Prévia do material em texto
Avaliação da medula óssea – quantificar e avaliar morfologicamente os tipos de célula da medula óssea. Q Mielopoese – síntese das células granulocíticas Q Eritropoese – síntese dos eritróides Q Megacariocitopoese – síntese dos megacariócitos Q Linfopoese – síntese de linfócitos Q Como isso ocorre: Irá ter as células tronco prulipotenciais, que a depender do estímulo das interleucinas que ocorre, ela pode dar origem as células tronco mieloides ou as células tronco linfoides. Q Quem irá liberar as interleucinas? Os macrófagos presentes na medula óssea, formando o microambiente, que permite que as células prulipotenciais se diferenciam nos tipos específicos celulares. Q Citocinas + Fatores de crescimento criam um microambiente na medula, fazendo possível formar um tipo de célula específico na medula. Q Sinais sanguíneos inexplicáveis – não consegue chegar na causa apenas com o hemograma, favorecendo investigar a medula óssea. P Citopenias (anemia, neutropenia, trombocitopenia) P Células atípicas na circulação sanguínea (neoplasias) P Leucocitoses, trombocitemias, policitemias sem explicação P Hiperproteinemia acentuada/gamopatia P Identificação de agentes infecciosos Q Utiliza-se um trocáter + mandril (uma agulha) – serve para poder furar o osso sem ele entupir a agulha. Q Colher nos ossos longos e esterno. Q Em pequenos animais: grandes quantidades ou cães menores (ossos longos). P Crista ilíaca P Tubérculo maior do úmero P Fossa trocantérica do fêmur P Cães maiores: esterno – utiliza-se uma agulha hipodérmica, porém ela pode ficar entupida com osso, tendo que fazer uma nova perfuração do animal. Q Grandes animais (esterno e costela). Q Lâmina para avaliação microscópica – colher um volume pequeno (apenas sujar o canhão da seringa) se colher um volume muito grande você diluirá essa amostra (pegando medula óssea + “outros” sangue) Q Na lâmina – irá ter algumas bolinhas no esfregaço, essas gotículas podem ser gordura ou precursores (espículas de medula óssea). Q O que irá ser observado no preparo do esfregaço de medula óssea = todas as células imaturas presentes na Hematopoese. Q Contagem de 500 células: Mieloides e Eritroides. (para saber a proporção desses tipos celulares) P Mielóides (neutrófilos, basófilos e eosinófilos) P Eritróides (hemácias) P Contagem de 500 células (mielóides:eritróides) P 0,75 a 2,0 em caninos - referência P 1,0 a 3,0 a felinos – referência P Linfóides (10 a 15% das células nucleadas) – linfócitos maduros P Monocíticas (2% das células nucleadas) P Plasmocíticas (< 2% das células nucleadas) P Megacariocíticas (10/esfregaço) – menos que 5 hipoplasiamegacariocítica e mais que 10 hiperplasiamegacariocítica Q Outros tipos celulares: Linfóides, Monocíticas, Plasmocíticas e Megacariócíticas. (ver se essas células estão dentro ou fora da normalidade) Q Morfologia celular: visualização de células jovens e maduras e se elas estão em proporção ou não e se elas estão normais Q Agentes etiológicos: células parasitadas Q Proporção Mielóide:Eritróide Elevada (Ex: contagem de 500 células, possui 400 mieloides e 100 eritróides.) – quando tiver mais mieloide do que eritroide P Predominância de precursores mielóides P Granulopoese elevada - produção aumentada na medula P Eritropoese diminuida – pouca produção de eritrócitos. P Ou ambas Q Proporção Mielóide:Eritróide Diminuída – eritroide maior que o mieloide. P Predominância de precursores eritroides P Granulopoese diminuida P Eritropoese elevada P Ou ambas Q Proporção Mielóide:Eritróide Normal* P Equilíbrio entre precursores mieloides e eritroides P Granulopoese e eritropoese aumentadas P Granulopoese e eritropoese diminuídas P Ou ambas normais. *Não quer dizer que a medula está normal. Q Avaliação da Medula Óssea – ter uma noção, para saber se o volume que está sendo observado é o adequado, se não está tendo hemodiluição – pois isso pode atrapalhar a avaliação. Q Interpretação junto ao hemograma recente: P Mesmo dia da colheita de medula! E de preferência avaliar as duas amostras em horas próximas. Hiperplasia Eritróide Q Ocorre em perdas rápidas e representativas de eritrócitos com a medula funcional. P Hemorragias P Hemólises P Doação de sangue P Policitemia secundária ou vera Q Anemia macrocítica, hipocrômica + > 60.000 reticulócitos/µL (na grande maioria das vezes sim, porém nem sempre junto – caso tenha uma anemia imunomediada, que irá ter a destruição de reticulócitos – mesmo sendo uma anemia regenerativa) Q Policitemia relativa?? Não irá causar, pois é só uma mudança de concentração celular. Hiperplasia Mielóide Q Respostas inflamatórias/infecciosas importantes Q Infecções bacterianas* ou processos inflamatórios P Leucocitose com desvio à esquerda regenerativo P Presença de granulações tóxicas. Hipoplasia/Aplasia medular Q Produção deficiente de precursores e células sanguíneas Q Neoplasias (Síndrome paraneoplásica ou mieloftise) Q Hiperstrogenismo (femeas com ovários policístico, cães com sertolioma – células de sértoli) Q FeLV – tropismo por células que fazem multiplicações intensas, atacam as células percussoras da medula óssea. Q Parasitas mielotrópicos (Ehrlichia canis) Q Drogas (Geralmente todas as linhagens) P Hipoplasia/Aplasia medular medicamentosa – uso bem longo/crônico das medicações. P Albendazol P Fenobarbital P Metronidazol P Sulfadiazina P Fenilbutazona P Ácido meclofenâmico P Fenbendazole P Quinidina P Griseofulvina P Cloranfenicol P Radioterapia/quimioterapia → Mitose Hemodiluição Q Perda de referência, perda de representatividade agentes etiológicos. – Amostra da medula diluída com sangue circulante. P Em alguns casos recorrer à Histopatologia Q Anemia regenerativa (medula respondendo) + leucocitose com desvio à esquerda P Hiperplasia eritóide e mielóide → Proporção M:E normal – porém a medula não está normal, pois tem o aumento de tudo. Q Anemia da inflamação (processo inflamatório) P Hiperplasia mielóide + hipoplasia eritróide (por indisponibilidade de ferro) Proporção M:E aumentada. Q IRC, doenças crônicas (indisponibilidade de ferro) P Hipoplasia eritróide pura – só a linhagem eritroide é afetada. Hiperplasia Megacariocítica – caso que existe destruição, consumo das plaquetas – porém a medula está respondendo. Q Doenças imunomediadas Q CID Q Sequestro de plaquetas – armazenadas ou destruídas no baço Q Vasculite urêmica – ureia tóxica, causa lesão vascular. Q Doenças inflamatórias Q Rodenticidas – drogas hemorrágicas Q Hemorragias agudas Hipoplasia Megacariocítica – medula não está respondendo. Q Mesmos fatores que causam hipoplasia medular. Q Difícil cura! Elevação de plasmócitos na medula óssea Q Qualquer enfermidade que estimule resposta humoral (anticorpos) – até vacinação. Q Viroses Q Hemoparasitoses Q Doenças autoimunes Q Neoplasias (mieloma múltiplo – neoplasia de plasmócitos da medula óssea) Q Leishmania sp. Neoplasias Q Leucemia linfocítica (mais comum) Q Leucemia mielóide (rara) P Não confundir com infecções (reação leucemoide) Q Leucemia megacariocítica (rara) Q Mieloma múltiplo (raro) Q Proteinograma Q Mastocitoma (raro) Leishmania Q Medula normal, apesar de todas as alterações de hemograma Q Elevação de plasmócitos na medula Q Macrófagos infectados.