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PROJETOS
 REGIONAISPB
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Resumo: A cana-de-açúcar chegou ao Brasil por volta de 1515 trazida 
pelos portugueses. O primeiro engenho foi construído em 1532, na 
capitania de São Vicente por Martim Afonso. A partir daí, a cana-de- 
-açúcar se transformou em uma das principais culturas do país.
PROJETO PEDAGÓGICO MULTIDISCIPLINAR – PARAÍBA
Tema: Pelos caminhos 
da cana-de-açúcar 
O Brasil ainda hoje é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar. É também o primeiro do mundo na 
produção de açúcar e etanol e conquista cada vez mais o mercado externo com o uso do biocombustível 
como alternativa energética1.
Na província da Paraíba, a cultura da cana foi introduzida em 1630; na época, existiam aproximadamente 
18 engenhos produtivos. Em meados do século XIX, os engenhos do Tabuleiro Costeiro deram espaço 
para as usinas e a cultura da cana passou a ser mais explorada na região do Brejo Paraibano.
Desde o princípio, a indústria açucareira se desenvolveu sob a égide da escravidão, mantida por quase 
quatro séculos. Como um paradoxo, o doce sabor da cana carrega consigo o traço amargo da exploração 
do trabalhador e a degradação do meio ambiente, representada pela derrubada da mata nativa e 
pelas queimadas. Paralelamente, constatavam-se as riquezas e benefícios dessa planta, cada vez mais 
admirada. 
Na sociedade colonial, a junção ocorrida entre a monocultura da cana e o regime de escravidão acabou 
por gestar uma sociedade plural, miscigenando nas cozinhas das casas-grandes os costumes europeus 
com o modo de fazer indígena e africano, gerando uma culinária rica e diversificada, que é hoje também 
nossa grande riqueza.
Na casa-grande, as mães negras e as mucamas, junto com as moças e os moleques, corrompiam o 
português arcaico ensinado pelos jesuítas aos filhos do senhor, fazendo nascer o modo carinhoso do 
brasileiro colocar os pronomes: me diga, me espere... É também herança da senzala o modo de falar 
usando formas diminutivas: benzinho, nézinho, inhozinho.
Com o advento da modernidade, os senhores de engenho tornaram-se usineiros ou simplesmente 
canavieiros; os engenhos de cana de tração animal ou movidos a roda d’água transformaram-se em 
grandes usinas. José Lins do Rego, escritor paraibano, discorre sobre esse tema em seus romances.
José Lins do Rego, autor do romance Menino de engenho, viveu no Engenho Corredor, na região do 
Pilar. A propriedade pertenceu ao avô de José Lins e foi construída no século XIX, a dois quilômetros 
da cidade de Pilar. O complexo foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba 
(Iphaep) em 1998. Em João Pessoa, o museu José Lins do Rego homenageia o escritor, mostrando em 
seu acervo o mobiliário da casa, a biblioteca e objetos pessoais do autor, como a primeira máquina de 
escrever usada por ele.
PROJETOS
 REGIONAISPB
1
1 http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/cana-de-acucar
2
No Brejo Paraibano, engenhos preservam a arquitetura do século XIX, composta pela casa-grande, 
senzala, capela e a casa de engenho, e cuidam para que a tradição da rapadura, do mel de cana e da 
cachaça possam ser admirados em sua feitura artesanal, valorizando a história da cultura da sociedade 
brasileira. O projeto Pelos caminhos da cana-de-açúcar pretende conhecer a cultura paraibana pelo viés 
da cana- -de-açúcar.
O projeto Pelos caminhos da cana-de-açúcar para o Ensino Fundamental 1 (EF1)
Para o EF1, o projeto se desenvolve em três etapas com duas atividades cada uma. Ao final de cada 
etapa, propõe-se uma atividade de conclusão dos estudos.
Etapa 1: De onde vem o açúcar?
O tema aborda a história da cana-de-açúcar, os benefícios dela para a saúde e os doces preferidos dos 
alunos.
Etapa 2: A Paraíba da cana-de-açúcar 
Estuda as 4 mesorregiões da Paraíba, suas principais características e potencial turístico, dá ênfase para 
a cidade de Areia, Patrimônio Cultural do Brasil.
Etapa 3: A sociedade do açúcar 
Estuda a vida nos engenhos de açúcar, a estrutura do engenho e o roteiro turístico Caminhos dos 
Engenhos.
Produto final: Festival da cana-de-açúcar 
Para compartilhar e socializar os conhecimentos adquiridos nos estudos propostos pelo projeto.
O projeto Pelos caminhos da cana-de-açúcar para o Ensino Fundamental 2 (EF2) 
e Ensino Médio (EM)
Para o EF2 e EM, o projeto também se desenvolve em três etapas, a saber:
Etapa 1: Um pé de quê? 
O tema aborda a história da cana-de-açúcar.
Etapa 2: Na rota da cana-de-açúcar 
O tema trata dos engenhos do século XIX e da sociedade açucareira e explora também o roteiro turístico 
Caminhos dos Engenhos.
Etapa 3: O amargo sabor do doce 
Trata das contradições que a cultura do açúcar traz consigo: os séculos de escravidão ainda hoje 
em algumas regiões do Brasil, em que donos de usina e canavieiros exploram o trabalhador rural, 
oferecendo-lhe condições de trabalho análogas à escravidão; os benefícios dos biocombustíveis, e a 
degradação do meio ambiente.
Produto final: Festival da cana-de-açúcar 
Para compartilhar e socializar os conhecimentos adquiridos nos estudos propostos pelo projeto.
2
3
Suportes: Computador ou outro dispositivo com acesso à 
internet, fichas e roteiros de trabalho orientados, equipamento de 
projeção e multimídia.
Justificativa para uso desses suportes: Os suportes 
selecionados visam atender às necessidades específicas de 
cada etapa do projeto para que o aluno construa seu percurso 
no aprendizado de leitura e elaboração de textos, de pesquisa 
na internet e sistematização das informações levantadas e na 
produção de conhecimentos. Os sites indicados para a pesquisa 
contêm as informações e imagens necessárias para que o aluno 
tenha condições de compreender e construir conhecimentos 
sobre os temas sugeridos ao longo do projeto.
3
Disciplinas: História, 
Geografia, Língua 
Portuguesa, Ciências.
Temas transversais: 
Patrimônio Cultural; 
Pluralidade Cultural e 
Étnica; Sociedade, Saúde, 
Alimentação e Nutrição.
Recursos necessários: Computador ou outro dispositivo com acesso à internet, impressora, 
atlas, cartolina, papéis coloridos, papel bobina, revistas, material escolar comum (caderno, lápis preto, 
caneta, borracha, apontador, régua, dicionário, tesoura, cola, material para pintura, etc.), folhas de papel 
sulfite brancas.
Objetivos: Trabalhar na perspectiva da multidisciplinaridade para o levantamento de aspectos da 
cultura do estado da Paraíba, dando ao aluno a oportunidade de refletir sobre a cultura centenária 
deixada como herança pelos engenhos de cana-de-açúcar. O projeto possibilita o levantamento de 
hipóteses, estimula a leitura e produção de textos, a elaboração de mapas e construção de linhas 
do tempo, que mostram as mudanças e permanências ocorridas na atividade canavieira e no setor 
sucroenergético. Enfim, o projeto permite conhecer a riqueza cultural da Paraíba vista pelo viés da cana-
-de-açúcar. 
Cabe ao professor tornar o conjunto de objetivos gerais, aqui citados, em objetivos operacionais que 
correspondam às necessidades de aprendizagem específicas de seu grupo de alunos.
Perfil do grupo: O projeto 
está dividido em duas partes. 
A primeira parte atende 
os alunos das séries finais 
do EF1. Na segunda parte, 
o projeto tem como foco 
os alunos do EF2 e do EM. 
Caberá ao professor fazer 
uma adaptação do conteúdo 
de forma que atenda às 
necessidades específicas de 
sua sala de aula.
Conteúdos 
ConCEituais: 
História — Compreensão de conceitos gerais da área, como tempo 
e contexto históricos, simultaneidade, mudança, permanência, 
ruptura, cultura, patrimônio histórico e cultural, cultura material, 
patrimônio imaterial, grupo social, tradição e oralidade. 
Geografia — Compreensão de conceitos gerais da área, 
miscigenação cultural, a influência da cultura afro na cultura 
brasileira, paisagem, cultura local, as mesorregiões da Paraíba, 
Região do Brejo, etc.
Língua Portuguesa — Etimologia das palavras, ditos populares, textos multimodais, gênerostextuais 
(músicas, receitas), variações linguísticas, análise de filmes, criação e gravação de áudio.
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ProCEdiMEntais: 
História — Pesquisa histórica, linha do tempo, a sociedade da cana-de-açúcar, os costumes dos 
engenhos, a cidade histórica de Areia.
Geografia — Paisagens das mesorregiões da Paraíba; a paisagem da Região do Brejo, leitura e 
construção de mapas.
Língua Portuguesa — Leitura, análise e produção de textos, comunicação oral, roteiros para programas 
de rádio.
Ciências — A cana-de-açúcar, o poder nutricional do caldo de cana, biocombustíveis.
atitudinais: 
Trabalho cooperativo. Valorização das influências e dos saberes tradicionais como patrimônio cultural. 
Responsabilidades sobre os prazos e compromissos assumidos com o grupo e com o professor. 
Comprometimento e envolvimento no próprio processo de aprendizagem.
Duração e desenvolvimento
Este projeto foi pensado para ser desenvolvido ao longo de um trimestre. O professor deve avaliar 
o momento de trabalhar as diferentes propostas considerando seu planejamento e o currículo 
tradicional da série. Está dividido em etapas que podem ser trabalhadas em sequência, em intervalos 
semanais, quinzenais, mensais ou até em intervalos maiores. Por ser longo o processo de construção 
da aprendizagem, é preciso dar ao aluno o tempo necessário para a experimentação, a reflexão, 
o compartilhamento de ideias e descobertas e, finalmente, para a compreensão dos conceitos. 
Considerando-se a importância do estudo da história local e regional, assim como da valorização da 
cultura e dos saberes locais, caberá ao professor equacionar esse tempo, levando em conta a realidade 
da escola e do grupo-classe. Se a opção for intercalar as atividades do projeto com as demais demandas 
escolares, a cada etapa, é importante retomar os conhecimentos sistematizados na etapa anterior para 
que o trabalho de investigação e de consolidação dos novos conhecimentos avance sem perder o foco.
Sugere-se que cada etapa do projeto seja desenvolvida em quatro semanas, podendo ser 
disponibilizadas de quatro a oito aulas para o desenvolvimento de cada etapa. Essa recomendação é 
válida tanto para o EF1 quanto para o EF2 e o EM, lembrando que o projeto é multidisciplinar e essas 
atividades podem estar divididas entre as áreas de conhecimento. 
Etapa final: Consiste no fechamento e sistematização das reflexões feitas ao longo do projeto. É 
composto por três momentos: Para Refletir, Para Retomar, Para Finalizar. O planejamento do produto 
final é feito dentro da seção Para Retomar.
Produto final:
A publicação dos resultados dos estudos será feita em um Festival da cana-de-açúcar que reunirá 
artigos e produções desenvolvidos pelos alunos no decorrer do projeto, doces e bebidas derivadas da 
cana-de-açúcar.
Os alunos do EF1 ficarão responsáveis pelos estandes que contarão a história da cana-de-açúcar, os 
benefícios dessa planta para a saúde e as delícias feitas com cana-de-açúcar (sugere-se que tenha um 
engenho móvel para servir o caldo de cana e ofereça-se aos visitantes o mel de cana e a rapadura). 
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Os alunos do EF2 e do EM ficarão responsáveis por apresentar a Cultura do açúcar: a estrutura e 
organização dos engenhos, os biocombustíveis, o impacto da cana-de-açúcar para o meio ambiente, o 
trabalhador da cana, a vida e a obra de José Lins do Rego e o roteiro turístico Caminhos dos Engenhos.
É importante que, além dos trabalhos feitos pelos alunos, outros profissionais da comunidade estejam 
presentes no evento. Abra espaços para que artesãos mostrem seu trabalho. Crie também um espaço 
onde se possa ouvir histórias dos avós a respeito do engenho.
Algumas 
considerações 
sobre o trabalho 
de conclusão do 
projeto:
1. Sobre a preparação do festival: O professor deve estabelecer a 
data da apresentação dos materiais que farão parte do festival. 
Criar uma equipe que fique responsável por organizar os “Contos do 
engenho” (local onde os avós ficarão para contar a história, pessoas 
que farão a contação das histórias, etc.). Outra equipe deverá se 
responsabilizar por fazer o contato com profissionais e artesãos. 
Determine com os alunos a data do festival e combine como será 
feita a montagem do espaço. 
 Os alunos deverão participar em todo o processo de preparação e organização, assumindo dessa 
maneira o protagonismo na construção do conhecimento e em sua aprendizagem.
 Caberá ao professor garantir a interação dos alunos, assim como acompanhar os trabalhos para que 
não se perca o foco; estar atento e presente cada vez que for solicitado, seja por demanda coletiva, 
seja individual; dar instruções claras e detalhadas em cada etapa; avaliar e dar retornos ao término 
de cada tarefa; fornecer informações adicionais que possam subsidiar o projeto, toda vez que julgar 
oportuno; cuidar para que os alunos se mantenham, o tempo todo, ativos e motivados.
2. Sobre o festival: Agendar um horário específico no calendário escolar para que pais, professores e 
alunos estejam presentes. Cada stand deverá ser responsável por receber e passar informações aos 
visitantes.
3. Sobre a avaliação: Após a exposição, avaliar com os alunos o desempenho individual e do grupo 
durante o festival e ao longo do projeto.
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 Referências
Souto Maior, M. Gostosuras populares da cana e do açúcar. Brasil açucareiro. Rio de Janeiro, ano 41, 
v. 82, n. 2, p. 32-34, ago. 1973. Publicado também em: Comes e bebes do nordeste. 3. ed. Recife: Fundaj, 
Ed. Massangana, 1985. p. 46.
Carneiro, H. Comida e sociedade. Rio de Janeiro: Campus, 2003.
Dabat, C. P. Y. R. Moradores de engenho: estudo sobre as relações de trabalho e condições de vida dos 
trabalhadores rurais na zona canavieira de Pernambuco, segundo a literatura, a academia e os próprios 
atores sociais. 2003. 2v. Tese (Doutorado em História) — Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 
2003.
Dean, W. a ferro e fogo: A História e a Destruição da Mata Atlântica Brasileira. São Paulo: Companhia das 
Letras, 1998.
Ferlini, V. terra, trabalho e poder: o mundo dos engenhos no Nordeste colonial. Bauru: Edusc, 2003.
Freyre, G. nordeste: aspectos da influência da cana sobre a vida e a paisagem do Nordeste do Brasil. Rio 
de Janeiro: José Olympio, 1985.
. Casa-grande & senzala. Pernambuco: Global Editora, 2003. 48a ed.
Pavez, A. e reCart, C. sabores da américa. São Paulo: SM, 2013.
tanaka, B. a história de Chico rei. São Paulo: SM, 2010.
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 Sites (acessos em: 22 out. 2015)
 A história da cana
 <http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/historia_da_cana_000fhc62u4b02wyiv80efhb2a
ttuk4ec.pdf>
 Bolo de rapadura com pé de moleque 
 <http://www.plantaopb.com/_culinaria/7157>
 Cândido Portinari 
 <http://saladeprofessor.tvescola.org.br/fasciculos/ano2/s05/>
 Cantos de trabalho — Cana-de-açúcar 
 <http://www.youtube.com/watch?v=gers-exKMyE>
 De onde vem o açúcar? 
 <https://www.youtube.com/watch?v=IZ8hoNdKJBg>
 Folha 
 <http://www1.folha.uol.com.br/turismo/1192616-engenhos-do-brejo-paraibano-mostram-producao-de-
cachaca.shtml>
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 Fundaj — Casa-grande (engenho) 
 <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&id=831:casa-grande-
engenho>
 . Mamulengo 
 <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/images/atividadespedagogicas/atividade-mamulengo.
pdf> 
 . Doce testemunha de épocas 
 <http://www.fundaj.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=258&Itemid=238>
 . Mel de engenho (melado)
 <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=936%
3Amel-de-engenho-melado&catid=48%3Aletra-m&Itemid=1>
 Museu da rapadura 
 <http://www.youtube.com/watch?v=RoY2qzUiKl0>
 Mundo boa forma — Caldo de cana engorda? 
 <http://www.mundoboaforma.com.br/caldo-de-cana-engorda/>
 Planeta Sustentável — Bioplástico feito de cana-de-açúcar 
 <http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/bioplastico-feito-cana-de-
acucar-644759.shtml>
 Portal Brasil<http://www.brasil.gov.br/turismo/2014/07/heranca-do-acucar-e-destaque-em-roteiro-rural-da-
paraiba>
 Portal do Professor — Construção de um metatexto: a elaboração de um guia turístico 
 <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22880>
 Pró-saúde. Benefícios do caldo de cana para a saúde 
 <http://www.prosaude.net/beneficios-d%D0%BE-caldo-d%D0%B5-cana-
%D1%80%D0%B0r%D0%B0-%D0%B0-saude/>
 Rapadura é doce, mas não é mole! 
 <http://clickeaprenda.uol.com.br/portal/mostrarConteudo.php?idPagina=28864>
 Revista Exame — Tópicos cana-de-açúcar 
 <http://exame.abril.com.br/topicos/cana-de-acucar>
 Samba enredo sobre a cana-de-açúcar
 <https://soundcloud.com/barrocazonasul/barroca-zona-sul-2007-cana-de>
 TV Escola — A arte do açúcar
 <http://cdnbi.tvescola.org.br/resources/VMSResources/contents/document/
publications/1427204096240.pdf>
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 . Arte do açúcar
 <http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/fundamental-fundamental-arte-do-acucar>
 . A cultura do açúcar 
 <http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/fundamental-fundamental-cultura-do-acucar>
 . A sociedade do açúcar 
 <http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/fundamental-fundamental-sociedade-do-acucar>
 . Podcasting na Educação 
 <http://tvescola.mec.gov.br/tve/post?idPost=7567>
 Viver Bem — Os benefícios da rapadura 
 <http://www.youtube.com/watch?v=4HuEm3Mgw2Y>
Filmes e documentários
 A guerra pelo açúcar 
 <http://www.youtube.com/watch?v=3xG-Xm5ErRE>
 Cana-de-açúcar no Brasil 
 <http://www.youtube.com/watch?v=KcTt4Q9eo-A>
 Menino de engenho 
 <https://www.youtube.com/watch?v=S4qJ6fM90DM>
 TV Escola — Cana-de-açúcar — Brasil Colônia 
 <http://www.youtube.com/watch?v=Qq-DWgmnrOo>
 TV Brasil — De lá para cá — José Lins do Rego 
 <https://www.youtube.com/watch?v=Ejg3lkFpU3c>
 Um pé de cana 
 <http://www.youtube.com/watch?v=qq0Gi3qNU6I>
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PELOS CAMINHOS DA 
CANA-DE-AÇÚCAR – EF1
ETAPA 1: DE ONDE VEM O AçúCAR? 
Recursos necessários: Equipamentos para projeção de vídeo, materiais escolares de uso 
cotidiano, fichas anexas.
Antes das atividades 1. Enquete sobre os doces preferidos dos alunos. Perguntar: Quem 
gosta de doce? Qual é o doce que vocês mais gostam?
Atividade 2 1. Trabalho sobre o vídeo. Entregue aos alunos a Ficha 1 (Anexo 1) para 
ser trabalhada em duplas.
1. Levante os conhecimentos prévios sobre a matéria-prima do açúcar. 
Pergunte: Qual é o principal ingrediente na fabricação do açúcar? De 
onde vem essa matéria-prima?
2. Apresente para os alunos o vídeo da tV Escola Kika: De onde vem o açúcar? (http://tvescola.mec.gov.
br/tve/video/de-onde-vem-de-onde-vem-o-acucar).
3. Pergunte: Gostaram do vídeo? Aprenderam alguma coisa nova com ele?
Atividade 1
2. Relacione o doce ao açúcar. Pergunte se eles sabem dizer que ingredientes não podem faltar nunca 
num doce.
2. Faça a correção das fichas.
FEChAMENTO DA ETAPA 1
1. Roda de conversa para discussão sobre o que aprenderam nesta etapa do projeto. 
 • Perguntar: Vocês sabiam que a cana-de-açúcar tinha uma história tão interessante?
 • O que quer dizer a expressão “Rapadura é doce, mas não é mole”?
2. Entregar aos alunos a Ficha de Autoavaliação (Ficha 2 — Anexo 2).
http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/de-onde-vem-de-onde-vem-o-acucar
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ATIVIDADE 2 – FIChA
Item 1
• A cana-de-açúcar (saccharum officinarum) é uma planta muito antiga cultivada desde a Antiguidade. 
Originária da Nova Guiné, de lá viajou para as Filipinas e se espalhou pelo Sudeste Asiático.
 Os indianos foram os primeiros a extrair o suco da cana e a produzir pela primeira vez o açúcar 
mascavo.
 A origem do nome açúcar vem do sânscrito sarkara, que os árabes chamaram de sukkar e do latim 
saccharum (açúcar de cana), gerando as formas sugar (inglês), sucre (francês), zucchero (italiano), 
zucker (alemã), azúcar (espanhol) e açúcar (português).
 Na Europa medieval, o açúcar passou a ser chamado de “sal branco” porque seus grãos de cristal 
eram similares ao sal marinho. Era um produto raro apreciado por suas propriedades gastronômicas e 
medicinais. 
 Por ser escasso, o açúcar permaneceu por muitos séculos como um produto medicinal e de luxo, 
vendido nos boticários, ao alcance de poucos. Antes dele, as pessoas conheciam apenas o mel para 
adoçar comidas e bebidas.
 Por volta de 1500, os portugueses trouxeram mudas de cana-de-açúcar do Sudeste Asiático e as 
plantaram na Ilha da Madeira.
 Entre 1510 e 1532, as primeiras mudas de cana-de-açúcar chegaram ao Brasil vindas da Ilha da 
Madeira. O primeiro engenho foi construído e as Capitanias Hereditárias do Nordeste e São Vicente 
começaram o cultivo da espécie. Assim, teve início o ciclo da cana-de-açúcar no Brasil.
 Em 1630 foi introduzido o plantio de cana-de-açúcar na Província da Paraíba que, nessa década, 
contou com aproximadamente 18 engenhos produtivos.
Item 2 
• As imagens para ilustração de como é feito o açúcar mostram dois tipos de trabalho: o industrializado 
com colheita mecanizada, cana transportada por caminhão e a imagem da usina; o outro grupo 
mostra o processo mais artesanal feito com colheita manual, o transporte da cana em carro de bois e 
um pequeno engenho familiar.
 Valorize a composição da história do açúcar feita pelos grupos. 
Item 3 
• Todos os seres vivos precisam de energia para produzir as substâncias necessárias à manutenção 
da vida e à reprodução. O açúcar é uma fonte de energia. Além do açúcar industrializado que 
conhecemos, outros alimentos oferecem açúcar ao nosso organismo, como as frutas, os legumes, 
as verduras. Quando comemos uma massa, por exemplo, estamos consumindo diferentes tipos de 
carboidrato. Esse alimento nos dá energia.
ORIENTAçõES AO PROFESSOR
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Item 4 
• Aguarde pelas respostas dos alunos. Complemente as respostas dadas. Explique que, além do açúcar 
usado para adoçar o café e os doces, extraído da cana-de-açúcar, o arroz, a batata, a banana, o feijão, 
o macarrão ou qualquer outro alimento de origem vegetal são constituídos de um tipo de açúcar 
(chamado amido), fabricado pelas plantas no processo de fotossíntese.
 O amido é uma molécula grande, formada pela união de centenas de moléculas de glicose. É 
a reserva natural energética das plantas e não é doce. Encontra-se armazenado em grandes 
quantidades em certas raízes (mandioca), certos caules (batata) e em grãos diversos (trigo, milho 
e feijão). Portanto, quando comemos doces e massas, estamos ingerindo diferentes tipos de 
carboidratos.
 Carboidratos são alimentos que têm função energética. Existem vários tipos de carboidratos:
 - O amido — encontrado no milho, na mandioca, no arroz, no trigo. É a reserva de glicose das 
plantas.
 - A glicose e a frutose — encontradas no mel e em diversas frutas, são moléculas relativamente 
pequenas e podem ser absorvidas com facilidade no intestino.
 - A sacarose — extraída da cana-de-açúcar e da beterraba, é formada pela junção de dois 
carboidratos menores: a glicose e a frutose.
 - A lactose — encontrada no leite, é formada pela junção de dois carboidratos menores: a glicose e 
a galactose2.
Item 5 
• Espere pela resposta do aluno. Explore o possível conhecimento dos alunos sobre o caldo de cana, 
a rapadura e o mel da cana, muito comuns na culinária nordestina. Além desses, comente sobre o 
uso das fibras da cana-de-açúcar para fazer garrafas pet. Disponível em: http://exame.abril.com.br/
marketing/noticias/coca-cola-cria-garrafa-com-plastico-100-da-cana-de-acucar (acesso em: 22 out. 
2015).
Item 6 
• O caldo de cana-de-açúcar, que em algumas regiões do país é conhecido como garapa, é uma fonte 
rica de vitaminas A, B e C, e tem alto teor de minerais como ferro, cálcio, potássio e magnésio que 
ajudam no desenvolvimento da arcada dentária.
 A garapa é composta por antioxidantes, que trazem benefícios nas enfermidades cardiovasculares, 
em numerosos tipos de câncer, na aids e em processos associados ao envelhecimento, como 
cataratas, doença de Alzheimer e outras alterações do sistema nervoso.A bebida também serve como suplemento alimentar natural: após fazer atividade física, o caldo de 
cana fornece a reposição de todo glicogênio perdido durante os exercícios3.
2 Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/alimentos.php
3 Fonte: http://www.prosaude.net/beneficios-d%D0%BE-caldo-d%D0%B5-cana-%D1%80%D0%B0r%D0%B0-%D0%B0-saude/
http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/coca-cola-cria-garrafa-com-plastico-100-da-cana-de-acucar
http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/coca-cola-cria-garrafa-com-plastico-100-da-cana-de-acucar
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/alimentos.php
http://www.prosaude.net/beneficios-d%D0%BE-caldo-d%D0%B5-cana-%D1%80%D0%B0r%D0%B0-%D0%B0-saude/
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ETAPA 2: A PARAÍBA DA
CANA-DE-AçúCAR
Recursos necessários: Mapa geográfico da Paraíba, revistas para recorte, materiais de uso 
cotidiano, fichas anexas.
Antes das atividades 1. Mostre aos alunos o mapa do estado da Paraíba dividido em quatro 
mesorregiões: a Zona da Mata Paraibana, o Agreste Paraibano, a 
Borborema e o Sertão Paraibano (Ficha 1 – Anexo 1). 
Atividade 2 1. Seminário para apresentação da pesquisa sobre as mesorregiões 
da Paraíba. Cada equipe apresenta a região pesquisada e explica as 
ilustrações do mapa-painel.
1. Organize a sala em quatro grupos. Cada equipe ficará responsável 
por estudar uma região da Paraíba. Recorte o mapa anexo (Ficha 1) 
por região. Entregue aos grupos a parte do mapa correspondente à 
região a ser pesquisada. Os trabalhos deverão conter: 
 • As características da região.
 • As cidades mais importantes.
 • O potencial turístico da região.
 • A mesorregião deverá ser ilustrada de acordo com as características descritas na Ficha 2 — Anexo 2. 
 Para ilustrar o mapa, os alunos podem servir-se de fotografias antigas e/ou atuais, revistas e/ou 
desenhar.
2. Coletar as partes dos mapas ilustradas pelas equipes e montar um painel.
Atividade 1
2. Faça um levantamento dos conhecimentos prévios. Pergunte: Quem sabe em que região está 
localizada nossa escola? Vocês sempre moraram aqui? Alguém veio de outra região? Qual?
 • Perguntar: A microrregião do Brejo, no Agreste Paraibano, e a Zona da Mata foram lugares de 
extensas plantações de cana. Essas regiões ainda cultivam a cana? Fale a respeito.
2. Pedir aos alunos que pesquisem na página do IPHAN, sobre a cidade de Areia e sobre as razões que 
a incluíram como parte do acervo do Patrimônio Histórico e Cultural do Brasil.
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/347/
13
FEChAMENTO DA ETAPA 2
1. Roda de conversa para compartilhamento das impressões da pesquisa.
 Proponha uma reflexão sobre a importância da cidade de Areia e dos engenhos que 
preservam a arquitetura e a tradição de fazer cachaça artesanal e rapadura para o estado 
da Paraíba.
2. Entregar a Ficha de Autoavaliação dos alunos (Ficha 3 – Anexo 3).
14
ATIVIDADE 2
Item 1
• A cana-de-açúcar é um produto agrícola de alta produtividade na Paraíba. Grandes usinas trabalham 
na fabricação do açúcar e de biocombustíveis. Nos Tabuleiros Costeiros (Zona da Mata Paraibana), 
cultivam-se extensas plantações de cana-de-açúcar que abastecem as usinas. Na região do Brejo, o 
cultivo está dividido entre pequenos proprietários e preserva-se o modo artesanal de fazer a rapadura, 
o açúcar mascavo e a cachaça.
Item 2
• Razões que incluíram Areia no tombamento do Iphan: A natureza que circunda a cidade, a arquitetura 
colonial remanescente dos séculos XVIII e XIX, e a importância histórica da cidade pela participação 
ativa nas revoluções do século XIX.
ORIENTAçõES AO PROFESSOR
14
15
ETAPA 3: A SOCIEDADE DO AçúCAR
Recursos necessários: Computador ou outro dispositivo com acesso à internet, projetor 
multimídia, fichas anexas, aparelho para gravação de áudio, materiais escolares de uso cotidiano.
Antes das atividades 1. Perguntar: Vocês sabiam que a Paraíba foi muito rica de açúcar?
Atividade 2 1. Estimular a aprendizagem e a pesquisa por meio do Jogo dos 
desafios.
1. Apresente aos alunos o vídeo da TV Escola: Cana de Mel, preço de fel. 
Peça para observarem como era a sociedade nos tempos do açúcar.
2. Roda de conversa para socializar as impressões causadas pelo vídeo.
 • Perguntar: O que quer dizer a expressão “Cana de mel, preço de fel”?
 • Quem eram os Senhores de Engenho?
 • Que tratamento davam aos negros trazidos da África?
Atividade 1
 • Organize os alunos nas mesmas quatro equipes de trabalho da etapa anterior.
 • Recorte os desafios abaixo. Coloque-os dentro de um saco de pano.
 • Um aluno representante de cada equipe, com os olhos fechados, deve escolher um dos papéis. 
Pronto, está feito o desafio.
 • As equipes terão uma semana para responder o que o desafio propõe.
http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/500-anos-o-brasil-colonia-na-tv-canal-de-mel-preco-de-fel
16
Desafio 1 
• Descrever como era a vida nos engenhos de açúcar da Paraíba.
• Descobrir o nome do engenho e o munícipio onde viveu o escritor José Lins do Rego, autor do 
livro Menino de engenho. 
Use a biblioteca da escola para pesquisa ou peça ajuda para os professores de Língua Portuguesa, 
História e Geografia.
Desafio 2 
• Descobrir em que região da Paraíba acontece o roteiro turístico Caminhos dos Engenhos.
• Descrever o que pode ser visto neste roteiro.
Busque ajuda com os professores de História e Geografia ou procure a Secretaria de Turismo do 
seu município.
Desafio 3 
• Trazer uma maquete de um engenho antigo com descrição das partes que compunham o 
complexo. Para realizar a tarefa, a equipe pode pedir ajuda de um adulto ou contar com apoio 
dos professores de História, Arte e Geografia.
Desafio 4 
Trazer: 
• Uma música que fale sobre a cana-de-açúcar.
• Uma receita feita com mel de cana.
• Um artesanato típico da região onde está situada a escola.
17
FEChAMENTO DA ETAPA 3
1. Rádio escola. Comunicação oral, o rádio como veículo de comunicação.
 • Ao final dos desafios, as equipes deverão gravar, usando o celular ou outro dispositivo 
de áudio, um programa de rádio com quinze minutos de duração.
 • O programa deverá conter uma música de abertura.
 • O conteúdo pesquisado para responder ao desafio é apresentado por um ou mais 
narradores.
 • Convidar os ouvintes para conhecer melhor o tema em estudo.
 • Sugerir a leitura de um livro.
 • Uma música de encerramento.
2. Entregar as Fichas de Autoavaliação dos alunos (Anexo 1).
18
ATIVIDADE 1
Roda de conversa
• Relembre com os alunos que, na época do descobrimento do Brasil, o açúcar era um produto muito 
raro, difícil de se conseguir, por isso era também muito caro. Por ser tão raro, os reis costumavam 
deixá-lo listado em seu testamento como se fosse uma joia. Só as pessoas muito ricas tinham poder 
aquisitivo para saborear suas gostosuras. 
 Alguns anos depois do descobrimento, os portugueses iniciaram a plantação de cana-de-açúcar 
no Brasil e logo o país se tornou o maior exportador do produto que era vendido a preços altos na 
Europa.
 A produção do açúcar em alta escala usou por aproximadamente quatro séculos o comércio de 
escravos africanos. Por isso se diz: “Cana de mel, preço de fel”. 
• Os proprietários de engenho eram conhecidos como “senhores de engenho”. Eram poderosos e 
tinham grande influência política; ao comprar um negro, adquiriam sobre ele o direito de vida e 
morte. Os negros, recém-chegados, eram submetidos ao trabalho forçado, não tinham direito ao 
descanso; a ração diária de alimentos era pouca, o suficiente para mantê-los trabalhando. Sofriam 
castigos severos e viviam sem liberdade.
ATIVIDADE 2
Desafio 1
• Os engenhos de açúcar eram compostos da seguinte forma: na parte mais elevada do terreno 
ficava a casa-grande. Do alpendre, o senhor de engenho controlava a produção. Ao lado e abaixo da 
casa ficava a senzala, um pouco mais afastada do engenho, mas ao alcance das vistas do senhor. A 
capela feita de barro e cal, expressão da fé dos senhores, era o lugar onde aconteciam todos os atos 
religiososda propriedade e ali também eram enterrados os membros da família. Na parte mais baixa 
do terreno ficava a casa de engenho onde a cana era moída e onde se fabricava o açúcar. 
 Existiam vários tipos de engenhos: o alçaprensa que era movido por força humana; o almanjarra, 
movido por tração animal; o real, movido por roda d’água; o banguê, movido a vapor; o entrosa, 
engenho pequeno movido por três paus e também por força humana; o gangorra, pequeno engenho 
de madeira, manual movido por dois cilindros, usava também a força humana.
Desafio 2
• Caminhos dos Engenhos é um roteiro de lazer e cultura que acontece em Agreste, na microrregião do 
Brejo Paraibano, e percorre as cidades/municípios de Santa Rita, Bananeira, Sapé, Guarabira, Pilões, 
Areia e Alagoa Grande.
 Com foco na preservação ambiental e na valorização do patrimônio material e imaterial da Paraíba, o 
percurso coloca o visitante em contato com antigas construções de engenho, permitindo um retorno 
no tempo. No campus da Universidade Federal da Paraíba, encontra-se o Museu da Rapadura, em que 
se pode observar as etapas de fabricação dessa iguaria e de outros derivados da cana-de-açúcar.
ORIENTAçõES AO PROFESSOR
18
1919
 Areia, patrimônio cultural do Brasil, exibe a beleza preservada dos casarios do século XIX. As 
cachoeiras e reservas ecológicas dão ao roteiro a junção singular entre natureza e cultura, tornando 
o passeio muito agradável.
 Caso sua escola esteja situada na região do Brejo Paraibano, leve os alunos para conhecer o percurso.
Desafio 3 
A estrutura dos engenhos de açúcar do século XV ao XIX mantiveram basicamente esta composição:
• A capela — onde aconteciam os encontros e as celebrações religiosas aos domingos e feriados.
• A casa-grande — moradia do Senhor de Engenho e sua família e outros agregados.
• A senzala — moradia dos escravos que eram amontoados lá sem nenhum conforto.
• A moenda, ou engenho propriamente dito, onde a cana era moída para se extrair o caldo de cana. A 
moenda era movida por roda d’água, vapor ou tração animal.
• Depois de extraído, o caldo de cana era levado para a casa das caldeiras onde era cozido até ficar 
com a consistência de um melado. O melaço era levado para a casa de purgar e colocado em vasos 
de barro para secar, formando o pão de açúcar.
• O canavial, de onde vinha a matéria-prima para o engenho.
Desafio 4 
• Sugestão de música: “Zumbi”, de Caetano Veloso. 
• Sugestão de receita: Bolo de mel de cana.
 Ingredientes: 
 4 xícaras de rapaduras raspadas
 2 xícaras de óleo
 2 xícaras de mel de cana
 4 ovos
 2 dúzias de banana
 1 kg de farinha
 Modo de fazer
 No liquidificador, bata o mel de cana, a rapadura, o óleo, os ovos e as bananas.
 À mistura acrescente a farinha de trigo. Ao final, polvilhe canela. Leve para assar em forno brando 
por 40 minutos.
http://letras.com/caetano-veloso/919300/
20
PELOS CAMINHOS DA 
CANA-DE-AÇÚCAR – EF2 e EM
ETAPA: UM PÉ DE QUÊ?
Recursos necessários: Computador ou outro dispositivo com acesso à internet, cartolina, papel 
bobina, pincel atômico, tesoura, fichas anexas.
Antes das atividades 1. Perguntar aos alunos: Alguém já esteve em um canavial? Ou 
conhece algum engenho que fabrica rapadura, cachaça ou açúcar?
Atividade 2 1. Organize os alunos em grupos. Peça a eles para construírem uma 
linha do tempo ilustrada sobre a história da cana-de-açúcar. Para o 
desenvolvimento do trabalho, deverão seguir as orientações dadas 
pela Ficha 1 – Anexo 1.
1. Convide os alunos para ver o vídeo Um pé de quê? Com Regina Casé, 
sobre a cana-de-açúcar.
2. Roda de conversa. Pergunte: 
 • De que forma o conteúdo mostrado no documentário se aproxima do que vocês já conhecem 
sobre a cana-de-açúcar? Ouça suas experiências e registre-as.
 • Que parte do vídeo mais chamou sua atenção? Retorne ao filme se for necessário.
 • Qual é a realidade dos cortadores de cana-de-açúcar mostrada pelo documentário? Quantos dias 
eles trabalham por semana? Quantas toneladas de cana eles cortam por dia? Qual o salário no 
final do mês?
 • Vocês conhecem alguém que trabalha no corte de cana? Quem?
Atividade 1
2. No retorno dos trabalhos, preparar um momento para apresentação dos painéis com a linha do 
tempo sobre a viagem da cana-de-açúcar.
FEChAMENTO DA ETAPA 1
1. Roda de conversa. Propor a reflexão: Regina Casé conclui o documentário afirmando 
que “O Brasil é mesmo a terra da cana-de-açúcar e cada vez mais o apreço dessa planta 
aumenta na economia mundial, só que o aumento do cultivo da cana-de-açúcar também 
tem um preço”. O que resta saber é se queremos pagar esse preço. Qual sua opinião a esse 
respeito? Qual seria o “preço” a pagar pelo aumento do cultivo de cana-de -açúcar?
2. Entregar para os alunos a Ficha de Autoavaliação (Anexo 2).
https://www.youtube.com/watch?v=qq0Gi3qNU6l
21
ANTES DAS ATIVIDADES
Item 1
O objetivo dessa atividade é conhecer o que os alunos sabem a respeito do tema. É possível que seus 
alunos conheçam um engenho, pois a atividade de moagem da cana para fabricação do mel de cana 
e rapadura é comum em propriedades rurais. Se for possível, visite com os alunos uma propriedade 
com antigos engenhos que eram destinados à fabricação de açúcar e aguardente. Algumas dessas 
propriedades preservam a estrutura dos séculos XVII e XIX em que se pode ver a casa-grande, o local de 
moagem (o banguê), a senzala e a capela.
Proponha aos alunos o projeto de estudos que tem como tema conhecer o estado da Paraíba pelo viés 
do açúcar. É possível que entre seus alunos existam alguns, cujos pais trabalhem com a cana-de-açúcar, 
seja em canaviais, no corte da cana, nas usinas de açúcar e álcool ou nos engenhos de fabricação de 
rapadura e cachaça. É também provável que algumas famílias mantenham pequenos engenhos para 
produção de mel de cana e rapadura em suas propriedades.
ORIENTAçõES AO PROFESSOR
21
22
ETAPA 2: PELOS CAMINhOS 
DOS ENGENhOS
Recursos necessários: Cópias do excerto do texto Engenho; materiais para a construção de 
cartazes e maquete; fichas anexas.
Antes das atividades 1. Promova um levantamento de conhecimentos prévios para saber 
o grau de familiaridade dos alunos com os engenhos de fabricação 
artesanal de rapadura e cachaça. Pergunte: Quem de vocês conhece 
como se faz a rapadura, o mel de cana, a cachaça?
Atividade 2 1. Promova um levantamento de conhecimentos prévios. Pergunte 
aos alunos se alguém já esteve na região do Brejo Paraibano, se 
conhecem a cidade de Areia. Pergunte: O que tem de interessante 
nessa região?
1. Leitura do excerto do trabalho universitário de Isadora Silva 
publicado no site da Universidade Federal do Recôncavo Baiano 
(UFRB), Engenho (Ficha 1 – Anexo 1). Disponível em: https://www3.ufrb.edu.br/lehrb/wp-content/
uploads/2015/05/Isadora-Silva-Engenhos-txt.pdf (acesso em: 22 out. 2015).
2. Organizados em duplas, peça que os alunos retratem, em uma maquete ou cartaz, os passos da 
fabricação do açúcar e a vida nos engenhos, descritos no texto.
3. Marque o dia para a mostra das maquetes. Deixe os trabalhos expostos.
Atividade 1
2. Pesquisa. Organize os alunos em grupos de até quatro alunos, entregue a Ficha 2 (Anexo 2) para a 
pesquisa.
https://www3.ufrb.edu.br/lehrb/wp-content/uploads/2015/05/Isadora-Silva-Engenhos-txt.pd
https://www3.ufrb.edu.br/lehrb/wp-content/uploads/2015/05/Isadora-Silva-Engenhos-txt.pd
23
FEChAMENTO DA ETAPA 2
1. Roda de conversa para socializar a pesquisa. Promova a reflexão sobre a importância de 
preservar nosso patrimônio cultural. Pergunte: O que têm esses engenhos que faz com que 
viajantes do mundo todo queiram conhecê-los?
2. Proponha a reflexão: O roteiro Caminho dos Engenhos mostra a preservação de uma cultura 
centenária nos casarios de Areia, nos espaços preservados de antigos engenhos, no modo 
artesanal de fazer a rapadura e a cachaça, emoldurado pelas belezas naturais do Brejo 
Paraibano. Você acha importante preservar nosso patrimônio cultural e as belezas naturais 
do lugar ondevivemos?
3. Exponha os folders num painel mural onde possa ser visto por toda a comunidade educativa.
4. Entregue aos alunos a Ficha de Autoavaliação (Ficha 3 — Anexo 3).
24
ATIVIDADE 2
Item 1
• Na zona do brejo Paraibano funcionam engenhos com produção de rapadura e cachaça, que hoje se 
tornaram roteiros turísticos.
 Faça-os perceber que a preservação do engenho tradicional movido a animal ou roda d’água, o jeito 
artesanal de fazer cachaça e rapadura, a preservação da arquitetura dos museus da época colonial, 
tornam esses lugares verdadeiros tesouros. Eles são nosso patrimônio cultural material e imaterial.
Para construção do folder:
1. Explore as possibilidades turísticas do lugar onde vivem. Sugira leitura da revista on-line Partiu 
Brasil, disponível em: http://www.salao.turismo.gov.br/images/pdf/revista_partiu_brasil.pdf (acesso 
em: 20 set. 2015). 
2. Analise alguns roteiros apresentados pela revista, observe a linguagem usada nos textos e as 
fotografias. Faça-os perceber a relação de persuasão que ocorre entre o autor do texto e o leitor.
ORIENTAçõES AO PROFESSOR
24
http://www.salao.turismo.gov.br/images/pdf/revista_partiu_brasil.pdf
25
ETAPA 3: O AMARGO SABOR 
DO DOCE
Recursos necessários: Computador ou outro dispositivo com acesso à internet; fichas anexas.
Antes das atividades 1. Proponha um levantamento de conhecimentos prévios para entender 
o que os alunos conhecem sobre a realidade dos trabalhadores que 
cortam cana nos canaviais do Brasil. Pergunte aos alunos: Como é 
feito o corte de cana nos canaviais da Paraíba?
Atividade 2 1. Leitura de texto. Em duplas, pedir que leiam o texto A 
sustentabilidade no setor sucroenergético brasileiro (Ficha 1 – 
Anexo 1), publicado pela União das Indústrias de Cana-de-açúcar 
(Unica).
1. Encaminhe uma pesquisa que poderá ser feita em casa com a ajuda 
dos pais, amigos ou professores. Dê a eles dois dias para responder. 
Proponha aos alunos o desafio de descobrir:
 • Que regiões ou municípios da Paraíba desenvolvem o plantio de cana-de-açúcar?
 • Quantas usinas de açúcar e álcool existem na Paraíba?
2. Roda de conversa para socializar a pesquisa. Perguntar: Que diferenças básicas existem entre a 
economia da cana-de-açúcar dos Tabuleiros Costeiros e a região do Brejo Paraibano?
Atividade 1
2. Roda de conversa para socializar a leitura. 
 • Destaques os aspectos que os alunos julgaram importantes no decorrer da leitura.
 • Pergunte: alguns autores afirmam que no estado da Paraíba o cultivo de cana-de-açúcar tem 
contribuído para a degradação ambiental, devido à degradação dos recursos florestais, o que 
dificulta a recuperação natural do ambiente e promove mudanças drásticas na paisagem. O que 
você pensa a esse respeito?
 • Concluir a reflexão com a produção de um texto sobre a cana-de-açúcar e o meio ambiente.
http://www.unica.com.br/sustentabilidade/
http://www.unica.com.br/sustentabilidade/
26
FEChAMENTO DA ETAPA 3
1. Assistir ao documentário Tabuleiro de cana Xadrez de cativeiro.
2. Converse com os alunos:
 • O que o título do documentário expressa?
 • Qual parte mais chamou sua atenção? Por quê?
 • A situação dos cortadores de cana vistos no documentário, de alguma forma, se 
aproxima da realidade dos trabalhadores da Paraíba? Em que aspecto?
 • Você conhece algum trabalhador que deixou a família para trabalhar no corte de cana 
em outros lugares do Brasil? Conte essa história.
3. Entregue aos alunos a Ficha de Autoavaliação (Ficha 2 — Anexo 2).
http://www.youtube.com/watch?v=lgxcAn4b32Q
27
ETAPA 3 
ANTES DAS ATIVIDADES
• Verifique se os alunos conhecem essa realidade de perto. É possível que entre seus alunos existam 
filhos de cortadores de cana, ou donos de plantação de cana e/ou engenho. Qualquer que seja o nível 
de resposta da turma sugira uma investigação.
• Nesta etapa seria útil retomar as entrevistas com trabalhadores rurais vistas no início do projeto, 
pelo documentário um pé de quê? 
• Mostre aos alunos que na Paraíba, como em todo o Nordeste, além dos engenhos tradicionais que 
fabricam a cachaça artesanal e o açúcar, existem grandes zonas canavieiras e usinas produtoras de 
açúcar e etanol. 
• A zona canavieira, segundo informação do Jornal da Paraíba, foi quem puxou a maior geração 
de empregos em agosto de 2015, abrindo 4 293 postos de trabalho. Amplie o conhecimento a 
respeito do tema, sugerindo que leiam as reportagens produzidas pela revista Exame sobre o tema. 
Disponível em: http://exame.abril.com.br/topicos/cana-de-acucar (acesso em: 22 out. 2015).
ATIVIDADE 1
Item 1
• A cana-de-açúcar é cultivada nos Tabuleiros Costeiros — Zona da Mata e no Brejo Paraibano. Cerca 
de 95% de toda produção encontra-se na primeira região, que é plana e permite a mecanização. No 
Brejo predominam pequenos produtores; por ter relevo acidentado a região dificulta a mecanização.
• Existem no estado da Paraíba oito usinas sucroalcooleiras, segundo informações da Asplan 
(Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba).
Item 2
• Espera-se que os alunos respondam que nos Tabuleiros Costeiros (Zona da Mata Paraibana), pela 
topologia dos relevos, concentra-se o setor usineiro. Na região do Brejo, o cultivo da cana é feito em 
pequenas propriedades e mantém-se a tradição da feitura artesanal de rapadura e cachaça.
ORIENTAçõES AO PROFESSOR
27
http://www.jornaldaparaiba.com.br/concursos/noticia/158895_zona-canavieira-puxa-maior-geracao-de-empregos-da-paraiba
http://exame.abril.com.br/topicos/cana-de-acucar
28
ETAPA FINAL – EF1, EF2 E EM
FEChAMENTO E SISTEMATIZAçÃO 
DAS REFLEXõES FEITAS AO 
LONGO DO PROJETO
Recursos necessários: Produção dos alunos nas etapas do projeto; materiais sugeridos pelos 
alunos para decoração dos estandes e do pátio da escola; engenho móvel de caldo de cana, rapadura, 
mel de cana e garapa, argila.
Para refletir 1. Pedir aos alunos que elejam um momento marcante do projeto e o 
representem em modelagem com argila.
1. Tapete de esculturas. Prepare um tapete redondo, espaço onde os 
alunos colocarão suas esculturas para serem contempladas pelo 
grupo. Com os alunos sentados ao redor do tapete, cada dupla apresenta sua obra e o que ela 
expressa. 
2. Proponha à turma a preparação de um Festival da cana-de-açúcar, que mostre para a comunidade as 
descobertas que fizeram ao longo do projeto.
3. Defina com a turma como será preparado o festival:
 • Divida os grupos conforme os temas que cada um terá que expor e explicar.
 • Escolha os trabalhos que farão parte do festival.
 • Proponha o nome de profissionais que trabalhem com a cana-de-açúcar, que possam fazer parte 
do evento.
 • Sugira que tenha na feira uma barraca de doces e gostosuras feitas com cana-de-açúcar. Peça aos 
alunos ajuda para fazer contato com esses profissionais.
 • As ilustrações feitas nas aulas de Arte servirão para ilustrar o jornal mural.
4. Distribua entre os alunos as tarefas que foram determinadas a partir das discussões na roda.
5. Defina a data para o festival e as providências que deverão ser tomadas, como: local onde serão 
expostos os trabalhos de cada turma; local onde ficará o engenho de cana e a barraca com doces 
subprodutos da cana-de-açúcar.
Para retomar
Para finalizar 1. Depois do festival, reunir os alunos em roda para uma reflexão sobre 
o que produziram e sobre o resultado final.
2. Ouvir a opinião dos alunos sobre o modo como as etapas transcorreram e dar feedbacks sobre o 
desempenho da turma.
3. Perguntar se gostariam de propor outros temas para projetos futuros envolvendo várias disciplinas.
ANEXOS
ENSINO FUNDAMENTAL 1 
ETAPA 1 – PELOS CAMINhOS DA CANA-DE-AçúCAR
ANEXO 1
Professor(a): Data: / /
Nome: Número: Ano/turma: 
F
IC
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A
 1
TRABALhO EM DUPLAS SOBRE A CANA-DE-AçúCAR
Em duplas, procurem responder às perguntas a seguir, baseando-se no vídeo TV Escola Kika: De onde 
vem o açúcar? a que assistiram e no conhecimento que vocês já têm sobre o assunto. Se necessário, 
pesquisem em livros e na internet ou consultemseus familiares.
1. No vídeo, a personagem Pote de Açúcar explica para Kika que o açúcar vem da natureza, de uma 
planta chamada cana-de-açúcar. Será que a cana-de-açúcar é brasileira? Pesquise de onde veio a 
cana-de-açúcar.
2. Abaixo estão algumas imagens. Recorte as escolhidas por vocês e monte uma história sobre como é 
feito o açúcar.
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http://tvescola.mec.gov.br/tve/video/de-onde-vem-de-onde-vem-o-acucar
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3. Por que os seres humanos se alimentam de açúcar? 
4. Existem outras formas de conseguir açúcar que não seja o açúcar industrializado? Qual?
5. Que outros produtos derivados da cana-de-açúcar vocês conhecem?
6. Quais os benefícios da cana-de-açúcar para a saúde?
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ANEXO 2
Professor(a): Data: / /
Nome: Número: Ano/turma: 
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1. Em relação ao vídeo de onde vem o açúcar?, aprendi que:
 Gostei muito do filme. As informações foram claras e bem interessantes.
 Não gostei do filme, achei bem cansativo e pouco animado.
 Gosto do tema e por isso apreciei o filme.
2. Em relação ao trabalho em duplas:
 Gostei muito.
 Prefiro trabalhar sozinho.
 Somos muito diferentes, mas nos esforçamos e deu certo.
 Participei pouco.
 
3. Em relação ao tema de estudos da Etapa 1:
 Gostei muito de conhecer a história do açúcar.
 Achei bem interessante.
 Gostei um pouco.
 Não gostei.
4. Duas coisas que gostei muito de aprender nesta etapa:
 
 
 
 
5. Escreva o que se lembra sobre a história da cana-de-açúcar.
 
 
 
 
 
 
ENSINO FUNDAMENTAL 1 
ETAPA 2 – PELOS CAMINhOS DA CANA-DE-AçúCAR
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ANEXO 2
Professor(a): Data: / /
Nome: Número: Ano/turma: 
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Paraíba é bonita assim
A área territorial do estado da Paraíba está dividida em quatro mesorregiões, de acordo com a classificação 
estabelecida pelo IBGE. São elas:
Mata Paraibana: Faixa de clima úmido que acompanha o litoral. A mata que existia foi substituída pela 
cana-de-açúcar. É a parte mais urbanizada do estado. Fica nessa região o município de Pilar, onde viveu 
o escritor José Lins do Rego, cujo avô era proprietário do engenho Corredor, considerado Patrimônio 
Cultural e Artístico do estado da Paraíba. José Lins do Rego é autor do livro Menino de engenho.
Agreste Paraibano: Região de transição entre a zona da mata e a tradicional região do sertão. O clima 
é semiárido, embora chova mais do que na Borborema e no sertão. Economia: cana-de-açúcar, algodão, 
sisal e pecuária.
No Agreste Paraibano está localizada a microrregião do Brejo Paraibano, onde acontece o roteiro turístico 
Caminhos do Engenho. Nesse roteiro pode-se conhecer a fabricação artesanal de rapadura e cachaça. As 
propriedades preservam características do século XIX.
Borborema: Localizada no planalto da Borborema, entre o Sertão e o Agreste. É a região onde as chuvas 
são mais escassas e onde ocorre o fenômeno das secas. Economia: extração mineral, sisal, algodão, 
pecuária de caprinos. Entre os munícipios dessa região, encontra-se Cabaceiras, cidade que serviu de 
cenário para o filme o auto da compadecida. A alguns poucos quilômetros da cidade, encontra-se o Lajedo 
do Pai Mateus, um sítio de formações rochosas de rara beleza.
Sertão Paraibano: É a região da vegetação da Caatinga, de clima menos seco que a Borborema. Economia: 
pecuária e algodão. Observa-se outras culturas de subsistência como o feijão, a cana-de-açúcar, o milho. 
Fica nessa região o Vale dos Dinossauros, em Souza, que guarda as pegadas dos gigantes quando eles 
ainda disputavam o território. 
 (Texto adaptado por Inês Calixto)4
4 Fonte: http://wwwgeografiaatualidade.blogspot.com.br/2011/11/localizacao-e-area-territorial-da.html
ANEXO 3
Professor(a): Data: / /
Nome: Número: Ano/turma: 
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1. Em relação às pesquisas e trabalhos em grupos:
 Estive bastante envolvido. Contribuí com ideias e leituras.
 Estive pouco envolvido, não me interessei pelo tema.
 Não participei das atividades em grupo, prefiro estudar sozinho(a).
2. Em relação ao tema a Paraíba da cana-de-açúcar:
 Gostei muito.
 Não gostei.
 Preferia estudar sobre .
 
3. Em relação à pesquisa na página do Iphan sobre a cidade de Areia:
 Achei interessantes os seguintes aspectos:
 
 
 
 
 
 
 Gostei muito do texto. Li e compreendi todo o texto.
 Senti dificuldade de compreender o texto. Li 50% do conteúdo.
4. Em relação aos seminários:
 Contribuí com ideias e soube fazer perguntas.
 Fiquei mais quieto. Ouvi meus colegas, mas não fiz perguntas.
 Estive um pouco distraído.
 Minha participação não foi legal. Além de não contribuir, atrapalhei meus colegas. 
 O(a) professor(a) precisou chamar várias vezes minha atenção.
5. Duas coisas desta etapa que gostei muito: 
 
 
ANEXO 1
Professor(a): Data: / /
Nome: Número: Ano/turma: 
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1. Em relação aos trabalhos em equipe:
 Contribuo para que minha equipe tenha sempre o melhor desempenho.
 Gosto de trabalhar em grupo e contribuo com os trabalhos da equipe.
 Minha participação foi ruim, não contribuí para o bom desempenho da minha equipe.
 Não gosto de trabalhar em equipe, prefiro fazer meus trabalhos sozinho.
2. Nos estudos sobre a sociedade do açúcar aprendi que:
 
 
 
 
 
 
3. Em relação aos seminários e rodas de conversa:
 Contribuí com ideias e soube fazer perguntas.
 Fiquei mais quieto. Ouvi meus colegas, mas não fiz perguntas.
 Estive um pouco distraído.
 Minha participação não foi legal. Além de não contribuir, atrapalhei meus colegas. 
 O(a) professor(a) precisou chamar várias vezes minha atenção.
4. Duas coisas das quais gostei muito nesta etapa de estudos:
 
 
5. No próximo projeto eu gostaria de estudar sobre: 
 
 
ENSINO FUNDAMENTAL 2 E MÉDIO 
ETAPA 1 – PELOS CAMINhOS DA CANA-DE-AçúCAR
ANEXO 1
Professor(a): Data: / /
Nome: Número: Ano/turma: 
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LINhA DO TEMPO
1. Leia o texto Brasil, a doce terra: história do setor, de Fúlvio de Barros Pinheiro Machado. Disponível 
em: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/historia_da_cana_000fhc62u4b02wyiv80efh
b2attuk4ec.pdf (acesso em:22 out. 2015). 
2. Destaque com caneta colorida as partes do texto que mostram o avanço da cana-de-açúcar da 
Antiguidade aos nossos dias.
3. Tomando por base as informações do texto, construa uma linha do tempo. 
4. Sobre a linha do tempo: use, para cada etapa, uma folha de cartolina de cor diferente. Levante o fato 
ocorrido na época citada e busque imagens em revistas, jornais e internet para ilustrá-lo.
5. A seguir, algumas imagens que poderão ajudá-lo na tarefa de ilustrar sua linha do tempo.
http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/historia_da_cana_000fhc62u4b02wyiv80efhb2attuk4ec.pdf
http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/historia_da_cana_000fhc62u4b02wyiv80efhb2attuk4ec.pdf
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ANEXO 2
Professor(a): Data: / /
Nome: Número: Ano/turma: 
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1. Sobre o documentário um pé de quê?:
 a) Achei importante saber:
 
 
 
 
 
 
 b) Tive dificuldade para compreender:
 
 
 
 
 
 
 c) Não gostei:
 
 
 
 
 
 
2. Sobre a linha do tempo a viagem da cana-de-açúcar:
 Li o texto indicado e ficou muito fácil realizar a atividade.
 Li algumas partes do texto, o suficiente para fazer a atividade.
 Não li nada do texto, fiz a atividade por outros meios de pesquisa.
 Não li o texto e não realizei a atividade.
3. Sobre os momentos de socialização das atividades:
 Participo ativamente, faço perguntas aos meus colegas, contribuo para o enriquecimento da 
reflexão em grupo.
 Participo ativamente, mas tenho dificuldade para fazer perguntas.
 Participo mais ouvindo do que falando. Faço pouca ou nenhuma interferência na apresentação 
dos meus colegas.
 Não gosto desses momentos, por isso incomodo um pouco.
4. No final do documentário um pé de quê? há uma breve discussão entre dois estudiosos sobre os 
impactos da cana-de-açúcar. O que você pensa a respeito?
 
 
 
 
 
 
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ENSINO FUNDAMENTAL 2 E MÉDIO 
ETAPA 2 – PELOS CAMINhOS DA CANA-DE-AçúCAR
ANEXO 1
Professor(a): Data: / /
Nome: Número: Ano/turma: 
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EngEnhO
[...] A vida dos escravos em um engenho era muito difícil. A produção do açúcar era 
determinada pela safra e a velocidade das moendas exigiam um ritmo de trabalho intenso.
[...] Stuart Schwartz, no livro Segredos internos, nos conta que o trabalho no engenho 
brasileiro não parava, a moenda funcionava por dezoito a vinte horas, a moagem iniciava às 
quatro horas da tarde e ia até as dez horas da manhã seguinte. 
O processo de produção do açúcar no engenho começava com as queimadas nas florestas 
para o plantio da cana, seguido do corte manual e o transporte das canas em carros de boi 
até a casa da moenda, onde a cana era comprimida para a retirada do suco. O caldo extraído 
era levado para a casa das caldeiras para ser limpo das impurezas. Depois esse caldo da cana 
depurado era cozido em tachos nas fornalhas, dos quais o açúcar saia quase cristalizado. Para 
finalizar o processo, se reenformava e socava o açúcar em formas cobertas de argila na casa de 
purgar. Nesta etapa, depois de alguns dias, o melaço começava a escorrer, restando apenas os 
cristais de açúcar.
[...] O universo dos engenhos composto pela “fábrica do açúcar”, a casa-grande, a senzala e a 
capela era uma arquitetura que definia os contornos das relações sociais, o lugar do trabalho, 
dos senhores, dos escravizados e da fé. O centro de tudo naquela sociedade estava ligado à 
safra, como disse o historiador Stuart Schwartz o engenho operava consumindo a lenha e os 
escravizados para produzir açúcar e riqueza. Padre Antonio Vieira em dos seus sermões disse 
“da gente toda da cor da mesma noite, trabalhando vivamente, e gemendo tudo ao mesmo 
tempo, sem momento de tréguas nem de descanso”. Para Vieira, não era possível duvidar que 
o universo do engenho fosse o inferno na terra.
(Excerto extraído do trabalho universitário de Isadora Silva publicado no site da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). Disponível em: 
https://www3.ufrb.edu.br/lehrb/wp-content/uploads/2015/05/Isadora-Silva-Engenhos-txt.pdf. Acesso em 2 out. 2015).
ANEXO 2
Professor(a): Data: / /
Nome: Número: Ano/turma: 
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PESQUISA — Caminhos dos Engenhos
A Paraíba oferece aos visitantes um roteiro turístico feito de belezas naturais, história e cultura 
ancestral. A rota chama-se Civilização do açúcar – caminhos do engenho. 
1. Leia as matérias publicadas pelos seguintes veículos: UOL A Paraíba da cana de açúcar; Folha de 
S.Paulo, Engenhos do Brejo Paraibano mostram a produção de cachaça e Correio Brasiliense, 
Roteiro caminhos dos engenhos traz algumas das melhores cachaças do Brasil. Com as informações 
obtidas na web, construa um texto para compor um folder que divulgue o roteiro Civilização do 
açúcar — Caminhos dos Engenhos do estado da Paraíba.
2. Pesquise: Que outros atrativos a Paraíba tem além dos Caminhos dos Engenhos?
3. Crie um folder com roteiros turísticos da Paraíba pensado especialmente para jovens.
4. O folder deve ser ilustrado com imagens colhidas na internet, revistas ou fotografias tiradas no 
próprio local.
http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/turismo/turismo-nacional/a-paraiba-da-cana-de-acucar-9839.asp
http://www1.folha.uol.com.br/turismo/1192616-engenhos-do-brejo-paraibano-mostram-producao-de-cachaca.shtml
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/turismo/2012/02/01/interna_turismo,288461/roteiro-caminhos-dos-engenhos-traz-algumas-das-melhores-cachacas-do-brasil.shtml
ANEXO 3
Professor(a): Data: / /
Nome: Número: Ano/turma: 
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1. Em relação às leituras dos textos indicados para as atividades da Etapa 2:
 Li integralmente.
 Li mais de 50% dos textos.
 Li menos do que 50% dos textos. 
2. Em relação à qualidade da leitura: 
 Fiz uma leitura reflexiva, destacando os pontos básicos para serem discutidos.
 Li os textos integralmente, mas não destaquei nenhum aspecto. 
 Li apenas partes dos textos.
 Não li os textos.
3. Em relação aos trabalhos de grupo:
 Participei reflexivamente nos encontros. Fiz as tarefas com antecedência.
 Participei reflexivamente da elaboração, mas não me preparei com antecedência.
 Embora tivesse me preparado, não participei da elaboração do grupo.
 Não me envolvi nas atividades.
4. Em relação aos momentos de reflexão e rodas de discussão: 
 Participei detodos de todas as reflexões propostas.
 Participei pouco.
 Não consegui me interessar pelas discussões.
5. Descreva o que você aprendeu nessa etapa do projeto.
 
 
 
 
 
 
6. O que o roteiro Caminhos dos Engenhos tem de tão interessante que faz viajantes do mundo todo 
querer conhecê-lo?
 
 
 
 
 
 
7. Depois dessa etapa de estudos, você considera importante preservar as memórias de nossa cultura? 
Fale sobre isso.
 
 
 
 
 
 
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ENSINO FUNDAMENTAL 2 E MÉDIO 
ETAPA 3 – PELOS CAMINhOS DA CANA-DE-AçúCAR
ANEXO 1
Professor(a): Data: / /
Nome: Número: Ano/turma: 
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A SUSTEnTABILIDADE nO SETOR SUCROEnERgÉTICO 
BRASILEIRO
A cana-de-açúcar na matriz energética Brasileira
O Brasil é destaque mundial no uso de energias renováveis, que representam mais de 44% 
da matriz energética do país. O setor sucroenergético possui papel chave nesta participação, 
uma vez que somente os produtos da cana-de-açúcar são responsáveis por 15,7% de toda a 
oferta de energia do país. Este valor já ultrapassa o fornecido pelas usinas hidroelétricas.
A contribuição do etanol e da bioeletricidade
O etanol e a bioeletricidade são, atualmente, os principais responsáveis pelo crescimento 
das fontes alternativas de energia no Brasil. Em 2010, o uso do etanol substituiu mais da 
metade do uso da gasolina. Este avanço foi resultado da introdução dos veículos flex-fuel 
em 2003 e do rápido crescimento de sua frota, que já representa mais de 55% dos veículos 
comerciais leves do Brasil. Hoje cerca de 90 modelos de carros flex são oferecidos por doze 
montadoras no país.
Além do etanol, a produção de bioeletricidade é uma das atividades da indústria 
sucroenergética mais significativas e com maior potencial de crescimento no setor. Por meio 
da queima do bagaço em caldeiras, as cerca de 400 usinas de açúcar e etanol existentes no país 
geram eletricidade para abastecer suas próprias atividades e, desta forma, são auto-suficientes 
em energia. Uma parte delas - atualmente pouco mais de 100 - ainda gera excedentes 
comercializáveis.
Foram 1133 MW médios de bioeletricidade produzidos a partir do bagaço de cana-de- 
-açúcar em 2011, entre 2% e 3% da matriz elétrica brasileira. Estimativas indicam que em 
2020 esta participação poderá chegar a 18%, reduzindo a necessidade da utilização de usinas 
térmicas movidas à energia fóssil.
Os novos produtos da cana-de-açúcar
O potencial da cana-de-açúcar e os novos usos de seus produtos não param de crescer. O 
etanol, por exemplo, já é utilizado em motocicletas flex, pequenos aviões e ônibus urbanos. 
Em São Paulo, 60 ônibus movidos a etanol já circulam nas ruas da cidade. Bioplásticos feitos 
a partir de cana já estão disponíveis no mercado e são comercializados por grandes empresas. 
O etanol, em um futuro próximo, deve ser também usado em caminhões, equipamentos 
agrícolas e geradores. Enfim, um grande potencial a ser explorado, contribuindo para a 
substituição do petróleo e a redução do aquecimento global.
Mitigando o Aquecimento global
Redução de gases de Efeito Estufa (gEE)
Diversos estudos mostram que, quando comparado com a gasolina, o etanol brasileiro 
reduz as emissões dos chamados gases de efeito estufa (GEE) em cerca de 90%. Apesar 
de ser possível encontrar diferentes análises sobre o tema, todas as regulamentações 
internacionais que calcularam a redução de emissões de GEE obtida pela produção e uso dos 
biocombustíveis reconhecem o desempenho superior do etanol de cana-de-açúcar em relação 
a outras matérias-primas utilizadas, como o milho, o trigo ou a beterraba. Este é o caso dos 
cálculos feitos pelo Programa de Combustíveis Renováveis da Agência de Proteção Ambiental 
Americana, o EPA, e também pela União Européia, no âmbito de sua Diretiva para Energias 
Renováveis.
Ambos os casos consideram todo o ciclo de vida do produto, desde o plantio da matéria 
prima até a utilização do combustível nos automóveis. Em 2010, o EPA classificou ainda o 
etanol de cana-de-açúcar como um combustível avançado, capaz de reduzir as emissões de 
GEE de 61% a 91% em relação à gasolina. O cálculo do EPA considera inclusive as potenciais 
emissões indiretas causadas por mudanças no uso do solo, o chamado ILUC.
Em termos absolutos, a redução anual de emissão de gases de efeito estufa advinda do 
consumo de etanol e bioeletricidade poderá crescer das atuais 46 milhões de toneladas de 
CO2eq anuais para 112 milhões de toneladas no ano de 2020.
Apenas a redução adicional (66 M t CO2eq) deverá representar de 30% a 40% das metas do 
setor energético estabelecidas pela Política Nacional de Mudança do Clima.
Balanço Energético Positivo
Além de apresentar significativa redução de emissões quando comparado com outros 
combustíveis, o etanol de cana-de-açúcar também apresenta um balanço energético 
extremamente favorável. São mais de nove unidades de energia renovável geradas para cada 
unidade de energia fóssil consumida no processo.
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Uso do Solo
De acordo com o IBGE, o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil ocupa cerca de 9,5 milhões de 
hectares , o equivalente a 1% do território nacional. Esta participação não é tão expressiva se 
considerarmos, por exemplo, que o Brasil possui quase 200 milhões de hectares de pastagens e 
24 milhões de hectares de soja.
A cana é cultivada principalmente nas regiões Nordeste e Centro-Sul do país, a última 
respondendo por cerca de 90% da produção total. Ambas as regiões estão significativamente 
distantes da Floresta Amazônica. Além disso, enquanto a área ocupada pela cana-de-açúcar tem 
crescido nos últimos anos, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram 
que o desmatamento na Amazônia tem diminuído significativamente ano a ano, tendo 
apresentado em 2011 a menor taxa desde 1988, mostrando que não há correlações indiretas.
Potencial de Expansão
Dados do INPE mostram ainda que mais de 60% da expansão recente de cana-de-açúcar na 
região Centro-Sul ocorreu em áreas de pastagens, em sua maior parte degradadas. É a prova 
de que os novos plantios de cana estão ocorrendo sob áreas já consolidadas, como as utilizadas 
pela pecuária, que são ineficientes e vem sofrendo um processo de intensificação.
Exemplo desta tendência é a Política Nacional de Mudanças Climáticas, que prevê em 
sua regulamentação mais do que dobrar a produtividade de 15 milhões de hectares de áreas 
degradadas até 2020, Esta medida poderá disponibilizar mais de 15 milhões de hectares para 
novas culturas, valor este que representa cerca de um quarto de toda a agricultura do Brasil.
A expansão da cana no Brasil é também guiada pelo “Zoneamento Agroecológico da Cana- 
-de-açúcar”, lançado em 2009 pelo Governo Federal. Esta regulamentação indica as áreas aptas 
para o cultivo e exclui qualquer expansão em biomas sensíveis, como Amazônia e Pantanal, 
assim como em qualquer área de vegetação nativa. O Zoneamento define uma área equivalente 
a 7,5% do território brasileiro como apta para o cultivo da cana-de-açúcar.
Além do Zoneamento Federal, alguns estados, como é o caso de São Paulo, possuem 
regulamentações semelhantes, que estabelecem diretrizes e determinam as áreas adequadas 
para a expansão do setor sucroenergético.
Boas Práticas Agrícolas
Produtividade
O etanol de cana brasileiro apresenta produtividade superior às alternativas de outras 
matérias-primas em termos de unidades de biocombustível gerado por hectare colhido. As 
novas variedades de cana-de-açúcar desenvolvidas no Brasil, aliadas ao gerenciamento de 
técnicas agrícolas e à futura introdução da hidrólise do bagaço e palha da cana, têm potencial 
para impulsionar a produtividade para até 13 mil litros de etanol por hectare contra os mais de 
7 mil atuais.
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Utilização de Água
As plantações brasileiras de cana-de-açúcar praticamentenão necessitam de irrigação, 
pois a chuva é abundante e confiável, especialmente no Centro-Sul do País, principal região 
produtora.
Para suprir casos de deficiência de água no período de seca, é possível aplicar na lavoura 
a água residuária proveniente das usinas cana. É a chamada “irrigação de salvamento”. De 
acordo com dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), 93,5 m3/ha de água residuária 
podem ser disponibilizados para reúso agrícola.
Em relação ao processo industrial, do total de água necessária, estimado em 22m3/t de 
cana, o setor capta dos recursos hídricos, em média, menos que 2m3/t de cana , indicando 
um índice de reuso de água em seu processo industrial de mais de 90%. Investimentos 
continuam a ser feitos, em apenas três anos a captação de água por tonelada de cana 
reduziu-se em 20%.
Conservação do Solo
Os canaviais brasileiros apresentam níveis relativamente baixos de perdas de solo graças 
ao caráter semiperene da cana-de-açúcar, que faz com que vários cortes, ao longo de 5 a 7 
anos, possam ser feitos antes do replantio. A tendência é de que a capacidade de conservar 
e reter o solo nas áreas canavieiras aumente expressivamente nos próximos anos, com a 
permanência da palha no campo decorrente da colheita mecanizada e a adoção do sistema 
de plantio direto.
Uso de agroquímicos
O uso de pesticidas nos canaviais brasileiros é baixo quando comparado com outras 
culturas. Uma parte significativa das pragas e doenças que ameaçam a cana-de-açúcar é 
combatida por meio do controle biológico e de programas avançados de melhoria genética 
que ajudam a identificar as variedades resistentes às doenças. Como a cana é colhida 
anualmente durante cinco anos (ou mais) antes de precisar ser replantada, a utilização de 
adubos minerais é reduzida, graças ao uso inovador de fertilizantes orgânicos, produzidos a 
partir de resíduos do processo de produção de etanol e açúcar, tais como a vinhaça e a torta 
de filtro. O baixo uso de fertilizantes industrializados nos canaviais brasileiros contribui 
para a redução dos gases de efeito estufa, uma vez que na fabricação de adubos minerais são 
utilizados combustíveis fósseis.
O Etanol e a Saúde
Um estudo liderado pelo médico patologista Paulo Saldiva, da Universidade de São 
Paulo, mostra que a substituição em larga escala dos derivados de petróleo pelo etanol seria 
significativamente positiva para a saúde pública. Num cenário que prevê a substituição total 
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da gasolina e do diesel na frota cativa de ônibus por etanol na cidade de São Paulo, mais de 
12 mil internações e 875 mortes seriam evitadas em um ano, de acordo com o trabalho.
Além disso, a redução de gastos públicos e familiares com a saúde seria da ordem de 
US$ 190 milhões. Além das vantagens relacionadas ao meio ambiente, a produção e o uso 
do etanol de cana-de-açúcar trazem importantes benefícios sociais, como a geração de 
emprego e renda, e de saúde pública.
Fonte: http://www.unica.com.br/sustentabilidade/ (acesso em: 10 out. 2015).
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ANEXO 2
Professor(a): Data: / /
Nome: Número: Ano/turma: 
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1. Opinião pessoal. Por que esta etapa de estudos recebeu o nome de o amargo sabor do doce?
 
 
 
 
 
 
2. Qual a diferença entre a atividade com cana-de-açúcar ocorrida nos Tabuleiros Costeiros e a 
atividade canavieira do Brejo Paraibano?
 
 
 
 
 
 
3. Dê uma nota para sua participação nos trabalhos desta etapa. Justifique.
 
 
 
 
 
 
4. Descreva como foi sua participação nas rodas de conversa. 
 
 
 
 
 
 
5. Resuma sua aprendizagem nesta etapa do projeto.
 
 
 
 
 
 
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