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JASMINY MOREIRA | TURMA 5 FISIOPATOLOGIA | 2021.1 1 Doença obstrutiva crônica DEFINIÇÃO ↳ Doença comum, evitável e tratável ↳ Caracterizado por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. ↳ Afeta por volta de 300 milhões de pessoas no mundo. No brasil cerca de 7,3 milhões de pessoas. ↳ Doença mais prevalente em indivíduos com >50 anos de idade. HISTOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO CÉLULAS QUE COMPÕEM OS ALVÉOLOS o Pneumócito tipo I ↳ Revestem a maior parte da superfície alveolar ↳ Parede delgada → epitélio simples pavimentoso ↳ Não se dividem o Pneumócito tipo II ↳ Repõem as células epiteliais quando ocorre destruição do parênquima → provem tanto pneumócito tipo II podem se diferenciar em penumócito tipo I ↳ Produzem surfactante → função de controlar as forças de tensão superficial da interface ar-liquido alveolar e opsoniza micro- organismos, facilitando a fagocitose por macrófagos alveolares o Macrófagos alveolares ↳ Originam-se de monócitos circulantes ou são provenientes dos próprios pulmões ↳ Cada alvéolo possui dois ou três macrófagos residentes, que representam a primeira linha de defesa do compartimento alveolar → já estão no interior dos pulmões ETIOLOGIA o Tabagismo → 1 tragada libera 4 trilhões de radicais livres que fazem reações destruindo o epitélio pulmonar o Exposição ocupacional o Poluição intradomiciliar o Deficiência de alfa-1 antitripsina o Hiper-reatividade brônquica DPOC ↳ Em vista da propensão para coexistência, o enfisema e a bronquite crônica frequentemente são agrupados juntos sob a denominação da DPOC. ESTRUTURA NORMAL RESPIRATÓRIA ↳ Temos os brônquios que vão se subdividindo até chegar nos bronquíolos (terminais e respiratórios) e os ductos alveolares (zona respiratória) ↳ Os alvéolos são as unidades funcionais do território da hematose ↳ O ácino pulmonar tem os alvéolos, ductos alveolares e bronquíolos ↳ No lobo pulmonar é o conjunto de 3-5 ácinos pulmonares (conjuntinho de cachos de uvas) e são separados por septos inter-lobular de tecido conjuntivo ↳ Se tem a destruição dos ácinos terá uma área grande de destruição e aí terá o acúmulo de ar. Pois o ar entra para chegar em cada alvéolo para realizar a troca, se tem a destruição o ar fica acumulado lá dentro. CONCEITOS JASMINY MOREIRA | TURMA 5 FISIOPATOLOGIA | 2021.1 2 DEFINIÇÃO ↳ Dilatação irreversível dos espaços aéreos distalmente ao bronquíolo terminal, acompanhada por destruição de suas paredes sem fibrose evidente ↳ A fibrose é observada na parede das pequenas vias aéreas PATOGENIA o Cigarro e suas partículas nocivas ↳ A presenta dos agentes causadores da lesão terá constantemente um processo inflamatório crônico. ➢ Mediadores inflamatórios e leucócitos → mediadores inflamatórios amplificações inflamatórias e mudanças estruturais ➢ Desequilíbrio protease-antiprotease → secretados pelas células epiteliais e inflamatórias destruindo tecido conjuntivo ➢ Estresse oxidativo → fumaça do tabaco (EROS), danos alveolares ➢ Infecção → exacerbam a inflamação associada e a bronquite crônica ↳ O tabaco libera EROS que inativa as antiproteases ↳ Se o paciente já tem deficiência congênita da antiprotease será muito pior a resposta da lesão do paciente tabagista ↳ Se os EROS inativam as antiproteases tem muita presença de elastase pois está tendo uma resposta inflamatória constante onde os neutrófilos estão secretando mais elastase ↳ A elastase destrói a elastina ↳ A elastina compõe as fibras elásticas alveolares ↳ Se tem neutrófilos produzindo elastase, macrófagos alveolares que acabam secretando elastase e metaloprotease por conta da lesão direta provocada pelo tabaco, temos uma grande quantidade de elastase destruindo as fibras elásticas e ao mesmo tempo radicais livres inativam as antiproteases e ai tem o desequilíbrio dessa balança ocorrendo destruição progressiva do tecido conjuntivo e das fibras elásticas gerando o enfisema (destruição do parênquima). ↳ Quando a antripsina é secretada e é inativada pelas antiproteases fica desequilibrada e começa a destruir ↳ Mais de 80% dos pacientes com deficiências congênitas de alfa-1-antitripsina desenvolvem enfisema panacinar sintomático em idade precoce e que se acentua em pacientes com hábito tabágico ↳ Múltiplos fatores genéticos controlam a resposta a lesão pós- tabagismo Por exemplo, o gene TGFb apresenta polimorfismos que influenciam a suscetibilidade à DPOC, regulando a resposta das células mesenquimais à lesão. MORFOLOGIA o MACROSCOPIA ↳ Pulmões aumentados de volume ↳ Podem existir bolhas, as vezes volumosas ↳ Pulmões pálidos (contém pouco sangue) e se torna quase completamente inelástico ↳ Presença de cavidades resultantes da dilatação dos espaços aéreos distais ENFISEMA JASMINY MOREIRA | TURMA 5 FISIOPATOLOGIA | 2021.1 3 o MICROSCOPIA ↳ Destruição da parede de bronquíolos e alvéolos que resultam em: a. Dilatação permanente dos alvéolos, sacos e ductos alveolares, formando cavidades de 1mm ou mais, facilmente visíveis a olho nu b. Perda do componente elástico que resulta em diminuição da expiração e aumento do ar residual c. Redução do leito capilar pulmonar, pela destruição dos septos alveolares ↳ Obstrução de bronquíolos, que resulta em obstáculos à saída do ar e contribui para aumentar o ar residual e para maior dilatação alveolar ENFISEMA CENTROACINAR ↳ A porção central do ácino pulmonar, junto ao bronquíolo respiratório, está acometido poupando os alvéolos distais ENFISEMA PANACINAR ↳ Todo ácino está aumentado, tornando difícil a distinção entre os alvéolos e ductos alveolares ↳ Destruição progressiva e mais grave ENFISEMA PARASSEPTAL ↳ Acomete a porção distal do ácino nas regiões adjacentes à pleura e ao longo dos septos interlobulares ↳ Pega a região mais próximo a região pleural ↳ Acaba tendo um comportamento de formar as vezes umas estruturas císticas, umas bolhas subpleural ENFISEMA IRREGULAR ↳ O ácino é envolvido irregularmente, está quase invariavelmente associado a uma cicatrização (fibrose) ↳ Na maioria das instancias ele ocorre em focos pequenos e é clinicamente insignificante JASMINY MOREIRA | TURMA 5 FISIOPATOLOGIA | 2021.1 4 SINAIS CLÍNICOS o Dispneia progressiva → toráx em barril (hiperinsuflação) o Retração do intercostal o Fadiga o Tosse o Sibilo o Apnéia obstrutiva do sono ↳ Os pacientes com dispneia proeminente e oxigenação adequada da hemoglobina são conhecidos como sopradores rosados → pink puffer ↳ Os testes de função pulmonar (espirometria) estão reduzida ↳ Óbito está relacionado com a falência pulmonar acompanhada de acidose respiratória, hipóxia, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca direita cor pulmonale), raro → jugulares distendidas e colapso maciço dos pulmões. DEFINIÇÃO ↳ Clinicamente definida como tosse persistente produtiva por no mínimo 3 meses em pelo menos 2 anos consecutivos, na ausência de qualquer outra causa identificável ↳ Paciente começa a apresentar tosses e após 2 anos apresenta outras crises. ↳ tosse com muco que pode ser uma alteração mais purulenta ↳ Paciente com bronquite tem a tosse diferente do enfisema CONSIDERAÇÕES o Histórico recorrente de infecções com secreção purulenta o A dispneia é menos proeminente, com movimentos respiratórios diminuídos, retenção de dióxido de carbono, hipóxia e cianose o Alguns podem demonstrar vias aéreas hiper-responsivas com broncoespasmo intermitente e sibilo o Pros motivos não compreendidos, os pacientes apresentam tendencia à obesidade e são denominados ‘’inchados azuis’’ o Se persiste por muitos anos pode provocar cor pulmonale, ICC ou causar metaplasiaatípica e displasia do epitélio respiratório → câncer ETIOLOGIA o Tabagismo o Exposição ocupacional o Poluição atmosférica PATOGENIA ↳ O processo inflamatório desencadeada pelas etiologias. Essa inflamação vai gerar pequenas áreas de fibrose nas vias aéreas. ↳ se há mais presença de fibrose, a luz do bronquiolo vai diminuir. ↳ O estimulo da hipersecreção de muco é uma estimulação da inflamação onde o paciente tem a tosse tentando expelir o muco que está sendo produzido. Paciente tem hipertrofia de glândula submucosa e hiperplasia de células caliciformes (produção de muco). ↳ a luz do bronquíolo estará obstruída → sibilo ↳ A infecção onde muitas vezes paciente tem predisposição a ter, é um fator importante que pode exacerbar as condições inflamatórias agudamente. Ou seja, paciente já tem condição inflamatória frente aos agentes etiológicos e se ele sofre esse processo inflamatório + infecção terá uma exacerbação ainda mais das patogenias, paciente aumenta dificuldade respiratória. BRONQUITE CRÔNICA JASMINY MOREIRA | TURMA 5 FISIOPATOLOGIA | 2021.1 5 1. Terá irritação crônica → inflamação. Onde tem liberação de mediadores inflamatórios. 2. Hipersecreção de muco nas grandes vias aéreas 3. A resposta crônica adaptativa celular é a hipertrofia de glândulas submucosas (traqueia e brônquios). 4. Proteases neutrofílicas aumentam secreção de muco pois a presença da inflamação aumenta as proteases auxiliando na destruição das fibras colágenas podendo ter enfisema 5. Aumento das células caliciformes de pequenas vias 6. Fibrose Peribrônquica 7. Formação de tampão mucoso em vias aéreas que vai obstruindo as vias aéreas 8. Infiltrado inflamatório na parede brônquica (plasmócitos e linfócitos) vai obstruir todo o bronquíolo-bronquilo e até mesmo traqueia MORFOLOGIA ↳ Aumento das glândulas secretoras de muco na traqueia e brônquios maiores constitui a lesão patognomonica da bronquite crônica ↳ O predomínio de células inflamatórias mononucleares ↳ A bronquiolite crônica (doença das vias aéreas menores), caracterizada por metaplasia das células caliciformes, plugs de muco, inflamação e fibrose, também está presente ↳ O estreitamento da luz e a obstrução das vias aéreas são causadas pela fibrose da submucosa. Alterações enfisematosas também coexistem Brônquio com parede da árvore brônquica espessa apresentando acúmulo de secreção na luz (*). Notar ainda bolhas de enfisema. Brônquio com aumento do número de células inflamatórias mononucleadas na submucosa MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS o Tosse persistente com expectoração o Dispneia o Fadiga o Alteração de troca gasosa o Cianose