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Logística de Armazenagem

Material didático sobre logística de armazenagem (Série Logística, SENAI) que aborda programação e controle, recebimento de materiais, almoxarife, fluxos e custos de armazenagem, tecnologias e equipamentos de movimentação, com ilustrações e 110 páginas para cursos presenciais e a distância.

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Série logíStica
LOGÍSTICA DE 
ARMAZENAGEM
SÉRIE LOGÍSTICA
LOGÍSTICA DE 
ARMAZENAGEM
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI
Robson Braga de Andrade
Presidente
DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA - DIRET
Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti
Diretor de Educação e Tecnologia
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI
Conselho Nacional
Robson Braga de Andrade
Presidente 
SENAI – Departamento Nacional
Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti
Diretor Geral
Gustavo Leal Sales Filho
Diretor de Operações
SÉRIE LOGÍSTICA
LOGÍSTICA DE 
ARMAZENAGEM
 
SENAI 
Serviço Nacional de 
Aprendizagem Industrial 
Departamento Nacional
 
Sede 
Setor Bancário Norte • Quadra 1 • Bloco C • Edifício Roberto 
Simonsen • 70040-903 • Brasília – DF • Tel.: (0xx61) 3317-9001 
Fax: (0xx61) 3317-9190 • http://www.senai.br
© 2013. SENAI – Departamento Nacional
© 2013. SENAI – Departamento Regional da Bahia
A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, me-
cânico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, 
por escrito, do SENAI.
Esta publicação foi elaborada pela equipe da Área de Meio Ambiente em parceria com o 
Núcleo de Educação à Distância do SENAI Bahia, com a coordenação do SENAI Departa-
mento Nacional, para ser utilizada por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos 
cursos presenciais e a distância.
SENAI Departamento Nacional 
Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP
SENAI Departamento Regional da Bahia 
Núcleo de Educação à Distância - NEAD
FICHA CATALOGRÁFICA
S491l
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional.
 Logística de Armazenagem / Serviço Nacional de Aprendizagem 
Industrial, Departamento Nacional, Departamento Regional da Bahia. - 
Brasília: SENAI/DN, 2013. 
 110 p.: il. - (Série Logística) 
ISBN 978-85-7519-669-4
1. Programação e controle. 2. Recebimento de materiais. 3. Almoxarife. 
I. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. II. Departamento Nacional. 
III. Departamento Regional da Bahia. IV. Logística de Armazenagem. 
V.Série Logística.
CDU: 658.7
Lista de ilustrações
Figura 1 - Zigurate ...........................................................................................................................................................18
Figura 2 - Transporte marítimo intercontinental no período colonial ..........................................................19
Figura 3 - Fluxos da armazenagem ............................................................................................................................20
Figura 4 - Armazenagem ...............................................................................................................................................22
Figura 5 - Conferência na armazenagem ................................................................................................................24
Figura 6 - Cadeia de suprimento ................................................................................................................................25
Figura 7 - Custos de armazenagem ...........................................................................................................................29
Figura 8 - Áreas de armazém com estrutura cantlever e porta palete .........................................................31
Figura 9 - Tecnologia da Informação em um armazém ......................................................................................32
Figura 10 - Armazenagem utilizando um transelevador ...................................................................................34
Figura 11 - Contentor de polietileno .........................................................................................................................35
Figura 12 - Movimentação manual versus mecânica ..........................................................................................37
Figura 13 - Movimentação manual versus mecanizada .....................................................................................37
Figura 14 - Embalagens retornáveis ..........................................................................................................................39
Figura 15 - Exemplo de carrinho porta palete e empilhadeira ........................................................................42
Figura 16 - Exemplo de guindaste e ponte rolante .............................................................................................43
Figura 17 - Transportadores contínuos ....................................................................................................................44
Figura 18 - Navio cargueiro ..........................................................................................................................................44
Figura 19 - Exemplo de contentor e caixa ...............................................................................................................45
Figura 20 - Funcionário de supermercado realizando inventário ..................................................................46
Figura 21 - Exemplo de armazenagem de materiais ...........................................................................................49
Figura 22 - Layout de um armazém ...........................................................................................................................51
Figura 23 - Exemplo da atividade de localização de produtos em um almoxarifado .............................52
Figura 24 - Armazém .......................................................................................................................................................55
Figura 25 - Pátio de container......................................................................................................................................56
Figura 26 - Galpão logístico ..........................................................................................................................................57
Figura 27 - Central de distribuição .............................................................................................................................59
Figura 28 - Movimentação de carga paletizada ....................................................................................................60
Figura 29 - Serviço de armazenagem .......................................................................................................................62
Figura 30 - Exemplo de unitização de cargas ........................................................................................................66
Figura 31 - Exemplo de paletização de materiais .................................................................................................67
Figura 32 - Palete de madeira ......................................................................................................................................68
Figura 33 - Palete de polietileno .................................................................................................................................68
Figura 34 - Movimentação de carga utilizando a lingada .................................................................................69
Figura 35 - Global Positioning System ........................................................................................................................71
Figura 36 - Exemplo de logística inbound e outbound .......................................................................................72
Figura 37 - Atividade de picking .................................................................................................................................73
Figura 38 - Funcionária de supermercado tailandês realizando inventário ...............................................77
Figura 39 - Modelo de relatório de inventários analítico ...................................................................................78Figura 40 - Exemplo de controle de inventário .....................................................................................................79
Quadro 1 - Demonstrativo da acurácia de estoque .............................................................................................80
Figura 41 - Exemplo de contagem cíclica programada ......................................................................................81
Figura 42 - Conciliação contábil .................................................................................................................................83
Figura 43 - Livro contábil ...............................................................................................................................................84
Figura 44 - Tecelagem no século XIX .........................................................................................................................91
Figura 45 - Livro da CLT ..................................................................................................................................................93
Figura 46 - Equipamento de Proteção Individual .................................................................................................95
Figura 47 - Tipo de EPC- Extintor de incêndio .......................................................................................................97
Figura 48 - Exemplo de EPC: chuveiro de emergência .......................................................................................98
Sumário
1 Introdução ........................................................................................................................................................................13
2 Armazenagem.................................................................................................................................................................17
2.1 Histórico ..........................................................................................................................................................18
2.2 Definição ........................................................................................................................................................20
2.3 Qual a origem da expressão logística? ................................................................................................21
2.4 Objetivo ..........................................................................................................................................................21
2.5 Que atividades estão envolvidas na armazenagem? .....................................................................23
2.6 Cadeia de suprimentos .............................................................................................................................25
3 Formas de armazenagem de materiais ..................................................................................................................29
3.1 Tipos de armazéns.......................................................................................................................................30
3.2 Armazenagem tradicional ........................................................................................................................30
3.3 Armazenagem informatizada (código de barra, etiqueta com código de barra) ................32
3.4 Armazenagem robotizada .......................................................................................................................33
3.5 Princípios e técnicas de armazenagem ...............................................................................................35
3.6 Tipos de embalagens .................................................................................................................................35
3.6.1 Embalagens utilizadas na movimentação manual .......................................................36
3.6.2 Embalagens de movimentação mecânica .......................................................................36
3.6.3 Embalagens retornáveis .........................................................................................................38
4 Equipamentos utilizados na armazenagem.........................................................................................................41
4.1 Tipos de equipamentos .............................................................................................................................42
4.1.1 Veículos industriais ...................................................................................................................42
4.1.2 Equipamentos para elevação e transferência .................................................................43
4.1.3 Transportadores contínuos ...................................................................................................43
4.1.4 Embalagens, recipientes e unitizadores ...........................................................................44
4.2 Expedição .......................................................................................................................................................45
5 Instalações de armazenagem ....................................................................................................................................49
5.1 Layout de um armazém .............................................................................................................................51
5.2 Disposição física dos materiais ...............................................................................................................52
5.2.1 Localização centralizada .........................................................................................................53
5.2.2 Localização descentralizada ou flutuante ........................................................................53
5.3 Armazém ........................................................................................................................................................55
5.4 Pátio .................................................................................................................................................................56
5.5 Galpão .............................................................................................................................................................56
5.6 C.D - Central de Distribuição ...................................................................................................................58
5.7 Movimentação de materiais ....................................................................................................................59
5.8 Serviços logísticos .......................................................................................................................................61
6 Automação na armazenagem ...................................................................................................................................65
6.1 Unitização das cargas ................................................................................................................................66
6.2 Formas de unitização .................................................................................................................................66
6.2.1 Paletização ...................................................................................................................................67
6.2.2 Pré-lingagem ..............................................................................................................................68
6.2.3 Enfardamento ............................................................................................................................69
6.3 Rastreamento................................................................................................................................................69
6.4 GPS – Global Positioning System.............................................................................................................71
6.5 Logística inbound e outbound .................................................................................................................72
6.5.1 Operações logísticas inbound ...............................................................................................72
6.5.2 Operações logísticas outbound ............................................................................................72
6.5.3 Sistemas de picking ..................................................................................................................73
7 Controle de inventário .................................................................................................................................................77
7.1 Acurácia ..........................................................................................................................................................79
7.2 Modalidades de contagens do estoque ..............................................................................................80
7.2.1 Inventários gerais ......................................................................................................................80
7.2.2 Inventários cíclicos ...................................................................................................................80
7.3 Conciliação contábil ...................................................................................................................................82
7.4 Indicadores ....................................................................................................................................................85
7.4.1 AI - Acurácia do inventário ....................................................................................................85
8 Segurança do trabalho ................................................................................................................................................89
8.1 Organização das áreas de armazenagem ...........................................................................................90
8.1.1 Organização do espaço ..........................................................................................................90
8.1.2 Utilização dos equipamentos ...............................................................................................90
8.1.3 Treinamento dos funcionários .............................................................................................90
8.2 Legislação .......................................................................................................................................................91
8.3 Equipamento de Proteção Individual (EPI) ........................................................................................94
8.4 Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) ..........................................................................................96
Referências
Minicurrículo dos autores
Índice
Introdução
1
Prezado(a) aluno(a),
Seja bem-vindo ao Curso de Qualificação Profissional em Almoxarife!
A Logística será nosso objeto de estudo. É considerada, atualmente, o diferencial competiti-
vo para as organizações. Você descobrirá de que maneira esse diferencial se apresenta.
Nosso curso tem como competência geral programar e controlar o recebimento de ma-
teriais, mediante documentação fiscal do inventário físico, armazenar materiais, mantendo 
atualizados os registros de localização no almoxarifado, agendando, recebendo, coletando e 
endereçando materiais, gerando os inventários periódicos, seguindo normas técnicas de segu-
rança e meio ambiente.
Este livro, denominado Logística de Armazenagem, tem como objetivo introduzir as termi-
nologias da área de logística, tendo em vista as suas principais vertentes que são: suprimentos, 
armazenagem e transporte/distribuição. Através de exemplos e atividades práticas, a operação 
dos processos logísticos é estudada em conjunto com os sistemas de qualidade, segurança, 
meio ambiente e saúde do trabalho, seguros e manutenção.
O livro está dividido em 8 capítulos, tendo essa introdução como o primeiro. O capítulo 2 
apresenta o histórico, os objetivos e a definição de armazenagem. A partir do capítulo 3, apren-
deremos as formas de armazenar os materiais. Já no capítulo 4, abordaremos os principais 
equipamentos utilizados nesta atividade. No capítulo 5, conheceremos as principais instala-
ções aplicadas pelas empresas para a armazenagem. No capítulo seguinte, será tratada a au-
tomação no serviço de armazenagem. No capítulo 7, explanaremos sobre os diversos modelos 
de inventário e finalizaremos com o capítulo 8, que apresenta os equipamentos de proteção 
individual e coletiva. Com os conhecimentos que serão adquiridos nesta etapa do curso de 
Qualificação de Almoxarife, você será capaz de atuar em um almoxarifado com segurança, pois 
conhecerá todas as etapas da logística de armazenagem.
Durante este curso, você desenvolverá as seguintes capacidades técnicas:
a) endereçar o material para a área de armazenagem;
b) fazer a contagem física;
c) aplicar as regras de estocagem (aleatória, dedicada, dedicada por categoria);
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM14
d) seguir as normas de segurança de movimentação e armazenagem de ma-
teriais;
e) realizar inventários periódicos a partir da contagem física e registros;
f) emitir relatórios.
De forma integrada às capacidades técnicas, teremos as capacidades sociais, 
organizativas e metodológicas descritas a seguir:
a) buscar o autoaprimoramento;
b) conservar os equipamentos e instrumentos;
c) consultar manuais, catálogos e publicações técnicas;
d) estudar e pesquisar;
e) manter a organização e limpeza do local de trabalho;
f) ter atenção;
g) ter dinamismo;
h) ter proatividade;
i) ter raciocínio lógico e ser analítico;
j) trabalhar em grupo e individualmente.
Construiremos um conhecimento que o habilitará a desenvolver-se como pes-
soa, mas, sobretudo, como profissional da área de Almoxarife, objetivo principal 
deste e de todos os outros materiais que você verá ao longo do curso. Esperamos 
que consiga atingir este objetivo ao passo que se empenhe em dar o seu melhor. 
Não esqueça que você é o principal responsável por:
a) sua formação;
b) estabelecer e cumprir um cronograma de estudo realista;
c) separar um tempo para descansar;
d) não deixar as dúvidas para depois;
e) consultar seu professor/tutor sempre que tiver dúvida.
Sucesso!
Anotações:
 1 INTRODUÇÃO 15
Armazenagem
2
Neste capítulo, conheceremos a história da armazenagem, sua definição e a origem da pa-
lavra. Abordaremos também seus objetivos, atividades envolvidas e o que é uma cadeia de 
suprimentos. Você será convidado a descobrir um pouco mais sobre este tema importante 
para sua formação profissional que é a Logística. Bons estudos!
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM18
2.1 HISTÓRICO
Por volta de 4.000a.C. os sumérios desenvolveram um complexo sistema de 
armazenamento e controle da água dos rios, através de barragens, diques e ca-
nais de irrigação. As suas famosas construções em forma escalonada, chamadas 
zigurates (Figura 1), além de servirem como templos religiosos, eram também 
utilizadas para armazenagem de produtos agrícolas. Mais tarde, cerca de 3.000 
a.C., os egípcios construíram depósitos individualizados para armazenar papiros, 
trigo, cevada, instrumentos de cobre, gesso, carvão, madeira de construção, teci-
dos, dentre outros. Cabia aos escribas (funcionários reais) a responsabilidade pela 
manutenção do registro de todo o material armazenado.
Figura 1 - Zigurate
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS 2012b.
Diversos documentos comprovam como os povos antigos organizavam-se 
para a armazenagem, distribuição e contagem dos produtos e alimentos. Donato 
(2010) cita que o papiro1 de Moscou, datado aproximadamente de 1850 a.C, e o 
papiro de Rhind (ou Ahmes), datado de1650 a.C fornecem informações valiosas 
sobre problemas numéricos. Os conteúdos da maioria dos problemas encontra-
dos nestes documentos são de assuntos práticos, como a distribuição de pão e 
cerveja, o balanceamento de rações para o gado e aves domésticas e sobre o ar-
mazenamento de grãos (DONATO, 2010). Assim, como os egípcios, os fenícios 
também estabeleceram inúmeros armazéns e postos de comércio ao longo das 
suas rotas marítimas comerciais no Mediterrâneo.
A navegação em alto mar ganha impulso para atingir novos mercados, como 
a África e as Índias. Começa a expansão comercial marítima e a descoberta de 
novos territórios, dando início à política de colonização. A expansão do comércio, 
que agora cobre grandes distâncias, a especialização da produção e o surgimento 
1 PAPIRO:
Planta originária do Egito 
utilizada para confeccionar 
papel.
2 INTERCONTINENTAL:
Entre continentes.
3 MUNICIPALIZAÇÃO DO 
SISTEMA DE SAÚDE:
Estratégia adotada no 
Brasil que reconhece o 
município como principal 
responsável pela saúde de 
sua população.
 2 ARMAZENAGEM 19
de novos mercados marcam uma nova era também para o desenvolvimento do 
transporte marítimo intercontinental2, ilustrado na figura abaixo.
Figura 2 - Transporte marítimo intercontinental no período colonial
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2009a.
CASOS E RELATOS
Almoxarifado Central das Secretarias Municipais de Saúde
Após a municipalização do sistema de saúde3, ocorrida na década de 90, 
foram implantados almoxarifados centrais pelas diversas secretarias mu-
nicipais de saúde e foram criados vários serviços na área, especialmente 
aqueles voltados para as famílias dos bairros populares e da zona rural.
O almoxarifado surge com o objetivo de ser uma unidade administrativa 
responsável pelo gerenciamento do estoque, armazenagem, movimenta-
ção e distribuição dos bens de consumo. Sua missão é assegurar a distri-
buição de medicamentos nas unidades de saúde da zona urbana e rural, 
visando atender ao cidadão com mais qualidade, respeito e dignidade.
A maioria dos almoxarifados estava situado nos centros das cidades, geral-
mente em prédios alugados, estruturados minimamente para atender às 
atuais demandas.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM20
2.2 DEFINIÇÃO
Depois dessa breve visita ao passado, podemos chegar a algumas conclusões: 
a primeira é que a armazenagem proporciona o posicionamento adequado dos 
recursos no tempo exato. Além disso, ela é responsável por regular os estoques, 
sendo necessários planejamento e controle para esta finalidade. O planejamento 
é uma forma de direcionar as atividades e acontece antes da execução das ativi-
dades. Já o controle acontece após a execução como forma de medir o desempe-
nho, ou seja, verificar se o que foi planejado está realmente sendo cumprido, e se 
não, qual o motivo.
Quando falamos da armazenagem no âmbito industrial, muitos especialistas 
concordam que ela abrange três momentos denominados de: recebimento, con-
ferência e endereçamento. Conheceremos cada um deles.
Após a etapa produtiva, surge a fase que talvez seja mais percebida pelo con-
sumidor final, que é a Distribuição. Esta refere-se ao conjunto de operações para 
o deslocamento físico de materiais desde o local de sua produção até o de con-
sumo/utilização final. Muitas vezes, a finalização do processo de distribuição de 
uma empresa dá inicio ao processo de Suprimentos da organização seguinte. Isto 
significa que o produto acabado de uma empresa pode ser matéria-prima em 
outro processo. Entre as etapas de Suprimentos, Produção e Distribuição, encon-
tram-se três fluxos: produção, informação e dinheiro. Podemos visualizá-los no 
esquema abaixo.
FLUXO DE ARMAZENAGEM
FLUXO DA INFORMAÇÃO
FLUXO REVERSO
Fornecimento 
do mercado
(fornecedores)
Demanda do
mercado
(Consumidor 
�nal)
Compra e
Fornecimento
Manufatura Estoque Armazenagem
e distribuição
Figura 3 - Fluxos da armazenagem
Fonte: SENAI, 2013.
Conforme observado, o fluxo de material e o fluxo dirigem-se a sentidos opos-
tos. Os materiais ou produtos que se destinam ao consumo (itens na cor laranja) 
seguem em direção ao cliente final. Em alguns casos, este fluxo pode direcionar- 
se para o fornecedor quando a logística reversa4 aplica-se ao produto. Neste caso, 
após o consumo, o produto ou partes dele retornam para o processo de produ-
ção. Já o fluxo representa o material que retorna do cliente final ao fornecedor pri-
mário. Este é o fluxo que sustenta todas as atividades que antecedem o consumo. 
O fluxo de informações, por sua vez, ocorre nos dois sentidos. De um lado está o 
4 LOGÍSTICA REVERSA:
“Área da logística 
empresarial que planeja, 
opera e controla o fluxo e 
as informações logísticas 
correspondentes, do 
retorno dos bens pós-
venda e de pós-consumo 
ao ciclo de negócios ou ao 
ciclo produtivo, por meio 
dos canais de distribuição 
reversos.” (LEITE, P. 2006, 
p.16).
5 REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:
Consistiu-se em um 
conjunto de mudanças 
tecnológicas com profundo 
impacto no processo 
produtivo em nível 
econômico e social. Iniciada 
no Reino Unido em meados 
do século XVIII, expandiu-
se pelo mundo a partir do 
século XIX.
 2 ARMAZENAGEM 21
cliente, que busca obter informações sobre o produto que está adquirindo. Do 
outro lado, está o fornecedor, que necessita saber quais os reais desejos de seus 
clientes para atendê-los de maneira satisfatória ou até mesmo surpreendente.
Além destas definições, a logística possui aplicações específicas de acordo 
com a área de conhecimento, tais como: 
a) Logística Militar;
b) Logística de Eventos;
c) Logística do Agronegócio;
d) Logística Hospitalar;
e) Logística da Manutenção;
f) Logística Empresarial;
g) Logística Industrial.
Neste curso, o enfoque será dado à Logística Empresarial e à Industrial.
2.3 QUAL A ORIGEM DA EXPRESSÃO LOGÍSTICA?
Alguns autores defendem que o termo “logística” é originado da palavra grega 
logistiki, que significa contabilidade e organização financeira. Acredita-se que a 
expressão, com o sentido atual, derive do verbo francês loger, que significa alojar 
ou acolher. A princípio, foi usada para descrever movimentação, suprimento e 
manutenção de exércitos em ação. Mais tarde, utilizaram para descrever a ad-
ministração do fluxo de materiais numa organização, desde o fornecedor até o 
consumidor final. 
 SAIBA 
 MAIS
Do antigo ao moderno. Com relação ao período antigo, 
conheça o segredo das vitórias militares junto ao exército 
chinês com o uso da estratégia, no século IV a.C, em A Arte 
da Guerra de Sun Tsu. E referente aos dias atuais, explore um 
enfoque ambiental para a logística no livro Introdução à lo-
gística de Vitório Donato.
2.4 OBJETIVO
Para entendermos o objetivo da logística, precisamos entender o contexto 
em que ela está inserida atualmente. Após a Revolução Industrial5, um número 
crescente de empresas passou a atender mercados consumidores que, até então, 
eram carentes de produtos de consumo, especialmente nos períodos pós-guerra. 
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM22
Com a globalização e o avanço tecnológico, além do aumento do consumo em 
geral, as empresas logo atingiram níveis de qualidade de produtos satisfatórios 
e bastante parecidos. Então, como garantir que o produto seja consumido com 
tamanha concorrência? Desde então, o foco tem sido o nível de serviço6. Dentre 
as diversas características deste serviço, podemos destacar:
a) rapidez com a qual o produto chega às mãos do cliente. Isso pode significar 
surpreender o cliente por atendê-lo antes do prazo esperado;
b) customização oferecida ao cliente. Adaptar o produto às necessidades e de-
sejos específicos do cliente ou grupo deles;
c) serviço pós-venda7 com o objetivo de verificar o nível de satisfação do clien-
te, através de críticas, sugestões e solicitações.
Assim, o objetivo da logística é providenciar a entrada, a armazenagem e a 
saída dos materiais, na hora e na quantidade certas, em condições adequadas, 
levando as empresas e organizações ao aumento de produtividade, ampliação 
donível de satisfação dos clientes e à redução de custos. Ao entregar o produto 
certo, no momento e quantidade corretos, no local combinado, utilizando meios 
adequados e ao cliente certo, a logística aumenta a eficiência e a eficácia da em-
presa ao ganhar agilidade e reduzir os custos totais.
Figura 4 - Armazenagem
Fonte: DREAMSTIME, 2012.
6 NÍVEL DE SERVIÇO:
Base de exigência mínima 
para orientação da 
qualidade dos serviços 
prestados. O nível de 
serviço em geral é medido 
por indicadores que 
demonstram um índice 
percentual dos serviços 
prestados que atingiram a 
qualidade esperada.
7 PÓS-VENDA:
É a fase que se inicia 
logo após o momento da 
aquisição de um Produto ou 
Serviço de uma Empresa ou 
Organização.
8 SEGREGAÇÃO:
Separação.
 2 ARMAZENAGEM 23
 FIQUE 
 ALERTA
Satisfazer as necessidades do cliente, tais como: o tipo do 
produto, a quantidade ou o prazo para entrega não signi-
fica desconsiderar normas e legislação vigentes na região. 
Por exemplo, em alguns locais é proibido descarregar um 
veículo em determinados horários, por isso o profissional 
não deve praticar esta atividade mesmo que o cliente so-
licite.
2.5 QUE ATIVIDADES ESTÃO ENVOLVIDAS NA ARMAZENAGEM?
As atividades logísticas estão agrupadas em três etapas. São as etapas de rece-
bimento, conferência e endereçamento. Dentro de cada uma dessas etapas ocor-
rem as atividades mencionadas a seguir:
a) recebimento: são atividades relacionadas ao cadastro e aquisição de pro-
dutos de fornecedores externos. O principal objetivo é assegurar que o ma-
terial recebido seja exatamente o que foi especificado e negociado, propor-
cionando a aquisição em tempo hábil, ao menor custo total. As atividades 
envolvidas são:
 - planejamento dos recursos;
 - sequenciamento de veículos;
 - conferência de volumes.
b) conferência: atividade diretamente relacionada ao cadastro e aquisição de 
produtos de fornecedores externos. O principal objetivo é assegurar que o 
material recebido seja exatamente o que foi especificado e negociado, pro-
porcionando a disponibilização em tempo hábil. As atividades envolvidas 
são:
 - confronto entre o físico e a documentação de aquisição;
 - identificação dos materiais;
 - segregação8 dos materiais rejeitados;
 - garantia de qualidade.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM24
Veja abaixo um exemplo de conferência na armazenagem:
Figura 5 - Conferência na armazenagem
Fonte: STOCK.XCHNG, 2006a.
c) endereçamento: atividades relacionadas com a destinação final dos mate-
riais no armazém. O objetivo principal é ajudar na localização dos materiais, 
atingindo os níveis de serviço desejáveis com o menor custo total. As ativi-
dades que se aplicam são:
 - classificar o almoxarifado por categoria;
 - posicionamento dos materiais nas estantes;
 - armazenagem.
Durante o curso, você aprenderá em detalhes por que estas atividades são 
necessárias e os principais procedimentos técnicos dentro de cada uma delas.
 SAIBA 
 MAIS
Existe uma pequena diferença entre armazenagem e estoca-
gem. Armazenagem está relacionada ao acondicionamento 
físico de produtos ou à maneira como são acomodados. Es-
tocagem é o ponto de vista contábil e financeiro da mesma 
atividade, na qual se realiza o controle dos estoques, por 
exemplo, um inventário.
9 PREMISSA:
Acordos.
10 ALOCAÇÃO:
Destinar algo a um fim 
específico.
 2 ARMAZENAGEM 25
2.6 CADEIA DE SUPRIMENTOS
Uma rede, cadeia ou sistema é um conjunto de atividades correlacionadas ou 
interligadas. Pode-se dizer que a logística, definitivamente, caracteriza-se por um 
sistema interligado de atividades correlacionadas. Suas ações não podem ser vis-
tas de maneira isolada, pois são dependentes umas das outras. A integração das 
atividades logísticas é também chamada de cadeia logística ou de suprimentos. 
Em geral, alguns autores também a chamam de cadeia produtiva, de valor ou de 
demanda. Observe, abaixo, um exemplo de cadeia de suprimentos:
Figura 6 - Cadeia de suprimento
Fonte: SENAI, 2013.
O gerenciamento da cadeia de suprimentos ou SCM (Supply Chain Manage-
ment) refere-se às empresas que colaboram entre si para elevar o posicionamen-
to estratégico e para melhorar a eficiência das operações. Obviamente, o geren-
ciamento da cadeia de suprimentos não é realizado por uma única empresa. As 
operações nesta cadeia exigem processos gerenciais que extrapolam as áreas da 
empresa e contam com a cooperação de parceiros comerciais e clientes.
O objetivo desse sistema é reduzir os custos ao longo da cadeia, tendo em 
vista as necessidades e exigências dos clientes, oferecendo qualidade, pois a pre-
missa9 é entregar o que o cliente quer, nas condições apropriadas, com preços 
acertados e no momento em que ele deseja.
Segundo DORNIER (2000), as dificuldades da gestão da cadeia de suprimentos 
podem ocorrer devido à alocação10 descoordenada e fragmentada de responsa-
bilidades das diversas atividades da cadeia para diferentes áreas funcionais. Con-
sidera-se como essência da gestão da cadeia a visão desta como integradora e 
coordenadora das atividades de produção e logística.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM26
 RECAPITULANDO
Neste livro, você aprendeu os conceitos básicos de logística, fundamen-
tais para o seu desenvolvimento técnico na área. O breve histórico nos fez 
entender como as atividades envolvidas no processo logístico, há muitos 
anos, fazem parte da rotina humana e, atualmente, são tão significativas 
para o sucesso das empresas. 
Foi possível compreender como funciona a cadeia logística ou de supri-
mentos, que se inicia com o fornecedor, após passa para a etapa de pro-
dução e distribuição para, então, chegar ao cliente final. Lembre-se de que 
dentro destes processos estão envolvidas atividades essenciais e interliga-
das como a armazenagem, a movimentação de materiais, embalagem e 
transportes.
Anotações:
 2 ARMAZENAGEM 27
Formas de armazenagem 
de materiais
3
Neste capítulo, iremos abordar como funciona o processo de armazenagem de uma em-
presa. Também estudaremos importantes questões como a organização, limpeza e otimização 
dos espaços físicos, além do uso de equipamentos e outros aspectos.
Quando pensamos em formas de armazenagem, precisamos entender o principal objetivo 
desta, que consiste na guarda física dos suprimentos da empresa em espaços físicos específi-
cos. Para que isso aconteça, é importante determinar quais suprimentos deverão ser armaze-
nados, considerando fatores como:
a) custos de armazenagem;
b) custos de manutenção dos estoques;
c) coordenação entre a demanda e a oferta de produtos sazonais1.
Figura 7 - Custos de armazenagem
Fonte: SENAI, 2013.
Como uma das atividades de apoio da logística, a armazenagem significa a guarda dos pro-
dutos por um determinado período de tempo até o momento de sua consumação ou comer-
cialização. O autor Lambert (1998) enumera uma série de razões que justificam a armazena-
gem dos suprimentos para:
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM30
a) obter economia de transportes;
b) obter economia de produção;
c) aproveitar descontos por quantidades e compras antecipadas;
d) manter uma fonte de fornecimento;
e) apoiar políticas de serviço ao cliente da empresa;
f) atender condições de mercados em mudança (sazonalidade, concorrência);
g) superar diferenciais de tempo e espaço que existam entre os produtores e 
consumidores;
h) atingir uma logística de menor custo total em harmonia com um nível dese-
jado de serviço ao cliente;
i) apoiar programas Just-in-Time2 de fornecedores e clientes.
3.1 TIPOS DE ARMAZÉNS
Agora vamos tratar dos diversos modos de armazenar os materiais. A atividade 
de armazenagem pode ser realizada em diversos tipos de áreas, dentre as quais 
citamos as principais, que são:
a) armazém;
b) pátio;
c) galpão;
d) silos;
e) tanques;
f) esferas.
O que define o tipo da área de armazenagem é o estado físico do material que 
se deseja armazenar, isto é, se o material é um gás, liquido ou sólido. Ou ainda se 
está a granel ou embalado.
3.2 ARMAZENAGEM TRADICIONALO papel básico da armazenagem de suprimentos é a guarda de itens que aten-
dam às necessidades da área produtiva ou de vendas da empresa. Para que isto 
possa ocorrer, é preciso executar algumas etapas, são elas: 
a) recebimento: trata-se do ato de receber os materiais;
b) conferência: ação de realizar checagem física e documental do material;
1 PRODUTOS SAZONAIS:
Produtos com demanda 
que varia em determinados 
períodos do ano.
2 JUST-IN-TIME:
Sistema de administração 
da produção com a 
determinação de que 
nada deve ser produzido, 
transportado ou comprado 
antes da hora exata.
 3 FORMAS DE ARMAZENAGEM DE MATERIAIS 31
c) preservação: ato de realizar ações no intuito de manter as características dos 
materiais;
d) identificação: ação de identificar com códigos as embalagens;
e) endereçamento: ato de criar um local na área de armazenagem para o ma-
terial; 
f) separação de pedidos: ato de formar os pedidos;
g) expedição: retirada dos materiais do armazém quando solicitados;
h) registro das operações: ato de registrar em sistemas as baixas de estoque.
 SAIBA 
 MAIS
Para saber mais sobre preservação de materiais, consulte o 
livro de Vitório Donato Preservação de materiais: metodo-
logia para prevenção da falha prematura em materiais esto-
cados. Editora Érica.
A Figura 8 representa um típico armazém, com uma grande área para realiza-
ção de suas atividades básicas.
Figura 8 - Áreas de armazenagem com estrutura porta paletes e cantillever
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2010b; 2011c.
 VOCÊ 
 SABIA?
A armazenagem possui um aspecto de elevada conside-
ração que é a capacidade de causar impacto direto nos 
custos de todo o negócio, pois assimila significativa par-
cela dos custos logísticos considerando a cadeia como 
um todo.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM32
3.3 ARMAZENAGEM INFORMATIZADA (CÓDIGO DE BARRA, ETIQUETA 
 COM CÓDIGO DE BARRA)
Segundo FLEURY (2000), a armazenagem é uma das atividades mais tradicio-
nais da logística e tem passado por profundas transformações nos últimos anos. 
Essas mudanças refletem-se na adoção de novos sistemas de informação apli-
cados à gestão da armazenagem como: código EAN3 (European Article Number), 
sistemas automáticos de movimentação e separação de produtos, sistema RFID4 
e, até mesmo, a revisão do conceito do armazém como uma instalação com a 
principal finalidade de guardar produtos. Se bem utilizada, a tecnologia da infor-
mação torna-se um forte diferencial entre as empresas pela busca da excelência 
no atendimento ao cliente.
Um dos sistemas de gestão mais utilizado é o WMS (Warehouse Management 
System), que mapeia todas as áreas de um armazém e tem como principal carac-
terística otimizar as atividades operacionais, como o fluxo de materiais, e as ati-
vidades administrativas, como o fluxo de informações, melhorando os processos 
de recebimento, inspeção, endereçamento, estocagem e expedição.
O autor Banzato (1998) afirma que, atualmente, a armazenagem (uma das ati-
vidades dentro de uma cadeia de suprimentos) exige muito mais do que simples 
procedimentos automatizados. Ela necessita de sistemas de informação que pos-
sam tomar decisões rápidas e inteligentes. A rentabilidade das empresas também 
é afetada diretamente pela eficiência de seu processo, logo as melhores práticas 
devem ser executadas. Veja na figura abaixo um exemplo de armazenagem infor-
matizada.
Figura 9 - Tecnologia da Informação em um armazém
Fonte: SENAI, 2013.
3 EAN 13:
Código de barras padrão 
EAN. É um código de barras 
no padrão definido pela 
GS1 para a identificação dos 
itens, principalmente nos 
pontos de venda retalho 
(português europeu) 
ou varejo (português 
brasileiro). 
4 RFID:
Denominação de Radio 
Frequency Identification 
ou Identificação por 
radiofrequência.
5 INVENTÁRIO:
Operação de contagem 
física dos materiais e 
confronto com o registro 
dos estoques.
 3 FORMAS DE ARMAZENAGEM DE MATERIAIS 33
 VOCÊ 
 SABIA?
Que as áreas de armazenagem podem ser classificadas 
em função de suas finalidades e características? Assim, 
têm-se áreas de estantes, áreas de porta-paletes ou de 
cargas paletizadas, áreas livres de estocagem (bloca-
das), áreas de recebimento e expedição, áreas descober-
tas e áreas abertas.
A armazenagem passa a ter destaque fundamental em um processo de logís-
tica integrada, pois visa atingir a satisfação dos clientes quanto à velocidade das 
operações de movimentação de materiais, assim como proporciona também efi-
ciência na identificação e endereçamento dos produtos no estoque.
3.4 ARMAZENAGEM ROBOTIZADA
O avanço tecnológico é responsável por diversas modificações no mundo. Um 
desses avanços está fortemente atrelado à intensa robotização no processo in-
dustrial. A área de armazenagem está, cada vez mais, introduzindo robôs em seus 
processos, e estas máquinas são programadas para desempenhar movimentos 
rápidos, eficazes e padronizados, aumentando o nível de confiança de seus clien-
tes. 
A realidade dessa logística dentro de armazéns modernizados possibilita que 
veículos automatizados cruzem o chão carregando materiais em substituição aos 
operários humanos. A presença dessa tecnologia representa grande mudança, 
pois substitui o trabalho manual por processos automatizados. 
Um exemplo da eficiência da robotização dentro de um armazém é visto 
quando pedidos chegam para pegar itens depositados. Geralmente robôs movi-
dos à bateria são guiados por um sistema de controle informatizado. Esses robôs 
são chamados de Unidades de Disco, que seguem por um sistema de grade de 
códigos de barras, e navegam até as prateleiras móveis contendo o inventário5 
desejado. Abaixo, um exemplo deste processo.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM34
Figura 10 - Armazenagem utilizando um transelevador
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2013.
CASOS E RELATOS
Kiva, os robôs espertos que a Amazon comprou.
A Amazon (empresa norte-americana para a comercialização de produtos 
pela internet) está comprando da Kiva, fabricante de robôs, equipamentos 
de última geração para substituir os seres humanos e as empilhadeiras nos 
seus armazéns.
O negócio de 775 milhões de dólares deve ser finalizado no segundo tri-
mestre de 2011. Os robôs da Kiva não se parecem nem um pouco com 
C3PO e R2D2, do filme “Star Wars”, mas demonstram uma eficiência notá-
vel ao cuidar do armazém. O robô recebe ordens de um computador para 
buscar objetos num armazém. Quando encontra o volume desejado, faz 
um movimento de rotação para se fixar à pilha de caixas. Depois, segue 
para a avenida mais próxima e transita pelo menor caminho até o destino.
Neste local, um humano recebe o produto para embalar e despachar utili-
zando leitores de código de barras para conferir cada item a ser embalado, 
detectando eventuais erros. Isso deve evitar que o cliente que encomen-
dou uma camiseta tamanho M, cor vermelha, por exemplo, receba algo di-
ferente. Após oito horas de trabalho, o robô se encaminha a uma estação 
de recarga para reabastecer as baterias. A Kiva diz que seu sistema de robôs 
pode tornar a movimentação de mercadorias até três vezes mais rápidas 
se comparada a métodos tradicionais, tais como empilhadeiras ou esteiras 
transportadoras.
Fonte: REVISTA ABRIL, 2012.
 3 FORMAS DE ARMAZENAGEM DE MATERIAIS 35
3.5 PRINCÍPIOS E TÉCNICAS DE ARMAZENAGEM
Princípios da armazenagem são diretrizes, em um processo decisório, assumi-
dos por uma empresa para solucionar determinado tipo de problema.
As principais técnicas utilizadas na armazenagem dizem respeito à posição 
que certo material vai ocupar, isto é, material pesado deve ser localizado na base 
das estantes ou porta-palete para dar sustentação e evitar o tombamento. Já os 
materiais leves devem ocupar o topo destes locais.
 FIQUE 
 ALERTA
Quando for movimentar, manualmente, carga pesada, o 
almoxarife deve proteger sua coluna quanto a torção e 
esforço excessivo.
3.6 TIPOS DE EMBALAGENS
Já vimos, no capítulo anterior, que a atividade de embalar os materiais tem 
grande influência no sistema logístico e temcomo objetivo oferecer proteção, 
utilidade e comunicar o produto. Entretanto, a embalagem em si, enquanto obje-
to, possui diferentes funções de acordo com sua aplicação. Baseado nisso, como 
é possível classificar os tipos de embalagens utilizadas especificamente na movi-
mentação de materiais? Para o deslocamento de materiais, em pequenas distân-
cias, dentro de armazéns ou fábricas, normalmente esta atividade é denominada 
movimentação e são utilizados contentores ou contenedores. Este tipo de emba-
lagem é também adequado à movimentação mecânica, sejam os equipamentos 
automatizados ou não. Veja o exemplo na figura abaixo.
Figura 11 - Contentor de polietileno 
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2007b.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM36
A versatilidade dos contentores refere-se, usualmente, às suas vantagens du-
rante o processamento interno dos materiais. Moura (2005) explica:
O produto pode ser retirado da área de armazenagem, deslo-
cado entre as unidades de trabalho (máquinas) e transferido 
para o estoque ou para plataforma de embarque na expedição, 
tudo isso de forma prática e segura. As embalagens ainda po-
dem ser classificadas quanto ao tipo de movimentação, se 
manual ou mecânica (MOURA, 2005, p. 195). 
Veremos abaixo a definição destas.
3.6.1 EMBALAGENS UTILIZADAS NA MOVIMENTAÇÃO MANUAL
Este tipo de embalagem deve ter características específicas físicas que permi-
tam o seu manuseio de forma manual, por exemplo. A movimentação manual 
pode ser auxiliada por equipamentos mecânicos e objetos como alavancas, cor-
das, ganchos e pranchas para apoio da carga. Cargas pesadas, que não podem ser 
empilhadas, são movimentadas por equipamentos mecânicos.
 SAIBA 
 MAIS
Veja mais sobre embalagens no livro Manual do Almoxarife 
do autor Vitório Donato, editora Ciência Moderna. Nele pode 
encontrar informações sobre legislação, movimentação de 
carga, dispositivos de movimentação, equipamentos de mo-
vimentação, transporte e logística.
3.6.2 EMBALAGENS DE MOVIMENTAÇÃO MECÂNICA
São embalagens adequadas ao uso de equipamentos com ou sem a partici-
pação humana. Para isso, faz-se necessária uma padronização através da unitiza-
ção de cargas6. Esta possibilitará a adequação da embalagem aos equipamentos 
utilizados na movimentação da carga. Em outras situações, é possível combinar 
a movimentação manual com equipamentos motorizados, como uma esteira ro-
lante (vide Figura 12), sendo que a velocidade de trabalho do pessoal deve ser 
sincronizada com a da esteira.
6 UNITIZAÇÃO DE CARGAS:
Ato de tornar cargas avulsas 
em uma única.
 3 FORMAS DE ARMAZENAGEM DE MATERIAIS 37
Figura 12 - Movimentação manual versus mecânica
Fonte: DREAMSTIME, 2012.
Verifique a comparação entre os movimentos de uma operação manual e uma 
operação mecânica conforme apresentado na Figura 13.
Figura 13 - Movimentação manual versus mecanizada
Fonte: SENAI, 2013.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM38
CASOS E RELATOS
Racionalização da logística através do novo design de embalagens.
A Morsa é uma empresa no ramo de produção de lâmpadas de uso residen-
cial e industrial. A empresa pretende sobressair em um mercado cada vez 
mais concorrente. Para isso, investiu R$ 1.500,000,00 para reformular a ma-
neira como suas lâmpadas fluorescentes compactas são acondicionadas. 
As mudanças realizadas não se limitaram ao plano gráfico. Revisões dos 
formatos das embalagens primárias, secundárias e terciárias garantiram à 
empresa uma série de ganhos.
Inicialmente, o tamanho reduzido das embalagens rendeu ganhos nos 
despachos em caixas que melhor se adequavam aos -baús dos caminhões. 
Com isso, foi possível transportar 5% a mais de produtos por embarque no 
caminhão. Isso significa quase 3000 lâmpadas extras distribuídas para os 
clientes. 
Durante o armazenamento, as novas cartelas permitem mais peças por me-
tro quadrado. No varejo, garantem a exposição do dobro de produtos em 
comparação com as embalagens anteriores.
No total, o novo design atingiu 330 itens, distribuídos em treze famílias de 
lâmpadas. Segundo o diretor da empresa responsável pelas mudanças, “a 
padronização das embalagens permite inclusive melhor aproveitamento 
de material dentro da indústria gráfica, durante o processo de impressão”. 
As embalagens primárias são posteriormente acomodadas em caixas de 
papelão ondulado. Estes sim são verdadeiros ganhos para a empresa, para 
o cliente e para a natureza.
Fonte: REVISTA EMBALAGEM, nº 125, 2012.
3.6.3 EMBALAGENS RETORNÁVEIS
São embalagens que após sua utilização retornam ao processo produtivo. 
Quando pensamos em embalagens retornáveis, uma grande questão que surge 
é: como administrar o seu fluxo de retorno? Assim como qualquer material que 
faz parte da empresa, é necessária a realização do controle do estoque das emba-
lagens retornáveis. 
7 SEGREGAÇÃO:
Separação de um lote dos 
demais.
 3 FORMAS DE ARMAZENAGEM DE MATERIAIS 39
Figura 14 - Embalagens retornáveis
Fonte: SENAI, 2013.
 SAIBA 
 MAIS
Veja um pouco mais sobre esse tema no livro de DONATO, 
Vitório. Logística Verde. Editora Ciência Moderna.
Como visto durante o capítulo, uma das aplicações da embalagem é 
utilizá-la para o manuseio de produtos dentro de um processo produtivo. E é so-
bre o funcionamento da produção em uma organização que discutiremos no ca-
pítulo seguinte.
 RECAPITULANDO
Neste capítulo, você estudou as principais funções das embalagens. Além 
do conceito, foram examinadas as principais classificações destas funções, 
de acordo com suas características e funcionalidades. Aprendemos que 
uma embalagem pode ser diferenciada pelo seu nível, finalidade, movi-
mentação e utilidade. Vimos também às formas de armazenagem dos 
materiais: informatizada e robotizada. Por fim, constatamos que tanto as 
embalagens retornáveis como as embalagens não retornáveis podem ser 
reaproveitadas se houver um trabalho eficiente de segregação7.
Equipamentos utilizados 
na armazenagem
4
Neste capítulo, estudaremos os principais equipamentos e dispositivos utilizados na arma-
zenagem, a definição de embalagem para a logística e as classificações existentes, de acordo 
com a sua funcionalidade. Além disso, os tópicos finais abordarão o tema equipamentos e 
dispositivos utilizados na armazenagem em combinação com o assunto expedição. 
No interior de um armazém, em alguma parte do mundo, produtos são acomodados em 
caixas, tambores e sacos. Em uma prateleira de supermercado, nos surpreendemos escolhen-
do um produto essencialmente pela sua aparência, pois visualmente nos parecia mais atrativo. 
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM42
4.1 TIPOS DE EQUIPAMENTOS
A classificação dos equipamentos que são utilizados na movimentação pode 
ser realizada em quatro tipos básicos: 
a) veículos industriais;
b) equipamentos para elevação e transferência;
c) transportadores contínuos;
d) embalagens. 
Os equipamentos de movimentação são dispositivos muitos utilizados para 
as práticas de armazenagem, sendo possível encontrar no mercado vários tipos 
de equipamentos com tecnologias que proporcionam maior rapidez e segurança 
nos processos, pois é na escolha dos equipamentos que é possível determinar 
a melhor maneira, forma, técnicas e condições de armazenamento. Vejamos, a 
seguir, as definições e os exemplos de cada tipo.
 FIQUE 
 ALERTA
O técnico em logística tem que estar atento para o que 
determina a NR11 - Transporte, Movimentação, Armazena-
gem e Manuseio de Materiais.
4.1.1 VEÍCULOS INDUSTRIAIS
São equipamentos, motorizados ou não, que movimentam cargas em cami-
nhos variados, sendo necessário que o piso e o espaço sejam apropriados. Mano-
brar e transportar são as principais funções dos veículos industriais. Ex: carrinho 
de mão, carrinhos porta-paletes, empilhadeiras. Veja alguns tipos abaixo.
Figura 15 - Carrinho transporte de caixa e empilhadeira
Fonte: SENAI, 2013.
 4 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA ARMAZENAGEM 43
4.1.2 EQUIPAMENTOS PARA ELEVAÇÃO E TRANSFERÊNCIA
São equipamentos aéreos ou elevados, destinados a levantar e transferir car-
gas variadaspara qualquer ponto dentro de uma área limitada pelos trilhos de 
apoio e guias. Transferir em curtas distâncias materiais pesados, volumosos ou 
disformes é a sua função básica. Ex: pontes rolantes, guindastes, elevadores. Veja 
alguns tipos abaixo.
Figura 16 - Exemplo de guindaste e ponte rolante
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2011a; 2011b.
 SAIBA 
 MAIS
Para saber mais sobre equipamentos de armazenagem, 
consulte o livro de Reinaldo A. Moura intitulado Sistemas e 
Técnicas de Movimentação e Armazenagem de Materiais, 
do IMAM.
4.1.3 TRANSPORTADORES CONTÍNUOS
São equipamentos mecânicos ou por gravidade, que transportam continua-
mente cargas uniformes de um ponto a outro em uma trajetória fixa. Transportar 
é a principal função dos transportadores contínuos. Ex: rampas, transportadores 
de rolos, de correia, aéreos, pneumáticos. Veja alguns tipos abaixo.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM44
Figura 17 - Transportadores contínuos
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2009a.
4.1.4 EMBALAGENS, RECIPIENTES E UNITIZADORES
Em um grande navio, visto de perto ou pela televisão, observamos grandes e 
numerosas caixas retangulares empilhadas. Observe a Figura 18, exemplo de um 
navio cargueiro. 
Figura 18 - Navio cargueiro
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2012a.
O que esses objetos têm em comum? Todos eles são embalagens, que identifi-
cam e protegem produtos nelas contidas. Identificar, proteger e comunicar são as 
principais funções de uma embalagem. A diferença básica está no enfoque dado. 
Enquanto o marketing está atarefado em desenvolver embalagens que sensibili-
zem o consumidor, a logística busca escolher e desenvolver embalagens eficien-
tes para uso no sistema logístico. 
1 GRANÉIS:
O que está disposto em 
forma de grãos e não em 
pacotes ou caixas.
 4 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA ARMAZENAGEM 45
Para começar, o que é embalagem? Pode-se definir embalagem como todo 
dispositivo destinado a conter, proteger e identificar produtos e materiais no ci-
clo de movimentação, armazenagem e transporte em todos os modais. Ao de-
sempenhar essas funções, a embalagem ocupa espaço e adiciona peso e custo ao 
produto. Este custo deverá ser compensado pelo aumento da eficiência no siste-
ma logístico que a embalagem pode oferecer. Além deste aspecto, a embalagem 
pode reunir informações necessárias sobre o produto, como prazos de validade, 
serviço de apoio ao cliente, advertências sobre como acondicionar os produtos 
etc.
As embalagens são dispositivos de uso repetitivos, destinados a conter e pro-
teger o material no ciclo de movimentação e armazenagem. Podem ter caracterís-
ticas compatíveis para acondicionar granéis1 ou cargas unitárias. Variam também 
de acordo com o tipo de movimentação a ser realizada (manual ou mecânica). Ex: 
caixas, contentores, paletes e berços. Veja alguns tipos abaixo.
Figura 19 - Exemplo de contentor e caixa
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2011d.
 VOCÊ 
 SABIA?
As fontes de energia para os equipamentos de movi-
mentação podem ser humana, elétrica, hidráulica ou 
por combustão interna, com adoção de gasolina, diesel 
ou gás liquefeito (GLP).
4.2 EXPEDIÇÃO
A expedição é composta das atividades de verificação e carregamento das 
mercadorias nos veículos. Sempre que qualquer mercadoria troca de dono, é re-
alizada a conferência, ainda no momento da expedição. É então realizada a con-
tagem de peças, verificação de marcas e demais especificações. Desta forma, é 
possível certificar-se de que os produtos solicitados estão sendo embarcados. 
Assim como no recebimento, a conferência na expedição pode ser auxiliada por 
equipamentos de movimentação e eletrônicos que facilitam a atualização do es-
toque. Veja o exemplo a seguir: 
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM46
Figura 20 - Funcionário de supermercado realizando inventário
Fonte: SENAI, 2013.
 VOCÊ 
 SABIA?
As primeiras embalagens informativas foram feitas pe-
los romanos. A partir do desenvolvimento da confecção 
do vidro, os romanos informavam o nome do fabricante 
e do produto nas tampas dos recipientes feitas de argila 
ou chumbo.
CASOS E RELATOS
Chegada dos novos equipamentos de movimentação de carga no 
porto de Santos
O navio cargueiro “ZhenHua 14”, com bandeiras de San Vincent e Granadi-
nas, demandou o canal de acesso do Porto de Santos para a primeira atra-
cação no cais do terminal BTP – Brasil terminais. O navio fundeou2 na barra 
às 21h30 do dia 23/08, onde permaneceu aguardando a combinação de 
fatores favoráveis à sua atracação. A embarcação transportava os primeiros 
guindastes para o novíssimo terminal, ainda em fase de acabamento de sua 
construção pela empresa ZPMC em Shanghai.
Ao chegar ao terminal, o navio ancorou nas proximidades, aguardando 
preamar3 para atracação e posterior desembarque dos equipamentos. O 
detalhe é que os equipamentos vieram prontos, necessitando apenas se-
rem descarregados no local definitivo de trabalho.
Este tipo de movimentação facilita muito, pois os equipamentos já são re-
cebidos montados e prontos para operar, diferentemente do passado, que 
2 FUNDEOU:
Ancorou.
3 PREAMAR:
Maré baixa.
 4 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA ARMAZENAGEM 47
para este tipo de transporte o equipamento era embarcado desmontado e 
demandava muito tempo para sua montagem.
 RECAPITULANDO
Neste capítulo estudamos sobre os principais equipamentos utilizados na 
armazenagem. Foram examinadas as principais classificações dos equipa-
mentos de acordo com suas características e funcionalidades. Aprendemos 
que um equipamento pode ser diferenciado pelo seu nível, finalidade, tipo 
de movimentação e utilidade. Estudamos também sobre os transportado-
res contínuos utilizados tanto na armazenagem dos materiais como na ex-
pedição.
Instalações de armazenagem
5
Neste capítulo, você será convidado a conhecer um pouco mais da logística em suas téc-
nicas de armazenagem, rotinas e funções dos almoxarifados. Conhecerá também os espaços 
distintos para armazenar produtos e materiais, como: galpão, pátio, C.D, assim como o fluxo 
de recebimentos de cargas e seus tratamentos. Abordaremos tanto as técnicas de armazena-
gem, etapa fundamental para a organização e distribuição de materiais, como os métodos de 
controle de estoque.
Embarque nessa viagem logística
A armazenagem é considerada uma das atividades de apoio ao processo logístico para que 
a empresa possa estar em constante crescimento e desenvolvimento para captar e fidelizar 
cada vez mais clientes, bem como para atender às exigências de mercado.
A armazenagem abrange a gestão dos espaços necessários para manter os materiais na 
própria fábrica ou em armazéns terceirizados. Essa atividade é muito relevante, pois, muitas 
vezes, diminui a distância entre vendedor e comprador, além de envolver diversos processos 
como: localização, dimensionamentos, recursos materiais, recursos patrimoniais, pessoal es-
pecializado, fracionamento e consolidação de cargas, montagens e desmontagens, dentre ou-
tros. Veja a figura abaixo:
Figura 21 - Exemplo de armazenagem de materiais
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2012c.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM50
Os sistemas de gerenciamento de armazéns customizados visam garantir a 
segurança e a velocidade das informações na logística de armazenagem. Esses 
sistemas de gerenciamento, também chamados de WMS (Warehouse Manage-
ment System)1, são responsáveis pelo gerenciamento da operação no dia a dia 
de um armazém. Sua utilização está restrita às decisões totalmente operacionais, 
tais como: definição de rota de coleta, definição de endereçamento dos produtos, 
entre outras. 
As funções da armazenagem não se limitam ao recebimento, conservação, or-
ganização e expedição dos materiais. Também são inclusas nas suas rotinas tare-
fas administrativas e contábeis.
 SAIBA 
 MAIS
Para entender melhor esse assunto, consulte o livro Manual 
do Almoxarife, do autor Vitório Donato.
A armazenagem pode ser definida simplesmente como o ato de manter os 
materiais até que sejam solicitados. Esta definição consiste em receber materiais 
de um fornecedor, armazená-los, retirá-losdo estoque e expedi-los quando soli-
citados por um usuário. O sucesso no processo logístico é resultado da união de 
diversos fatores que compõem a rotina de armazenamento, e caso não possua 
planejamento, informação e qualidade, não será possível atingir os objetivos de 
satisfação dos clientes. Para entender melhor, conheça abaixo as técnicas de ar-
mazenagem:
a) recebimento (descarga);
b) identificação e classificação;
c) conferência (qualitativa e quantitativa);
d) endereçamento para estoque;
e) estocagem;
f) remoção do estoque;
g) acumulação de itens;
h) embalagens;
i) expedição;
j) registro das operações.
Pode existir diferença entre as atividades executadas por um armazém. De-
pendendo das necessidades e particularidades da empresa, as etapas citadas de 
armazenagem podem ser alternadas. Outras etapas executadas durante a arma-
zenagem podem ser efetuadas nas instalações dos armazéns. Exemplo: conserva-
1 WMS (WAREHOUSE 
MANAGEMENT SYSTEM):
Sistemas de gerenciamento 
de armazéns.
 5 INSTALAÇÕES DE ARMAZENAGEM 51
ção de peças, preparação de conjuntos, montagens e embalagens. Trataremos, 
neste capítulo, das técnicas de armazenagem de produtos e suas rotinas.
5.1 LAYOUT DE UM ARMAZÉM
Para que ocorra uma movimentação e a guarda eficiente dos materiais, é im-
portante que o armazém tenha um bom layout, pois somente assim os funcio-
nários poderão transitar com mais segurança e ter eficiência na movimentação 
dos materiais quando solicitados. A escolha do tipo de arranjo físico ou layout é 
imprescindível para o sucesso das operações logísticas de uma empresa.
Para definirmos o layout de um armazém, é preciso saber quais os tipos de 
produtos que irão ser mantidos em estoque, quais os recursos financeiros e o am-
biente competitivo no qual está inserida a organização. A definição destes itens 
possibilitará às empresas alcançar vantagem competitiva, reduzir os custos de 
mão de obra e aumentar a sua produtividade. Veja na imagem abaixo o exemplo 
do layout de um armazém.
Figura 22 - Layout de um armazém
Fonte: SENAI, 2012.
Os principais objetivos deste layout são a garantia da utilização máxima do seu 
espaço, a movimentação eficiente, a diminuição dos custos de armazenagem, a 
flexibilidade e a redução do tempo de movimentação e distância a ser percorrida 
pelos funcionários.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM52
5.2 DISPOSIÇÃO FÍSICA DOS MATERIAIS
Dispor fisicamente os materiais em um armazém significa localizar cada um 
dos produtos em locais previamente preparados e possibilitar que a empresa e 
seus funcionários operem com a máxima eficiência e menor custo operacional. 
O principal objetivo do sistema de localização em um almoxarifado é possibili-
tar encontrar imediatamente os produtos através de uma simbologia (códigos 
alfanuméricos) própria dos locais onde estão armazenados. Observe o exemplo 
abaixo.
Figura 23 - Exemplo da atividade de localização de produtos em um almoxarifado
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2009b.
Segundo Moura (1997), grande parte do trabalho realizado em um armazém 
consiste na movimentação de materiais. A escolha do tipo de arranjo físico ou 
layout é imprescindível para o sucesso das operações logísticas de uma empresa. 
Assim como a escolha da disposição dos suprimentos resultará em economias 
nos custos operacionais e no aumento da produtividade e eficiência dos funcio-
nários de um armazém. Moura ainda afirma que o modo pelo qual os materiais 
são localizados, estocados e movimentados tem uma influência decisiva sobre 
como é efetivamente utilizado o espaço.
Segundo Arnold (2006), não existe um sistema universal de localização que 
seja adequado para todas as ocasiões, mas vários sistemas básicos que podem ser 
utilizados. Ele afirma ainda que o sistema, ou sua combinação, depende do tipo 
de produto armazenado, do tipo de instalações de armazenagem necessárias, do 
processamento e do tamanho de pedidos. As principais políticas utilizadas pelos 
sistemas de localização em almoxarifados são:
a) agrupar os itens cujas características e funções sejam semelhantes, como 
ferragens com ferragens;
 5 INSTALAÇÕES DE ARMAZENAGEM 53
b) agrupamento de produtos que tenham giro rápido próximo da área de em-
barque e desembarque, pois assim se reduz a movimentação;
c) prática de agrupar os itens pesados e itens muito leves em instalações ade-
quadas;
d) separar os produtos classificados como perigosos dos produtos não peri-
gosos.
Segundo Moura (1997), os principais modelos de localização dos suprimentos 
são a localização centralizada e descentralizada ou flutuante.
5.2.1 LOCALIZAÇÃO CENTRALIZADA
Refere-se à disposição de todos os materiais organizados em uma única área 
central até que sejam usados. A escolha deste tipo de disposição física dependerá 
de uma série de fatores, dentre eles a distância entre a área de estocagem e a de 
produção. Vejamos, a seguir, as vantagens e desvantagens da localização centra-
lizada.
a) Vantagens:
 - maior controle do estoque (inventários) e supervisão das operações;
 - registros de um único local de armazenagem;
 - menor número de mão de obra empregada;
 - maior concentração de materiais em um único local;
 - facilidade na realização de auditorias e inventários;
 - uso de menor número de equipamentos de movimentação.
b) Desvantagens:
 - distância do almoxarifado pode aumentar o tempo de ressuprimento;
 - usuários podem sofrer perdas com atrasos no atendimento de pedidos;
 - concentração de pedidos em um único local ocasiona gargalos no atendi-
mento.
5.2.2 LOCALIZAÇÃO DESCENTRALIZADA OU FLUTUANTE
São utilizadas várias áreas onde são armazenados os diferentes tipos de supri-
mentos. Veja abaixo as vantagens e desvantagens da localização descentralizada. 
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM54
c) Vantagens:
 - menor distância entre a área de armazenamento e o usuário;
 - maior nível de serviço;
 - maior disponibilização dos suprimentos;
 - maior velocidade para a entrega dos suprimentos.
d) Desvantagens:
 - maior número de mão de obra empregada;
 - necessidade de maior número de equipamentos de movimentação;
 - usuários podem sofrer perdas com atrasos no atendimento de pedidos, 
desorganização ou avarias;
 - menor utilização cúbica por item;
 - aumento das despesas administrativas.
Outro tipo de localização apresentado por Moura (1997) e Arnold (2006) é o de 
armazenamento no ponto de uso, que consiste na estocagem dos suprimentos 
muito próximo à área de produção ou ao local que serão utilizados. Este tipo de 
localização permite às empresas aumentarem os seus estoques, bem como os 
seus custos de armazenagem, porém melhoram o acesso para os usuários.
CASOS E RELATOS
Avon e Boticário focam em boas práticas
As boas práticas de fabricação para produtos de higiene pessoal, cosmé-
ticos e perfumes envolvem procedimentos rígidos em todas as etapas do 
processo, visando garantir a qualidade do produto. Um bom exemplo pode 
ser visto nas empresas Avon e Boticário, cujos cuidados começam no rece-
bimento de materiais.
É importante que os materiais (matérias-primas, componentes de 
embalagem, produtos de limpeza, documentações, peças, equipamentos, 
utensílios etc.) estejam devidamente identificados para serem armazenados 
nos locais apropriados a fim de evitar contaminação, bem como manter a 
sua integridade para a finalidade de uso.
A aquisição e o recebimento de materiais devem seguir procedimentos 
operacionais escritos e todos os envolvidos devem ser treinados. Para qual-
quer parâmetro em desacordo com o procedimento, deve-se tomar ações 
2 PICKING:
Atividade responsável 
pela coleta do mix correto 
de produtos, em suas 
quantidades corretas da 
área de armazenagem para 
satisfazer às necessidades 
do consumidor.
 5 INSTALAÇÕES DE ARMAZENAGEM 55
corretivas, resume Débora Hiramatsu, supervisora da garantia da qualidade 
Avon Cosméticos.
Segundo as boas práticas do recebimento dos materiais, cada recebimento 
deve ser inspecionado e identificado de acordo com os critérios estabeleci-dos pela empresa, e todos os registros devem ser documentados e ser ras-
treáveis. Já a amostragem e as análises (físicas, químicas e microbiológicas, 
quando aplicáveis) devem ser representativas do lote recebido.
Fonte: REVISTA CIÊNCIA DA VIDA, 2011, p. 392.
5.3 ARMAZÉM
Armazém é um espaço físico em que se depositam matérias-primas, produtos 
semi ou acabados à espera da transferência ao ciclo seguinte da cadeia de supri-
mento. Os armazéns agem como reguladores do fluxo de mercadorias entre a 
disponibilidade (oferta) e a necessidade (procura) de fabricantes, comerciantes e 
consumidores. Veja abaixo o exemplo de um armazém.
Figura 24 - Armazém
Fonte: STOCK.XCHNG, 2002.
Nestas instalações, procede-se à recepção das mercadorias, sua identificação, 
preservação, realização da função picking2 e expedição. Muitas vezes, a armaze-
nagem é aproveitada para incorporar valor. Isto pode fazer-se por via de persona-
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM56
lização do produto, acabamentos finais, embalagem e rotulagem, montagem de 
kits, entre outras operações.
5.4 PÁTIO
O pátio é uma área para armazenamento e movimentação de cargas onde 
existem vias para circulação interna possibilitando movimentação de produtos, 
podendo ter acesso ferroviário, correias, dutovias e guindastes para transportar 
e movimentar as cargas entre suas áreas de armazenamento em terra e os termi-
nais marítimos localizados nos píeres3. Veja, abaixo, o exemplo de um pátio.
Figura 25 - Pátio de container
Fonte: STOCK.XCHNG, 2007a.
5.5 GALPÃO
Espaço com piso concretado e coberto, utilizado para diversas finalidades 
como armazenamento de cargas e produtos que necessitam ser protegidos das 
intempéries. O projeto de um galpão pode ser em estrutura de madeira, metálica, 
concreto (moldado no local ou pré-moldado), alvenaria ou outros materiais. Na 
cobertura, podem ser utilizadas telhas fibro-cimento, aço, alumínio, lonas, lajes 
de concreto etc. 
No projeto de construção de um galpão, devem ser observadas as necessida-
des requeridas, como:
a) tipo de piso;
3 PÍERES:
Estrutura construída sobre a 
água, destinada à atracação 
de barcos.
 5 INSTALAÇÕES DE ARMAZENAGEM 57
b) dimensões;
c) pé-direito (altura entre o piso e a estrutura superior);
d) qual o tipo de fechamento lateral (alvenaria, placas pré-moldadas, telha 
etc.);
e) necessidade de ventilação;
f) acessos etc.
Os galpões podem ter escritórios, áreas destinadas à armazenagem, vestiários, 
banheiros etc. Observe abaixo a imagem de um galpão.
Figura 26 - Galpão logístico
DECORLIT, 2010. 
 VOCÊ 
 SABIA?
Existem diferenças entre Galpão e Pátio. O Pátio é uma 
área aberta, porém com piso preparado e área delimi-
tada. Já o galpão é uma área com cobertura e também 
com piso preparado, não necessitando possuir paredes.
CASOS E RELATOS
Investir em galpões está interessante
Os condomínios logísticos e galpões industriais passam por um momen-
to virtuoso de investimentos em todo o Brasil. Esses imóveis servem tanto 
como base de distribuição de produtos para empresas de varejo quanto 
para que companhias industriais instalem fábricas e unidades produtivas. 
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM58
Hoje é enorme o número de empresas que busca galpões nas proximida-
des das cidades do país e não encontra algo que atenda completamente às 
suas necessidades.
Para as empresas brasileiras, alugar este tipo de imóvel representa a opor-
tunidade de instalação nas proximidades dos grandes centros, sem gran-
des investimentos. As reduções de custos logísticos e de manutenção auxi-
liam na compensação de parte das despesas com os aluguéis. Já para quem 
gosta de investir em imóveis comerciais como fonte de renda, os galpões 
representam uma forma de alcançar uma rentabilidade mais elevada. Se-
gundo Sandra Ralston, vice-presidente da consultoria Colliers, o retorno 
médio de quem compra hoje um galpão alcança 10,5% ao ano. No caso 
de torres de escritórios de alto padrão, a rentabilidade seria mais baixa e 
estaria próxima a 9,5%.
O tempo de construção de um condomínio logístico gira em torno de seis 
a oito meses. Já para erguer um prédio comercial em uma região nobre 
como a Avenida Faria Lima, no centro financeiro de São Paulo, é possível 
que se transcorram quatro anos. O risco de que o mercado já não esteja 
mais em um excelente momento quando as chaves forem entregues, 
portanto, é bem maior. Isso é particularmente importante na tomada de 
decisão dos investidores neste momento, já que há grandes dúvidas sobre 
o desempenho da economia em 2012.
Fonte: REVISTA ABRL, 2012.
5.6 CENTRAL DE DESTRIBUIÇÃO (CD)
Um centro de distribuição, também conhecido como C.D, é uma unidade 
construída com a finalidade de abrigar materiais oriundos das indústrias para des-
pachá-los a outras unidades, filiais ou clientes, como por exemplo, os varejistas. 
De acordo com o entendimento da ASLOG - Associação Brasileira de Logística, 
centro de distribuição é uma unidade de armazém que tem por objetivo manter 
um “pulmão” de mercadorias na distribuição física. 
A implantação de C.D’s na cadeia de abastecimento surge da necessidade de 
se obter um estoque intermediário para distribuir produtos com mais eficiência, 
flexibilidade e dinâmica, isto é, capacidade de resposta rápida em face de pro-
curas cada vez maiores, frequentes e urgentes. Segundo os autores Pizzolato & 
Pinho (2003), cada empresa deve analisar a conveniência de possuir poucas ou 
muitas áreas de armazenagem, ou seja, centralizar versus descentralizar a distri-
 5 INSTALAÇÕES DE ARMAZENAGEM 59
buição, em oposição aos custos resultantes e à qualidade do serviço oferecido ao 
cliente.
Outra vantagem deve-se ao fato de que este elo localizado entre fábrica e o 
varejo permite o atendimento adequado a diversos pontos de venda menores, 
como lojas, supermercados e distribuidoras, com uma elevada taxa de entrada e 
saída de produtos. Veja o exemplo de um C.D abaixo.
Figura 27 - Central de distribuição
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2013.
Segundo Almeida (2004), outro fato importante com relação aos C.D’s é que, 
nos últimos anos, com a consolidação dos operadores logísticos no cenário nacio-
nal, estes centros saíram do papel secundário que tinham até então e passaram a 
fazer parte da estratégia logística das empresas nacionais.
5.7 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS
Se por um lado o layout refere-se à arrumação física do ambiente, por outro, a 
movimentação de materiais requer caminhos a percorrer ao longo do processo. 
A interligação entre estes caminhos está no fato de que quanto mais adequado 
às necessidades da empresa for o layout, mais eficiente será a movimentação. O 
layout ideal é aquele que procura minimizar a distância total percorrida com uma 
movimentação melhor entre os materiais, com a maior flexibilidade possível e 
com custos de armazenagem reduzidos.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM60
 VOCÊ 
 SABIA?
Que existe um método para gestão das movimenta-
ções? Trata-se do Kanban de Movimentação, também 
chamado de Kanban de Transporte, que é um sinal que 
autoriza a movimentação física dos materiais entre o 
fornecedor e o cliente.
 
Figura 28 - Movimentação de carga paletizada
Fonte: STOCK.XCHNG, 2008.
 FIQUE 
 ALERTA
Só pode operar empilhadeira o funcionário que for habili-
tado. Esta habilitação deve ser renovada anualmente por 
empresa credenciada.
É difícil generalizar sua forma, pois o layout deve ser idealizado para atender 
requisitos específicos e, independentemente deste fator, é importante que com-
partilhe dos mesmos objetivos da movimentação de materiais. O layout depende 
muito do tipo do sistema produtivo aplicável à empresa (no caso de uma fábrica) 
ou do tipo do sistema de manuseio (no caso de um armazém), a saber:
a) facilitar o processo de manufatura: 
- minimizar gargalos; 
- agilizar o despacho do pedido ao cliente. 
b) minimizar movimentação de materiais:
- aumentar o controle;
- reduzir custos;
- reduzir avarias.
 5 INSTALAÇÕES DE ARMAZENAGEM 61
c) manter flexibilidade de arranjo:
- flexibilidadenos métodos e equipamentos;
- coordenação dos sistemas de movimentação;
- planejamento de expansões.
d) manter alto desempenho dos processos:
- velocidade constante de produção;
- redução do tempo de ciclo e da quantidade de material em processo.
e) otimizar o investimento no equipamento:
- menor tempo improdutivo por máquina;
- menor número de movimentações desnecessárias entre as operações.
f) fazer uso econômico da área:
- melhor utilização da área;
- utilizar movimentação do processo produtivo.
g) promover uso eficiente da força de trabalho: 
- reduzir a movimentação manual;
- fazer uso eficiente de contentores.
h) promover segurança, conforto e o interesse do funcionário:
- reduzir ao máximo a fadiga;
- melhorar o conforto;
- elevar a autoestima.
Dessa forma, é válida uma análise cuidadosa no planejamento do layout de 
movimentação, para que este contemple, de forma ágil e prática, uma possível 
necessidade de expansão do espaço destinado à armazenagem.
 SAIBA 
 MAIS
Que tal se aprofundar neste conteúdo? Uma boa sugestão 
é o livro Gestão logística de cadeias de suprimentos. Dos 
autores BOWERSOX. ; CLOSS.; e COOPER.
5.8 SERVIÇOS LOGÍSTICOS
Com o advento da globalização, os níveis de qualidade desejados pelos mer-
cados consumidores têm se elevado essencialmente. Este processo traz como 
consequência uma mudança na postura e no comportamento adotado pelas em-
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM62
presas. A inovação na gestão deixa de ser apenas uma questão de fortalecimento 
do processo de fidelização de clientes e satisfação de parceiros, fornecedores e 
acionistas, e passa a ser uma questão de sobrevivência das empresas. Não é possí-
vel falarmos em sucesso empresarial sem voltarmos todas as atenções e cuidados 
para com os processos e serviços logísticos, uma vez que estes estão totalmente 
inseridos no contexto pela busca da plena satisfação dos clientes. Veja abaixo o 
exemplo de um serviço logístico. 
Figura 29 - Serviço de armazenagem
Fonte: STOCK.XCHNG, 2006b.
 RECAPITULANDO
Neste capítulo, conhecemos os métodos que fazem parte das técnicas de 
armazenagem na logística, bem como as especificidades geradas em arma-
zenar produtos. Conhecemos as especificidades do layout de um armazém 
e, no item sobre disposição física de materiais, aprendemos as vantagens e 
desvantagens da localização centralizada e da localização descentralizada 
ou flutuante. Abordamos sobre os métodos de controle de entrada e saída 
de produtos, as diferenças entre galpão, pátio, CD e armazém. Aprendemos 
mais sobre a movimentação de materiais e os serviços logísticos. No decor-
rer do curso, você conhecerá mais profundamente como aplicar essas téc-
nicas. A cada momento de novos conhecimentos, a evolução é contínua!
Anotações:
 5 INSTALAÇÕES DE ARMAZENAGEM 63
Automação na armazenagem
6
Neste capítulo, abordaremos o processo de automação na armazenagem e como as ativi-
dades de unitização das cargas, as formas de unitização, os métodos de rastreamento e formas 
de picking se beneficiam com a automação.
A automação na armazenagem é a área dentro da logística voltada ao controle e automa-
ção dos processos logísticos, utilizando-se para isso de elementos sensores, elementos atuado-
res, sistemas de controle, sistemas de supervisão e aquisição de dados e outros métodos que 
utilizem os recursos da elétrica, eletrônica, mecânica e da informática nas atividades logísticas.
Ao final da década de 1960, o advento dos CI - Circuitos Integrados permitiu o desenvolvi-
mento de computadores de pequeno porte que logo foram utilizados para controle on-line de 
processos produtivos. Em 1969 surgiram os primeiros controladores, daí com a miniaturização 
foi possivel o desenvolvimento dos microcontroladores que nada mais são que um CI incor-
porado em um chip, composto por processador, entradas, saídas e memória. Através de uma 
programação feita pelo técnico, os microcontroladores podem controlar suas saídas, tendo 
como referência as entradas ou um valor pré-determinado no programa. 
Em 1970, foram incorporados aos microprocessadores, os dispositivos denominados Con-
troladores Lógicos Programáveis (CLPs). Este dispositivo foi concebido para controlar e au-
tomatizar equipamentos e processos, devendo reagir e apresentar respostas a estímulos no 
menor tempo possível. Um CLP é constituído basicamente por uma fonte de alimentação, uma 
Unidade Central de Processamento (UCP), memórias de programa e memória de dados, dis-
positivos de entrada e saída e terminal de programação. Por apresentar tamanho reduzido e 
baixo consumo são muito utilizados em automação e controle. Exemplos: controle de transe-
levadores, controles remotos, máquinas de escritório e residenciais, brinquedos, sistemas de 
supervisão etc. Enfim, eles são uma alternativa eficiente e barata para controlar muitos proces-
sos e aplicações.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM66
6.1 UNITIZAÇÃO DAS CARGAS
Esta técnica consiste no acondicionamento e arrumação de diversas merca-
dorias ou mercadorias do mesmo tipo, em um só volume, formando assim uma 
carga padronizada. Seu objetivo principal é facilitar a movimentação das merca-
dorias com a redução do trabalho manual e ampliação dos meios mecânicos.
Segundo Moura (1951, p.146):
A unitização de cargas consiste na combinação de uma quanti-
dade de materiais acondicionados em uma única unidade 
maior, com o objetivo de se efetuar a movimentação total 
desta plataforma de embarque, do expedidor até a de recebi-
mento (MOURA, 1951, p.146).
Veja o exemplo na figura abaixo.
Figura 30 - Exemplo de unitização de cargas
Fonte: SENAI, 2013.
6.2 FORMAS DE UNITIZAÇÃO
Existem várias formas de unitização de cargas, dentre elas, podemos destacar:
a) paletização;
b) pré-lingagem;
c) enfardamento.
1 PALETES:
São plataformas para apoio 
e acondicionamento de 
cargas com dimensões 
padronizadas e dispositivos 
para encaixe de “garfos” 
da empilhadeira, para 
movimentação e 
deslocamento da carga.
 6 AUTOMAÇÃO NA ARMAZENAGEM 67
Dentre todas as formas de unitização existentes, a mais utilizada é a paletiza-
ção. Neste sentido, iremos abordá-la de forma mais aprofundada, deixando as 
outras a serem mais exploradas ao longo do curso.
 FIQUE 
 ALERTA
Para fins econômicos, a unitização auxilia a movimenta-
ção, armazenagem e transporte de produtos, fazendo com 
que a transferência do ponto de origem até o seu destino 
final seja com o mínimo de manuseio possível, reduzindo, 
desta forma, as possibilidades de lesão corporal no traba-
lhador.
6.2.1 PALETIZAÇÃO
A paletização é bastante utilizada em fábricas e armazéns, nos quais a movi-
mentação e o acondicionamento de cargas ocorrem de forma bastante dinâmi-
ca. Para tanto, são utilizadas estruturadas denominadas paletes1. Veja o exemplo 
abaixo.
Figura 31 - Exemplo de paletização de materiais
Fonte: SENAI, 2013.
 VOCÊ 
 SABIA?
O equipamento unitizador mais empregado é o con-
têiner. Acredita-se que o contêiner tem sua origem na 
década de 30 e, já em 1955, o exército norte-americano 
utilizava-o para o transporte de carga. Em 1956, a em-
presa de navegação Sealand fez o primeiro transporte 
de contêiner de uso comercial, embarcando em um 
navio 58 unidades. Em 1957, tem-se notícia do início de 
operação do que pode ser chamado o primeiro navio 
porta-contêiner com capacidade para 226 unidades.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM68
Os paletes, em sua estrutura física, podem ser de madeira, chapa de aço, fibra 
ou de material polimérico2 e são utilizados conforme sua necessidade de acondi-
cionamento e o modal3 utilizado. Por exemplo, para a aviação, são adotados pa-
letes leves, normalmente confeccionados em alumínio. Nos armazéns, os paletes 
ficam acondicionados e arrumados em plataformas denominadas porta-paletes. 
Veja as figuras abaixo.
Figura 32 - Palete de madeira
Fonte: SENAI, 2013.
Figura 33 - Palete de polietileno
Fonte: SENAI, 2013.
6.2.2 PRÉ-LINGAGEM
É uma forma de unitização que utiliza diversos cabos de aço ou cintas para 
unir cargase realizar um movimento único. Neste método de unitização, a carga é 
condicionada em redes especiais de nylon ou cabos, de forma a proporcionar fácil 
manuseio por guindastes, permitindo o aumento da velocidade de carregamento 
e descarregamento.
2 POLIMÉRICO:
Material conhecido 
popularmente como 
plástico.
3 MODAL:
Termo utilizado para 
identificar o tipo de 
transporte a ser utilizado.
 6 AUTOMAÇÃO NA ARMAZENAGEM 69
Figura 34 - Movimentação de carga utilizando a lingada
Fonte: SENAI, 2013.
6.2.3 ENFARDAMENTO
Este método é utilizado para o recolhimento e armazenamento de materiais 
a granel, podendo ser utilizadas ferramentas manuais ou mesmo máquinas de-
nominadas enfardadeiras. Por exemplo: o armazenamento do feno em fardos re-
quer menos mão de obra, evita em grande parte as perdas de folhas de forragens 
frágeis, como as leguminosas e reduz a necessidade de espaço para armazena-
gem entre metade até um quarto do que seria necessário para forragem não en-
fardada. É importante destacar que se deve evitar o armazenamento de forragem 
enfardada com umidade excessiva, uma vez que implica em risco de desenvolver 
mofos, deteriorando a qualidade do feno, podendo até mesmo ocorrer autocom-
bustão.
6.3 RASTREAMENTO
A evolução da internet, aliada às novas formas de fazer tecnologia da informa-
ção, tem cada vez mais subsidiado as operações logísticas, sobretudo no que se 
refere ao planejamento e controle. Esta crescente utilização, especialmente em 
sistemas de rastreamento e monitoramento, tem sido frequentemente impulsio-
nada pelo aumento no nível de exigência dos clientes.
Para atender a todo este movimento, as empresas especializadas em opera-
ções logísticas têm ampliado sistematicamente seus recursos no desenvolvimen-
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM70
to, aprimoramento e uso destas novas tecnologias, fidelizando assim seus atuais 
clientes e buscando atender as novas oportunidades de parceria.
Dentre as diversas modalidades de sistemas, as mais adotadas são o sistema 
de rastreamento (GPS) e o monitoramento de cargas por escolta física.
CASOS E RELATOS
Walmart cria serviço de rastreamento dos produtos perecíveis
A empresa Walmart implantou um programa que permite ao cliente acom-
panhar, no site da empresa, todo o processo da cadeia alimentar por meio 
do uso de código de barras disponível nas embalagens. O projeto “Quali-
dade Selecionada e Origem Garantida” garante informações sobre as loca-
lidades exatas e os caminhos que os produtos percorreram até chegarem 
às suas mesas. O primeiro produto lançado nesta plataforma, contou com 
cortes diferentes da carne de marca própria, o “Campeiro”, que iniciou a 
produção no Rio Grande do Sul.
As carnes serão comercializadas inicialmente nas lojas de São Paulo. Po-
rém, o serviço deve estar disponível em todos os Estados em meados de 
setembro. O programa de rastreabilidade é uma das metas estabelecidas 
pela empresa em 2009, no “Pacto pela Sustentabilidade”, firmado com seus 
principais fornecedores.
Entre os compromissos assumidos pela empresa estão a identificação da 
origem e localidade de produção de 100% dos fornecedores da rede (até 
2013), a ampliação da oferta e estímulo ao consumo e a implementação de 
um sistema de rastreabilidade para 100% da cadeia de pescados produzi-
dos ou explorados no território brasileiro (até 2016).
Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO, 2010.
 SAIBA 
 MAIS
Para conhecer mais sobre armazenagem, consulte o livro de 
Reinaldo A. Moura, Sistemas e Técnicas de Movimentação 
e Armazenagem de Materiais do IMAM.
 6 AUTOMAÇÃO NA ARMAZENAGEM 71
6.4 GLOBAL POSITIONING SYSTEM (GPS)
O rastreamento de cargas, a cada dia que passa, torna a acessibilidade do 
cliente perante o fornecedor mais interativa, permitindo localizar em tempo real 
a posição da frota nos serviços da entrega de produtos.
Permite também ao fornecedor monitorar as rotas, as paradas e as ocorrên-
cias durante o percurso na rota planejada, fornecendo dados importantes ao seu 
cliente na previsão de entrega da mercadoria.
TelecomGPS
GPRS
GSM
Servidor
Cartogra�a
Figura 35 - Global Positioning System
Fonte: SENAI, 2013.
Os operadores logísticos atuam com o desafio constante de desenvolver no-
vas estratégias para satisfazer o cliente, mantendo os valores de seus serviços 
competitivos em relação a seus concorrentes, dentro da realidade de mercado e 
com uma relação custo versus benefício positiva para seus clientes.
O sistema de posicionamento global, conhecido por GPS, é um sistema de na-
vegação por satélite, conectado a um receptor móvel instalado em um veículo. 
Este processo de troca de dados permite identificar um grande contingente de in-
formações inerentes a este veículo, sendo capaz de informar a uma determinada 
base, a localização deste, sua velocidade, consumo de combustível e, até mesmo, 
se houve abertura de qualquer porta ou compartimento do veículo. Além deste 
elenco de informações, tal sistema também é capaz de, em caso de roubo de ve-
ículo, travar todo sistema de alimentação do motor, fazendo com que este não 
seja capaz de funcionar.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM72
6.5 LOGÍSTICA INBOUND E OUTBOUND
O grande desafio dos operadores logísticos é fazer com que as operações se-
jam executadas com a máxima eficiência possível, tanto no que se refere a cus-
to, quanto no atendimento às expectativas dos clientes, com destaque especial 
ao cumprimento dos prazos. Para auxiliar neste processo, as operações podem 
acontecer inbound ou outbound. Veja abaixo a definição destas:
6.5.1 OPERAÇÕES LOGÍSTICAS INBOUND
É parte da logística que corresponde ao conjunto de operações associadas ao 
fluxo de materiais e informações desde a fonte de matérias-primas até sua entra-
da na fábrica.
6.5.2 OPERAÇÕES LOGÍSTICAS OUTBOUND
Passado o processo produtivo, os produtos acabados precisam chegar até o 
consumidor final.
Observe na Figura 36 o exemplo destas operações.
Figura 36 - Exemplo de logística inbound e outbound
Fonte: SENAI, 2013.
A forte evolução apresentada na logística e em seus processos é consequência 
da conjunção de diversos fatores, dentre os quais podemos destacar o crescimen-
to no consumo, quer seja em função do aumento do poder aquisitivo, quer seja 
pelo aumento no mix de produtos4 ofertados com lançamento de novos mode-
los, cores e embalagens.
Você conhecerá, a seguir, a importância das atividades de picking na logística, 
fundamental ao bom desempenho da atividade logística.
4 MIX DE PRODUTOS:
Linha de produtos que o 
cliente comercializa. O mix 
é composto por famílias ou 
subfamílias de produtos 
que procuram responder 
a uma necessidade global 
e idêntica de vários 
consumidores. A introdução 
de um novo produto no mix 
pode exigir a retirada de 
outro.
 6 AUTOMAÇÃO NA ARMAZENAGEM 73
6.5.3 SISTEMAS DE SEPARAÇÃO
A atividade de separação pode ser definida como a atividade responsável pela 
coleta e embalagem do mix correto de produtos, visando satisfazer os pedidos 
do consumidor. Dessa forma, estaremos focando a atividade de coleta do pedido, 
conhecido como order picking, ou simplesmente picking. Veja o exemplo na figura 
abaixo.
Figura 37 - Atividade de picking
Fonte: SENAI, 2013.
Existe um número grande de sistemas desenvolvidos para a atividade de pi-
cking, e a sua escolha deve considerar as características específicas da operação, 
tais como: 
a) variedade de itens;
b) tamanho das unidades de separação;
c) velocidade de operação;
d) características dos produtos manuseados (como peso, forma e grau de fra-
gilidade);
e) tolerância a erros na separação;
f) orçamento disponível. 
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM74
 VOCÊ 
 SABIA?
A atividade de picking proporcionou novos investimen-
tos nesta área, principalmente nos sistemas de separa-
ção. Para termos uma ideia da representatividade dos 
custos desta atividade, o picking é responsável, em mé-
dia, por 60% dos custos de um centro de distribuição.
Com o desenvolvimento dos sistemas pick by Light5 e pick by Voyce6, foi possí-
vel usar a tecnologiade automação no controle do fluxo de material no intuito de 
aperfeiçoar os processos de acordo com as necessidades e reduzir consideravel-
mente os custos da logística de separação de pedidos.
Os sistemas de pick by Light e pick by Voyce são adequados para separação e 
preparação de pedidos com uma frequência de rotatividade de 5 a 10 artigos por 
dia. O sistema Multilight (múltiplos locais de separação de pedidos) é indicado 
para áreas com um baixo nível de frequência de rotatividade.
 RECAPITULANDO
Estudamos, neste capítulo, o conceito de unitização no transporte de car-
gas e suas técnicas de paletização, pré-lingagem e enfardamento. Abor-
damos a importância quanto ao rastreamento e a monitoração de cargas 
e conhecemos as características dos sistemas de separação. Aprendemos 
os significados e o propósito da logística inbound e outbound, ampliando 
nossos conhecimentos pelo mundo da logística.
5 PICK BY LIGHT:
Solução em separação e 
preparação de pedidos com 
o comando de ação por 
lâmpadas.
6 PICK BY VOYCE:
Solução em separação e 
preparação de pedidos com 
o comando de ação por voz.
Anotações:
 6 AUTOMAÇÃO NA ARMAZENAGEM 75
Controle de inventário
7
Neste capítulo, estudaremos o que é um inventário, bem como os tipos e as formas de rea-
lizar os controles durante a execução deste.
Segundo Dias (2005), toda empresa deve manter sua estrutura de materiais com políticas e 
procedimentos bem definidos. Dessa maneira, uma das funções da área da logística é manter 
a precisão nos registros de estoque, pois toda a movimentação deste deve ser registrada pelos 
documentos adequados. Para que uma empresa verifique o seu estoque, ela realiza um inven-
tário físico dos bens.
Na Figura 38, observamos uma funcionária de um estabelecimento varejista realizando o 
inventário das mercadorias à venda.
Figura 38 - Funcionária de supermercado tailandês realizando inventário
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2007c.
O inventário físico de bens é a contagem de todos os materiais armazenados. É realizado o 
confronto com os registros de estoque da empresa para verificação da acurácia dos controles 
do estoque. É vital para qualquer negócio ter um controle preciso dos estoques em todos os 
momentos.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM78
Deste modo, o inventário visa confrontar a realidade física dos estoques em 
um determinado período, com os registros contábeis correspondentes no mes-
mo período. Veja abaixo um exemplo de relatório analítico de inventário.
00000000001
00000000001
00000000001
00000000001
00000000001
00000000001
00000000001
00000000001
00000000001
00000000001
NÃO REGISTRADO:
INVENTÁRIO: 9
00000000001
00000000001
00000000001
00000000001
00000000001
ENCONTRADO
ENCONTRADO
ENCONTRADO
ENCONTRADO
ENCONTRADO
ENCONTRADO
ENCONTRADO
ENCONTRADO
ENCONTRADO
ENCONTRADO
NÃO ENCONTRADO
NÃO ENCONTRADO
NÃO ENCONTRADO
NÃO ENCONTRADO
NÃO ENCONTRADO
CÓDIGO EXMPLAR SITUAÇÃO
INVENTÁRIO: 9 - Inventário 1/2007
Relatório de Inventário - Analítico
Data: 14/12/2009
Hora: 06:30:35
Página 1 de 1
20th Century Limited
29 Missing
722 Miles
74-Gun Ship Bellona
A Century of Subways
A Conductor Tells Unauthorized Train Stories
A Great & Shining Road
A Journey Into Florida Railroad History
A Memory of Trains
A Photo Album of Ohio's Canal Era, 1825-1913
A Press of Canvas
A Streamboat Named Sabino
A Treatise on Maritime Law
Ac Moore Valentines / Winter L a Asst
20th Century Limited
TÍTULO
Figura 39 - Modelo de relatório de inventários analítico
Fonte: SENAI, 2013.
Para caracterizar-se como inventário, a contagem dos itens do estoque deve 
ser efetuada periodicamente e obedecer a uma programação prévia, onde a em-
presa deve efetuar a contagem física de matérias-primas, produtos em processo, 
mercadorias e/ou produtos acabados e, posteriormente, confrontar com as quan-
tidades indicadas no sistema. A realização do inventário serve para:
a) identificar e eliminar diferenças em valor monetário, entre o estoque físico 
e o contábil;
b) identificar e eliminar diferenças entre o registro (virtual) e o físico (quantida-
de real na prateleira);
c) realizar apuração de valor total do estoque (contábil) para efeito de balan-
ços ou balancetes1. Neste caso, o inventário é realizado próximo ao encerra-
mento do ano fiscal2;
d) outras finalidades.
Adquirir um software específico para realizar e controlar o inventário é um 
investimento valioso, pois esse processo demanda extrema atenção por parte 
dos gestores. Quando se faz a contagem dos materiais é possível que ocorram 
diversos problemas, sendo que os mais comuns são gerados devido à falta de pla-
nejamento e utilização de mão de obra sem qualificação, pois muitas empresas 
1 BALANÇOS OU 
BALANCETES:
Demonstração das 
informações contábeis.
2 ANO FISCAL:
Período de tempo escolhido 
para fazer a demonstração 
de resultados contábeis de 
uma empresa.
 7 CONTROLE DE INVENTÁRIO 79
subestimam a importância de um bom inventário físico e acabam utilizando mão 
de obra não qualificada para o serviço. Outro fator consiste em manter os regis-
tros atualizados após a conclusão do inventário físico. Para isso, é necessário que 
a organização adote forte política de controle com normas e procedimentos bem 
definidos. Veja na figura abaixo o exemplo de um controle de inventário.
Figura 40 - Exemplo de controle de inventário
Fonte: SENAI, 2013.
7.1 ACURÁCIA
A acurácia de estoques refere-se à diferença entre os valores físicos e os valo-
res dos registros do sistema (valor contábil). O cálculo do valor da acurácia é feito 
com a seguinte fórmula:
Acurácia dos registros =
registros de sistema
x 100
registros contados
Sendo que um índice de acurácia de 100% representa um ideal que deve ser 
perseguido. Porém, devido às grandezas dos estoques, faz-se necessário definir 
uma tolerância aceitável para as diferenças entre os dados físicos e os registros do 
sistema (CÔRREA, 2001). O quadro abaixo demonstra um exemplo do processo 
de obtenção do grau de acurácia de estoques em uma empresa.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM80
DEMONSTRATIVO DA ACURÁCIA DE ESTOQUE
ITEM CONTAGEMFÍSICA
REGISTRO DE
SISTEMAS
ACURÁCIA
(%)
TOLERÂNCIA
(%)
ACEITO NÃO ACEITO
1
2
3
4
5
6
7
8
9
94
96
96
96
98
99
110
104
97
102
97
100
99
96
97
110
105
100
1,08
1,01
1,04
1,03
0,97
0,97
1
1
1,03
2
5
5
2
2
2
0
0
5
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Quadro 1 - Demonstrativo da acurácia de estoque
Fonte: CORREA, 2001.
7.2 MODALIDADES DE CONTAGENS DO ESTOQUE
Os tipos mais comuns de inventários utilizados para efeito de manutenção da 
acurácia dos estoques e mensuração contábil/financeira são de duas espécies: 
inventários gerais e inventários cíclicos.
7.2.1 INVENTÁRIOS GERAIS
Realizado ao final do exercício fiscal, onde todos os itens de estoque são veri-
ficados de uma única vez, em um período muito curto, possibilitando as recon-
ciliações, análise das causas das divergências e, consequentemente, os ajustes 
necessários.
7.2.2 INVENTÁRIOS CÍCLICOS
São também conhecidos como contagens cíclicas programadas e existem 
mais fortemente, segundo alguns autores, para melhor verificar a qualidade das 
informações do sistema de inventário do que para checar as quantidades reais 
existentes no estoque.
Para monitorar a qualidade dos dados em estoques, as empresas fazem inven-
tários rotativos mensais (cíclicos). Neste processo, alguns itens em estoque são 
contados fisicamente e o número total de artigos a serem contados é dividido 
 7 CONTROLE DE INVENTÁRIO 81
pelo número total de dias úteis, resultando no número de artigos a serem con-
tados em cada período de tempo, fazendo com que, no final do período, todos 
os itens previstos tenham sido contados pelo menos uma vez no ano (CÔRREA. 
2001).
As contagens cíclicas, como exemplificadas na Figura 40, são realizadas com 
mais frequência, porém se concentram cada mês em uma quantidade de itens. 
Desta forma, ao final de um período determinado, todos os itens contidos no ar-
mazémestarão contados e inventariados independentemente das várias catego-
rias de estoque (matéria-prima, embalagens, suprimentos, produtos em processo 
ou acabados).
Figura 41 - Exemplo de contagem cíclica programada
Fonte: SENAI, 2013.
Para esse tipo de inventário, os estoques podem ser divididos em 3 (três) gru-
pos, a saber:
a) grupo 1: itens mais significativos são analisados 3 (três) vezes ao ano, pois 
representam maior valor em estoque e a produção é imprescindível;
b) grupo 2: item de importância intermediária quanto ao valor de estoque, 
estratégia e manejo. Estes serão inventariados 2 (duas) vezes ao ano;
c) grupo 3: itens com menor valor de estoque são inventariados 1 (uma) vez 
por ano.
Preparação e planejamento para o inventário:
Para a execução de um bom inventário é importante providenciar alguns itens:
a) folhas de convocação e serviços, definindo os convocados, datas, horá-
rios e locais de trabalho;
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM82
b) fornecimento dos meios adequados de registro de qualidade e quanti-
dade para uma correta contagem;
c) reanálise da arrumação física;
d) método da tomada do inventário e treinamento;
e) atualização e análise dos registros;
f) cut-off para documentação e movimentação de materiais a serem inven-
tariados.
 SAIBA 
 MAIS
Para conhecer mais sobre controle de inventário, consulte 
o livro Curso de contabilidade para não contadores, dos 
professores José Carlos Marion e Sérgio de ludicibus. 7. ed. 
São Paulo: Atlas, 2011.
Cut-Off são os cortes nas operações de compras e recebimento, de vendas e 
expedição com o intuito de manter a exatidão nas diversas contas contábeis onde 
serão realizadas as contagens físicas. É um dos procedimentos mais importantes 
de um inventário, pois se não for bem organizado pode ser corrompido. Consiste 
também em um mapa detalhado dos últimos quatro documentos emitidos antes 
da contagem (nota fiscal, notas de entrada, requisição e devolução de materiais). 
Na data da contagem, não é recomendado que os fornecedores entreguem ma-
teriais durante o período do inventário, para que não sejam misturados com os 
que já constam na empresa.
7.3 CONCILIAÇÃO CONTÁBIL
Por intermédio dos lançamentos contábeis, todas as ocorrências que, de uma 
forma direta ou indireta, afetem o patrimônio das empresas devem ser registra-
das pela contabilidade. Nesse procedimento podem ocorrer erros que, se não 
forem identificados e corrigidos, farão com que as demonstrações contábeis, fi-
nanceiras e de resultados não reflitam a real situação patrimonial das empresas. 
Assim, para a garantia da qualidade dos registros, utilizam-se a classificação e 
conciliação contábil.
 7 CONTROLE DE INVENTÁRIO 83
Figura 42 - Conciliação contábil
Fonte: SENAI, 2013.
 VOCÊ 
 SABIA?
Para iniciar o processo de encerramento de um inven-
tário, é necessária a realização das movimentações 
contábeis e que os saldos de todas as contas contábeis 
estejam corretos, ou seja, os saldos contábeis devem 
corresponder exatamente aos saldos reais existentes na 
data de encerramento.
Os erros mais comuns detectados no final de um inventário são: 
a) valores lançados a mais ou a menos;
b) troca de materiais;
c) inversão de lançamentos;
d) lançamento em duplicidade;
e) omissão de lançamento;
f) desvios, entre outros.
Para a correção dos erros de lançamentos, os métodos mais utilizados são es-
torno de lançamento, lançamento complementar e retificador. Para detectar os 
erros, é necessário realizar uma conciliação contábil de todas as contas utilizadas 
pela contabilidade. Vejam o exemplo de como realizar uma conciliação contábil 
para detectar um erro: se o item tiver, na data de 31/12, um saldo físico de 976 
unidades, esta quantidade deve coincidir com o saldo existente no controle extra 
contábil da mesma data, ou seja, o total de estoque que possuir no almoxarifado 
da empresa em 31/12 deve ser exatamente o saldo da conta estoque.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM84
 FIQUE 
 ALERTA
É de bom termo fazer a conciliação contábil sempre que 
fechar um inventário, desta forma não permanecerá o erro 
de inventário, o que impactará em outros eventos contá-
beis.
As contas de estoque devem estar conferindo obrigatoriamente com o total 
da posição do inventário a cada trimestre ou com o fechamento anual do balan-
ço. Se a empresa apura o  Imposto de Renda  anual com suspensão ou redução, 
mês a mês deve manter um relatório de estoque atualizado não sendo necessário 
o registro no Livro de Inventário. 
Livro
Contábil
Livro Contábil
Figura 43 - Livro contábil
Fonte: SENAI, 2013.
Uma das boas práticas da área contábil deve atentar para o preço unitário de 
cada mercadoria ou produto, avaliando as mercadorias pelo valor das últimas 
aquisições menos o ICMS3. No caso de fabricação de produtos, a matéria-prima 
pode ser avaliada pelo preço das últimas aquisições menos o ICMS e IPI4. Os pro-
dutos acabados, avaliados por 70% do maior preço de venda (sem deduzir o 
ICMS), e os produtos em elaboração avaliados por 56% do maior preço de venda 
(sem deduzir o ICMS).
CASOS E RELATOS
Sistemas de gerenciamento de estoque
O sistema do Wal-Mart ajuda a manter sua marca registrada “preço baixo 
todo dia” dizendo aos gerentes de loja quais produtos estão vendendo e 
quais estão ocupando espaço nas prateleiras e no depósito. Os sistemas de 
3 ICMS:
Imposto sobre Circulação 
de Mercadorias e Serviços.
4 IPI:
Imposto sobre Produtos 
Industrializados.
 7 CONTROLE DE INVENTÁRIO 85
gerenciamento de estoque são a regra para tais organizações, mas empre-
sas e fornecedores menores também os utilizam. 
Os sistemas garantem que os clientes tenham sempre o que eles querem 
em quantidade suficiente e equilibra a meta com a necessidade financei-
ra do varejista para manter o estoque o menor possível. Inventários mal 
gerenciados significam clientes desapontados, grandes quantidades de di-
nheiro retido em depósitos e vendas mais lentas. 
Fatores como ciclos de produção mais rápidos, proliferação de produtos, 
contratos de produções multinacionais e a natureza das grandes lojas fa-
zem destes sistemas uma necessidade.
Fonte: HSW, 2012. 
7.4 INDICADORES
A mensuração do desempenho organizacional tem sido objeto da atenção das 
empresas, sendo a forma encontrada para manter a acurácia dos estoques e uma 
das principais medidas utilizadas para representá-lo. Há, contudo, uma série de 
questões sutis relacionadas à conceituação e operacionalização dos indicadores 
de desempenho que frequentemente recebem a devida atenção dos contadores, 
o que pode afetar a sua validade, bem como prejudicar a comparabilidade entre 
diferentes empresas.
7.4.1 AI - ACURÁCIA DO INVENTÁRIO
Mede a taxa percentual (%) de acurácia entre o estoque físico e contábil, con-
forme o seguinte procedimento: 
a) primeiro: meça a acurácia item a item;
b) segundo: verifique o número de itens corretos em relação ao total de itens 
inventariados, para obter o índice geral.
Fórmula de Cálculo:
AI por Item =
Quantidade física do item
x 100
Quant. do item no sistema
AI Geral =
Número de itens com 100% de acurácia
x 100
Total de itens inventariados
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM86
A frequência para a medição é mensal ou a cada contagem do item. O per-
centual das práticas de mercado em operações que trabalham com o inventário 
cíclico ou rotativo varia entre 95% e 98%. Nos casos em que apenas é realizado o 
inventário físico geral, o índice varia entre 90% e 95%.
 RECAPITULANDO
Inicialmente, tratamos sobre os conceitos e modalidades mais aplicadas à 
gestão dos estoques, especialmente no que se refere aos sistemas de in-
ventários físicos e os respectivos ajustes contábeis exigidos para conciliar 
as divergências entre o estoque físico e o estoque virtual, contidos no sis-
tema informatizado.
Estudamos também a acurácia do inventário, como item estratégico da 
gestão de estoque, bem como suas fórmulas de cálculos correspondentes. 
Vimos também às modalidades de inventários mais aplicadas atualmente: 
os inventáriosgerais e as contagens cíclicas de estoque, com foco na im-
portância de cada uma e detalhamento maior para o item contagem cíclica 
programada.
Na sequência, mostramos a conciliação contábil e sua importância para a 
gestão dos estoques, e como esta é aplicada dentro do sistema de inven-
tário de uma organização. Por último, porém de grande importância nesse 
contexto, apresentamos alguns indicadores exigidos para realização dos 
inventários com a devida segurança contábil e a credibilidade exigida para 
os dados coletados.
Anotações:
 7 CONTROLE DE INVENTÁRIO 87
Segurança do trabalho
8
A área da segurança e saúde ocupacional tem como objetivo identificar, avaliar e controlar 
situações de risco, proporcionando um ambiente de trabalho mais saudável e seguro para as 
pessoas.
Destacam-se entre as principais atividades da segurança do trabalho a prevenção de aci-
dentes, a promoção da saúde e a prevenção de incêndios.
A Legislação brasileira define o acidente de trabalho como toda redução ou perda de ca-
pacidade para trabalhar que seja causada por fatores externos e traumáticos relacionados ao 
trabalho. 
Um acidente de trabalho é aquele que se verifique no local e no tempo de trabalho, produ-
zindo lesão corporal, perturbação funcional ou doença que resulte em redução na capacidade 
de trabalho, de ganho financeiro, ou que provoque a morte. Não se considera acidente de 
trabalho um dano sem repercussão na capacidade para trabalhar ou que tenha origem extra-
laboral (fora do trabalho).
Neste capítulo, abordaremos os procedimentos de segurança que interferem diretamente 
no trabalho do técnico em logística, como a organização dos armazéns, o uso do EPI e do EPC. 
Faremos também uma breve abordagem sobre a legislação na área de movimentação de ma-
teriais.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM90
8.1 ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS DE ARMAZENAGEM
Em geral, a segurança em um armazém depende de três fatores: 
a) organização do espaço;
b) utilização dos equipamentos;
c) treinamento dos funcionários. 
A seguir, conheça algumas orientações úteis sobre cada um destes aspectos:
8.1.1 ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO
a) ruas e corredores largos;
b) sistemas de mão única;
c) sinais claros de direção e localização;
d) eliminação de curvas acentuadas; 
e) iluminação adequada;
f) sistema de combate ao fogo;
g) separação do tráfego para pedestres e para os veículos.
8.1.2 UTILIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS
a) identificação da necessidade de equipamentos auxiliares;
b) escolha de equipamentos corretos;
c) manutenção preventiva;
d) evitar manobras arriscadas (virar o veículo carregado rapidamente e/ou 
acelerando). 
8.1.3 TREINAMENTO DOS FUNCIONÁRIOS
a) levantamento manual de cargas considerando aspectos ergonômicos;
b) supervisão das áreas de plataforma;
c) ter interesse positivo nas atitudes do colega e tentar resolver quaisquer con-
flitos;
d) treinamento específico para cada equipamento ou veículo;
e) treinamento para primeiros socorros.
1 PRIMEIRA REVOLUÇÃO 
INDUSTRIAL:
Conjunto de mudanças que 
aconteceram na Europa nos 
séculos XVIII e XIX.
 8 PROCEDIMENTO DE SEGURANÇA 91
8.2 LEGISLAÇÃO
Conforme dados históricos, até o início da Primeira Revolução Industrial1 
existiam poucos relatos sobre acidentes e doenças originadas do ambiente de 
trabalho. Nesta época, havia predominância do trabalho escravo e do trabalho 
manual. Com a chegada da máquina a vapor, esse cenário foi modificado tendo 
como características a concentração de várias pessoas em um mesmo espaço, 
a divisão de tarefas, o aumento da produtividade, a força motriz, dentre outros 
fatores que fizeram com que o trabalhador passasse a conviver em um ambiente 
hostil e agressivo. Neste contexto, os riscos de acidentes e doenças originadas do 
trabalho começam a surgir com rapidez e a necessidade de leis que garantissem 
a segurança do trabalhador se tornou ainda mais iminente.
Figura 44 - Tecelagem no século XIX
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, 2007a.
Diante dessas transformações e com o aparecimento de graves problemas, o 
cenário na linha industrial passou por transformações. O aumento da produção 
nas indústrias mostrou a fragilidade do trabalhador, pois a competitividade insta-
lada entre o trabalho das máquinas e o trabalho braçal do homem revelou que ele 
não pode ser comparado a uma máquina. A amplitude do capitalismo e do con-
sumo agia de forma desleal, pois enquanto uma pequena parcela da sociedade 
lucrava, e o clima para estes era de progresso, o cenário do trabalhador consistia 
em um grau alto de miserabilidade, doenças e mutilações.
Após anos de luta, foi criada a principal norma legislativa brasileira referente 
ao Direito do trabalho que é a CLT - Consolidação das Leis de Trabalho. Esta nor-
ma foi criada em 1943, através do decreto de lei sancionado pelo então presiden-
te Getúlio Vargas. A CLT unificou toda a legislação trabalhista brasileira, tendo 
como objetivo principal a regulamentação das relações individuais e coletivas de 
trabalho nela previstas.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM92
Na área de movimentação de materiais, entretanto, os principais artigos da 
CTL que se aplicam estão presentes no capítulo 5, Seção X, e dizem respeito à 
Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Segundo o Artigo 182, 
“O Ministério do Trabalho estabelecerá normas sobre:
I - as precauções de segurança na movimentação de materiais, 
nos locais de trabalho, os equipamentos a serem obrigatoria-
mente utilizados e as condições especiais a que estão sujeitas 
a operação e a manutenção desses equipamentos, inclusive 
exigências de pessoal habilitado;
II - as exigências similares relativas ao manuseio e à 
armazenagem de materiais, inclusive quanto às condições de 
segurança e higiene relativas aos recipientes e locais de arma-
zenagem e os equipamentos de proteção individual;
III - a obrigatoriedade de indicação de carga máxima permitida 
nos equipamentos de transporte, dos avisos de proibição de 
fumar e de advertência quanto à natureza perigosa ou nociva 
à saúde das substâncias em movimentação ou em depósito, 
bem como das recomendações de primeiros socorros, de 
atendimento médico e símbolo de perigo, segundo padroni-
zação internacional, nos rótulos dos materiais ou substâncias 
armazenadas ou transportadas.
Parágrafo único - As disposições relativas ao transporte de ma-
teriais aplicam-se, também, no que couber, ao transporte de 
pessoas nos locais de trabalho”.
 8 PROCEDIMENTO DE SEGURANÇA 93
Figura 45 - Livro da CLT
Fonte: SENAI, 2013.
 VOCÊ 
 SABIA?
No Brasil, a higiene e segurança do trabalho foram ele-
vadas à hierarquia constitucional em 1946.
Referente aos trabalhadores da área de movimentação de materiais, o Artigo 
183 da CLT rege que: “As pessoas que trabalharem na movimentação de materiais 
deverão estar familiarizadas com os métodos raciocinais de levantamento de car-
gas”. Fonte: BRASIL. CONSOLIDAÇÃO DA LEIS TRABALHISTA, ANO .P. 
O Ministério do Trabalho estabeleceu NR’s - Normas Regulamentadoras - re-
lativas a essas leis, baseadas na CLT. Entre as principais regras aplicáveis à Movi-
mentação de Materiais, podemos citar:
a) NR5: trata da CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que tem 
por objetivo a prevenção de doenças e acidentes do trabalho, através do 
controle dos riscos presentes na organização.
b) NR9: aborda sobre os riscos ambientais, que são considerados agentes físi-
cos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho e capazes 
de causar danos à saúde do trabalhador em função da sua natureza, concen-
tração ou intensidade de exposição.
c) NR11: explana sobre o transporte, movimentação, armazenagem e manu-
seio de materiais e tem como finalidade a normalização das atividades de 
manuseio de cargas, especificamente no caso de sacarias.
d) NR15: explica sobre as atividades e operações insalubres, que são conside-
radas as que afetem a saúde do trabalhador durante o tempo de trabalho. 
No caso das atividades de manuseio de cargas, deve-se considerar as taxas 
de metabolismoregulamentadas nesta norma.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM94
e) NR17: discorre sobre a ergonomia, que refere-se à melhoria das condições 
de trabalho e bem-estar dos trabalhadores.
 FIQUE 
 ALERTA
É quase impossível falarmos de movimentação de mate-
riais sem mencionarmos a segurança na movimentação e 
o uso dos EPI’s e EPC’s (que serão abordados no próximo 
item), que são indispensáveis neste processo.
A OIT é uma organização internacional para o desenvolvimento das questões 
relacionadas ao trabalho. Na mesma época da sua criação, começam a acontecer, 
no Brasil, convenções que com o decorrer do tempo vão incorporar na legislação 
trabalhista os artigos que mudariam o cenário do homem trabalhador no país. 
Citamos algumas convenções adotadas pela OIT e suas propostas:
a) Convenção 103: Amparo à maternidade;
b) Convenção 134: Prevenção de acidentes de trabalho aos marítimos;
c) Convenção 148: Proteção dos trabalhadores contra os riscos, devido à con-
taminação do ar, ruído e vibrações no local de trabalho;
d) Convenção 127: Peso máximo das cargas;
e) Convenção 136: Proteção contra os riscos de intoxicação provocados pelo 
Benzeno2.
 SAIBA 
 MAIS
No início do século XX, com a criação da Organização Inter-
nacional do Trabalho (OIT), formatada pelo Tratado de Ver-
salhes, a preocupação com a saúde e integridade física do 
trabalhador começou a ter mais ênfase, e a OIT representou 
uma grande conquista. Para saber mais, consulte, nos sites 
de busca, e explore o portal da Organização Internacional do 
Trabalho.
8.3 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)
EPI é todo dispositivo de uso individual, podendo ser de fabricação nacional 
ou estrangeira, que tem a viabilidade de proteger a saúde e a integridade físi-
ca dos trabalhadores. Todo trabalhador que, em suas atividades, estiver exposto 
a riscos deve obrigatoriamente utilizar EPI, sendo responsável por sua guarda e 
conservação e, em caso de apresentar defeitos ou problemas, deve assinar docu-
mento para assumir as suas ações. 
A legislação específica que trata de EPI na segurança e saúde do trabalhador é 
estabelecida pela CLT. A Lei nº 6514, de dezembro de 1977, estabelece, no capí-
tulo V, a regulamentação da segurança e medicina no trabalho. A Seção IV desse 
2 BENZENO:
Hidrocarboneto classificado 
como aromático. Principal 
produto quimico da 
indústria petroquímica.
3 CERTIFICADO DO MTB:
Documento emitido 
pelo MT atestando a 
funcionalidade de um 
equipamento de proteção.
4 SANÇÃO:
Penalidades.
 8 PROCEDIMENTO DE SEGURANÇA 95
capítulo da lei, composta pelos artigos 166 e 167, estabelece a obrigatoriedade 
de a empresa fornecer o EPI gratuitamente ao trabalhador e de ser utilizado ape-
nas com o CA - Certificado de Aprovação emitido pelo Ministério do Trabalho e 
Emprego. Os EPI’s mais comuns são:
a) avental;
b) roupas de proteção; 
c) luvas; 
d) proteção respiratória; 
e) proteção facial/ocular (máscaras e óculos);
f) proteção auricular;
g) calçados;
h) capacetes.
Confira na Figura 46 os diversos tipos de EPI’s.
Figura 46 - Equipamento de Proteção Individual
Fonte: DREAMSTIME, 2012.
A regulamentação do uso de EPI’s está composta na NR6, da Portaria 3.214/78, 
cujos pontos principais são:
a) EPI só pode ser vendido mediante certificado do MTB3, devendo estar em 
perfeito estado de conservação e funcionamento;
b) empregador e seus prepostos devem fiscalizar o uso dos EPI’s;
c) EPI’s devem ser adequados à atividade do trabalhador;
d) empregador deve treinar o empregado para o correto uso do EPI;
e) empregador deve tornar o uso obrigatório de EPI, devendo, inclusive, impor 
sanção4 imediata ao empregado que não o utilizar (a hipótese, aliás, sujeita 
o empregado à demissão por justa causa, conforme o caso);
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM96
f) EPI’s danificados devem ser imediatamente substituídos.
A coexistência de equipamentos de segurança no trabalho coletivos e indivi-
duais impõe importante indagação, a saber: o fornecimento de Equipamento de 
Proteção Coletiva – EPC, por exemplo, para ruídos, eliminaria a obrigatoriedade 
de fornecimento do respectivo EPI? Como medida de proteção à segurança e hi-
giene dos empregados no meio ambiente do trabalho, o equipamento de prote-
ção mais utilizado pelas empresas é o EPI, entretanto, cada vez mais, empresas 
têm utilizado o EPC, especialmente para enclausuramento de ruídos.
O princípio norteador da NR9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambien-
tais, no que se refere à utilização de EPI, é semelhante àquele estabelecido pela 
NR6 - Equipamento de Proteção Individual. Essa norma, apresentada no ANEXO 
A, estabelece a regulamentação relativa aos seguintes itens:
a) definição; 
b) certificado de aprovação (obrigatoriedade); 
c) situações passíveis de uso do EPI; 
d) lista de EPI’s; 
e) competência para a recomendação do uso de EPI; 
f) obrigações do empregador; 
g) obrigações do empregado; 
h) obrigações do fabricante e do importador de EPI; 
i) certificado de aprovação (validade); 
j) restauração, lavagem e higienização de EPI;
k) obrigações do Ministério do Trabalho e Emprego; 
l) fiscalização.
 SAIBA 
 MAIS
A legislação referente às questões de segurança e saúde do 
trabalhador (Lei nº 6514, NR6 e NR9) pode ser obtida no por-
tal do Ministério do Trabalho e Emprego e os procedimentos 
para avaliação de conformidade de produtos e a legislação 
correspondentes podem ser obtidos no portal do INMETRO.
8.4 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC)
Como o próprio nome já diz, são equipamentos utilizados para proteção cole-
tiva de trabalhadores expostos a riscos. Os EPC’s mais comuns são: 
a) enclausuramento acústico de fontes de ruído;
 8 PROCEDIMENTO DE SEGURANÇA 97
b) ventilação dos locais de trabalho;
c) extintor de incêndio;
d) proteção de partes móveis de máquinas e equipamentos (conforme NR11);
e) cabine de segurança biológica;
f) capelas químicas;
g) chuveiro de emergência;
h) lava-olhos.
Figura 47 - Tipo de EPC- Extintor de incêndio
Fonte: STOCK.XCHNG, 2007b.
De acordo com o artigo 166 da CLT, o fornecimento de EPI somente é obri-
gatório se as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra 
riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados. Do contrário, adotam-se 
medidas de Proteção Coletiva que atendam a tal necessidade. Nesses casos, o 
empregador não é obrigado a fornecer respectivos EPI’s. 
Contudo, diante do disposto na NR 6, bem como na Instrução Normativa nº 
1, de 11 de abril de 1994, quando as medidas de proteção coletiva adotadas no 
ambiente de trabalho não forem suficientes para controlar riscos existentes, em 
caráter emergencial, o empregador deverá adotar outras medidas referentes à 
proteção individual que garantam condições adequadas de trabalho. 
Citamos como exemplo os equipamentos de proteção coletiva que são uti-
lizados pela empresa para enclausuramento de ruídos na fonte e não excluem 
a obrigação do fornecimento de protetor auricular se as medidas adotadas no 
ambiente de trabalho não forem suficientes para controlar riscos existentes.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM98
Figura 48 - Exemplo de EPC: chuveiro de emergência
Fonte: SENAI, 2013.
 SAIBA 
 MAIS
Para aumentar seus conhecimentos sobre medicina, higiene 
e segurança do trabalho, leia o livro Curso Básico de Segu-
rança e Higiene do Trabalho do autor TuffiMessias Saliba, São 
Paulo, 2004.
Os EPC’s devem ser utilizados de acordo com as orientações abaixo:
a) usá-los apenas para a finalidade a que se destinam;
b) o funcionário é responsável por sua guarda e conservação;
c) qualquer alteração que os tornem impróprios para o uso deve ser comuni-
cada;
d) deve-se adquirir o tipo adequado à atividade do empregado;
e) o trabalhador deve receber treinamento sobre seu uso adequado;
f) seu uso deve tornar-se obrigatório; 
g) substituí-lo quando danificado ou extraviado.
 FIQUE 
 ALERTA
Os EPE’s - Equipamentos de Proteção de Emergência são 
utilizados principalmente na manipulação de produtos pe-
rigosos para os trabalhadores quandosão transportados 
e quando existe a possibilidade de agressão ao meio am-
biente. São considerados EPE’s: Pá, martelete, martelo de 
polietileno, equipamentos perfuradores, cortantes e com 
pontas de plásticos para não produzirem faíscas.
 8 PROCEDIMENTO DE SEGURANÇA 99
CASOS E RELATOS
Uso de EPI para manusear embalagens retornáveis de bebidas
Quando se pensa em medidas sustentáveis, o estímulo à reciclagem e o uso 
de fontes de energia renováveis ainda parecem atitudes fora do alcance 
para a maioria da população. Porém, esses gestos que ajudam a natureza 
e a humanidade podem fazer parte dos hábitos mais comuns do consumi-
dor. Até mesmo a cervejinha com os amigos pode contribuir para a causa.
É o caso das garrafas retornáveis, que recuperam cada vez mais espaço no 
mercado, com a vantagem de preservar também o bolso: na comparação 
com as cervejas em embalagens descartáveis, como latinhas e garrafas 
longnecks, as reutilizáveis podem significar uma economia de 30%.
Para manusear embalagens destinadas à reciclagem, o técnico em logística 
deve utilizar todos os EPI’s recomendados para esta atividade.
Fonte: INFOGLOBO, 2012.
 RECAPITULANDO
Neste capítulo, estudamos sobre medicina, higiene e segurança do traba-
lho, normas e legislação aplicáveis, bem como os equipamentos de prote-
ção individual, coletiva e de emergência adequados às operações. Vários 
conteúdos foram apresentados e desenvolvidos em todos os capítulos, 
com o objetivo de fortalecer os conhecimentos já adquiridos e agregar 
novas habilidades técnicas, que são essenciais ao bom desenvolvimen-
to das atividades do Técnico em Logística, como as seguintes: consultar 
movimentação de entrada e saída, aplicar procedimentos operacionais no 
manuseio de estoque e aplicação de inventários, entre outras. Buscamos, 
também, desenvolver as capacidades sociais, organizativas e metodológi-
cas que esse estudo proporcionou, tais como: ter organização, seguir me-
todologia de trabalho, ser criterioso, ter responsabilidade, ser rigoroso no 
cumprimento de normas e procedimentos, e solucionar problemas. Espe-
ramos que os conhecimentos estudados no livro Logística de Armazena-
gem sejam proveitosos para seu futuro profissional!
REFERÊNCIAS
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Nacional de Logística, realizado no Rio de Janeiro, COPPEAD/UFRJ, Hotel, Agosto, 2004.
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em: 13 maio 2012.
MINICURRÍCULO DOS AUTORES
CARLOS CÉSAR RIBEIRO SANTOS
Carlos César Ribeiro Santos é administrador, mestre em Administração Estratégica e especia-
lista em Administração pela UNIFACS (Universidade Salvador). Possui experiência profissional 
em consultoria técnica na Administração Pública, atuando nas áreas de planejamento estra-
tégico e avaliação de desempenho. Tem experiência acadêmica como professor de concursos 
públicos, de graduação e pós-graduação em instituições de ensino superior do Estado da 
Bahia. Atualmente, é Professor Assistente da Faculdade de Tecnologia SENAI CIMATEC.
VITÓRIO DONATO
Vitório Donato é graduado em Engenharia de Materiais pela Universidade Federal da Paraíba 
(1986) e especialista em Logística Integrada pela UES do Rio de Janeiro (2002) e em Consultoria 
Empresarial pelo SENAI Santa Catarina (2013). Possui mestrado em Gestão Integrada de Organiza-
ções pela Universidade do Estado da Bahia (2005). Atualmente é Consultor III do SENAI CIMATEC. 
Tem experiência nas áreas de Administração, com ênfase em Gestão de Negócios, atuando prin-
cipalmente nas seguintes áreas: Inspeção de Recebimento, Armazenamento, Prevenção de Falha 
Prematura em Materiais Estocados, Qualidade, Movimentação de Carga, Contratação de Serviços, 
Distribuição e Transporte. É autor de diversos livros na área de Logística, a saber:
- Logística Verde: uma abordagem Socioambiental. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna. 
2008. ISBN 978-85-739-3705-3.
- Manual do Almoxarife: O guia básico do profissional de logística. Rio de Janeiro: Editora Ciência 
Moderna. 2010. ISBN 978-85-739-3883-8.
- Introdução à Logística: O Perfil do Profissional. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna. 2010. 
ISBN: 978-85-739-3968-2. 
- Metodologia para Preservação de Materiais: Prevenção da Falha Prematura. São Paulo: Editora 
Érica. 2011. ISBN: 978-85-365-0335-6.
- Logística para a Indústria do Petróleo, Gás e Biocombustíveis. São Paulo: Editora Érica. 2012. 
ISBN: 978-85-365-0399-8.
ÍNDICE
A
Alocação 24, 25
Ano fiscal 78
B
Balanços ou balancetes 78
Benzeno 94
C
Certificado do mtb 95
E
Ean 32
F
Fundeou 46
G
Granéis 44, 45
I
ICMS 84
Intercontinental 19
Inventário 33
IPI 84
J
Just-in-time 30
L
Logística reversa 20
M
Mix de produtos 72
Modal 68
Municipalização do sistema de saúde 19
N
Nível de serviço 22
P
Paletes 66, 67, 68
Papiro 18
Pick by light 74
Pick by voyce 74
Picking 55
Píeres 56
Polimérico 68
Pós-venda 20, 22
Preamar 46
Premissa 25
Primeira Revolução Industrial 90, 91
Produtos sazonais 29
R
Revolução Industrial 20, 21
RFID 32
S
Sanção 94, 95
Segregação 23, 38, 39
U
Unitização de cargas 36
W
WMS (Warehouse Management System) 50
SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL
UNIDADE DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA – UNIEP
Rolando Vargas Vallejos
Gerente Executivo
Felipe Esteves Morgado
Gerente Executivo Adjunto
Diana Neri
Coordenação Geral do Desenvolvimento dos Livros
SENAI – DEPARTAMENTO REGIONAL DA BAHIA
Ricardo Santos Lima
Coordenador do Desenvolvimento dos Livros no Departamento Regional da Bahia
Carlos César Ribeiro Santos 
Vitório Donato
Elaboração
Vitório Donato
Revisão Técnica
Vitório Donato
Coordenação Técnica
Marcelle Minho
Coordenação Educacional
André Costa
Coordenação de Produção
Igor Nogueira Oliveira Dantas
Coordenação de Projeto
Lívia Cristina Ribeiro Lima
Design Educacional
Fabrico
Iumara Rodrigues
Joseane Maytê Sousa Santos Sousa
Revisão Ortográfica e Gramatical
Alex Romano Lima
Fabio dos Santos Passos
Karina Lima Soares Santos
Thiago Ribeiro
Vinícius Vidal da Cruz
Ilustração, Tratamento de Imagens
Fabio dos Santos Passos
Geovana Cardoso Fagundes Rocha
Diagramação e Fechamento de Arquivo
Rita Fonseca
Normalização
i-Comunicação
Projeto Gráfico

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