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Como explicar as variantes regionais dentro da Libras e de todas as línguas de modo que os estudantes entendam que variações são normais e esperadas? - O que diferencia variação (sincronia) de mudança linguística (diacronia)? - Como responder à ideia dos professores ouvintes dessa escola, a de “Libras padrão”, à luz do Variacionismo? - Como o conceito de norma como uso se aplica ao caso? - Em que medida o purismo linguístico pode gerar preconceito linguístico? - Como a ideia de que “língua é poder” aparece nas falas dos professores? - Como as concepções de linguagem influenciam práticas pedagógicas? - Há traços de diglossia na relação Libras x Língua Portuguesa? - Como a história da educação de surdos impacta essas tensões? - Como a identidade surda é atravessada pelas experiências linguísticas? - Os usos influenciados pelo português configuram interferência ou empréstimo? - O uso de sinais inventados, em aproximação com a noção de língua Pidgin e língua crioula, é inadequado ou contextual, para explicar aos alunos que toda língua parte de uma necessidade linguística? Se eles já têm a Libras, para
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Denise Cintra Penteado Ramalho

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Claro! Vamos responder de forma direta e objetiva cada ponto para que você possa entender e explicar bem aos estudantes: 1. Variantes regionais na Libras e em todas as línguas: Variações são normais e esperadas porque línguas se adaptam a diferentes contextos sociais, culturais e geográficos. Assim, diferentes regiões desenvolvem formas próprias de usar a língua. 2. Variação (sincronia) x mudança linguística (diacronia): Variação é a coexistência de formas diferentes em um mesmo momento no tempo (ex: sotaques diferentes hoje). Mudança linguística é a transformação da língua ao longo do tempo (ex: palavras que mudam de significado ou desaparecem). 3. Resposta à ideia de “Libras padrão” segundo o Variacionismo: Não existe uma Libras única e fixa; o variacionismo mostra que todas as formas são legítimas e refletem a diversidade cultural e social dos usuários. 4. Norma como uso: A norma não é uma regra rígida, mas o conjunto de usos mais comuns e aceitos em uma comunidade linguística. Portanto, a norma varia conforme o contexto e o grupo. 5. Purismo linguístico e preconceito: O purismo, que defende uma língua “pura” e sem variações, pode gerar preconceito contra falantes de variantes consideradas “não padrão”, desvalorizando sua identidade e cultura. 6. “Língua é poder” nas falas dos professores: Professores podem associar a língua padrão ao prestígio social e acadêmico, reforçando desigualdades e desvalorizando outras formas linguísticas. 7. Concepções de linguagem e práticas pedagógicas: Se o professor vê a língua como fixa e única, tende a rejeitar variações e dificultar a inclusão. Reconhecer a diversidade linguística promove práticas mais inclusivas e respeitosas. 8. Diglossia na relação Libras x Língua Portuguesa: Sim, há diglossia, pois Libras é usada em contextos informais e comunitários, enquanto a Língua Portuguesa é dominante em contextos formais e escolares. 9. História da educação de surdos e tensões: A educação tradicionalmente valorizou a Língua Portuguesa oralizada, marginalizando a Libras e gerando conflitos identitários e linguísticos. 10. Identidade surda e experiências linguísticas: A identidade surda é construída a partir do uso da Libras e das experiências culturais, sendo influenciada pelas atitudes sociais e educacionais. 11. Influência do português: interferência ou empréstimo?: Muitas vezes são empréstimos linguísticos naturais, resultado do contato entre línguas, e não erros ou interferências negativas. 12. Sinais inventados e línguas Pidgin/crioula: O uso de sinais criados é contextual e natural, pois toda língua nasce da necessidade de comunicação. Isso ajuda a explicar que a Libras também evolui e se adapta. Resumindo, é fundamental mostrar aos estudantes que a diversidade linguística é riqueza, que a norma é flexível e que respeitar as variações é respeitar as pessoas e suas culturas. Isso combate preconceitos e promove uma educação mais justa e inclusiva.

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