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Sumário
1.	 Folha	de	Rosto
2.	 Apresentação
3.	 Conceitos	Importantes
4.	 O	Plano	Nacional	de	Inteligência
5.	 Estratégia	de	Estudos
6.	 O	Núcleo	do	Edital	da	ABIN
7.	 Exame	Psicotécnico
8.	 Curso	de	Formação
9.	 Um	pouco	de	história
10.	 O	Novo	Concurso	da	ABIN
11.	 Questões
12.	 Lei	85064	de	1980
13.	 Lei	9883	de	1999
14.	 Lei	3505	de	2000
15.	 Lei	4376	de	2002
16.	 Lei	4872	de	2003
17.	 Lei	5484	de	2005
18.	 Lei	6408	de	2008
Como	 ser	 aprovado	 no	 Concurso	 da
ABIN
Copyright©	 2016	 –	 Prometeus
Delacroix
Apresentação
O	Candidato	 que	 desejar	 ser	 aprovado	 no	 Concurso	 da	 Agência	 Brasileira	 de
Inteligência	–	ABIN,	vai	precisar	de	muita	determinação	e	paciência.	Será	um	dos
concursos	 mais	 concorridos,	 principalmente	 em	 função	 dos	 vários	 benefícios
oferecidos	pelo	cargo.
Houve	 grandes	mudanças	 nos	 últimos	meses.	 O	 plano	Nacional	 de	 Inteligência
finalmente	 foi	 aprovado	 e	 um	 novo	 diretor	 tomou	 posse	 na	 ABIN.	 Pretendo
compartilhar	novas	 informações	com	você,	dentro	das	 limitações	 legais	que	me
são	impostas.
Como	 sempre	 tenho	 feito	 nas	 edições	 anteriores,	 procuro	 atender	 as	 várias
recomendações	 dos	 leitores	 sobre	 tópicos	 adicionais.	 Nesta	 edição	 continuo	 a
responder	outros	questionamentos	dos	aspirantes	a	carreira	de	inteligência.
Ao	adquirir	este	ebook	você	estará	colaborando	com	um	projeto	social.	Essa	foi	a
principal	razão	que	me	motivou	a	escrever	este	guia.	Espero	que	você	me	ajude	a
cumprir	 essa	missão.	Não	 faça	 cópias,	 nem	distribua	 esse	material.	Conto	 com
sua	colaboração	nesse	sentido.
Prometeus	Delacroix
CONCEITOS	IMPORTANTES
O	Brasil	 precisa	 de	 pessoas	 capazes	 de	 trabalhar	 pela	 segurança	 do	 seu	 povo.
Antes	que	alguém	pense	que	se	trata	de	um	discurso	de	político	demagogo,	deixe-
me	 dizer	 que	 a	 Agência	 Brasileira	 de	 Inteligência	 necessita	 de	 oxigenação
urgente.	 Nosso	 órgão	 precisa	 de	 servidores	 comprometidos,	 capacitados	 e
motivados.	Muitos	servidores	que	vieram	do	SNI	já	saíram	e	muitos	outros	estão
aptos	a	se	aposentar	nos	próximos	meses.	São	os	novos	servidores	que	vão	abrir
caminho	pela	selva.	A	ABIN	precisa	de	você	tanto	quanto	você	deseja	se	tornar
servidor	da	área	de	inteligência.
Em	primeiro	lugar,	acredito	ser	importante	responder	alguns	questionamentos	que
sempre	vem	à	tona	toda	vez	que	alguém	ouve	falar	sobre	a	ABIN.
O	que	é	um	serviço	de	inteligência?
A	 atividade	 de	 inteligência	 remonta	 aos	 primórdios	 da	 civilização.	 Na	 Bíblia
lemos	sobre	Josué	enviando	espiões	para	coletar	informações	estratégicas	sobre
os	povos	da	terra	de	Canaã.	Os	espiões	retornaram	ao	seu	líder	com	informações
valiosas	que	se	revelaram	fundamentais	para	o	sucesso	nas	batalhas	que	o	povo
de	Israel	enfrentou	na	ocupação	daqueles	territórios.
Os	 serviços	 de	 inteligência	 realizam	 tradicionalmente	 uma	 atividade	 típica	 de
estado,	embora	em	muitos	países,	como	o	Brasil,	ela	ainda	não	seja	reconhecida
como	tal.
A	geopolítica	mundial	exige	dos	atores	 internacionais	uma	visão	micro	e	macro
dos	 principais	 temas	 que	 direta	 ou	 indiretamente	 trarão	 impacto	 nos	 aspectos
políticos,	 econômicos	 e	 de	 segurança	de	 cada	 estado.	Por	 essa	 razão	 todo	país
por	 menor	 que	 seja	 tem	 um	 serviço	 de	 informação	 que	 assessora	 o	 chefe	 do
executivo.	No	caso	de	Israel,	ele	é	muito	eficiente.
O	 Filme	Munique	 nos	 mostra	 como	 se	 deu	 atuação	 do	 serviço	 de	 inteligência
israelense	 na	 identificação	 dos	 responsáveis	 pelos	 atentados	 terroristas	 que
ocorreram	nas	olimpíadas	de	1972.
A	CIA	elabora	há	alguns	anos	um	documento	denominado	o	WorldFact	book	que
traz	 análises	 importantes	 sobre	 a	 geopolítica	 mundial.	 As	 informações	 do
WorldFact	book	são	usadas	por	diversas	organizações	como	parâmetros	para	suas
decisões	 de	 investimentos	 em	 economias	 de	 diversos	 países.	 O	 Jornalista
Heródoto	Barbeiro	publicou	um	excelente	livro	que	nos	dá	uma	excelente	visão	o
sobre	o	assunto.
A	 informação	 é	 um	 bem	 precioso	 e	 a	 função	 primordial	 de	 um	 serviço	 de
inteligência	 é	 antecipar	 cenários	 com	 uso	 de	 informações	 relevantes	 para	 o
processo	decisório.
O	que	faz	um	Oficial	de	Inteligência?
Nosso	 trabalho	 é	 obter,	 analisar	 e	 processar	 informações	 relacionadas	 à
segurança	do	Estado	e	da	Sociedade.	Essas	informações	no	contexto	atual	quase
sempre	estão	relacionadas	a:
Conflitos	agrários	com	repercussão	interestadual
Biopirataria
Crime	organizado	e	suas	relações	transnacionais
Tráfico	de	armas	e	tecnologia	duais	(Urânio	e	congêneres)
Grupos	terroristas
Agentes	 da	 inteligência	 estrangeiros	 operando	 nos	 país	 com	 ou	 sem
cobertura	diplomática	(	CIA,	MI5,SVR,DGSE,	etc)
Dossiês	de	indivíduos	indicados	aos	cargos	das	mais	altas	esferas	do	poder
executivo	federal.
Acompanhamento	de	delegações	estrangeiras
Segurança	de	grandes	eventos	nacionais
Proteção	de	informações	sensíveis	cuja	revelação	implique	dano	a	segurança
do	estado	ou	sociedade	(Protótipos	de	armas	ou	área	nuclear).
A	maior	parte	do	nosso	 trabalho	se	 resume	a	produzir	 relatórios	de	 inteligência
que	são	entregues	por	meio	de	 intranet	aos	nossos	comandantes.	Muitas	vezes	o
Oficial	de	 inteligência	 sai	 em	busca	do	dado	negado,	o	 tipo	de	 informação	que
não	se	encontra	em	fontes	abertas.	No	contexto	mais	operacional,	podemos	seguir
e	monitorar	nosso	alvo	em	busca	de	informações	relevantes	sobre	suas	possíveis
atividades	 nocivas	 aos	 interesses	 nacionais,	 tudo	 dentro	 da	 mais	 completa
legalidade.	 Um	 oficial	 da	 inteligência	 age	 dentro	 das	 normas	 do	 estado
democrático	de	direito	e	está	sujeito	a	sanções	se	no	exercício	do	cargo	ir	além
das	 suas	 atribuições	 legais,	 podendo	 responder	 civil	 e	 criminalmente	 pelos
abusos.
Quais	os	pré-requisitos	para	Carreira	de	Inteligência?
A	 principal	 exigência	 para	 o	 cargo	 de	 Oficial	 de	 Inteligência	 é	 possuir	 um
diploma	 de	 curso	 superior	 em	 qualquer	 área	 de	 formação	 reconhecido	 pelo
Ministério	 da	 Educação.	 O	 cargo	 de	 Oficial	 Técnico	 de	 Inteligência	 exige
formação	especifica	nas	áreas	de	administração,	direito,	informática,	engenharia,
estatística,	matemática,	etc.
O	 Concurso	 público	 para	 o	 cargo	 de	 Oficial	 de	 Inteligência	 costuma	 ter	 as
seguintes	etapas:
Provas	Objetivas	e	discursivas
TAF	–	Exame	físico.
Exame	médico
Exame	Psicotécnico
Investigação	Social.
Curso	de	Formação	em	Inteligência	(CFI).
Já	o	concurso	para	Oficial	Técnico	de	Inteligência	é	um	pouco	mais	light:
Provas	Objetivas	e	discursivas
Exame	médico
Investigação	Social.
Curso	de	Formação	em	Inteligência	(CFI).
Se	você	tem	um	perfil	mais	operacional	recomendo	você	prestar	o	concurso	para
Oficial	 de	 Inteligência.	 A	 grande	maioria	 dos	 Oficiais	 técnicos	 de	 inteligência
jamais	serão	agentes	operacionais	e	a	maioria	deles	jamais	teve	essa	pretensão.
Os	Oficiais	de	Inteligência	estão	relacionados	à	área	fim,	os	demais,	à	área	meio.
O	Oficial	de	Inteligência	tem	porte	de	arma	de	fogo?
O	Estatuto	do	Desarmamento	nos	permitiu	portar	armas	de	fogo	e	existe	inclusive
uma	portaria	do	comando	do	exército	que	nos	autoriza	o	porte	de	armamento	de
uso	 restrito.	 Pela	 minha	 experiência,	 todos	 servidores	 que	 desejaram	 andar
armados,	 salvo	 recomendação	 psiquiátrica,	 obtiveram	 parecer	 favorável	 do
diretor.
Portaria	n.	621,	de	3/9/09,	do	Comandante	do	Exército,	que	“autoriza	a	aquisição
de	armas	de	 fogo	de	uso	 restrito,	na	 indústria	nacional,	para	uso	particular,	por
agentes	 operacionais	 da	Agência	Brasileira	 de	 Inteligência	 (ABIN)	 e	 dá	 outras
providências”;	os	calibres	autorizados	são	os	.40	e		.45;
	
	
Como	é	 feito	 o	preenchimento	das	 vagas	depois	do	Curso	de	Formação	 em
Inteligência(CFI)?
Os	Oficiais	Técnicos	e	AgentesTécnicos	de	Inteligência	são	lotados	em	Brasília.
Já	os	Oficiais	e	Agentes	de	Inteligência,	em	qualquer	lugar	do	território	nacional.
Alguns	 poucos	 são	 enviados	 para	 servir	 em	 representações	 diplomáticas	 do
Brasil	 no	Exterior.	Em	2008	havia	 uma	 tabela	 informando	os	 locais	 de	 lotação
disponíveis.	 Os	 novos	 servidores	 puderam	 escolher	 o	 lugar	 de	 exercício	 em
função	 de	 suas	 respectivas	 notas	 em	 cada	 turma	 do	CFI.	Houve	 vagas	 para	 os
principais	estados	da	federação,	a	maioria	delas	para	o	Distrito	Federal.
A	ABIN	costuma	trabalhar	com	outros	Serviços	de	Inteligência	?
A	ABIN	 possui	 acordos	 de	 cooperação	 com	 diversos	 serviços	 de	 inteligência
estrangeiros	 e	 isso	 permite	 o	 compartilhamento	 de	 informações	 quando	 existe
relevante	interesse	nacional.	Essa	colaboração	ficou	muito	evidente	por	ocasião
dos	 grandes	 eventos	 ocorridos	 no	 Brasil	 como	 Copa	 do	 Mundo	 e	 Jogos
Olímpicos,	 quando	 muitos	 desses	 serviços	 de	 inteligência	 enviaram
representantes	 ao	Brasil	 para	 cooperar	 conosco.	O	 intercambio	 de	 informações
foi	essencial	para	a	segurança	de	todos	os	participantes.
Se	eu	tiver	o	meu	nome	negativado	em	Serviços	de	Proteção	ao	Crédito,	eu
posso	ser	reprovado	na	Investigação	Social?
Os	investigadores	irão	avaliar	cada	caso	e	irão	comunicar	as	instacias	superiores
para	 deliberação.	Geralmente	 a	 eliminação	 ocorre	 em	 casos	 graves	 como	 o	 de
estelionato	 ou	 conduta	 social	 problemática.	Em	 todo	 caso,	 é	 recomendável	 que
quem	possui	pendências	nesses	orgãos,	procure	negociar	suas	dívidas.
Os	servidores	da	ABIN	participam	de	Operações	Policiais	?
Existe	 uma	 integração	 muito	 grande	 entre	 os	 diversos	 órgãos	 que	 compõe	 o
SISBIN.	 A	 ABIN	 vem	 recebendo	 cada	 vez	 mais	 pedidos	 de	 órgãos	 da
administração	 federal,	 requisitando	 informações	 relacionadas	 as	 suas	 áreas	 de
interesses.	Esses	conhecimentos	mais	 tarde	se	 tornam	essenciais	para	o	sucesso
das	operações	policias	e	de	inteligência.	Temos	agentes	trabalhando	em	áreas	de
fronteiras	 e	 em	 postos	 do	 exterior.	 Somos	 bem	 eficientes	 no	 nosso	 trabalho,
embora	quase	nunca	sejamos	citados	pela	imprensa.	Geralmente	não	aparecemos
nas	 fotos,	muito	menos	 em	 vídeos,	mas	 sempre	 contribuímos	 com	 a	 análise	 de
informações	sem	o	qual	não	se	chegaria	a	lugar	algum.	Como	disse	certa	vez	um
agente	do	Mossad:	“Quanto	menos	souberem	de	nós,	mais	seremos	eficientes”.
O	oficial	da	inteligência	pode	trabalhar	fora	do	país?
LEI	Nº	11.776,	DE		17	DE	SETEMBRO	DE	2008.
Art.	 10.	 	 Os	 titulares	 dos	 cargos	 de	 Oficial	 de	 Inteligência	 e	 de	 Agente	 de
Inteligência	 poderão	 ser	 designados	 para	 prestar	 serviço	 no	 exterior,	 nos
termos	 da	 Lei	 no	 5.809,	 de	 10	 de	 outubro	 de	 1972,	 e	 legislação	 correlata,
conforme	dispuser	ato	do	Poder	Executivo.
O	nosso	ordenamento	 jurídico	nos	permite	atuar	no	exterior	a	 serviço	do	nosso
país	 como	 acontece	 nos	 melhores	 serviços	 de	 inteligência.	 A	 ABIN	 possui
acordos	 de	 cooperação	 com	 diversos	 serviços	 de	 inteligência	 estrangeiros	 que
permite	 o	 compartilhamento	 de	 informações	 quando	 existe	 relevante	 interesse
nacional.
O	Oficial	de	Inteligência	pode	realizar	prisões?
O	 Oficial	 de	 inteligência	 não	 tem	 constitucionalmente	 o	 poder	 de	 policia.
Contamos	 com	o	 auxilio	 quase	 sempre	 amigável	 dos	 nossos	 colegas	 da	Policia
Federal.	 Geralmente	 monitoramos	 nosso	 alvo	 e	 quando	 temos	 a	 materialidade
convidamos	o	Departamento	de	Policia	Federal	para	participar	da	operação.	Se
existe	uma	coisa	que	eles	sabem	fazer	muito	bem	é	efetuar	prisões.
Os	Oficias	de	inteligência	podem	realizar	interceptação	telefônica?
Não.
Sempre	 que	 surge	 a	 necessidade	 dentro	 do	 contexto	 de	 segurança	 nacional,
fazemos	uma	requisição	a	um	delegado	federal,	e	autoridade	policial,	mediante	o
mandado	 de	 um	 juiz	 competente,	 faz	 a	 interceptação	 telefônica	 e	 de	 sinais.	 Os
documentos	 resultantes	 são	 enviados	 a	 Agencia	 através	 do	 Sisbin	 –	 Sistema
Brasileiro	de	Inteligência,	do	qual	somos	os	guardiões.
Eu	posso	falar	para	os	meus	amigos	que	eu	trabalho	na	Abin?
Não	 é	 recomendável	 que	 um	Oficial	 de	 Inteligência	 fale	 aos	 amigos	 sobre	 seu
trabalho,	 principalmente	 se	 esses	 amigos	 tiverem	 “outros”	 amigos.	 Na	 dúvida
sobre	o	que	responder	quando	lhe	perguntarem	sua	profissão,	diga	a	eles	que	você
trabalha	 na	 Receita	 Federal	 ou	 que	 é	 administrador	 de	 empresas,	 sempre
funciona.
Nossa	cultura	organizacional	vem	da	caserna,	o	ministro	do	GSI	é	um	general.	O
órgão	espera	que	nós	conduzamos	nossa	vida	com	descrição	e	sobriedade.
Qual	costuma	ser	o	perfil	do	aspirante	a	Oficial	de	Inteligência?
É	 alguém	 com	 ampla	 cultura	 geral,	 independente	 da	 área	 de	 formação.	 Quase
todos	os	meus	colegas	são	leitores	acima	da	média.	Se	você	não	gosta	de	ler,	esse
cargo	 não	 será	 sua	 praia.	 Um	 oficial	 de	 inteligência	 se	 expressa	 com	 muita
facilidade,	 principalmente	 de	 forma	 escrita.	 O	 trabalho	 exige	 concentração	 em
diferentes	aspectos	de	um	tema.	A	atenção	e	clareza	de	pensamento	também	é	um
diferencial,	a	fluência	em	uma	língua	estrangeira	como	o	inglês	é	uma	ferramenta
poderosa.
Porque	Abin	tem	como	símbolo	o	Carcará?
Essa	ave	foi	escolhida	entre	outras	razoes	por	ela	ter	como	hábito	observar	suas
presas	das	árvores	mais	altas	da	Caatinga.	O	carcará	é	tão	eficiente	na	terra	como
no	céu.	Sabe	trabalhar	muito	bem	sozinho	e	em	grupo.	O	Carcará	é	o	um	parente
bem	próximo	do	 falcão.	A	CIA	 escolheu	uma	 águia,	 nós	 temos	 o	 carcará	 e	 nos
orgulhamos	dele.
O	Plano	Nacional	de	Inteligência
A	lei	que	instituiu	o	nosso	Plano	Nacional	de	Inteligência	(PNI)	foi	aprovada
depois	de	anos	de	discussão.	É	importante	que	você	o	conheça	muito	bem,	pois
nele	 estão	 as	 diretrizes	 principais	 das	 atividades	 de	 inteligência.	 Algumas
questões	 do	 concurso	 certamente	 serão	 elaboradas	 com	 base	 nessa	 lei.	Acertar
essas	questões	fará	toda	diferença	no	seu	desempenho	no	concurso.
O	 Plano	 Nacional	 de	 Inteligência	 trata	 dos	 principais	 temas	 relacionados	 a
atividade	fim	da	ABIN.	São	abordados	no	PNI	as	principais	ameaças	à	segurança
nacional	 como	 Espionagem,	 Ataques	 Cibernéticos,	 Terrorismo,	 Armas	 de
Destruição	em	Massa,	etc.
	 	
DECRETO	Nº	8.	793,	DE29	DE	JUNHO	DE	2016	
Presidência	da	República	
Casa	Civil	-	Subchefia	para	Assuntos	Jurídicos
Fixa	a	Política	Nacional	de	Inteligência
O	 VICE-PRESIDENTE	 DA	 REPÚBLICA,	 no	 exercício	 do	 cargo	 de
Presidente	da	República,	no	uso	das	atribuições	que	lhe	confere	o	art.	84,	caput,
inciso	VI,	alínea	“a”,	da	Constituição,		
DECRETA:	
Art.	1º		A	Política	Nacional	de	Inteligência	-	PNI,	fixada	na	forma	do	Anexo,
visa	a	definir	os	parâmetros	e	os	limites	de	atuação	da	atividade	de	inteligência	e
de	 seus	 executores	no	âmbito	do	Sistema	Brasileiro	de	 Inteligência,	nos	 termos
estabelecidos	pela	Lei	nº	9.883,	de	7	de	dezembro	de	1999.	
Art.	2º	 	Compete	ao	Gabinete	de	Segurança	 Institucional	da	Presidência	da
República	 a	 coordenação	 das	 atividades	 de	 inteligência	 no	 âmbito	 da
administração	pública	federal.	
Art.	3º	 	Os	órgãos	e	as	entidades	da	administração	pública	federal	deverão
considerar,	em	seus	planejamentos,	as	ações	que	concorram	para	o	fortalecimento
do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência.	
Art.	4º		Este	Decreto	entra	em	vigor	na	data	de	sua	publicação.	
Brasília,	29	de	junho	de	2016;	195º	da	Independência	e	128º	da	República.	
MICHEL	TEMER
Sergio	Westphalen	Etchegoyen	
Este	texto	não	substitui	o	publicado	no	DOU	de	30.6.2016
1	INTRODUÇÃO	
A	Política	Nacional	de	Inteligência	 (PNI),	documento	de	mais	alto	nível	de
orientação	 da	 atividade	 de	 Inteligência	 no	 País,	 foi	 concebida	 em	 função	 dos
valores	 e	 princípios	 fundamentais	 consagrados	 pelaConstituição	 Federal,	 das
obrigações	 decorrentes	 dos	 tratados,	 acordos	 e	 demais	 instrumentos
internacionais	de	que	o	Brasil	é	parte,	das	condições	de	inserção	internacional	do
País	e	de	sua	organização	social,	política	e	econômica.	É	fixada	pelo	Presidente
da	República,	após	exame	e	sugestões	do	competente	órgão	de	controle	externo
da	atividade	de	Inteligência,	no	âmbito	do	Congresso	Nacional.	
A	PNI	define	os	parâmetros	e	limites	de	atuação	da	atividade	de	Inteligência
e	 de	 seus	 executores	 e	 estabelece	 seus	 pressupostos,	 objetivos,	 instrumentos	 e
diretrizes,	no	âmbito	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência	(SISBIN).		
Para	efeito	da	implementação	da	PNI,	adotam-se	os	seguintes	conceitos:	
Atividade	 de	 Inteligência:	 exercício	 permanente	 de	 ações	 especializadas,
voltadas	 para	 a	 produção	 e	 difusão	 de	 conhecimentos,	 com	 vistas	 ao
assessoramento	das	autoridades	governamentais	nos	respectivos	níveis	e	áreas	de
atribuição,	para	o	planejamento,	a	execução,	o	acompanhamento	e	a	avaliação	das
políticas	de	Estado.	A	atividade	de	Inteligência	divide-se,	fundamentalmente,	em
dois	grandes	ramos:	
I	–	Inteligência:	atividade	que	objetiva	produzir	e	difundir	conhecimentos	às
autoridades	competentes,	relativos	a	fatos	e	situações	que	ocorram	dentro	e	fora
do	 território	 nacional,	 de	 imediata	 ou	 potencial	 influência	 sobre	 o	 processo
decisório,	a	ação	governamental	e	a	salvaguarda	da	sociedade	e	do	Estado;		
II	–	Contrainteligência:	atividade	que	objetiva	prevenir,	detectar,	obstruir	e
neutralizar	a	Inteligência	adversa	e	as	ações	que	constituam	ameaça	à	salvaguarda
de	dados,	conhecimentos,	pessoas,	áreas	e	instalações	de	interesse	da	sociedade	e
do	Estado.	
2	PRESSUPOSTOS	DA	ATIVIDADE	DE	INTELIGÊNCIA
2.1	Obediência	à	Constituição	Federal	e	às	Leis	
A	 Inteligência	 desenvolve	 suas	 atividades	 em	 estrita	 obediência	 ao
ordenamento	 jurídico	 brasileiro,	 pautando-se	 pela	 fiel	 observância	 aos
Princípios,	Direitos	e	Garantias	Fundamentais	expressos	na	Constituição	Federal,
em	 prol	 do	 bem-comum	 e	 na	 defesa	 dos	 interesses	 da	 sociedade	 e	 do	 Estado
Democrático	de	Direito.	
2.2	Atividade	de	Estado	
A	 Inteligência	 é	 atividade	 exclusiva	 de	 Estado	 e	 constitui	 instrumento	 de
assessoramento	de	mais	alto	nível	de	seus	sucessivos	governos,	naquilo	que	diga
respeito	 aos	 interesses	da	 sociedade	brasileira.	Deve	atender	precipuamente	 ao
Estado,	não	se	colocando	a	serviço	de	grupos,	ideologias	e	objetivos	mutáveis	e
sujeitos	às	conjunturas	político-partidárias.	
2.3	Atividade	de	assessoramento	oportuno	
À	 Inteligência	 compete	 contribuir	 com	 as	 autoridades	 constituídas,
fornecendo-lhes	informações	oportunas,	abrangentes	e	confiáveis,	necessárias	ao
exercício	do	processo	decisório.	
Cumpre	à	Inteligência	acompanhar	e	avaliar	as	conjunturas	interna	e	externa,
buscando	identificar	fatos	ou	situações	que	possam	resultar	em	ameaças	ou	riscos
aos	interesses	da	sociedade	e	do	Estado.	O	trabalho	da	Inteligência	deve	permitir
que	o	Estado,	de	 forma	antecipada,	mobilize	os	esforços	necessários	para	 fazer
frente	 às	 adversidades	 futuras	 e	 para	 identificar	 oportunidades	 à	 ação
governamental.		
2.4	Atividade	especializada	
A	Inteligência	é	uma	atividade	especializada	e	tem	o	seu	exercício	alicerçado
em	um	conjunto	sólido	de	valores	profissionais	e	em	uma	doutrina	comum.	
A	atividade	de	Inteligência	exige	o	emprego	de	meios	sigilosos,	como	forma
de	preservar	sua	ação,	seus	métodos	e	processos,	seus	profissionais	e	suas	fontes.
Desenvolve	 ações	 de	 caráter	 sigiloso	 destinadas	 à	 obtenção	 de	 dados
indispensáveis	 ao	 processo	 decisório,	 indisponíveis	 para	 coleta	 ordinária	 em
razão	 do	 acesso	 negado	 por	 seus	 detentores.	 Nesses	 casos,	 a	 atividade	 de
Inteligência	 executa	operações	 de	 Inteligência	 -	 realizadas	 sob	 estrito	 amparo
legal	-,	que	buscam,	por	meio	do	emprego	de	técnicas	especializadas,	a	obtenção
do	dado	negado.	
2.5	Conduta	Ética	
A	 Inteligência	 pauta-se	 pela	 conduta	 ética,	 que	 pressupõe	 um	 conjunto	 de
princípios	 orientadores	 do	 comportamento	 humano	 em	 sociedade.	 A	 sua
observância	 é	 requisito	 fundamental	 a	 profissionais	 de	 qualquer	 campo	 de
atividade	 humana.	 No	 que	 concerne	 ao	 comportamento	 dos	 profissionais	 de
Inteligência,	representa	o	cuidado	com	a	preservação	dos	valores	que	determinam
a	primazia	da	verdade,	sem	conotações	relativas,	da	honra	e	da	conduta	pessoal
ilibada,	de	forma	clara	e	sem	subterfúgios.	
Na	atividade	de	Inteligência,	os	valores	éticos	devem	balizar	tanto	os	limites
de	ação	de	seus	profissionais	quanto	os	de	seus	usuários.	A	adesão	incondicional
a	essa	premissa	é	o	que	a	sociedade	espera	de	seus	dirigentes	e	servidores.		
2.6	Abrangência	
A	atividade	de	Inteligência	deve	possuir	abrangência	 tal	que	 lhe	possibilite
identificar	ameaças,	riscos	e	oportunidades	ao	País	e	à	sua	população.	
É	 importante	 que	 as	 capacidades	 individuais	 e	 coletivas,	 disponíveis	 nas
universidades,	centros	de	pesquisa	e	demais	instituições	e	organizações	públicas
ou	 privadas,	 colaborem	 com	 a	 Inteligência,	 potencializando	 sua	 atuação	 e
contribuindo	com	a	sociedade	e	o	Estado	na	persecução	de	seus	objetivos.	
2.7	Caráter	permanente	
A	Inteligência	é	uma	atividade	perene	e	sua	existência	confunde-se	com	a	do
Estado	 ao	 qual	 serve.	 A	 necessidade	 de	 assessorar	 o	 processo	 decisório	 e	 de
salvaguardar	os	ativos	estratégicos	da	Nação	é	ditada	pelo	Estado,	em	situações
de	paz,	de	conflito	ou	de	guerra.	
3	O	ESTADO,	A	SOCIEDADE	E	A	INTELIGÊNCIA	
No	mundo	contemporâneo,	a	gestão	dos	negócios	de	Estado	ocorre	no	curso
de	uma	crescente	evolução	 tecnológica,	social	e	gerencial.	Em	igual	medida,	as
opiniões,	 interesses	 e	 demandas	 da	 sociedade	 evoluem	com	celeridade.	Nessas
condições,	 amplia-se	 o	 papel	 da	 Inteligência	 no	 assessoramento	 ao	 processo
decisório	 nacional	 e,	 simultaneamente,	 impõe-se	 aos	 profissionais	 dessa
atividade	o	desafio	 de	 reavaliar,	 de	 forma	 ininterrupta,	 sua	 contribuição	 àquele
processo	 no	 contexto	 da	 denominada	 "era	 da	 informação".	 Em	 meio	 a	 esse
cenário,	há	maior	disponibilidade	de	 informações	acerca	de	 temas	de	 interesse,
exigindo	 dos	 órgãos	 de	 Inteligência	 atuação	 não	 concorrente,	 bem	 como	 a
produção	de	análises	com	maior	valor	agregado.	
O	desenvolvimento	das	tecnologias	da	informação	e	das	comunicações	impõe
a	 atualização	 permanente	 de	 meios	 e	 métodos,	 obrigando	 os	 órgãos	 de
Inteligência	 -	 no	 que	 se	 refere	 à	 segurança	 dos	 sistemas	 de	 processamento,
armazenamento	 e	 proteção	 de	 dados	 sensíveis	 -	 a	 resguardar	 o	 patrimônio
nacional	 de	 ataques	 cibernéticos	 e	 de	 outras	 ações	 adversas,	 cada	 vez	 mais
centradas	 na	 área	 econômico-tecnológica.	 A	 crescente	 interdependência	 dos
processos	produtivos	e	dos	 sistemas	de	controle	da	 tecnologia	da	 informação	e
comunicações	 desperta	 preocupação	 quanto	 à	 segurança	 do	 Estado	 e	 da
sociedade,	 em	 decorrência	 da	 vulnerabilidade	 a	 ataques	 eletrônicos,	 ensejando
atenção	permanente	da	Inteligência	em	sua	proteção.	
Os	 atuais	 cenários	 internacional	 e	 nacional	 revelam	 peculiaridades	 que
induzem	a	atividade	de	Inteligência	a	redefinir	suas	prioridades,	dentre	as	quais
adquirem	preponderância	aquelas	relacionadas	a	questões	econômico-comerciais
e	 científico-tecnológicas.	 Nesse	 contexto,	 assumem	 contornos	 igualmente
preocupantes	os	 aspectos	 relacionados	 com	a	 espionagem,	propaganda	adversa,
desinformação,	a	sabotagem	e	a	cooptação.		
Paralelamente,	potencializa-se	o	interesse	da	Inteligência	frente	a	fenômenos
como:	violência,	em	larga	medida	financiada	por	organizações	criminosas	ligadas
ao	 narcotráfico;	 crimes	 financeiros	 internacionais;	 violações	 dos	 direitos
humanos;	 terrorismo	 e	 seu	 financiamento;e	 atividades	 ilegais	 envolvendo	 o
comércio	de	bens	de	uso	dual	e	de	tecnologias	sensíveis,	que	desafiam	os	Estados
democráticos.	
Ao	desenvolverem	o	seu	trabalho,	os	órgãos	de	Inteligência	devem,	também,
atentar	 para	 a	 identificação	de	oportunidades	que	possam	 surgir	 para	o	Estado,
indicando-as	às	autoridades	detentoras	de	poder	decisório.		
A	 crescente	 complexidade	 das	 relações	 entre	 Estados	 e	 desses	 com	 as
sociedades	define	o	ambiente	onde	atua	a	 Inteligência.	Ameaças	à	segurança	da
sociedade	 e	 do	 Estado	 demandam	 ações	 preventivas	 concertadas	 entre	 os
organismos	 de	 Inteligência	 de	 diferentes	 países,	 e	 desses	 com	 suas	 estruturas
internas.	 Esse	 universo	 acentua	 a	 importância	 do	 compartilhamento	 de
informações	 e	 do	 trabalho	 coordenado	 e	 integrado,	 de	 forma	 a	 evitar	 a
deflagração	de	crises	em	áreas	de	interesse	estratégico	para	o	Estado	ou,	quando
inevitável,	 a	 oferecer	 às	 autoridades	 o	 assessoramento	 capaz	 de	 permitir	 o	 seu
adequado	gerenciamento.	
4	OS	AMBIENTES	INTERNACIONAL	E	NACIONAL	
A	 conjuntura	 mundial	 tem	 alterado	 a	 percepção	 e	 a	 conduta	 dos	 Estados
nacionais,	 das	 organizações	 e	 dos	 indivíduos,	 realçando	 os	 chamados	 temas
globais	 e	 transnacionais.	 Alguns	 deles,	 já	 anteriormente	 citados,	 encerram
desafios	e	graves	ameaças,	a	exemplo	de:	criminalidade	organizada;	narcotráfico;
terrorismo	 e	 seu	 financiamento;	 armas	 de	 destruição	 em	 massa;	 e	 atividades
ilegais	 envolvendo	 comércio	 de	 bens	 de	 uso	 dual	 e	 de	 tecnologias	 sensíveis.
Nenhum	 dos	 problemas	 associados	 a	 esses	 temas	 globais	 pode	 ser	 evitado	 ou
enfrentado	sem	efetiva	cooperação	internacional.	
No	entanto,	as	relações	internacionais	não	se	resumem	ao	exame	de	temas	de
convergência	 e	 a	 ações	cooperativas,	 e	 as	denominadas	ameaças	 transnacionais
não	 logram	 unir	 e	 congraçar	 os	 Estados	 em	 torno	 de	 interesses	 e	 objetivos
comuns.	 O	 ambiente	 internacional	 caracteriza-se,	 ao	 contrário,	 pela	 contínua
competição	 entre	 Estados.	 Cada	 um	 busca	 melhorar	 seu	 respectivo
posicionamento	estratégico.	
O	 Brasil	 assume	 crescente	 relevância	 no	 cenário	 internacional.	 No	 campo
econômico,	 integra	um	bloco	de	países	que	apresenta	considerável	potencial	de
crescimento	 e	 capacidade	 de	 atração	 de	 investimentos	 produtivos.	 Na	 área
comercial,	 emerge	 como	 destacado	 exportador	 de	 produtos	 primários	 e	 de
produtos	 de	 alto	 valor	 agregado.	 Conquistada	 a	 estabilidade	 econômica,	 sua
moeda	ganha	credibilidade,	seu	sistema	bancário	goza	de	sólida	reputação	e	sua
estrutura	regulatória	sobressai	entre	as	mais	confiáveis	do	mundo.		
No	 campo	 político-militar,	 o	 País	 contribui	 para	 a	 estabilidade	 regional,	 a
construção	de	consensos	e	a	conciliação	de	interesses,	por	meio	de	iniciativas	de
integração	sulamericana.	Concorre	para	o	êxito	das	operações	de	manutenção	da
paz	 da	 Organização	 das	 Nações	 Unidas	 (ONU)	 e	 dispõe-se	 a	 assumir	 novas
responsabilidades	no	âmbito	dessa	organização.	
Esse	 cenário	 projeta	 benefícios	 para	 a	 população	 brasileira	 sob	 todos	 os
aspectos,	especialmente	nos	campos	político,	econômico	e	social.	Também	torna
o	País	suscetível	à	perpetração	de	ações	adversas	de	vários	tipos,	quer	no	âmbito
interno,	quer	externo.		
Cumpre	 ressaltar	 que	 a	 complexidade	 global	 já	 não	 permite	 clara
diferenciação	 de	 aspectos	 internos	 e	 externos	 na	 identificação	 da	 origem	 das
ameaças	 e	 aponta,	 cada	vez	mais,	 para	 a	necessidade	de	que	 sejam	entendidas,
analisadas	e	avaliadas	de	forma	integrada.		
Afigura-se,	 assim,	 imprescindível	o	delineamento	de	uma	Política	capaz	de
orientar	 e	 balizar	 a	 atividade	 de	 Inteligência	 do	 País,	 visando	 ao	 adequado
assessoramento	 ao	 processo	 decisório	 nacional	 de	 forma	 singular,	 oportuna	 e
eficaz.	Esse	instrumento	de	gestão	pública	deve	guardar	perfeita	sintonia	com	os
preceitos	da	Política	Externa	Brasileira	e	com	os	interesses	estratégicos	definidos
pelo	 Estado,	 como	 aqueles	 consignados	 na	 Política	 de	 Defesa	 Nacional	 e	 na
Estratégia	Nacional	de	Defesa.		
É	 necessário,	 ainda,	 ampliar	 o	 desenvolvimento	 de	 ações	 de	 proteção	 dos
conhecimentos	sensíveis	e	da	infraestrutura	crítica	nacional,	bem	como	contrapor-
se	 ao	 surgimento	 de	 ameaças	 representadas	 tanto	 por	 serviços	 de	 Inteligência,
quanto	por	grupos	de	 interesse,	organizações	ou	 indivíduos	que	atuem	de	 forma
adversa	aos	interesses	estratégicos	nacionais.		
5	INSTRUMENTOS	
Para	efeito	da	presente	Política,	consideram-se	 instrumentos	da	 Inteligência
os	 atos	 normativos,	 instituições,	 métodos,	 processos,	 ações	 e	 recursos
necessários	à	implementação	dos	seus	objetivos.	
São	instrumentos	essenciais	da	Inteligência	nacional:
I	–	Plano	Nacional	de	Inteligência;
II	–	Doutrina	Nacional	de	Inteligência;
III	–	diretivas	e	prioridades	estabelecidas	pelas	autoridades	competentes;
IV	–	SISBIN	e	órgãos	de	Inteligência	que	o	integram;
V	–	intercâmbio	de	dados	e	conhecimentos	no	âmbito	do	SISBIN,	nos	termos
da	legislação	em	vigor;
VI	 –	 planejamento	 integrado	 do	 regime	 de	 cooperação	 entre	 órgãos
integrantes	do	SISBIN;
VII	–	capacitação,	formação	e	desenvolvimento	de	pessoas	para	a	atividade
de	Inteligência;
VIII	–	pesquisa	e	desenvolvimento	tecnológico	para	as	áreas	de	Inteligência	e
Contrainteligência;
IX	–	 ajustes	 de	 cooperação	mediante	 instrumentos	 específicos	 entre	 órgãos
ou	entidades	integrantes	da	Administração	Pública	Federal	(APF),	das	Unidades
da	Federação	ou	da	iniciativa	privada;
X	 –	 recursos	 financeiros	 necessários	 à	 consecução	 das	 atividades	 de
Inteligência;
XI	–	controle	interno	e	externo	da	atividade	de	Inteligência;	e
XII	–	intercâmbio	de	Inteligência	e	cooperação	técnica	internacionais.		
6	PRINCIPAIS	AMEAÇAS	
Para	 efeito	 da	presente	Política,	 consideram-se	principais	 ameaças	 aquelas
que	 apresentam	 potencial	 capacidade	 de	 pôr	 em	 perigo	 a	 integridade	 da
sociedade	e	do	Estado	e	a	segurança	nacional	do	Brasil.	
A	PNI,	para	o	balizamento	das	atividades	dos	diversos	órgãos	que	integram	o
Sistema	 Brasileiro	 de	 Inteligência	 (SISBIN),	 prioriza	 as	 ameaças	 a	 seguir
apresentadas.	
6.1	Espionagem	
É	 a	 ação	 que	 visa	 à	 obtenção	 de	 conhecimentos	 ou	 dados	 sensíveis	 para
beneficiar	Estados,	grupos	de	países,	organizações,	facções,	grupos	de	interesse,
empresas	ou	indivíduos.		
Ações	 de	 espionagem	 podem	 afetar	 o	 desenvolvimento	 socioeconômico	 e
comprometer	 a	 soberania	 nacional.	 Há	 instituições	 e	 empresas	 brasileiras
vulneráveis	à	espionagem,	notadamente	aquelas	que	atuam	nas	áreas	econômico-
financeira	 e	 científico-tecnológica.	O	acesso	 indevido	a	dados	e	 conhecimentos
sensíveis	em	desenvolvimento,	bem	como	a	interceptação	ilegal	de	comunicações
entre	 organizações	 para	 a	 obtenção	 de	 informações	 estratégicas,	 têm	 sido
recorrentes	e	causado	significativa	evasão	de	divisas.	
6.2	Sabotagem	
É	a	ação	deliberada,	com	efeitos	físicos,	materiais	ou	psicológicos,	que	visa
a	destruir,	 danificar,	 comprometer	ou	 inutilizar,	 total	ou	parcialmente,	definitiva
ou	 temporariamente,	 dados	 ou	 conhecimentos;	 ferramentas;	 materiais;	 matérias-
primas;	 equipamentos;	 cadeias	 produtivas;	 instalações	 ou	 sistemas	 logísticos,
sobretudo	aqueles	necessários	ao	funcionamento	da	infraestrutura	crítica	do	País,
com	 o	 objetivo	 de	 suspender	 ou	 paralisar	 o	 trabalho	 ou	 a	 capacidade	 de
satisfação	 das	 necessidades	 gerais,	 essenciais	 e	 impreteríveis	 do	 Estado	 ou	 da
população.	
A	 projeção	 internacional	 do	 País	 e	 sua	 influência	 em	 vários	 temas	 globais
atraem	a	atenção	daqueles	cujas	pretensões	se	veem	ameaçadas	pelo	processo	de
desenvolvimento	nacional.	A	ocorrência	de	ações	de	sabotagem	pode	impedir	ou
dificultara	consecução	de	interesses	estratégicos	brasileiros.	
6.3	Interferência	Externa	
É	a	atuação	deliberada	de	governos,	grupos	de	interesse,	pessoas	físicas	ou
jurídicas	 que	possam	 influenciar	 os	 rumos	políticos	 do	País	 com	o	objetivo	de
favorecer	interesses	estrangeiros	em	detrimento	dos	nacionais.	
É	 prejudicial	 à	 sociedade	 brasileira	 que	 ocorra	 interferência	 externa	 no
processo	decisório	ou	que	autoridades	brasileiras	sejam	levadas	a	atuar	contra	os
interesses	nacionais	e	em	favor	de	objetivos	externos	antagônicos.	A	interferência
externa	é	uma	ameaça	frontal	ao	princípio	constitucional	da	soberania.	
Deve	 constituir	 também	 motivo	 de	 constante	 atenção	 e	 preocupação	 a
eventual	 presença	 militar	 extrarregional	 na	 América	 do	 Sul,	 podendo	 ser
caracterizada	como	ameaça	à	estabilidade	regional.	
6.4	Ações	contrárias	à	Soberania	Nacional	
São	 ações	 que	 atentam	 contra	 a	 autodeterminação,	 a	 não-ingerência	 nos
assuntos	internos	e	o	respeito	incondicional	à	Constituição	e	às	leis.	
Deve	 constituir	 preocupação	 constante	 do	 Estado	 e	 de	 seus	 governantes,	 e
requerer	a	atenção	da	Inteligência	nacional,	a	violação:	dos		espaços		territorial	e
aéreo	 brasileiros;	 de	 suas	 fronteiras	 marítimas	 e	 terrestres;	 da	 segurança	 dos
navios	 e	 aeronaves	 de	 bandeira	 brasileira,	 à	 luz	 das	 Convenções	 em	 vigor	 no
País;	 dos	 direitos	 exclusivos	 sobre	 sua	 plataforma	 continental;	 do	 seu	 direito
sobre	seus	recursos	naturais;	e	do	seu	direito	soberano	de	regular	a	exploração	e
de	usufruir	de	sua	biodiversidade.	
6.5	Ataques	cibernéticos	
Referem-se	a	ações	deliberadas	com	o	emprego	de	recursos	da	tecnologia	da
informação	 e	 comunicações	 que	 visem	 a	 interromper,	 penetrar,	 adulterar	 ou
destruir	redes	utilizadas	por	setores	públicos	e	privados	essenciais	à	sociedade	e
ao	Estado,	a	exemplo	daqueles	pertencentes	à	infraestrutura	crítica	nacional.		
Os	 prejuízos	 das	 ações	 no	 espaço	 cibernético	 não	 advêm	 apenas	 do
comprometimento	 de	 recursos	 da	 tecnologia	 da	 informação	 e	 comunicações.
Decorrem,	 também,	da	manipulação	de	opiniões,	mediante	ações	de	propaganda
ou	de	desinformação.	
Há	 países	 que	 buscam	 abertamente	 desenvolver	 capacidade	 de	 atuação	 na
denominada	guerra	cibernética,	ainda	que	os	ataques	dessa	natureza	possam	ser
conduzidos	 não	 apenas	 por	 órgãos	 governamentais,	 mas	 também	 por	 grupos	 e
organizações	criminosas;	por	simpatizantes	de	causas	específicas;	ou	mesmo	por
nacionais	que	apoiem	ações	antagônicas	aos	interesses	de	seus	países.	
6.6	Terrorismo	
É	uma	ameaça	à	paz	e	à	segurança	dos	Estados.	O	Brasil	solidariza-se	com
os	países	diretamente	afetados	por	este	fenômeno,	condena	enfaticamente	as	ações
terroristas	e	é	signatário	de	todos	os	instrumentos	internacionais	sobre	a	matéria.
Implementa	as	resoluções	pertinentes	do	Conselho	de	Segurança	da	Organização
das	Nações	Unidas.	A	temática	é	área	de	especial	interesse	e	de	acompanhamento
sistemático	por	parte	da	Inteligência	em	âmbito	mundial.	
A	prevenção	e	o	combate	a	ações	terroristas	e	a	seu	financiamento,	visando	a
evitar	que	ocorram	em	território	nacional	ou	que	este	seja	utilizado	para	a	prática
daquelas	ações	em	outros	países,	somente	serão	possíveis	se	realizados	de	forma
coordenada	 e	 compartilhada	 entre	 os	 serviços	 de	 Inteligência	 nacionais	 e
internacionais	 e,	 em	 âmbito	 interno,	 em	 parceria	 com	 os	 demais	 órgãos
envolvidos	nas	áreas	de	defesa	e	segurança.	
6.7	 Atividades	 ilegais	 envolvendo	 bens	 de	 uso	 dual	 e	 tecnologias
sensíveis	
São	 ameaças	 crescentes	 que	 atingem	 países	 produtores	 desses	 bens	 e
detentores	dessas	tecnologias,	em	especial	nas	áreas	química,	biológica	e	nuclear.
O	Brasil	 insere-se	nesse	contexto.	As	 redes	criminosas	e	 terroristas	buscam	 ter
acesso,	na	maioria	das	vezes	de	forma	regular,	porém	dissimulada,	a	esses	bens	e
tecnologias.	 Para	 tanto,	 utilizam-se,	 entre	 outros	 meios,	 de	 empresas	 ou
instituições	de	fachada	criadas	 legalmente	ao	redor	do	mundo	para	 tentar	burlar
controles	executados	por	órgãos	de	Inteligência	e	de	repressão	em	conformidade
com	 a	 legislação	 brasileira	 e	 com	 os	 compromissos	 internacionais	 assumidos
pelo	País.	
O	 trabalho	 da	 Inteligência	 nessa	 área	 é	 identificar	 essas	 redes,	 grupos,
empresas	ou	instituições,	seus	modus	operandi	e	objetivos	ao	tentar	ter	acesso	a
bens	 de	 uso	 dual	 e	 tecnologias	 sensíveis,	 assim	 como	 aos	 detentores	 desses
conhecimentos.	
O	controle	das	 tecnologias	de	uso	dual	deve	dar-se	de	modo	a	preservar	o
direito	ao	desenvolvimento	científico	e	tecnológico	para	fins	pacíficos,	de	acordo
com	 os	 instrumentos	 internacionais	 incorporados	 ao	 ordenamento	 jurídico
nacional.	O	País	 adota	 legislação	 avançada	de	 controle	 de	 transferência	 dessas
tecnologias.	
6.8	Armas	de	Destruição	em	Massa	
Constituem	ameaça	 que	 atinge	 a	 todos	 os	 países.	A	 existência	 de	 armas	 de
destruição	 em	 massa	 (químicas,	 biológicas	 e	 nucleares)	 é,	 em	 si	 mesma,	 uma
fonte	 potencial	 de	 proliferação,	 além	 de	 representar	 risco	 à	 paz	mundial	 e	 aos
países	que	abdicaram	da	opção	por	essas	armas	para	sua	defesa.	
Para	 contrapor-se	 à	 ameaça	 representada	 pelas	 armas	 de	 destruição	 em
massa,	 sobressaem	 dois	 imperativos:	 a	 não-proliferação	 e	 a	 eliminação	 dos
estoques	existentes.	
A	implementação	de	ações	de	Inteligência	nessa	área	é	fator	determinante	e
contribui	para	a	proteção	da	população	brasileira	e	das	infraestruturas	críticas	em
território	 nacional	 contra	 possíveis	 efeitos	 do	 emprego	 de	 armas	 ou	 artefatos
produzidos	a	partir	desses	bens	ou	tecnologias.	
6.9	Criminalidade	Organizada	
É	 ameaça	 a	 todos	 os	 Estados	 e	 merece	 atenção	 especial	 dos	 órgãos	 de
Inteligência	 e	 de	 repressão	 nacionais	 e	 internacionais.	 A	 incidência	 desse
fenômeno,	 notadamente	 em	 sua	 vertente	 transnacional,	 reforça	 a	 necessidade	de
aprofundar	 a	 cooperação.	 Apesar	 dos	 esforços	 individuais	 e	 coletivos	 das
nações,	 não	 se	 projetam	 resultados	 que	 apontem	 para	 a	 redução	 desse	 flagelo
global	em	curto	e	médio	prazo.		
A	atuação	cada	vez	mais	 integrada	nas	vertentes	preventiva	 (Inteligência)	e
reativa	 (Policial)	 mostra	 ser	 a	 forma	mais	 efetiva	 de	 enfrentar	 esse	 fenômeno,
inclusive	 no	 que	 diz	 respeito	 a	 subsidiar	 os	 procedimentos	 de	 identificação	 e
interrupção	dos	fluxos	financeiros	que	lhe	dão	sustentação.	Atualmente,	a	grande
maioria	 dos	 países	 desenvolve	 e	 aprofunda	 o	 intercâmbio	 de	 dados	 e
conhecimentos	entre	os	órgãos	de	Inteligência	e	de	repressão	em	âmbito	nacional
e	internacional.	
6.10	Corrupção	
A	 corrupção	 é	 um	 fenômeno	 mundial	 capaz	 de	 produzir	 a	 erosão	 das
instituições	e	o	descrédito	do	Estado	como	agente	a	serviço	do	interesse	nacional.
Pode	ter,	nos	pólos	ativo	e	passivo,	agentes	públicos	e	privados.	
Cabe	à	Inteligência	cooperar	com	os	órgãos	de	controle	e	com	os	governantes
na	 prevenção,	 identificação	 e	 combate	 à	 corrupção	 em	 suas	 diversas
manifestações,	 inclusive	 quando	 advindas	 do	 campo	 externo,	 que	 colocam	 em
risco	o	interesse	público.	
6.11	Ações	Contrárias	ao	Estado	Democrático	de	Direito	
Representam	 ameaça	 que	 deve	merecer	 especial	 atenção	 de	 todos	 os	 entes
governamentais,	em	particular	daqueles	com	atribuições	institucionais	de	garantir
a	defesa	do	Estado	Democrático	de	Direito.		
As	 ações	 contrárias	 ao	 Estado	 Democrático	 de	 Direito	 são	 aquelas	 que
atentam	 contra	 o	 pacto	 federativo;	 os	 direitos	 e	 garantias	 fundamentais;	 a
dignidade	da	pessoa	humana;	o	bem-estar	e	a	saúde	da	população;	o	pluralismo
político;	o	meio	ambiente	e	as	infraestruturas	críticas	do	País,	além	de	outros	atos
ou	 atividades	 que	 representem	 ou	 possam	 representar	 risco	 aos	 preceitos
constitucionais	relacionadosà	integridade	do	Estado.		
Identificar	essas	ações	e	informar	às	autoridades	governamentais	competentes
é	tarefa	primordial	da	atividade	de	Inteligência,	que	assim	estará	proporcionando
aos	 governantes	 o	 subsídio	 adequado	 e	 necessário	 ao	 processo	 de	 tomada	 de
decisão.		
7	OBJETIVOS	DA	INTELIGÊNCIA	NACIONAL	
Contribuir	 para	 a	 promoção	 da	 segurança	 e	 dos	 interesses	 do	 Estado	 e	 da
sociedade	brasileira,	por	meio	de	atividades	e	da	produção	de	conhecimentos	de
Inteligência	que	possibilitem:
I	 –	 acompanhar	 e	 avaliar	 as	 conjunturas	 interna	 e	 externa,	 assessorando	 o
processo	decisório	nacional	e	a	ação	governamental;
II	–	identificar	fatos	ou	situações	que	possam	resultar	em	ameaças,	riscos	ou
oportunidades;
III	–	neutralizar	ações	da	Inteligência	adversa;
IV	 –	 proteger	 áreas	 e	 instalações,	 sistemas,	 tecnologias	 e	 conhecimentos
sensíveis,	bem	como	os	detentores	desses	conhecimentos;	e
V	–	conscientizar	a	sociedade	para	o	permanente	aprimoramento	da	atividade
de	Inteligência.	
8	DIRETRIZES
8.1	Prevenir	ações	de	espionagem	no	País	
O	 desenvolvimento	 de	 ações	 destinadas	 à	 obtenção	 de	 dados	 protegidos	 é
fato	usual	e	consolidado	nas	relações	internacionais.	
A	diversidade	de	interesses	e	iniciativas	com	impacto	regional	e	global	vem
aumentando	continuamente.		
Segredos	militares,	 industriais	(inovação	e	tecnologia)	e	de	política	externa
são	alvos	preferenciais	da	espionagem	estrangeira.		Faz-se	necessário	identificar,
avaliar	 e	 interpretar	 posturas	 externas,	 elencando	 aquelas	 que	 representem
ameaças,	prejuízos	e	comprometimento	das	políticas	e	planos	nacionais.		
8.2	 Ampliar	 a	 capacidade	 de	 detectar,	 acompanhar	 e	 informar	 sobre
ações	adversas	aos	interesses	do	Estado	no	exterior	
O	Brasil	vem	ampliando	a	sua	atuação	no	cenário	internacional	e,	não	raro,
ações	de	interesse	estratégico	para	o	País	são	executadas	em	regiões	com	elevado
nível	de	tensão	política	e	social	ou	em	áreas	de	conflito.		
Paralelamente,	a	cooperação	técnico-científica	mundial	demanda	a	presença
de	especialistas	brasileiros	em	vários	pontos	dos	cinco	continentes.	
Nesse	 cenário,	 torna-se	 imprescindível	 para	 a	 Inteligência	 conhecer	 as
principais	 ameaças	 e	 vulnerabilidades	 a	 que	 estão	 sujeitas	 as	 posições	 e	 os
interesses	nacionais	no	exterior,	como	forma	de	bem	assessorar	o	chefe	de	Estado
e	os	órgãos	responsáveis	pela	consecução	dos	objetivos	no	exterior.	
8.3	Prevenir	ações	de	sabotagem	
A	posição	mais	relevante	do	País	no	cenário	internacional	aumenta	o	risco	de
se	 tornar	 alvo	 de	 ações	 de	 sabotagem,	 que	 visam	 a	 impedir	 ou	 a	 dificultar	 a
consecução	de	seus	interesses	estratégicos.		
As	consequências	de	atos	de	sabotagem	podem	situar-se	em	pontos	distintos
de	uma	ampla	escala,	que	vão	da	suspensão	temporária	até	a	paralisação	total	de
atividades	e	serviços	essenciais	à	população	e	ao	Estado.		
Dessa	 forma,	 é	 necessário	 mapear	 os	 alvos	 potenciais	 para	 atos	 de
sabotagem,	com	o	intuito	de	detectar	o	planejamento	de	ações	dessa	natureza	em
seus	estágios	iniciais.	
8.4	 Expandir	 a	 capacidade	 operacional	 da	 Inteligência	 no	 espaço
cibernético	
O	funcionamento	de	um	aparato	estatal	não	pode	prescindir	da	utilização	de
tecnologias	 da	 informação	 e	 das	 comunicações.	 O	 comprometimento	 da
capacidade	 operacional	 do	 Estado	 e	 de	 sistemas	 computacionais	 essenciais	 ao
provimento	 das	 necessidades	 básicas	 da	 sociedade	 deve	 ser	 preocupação
permanente,	 exigindo	 constante	 aperfeiçoamento	 técnico	 dos	 entes	 públicos
responsáveis	pela	integridade	desses	sistemas.	
Por	sua	vez,	a	rede	mundial	de	computadores,	além	de	canal	cada	vez	mais
propício	à	perpetração	de	atos	protagonizados	por	agentes	do	crime	organizado
ou	por	organizações	terroristas,	tem-se	constituído,	ainda,	em	espaço	privilegiado
de	 discussões,	 diversas	 das	 quais	 relativas	 aos	 interesses	 do	 País.	 Nesse
contexto,	 é	 primordial	 acompanhar,	 avaliar	 tendências,	 prevenir	 e	 evitar	 ações
prejudiciais	à	consecução	dos	objetivos	nacionais.	
8.5	Compartilhar	dados	e	conhecimentos	
O	êxito	de	uma	atuação	coordenada	depende	do	compartilhamento	oportuno
de	dados	e	conhecimentos	entre	os	diversos	organismos	estatais,	observadas	as
características	 específicas	 da	 atividade	 de	 Inteligência,	 em	 especial	 quanto	 aos
usuários	que	a	eles	devem	ter	acesso.		
As	missões	 e	 atribuições	da	 Inteligência	 devem	 ser	 realizadas,	 sempre	que
possível,	 com	 a	 disponibilidade	 sistêmica	 de	 acesso	 a	 dados	 e	 conhecimentos
entre	os	órgãos	do	SISBIN.	
8.6	Ampliar	a	confiabilidade	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência	
O	 acesso	 a	 conhecimentos	 de	 Inteligência	 é	 tão	 valioso	 quanto	 a	 sua
confiabilidade,	 bem	 como	 a	 dos	 profissionais	 que	 integram	 o	 SISBIN.	 A
disseminação	 de	 um	 conhecimento	 de	 Inteligência	 falseado	 ou	 impreciso	 pode
comprometer	a	cadeia	decisória	do	Estado	que	dele	faça	uso.	A	divulgação	não
autorizada	 de	 dados	 e	 conhecimentos	 classificados	 ou	 originalmente	 sigilosos
também	 prejudica	 os	 órgãos	 de	 Inteligência,	 afetando	 diretamente	 a	 sua
credibilidade.	
Nesse	 contexto,	 a	 confiabilidade	 do	 SISBIN	 deve	 ser	 ampliada
continuamente	pelo	aperfeiçoamento	do	processo	de	seleção	de	recursos	humanos
para	a	área	de	Inteligência,	pelo	treinamento	de	servidores	públicos	encarregados
de	temas	e	missões	sensíveis	e	pela	implementação	efetiva	de	contramedidas	de
segurança	 corporativa	 indispensáveis	 à	 segurança	 e	 ao	 desenvolvimento	 da
atividade	de	Inteligência.	
8.7	Expandir	a	capacidade	operacional	da	Inteligência	
As	 ações	 de	 obtenção	 de	 dados	 sigilosos,	 visando	 a	 contribuir	 para	 a
neutralização	 de	 ameaças	 à	 sociedade	 e	 ao	 Estado	 brasileiros,	 exigem	 equipes
operacionais	altamente	capacitadas.	Para	o	melhor	aproveitamento	e	produção	de
resultados,	é	imprescindível	que	essas	equipes	disponham	de	recursos	materiais,
humanos,	 tecnológicos	 e	 financeiros,	 entre	 outros,	 compatíveis	 com	 a
complexidade	das	missões	que	se	lhes	apresentem.	
Desse	 modo,	 deve	 ser	 estudada	 a	 viabilidade	 de	 expansão	 da	 capacidade
operacional	da	Inteligência,	sobretudo	no	que	diz	respeito	ao	adequado	efetivo	de
agentes	especializados	nessa	atividade;	aos	recursos,	capacitações	e	treinamentos
necessários	à	sua	execução;	e	à	inserção,	no	ordenamento	jurídico	nacional,	dos
instrumentos	que	amparem	suas	atividades.	
8.8	Fortalecer	a	cultura	de	proteção	de	conhecimentos	
O	acesso	não	autorizado	a	técnicas,	processos	de	inovação,	pesquisas,	planos
e	estratégias,	bem	como	ao	patrimônio	genético	e	a	conhecimentos	tradicionais	a
ele	associados,	pode	comprometer	a	consecução	de	objetivos	nacionais	e	resultar
em	 prejuízos	 expressivos	 no	 campo	 socioeconômico.	 A	 proteção	 dos
conhecimentos	 sensíveis	 nacionais	 constitui	 fator	 essencial	 para	 o
desenvolvimento	 do	 País.	 Os	 importantes	 resultados	 advindos	 de	 pesquisas
científicas	e	tecnológicas	requerem	contínuo	aperfeiçoamento	de	mecanismos	de
proteção	nos	meios	acadêmicos	e	empresariais.		
Torna-se,	 portanto,	 imprescindível	 e	 urgente	 fortalecer,	 no	 âmbito	 da
sociedade,	a	cultura	de	proteção,	visando	ao	estabelecimento	de	práticas	para	a
salvaguarda	de	conhecimentos	por	parte	daqueles	que	os	detenham.	A	Inteligência
deve	 concorrer	 para	 a	 disseminação	 dessa	 cultura	 como	 forma	 de	 evitar	 ou
minimizar	prejuízos	ao	País.	
8.9	Cooperar	na	proteção	das	infraestruturas	críticas	nacionais	
Ameaças	como	terrorismo,	organizações	criminosas	 transnacionais	e	grupos
de	 diferentes	 origens	 e	 com	 distintos	 interesses	 ligados	 a	 atos	 de	 sabotagem
devem	ser	monitoradas,	como	forma	de	minimizar	as	possibilidades	de	 sucesso
das	ações	que	visem	a	interromper	ou	mesmo	comprometer	o	funcionamento	das
infraestruturas	críticasnacionais.		
Nesse	 cenário,	 a	 Inteligência	 deve	 participar	 do	 processo	 de	 avaliação	 de
riscos	e	vulnerabilidades	relativos	a	alvos	potenciais	daquelas	ameaças,	visando
a	concorrer	para	a	proteção	das	infraestruturas	críticas	nacionais.	
8.10	Cooperar	 na	 identificação	 de	 oportunidades	 ou	 áreas	 de	 interesse
para	o	Estado	brasileiro	
A	 atividade	 de	 Inteligência,	 pela	 sua	 atuação	 prospectiva	 e	 preventiva,
auxilia	 o	 Estado	 na	 identificação	 de	 oportunidades	 e	 interesses	 para	 o
desenvolvimento	nacional.	
Nesse	cenário,	 a	 Inteligência	deve	desenvolver	 a	 capacidade	de	assessorar
as	 instâncias	 decisórias	 por	 meio	 de	 instrumentos,	 estruturas	 e	 processos	 que
possibilitem	essa	identificação	nas	diversas	áreas	do	interesse	nacional.
*
	
	
	
	
	
	
	
	
	
ESTRATÉGIAS	DE	ESTUDO
CICLO	DE	ESTUDOS
A	 estratégia	 de	 Ciclo	 de	 Estudos	 vem	 ganhando	 cada	 vez	 mais	 adeptos	 entre
aqueles	que	desejam	maximizar	o	seu	potencial	de	aprovação.	O	importante	não	é
só	 estudar	muito,	mas	 também	estudar	 com	eficiência.	É	 fundamental	 seguir	 um
método	coerente	com	os	desafios	almejados.
A	metodologia	 permite	 ao	 candidato	 elaborar	 uma	 planilha	 de	 estudos	 com	 as
principais	 matérias,	 levando	 em	 conta	 o	 peso	 de	 cada	 uma	 delas	 no	 edital	 do
concurso.	Para	 cada	matéria	 é	 atribuído	um	 tempo	de	 estudo	de	 acordo	com	as
necessidades	do	candidato.	Se	alguém,	por	exemplo,	é	um	expert	em	Geografia,
recomenda-se	que	essa	matéria	seja	colocada	na	planilha	de	estudos	com	o	tempo
necessário	apenas	para	revisão	dos	assuntos.
Digamos	que	você	trabalha	em	período	integral	e	chegue	em	casa	as	18:30.	Nesse
caso,	recomendo	que	você	trabalhe	com	o	seguinte	ciclo	de	estudos:
Esse	ciclo	vai	 funcionar	para	a	maior	parte	dos	 futuros	oficiais	de	 inteligência.
Observe	 que	 foi	 dado	 um	 tratamento	 especial	 para	 duas	 matérias:	Geografia
Contemporânea	&	Atualidades	 e	Legislação	de	 Inteligência.	 Juntamente	 com
Língua	Portuguesa,	elas	são	as	mais	cobradas	pela	banca.
Eu	poderia	ter	definido	2	horas	de	estudo	para	Língua	Portuguesa,	mas	não	fiz
isso	 por	 uma	 razão	 bem	 óbvia:	 toda	 vez	 que	 for	 praticar	 sua	 redação,
necessariamente	 você	 vai	 consultar	 a	 gramática	 sempre	 que	 uma	 dúvida	 surgir.
Portanto,	vai	continuar	aprendendo	português.
Dicas	importantes	que	farão	toda	diferença
Se	 você	 está	 disposto	 a	 estudar	 para	 um	 dos	 concursos	 mais	 concorridos	 do
Brasil	 como	 o	 da	 Agencia	 Brasileira	 de	 Inteligência,	 eu	 recomendo	 seguir
algumas	regras,	elas	sempre	funcionaram	comigo	e	com	você	não	será	diferente.
Comece	a	estudar	agora
Não	deixe	para	 estudar	quando	 sair	 o	 edital,	 nem	espere	pela	 autorização.	 Isso
parece	 um	 clichê,	 mas	 muita	 gente	 boa	 é	 atropelada	 pela	 concorrência	 porque
continua	repetindo	um	padrão	de	comportamento	que	não	gera	resultado.
A	 tendência	 mais	 cômoda	 das	 pessoas	 é	 esperar	 o	 edital	 sair	 e	 estudar.
Geralmente	 esse	 tipo	 de	 candidato	 costuma	 ser	 surpreendido	 por	 resultados
medíocres.	 Talvez	 alguns,	 em	 função	 do	 conhecimento	 acumulado	 em	 outros
concursos,	 até	 consigam	 passar,	mas	 isso	 é	 um	 risco	 que	 não	 espero	 que	 você
assuma.	 A	 lei	 de	Murphy	 diz	 que	 se	 uma	 coisa	 tiver	 que	 dar	 errada,	 isso	 vai
ocorrer	no	pior	momento	possível.	Parece	que	essa	lei	não	costuma	falhar.	Não	dê
chance	ao	fracasso.	Saia	na	frente,	e	chegue	primeiro.
Não	economize	com	seu	material	de	estudo
Se	você	quer	ser	o	melhor,	estude	com	os	melhores.	Não	compre	aquela	apostila
que	é	vendida	na	banca.	Apostila	feita	a	toque	de	caixa	é	um	lixo.	Compre	livros
específicos	de	cada	matéria	e	aprenda	com	os	melhores	autores.	Alguns	realmente
são	caros,	mas	geralmente	a	qualidade	de	um	livro	é	diretamente	proporcional	ao
seu	preço.
Autores	que	eu	recomendo:
Historia	do	Brasil	–	Boris	Fausto
Geografia–	Demétrio	Magnolli
Geopolítica	-	https://www.stratfor.com/
Atualidades	–	Sites	da	Folha	de	São	Paulo	e	o	do	jornal	o	Globo.
Português	-	Evanildo	Bechara
Direito	Administrativo	–	Gustavo	Barchet
Direito	Constitucional	–	Vicente	Paulo	e	Marcelo	Alexandrino
Legislação	de	inteligência	–	http://www4.planalto.gov.br/legislacao
Com	 os	 materiais	 dos	 autores	 relacionados	 acima	 você	 estará	 mais	 do	 que
preparado.
Escreva	seus	próprios	resumos
Nosso	 aprendizado	 está	 relacionado	 à	 escrita.	 Você	 precisa	 resumir	 com	 suas
próprias	palavras	os	conceitos	que	você	aprende	nos	livros.	A	era	da	informação
trouxe	com	ela	os	 famosos	 sites	com	vídeo	aulas.	Alguns	 são	muitos	bons,	mas
nada	é	mais	eficiente	do	que	caneta,	lápis	e	papel	para	sedimentar	a	retenção	do
conhecimento.
Não	esqueça	de	ler	o	que	escreveu
Quem	 faz	 revisões	 dá	 a	 chance	 a	 si	 mesmo	 de	 aprender	melhor	 novamente.	 O
nosso	cérebro	precisa	de	releituras	para	fixar	os	conceitos.	A	diferença	entre	um
candidato	que	faz	revisões	em	relação	a	outro	que	não	faz	é	gigantesca.
Descanse	um	dia	antes	da	prova
Se	você	já	seguiu	todas	as	regras	anteriores	e	fez	seu	dever	de	casa,	você	não	vai
precisar	ficar	ansioso.	Geralmente	quem	se	apavora	antes	de	um	exame	é	aquele
que	sabe	que	não	estudou	o	suficiente.	Espero	que	esse	não	seja	o	seu	caso.
Prepare-se	para	o	TAF
Faça	exercícios,	pratique	algum	esporte,	principalmente	aqueles	que	têm	relação
com	o	TAF.	Muitos	excelentes	candidatos	foram	reprovados	no	certame	por	não
estarem	fisicamente	em	dia.	Uma	mulher	grávida	que	passou	no	Teste	de	Aptidão
física	do	concurso	de	2008	deixou	muito	garotão	envergonhado.
O	Núcleo	do	Edital	da	ABIN
Desde	 2004,	 o	 CESPE	 vem	 sendo	 escolhido	 como	 banca	 organizadora	 do
Concurso	 da	 ABIN.	 Isso	 pode	 mudar,	 mas	 acredito	 ser	 improvável	 que	 outra
organizadora	seja	responsável	pelo	certame.	A	banca	tradicionalmente	aplica	uma
prova	muito	bem	elaborada,	privilegiando	geralmente	quem	 realmente	 aprendeu
bem	 a	 matéria	 em	 detrimento	 daqueles	 que	 apenas	 memorizam
indiscriminadamente	os	textos.
Acredito	que	o	núcleo	principal	de	matérias	seja	este:
LÍNGUA	PORTUGUESA
O	Cespe	certamente	vai	cobrar	análise	sintática,	rescrita	de	frases	e	interpretação
de	textos.	Recomendo	que	aprenda	as	regras	de	gramática	relacionadas	ao	uso	da
crase	e	esteja	muito	bem	familiarizado	com	o	acordo	ortográfico	em	vigor.
GEOGRAFIA	 CONTEMPORÂNEA	 &
ATUALIDADES
Estude	 com	 paciência	 os	 últimos	 censos	 do	 IBGE,	 as	 principais	 mudanças
ocorridas	nos	últimos	anos	nas	áreas	econômicas,	populacional	e	geopolítica	dos
principais	países	com	os	quais	Brasil	possui	relações	comerciais	e	diplomáticas.
É	 importante	 também	 estudar	 os	 recentes	 conflitos	 na	 Síria	 e	 os	 seus
desdobramentos.	Dê	uma	atenção	especial	as	tensões	entre	os	Estados	Unidos	e	a
Federação	 Russa.	 É	 possível	 também	 que	 sejam	 cobrados	 conhecimentos
relacionados	ao	Estado	Islâmico	e	outras	organizações	terroristas.
Recomendo	 a	 leitura	 de	 uma	 boa	 revista	 semanal	 e	 de	 um	 bom	 jornal.	 Essas
leituras	 serão	 essenciais	 para	 a	 obtenção	 do	 conhecimento	 necessário	 para	 a
produção	 de	 um	 excelente	 texto	 na	 prova	 discursiva.	Candidato	 bem	 informado
costuma	eliminar	a	concorrência.
LEGISLAÇÃO	DE	INTERESSE	DA	ATIVIDADE	DE
INTELIGÊNCIA
É	uma	das	matérias	mais	importantes	do	concurso.	Acredito	que	muitas	questões
cobrarão	 conhecimentos	 sobre	 o	 Plano	 Nacional	 de	 Inteligência	 e	 o	 plano	 de
Carreira	 da	 ABIN.	 Tomei	 o	 cuidado	 de	 incluir	 essas	 leis	 nesse	 EBOOK.	 É
importe	que	você	as	estude	bem.
DIREITO	CONSTITUCIONAL
Se	tornou	quase	um	lugar	comum	que	as	provas	do	CESPE	exijam	conhecimentos
sobre	direitos	e	garantia	individuais.	Não	se	esqueça	de	aprender	também	sobre	a
organização	 Política	 do	 Brasil,	 seus	 órgãos	 fundamentais,	 os	 critérios	 para
aquisição	de	cidadania	brasileirae	perda	dos	direitos	políticos.
DIREITO	ADMINISTRATIVO
Estude	 bem	 os	 princípios	 da	 Administração	 pública,	 a	 diferença	 entre
administração	 direta	 e	 indireta.	 Não	 se	 esqueça	 da	 lei	 de	 licitações,	 nem	 do
estatuto	dos	servidores	públicos	 federais.	Conhecimentos	profundos	sobre	essas
áreas	lhe	garantirão	pontos	valiosos.
LÍNGUA	INGLESA
É	 importante	 ter	 noções	 de	 gramática	 inglesa	 e	 adquirir	 um	 bom	 vocabulário
através	 da	 leitura	 de	 revistas	 como	Economist	 e	Time	Magazine.	Lembre-se	 de
acessar	os	sites	do	New	York	Times	e	do	The	Guardian.
REDAÇÃO
Escrever	bem	exige	prática.	Comece	adquirindo	conhecimento	sobre	aquilo	que
pretende	 escrever.	 Parece	 óbvio,	 mas	 muita	 gente	 não	 faz	 isso.	 Preferem	 ficar
acessando	 o	 “youtube”	 para	 rir	 da	 ultima	 piada.	 Enquanto	 muitos	 riem	 agora,
outros	estudam	e	costuma	rir	melhor	mais	tarde.
Se	 você	 levar	 a	 sério	 seus	 estudos,	 não	 terá	 nenhuma	 dificuldade	 na	 hora	 de
colocar	 no	 papel	 os	 seus	 argumentos.	 Tenha	 sempre	 em	mente	 que	 não	 precisa
concordar	 com	 o	 ponto	 de	 vista	 de	 ninguém,	 mas	 precisa	 ter	 argumentos	 para
dizer	 o	 contrário.	 Para	 aqueles	 que	 tem	 muita	 dificuldade	 com	 redação,
recomendo	os	cursos	dos	Professores	Décio	Terror	e	Júnia	Andrade.
	
O	Exame	Psicotécnico
O	 exame	 psicotécnico	 costuma	 ser	 aplicado	 em	 dois	 horários.	 Uma	 bateria	 de
testes	 ocorre	 pela	manhã	 e	 outra	 a	 tarde.	 É	 uma	 fase	 do	 concurso	 que	 pode	 se
tornar	 bem	 complicada	 e	muitos	 candidatos	 são	 negligentes	 em	 relação	 a	 isso.
Não	é	por	acaso	que	entre	20	a	40	por	cento	deles	são	reprovados.	Você	precisa
seguir	essas	recomendações	senão	quiser	entrar	para	as	estatísticas.
DURMA	BEM	NA	NOITE	ANTERIOR	AO	EXAME
Depois	de	passar	nas	fases	anteriores,	alguns	pensam	que	já	estão	aprovados	no
concurso	e	“metem	o	pé	na	jaca”.	Acordam	cansados	depois	de	uma	noite	surreal
na	 “boate	 azul”	 e	 vão	 tranquilamente	 prestar	 o	 exame.	A	 falta	 de	 atenção	 pode
eliminar	o	candidato.
SEJA	COERENTE
Um	dos	principais	testes	aplicados	no	concurso	é	o	inventário	de	personalidade.
Ele	 avalia	 se	 nossa	 personalidade	 é	 compatível	 com	 as	 atribuições	 do	 cargo.
Você	não	deve	se	contradizer	nesse	teste,	respondendo	de	forma	conflitante:	uma
hora	diz	que	é	uma	pessoa	introvertida	e	logo	depois	dá	indicações	de	que	isso
não	é	verdade.
PENSE	 NAS	 QUALIDADES	 DE	 UM	 BOM
PROFISSIONAL
O	 teste	 vai	 reprovar	 apenas	 os	 candidatos	 que	 não	 se	 adequem	 ao	 perfil
determinado.	Se	você	for	gerente	de	uma	empresa,	certamente	escolherá	dentre	os
candidatos	 aqueles	 que	 apresentam	 qualidades	 que	 correspondam	 as	 suas
expectativas.	O	mesmo	raciocínio	se	aplica	ao	concurso	da	ABIN.
Uma	pessoa	 “estourada”	não	pode	 ser	policial,	 alguém	que	 tem	medo	de	 altura
não	 pode	 ser	 bombeiro.	 Os	 psicólogos	 da	 Banca	 esperam	 que	 você	 atenda	 as
expectativas	deles,	não	os	decepcione.	Seja	equilibrado,	um	low	profile.
TESTES	DE	RACIOCÍNIO
Esses	 testes	 geralmente	 são	 aplicados	 para	 avaliar	 o	 nível	 intelectual	 dos
candidatos.	Alguns	deles	irão	avaliar	as	habilidades	verbais,	outros	o	raciocínio
lógico	e	espacial.
Talvez	eles	lhe	apresentem	alguns	relógios	para	que	você	identifique	padrões	no
movimento	dos	ponteiros.	É	bem	provável	que	você	 tenha	que	descobrir	qual	a
próxima	face	de	um	conjunto	de	dados	girando	em	diferentes	angulações.
O	 importante	 é	 atingir	 o	 maior	 número	 de	 pontos.	 Quem	 não	 conseguir	 a
pontuação	mínima,	pode	ser	eliminado.
TESTES	DE	MEMÓRIA
Eles	 costumam	 apresentar	 uma	 folha	 com	várias	 figuras	 de	 pessoas	 durante	 um
determinado	 tempo.	Depois	 pedem	 a	 você	 que	 faça	 associação	 entre	 elas	 e	 os
respectivos	nomes	ou	profissões.	Esteja	atento,	você	 também	precisa	atingir	um
número	mínima	de	associações	válidas.
RECORRER	 OU	 NÃO	 RECORRER	 ?	 EIS	 A
QUESTÃO
Se	 você	 fizer	 tudo	 errado	 e	 precisar	 recorrer	 do	 resultado,	 meus	 pêsames.	 A
banca	geralmente	nega	todos	os	recursos.	Muitos	recorrem	administrativamente,	e
alguns	mais	ousados	até	entram	na	justiça,	mas	poucos	ganham	efetivamente.	Dos
poucos	que	entram	no	CFI	por	decisão	judicial,	a	maioria	têm	a	liminar	cassada
antes	de	ver	a	“Terra	Prometida”.	Lembrei	até	da	hiena	Hart:	“Oh	céus!	Oh	vida!
Oh	azar!”
O	curso	de	Formação
A	ESINT	–	Escola	de	Inteligência	fica	localizada	no	Distrito	Federal	e	é	lá	que
são	 formados	 e	 aperfeiçoados	 os	 Oficiais	 de	 Inteligência	 da	 Presidência	 da
República.	 É	 um	 dos	 centros	 de	 formação	 institucionais	 na	 doutrina	 de
inteligência	mais	respeitados	do	mundo.	A	ESINT	publica	a	Revista	Brasileira	de
inteligência	 que	 pode	 ser	 baixada	 no	 site	 do	 órgão.	Muitos	 dos	 artigos	 são	 da
lavra	de	servidores	da	Agência.
Durante	o	concurso	muitos	sonham	em	ser	convocados	para	curso	de	formação	da
ESINT,	 mas	 poucos	 conseguem.	 A	 grande	 maioria	 dos	 candidatos	 é	 eliminada
durante	as	primeiras	fases.	O	próprio	curso	é	uma	fase	eliminatória	do	concurso,
mas	a	grande	maioria	dos	que	se	matriculam	se	formam	sem	problemas,	a	menos
que	cometam	alguma	falta	grave.
O	 Curso	 funciona	 em	 regime	 de	 semi-internato.	 A	 Agência	 possui	 uma	 boa
estrutura	para	acomodar	os	alunos	de	outros	estados.	As	aulas	ocorrem	numa	ala
do	 complexo.	 É	 um	 dos	 momentos	 mais	 importantes,	 pois	 ali	 se	 inicia	 a
capacitação	dos	futuros	“Carcarás”	para	que	eles	desempenhem	as	atribuições	do
cargo	com	eficiência.
Os	professores	são	excelentes.	A	ABIN	tem	no	seu	quadro	docente	os	melhores
profissionais	em	cada	área	de	conhecimento.	Estas	são	algumas	matérias	da	grade
curricular	do	curso	de	formação	em	inteligência:
Artes	Marciais
Armamento	e	Tiro
Legislação	de	inteligência
Técnicas	de	entrevistas
Operações	de	Inteligência
Analise	de	informações
Segurança	da	informação
O	Curso	de	formação	é	a	última	etapa	do	concurso	e	os	alunos	são	admitidos	no
mesmo	através	do	preenchimento	eletrônico	de	ficha	de	matrícula,	conforme	fig2
Fig2
Durante	o	curso	de	formação	o	aluno	recebe	ajuda	de	custo	no	percentual	de	50%
do	subsídio	 referente	ao	cargo.	Os	que	 já	 são	 servidores	públicos	podem	optar
pela	remuneração	do	órgão	de	origem	enquanto	participam	do	programa.
A	ESINT	 também	possui	 cursos	 específicos	que	 são	oportunamente	ministrados
quando	o	 servidor	 é	promovido	no	plano	de	carreira.	Alguns	 são	convidados	a
fazer	cursos	fora	do	Brasil	em	órgãos	de	inteligência	como	FSB,	Serviço	Secreto
de	Israel	etc.	Os	funcionários	da	ABIN	estão	entre	os	mais	bem	capacitados	do
serviço	público.
Um	pouco	de	história
Depois	de	abertura	política	o	SNI	foi	extinto	pelo	presidente	que	ficou	conhecido
como	“caçador	de	marajás”.	Nesse	período	negro,	muitos	servidores	foram	para
iniciativa	privada	em	busca	de	maiores	desafios,	pois	o	clima	realmente	naqueles
tempos	não	era	dos	melhores.	A	política	remuneratória	então,	nem	se	fala.
O	 quadro	 de	 servidores	 do	 SNI	 foi	 absorvido	 pela	 Secretaria	 de	 Assuntos
Estratégicos	 e	 em	 1994	 houve	 o	 primeiro	 concurso	 público	 para	 recompor	 os
quadros	da	Inteligência.	Desde	então,	os	concursos	para	os	quadros	da	Agência
têm	ocorrido	 com	 certa	 frequência.	Tivemos	 concursos	 em	1998,	 2004,	 2008	 e
2010.
O	Governo	da	Presidente	 que	 sofreu	 impeachment	 não	nos	 deu	muito	 prestigio.
Acreditamos	muito	que	o	atual	governo	vai	nos	levar	mais	a	sério.	Temos	obtido
muitos	sinais	nesse	sentido,	principalmente	do	nosso	diretor	e	do	ministro	chefe
do	GSI.
Estamos	entre	os	mais	bem	pagos	do	 serviço	público,	mas	ainda	 temos	muito	a
conquistar	 em	 relação	 a	 outras	 carreiras	 do	 serviço	 público.	 Há	muitas	 coisas
boas	no	horizonte.	Quem	entrar	na	Agência,	verá.
O	Novo	Concurso	da	ABIN
Depois	de	muita	controvérsia,	posso	 informar	aos	meus	 leitores	que	o	concurso
acontecerá	em	2017,	salvouma	mudança	radical	da	atual	política.	As	pressões	da
associação	de	Oficiais	de	Inteligência	surtiram	efeitos	e	há	vontade	política	para
realização	do	certame	por	parte	dos	novos	gestores.
O	novo	Diretor	conhece	os	principais	problemas	da	Agência	e	os	desafios	para
tornar	a	ABIN	uma	referência	mundial.	Vários	esforços	estão	sendo	feitos	 junto
ao	 Comitê	 de	 Controle	 da	 Atividade	 de	 Inteligência	 do	 Senado	 no	 sentido	 de
viabilizar	emendas	no	próximo	orçamento	com	créditos	necessários	para	seleção
de	centenas	de	novos	servidores.	Uma	fonte	bem	próxima	aos	administradores	diz
que	 serão	 abertas	mais	 de	 600	 vagas	 no	 órgão	 durante	 o	 concurso.	 Uma	 delas
pode	ser	sua,	estude	com	perseverança!
Espero	 que	 você	 tenha	 encontrado	 o	 caminho	 das	 pedras.	 Quando	 prestei	 o
concurso	não	havia	nenhum	guia	especifico	para	Agência.	Desejo	muito	que	este
contribua	para	o	seu	sucesso.
Se	 este	 livro	 foi	 útil	 em	 sua	 preparação	 para	ABIN,	 convido	 você	 a	 se	 tornar
colaborador	de	um	projeto	social.	Acesse	um	dos	endereços	abaixo	e	nos	envie
sua	 contribuição	 por	meio	 de	 um	Vale	 Presente.	 Preencha	 o	 formulário	 com	os
dados	 de	 contato	 fornecidos.	 Todos	 os	 vales	 presentes	 serão	 revertidos	 para	 a
educação	de	um	grupo	de	crianças	em	situação	de	risco.
Vale	Presente	-	Saraiva
Vale	Presente	-	Americanas
Estou	torcendo	por	você,	nos	encontramos	na	ABIN,
	
Prometeus	Delacroix
Contato	e	sugestões:	prometeus.delacroix@protonmail.com
Questões
1)Quais	as	atribuições	do	SISBIN?
O	Sistema	Brasileiro	 de	 Inteligência	 é	 responsável	 pelo	 processo	 de	 obtenção,
análise	e	disseminação	da	informação	necessária	ao	processo	decisório	do	Poder
Executivo,	bem	como	pela	salvaguarda	da	informação	contra	o	acesso	de	pessoas
ou	órgãos	não	autorizados.
O	sistema	Brasileiro	de	inteligência,	integra	as	ações	de	planejamento	e	execução
das	atividades	de	inteligência	do	País
2)Qual	a	finalidade	das	atividades	de	Inteligência?
As	 atividades	 de	 inteligência	 têm	 como	 finalidade	 fornecer	 subsídios	 ao
Presidente	da	Republica	nos	assuntos	de	interesse	Nacional.
3)Quais	os	fundamentos	do	SISBIN?
a	preservação	da	soberania	nacional,
a	defesa	do	Estado	Democrático	de	Direito
a	dignidade	da	pessoa	humana,
4)Qual	o	conceito	de	Inteligência?
Inteligência	 a	 atividade	 que	 objetiva	 a	 obtenção,	 análise	 e	 disseminação	 de
conhecimentos	 dentro	 e	 fora	 do	 território	 nacional	 sobre	 fatos	 e	 situações	 de
imediata	 ou	 potencial	 influência	 sobre	 o	 processo	 decisório	 e	 a	 ação
governamental	e	sobre	a	salvaguarda	e	a	segurança	da	sociedade	e	do	Estado.
5)	Qual	o	conceito	de	Contra-Inteligência?
Entende-se	 como	 contra-inteligência	 a	 atividade	 que	 objetiva	 neutralizar	 a
inteligência	adversa.
6)Quais	os	requisitos	para	compor	o	SISBIN?
Os	 órgãos	 e	 entidades	 da	 Administração	 Pública	 Federal	 que,	 direta	 ou
indiretamente,	 possam	 produzir	 conhecimentos	 de	 interesse	 das	 atividades	 de
inteligência,	 em	 especial	 aqueles	 responsáveis	 pela	 defesa	 externa,	 segurança
interna	e	relações	exteriores,	constituirão	o	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência,	na
forma	de	ato	do	Presidente	da	República
Mediante	ajustes	específicos	e	convênios,	ouvido	o	competente	órgão	de	controle
externo	da	atividade	de	inteligência,	as	Unidades	da	Federação	poderão	compor	o
Sistema	Brasileiro	de	Inteligência.
7)Quais	órgãos	compõe	o	SISBIN?
I	 -	 Casa	 Civil	 da	 Presidência	 da	 República,	 por	 meio	 de	 sua	 Secretaria-
Executiva;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
II	 -	Gabinete	de	Segurança	 Institucional	 da	Presidência	da	República,	 órgão	de
coordenação	 das	 atividades	 de	 inteligência	 	 	 	 	 federal;	 (Redação	 dada	 pelo
Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
III	 -	 Agência	 Brasileira	 de	 Inteligência	 -	 ABIN,	 do	 Gabinete	 de	 Segurança
Institucional	 da	 Presidência	 da	 República,	 como	 órgão	 central	 do	 Sistema;
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
IV	-	Ministério	da	Justiça,	por	meio	da	Secretaria	Nacional	de	Segurança	Pública,
da	 Diretoria	 de	 Inteligência	 Policial	 do	 Departamento	 de	 Polícia	 Federal,	 do
Departamento	 de	 Polícia	 Rodoviária	 Federal,	 do	 Departamento	 Penitenciário
Nacional	 e	 do	Departamento	 de	Recuperação	 de	Ativos	 e	Cooperação	 Jurídica
Internacional,	da	Secretaria	Nacional	de	Justiça;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº
6.540,	de	2008).
V	-	Ministério	da	Defesa,	por	meio	da	Subchefia	de	Inteligência	Estratégica,	da
Assessoria	 de	 Inteligência	Operacional,	 da	Divisão	de	 Inteligência	Estratégico-
Militar	 da	 Subchefia	 de	 Estratégia	 do	 Estado-Maior	 da	 Armada,	 do	 Centro	 de
Inteligência	 da	 Marinha,	 do	 Centro	 de	 Inteligência	 do	 Exército,	 do	 Centro	 de
Inteligência	 da	 Aeronáutica,	 e	 do	 Centro	 Gestor	 e	 Operacional	 do	 Sistema	 de
Proteção	da	Amazônia;		(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
VI	 -	 Ministério	 das	 Relações	 Exteriores,	 por	 meio	 da	 Secretaria-Geral	 de
Relações	 Exteriores	 e	 da	 Coordenação-Geral	 de	 Combate	 aos	 Ilícitos
Transnacionais;		(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
VII	 -	Ministério	da	Fazenda,	 por	meio	da	Secretaria-Executiva	do	Conselho	de
Controle	de	Atividades	Financeiras,	da	Secretaria	da	Receita	Federal	do	Brasil	e
do	Banco	Central	do	Brasil;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	6.540,	de	2008).
VIII	 -	 Ministério	 do	 Trabalho	 e	 Emprego,	 por	 meio	 da	 Secretaria-Executiva;
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
IX	 -	 Ministério	 da	 Saúde,	 por	 meio	 do	 Gabinete	 do	Ministro	 de	 Estado	 e	 da
Agência	 Nacional	 de	 Vigilância	 Sanitária	 -	 ANVISA;	 (Redação	 dada	 pelo
Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
X	 -	 Ministério	 da	 Previdência	 Social,	 por	 meio	 da	 Secretaria-Executiva;
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
XI	 -	Ministério	da	Ciência	e	Tecnologia,	por	meio	do	Gabinete	do	Ministro	de
Estado;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
XII	 -	 Ministério	 do	 Meio	 Ambiente,	 por	 meio	 da	 Secretaria-Executiva	 e	 do
Instituto	 Brasileiro	 do	 Meio	 Ambiente	 e	 dos	 Recursos	 Naturais	 Renováveis	 -
IBAMA;		(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
XIII	 -	Ministério	 da	 Integração	 Nacional,	 por	 meio	 da	 Secretaria	 Nacional	 de
Defesa	Civil.	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
XIV	 -	 Controladoria-Geral	 da	 União,	 por	 meio	 da	 Secretaria-Executiva.
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	6.540,	de	2008).
XV	 -	 Ministério	 da	 Agricultura,	 Pecuária	 e	 Abastecimento,	 por	 meio	 de	 sua
Secretaria-Executiva;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	8.149,	de	2013)
XVI	-	Secretaria	de	Aviação	Civil	da	Presidência	da	República,	por	meio	de	sua
Secretaria-Executiva.		(Incluído	pelo	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
XVII	 -	Ministério	 dos	 Transportes,	 por	meio	 de	 sua	 Secretaria-Executiva	 e	 do
Departamento	Nacional	de	Infraestrutura	de	Transportes	-	DNIT;	 	 (Incluído	pelo
Decreto	nº	8.149,	de	2013)
XVIII	-	Ministério	de	Minas	e	Energia,	por	meio	de	sua	Secretaria-Executiva;	e	
(Incluído	pelo	Decreto	nº	8.149,	de	2013)
XIX	 -	 Ministério	 das	 Comunicações,	 por	 meio	 de	 sua	 Secretaria-Executiva.	
(Incluído	pelo	Decreto	nº	8.149,	de	2013)
8)	Qual	importância	institucional	da	ABIN	no	contexto	do	Sistema	Brasileiro
de	Inteligência?
É	órgão	de	assessoramento	direto	ao	Presidente	da	República,	que,	na	posição	de
órgão	 central	 do	 Sistema	 Brasileiro	 de	 Inteligência,	 terá	 a	 seu	 cargo	 planejar,
executar,	 coordenar,	 supervisionar	 e	 controlar	 as	 atividades	 de	 inteligência	 do
País,	 obedecidas	 a	 política	 e	 as	 diretrizes	 superiormente	 traçadas	 nos	 termos
desta	Lei.
É	o	órgão	central	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência,	terá	a	seu	cargo	planejar,
executar,	 coordenar,	 supervisionar	 e	 controlaras	 atividades	 de	 inteligência	 do
País,	 obedecidas	 à	 política	 e	 às	 diretrizes	 superiormente	 traçadas	 nos	 termos
desta	Lei.	(Redação	dada	pela	Medida	Provisória	nº	2.216-37,	de	2001)
9)Como	serão	desenvolvidas	a	atividades	de	inteligência?
As	atividades	de	inteligência	serão	desenvolvidas,	no	que	se	refere	aos	limites	de
sua	extensão	e	 ao	uso	de	 técnicas	 e	meios	 sigilosos,	 com	 irrestrita	observância
dos	direitos	e
garantias	individuais,	fidelidade	às	instituições	e	aos	princípios	éticos	que	regem
os	interesses	e	a	segurança	do	Estado.
10)Qual	a	Competência	da	ABIN?
I	-	planejar	e	executar	ações,	inclusive	sigilosas,	relativas	à	obtenção	e	análise	de
dados	para	a	produção	de	conhecimentos	destinados	a	assessorar	o	Presidente	da
República;
II	 -	 planejar	 e	 executar	 a	 proteção	 de	 conhecimentos	 sensíveis,	 relativos	 aos
interesses	e	à	segurança	do	Estado	e	da	sociedade;
III	-	avaliar	as	ameaças,	internas	e	externas,	à	ordem	constitucional;
IV	 -	 promover	 o	 desenvolvimento	 de	 recursos	 humanos	 e	 da	 doutrina	 de
inteligência,	e	realizar	estudos	e	pesquisas	para	o	exercício	e	aprimoramento	da
atividade	de	inteligência.
11)Quais	os	deveres	dos	órgãos	componentes	do	SISBIN?
Os	órgãos	componentes	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência	fornecerão	à	ABIN,
nos	termos	e	condições	a	serem	aprovados	mediante	ato	presidencial,	para	fins	de
integração,	 dados	 e	 conhecimentos	 específicos	 relacionados	 com	 a	 defesa	 das
instituições	e	dos	interesses	nacionais.
12)Quem	fixa	política	Nacional	de	Inteligência	e	quem	realiza	a	supervisão?
A	 execução	 da	 Política	 Nacional	 de	 Inteligência,	 fixada	 pelo	 Presidente	 da
República,	 será	 levada	 a	 efeito	 pela	 ABIN,	 sob	 a	 supervisão	 da	 Câmara	 de
Relações	Exteriores	e	Defesa	Nacional	do	Conselho	de	Governo.
13)Quem	faz	a	avaliação	da	Política	Nacional	de	Inteligência	?
Antes	 de	 ser	 fixada	 pelo	 Presidente	 da	 República,	 a	 Política	 Nacional	 de
Inteligência	será	remetida	ao	exame	e	sugestões	do	competente	órgão	de	controle
externo	da	atividade	de	inteligência.
14)Quem	faz	o	controle	interno	da	Atividade	Inteligência?
As	 atividades	 de	 controle	 interno	 da	 ABIN,	 inclusive	 as	 de	 contabilidade
analítica,	serão	exercidas	pela	Secretaria	de	Controle	Interno	da	Presidência	da
República
15)Quem	faz	o	controle	externo	da	atividade	de	inteligência?
O	 controle	 e	 fiscalização	 externos	 da	 atividade	 de	 inteligência	 serão	 exercidos
pelo	 Poder	 Legislativo	 na	 forma	 a	 ser	 estabelecida	 em	 ato	 do	 Congresso
Nacional.
16)Quem	 pode	 integrar	 o	 órgão	 de	 controle	 externo	 da	 atividade	 de
inteligência?
Integrarão	o	órgão	de	controle	externo	da	atividade	de	inteligência	os	líderes	da
maioria	e	da	minoria	na	Câmara	dos	Deputados	e	no	Senado	Federal,	assim	como
os	 Presidentes	 das	 Comissões	 de	 Relações	 Exteriores	 e	 Defesa	 Nacional	 da
Câmara	dos	Deputados	e	do	Senado	Federal.
17)Quando	 a	 publicidade	 dos	 atos	 administrativos	 puder	 comprometer	 as
atividades	de	Inteligência,	o	que	deve	ser	feito?
Os	atos	da	ABIN,	cuja	publicidade	possa	comprometer	o	êxito	de	suas	atividades
sigilosas,	deverão	ser	publicados	em	extrato.
18)Quais	atos	poderão	publicados	pela	ABIN	em	extrato?
...os	referentes	ao	seu	peculiar	funcionamento,	como	às	atribuições,	à	atuação	e	às
especificações	dos	respectivos	cargos,	e	à	movimentação	dos	seus	titulares.
A	 obrigatoriedade	 de	 publicação	 dos	 atos	 em	 extrato	 independe	 de	 serem	 de
caráter	ostensivo	ou	sigiloso	os	recursos	utilizados,	em	cada	caso.
19)Quem	elabora	o	regimento	interno	da	ABIN	e	quem	o	aprova?
A	elaboração	e	edição	do	regimento	interno	da	ABIN	serão	de	responsabilidade
de	seu	Diretor-Geral,	que	o	submeterá	à	aprovação	do	Presidente	da	República.
20)Quem	 pode	 fornecer	 informações	 ou	 documentos	 sobre	 atividades	 e
assuntos	de	inteligência	produzidos,	em	curso	ou	sob	custódia	da	ABIN?
Quaisquer	 informações	 ou	 documentos	 sobre	 as	 atividades	 e	 assuntos	 de
inteligência	produzidos,	 em	curso	ou	 sob	 a	 custódia	da	ABIN	 somente	poderão
ser	 fornecidos,	 às	 autoridades	 que	 tenham	 competência	 legal	 para	 solicitá-los,
pelo	Chefe	do	Gabinete	de	Segurança	Institucional	da	Presidência	da	República,
observado	o	respectivo	grau	de	sigilo	conferido	com	base	na	legislação	em	vigor,
excluídos	aqueles	cujo	sigilo	seja	imprescindível	à	segurança	da	sociedade	e	do
Estado.	(Incluído	pela	Medida	Provisória	nº	2.216-37,	de	2001)
O	 fornecimento	 de	 documentos	 ou	 informações,	 não	 abrangidos	 pelas	 hipóteses
previstas	 no	 caput	 deste	 artigo,	 será	 regulado	 em	 ato	 próprio	 do	 Chefe	 do
Gabinete	de	Segurança	Institucional	da	Presidência	da	República.	(Incluído	pela
Medida	Provisória	nº	2.216-37,	de	2001)
21)Quais	 são	 as	 obrigações	 legais	 que	 deve	 se	 sujeitar	 aquele	 que	 tiver
conhecimento	ou	acesso	aos	documentos	fornecidos	pelo	Chefe	do	Gabinete
de	Segurança	Institucional?
A	 autoridade	 ou	 qualquer	 outra	 pessoa	 que	 tiver	 conhecimento	 ou	 acesso	 aos
documentos	ou	informações	referidos	no	caput	deste	artigo	obriga-se	a	manter	o
respectivo	sigilo,	 sob	pena	de	 responsabilidade	administrativa,	civil	e	penal,	e,
em	se	tratando	de	procedimento	judicial,	fica	configurado	o	interesse	público	de
que	 trata	 o	 art.	 155,	 inciso	 I,	 do	 Código	 de	 Processo	 Civil,	 devendo	 qualquer
investigação	correr,	 igualmente,	sob	sigilo.	 (Incluído	pela	Medida	Provisória	nº
2.216-37,	de	2001)
22)Como	 deve	 ser	 a	 comunicação	 da	 ABIN	 com	 os	 demais	 órgãos	 da
Administração?
A	ABIN	 somente	poderá	 comunicar-se	 com	os	demais	 órgãos	da	 administração
pública	 direta,	 indireta	 ou	 fundacional,	 de	 qualquer	 dos	Poderes	 da	União,	 dos
Estados,	 do	Distrito	 Federal	 e	 dos	Municípios,	 com	 o	 conhecimento	 prévio	 da
autoridade	 competente	 de	 maior	 hierarquia	 do	 respectivo	 órgão,	 ou	 um	 seu
delegado.
23)Quem	escolhe	o	Diretor	da	ABIN	e	quem	aprova	sua	indicação?
São	privativas	do	Presidente	da	República	a	escolha	e	a	nomeação	do	Diretor-
Geral	da	ABIN,	após	aprovação	de	seu	nome	pelo	Senado	Federal.
24)Quais	as	atribuições	dos	órgãos	que	compõe	o	SISBIN?
Art.	6o	Cabe	aos	órgãos	que	compõem	o	Sistema	Brasileiro	de	 Inteligência,	no
âmbito	de	suas	competências:
I	 -	 produzir	 conhecimentos,	 em	 atendimento	 às	 prescrições	 dos	 planos	 e
programas	de	inteligência,	decorrentes	da	Política	Nacional	de	Inteligência;
II	 -	 planejar	 e	 executar	 ações	 relativas	 à	 obtenção	 e	 integração	 de	 dados	 e
informações;
III	 -	 intercambiar	 informações	 necessárias	 à	 produção	 de	 conhecimentos
relacionados	com	as	atividades	de	inteligência	e	contra-inteligência;
IV	-	fornecer	ao	órgão	central	do	Sistema,	para	fins	de	integração,	informações	e
conhecimentos	 específicos	 relacionados	 com	 a	 defesa	 das	 instituições	 e	 dos
interesses	nacionais;
V	 -	 estabelecer	 os	 respectivos	 mecanismos	 e	 procedimentos	 particulares
necessários	 às	 comunicações	 e	 ao	 intercâmbio	de	 informações	 e	 conhecimentos
no	 âmbito	 do	 Sistema,	 observando	 medidas	 e	 procedimentos	 de	 segurança	 e
sigilo,	sob	coordenação	da	ABIN,	com	base	na	legislação	pertinente	em	vigor.
25)A	 quem	 é	 vinculado	 o	 Conselho	 Consultivo	 do	 Sistema	 Brasileiro	 de
Inteligência	e	quais	suas	atribuições?
Art.	 7o	 Fica	 instituído,	 vinculado	 ao	 Gabinete	 de	 Segurança	 Institucional,	 o
Conselho	Consultivo	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência,	ao	qual	compete:
I	-	emitir	pareceres	sobre	a	execução	da	Política	Nacional	de	Inteligência;
II	-	propor	normas	e	procedimentos	gerais	para	o	intercâmbio	de	conhecimentos	e
as	 comunicações	 entre	 os	 órgãos	 que	 constituem	 o	 Sistema	 Brasileiro	 de
Inteligência,	inclusive	no	que	respeita	à	segurança	da	informação;
III	-	contribuir	para	o	aperfeiçoamento	dadoutrina	de	inteligência;
IV	-	opinar	sobre	propostas	de	integração	de	novos	órgãos	e	entidades	ao	Sistema
Brasileiro	de	Inteligência;
V	-	propor	a	criação	e	a	extinção	de	grupos	de	trabalho	para	estudar	problemas
específicos,	com	atribuições,	composição	e	 funcionamento	regulados	no	ato	que
os	instituir;	e
VI	-	propor	ao	seu	Presidente	o	regimento	interno.
26)Quem	 são	 os	 membros	 titulares	 do	 Conselho	 Consultivo	 do	 Sistema
Brasileiro	de	Inteligência?
São	membros	do	Conselho	os	titulares	dos	seguintes	órgãos:	(Redação	dada	pelo
Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
I	 -	Gabinete	 de	 Segurança	 Institucional	 da	 Presidência	 da	República;	 (Incluído
pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
II	 -	 Agência	 Brasileira	 de	 Inteligência	 -	 ABIN,	 do	 Gabinete	 de	 Segurança
Institucional	 da	 Presidência	 da	 República;	 (Incluído	 pelo	Decreto	 nº	 4.872,	 de
6.11.2003)
III	-	Secretaria	Nacional	de	Segurança	Pública,	Diretoria	de	Inteligência	Policial
do	 Departamento	 de	 Polícia	 Federal	 e	 Departamento	 de	 Polícia	 Rodoviária
Federal,	 todos	 do	 Ministério	 da	 Justiça;	 (Incluído	 pelo	 Decreto	 nº	 4.872,	 de
6.11.2003)
IV	-	Departamento	de	Inteligência	Estratégica	da	Secretaria	de	Política,	Estratégia
e	 Assuntos	 Internacionais,	 Centro	 de	 Inteligência	 da	 Marinha,	 Centro	 de
Inteligência	 do	 Exército,	 Secretaria	 de	 Inteligência	 da	 Aeronáutica,	 todos	 do
Ministério	da	Defesa;	(Incluído	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
V	-	Coordenação-Geral	de	Combate	aos	Ilícitos	Transnacionais	da	Subsecretaria-
Geral	 de	 Assuntos	 Políticos,	 do	Ministério	 das	 Relações	 Exteriores;	 (Incluído
pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
VI	-	Conselho	de	Controle	de	Atividades	Financeiras,	do	Ministério	da	Fazenda;
e	(Incluído	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
VII	 -	 Centro	 Gestor	 e	 Operacional	 do	 Sistema	 de	 Proteção	 da	 Amazônia	 -
CENSIPAM,	da	Casa	Civil	da	Presidência	da	República.	(Incluído	pelo	Decreto
nº	4.872,	de	6.11.2003)	15
27)Como	são	definidos	os	recursos	necessários	a	atividades	da	ABIN?
O	Orçamento	Geral	da	União	contemplará,	anualmente,	em	rubrica	específica,	os
recursos	necessários	ao	desenvolvimento	das	ações	de	caráter	sigiloso	a	cargo	da
ABIN.
Presidência	da	República
Casa	Civil
Subchefia	para	Assuntos	Jurídicos
LEI	No	9.883,	DE	7	DE	DEZEMBRO	DE	1999.
	
Institui	 o	 Sistema	 Brasileiro	 de
Inteligência,	 cria	 a	 Agência
Brasileira	de	Inteligência	-	ABIN,	e
dá	outras	providências.
O	 PRESIDENTE	 DA	 REPÚBLICA	 Faço	 saber	 que	 o	 Congresso	 Nacional
decreta	e	eu	sanciono	a	seguinte	Lei:
Art.	1o	Fica	instituído	o	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência,	que	integra	as	ações
de	 planejamento	 e	 execução	 das	 atividades	 de	 inteligência	 do	 País,	 com	 a
finalidade	 de	 fornecer	 subsídios	 ao	 Presidente	 da	 República	 nos	 assuntos	 de
interesse	nacional.
§	1o	O	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência	tem	como	fundamentos	a	preservação	da
soberania	nacional,	a	defesa	do	Estado	Democrático	de	Direito	e	a	dignidade	da
pessoa	 humana,	 devendo	 ainda	 cumprir	 e	 preservar	 os	 direitos	 e	 garantias
individuais	 e	 demais	 dispositivos	 da	 Constituição	 Federal,	 os	 tratados,
convenções,	acordos	e	ajustes	 internacionais	em	que	a	República	Federativa	do
Brasil	seja	parte	ou	signatário,	e	a	legislação	ordinária.
§	 2o	 Para	 os	 efeitos	 de	 aplicação	 desta	 Lei,	 entende-se	 como	 inteligência	 a
atividade	 que	 objetiva	 a	 obtenção,	 análise	 e	 disseminação	 de	 conhecimentos
dentro	 e	 fora	 do	 território	 nacional	 sobre	 fatos	 e	 situações	 de	 imediata	 ou
potencial	influência	sobre	o	processo	decisório	e	a	ação	governamental	e	sobre	a
salvaguarda	e	a	segurança	da	sociedade	e	do	Estado.
§	3o	Entende-se	 como	 contra-inteligência	 a	 atividade	 que	 objetiva	 neutralizar	 a
inteligência	adversa.
Art.	2o	Os	órgãos	 e	 entidades	da	Administração	Pública	Federal	 que,	 direta	 ou
indiretamente,	 possam	 produzir	 conhecimentos	 de	 interesse	 das	 atividades	 de
inteligência,	 em	 especial	 aqueles	 responsáveis	 pela	 defesa	 externa,	 segurança
interna	e	relações	exteriores,	constituirão	o	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência,	na
forma	de	ato	do	Presidente	da	República.
§	 1o	 O	 Sistema	 Brasileiro	 de	 Inteligência	 é	 responsável	 pelo	 processo	 de
obtenção,	análise	e	disseminação	da	informação	necessária	ao	processo	decisório
do	Poder	Executivo,	bem	como	pela	salvaguarda	da	informação	contra	o	acesso
de	pessoas	ou	órgãos	não	autorizados.
§	 2o	Mediante	 ajustes	 específicos	 e	 convênios,	 ouvido	 o	 competente	 órgão	 de
controle	externo	da	atividade	de	inteligência,	as	Unidades	da	Federação	poderão
compor	o	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência.
Art.	 3o	 Fica	 criada	 a	 Agência	 Brasileira	 de	 Inteligência	 -	 ABIN,	 órgão	 de
assessoramento	 direto	 ao	 Presidente	 da	 República,	 que,	 na	 posição	 de	 órgão
central	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência,	terá	a	seu	cargo	planejar,	executar,
coordenar,	 supervisionar	 e	 controlar	 as	 atividades	 de	 inteligência	 do	 País,
obedecidas	a	política	e	as	diretrizes	superiormente	traçadas	nos	termos	desta	Lei.
Art.	 3o	 	 Fica	 criada	 a	 Agência	 Brasileira	 de	 Inteligência	 -	 ABIN,	 órgão	 da
Presidência	da	República,	que,	na	posição	de	órgão	central	do	Sistema	Brasileiro
de	 Inteligência,	 terá	 a	 seu	 cargo	 planejar,	 executar,	 coordenar,	 supervisionar	 e
controlar	 as	 atividades	 de	 inteligência	 do	 País,	 obedecidas	 à	 política	 e	 às
diretrizes	 superiormente	 traçadas	 nos	 termos	 desta	 Lei.	 	 (Redação	 dada	 pela
Medida	 Provisória	 nº	 1.999-17,	 de	 2000)	 	 	 (Redação	 dada	 pela	 Medida
Provisória	nº	2.216-37,	de	2001)
Parágrafo	 único.	 As	 atividades	 de	 inteligência	 serão	 desenvolvidas,	 no	 que	 se
refere	 aos	 limites	 de	 sua	 extensão	 e	 ao	 uso	 de	 técnicas	 e	meios	 sigilosos,	 com
irrestrita	 observância	 dos	 direitos	 e	 garantias	 individuais,	 fidelidade	 às
instituições	 e	 aos	 princípios	 éticos	 que	 regem	 os	 interesses	 e	 a	 segurança	 do
Estado.
Art.	4o	À	ABIN,	além	do	que	lhe	prescreve	o	artigo	anterior,	compete:
I	-	planejar	e	executar	ações,	inclusive	sigilosas,	relativas	à	obtenção	e	análise	de
dados	para	a	produção	de	conhecimentos	destinados	a	assessorar	o	Presidente	da
República;
II	 -	 planejar	 e	 executar	 a	 proteção	 de	 conhecimentos	 sensíveis,	 relativos	 aos
interesses	e	à	segurança	do	Estado	e	da	sociedade;
III	-	avaliar	as	ameaças,	internas	e	externas,	à	ordem	constitucional;
IV	 -	 promover	 o	 desenvolvimento	 de	 recursos	 humanos	 e	 da	 doutrina	 de
inteligência,	e	realizar	estudos	e	pesquisas	para	o	exercício	e	aprimoramento	da
atividade	de	inteligência.
Parágrafo	 único.	 Os	 órgãos	 componentes	 do	 Sistema	 Brasileiro	 de	 Inteligência
fornecerão	 à	 ABIN,	 nos	 termos	 e	 condições	 a	 serem	 aprovados	 mediante	 ato
presidencial,	 para	 fins	 de	 integração,	 dados	 e	 conhecimentos	 específicos
relacionados	com	a	defesa	das	instituições	e	dos	interesses	nacionais.
Art.	5o	A	execução	da	Política	Nacional	de	Inteligência,	fixada	pelo	Presidente	da
República,	 será	 levada	 a	 efeito	 pela	 ABIN,	 sob	 a	 supervisão	 da	 Câmara	 de
Relações	Exteriores	e	Defesa	Nacional	do	Conselho	de	Governo.
Parágrafo	 único.	 Antes	 de	 ser	 fixada	 pelo	 Presidente	 da	 República,	 a	 Política
Nacional	de	Inteligência	será	remetida	ao	exame	e	sugestões	do	competente	órgão
de	controle	externo	da	atividade	de	inteligência.
Art.	 6o	 O	 controle	 e	 fiscalização	 externos	 da	 atividade	 de	 inteligência	 serão
exercidos	 pelo	 Poder	 Legislativo	 na	 forma	 a	 ser	 estabelecida	 em	 ato	 do
Congresso	Nacional.
§	1o	Integrarão	o	órgão	de	controle	externo	da	atividade	de	inteligência	os	líderes
da	maioria	e	da	minoria	na	Câmara	dos	Deputados	e	no	Senado	Federal,	assim
como	os	Presidentes	das	Comissões	de	Relações	Exteriorese	Defesa	Nacional	da
Câmara	dos	Deputados	e	do	Senado	Federal.
§	2o	O	ato	a	que	se	refere	o	caput	deste	artigo	definirá	o	funcionamento	do	órgão
de	 controle	 e	 a	 forma	 de	 desenvolvimento	 dos	 seus	 trabalhos	 com	 vistas	 ao
controle	e	fiscalização	dos	atos	decorrentes	da	execução	da	Política	Nacional	de
Inteligência.
Art.	7o	 A	ABIN,	 observada	 a	 legislação	 e	 normas	 pertinentes,	 e	 objetivando	 o
desempenho	 de	 suas	 atribuições,	 poderá	 firmar	 convênios,	 acordos,	 contratos	 e
quaisquer	outros	ajustes.
Art.	 8o	 A	 ABIN	 será	 dirigida	 por	 um	 Diretor-Geral,	 cujas	 funções	 serão
estabelecidas	no	decreto	que	aprovar	a	sua	estrutura	organizacional.
§	1o	O	regimento	interno	da	ABIN	disporá	sobre	a	competência	e	o	funcionamento
de	 suas	 unidades,	 assim	 como	 as	 atribuições	 dos	 titulares	 e	 demais	 integrantes
destas.
§	 2o	 A	 elaboração	 e	 edição	 do	 regimento	 interno	 da	 ABIN	 serão	 de
responsabilidade	 de	 seu	 Diretor-Geral,	 que	 o	 submeterá	 à	 aprovação	 do
Presidente	da	República.
Art.	9o	Os	 atos	 da	ABIN,	 cuja	 publicidade	 possa	 comprometer	 o	 êxito	 de	 suas
atividades	sigilosas,	deverão	ser	publicados	em	extrato.
§	 1o	 Incluem-se	 entre	 os	 atos	 objeto	 deste	 artigo	 os	 referentes	 ao	 seu	 peculiar
funcionamento,	 como	 às	 atribuições,	 à	 atuação	 e	 às	 especificações	 dos
respectivos	cargos,	e	à	movimentação	dos	seus	titulares.
§	2o	A	obrigatoriedade	de	publicação	dos	atos	em	extrato	independe	de	serem	de
caráter	ostensivo	ou	sigiloso	os	recursos	utilizados,	em	cada	caso.
Art.	9º	A	-	Quaisquer	informações	ou	documentos	sobre	as	atividades	e	assuntos
de	inteligência	produzidos,	em	curso	ou	sob	a	custódia	da	ABIN	somente	poderão
ser	 fornecidos,	 às	 autoridades	 que	 tenham	 competência	 legal	 para	 solicitá-los,
pelo	Chefe	do	Gabinete	de	Segurança	Institucional	da	Presidência	da	República,
observado	o	respectivo	grau	de	sigilo	conferido	com	base	na	legislação	em	vigor,
excluídos	aqueles	cujo	sigilo	seja	imprescindível	à	segurança	da	sociedade	e	do
Estado.	(Incluído	pela	Medida	Provisória	nº	2.123-30,	de	2001)	 	 (Incluído	pela
Medida	Provisória	nº	2.216-37,	de	2001)
§	 1o	 	 O	 fornecimento	 de	 documentos	 ou	 informações,	 não	 abrangidos	 pelas
hipóteses	previstas	no	caput	deste	artigo,	será	regulado	em	ato	próprio	do	Chefe
do	Gabinete	de	Segurança	 Institucional	da	Presidência	da	República.	 	 (Incluído
pela	Medida	Provisória	nº	2.123-30,	de	2001)		(Incluído	pela	Medida	Provisória
nº	2.216-37,	de	2001)
§	2o		A	autoridade	ou	qualquer	outra	pessoa	que	tiver	conhecimento	ou	acesso	aos
documentos	ou	informações	referidos	no	caput	deste	artigo	obriga-se	a	manter	o
respectivo	sigilo,	 sob	pena	de	 responsabilidade	administrativa,	civil	e	penal,	e,
em	se	tratando	de	procedimento	judicial,	fica	configurado	o	interesse	público	de
que	 trata	 o	 art.	 155,	 inciso	 I,	 do	 Código	 de	 Processo	 Civil,	 devendo	 qualquer
investigação	correr,	igualmente,	sob	sigilo.		(Incluído	pela	Medida	Provisória	nº
2.123-30,	de	2001)		(Incluído	pela	Medida	Provisória	nº	2.216-37,	de	2001)
Art.	 10.	 A	 ABIN	 somente	 poderá	 comunicar-se	 com	 os	 demais	 órgãos	 da
administração	pública	direta,	indireta	ou	fundacional,	de	qualquer	dos	Poderes	da
União,	dos	Estados,	do	Distrito	Federal	e	dos	Municípios,	com	o	conhecimento
prévio	da	autoridade	competente	de	maior	hierarquia	do	respectivo	órgão,	ou	um
seu	delegado.
Art.	11.	Ficam	criados	os	cargos	de	Diretor-Geral	e	de	Diretor-Adjunto	da	ABIN,
de	natureza	especial,	e	os	em	comissão,	de	que	trata	o	Anexo	a	esta	Lei.
Parágrafo	 único.	 São	 privativas	 do	 Presidente	 da	 República	 a	 escolha	 e	 a
nomeação	do	Diretor-Geral	da	ABIN,	após	aprovação	de	seu	nome	pelo	Senado
Federal.
Art.	12.	A	unidade	técnica	encarregada	das	ações	de	inteligência,	hoje	vinculada
à	Casa	Militar	da	Presidência	da	República,	fica	absorvida	pela	ABIN.
§	 1o	 Fica	 o	 Poder	 Executivo	 autorizado	 a	 transferir	 para	 a	 ABIN,	 mediante
alteração	de	denominação	e	especificação,	os	cargos	e	 funções	de	confiança	do
Grupo-Direção	 e	 Assessoramento	 Superiores,	 as	 Funções	 Gratificadas	 e	 as
Gratificações	 de	 Representação,	 da	 unidade	 técnica	 encarregada	 das	 ações	 de
inteligência,	alocados	na	Casa	Militar	da	Presidência	da	República.
§	2o	O	Poder	Executivo	disporá	 sobre	a	 transferência,	para	a	ABIN,	do	acervo
patrimonial	alocado	à	unidade	técnica	encarregada	das	ações	de	inteligência.
§	3o	Fica	o	Poder	Executivo	autorizado	a	remanejar	ou	transferir	para	a	ABIN	os
saldos	das	dotações	orçamentárias	consignadas	para	as	atividades	de	inteligência
nos	 orçamentos	 da	 Secretaria	 de	 Assuntos	 Estratégicos	 e	 do	 Gabinete	 da
Presidência	da	República.
Art.	 13.	 As	 despesas	 decorrentes	 desta	 Lei	 correrão	 à	 conta	 das	 dotações
orçamentárias	próprias.
Parágrafo	 único.	 O	 Orçamento	 Geral	 da	 União	 contemplará,	 anualmente,	 em
rubrica	 específica,	 os	 recursos	 necessários	 ao	 desenvolvimento	 das	 ações	 de
caráter	sigiloso	a	cargo	da	ABIN.
Art.	14.	As	atividades	de	controle	interno	da	ABIN,	inclusive	as	de	contabilidade
analítica,	serão	exercidas	pela	Secretaria	de	Controle	Interno	da	Presidência	da
República.
Art.	15.	Esta	Lei	entra	em	vigor	na	data	de	sua	publicação.
Brasília,	7	de	dezembro	de	1999;	178o	da	Independência	e	111o	da	República.
FERNANDO	HENRIQUE	CARDOSO
Amaury	Guilherme	Bier
Martus	Tavares
Alberto	Mendes	Cardoso
Este	texto	não	substitui	o	publicado	no	DOU	de	8.12.1999
ANEXO
CARGOS	DE	NATUREZA	ESPECIAL
CÓDIGO QUANTITATIVO VALORUNITÁRIO
VALOR
TOTAL
NAT.	ESP 1 6.400,00 6.400,00
NAT.	ESP 1 6.400,00 6.400,00
TOTAL 2 	 12.800,00
CARGOS	EM	COMISSÃO
CÓDIGO QUANTITATIVO VALORUNITÁRIO
VALOR
TOTAL
DAS	101.5 5 5.200,00 26.000,00
DAS	101.4 18 3.800,00 68.400,00
DAS	102.4 4 3.800,00 15.200,00
DAS	101.3 40 1.027,48 41.099,20
DAS	102.2 32 916,81 29.337,92
DAS	102.1 12 827,89 9.934,68
TOTAL 111 	 189.971,80
*
Presidência	da	República
Casa	Civil
Subchefia	para	Assuntos	Jurídicos
DECRETO	Nº	4.376,	DE	13	DE	SETEMBRO	DE	2002.
Vide	texto	compilado
Dispõe	 sobre	 a	 organização	 e	 o
funcionamento	 do	 Sistema
Brasileiro	 de	 Inteligência,
instituído	 pela	 Lei	 no	 9.883,	 de	 7
de	dezembro	de	1999,	e	dá	outras
providências.
O	PRESIDENTE	DA	REPÚBLICA,	 no	uso	das	 atribuições	que	 lhe	 confere	 o
art.	84,	incisos	IV	e	VI,	alínea	"a",	da	Constituição,	e	tendo	em	vista	o	disposto	na
Lei	no	9.883,	de	7	de	dezembro	de	1999,
DECRETA:
Art.	1o	 	A	organização	e	o	funcionamento	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência,
instituído	pela	Lei	no	9.883,	de	7	de	dezembro	de	1999,	 obedecem	 ao	 disposto
neste	Decreto.
§	1o	 	O	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência	tem	por	objetivo	integrar	as	ações	de
planejamento	e	execução	da	atividade	de	 inteligência	do	País,	com	a	 finalidade
de	 fornecer	 subsídios	 ao	 Presidente	 da	 República	 nos	 assuntos	 de	 interesse
nacional.
§	 2o	 	 O	 Sistema	 Brasileiro	 de	 Inteligência	 é	 responsável	 pelo	 processo	 de
obtenção	 e	 análise	 de	 dados	 e	 informações	 e	 pela	 produção	 e	 difusão	 de
conhecimentos	 necessários	 ao	 processo	 decisório	 do	 Poder	 Executivo,	 em
especial	 no	 tocante	 à	 segurança	 da	 sociedade	 e	 do	 Estado,	 bem	 como	 pela
salvaguarda	de	assuntos	sigilosos	de	interesse	nacional.
Art.	2o		Para	os	efeitos	deste	Decreto,	entende-se	como	inteligência	a	atividade	de
obtenção	 e	 análise	 de	 dados	 e	 informações	 e	 de	 produção	 e	 difusão	 de
conhecimentos,	dentro	e	fora	do	território	nacional,	relativos	a	fatos	e	situações
de	 imediata	 ou	 potencial	 influência	 sobre	 o	 processo	 decisório,	 a	 ação
governamental,	a	salvaguarda	e	a	segurança	da	sociedade	e	do	Estado.
Art.	3o	 	 Entende-se	 como	 contra-inteligência	 a	 atividade	 que	 objetiva	 prevenir,
detectar,	obstruir	e	neutralizara	inteligência	adversa	e	ações	de	qualquer	natureza
que	constituam	ameaça	à	salvaguarda	de	dados,	informações	e	conhecimentos	de
interesse	 da	 segurança	 da	 sociedade	 e	 do	 Estado,	 bem	 como	 das	 áreas	 e	 dos
meios	que	os	retenham	ou	em	que	transitem.
Art.	4o		Constituem	o	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência:
I	 -	 a	 Casa	 Civil	 da	 Presidência	 da	 República,	 por	 meio	 do	 Centro	 Gestor	 e
Operacional	do	Sistema	de	Proteção	da	Amazônia	-	CENSIPAM;
II	-	o	Gabinete	de	Segurança	Institucional	da	Presidência	da	República,	órgão	de
coordenação	das	atividades	de	inteligência	federal;
III	-	a	Agência	Brasileira	de	Inteligência	-	ABIN,	como	órgão	central	do	Sistema;
IV	 -	 o	 Ministério	 da	 Justiça,	 por	 meio	 da	 Secretaria	 Nacional	 de	 Segurança
Pública,	 do	Departamento	 de	Polícia	Rodoviária	Federal	 e	 da	Coordenação	 de
Inteligência	do	Departamento	de	Polícia	Federal;
V	 -	 o	 Ministério	 da	 Defesa,	 por	 meio	 do	 Departamento	 de	 Inteligência
Estratégica,	da	Subchefia	de	Inteligência	do	Estado-Maior	de	Defesa,	do	Centro
de	Inteligência	da	Marinha,	do	Centro	de	Inteligência	do	Exército,	da	Secretaria
de	Inteligência	da	Aeronáutica;
VI	 -	 o	Ministério	 das	Relações	Exteriores,	 por	meio	 da	Coordenação-Geral	 de
Combate	a	Ilícitos	Transnacionais;
VII	-	o	Ministério	da	Fazenda,	por	meio	da	Secretaria-Executiva	do	Conselho	de
Controle	de	Atividades	Financeiras,	da	Secretaria	da	Receita	Federal	e	do	Banco
Central	do	Brasil;
VIII	-	o	Ministério	do	Trabalho	e	Emprego,	por	meio	da	Secretaria-Executiva;
IX	 -	 o	Ministério	 da	 Saúde,	 por	 meio	 do	 Gabinete	 do	Ministro	 e	 da	 Agência
Nacional	de	Vigilância	Sanitária	-	ANVISA;
X	 -	 o	Ministério	 da	 Previdência	 e	Assistência	 Social,	 por	meio	 da	 Secretaria-
Executiva;
XI	-	o	Ministério	da	Ciência	e	Tecnologia,	por	meio	do	Gabinete	do	Ministro;
XII	-	o	Ministério	do	Meio	Ambiente,	por	meio	da	Secretaria-Executiva;	e
XIII	-	o	Ministério	de	Integração	Nacional,	por	meio	da	Secretaria	Nacional	de
Defesa	Civil.
Art.	4o		O	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência	é	composto	pelos	seguintes	órgãos:
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
I	 -	 Casa	 Civil	 da	 Presidência	 da	 República,	 por	 meio	 do	 Centro	 Gestor	 e
Operacional	do	Sistema	de	Proteção	da	Amazônia	-	CENSIPAM;	(Redação	dada
pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
I	 -	 Casa	 Civil	 da	 Presidência	 da	 República,	 por	 meio	 de	 sua	 Secretaria-
Executiva;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
II	 -	Gabinete	de	Segurança	 Institucional	 da	Presidência	da	República,	 órgão	de
coordenação	 das	 atividades	 de	 inteligência	 	 	 	 	 federal;	 (Redação	 dada	 pelo
Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
III	 -	 Agência	 Brasileira	 de	 Inteligência	 -	 ABIN,	 do	 Gabinete	 de	 Segurança
Institucional	 da	 Presidência	 da	 República,	 como	 órgão	 central	 do	 Sistema;
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
IV	-	Ministério	da	Justiça,	por	meio	da	Secretaria	Nacional	de	Segurança	Pública,
da	Diretoria	 de	 Inteligência	 Policial	 do	Departamento	 de	 Polícia	 Federal	 e	 do
Departamento	 de	 Polícia	 Rodoviária	 Federal;	 (Redação	 dada	 pelo	 Decreto	 nº
4.872,	de	6.11.2003)
IV	-	Ministério	da	Justiça,	por	meio	da	Secretaria	Nacional	de	Segurança	Pública,
da	 Diretoria	 de	 Inteligência	 Policial	 do	 Departamento	 de	 Polícia	 Federal,	 do
Departamento	 de	 Polícia	 Rodoviária	 Federal,	 do	 Departamento	 Penitenciário
Nacional	 e	 do	Departamento	 de	Recuperação	 de	Ativos	 e	Cooperação	 Jurídica
Internacional,	da	Secretaria	Nacional	de	Justiça;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº
5.525,	de	2005)
V	-	Ministério	da	Defesa,	por	meio	do	Departamento	de	Inteligência	Estratégica
da	Secretaria	de	Política,	Estratégia	 e	Assuntos	 Internacionais,	da	Subchefia	de
Inteligência	do	Estado-Maior	de	Defesa,	do	Centro	de	Inteligência	da	Marinha,	do
Centro	de	Inteligência	do	Exército	e	da	Secretaria	de	Inteligência	da	Aeronáutica;
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
V	-	Ministério	da	Defesa,	por	meio	do	Departamento	de	Inteligência	Estratégica
da	Secretaria	de	Política,	Estratégia	 e	Assuntos	 Internacionais,	da	Subchefia	de
Inteligência	do	Estado-Maior	de	Defesa,	do	Centro	de	Inteligência	da	Marinha,	do
Centro	 de	 Inteligência	 do	Exército	 e	 do	Centro	 de	 Inteligência	 da	Aeronáutica;
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	5.388,	de	2005)
VI	 -	 Ministério	 das	 Relações	 Exteriores,	 por	 meio	 da	 Coordenação-Geral	 de
Combate	 aos	 Ilícitos	 Transnacionais	 da	 Subsecretaria-Geral	 de	 Assuntos
Políticos;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
VII	 -	Ministério	da	Fazenda,	 por	meio	da	Secretaria-Executiva	do	Conselho	de
Controle	de	Atividades	Financeiras,	da	Secretaria	da	Receita	Federal	e	do	Banco
Central	do	Brasil;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
IV	-	Ministério	da	Justiça,	por	meio	da	Secretaria	Nacional	de	Segurança	Pública,
da	 Diretoria	 de	 Inteligência	 Policial	 do	 Departamento	 de	 Polícia	 Federal,	 do
Departamento	 de	 Polícia	 Rodoviária	 Federal,	 do	 Departamento	 Penitenciário
Nacional	 e	 do	Departamento	 de	Recuperação	 de	Ativos	 e	Cooperação	 Jurídica
Internacional,	da	Secretaria	Nacional	de	Justiça;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº
6.540,	de	2008).
V	-	Ministério	da	Defesa,	por	meio	do	Departamento	de	Inteligência	Estratégica
da	Secretaria	de	Política,	Estratégia	 e	Assuntos	 Internacionais,	da	Subchefia	de
Inteligência	do	Estado-Maior	de	Defesa,	do	Estado-Maior	da	Armada,	do	Centro
de	Inteligência	da	Marinha,	do	Centro	de	Inteligência	do	Exército	e	do	Centro	de
Inteligência	da	Aeronáutica;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	6.540,	de	2008).
V	-	Ministério	da	Defesa,	por	meio	da	Subchefia	de	Inteligência	Estratégica,	da
Assessoria	 de	 Inteligência	Operacional,	 da	Divisão	de	 Inteligência	Estratégico-
Militar	 da	 Subchefia	 de	 Estratégia	 do	 Estado-Maior	 da	 Armada,	 do	 Centro	 de
Inteligência	 da	 Marinha,	 do	 Centro	 de	 Inteligência	 do	 Exército,	 do	 Centro	 de
Inteligência	 da	 Aeronáutica,	 e	 do	 Centro	 Gestor	 e	 Operacional	 do	 Sistema	 de
Proteção	da	Amazônia;		(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
VI	 -	 Ministério	 das	 Relações	 Exteriores,	 por	 meio	 da	 Coordenação-Geral	 de
Combate	aos	Ilícitos	Transnacionais	da	Subsecretaria-Geral	da	América	do	Sul;
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	6.540,	de	2008).
VI	 -	 Ministério	 das	 Relações	 Exteriores,	 por	 meio	 da	 Secretaria-Geral	 de
Relações	 Exteriores	 e	 da	 Coordenação-Geral	 de	 Combate	 aos	 Ilícitos
Transnacionais;		(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
VII	 -	Ministério	da	Fazenda,	 por	meio	da	Secretaria-Executiva	do	Conselho	de
Controle	de	Atividades	Financeiras,	da	Secretaria	da	Receita	Federal	do	Brasil	e
do	Banco	Central	do	Brasil;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	6.540,	de	2008).
VIII	 -	 Ministério	 do	 Trabalho	 e	 Emprego,	 por	 meio	 da	 Secretaria-Executiva;
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
IX	 -	 Ministério	 da	 Saúde,	 por	 meio	 do	 Gabinete	 do	Ministro	 de	 Estado	 e	 da
Agência	 Nacional	 de	 Vigilância	 Sanitária	 -	 ANVISA;	 (Redação	 dada	 pelo
Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
X	 -	 Ministério	 da	 Previdência	 Social,	 por	 meio	 da	 Secretaria-Executiva;
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
XI	 -	Ministério	da	Ciência	e	Tecnologia,	por	meio	do	Gabinete	do	Ministro	de
Estado;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
XII	 -	 Ministério	 do	 Meio	 Ambiente,	 por	 meio	 da	 Secretaria-Executiva;	 e
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
XII	 -	 Ministério	 do	 Meio	 Ambiente,	 por	 meio	 da	 Secretaria-Executiva	 e	 do
Instituto	 Brasileiro	 do	 Meio	 Ambiente	 e	 dos	 Recursos	 Naturais	 Renováveis	 -
IBAMA;		(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
XIII	 -	Ministério	 da	 Integração	 Nacional,	 por	 meio	 daSecretaria	 Nacional	 de
Defesa	Civil.	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
XIV	-	Controladoria-Geral	da	União.(Incluído	pelo	Decreto	nº	5.388,	de	2005)
XIV	-	Controladoria-Geral	da	União,	por	meio	da	Sub-Controladoria.	 (Redação
dada	pelo	Decreto	nº	5.525,	de	2005)
XIV	 -	 Controladoria-Geral	 da	 União,	 por	 meio	 da	 Secretaria-Executiva.
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	6.540,	de	2008).
XV	 -	 Ministério	 da	 Agricultura,	 Pecuária	 e	 Abastecimento,	 por	 meio	 de	 sua
Secretaria-Executiva;	e		(Incluído	pelo	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
XV	 -	 Ministério	 da	 Agricultura,	 Pecuária	 e	 Abastecimento,	 por	 meio	 de	 sua
Secretaria-Executiva;	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	8.149,	de	2013)
XVI	-	Secretaria	de	Aviação	Civil	da	Presidência	da	República,	por	meio	de	sua
Secretaria-Executiva.		(Incluído	pelo	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
XVII	 -	Ministério	 dos	 Transportes,	 por	meio	 de	 sua	 Secretaria-Executiva	 e	 do
Departamento	Nacional	de	Infraestrutura	de	Transportes	-	DNIT;	 	 (Incluído	pelo
Decreto	nº	8.149,	de	2013)
XVIII	-	Ministério	de	Minas	e	Energia,	por	meio	de	sua	Secretaria-Executiva;	e	
(Incluído	pelo	Decreto	nº	8.149,	de	2013)
XIX	 -	 Ministério	 das	 Comunicações,	 por	 meio	 de	 sua	 Secretaria-Executiva.	
(Incluído	pelo	Decreto	nº	8.149,	de	2013)
Parágrafo	único.		Mediante	ajustes	específicos	e	convênios,	ouvido	o	competente
órgão	de	controle	externo	da	atividade	de	inteligência,	as	unidades	da	Federação
poderão	compor	o	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência.
Art.	 5o	 	 O	 funcionamento	 do	 Sistema	 Brasileiro	 de	 Inteligência	 efetivar-se-á
mediante	 articulação	 coordenada	 dos	 órgãos	 que	 o	 constituem,	 respeitada	 a
autonomia	 funcional	 de	 cada	 um	 e	 observadas	 as	 normas	 legais	 pertinentes	 a
segurança,	sigilo	profissional	e	salvaguarda	de	assuntos	sigilosos.
Art.	6o	 	Cabe	aos	órgãos	que	compõem	o	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência,	no
âmbito	de	suas	competências:
I	 -	 produzir	 conhecimentos,	 em	 atendimento	 às	 prescrições	 dos	 planos	 e
programas	de	inteligência,	decorrentes	da	Política	Nacional	de	Inteligência;
II	 -	 planejar	 e	 executar	 ações	 relativas	 à	 obtenção	 e	 integração	 de	 dados	 e
informações;
III	 -	 intercambiar	 informações	 necessárias	 à	 produção	 de	 conhecimentos
relacionados	com	as	atividades	de	inteligência	e	contra-inteligência;
IV	-	fornecer	ao	órgão	central	do	Sistema,	para	fins	de	integração,	informações	e
conhecimentos	 específicos	 relacionados	 com	 a	 defesa	 das	 instituições	 e	 dos
interesses	nacionais;	e
V	 -	 estabelecer	 os	 respectivos	 mecanismos	 e	 procedimentos	 particulares
necessários	 às	 comunicações	 e	 ao	 intercâmbio	de	 informações	 e	 conhecimentos
no	 âmbito	 do	 Sistema,	 observando	 medidas	 e	 procedimentos	 de	 segurança	 e
sigilo,	sob	coordenação	da	ABIN,	com	base	na	legislação	pertinente	em	vigor.
Art.	 6o-A.	 	 A	ABIN	 poderá	manter,	 em	 caráter	 permanente,	 representantes	 dos
órgãos	 componentes	 do	 Sistema	Brasileiro	 de	 Inteligência	 no	Departamento	 de
Integração	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência.	(Incluído	pelo	Decreto	nº	6.540,
de	2008).
§	1o	 	Para	os	 fins	do	caput,	a	ABIN	poderá	 requerer	 aos	órgãos	 integrantes	do
Sistema	Brasileiro	de	Inteligência	a	designação	de	representantes	para	atuarem	no
Departamento	de	Integração	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência.	(Incluído	pelo
Decreto	nº	6.540,	de	2008).
§	2o		O	Departamento	de	Integração	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência	terá	por
atribuição	coordenar	a	articulação	do	fluxo	de	dados	e	 informações	oportunas	e
de	interesse	da	atividade	de	Inteligência	de	Estado,	com	a	finalidade	de	subsidiar
o	Presidente	da	República	em	seu	processo	decisório.	(Incluído	pelo	Decreto	nº
6.540,	de	2008).
§	3o	 	Os	representantes	de	que	trata	o	caput	cumprirão	expediente	no	Centro	de
Integração	do	Departamento	de	Integração	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência
da	ABIN,	ficando	dispensados	do	exercício	das	atribuições	habituais	no	órgão	de
origem	 e	 trabalhando	 em	 regime	 de	 disponibilidade	 permanente,	 na	 forma	 do
disposto	no	regimento	interno	da	ABIN,		a	ser	proposto	pelo	seu	Diretor-Geral	e
aprovado	pelo	Ministro	de	Estado	Chefe	do	Gabinete	de	Segurança	Institucional
da	Presidência	da	República.	(Incluído	pelo	Decreto	nº	6.540,	de	2008).
§	 4o	 	 Os	 representantes	 mencionados	 no	 caput	 poderão	 acessar,	 por	 meio
eletrônico,	as	bases	de	dados	de	seus	órgãos	de	origem,	respeitadas	as	normas	e
limites	de	cada	 instituição	e	as	normas	 legais	pertinentes	à	 segurança,	ao	sigilo
profissional	 e	 à	 salvaguarda	 de	 assuntos	 sigilosos.	 (Incluído	 pelo	 Decreto	 nº
6.540,	de	2008).
Art.	 7o	 	 Fica	 instituído,	 vinculado	 ao	 Gabinete	 de	 Segurança	 Institucional,	 o
Conselho	Consultivo	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência,	ao	qual	compete:
I	-	emitir	pareceres	sobre	a	execução	da	Política	Nacional	de	Inteligência;
II	-	propor	normas	e	procedimentos	gerais	para	o	intercâmbio	de	conhecimentos	e
as	 comunicações	 entre	 os	 órgãos	 que	 constituem	 o	 Sistema	 Brasileiro	 de
Inteligência,	inclusive	no	que	respeita	à	segurança	da	informação;
III	-	contribuir	para	o	aperfeiçoamento	da	doutrina	de	inteligência;
IV	-	opinar	sobre	propostas	de	integração	de	novos	órgãos	e	entidades	ao	Sistema
Brasileiro	de	Inteligência;
V	-	propor	a	criação	e	a	extinção	de	grupos	de	trabalho	para	estudar	problemas
específicos,	com	atribuições,	composição	e	 funcionamento	regulados	no	ato	que
os	instituir;	e
VI	-	propor	ao	seu	Presidente	o	regimento	interno.
Art.	 8o	 	 O	 Conselho	 é	 constituído	 pelos	 titulares	 da	 ABIN;	 do	 Gabinete	 de
Segurança	 Institucional;	 da	 Secretaria	 Nacional	 de	 Segurança	 Pública,	 da
Coordenação	 de	 Inteligência	 do	 Departamento	 de	 Polícia	 Federal	 e	 do
Departamento	 de	 Polícia	 Rodoviária	 Federal,	 do	 Ministério	 da	 Justiça;	 do
Departamento	de	 Inteligência	Estratégica	da	Secretaria	de	Política,	Estratégia	 e
Assuntos	 Internacionais,	 do	 Centro	 de	 Inteligência	 da	 Marinha,	 do	 Centro	 de
Inteligência	 do	 Exército	 e	 da	 Secretaria	 de	 Inteligência	 da	 Aeronáutica,	 do
Ministério	 da	 Defesa;	 da	 Coordenação-Geral	 de	 Combate	 a	 Ilícitos
Transnacionais,	 do	 Ministério	 das	 Relações	 Exteriores;	 e	 do	 Conselho	 de
Controle	de	Atividades	Financeiras,	do	Ministério	da	Fazenda.
Art.	8o	 	São	membros	do	Conselho	os	 titulares	dos	 seguintes	órgãos:	 (Redação
dada	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
I	 -	Gabinete	 de	 Segurança	 Institucional	 da	 Presidência	 da	República;	 (Incluído
pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
II	 -	 Agência	 Brasileira	 de	 Inteligência	 -	 ABIN,	 do	 Gabinete	 de	 Segurança
Institucional	 da	 Presidência	 da	República;	 (Incluído	 pelo	 Decreto	 nº	 4.872,	 de
6.11.2003)
III	-	Secretaria	Nacional	de	Segurança	Pública,	Diretoria	de	Inteligência	Policial
do	 Departamento	 de	 Polícia	 Federal	 e	 Departamento	 de	 Polícia	 Rodoviária
Federal,	 todos	 do	 Ministério	 da	 Justiça;	 (Incluído	 pelo	 Decreto	 nº	 4.872,	 de
6.11.2003)
IV	-	Departamento	de	Inteligência	Estratégica	da	Secretaria	de	Política,	Estratégia
e	 Assuntos	 Internacionais,	 Centro	 de	 Inteligência	 da	 Marinha,	 Centro	 de
Inteligência	 do	 Exército,	 Secretaria	 de	 Inteligência	 da	 Aeronáutica,	 todos	 do
Ministério	da	Defesa;	(Incluído	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
IV	 -	 Subchefia	 de	 Inteligência	 Estratégica,	 Assessoria	 de	 Inteligência
Operacional,	 Divisão	 de	 Inteligência	 Estratégico-Militar	 da	 Subchefia	 de
Estratégia	 do	 Estado-Maior	 da	 Armada,	 Centro	 de	 Inteligência	 da	 Marinha,
Centro	 de	 Inteligência	 do	 Exército,	 Centro	 de	 Inteligência	 da	 Aeronáutica,	 e
Centro	 Gestor	 e	 Operacional	 do	 Sistema	 de	 Proteção	 da	 Amazônia,	 todos	 do
Ministério	da	Defesa;		(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
V	-Coordenação-Geral	de	Combate	aos	Ilícitos	Transnacionais	da	Subsecretaria-
Geral	 de	 Assuntos	 Políticos,	 do	Ministério	 das	 Relações	 Exteriores;	 (Incluído
pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
VI	-	Conselho	de	Controle	de	Atividades	Financeiras,	do	Ministério	da	Fazenda;
e	(Incluído	pelo	Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
VII	 -	 Centro	 Gestor	 e	 Operacional	 do	 Sistema	 de	 Proteção	 da	 Amazônia	 -
CENSIPAM,	da	Casa	Civil	da	Presidência	da	República.	(Incluído	pelo	Decreto
nº	4.872,	de	6.11.2003)		(Revogado	Decreto	nº	7.803,	de	2012)
§	1o		O	Conselho	é	presidido	pelo	Chefe	do	Gabinete	de	Segurança	Institucional,
que	indicará	seu	substituto	eventual.
§	2o	Os	membros	do	Conselho	indicarão	os	respectivos	suplentes.
§	3o	 	Aos	membros	do	Conselho	 serão	concedidas	credenciais	de	 segurança	no
grau	"secreto".
Art.	9o		O	Conselho	reunir-se-á,	em	caráter	ordinário,	a	cada	três	meses,	na	sede
da	ABIN,	 em	Brasília,	 e,	 extraordinariamente,	 sempre	 que	 convocado	 pelo	 seu
presidente	ou	a	requerimento	de	um	de	seus	membros.
Art.	9o	 	O	Conselho	reunir-se-á,	em	caráter	ordinário,	até	três	vezes	por	ano,	na
sede	da	ABIN,	em	Brasília,	e,	extraordinariamente,	sempre	que	convocado	pelo
seu	Presidente	ou	a	 requerimento	de	um	de	 seus	membros.	 (Redação	dada	pelo
Decreto	nº	4.872,	de	6.11.2003)
§	1o	 	A	critério	do	presidente	do	Conselho,	as	reuniões	extraordinárias	poderão
ser	realizadas	fora	da	sede	da	ABIN.
§	2o	 	O	Conselho	 reunir-se-á	com	a	presença	de,	no	mínimo,	a	maioria	de	seus
membros.
§	3o		Mediante	convite	de	qualquer	membro	do	Conselho,	representantes	de	outros
órgãos	 ou	 entidades	 poderão	 participar	 das	 suas	 reuniões,	 como	 assessores	 ou
observadores.
§	 4o	 	 O	 presidente	 do	 Conselho	 poderá	 convidar	 para	 participar	 das	 reuniões
cidadãos	de	notório	saber	ou	especialização	sobre	assuntos	constantes	da	pauta.
§	5o		As	despesas	com	deslocamento	e	estada	dos	membros	do	Conselho	correrão
à	custa	de	recursos	dos	órgãos	que	representam,	salvo	na	hipótese	do	§	4o	ou	em
casos	excepcionais,	quando	correrão	à	custa	dos	recursos	da	ABIN.
§	6o		A	participação	no	Conselho	não	enseja	nenhum	tipo	de	remuneração	e	será
considerada	serviço	de	natureza	relevante.
Art.	10.	 	Na	condição	de	órgão	central	do	Sistema	Brasileiro	de	 Inteligência,	a
ABIN	tem	a	seu	cargo:
I	-	estabelecer	as	necessidades	de	conhecimentos	específicos,	a	serem	produzidos
pelos	órgãos	que	constituem	o	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência,	e	consolidá-las
no	Plano	Nacional	de	Inteligência;
II	-	coordenar	a	obtenção	de	dados	e	informações	e	a	produção	de	conhecimentos
sobre	 temas	 de	 competência	 de	mais	 de	 um	membro	 do	 Sistema	 Brasileiro	 de
Inteligência,	promovendo	a	necessária	interação	entre	os	envolvidos;
III	 -	 acompanhar	 a	 produção	 de	 conhecimentos,	 por	 meio	 de	 solicitação	 aos
membros	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência,	para	assegurar	o	atendimento	da
finalidade	legal	do	Sistema;
IV	 -	 analisar	 os	 dados,	 informações	 e	 conhecimentos	 recebidos,	 com	 vistas	 a
verificar	 o	 atendimento	 das	 necessidades	 de	 conhecimentos	 estabelecidas	 no
Plano	Nacional	de	Inteligência;
V	 -	 integrar	 as	 informações	 e	 os	 conhecimentos	 fornecidos	 pelos	 membros	 do
Sistema	Brasileiro	de	Inteligência;
VI	-	solicitar	dos	órgãos	e	entidades	da	Administração	Pública	Federal	os	dados,
conhecimentos,	 informações	 ou	 documentos	 necessários	 ao	 atendimento	 da
finalidade	legal	do	Sistema;
VII	 -	 promover	 o	 desenvolvimento	 de	 recursos	 humanos	 e	 tecnológicos	 e	 da
doutrina	 de	 inteligência,	 realizar	 estudos	 e	 pesquisas	 para	 o	 exercício	 e
aprimoramento	 da	 atividade	 de	 inteligência,	 em	 coordenação	 com	 os	 demais
órgãos	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência;
VIII	 -	 prover	 suporte	 técnico	 e	 administrativo	 às	 reuniões	 do	 Conselho	 e	 ao
funcionamento	 dos	 grupos	 de	 trabalho,	 solicitando,	 se	 preciso,	 aos	 órgãos	 que
constituem	 o	 Sistema	 colaboração	 de	 servidores	 por	 tempo	 determinado,
observadas	as	normas	pertinentes;	e
IX	-	representar	o	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência	perante	o	órgão	de	controle
externo	da	atividade	de	inteligência.
Parágrafo	único.		Excetua-se	das	atribuições	previstas	neste	artigo	a	atividade	de
inteligência	operacional	necessária	ao	planejamento	e	à	condução	de	campanhas	e
operações	militares	das	Forças	Armadas,	no	interesse	da	defesa	nacional.
Art.	11.	Este	Decreto	entra	em	vigor	na	data	de	sua	publicação.
Brasília,	13	de	setembro	de	2002;	181o	da	Independência	e	114o	da	República.
	FERNANDO	HENRIQUE	CARDOSO
Paulo	Tarso	Ramos	Ribeiro
Geraldo	Magela	da	Cruz	Quintão
Osmar	Chohfi
Alberto	Mendes	Cardoso
Este	texto	não	substitui	o	publicado	no	D.O.U.	de	16.9.2002
Presidência	da	República
Casa	Civil
Subchefia	para	Assuntos	Jurídicos
DECRETO	Nº	4.872,	DE	6	DE	NOVEMBRO	DE	2003.
	
Dá	nova	redação	aos	arts.	4o,	8o	e
9o	 do	Decreto	 no	 4.376,	 de	 13	 de
setembro	 de	 2002,	 que	 dispõe
sobre	 a	 organização	 e	 o
funcionamento	 do	 Sistema
Brasileiro	 de	 Inteligência,
instituído	 pela	 Lei	 no	 9.883,	 de	 7
de	dezembro	de	1999.
	 	 	 	 	 	 	 	O	VICE-PRESIDENTE	DA	REPÚBLICA,	 no	 exercício	 do	 cargo	 de
PRESIDENTE	DA	REPÚBLLICA,	usando	da	atribuição	que	lhe	confere	o	art.
84,	incisos	IV	e	VI,	alínea	"a",	da	Constituição,
								DECRETA:
								Art.	1o		Os	arts.	4o,	8o	e	9o	do	Decreto	no	4.376,	de	13	de	setembro	de	2002,
passam	a	vigorar	com	a	seguinte	redação:
"Art.	4o		O	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência	é	composto	pelos	seguintes	órgãos:
I	 -	 Casa	 Civil	 da	 Presidência	 da	 República,	 por	 meio	 do	 Centro	 Gestor	 e
Operacional	do	Sistema	de	Proteção	da	Amazônia	-	CENSIPAM;
II	 -	Gabinete	de	Segurança	 Institucional	 da	Presidência	da	República,	 órgão	de
coordenação	das	atividades	de	inteligência	federal;
III	 -	 Agência	 Brasileira	 de	 Inteligência	 -	 ABIN,	 do	 Gabinete	 de	 Segurança
Institucional	da	Presidência	da	República,	como	órgão	central	do	Sistema;
IV	-	Ministério	da	Justiça,	por	meio	da	Secretaria	Nacional	de	Segurança	Pública,
da	Diretoria	 de	 Inteligência	 Policial	 do	Departamento	 de	 Polícia	 Federal	 e	 do
Departamento	de	Polícia	Rodoviária	Federal;
V	-	Ministério	da	Defesa,	por	meio	do	Departamento	de	Inteligência	Estratégica
da	Secretaria	de	Política,	Estratégia	 e	Assuntos	 Internacionais,	da	Subchefia	de
Inteligência	do	Estado-Maior	de	Defesa,	do	Centro	de	Inteligência	da	Marinha,	do
Centro	de	Inteligência	do	Exército	e	da	Secretaria	de	Inteligência	da	Aeronáutica;
VI	 -	 Ministério	 das	 Relações	 Exteriores,	 por	 meio	 da	 Coordenação-Geral	 de
Combate	 aos	 Ilícitos	 Transnacionais	 da	 Subsecretaria-Geral	 de	 Assuntos
Políticos;
VII	 -	Ministério	da	Fazenda,	 por	meio	da	Secretaria-Executiva	do	Conselho	de
Controle	de	Atividades	Financeiras,	da	Secretaria	da	Receita	Federal	e	do	Banco
Central	do	Brasil;
VIII	-	Ministério	do	Trabalho	e	Emprego,	por	meio	da	Secretaria-Executiva;
IX	 -	 Ministério	 da	 Saúde,	 por	 meio	 do	 Gabinete	 do	Ministro	 de	 Estado	 e	 da
Agência	Nacional	de	Vigilância	Sanitária	-	ANVISA;
X	-	Ministério	da	Previdência	Social,	por	meio	da	Secretaria-Executiva;
XI	 -	Ministério	da	Ciência	e	Tecnologia,	por	meio	do	Gabinete	do	Ministro	de
Estado;
XII	-	Ministério	do	Meio	Ambiente,	por	meio	da	Secretaria-Executiva;	e
XIII	 -	Ministério	 da	 Integração	 Nacional,	 por	 meio	 da	 Secretaria	 Nacional	 de
Defesa	Civil.
....................................................................................."	(NR)
"Art.	8o		São	membros	do	Conselho	os	titulares	dos	seguintes	órgãos:
I	-	Gabinete	de	Segurança	Institucional	da	Presidência	da	República;
II	 -	 Agência	 Brasileira	 de	 Inteligência	 -	 ABIN,	 do	 Gabinete	 de	 Segurança
Institucional	da	Presidência	da	República;
III	-	Secretaria	Nacional	deSegurança	Pública,	Diretoria	de	Inteligência	Policial
do	 Departamento	 de	 Polícia	 Federal	 e	 Departamento	 de	 Polícia	 Rodoviária
Federal,	todos	do	Ministério	da	Justiça;
IV	-	Departamento	de	Inteligência	Estratégica	da	Secretaria	de	Política,	Estratégia
e	 Assuntos	 Internacionais,	 Centro	 de	 Inteligência	 da	 Marinha,	 Centro	 de
Inteligência	 do	 Exército,	 Secretaria	 de	 Inteligência	 da	 Aeronáutica,	 todos	 do
Ministério	da	Defesa;
V	-	Coordenação-Geral	de	Combate	aos	Ilícitos	Transnacionais	da	Subsecretaria-
Geral	de	Assuntos	Políticos,	do	Ministério	das	Relações	Exteriores;
VI	-	Conselho	de	Controle	de	Atividades	Financeiras,	do	Ministério	da	Fazenda;
e
VII	 -	 Centro	 Gestor	 e	 Operacional	 do	 Sistema	 de	 Proteção	 da	 Amazônia	 -
CENSIPAM,	da	Casa	Civil	da	Presidência	da	República.
....................................................................................."	(NR)
"Art.	9o		O	Conselho	reunir-se-á,	em	caráter	ordinário,	até	três	vezes	por	ano,	na
sede	da	ABIN,	em	Brasília,	e,	extraordinariamente,	sempre	que	convocado	pelo
seu	 Presidente	 ou	 a	 requerimento	 de	 um	 de	 seus
membros......................................................................................"	(NR)
								Art.	2o		Este	Decreto	entra	em	vigor	na	data	de	sua	publicação.
	 	 	 	 	 	 	 	 Brasília,	 6	 de	 novembro	 de	 2003;	 182o	 da	 Independência	 e	 115o	 da
República.
JOSÉ	ALENCAR	GOMES	DA	SILVA
José	Dirceu	de	Oliveira	e	Silva
Jorge	Armando	Felix
Este	texto	não	substitui	o	publicado	no	D.O.U.	de	7.11.2003
Presidência	da	República
Casa	Civil
Subchefia	para	Assuntos	Jurídicos
DECRETO	Nº	6.408,	DE	24	DE	MARÇO	DE	2008.
	
Aprova	a	Estrutura	Regimental	e	o
Quadro	Demonstrativo	dos	Cargos
em	Comissão,	das	Gratificações	de
Exercício	em	Cargo	de	Confiança	e
das	 Gratificações	 de
Representação	 da	 Agência
Brasileira	 de	 Inteligência	 -	ABIN,
do	 Gabinete	 de	 Segurança
Institucional	 da	 Presidência	 da
República.
O	PRESIDENTE	DA	REPÚBLICA,	 no	uso	das	 atribuições	que	 lhe	 confere	 o
art.	84,	incisos	IV	e	VI,	alínea	“a”,	da	Constituição,	e	tendo	em	vista	o	disposto
no	art.	50	da	Lei	no	10.683,	de	28	de	maio	de	2007,
DECRETA:
Art.	1o	 	Ficam	aprovados	a	Estrutura	Regimental	e	o	Quadro	Demonstrativo	dos
Cargos	em	Comissão,	das	Gratificações	de	Exercício	em	Cargo	de	Confiança	e
das	 Gratificações	 de	 Representação	 da	 Agência	 Brasileira	 de
Inteligência	 -	ABIN,	 do	Gabinete	 de	 Segurança	 Institucional	 da	 Presidência	 da
República,	na	forma	dos	Anexos	I	e	II.
Art.	2o		Os	apostilamentos	decorrentes	da	aprovação	da	Estrutura	Regimental	de
que	 trata	 o	 art.	 1o	 deverão	 ocorrer	 no	 prazo	 de	 vinte	 dias,	 contado	 da	 data	 de
publicação	deste	Decreto.
Parágrafo	 único.	 	 Após	 os	 apostilamentos	 previstos	 no	 caput,	 o	 Ministro	 de
Estado	Chefe	do	Gabinete	de	Segurança	Institucional	da	Presidência	da	República
fará	publicar,	no	Diário	Oficial	da	União,	no	prazo	de	trinta	dias,	contado	da	data
de	 publicação	 deste	Decreto,	 relação	 dos	 titulares	 dos	 cargos	 em	 comissão	 do
Grupo-Direção	e	Assessoramento	Superiores	-	DAS	a	que	se	refere	o	Anexo	II,
indicando	o	número	de	cargos	ocupados	e	vagos,	sua	denominação	e	respectivo
nível.
Art.	 3o	 	 O	 regimento	 interno	 da	ABIN	 será	 aprovado	 pelo	Ministro	 de	 Estado
Chefe	 do	 Gabinete	 de	 Segurança	 Institucional	 da	 Presidência	 da	 República	 e
publicado	no	Diário	Oficial	da	União	no	prazo	de	noventa	dias,	contado	da	data
de	publicação	deste	Decreto.
Art.	4o		Este	Decreto	entra	em	vigor	na	data	de	sua	publicação.
Art.	5o		Fica	revogado	o	Decreto	no	5.609,	de	9	de	dezembro	de	2005.
Brasília,	24	de	março	de	2008;	187o	da	Independência	e	120o	da	República.
LUIZ	INÁCIO	LULA	DA	SILVA
Paulo	Bernardo	Silva
Jorge	Armando	Felix
Este	texto	não	substitui	o	publicado	no	DOU	de	25.3.2008
ANEXO	I
ESTRUTURA	REGIMENTAL	DA	AGÊNCIA	BRASILEIRA	DE	INTELIGÊNCIA
DO	GABINETE	DE	 SEGURANÇA	 INSTITUCIONAL	DA	PRESIDÊNCIA	DA
REPÚBLICA
CAPÍTULO	I
DA	NATUREZA	E	COMPETÊNCIA
Art.	 1o	 	 A	 Agência	 Brasileira	 de	 Inteligência	 -	 ABIN,	 órgão	 integrante	 do
Gabinete	de	Segurança	Institucional	da	Presidência	da	República,	criada	pela	Lei
no	9.883,	 de	7	de	dezembro	de	1999,	 na	 condição	de	 órgão	 central	 do	Sistema
Brasileiro	 de	 Inteligência,	 tem	 por	 competência	 planejar,	 executar,	 coordenar,
supervisionar	 e	 controlar	 as	 atividades	 de	 Inteligência	 do	 País,	 obedecidas	 a
política	e	as	diretrizes	superiormente	traçadas	na	forma	da	legislação	específica.
§	1o		Compete,	ainda,	à	ABIN:
I	-	executar	a	Política	Nacional	de	Inteligência	e	as	ações	dela	decorrentes,	sob	a
supervisão	da	Câmara	de	Relações	Exteriores	e	Defesa	Nacional	do	Conselho	de
Governo;
II	-	planejar	e	executar	ações,	inclusive	sigilosas,	relativas	à	obtenção	e	análise
de	dados	para	a	produção	de	conhecimentos	destinados	a	assessorar	o	Presidente
da	República;
III	 -	 planejar	 e	 executar	 a	 proteção	 de	 conhecimentos	 sensíveis,	 relativos	 aos
interesses	e	à	segurança	do	Estado	e	da	sociedade;
IV	-	avaliar	as	ameaças,	internas	e	externas,	à	ordem	constitucional;
V	 -	 promover	 o	 desenvolvimento	 de	 recursos	 humanos	 e	 da	 doutrina	 de
inteligência;	e
VI	-	realizar	estudos	e	pesquisas	para	o	exercício	e	o	aprimoramento	da	atividade
de	inteligência.
§	 2o	 	 As	 atividades	 de	 inteligência	 serão	 desenvolvidas,	 no	 que	 se	 refere	 aos
limites	de	sua	extensão	e	ao	uso	de	técnicas	e	meios	sigilosos,	com	observância
dos	 direitos	 e	 garantias	 individuais,	 fidelidade	 às	 instituições	 e	 aos	 princípios
éticos	que	regem	os	interesses	e	a	segurança	do	Estado.
§	3o	 	Os	órgãos	componentes	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência	fornecerão	à
ABIN,	nos	termos	e	condições	previstas	no	Decreto	no	4.376,	de	13	de	setembro
de	2002,	e	demais	dispositivos	legais	pertinentes,	para	fins	de	integração,	dados	e
conhecimentos	 específicos	 relacionados	 com	 a	 defesa	 das	 instituições	 e	 dos
interesses	nacionais.
CAPÍTULO	II
DA	ESTRUTURA	ORGANIZACIONAL
Art.	2o		A	ABIN	tem	a	seguinte	estrutura	organizacional:
I	-	órgãos	de	assistência	direta	e	imediata	ao	Diretor-Geral:
a)	Gabinete;
b)	Assessoria	de	Comunicação	Social;
c)	Assessoria	Jurídica;
d)	Ouvidoria;
e)	Corregedoria-Geral;	e
f)	Secretaria	de	Planejamento,	Orçamento	e	Administração:
1.	Departamento	de	Administração	e	Logística;
2.	Departamento	de	Gestão	de	Pessoal;
3.	Escola	de	Inteligência;	e
4.	Departamento	de	Pesquisa	e	Desenvolvimento	Tecnológico;
II	-	órgãos	específicos	singulares:
a)	Departamento	de	Inteligência	Estratégica;
b)	Departamento	de	Contra-Inteligência;
c)	Departamento	de	Contraterrorismo;	e
d)	Departamento	de	Integração	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência;	e
III	-	unidades	estaduais.
CAPÍTULO	III
DA	COMPETÊNCIA	DAS	UNIDADES
Seção	I
Dos	Órgãos	de	Assistência	Direta	e	Imediata	ao	Diretor-Geral
Art.	3o		Ao	Gabinete	compete:
I	-	prestar	apoio	administrativo	e	técnico	ao	Diretor-Geral;
II	-	organizar	a	agenda	de	audiências	e	as	viagens	do	Diretor-Geral;
III	-	providenciar	o	atendimento	às	consultas	e	aos	requerimentos	formulados	pelo
Congresso	Nacional;	e
IV	-	coordenar	e	supervisionar	as	atividades	de	protocolo	geral.
Art.	4o		À	Assessoria	de	Comunicação	Social	compete:
I	 -	 planejar,	 supervisionar,	 controlar	 e	 orientar	 as	 atividades	 de	 comunicação
social	 e	 contatos	 com	 a	 imprensa,	 a	 fim	 de	 atender	 suas	 demandas	 e	 divulgar
assuntos	 afetos	 à	 Agência,	 resguardando	 aqueles	 considerados	 de	 natureza
sigilosa;
II	-	planejar,	executar	e	coordenar	as	atividades	de	cerimonial	e	aquelas	em	que
comparecer	 o	 Diretor-Geral,	 bem	 como	 orientar	 as	 demais	 unidades	 nas
solenidades	sob	sua	responsabilidade,	previstas	nos	textos	normativos;	e
III	-	organizar	campanhas	educativase	publicitárias	para	a	divulgação	da	imagem,
missão,	 visão	 de	 futuro,	 valores	 e	 objetivos	 estratégicos	 da	 Agência,	 junto	 à
sociedade	brasileira	e	à	comunidade	internacional.
Art.	5o		À	Assessoria	Jurídica	compete:
I	 -	 cumprir	 e	 zelar	 pelo	 cumprimento	 das	 orientações	 normativas	 emanadas	 da
Advocacia-Geral	da	União;
II	 -	 prestar	 assessoria	 direta	 e	 imediata	 ao	 Diretor-Geral	 e	 aos	 órgãos	 que
integram	a	estrutura	da	ABIN,	nos	assuntos	de	natureza	jurídica,	aplicando-se,	no
que	couber,	o	disposto	no	art.	11	da	Lei	Complementar	no	73,	de	10	de	fevereiro
de	1993;
III	 -	 examinar	 e	 aprovar	 minutas	 de	 editais	 de	 licitação,	 de	 instrumentos	 de
contratos,	de	convênios	e	de	outros	atos	criadores	de	direitos	e	obrigações,	que
devam	ser	celebrados	pela	ABIN;
IV	-	analisar	e	apresentar	solução	para	as	questões	suscitadas	pela	aplicação	das
leis	e	dos	regulamentos	relativos	às	atividades	desenvolvidas	pela	ABIN;	e
V	 -	 examinar	 e	 emitir	 parecer	 sobre	 projetos	 de	 atos	 normativos	 a	 serem
expedidos	ou	propostos	pela	ABIN.
Art.	6o		À	Ouvidoria	compete:
I	-	atuar	como	canal	adicional	de	comunicação	entre	o	servidor	e	o	Diretor-Geral
da	ABIN;
II	 -	 ouvir	 reclamações,	 críticas	 e	 elogios	 relativos	 a	 serviços	 prestados	 por
unidade	da	ABIN;
III	-	ampliar	a	capacidade	do	servidor	e	do	cidadão	de	colaborar	com	ações	da
ABIN,	 na	 forma	 de	 sugestões	 que	 propiciem	 o	 aperfeiçoamento	 de	 serviços
prestados;	e
IV	-	identificar	oportunidades	de	melhoria	de	procedimentos	por	parte	da	ABIN.
Art.	7o		À	Corregedoria-Geral	compete:
I	-	receber	queixas	e	representações	sobre	irregularidades	e	infrações	cometidas
por	servidores	em	exercício	na	ABIN,	bem	como	orientar	as	unidades	da	Agência
sobre	o	assunto;
II	-	apurar	irregularidades	e	infrações	cometidas	por	servidores	da	ABIN;
III	-	designar	membros	integrantes	das	comissões	disciplinares;
IV	-	controlar,	fiscalizar	e	avaliar	os	trabalhos	das	comissões	disciplinares;
V	 -	 submeter	 à	 decisão	 do	 Diretor-Geral	 os	 recursos	 impetrados	 contra
indeferimento	ou	arquivamento	de	denúncias	ou	representações	para	 instauração
de	procedimentos	administrativos	disciplinares;
VI	 -	 orientar	 as	 unidades	 da	 ABIN	 na	 interpretação	 e	 no	 cumprimento	 da
legislação	pertinente	às	atividades	disciplinares;
VII	-	articular-se	com	a	área	de	segurança	corporativa,	visando	ao	intercâmbio	de
informações	relativas	à	conduta	funcional	de	seus	servidores;	e
VIII	 -	 zelar	 pelo	 cumprimento	 do	Código	 de	Ética	 Profissional	 do	 Servidor	 da
ABIN,	observando	as	deliberações	da	Comissão	de	Ética	Pública	e	orientando	as
unidades	 da	ABIN	 sobre	 sua	 aplicação,	 visando	 a	 garantir	 o	 exercício	 de	 uma
conduta	 ética	 e	 moral	 condizentes	 com	 os	 padrões	 inerentes	 ao	 exercício	 do
cargo,	função	ou	emprego	na	Agência.
Art.	8o		À	Secretaria	de	Planejamento,	Orçamento	e	Administração	compete:
I	 -	 planejar,	 coordenar,	 supervisionar,	 controlar	 e	 avaliar	 as	 atividades	 de
planejamento,	orçamento,	modernização	organizacional,	capacitação	e	gestão	de
pessoal,	desenvolvimento	científico	e	tecnológico,	telecomunicações,	eletrônica	e
de	administração	geral;
II	 -	 planejar,	 coordenar	 e	 supervisionar	 e	 controlar	 o	 desenvolvimento	 do
processo	orçamentário	anual	e	da	programação	 financeira,	 em	consonância	com
as	políticas,	diretrizes	e	prioridades	estabelecidas	pela	Direção-Geral;
III	-	promover,	em	articulação	com	as	áreas	interessadas,	a	elaboração	de	planos,
projetos	 anuais	 e	 plurianuais,	 termos	 de	 convênios,	 acordos	 de	 cooperação	 e
instrumentos	 correlatos	 a	 serem	 celebrados	 com	 entidades	 de	 direito	 público	 e
privado,	nacionais	e	estrangeiras,	submetendo-as	à	apreciação	do	Diretor-Geral;
IV	 -	 desenvolver	 estudos	 destinados	 ao	 contínuo	 aperfeiçoamento	 da	 Agência,
propondo	 a	 reformulação	 de	 suas	 estruturas,	 normas,	 sistemas	 e	 métodos,	 em
articulação	com	o	órgão	setorial	de	modernização	da	Presidência	da	República;
V	 -	 acompanhar,	 junto	 aos	 órgãos	 da	 Administração	 Pública	 Federal	 e	 outras
entidades	e	organizações,	a	alocação	de	recursos	destinados	ao	cumprimento	dos
programas,	ações	e	atividades	da	ABIN;	e
VI	-	orientar	e	promover	estudos	de	racionalização	e	normalização	de	processos
de	 trabalho,	 elaboração	 de	 normas	 e	 manuais,	 visando	 à	 padronização	 e
otimização	de	bens,	materiais,	equipamentos,	serviços	e	sistemas.
Art.	9o		Ao	Departamento	de	Administração	e	Logística	compete:
I	-	elaborar	os	planos	e	projetos	anuais	e	plurianuais	da	área	administrativa;
II	 -	executar,	em	articulação	com	a	unidade	 responsável	pela	 implementação	do
planejamento	 institucional	do	órgão,	a	dotação	orçamentária	anual	da	ABIN	nas
suas	áreas	de	competência;
III	 -	 executar,	 coordenar	 e	 controlar	 as	 atividades	de	 tecnologia	da	 informação,
telecomunicações,	 eletrônica,	 fotocinematografia	 e	 de	 normas	 e	 processos
administrativos;
IV	 -	 executar,	 controlar	 e	 avaliar	 as	 atividades	 pertinentes	 a	 gestões
administrativas	 e	 patrimoniais,	 material	 de	 consumo,	 serviços	 gerais,	 serviços
gráficos	e	arquivo	de	documentos	administrativos;
V	 -	 fiscalizar	 e	 controlar	 a	 execução	 de	 reformas,	 construções	 e	 locações	 de
edifícios,	objetivando	a	instalação	ou	manutenção	de	unidades;	e
VI	-	executar,	coordenar	e	controlar	a	aquisição	e	logística	referente	aos	recursos
materiais,	inclusive	no	que	tange	aos	meios	de	transportes,	armamento,	munições
e	equipamentos	de	comunicações	e	informática.
Art.	10.		Ao	Departamento	de	Gestão	de	Pessoal	compete:
I	-	executar	e	coordenar	as	atividades	relacionadas	ao	Sistema	de	Pessoal	Civil
da	Administração	Federal	-	SIPEC;
II	-	elaborar	pareceres	normativos	com	base	em	estudo	da	legislação	pertinente;
III	 -	 promover	o	desenvolvimento	de	 estudos	 contínuos	destinados	 à	 adequação
do	quantitativo	 e	do	perfil	 profissional	 e	pessoal	 dos	 servidores	da	ABIN	com
vistas	ao	pleno	cumprimento	das	atribuições	do	órgão;	e
IV	-	promover	o	recrutamento	e	a	seleção	de	candidatos	para	ingresso	na	ABIN.
Art.	11.		À	Escola	de	Inteligência	compete:
I	 -	 promover	 a	 capacitação	 e	 o	 desenvolvimento	 de	 recursos	 humanos	 e	 da
doutrina	de	Inteligência;
II	-	estabelecer	intercâmbio	com	escolas,	centros	de	ensino,	bibliotecas	e	outras
organizações	congêneres	nacionais	e	estrangeiras;
III	 -	 promover	 a	 elaboração	 de	 planos,	 estudos	 e	 pesquisas	 para	 o	 exercício	 e
aprimoramento	da	atividade	de	inteligência;	e
IV	-	formar	pessoal	selecionado	por	meio	de	concurso.
Art.	12.		Ao	Departamento	de	Pesquisa	e	Desenvolvimento	Tecnológico	compete:
I	-	promover,	orientar,	coordenar,	supervisionar	e	avaliar	as	pesquisas	científicas
e	 tecnológicas	 aplicadas	 a	 planos	 e	 projetos	 de	 segurança	 dos	 sistemas	 de
informação,	comunicações	e	de	tecnologia	da	informação;
II	 -	 promover,	 orientar	 e	 coordenar	 atividades	 de	 pesquisa	 científica	 e
desenvolvimento	 tecnológico	 a	 serem	 aplicadas	 na	 identificação,	 análise,
avaliação,	 aquisição,	 fornecimento	e	 implementação	de	dispositivos,	processos,
sistemas	e	soluções	na	área	de	inteligência	de	sinais;	e
III	-	apoiar	a	Secretaria-Executiva	do	Conselho	de	Defesa	Nacional,	no	tocante	a
atividades	 de	 caráter	 científico	 e	 tecnológico	 relacionadas	 à	 segurança	 da
informação.
Seção	II
Dos	Órgãos	Específicos	Singulares
Art.	13.		Ao	Departamento	de	Inteligência	Estratégica	compete:
I	 -	obter	dados	e	 informações	e	produzir	 conhecimentos	de	 inteligência	 sobre	a
situação	nacional	e	internacional	necessários	para	o	assessoramento	ao	processo
decisório	do	Poder	Executivo;
II	 -	planejar,	 coordenar,	 supervisionar	e	controlar	a	execução	das	atividades	de
Inteligência	estratégica	do	País;
III	-	processar	dados,	informações	e	conhecimentosfornecidos	pelos	adidos	civis
brasileiros	 no	 exterior,	 adidos	 estrangeiros	 acreditados	 junto	 ao	 governo
brasileiro	e	pelos	serviços	internacionais	congêneres;	e
IV	-	implementar	os	planos	aprovados	pela	ABIN.
Art.	14.		Ao	Departamento	de	Contra-Inteligência	compete:
I	-	obter	informações	e	exercer	ações	de	salvaguarda	de	assuntos	sensíveis	e	de
interesse	 do	 Estado	 e	 da	 sociedade,	 bem	 como	 das	 áreas	 e	 dos	 meios	 que	 os
retenham	ou	em	que	transitem;
II	 -	 salvaguardar	 informações	 contra	 o	 acesso	 de	 pessoas	 ou	 órgãos	 não
autorizados	objetivando	a	preservação	da	soberania	nacional,	a	defesa	do	Estado
Democrático	de	Direito	e	a	dignidade	da	pessoa	humana,	observando	os	tratados,
convenções,	acordos	e	ajustes	 internacionais	em	que	a	República	Federativa	do
Brasil	seja	parte	ou	signatária;
III	-	coordenar,	fiscalizar	e	administrar	o	Sistema	de	Gerenciamento	de	Armas	e
Munições	da	Agência	Brasileira	de	Inteligência;	e
IV	-	implementar	os	planos	aprovados	pela	ABIN.
Art.	15.		Ao	Departamento	de	Contraterrorismo	compete:
I	 -	 planejar	 a	 execução	 das	 atividades	 de	 prevenção	 às	 ações	 terroristas	 no
território	nacional,	bem	como	obter	informações	e	produzir	conhecimentos	sobre
tais	atividades;
II	 -	 planejar,	 controlar,	 orientar	 e	 executar	 a	 coleta	 e	 análise	 de	 dados	 e
informações	sobre	organizações	terroristas;	e
III	-	implementar	os	planos	aprovados	pela	ABIN.
Art.	 16.	 	Ao	Departamento	 de	 Integração	 do	 Sistema	Brasileira	 de	 Inteligência
compete:
I	-	intercambiar	dados	e	informações	entre	os	membros	do	Sistema	Brasileiro	de
Inteligência,	 visando	 a	 aprimorar	 as	 atividades	 nas	 suas	 respectivas	 áreas	 de
atuação;
II	 -	 integrar	 as	 ações	 de	 planejamento	 e	 execução	 do	 Centro	 de	 Integração	 do
Sistema	Brasileiro	de	Inteligência,	em	consonância	com	as	prescrições	do	Plano
Nacional	de	Inteligência;	e
III	-	secretariar	e	prover	suporte	técnico	e	administrativo	às	reuniões	do	Conselho
Consultivo	do	Sistema	Brasileiro	de	Inteligência.
Seção	III
Das	Unidades	Estaduais
Art.	 17.	 	 Às	 unidades	 estaduais	 compete	 planejar,	 coordenar,	 supervisionar,
controlar	 e	 difundir	 a	 produção	 de	 conhecimentos	 de	 interesse	 da	 atividade	 de
inteligência	 nas	 respectivas	 áreas,	 de	 acordo	 com	 as	 diretrizes	 fixadas	 pelo
Diretor-Geral.
CAPÍTULO	IV
DAS	ATRIBUIÇÕES	DOS	DIRIGENTES
Seção	I
Do	Diretor-Geral
Art.	18.		Ao	Diretor-Geral	incumbe:
I	-	assistir	ao	Ministro	de	Estado	Chefe	do	Gabinete	de	Segurança	Institucional	da
Presidência	da	República	nos	assuntos	de	competência	da	ABIN;
II	 -	coordenar	as	atividades	de	 inteligência	no	âmbito	do	Sistema	Brasileiro	de
Inteligência;
III	-	elaborar	e	editar	o	regimento	interno	da	ABIN,	submetendo-o	à	aprovação	do
Ministro	de	Estado	Chefe	do	Gabinete	de	Segurança	Institucional;
IV	-	planejar,	dirigir,	orientar,	supervisionar,	avaliar	e	controlar	a	execução	dos
projetos	e	atividades	da	ABIN;
V	 -	 editar	 atos	 normativos	 sobre	 a	 organização	 e	 o	 funcionamento	 da	 ABIN	 e
aprovar	manuais	de	normas,	procedimentos	e	rotinas;
VI	-	propor	a	criação	ou	extinção	das	unidades	estaduais,	subunidades	estaduais	e
postos	no	exterior,	onde	se	fizer	necessário,	observados	os	quantitativos	fixados
na	estrutura	regimental	da	ABIN;
VII	 -	 indicar	 nomes	 para	 provimento	 de	 cargos	 em	 comissão,	 inclusive	 do
Diretor-Adjunto,	 bem	 como	 propor	 a	 exoneração	 de	 seus	 ocupantes	 e	 dos
substitutos;
VIII	 -	 dar	 posse	 aos	 titulares	 de	 cargos	 efetivos	 e	 em	 comissão,	 conceder
aposentadorias	e	pensões,	decidir	sobre	pedidos	de	reversão	ao	serviço	público,
promover	o	enquadramento	e	o	 reposicionamento	de	 servidores	e	decidir	 sobre
movimentação	dos	servidores	da	ABIN;
IX	 -	 aprovar	 a	 indicação	 de	 servidores	 para	 cursos	 de	 especialização,
aperfeiçoamento	e	treinamento	no	exterior;
X	-	indicar	ao	Ministro	de	Estado	Chefe	do	Gabinete	de	Segurança	Institucional
da	Presidência	da	República	os	servidores	para	as	funções	de	adido	civil	junto	às
representações	diplomáticas	brasileiras	acreditadas	no	exterior;
XI	 -	 firmar	 contratos	 e	 celebrar	 convênios,	 acordos	 de	 cooperação,	 ajustes	 e
outros	instrumentos	congêneres,	incluindo	seus	termos	aditivos;
XII	-	avocar,	para	decisão	ou	revisão,	assuntos	de	natureza	administrativa	e	ou	de
Inteligência,	sem	prejuízo	das	atribuições	previstas	aos	demais	dirigentes;
XIII	-	decidir	sobre	os	processos	administrativos	disciplinares,	quando	a	pena	for
de	suspensão	até	trinta	dias;
XIV	-	propor	ao	Ministro	de	Estado	Chefe	do	Gabinete	de	Segurança	Institucional
da	Presidência	da	República	a	aplicação	de	penas	superiores	às	previstas	no	item
anterior;
XV	-	decidir	sobre	os	recursos	impetrados	contra	indeferimento	ou	arquivamento
de	 denúncias	 ou	 representações	 para	 instauração	 de	 procedimentos
administrativos	disciplinares;
XVI	 -	 delegar	 competência	 para	 o	 exercício	 de	 quaisquer	 de	 suas	 atribuições,
salvo	 aquelas	 que	 pela	 sua	 própria	 natureza	 ou	 vedação	 legal,	 só	 possam	 ser
implementadas	privativamente;
XVII	 -	 aprovar	 planos	 de	 operações	 de	 inteligência,	 contra-inteligência	 e
contraterrorismo;	e
XVIII	-	realizar	outras	atividades	determinadas	pelo	Ministro	de	Estado	Chefe	do
Gabinete	de	Segurança	Institucional	da	Presidência	da	República.
Art.	 19.	 	 O	Diretor-Geral	 será	 substituído,	 nos	 seus	 impedimentos	 legais,	 pelo
Diretor-Adjunto,	que	poderá	exercer	outras	atribuições	e	competências	definidas
no	regimento	interno	pelo	Diretor-Geral	da	ABIN.
Seção	II
Dos	demais	Dirigentes	
Art.	 20.	 	 Ao	 Secretário	 de	 Planejamento,	 Orçamento	 e	 Administração,	 aos
Diretores,	ao	Chefe	de	Gabinete	e	aos	demais	dirigentes	incumbe	planejar,	dirigir,
coordenar,	 supervisionar	 e	 avaliar	 a	 execução	 das	 atividades	 das	 unidades
subordinadas	e	exercer	outras	atribuições	que	lhes	forem	cometidas.
CAPÍTULO	V
DAS	DISPOSIÇÕES	GERAIS
Art.	21.		O	provimento	dos	cargos	da	ABIN	observará	as	seguintes	diretrizes:
I	 -	 os	 de	 Assessor	 Especial	Militar,	 os	 de	 Assessor	Militar	 e	 os	 de	 Assessor
Técnico	Militar	serão	ocupados	por	Oficiais	Superiores	das	Forças	Armadas	ou
das	Forças	Auxiliares;
II	 -	 os	 de	 Assistente	 Militar	 serão	 ocupados,	 em	 princípio,	 por	 Oficiais
Intermediários	das	Forças	Armadas	ou	das	Forças	Auxiliares;	e
III	-	os	de	Assistente	Técnico	Militar	serão	ocupados,	em	princípio,	por	Oficiais
Subalternos	das	Forças	Armadas	ou	das	Forças	Auxiliares.
Art.	 22.	 	 O	 regimento	 interno	 definirá	 o	 detalhamento	 das	 competências	 das
demais	 unidades	 integrantes	 da	 estrutura	 regimental	 da	ABIN	 e	 das	 atribuições
dos	respectivos	dirigentes.
Parágrafo	único.		A	elaboração	e	edição	do	regimento	interno	da	ABIN	serão	de
responsabilidade	de	seu	Diretor-Geral,	que	o	submeterá	a	aprovação	do	Ministro
de	 Estado	 Chefe	 do	 Gabinete	 de	 Segurança	 Institucional	 da	 Presidência	 da
República.
Art.	23.		O	Corregedor-Geral	da	ABIN	será	indicado	pelo	Diretor-Geral,	ouvida
a	Controladoria-Geral	da	União,	e	nomeado	na	forma	da	legislação	vigente.
Presidência	da	República
Casa	Civil
Subchefia	para	Assuntos	Jurídicos
DECRETO	No	3.505,	DE	13	DE	JUNHO	DE	2000.
	
Institui	a	Política	de	Segurança	da
Informação	 nos	 órgãos	 e
entidades	 da	 Administração
Pública	Federal.
								O	PRESIDENTE	DA	REPÚBLICA,	no	uso	da	atribuição	que	lhe	confere	o
art.	84,	inciso	IV,	da	Constituição,	e	tendo	em	vista	o	disposto	na	Lei	no	8.159,	de
8	de	janeiro	de	1991,	e	no	Decreto	no	2.910,	de	29	de	dezembro	de	1998,
								DECRETA	:
								Art.	1o		Fica	instituída	a	Política	de	Segurança	da	Informação	nos	órgãos	e
nas	 entidades	 da	 Administração	 Pública	 Federal,	 que	 tem	 como	 pressupostos
básicos:
	 	 	 	 	 	 	 	 I	 -	 assegurar	 a	 garantiaao	 direito	 individual	 e	 coletivo	 das	 pessoas,	 à
inviolabilidade	 da	 sua	 intimidade	 e	 ao	 sigilo	 da	 correspondência	 e	 das
comunicações,	nos	termos	previstos	na	Constituição;
								II	-	proteção	de	assuntos	que	mereçam	tratamento	especial;
								III	-	capacitação	dos	segmentos	das	tecnologias	sensíveis;
	 	 	 	 	 	 	 	 IV	 -	 uso	 soberano	 de	mecanismos	 de	 segurança	 da	 informação,	 com	 o
domínio	de	tecnologias	sensíveis	e	duais;
								V	-	criação,	desenvolvimento	e	manutenção	de	mentalidade	de	segurança	da
informação;
								VI	-	capacitação	científico-tecnológica	do	País	para	uso	da	criptografia	na
segurança	e	defesa	do	Estado;	e
								VII	-	conscientização	dos	órgãos	e	das	entidades	da	Administração	Pública
Federal	sobre	a	importância	das	informações	processadas	e	sobre	o	risco	da	sua
vulnerabilidade.
	 	 	 	 	 	 	 	 Art.	 2o	 	 Para	 efeitos	 da	 Política	 de	 Segurança	 da	 Informação,	 ficam
estabelecidas	as	seguintes	conceituações:
	 	 	 	 	 	 	 	 I	 -	Certificado	 de	Conformidade:	 garantia	 formal	 de	 que	 um	produto	 ou
serviço,	devidamente	identificado,	está	em	conformidade	com	uma	norma	legal;
								II	-	Segurança	da	Informação:	proteção	dos	sistemas	de	informação	contra	a
negação	 de	 serviço	 a	 usuários	 autorizados,	 assim	 como	 contra	 a	 intrusão,	 e	 a
modificação	 desautorizada	 de	 dados	 ou	 informações,	 armazenados,	 em
processamento	 ou	 em	 trânsito,	 abrangendo,	 inclusive,	 a	 segurança	 dos	 recursos
humanos,	 da	 documentação	 e	 do	 material,	 das	 áreas	 e	 instalações	 das
comunicações	 e	 computacional,	 assim	 como	 as	 destinadas	 a	 prevenir,	 detectar,
deter	e	documentar	eventuais	ameaças	a	seu	desenvolvimento.
								Art.	3o		São	objetivos	da	Política	da	Informação:
	 	 	 	 	 	 	 	 I	 -	 dotar	 os	 órgãos	 e	 as	 entidades	da	Administração	Pública	Federal	 de
instrumentos	jurídicos,	normativos	e	organizacionais	que	os	capacitem	científica,
tecnológica	e	administrativamente	a	assegurar	a	confidencialidade,	a	integridade,
a	autenticidade,	o	não-repúdio	e	a	disponibilidade	dos	dados	e	das	informações
tratadas,	classificadas	e	sensíveis;
	 	 	 	 	 	 	 	 II	 -	eliminar	a	dependência	externa	em	relação	a	sistemas,	equipamentos,
dispositivos	e	atividades	vinculadas	à	segurança	dos	sistemas	de	informação;
								III	-	promover	a	capacitação	de	recursos	humanos	para	o	desenvolvimento
de	competência	científico-tecnológica	em	segurança	da	informação;
	 	 	 	 	 	 	 	IV	-	estabelecer	normas	jurídicas	necessárias	à	efetiva	implementação	da
segurança	da	informação;
	 	 	 	 	 	 	 	 V	 -	 promover	 as	 ações	 necessárias	 à	 implementação	 e	 manutenção	 da
segurança	da	informação;
	 	 	 	 	 	 	 	VI	 -	 promover	o	 intercâmbio	 científico-tecnológico	 entre	os	órgãos	 e	 as
entidades	da	Administração	Pública	Federal	e	as	instituições	públicas	e	privadas,
sobre	as	atividades	de	segurança	da	informação;
								VII	-	promover	a	capacitação	industrial	do	País	com	vistas	à	sua	autonomia
no	 desenvolvimento	 e	 na	 fabricação	 de	 produtos	 que	 incorporem	 recursos
criptográficos,	 assim	 como	 estimular	 o	 setor	 produtivo	 a	 participar
competitivamente	 do	 mercado	 de	 bens	 e	 de	 serviços	 relacionados	 com	 a
segurança	da	informação;	e
	 	 	 	 	 	 	 	VIII	 -	 assegurar	 a	 interoperabilidade	 entre	 os	 sistemas	 de	 segurança	 da
informação.
								Art.	4o		Para	os	fins	deste	Decreto,	cabe	à	Secretaria-Executiva	do	Conselho
de	Defesa	Nacional,	assessorada	pelo	Comitê	Gestor	da	Segurança	da	Informação
de	que	trata	o	art.	6o,	adotar	as	seguintes	diretrizes:
	 	 	 	 	 	 	 	 I	 -	 elaborar	 e	 implementar	 programas	 destinados	 à	 conscientização	 e	 à
capacitação	 dos	 recursos	 humanos	 que	 serão	 utilizados	 na	 consecução	 dos
objetivos	de	que	 trata	o	artigo	anterior,	visando	garantir	a	adequada	articulação
entre	os	órgãos	e	as	entidades	da	Administração	Pública	Federal;
								II	-	estabelecer	programas	destinados	à	formação	e	ao	aprimoramento	dos
recursos	 humanos,	 com	 vistas	 à	 definição	 e	 à	 implementação	 de	 mecanismos
capazes	 de	 fixar	 e	 fortalecer	 as	 equipes	 de	 pesquisa	 e	 desenvolvimento,
especializadas	em	todos	os	campos	da	segurança	da	informação;
								III	-	propor	regulamentação	sobre	matérias	afetas	à	segurança	da	informação
nos	órgãos	e	nas	entidades	da	Administração	Pública	Federal;
								IV	-	estabelecer	normas	relativas	à	implementação	da	Política	Nacional	de
Telecomunicações,	 inclusive	 sobre	 os	 serviços	 prestados	 em	 telecomunicações,
para	assegurar,	de	modo	alternativo,	a	permanente	disponibilização	dos	dados	e
das	informações	de	interesse	para	a	defesa	nacional;
								V	-	acompanhar,	em	âmbito	nacional	e	internacional,	a	evolução	doutrinária
e	tecnológica	das	atividades	inerentes	à	segurança	da	informação;
								VI	-	orientar	a	condução	da	Política	de	Segurança	da	Informação	já	existente
ou	a	ser	implementada;
								VII	-	realizar	auditoria	nos	órgãos	e	nas	entidades	da	Administração	Pública
Federal,	 envolvidas	 com	 a	 política	 de	 segurança	 da	 informação,	 no	 intuito	 de
aferir	o	nível	de	segurança	dos	respectivos	sistemas	de	informação;
	 	 	 	 	 	 	 	 VIII	 -	 estabelecer	 normas,	 padrões,	 níveis,	 tipos	 e	 demais	 aspectos
relacionados	ao	emprego	dos	produtos	que	 incorporem	recursos	critptográficos,
de	modo	a	assegurar	a	confidencialidade,	a	autenticidade,	a	integridade	e	o	não-
repúdio,	 assim	 como	 a	 interoperabilidade	 entre	 os	 Sistemas	 de	 Segurança	 da
Informação;
	 	 	 	 	 	 	 	 IX	 -	 estabelecer	 as	 normas	 gerais	 para	 o	 uso	 e	 a	 comercialização	 dos
recursos	criptográficos	pelos	órgãos	e	pelas	entidades	da	Administração	Pública
Federal,	 dando-se	 preferência,	 em	 princípio,	 no	 emprego	 de	 tais	 recursos,	 a
produtos	de	origem	nacional;
	 	 	 	 	 	 	 	 X	 -	 estabelecer	 normas,	 padrões	 e	 demais	 aspectos	 necessários	 para
assegurar	 a	 confidencialidade	 dos	 dados	 e	 das	 informações,	 em	 vista	 da
possibilidade	 de	 detecção	 de	 emanações	 eletromagnéticas,	 inclusive	 as
provenientes	de	recursos	computacionais;
	 	 	 	 	 	 	 	 XI	 -	 estabelecer	 as	 normas	 inerentes	 à	 implantação	 dos	 instrumentos	 e
mecanismos	 necessários	 à	 emissão	 de	 certificados	 de	 conformidade	 no	 tocante
aos	produtos	que	incorporem	recursos	criptográficos;
	 	 	 	 	 	 	 	XII	 -	desenvolver	 sistema	de	classificação	de	dados	e	 informações,	com
vistas	à	garantia	dos	níveis	de	segurança	desejados,	assim	como	à	normatização
do	acesso	às	informações;
	 	 	 	 	 	 	 	XIII	 -	 estabelecer	 as	normas	 relativas	 à	 implementação	dos	Sistemas	de
Segurança	 da	 Informação,	 com	 vistas	 a	 garantir	 a	 sua	 interoperabilidade	 e	 a
obtenção	dos	níveis	de	segurança	desejados,	assim	como	assegurar	a	permanente
disponibilização	 dos	 dados	 e	 das	 informações	 de	 interesse	 para	 a	 defesa
nacional;	e
								XIV	-	conceber,	especificar	e	coordenar	a	implementação	da	infra-estrutura
de	 chaves	 públicas	 a	 serem	 utilizadas	 pelos	 órgãos	 e	 pelas	 entidades	 da
Administração	Pública	Federal.
	 	 	 	 	 	 	 	Art.	5o	 	À	Agência	Brasileira	de	 Inteligência	 -	ABIN,	por	 intermédio	do
Centro	 de	 Pesquisa	 e	 Desenvolvimento	 para	 a	 Segurança	 das	 Comunicações	 -
CEPESC,	competirá:
								I	-	apoiar	a	Secretaria-Executiva	do	Conselho	de	Defesa	Nacional	no	tocante
a	 atividades	 de	 caráter	 científico	 e	 tecnológico	 relacionadas	 à	 segurança	 da
informação;	e
	 	 	 	 	 	 	 	 II	 -	 integrar	 comitês,	 câmaras	 técnicas,	 permanentes	ou	não,	 assim	como
equipes	e	grupos	de	estudo	relacionados	ao	desenvolvimento	das	suas	atribuições
de	assessoramento.
								Art.	6o		Fica	instituído	o	Comitê	Gestor	da	Segurança	da	Informação,	com
atribuição	de	assessorar	a	Secretaria-Executiva	do	Conselho	de	Defesa	Nacional
na	consecução	das	diretrizes	da	Política	de	Segurança	daInformação	nos	órgãos	e
nas	 entidades	 da	 Administração	 Pública	 Federal,	 bem	 como	 na	 avaliação	 e
análise	de	assuntos	relativos	aos	objetivos	estabelecidos	neste	Decreto.
								Art.	7o		O	Comitê	será	integrado	por	um	representante	de	cada	Ministério	e
órgãos	a	seguir	indicados:
								I	-	Ministério	da	Justiça;
								II	-	Ministério	da	Defesa;
								III	-	Ministério	das	Relações	Exteriores;
								IV	-	Ministério	da	Fazenda;
								V	-	Ministério	da	Previdência	e	Assistência	Social;
	 	 	 	 	 	 	 	V	-	Ministério	da	Previdência	Social;	 	 	 	 	(Redação	dada	pelo	Decreto	nº
8.097,	de	2013)
								VI	-	Ministério	da	Saúde;
								VII	-	Ministério	do	Desenvolvimento,	Indústria	e	Comércio	Exterior;
								VIII	-	Ministério	do	Planejamento,	Orçamento	e	Gestão;
								IX	-	Ministério	das	Comunicações;
								X	-	Ministério	da	Ciência	e	Tecnologia;
								X	-	Ministério	da	Ciência,	Tecnologia	e	Inovação;									(Redação	dada	pelo
Decreto	nº	8.097,	de	2013)
								XI	-	Casa	Civil	da	Presidência	da	República;	e
								XII	-	Gabinete	de	Segurança	Institucional	da	Presidência	da	República,	que
o	coordenará.
								XII	-	Gabinete	de	Segurança	Institucional	da	Presidência	da	República,	que
o	coordenará;										(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	8.097,	de	2013)
	 	 	 	 	 	 	 	 XIII	 -	 Secretaria	 de	 Comunicação	 de	Governo	 e	Gestão	 Estratégica	 da
Presidência	da	República.						(Incluído	pelo	Decreto	nº	5.110,	de	2004)
								XIII	-	Secretaria	de	Comunicação	Social	da	Presidência	da	República;									
(Redação	dada	pelo	Decreto	nº	8.097,	de	2013)
								XIV	-	Ministério	de	Minas	e	Energia;						(Incluído	pelo	Decreto	nº	5.495,	de
2005)
								XIV	-	Ministério	de	Minas	e	Energia;										(Redação	dada	pelo	Decreto	nº
8.097,	de	2013)
								XV	-	Controladoria-Geral	da	União;	e						(Incluído	pelo	Decreto	nº	5.495,
de	2005)
								XV	-	Controladoria-Geral	da	União;										(Redação	dada	pelo	Decreto	nº
8.097,	de	2013)
								XVI	-	Advocacia-Geral	da	União.									(Incluído	pelo	Decreto	nº	5.495,	de
2005)
								XVI	-	Advocacia-Geral	da	União;	e									(Redação	dada	pelo	Decreto	nº
8.097,	de	2013)
	 	 	 	 	 	 	 	XVII	 -	Secretaria-Geral	da	Presidência	da	República.	 	 	 	 	 (Incluído	 pelo
Decreto	nº	8.097,	de	2013)
	 	 	 	 	 	 	 	 §	 1o	 	 Os	 membros	 do	 Comitê	 Gestor	 serão	 designados	 pelo	 Chefe	 do
Gabinete	 de	 Segurança	 Institucional	 da	 Presidência	 da	 República,	 mediante
indicação	dos	titulares	dos	Ministérios	e	órgãos	representados.
							 	§	2o	 	Os	membros	do	Comitê	Gestor	não	poderão	participar	de	processos
similares	 de	 iniciativa	 do	 setor	 privado,	 exceto	 nos	 casos	 por	 ele	 julgados
imprescindíveis	para	atender	aos	interesses	da	defesa	nacional	e	após	aprovação
pelo	Gabinete	de	Segurança	Institucional	da	Presidência	da	República.
								§	3o		A	participação	no	Comitê	não	enseja	remuneração	de	qualquer	espécie,
sendo	considerada	serviço	público	relevante.
	 	 	 	 	 	 	 	 §	 4o	 	 A	 organização	 e	 o	 funcionamento	 do	 Comitê	 serão	 dispostos	 em
regimento	interno	por	ele	aprovado.
								§	5o	 	Caso	necessário,	o	Comitê	Gestor	poderá	propor	a	alteração	de	sua
composição.
								Art.	8o		Este	Decreto	entra	em	vigor	na	data	de	sua	publicação.
								Brasília,	13	de	junho	de	2000;	179o	da	Independência	e	112o	da	República.
FERNANDO	HENRIQUE	CARDOSO
José	Gregori
Geraldo	Magela	da	Cruz	Quintão
Luiz	Felipe	Lampreia
Pedro	Malan
Waldeck	Ornélas
José	Serra
Alcides	Lopes	Tápias
Martus	Tavares
Pimenta	da	Veiga
Ronaldo	Mota	Sardenberg
Pedro	Parente
Alberto	Mendes	Cardoso
Este	texto	não	substitui	o	publicado	no	DOU	de	14.6.2000
Presidência	da	República
Casa	Civil
Subchefia	para	Assuntos	Jurídicos
DECRETO	No	85.064,	DE	26	DE	AGOSTO	DE	1980.
	
Regulamenta	a	Lei	nº	6.634,	de	2
de	 maio	 de	 1979,	 que	 dispõe
sobre	a	Faixa	de	Fronteira
								O	PRESIDENTE	DA	REPÚBLICA	,	no	uso	da	atribuição	que	lhe	confere
o	art.	81,	item	III,	da	Constituição,
								DECRETA:
CAPíTULO	I
DISPOSIÇÕES	PRELIMINARES
								Art	1º	-	Este	regulamento	estabelece	procedimentos	a	serem	seguidos	para	a
prática	de	atos	que	necessitem	de	assentimento	prévio	do	Conselho	de	Segurança
Nacional	 (CSN),	 na	 Faixa	 de	 Fronteira,	 considerada	 área	 indispensável	 à
segurança	nacional	e	definida	pela	Lei	nº	6.634,	de	2	de	maio	de	1979,	como	a
faixa	interna	de	cento	e	cinqüenta	(150)	quilômetros	de	largura,	paralela	à	linha
divisória	terrestre	do	território	nacional.
								Art	2º	-	O	assentimento	prévio	será	formalizado,	em	cada	caso,	em	ato	da
Secretaria-Geral	 do	Conselho	de	Segurança	Nacional	 (SG/CSN),	 publicado	no,
Diário	Oficial	da	União	e	comunicado	ao	órgão	federal	interessado.
	 	 	 	 	 	 	 	 Parágrafo	 único	 -	 A	 modificação	 ou	 a	 cassação	 das	 concessões	 ou
autorizações	 já	 efetuadas	 também	serão	 formalizadas,	 em	cada	caso,	 através	de
ato	da	SG/CSN,	publicado	no	Diário	Oficial	da	União.
	 	 	 	 	 	 	 	 Art	 3º	 -	 Somente	 serão	 examinados	 pela	 SG/CSN	 os	 pedidos	 de
assentimento	prévio	instruídos	na	forma	deste	regulamento.
	 	 	 	 	 	 	 	 Parágrafo	 único	 -	 Os	 pedidos	 serão	 apresentados	 aos	 órgãos	 federais
indicados	neste	regulamento	aos	quais	incumbirá:
								I	-	exigir	do	interessado	a	documentação	prevista	neste	regulamento	relativa
ao	objeto	do	pedido;
								II	-	emitir	parecer	conclusivo	sobre	o	pedido,	à	luz	da	legislação	específica;
								III	-	encaminhar	o	pedido	à	SG/CSN;	e
	 	 	 	 	 	 	 	 IV	 -	adotar,	após	a	decisão	da	SG/CSN,	 todas	as	providências	cabíveis,
inclusive	 as	 relativas	 à	 entrega,	 ao	 requerente,	 da	 documentação	 expedida	 por
aquela	Secretaria-Geral.
	 	 	 	 	 	 	 	 Art	 4º	 -	 Das	 decisões	 denegatórias	 ou	 que	 implicarem	modificação	 ou
cassação	 de	 autorizações	 já	 concedidas,	 caberá	 recurso	 ao	 Presidente	 da
República,	no	prazo	de	cento	e	vinte	(120)	dias,	contados	da	sua	publicação	no
Diário	Oficial	da	União.
	 	 	 	 	 	 	 	 §	 1º	 -	 O	 recurso	 não	 terá	 efeito	 suspensivo	 salvo	 se	 o	 Presidente	 da
República	expressamente	o	determinar.
								§	2º	-	O	recurso	será	apresentado	à	SG/CSN	que	a	submeterá,	nos	sessenta
(60)	dias	seguintes	ao	seu	recebimento,	ao	Presidente	da	República.
Capítulo	II
DA	ALIENAÇÃO	E	CONCESSÃO	DE	TERRAS	PÚBLICAS
	 	 	 	 	 	 	 	Art	 5º	 -	 Para	 a	 alienação	 e	 a	 concessão	 de	 terras	 públicas	 na	Faixa	 de
Fronteira,	o	processo	terá	início	no	instituto	Nacional	de	Colonização	e	Reforma
Agrária	(INCRA).
	 	 	 	 	 	 	 	Art	6º	 -	As	empresas	que	desejarem	adquirir	 terras	públicas	na	Faixa	de
Fronteira	deverão	instruir	seus	pedidos	com	a	cópia	do	estatuto	ao	contrato	social
e	 respectivas	 alterações	 além	 de	 outros	 documentos	 exigidos	 pela	 legislação
agrária	específica.
								Art	7º	-	Os	processos	para	a	alienação	ou	concessão	de	terras	públicas	na
Faixa	 de	 Fronteira	 serão	 remetidos	 pelo	 INCRA	 à	 SG/CSN,	 com	 o	 respectivo
parecer,	sendo	restituídos	aquela	autarquia	após	apreciados.
CAPÍTULO	III
DOS	SERVIÇOS	DE	RADIODIFUSÃO
								Art	8º	-	Para	a	execução	dos	serviços	de	radiodifusão	de	sons	e	radiodifusão
de	sons	e	imagens,	na	Faixa	de	Fronteira,	serão	observadas	as	prescrições	gerais
da	legislação	específica	de	radiodifusão	e	o	processo	terá	início	no	Departamento
Nacional	de	Telecomunicações	(DENTEL).
	 	 	 	 	 	 	 	Art	 9º	 -	O	 assentimento	 prévio	 do	CSN,	 para	 a	 instalação	 de	meios	 de
comunicação	 destinados	 à	 exploração	 de	 serviços	 de	 radiodifusão	 de	 sons	 ou
radiodifusão	de	sons	e	imagens,	será	necessário	apenas	na	hipótese	de	as	estações
geradoras	se	localizarem	dentro	da	Faixa	de	Fronteira.
								Art	10.	-	Na	hipótese	do	artigo	anterior,	as	empresas	deverão	fazer	constar
expressamente	de	seus	estatutos	oucontratos	sociais	que:
								I	-	O	capital	social,	na	sua	totalidade,	pertencerá	sempre	a	pessoas	físicas
brasileiras;
								II	-	O	quadro	do	pessoal	será	sempre	constituído,	ao	menos,	de	dois	terços
(2/3)	de	trabalhadores	brasileiros;
	 	 	 	 	 	 	 	 III	 -	 a	 responsabilidade	 e	 a	 orientação	 intelectual	 e	 administrativa	 da
empresa	caberão	somente	a	brasileiros	natos;
								IV	-	as	cotas	ou	ações	representativas	do	capital	social	serão	inalienáveis	e
incaucionáveis	a	estrangeiros	ou	a	pessoas	jurídicas;	e
	 	 	 	 	 	 	 	V	 -	 a	 empresa	não	poderá	 efetuar	 nenhuma	alteração	do	 seu	 instrumento
social	sem	prévia	autorização	dos	órgãos	competentes.
	 	 	 	 	 	 	 	 Parágrafo	 único	 -	 As	 empresas	 constituídas	 sob	 a	 forma	 de	 sociedade
anônima	 deverão,	 ainda,	 fazer	 constar	 em	 seu	 estatuto	 social,	 que	 as	 ações
representativas	do	capital	social	serão	sempre	nominativas.
								Art	11.	-	As	empresas	pretendentes	à	execução	dos	serviços	de	radiodifusão,
na	 Faixa	 de	 Fronteira,	 deverão	 instruir	 suas	 propostas	 com	 os	 seguintes
documentos,	além	dos	exigidos	pela	legislação	específica	de	radiodifusão:
								I	-	cópia	dos	atos	constitutivos	(se	ainda	em	formação)	ou	cópia	do	estatuto,
contrato	 social	 e	 respectivas	 alterações	 (se	 empresa	 já	 constituída),	 em	 que
constem	as	cláusulas	mencionadas	no	artigo	anterior;
								II	-	prova	de	nacionalidade	de	todos	os	administradores	ou	sócios-cotistas
(cópia	 da	 Certidão	 de	 Nascimento	 para	 os	 solteiros;	 cópia	 da	 Certidão	 de
Casamento	 para	 os	 casados;	 cópia	 da	 Certidão	 de	 Casamento,	 com	 respectiva
averbação,	 para	 os	 desquitados	 ou	 separados	 judicialmente	 ou	 divorciados	 e
cópia	da	Certidão	de	Casamento	e	de	Óbito	do	cônjuge,	para	os	viúvos);
								III	-	prova	de	estarem	em	dia	com	as	suas	obrigações	referentes	ao	Serviço
Militar	de	todos	os	administradores	ou	sócios-cotistas;	e
								IV	-	prova	de	estarem	em	dia	com	as	suas	obrigações	relacionadas	com	a
Justiça	Eleitoral	de	todos	os	administradores	ou	sócios-cotistas.
	 	 	 	 	 	 	 	 Parágrafo	 único	 -	 As	 empresas	 constituídas	 sob	 a	 forma	 de	 sociedade
anônima	 deverão,	 ainda,	 apresentar	 relação	 nominal	 dos	 acionistas,	 com	 os
respectivos	números	de	ações.
								Art	12	-	O	procedimento	para	a	obtenção	do	assentimento	prévio	do	CSN,
pelas	empresas	de	radiodifusão,	será	o	seguinte:
								I	-	para	empresas	em	formação	ou	para	aqueIas	que	desejarem,	pela	primeira
vez,	 executar	 o	 serviço	 na	 Faixa	 de	 Fronteira	 -	 requerimento	 instruído	 com	 os
documentos	exigidos	pela	legislação	específica	de	radiodifusão	e	os	mencionados
no	artigo	anterior,	dirigido	ao	DENTEL	que,	após	emitir	parecer,	encaminhará	o
respectivo	 processo	 à	 SG/CSN,	 para	 apreciação	 e	 posterior	 restituição	 àquele
Departamento;	e
	 	 	 	 	 	 	 	II	 -	para	empresas	que	 já	possuem	o	assentimento	prévio	para	executar	o
serviço	na	Faixa	de	Fronteira	e	que	desejem	efetuar	alteração	em	seu	instrumento
social,	para	posterior	registro,	referente	a	alteração	do	objeto	social;	mudança	do
nome	comercial	ou	endereço	da	 sede;	 eleição	de	novo	administrador;	 admissão
de	 novo	 sócio-cotista;	 transformação,	 incorporação,	 fusão	 e	 cisão;	 ou	 reforma
total	dos	estatutos	ou	contrato	social	-	requerimento	instruído	com	os	documentos
exigidos	 pela	 legislação	 específica	 de	 radiodifusão,	 a	 proposta	 de	 alteração
estatutária	 ou	 contratual	 e	 as	 cópias	 dos	 documentos	 pessoais,	mencionados	 no
art.	11,	dos	novos	administradores	ou	sócios-cotistas,	quando	for	o	caso,	dirigido
ao	DENTEL,	seguindo-se	o	processamento	descrito	no	item	I.
	 	 	 	 	 	 	 	 Parágrafo	 único	 -	 Caberá	 ao	 DENTEL	 o	 encaminhamento	 dos	 atos
constitutivos,	 instrumentos	 sociais	 e	 respectivas	 alterações	 estatutárias	 e
contratuais	 à	 empresa	 requerente,	 para	 posterior	 registro	 nas	 Juntas	Comerciais
dos	Estados	e	Territórios	Federais.
								Art	13	-	Às	Universidades	e	Fundações	que	desejarem	executar	os	serviços
de	 radiodifusão	 na	 Faixa	 de	 Fronteira,	 serão	 aplicadas,	 no	 que	 couber,	 as
disposições	deste	regulamento.
CAPÍTULO	IV
DAS	ATIVIDADES	DE	MINERAÇÃO
				 	 	 	 	Art	14	-	Para	a	execução	das	atividades	de	pesquisa,	 lavra,	exploração	e
aproveitamento	 de	 recursos	 minerais,	 salvo	 aqueles	 de	 imediata	 aplicação	 na
construção	civil,	na	Faixa	de	Fronteira,	serão	obedecidas	as	prescrições	gerais	da
legislação	 específica	 de	 mineração	 e	 o	 processo	 terá	 início	 no	 Departamento
Nacional	de	Produção	Mineral	(DNPM).
	 	 	 	 	 	 	 	 Art	 15	 -	 Entende-se	 por	 empresa	 de	 mineração,	 para	 os	 efeitos	 deste
regulamento,	 a	 firma	 ou	 sociedade	 constituída	 e	 domiciliada	 no	 País,	 qualquer
que	 seja	 a	 sua	 forma	 jurídica	 e	 entre	 cujos	 objetivos	 esteja	 o	 de	 realizar	 a
pesquisa,	lavra,	exploração	e	aproveitamento	dos	recursos	minerais	no	território
nacional.
	 	 	 	 	 	 	 	§	1º	 -	Os	componentes	da	 firma	ou	sociedade	a	que	se	 refere	o	presente
artigo	 podem	 ser	 pessoas	 físicas	 ou	 jurídicas,	 nacionais	 ou	 estrangeiras,	 mas
nominalmente,	representadas	no	ato,	constitutivo	da	empresa.
								§	2º	-	No	caso	de	pessoa	física	ou	empresa	individual,	só	a	brasileiro	será
permitido	 o	 estabelecimento	 ou	 exploração	 das	 atividades	 previstas	 neste
capítulo.
								§	3º	-	É	vedada	a	delegação	de	poderes	direção	ou	gerência	a	estrangeiro,
ainda	que	por	procuração	outorgada	pela	sociedade	ou	empresa	individual.
								Art	16	-	O	assentimento	prévio	do	CSN,	para	a	execução	das	atividades	de
pesquisa,	 lavra,	 exploração	 e	 aproveitamento	 de	 recursos	 minerais,	 será
necessário:
								I	-	para	as	empresas	que	se	estabelecerem	na	Faixa	de	Fronteira;	e
								II	-	para	as	empresas	que	irão	operar	dentro	da	Faixa	de	Fronteira.
								Art	17	-	Nas	hipóteses	do	artigo	anterior,	as	empresas	deverão	fazer	constar
expressamente	de	seus	estatutos	ou	contratos	sociais	que:
								I	-	pelo	menos	51%	(cinqüenta	e	um	por	cento)	do	capital	pertencerá	sempre
a	brasileiros;
								II	-	o	quadro	de	pessoal	será	sempre	constituído	de,	pelo	menos,	2/3	(dois
terços)	de	trabalhadores	brasileiros;	e
	 	 	 	 	 	 	 	III	-	a	administração	ou	gerência	caberá	sempre	a	maioria	de	brasileiros,
assegurados	a	estes	poderes	predominantes.
	 	 	 	 	 	 	 	 Parágrafo	 único	 -	 As	 empresas	 constituídas	 sob	 a	 forma	 de	 sociedade
anônima	 deverão,	 ainda,	 fazer	 constar	 em	 seu	 estatuto	 social	 que	 as	 ações
representativas	do	capital	social	revestirão	sempre	a	forma	nominativa.
								Art	18.	-	As	empresas	individuais	deverão	fazer	constar	em	suas	declarações
de	firmas	que:
								I	-	o	quadro	de	pessoal	será	sempre	constítuído	de,	pelo	menos,	2/3	(dois
terços)	de	trabalhadores	brasileiros;	e
								II	-	a	administração	ou	a	gerência	caberá	sempre	a	brasileiros.
								Art	19.	-	As	sociedades	enquadradas	no	art.	16	deverão	instruir	seus	pedidos
com	 os	 seguintes	 documentos,	 além	 dos	 exigidos	 pela	 legislação	 específica	 de
mineração:
								I	-	cópia	dos	atos	constitutivos	(se	ainda	em	formação)	ou	cópia	do	estatuto,
contrato	 social	 e	 respectivas	 alterações	 (se	 empresa	 já	 constituída),	 em	 que
constem	as	cláusulas	mencionadas	no	art.	17;
								II	-	prova	de	nacionalidade	de	todos	os	administradores	ou	sócios-cotístas
(cópia	 da	 Certidão	 de	 Nascimento	 para	 os	 solteiros;	 cópia	 da	 Certidão	 de
Casamento	 para	 os	 casados;	 cópia	 da	 Certidão	 de	 Casamento,	 com	 respectiva
averbação,	 para	 os	 desquitados	 ou	 separados	 judicialmente	 ou	 divorciados	 e
cópia	da	Certidão	de	Casamento	e	de	Óbito	do	cônjuge,	para	os	viúvos);
								III	-	prova	de	estarem	em	dia	com	as	suas	obrigações	referentes	ao	Serviço
Militar	de	todos	os	administradores	ou	sócios-cotístas;	e
								IV	-	prova	de	estarem	emdia	com	as	suas	obrigações	relacionadas	com	a
Justiça	Eleitoral	de	todos	os	administradores	ou	sócios-cotistas.
	 	 	 	 	 	 	 	 Parágrafo	 único	 -	 As	 empresas	 constituídas	 sob	 a	 forma	 de	 sociedade
anônima	deverão,	ainda,	apresentar	relação	nominal,	contendo	a	nacionalidade	e
número	de	ações	de	todos	os	acionistas.
								Art	20	-	As	pessoas	físicas	ou	empresas	individuais	deverão	instruir	seus
pedidos	 com	 os	 seguintes	 documentos,	 além	 dos	 exigidos	 pela	 legislação
específica	de	mineração:
								I	-	cópia	da	declaração	de	firma,	em	que	constem	as	cláusula	mencionadas
no	art.	18,	quando	empresa,	individual;
								II	-	cópia	da	Certidão	de	Nascimento	ou	de	Casamento,	conforme	o	caso;
								III	-	prova	de	estarem	em	dia	com	as	suas	obrigações	referentes	ao	Serviço
Militar;	e
								IV	-	prova	de	estarem	em	dia	com	as	suas	obrigações	relacionadas	com	a
Justiça	Eleitoral.
								Art	21	-	O	procedimento	para	a	obtenção	do	assentimento	prévio	do	CSN,
pelas	empresas	de	mineração,	será	o	seguinte:
								I	-	para	empresas	em	formação	ou	para	aqueIas	que	desejarem,	pela	primeira
vez,	executar	as	atividades	na	Faixa	de	Fronteira	-	requerimento	instruído	com	os
documentos	exigidos	pela	 legislação	específica	de	mineração	e	os	mencionados
nos	 artigos	 19	 ou	 20,	 conforme	 o	 caso,	 dirigido	 ao	 DNPM	 que,	 após	 emitir
parecer,	 encaminhará	 o	 respectivo	 processo	 à	 SG/CSN,	 para	 apreciação	 e
posterior	restituição	àquele	Departamento;	e
								II	-	para	empresas	que	já	possuem	o	assentimento	prévio	para	executar	as
atividades	 na	 Faixa	 de	 Fronteira	 e	 que	 desejem	 efetuar	 alteração	 em	 seu
instrumento	social,	para	posterior	registro,	referente	a	alteração	do	objeto	social;
mudança	 do	 nome	 comercial	 ou	 endereço	 da	 sede;	 eleição	 ou	 substituição	 de
diretores	na	administração	ou	gerência;	alteração	nas	atribuições	e	competências
de	 administradores;	modificação	 na	 participação	 do	 capital	 social;	 aumento	 de
capital	 social	 nos	 casos	 de	 emissão	 e/ou	 subscrição	 pública	 ou	 particular	 de
ações;	 mudança	 na	 forma	 das	 ações;	 entrada	 ou	 retirada	 de	 novos	 acionistas;
transformação,	 incorporação,	 fusão	 e	 cisão;	 retirada	 e/ou	 admissão	 de	 sócios-
cotistas;	ou	reforma	total	dos	estatutos	ou	contrato	social	-	requerimento	instruído
com	os	documentos	exigidos	pela	legislação	específica	de	mineração	a	proposta
de	 alteração	 estatutária	 ou	 contratual	 e	 as	 cópias	 dos	 documentos	 pessoais
mencionados	no	art.	19	dos	novos	administradores	ou	sócios-cotistas,	quando	for
o	caso,	dirigido	ao	DNPM,	seguindo-se	o	processamento	descrito	no	Item	I.
	 	 	 	 	 	 	 	 Parágrafo	 único	 -	 Caberá	 ao	 DNPM	 o	 encaminhamento	 dos	 atos
constitutivos,	 instrumentos	 sociais	 e	 respectivas	 alterações	 estatutárias	 e
contratuais	 à	 empresa	 requerente,	 para	 posterior	 registro	 nas	 Juntas	Comerciais
dos	Estados	e	Territórios	Federais.
CAPÍTULO	V
DA	COLONIZAÇÃO	E	LOTEAMENTOS	RURAIS
								Art	22	-	Para	a	execução	das	atividades	de	colonização	e	loteamentos	rurais,
na	 Faixa	 de	 Fronteira,	 serão	 observadas	 as	 prescrições	 gerais	 da	 legislação
agrária	específica	e	o	processo	terá	início	no	Instituto	Nacional	de	Colonização	e
Reforme	Agrária	(INCRA).
								Art	23	-	Entende-se	por	empresa	particular	de	colonização,	para	os	efeitos
deste	 regulamento,	 as	 pessoas	 físicas	 ou	 jurídicas,	 estas	 constituídas	 e
domiciliadas	 no	 País,	 que	 tiverem	 por	 finalidade	 executar	 programa	 de
valorização	de	área	ou	distribuição,	de	terras.
								§	1º	-	No	caso	de	pessoa	física	ou	empresa	individual,	só	a	brasileiro	será
permitido	executar	as	atividades	previstas	neste	artigo.
								§	2º	-	É	vedada	a	delegação	de	poderes	de	direção	ou	gerência	a	estrangeiro,
ainda	que	por	procuração	outorgada	pela	sociedade	ou	empresa	individual.
								Art	24	-	O	assentimento	prévio	do	CSN	para	a	execução	das	atividades	de
colonização	e	loteamentos	rurais,	na	Faixa	de	Fronteira,	será	necessário:
								I	-	na	alienação	de	terras	públicas,	para	a	empresa	vencedora	de	licitação
publicada	no	Diário			Oficial	da	União;	e
								II	-	na	alienação	de	terras	particulares,	para	as	empresas	que	as	desejarem
adquirir,	quando	da	apresentação	dos	respectivos	projetos.
								Art	25	-	Nas	hipóteses	do	artigo	anterior,	as	empresas	deverão	fazer	constar
de	seus	estatutos	ou	contratos	sociais	as	cláusulas	mencionadas	nos	artigos	17	ou
18,	conforme	o	caso.
								Art	26	-	As	empresas	enquadradas	no	art.	24	deverão	instruir	seus	processos
com	os	documentos	discriminados	nos	artigos	19	ou	20,	conforme	o	caso.
	 	 	 	 	 	 	 	Art	27	-	As	empresas	de	colonização	e	loteamento	rurais	que	já	possuem
autorização	 para	 operar	 na	 Faixa	 de	 Fronteira	 necessitarão	 do	 assentimento
prévio	 do	 CSN	 para	 efetuarem	 alterações	 em	 seu	 instrumento	 social,	 para
posterior	registro	nos	casos	previstos	no	item	II	do	art.	21.
	 	 	 	 	 	 	 	 Art	 28	 -	 Após	 instruídos	 pelo	 INCRA,	 os	 processos	 de	 colonização	 e
loteamentos	 rurais,	 na	 Faixa	 de	 Fronteira,	 serão	 encaminhados	 a	 SG/CSN	 para
apreciação	e	posterior	restituição	àquela	autarquia.
	 	 	 	 	 	 	 	 Parágrafo	 único	 -	 Caberá	 ao	 INCRA	 o	 encaminhamento	 dos	 atos
constitutivos,	 instrumentos	 sociais	 e	 respectivas	 alterações	 estatutárias	 e
contratuais	 à	 empresa	 requerente,	 para	 posterior	 registro	 nas	 Juntas	Comerciais
dos	Estados	e	Territórios	Federais.
CAPÍTULO	VI
DAS	TRANSAÇÕES	COM	IMÓVEIS	RURAIS,	ENVOLVENDO
ESTRANGEIROS
	 	 	 	 	 	 	 	Art	29.	 -	Os	negócios	 jurídicos	que,	direta	ou	 indiretamente,	 implicarem
obtenção	 da	 posse,	 do	 domínio	 ou	 de	 qualquer	 outro	 direito	 real	 sobre	 imóvel
rural	situado	na	Faixa	de	Fronteira,	dependerão	do	assentimento	prévio	do	CSN	e
o	processo	 terá	 início	 no	 Instituto	Nacional	 de	Colonização	 e	Reforma	Agrária
(INCRA),	quando	adquirente	de	titularidade	daqueles	direitos:
								I	-	pessoa	física	estrangeira	residente	no	Brasil;
								II	-	pessoa	jurídica	estrangeira	autorizada	a	funcionar	no	País;	ou
								III	-	pessoa	jurídica	brasileira	da	qual	participe,	a	qualquer	título,	detendo	a
maioria	 de	 seu	 capital	 social,	 pessoa	 física	 estrangeira	 aqui	 não	 residente	 ou
pessoa	jurídica	estrangeira	sediada	no	exterior.
								Art	30.	-	As	pessoas	jurídicas	referidas	nos	itens	II	e	III	do	artigo	anterior
somente	poderão	obter	o	assentimento	prévio	quando	o	imóvel	rural	pretendido	se
destinar	 a	 implantação	 de	 projeto	 agrícola,	 pecuário,	 industrial	 ou	 de
colonização,	vinculado	aos	seus	objetivos	estatutários.
	 	 	 	 	 	 	 	Art	 31.	 -	As	pessoas	 físicas	 estrangeiras	que	desejarem	adquirir	 imóvel
rural,	 na	 Faixa	 de	 Fronteira,	 deverão	 instruir	 seus	 pedidos	 com	 os	 seguintes
documentos,	além	dos	exigidos	pela	legislação	agrária	específica:
								I	-	cópia	da	Carteira	de	Identidade	para	Estrangeiro;
								II	-	declaração	do	interessado,	de	que	não	está	respondendo	a	inquérito	ou
ação	penal,	nem	foi	condenado	pela	justiça	de	seu	País	ou	do	Brasil;
	 	 	 	 	 	 	 	 III	 -	 prova	 de	 propriedade	 do	 imóvel	 pretendido,	 incluindo	 sua	 cadeia
dominial;	e
								IV	-	cópia	do	Certificado	de	Cadastro	do	INCRA,	referente	ao	exercício	em
vigor.
Parágrafo	único	 -	No	 texto	do	 requerimento	para	a	 aquisição	do	 imóvel	 rura,	o
interessado	deverá	declarar	sua	residência	e	o	endereço	para	correspondência.
								Art	32	-	As	pessoas	jurídicas	estrangeiras	referidas	nos	itens	II	e	III	do	art.
29	que	desejarem	adquirir	 imóvel	 rural,	na	Faixa	de	Fronteira,	deverão	 instruir
seus	 pedidos	 com	 os	 seguintes	 documentos,	 além	 dos	 exigidos	 pela	 legislação
agrária	específica:
								I	-	cópia	do	estatuto	ou	contrato	social	da	empresa;
								II	-	autorização	para	a	peticionaria	funcionar	no	Brasil,	em	se	tratandode
empresa	estrangeira;
	 	 	 	 	 	 	 	 III	 -	 cópias	 dos	 atos	 de	 eleição	 da	 diretoria	 e	 da	 alteração	 do	 nome
comercial	da	empresa,	se	for	o	caso;
	 	 	 	 	 	 	 	 IV	 -	 relação	 nominal,	 contendo	 a	 nacionalidade	 e	 número	 de	 ações	 dos
acionistas	da	empresa,	quando	se	tratar	de	sociedade	anônima,	em	se	tratando	de
empresa	brasileira;
	 	 	 	 	 	 	 	 V	 -	 prova	 de	 propriedade	 do	 imóvel	 pretendido,	 incluindo	 sua	 cadeia
dominial;	e
								VI	-	cópia	do	Certificado	de	Cadastro	do	INCRA,	referente	ao	exercício	em
vigor.
								Art	33	-	Os	processos	para	transação	de	imóveis	rurais	com	estrangeiros,	na
Faixa	 de	 Fronteira,	 serão	 remetidos	 pelo	 INCRA	à	 SG/CSN,	 com	o	 respectivo
parecer,	sendo	restituídos	àquela	autarquia	após	apreciados.
CAPÍTULO	VII
DA	PARTICIPAÇÃO	DE	ESTRANGEIROS	EM	PESSOA	JURÍDICA
BRASILEIRA
								Art	34	-	A	participação,	a	qualquer	título,	de	estrangeiro,	pessoa	natural	ou
jurídica,	 em	 pessoa	 jurídica	 brasileira	 que	 seja	 titular	 de	 direito	 real	 sobre
imóvel	rural	localizado	na	Faixa	de	Fronteira,	dependerá	do	assentimento	prévio
do	CSN.
								§	1º	-	São	direitos	reais,	assim	definidos	no	Código	Civil	Brasileiro,	além
da	propriedade	e	da	posse,	a	enfiteuse	ou	aforamento,	as	servidões,	o	usufruto,	o
uso,	a	habitação,	as	rendas	expressamente	constituídas	sobre	imóveis,	a	anticrese
e	a	hipoteca.
								§	2º	-	A	pessoa	jurídica	que	desrespeitar	a	exigência	deste	artigo	sujeitar-se-
á	à	dissolução,	na	forma	da	legislação	pertinente.
	 	 	 	 	 	 	 	 Art	 35	 -	 Para	 a	 lavratura	 e	 o	 registro	 de	 escritura	 de	 alienação	 ou	 de
constituição	de	direito	real,	que	tiver	por	objeto	imóvel	rural	situado	na	Faixa	de
Fronteira,	em	que	o	outorgado	for	pessoa	jurídica,	será	indispensável	verificar	se
dela	participa,	como	sócio	ou	acionista,	pessoa	física	ou	jurídica	estrangeira.
								Parágrafo	único	-	A	verificação	de	que	trata	este	artigo	far-se-á	da	seguinte
maneira:
						 		I	-	em	se	tratando	de	sociedade	anônima	-	à	vista	da	relação	nominal	dos
acionistas,	contendo	a	nacionalidade,	o	número	de	ações	com	direito	a	voto	e	a
soma	 das	 participações,	 a	 qual	 deverá	 coincidir	 com	 o	 capital	 declarado	 no
estatuto	 social	 da	 empresa;	 a	 relação	 será	 firmada	 pelos	 diretores	 da	 empresa,
responsáveis	 pela	 exação	 da	 informação,	 com	 a	 declaração	 de	 que	 foi	 feita	 de
conformidade	 com	 os	 dados	 existentes	 no	 Livro	 de	 Registro	 de	 Ações	 da
sociedade;	e
								II	-	em	se	tratando	de	sociedade	de	outro	tipo	-	à	vista	do	contrato	social	e
de	suas	alterações.
	 	 	 	 	 	 	 	Art	36	-	O	assentimento	prévio	para	os	atos	previstos	neste	capítulo	será
dado	mediante	solicitação	do	interessado	à	SG/CSN.
CAPÍTULO	VIII
DO	AUXÍLIO	FINANCEIRO	AOS	MUNICÍPIOS	DA	FAIXA	DE	FRONTEIRA
	 	 	 	 	 	 	 	Art	37	 -	Para	habilitar-se	 ao	auxílio	 financeiro	destinado	à	 execução	de
obras	 públicas,	 previsto	 no	 art.	 9º	 da	 Lei	 nº	 6.634,	 de	 2	 de	maio	 de	 1979,	 os
municípios	 total	ou	parcialmente	 localizados	na	Faixa	de	Fronteira	deverão,	até
31	 de	 julho	 do	 ano	 anterior	 ao	 da	 concessão,	 encaminhar	 à	 SG/CSN	 dados
sucintos	sobre	a	obra	que	pretendem	realizar	e	seu	orçamento	estimado.
								Parágrafo	único	-	Em	casos	especiais,	devidamente	justificados,	poderá	ser
concedido	auxílio	para	aquisição	de	máquinas	e	equipamentos.
	 	 	 	 	 	 	 	Art	 38	 -	A	SG/CSN	estudará	 os	 pedidos	 de	 auxílio	 e,	 a	 partir	 de	 1º	 de
setembro,	 informará	 às	 Prefeituras	Municipais	 da	 concessão	 ou	 não	 do	 auxílio
solicitado.
								Art	39	-	Os	recursos	serão	repassados	diretamente	às	Prefeituras	Municipais
por	intermédio	da	agência	do	Banco	do	Brasil	S.A.
	 	 	 	 	 	 	 	Art	40	 -	A	aplicação	dos	 recursos	está	 sujeita	a	comprovação	perante	o
Tribunal	de	Contas	da	União,	por	Intermédio	da	SG/CSN.
								§	1º	-	O	emprego	dos	recursos	limitar-se-á	no	exercício	financeiro	em	que
foram	concedidos,	podendo	ser	aproveitados	no	exercício	imediato,	como	Restos
a	Pagar,	desde	que	devidamente	empenhados	no	exercício	do	recebimento.
	 	 	 	 	 	 	 	 §	 2º	 -	 Enquanto	 as	 prestações	 de	 contas	 não	 forem	 apresentadas,	 as
Prefeituras	 Municipais	 não	 estarão	 habilitadas	 ao	 recebimento	 de	 auxílios
posteriores.
	 	 	 	 	 	 	 	Art	41	 -	A	SG/CSN	baixará	 instruções	detalhadas,	visando	a	orientar	 as
Prefeituras	Municipais	quanto	à	habilitação	e	repasse	dos	auxílios,	aplicação	dos
recursos	e	prestação	de	contas.
CAPÍTULO	IX
DA	INSCRIÇÃO	NOS	ÓRGÃOS	DO	REGISTRO	DO	COMÉRCIO
	 	 	 	 	 	 	 	 Art	 42	 -	 As	 Juntas	 Comerciais	 dos	 Estados	 e	 dos	 Territórios	 Federais
exigirão	prova	do	assentimento	prévio	de	CSN	nos	seguintes	casos:
								I	-	execução	dos	serviços	de	radiodifusão,	de	que	trata	o	Capítulo	III:
								a)	para	inscrição	dos	atos	constitutivos,	estatutos	ou	contratos	sociais	das
empresas	 que	 desejarem,	 pela	 primeira	 vez,	 executar	 o	 serviço	 na	 Faixa	 de
Fronteira;	e
								b)	para	inscrição	das	alterações	nos	instrumentos	sociais,	listadas	no	Item	II
do	art.	12;	e
								II	-	execução	das	atividades	de	mineração,	de	que	trata	o	Capítulo	IV	e	de
colonização	e	loteamentos	rurais,	de	que	trata	o	Capítulo	V:
								a).para	inscrição	dos	atos	constitutivos,	declarações	de	firma,	estatutos	ou
contratos	 sociais	 das	 empresas	 que	 desejarem,	 pela	 primeira	 vez,	 executar	 as
atividades	na	Faixa	de	Fronteira;	e
								b)	para	inscrição	das	alterações	nos	instrumentos	sociais,	listadas	no	item	II
do	art.	21.
								Art	43	-	A	abertura	de	filiais,	agências,	sucursais,	postos	ou	quaisquer	outros
estabelecimentos	com	poder	de	representação	ou	mandato	da	matriz,	na	Faixa	de
Fronteira,	 relacionados	 com	 a	 prática	 de	 atos	 que	 necessitam	 do	 assentimento
prévio,	implicará	o	cumprimento	das	prescrições	deste	regulamento.
								Art	44	-	Será	dispensado	ato	formal	da	SG/CSN,	nos	casos	de	dissolução,
liquidação	ou	 extinção	das	 empresas	que	obtiveram	o	assentimento	prévio	para
exercerem	atividades	na	Faixa	de	Fronteira,	na	forma	deste	regulamento,	cabendo
ao	 Departamento	 Nacional	 de	 Registro	 do	 Comércio	 (DNRC)	 comunicar	 tais
ocorrências	àquela	Secretaria-Geral,	para	fins	de	controle.
CAPÍTULO	X
DISPOSIÇÕES	GERAIS
								Art	45	-	As	entidades	da	administração	indireta,	da	União,	dos	Estados	e	dos
Municípios,	 aplicam-se,	 no	 que	 couber,	 as	 disposições	 deste	 regulamento,	 não
lhes	sendo	exigível,	porém,	que	adotem	para	suas	ações	a	forma	nominativa.
								Art	46	-	Os	Cartórios	de	Notas	e	de	Registro	de	Imóveis	exigirão	prova	do
assentimento	prévio	do	CSN	para	as	transações	com	imóveis	rurais,	envolvendo
estrangeiros,	de	que	trata	o	Capítulo	VI	e	obedecidas	as	prescrições	da	legislação
que	 regula	 a	 aquisição	 de	 imóvel	 rural	 por	 estrangeiro	 residente	 no	 País	 ou
pessoa	jurídica	estrangeira	autorizada	a	funcionar	no	Brasil.
								Art	47	-	Trimestralmente,	os	Cartórios	de	Registro	de	Imóveis	remeterão	à
Corregedoria	 da	 Justiça	 Estadual	 a	 que	 estiverem	 subordinados	 ou	 à
Corregedoria	 da	 Justiça	 do	 Distrito	 Federal	 e	 dos	 Territórios,	 à	 repartição
estadual	do	 INCRA	e	 à	SG/CSN,	 relação	das	 aquisições	de	 imóveis	 rurais	por
pessoas	físicas	ou	jurídicas	estrangeiras,	situados	na	Faixa	de	Fronteira,	do	qual
constarão	os	seguintes	dados:
	 	 	 	 	 	 	 	 I	 -	 menção	 do	 documento	 de	 identidade	 das	 partes	 contratantes	 ou	 dos
respectivos	atos	constitutivos,	se	pessoas	jurídicas;
	 	 	 	 	 	 	 	 II	 -	memorial	 descritivo	 do	 imóvel,	 com	 área,	 características,	 limites	 e
confrontações;	e
								III	-	transcrição	da	autorização	do	órgão	competente.
	 	 	 	 	 	 	 	Art	 48	 -	A	SG/CSN	 solicitará,	 das	 autoridades	 e	 órgãos	 competentes,	 a
instauração	 de	 inquérito	 destinado	 a	 apurar	 as	 infrações	 ao	 disposto	 neste
regulamento.Art	 49	 -	 Os	 atos	 previstos	 neste	 regulamento,	 se	 praticados	 sem	 o
assentimento	 prévio	 do	 CSN,	 serão	 nulos	 de	 pleno	 direito	 e	 sujeitarão	 os
responsáveis	à	multa	de	até	vinte	por	cento	(20%)	do	valor	declarado	do	negócio
irregularmente	realizado.
								Art	50	-	Este	Decreto	entra	em	vigor	na	data	de	sua	publicação,	revogadas	as
disposições	em	contrário.
								Brasília,	26	de	agosto	de	1980;	159º	da	Independência	e	92º	da	República.
JOÃO	FIGUEIREDO	
Danilo	Venturini
Este	texto	não	substitui	o	publicado	no	D.O.U.	de	27.8.1980
Presidência	da	República
Casa	Civil
Subchefia	para	Assuntos	Jurídicos
DECRETO	Nº	5.484,	DE	30	DE	JUNHO	DE	2005.
	
Aprova	 a	 Política	 de	 Defesa
Nacional,	 e	 dá	 outras
providências.
								O	PRESIDENTE	DA	REPÚBLICA,	no	uso	da	atribuição	que	lhe	confere	o
art.	84,	inciso	VI,	alínea	"a",	da	Constituição,
								DECRETA:
								Art.	1o		Fica	aprovada	a	Política	de	Defesa	Nacional	anexa	a	este	Decreto.
	 	 	 	 	 	 	 	Art.	2o	 	Os	órgãos	e	entidades	da	administração	pública	 federal	deverão
considerar,	em	seus	planejamentos,	ações	que	concorram	para	fortalecer	a	Defesa
Nacional.
								Art.	3o		Este	Decreto	entra	em	vigor	na	data	de	sua	publicação.
								Brasília,	30	de	junho	de	2005;	184o	da	Independência	e	117o	da	República.
LUIZ	INÁCIO	LULA	DA	SILVA
José	Alencar	Gomes	da	Silva
Jorge	Armando	Felix
Este	texto	não	substitui	o	publicado	no	D.O.U.	de	1º.7.2005
POLÍTICA	DE	DEFESA	NACIONAL
INTRODUÇÃO
								A	Política	de	Defesa	Nacional	voltada,	preponderantemente,	para	ameaças
externas,	 é	 o	 documento	 condicionante	 de	 mais	 alto	 nível	 do	 planejamento	 de
defesa	e	tem	por	finalidade	estabelecer	objetivos	e	diretrizes	para	o	preparo	e	o
emprego	da	capacitação	nacional,	com	o	envolvimento	dos	setores	militar	e	civil,
em	 todas	 as	 esferas	 do	 Poder	 Nacional.	 O	 Ministério	 da	 Defesa	 coordena	 as
ações	necessárias	à	Defesa	Nacional.
	 	 	 	 	 	 	 	 Esta	 publicação	 é	 composta	 por	 uma	 parte	 política,	 que	 contempla	 os
conceitos,	os	ambientes	internacional	e	nacional	e	os	objetivos	da	defesa.	Outra
parte,	de	estratégia,	engloba	as	orientações	e	diretrizes.
								A	Política	de	Defesa	Nacional,	tema	de	interesse	de	todos	os	segmentos	da
sociedade	brasileira,	tem	como	premissas	os	fundamentos,	objetivos	e	princípios
dispostos	 na	 Constituição	 Federal	 e	 encontra-se	 em	 consonância	 com	 as
orientações	governamentais	e	a	política	externa	do	País,	a	qual	se	fundamenta	na
busca	 da	 solução	 pacífica	 das	 controvérsias	 e	 no	 fortalecimento	 da	 paz	 e	 da
segurança	internacionais.
								Após	um	longo	período	sem	que	o	Brasil	participe	de	conflitos	que	afetem
diretamente	o	território	nacional,	a	percepção	das	ameaças	está	desvanecida	para
muitos	brasileiros.	Porém,	é	imprudente	imaginar	que	um	país	com	o	potencial	do
Brasil	 não	 tenha	 disputas	 ou	 antagonismos	 ao	 buscar	 alcançar	 seus	 legítimos
interesses.	 Um	 dos	 propósitos	 da	 Política	 de	 Defesa	 Nacional	 é	 conscientizar
todos	os	segmentos	da	sociedade	brasileira	de	que	a	defesa	da	Nação	é	um	dever
de	todos	os	brasileiros.
								1.	O	ESTADO,	A	SEGURANÇA	E	A	DEFESA
	 	 	 	 	 	 	 	1.1	O	Estado	 tem	como	pressupostos	básicos	o	 território,	o	povo,	 leis	 e
governo	próprios	e	independência	nas	relações	externas.	Ele	detém	o	monopólio
legítimo	 dos	meios	 de	 coerção	 para	 fazer	 valer	 a	 lei	 e	 a	 ordem,	 estabelecidas
democraticamente,	provendo-lhes,	também,	a	segurança.
	 	 	 	 	 	 	 	 1.2	 Nos	 primórdios,	 a	 segurança	 era	 vista	 somente	 pelo	 ângulo	 da
confrontação	entre	Estados,	ou	seja,	da	necessidade	básica	de	defesa	externa.	À
medida	que	as	sociedades	se	desenvolveram,	novas	exigências	foram	agregadas,
além	da	ameaça	de	ataques	externos.
	 	 	 	 	 	 	 	 1.3	Gradualmente,	 o	 conceito	de	 segurança	 foi	 ampliado,	 abrangendo	os
campos	 político,	 militar,	 econômico,	 social,	 ambiental	 e	 outros.	 Entretanto,	 a
defesa	externa	permanece	como	papel	primordial	das	Forças	Armadas	no	âmbito
interestatal.
								As	medidas	que	visam	à	segurança	são	de	largo	espectro,	envolvendo,	além
da	 defesa	 externa:	 defesa	 civil;	 segurança	 pública;	 políticas	 econômicas,	 de
saúde,	educacionais,	ambientais	e	outras	áreas,	muitas	das	quais	não	são	tratadas
por	meio	dos	instrumentos	político-militares.
								Cabe	considerar	que	a	segurança	pode	ser	enfocada	a	partir	do	indivíduo,	da
sociedade	e	do	Estado,	do	que	resultam	definições	com	diferentes	perspectivas.
								A	segurança,	em	linhas	gerais,	é	a	condição	em	que	o	Estado,	a	sociedade	ou
os	indivíduos	não	se	sentem	expostos	a	riscos	ou	ameaças,	enquanto	que	defesa	é
ação	efetiva	para	se	obter	ou	manter	o	grau	de	segurança	desejado.
								Especialistas	convocados	pela	Organização	das	Nações	Unidas	(ONU)	em
Tashkent,	no	ano	de	1990,	definiram	a	segurança	como	"uma	condição	pela	qual
os	Estados	consideram	que	não	existe	perigo	de	uma	agressão	militar,	pressões
políticas	ou	coerção	econômica,	de	maneira	que	podem	dedicar-se	 livremente	a
seu	próprio	desenvolvimento	e	progresso".
		 						1.4	Para	efeito	da	Política	de	Defesa	Nacional,	são	adotados	os	seguintes
conceitos:
								I	-	Segurança	é	a	condição	que	permite	ao	País	a	preservação	da	soberania	e
da	 integridade	 territorial,	 a	 realização	 dos	 seus	 interesses	 nacionais,	 livre	 de
pressões	e	ameaças	de	qualquer	natureza,	e	a	garantia	aos	cidadãos	do	exercício
dos	direitos	e	deveres	constitucionais;
								II	-	Defesa	Nacional	é	o	conjunto	de	medidas	e	ações	do	Estado,	com	ênfase
na	 expressão	militar,	 para	 a	 defesa	 do	 território,	 da	 soberania	 e	 dos	 interesses
nacionais	contra	ameaças	preponderantemente	externas,	potenciais	ou	manifestas.
								2.	O	AMBIENTE	INTERNACIONAL
								2.1	O	mundo	vive	desafios	mais	complexos	do	que	os	enfrentados	durante	o
período	 passado	 de	 confrontação	 ideológica	 bipolar.	 O	 fim	 da	 Guerra	 Fria
reduziu	o	grau	de	previsibilidade	das	relações	internacionais	vigentes	desde	a	2ª
Guerra	Mundial.
								Nesse	ambiente,	é	pouco	provável	um	conflito	generalizado	entre	Estados.
Entretanto,	 renovaram-se	 no	 mundo	 conflitos	 de	 caráter	 étnico	 e	 religioso,	 a
exacerbação	 de	 nacionalismos	 e	 a	 fragmentação	 de	Estados,	 com	um	vigor	 que
ameaça	a	ordem	mundial.
								Neste	século,	poderão	ser	intensificadas	disputas	por	áreas	marítimas,	pelo
domínio	 aeroespacial	 e	 por	 fontes	 de	 água	 doce	 e	 de	 energia,	 cada	 vez	 mais
escassas.	 Tais	 questões	 poderão	 levar	 a	 ingerências	 em	 assuntos	 internos,
configurando	quadros	de	conflito.
								Com	a	ocupação	dos	últimos	espaços	terrestres,	as	fronteiras	continuarão	a
ser	motivo	de	litígios	internacionais.
	 	 	 	 	 	 	 	 2.2	 O	 fenômeno	 da	 globalização,	 caracterizado	 pela	 interdependência
crescente	 dos	 países,	 pela	 revolução	 tecnológica	 e	 pela	 expansão	 do	 comércio
internacional	 e	 dos	 fluxos	 de	 capitais,	 resultou	 em	 avanços	 para	 uma	 parte	 da
humanidade.	 Paralelamente,	 a	 criação	 de	 blocos	 econômicos	 tem	 resultado	 em
arranjos	competitivos.	Para	os	países	em	desenvolvimento,	o	desafio	é	o	de	uma
inserção	positiva	no	mercado	mundial.
	 	 	 	 	 	 	 	Nesse	processo,	as	economias	nacionais	 tornaram-se	mais	vulneráveis	às
crises	ocasionadas	pela	instabilidade	econômica	e	financeira	em	todo	o	mundo.	A
crescente	exclusão	de	parcela	significativa	da	população	mundial	dos	processos
de	 produção,	 consumo	 e	 acesso	 à	 informação	 constitui	 fonte	 potencial	 de
conflitos.
	 	 	 	 	 	 	 	 2.3	A	configuração	da	ordem	 internacional	 baseada	na	unipolaridade	no
campo	militar	associada	às	assimetrias	de	poder	produz	tensões	e	instabilidades
indesejáveis	para	a	paz.
	 	 	 	 	 	 	 	 A	 prevalência	 do	 multilateralismo	 e	 o	 fortalecimento	 dos	 princípios
consagrados	pelo	direito	 internacionalcomo	a	 soberania,	 a	não-intervenção	e	a
igualdade	entre	os	Estados,	 são	promotores	de	um	mundo	mais	estável,	voltado
para	o	desenvolvimento	e	bem	estar	da	humanidade.
	 	 	 	 	 	 	 	 2.4	 A	 questão	 ambiental	 permanece	 como	 uma	 das	 preocupações	 da
humanidade.	 Países	 detentores	 de	 grande	 biodiversidade,	 enormes	 reservas	 de
recursos	naturais	e	imensas	áreas	para	serem	incorporadas	ao	sistema	produtivo
podem	tornar-se	objeto	de	interesse	internacional.
	 	 	 	 	 	 	 	2.5	Os	 avanços	da	 tecnologia	da	 informação,	 a	 utilização	de	 satélites,	 o
sensoriamento	 eletrônico	 e	 inúmeros	 outros	 aperfeiçoamentos	 tecnológicos
trouxeram	 maior	 eficiência	 aos	 sistemas	 administrativos	 e	 militares,	 sobretudo
nos	países	que	dedicam	maiores	recursos	financeiros	à	Defesa.	Em	conseqüência,
criaram-se	 vulnerabilidades	 que	 poderão	 ser	 exploradas,	 com	 o	 objetivo	 de
inviabilizar	o	uso	dos	nossos	sistemas	ou	facilitar	a	interferência	à	distância.
								2.6	Atualmente,	atores	não-estatais,	novas	ameaças	e	a	contraposição	entre	o
nacionalismo	 e	 o	 transnacionalismo	 permeiam	 as	 relações	 internacionais	 e	 os
arranjos	de	segurança	dos	Estados.	Os	delitos	transnacionais	de	natureza	variada
e	 o	 terrorismo	 internacional	 são	 ameaças	 à	 paz,	 à	 segurança	 e	 à	 ordem
democrática,	normalmente,	enfrentadas	com	os	 instrumentos	de	 inteligência	e	de
segurança	dos	Estados.
								3.	O	AMBIENTE	REGIONAL	E	O	ENTORNO	ESTRATÉGICO
	 	 	 	 	 	 	 	3.1	O	subcontinente	da	América	do	Sul	 é	o	ambiente	 regional	no	qual	o
Brasil	se	insere.	Buscando	aprofundar	seus	laços	de	cooperação,	o	País	visualiza
um	 entorno	 estratégico	 que	 extrapola	 a	 massa	 do	 subcontinente	 e	 incluiu	 a
projeção	pela	fronteira	do	Atlântico	Sul	e	os	países	lindeiros	da	África.
								3.2	A	América	do	Sul,	distante	dos	principais	focos	mundiais	de	tensão	e
livre	de	armas	nucleares,	é	considerada	uma	região	relativamente	pacífica.	Além
disso,	processos	de	consolidação	democrática	e	de	integração	regional	tendem	a
aumentar	a	confiabilidade	regional	e	a	solução	negociada	dos	conflitos.
	 	 	 	 	 	 	 	 3.3	 Entre	 os	 processos	 que	 contribuem	 para	 reduzir	 a	 possibilidade	 de
conflitos	 no	 entorno	 estratégico,	 destacam-se:	 o	 fortalecimento	 do	 processo	 de
integração,	 a	 partir	 do	 Mercosul,	 da	 Comunidade	 Andina	 de	 Nações	 e	 da
Comunidade	Sul-Americana	de	Nações;	o	estreito	relacionamento	entre	os	países
amazônicos,	no	âmbito	da	Organização	do	Tratado	de	Cooperação	Amazônica;	a
intensificação	 da	 cooperação	 e	 do	 comércio	 com	 países	 africanos,	 facilitada
pelos	laços	étnicos	e	culturais;	e	a	consolidação	da	Zona	de	Paz	e	de	Cooperação
do	Atlântico	Sul	.
								A	ampliação	e	a	modernização	da	infra-estrutura	da	América	do	Sul	podem
concretizar	a	ligação	entre	seus	centros	produtivos	e	os	dois	oceanos,	facilitando
o	desenvolvimento	e	a	integração.
								3.4	A	segurança	de	um	país	é	afetada	pelo	grau	de	instabilidade	da	região
onde	 está	 inserido.	 Assim,	 é	 desejável	 que	 ocorram:	 o	 consenso;	 a	 harmonia
política;	 e	 a	 convergência	 de	 ações	 entre	 os	 países	 vizinhos,	 visando	 lograr	 a
redução	da	criminalidade	 transnacional,	na	busca	de	melhores	condições	para	o
desenvolvimento	 econômico	 e	 social	 que	 tornarão	 a	 região	mais	 coesa	 e	 mais
forte.
								3.5	A	existência	de	zonas	de	instabilidade	e	de	ilícitos	transnacionais	pode
provocar	o	transbordamento	de	conflitos	para	outros	países	da	América	do	Sul.	A
persistência	desses	focos	de	incertezas	impõe	que	a	defesa	do	Estado	seja	vista
com	 prioridade,	 para	 preservar	 os	 interesses	 nacionais,	 a	 soberania	 e	 a
independência.
	 	 	 	 	 	 	 	3.6	Como	conseqüência	de	 sua	 situação	geopolítica,	 é	 importante	para	o
Brasil	que	se	aprofunde	o	processo	de	desenvolvimento	integrado	e	harmônico	da
América	 do	 Sul,	 o	 que	 se	 estende,	 naturalmente,	 à	 área	 de	 defesa	 e	 segurança
regionais.
								4.	O	BRASIL
								4.1	O	perfil	brasileiro	–	ao	mesmo	tempo	continental	e	marítimo,	equatorial,
tropical	 e	 subtropical,	 de	 longa	 fronteira	 terrestre	 com	 a	 quase	 totalidade	 dos
países	sul-americanos	e	de	extenso	litoral	e	águas	jurisdicionais	–	confere	ao	País
profundidade	geoestratégica	e	 torna	complexa	a	 tarefa	do	planejamento	geral	de
defesa.	 Dessa	 maneira,	 a	 diversificada	 fisiografia	 nacional	 conforma	 cenários
diferenciados	 que,	 em	 termos	 de	 defesa,	 demandam,	 ao	mesmo	 tempo,	 política
geral	e	abordagem	específica	para	cada	caso.
	 	 	 	 	 	 	 	 4.2	 A	 vertente	 continental	 brasileira	 contempla	 complexa	 variedade
fisiográfica,	que	pode	ser	sintetizada	em	cinco	macro-regiões.
	 	 	 	 	 	 	 	4.3	O	planejamento	da	defesa	 inclui	 todas	as	 regiões	e,	em	particular,	as
áreas	vitais	onde	se	encontra	maior	concentração	de	poder	político	e	econômico.
Complementarmente,	 prioriza	 a	 Amazônia	 e	 o	 Atlântico	 Sul	 pela	 riqueza	 de
recursos	e	vulnerabilidade	de	acesso	pelas	fronteiras	terrestre	e	marítima.
								4.4	A	Amazônia	brasileira,	com	seu	grande	potencial	de	riquezas	minerais	e
de	 biodiversidade,	 é	 foco	 da	 atenção	 internacional.	 A	 garantia	 da	 presença	 do
Estado	e	a	vivificação	da	faixa	de	fronteira	são	dificultadas	pela	baixa	densidade
demográfica	e	pelas	 longas	distâncias,	associadas	à	precariedade	do	sistema	de
transportes	terrestre,	o	que	condiciona	o	uso	das	hidrovias	e	do	transporte	aéreo
como	principais	 alternativas	de	 acesso.	Estas	 características	 facilitam	a	prática
de	 ilícitos	 transnacionais	 e	 crimes	 conexos,	 além	de	 possibilitar	 a	 presença	 de
grupos	com	objetivos	contrários	aos	interesses	nacionais.
								A	vivificação,	política	indigenista	adequada,	a	exploração	sustentável	dos
recursos	naturais	e	a	proteção	ao	meio-ambiente	são	aspectos	essenciais	para	o
desenvolvimento	e	a	integração	da	região.	O	adensamento	da	presença	do	Estado,
e	em	particular	das	Forças	Armadas,	ao	longo	das	nossas	fronteiras,	é	condição
necessária	 para	 conquista	 dos	 objetivos	 de	 estabilização	 e	 desenvolvimento
integrado	da	Amazônia.
								4.5	O	mar	sempre	esteve	relacionado	com	o	progresso	do	Brasil,	desde	o
seu	descobrimento.	A	natural	vocação	marítima	brasileira	é	respaldada	pelo	seu
extenso	litoral	e	pela	importância	estratégica	que	representa	o	Atlântico	Sul.
								A	Convenção	das	Nações	Unidas	sobre	Direito	do	Mar	permitiu	ao	Brasil
estender	os	limites	da	sua	Plataforma	Continental	e	exercer	o	direito	de	jurisdição
sobre	 os	 recursos	 econômicos	 em	 uma	 área	 de	 cerca	 de	 4,5	 milhões	 de
quilômetros	quadrados,	região	de	vital	 importância	para	o	País,	uma	verdadeira
"Amazônia	Azul".
	 	 	 	 	 	 	 	Nessa	imensa	área	estão	as	maiores	reservas	de	petróleo	e	gás,	fontes	de
energia	 imprescindíveis	para	o	desenvolvimento	do	País,	 além	da	existência	de
potencial	pesqueiro.
	 	 	 	 	 	 	 	 A	 globalização	 aumentou	 a	 interdependência	 econômica	 dos	 países	 e,
conseqüentemente,	 o	 fluxo	 de	 cargas.	 No	 Brasil,	 o	 transporte	 marítimo	 é
responsável	por	movimentar	a	quase	totalidade	do	comércio	exterior.
								4.6	Às	vertentes	continental	e	marítima	sobrepõe-se	dimensão	aeroespacial,
de	suma	importância	para	a	Defesa	Nacional.	O	controle	do	espaço	aéreo	e	a	sua
boa	articulação	com	os	países	vizinhos,	assim	como	o	desenvolvimento	de	nossa
capacitação	aeroespacial,	constituem	objetivos	setoriais	prioritários.
								4.7	O	Brasil	propugna	uma	ordem	internacional	baseada	na	democracia,	no
multilateralismo,	na	cooperação,	na	proscrição	das	armas	químicas,	biológicas	e
nucleares	 e	 na	 busca	 da	 paz	 entre	 as	 nações.	 Nessa	 direção,	 defende	 a
reformulação	 e	 a	 democratização	 das	 instâncias	 decisórias	 dos	 organismos
internacionais,	como	forma	de	reforçar	a	solução	pacífica	de	controvérsias	e	sua
confiança	 nos	 princípios	 e	 normas	 do	 Direito	 Internacional.	 No	 entanto,não	 é
prudente	conceber	um	país	sem	capacidade	de	defesa	compatível	com	sua	estatura
e	aspirações	políticas.
	 	 	 	 	 	 	 	4.8	A	Constituição	Federal	de	1988	tem	como	um	de	seus	princípios,	nas
relações	internacionais,	o	repúdio	ao	terrorismo.
								O	Brasil	considera	que	o	terrorismo	internacional	constitui	risco	à	paz	e	à
segurança	 mundiais.	 Condena	 enfaticamente	 suas	 ações	 e	 apóia	 as	 resoluções
emanadas	pela	ONU,	reconhecendo	a	necessidade	de	que	as	nações	trabalhem	em
conjunto	no	sentido	de	prevenir	e	combater	as	ameaças	terroristas.
								4.9	O	Brasil	atribui	prioridade	aos	países	da	América	do	Sul	e	da	África,
em	 especial	 aos	 da	 África	 Austral	 e	 aos	 de	 língua	 portuguesa,	 buscando
aprofundar	seus	laços	com	esses	países.
	 	 	 	 	 	 	 	 4.10	A	 intensificação	 da	 cooperação	 com	 a	Comunidade	 dos	 Países	 de
Língua	 Portuguesa	 (CPLP),	 integrada	 por	 oito	 países	 distribuídos	 por	 quatro
continentes	 e	 unidos	 pelos	 denominadores	 comuns	 da	 história,	 da	 cultura	 e	 da
língua,	constitui	outro	fator	relevante	das	nossas	relações	exteriores.
								4.11	O	Brasil	tem	laços	de	cooperação	com	países	e	blocos	tradicionalmente
aliados	 que	 possibilitam	 a	 troca	 de	 conhecimento	 em	 diversos	 campos.
Concomitantemente,	 busca	 novas	 parcerias	 estratégicas	 com	 nações
desenvolvidas	ou	emergentes	para	ampliar	esses	intercâmbios.
		 	 	 	 	 	 	4.12	O	Brasil	atua	na	comunidade	internacional	respeitando	os	princípios
constitucionais	 de	 autodeterminação,	 não-intervenção	 e	 igualdade	 entre	 os
Estados.	Nessas	condições,	sob	a	égide	de	organismos	multilaterais,	participa	de
operações	de	paz,	visando	a	contribuir	para	a	paz	e	a	segurança	internacionais.
	 	 	 	 	 	 	 	 4.13	 A	 persistência	 de	 entraves	 à	 paz	 mundial	 requer	 a	 atualização
permanente	 e	 o	 reaparelhamento	 progressivo	 das	 nossas	 Forças	 Armadas,	 com
ênfase	 no	 desenvolvimento	 da	 indústria	 de	 defesa,	 visando	 à	 redução	 da
dependência	 tecnológica	 e	 à	 superação	 das	 restrições	 unilaterais	 de	 acesso	 a
tecnologias	sensíveis.
								4.14	Em	consonância	com	a	busca	da	paz	e	da	segurança	internacionais,	o
País	é	signatário	do	Tratado	de	Não-Proliferação	de	Armas	Nucleares	e	destaca	a
necessidade	 do	 cumprimento	 do	 Artigo	 VI,	 que	 prevê	 a	 negociação	 para	 a
eliminação	 total	 das	 armas	 nucleares	 por	 parte	 das	 potências	 nucleares,
ressalvando	o	uso	da	tecnologia	nuclear	como	bem	econômico	para	fins	pacíficos.
								4.15	O	contínuo	desenvolvimento	brasileiro	traz	implicações	crescentes	para
o	 campo	 energético	 com	 reflexos	 em	 sua	 segurança.	 Cabe	 ao	 País	 assegurar
matriz	 energética	 diversificada	 que	 explore	 as	 potencialidades	 de	 todos	 os
recursos	naturais	disponíveis.
								5.	OBJETIVOS	DA	DEFESA	NACIONAL
	 	 	 	 	 	 	 	 As	 relações	 internacionais	 são	 pautadas	 por	 complexo	 jogo	 de	 atores,
interesses	e	normas	que	estimulam	ou	limitam	o	poder	e	o	prestígio	das	Nações.
Nesse	contexto	de	múltiplas	influências	e	de	interdependência,	os	países	buscam
realizar	 seus	 interesses	 nacionais,	 podendo	 gerar	 associações	 ou	 conflitos	 de
variadas	intensidades.
	 	 	 	 	 	 	 	 Dessa	 forma,	 torna-se	 essencial	 estruturar	 a	 Defesa	 Nacional	 de	modo
compatível	 com	 a	 estatura	 político-estratégica	 para	 preservar	 a	 soberania	 e	 os
interesses	 nacionais	 em	 compatibilidade	 com	 os	 interesses	 da	 nossa	 região.
Assim,	 da	 avaliação	 dos	 ambientes	 descritos,	 emergem	 objetivos	 da	 Defesa
Nacional:
	 	 	 	 	 	 	 	 I	 -	 a	 garantia	 da	 soberania,	 do	 patrimônio	 nacional	 e	 da	 integridade
territorial;
								II	-	a	defesa	dos	interesses	nacionais	e	das	pessoas,	dos	bens	e	dos	recursos
brasileiros	no	exterior;
								III	-	a	contribuição	para	a	preservação	da	coesão	e	unidade	nacionais;
								IV	-	a	promoção	da	estabilidade	regional;
								V	-	a	contribuição	para	a	manutenção	da	paz	e	da	segurança	internacionais;	e
								VI	-	a	projeção	do	Brasil	no	concerto	das	nações	e	sua	maior	inserção	em
processos	decisórios	internacionais.
								6.	ORIENTAÇÕES	ESTRATÉGICAS
	 	 	 	 	 	 	 	 6.1	 A	 atuação	 do	 Estado	 brasileiro	 em	 relação	 à	 defesa	 tem	 como
fundamento	a	obrigação	de	contribuir	para	a	elevação	do	nível	de	segurança	do
País,	tanto	em	tempo	de	paz,	quanto	em	situação	de	conflito.
								6.2	A	vertente	preventiva	da	Defesa	Nacional	reside	na	valorização	da	ação
diplomática	 como	 instrumento	 primeiro	 de	 solução	 de	 conflitos	 e	 em	 postura
estratégica	baseada	na	existência	de	capacidade	militar	com	credibilidade,	apta	a
gerar	efeito	dissuasório.
								Baseia-se,	para	tanto,	nos	seguintes	pressupostos	básicos:
	 	 	 	 	 	 	 	 I	 -	 fronteiras	 e	 limites	 perfeitamente	 definidos	 e	 reconhecidos
internacionalmente;
	 	 	 	 	 	 	 	 II	 -	 estreito	 relacionamento	com	os	países	vizinhos	e	com	a	comunidade
internacional	baseado	na	confiança	e	no	respeito	mútuos;
								III	-	rejeição	à	guerra	de	conquista;
								IV	-	busca	da	solução	pacífica	de	controvérsias;
								V	-	valorização	dos	foros	multilaterais;
								VI	-	existência	de	forças	armadas	modernas,	balanceadas	e	aprestadas;	e
								VII	-	capacidade	de	mobilização	nacional.
	 	 	 	 	 	 	 	 6.3	A	 vertente	 reativa	 da	 defesa,	 no	 caso	 de	 ocorrer	 agressão	 ao	 País,
empregará	 todo	o	poder	nacional,	com	ênfase	na	expressão	militar,	exercendo	o
direito	de	legítima	defesa	previsto	na	Carta	da	ONU.
								6.4	Em	conflito	de	maior	extensão,	de	forma	coerente	com	sua	história	e	o
cenário	 vislumbrado,	 o	 Brasil	 poderá	 participar	 de	 arranjo	 de	 defesa	 coletiva
autorizado	pelo	Conselho	de	Segurança	da	ONU.
	 	 	 	 	 	 	 	 6.5	 No	 gerenciamento	 de	 crises	 internacionais	 de	 natureza	 político-
estratégica,	o	Governo	determinará	a	articulação	dos	diversos	setores	envolvidos.
O	emprego	das	Forças	Armadas	poderá	ocorrer	de	diferentes	formas,	de	acordo
com	os	interesses	nacionais.
	 	 	 	 	 	 	 	6.6	A	expressão	militar	do	País	fundamenta-se	na	capacidade	das	Forças
Armadas	e	no	potencial	dos	recursos	nacionais	mobilizáveis.
								6.7	As	Forças	Armadas	devem	estar	ajustadas	à	estatura	político-estratégica
do	 País,	 considerando-se,	 dentre	 outros	 fatores,	 a	 dimensão	 geográfica,	 a
capacidade	econômica	e	a	população	existente.
	 	 	 	 	 	 	 	6.8	A	ausência	de	litígios	bélicos	manifestos,	a	natureza	difusa	das	atuais
ameaças	 e	 o	 elevado	 grau	 de	 incertezas,	 produto	 da	 velocidade	 com	 que	 as
mudanças	ocorrem,	exigem	ênfase	na	atividade	de	inteligência	e	na	capacidade	de
pronta	 resposta	das	Forças	Armadas,	 às	quais	 estão	 subjacentes	 características,
tais	 como	 versatilidade,	 interoperabilidade,	 sustentabilidade	 e	 mobilidade
estratégica,	 por	 meio	 de	 forças	 leves	 e	 flexíveis,	 aptas	 a	 atuarem	 de	 modo
combinado	e	a	cumprirem	diferentes	tipos	de	missões.
								6.9	O	fortalecimento	da	capacitação	do	País	no	campo	da	defesa	é	essencial
e	 deve	 ser	 obtido	 com	 o	 envolvimento	 permanente	 dos	 setores	 governamental,
industrial	 e	 acadêmico,	 voltados	 à	 produção	 científica	 e	 tecnológica	 e	 para	 a
inovação.	 O	 desenvolvimento	 da	 indústria	 de	 defesa,	 incluindo	 o	 domínio	 de
tecnologias	 de	 uso	 dual,	 é	 fundamental	 para	 alcançar	 o	 abastecimento	 seguro	 e
previsível	de	materiais	e	serviços	de	defesa.
								6.10	A	integração	regional	da	indústria	de	defesa,	a	exemplo	do	Mercosul,
deve	ser	objeto	de	medidas	que	propiciem	o	desenvolvimento	mútuo,	a	ampliação
dos	mercados	e	a	obtenção	de	autonomia	estratégica.
	 	 	 	 	 	 	 	6.11	Além	dos	países	e	blocos	 tradicionalmente	aliados,	o	Brasil	deverá
buscar	 outras	 parcerias	 estratégicas,	 visando	 a	 ampliar	 as	 oportunidades	 de
intercâmbio	e	a	geração	de	confiança	na	área	de	defesa.
	 	 	 	 	 	 	 	 6.12	Em	virtude	da	 importânciaestratégica	 e	 da	 riqueza	 que	 abrigam,	 a
Amazônia	 brasileira	 e	 o	 Atlântico	 Sul	 são	 áreas	 prioritárias	 para	 a	 Defesa
Nacional.
								6.13	Para	contrapor-se	às	ameaças	à	Amazônia,	é	imprescindível	executar
uma	 série	 de	 ações	 estratégicas	 voltadas	 para	 o	 fortalecimento	 da	 presença
militar,	efetiva	ação	do	Estado	no	desenvolvimento	sócio-econômico	e	ampliação
da	cooperação	com	os	países	vizinhos,	visando	à	defesa	das	riquezas	naturais	e
do	meio	ambiente.
	 	 	 	 	 	 	 	 6.14	No	Atlântico	Sul,	 é	 necessário	 que	 o	País	 disponha	 de	meios	 com
capacidade	de	exercer	a	vigilância	e	a	defesa	das	águas	jurisdicionais	brasileiras,
bem	como	manter	a	segurança	das	linhas	de	comunicações	marítimas.
								6.15	O	Brasil	precisa	dispor	de	meios	e	capacidade	de	exercer	a	vigilância,
o	 controle	 e	 a	 defesa	 do	 seu	 espaço	 aéreo,	 aí	 incluídas	 as	 áreas	 continental	 e
marítima,	bem	como	manter	a	segurança	das	linhas	de	navegação	aéreas.
								6.16	Com	base	na	Constituição	Federal	e	em	prol	da	Defesa	Nacional,	as
Forças	 Armadas	 poderão	 ser	 empregadas	 contra	 ameaças	 internas,	 visando	 à
preservação	 do	 exercício	 da	 soberania	 do	 Estado	 e	 à	 indissolubilidade	 da
unidade	federativa.
								6.17	Para	ampliar	a	projeção	do	País	no	concerto	mundial	e	reafirmar	seu
compromisso	com	a	defesa	da	paz	e	com	a	cooperação	entre	os	povos,	o	Brasil
deverá	intensificar	sua	participação	em	ações	humanitárias	e	em	missões	de	paz
sob	a	égide	de	organismos	multilaterais.
								6.18	Com	base	na	Constituição	Federal	e	nos	atos	internacionais	ratificados,
que	repudiam	e	condenam	o	terrorismo,	é	imprescindível	que	o	País	disponha	de
estrutura	 ágil,	 capaz	 de	 prevenir	 ações	 terroristas	 e	 de	 conduzir	 operações	 de
contraterrorismo.
								6.19	Para	minimizar	os	danos	de	possível	ataque	cibernético,	é	essencial	a
busca	permanente	do	aperfeiçoamento	dos	dispositivos	de	segurança	e	a	adoção
de	 procedimentos	 que	 reduzam	 a	 vulnerabilidade	 dos	 sistemas	 e	 permitam	 seu
pronto	restabelecimento.
	 	 	 	 	 	 	 	6.20	O	desenvolvimento	de	mentalidade	de	defesa	no	 seio	da	 sociedade
brasileira	 é	 fundamental	 para	 sensibilizá-la	 acerca	da	 importância	das	questões
que	 envolvam	 ameaças	 à	 soberania,	 aos	 interesses	 nacionais	 e	 à	 integridade
territorial	do	País.
								6.21	É	prioritário	assegurar	a	previsibilidade	na	alocação	de	recursos,	em
quantidade	suficiente,	para	permitir	o	preparo	adequado	das	Forças	Armadas.
								6.22	O	emprego	das	Forças	Armadas	na	garantia	da	lei	e	da	ordem	não	se
insere	no	contexto	deste	documento	e	ocorre	de	acordo	com	legislação	específica.
								7.	DIRETRIZES
	 	 	 	 	 	 	 	 7.1	 	 As	 políticas	 e	 ações	 definidas	 pelos	 diversos	 setores	 do	 Estado
brasileiro	 deverão	 contribuir	 para	 a	 consecução	 dos	 objetivos	 da	 Defesa
Nacional.	 Para	 alcançá-los,	 devem-se	 observar	 as	 seguintes	 diretrizes
estratégicas:
	 	 	 	 	 	 	 	 I	 -	manter	 forças	estratégicas	em	condições	de	emprego	 imediato,	para	a
solução	de	conflitos;
								II	-	dispor	de	meios	militares	com	capacidade	de	salvaguardar	as	pessoas,
os	bens	e	os	recursos	brasileiros	no	exterior;
	 	 	 	 	 	 	 	 III	 -	 aperfeiçoar	 a	 capacidade	 de	 comando	 e	 controle	 e	 do	 sistema	 de
inteligência	dos	órgãos	envolvidos	na	Defesa	Nacional;
								IV	-	incrementar	a	interoperabilidade	entre	as	Forças	Armadas,	ampliando	o
emprego	combinado;
								V	-	aprimorar	a	vigilância,	o	controle	e	a	defesa	das	fronteiras,	das	águas
jurisdicionais	e	do	espaço	aéreo	do	Brasil;
								VI	-	aumentar	a	presença	militar	nas	áreas	estratégicas	do	Atlântico	Sul	e	da
Amazônia	brasileira;
								VII	-	garantir	recursos	suficientes	e	contínuos	que	proporcionem	condições
efetivas	de	preparo	e	emprego	das	Forças	Armadas	e	demais	órgãos	envolvidos
na	Defesa	Nacional,	em	consonância	com	a	estatura	político-estratégica	do	País;
	 	 	 	 	 	 	 	VIII	 -	 aperfeiçoar	processos	para	o	gerenciamento	de	 crises	de	natureza
político-estratégica;
								IX	-	implantar	o	Sistema	Nacional	de	Mobilização	e	aprimorar	a	logística
militar;
								X	-	proteger	as	linhas	de	comunicações	marítimas	de	importância	vital	para
o	País;
	 	 	 	 	 	 	 	 XI	 -	 dispor	 de	 estrutura	 capaz	 de	 contribuir	 para	 a	 prevenção	 de	 atos
terroristas	e	de	conduzir	operações	de	contraterrorismo;
								XII	-	aperfeiçoar	os	dispositivos	e	procedimentos	de	segurança	que	reduzam
a	 vulnerabilidade	 dos	 sistemas	 relacionados	 à	 Defesa	 Nacional	 contra	 ataques
cibernéticos	e,	se	for	o	caso,	permitam	seu	pronto	restabelecimento;
	 	 	 	 	 	 	 	 XIII	 -	 fortalecer	 a	 infra-estrutura	 de	 valor	 estratégico	 para	 a	 Defesa
Nacional,	prioritariamente	a	de	transporte,	energia	e	comunicações;
	 	 	 	 	 	 	 	XIV	 -	 promover	 a	 interação	das	 demais	 políticas	 governamentais	 com	a
Política	de	Defesa	Nacional;
	 	 	 	 	 	 	 	XV	-	 implementar	ações	para	desenvolver	e	 integrar	a	região	amazônica,
com	 apoio	 da	 sociedade,	 visando,	 em	 especial,	 ao	 desenvolvimento	 e	 à
vivificação	da	faixa	de	fronteira;
								XVI	-	incentivar	a	conscientização	da	sociedade	para	os	assuntos	de	Defesa
Nacional;
	 	 	 	 	 	 	 	XVII	-	estimular	a	pesquisa	científica,	o	desenvolvimento	tecnológico	e	a
capacidade	de	produção	de	materiais	e	serviços	de	interesse	para	a	defesa;
	 	 	 	 	 	 	 	XVIII	 -	 intensificar	o	 intercâmbio	das	Forças	Armadas	entre	si	e	com	as
universidades,	 instituições	 de	 pesquisa	 e	 indústrias,	 nas	 áreas	 de	 interesse	 de
defesa;
								XIX	-	atuar	para	a	manutenção	de	clima	de	paz	e	cooperação	nas	áreas	de
fronteira;
								XX	-	intensificar	o	intercâmbio	com	as	Forças	Armadas	das	nações	amigas,
particularmente	com	as	da	América	do	Sul	e	as	da	África,	lindeiras	ao	Atlântico
Sul;
	 	 	 	 	 	 	 	 XXI	 -	 contribuir	 ativamente	 para	 o	 fortalecimento,	 a	 expansão	 e	 a
consolidação	 da	 integração	 regional	 com	 ênfase	 no	 desenvolvimento	 de	 base
industrial	de	defesa;
								XXII	-	participar	ativamente	nos	processos	de	decisão	do	destino	da	região
Antártica;
	 	 	 	 	 	 	 	XXIII	 -	 dispor	 de	 capacidade	de	 projeção	de	 poder,	 visando	 à	 eventual
participação	 em	 operações	 estabelecidas	 ou	 autorizadas	 pelo	 Conselho	 de
Segurança	da	ONU;
	 	 	 	 	 	 	 	XXIV	 -	 criar	 novas	 parcerias	 com	países	 que	 possam	 contribuir	 para	 o
desenvolvimento	de	tecnologias	de	interesse	da	defesa;
								XXV	-	participar	de	missões	de	paz	e	ações	humanitárias,	de	acordo	com	os
interesses	nacionais;	e
								XXVI	-	participar	crescentemente	dos	processos	internacionais	relevantes	de
tomada	 de	 decisão,	 aprimorando	 e	 aumentando	 a	 capacidade	 de	 negociação	 do
Brasil.
	Folha de Rosto
	Apresentação
	Conceitos Importantes
	O Plano Nacional de Inteligência
	Estratégia de Estudos
	O Núcleo do Edital da ABIN
	Exame Psicotécnico
	O Curso de Formação
	Um pouco de história
	O Novo Concurso da ABIN
	Questões
	Lei 85064 de 1980
	Lei 9883 de 1999
	Lei 3505 de 2000
	Lei 4376 de 2002
	Lei 4872 de 2003
	Lei 5484 de 2005
	Lei 6408 de 2008

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