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Sarcoma de aplicação felino (SAF) ou fibrossarcoma são raros, podem ocorrer tanto com vacinas quanto com aplicação de medicações de modo geral. A pós a vacinação há um aumento do volume no local devido a introdução de material estranho no subcutâneo, na maioria dos animais esse volume regride naturalmente, mas em alguns indivíduos o processo inflamatório é continuo o que pode gerar mutação genética e proliferação celular anormal. No sarcoma de aplicação, normalmente altera-se as proteínas codificadas com o gene p53, que impedem que a célula mutada continue seu ciclo celular, podendo começar uma neoplasia. E a expressão derivada do gene sis, codificador de crescimento de plaquetas, é produzido no local da lesão tecidual por linfócitos e macrófagos durante a resposta da cicatrização. Apesar das especulações de que os adjuvantes seriam os principais responsáveis pelo aparecimento dessa neoplasia, vários estudos falharam em apontar maior frequência de sarcomas com a utilização de determinado tipo ou marca de vacina. O sarcoma pode ocorrer meses a anos após a aplicação do medicamento, ou vacina. O exame citológico pode ser inconclusivo e é contraindicado por alguns oncologistas. O exame histopatológico de biopsias incisionais ou excisionais, apesar de mais invasivo, permite o diagnóstico com base em colorações teciduais tradicionais ou técnicas de imuno- histoquímica. SAF Resumo Diagnóstico: Tratamento: Com altas taxas de recorrência local e baixa sobrevida, o tratamento do SAF é considerado desafiador. Excisão cirúrgica com margens laterais menores que três centímetros e apenas um plano em profundidade é considerada inadequada, com comprometimento tumoral das margens em 46 a 75% dos casos, além de recidiva em até 70% dos casos. Quando realizada com margens laterais de três a cinco centímetros além de dois planos teciduais em profundidade, muitas vezes incluindo ressecções de costela e processos espinhosos vertebrais, amputação de membro ou escapulectomia, o procedimento cirúrgico garante margens histologicamente limpas em 97% dos casos e redução da taxa de recorrência para até 14%. Cirurgico: O diagnóstico baseia-se no quadro clínico e confirmação de alterações cito ou histopatológicas compatíveis com neoplasia. Tem maior efeito quando feito antes da cirurgia, além disso diminui o tamanho, diminuindo as chances de contaminação das margens por células neoplásicas, porem pode haver maior incidência de deiscência (abertura espontânea) da sutura. Quando utilizada no pós operatório tem maior efeito na doença microscópica, sendo aplicada na cicatriz e 3cm ao redor. Alguns efeitos colaterais da radioterapia incluem necrose de pele devido a exposição prolongada ou excessiva de radiação no local, além de fibrose, atrofia muscular, danos vasculares e neurológicos a longo prazo. Recomenda-se evitar a “super- imunização” nos felinos, vacinando-se sempre que necessário, mas o menos frequente possível, optando por vacinas sem adjuvante, quando disponíveis. Na necessidade de medicar o animal, deve- se dar preferência a via oral ou endovenosa. Quando indispensáveis, as injeções devem ser administradas em locais que permitam a obtenção de margens cirúrgicas amplas. Como efeitos adversos da administração da doxorrubicina citam-se baixa biodistribuição plasmática da droga, levando a baixa concentração no tumor, além de anemia, mielossupressão e nefrotoxicidade, contraindicando seu uso nos pacientes nefropatas, com desordens sanguíneas ou de medula óssea. SAF Prevenção: Radioterapia: Quimioterapia: Indicada para sarcomas de alto grau na doença metastática ou quando a cirurgia não pode ser realizada. A droga mais utilizada é a doxorrubicina, além de ifosfamida, carboplarina, ciclofamida, mitoxantrona e vincristina. Prognóstico: Reservado, o diagnóstico precoce pode garantir maiores taxas de sucesso no controle da doença.