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Capítulo introdutório sobre bilinguismo e Libras: conceitua bilinguismo, define sujeito bilíngue (incluindo surdos usuários de Libras), apresenta histórico de pesquisas (Saer, Titone, Mackey, Grosjean) e discute grau, função, alternância, o contínuo e aspectos gramaticais da Libras.

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1 
INTRODUÇÃO 
Na atualidade, a Língua Brasileira de Sinais (doravante, Libras) vem sendo 
reconhecida em diferentes espaços, ganhando novos espaços, 
principalmente no meio educacional. Portanto, faz-se necessário 
conhecermos mais sobre essa língua e os aspectos históricos que 
entremeiam a Língua de Sinais ao longo dos tempos. 
É importante ressaltar que o presente estudo propõe fazer uma 
apresentação do que é um sujeito bilíngue e o conceito de bilinguismo, bem 
como conhecer sobre a Libras. Nesse contexto, a presente seção tem como 
objetivo conceituar e discutir características da educação bilíngue, bem 
como explorar as possibilidades da constituição do sujeito bilíngue e os 
aspectos gramaticais da Língua Brasileira de Sinais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Bilinguismo e o bilíngue 
Compreender o que é o bilinguismo e principalmente quem é o bilíngue 
é fundamental para iniciar os estudos sobre a Libras. O sujeito surdo, usuário 
de Libras, é um sujeito naturalmente bilíngue, quando nascido em uma 
família de ouvintes, e que tem em seu próprio lar duas línguas, sendo a 
Língua Brasileira de Sinais sua primeira língua e o Português Brasileiro a 
segunda. 
Para muitos, o bilinguismo é algo já estabelecido onde existe uma 
pessoa que sabe duas línguas; para outros, o bilinguismo é ter 
proficiência nas duas línguas. Por esse motivo, o conceito do bilinguismo 
será revisado por nós, já que é um conceito de um fenômeno complexo e 
que a literatura o apresenta com diferentes formatos. 
 
 
 
3 
Nas primeiras pesquisas registradas em 1923, Saer apresenta que 
o bilinguismo é algo ruim, que acarreta prejuízo cognitivo e de 
aprendizagem. Ao mesmo tempo pode ser bom para as pessoas, já que 
aumenta a tolerância e a habilidade de adaptação, conforme relatam 
Kielhöfer e Jonekeit em 1983. Na busca ainda de compreender o 
fenômeno do bilinguismo, Titone, em 1972, publicou um estudo em que 
observa o papel do bilinguismo na sociedade, visualizando o quanto 
somos bilíngues e como utilizamos essas línguas. 
Considerar os estudos anteriores é necessário, já que as pesquisas 
de Mackey (1972) corroboram com os estudos atuais de bilinguismo 
surdo. Mas o que é um bilinguismo surdo? Vamos explorar mais adiante 
essa ideia. Nesse momento, continuaremos com a proposta de Mackey 
(1972), que considera o sujeito bilíngue como aquele que alterna duas ou 
mais línguas, ou seja, que usa duas ou mais línguas conforme a 
necessidade de comunicação. Ele estabelece que, conforme o uso, 
existem medidas e graus para o mesmo. 
Portanto, Mackey (1972) propõe que o sujeito não pode ser bilíngue 
apenas por saber duas línguas, que o saber duas línguas seja o único 
requisito para ser bilíngue estaria equivocado. O bilinguismo deve ser 
visto como um todo, considerar o grau, função, alternância e interferência 
das línguas. Vejamos, o grau está relacionado ao quanto o sujeito 
conhece das duas línguas, tanto na produção quanto na compreensão da 
língua. Ou seja, o sujeito bilíngue poderá ter uma maior habilidade na 
 
 
4 
escrita ou somente na leitura, ou nas quatro habilidades da língua (leitura, 
escrita, produção e compreensão). 
O item Função, para Mackey (1972), determina as finalidades de 
uso da língua, considera as circunstâncias em que é utilizada as línguas 
pelo bilíngue, e a Alternância é a possibilidade de trocas de língua, essa 
possibilidade do bilíngue poder determinar a partir da função e do grau de 
conhecimento das línguas, o momento e com quem pode usar 
determinada língua. Como percebe-se, o bilíngue é um sujeito que pode 
ser mais proficiente em uma língua e menos na outra, já que pode 
escolher onde, quando e qual língua usar. 
Esse conceito de que o bilíngue não é altamente proficiente nas 
duas línguas é algo que podemos dizer ser recente, já que surge através 
dos estudos de Fischman (1972) e os estudos de Grosjean (1985, 1989) 
corroboram para que entendamos o que seria ser bilíngue. Nesses 
estudos, defende a concepção de domínios de uso da língua, 
desconsiderando a proposta de que para ser bilíngue o indivíduo teria que 
ser usuário de duas línguas da mesma forma. Enfatiza que existe sim 
dife- rentes níveis de uso das línguas considerando contextos e as 
necessidades de uso. 
Dessa forma, Grosjean (1994) inicia as discussões sobre a noção 
de “contínuo”. Este conceito é uma variável importante para ser 
considerada na educação de surdos, já que o bilinguismo é peça 
fundamental para pensar a educação bilíngue. O contínuo pode ser 
compreendido em duas extremidades: a primeira seria de explicar sobre 
 
 
5 
os bilíngues sem habilidade de alternar as línguas, mas que possuem 
uma proficiência baixa em uma das línguas em alguns contextos de 
comunicação; a segunda seria que o bilíngue possui habilidade de 
alternar as línguas em diferentes contextos e domínios de uso, portanto 
os bilíngues podem apresentar-se de formas diferentes a partir de suas 
experiências com as línguas. 
Destaco que ser bilíngue não é ter dois monolíngues em uma 
pessoa, mas sim, a habilidade de poder usar as línguas conforme a 
necessidade de comunicação que o contexto proporciona. Compreender 
a função de cada língua é essencial, por exemplo, o sujeito surdo tem um 
contexto específico, onde 95% das crianças surdas nascem em lares 
onde os pais são ouvintes e desconhecem a Libras (STROBEL, 2007). 
Nesse caso, o bilinguismo é imposto socialmente, já que a própria família 
é composta por pessoas que usam outra língua que não a sua. Nós 
ouvintes, quando desejamos, podemos fazer uma escolha de língua para 
o contexto de trabalho, outra para conversar com amigos, sendo que o 
uso de uma ou outra em contextos/situações diferentes pode ser definido 
por diversos fatores, e um desses fatores pode ter sido uma decisão 
pessoal livre. No caso dos surdos brasileiros, é uma escolha imposta sob 
a Lei Federal 10.436/2002, que estabelece que o surdo deve ser bilíngue, 
utilizando a Libras, e o português brasileiro na modalidade escrita como 
segunda língua. 
 
 
6 
O contexto de aquisição das línguas é importante, podendo definir o 
quanto e como o bilíngue poderá utilizar as línguas, conforme Chin e 
Wigglesworth (2007). Os autores defendem que a aquisição das línguas 
sofre influência social, gerando a percepção que os bilíngues possuem 
do uso das duas línguas. Há duas formas de comunidades linguísticas, 
sendo a primeira endógena, onde a segunda língua é presente na 
comunidade, e a segunda a exógena, que é quando a segunda língua 
não está presente no contexto em que o indivíduo se insere. Por exemplo, 
quando a língua é utilizada somente na escola, poderá gerar um efeito 
sobre o grau de bilinguismo individual, já que a segunda língua não é 
utilizada diariamente e em diversos contextos. O surdo, nesse caso, é da 
comunidade exógena, pois a Libras é uma língua que não é amplamente 
utilizada nos meios de comunicação e pela sociedade como um todo. 
 
 
7 
Outro ponto para pensarmos o bilinguismo é a idade de aquisição 
da Libras. Chin e Wigglesworth (2007) distinguem entre bilíngues 
precoces e bilíngues tardios. Os bilíngues precoces são caracterizados 
por serem indivíduos submetidos a duas línguas antes da adolescência, 
ao passo que os bilíngues tardios são aqueles submetido à segunda 
língua após a adolescência. Questões relacionadas à idade de aquisição 
seguidamente surgem nas discussões relacionadas ao bilinguismo, 
principalmente devido à forte associação que existe entre idade de 
aquisição e nível de proficiência na segunda língua. Há estudos que 
apontam para a ideia de que o bilinguismo precoce possa oferecer 
vantagens, principalmente no que se refere à aquisição de aspectos 
fonológicos da segunda língua. Por outro lado, existem estudos que 
defendem que os indivíduos maduros, os bilíngues tardios, estão em 
vantagem para adquirir a segunda língua de forma mais rápidado que 
crianças, por demonstrarem atitude, aptidão, motivação diferenciados e, 
principalmente, por compreenderem e analisarem as estruturas 
complexas das línguas. 
O que uma criança surda perde em aprender a Libras tardiamente? 
A resposta pode ser simples e complexa, já que quando adulta poderá 
aprender Libras e ter sucesso na sua aprendizagem. Mas o fato de não 
ter uma língua estabelecida e clareza na comunicação com seus 
familiares e com todos que o cercam poderá acarretar uma perda de 
informações de sua comunidade cultural, informações familiares, 
conhecer a si e aos que a rodeiam. Enfim, poderá ser uma pessoa 
 
 
8 
estranha em um espaço familiar, já que não consegue demonstrar seus 
sentimentos de forma clara para com todos. 
 
Bilíngue bimodal 
 
O sujeito surdo, usuário de Libras, como visto anteriormente, não 
nasce em lares bilíngues, os mesmos nascem na sua maioria em famílias 
que aprenderão a Libras junto com a criança surda, outras não 
aprenderam a Língua de Sinais, outras rejeitarão a Libras e optarão por 
um método oralista de comunicação, onde a criança surda fará leitura 
orofacial (leitura labial) para comunicar-se. 
Nesse cenário diverso, deve-se considerar que a educação de 
surdos começou no Brasil em 1857, com a criação do Instituto Nacional 
de Educação de Surdos (INES), que inicialmente foi chamado de Instituto 
Nacional de Surdos-Mudos. E, logo em 1880, o Brasil participou do 
Congresso de Milão, onde se estabeleceu que a Língua de Sinais deveria 
ser proibida e que o método oralista fosse adotado em diversos países, 
incluindo o Brasil. O INES inicia, portanto, a proibição da Libras utilizando 
a oralização como meio de comunicação. Sem êxito, por volta da década 
de 80, inicia o método de Comunicação Total, que estabelece uma 
comunicação com diferentes meios, sendo uma mescla de Libras com 
 
 
9 
oralização, podendo usar de mímica e qualquer outro recurso 
comunicativo. 
O método bilíngue começa a ser aplicado por volta do ano de 1986, 
surgindo a filosofia bilíngue na década de 90, que concebe o uso de duas 
línguas no espaço escolar para surdos, evidenciando a primeira língua, 
que é a língua de sinais (GOLDFELD, 1997). 
A alternância de línguas para os surdos brasileiros somente é possível 
quando sua escolarização é baseada verdadeiramente nos princípios de 
uma educação bilíngue de qualidade. Que se responsabiliza pelo 
desenvolvimento linguístico e cognitivo do seu alunado, de forma a 
proporcionar a aquisição da língua de sinais como primeira língua e, por 
meio, dela o ensino dos conteúdos e a produção de conhecimento na 
escola, incluindo o ensino do português, na modalidade escrita. 
(SANTIAGO; ANDRADE, 2013, p. 160). 
O bilinguismo precisa ser discutido e tratado com muito cuidado, 
poderá ser a forma de conceituá-lo que poderá fazer a diferença. Vejamos 
que para Swanwick (2000) existem três modalidades de língua presentes 
nos estudos de bilinguismo: (1ª) a modalidade oral-auditiva, que abrange 
as línguas orais; (2ª) a modalidade visual-gráfica, que compreende ao 
registro da língua; e (3ª) a modalidade visuoespacial, que abarca às 
línguas de sinais. Quando discorremos sobre bilinguismo, portanto, esse 
pode ser unimodal, quando se utiliza uma modalidade de língua, ou 
bimodal, no qual um indivíduo utiliza línguas de modalidades diferentes, 
sendo uma língua na modalidade oral-auditiva e a outra na modalidade 
visuo espacial. Que, no caso de surdos, o normal é o bilinguismo bimodal, 
 
 
10 
por serem raras as situações em que o surdo estará em situação de 
bilinguismo unimodal (utilizando duas Línguas de Sinais). 
Fenômenos linguísticos 
 
Existe o mito de que a Língua de Sinais é composta por mímica, 
gestos e que seria universal. De fato, são mitos, já que a Língua de Sinais 
é uma língua que possui uma gramática independente da língua de 
modalidade oral e cada país possui uma ou mais Línguas de Sinais. No 
Brasil, temos a Língua Brasileira de Sinais – Libras, que é uma língua 
urbana, usada nos grandes centros e nas cidades, e a Língua Urubu-
Kappor, que é utilizada por índios surdos em aldeias em alguns estados 
brasileiros. 
A Libras possui algumas características peculiares, como por 
exemplo, poder falar em Libras e Português Brasileiro ao mesmo tempo, 
já que outro bilíngue usuário de duas línguas na modalidade oral-auditiva 
não conseguirá produzir as duas línguas simultaneamente, visto que na 
oralidade os sons são produzidos em um mesmo espaço articulatório. Da 
mesma forma, não é possível que um bilíngue utilize duas línguas de 
sinais simultaneamente, pois as duas são da mesma modalidade, o que 
torna inviável produzi-las ao mesmo tempo. Entretanto, é comum vermos 
situações em que um bilíngue utiliza duas línguas de diferentes 
modalidades de forma alternada, podendo expressar-se em uma língua 
 
 
11 
na modalidade oral--auditiva ao mesmo tempo que registra sua produção 
em uma modalidade visual-gráfica de outra língua. 
Vemos que a produção da fala em língua oral e em língua de sinais (LS) 
realiza-se de maneiras bem distintas. Nas LS, diferentemente das orais, 
a produção da fala articula-se de maneira externa ao corpo do falante, 
as partes do corpo é que se articulam e dão forma à língua. Nesse 
sentido, o falante torna-se fisicamente visível na produção da fala. Além 
disso, tem-se na produção das LS dois articuladores independentes e 
iguais – as mãos – as quais permitem uma diversidade de combinações 
e construções simultâneas. Portanto, se nas línguas orais, os 
articuladores da fala são internos, ficando, quase totalmente, ocultos, 
nas línguas de sinais eles se destacam, sendo aparentes e explícitos. 
Assim, tanto a produção, quanto a recepção se dão de formas distintas 
nessas duas modalidades e isso tem implicações. (RODRIGUES, 2013, 
p. 129). 
É imprescindível registrar que falar o Português Brasileiro e Libras 
ao mesmo tempo é possível fisicamente, e é totalmente inviável 
cognitivamente produzi-las de maneira simultânea. Sendo duas línguas 
com gramáticas distintas, onde a estrutura sintática, o uso do verbo, a 
organização do discurso ocorre de forma diferente, faria o bilíngue eleger 
uma língua como dominante e a outra língua ficaria prejudicada, gerando 
prejuízo para uma delas. Contudo, devemos observar um fenômeno que 
pode ocorrer tanto em surdos como em ouvintes, o code--blending, 
conhecido como mistura de códigos. Esse fenômeno, que é muito comum 
e se caracteriza pela produção de duas línguas ao mesmo tempo, com 
sobreposição de uma à outra, somente é possível por serem as duas 
línguas de modalidades distintas, sendo que a estrutura sintática de uma 
das línguas ficará preservada (GROSJEAN, 2008). O code-blending 
 
 
12 
difere de outro fenômeno comum entre os bilíngues que dominam duas 
ou mais línguas de modalidade oral-auditiva, o code-switching, nome 
dado à inserção de palavras ou expressões de, por exemplo, duas línguas 
orais em uma mesma frase, sendo que a estrutura sintática de uma das 
línguas é sempre preservada (língua base) e algumas palavras ou trechos 
da frase são substituídos por expressões da outra língua. 
O fato de a modalidade das línguas Português Brasileiro e Libras 
ser distinta fica evidente quando estudamos a gramática da Libras, que 
por sua vez possibilita que possamos compreender a estrutura de um 
signo (palavra) em Libras, bem como uma frase estruturada nessa língua. 
 
Considerações Finais 
Ao final desta reflexão é importante termos claro que não basta 
traçar uma linha do tempo sobre a história da língua de sinais para 
compreender a surdez e sua relação com a língua de sinais. É necessário 
um exercício de compreensão do que é o sujeito bilíngue bimodal. 
Compreender a diferença de modalidades e as diferenças entre 
línguas nos permitem refletir sobre a comunidade surda e como o sujeito 
surdo, em inúmeros momentose situações, é considerado um estrangeiro 
dentro do próprio país, já que, mesmo sendo usuário do Português 
Brasileiro escrito, ele utiliza uma língua distinta da nossa em território 
brasileiro. 
 
 
13 
Neste sentido cabe relembrar que o bilinguismo bimodal é quando 
temos um sujeito que utiliza duas línguas de modalidades diferentes, no 
caso do surdo, Libras e Português Brasileiro. Portanto, é essencial 
buscarmos compreender que as línguas são distintas e independentes, já 
que o bilíngue pode ter mais habilidade ou conhecimento em uma língua 
que em outra. Assim, o surdo nem sempre será proficiente da mesma 
forma nas duas línguas, podendo ser mais em uma que em outra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
REFERÊNCIAS 
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resource book. USA: Routledge, 2007. 
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perspectiva sociointeracionista. São Paulo: Plexus Editora, 2002. 
GROSJEAN, F. The bilingual as a competent but specific speaker-
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467-477,1985. 
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RODRIGUES, Carlos Henrique. A interpretação para a Língua de 
Sinais Brasileira [manuscrito]: efeitos de modalidade e processos 
 
 
15 
inferenciais. Tese (doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, 
Faculdade de Letras.– 2013. 
SAER, O. J. The effect of bilingualism on intelligence. British Journal 
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SANTIAGO, V.A.A.; ANDRADE, C.E. Surdez e sociedade: questões 
sobre conforto linguístico e participação social. In: Libras em estudo: 
política linguística. (Org.) ALBRES, N.A.; GRESPAN, S. São Paulo: 
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STROBEL, Karin, As imagens do outro sobre a cultura surda. 
Florianópolis: Editora da UFSC, 2008. 
SWANWICK, R. A. Deaf Children’s Developing Sign Bilingualism: 
Dimensions Of Language Ability, Use And Awareness. PhD thesis The 
Open University, 2000. 
TITONE, R. Bilinguismo precoce e educazione bilíngue. 2. ed. Roma: 
Armando, 1993. [1972]

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