costeiros e a região do Brejo Paraibano? Atividade 1 2. Roda de conversa para socializar a leitura. • Destaques os aspectos que os alunos julgaram importantes no decorrer da leitura. • Pergunte: alguns autores afirmam que no estado da Paraíba o cultivo de cana-de-açúcar tem contribuído para a degradação ambiental, devido à degradação dos recursos florestais, o que dificulta a recuperação natural do ambiente e promove mudanças drásticas na paisagem. O que você pensa a esse respeito? • Concluir a reflexão com a produção de um texto sobre a cana-de-açúcar e o meio ambiente. http://www.unica.com.br/sustentabilidade/ http://www.unica.com.br/sustentabilidade/ 26 FEChAMENTO DA ETAPA 3 1. Assistir ao documentário Tabuleiro de cana Xadrez de cativeiro. 2. Converse com os alunos: • O que o título do documentário expressa? • Qual parte mais chamou sua atenção? Por quê? • A situação dos cortadores de cana vistos no documentário, de alguma forma, se aproxima da realidade dos trabalhadores da Paraíba? Em que aspecto? • Você conhece algum trabalhador que deixou a família para trabalhar no corte de cana em outros lugares do Brasil? Conte essa história. 3. Entregue aos alunos a Ficha de Autoavaliação (Ficha 2 — Anexo 2). http://www.youtube.com/watch?v=lgxcAn4b32Q 27 ETAPA 3 ANTES DAS ATIVIDADES • Verifique se os alunos conhecem essa realidade de perto. É possível que entre seus alunos existam filhos de cortadores de cana, ou donos de plantação de cana e/ou engenho. Qualquer que seja o nível de resposta da turma sugira uma investigação. • Nesta etapa seria útil retomar as entrevistas com trabalhadores rurais vistas no início do projeto, pelo documentário um pé de quê? • Mostre aos alunos que na Paraíba, como em todo o Nordeste, além dos engenhos tradicionais que fabricam a cachaça artesanal e o açúcar, existem grandes zonas canavieiras e usinas produtoras de açúcar e etanol. • A zona canavieira, segundo informação do Jornal da Paraíba, foi quem puxou a maior geração de empregos em agosto de 2015, abrindo 4 293 postos de trabalho. Amplie o conhecimento a respeito do tema, sugerindo que leiam as reportagens produzidas pela revista Exame sobre o tema. Disponível em: http://exame.abril.com.br/topicos/cana-de-acucar (acesso em: 22 out. 2015). ATIVIDADE 1 Item 1 • A cana-de-açúcar é cultivada nos Tabuleiros Costeiros — Zona da Mata e no Brejo Paraibano. Cerca de 95% de toda produção encontra-se na primeira região, que é plana e permite a mecanização. No Brejo predominam pequenos produtores; por ter relevo acidentado a região dificulta a mecanização. • Existem no estado da Paraíba oito usinas sucroalcooleiras, segundo informações da Asplan (Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba). Item 2 • Espera-se que os alunos respondam que nos Tabuleiros Costeiros (Zona da Mata Paraibana), pela topologia dos relevos, concentra-se o setor usineiro. Na região do Brejo, o cultivo da cana é feito em pequenas propriedades e mantém-se a tradição da feitura artesanal de rapadura e cachaça. ORIENTAçõES AO PROFESSOR 27 http://www.jornaldaparaiba.com.br/concursos/noticia/158895_zona-canavieira-puxa-maior-geracao-de-empregos-da-paraiba http://exame.abril.com.br/topicos/cana-de-acucar 28 ETAPA FINAL – EF1, EF2 E EM FEChAMENTO E SISTEMATIZAçÃO DAS REFLEXõES FEITAS AO LONGO DO PROJETO Recursos necessários: Produção dos alunos nas etapas do projeto; materiais sugeridos pelos alunos para decoração dos estandes e do pátio da escola; engenho móvel de caldo de cana, rapadura, mel de cana e garapa, argila. Para refletir 1. Pedir aos alunos que elejam um momento marcante do projeto e o representem em modelagem com argila. 1. Tapete de esculturas. Prepare um tapete redondo, espaço onde os alunos colocarão suas esculturas para serem contempladas pelo grupo. Com os alunos sentados ao redor do tapete, cada dupla apresenta sua obra e o que ela expressa. 2. Proponha à turma a preparação de um Festival da cana-de-açúcar, que mostre para a comunidade as descobertas que fizeram ao longo do projeto. 3. Defina com a turma como será preparado o festival: • Divida os grupos conforme os temas que cada um terá que expor e explicar. • Escolha os trabalhos que farão parte do festival. • Proponha o nome de profissionais que trabalhem com a cana-de-açúcar, que possam fazer parte do evento. • Sugira que tenha na feira uma barraca de doces e gostosuras feitas com cana-de-açúcar. Peça aos alunos ajuda para fazer contato com esses profissionais. • As ilustrações feitas nas aulas de Arte servirão para ilustrar o jornal mural. 4. Distribua entre os alunos as tarefas que foram determinadas a partir das discussões na roda. 5. Defina a data para o festival e as providências que deverão ser tomadas, como: local onde serão expostos os trabalhos de cada turma; local onde ficará o engenho de cana e a barraca com doces subprodutos da cana-de-açúcar. Para retomar Para finalizar 1. Depois do festival, reunir os alunos em roda para uma reflexão sobre o que produziram e sobre o resultado final. 2. Ouvir a opinião dos alunos sobre o modo como as etapas transcorreram e dar feedbacks sobre o desempenho da turma. 3. Perguntar se gostariam de propor outros temas para projetos futuros envolvendo várias disciplinas. ANEXOS ENSINO FUNDAMENTAL 1 ETAPA 1 – PELOS CAMINhOS DA CANA-DE-AçúCAR ANEXO 1 Professor(a): Data: / / Nome: Número: Ano/turma: F IC h A 1 TRABALhO EM DUPLAS SOBRE A CANA-DE-AçúCAR Em duplas, procurem responder às perguntas a seguir, baseando-se no vídeo TV Escola Kika: De onde vem o açúcar? a que assistiram e no conhecimento que vocês já têm sobre o assunto. Se necessário, pesquisem em livros e na internet ou consultemseus familiares. 1. No vídeo, a personagem Pote de Açúcar explica para Kika que o açúcar vem da natureza, de uma planta chamada cana-de-açúcar. Será que a cana-de-açúcar é brasileira? Pesquise de onde veio a cana-de-açúcar. 2. Abaixo estão algumas imagens. Recorte as escolhidas por vocês e monte uma história sobre como é feito o açúcar. A lf R ib ei ro /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R A lf R ib ei ro /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/de-onde-vem-de-onde-vem-o-acucar http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/de-onde-vem-de-onde-vem-o-acucar M ili nd A rv in d Ke tk ar /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R A lf R ib ei ro /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R lz f/S hu tte rs to ck .c om /ID /B R el ec tr a/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R no df f/S hu tte rs to ck .c om /ID /B R pa nd a3 80 0/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R E TA P A 1 • A N E X O 1 • F IC h A 1 su cc es so im ag es /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R ra co rn /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R M ic ha el B le a/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R T ph ot og ra ph y/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R M ak su d/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R E TA P A 1 • A N E X O 1 • F IC h A 1 C ha os M ak er /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R D m itr y K al in ov sk y/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R Ec ua do rp os ta le s/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R 3. Por que os seres humanos se alimentam de açúcar? 4. Existem outras formas de conseguir açúcar que não seja o açúcar industrializado? Qual? 5. Que outros produtos derivados da cana-de-açúcar vocês conhecem? 6. Quais os benefícios da cana-de-açúcar para a saúde? E TA P A 1 • A N E X O 1 • F IC h A 1 ANEXO 2 Professor(a): Data: / / Nome: Número: Ano/turma: E TA P A 1 • F IC h A 2 • F IC h A D E A U T O A V A L IA ç à O 1. Em relação ao vídeo de onde vem o açúcar?, aprendi que: Gostei muito do filme. As informações foram claras e bem interessantes. Não gostei do filme, achei bem cansativo e pouco animado. Gosto do tema e por isso apreciei o filme. 2. Em relação ao trabalho em duplas: Gostei muito. Prefiro trabalhar sozinho. Somos muito diferentes, mas nos esforçamos e deu certo. Participei pouco. 3. Em relação ao tema de estudos da Etapa 1: Gostei muito de conhecer a história do açúcar. Achei bem interessante. Gostei um pouco. Não gostei. 4. Duas coisas que gostei muito de aprender nesta etapa: 5. Escreva o que se lembra sobre a história da cana-de-açúcar. ENSINO FUNDAMENTAL 1 ETAPA 2 – PELOS CAMINhOS DA CANA-DE-AçúCAR A N E X O 1 P ro fe ss o r( a) : D at a: / / N o m e: N ú m er o : A n o/ tu rm a: F IC h A 1 S er tã o P ar ai ba no B or bo re m a A gr es te P ar ai ba no M at a P ar ai ba na M ap a el ab or ad o a pa rti r d e ba se c ar to gr áf ic a do IB G E M ES O R R EG IÕ ES D O E ST A D O D A PA R A ÍB A N E N O SE SO 0 19 38 k m ANEXO 2 Professor(a): Data: / / Nome: Número: Ano/turma: E TA P A 2 • F IC h A 2 Paraíba é bonita assim A área territorial do estado da Paraíba está dividida em quatro mesorregiões, de acordo com a classificação estabelecida pelo IBGE. São elas: Mata Paraibana: Faixa de clima úmido que acompanha o litoral. A mata que existia foi substituída pela cana-de-açúcar. É a parte mais urbanizada do estado. Fica nessa região o município de Pilar, onde viveu o escritor José Lins do Rego, cujo avô era proprietário do engenho Corredor, considerado Patrimônio Cultural e Artístico do estado da Paraíba. José Lins do Rego é autor do livro Menino de engenho. Agreste Paraibano: Região de transição entre a zona da mata e a tradicional região do sertão. O clima é semiárido, embora chova mais do que na Borborema e no sertão. Economia: cana-de-açúcar, algodão, sisal e pecuária. No Agreste Paraibano está localizada a microrregião do Brejo Paraibano, onde acontece o roteiro turístico Caminhos do Engenho. Nesse roteiro pode-se conhecer a fabricação artesanal de rapadura e cachaça. As propriedades preservam características do século XIX. Borborema: Localizada no planalto da Borborema, entre o Sertão e o Agreste. É a região onde as chuvas são mais escassas e onde ocorre o fenômeno das secas. Economia: extração mineral, sisal, algodão, pecuária de caprinos. Entre os munícipios dessa região, encontra-se Cabaceiras, cidade que serviu de cenário para o filme o auto da compadecida. A alguns poucos quilômetros da cidade, encontra-se o Lajedo do Pai Mateus, um sítio de formações rochosas de rara beleza. Sertão Paraibano: É a região da vegetação da Caatinga, de clima menos seco que a Borborema. Economia: pecuária e algodão. Observa-se outras culturas de subsistência como o feijão, a cana-de-açúcar, o milho. Fica nessa região o Vale dos Dinossauros, em Souza, que guarda as pegadas dos gigantes quando eles ainda disputavam o território. (Texto adaptado por Inês Calixto)4 4 Fonte: http://wwwgeografiaatualidade.blogspot.com.br/2011/11/localizacao-e-area-territorial-da.html ANEXO 3 Professor(a): Data: / / Nome: Número: Ano/turma: E TA P A 2 • F IC h A 3 • F IC h A D E A U T O A V A L IA ç à O 1. Em relação às pesquisas e trabalhos em grupos: Estive bastante envolvido. Contribuí com ideias e leituras. Estive pouco envolvido, não me interessei pelo tema. Não participei das atividades em grupo, prefiro estudar sozinho(a). 2. Em relação ao tema a Paraíba da cana-de-açúcar: Gostei muito. Não gostei. Preferia estudar sobre . 3. Em relação à pesquisa na página do Iphan sobre a cidade de Areia: Achei interessantes os seguintes aspectos: Gostei muito do texto. Li e compreendi todo o texto. Senti dificuldade de compreender o texto. Li 50% do conteúdo. 4. Em relação aos seminários: Contribuí com ideias e soube fazer perguntas. Fiquei mais quieto. Ouvi meus colegas, mas não fiz perguntas. Estive um pouco distraído. Minha participação não foi legal. Além de não contribuir, atrapalhei meus colegas. O(a) professor(a) precisou chamar várias vezes minha atenção. 5. Duas coisas desta etapa que gostei muito: ANEXO 1 Professor(a): Data: / / Nome: Número: Ano/turma: E TA P A 3 • F IC h A 1 • F IC h A D E A U T O A V A L IA ç à O 1. Em relação aos trabalhos em equipe: Contribuo para que minha equipe tenha sempre o melhor desempenho. Gosto de trabalhar em grupo e contribuo com os trabalhos da equipe. Minha participação foi ruim, não contribuí para o bom desempenho da minha equipe. Não gosto de trabalhar em equipe, prefiro fazer meus trabalhos sozinho. 2. Nos estudos sobre a sociedade do açúcar aprendi que: 3. Em relação aos seminários e rodas de conversa: Contribuí com ideias e soube fazer perguntas. Fiquei mais quieto. Ouvi meus colegas, mas não fiz perguntas. Estive um pouco distraído. Minha participação não foi legal. Além de não contribuir, atrapalhei meus colegas. O(a) professor(a) precisou chamar várias vezes minha atenção. 4. Duas coisas das quais gostei muito nesta etapa de estudos: 5. No próximo projeto eu gostaria de estudar sobre: ENSINO FUNDAMENTAL 2 E MÉDIO ETAPA 1 – PELOS CAMINhOS DA CANA-DE-AçúCAR ANEXO 1 Professor(a): Data: / / Nome: Número: Ano/turma: F IC h A 1 LINhA DO TEMPO 1. Leia o texto Brasil, a doce terra: história do setor, de Fúlvio de Barros Pinheiro Machado. Disponível em: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/historia_da_cana_000fhc62u4b02wyiv80efh b2attuk4ec.pdf (acesso em:22 out. 2015). 2. Destaque com caneta colorida as partes do texto que mostram o avanço da cana-de-açúcar da Antiguidade aos nossos dias. 3. Tomando por base as informações do texto, construa uma linha do tempo. 4. Sobre a linha do tempo: use, para cada etapa, uma folha de cartolina de cor diferente. Levante o fato ocorrido na época citada e busque imagens em revistas, jornais e internet para ilustrá-lo. 5. A seguir, algumas imagens que poderão ajudá-lo na tarefa de ilustrar sua linha do tempo. http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/historia_da_cana_000fhc62u4b02wyiv80efhb2attuk4ec.pdf http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/historia_da_cana_000fhc62u4b02wyiv80efhb2attuk4ec.pdf A lli es In te ra ct iv e/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R D an lo ei ta m lo ei /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R K U C O /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R ETAPA 1 • ANEXO 1 • FIChA 1 M or ph ar t C re at io n/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R lz f/S hu tte rs to ck .c om /ID /B R E TA P A 1 • A N E X O 1 • F IC h A 1 lz f/S hu tte rs to ck .c om /ID /B R V is ar ut S an kh am /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R E TA P A 1 • A N E X O 1 • F IC h A 1 th in k4 ph ot op /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R th in k4 ph ot op /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R E TA P A 1 • A N E X O 1 • F IC h A 1 Ev er et t H is to ri ca l/S hu tte rs to ck .c om /ID /B R M ar zo lin o/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R E TA P A 1 • A N E X O 1 • F IC h A 1 To ni fla p/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R bi ot ha ila nd /S hu tte rs to ck .c om /ID /B R E TA P A 1 • A N E X O 1 • F IC h A 1 Ec ua do rp os ta le s/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R Ec ua do rp os ta le s/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R E TA P A 1 • A N E X O 1 • F IC h A 1 M ar zo lin o/ Sh ut te rs to ck .c om /ID /B R E TA P A 1 • A N E X O 1 • F IC h A 1 ANEXO 2 Professor(a): Data: / / Nome: Número: Ano/turma: E TA P A 1 • F IC h A 2 • F IC h A D E A U T O A V A L IA ç à O 1. Sobre o documentário um pé de quê?: a) Achei importante saber: b) Tive dificuldade para compreender: c) Não gostei: 2. Sobre a linha do tempo a viagem da cana-de-açúcar: Li o texto indicado e ficou muito fácil realizar a atividade. Li algumas partes do texto, o suficiente para fazer a atividade. Não li nada do texto, fiz a atividade por outros meios de pesquisa. Não li o texto e não realizei a atividade. 3. Sobre os momentos de socialização das atividades: Participo ativamente, faço perguntas aos meus colegas, contribuo para o enriquecimento da reflexão em grupo. Participo ativamente, mas tenho dificuldade para fazer perguntas. Participo mais ouvindo do que falando. Faço pouca ou nenhuma interferência na apresentação dos meus colegas. Não gosto desses momentos, por isso incomodo um pouco. 4. No final do documentário um pé de quê? há uma breve discussão entre dois estudiosos sobre os impactos da cana-de-açúcar. O que você pensa a respeito? E TA P A 1 • F IC h A 2 • F IC h A D E A U T O A V A L IA ç à O ENSINO FUNDAMENTAL 2 E MÉDIO ETAPA 2 – PELOS CAMINhOS DA CANA-DE-AçúCAR ANEXO 1 Professor(a): Data: / / Nome: Número: Ano/turma: F IC h A 1 EngEnhO [...] A vida dos escravos em um engenho era muito difícil. A produção do açúcar era determinada pela safra e a velocidade das moendas exigiam um ritmo de trabalho intenso. [...] Stuart Schwartz, no livro Segredos internos, nos conta que o trabalho no engenho brasileiro não parava, a moenda funcionava por dezoito a vinte horas, a moagem iniciava às quatro horas da tarde e ia até as dez horas da manhã seguinte. O processo de produção do açúcar no engenho começava com as queimadas nas florestas para o plantio da cana, seguido do corte manual e o transporte das canas em carros de boi até a casa da moenda, onde a cana era comprimida para a retirada do suco. O caldo extraído era levado para a casa das caldeiras para ser limpo das impurezas. Depois esse caldo da cana depurado era cozido em tachos nas fornalhas, dos quais o açúcar saia quase cristalizado. Para finalizar o processo, se reenformava e socava o açúcar em formas cobertas de argila na casa de purgar. Nesta etapa, depois de alguns dias, o melaço começava a escorrer, restando apenas os cristais de açúcar. [...] O universo dos engenhos composto pela “fábrica do açúcar”, a casa-grande, a senzala e a capela era uma arquitetura que definia os contornos das relações sociais, o lugar do trabalho, dos senhores, dos escravizados e da fé. O centro de tudo naquela sociedade estava ligado à safra, como disse o historiador Stuart Schwartz o engenho operava consumindo a lenha e os escravizados para produzir açúcar e riqueza. Padre Antonio Vieira em dos seus sermões disse “da gente toda da cor da mesma noite, trabalhando vivamente, e gemendo tudo ao mesmo tempo, sem momento de tréguas nem de descanso”. Para Vieira, não era possível duvidar que o universo do engenho fosse o inferno na terra. (Excerto extraído do trabalho universitário de Isadora Silva publicado no site da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). Disponível em: https://www3.ufrb.edu.br/lehrb/wp-content/uploads/2015/05/Isadora-Silva-Engenhos-txt.pdf. Acesso em 2 out. 2015). ANEXO 2 Professor(a): Data: / / Nome: Número: Ano/turma: E TA P A 2 • F IC h A 2 PESQUISA — Caminhos dos Engenhos A Paraíba oferece aos visitantes um roteiro turístico feito de belezas naturais, história e cultura ancestral. A rota chama-se Civilização do açúcar – caminhos do engenho. 1. Leia as matérias publicadas pelos seguintes veículos: UOL A Paraíba da cana de açúcar; Folha de S.Paulo, Engenhos do Brejo Paraibano mostram a produção de cachaça e Correio Brasiliense, Roteiro caminhos dos engenhos traz algumas das melhores cachaças do Brasil. Com as informações obtidas na web, construa um texto para compor um folder que divulgue o roteiro Civilização do açúcar — Caminhos dos Engenhos do estado da Paraíba. 2. Pesquise: Que outros atrativos a Paraíba tem além dos Caminhos dos Engenhos? 3. Crie um folder com roteiros turísticos da Paraíba pensado especialmente para jovens. 4. O folder deve ser ilustrado com imagens colhidas na internet, revistas ou fotografias tiradas no próprio local. http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/turismo/turismo-nacional/a-paraiba-da-cana-de-acucar-9839.asp http://www1.folha.uol.com.br/turismo/1192616-engenhos-do-brejo-paraibano-mostram-producao-de-cachaca.shtml http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/turismo/2012/02/01/interna_turismo,288461/roteiro-caminhos-dos-engenhos-traz-algumas-das-melhores-cachacas-do-brasil.shtml ANEXO 3 Professor(a): Data: / / Nome: Número: Ano/turma: E TA P A 2 • F IC h A 3 • F IC h A D E A U T O A V A L IA ç à O 1. Em relação às leituras dos textos indicados para as atividades da Etapa 2: Li integralmente. Li mais de 50% dos textos. Li menos do que 50% dos textos. 2. Em relação à qualidade da leitura: Fiz uma leitura reflexiva, destacando os pontos básicos para serem discutidos. Li os textos integralmente, mas não destaquei nenhum aspecto. Li apenas partes dos textos. Não li os textos. 3. Em relação aos trabalhos de grupo: Participei reflexivamente nos encontros. Fiz as tarefas com antecedência. Participei reflexivamente da elaboração, mas não me preparei com antecedência. Embora tivesse me preparado, não participei da elaboração do grupo. Não me envolvi nas atividades. 4. Em relação aos momentos de reflexão e rodas de discussão: Participei detodos de todas as reflexões propostas. Participei pouco. Não consegui me interessar pelas discussões. 5. Descreva o que você aprendeu nessa etapa do projeto. 6. O que o roteiro Caminhos dos Engenhos tem de tão interessante que faz viajantes do mundo todo querer conhecê-lo? 7. Depois dessa etapa de estudos, você considera importante preservar as memórias de nossa cultura? Fale sobre isso. E TA P A 2 • F IC h A 3 • F IC h A D E A U T O A V A L IA ç à O ENSINO FUNDAMENTAL 2 E MÉDIO ETAPA 3 – PELOS CAMINhOS DA CANA-DE-AçúCAR ANEXO 1 Professor(a): Data: / / Nome: Número: Ano/turma: F IC h A 1 A SUSTEnTABILIDADE nO SETOR SUCROEnERgÉTICO BRASILEIRO A cana-de-açúcar na matriz energética Brasileira O Brasil é destaque mundial no uso de energias renováveis, que representam mais de 44% da matriz energética do país. O setor sucroenergético possui papel chave nesta participação, uma vez que somente os produtos da cana-de-açúcar são responsáveis por 15,7% de toda a oferta de energia do país. Este valor já ultrapassa o fornecido pelas usinas hidroelétricas. A contribuição do etanol e da bioeletricidade O etanol e a bioeletricidade são, atualmente, os principais responsáveis pelo crescimento das fontes alternativas de energia no Brasil. Em 2010, o uso do etanol substituiu mais da metade do uso da gasolina. Este avanço foi resultado da introdução dos veículos flex-fuel em 2003 e do rápido crescimento de sua frota, que já representa mais de 55% dos veículos comerciais leves do Brasil. Hoje cerca de 90 modelos de carros flex são oferecidos por doze montadoras no país. Além do etanol, a produção de bioeletricidade é uma das atividades da indústria sucroenergética mais significativas e com maior potencial de crescimento no setor. Por meio da queima do bagaço em caldeiras, as cerca de 400 usinas de açúcar e etanol existentes no país geram eletricidade para abastecer suas próprias atividades e, desta forma, são auto-suficientes em energia. Uma parte delas - atualmente pouco mais de 100 - ainda gera excedentes comercializáveis. Foram 1133 MW médios de bioeletricidade produzidos a partir do bagaço de cana-de- -açúcar em 2011, entre 2% e 3% da matriz elétrica brasileira. Estimativas indicam que em 2020 esta participação poderá chegar a 18%, reduzindo a necessidade da utilização de usinas térmicas movidas à energia fóssil. Os novos produtos da cana-de-açúcar O potencial da cana-de-açúcar e os novos usos de seus produtos não param de crescer. O etanol, por exemplo, já é utilizado em motocicletas flex, pequenos aviões e ônibus urbanos. Em São Paulo, 60 ônibus movidos a etanol já circulam nas ruas da cidade. Bioplásticos feitos a partir de cana já estão disponíveis no mercado e são comercializados por grandes empresas. O etanol, em um futuro próximo, deve ser também usado em caminhões, equipamentos agrícolas e geradores. Enfim, um grande potencial a ser explorado, contribuindo para a substituição do petróleo e a redução do aquecimento global. Mitigando o Aquecimento global Redução de gases de Efeito Estufa (gEE) Diversos estudos mostram que, quando comparado com a gasolina, o etanol brasileiro reduz as emissões dos chamados gases de efeito estufa (GEE) em cerca de 90%. Apesar de ser possível encontrar diferentes análises sobre o tema, todas as regulamentações internacionais que calcularam a redução de emissões de GEE obtida pela produção e uso dos biocombustíveis reconhecem o desempenho superior do etanol de cana-de-açúcar em relação a outras matérias-primas utilizadas, como o milho, o trigo ou a beterraba. Este é o caso dos cálculos feitos pelo Programa de Combustíveis Renováveis da Agência de Proteção Ambiental Americana, o EPA, e também pela União Européia, no âmbito de sua Diretiva para Energias Renováveis. Ambos os casos consideram todo o ciclo de vida do produto, desde o plantio da matéria prima até a utilização do combustível nos automóveis. Em 2010, o EPA classificou ainda o etanol de cana-de-açúcar como um combustível avançado, capaz de reduzir as emissões de GEE de 61% a 91% em relação à gasolina. O cálculo do EPA considera inclusive as potenciais emissões indiretas causadas por mudanças no uso do solo, o chamado ILUC. Em termos absolutos, a redução anual de emissão de gases de efeito estufa advinda do consumo de etanol e bioeletricidade poderá crescer das atuais 46 milhões de toneladas de CO2eq anuais para 112 milhões de toneladas no ano de 2020. Apenas a redução adicional (66 M t CO2eq) deverá representar de 30% a 40% das metas do setor energético estabelecidas pela Política Nacional de Mudança do Clima. Balanço Energético Positivo Além de apresentar significativa redução de emissões quando comparado com outros combustíveis, o etanol de cana-de-açúcar também apresenta um balanço energético extremamente favorável. São mais de nove unidades de energia renovável geradas para cada unidade de energia fóssil consumida no processo. E TA P A 3 • A N E X O 1 • F IC h A 1 Uso do Solo De acordo com o IBGE, o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil ocupa cerca de 9,5 milhões de hectares , o equivalente a 1% do território nacional. Esta participação não é tão expressiva se considerarmos, por exemplo, que o Brasil possui quase 200 milhões de hectares de pastagens e 24 milhões de hectares de soja. A cana é cultivada principalmente nas regiões Nordeste e Centro-Sul do país, a última respondendo por cerca de 90% da produção total. Ambas as regiões estão significativamente distantes da Floresta Amazônica. Além disso, enquanto a área ocupada pela cana-de-açúcar tem crescido nos últimos anos, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que o desmatamento na Amazônia tem diminuído significativamente ano a ano, tendo apresentado em 2011 a menor taxa desde 1988, mostrando que não há correlações indiretas. Potencial de Expansão Dados do INPE mostram ainda que mais de 60% da expansão recente de cana-de-açúcar na região Centro-Sul ocorreu em áreas de pastagens, em sua maior parte degradadas. É a prova de que os novos plantios de cana estão ocorrendo sob áreas já consolidadas, como as utilizadas pela pecuária, que são ineficientes e vem sofrendo um processo de intensificação. Exemplo desta tendência é a Política Nacional de Mudanças Climáticas, que prevê em sua regulamentação mais do que dobrar a produtividade de 15 milhões de hectares de áreas degradadas até 2020, Esta medida poderá disponibilizar mais de 15 milhões de hectares para novas culturas, valor este que representa cerca de um quarto de toda a agricultura do Brasil. A expansão da cana no Brasil é também guiada pelo “Zoneamento Agroecológico da Cana- -de-açúcar”, lançado em 2009 pelo Governo Federal. Esta regulamentação indica as áreas aptas para o cultivo e exclui qualquer expansão em biomas sensíveis, como Amazônia e Pantanal, assim como em qualquer área de vegetação nativa. O Zoneamento define uma área equivalente a 7,5% do território brasileiro como apta para o cultivo da cana-de-açúcar. Além do Zoneamento Federal, alguns estados, como é o caso de São Paulo, possuem regulamentações semelhantes, que estabelecem diretrizes e determinam as áreas adequadas para a expansão do setor sucroenergético. Boas Práticas Agrícolas Produtividade O etanol de cana brasileiro apresenta produtividade superior às alternativas de outras matérias-primas em termos de unidades de biocombustível gerado por hectare colhido. As novas variedades de cana-de-açúcar desenvolvidas no Brasil, aliadas ao gerenciamento de técnicas agrícolas e à futura introdução da hidrólise do bagaço e palha da cana, têm potencial para impulsionar a produtividade para até 13 mil litros de etanol por hectare contra os mais de 7 mil atuais. E TA P A 3 • A N E X O 1 • F IC h A 1 Utilização de Água As plantações brasileiras de cana-de-açúcar praticamentenão necessitam de irrigação, pois a chuva é abundante e confiável, especialmente no Centro-Sul do País, principal região produtora. Para suprir casos de deficiência de água no período de seca, é possível aplicar na lavoura a água residuária proveniente das usinas cana. É a chamada “irrigação de salvamento”. De acordo com dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), 93,5 m3/ha de água residuária podem ser disponibilizados para reúso agrícola. Em relação ao processo industrial, do total de água necessária, estimado em 22m3/t de cana, o setor capta dos recursos hídricos, em média, menos que 2m3/t de cana , indicando um índice de reuso de água em seu processo industrial de mais de 90%. Investimentos continuam a ser feitos, em apenas três anos a captação de água por tonelada de cana reduziu-se em 20%. Conservação do Solo Os canaviais brasileiros apresentam níveis relativamente baixos de perdas de solo graças ao caráter semiperene da cana-de-açúcar, que faz com que vários cortes, ao longo de 5 a 7 anos, possam ser feitos antes do replantio. A tendência é de que a capacidade de conservar e reter o solo nas áreas canavieiras aumente expressivamente nos próximos anos, com a permanência da palha no campo decorrente da colheita mecanizada e a adoção do sistema de plantio direto. Uso de agroquímicos O uso de pesticidas nos canaviais brasileiros é baixo quando comparado com outras culturas. Uma parte significativa das pragas e doenças que ameaçam a cana-de-açúcar é combatida por meio do controle biológico e de programas avançados de melhoria genética que ajudam a identificar as variedades resistentes às doenças. Como a cana é colhida anualmente durante cinco anos (ou mais) antes de precisar ser replantada, a utilização de adubos minerais é reduzida, graças ao uso inovador de fertilizantes orgânicos, produzidos a partir de resíduos do processo de produção de etanol e açúcar, tais como a vinhaça e a torta de filtro. O baixo uso de fertilizantes industrializados nos canaviais brasileiros contribui para a redução dos gases de efeito estufa, uma vez que na fabricação de adubos minerais são utilizados combustíveis fósseis. O Etanol e a Saúde Um estudo liderado pelo médico patologista Paulo Saldiva, da Universidade de São Paulo, mostra que a substituição em larga escala dos derivados de petróleo pelo etanol seria significativamente positiva para a saúde pública. Num cenário que prevê a substituição total E TA P A 3 • A N E X O 1 • F IC h A 1 da gasolina e do diesel na frota cativa de ônibus por etanol na cidade de São Paulo, mais de 12 mil internações e 875 mortes seriam evitadas em um ano, de acordo com o trabalho. Além disso, a redução de gastos públicos e familiares com a saúde seria da ordem de US$ 190 milhões. Além das vantagens relacionadas ao meio ambiente, a produção e o uso do etanol de cana-de-açúcar trazem importantes benefícios sociais, como a geração de emprego e renda, e de saúde pública. Fonte: http://www.unica.com.br/sustentabilidade/ (acesso em: 10 out. 2015). E TA P A 3 • A N E X O 1 • F IC h A 1 ANEXO 2 Professor(a): Data: / / Nome: Número: Ano/turma: E TA P A 3 • F IC h A 2 • F IC h A D E A U T O A V A L IA ç à O 1. Opinião pessoal. Por que esta etapa de estudos recebeu o nome de o amargo sabor do doce? 2. Qual a diferença entre a atividade com cana-de-açúcar ocorrida nos Tabuleiros Costeiros e a atividade canavieira do Brejo Paraibano? 3. Dê uma nota para sua participação nos trabalhos desta etapa. Justifique. 4. Descreva como foi sua participação nas rodas de conversa. 5. Resuma sua aprendizagem nesta etapa do projeto. E TA P A 3 • F IC h A 2 • F IC h A D E A U T O A V A L IA ç à O