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Módulo Concepção Laryssa Lopes - Med XX TUTORIAL 1 : FERTILIZAÇÃO 1. Discorrer sobre o sistema reprodutor masculino ( visão anatômica e histológica ) ATLAS DE ANATOMIA HUMANA NETTER INTRODUÇÃO CORD : Os órgãos sexuais masculinos compreendem um arranjo complexo de órgãos genitais internos e externos. GENITÁLIA INTERNA : Testículos(6), epidídimos(8), ducto deferente(1), ductos ejaculatórios(12), vesículas seminais(13), próstata(11) e glândulas bulbouretrais (9). GENITÁLIA EXTERNA : Uretra (4), SACO ESCROTAL (7) e pênis. GENITÁLIA EXTERNA ESCROTO ● O escroto é um saco cutâneo fibromuscular que contém os testículos e as porções inferiores dos funiculos espermáticos e se encontra suspenso abaixo da sínfise púbica entre as faces ântero medial das coxas. ● O escroto é um saco cutâneo formado por duas camadas: pele intensamente pigmentada e a túnica dartos intimamente relacionada, uma lâmina fascial sem gordura que inclui fibras musculares lisas (músculos dartos) responsáveis pela aparência rugosa do escroto. Como o músculo dartos está fixado à pele, sua contração causa o alargamento do escroto no frio, espessamento da camada tegumentar enquanto reduz a área de superfície escrotal e ajuda os músculos cremasteres a manterem os testículos mais próximos do corpo, tudo para reduzir a perda de calor. ● O escroto é dividido internamente por uma continuação da túnica dartos, o septo do escroto, em compartimentos direito e esquerdo. O septo é demarcado externamente pela esfera escrotal, uma crista cutânea que marca a linha de fusão das eminências labioescrotais embrionárias. A túnica dartos superficial não tem gordura e é contínua anteriormente com o estrato membranáceo da tela subcutânea do abdome (fáscia de Scarpa) e posteriormente com a camada membranácea da tela subcutânea do períneo (fáscia de Colles). O desenvolvimento do escroto está intimamente relacionado com a formação dos canais inguinais. O escroto se desenvolve a partir das eminências labioescrotais, duas evacuações cutâneas da parede anterior do abdome que se fundem para formar uma bolsa cutânea pendular. Mais tarde no período fetal, os testículos e funiculos espermáticos entram no escroto. SUPRIMENTO VASCULAR E DRENAGEM LINFÁTICA - Ramos escrotais posteriores da artéria perineal: um ramo da artéria pudenda interna - Ramos escrotais anteriores da artéria pudenda externa: um ramo da artéria femoral - Artéria cremastérica: um ramo da artéria epigástrica inferior. - As veias escrotais acompanham as artérias. - Os vasos linfáticos do escroto drenam para os linfonodos inguinais superficiais. PÊNIS Conduz a uretra e oferece a saída comum para a urina e o sêmen O pênis consiste em raiz, corpo e glande É formado por três corpos cilíndricos de tecido cavernoso erétil: dois corpos cavernosos dorsalmente e um corpo esponjoso ventralmente. Em posição anatômica, o pênis está ereto; quando o pênis está flácido, seu dorso está voltado anteriormente. Cada corpo cavernoso tem um revestimento fibroso externo ou cápsula, a túnica albugínea. Superficialmente ao revestimento externo está a fáscia do pênis (fáscia de Buck ), a continuação da fáscia profunda do períneo que forma um revestimento membranáceo forte dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso, unindo-os. O corpo esponjoso contém a parte esponjosa da uretra. Os corpos cavernosos estão fundidos um ao outro no plano mediano, exceto posteriormente, onde se separam para formar os ramos do pênis. Internamente, o tecido cavernoso dos corpos é separado (em geral incompletamente) pelo septo do pênis. HISTOLOGIA A maior parte da uretra peniana é revestida por epitélio pseudo estratificado colunar, que na glande se transforma em estratificado pavimentoso. Glândulas secretoras de muco (glândulas de Littré ) são encontradas ao longo da uretra peniana. O prepúcio é uma dobra retrátil de pele que contém tecido conjuntivo com músculo liso em seu interior. Glândulas sebáceas são encontradas na dobra interna e na pele que cobre a glande. Os sexuais).corpos cavernosos são envolvidos por uma camada resistente de tecido conjuntivo denso, a túnica albugínea. O tecido erétil que compõe os corpos cavernosos do pênis e da uretra tem uma grande quantidade de espaços venosos separados por trabéculas de fibras de tecido conjuntivo e células musculares lisas. SUPRIMENTO VASCULAR E DRENAGEM LINFÁTICA O pênis é irrigado principalmente por ramos das artérias pudendas internas. - Artérias dorsais do pênis seguem de cada lado da veia dorsal profunda no sulco dorsal entre os corpos cavernosos, irrigando o tecido fibroso ao redor dos corpos cavernosos, corpo esponjoso, parte esponjosa da uretra e pele do pênis. - Artérias profundas do pênis perfuram os ramos na parte proximal e seguem distalmente perto do centro dos corpos cavernosos, irrigando o tecido erétil nessas estruturas . - As artérias do bulbo do pênis irrigam a parte posterior (bulbar) do corpo esponjoso e a uretra em seu interior, além da glândula bulbouretral. Além disso, os ramos superficiais e profundos das artérias pudendas externas irrigam a pele do pênis, anastomosando se com ramos das artérias pudendas internas. As artérias profundas do pênis são os principais vasos que irrigam os espaços cavernosos no tecido erétil dos corpos cavernosos e, portanto, participam da ereção do pênis. Elas emitem vários ramos que se abrem diretamente para os espaços cavernosos. Quando o pênis está flácido, essas artérias encontram-se espiraladas, restringindo o fluxo sanguíneo; são denominadas artérias helicinas do pênis. - Drenagem venosa do pênis: O sangue dos espaços cavernosos é drenado por um plexo venoso que se une à veia dorsal profunda do pênis na fáscia profunda. Essa veia passa entre as lâminas do ligamento suspensor do pênis, inferiormente ao ligamento púbico inferior e anteriormente à membrana do períneo, para entrar na pelve, onde drena para o plexo venoso prostático . O sangue da pele e da tela subcutânea do pênis drena para a veia dorsal(is) superficial(is), que drenam para a veia pudenda externa superficial. Parte do sangue também segue para a veia pudenda interna. - Drenagem linfática do pênis: A pele do pênis e do períneo é drenada por vasos linfáticos que acompanham os vasos sanguíneos pudendos externos até os linfonodos inguinais superficiais. Os vasos linfáticos advindos da glande seguem para os linfonodos inguinais profundos e ilíacos externos. Os vasos linfáticos derivados do tecido erétil e da uretra peniana seguem para os linfonodos ilíacos internos. GENITÁLIA INTERNA TESTÍCULOS ANATOMIA : O testículo é um órgão par (direito e esquerdo), situado numa bolsa músculo-cutânea, denominada escroto, a qual está localizada na região anterior do períneo, logo por trás do pênis. É um órgão ovóide, coberto por uma túnica fibrosa resistente : a túnica albugínea. A túnica albugínea envia para o interior do testículo delgado septos conhecidos como séculos dos testículos, os quais subdividem-nos em lóbulos. Nos lóbulos dos testículos encontramos grande quantidade de finos longos e sinuosos ductos, de calibre quase capilar, que são denominados túbulos seminíferos contorcidos. túnica albugínea - tecido conjuntivo denso modelado. túbulos seminíferos - São estreitos túbulos que variam de um a três por lóbulo testicular. Cada um pode chegar a 60 cm de comprimento.Constituído por tecido conjuntivo frouxo As paredes dos túbulos são constituídas por várias camadas de células cujo conjunto é denominado epitélio seminífero. As paredes de dois túbulos, isto é, seus epitélios seminíferos, estão ressaltados em vermelho.O lúmen dos túbulos está ressaltado em cor de rosa.O espaço intersticial está ressaltado em verde. Células de Sertoli: Células piramidais cujas superfícies basais aderem-se a lâmina basal dos túbulos seminíferos. Tem função de suporte, proteção e suprimento dos espermatozóides em desenvolvimento; produção do hormônio antimulleriano; barreira hematotesticular. EPIDÍDIMO Situa-se na face posterior do testículo, que é coberto por uma túnica vaginal exceto nasua margem posterior. O ducto convoluto do epidídimo torna-se progressivamente menor à medida que passa da cabeça do epidídimo, na sua parte superior, para a cauda. O ducto deferente começa na cauda do epidídimo como a continuação do ducto do epidídimo. Os ductos diferentes transportam os espermatozóides da rede do testículo para o epidídimo onde são armazenados. A rede do testículo é uma rede de canais na terminação dos túbulos retos. O epidídimo consiste em: • Uma cabeça, na parte expandida superior que é composta de lóbulos formados por extremidades espiraladas de 12 a 14 ductos eferentes • Um corpo que consiste no ducto do epidídimo convoluto • Uma cauda que é contínua com o ducto deferente, o ducto que transporta os espermatozoides do epidídimo para o ducto ejaculatório para expulsão na parte prostática da uretra. DUCTOS DEFERENTES Cada um é a continuação do ducto do epidídimo. Começa na cauda do epidídimo, sobe no funículo espermático, passa através do canal inguinal, cruza sobre os vasos ilíacos externos e entra na pelve, passa ao longo da parede lateral da pelve, onde se situa externamente o peritônio parietal e termina unindo-se ao ducto da glândula seminal para formar o ducto ejaculatório. Durante seu trajeto nenhuma outra estrutura se interpõe entre o ducto deferente e o peritônio. Posterior à bexiga urinária, o ducto deferente no início situa-se superior à glândula seminal, depois desce medial ao ureter e à glândula. Aqui o ducto deferente se alarga para formar a ampola do ducto deferente. Então se estreita e une-se ao ducto da glândula seminal para formar o ducto ejaculatório. DUCTOS EJACULATORIOS Cada ducto é um tubo fino que se origina pela união do ducto seminal com o ducto deferente. Os ductos ejaculatórios (25 cm) originam-se próximo ao colo da bexiga urinária e correm muito próximos à medida que passam ântero-inferiormente através da parte posterior da próstata e ao longo dos lados do utrículo prostático. Os ductos ejaculatórios convergem para se abrir no colículo seminal por meio de aberturas semelhantes a fendas, na abertura do utrículo prostático, ou no seu interior. Vesículas seminais: Anatomia: Cada uma das glândulas é uma estrutura alongada (5 cm) que se situa entre o fundo da bexiga urinária e o reto. As glândulas seminais, obliquamente situadas acima da próstata, produzem um líquido alcalino viçoso que contém frutose (produção de ATP pelo espermatozóide), prostaglandinas e proteínas de coagulação (diferentes da do sangue). Tal líquido forma 60% do volume do sêmen. As extremidades superiores das glândulas seminais são cobertas com peritônio e situam-se posteriores aos ureteres, onde o peritônio da escavação retovesical as separa do reto. As extremidades inferiores das glândulas seminais estão intimamente relacionadas com o reto e são separadas dele apenas pelo septo retovesical, uma divisão membranácea. O ducto da glândula seminal une-se ao ducto deferente para formar o ducto ejaculatório. Histologia: Mucosa pregueada por um epitélio cubóide ou pseudoestratificado colunar. Células epiteliais ricas em grânulos de secreção. Lâmina própria rica em fibras elásticas e envolta por uma espessa camada de músculo liso. Próstata: Anatomia: É a maior glândula acessória do sistema genital masculino, do tamanho de uma bola de golfe. Se situa inferiormente à bexiga urinária e circunda a parte prostática da uretra. Ela aumenta de tamanho lentamente até a puberdade, após isso expande-se rapidamente até os 30 anos de idade, quando cessa seu crescimento. A função dessa glândula é secretar um líquido leitoso e levemente ácido. Tal líquido contém ácido cítrico (usado no Ciclo de Krebs do espermatozóide), enzimas proteolíticas (quebram as proteínas de coagulação do líquido seminal), fosfatase ácida (função desconhecida) e plasma seminal (função antibiótica). As secreções prostáticas constituem 25% do volume do sêmen. Histologia: Conjunto de 30 a 50 glândulas tubuloalveolares ramificadas. São formadas por um epitélio cubóide alto ou pseudoestratificado colunar. Um estroma fibromuscular envolve as glândulas. A próstata é envolvida por uma cápsula fibroelástica rica em músculo liso. Ceptos dessa cápsula dividem a próstata em lóbulos. Glândulas bulbouretrais: Anatomia: As duas glândulas bulbouretrais, do tamanho de uma ervilha, situam-se abaixo da próstata, de ambos os lados da parte membrana da uretra, dentro dos músculos profundos do períneo. Os ductos das glândulas bulbouretrais passam através da fáscia inferior do esfíncter da uretra (membrana do períneo) com a uretra e se abrem através de diminutas aberturas na porção proximal da parte esponjosa da uretra no bulbo do pênis. Sua secreção, semelhante ao muco, entra na uretra durante a excitação sexual. O líquido é alcalino e visa proteger os espermatozóides da acidez uretral e vaginal. O muco secretado por essas glândulas têm função de lubrificar. Histologia: Glândulas tubuloalveolares, revestidas por um epitélio simples secretor de muco. Células musculares esqueléticas e lisas são encontradas nos septos que dividem a glândula em lóbulos. 2. Elucidar sobre o funcionamento da espermatogênese. MITOSE Processo de divisão celular onde uma célula dá origem a duas outras células. Célula inicial, forma duas células idênticas e com o mesmo número de cromossomos. ● Prófase : nucléolo desaparece; ● Metáfase : desintegração da carioteca; cromossomos ficam na região equatorial; ● Anáfase : separação das cromátides irmãs ● Telófase : citocinese MEIOSE A meiose é um tipo de divisão celular em que há formação de quatro células-filhas com metade do número de cromossomos da célula-mãe. Nesse processo, ocorrem duas divisões celulares consecutivas, as quais são chamadas de meiose I e meiose II. ( ACONTECE AS MESMAS FASES DA MITOSE) ● Meiose 1 Na prófase dessa etapa tem uma importante fase, a fase de paquíteno, onde ocorre o crossing over, permutação que aumenta a variabilidade genética. TRATADO DE FISIOLOGIA MÉDICA - GUYTON FASES DE ESPERMATOGÊNESE A espermatogênese ocorre nos túbulos seminíferos, durante a vida sexual ativa, como resultado da estimulação pelos hormônios gonadotróficos da glândula hipófise anterior, começando,aproximadamente, aos 13 anos de idade e continuando pela maior parte do restante da vida, mas reduzindo-se, acentuadamente, na velhice. No primeiro estágio da espermatogênese as ESPERMATOGÔNIAS migram entre as celas de Sertoli em direção ao lúmen central dos túbulos seminíferos. Essa ESPERMATOGÔNIA e progressivamente modificada e alargada e sofre divisão mitótica para formar os ESPERMATÓCITOS PRIMÁRIOS - cada um deles passam por divisão meiótica ( primeira divisão meiótica) para formar dois ESPERMATÓCITOS SECUNDÁRIOS. Dias depois tem outra divisão meiótica ( segunda divisão meiótica), formando as ESPERMÁTIDES que posteriormente se transformam em espermatozóides pelo processo de espermiogênese . Cromossomos Sexuais: Em cada espermatogônia, um dos 23 pares de cromossomos carrega a informação genética que determina o sexo do possível concepto. Esse par é composto por um cromossomo X, chamado cromossomo feminino, e um cromossomo Y, o cromossomo masculino. Espermiogênese é o nome da fase final de produção de espermatozoides. Durante esse processo as espermátides se transformam em espermatozóides, células altamente especializadas para transferir o DNA masculino ao ovócito. A espermiogênese pode ser dividida em três etapas - do complexo de Golgi, do acrossomo e de maturação -, descritas a seguir: Etapa do complexo de Golgi: O citoplasma das espermátides contém um complexo de Golgi bastante desenvolvido . Pequenos grânulos PAS-positivos chamados grânulos pró-cromossômicos acumulam-se no complexo de Golgi. Depois, fundem-se para formar um único grânulo acrossômico no interior de uma vesícula limitada por membrana, chamada vesícula acrossômica. Os centríolos migram para perto da superfície da célula, em posição oposta à vesícula acrossômica, e iniciam a formação do axonema (o conjunto de microtúbulos que formam o eixocentral de um flagelo). Etapa do acrossomo: A vesícula e o grânulo acrossômico se estendem sobre a metade anterior do núcleo como um capuz e passam a ser chamados inicialmente de capuz acrossômico e finalmente de acrossomo . O acrossomo contém várias enzimas hidrolíticas, como hialuronidase, neuraminidase, fosfatase ácida e uma protease que tem atividade semelhante à da tripsina. O acrossomo, portanto, assemelha-se a um lisossomo. As enzimas são capazes de dissociar as células da corona radiata e de digerir a zona pelúcida, estruturas que envolvem os ovócitos. Quando os espermatoides encontram um ovócito, vários pontos da membrana externa do acrossomo se fundem com a membrana citoplasmática do espermatoide, liberando as enzimas acrossômicas no espaço extracelular. Esse processo, chamado reação acrossômica, é um dos primeiros passos da fertilização. O flagelo cresce a partir de um dos centríolos enquanto mitocôndrias se acumulam ao redor da porção proximal do flagelo, chamada de peça intermediária . A Disposição das mitocôndrias é outro exemplo da concentração dessas organelas em locais relacionados com movimento celular e alto consumo de energia. O movimento flagelar é resultado da interação entre microtúbulos, ATP e dineína, uma proteína com atividade de ATPase . Durante essa etapa final da espermiogênese, o núcleo das espermátides se toma mais alongado e condensado. O núcleo volta-se para a base do túbulo seminífero e o flagelo se projeta em seu lúmen. Como os grupos de espermátides ficam alojados em reentrâncias da célula de Sertoli (ver mais adiante), frequentemente se observam tufos de espermátides com seus flagelos voltados para o lúmen do túbulo. Etapa de maturação: Uma grande parte do citoplasma das espermátides é desprendida, formando os chamados corpos residuais , que são fagocitados pelas células de Sertoli, e os espermatozóides são liberados no lúmen do túbulo. Os espermatozóides liberados no lúmen dos túbulos são transportados ao epidídimo em um meio apropriado, o fluido testicular, produzido pelas células de Sertoli e pelas células da rede testicular. Esse fluido contém esteróides, proteínas, íons e uma proteína ligante de andrógeno que transporta testosterona. HORMÔNIOS ENVOLVIDOS NO PROCESSO : Hormônios são os fatores mais importantes no controle da espermatogênese, a qual depende da ação dos hormônios FSH e LH da hipófise sobre as células do testículo. FSH age nas células de Sertoli , promovendo a síntese e a secreção de proteína ligante de andrógeno-ABP. LH age nas células intersticiais, estimulando a produção de testosterona. Testosterona se difunde das células intersticiais para o interior do túbulo seminífero e se combina com a ABP. Dessa maneira se mantém uma alta concentração de testosterona no túbulo seminífero, condição muito importante para estimular a espermatogênese 1. A testosterona, secretada pelas células de Leydig, localizadas no interstício do testículo, é essencial para o crescimento e a divisão das células germinativas testiculares, que se constituem no primeiro estágio da formação do esperma. 2. O hormônio luteinizante, secretado pela hipófise anterior, estimula as células de Leydig a secretar testosterona. 3. O hormônio folículo-estimulante, também secretado pela hipófise anterior, estimula as células de Sertoli; sem essa estimulação, a conversão das espermátides em espermatozóides (o processo de espermiogênese) não ocorre. 4. Os estrogênios, formados a partir da testosterona pelas células de Sertoli, quando são estimuladas pelo hormônio folículo-estimulante, são também provavelmente essenciais para a espermiogênese. 5. O hormônio do crescimento (assim como a maioria dos outros hormônios do organismo) é necessário para controlar as funções metabólicas basais dos testículos. O hormônio do crescimento, especificamente, promove a divisão precoce das espermatogônias; em sua ausência, como no caso dos anões hipofisários, a espermatogênese é, severamente, deficiente ou ausente, causando, assim, infertilidade. 3. Explanar acerca da esterilidade e infertilidade masculina.BIBLIOTECA VIRTUAL DE SAÚDE - MINISTÉRIO DA SAÚDE Infertilidade : resultado de distúrbios dos órgãos reprodutores criptorquidia (testículos que não desceram): malformação identificada no nascimento do menino, caracterizada pelo posicionamento incorreto do testículo, atrapalhando a produção de espermatozoides. O problema deve ser corrigido na infância para evitar a infertilidade; - fatores genéticos; - fatores hormonais; - infecções, como prostatites, uretrites, infecções urinárias; - obstrução do canal por onde passam os espermatozoides; - varicocele (veias do testículo com dilatação anormal) Outros fatores: radioterapia, quimioterapia, doenças neurológicas, diabetes, traumas testiculares, drogas, doenças sexualmente transmissíveis. Tratamento: Identificada a causa e o grau da infertilidade, as possibilidades de tratamento serão avaliadas pelo médico. Se o problema for provocado por infecção, esta deverá ser tratada. Se os hormônios estiverem desregulados, o primeiro passo será sua estabilização. Se o tratamento não for efetivo, os métodos de reprodução assistida (inseminação artificial e fertilização in vitro) têm obtido ótimos resultados. Esterilidade : impossibilidade de produzir gametas TUTORIAL 2 : OS PRIMEIROS CICLOS MENSTRUAIS TORTORA 1. Discorrer sobre a anatomia e a histologia do sistema reprodutor feminino; (Detalhar um pouco mais a histologia: falar sobre os tecidos e os tipos de células) 1.1 Ovário 1.2 Tubas Uterinas 1.3 Útero 1.4 Vagina 1.5 Vulva 1.6 Glândulas mamárias GENITÁLIA INTERNA OVÁRIO São as gônadas ; homólogas aos testículos ( mesma origem embrionária ) FISIOLOGIA : Produzem gametas (oócitos secundários ) e hormônios ( progesterona e os estrogênios ) Ligamentos : Ligamento largo do útero : prega do peritônio parietal, se insere aos ovários por uma dobra de duas camadas de peritônio chamada de mesovário. ( IMAGEM 3 ) Ligamento útero-ovárico : âncora dos ovários do útero. ( IMAGEM 2 ) Ligamento superior do ovário : se insere na parede pélvica. ( IMAGEM 1) VASCULARIZAÇÃO SANGUÍNEA : Os ovários recebem seu suprimento arterial das artérias ovarianas, que emergem da aorta abdominal. Esses vasos sanguíneos alcançam as gônadas percorrendo um trajeto dentro dos ligamentos suspensores. O sangue venoso dos ovários é drenado pelo plexo pampiniforme. Essas veias posteriormente se fundem para formar as veias ovarianas. A veia ovariana direita drena para a veia cava inferior, enquanto a veia ovariana esquerda drena para a veia renal esquerda. INERVAÇÕES : Os ovários são inervados pelo plexo nervoso ovariano, que recebe fibras dos plexos aórtico, renal e hipogástrico (superior e inferior). Fibras simpáticas são provenientes dos nervos esplâncnicos menores (T10-T11). A inervação parassimpática vem dos nervos esplâncnicos pélvicos (S2-S4). Os linfonodos lombares são responsáveis pela drenagem linfática dos ovários. TUBAS UTERINAS ANATOMIA : se estendem lateralmente a partir do útero. Estão no interior das pregas do ligamento largo do útero. A parte em forma de funil de cada tuba é chamada de infundíbulo da tuba uterina, está próxima do ovário, mas se abre para a cavidade pélvica. Termina em franjas de projeções digitiformes chamadas fímbrias da tuba uterina, ligadas à extremidade lateral do ovário. Ampola da tuba uterina e a parte mais larga e mais longa. Istmo da tuba uterina e a parte curta , estreita, mais medial e de paredes espessas, se une ao útero. ISTMO AMPOLA INFUNDÍBULO FÍMBRIAS HISTOLOGIA TÚNICA MUCOSA : epitélio (células colunares ciliadas simples, ajuda a mover um óvulo fertilizado) e lâmina própria. TÚNICA MUSCULAR : anel circular interno espesso de músculo liso e uma região externa final de músculo liso longitudinal. As contrações peristálticas da túnica muscular e a ação ciliar da túnica mucosa ajudam a mover o oócito para o útero. TÚNICA SEROSA : membrana serosa - camada exterior. VASCULARIZAÇÃO: A tuba uterina recebe suprimento arterial das artérias uterina e ovariana. A primeira é um ramo da artéria ilíaca interna e a segunda emerge da aorta abdominal. A drenagem venosa das tubas uterinas é mediada pelas veias tubárias. Estas drenam para os plexos venosos uterino e pampiniforme. ÚTERO ANATOMIA : Situada entre a bexiga urinária e o reto o útero normalmente se encontra em posição de anteversão e anteflexão. Nas mulheres que nunca engravidaram (nuligestas), tem aproximadamente 7,5 cm de comprimento, 5 cm de largura e 2,5 cm de espessura. O útero é maior em mulheres que estiveram grávidas recentemente, e menor (atrofiado) quando os níveis de hormônios sexuais são baixos, como ocorre após a menopausa. As subdivisões anatômicas do útero incluem uma parte em forma de cúpula superior às tubas uterinas chamada de fundo do útero, uma parte central afilada chamada de corpo do útero e uma parte inferior estreita chamada de colo do útero. Entre o corpo do útero e o colo do útero está o istmo do útero, uma região de aproximadamente 1 cm de comprimento. O interior do corpo do útero é chamado de cavidade uterina, e o interior do colo do útero é chamado de canal do colo do útero. O canal do colo do útero se abre para a cavidade uterina no óstio histológico interno do útero e na vagina no óstio externo do útero. FUNDO DO ÚTERO COLO DO ÚTERO CORPO DO ÚTERO ISTMO DO ÚTERO Ligamentos largos do útero : pregas duplas de peritônio que fixam o útero em ambos os lados da cavidade pélvica. Ligamentos útero sacros : extensões peritoneais, encontram-se em cada lado do reto e ligam o útero ao sacro. Ligamentos transversos do colo : inferiormente as bases dos ligamentos largos e se estendem da parede pélvica ao colo do útero e vagina. Ligamentos redondos : são bandas de tecido conjuntivo fibroso entre as camadas do ligamento largo; estendem se de um ponto no útero imediatamente inferior às tubas uterinas até uma parte dos lábios maiores do pudendo da genitália externa. HISTOLOGIA : A camada exterior – o perimétrio ou túnica serosa – é parte do peritônio visceral; é composta por epitélio escamoso simples e tecido conjuntivo areolar. Lateralmente, torna-se o ligamento largo do útero. Anteriormente, recobre a bexiga urinária e forma uma escavação rasa, a escavação vesicouterina . Posteriormente, recobre o reto e forme uma escavação profunda entre o útero e a bexiga urinária, a escavação retouterina – o ponto mais inferior da cavidade pélvica. A camada intermediária do útero, o miométrio, é constituída por três camadas de fibras musculares lisas que são mais espessas na região do fundo e mais finas no colo do útero. A camada intermediária mais espessa é circular; as camadas interna e externa são longitudinais ou oblíquas. Durante o trabalho de parto e parto, as contrações coordenadas do miométrio em resposta à ocitocina da neuro hipófise ajudam a expelir o feto do útero. A camada interna do útero, o endométrio, é bem vascularizada e tem três componentes: uma camada mais interna composta por epitélio colunar simples (células ciliadas e secretoras) reveste o lúmen. Um estroma endometrial subjacente é uma região muito espessa de lâmina própria (tecido conjuntivo areolar). Glândulas uterinas se desenvolvem como invaginações do epitélio luminal e se estendem quase até o miométrio. O endométrio é dividido em duas camadas. O estrato funcional (camada funcional) reveste a cavidade uterina e descama durante a menstruação. A camada mais profunda, o estrato basal (lâmina basal), é permanente e dá origem a um novo estrato funcional após cada menstruação. VASCULARIZAÇÃO : O útero é irrigado principalmente pela artéria uterina, que emerge da artéria ilíaca interna. O ramo superior da artéria uterina supre o corpo e o fundo, enquanto o ramo inferior irriga o colo do útero. O sangue venoso do útero é drenado através do plexo venoso uterino para a veia ilíaca interna. FISIOLOGIA : parte da via para o espermatozoide alcançar as tubas uterinas. Implantação de um óvulo fertilizado, desenvolvimento do feto durante a gestação e trabalho de parto e fonte do fluxo menstrual. VAGINA ANATOMIA : canal tubular fibromuscular de 10 cm, alinhado com a túnica mucosa que se estende do exterior do corpo até o colo do útero. Situada entre a bexiga e o reto, a vagina é dirigida superior e posteriormente , onde se insere o útero. VASCULARIZAÇÃO : A vagina é irrigada por ramos da artéria ilíaca interna: as artérias uterina, vaginal e pudenda interna. A drenagem venosa da vagina é realizada pelas veias vaginais, que desembocam nas veias ilíacas internas. FISIOLOGIA :Receptáculo para o penis, saída para o fluxo menstrual e via de passagem para o parto. VULVA (PARTE EXTERNA - PUDENDO FEMININO ) ● Anteriormente às aberturas vaginal e uretral está o monte do púbis, uma elevação de tecido adiposo recoberta por pele e pêlos pubianos grossos que acolchoam a sínfise púbica. ● Do monte do púbis, duas pregas de pele longitudinais, os lábios maiores do pudendo, se estendem inferiormente e posteriormente. Os lábios maiores do pudendo são recobertos por pelos pubianos e contém tecido adiposo, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas apócrinas. Eles são homólogos ao escroto. ● Medialmente aos lábios maiores do pudendo estão duas pregas de pele menores chamadas lábios menores do pudendo. Ao contrário dos lábios maiores do pudendo, os lábios menores do pudendo são desprovidos de pelos pubianos e gordura e têm poucas glândulas sudoríparas, mas contêm muitas glândulas sebáceas. Os lábios menores do pudendo são homólogos à parte esponjosa (peniana) da uretra ● O clitóris é uma pequena massa cilíndrica composta por dois pequenos corpos eréteis, os corpos cavernosos, e diversos nervos e vasos sanguíneos. O clitóris está localizado na junção anterior dos lábios menores do pudendo. Uma camada de pele chamada prepúcio do clitóris é formada no ponto em que os lábios menores do pudendo se unem e recobrem o corpo do clitóris. A parte exposta do clitóris é a glande do clitóris. O clitóris é homólogo à glande nos homens. Como a estrutura do sexo masculino, o clitóris é capaz de aumentar de tamanho à estimulação tátil e tem um papel na excitação sexual da mulher ● A região entre os lábios menores do pudendo é o vestíbulo da vagina. No interior do vestíbulo estão o hímen (se ainda existir), o óstio da vagina, o óstio externo da uretra e as aberturas dos ductos de várias glândulas. O vestíbulo da vagina é homólogo à parte membranácea da uretra nos homens. O óstio da vagina, a abertura da vagina para o exterior, ocupa a maior parte do vestíbulo e é limitada pelo hímen. Anteriormente ao óstio da vagina e posteriormente ao clitóris está o óstio externo da uretra, a abertura da uretra para o exterior. Em ambos os lados do óstio externo da uretra estão aberturas dos ductos das glândulas parauretrais. Estas glândulas secretam muco e estão embutidas na parede da uretra. As glândulas parauretrais são homólogas à próstata. Em ambos os lados do óstio da vagina propriamente dito estão as glândulas vestibulares maiores, que se abrem por ductos em um sulco entre o hímen e os lábios menores do pudendo. Elas produzem algum muco durante a excitação sexual e as relações sexuais, que contribui para o muco cervical e fornece lubrificação. As glândulas vestibulares maiores são homólogas às glândulas bulbouretrais nos homens. Várias glândulas vestibulares menores também se abrem para o vestíbulo da vagina ● O bulbo do vestíbulo consiste em duas massas alongadas de tecido erétil imediatamente profundas aos lábios de cada lado do óstio da vagina. O bulbo do vestíbulo fica cheio de sangue durante a excitação sexual,estreitando o óstio da vagina e colocando pressão sobre o pênis durante a relação sexual. O bulbo do vestíbulo é homólogo ao corpo esponjoso e bulbo do pênis nos homens. VASCULARIZAÇÃO SANGUÍNEA E INERVAÇÃO A genitália externa é irrigada pelas artérias pudendas (internas e externas), que são ramos das artérias ilíacas internas e das artérias femorais, respetivamente.A drenagem venosa é realizada pelas veias pudendas internas e externas. A região anterior da vulva recebe inervação sensitiva do nervo ilioinguinal e do nervo genitofemoral. A região posterior é inervada pelo nervo pudendo e pelo nervo cutâneo posterior da coxa. O bulbo vestibular e o clítoris recebem inervação parassimpática do plexo nervoso uterovaginal. A linfa proveniente da genitália externa é drenada para os linfonodos inguinais superficiais e profundos, ou diretamente para os linfonodos ilíacos internos. 1. Abordar a respeito do ciclo menstrual com foco na fisiologia (ovogênese); 1.1 Fisiologia 1.2 Ovogênese 1.3 Atuação hormonal CICLO MENSTRUAL ( reprodutivo feminino) Cada ciclo dura aproximadamente 1 mês e envolve tanto a oogênese (ou ovogênese) quanto a preparação do útero para receber um óvulo fertilizado. Divide-se o ciclo em quatro fases: a fase menstrual, a fase pré ovulatória, a ovulação e a fase pós ovulatória. Fase menstrual - 5 primeiros dias do ciclo ; primeiro dia da menstruação e o primeiro dia do novo ciclo. EVENTOS NOS OVÁRIOS. Sob influência do FSH, vários folículos primordiais se desenvolvem em folículos primários e, então, em folículos secundários. Este processo de desenvolvimento pode levar vários meses para ocorrer. Portanto, um folículo que começa a se desenvolver no início de um dado ciclo menstrual pode não alcançar a maturidade e ovular até vários ciclos menstruais mais tarde. EVENTOS NO ÚTERO. O fluxo menstrual do útero consiste em 50 a 150 mℓ de sangue, líquido tecidual, muco e células epiteliais do endométrio descamado. Esta eliminação ocorre porque os níveis decrescentes de progesterona e estrogênios estimulam a liberação de prostaglandinas que fazem com que as arteríolas espirais do útero se contraiam. Como resultado, as células que elas irrigam são privadas de oxigênio e começam a morrer. Por fim, todo o estrato funcional descama. Nesta altura, o endométrio está muito fino, com cerca de 2 a 5 mm, porque apenas o estrato basal permanece. O fluxo menstrual passa da cavidade uterina pelo colo do útero e vagina até o meio externo Fase pré ovulatória - entre o fim da menstruação e a ovulação ; duração de 6 a 13 dias EVENTOS NOS OVÁRIOS. Alguns dos folículos secundários nos ovários começam a secretar estrogênios e inibina. Por volta do dia 6, um folículo secundário único em um dos dois ovários superou todos os outros para se tornar o folículo dominante. Os estrogênios e a inibina secretados pelo folículo dominante diminuem a secreção de FSH, o que faz com que os outros folículos menos bem desenvolvidos parecem crescer e sofrem atresia. Os gêmeos ou trigêmeos fraternos (não idênticos) ocorrem quando dois ou três folículos secundários se tornam codominantes e mais tarde são ovulados e fertilizados aproximadamente ao mesmo tempo. Normalmente, um folículo secundário dominante único passa a ser o folículo maduro, que continua aumentando até que tenha mais de 20 mm de diâmetro e esteja pronto para a ovulação. Este folículo forma uma protuberância em forma de vesícula decorrente da tumefação do antro na superfície do ovário. Durante o processo de maturação final, o folículo maduro continua aumentando a sua produção de estrogênios. EVENTOS NO ÚTERO. Os estrogênios liberados para o sangue pelos folículos ovarianos em crescimento estimulam o reparo do endométrio; as células do estrato basal sofrem mitose e produzem um novo estrato funcional. Conforme o endométrio se espessa, desenvolvem se glândulas uterinas retas e curtas, e as arteríolas se espiralam e alongam à medida que penetram no estrato funcional. A espessura do endométrio aproximadamente dobra, alcançando cerca de 4 a 10 mm.Em relação ao ciclo uterino, a fase pré ovulatória também é denominada fase proliferativa, porque o endométrio está proliferando. Ovulação A ruptura do folículo maduro e a liberação do oócito secundário para o interior da cavidade pélvica, geralmente ocorre no 14 o dia em um ciclo de 28 dias. Durante a ovulação, o oócito secundário permanece cercado por sua zona pelúcida e coroa radiada. Os níveis elevados de estrogénios durante a última parte da fase pré ovulatória exercem um efeito de feedback positivo sobre as células que secretam LH e hormônio liberador de gonadotropina (GnRH) e induz à ovulação, como se segue : ● Uma alta concentração de estrogênios estimula a liberação mais frequente de GnRH pelo hipotálamo. Também estimula diretamente os gonadotrofos na adeno hipófise a secretar LH. ● O GnRH promove a liberação adicional de FSH e LH pela adeno hipófise. ● O LH provoca a ruptura do folículo maduro e a expulsão de um oócito secundário aproximadamente 9 h após o pico de LH. O oócito ovulado e suas células da coroa radiada geralmente são deslocados para a tuba uterina. Fase pós ovulatória A fase pós ovulatória do ciclo reprodutivo feminino é o período entre a ovulação e o início da menstruação seguinte. Em duração, é a parte mais constante do ciclo reprodutivo feminino. Tem a duração de 14 dias em um ciclo de 28 dias, do 15 ao 28. EVENTOS NO OVÁRIO. Depois da ovulação, o folículo maduro colapsa, e a membrana basal entre as células granulosas e a teca interna se rompe. Uma vez que um coágulo se forma pelo pequeno sangramento do folículo rompido, o folículo se torna o corpo rubro. As células da teca interna se misturam com as células granulosas conforme todas estas células se transformam nas células do corpo lúteo sob a influência do LH. Estimulado pelo LH, o corpo lúteo secreta progesterona, estrógenos, relaxina e inibina. As células lúteas também absorvem o coágulo de sangue. Em relação ao ciclo ovariano, esta fase é chamada de fase lútea. Os eventos posteriores em um ovário que ovulou um oócito dependem se o óvulo foi fertilizado. Se o óvulo não foi fertilizado, o corpo lúteo tem uma vida útil de apenas 2 semanas. Em seguida, a sua atividade secretora declina, e ele se degenera em um corpo albicante. À medida que os níveis de progesterona, estrógenos e inibina diminuem, a liberação de GnRH, FSH e LH aumenta, em decorrência da perda da supressão por feedback negativo pelos hormônios ovarianos. O crescimento folicular é retomado e começa um novo ciclo ovariano. Se o oócito secundário for fertilizado e começar a se dividir, o corpo lúteo persiste além de sua duração normal de 2 semanas. Ele é “resgatado” da degeneração pela gonadotrofina coriônica humana (hCG). Este hormônio é produzido pelo cório do embrião, começando aproximadamente 8 dias após a fertilização. Como o LH, o hCG estimula a atividade secretora do corpo lúteo. A determinação de hCG no sangue ou na urina materna é um indicador de gravidez e é o hormônio detectado pelos testes de gravidez de venda livre. EVENTOS NO ÚTERO. A progesterona e os estrogênios produzidos pelo corpo lúteo promovem o crescimento e enrolamento das glândulas uterinas, a vascularização do endométrio superficial e o espessamento do endométrio até 12 a 18mm. Em decorrência da atividade secretora das glândulas uterinas, que começam a secretar glicogênio, este período é denominado fase secretora do ciclo uterino. Estas alterações preparatórias alcançam seu pico aproximadamente 1 semana após a ovulação, no momento em que um óvulo fertilizado pode chegar ao útero. Se a fertilização não ocorrer, os níveis de progesterona e estrogênios declinam, em decorrência da degeneração do corpo lúteo. A interrupção na progesterona e nos estrogênios provoca a menstruação. O hormônio liberador de gonadotropina (GnRH) secretado pelo hipotálamo controla os ciclos ovariano e uterino . O GnRH estimula a liberação do hormônio foliculoestimulante (FSH) e do hormônio luteinizante (LH) pela adenohipófise. O FSH inicia o crescimento folicular, enquanto o LH estimula o desenvolvimento adicional dos folículos ovarianos. Além disso, o FSH e o LH estimulam os folículos ovarianos a secretar estrogênio. O LH estimula as células da teca de um folículo em desenvolvimento a produzir androgênios. Sob influência do FSH, os androgênios são absorvidos pelas células granulosasdo folículo e, em seguida, convertidos em estrogênios. No meio do ciclo, o LH estimula a ovulação e, então, promove a formação do corpo lúteo, a razão para o nome hormônio luteinizante. Estimulado pela LH, o corpo lúteo produz e secreta estrogênios, progesterona, relaxina e inibina. Foram isolados pelo menos seis estrogênios diferentes do plasma de mulheres, mas apenas três estão presentes em quantidades significativas: beta (β) estradiol, estrona e estriol. Em uma mulher não grávida, o estrogênio é o estradiol mais abundante, que é sintetizado a partir do colesterol nos ovários. Os estrogênios secretados pelos folículos ovarianos têm várias funções importantes, dentre elas : ● Promover o desenvolvimento e manutenção das estruturas reprodutivas femininas, características sexuais secundárias. As características sexuais secundárias incluem a distribuição do tecido adiposo nas mamas, no abdome, nomonte do púbis e nos quadris; tom da voz; uma pelve ampla; e o padrão de crescimento de pelos no corpo ● Aumentar o anabolismo proteico, incluindo a formação de ossos fortes. Em relação a isso, os estrogênios são sinérgicos com o hormônio do crescimento (hGH) ● Baixar o nível sanguíneo de colesterol, que provavelmente é o motivo de as mulheres com menos de 50 anos correrem risco muito menor de doença da artéria coronária (DAC) do que os homens de idade semelhante ● Níveis sanguíneos moderados inibem tanto a liberação de GnRH pelo hipotálamo quanto a secreção de LH e de FSH pela adeno hipófise. ● A progesterona, secretada principalmente pelas células do corpo lúteo, coopera com os estrogênios para preparar e manter o endométrio para a implantação de um óvulo fertilizado e preparar as glândulas mamárias para a secreção de leite. Altos níveis de progesterona também inibem a secreção de LH e GnRH. A pequena quantidade de relaxina produzida pelo corpo lúteo durante cada ciclo mensal relaxa o útero inibindo as contrações do miométrio. Presumivelmente, a implantação de um óvulo fertilizado ocorre mais facilmente em um útero “tranquilo”. Durante a gestação, a placenta produz muito mais relaxina, e isso continua relaxando o músculo liso do útero. No final da gestação, a relaxina também aumenta a flexibilidade da sínfise púbica e pode ajudar a dilatar o colo do útero, o que facilita a saída do bebê. OVOGÊNESE Os ovários alternam-se na maturação dos seus folículos, ou seja, a cada ciclo menstrual, a liberação de um óvulo, ou ovulação, acontece em um dos dois ovários. A ovogênese é dividida em três etapas: Fase de multiplicação ou de proliferação: É uma fase de mitoses consecutivas, quando as células germinativas aumentam em quantidade e originam ovogônias. Nos fetos femininos humanos, a fase proliferativa termina por volta do final do primeiro trimestre da gestação. Portanto, quando uma menina nasce, já possui em seus ovários cerca de 400 000 folículos de Graaf. É uma quantidade limitada, ao contrário dos homens, que produzem espermatogônias durante quase toda a vida. Fase de crescimento: Logo que são formadas, as ovogônias iniciam a primeira divisão da meiose, interrompida na prófase I. Passam, então, por um notável crescimento, com aumento do citoplasma e grande acumulação de substâncias nutritivas. Esse depósito citoplasmático de nutrientes chama-se vitelo, e é responsável pela nutrição do embrião durante seu inada a fase de crescimento, as ovogônias transformam-se em ovócitos primários (ovócitos de primeira ordem ou ovócitos I). Nas mulheres, essa fase perdura até a puberdade, quando a menina inicia a sua maturidade sexual. Fase de maturação: Dos 400 000 ovócitos primários, apenas 350 ou 400 completarão sua transformação em gametas maduros, um a cada ciclo menstrual. A fase de maturação inicia-se quando a menina alcança a maturidade sexual, por volta de 11 a 15 anos de idade. Quando o ovócito primário completa a primeira divisão da meiose, interrompida na prófase I, origina duas células. Uma delas não recebe citoplasma e desintegra-se a seguir, na maioria das vezes sem iniciar a segunda divisão da meiose. É o primeiro corpúsculo (ou glóbulo) polar. A outra célula, grande e rica em vitelo, é o ovócito secundário (ovócito de segunda ordem ou ovócito II). Ao sofrer, a segunda divisão da meiose, origina o segundo corpúsculo polar, que também morre em pouco tempo, e o óvulo, gameta feminino, célula volumosa e cheia de vitelo. Na gametogênese feminina, a divisão meiótica é desigual porque não reparte igualmente o citoplasma entre as células-filhas. Isso permite que o óvulo formado seja bastante rico em substâncias nutritivas. O Folículo Ovariano O ovócito fica contido numa vesícula denominada folículo ovariano. A formação do folículo se inicia com cerca de 18 semanas, perto da metade da vida pré-natal. Inicialmente, o ovócito primário está envolvido por uma única camada de células epiteliais achatadas - folículo primordial - depois por uma camada de células cubóides ou colunares - folículo primário - a seguir por um epitélio estratificado - folículo secundário - e, finalmente, por células que delimitam uma cavidade cheia de líquido, o antro- folículo terciário ou vesicular. Alguns dias após a menstruação, um novo folículo será escolhido (folículo dominante), o ovócito atinge a segunda divisão meiótica, aumenta rapidamente de tamanho mediante a produção de fluido intercelular, e atinge o estágio de folículo secundário e, posteriormente, de folículo terciário (folículo de DeGraaf). A maioria dos folículos secundários e terciários regride formando folículos atrésicos. O ovócito adquire uma cobertura chamada zona pelúcida, que é secretada tanto pelo ovócito, como pelas células foliculares. Envoltório transparente, acelular, glicoprotéico que age como barreira para os espermatozóides. Depois da fertilização, ela bloqueia a poliespermia e protege o embrião. Durante a formação do antro, as células foliculares se comprimem perifericamente e formam o estrato granuloso, em torno do qual o estroma ovariano se condensa formando uma camada glandular, a teca interna. O desenvolvimento folicular completo e a ovulação dependem do estímulo do ovário pelo hormônio FSH e LH, provenientes da hipófise. Conceituar a média e o desvio padrão no prazo da primeira menstruação das meninas brasileiras; 1.1 Conceito de média e desvio padrão 1.2 As médias e desvio padrão na menarca (trazer o estudo de casos) Para resumir dados quantitativos aproximadamente simétricos, é usual calcular a média aritmética como uma medida de locação. O desvio padrão é uma medida que expressa o grau de dispersão de um conjunto de dados. Ou seja, o desvio padrão indica o quanto um conjunto de dados é uniforme. Quanto mais próximo de 0 for o desvio padrão, mais homogêneo são os dados. idade da menarca e sua associação com o estado nutricional - Bruna de siqueira eat. al A menarca habitualmente acontece entre 12 e 13 anos. Cerca de 50 a 80% da variação nas idades de início e dos marcos da puberdade são determinados por fatores genéticos, porém o declínio substancial na idade de menarca entre o início do século XIX e meados do século XX foi associado à significativa melhoria da nutrição e das condições de vida atingidas durante o processo de civilização moderna. De acordo com o cadastro das escolas, 102.327 alunos foram elegíveis na faixa etária de 12 a 17 anos. Foram obtidos dados completos de antropometria e resposta ao questionário de 73.624 estudantes, dos quais 40.803 (55,4%) eram do sexo feminino. Dentre essas, 37.390 haviam apresentado a menarca. Na avaliação das adolescentes que já haviam apresentado a menarca, foi observado que sua média de idade de ocorrência foi de 11,71 anos. Na análise de todas as meninas avaliadas, considerando-se não ter menstruado ou não saber informar a idade da menarca, a mediana da idade da menarca foi de 12,41 anos. 4. Explanar sobre a relação médico-paciente direcionado ao manejo de informações da fisiologia feminina. (8 min) 4.1 Como deve ser essa relação médico-paciente. 4.2Importância daeducação sexual RELAÇÃO MÉDICO - PACIENTE NA ADOLESCÊNCIA - REVISTA MÉDICA 2017 Atitudes simples, como penetrar na esfera pessoal de gostos e hábitos de vida, demonstrando interesse pela pessoa, podem ajudar. Além disso, pode-se introduzir a pergunta “você faz questão da presença da sua mãe/pai/acompanhante?”. Esse questionamento, assim colocado, tende a fazer o adolescente refletir se sente segurança para aquele momento e demonstrar isso para o seu responsável, minimizando possíveis conflitos. A medicina em sua dimensão mais artesanal, mais detalhista, necessita de um desejo de transcender por parte do médico, de buscar o que há fora de si mesmo e de todo o seu aparato científico habitual. Busquemos essa habilidade em cada oportunidade de atender alguém. Diretrizes Nacionais para a Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens na Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde - 2010 A sexualidade é um componente intrínseco da pessoa e fundamental na saúde de adolescentes e jovens, que transcende o aspecto meramente biológico, manifestando-se também como um fenômeno psicológico e social, fortemente influenciado pelas crenças e valores pessoais e familiares, normas morais e tabus da sociedade. Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde de 2006 (PNDS), realizada com mulheres, evidenciam no Gráfico 10 (valores sobre o total da amostra) que, a partir dos 12 anos, a curva da idade da primeira relação sexual inicia uma forte ascensão- período mais comum da primeira menarca - gravidez adolescência pela falta de informação e conhecimento. Tutorial 3: Reprodução e sociedade 1. Explanar acerca dos conceitos de fecundidade, fertilidade, infertilidade, esterilidade e natalidade. 1.1. Fecundidade 1.2. Fertilidade 1.3. Infertilidade 1.4. Esterilidade 1.5. Natalidade SITE IBGE EDUCA Fecundidade se refere à realização do potencial de procriar, desempenho reprodutivo, que pode ser alterado por esterilidade ou uso de métodos anticoncepcionais. Relaciona a ocorrência de crianças nascidas vivas com a população feminina em idade reprodutiva ( 15 a 49 anos ). ● Indicador demográfico ● Número médio de filhos que uma mulher teria ao final da sua idade reprodutiva ● Coeficiente: relacionado com o número de mulheres em idade fértil Fertilidade é a capacidade de gerar filhos. Toda mulher, teoricamente, tem essa capacidade desde a menarca até a menopausa. ● Capacidade potencial reprodutiva de um ser individual ou de toda uma população ● Sempre relacionado à fecundidade ● Capacidade fisiológica que a mulher tem de ter filhos (número de mulheres em idade fértil). Infertilidade: ● A infertilidade é um termo usado para mulheres que não podem ficar grávidas. ● É resultado de uma disfunção dos órgãos reprodutores, dos gametas ou do concepto. ● Diminuição das chances de gravidez Causas: ● M: Tubos de falópio bloqueados devido a endometriose, doença inflamatória pélvica ou cirurgia, problemas físicos na parede uterina, fibrose uterina. ● Idade. ● Estresse. ● Dieta pobre. ● Estar com sobrepeso ou abaixo do peso. ● Fumo, drogas e álcool. ● Medicações. ● Toxinas no ambiente. ● Condições genéticas. ● Outros problemas de saúde, incluindo doenças sexualmente transmissíveis. Esterilidade: ● A impossibilidade que tem o homem ou a mulher de produzir gametas (óvulos e espermatozóide) ou zigotos (resultado da fusão entre óvulos e espermatozóides) é viável. ● Incapacidade de gerar filhos ● Obstrução das duas trompas ou o marido não possui espermatozóide no esperma. Natalidade: ● Indicador demográfico ● Número de pessoas que nascem por 1000 habitantes por 1 ano ● Coeficiente: relacionado com o tamanho da população 2. Debater sobre a reprodução e fecundação e os fatores que as influenciam. 2.1 Reprodução e Fecundação LIVRO DE REPRODUÇÃO HUMANA DA UNIVERSIDADE F. DO RIO GRANDE DO NORTE - CARLOS AUGUSTO EAT. AL A reprodução é uma das características que diferenciam os seres inanimados dos seres vivos. Ela consiste no processo em que um ou mais organismos produzem descendentes, passando a eles uma cópia de todos ou de alguns de seus genes. Assim, a reprodução é imprescindível para a manutenção das espécies. Reprodução assistida: como saber qual o melhor método? - nilo frantz Reprodução assistida diz respeito ao conjunto de tratamentos médicos que têm como principal objetivo ajudar casais com dificuldades de conceber um filho de forma natural. Os métodos de reprodução assistida podem ser classificados em dois grupos distintos: inseminação artificial e fertilização in vitro. A inseminação artificial consiste na introdução do sêmen através de intervenção médica no útero feminino. Este é um tipo de procedimento muito indicado tanto nos casos de infertilidade feminina como nos casos de infertilidade masculina. Além disso, é um procedimento que não produz efeitos colaterais. Já no caso da fertilização in vitro (FIV), os óvulos são fertilizados pelo espermatozóide em ambiente laboratorial, por outras palavras, com o auxílio de técnicas de reprodução assistida. Este tipo de procedimento é mais indicado para casos de infertilidade em que tratamentos mais simples não apresentem resultados positivos. A diferença é que fecundação é a designação dada à fusão de dois gametas (células sexuais uma masculina e outra feminina), da qual resulta uma célula diplóide, o ovo ou zigoto. E reprodução em biologia, refere-se à função através da qual os seres vivos produzem descendentes, dando continuidade à sua espécie. → Fecundação humana Nós seres humanos, a fecundação compreende o período que vai desde o encontro do espermatozóide com o ovócito até a fusão dos núcleos. Normalmente, o processo acontece na parte mais dilatada da tuba uterina, em uma região denominada de ampola. O processo da fecundação humana pode ser dividido em algumas etapas: 1. Penetração do espermatozoide pela corona radiata, um grupo de células do folículo ovariano que envolve o ovócito; 2. Penetração do espermatozóide na zona pelúcida, isto é, na camada de glicoproteína que circunda o ovócito; 3. Fusão da membrana do espermatozóide com a membrana do ovócito. A fecundação garante que o número diploide de cromossomos da nossa espécie seja restaurado, que o sexo do indivíduo seja determinado e que se inicie o desenvolvimento embrionário. FATORES QUE INFLUENCIAM 1- Idade dos parceiros : Na mulher, tanto a quantidade quanto a qualidade dos oócitos (óvulos) tendem a se reduzir com a idade. O efeito é mais acentuado após os 35 anos, quando a taxa de alteração nos cromossomos começa a subir muito, o que, ao lado de prejudicar a fertilização e reduzir as chances de gravidez, aumenta a chance tanto de abortamento quanto de malformações do embrião (síndrome de Down, por exemplo). 2- Nutrição: A substituição de carboidratos por proteínas de origem animal, na dieta da mulher, se correlaciona com a chance de anovulação 32% mais alta. Esse efeito não ocorre se utilizada proteína de origem vegetal. A ingestão de gorduras trans, pela mulher, aumenta o risco de infertilidade de origem ovulatória. A menos que especificado na embalagem, produtos como margarinas, sorvetes cremosos, biscoitos, bolos, tortas, pães, salgadinhos, pipoca de microondas, bombons, e tudo mais que contenha gordura hidrogenada, são fontes de gordura trans. 3. Discutir acerca das taxas de natalidade (bruta ou geral), fecundidade (geral, total e específica) e taxa de gravidez (cumulativa e por ciclo) e como elas influenciam na estrutura do país. 3.1Taxa de natalidade – bruta ou geral 3.2Taxa de fecundidade – geral, total e específica 3.3 Taxa de gravidez – cumulativa e por ciclo Enquanto a taxa de fecundidade corresponde à média de filhos por mulher em idade de procriar, a taxa de natalidade considera os nascimentos anuais e a população total, expressa por mil habitantes. TAXA DE NATALIDADE • Ministério da Saúde/Secretaria de Vigilância em Saúde: Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc). 1. Conceituação Número de nascidos vivos, por mil habitantes, na populaçãoresidente em determinado espaço geográfico, no ano considerado. 2. Interpretação • Expressa a intensidade com a qual a natalidade atua sobre uma determinada população. • A taxa bruta de natalidade é influenciada pela estrutura da população, quanto à idade e ao sexo. • As taxas brutas de natalidade padronizadas por uma estrutura de população padrão permitem a comparação temporal e entre regiões. • Em geral, taxas elevadas estão associadas a condições socioeconômicas precárias e a aspectos culturais da população. Em países e regiões mais desenvolvidas, é comum que a taxa de natalidade seja mais baixa, já que essas pessoas tendem a ter mais acesso a informações e a uma quantidade maior de métodos contraceptivos, realizando planejamento familiar e evitando gravidezes indesejadas. 3. Usos • Analisar variações geográficas e temporais da natalidade. • Possibilitar o cálculo do crescimento vegetativo ou natural da população, subtraindo-se, da taxa bruta de natalidade, a taxa bruta de mortalidade. • Contribuir para estimar o componente migratório da variação demográfica, correlacionando-se o crescimento vegetativo com o crescimento total da população. • Subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação de políticas públicas relativas à atenção materno-infantil. 4. Limitações • Devido à subenumeração de nascidos vivos, o uso de dados derivados de sistemas de registro contínuo está condicionado a correções, frequente em áreas menos desenvolvidas. • A base de dados demográficos utilizada para o cálculo do indicador pode apresentar imprecisões inerentes à coleta de dados ou à metodologia empregada para elaborar estimativas populacionais. • As projeções demográficas perdem precisão à medida que se distanciam dos anos de partida das projeções. • Para comparar taxas entre populações de composição etária distinta, recomenda-se a prévia padronização de suas estruturas. As taxas padronizadas devem ser utilizadas apenas para análises comparativas. • A correlação desse indicador com a fecundidade exige cautela. Além de se referir apenas à população feminina, a taxa de fecundidade não é influenciada por variações na sua composição etária. Os fatores responsáveis pela diminuição das taxas de natalidade são: urbanização;queda da fecundidade;planejamento familiar;utilização de métodos contraceptivos; melhoria nas condições de educação;inserção da mulher no mercado de trabalho;casamentos tardios;custo de criação dos filhos. TAXA DE FECUNDIDADE TOTAL 1. Conceituação • Número médio de filhos nascidos vivos, tidos por uma mulher ao final do seu período reprodutivo, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado. • A taxa é estimada para um ano calendário determinado, a partir de informações retrospectivas obtidas em censos e inquéritos demográficos. 2. Interpretação • Junto com a migração, esse indicador é o principal determinante da dinâmica demográfica, não sendo afetado pela estrutura etária da população. Expressa a situação reprodutiva de uma mulher pertencente a uma coorte hipotética, sujeita às taxas específicas de fecundidade por idade, observadas na população em estudo, supondo-se a ausência de mortalidade nessa coorte. • Taxas inferiores a 2,1 são sugestivas de fecundidade insuficiente para assegurar a reposição populacional. • O decréscimo da taxa pode estar associado a vários fatores, tais como: urbanização crescente, redução da mortalidade infantil, melhoria do nível educacional, ampliação do uso de métodos contraceptivos, maior participação da mulher na força de trabalho e instabilidade no emprego. 3. Usos • Avaliar tendências da dinâmica demográfica e realizar estudos comparativos entre áreas geográficas e grupos sociais. • Realizar projeções de população, levando em conta hipóteses de tendências de comportamento futuro da fecundidade. • Subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, trabalho e previdência social, com projeções demográficas que orientem o redimensionamento da oferta de serviços, entre outras aplicações. 4. Limitações • Imprecisões da base de dados utilizada para o cálculo do indicador, relacionadas à coleta de dados demográficos ou à metodologia empregada para elaborar estimativas e projeções populacionais. • Em função da subenumeração de dados em muitas áreas do país, o número de nascidos vivos obtido de sistemas de registro contínuo está sujeito a correções para o cálculo da taxa. • O cálculo do indicador para anos intercensitários depende da disponibilidade de estimativas confiáveis do número de mulheres por faixas etárias do período reprodutivo. TAXA ESPECÍFICA DE FECUNDIDADE 1. Conceituação • Número médio de filhos nascidos vivos, tidos por uma mulher, por faixa etária específica do período reprodutivo, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado. • A taxa também pode ser apresentada por grupo de mil mulheres em cada faixa etária. 2. Interpretação Mede a intensidade de fecundidade a que as mulheres estão sujeitas em cada grupo etário do período reprodutivo (de 15 a 49 anos de idade). 3. Usos • Analisar perfis de concentração da fecundidade por faixa etária. • Detectar variações das taxas nos grupos de maior risco reprodutivo. • Calcular medidas sintéticas de fecundidade (taxa de fecundidade total, taxa bruta de reprodução e taxa líquida de reprodução). • Possibilitar o estudo dinâmico da fecundidade, mediante análise longitudinal. • Formular hipóteses de projeções populacionais. • Subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação da atenção materno/infantil (oferta de serviços e ações para grupos de risco). 4. Limitações • Imprecisões da base de dados utilizada para o cálculo do indicador, relacionadas à coleta de dados demográficos ou à metodologia empregada para elaborar estimativas e projeções populacionais. • Em função da subenumeração de dados em muitas áreas do país, o número de nascidos vivos obtido de sistemas de registro contínuo está sujeito a correções para o cálculo da taxa, sendo requeridos métodos indiretos para estimar o número de nascimentos. Essa correção dificilmente está disponível para áreas geográficas pequenas. • O cálculo do indicador para anos intercensitários depende da disponibilidade de estimativas confiáveis do número de mulheres por faixas etárias do período reprodutivo. A taxa específica de fecundidade por idade é obtida por metodologia demográfica aplicada a dados censitários e a pesquisas especiais. TAXA DE GRAVIDEZ Centro de Genética da Reprodução Profº Alberto Barros – 2014 as taxas de gravidez por ciclo, ou seja, o número de gestações obtidas dividido pelo número de ciclos de fertilização realizados, apontam para um percentual de sucesso de cerca de 50% para mulheres com menos de 35 anos. As mulheres entre 35 e 40 anos têm uma taxa de gravidez menor, em torno de 35%, enquanto aquelas que estão acima dos 40 anos possuem taxa inferior a 25%. Os números deixam claro que o sucesso da FIV, medido pela taxa de gravidez por ciclo, diminui com o aumento da idade da mulher! ● A taxa de gravidez a cada mês/ciclo é de 25%, se houverem relações frequentes (3x por semana) ● A taxa de fecundabilidade na raça humana é de 25% ao mês, o que quer dizer que de 100 casais que interrompem métodos contraceptivos, apenas 25 estão grávidos ao fim de um mês. ● Possibilidade de ocorrer gestação em um ciclo menstrual em casais normais sem uso de contracepção ● Probabilidade mensal MEDIDORES DE SUCESSO DA FERTILIZAÇÃO taxas de gravidez é a cumulativa, ou seja, a soma de todas as chances que se terá com todas as transferências de embriões conseguidos em um ciclo. Após a correcta avaliação clínica e laboratorial de um casal – e considerando também aspectos tão importantes como a idade da mulher, o tempo de infertilidade e os antecedentes pessoais e familiares -, havendo uma perspectiva minimamente consistente de sucesso através de uma metodologia mais simples,mais fisiológica e menos intervencionista, deverá ser esta a eleita para uma primeira abordagem terapêutica. Como se calcula a taxa cumulativa de gravidez por ciclo? É calculada pela divisão entre o número de gravidez que foi alcançada do primeiro ciclo pela o número inicial de pacientes, assumindo que nenhum paciente desistiu. ● Cerca de 80% dos casais engravidam após seis meses e 93% após 12 ciclos ● O ser humano tem uma fertilidade baixa em relação a outras espécies ● A possibilidade está em 20% por ciclo ● 2 anos → 97% ● A taxa cumulativa de gravidez não obedece este padrão pré-definido. Casais de maior fertilidade engravidar nos primeiros meses de tentativa além de que alguns dos casais que falharam em engravidar após alguns meses, podem desistir temporariamente por razões pessoais, financeiras ou profissionais de forma que, ao passar do tempo, as chances de um casal conseguir alcançar seu objetivo é progressivamente menor. ● Em resumo, a taxa cumulativa de gravidez não é constante, nem previsível, e, se ela obedece algum padrão, este é decrescente. ● Procedimentos de fertilização in vitro: experiência de mulheres e homens - María Yolanda Makuch SOBRE A FIV A fertilização in vitro (FIV) com transferência de embriões – na espécie humana – surgiu em 1978, na Inglaterra. Deste enorme avanço, nasceu a primeira criança que foi fertilizada in vitro, http://www.clinicafgo.com.br/noticias/medidas-para-analisar-o-sucesso-de-um-tratamento-de-fertilizacao-in-vitro/ cujo nome é Louise Brown. Este revolucionário tratamento rendeu a seu descobridor, Dr. Robert Edwards, Prêmio Nobel de Medicina de 2010. No Brasil, a primeira criança nascida de FIV foi Ana Paula Caldeira, em 07 de Outubro de 1984. A FIV consiste em propiciar, em condições específicas determinadas para tal fim, em laboratório, a fecundação do óvulo pelo espermatozoide fora do corpo da mulher. Uma vez cumprida esta etapa o embrião é transferido ao útero da mãe, onde a expectativa é que ele se implante e continue se desenvolvendo A mulher deve apresentar boa reserva ovariana, fato este que acompanha a sua idade; quanto mais jovem maior a reserva ovariana. Por outro lado, a reserva ovariana é um reflexo biológico da idade do complexo folículo-oócito. Um valor elevado de FSH (> 20 mUI/mL) ou muito baixo do Hormônio Anti-Mülleriano (< 0,16) representa uma capacidade ovariana diminuída. De modo geral, a reserva ovariana é relativamente boa até 37 anos, a partir deste ponto apresenta uma queda no seu potencial de fertilidade. 4. Discorrer sobre a gravidez na adolescência e os impactos biopsicossociais. A gravidez na adolescência é considerada a que ocorre entre os 10 e 20 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Apontada como uma gestação de alto risco decorrente das preocupações que traz à mãe e ao recém nascido, a gravidez nesta faixa etária pode acarretar problemas sociais e biológicos. Há diversos fatores de natureza objetiva e subjetiva que levam à gravidez no início da vida reprodutiva, tais como: - Falta de conhecimento adequado dos métodos contraceptivos e como usá-los; - Dificuldade de acesso a esses métodos por parte do adolescente; - Dificuldade e vergonha das meninas em solicitar o uso do preservativo pelo parceiro; - Ingenuidade e submissão; - Violência; - Abandono; - Desejo de estabelecer uma relação estável com o parceiro; - Forte desejo pela maternidade, com expectativa de mudança social e de obtenção de autonomia através da maternidade; - Meninas com início da vida sexual cada vez mais precoce. - O ambiente familiar também tem relação direta com o início da atividade sexual. - Experiências sexuais precoces são observadas em adolescentes em famílias onde os irmãos mais velhos já apresentam vida sexual ativa. - É comum encontrar adolescentes grávidas cujas mães também iniciaram a vida sexual precocemente ou engravidaram durante a sua adolescência. - Por outro lado, famílias onde existe o hábito da conversa e há orientação sobre a vida sexual, a situação pode ser diferente e a sexualidade melhor aproveitada pelos adolescentes no momento certo. TUTORIA 04: DESEJO DE TER FILHOS 1.EXPLANAR ACERCA DA IDADE REPRODUTIVA IDEAL MASCULINA E FEMININA 1.1. CITAR DIFICULDADES PARA A GERAÇÃO DE FILHOS Caderneta Mulheres e Saúde - evidências de hoje agenda de amanhã ( OMS ) - idade ideal é entre 17 e 35 anos, quando o aparelho genital feminino já está desenvolvido e os óvulos estão com menor probabilidade de apresentarem degenerações quando fecundados. - A idade mais propícia em termos biológicos é dos 18 e 20 anos. No entanto, a mulher tem até os 28 anos para engravidar com tranqüilidade. Aos 25 anos a taxa começa a cair cerca de 20% ao mês. Após os 35 anos, a probabilidade de uma mulher engravidar naturalmente reduz em 50% comparado aos 24 anos. E após os 40, a redução é de 50% em relação aos 35 anos. “A INFLUÊNCIA DA IDADE MATERNA SOBRE AS CONDIÇÕES PERINATAIS, Fernanda e Mylza, 2002” Probabilidade de gravidez → Acima de 35 anos: 15% → Acima de 40 anos: de 3% a 5% O que impede a mulher mais velha de ter filhos é a qualidade e a quantidade de seus óvulos. Ao contrário do homem, que produz espermatozóides durante quase toda a vida, a mulher nasce com uma quantidade limitada de folículos, que podem transformar-se em óvulos. A partir dos 35 anos, a curva é descendente. Por volta dos 50, ela pára de vez de ovular. Não é só a quantidade que diminui. A qualidade dos óvulos também é prejudicada pela idade. A idade também acirra as probabilidades de os órgãos desenvolverem obstáculos à reprodução, como obstrução de trompas, cistos no ovário e endometriose. Em relação à qualidade dos oócitos, as anomalias dependentes da idade incluem: a)competência meiótica ou incapacidade de completar a maturação meiótica, resultando em oócitos não passíveis de fertilização; b) erros durante a meiose, que podem ser compatíveis com a fertilização, mas levar a anomalias genéticas que comprometam a viabilidade do embrião; c) deficiências citoplasmáticas que podem se expressar nos diversos estágios do desenvolvimento, antes ou após a fertilização. SAUDE SEXAL E SAUDE REPRODUTIVA - HOMENS COMO SUJEITOS DE CUIDADO - MIN. DA SAÚDE 2018 No caso dos homens, a idade ideal para engravidar é até os 35 anos. A taxa de fertilidade masculina começa a cair a partir dos 50 anos de idade e, aos 65 anos, ela cai cerca de 35%. A partir dos 40 anos de idade os níveis de testosterona do homem começam a cair aproximadamente 1% ao ano. E a motilidade dos espermatozóides diminui por volta de 7%. Apesar da produção diária de espermatozóides manter uma relativa normalidade, o volume da ejaculação também cai conforme o passar dos anos. A idade reduz o volume seminal, o percentual de espermatozóides móveis e o percentual de espermatozóides com morfologia normal, não interferindo na concentração seminal. A idade do homem também interfere nos resultados gestacionais de casais com dificuldade em engravidar. Estudo recente, que avaliou os resultados de mais de 17.000 inseminações artificiais, observou redução nas taxas de gravidez de 12,3% entre homens com menos de 30 anos e de 9,3% entre homens com mais de 45 anos. Também foi descrita uma relação diretamente proporcional na ocorrência de aborto espontâneo e idade paterna. 1.2. DISCUTIR SOBRE RISCOS E CONSEQUÊNCIAS DA GRAVIDEZ TARDIA. REVISTA MINEIRA DE ENFERMAGEM Com base na literatura, Schupp afirma, ainda, que há variações quanto à definição de idade materna avançada para a gravidez, sendo que alguns autores consideram o limite de 35 anos, outros a partir dos 40 e há aqueles que vão mais além, considerando as gestantes com idade de 45 anos ou mais. A gravidez tardia é considerada um fenômeno mundial. Somente nos Estados Unidos, estima-se que uma em cada cinco mulheres tem o seu primeiro filho após os 35 anos. Mais especificamente, na última década, a gravidez tardia cresceu, no país, 84%, resultado da mudança de comportamento que está redesenhando a família no mundo.3 Estudos apontam,ainda, que a proporção de parturição das mulheres acima de 40 anos varia de 2%-5% Na faixa de idade mais avançada, pode-se observar, com certa frequência, o aparecimento de doenças crônicas, como hipertensão arterial, diabetes mellitus e outras, associadas diretamente ao processo da gestação, como abortamentos, anomalias cromossômicas, mortalidade materna, gestação múltipla, pré-eclâmpsia e suas complicações.Assim, a idade materna elevada é, hoje, um motivo de preocupação, principalmente se está relacionada à gestação e sua evolução. Um estudo realizado em uma capital brasileira sobre a distribuição do parto vaginal e da cesariana evidenciou alta concentração de cesáreas entre mulheres com mais de 35 anos, o que foi relacionado ao fato de essas mulheres apresentarem maior risco para algumas patologias graves associadas à gravidez, como diabetes e doença hipertensiva específica da gestação, que podem exigir a interrupção da gestação antes da maturação fetal . Um estudo realizado no sul do País, com população de baixa renda, revelou que a idade materna maior que 35 anos, entre outras variáveis, estava significativamente relacionada à prematuridade. 1.3. CITAR AS PRINCIPAIS MOTIVAÇÕES QUE LEVAM UM CASAL A GERAR FILHOS TARDIAMENTE Gravidez tardia: relações entre características sociodemográficas, gestacionais e apoio social - Welinton PAraíba eat. al - 2016 Das 150 gestantes tardias que responderam ao questionário, 52,67% eram católicas e 40% evangélicas. Esta prevalência está de acordo com os dados da população brasileira, relativos ao último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, no qual a taxa de católicos foi de 64,6% e a de evangélicos 22,2%. Este resultado ainda sinaliza que o exercício da espiritualidade é de suma importância em relação a muitos desfechos relacionados à saúde dos indivíduos - pensamento de que relações sexuais devem ser realizadas apos o casamento. Um estudo acerca dos aspectos biopsicossociais do adiamento da maternidade, Cristina, 2009 ● Maturidade atingida pelo casal ● Mudança de prioridade do casal (estabilidade depois família) → Planejamento familiar ● Vontade de ter mais filhos ● Mulher não mais objeto reprodutivo, emprego, prioridades e vontades → Mudança no papel social da mulher ● Casamentos tardios → Adiamento de relacionamentos amorosos ● Necessidade de ter filhos após estabilidade 2. DISCORRER ACERCA DA GRAVIDEZ DE ALTO RISCO 2.1. CONSEQUÊNCIAS PARA A MÃE. 2.2. CONSEQUÊNCIAS PARA O FETO E RECÉM-NASCIDO. Gravidez de alto risco: Gravidez de alto risco pode ser entendida, então, como aquela que apresenta maior probabilidade de ter evolução desfavorável, seja para o feto, seja para a mãe. Os fatores de risco presentes já antes da gestação → Os primeiros incluem idade da mãe, doença materna, antecedentes obstétricos, origem étnica, história familiar de doenças hereditárias e problemas de consanguinidade. Os que surgem durante este período → Os fatores que surgem durante a gravidez correspondem, entre outros, à alfafetoproteína materna demasiadamente elevada ou baixa, à infecção materna, à hipertensão, diabetes gestacional, à exposição da mãe a agentes teratogênicos e/ou a radiação, e a alterações ecográficas. Sabe-se que após essa idade aumenta a incidência de abortos, anormalidades fetais, diabetes, hipertensão, hemorragias, partos prematuros, trabalho de parto disfuncional, partos por cesariana. MANUAL TÉCNICO DA GESTAÇÃO DE ALTO RISCO - MIN. DA SAÚDE (5 EDIÇAO) - Pré eclâmpsia/eclâmpsia: hipertensão (maior ou igual que 140/90mmHg) acompanhado por proteinúria (0,3g de ptn/urina/dia), pode ser classificada como leve ou grave dependendo do grau de comprometimento; eclâmpsia se caracteriza pela presença de convulsões ou coma em mulheres com quadro de hipertensão gravídica, pode ocorrer na gravidez, parto ou pós parto. Nos casos de eclâmpsia, deve ser administrada a terapia anticonvulsivante, em geral com sulfato de magnésio. A única maneira de controlar a pré-eclâmpsia e evitar que evolua para eclâmpsia é o acompanhamento pré-natal criterioso e sistemático da gestação. Pacientes com pré-eclâmpsia leve devem fazer repouso, medir com frequência a pressão arterial e adotar uma dieta com pouco sal. - Hipertensão na gravidez: sem proteinúria, o diagnóstico se afasta de pré-eclâmpsia, e pode ser dividido entre hipertensão transitória (que retorna ao normal após o parto), e crônica (elevação persiste após 12 semanas do pós parto) - Síndromes hemorrágicas:A função miometrial sofre declínio com a idade, o que pode contribuir para uma maior incidência de apresentações pélvicas (“bebê sentado”) e hemorragias pós-parto. - Diabetes Gestacional : a de mellitus pode ser responsável por índices elevados de morbimortalidade perinatal, especialmente macrossomia fetal e malformações fetais. A gestacional é aquela diagnosticada durante a gravidez como qualquer intolerância à carboidratos. A gestante portadora de DMG não tratada têm maior risco de rotura prematura de membranas, parto pré-termo, feto com apresentação pélvica e feto macrossômico. Há também risco elevado de pré-eclâmpsia nessas pacientes. - A ruptura prematura das membranas﹕é o vazamento do líquido amniótico que envolve o feto em qualquer momento antes de o trabalho de parto ter começado. Depois da ruptura das membranas, o trabalho de parto costuma ocorrer em seguida. Se o trabalho de parto não tiver início entre seis e doze horas, aumenta o risco de infecção na mulher e no feto. CRIANÇA DGM → além da macrossomia ( PESO ENTRE 4 E4500 AO NASCER ) , o risco para o desenvolvimento de síndrome de angústia respiratória, cardiomiopatia, icterícia, hipoglicemia, hipocalcemia, hipomagnesemia e policitemia com hiperviscosidad sanguínea, encontrarse fuertemente aumentado A criança corre um grande risco de ter aberrações cromossômicas e obstáculos mentais e físicos relacionados a um número aumentado de neonatos prematuros e tratamentos de fertilidade. Todos esses problemas começam a aumentar depois dos 30 anos de idade, mas especialmente após os 35 anos. Baixo peso do bebê ao nascimento (poderia ser explicada por uma perfusão placentária mais precária, com prejuízo da passagem de nutrientes para o feto em crescimento), maiores índices de sofrimento fetal, e menores índices de Apgar (trata-se de um método simples e eficiente de medir a saúde de seu recém-nascido e de determinar se ele precisa ou não de alguma assistência médica imediata) do bebê no quinto minuto. Risco de aborto → Acima de 35 anos: 18% → Acima de 40 anos: 36% a 40% Risco de síndrome de Down → Acima de 35 anos : um caso para cada 250 nascimentos → Acima de 40 anos : um caso para cada 100 nascimentos LIVRO GRAVIDEZ E PUERPÉRIO DE ALTO RISCO - CARLOS HENRIQUE EAT. AL PREMATURIDADE ﹕ principal causa de morbidade e mortalidade neonatal na atualidade. 15 milhões de recém nascidos foram prematuros em 2010, 10% do total de nascimento. Risco maior de desenvolver complicaÇões relacionadas com a imaturidade de vários órgãos. FETO DE MÃE DIABÉTICA ﹕ Biblioteca virtual em saúde - min. da saúde - importância do pré natal A realização do pré-natal representa papel fundamental na prevenção e/ou detecção precoce de patologias tanto maternas como fetais, permitindo um desenvolvimento saudável do bebê e reduzindo os riscos da gestante. Informações sobre as diferentes vivências devem ser trocadas entre as mulheres e os profissionais de saúde. Essa possibilidade de intercâmbio de experiências e conhecimentos é considerada a melhor forma de promover a compreensão do processo de gestação. Vantagens do pré-natal: - permite identificar doenças que já estavam presentes no organismo, porém, evoluindo de forma silenciosa, como a hipertensão arterial, diabetes, doenças do coração, anemias, sífilis, etc. Seu diagnóstico permite medidas de tratamento que evitam maior prejuízo à mulher, não só durante a gestação, mas por toda sua vida; - detecta problemas fetais, como más formações. Algumas delas, em fases iniciais, permitem o tratamentointraútero que proporciona ao recém-nascido uma vida normal; - avalia aspectos relativos à placenta, possibilitando tratamento adequado. Sua localização inadequada pode provocar graves hemorragias com sérios riscos maternos; - identifica precocemente a pré-eclâmpsia, que se caracteriza por elevação da pressão arterial, comprometimento da função renal e cerebral, ocasionando convulsões e coma. Esta patologia constitui uma das principais causas de mortalidade no Brasil. 3. CONCEITUAR PROBABILIDADE E COMO SE CALCULA. 3.1. ABORDAR O USO DA PROBABILIDADE NA CONCEPÇÃO. É aquele experimento que quando repetido em iguais condições, podem fornecer resultados diferentes, ou seja, são resultados explicados ao acaso. Espaço amostral → É o conjunto de todos os resultados possíveis de um experimento aleatório. → Se em um fenômeno aleatório as possibilidades são igualmente prováveis, então a probabilidade de ocorrer um evento A é: Dizemos que um espaço amostral S (finito) é equiprovável quando seus eventos elementares têm probabilidades iguais de ocorrência. Num espaço amostral equiprovável S (finito), a probabilidade de ocorrência de um evento A é sempre: As leis de Mendel também conhecidas como leis da hereditariedade foram, e ainda são, usadas para explicar como ocorre a transmissão de genes para determinação de características próprias de um ser vivo de uma geração a outra. E isso é feito usando a probabilidade TUTORIAL 5 1⃣– Abordar acerca da fecundação e nidação : 1.1 Falar sobre o processo da fecundação e os componentes participantes. ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA - 3 CADERNO , MIN. SAÚDE A fecundação tem tempo definido e limitado para ocorrer. Se a relação sexual se der no dia da ovulação, a fusão dos núcleos do óvulo e do espermatozóide demora entre 12 e 24 horas. Se a relação sexual ocorrer antes da ovulação, os espermatozóides permanecem no trato genital feminino por até cinco dias aguardando a ovulação, migrando gradativamente em direção às trompas. É importante que se esclareça que a fecundação não ocorre imediatamente após a relação sexual. REPRODUÇÃO HUMANA - CARLOS AUGUSTO GALVÃO O processo se inicia no momento em que o espermatozoide entra em contato com o ovócito secundário. 3(a) ovócito secundário, onde ocorre a primeira divisão meiótica , que é a divisão de maturaÇão 3(b) espermatozóide penetra no ovócito - segunda divisão meiótica. A penetração do ovócito pelo espermatozóide estimula o ovócito a completar a segunda divisão meiótica, formando um ovócito maduro (óvulo) e segundo corpo polar. 3(c) cabeÇa do espermatozóide aumentou de tamanho para formar o pronúcleo masculino - 3(d) fusão dos pronúcleos -. A cabeça e a cauda do espermatozóide entram no citoplasma do ovócito, mas a membrana plasmática do espermatozóide fica para trás. 3(e) início da primeira divisão mitótica 3(f) zigoto em duas células 4(a) O espermatozoide ultrapassa as células da corona radiata , após isso há a passagem pela zona pelúcida . o espermatozoide entra no oócito, este responde de três maneiras: 1.Reações cortical e de zona. Como resultado da liberação dos grânulos corticais dos oócitos, que contêm enzimas lisossomais, a membrana do oócito se torna impenetrável a outros espermatozóides, e a zona pelúcida altera sua estrutura e sua composição para evitar a ligação e a penetração do espermatozóide. Essas reações evitam a poliespermia (penetração de um ou mais espermatozóides no oócito). Ativação metabólica do óvulo. O fator de ativação provavelmente é carregado pelo espermatozóide. A ativação inclui eventos moleculares e celulares associados ao início da embriogênese. EVITAR A ENTRADA DE OUTROS ESPERMATOZÓIDES ( POLIESPERMIA) - Bloqueio rápido da poliespermia ﹕ depois do contato das membranas dos gametas ocorre a despolarizaÇão elétrica da membrana do ovócito - A mudanÇa de potencial impede , de forma temporária, que outro espermatozóide penetra no ovócito . - Bloqueio lento ﹕após a despolarizaÇão da membrana ocorre um influxo de íons cálcio para o ovócito - vesículas de secreÇão que estão na periferia do ovócito se fundem com a membrana do ovócito e liberam enzimas. Essas substâncias promovem uma modificação na conformação das proteínas da zona pelúcida. Em suma, a FECUNDAÇÃO: ● Estimula o ovócito penetrado a completar a segunda divisão meiótica. ● Restaura o número diplóide normal de cromossomos (2n=46) no zigoto. ● Resulta na variação da espécie humana através da mistura de cromossomos paternos e maternos. ● Determina o sexo cromossômico do embrião. ● Causa a ativação metabólica do ovócito e inicia a clivagem (divisão celular) do zigoto. 2 –Elucidar sobre o desenvolvimento embrionário (até a terceira semana) : 2.1 Compreender o início desenvolvimento embrionário e os componentes participantes 2.2 Sintetizar os eventos do desenvolvimento embrionário até a terceira semana e os elementos presentes PRIMEIRA SEMANA Langman - embriologia médica 14 ediÇão Após a fecundação começam os processos de clivagem, divisões mitóticas que aumentam o números de células , essas pequenas células são os blastômeros. 3 dias após a fertilização as células se dividem novamente , formando a mórula ( 16 cels). Esse processo de formação da mórula ocorre na tuba uterina. No estágio de mórula, as células que a formam são células totipotentes. São células completamente indiferenciadas, capazes de gerar um organismo adulto. E essas células tem a capacidade de formar tanto um organismo adulto quanto tecidos extraembrionários, como a placenta. As células internas da mórula constituem a massa celular interna, que origina os tecidos do embrião em si e as células circunjacentes compõem a massa celular externa, formando o trofoblasto. FORMAÇÃO DO BLASTOCISTO Mórula entra na cavidade uterina - fluido começa a penetrar espaços intercelulares de massa celular interna. Esses espaços se tornam confluentes e é formada uma única cavidade BLASTOCELE. Nesse momento o embrião é chamado de blastocisto , A blástula, portanto, ao contrário da mórula, é oca, pois possui um espaço com líquido. À medida que o fluido aumenta na cavidade, ocorre a separação dos blastômeros ,e este está organizado em dois pólos , o embrionário EMBRIOBLASTO e o trofoblasto. No estágio de blástula das células da camada celular interna, os embrioblastos são células tronco pluripotentes, ou seja, são células capazes de gerar QUALQUER tecido do organismo. FORMAÇÃO DO EPIBLASTO, E HIPOBLASTO E DOS EIXOS CORPORAIS (A)As células do embrioblasto se diferenciam em células do epiblasto e hipoblasto. Em primeiro momento essas células estão dispersas no embrioblasto . (B)Próximo ao momento de implantação, elas são segregadas de acordo com sua especificação para se tornar uma camada de células do epiblasto dorsalmente e células de hipoblasto ventralmente, adjacentes à cavidade do blastocisto. Assim, uma polaridade dorsal-ventral é estabelecida no embrião. ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA - 3 CADERNO , MIN. SAÚDE Este processo de fusão entre o blastocisto e o endométrio é chamado implantação ou nidação. A implantação completa-se entre o 11° e o 12° dia após a fecundação, resultando na concepção. O conceito de concepção se aplica ao processo de nidação. Quando o embrião encontrar o endométrio (membrana mucosa que reveste a parede do útero internamente), ele irá liberar enzimas que irão “digerir” as células endometriais e ao mesmo tempo, é envolvido por outras células em proliferação do endométrio. Na maioria dos casos, a nidação ocorre na parede posterior do útero, no endométrio. No entanto, qualquer parte do órgão está capacitada para que tenha um bom desenvolvimento. Apenas a parte inferior do útero (próxima ao óstio interno), é um local muito perigoso,pode causar grave hemorragia durante a gestação ou no momento do parto, podendo levar o feto à morte, devido à falta de oxigenação. Langman - embriologia médica 14 ediÇão Durante a implantação, a mucosa uterina está na fase secretória , período em que as glândulas e artérias uterinas se tornam espiraladase o tecido fica espessado. Como resultado, podem ser reconhecidas no endométrio três camadas distintas: uma camada compacta superficial, uma camada esponjosa intermediária e uma camada basal fina. SEGUNDA SEMANA ʺ o embrião com o mesmo tempo de fertilizaÇão não se desenvolvem, necessariamente, com a mesma taxa ed crecimentoʺ OITAVO DIA - O Blastocisto está parcialmente encaixado no endométrio. - Trofoblasto se diferenciou e duas camadas , uma interna (mononucleadas) ﹕ CITOTROFOBLASTOS e umas externa(multinucleadas)﹕SINCICIOTROFOBLASTO - Embrioblasto tb se diferenciam de duas camadas ﹕Uma de células. cuboides HIPOBLASTICA e uma de cls. colunares altas EPIBLASTO ----- JunÇão dessas camadas formam um disco achatado. NONO DIA DÉCIMO PRIMEIRO AO DÉCIMO SEGUNDO DIA - blastocisto totalmente inserido no estroma endometrial - As células do sinciciotrofoblasto penetram mais fundo no estroma, alcançando e abrindo a parede de revestimento endotelial dos capilares maternos. Esses capilares são conhecidos como sinusóides. - Uma vez mais sinusóides, o sangue materno começa a fluir pelo sistema trofoblástico, estabelecendo a circulação uteroplacentária. - Formação do mesoderma extra embrionário - formação de grandes cavidades que quando se unem dão origem a cavidade extra embrionária. - O mesoderma extraembrionário que reveste o citotrofoblasto e o âmnio é denominado mesoderma extraembrionário somático, e o revestimento do saco vitelínico é conhecido como mesoderma extraembrionário esplâncnico DÉCIMO TERCEIRO DIA - O trofoblasto é caracterizado por estruturas vilosas. Células do citotrofoblasto proliferam localmente e penetram no sinciciotrofoblasto, formando colunas de células. As colunas de são conhecidas como vilosidades primárias. - O hipoblasto produz células adicionais que migram ao longo do interior da membrana exocelômica. - Elas proliferam e formam gradualmente uma nova cavidade dentro da cavidade exocelômica que e a vesícula vitelínica secundária ou vesícula vitelínica definitiva - Durante sua formação, grandes porções da cavidade exocelômica são pinçadas para fora. Essas porções são representadas pelos cistos exo celômicos. - o celoma extra embrionário se expande e forma uma grande cavidade, a cavidade coriônica. O mesoderma extra embrionário que reveste o interior do citotrofoblasto e sua camada é conhecido como placa coriônica. O único local onde o mesoderma extraembrionário atravessa a cavidade coriônica é no pedúnculo embrionário. Com o desenvolvimento dos vasos sanguíneos, o pedúnculo se transforma no cordão umbilical. TERCEIRA SEMANA ( BLÁSTULA SE TORNA GASTRULA) ETAPA EM QUE OCORRE A GASTRULAÇÃO - A gastrulação começa com a formação da linha primitiva na superfície do epiblasto. Essa linha, em primeiro momento é sutil, mas no embrião de 15 a 16 dias ela é bem visualizada. - parte cefálica da linha ﹕nò primitivo, área levemente elevada que cerca a fosseta primitiva. - cels. do epiblasto migram para a linha primitiva - formato de frasco , desprende do epiblasto e vai para baixo dele. ( INVAGINAÇAO ) - Após a invainação, algumas células deslocam o hipoblasto e assim é criado o endoderma. Outras ficam entre o epiblasto e o endoderma, formando o mesoderma. As células que permanecem no epiblasto formam o ectoderma. - células germinativas que vão dar origem a todos os tecidos e órgãos do embrião. AO FINAL DA GASTRULAÇÃO O EMBRIÃO É CHAMADO DE BLÁSTULA FORMAÇÃO DA NOTOCORDA • O processo notocordal se alonga pela invaginação de células provenientes da fosseta primitiva. • A fosseta primitiva se estende para dentro do processo notocordal, formando o canal notocordal (Fig. 4-7 C). • O processo notocordal é agora um tubo celular que se estende cefalicamente do nó primitivo até a placa pré-cordal. • O assoalho do processo notocordal funde-se com o endoderma embrionário subjacente (Fig. 4-7 E). • As camadas fundidas sofrem uma degeneração gradual, resultando na formação de aberturas no assoalho do processo notocordal, permitindo a Comunicação do canal notocordal com o saco vitelino (Fig. 4-8 B). • As aberturas confluem rapidamente e o assoalho do canal notocordal desaparece (Fig. 4-8 C); o remanescente do processo notocordal forma a placa notocordal, achatada e com um sulco (Fig. 4-8 D). • Iniciando pela extremidade cefálica do embrião, as células da notocorda proliferam e a placa notocordal se dobra, formando a notocorda (Fig. 4-8 F e G). • A parte proximal do canal notocordal persiste, temporariamente, como o canal neuroentérico (Fig. 4-8 C e E), que forma uma comunicação transitória entre as cavidades dos sacos amniótico e vitelino. Normalmente, o canal neuroentérico se oblitera ao fim do desenvolvimento da notocorda. • A notocorda separa-se do endoderma do saco vitelino, que novamente se torna uma camada contínua (Fig. 4-8 G). A notocorda em desenvolvimento induz o ectoderma sobrejacente a espessar-se e formar a placa neural (Fig. 4-8 C), o primórdio do sistema nervoso central (SNC). COMEÇO DA NEURULAÇÃO: FORMAÇÃO DO TUBO NEURAL A neurulação é constituída pelos processos envolvidos na formação da placa neural e pregas neurais e fechamento dessas pregas para formar o tubo neural. Esses processos terminam no fim da quarta semana, quando ocorre o fechamento do neuróporo caudal posterior. Durante a neurulação, o embrião é denominado nêurula. PLACA NEURAL E TUBO NEURAL ● O desenvolvimento da notocorda induz o ectoderma embrionário acima dela a se espessar, formando uma placa alongada de células epiteliais espessadas, a placa neural. ● O ectoderma da placa neural (neuroectoderma) dá origem ao SNC. ● A placa neural surge cefalicamente ao nó primitivo e dorsalmente à notocorda. ● Enquanto a notocorda se alonga, a placa neural se alarga e se estende cefalicamente até a membrana bucofaríngea. ● Por volta do 18º dia, a placa neural se invagina ao longo do seu eixo central, formando um sulco, o sulco neural, mediano, com pregas neurais em ambos os lados. ● As pregas neurais se tornam particularmente proeminentes na extremidade cefálica do embrião e constituem os primeiros sinais do desenvolvimento do encéfalo. ● No fim da 3ª semana, as pregas neurais começam a se fundir, convertendo a placa neural em tubo neural. ● O tubo neural se separa do ectoderma da superfície, assim que as pregas neurais se encontram. ● As células da crista neural sofrem uma transição, de epiteliais se tornam mesenquimais. Elas se afastam à medida que as pregas neurais se encontram, e as bordas livres do ectoderma se fundem, tornando essa camada contínua sobre o tubo neural. ● Subsequentemente, o ectoderma da superfície diferencia-se na epiderme. ● A neurulação termina durante a 4ª semana . ANOMALIAS CONGÊNITAS RESULTANTES DE NEURULAÇÃO ANORMAL Os defeitos de tubo neural constituem as anomalias congênitas mais comuns. A meroanencefalia (ausência parcial do encéfalo) é o mais grave defeito do tubo neural e é também a anomalia mais comum do SNC. Defeitos no tubo neural também podem ser secundários a lesões que afetam o grau de flexão imposto sobre a placa neural durante a dobra do embrião ou ligados a elas. DESENVOLVIMENTO DOS SOMITOS Além da notocorda, as células derivadas do nó primitivo formam o mesoderma paraxial. Próximo ao nó, essa população aparece como uma coluna grossa e longitudinal de células (Figs. 4-8 G e 4-9 B). Cada coluna está em continuidade com o mesoderma intermediário, que gradualmente se adelgaça para formar a camada de mesoderma lateral. O mesoderma lateral está em continuidade com o mesoderma extra embrionário que cobre o saco vitelino e o âmnio. Próximo ao fim da terceira semana, o mesoderma paraxial diferencia-se e começa a dividir- se em pares de corpos cubóides, os somitos (Gr. soma, corpo), que se formam em uma sequência cefalocaudal. Esses blocos de mesoderma estão localizados em cada lado do tubo neural em desenvolvimento (Fig. 4-9 C a F). Cerca de 38 pares de somitos são formados durante o período somítico do desenvolvimento humano (20º ao 30º dia). No fim da quinta semana,42 a 44 pares de somitos estão presentes. Os somitos formam elevações que se destacam na superfície do embrião e são algo triangulares em secção transversal (Fig. 4-9 C a F). Como os somitos são bem proeminentes durante a quarta e quinta semanas, eles são usados como um dos vários critérios para determinar a idade do embrião (Capítulo 5, Tabela 5-1). Os somitos aparecem primeiro na futura região occipital do embrião. Logo avançam cefalocaudal mente, dando origem à maior parte do esqueleto axial e aos músculos associados, assim como à derme da pele adjacente. O primeiro O par de somitos aparece no fim da terceira semana (Fig. 4-9 C) a uma pequena distância caudal ao local em que o placóide ótico se forma. Os pares subsequentes se formam em uma sequência cefalocaudal. Somitos cefálicos são os mais velhos, e os caudais, os mais jovens. A progressão ordenada da segmentação envolve um mecanismo de relógio (oscilador) da expressão dos genes, em particular os de Notch. Além disso, axônios motores do cordão espinhal inervam as células musculares nos somitos, um processo que exige uma orientação correta dos axônios do cordão espinhal para as células-alvo adequadas. Estudos experimentais indicam que a formação dos somitos a partir do mesoderma paraxial envolve a expressão dos genes da via Notch (sinalização Notch), dos genes Hox e de outros fatores de sinalização. Além disso, a formação de somitos a partir do mesoderma paraxial é precedida pela expressão da transcrição forkhead Fox C1 e C2, e um padrão do segmento cefalocaudal dos somitos é regulado pelo sistema de sinalização Delta-Notch. Um relógio ou oscilador molecular hipotético foi proposto como o mecanismo responsável pela sequência ordenada dos somitos. DESENVOLVIMENTO DO CELOMA INTRA EMBRIONÁRIO O primórdio do celoma intra embrionário (cavidade do corpo do embrião) surge como espaços celômicos isolados no mesoderma lateral e no mesoderma cardiogênico (formador do coração) (Fig. 4-9 A). Esses espaços logo coalescem, formando uma única cavidade em forma de ferradura, o celoma intra embrionário (Fig. 4-9 E), que divide o mesoderma lateral em duas camadas (Fig. 4-9 D): • A camada parietal, ou somática, do mesoderma lateral, localizada sob o epitélio ectodérmico e contínua ao mesoderma extra embrionário, que cobre o âmnio. • A camada visceral, ou esplâncnica, do mesoderma lateral, adjacente ao endoderma e contínua ao mesoderma extra embrionário que cobre o saco vitelino. O mesoderma somático e o ectoderma sobrejacente do embrião formam a parede do corpo do embrião ou somatopleura (Fig. 4-9 F), enquanto o mesoderma esplâncnico e o endoderma subjacente do embrião formam o intestino do embrião ou esplanconpleura. Durante o segundo mês, o celoma intra embrionário está dividido em três cavidades corporais: SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO Durante a terceira semana, forma-se um par de canais longitudinais revestidos por endotélio — os tubos cardíacos endocárdicos — que se fundem, formando o tubo cardíaco primitivo. O coração tubular une-se a vasos sanguíneos do embrião, do pedículo, do córion e do saco vitelino, para formar o sistema cardiovascular primitivo (Fig. 4-12). No fim da terceira semana, o sangue circula e o coração começa a bater no 21º ou 22º dia. O sistema cardiovascular é o primeiro sistema de órgãos que alcança um estado funcional. DESENVOLVIMENTO DAS VILOSIDADES CORIÔNICAS Pouco depois da formação das vilosidades coriônicas primárias, no fim da segunda semana, elas começam a ramificar-se. No início da terceira semana, o mesênquima penetra as vilosidades primárias formando um eixo central de tecido mesenquimal. Nesse estágio, as vilosidades — vilosidades coriônicas secundárias — recobrem toda a superfície do saco coriônico (Fig. 4.14 A e B). Algumas células mesenquimais da vilosidade logo se diferenciam em capilares e células sanguíneas (Fig. 4-14 C e D). Quando vasos sanguíneos se tornam visíveis nas vilosidades, elas são chamadas de vilosidades coriônicas terciárias. Os capilares das vilosidades coriônicas fundem-se, formando redes artérias capilares, as quais logo se conectam ao coração do embrião através de vasos que se diferenciam no mesênquima do córion e no pedículo do embrião (Fig. 4-12). No fim da terceira semana, o sangue do embrião começa a fluir lentamente através dos capilares das vilosidades coriônicas. Oxigênio e nutrientes do sangue materno presente no espaço interviloso difundem-se através das paredes das vilosidades e penetram o sangue do embrião 3 – Discorrer sobre a idade embrionária e idade gestacional (até a terceira semana) : 3. 1 abordar a idade embrionária, suas características, eventos e particularidades. Idade embriológica é o tempo decorrido desde a data da concepção até a data do parto. As mulheres podem estimar a data da concepção com base no período de ovulação como identificado por testes hormonais em casa e/ou medições da temperatura corporal basal. Contudo, a data da concepção só é conhecida de modo definitivo quando a fertilização in vitro ou outras técnicas de reprodução assistida são usadas. 3.2 debater a idade gestacional, suas características, eventos e particularidades. A idade gestacional é vagamente definida como o número de semanas entre o primeiro dia do último período menstrual normal da mãe e o dia do parto. Mais precisamente, a idade gestacional é a diferença entre 14 dias antes da data da concepção e o dia do parto. A idade gestacional não é a idade embriológica real do feto, mas é o padrão universal entre obstetras e neonatologistas para discutir a maturação fetal. Os métodos para essa estimativa dependem da data da última menstruação (DUM), que corresponde ao primeiro dia de sangramento do último período menstrual referido pela mulher. Quando a data da última menstruação (DUM) é conhecida e de certeza: É o método de escolha para se calcular a idade gestacional em mulheres com ciclos menstruais regulares e sem uso de métodos anticoncepcionais hormonais: - Uso do calendário: somar o número de dias do intervalo entre a DUM e a data da consulta, dividindo o total por sete (resultado em semanas); Quando a data e o período da última menstruação são desconhecidos: - Quando a data e o período do mês não forem conhecidos, a idade gestacional e a data provável do parto serão, inicialmente, determinadas por aproximação, basicamente pela medida da altura do fundo do útero e pelo toque vaginal, além da informação sobre a data de início dos movimentos fetais, habitualmente ocorrendo entre 16 e 20 semanas. É de grande importância para o médico conhecer precisamente a idade gestacional. Um erro nessa avaliação pode determinar iatrogenia, como, por exemplo, o de realizar o parto cesárea em feto prematuro. TUTORIA 6 - O BEBÊ MEXEU? Embriologia clínica - 10 ed moore 1) Discorrer sobre o desenvolvimento da 4ª a 8ª semana -Quarta semana -Quinta semana -Sexta semana -Sétima semana -Oitava semana Todas as principais estruturas internas e externas são estabelecidas durante a quarta a oitava semana. DOBRAMENTO DO EMBRIÃO - dobramento do disco embrionário trilaminar plano em um embrião ligeiramente cilíndrico. - resulta no crescimento rápido do embrião. - A velocidade do crescimento das laterais do disco embrionário não acompanha o ritmo de crescimento do eixo maior do embrião. - Os dobramentos das extremidades caudal e cranial e o dobramento lateral acontecem ao mesmo tempo. ● O dobramento das extremidades do embrião produz as pregas cefálicas e caudal Prega cefálica ﹕formam o primórdio do encéfalo - se projeta dorsalmente para a cavidade amniótica, onde contém o líquido amniótico e o embrião - prosencéfalo cresce cranialmente além da membrana e fica sobre o coraÇão em desenvolvimento - coraÇao primitivo, celoma, pericárdico e a membrana bucofaríngea se deslocam para superfície ventral do embrião também afeta o arranjo do celoma embrionário , antes esse está em uma cavidade achatada em formato de ferradura , após o celoma pericárdico está ventral ao coraÇão e o intra embrionário se comunicapara ambos os lados Prega Caudal ﹕ resulta no crescimento da parte distal do tubo neural - embrião cresce e a eminência caudal se projeta sobre a membrana cloacal . antes do dobramento a linha primitiva ta cranial a membrana cloacal , após ela está caudal DERIVADOS DA CAMADA GERMINATIVA • O ectoderma dá origem ao sistema nervoso central; ao sistema nervoso periférico, ao epitélio sensorial dos olhos, das orelhas e do nariz; à epiderme e seus anexos (cabelos e unhas); às glândulas mamárias; à hipófise; às glândulas subcutâneas e ao esmalte dos dentes. As células da crista neural, derivadas do neuroectoderma, a região central do ectoderma inicial, originam ou participam da formação de muitos tipos celulares e órgãos,incluindo as células da medula espinhal, dos nervos cranianos (V, VII, IX e X) e dos gânglios autônomos; as células mielinizantes do sistema nervoso periférico; as células pigmentares da derme; os músculos, os tecidos conjuntivos e os ossos originados dos arcos faríngeos; a medula da suprarrenal e as meninges (membranas) do encéfalo e da medula espinhal. • O mesoderma dá origem ao tecido conjuntivo, à cartilagem, ao osso, aos músculos liso e estriado, ao coração, ao sangue e aos vasos linfáticos; aos rins; aos ovários; os testículos; aos ductos genitais; às membranas serosas de revestimento das cavidades corporais (pericárdio, pleura e membrana peritoneal); ao baço e ao córtex das glândulas suprarrenais. • O endoderma dá origem ao revestimento epitelial dos tratos digestório e respiratório; ao parênquima (tecido conjuntivo de sustentação) das tonsilas; às glândulas tireóide e paratireóide; ao timo; ao fígado e ao pâncreas; ao epitélio de revestimento da bexiga e da maior parte da uretra e ao epitélio de revestimento da cavidade timpânica, antro do tímpano e tuba faringo timpânica CONTROLE DO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO O desenvolvimento embrionário é essencialmente um processo de crescimento e aumento na complexidade das estruturas e da função. O crescimento é alcançado por mitoses (reprodução somática das células) junto com a produção de matrizes extracelulares (substância ao redor), enquanto a complexidade é alcançada por meio da morfogênese e da diferenciação. As células que compõem os tecidos de um embrião em estágio bem inicial são pluripotentes (isto é,elas possuem a capacidade de transformar-se em mais de um órgão ou tecido), que em diferentes circunstâncias são capazes de seguir mais de uma via de desenvolvimento. Esse amplo potencial de desenvolvimento torna-se progressivamente restrito à medida que os tecidos adquirem características especializadas necessárias ao aumento de sua sofisticação estrutural e funcional. Tal restrição presume que as escolhas devem ser feitas para que se alcance uma diversificação tecidual. A maioria das evidências indica que essas escolhas são determinadas não como consequência da linhagem celular, mas em resposta a estímulos do entorno próximo, incluindo os tecidos adjacentes. Como resultado, a precisão arquitetural e a coordenação, que são frequentemente requeridas para a função normal de um órgão,parecem ser alcançadas pela interação das partes constituintes dos órgãos durante o desenvolvimento. A interação dos tecidos durante o desenvolvimento é um tema recorrente na embriologia. A interação que conduz a mudança no curso do desenvolvimento de pelo menos um dos integrantes são chamadas de induções.Numerosas demonstrações de tais interações indutivas podem ser encontradas; por exemplo, durante o desenvolvimento dos olhos, a vesícula óptica induz o desenvolvimento do cristalino a partir do ectoderma da superfície da cabeça. Quando a vesícula óptica está ausente, os olhos falham em se desenvolver. Além disso, se a vesícula óptica for removida e colocada em associação com o ectoderma de superfície que não está normalmente envolvido com o desenvolvimento dos olhos, é possível induzir a formação do cristalino. É evidente, portanto, que o desenvolvimento do cristalino é dependente da associação que o ectoderma adquire com um segundo tecido. Na presença do neuroectoderma da vesícula óptica, o ectoderma de superfície da cabeça adota uma via de desenvolvimento que, de outro modo, não teria tomado. De modo similar, muitos dos movimentos morfogenéticos dos tecidos que possuem papéis importantes na formação do embrião também provém das mudanças nas associações teciduais que são fundamentais para as interações teciduais indutivas. O fato de um tecido poder influenciar a via de desenvolvimento adotada por outro tecido presume a passagem de sinal entre os dois interagentes. A análise de defeitos moleculares em cepas mutantes mostra que as interações teciduais anormais ocorrem durante o desenvolvimento embrionário e estudos do desenvolvimento de embriões com mutações em genes-alvos começaram a revelar os mecanismos moleculares de indução. O mecanismo de transferência de sinal parece variar de acordo com os tecidos específicos envolvidos. Em alguns casos, o sinal parece assumir a forma de uma molécula difusível, como o sonic hedgehog, que passa do tecido indutor para o tecido-alvo. Em outros, a mensagem parece ser mediada através da matriz extracelular não difusível, que é secretada pelo indutor e com a qual o tecido-alvo entra em contato. Ainda em outros casos, o sinal parece requerer que o contato físico ocorra entre os tecidos indutores e os tecidos alvos. Independente do mecanismo de transferência intercelular envolvido, o sinal é traduzido como uma mensagem intracelular que influencia a atividade genética das células-alvo. QUARTA SEMANA ( slide 5 ) - Primeiros arcos faríngeos visíveis ( 24 dias ) ! Arco mandibular está nítido ; maior parte origina a mandíbula e a extensão rostral do arco PROEMINÊNCIA MAXILAR. - Embrião levemente curvado em função das pregas cefálica e caudal. - (26 dias ) três pares de arcos faríngeos . - PROSENCÉFALO produz uma elevação proeminente na cabeça , curvatura em forma de C. - (26 ou 27) brotos dos membros superiores são reconhecíveis ; pequena dilatação na parede ventro lateral do corpo. - Primórdios das orelhas internas tb estão visíveis FOSSETAS ÓTICAS - PLACÓIDE DO CRISTALINO - primórdios dos futuros cristalinos dos olhos - 4 par de arcos faríngeos e os brotos dos membros inferiores são visíveis FINAL DA QUARTA SEMANA. - Eminência caudal - Rudimento do sistema cardiovascular é estabelecido. QUINTA SEMANA - crescimento da cabeça excede outras regiões - rápido desenvolvimento do encéfalo e das proeminências faciais. - segundo arco faríngeo cresce rápido e se sobrepõe ao terceiro e quarto arcos, formando uma depressão lateral ﹕SEIO CERVICAL - As cristas mesonéfricas indicam o local do desenvolvimento dos rins mesonéfricos (Fig. 5-13B), que em humanos, são órgãos excretores provisórios. (num 6) SEXTA SEMANA - Movimentos espontâneos ; contraÇões no tronco e nos membros em desenvolvimento - respostas e reflexos ao toque - membros superiores ﹕ diferenciaÇão regional , desenv. do cotovelo e das grandes placas da mão - membros inferiores﹕ 4 e 5 dias após o desenv. dos superiores. - entre os dois primeiros arcos faríngeos se desenvolvem as SALIÊNCIAS AURICULARES. ( img 1) - olhos notáveis, devido a formação do pigmento da retina. - A cabeça é muito maior que o tronco e está dobrada sobre a proeminência cardíaca. - posiÇão da cabeça resulta da flexão do pescoÇo. - Endireitamento do tronco e pescoço , intestino penetra no celoma extraembrionário na parte proximal do cordão umbilical. SÉTIMA SEMANA - chanfraduras aparecem entre os raios digitais. - indicação clara dos dedos. (8) - a comunicação entre o intestino primitivo e a vesícula umbilical se reduz. - No final desta semana a ossificação dos ossos dos membros superiores já se iniciou. OITAVA SEMANA - dedos das mãos separados mas unidos por uma membrana - chanfradas visíveis entre os raios digitais dos pés. - eminência caudal presente, mas curta. - O plexo vascular do couro cabeludo aparece e forma uma faixa característica ao redor da cabeça. - movimentosvoluntários dos membros. - ossificaÇão primária ﹕ fêmur - eminência caudal desaparece mãos e pés se aproximam - pálpebras mais evidentes 1.1) Diferenciar a fase embrionária da fase fetal -Fase Embrionária -Fase Fetal embriologia - toshie kawano - editora fiocruz O período embrionário, que corresponde às primeiras nove semanas a partir do dia da concepção, é aquele em que todos os órgãos e sistemas se formam (organogênese). Nessa fase o bebê é chamado de embrião. É um período de intensa proliferação de células. Só para termos uma ideia, o bebê, que começou a desenvolver-se a partir de duas células, chega ao final da quarta semana com milhões delas. Essa é também a época de maior vulnerabilidade aos agentes teratogênicos que são as substâncias químicas ou os meios físicos e biológicos causadores de malformações. Nesse período a gestante deve tomar cuidados para não se expor a Raios-X,; deve evitar a ingestão de substâncias ou remédios sabidamente provocadores dessas malformações, bem como deve evitar contato com doenças do tipo rubéola, toxoplasmose, etc. também causadoras de malformações ao bebê. O período fetal inicia-se a partir da 10ª semana pós-concepção e vai até o nascimento. Nessa etapa o bebê será chamado de feto e os órgãos já formados sofrerão um processo de crescimento e amadurecimento, até se apresentarem em plenas condições de funcionamento no final da gestação. De uma maneira geral, o bebê estará pronto para vir ao mundo com 40 semanas. Mas esse período varia entre 37 e 42 semanas. Diferentemente do período embrionário (da terceira à oitava semana), que é caracterizado pela formação dos principais órgãos e sistemas do indivíduo, no período fetal ocorre, basicamente, o amadurecimento, diferenciação e crescimento dessas estruturas formadas durante a organogênese. Tais processos são importantes para que o organismo do feto esteja adaptado à vida fora da cavidade uterina. Também nesta fase o feto Apresenta um rápido ganho de peso, principalmente nas últimas semanas de gestação, devido ao acúmulo de gordura subcutânea. É durante esse período que o corpo do feto começa a apresentar, de fato, um aspecto mais humano, 2) Abordar fases, elementos e particularidades da gestação gemelar -Gestação múltipla em geral -Monozigóticos e Dizigóticos rotinas assistenciais da maternidade escola da ufrj A presença simultânea de dois ou mais conceitos, no útero ou fora dele, constitui a prenhez múltipla, classificada em dupla ou gemelar, tripla, quádrupla, etc. Cada produto da prenhez múltipla é um gêmeo, e o uso consagrou a nomenclatura: gêmeos para a prenhez dupla, trigêmeos, quadrigêmeos, etc. Complicações próprias da gemelidade Podem ocorrer em ambos os fetos ou em apenas um (discordante) Anomalia fetal - O risco de prematuridade, quando um dos fetos apresenta anomalia,é de 78%. - O feto anômalo apresenta alto risco de óbito intrauterino, e em especial, nos casos de monocoriônica(1 placenta) ,pode acarretar alta morbidade e mortalidade para o sobrevivente. - Crescimento fetal - É considerado crescimento discordante quando os pesos estimados apresentam 20% ou mais de diferença, ou quando a diferença entre as circunferências abdominais é > 20 mm após a 24ª semana. - Nos gêmeos MC, a divisão dos blastômeros pode alterar o potencial de crescimento e responder pela discordância muito precocemente. Três fatores parecem influenciar nessa discordância: A divisão de uma placenta única entre dois fetos; As anastomoses vasculares; A eficácia de cada porção placentária na invasão das artérias espiraladas. Morte intraútero - O diagnóstico da morte de um dos gêmeos é feito com facilidade pela USG. - Monitorar a vitalidade e o crescimento do feto remanescente. - É usual a conduta expectante até a 34ª semana de gestação. - O parto deve se dar em centro terciário de atenção médica, pelos riscos de complicação, em especial, de prematuridade. 3) Explicar sobre a influência paterna e materna na gestação -Pai -Mãe ENVOLVIMENTO PATERNO DURANTE A GESTAÇÃO - CESAR AUGUSTO PICCININI(2004) Maldonado, Dickstein e Nahoum (1997), muitas vezes os pais não conseguem criar um vínculo concreto e sólido com o bebê.Para estes autores, a formação do vínculo entre pai e filho costuma ser mais lenta, consolidando-se gradualmente após o nascimento e no decorrer do desenvolvimento da criança. O fato de o pai não contar com a realidade das mudanças corporais e do desenvolvimento do bebê no seu próprio corpo, pode, ainda, suscitar sentimentos de ciúme, inveja, ansiedade e solidão do homem. Além do apoio material, o suporte emocional à gestante também se constitui em uma importante função atribuída ao pai (Klaus & Kennell, 1992). Neste sentido, segundo os autores, a aceitação do bebê pelo companheiro é um fator significativo para o desenvolvimento do apego materno ao bebê. Sua ajuda se dá, principalmente, através do apoio à mulher na harmonização de seus conflitos da infância em torno da maternidade. Com base na literatura (De Martini, 1999; Parke, 1996) e nas respostas dos pais à entrevista foram criadas três categorias temáticas: 1) Participação do pai na gravidez; 2) Interação do pai com o bebê; e 3) Preocupações do pai durante a gestação Por longo tempo, o estudo da relação mãe-bebê foi o foco central de interesse no desenvolvimento infantil, sendo que apenas recentemente a relação pai-bebê começou a ser mais extensamente estudada (Costa & Katz, 1992; Lewis & Dessen, 1999). No período gestacional, essa �exclusão� do pai ainda é bastante preponderante, sendo que a maior parte dos estudos atuais centra-se na relação pai-bebê após o nascimento (De Martini, 1999). No presente estudo, buscou-se demonstrar que os pais, passam por uma série de transformações durante o período gestacional no sentido da constituição da paternidade e, assim, envolvem-se e participam da gravidez física e emocionalmente. Para tanto, Utilizou-se o conceito de envolvimento paterno (Lamb & cols.,1985), explorando suas aplicações na fase de gestação. Este conceito, como referido anteriormente, diz respeito à interação, acessibilidade e responsabilidade do pai para com seu filho. O envolvimento paterno durante a gestação pode manifestar-se através de diferentes comportamentos e sentimentos do pai em relação à gestante e ao bebê, como suas preocupações, sua participação direta na gestação e a interação pai-bebê. Relação mãe-filho e fatores associados: análise hierarquizada de base populacional em uma capital do Brasil-Estudo BRISA Na população estudada, a prevalência de prejuízos na relação mãe-filho foi elevada quando comparada à de países com altos indicadores sociais e esteve associada a elementos da saúde mental e à escolaridade, que constituíram risco para esta relação.Estes resultados apontam para a importância da atenção voltada para saúde mental das mulheres ao longo da assistência pré-natal, de modo a prevenir a instalação ou o agravamento de problemas psicológicos que poderão repercutir negativamente na relação mãe-filho. Tutorial 7 - Trocas Materno-Fetais: 1) Elucidar Sobre a Composição e a Função da Placenta e das Membranas Fetais: 1.1) Aspectos Anátomo-histológicos; 1.2) Aspectos Fisiológicos. PLACENTA ﹕sítio primário da troca de nutrientes e gases entre mãe e feto. - PARTE FETAL ﹕se desenvolve do saco coriônico - PARTE MATERNA﹕derivada do endométrio ● DECÍDUA ﹕endometriose do útero em uma mulher grávida ; camada funcional do endométrio que se separa do restante do útero após o parto ; dividido em três regiões que são chamadas de acordo com o sítio de implantação. - DECÍDUA BASAL ﹕profunda ao feto ; forma a parte materna da placenta. - DECÍDUA CAPSULAR ﹕parte superficial que recobre o conceito. - DECÍDUA PARIETAL﹕partes restantes. O aumento no nível de progesterona no sangue materno faz com que as cels.do tecido conj. da decídua aumentem de tamanho formando as células deciduais - aumentam de tamanho devido ao acúmulo de glicogênio e lipídeos em seus citoplasmas. Essas mudanças celulares e vasculares no endométrio quandoo blastocisto se implanta é chamado de reação decidual. ● DESENVOLVIMENTO DA PLACENTA - rápida proliferaÇão dos trofoblastos ( os genes homeobox HXL e DLX3 expressos no trofoblasto e em seus vasos sanguíneos regulam o desenv. placentario) 1a Etapa – Pré-lacunar (7o-8o dia) Formada a partir do trofoblasto - Ao final de 3 semana os arranjos anatômicos necessários para a possivel troca materno-fetais são estabelecidos. • 2a Etapa – Lacunar (9o-12o dia) Formam-se as lacunas trofoblásticas entre as vilosidades do trofoblasto • 3a Etapa – Vilosa (13o dia ao final do 4omês) Aparecimento das vilosidades primárias que irão se transformar em vilosidades secundárias e terciárias O formato da placenta é determinado pela área persistente das vilosidades coriônicas. Geralmente essa é uma área circular, que dá à placenta um formato discóide (formato de disco). Quando as vilosidades coriônicas invadem a decídua basal, tecido decidual é rompido para aumentar o tamanho do espaço interligado. Essa erosão produz várias áreas em formato de cunha na decídua, os septos placentários, que se projetam em direção à placa coriônica, a parte da parede coriônica relacionada à placenta. Os septos dividem a parte fetal da placenta em áreas convexas irregulares, ou cotilédones. Cada cotilédone consiste em duas ou mais vilosidades-tronco e várias ramificações das vilosidades Ao final do quarto mês, a decídua basal está quase que totalmente substituída pelos cotilédones. A expressão dos genes quitinais e do fator de transcrição Gcm1 nas células-tronco do trofoblasto regulam o processo de ramificação das vilosidades-tronco para formar a rede vascular na placenta. ● CIRCULAÇÃO PLACENTÁRIA a) Circulação placentária -As vilosidades coriônicas terminais da placenta criam uma área de superfície através da qual pode haver troca de materiais através de uma delgada membrana placentária, que separa as circulações materna e fetal. *Circulação placentária fetal - O sangue pouco oxigenado deixa o feto e vai a placenta em direção às artérias umbilicais. Os vasos sanguíneos formam um extenso sistema arterio-capilar-venoso dentro das vilosidades coriônicas, o qual mantém o sangue fetal próximo do sangue materno. Esse sistema forma uma ampla área para troca de produtos metabólicos e gasosos entre mãe e bebê. - O sangue fetal bem oxigenado nos capilares fetais passa para as veias de paredes delgadas, que acompanham as artérias coriônicas até o local da união do cordão umbilical. Aqui, elas convergem para formar a veia umbilical. Esse grande vaso transporta sangue rico em oxigênio para o feto. - Normalmente, não há mistura de sangue fetal e materno, mas pode ocorrer de pequenas quantidades de sangue fetal penetrar a circulação materna, ao passar por pequenas falhas na membrana placentária. *Circulação placentária materna - O sangue materno no espaço interviloso fica temporariamente fora do sistema circulatório materno. Ele chega nesse espaço através de 80 a 100 artérias endometriais espiraladas, que desaguam nele através de fendas na capa citotrofoblástica. Nessas artérias, o fluxo é pulsátil e é lançado com uma pressão muito alta, em jatos, na placa coriônica, formando o teto do espaço interviloso. - Com a dissipação da pressão, o sangue flui lentamente em torno das vilosidades intestinais, permitindo as trocas entre as circulações sanguíneas e fetais. O sangue volta para a circulação materna retorna através das veias endometriais. - Uma redução da circulação uteroplacentária pode resultar em hipóxia fetal e retardo do crescimento intra-uterino(IUGR). Graves reduções da circulação uteroplacentária podem resultar em morte para o feto. O espaço interviloso da placenta madura contém cerca de 150mL de sangue, substituído três a quatro vezes por minuto. b) Transferência placentária - A transferência placentária se dá através da passagem pela membrana placentária, estrutura composta por tecidos extrafetais que separam o sangue materno do fetal. Até cerca de 20 semanas, a MP é formada por 4 componentes: SCCB, citotrofoblasto, tecido conjuntivo das vilosidades e endotélio dos capilares fetais. Depois da 20ª semana, o citotrofoblasto fica delgado e desaparece de grandes áreas da vilosidade. Depois da passagem pela MP, as substâncias penetram o plasma fetal. - A MP era erroneamente chamada de barreira, mas são poucas substâncias incapazes de cruzá-las. Ela age como barreira somente quando a molécula tem certo tamanho, configuração e carga, como nas heparinas e bactérias. -Próximo ao fim da gravidez, forma material fibrinoide nas vilosidades, que parece reduzir a transferência placentária. *Gases: 02, C02 e CO cruzam a membrana através de difusão simples. A MP aproxima-se da eficiência dos pulmões, e por isso, a hipóxia fetal é causada principalmente pela redução do fluxo sanguíneo e não por falhas na difusão. A/ interrupção do fornecimento de 02 pode levar à morte do embrião ou feto. *Substâncias nutritivas: a água é rapidamente trocada por difusão, e essa troca aumenta ao longo da gravidez. A glicose produzida pela mãe e pela placenta também se transfere por difusão. Os aminoácidos são transportados ativamente pela membrana. Vitaminas hidrossolúveis cruzam mais rapidamente que lipossolúveis. Colesterol, fosfolipídios, ácidos graxos livres e triglicérides maternos são transferidos em pequenas quantidades. *Hormônios: Hormônios proteicos não chegam ao embrião ou ao feto em quantidades significativas, exceto por uma transferência lenta de tiroxina e triiodotironina. Hormônios esteroides não-conjugados cruzam livremente a membrana placentária. A testosterona e algumas progestinas sintéticas cruzam a membrana placentária e podem causar masculinização de fetos do sexofeminino *Eletrólitos: são livremente trocados através da MP em grandes quantidades, cada um c/ sua velocidade. *Anticorpos maternos: o feto produz uma pequena qtde de anticorpos, pois seu sistema imune é imaturo. Por isso, é conferida ao feto uma imunidade passiva através da transferência de anticorpos maternos pela MP, por pinocitose. Globulinas alfas e beta chegam em qtdes pequenas, mas muitas gamaglobulinas são transportadas por transcitose (transporte de macromoléculas pela translocação na membrana plasmática). Imunidade: difteria, varíola e sarampo. Não imune: coqueluche e catapora. *Produtos de excreção: a ureia e o ácido úrico produzidos pelo feto passam pela MP por difusão simples para serem excretados pelo sistema excretor da mãe. *Agentes infecciosos: Citomegalovírus, vírus da rubéola e coxsackievírus, assim como os vírus associados à varíola, varicela, sarampo e poliomielite podem atravessar a membrana placentária e causar infecção no feto. Esses organismos podem penetrar o sangue fetal, com freqüência causando anomalias congênitas e/ou morte do embrião ou do feto. ● HISTOLOGIA DA PLACENTA MEMBRANAS FETAIS ● ÂMNIO E LÍqUIDO AMNIÓTICO - âmnio forma um saco amniótico membranoso preenchido por líquido que circunda o embrião e mais tarde o feto. - Junção do âmnio com bordas do disco embrionário – depois do dobramento forma o futuro UMBIGO; - Aumenta de tamanho e une-se cavidade coriônica → forma membrana âmnio-coriônica Contém líquido amniótico proveniente: - inicialmente células amnióticas, líquido tecidual materno, espaço interviloso da placenta, trato respiratório fetal e 11ª semana contribui urina expelida - VOLUME aumenta lentamente: 10 semanas: 30 ml, 20 semanas : 350 ml, 37 semanas: 700 a 1.000 ml. - LÍQUIDO é deglutido pelo feto ⇒ absorvido pelos tratos respiratórios e digestivo ; - Vai para corrente sangüínea fetal e produtos de excreção nele contido cruzam a membrana placentária - COMPOSIÇÃO : 99% ÁGUA, 0,5% PROTEÍNAS, 0,5% CARBOIDRATOS, GORDURAS, ENZIMAS, HORMÔNIO Importância do Líquido Amniótico O embrião, suspenso no líquido amniótico pelo cordão umbilical, flutua livremente. O líquido amniótico tem funções importantes no desenvolvimento do feto: • Permite o crescimento externo simétrico do embrião/feto.• Atua como uma barreira à infecção. • Permite o desenvolvimento normal do pulmão fetal. • Impede a aderência do âmnio ao embrião/feto. • Amortece os impactos recebidos pela mãe. • Ajuda no controle da temperatura corporal do embrião/feto através da manutenção de uma temperatura relativamente constante. • Permite que o feto se mova livremente, ajudando assim no desenvolvimento muscular (p. ex., pelo movimento dos membros). • Auxilia na manutenção da homeostase de líquidos e de eletrólitos. • Polidrâmnio: Volume maior de 2.000ml; é caudado pela incapacidade do feto em engolir ou absorver normalmente o líquido amniótico. • Oligoidrâmnio: Volume menor de 400ml; resulta, na maioria dos casos, de insuficiência placentária com fluxo sangüíneo placentário diminuído ● VESÍCULA UMBILICAL (SACO VITELÍNICO) Aos 32 dias, a vesícula umbilical é grande. Em 10 semanas, a vesícula umbilical é reduzida a um vestígio em forma de pera de aproximadamente 5 mm de diâmetro e está conectada ao intestino médio por um estreito ducto ônfalo entérico (saco vitelino). Em 20 semanas, a vesícula umbilical é muito pequena (Fig. 7-20D); consequentemente, ela não é geralmente visível. A presença do saco amniótico e da vesícula umbilical possibilitam o reconhecimento precoce e a mensuração do embrião. A vesícula umbilical é identificável nos exames de ultrassonografia até o final do primeiro trimestre. Importância da Vesícula Umbilical • Ela tem um papel na transferência de nutrientes para o embrião durante a segunda e a terceira semanas quando a circulação uteroplacentária está sendo estabelecida. • O desenvolvimento das células sanguíneas ocorre primeiramente no mesoderma extraembrionário bem vascularizado que cobre a parede da vesícula umbilical, começando na terceira semana (Capítulo 4) e continuando a formação até a atividade hematopoiética começar no fígado durante a sexta semana. • Durante a quarta semana, o endoderma da vesícula umbilical está incorporado ao embrião como o intestino primitivo. Seu endoderma, derivado do epiblasto, origina o epitélio da traqueia, dos brônquios, dos pulmões e do canal alimentar. • As células germinativas primordiais aparecem no endoderma de revestimento da parede da vesícula umbilical na terceira semana e subsequentemente migram para as gônadas em desenvolvimento. As células se diferenciam em espermatogônias nos machos e oogônias nas fêmeas. ● ALANTOIDE 2) Abordar a Respeito do Impacto dos Agentes Teratogênicos na Gravidez: 2.1) Drogas (nicotina, álcool, cafeína, maconha, cocaína, metanfetamina) 2.2) Efeito do Estresse. hospital geral de fortaleza O que é um agente teratogênico? Agente teratogênico tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais (restrição de crescimento, por exemplo), ou ainda distúrbios neuro-comportamentais, como retardo mental. a) Tabagismo - NICOTINA Ref: Tabagismo e suas peculiaridades na gestação: uma revisão crítica (Leopércio e Gigliotti – 2004) -O contato com o cigarro gera efeitos adversos no desenvolvimento fetal até mesmo quando a gestante é fumante passiva. Estimativas econômicas indicam que os custos com as complicações perinatais são 66% maiores nos casos de mães que fumaram durante a gravidez do que nos de mães não fumantes. - O fumo na gravidez é responsável por 20% dos casos de fetos com baixo peso ao nascer, 8% dos partos prematuros e 5% de todas as mortes perinatais. A insuficiência útero-placentária tem sido indicada como o principal mecanismo responsável pelo retardo do crescimento fetal nas gestantes fumantes. A nicotina causa vasoconstricção dos vasos do útero e da placenta, reduzindo o fluxo sangüíneo e a oferta de oxigênio e nutrientes para o feto. -O tabagismo também prejudica a fertilidade, causando subfertilidade e aumentando as chances de ocorrência de gravidez ectópica. -A exposição fetal aos compostos do tabaco compromete o crescimento dos pulmões e leva à redução das pequenas vias aéreas, implicando em alterações funcionais respiratórias na infância, que persistem ao longo da vida. -O transporte de aminoácidos pela placenta está reduzido nas fumantes, o que interfere na síntese proteica e contribui para o mau desenvolvimento da membrana aminiocoriônica. Outro fator responsável pelo aumento de abortamentos em fumantes é a redução da síntese placentária de óxido nítrico, um potente relaxante do miométrio. Efeitos do fumo na gravidez - aleixo neto Assim, podemos concluir que a prevenção do fumo na gravidez poderia contribuir para uma certa redução na mortalidade fetal e infantil e que medidas para mudar este comportamento precisam ser estimuladas. Parece que alguns países têm alcançado tendência declinante no hábito de fumar, mas o problema é ainda muito importante no Brasil e talvez em outros países em desenvolvimento. Também a importância do tabagismo passivo, como um fator de risco para a mulher grávida e seu concepto, não pode ser negligenciada. Neste caso específico, não apenas medidas educativas podem ter importância crítica na mudança de comportamento dos fumantes, mas também mudanças legais podem ter um papel importante, como no caso do fumo em ambientes de trabalho. trabalho das universidades de Durham e Lancaster, ambas no Reino Unido, publicado em março de 2015 Os pesquisadores analisaram 80 ecografias 4D (a ultrassonografia em quatro dimensões) de 20 fetos que foram submetidos aos exames de imagem entre a 24ª e a 36ª semana de gestação. Quatro deles tinham mães que fumavam, em média, 14 cigarros por dia. Já os outros 16 bebês nunca haviam tido contato com a droga. Estresse Ref: Stress na gestação e no puerpério: uma correlação com a depressão pós-parto (Rodrigues e Schiavo, 2011) -O stress na gestação, em geral, está associado a eventos específicos como enjoos, gravidez não planejada, medo de ganho excessivo de peso no início da gravidez e medo do parto, em meados da gestação. -Entre as consequências, o feto pode responder ao stress materno com predisposição a doenças mentais, alergias e asma. Estudos têm também associado a presença de stress na gestação a prejuízos ao desenvolvimento infantil. - O stress também pode resultar em sequelas danosas para a saúde do neonato, como a prematuridade abaixo do peso. O stress pode, também, causar complicações obstétricas na gestante, além de ser um indicativo para manifestação de depressão pós-parto. 3) Discorrer Acerca dos Direitos Trabalhistas das Gestantes: 3.1) CLT ( estabilidade provisória, mudança de setor de menor risco, ausência para consultas/exames, licença-maternidade, direito à amamentação) COnselho nacional de justiÇa • Licença-maternidade de 120 dias para gestantes que tiverem carteira de trabalho assinada. Algumas empresas já adotam a licença de 180 dias, • Não ser demitida durante o período em que estiver grávida e até cinco meses após o parto, a não ser por justa causa. • Receber uma declaração de comparecimento todas as vezes em que for às consultas de pré-natal ou fizer algum exame. Apresentando esta declaração à sua chefia, as faltas ao trabalho serão justificadas. • Até o bebê completar seis meses, há o direito de ser dispensada do trabalho todos os dias, por dois períodos de meia hora ou um período de uma hora, para amamentação. • O empregador não pode exigir atestados de gravidez ou quaisquer outros que tenham objetivo discriminatório para fins de admissão ou manutenção do emprego de mulheres. •Mudar de função ou setor em seu trabalho, caso ele apresente riscos para a saúde da gestante e/ou do bebê, mediante a apresentação de atestado médico. •Estudantes grávidas têm direito a licença maternidade sem prejuízo do período escolar. •A partir do oitavo mês de gestação, a estudante grávida poderá cumprir seus compromissos escolares de casa. •É garantido às estudantes grávidas, em qualquer caso, a prestação dos exames finais. •Licença de cinco dias para o pai após o nascimento do bebê.Algumas empresas oferecem 20 dias. Eles também têm o direito de se ausentar do trabalho para levar os filhos de até seis anos de idade ao médico uma vez por ano, sem desconto na folha de pagamento ou banco de horas. No caso de pais adotivos ou morte da mãe, os pais também têm direito a licença de 120 dias. -Uma pesquisa divulgada pela Catho (empresa de recrutamento) aponta que 30% das mulheres deixam o mercado de trabalho para cuidar dos filhos. Entre os homens, essa proporção é quatro vezes menor, de 7%. De acordo com uma pesquisa realizada pela Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV EPGE), metade das mulheres com a trajetória profissional analisada no estudo estava fora do mercado de trabalho um ano após o início da licença-maternidade. E os motivos são inúmeros: demissão, falta de vagas em creches ou renda insuficiente para contratar uma babá [4]. Art. 391-A. A confirmação do estado de gravidez advindo no curso do contrato de trabalho, ainda que durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado, garante à empregada gestante a estabilidade provisória prevista na alínea b do inciso II do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Dependendo do estado de saúde, a empregada gestante também pode mudar de função na empresa, sem alteração do salário e demais direitos garantidos, no seu retorno ao trabalho após o parto e encerramento da licença-maternidade, tem assegurada a sua função antiga. Sendo uma gravidez de alto risco, que exija repouso absoluto por mais de 15 dias, a trabalhadora pode ser afastada e receber o auxílio-doença pelo INSS, caso a condição de risco seja comprovada por laudo médico. TUTORIA 08: MEDICAMENTOS NA GRAVIDEZ 01)ELUCIDAR SOBRE OS TERATÓGENOS MEDICAMENTOSOS E SEUS MECANISMOS DE AÇÃO NA GAMETOGÊNESE E NOS TRIMESTRES GESTACIONAIS: 1.1) DEFINIR MEDICAMENTOS TERATOGÊNICOS (CONCEITO) Até o início dos anos 1940, pressupunha-se que os defeitos congênitos fossem causados basicamente por fatores hereditários. Com a descoberta feita por Gregg de que a infecção pelo vírus da rubéola durante o início da gravidez causava anomalias no embrião, logo se tornou evidente que as malformações congênitas em seres humanos também poderiam ser causadas por fatores ambientais. *Em 1961, observações feitas por Lenz associaram defeitos nos membros ao sedativo talidomida e tornaram claro que os fármacos também poderiam atravessar a placenta e provocar defeitos congênitos. *Define-se como agente teratogênico qualquer substância, organismo, agente físico ou estado de deficiência, que estando presente durante a vida embrionária ou fetal, produz alteração na estrutura ou função da descendência Farmacologia , 8 ediÇão - Penildon A teratologia é, etimologicamente, a ciência que cuida dos monstros. Modernamente tem sentido mais amplo, sendo o cuidado de todas as deformidades permanentes de natureza congênita. São englobados nesse conceito também os defeitos metabólicos, conhecidos igualmente sob a legenda de erros inatos do metabolismo, e as imperfeições do arranjo tecidual, conhecidas como hamartomas e coristas. Teratógenos são agentes que alteram de forma irreversível o desenvolvimento estrutural ou funcional do embrião ou feto, e podem ser de diversas naturezas ou origens (20–22). Algumas características são comuns aos teratógenos como: provocar má formações, indicando seletividade para determinado órgãos-alvo; exercer seus efeitos em determinado estágio do desenvolvimento embrionário ou fetal; apresentar uma incidência de teratogenicidade dose-dependente ou ser comprovado como agente teratógeno por meio de um modelo experi- mental animal. Sistema de informaÇões sobre agentes teratogênicos - bahia ufba Medicamentos conhecidamente teratogênicos Anticoagulantes Antifúngicos Antihipertensivos Antialérgicos Talidomida Misoprostol Retinóides Sistêmicos 1.2) DEFINIR E ENTENDER O MECANISMO DE AÇÃO DESSES MEDICAMENTOS EM CADA ETAPA GESTACIONAL: Farmacologia , 8 ediÇão - Penildon - PERÍODO PRÉ-CONCEPCIONAL (GAMETOPATIAS) Droga atua sobre os gametas, ensejando o aparecimento de concepto com defeitos. Quando se especula sobre a maneira de atuação das drogas sobre os gametas, deve-se fazer alusão aos danos impostos aos cromossomos,modificando sua estrutura molecular. Essas modificações de natureza genética,podem ser percebidas grosseiramente, expressando- se como modificação no número (hiperploidia, hipoploidia, nulosomia) e na forma (remoção, encurtamento de ramos, segregação, cromossomos em anéis etc.), mas podem resultar de modificações nos nucleotídios e histonas. Geneticamente, todas essas modificações cromossômicas são englobadas pela denominação mutações. Modificações simples nas bases ou nas moléculas dos cromossomos, sem expressão morfológica em número ou forma, são denominadas mutação de ponto. Algumas mutações podem ter caráter letal, levando à embrioletalidade. Se esta ocorre nas duas primeiras semanas após a concepção, produz-se um efeito de tudo ou nada, ou seja, pode haver letalidade do embrião ou taxas de malformações similares aos da população em geral. - TEMPO OVULAR (OVOPATIAS) sucedendo desde a formação dos blastocistos e seu período de pré-implantação até a formação dos somitos; No período durante as duas primeiras semanas pós-fecundação, pode haver interferência na clivagem do zigoto e na implantação do blastocisto, o que na maioria das vezes gera morte precoce e aborto espontâneo. Na fase ovular, antes da implantação do blastocisto , a concentração da droga nos líquidos tubários ou na cavidade uterina é fator importante. A fenitoína, o fenobarbital, o delta-9-tetraidrocanabinol concentram- se nos segmentos do sistema reprodutor, especialmente no ovo, alterando também a composição das secreções que, a esse tempo, abrigam o ovo no seu curso em direção à cavidade uterina, onde deverá fazer a nidação. O grau de lipossolubilidade da droga e o pH do meio influem na passagem das drogas circulantes no organismo materno para a luz da tuba uterina. Quando se implanta o blastocisto, a nutrição se diz do tipo historiotrófico, com participação modesta da circulação materna, mas os efeitos se tornam mais acentuados, pois as drogas incorporadas ao sangue materno atingem mais diretamente os tecidos ovulares. Compostos com peso molecular entre 15.000 e 17.000 penetram no blastocisto. Depois de estruturada a placenta, as trocas são mais amplas e a circulação das drogas no sangue materno terá influência decisiva sobre o embrião e o feto. Sistema de informaÇões sobre agentes teratogênicos - bahia ufba embriões que apresentam distúrbios no período da blastogênese é eliminada por abortos espontâneos. A freqüência média de morte de embriões no período de blastogênese é de 35 a 50%. - TEMPO EMBRIONÁRIO (EMBRIOPATIAS) Estabeleceu-se que a partir da quinta semana as trocas entre embrião e mãe, através da placenta, estão plenamente estabelecidas. À medida que se desenvolve o novo ser, a placenta vai progressivamente se adaptando às novas solicitações funcionais e circulatórias até atingir o estádio referido como de plena maturidade, coincidente com o tempo de parturição. Apesar da sua simplicidade morfológica, a placenta é um órgão funcionalmente complexo. Todas as drogas absorvidas pela mãe alcançarão o concepto via placenta, excluída a possibilidade de injeção direta do agente via líquido amniótico. No período durante as duas primeiras semanas pós-fecundação, pode haver interferência na clivagem do zigoto e na implantação do blastocisto, o que na maioria das vezes gera morte precoce e aborto espontâneo. Sistema de informaÇões sobre agentes teratogênicos - bahia ufba entre a 3ª e a 8ª semana, que é o mais crítico com relação às malformações. Por exemplo, o tubo neural se fecha entre os dias 15 e 28 após a concepção, e é neste período que algumas medicações, como o ácido valpróico, podem causar defeitos de fechamento do tubo neural. Após o dia 28, o tubo neural já está fechado e este tipo de defeito não ocorrerá mais. No sentido inverso,a suplementação com ácido fólico, que sabidamente reduz a incidência dessas malformações, não terá efeito se implementada depois do primeiro mês de gravidez - TEMPO FETAL (FETOPATIAS) No período durante as duas primeiras semanas pós-fecundação, pode haver interferência na clivagem do zigoto e na implantação do blastocisto, o que na maioria das vezes gera morte precoce e aborto espontâneo. Atualmente estão descritos seis mecanismos de ação pelos quais os fármacos podem se comportar como agentes teratogênicos : Antagonismo do folato. Ocorrem duas reações de redução na conversão do folato: a primeira converte o folato em sua forma bioativa, o hidrofolato (THF), transformação realizada pela di-hidrofolato redutase (DHFR); a segunda converte o THF em 5-metiltetrahidrofolato monoglutamato (5-MTHF). O 5-MTHF é a principal forma de folato circulante e é transportado para as células por três vias: por receptores associados à membrana; por um sistema mediado por transportador; e por difusão passiva. Este metabólito atua como uma coenzima essencial em reações bioquímicas por mediar a troca de unidades de carbono. As principais reações envolvidas estão relacionadas com a síntese de purina, pirimidina e a metilação de DNA. Essas reações são essenciais para o crescimento e desenvolvimento fetal e requerem incremento de folato durante a gravidez. Rompimento das células da crista neural. A crista neural se origina da fusão da placa neural com o tecido ectodérmico não neural. Ela é constituída por grande quantidade de células pluripotentes e pode ser dividida em duas populações principais: da crista neural cranial e do tronco.Durante a neurulação, as células da crista neural migram para o embrião para dar origem a numerosas estruturas celulares, incluindo ossos, cartilagens, nervos e músculos. A crista neural cardíaca é uma subpopulação da crista neural cranial, que migra para o tecido cardíaco, e pode ainda mediar a formação de septos e outros derivados da faringe, tais como o timo, a tireoide e as glândulas paratireoides. Defeitos na formação, nas glândulas da faringe, esôfago, tireoide, defeitos ósseos e malformações cranianas cardiovasculares, são geralmente atribuídos ao rompimento da crista neural. Agem por este mecanismo teratogênico todos os derivados retinoicos tais como: tretinoína, isotretinoína e o etretinato.. Desreguladores endócrinos dos hormônios sexuais. Desregulador endócrino é o “agente exógeno que interfere com a síntese, secreção, transporte, ligação, ação ou eliminação de hormônio natural no corpo, responsável pela manutenção, reprodução, desenvolvimento e/ou comportamento dos organismos” (32). Mediante o amplo conceito e a influência de outros mecanismos teratogênicos subjacentes, torna-se difícil detectar e comprovar de forma experimental, em humanos, a dose e os efeitos diretos destes desreguladores, mas diversos estudos epidemiológicos e experimentais com animais apontam para associação dessas substâncias com várias anomalias ligadas, principalmente, aos fetos masculinos e na formação da genitália externa. Os ftalatos presentes nos revestimentos de fármacos como omeprazol, os hormônios sintéticos, os anticoncepcionais hormonais e os fármacos destinados ao tratamento de infertilidade estão entre os principais representantes desse grupo, e aparecem relacionados a anomalias de genitália externa, hipospádia e criptorquidia. Estresse Oxidativo. Todos os organismos vivos possuem uma capacidade de manter uma perfeita harmonia entre a produção de espécies reativas de oxigênio e a sua eliminação, por remoção ou redução de danos por elas causados. Quando ocorre o desequilíbrio desse sistema, o organismo entra em um processo conhecido como estresse oxidativo (30,33,34).As espécies reativas de oxigênio circulantes promovem ligação covalente ou irreversível com macromoléculas de DNA, proteínas e lipídios, conduzindo à inativação de muitas enzimas e morte celular. Além de ser prejudicial para as macromoléculas, o estresse oxidativo pode afetar a expressão do gene, interferindo com a atividade de fatores de transcrição e sinal de transdução. Durante o período pré-natal, isto pode resultar em anomalias congênitas, retardo no crescimento e em casos graves, morte intrauterina.. Rompimento vascular. Consiste em anomalias congênitas decorrentes de alterações vasculares ocorridas principalmente no primeiro trimestre gestacional. A etiologia proposta parte de dois mecanismos: um é a via extrínseca em que se acredita na ruptura precoce do âmnio, e o outro é a via intrínseca, a qual aparece intimamente ligada à teratogenicidade dos medicamentos, em que exposição gestacional a substâncias vasoativas, principalmente vasoconstritores, tem sido apontada como fator causal na formação de defeitos vasculares. Estudos sugerem que estes teratógenos estão relacionados com a diminuição do fluxo sanguíneo placentário ou fetal, afetando tanto a estrutura quanto a anatomia de vasos sanguíneos (26,35,36). Os principais medicamentos representantes desse grupo são anti-hipertensivos,misoprostol, ácido acetilsalicílico, ergotamina e pseudoefedrina. 2)ABORDAR MÉTODOS DE AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DOS MEDICAMENTOS: 2.1) MÉTODOS DE AVALIAÇÃO (APONTANDO ÓRGÃOS/ORGANIZAÇÕES ENVOLVIDAS) Avaliação de teratógenos potenciais na população brasileira - lavinia faccini - 2012 Para se provar que um agente é um teratógeno, é necessário demonstrar que nas gestações nas quais as mães foram expostas ao agente (abordagem prospectiva) a frequência das anomalias é maior do que a porcentagem de casos espontâneos, ou que crianças malformadas têm uma história de exposição materna ao agente maior do que as crianças normais (abordagem retrospectiva). É difícil obter ambos os tipos de dados de uma forma não preconcebida. Os relatos de casos não são convincentes, exceto quando tanto o agente quanto o tipo de anomalia são tão raros que sua associação em vários casos pode ser considerada como uma não coincidência. Apesar de os testes em animais grávidos serem importantes, os resultados são de valor limitado para prever os efeitos da droga em embriões humanos. Experiências com animais só podem sugerir a possível ocorrência de efeitos semelhantes em seres humanos. Quando uma droga ou composto químico produz efeitos teratogênicos em duas ou mais espécies, a probabilidade de um risco potencial deve ser considerada elevada; entretanto, a dosagem da droga tem que ser levada em consideração. Os estudos epidemiológicos em teratogênese geralmente são de dois tipos principais, que descreveremos sucintamente: (1) estudos caso-controle: Se parte de uma série de crianças com malformações específicas e se questiona suas mães sobre ingestão de medicamentos durante a gravidez. Como controle, faz-se a mesma averiguação para um grupo de igual número de crianças normais. O grande problema deste tipo de investigação é que depende muito da memória materna e sabe-se atualmente que mães de crianças malformadas e normais valorizam e relatam de forma diferente as medicações usadas durante o período gestacional. (2) estudos prospectivos (coorte): Parte-se de uma série de mulheres grávidas que estiveram expostas a um determinado fármaco e observa-se, após o nascimento, a saúde dos bebês. Como controle usa-se uma série igual de mulheres grávidas com exposições consideradas seguras. Esta é a melhor metodologia, mas tais estudos são difíceis, pois, devido à raridade dos defeitos congênitos, são necessários grandes números de mulheres expostas. Desta forma fica claro porque a comprovação da teratogenicidade ou da segurança de muitos fármacos é uma tarefa complexa e difícil interpretação. 2.2) CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DOS MEDICAMENTOS Avaliação da Agência Americana (FDA) sobre fármacos usados na gravidez • Categoria A – A categoria A se refere a medicamentos e substâncias para as quais os estudos controlados em mulheres não têm mostrado risco para o feto durante o primeiro trimestre, não havendo nenhuma evidência de risco em trimestres posteriores, sendobastante remota a possibilidade de dano fetal. 0.7% dos farmacos • Categoria B – Na categoria B, os estudos realizados em animais não demonstraram risco fetal, mas não há estudos controlados em mulheres ou animais grávidos que mostrem efeitos adversos (que não seja uma diminuição na fertilidade), não sendo confirmado em estudos controlados em mulheres no primeiro trimestre (e não há nenhuma evidência de um risco em trimestres posteriores). Também se aplica aos medicamentos nos quais os estudos em animais mostraram efeitos adversos sobre o feto, mas os estudos controlados em humanos não demostraram riscos para o feto. Podemos considerar os medicamentos e substâncias incluídas nessa categoria como de prescrição com Cautela. 19% dos fármacos. • Categoria C - Os estudos em animais têm demonstrado que esses medicamentos podem exercer efeitos teratogênicos ou é tóxico para os embriões, mas não há estudos controlados em mulheres ou não há estudos controlados disponíveis em animais nem em humanos. Este tipo de medicamento deve ser utilizado apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto. Podemos considerar os medicamentos e substâncias incluídas nessa categoria como de prescrição com Risco. • Categoria D – Na categoria D já existe evidência de risco para os fetos humanos, mas os benefícios em certas situações, como nas doenças graves ou em situações que põem em risco a vida, e para as quais não existe outra alternativa terapêutica – para os quais fármacos seguros não podem ser utilizados ou são ineficazes – podem justificar seu uso durante a gravidez, apesar dos riscos. Podemos considerar os medicamentos e substâncias incluídas nessa categoria como de prescrição com Alto Risco. • Categoria X – Na categoria X, os estudos em animais ou humanos têm demonstrado que o medicamento causa anormalidades fetais ou há evidências de risco fetal baseada em experiências em humanos ou ambos. O risco supera claramente qualquer possível benefício. Os medicamentos e substâncias dessa classe são contra indicados em mulheres gestantes e são considerados como de prescrição com Perigo (contra-indicada). 3)EXPLANAR SOBRE MEDICAMENTOS MAIS COMUMENTE UTILIZADOS NA GESTAÇÃO E SEUS EFEITOS ADVERSOS; ABORDANDO ALTERNATIVAS PARA O USO DE MEDICAMENTOS Avaliação de teratógenos potenciais na população brasileira - lavinia faccini - 2012 *O uso de medicamentos e outras substâncias durante a gravidez ou amamentação é um evento extremamente frequente. Em torno de dois terços das mulheres grávidas usam algum tipo de medicação, além de vitaminas ou suplementos nutricionais. Soma-se a isto o fato de que aproximadamente 50% das gestações não são planejadas, e um estudo recente mostrou que, nesse caso, há um risco dobrado de exposição a um potencial teratógeno ANTIBIÓTICOS As tetraciclinas, antibióticos de grande espectro, atravessam a membrana placentária e são depositadas nos ossos e dentes do embrião em sítio de calcificação ativa. Doses relativamente pequenas desse medicamento durante o 3º trimestre podem produzir coloração amarela da dentição decídua (dente de leite) e permanente. A terapia com tetraciclina do quarto ao nono mês de gravidez pode causar defeitos nos dentes, coloração amarela a marrom dos dentes e diminuição do crescimento de ossos longos. A terapia com tetraciclina em longo prazo na infância pode afetar o desenvolvimento dos dentes permanentes. Surdez foi relatada em bebês de mães que foram tratadas com altas doses de estreptomicina e diidroestreptomicina como agentes antituberculose. Mais de 30 casos de déficit auditivo e lesão coclear foram relatados em lactentes expostos a derivados de estreptomicina no útero. ANTICOAGULANTES Com exceção da heparina, TODOS os anticoagulantes atravessam a membrana placentária e podem causar hemorragia no embrião ou no feto. A varfarina, teratógeno conhecido, é utilizada para tratamento de doença tromboembólica e em pacientes com fibrilação atrial ou válvulas cardíacas artificiais. Existem relatos de lactentes com hipoplasia da cartilagem nasal, epífises p ontilhadas e vários defeitos do SNC, cujas mães receberam esse anticoagulante durante o período crítico do desenvolvimento embrionário. O período crítico ocorre entre 6 e 12 semanas após a fecundação. A exposição no segundo e terceiro mês de gravidez pode causar deficiência mental, atrofia do nervo óptico e microcefalia. ANTICONVULSIVANTES Entre todos os anticonvulsionantes disponíveis, existem fortes evidências de que a trimetadiona é um teratógeno. As principais características da síndrome fetal da trimetadiona são retardos do crescimento pré e pós-natal, retardo do desenvolvimento, sobrancelhas em forma de V, orelhas com implantação baixa, fenda no lábio e/ou palato e defeitos cardíacos, geniturinários e de membros. A fenitoína e hidantoína s ão teratógenos que causam a síndrome fetal da hidantoína, ocorrente em 5% a 10% das crianças cu jas mães tiveram exposi ção a essas medicações. O padrão usual dos defeitos consiste em RCIU, microcefalia, sulcos na sutu ra frontal, pregas epicantais internas, ptose palpebral, ponte nasal larga e deprimida, hipoplasia das unhas e falanges distais e hérnias. O medicamento antiepilético mais recomendado e seguro para o uso durante a gravidez é o fenobarbital. PERFIL DE UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA GESTAÇÃO: UM ESTUDO FARMACOEPIDEMIOLÓGICO no sus No primeiro trimestre de gestação os grupos farmacológicos mais utilizados foram: 1. medicamentos que atuam sobre o sistema hematopoiético - 37,5% (sulfato ferroso, 56, 7%; sais de ferro associados com uma ou mais vitaminas, 30,3% e ácido fólico, 12, 1%); 2. medicamentos que atuam sobre o sistema digestivo - 26, 1% (hioscina (monodroga ou associação), 34,8%; dimenidrato (monodroga ou associação), 26,1% e hidróxido de alumínio (em associação), 17,4%); 3. anti infecciosos - 18,2% (cefalexina, 31 ,2%; nistatina, 25,0% e ampicilina, 18,7%). 1. Abordar sobre heranÇa genética e fatores que influenciam - Conceituar Padrões de HeranÇa Genéticas - Elucidar sobre padrões de heranÇas monogênicos ( ou mendelianos ) ( 35 MIN) ● Conceituar Monogenia ● clássicos ● nao classicos UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS NATURAIS E EXATAS – CCNE DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA Para que se possa entender a herança de uma característica, é importante que se introduzam alguns conceitos. Alelo - Qualquer de duas ou mais formas contrastantes de um gene, situado em loci homólogos de cromossomos homólogos. Cromossomos - Unidade celular de transmissão dos genes de geração para geração. Cromossomos Homólogos - São os cromossomos oriundos do pai e da mãe. Fenótipo – Soma das características mostradas por um organismo e que constitui a interação do genótipo com o meio ambiente. Genótipo - Constituição genética do organismo. Gene - Unidade de herança composta principalmente de DNA. Heterozigoto - indivíduo que possui as duas formas alélicas do mesmo gene, geralmente são os indivíduos da primeira geração. Homozigoto - Organismo que possui genes de somente um tipo de alelo. Linhagem Autofecundada - Sucessão de plantas ou animais ao longo de gerações obtidas por autofecundação. Locus - Local que o gene ocupa no cromossomo. Loci – Plural de locus Segregação - Separação de genes na meiose PADRÕES DE HERANÇAS Herança é o que se transmite de pais para os filhos. A herança genética é composta por INFORMAÇÕES contidas em sequências de DNA (ácido desoxirribonucleico) denominadas GENES. Estas informações são utilizadas pelos descendentes para a síntese de proteínas que determinam suas estruturas (formas) e o nosso funcionamento (metabolismo). Rotineiramente, para o ensino dos padrões de herança em humanos utiliza-se a observação da transmissão de características fenotípicas de fácil visualização,como cor dos olhos, lóbulos da orelha, cor de cabelos, entre outros. Porém, comumente o fenótipo dessas características é simplificado para duas classes distintas derivadas do produto da expressão de um único gene e dois alelos com relação de dominância completa entre eles, isso é, um de expressão dominante e o outro, de expressão recessiva PADRÕES DE HERANÇAS MONOGÊNICAS Artigo HeranÇa Monogênica, além de mendel e do dna - Maria de NAzare Klautau eat. al (2014) herança monogênica, que conceitualmente representa a transmissão de uma característica, de uma geração a outra, cuja expressão do fenótipo depende de somente um gene. Características monogênicas são chamadas de mendelianas, pois elas ocorrem em média em proporções fixas entre a prole de tipos específicos de reprodução.Distúrbios monogênicos são geralmente distúrbios da faixa de idade pediatra, menos de 10% após a puberdade e 1% após o final do período reprodutivo. CLÁSSICOS Padrão de herança que afeta igualmente homens e mulheres (HERANÇAS AUTOSSÔMICAS) ou ocorrer nos cromossomos sexuais determinando um padrão de herança que afeta diferentemente homens e mulheres (HERANÇAS LIGADAS AO SEXO ou RESTRITAS AO SEXO). Artigo Genética para EJA - Dr. Fernando Costa amaral - pucmg -2017 Os genes dominantes são capazes de determinar uma característica específica mesmo quando estão sozinhos em um par de alelos. Dessa forma, causam a manifestação de um traço físico específico, apesar de estarem acompanhados por alelos recessivos. Os alelos dominantes são classificados de duas maneiras diferentes. São elas: Alelos homozigotos dominantes ﹕ Também chamado de puro, esse par apresenta alelos iguais para o mesmo fenótipo e ambos são dominantes. Normalmente, são representados por duas letras maiúsculas iguais, como AA, VV ou YY. Alelos heterozigotos﹕Os genes heterozigotos apresentam alelos diferentes em seu par, mas o indivíduo manifesta um tipo fenotípico dominante. É representado por uma letra maiúscula e outra minúscula, como em Aa, Vv e Yy. Pode ser chamado de híbrido. O alelo recessivo, por outro lado, só consegue manifestar as suas características quando existe ao lado de outro alelo recessivo. Em muitos casos e em diversas espécies, esses genes estão relacionados a proteínas consideradas “com defeito”, característica que resulta na sua inatividade quando um alelo recessivo está junto a um alelo dominante. Alelos homozigotos recessivos Os genes recessivos aparecem apenas na configuração homozigótica, ou seja, em dose dupla. Costumam ser representados por duas letras minúsculas, como aa, vv e yy. Podem ser chamados de puros. Livro genética essencial - Marcia Pimentel eat. al ● HeranÇa Autossômica Dominante Estima-se que a incidência de distúrbios autossômicos dominantes seja em torno de 1/1.000 nascimentos. Embora fenótipos dominantes sejam expressos em indivíduos heterozigotos ou homozigotos para o alelo mutante, em geral os portadores de traços dominantes são heterozigotos, resultantes da união de um genitor normal com um heterozigoto afetado. ● HeranÇa Autossômica Recessiva Um traço autossômico recessivo pode ocorrer igualmente em ambos os sexos, sendo que ele só se manifesta fenotípicamente quando o gene responsável estiver presente em homozigose. Assim, o indivíduo portador de um fenótipo recessivo recebe um gene mutante de cada genitor.em geral, o pai e a mãe do probando são heterozigotos assintomáticos ● HeranÇa Ligada ao X ( recessiva ) O cromossomo X concentra 4% dos genes humanos e, apesar de seu pequeno conteúdo gênico em relação aos outros cromossomos de tamanho semelhante ao seu, ele ocupa lugar de des- taque, considerando-se que cerca de 10% das doenças mendelianas conhecidas são causadas por mutações em genes ligados ao X. Esse cromossomo acumula um grande número de genes relacionados à função cerebral, o que explicaria a maior incidência de doenças neurocognitivas no sexo masculino em comparação ao feminino. nos traços recessivos ligados ao X, o sexo masculino é comumente mais afetado que o sexo feminino. não existe transmissão do fenótipo de um homem afetado para seus filhos homens, mas, sim, dele para todas as suas filhas, que serão portadoras. Elas terão 50% de probabilidade de transmitir o fenótipo para seus filhos e igual probabilidade de transmitir o alelo deletério para suas filhas, que também serão portadoras. ● HeranÇa Ligada ao X ( dominante) Enquanto os fenótipos recessivos ligados ao X em geral só ocorram em homens, os raros traços dominantes ligados a esse cromossomo são mais frequentemente encontrados nas mulheres, em virtude de elas poderem herdar o gene mutante do cromossomo X materno ou paterno. A principal característica observada nesse tipo de herança é em relação ao homem afetado transmitir o gene e o caráter para todas as suas filhas e para nenhum de seus filhos. As mulheres afetadas transmitem o traço para metade de seus filhos de ambos os sexos. ● HeranÇa Ligada ao Y - Holândrica O cromossomo Y humano tem 60 Mb, o que representa cerca de 1% do conteúdo de DNA diploide. Pouco se sabia sobre a constituição gênica do Y até que o sequenciamento desse cromossomo, no ano de 2003, revelou ser ele formado por um mosaico de sequências heterocromáticas e eucromáticas complexas e que, diferentemente do que se acreditava, contém 78 genes codificadores de proteínas. Além do gene SRY, determinante do sexo masculino, os genes DFNY1 (associado a um tipo de surdez) e HEY (a pelos nas orelhas), e diversos outros envolvidos na espermatogênese, mapeiam no Y. Estes, quando deletados, levam à infertilidade masculina em virtude da azoospermia. ● HeranÇa Limitada ou influenciada peo sexo Como mencionado, em relação aos traços autossômicos, recessivos ou dominantes, é de se esperar que homens e mulheres sejam igualmente afetados. Entretanto, alguns fenótipos autossômicos apresentam manifestação restrita em determinado sexo e existem traços que, embora se expressem em ambos os sexos, são mais frequentes em um deles, ou seja, sofrem a influência do sexo. Dois fenótipos dominantes bem conhecidos, nos quais verificamos mani- festação preferencial em função do sexo são a calvície pré-senil e a gota, que afetam predo- minantemente os homens, provavelmente em virtude dos hormônios masculinos. Outro traço autossômico que sofre a influência do sexo é a hemocromatose, um distúrbio no metabolismo do ferro, de herança recessiva, que resulta no acúmulo desse mineral em diversos órgãos do corpo, o qual acomete homens na proporção de 5:1 em relação às mulheres. Acredita-se que, no sexo feminino, a perda de ferro pela menstruação contribua para a menor incidência do distúrbio entre as mulheres. NAO CLASSICOS ● HeranÇa Mitocondrial Se a alteração ocorrer no nDNA, será transmitida por herança mendeliana. Se ocorrer no mtDNA, apresentará um tipo peculiar de transmissão, a herança materna (ou matrilinear), significando que esses traços são transmitidos exclusivamente pelas mulheres, embora acometam ambos os sexos. Considerando que a transmissão de fenótipos ligados a mutações no genoma mitocondrial ocorre exclusivamente pela linhagem materna, um homem que herde de sua mãe uma mutação mitocondrial não a transmitirá à sua prole. Desse modo, traços mitocondriais monogênicos não segregam de forma mendeliana clássica. ● Imprinting Genomico O genoma humano tem uma marcação epigenética diferencial em determinadas regiões cromossômicas, denominadas imprinting genômico, que estabelecem padrões diferentes de expressão em genes de origem materna e paterna, ou seja, o controle da transcrição de alguns genes está condicionado à origem do alelo em questão. Consequentemente, alelos em determi- nados loci se expressam de modo monossômico, ou seja, em alguns loci expressamos apenas o alelo materno, permanecendo o alelo paterno inativado; em outros, expressamos apenas o alelo paterno, estando o materno inativado. É crescente a relação dos distúrbios genéticos decorrentes de mutações que causam desregulação na expressão gênica por erros deimprinting genômico. ● Dissomia Uniparental Outro mecanismo que pode causar desbalanceamento da expressão gênica em loci im- printados é a dissomia uniparental. Normalmente, herdamos um cromossomo homólogo de cada genitor. Entretanto, em decorrência de erros de não disjunção meiótica, é possível que um in- divíduo herde duas cópias do mesmo cromossomo homólogo de um único genitor e nenhuma cópia do outro genitor, ao que denominamos dissomia uniparental. Nessa situação, embora a constituição cromossômica desse indivíduo seja normal, ele poderá manifestar algum distúrbio, dependendo se o cromossomo que sofreu dissomia uniparental apresenta genes diferentemente expressos nos cromossomos materno e paterno. 2. Elucidar sobre o Heredograma (15 MIN) - Conceito e como ele é formado ( símbolos etc) - Importância, finalidade e uso. A elaboração de um heredograma ou árvore genealógica, uma das ferramentas mais utilizadas na genética médica, e a representação gráfica de uma história familiar, é possível acompanhar a transmissão de um traço de pais para filhos em múltiplas gerações de uma genealogia. Ou seja, padrão de herança genética. Da análise do heredograma, que deve conter o maior número possível de dados de indivíduos em diferentes gerações, será possível estabelecer o padrão de herança do traço. O pequeno tamanho das famílias, bem como a falta de informação relativa aos parentes mais distantes, é fator que pode dificultar ou mesmo impossibilitar a avaliação do padrão de transmissão gênica. dom ligado ao x aut rec rec. lig x 3. Discutir doenÇas mais frequentes relacionadas a hereditariedade, a probabilidade e frequência em que ocorrem. ( CITAR DOENÇAS E NAS DESTRINHAR) (10MIN) - Citar doenÇas mais frequentes - Conceituar probabilidade na hereditariedade As doenças genéticas são aquelas que envolvem alterações no material genético, ou seja, no DNA. Algumas delas podem possuir o caráter hereditário, sendo repassadas de pais para filhos. Entretanto, nem toda doença genética é hereditária. Um exemplo é o câncer, ele é causado por alterações no material genético, mas não é transmitido aos descendentes. Monogênicas ou mendelianas: Quando apenas um gene é modificado. Multifatorial ou poligênicas: Quando mais de um gene é atingido e ocorre ainda interferência dos fatores ambientais. Cromossômicas: Quando os cromossomos sofrem modificações em sua estrutura e número. Síndrome de Down A síndrome de Down é uma alteração genética causada pela presença de um cromossomo extra no par 21.Os portadores da síndrome apresentam fraqueza muscular, orelhas mais baixas que o normal, leve retardo mental e baixa estatura. Anemia falciforme A anemia falciforme é uma alteração genética e com caráter hereditário, na qual as hemácias perdem o seu formato normal e adquirem a forma de foice. Como exemplos de doenças autossômicas recessivas, podemos citar : fenilcetonúria, retinite pigmentosa, síndrome de Hurler, síndrome de Bloom, albinismo, anemia falciforme, anemia de Fanconi, galactosemia, distrofia muscular do tipo cinturas, fibrose cística, alcaptonúria, doença de Gaucher e doença de Tay-Sachs.