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Companhia de Gás de 
Santa Catarina - SCGÁS 
 
Assistente Administrativo 
 
 
Língua Portuguesa 
Ortografia oficial. .................................................................................................................................................................. 1 
Acentuação gráfica. .............................................................................................................................................................. 8 
Crase. ..................................................................................................................................................................................... 9 
Flexão nominal e verbal ................................................................................................................................................... 12 
Classes de palavras............................................................................................................................................................ 18 
Concordância nominal e verbal. .................................................................................................................................... 39 
Colocação de pronomes: próclise, mesóclise e ênclise. ............................................................................................. 42 
Significação das palavras. Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos. ........................................................ 43 
Pontuação ........................................................................................................................................................................... 45 
Redação oficial: formas de tratamento, correspondência oficial. ............................................................................ 47 
Compreensão e interpretação de texto. ....................................................................................................................... 57 
 
Noções de Informática 
Noções básicas de microcomputadores e periféricos de entrada e saída. ................................................................ 1 
Principais componentes de um computador (hardware e software). ....................................................................... 9 
Organização de arquivos (pastas/diretórios). Tipos de arquivos. .......................................................................... 16 
Noções básicas de armazenamento de dados. ............................................................................................................ 24 
Microsoft Windows. ......................................................................................................................................................... 26 
Microsoft Word: edição, formatação e impressão de textos. .................................................................................... 36 
Microsoft Excel: edição, formatação e impressão de planilhas. ............................................................................... 46 
Internet e Intranet: conceitos, navegação, busca e segurança da informação (senhas, criptografia, certificação, 
malware, hacker). ............................................................................................................................................................. 62 
 
Matemática e Noções de Lógica 
Números inteiros, racionais e reais .................................................................................................................................. 1 
Razões e proporções, divisão proporcional, regra de três simples e composta e porcentagens. .......................... 8 
Juros simples e compostos............................................................................................................................................... 17 
Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais, real e aparente .................................................... 19 
Rendas uniformes e variáveis ......................................................................................................................................... 21 
Planos de amortização de empréstimos e financiamentos ........................................................................................ 25 
Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de financiamento, empréstimo e investimento. Inflação, 
variação cambial e taxa de juros ..................................................................................................................................... 29 
Análise de investimentos: método do valor anual uniforme equivalente, método do valor presente, método da 
taxa interna de retorno, taxa mínima de atratividade ................................................................................................ 41 
Noções de Lógica. ............................................................................................................................................................. 47 
 
Atualidades 
Contexto político, econômico, social e ambiental do Brasil e do mundo. ................................................................... 1 
Compliance. ........................................................................................................................................................................ 69 
Lei anticorrupção. ............................................................................................................................................................. 70 
Apostila Digital Licenciada para Juliano da Silva - julianos2204@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Noções de Gás Natural 
Gás Natural: Definição, Origem, Composição do Gás Natural, Características do Gás Natural............................... 1 
Cadeia do Gás Natural, Produção, Transporte e Comercialização do Gás Natural, Sistema de Distribuição de 
Gás Natural ............................................................................................................................................................................ 2 
Principais Usos (Industrial, Comercial, Residencial, Automotivo, Geração e Cogeração de Energia) .................. 5 
Benefícios Ambientais e Benefícios Operacionais .......................................................................................................... 6 
Noções de Combustão ......................................................................................................................................................... 6 
Válvulas e Acessórios para Gás Combustível, Queimadores, Operação de Sistemas de Combustão ..................... 8 
Vantagens tecnológicas e ambientais do Gás Natural em relação a outros combustíveis ................................... 10 
 
Noções de Administração 
Administração Geral: departamentalização: conceitos, tipos e princípios. .............................................................. 1 
Delegação de poderes: centralização e descentralização. ............................................................................................ 8 
Funções essenciais da organização: técnica, financeira, segurança, contábil, administrativa, operações e 
pessoal. ................................................................................................................................................................................... 9 
Funções administrativas: planejamento, organização, direção e controle. ............................................................ 30 
Tipos de liderança. ............................................................................................................................................................ 34 
Motivação. ........................................................................................................................................................................... 41 
Comunicação. ....................................................................................................................................................................46 
Manuais, regulamentos, normas organizacionais. ...................................................................................................... 54 
Recepção: informações, encaminhamento, atendimento à clientes, registro, manuseio e transmissão de 
informações. ...................................................................................................................................................................... 62 
 
Relações Interpessoais 
Apresentação pessoal: vestuário, postura, etc. ............................................................................................................... 1 
Relacionamento interpessoal: a importância do autoconhecimento, as diferenças individuais, temperamento, 
caráter, personalidade, superação de conflitos no relacionamento, capacidade de empatia. ................................ 4 
Elementos da comunicação: emissor e receptor, canais de comunicação, mensagens, códigos e interpretação, 
obstáculos à comunicação, a voz e suas funções. ........................................................................................................ 13 
Ética no exercício profissional: a imagem da organização, imagem profissional, sigilo e postura. .................... 19 
 
Noções de Contabilidade 
Noções básicas de contabilidade geral: fundamentos conceituais de contabilidade: conceito, objeto, finalidade, 
usuários e princípios contábeis. ........................................................................................................................................ 1 
Fundamentos conceituais de ativo, passivo, receita e despesa. ................................................................................ 16 
Legislação Tributária; IRRF; ICMS; Contribuição social sobre o lucro; Imposto de renda de pessoa jurídica . 19 
Participações governamentais: PIS, PASEP e COFINS ................................................................................................ 47 
Créditos Tributários, Tributos Diretos e Indiretos. .................................................................................................... 56 
Impostos e contribuições incidentes sobre folha de pagamento. ............................................................................. 59 
Orçamento. ......................................................................................................................................................................... 62 
 
Atividades de Protocolo e Registro 
Serviço de protocolo e arquivo: tipos de arquivo, acessórios do arquivo, fases do arquivamento: técnicas, 
sistemas e métodos .............................................................................................................................................................. 1 
Protocolo: recepção, classificação, registro e distribuição de documentos. .............................................................. 5 
Expedição de correspondência: registro e encaminhamento. ..................................................................................... 8 
 
 
 
Apostila Digital Licenciada para Juliano da Silva - julianos2204@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
 
 
 
 
 
A apostila OPÇÃO não está vinculada a empresa organizadora do concurso público a que se destina, 
assim como sua aquisição não garante a inscrição do candidato ou mesmo o seu ingresso na carreira 
pública. 
 
O conteúdo dessa apostila almeja abordar os tópicos do edital de forma prática e esquematizada, 
porém, isso não impede que se utilize o manuseio de livros, sites, jornais, revistas, entre outros meios 
que ampliem os conhecimentos do candidato, visando sua melhor preparação. 
 
Atualizações legislativas, que não tenham sido colocadas à disposição até a data da elaboração da 
apostila, poderão ser encontradas gratuitamente no site das apostilas opção, ou nos sites 
governamentais. 
 
Informamos que não são de nossa responsabilidade as alterações e retificações nos editais dos 
concursos, assim como a distribuição gratuita do material retificado, na versão impressa, tendo em vista 
que nossas apostilas são elaboradas de acordo com o edital inicial. Porém, quando isso ocorrer, inserimos 
em nosso site, www.apostilasopcao.com.br, no link “erratas”, a matéria retificada, e disponibilizamos 
gratuitamente o conteúdo na versão digital para nossos clientes. 
 
Caso haja dúvidas quanto ao conteúdo desta apostila, o adquirente deve acessar o site 
www.apostilasopcao.com.br, e enviar sua dúvida, que será respondida o mais breve possível, assim como 
para consultar alterações legislativas e possíveis erratas. 
 
Também ficam à disposição do adquirente o telefone (11) 2856-6066, dentro do horário comercial, 
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Eventuais reclamações deverão ser encaminhadas por escrito, respeitando os prazos instituídos no 
Código de Defesa do Consumidor. 
 
É proibida a reprodução total ou parcial desta apostila, de acordo com o Artigo 184 do Código 
Penal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostilas Opção, a opção certa para a sua realização. 
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LÍNGUA PORTUGUESA 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 1 
 
 
 
 
ORTOGRAFIA 
 
Alfabeto 
 
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. A – 
B – C – D – E – F – G – H – I – J – K – L – M – N – O – P – Q – R – S – 
T – U – V – W – X – Y – Z. 
 
Observação: emprega-se também o “ç”, que representa o 
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras. 
 
Emprego das Letras e Fonemas 
 
Emprego das letras K, W e Y 
Utilizam-se nos seguintes casos: 
1) Em antropônimos originários de outras línguas e seus 
derivados. Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; 
Taylor, taylorista. 
 
2) Em topônimos originários de outras línguas e seus 
derivados. Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. 
 
3) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como 
unidades de medida de curso internacional. Exemplos: K 
(Potássio), W (West), kg (quilograma), km (quilômetro), Watt. 
 
Emprego do X 
Se empregará o “X” nas seguintes situações: 
1) Após ditongos. 
Exemplos: caixa, frouxo, peixe. 
Exceção: recauchutar e seus derivados. 
 
2) Após a sílaba inicial “en”. 
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca. 
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo 
“en-”. Ex.: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), 
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...) 
 
3) Após a sílaba inicial “me-”. 
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão. 
Exceção: mecha. 
 
4) Se empregará o “X” em vocábulos de origem indígena ou 
africana e em palavras inglesas aportuguesadas. 
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu, 
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, 
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, 
xale, xingar, etc. 
 
Emprego do Ch 
Se empregará o “Ch” nos seguintes vocábulos: bochecha, 
bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, chuchu, chute, 
cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, mochila, 
pechincha, salsicha, tchau, etc. 
 
Emprego do G 
Se empregará o “G” em: 
1) Substantivos terminados em: -agem, -igem, -ugem. 
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem.Exceção: pajem. 
 
2) Palavras terminadas em: -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio. 
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio. 
 
3) Em palavras derivadas de outras que já apresentam “G”. 
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem), 
vertiginoso (de vertigem). 
 
Observação - também se emprega com a letra “G” os 
seguintes vocábulos: algema, auge, bege, estrangeiro, geada, 
gengiva, gibi, gilete, hegemonia, herege, megera, monge, 
rabugento, vagem. 
 
Emprego do J 
Para representar o fonema “j’ na forma escrita, a grafia 
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a 
origem da palavra, como por exemplo no caso da na palavra jipe 
que origina-se do inglês jeep. Porém também se empregará o “J” 
nas seguintes situações: 
 
1) Em verbos terminados em -jar ou -jear. Exemplos: 
Arranjar: arranjo, arranje, arranjem 
Despejar: despejo, despeje, despejem 
Viajar: viajo, viaje, viajem 
 
2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica. 
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji. 
 
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam “J”. 
Exemplos: laranja –laranjeira / loja – lojista / lisonja –
lisonjeador / nojo – nojeira / cereja – cerejeira / varejo – 
varejista / rijo – enrijecer / jeito – ajeitar. 
 
Observação - também se emprega com a letra “J” os 
seguintes vocábulos: berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, 
jeito, jejum, laje, traje, pegajento. 
 
Emprego do S 
Utiliza-se “S” nos seguintes casos: 
1) Palavras derivadas de outras que já apresentam “S” no 
radical. Exemplos: análise – analisar / catálise – catalisador / 
casa – casinha ou casebre / liso – alisar. 
 
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título 
ou origem. Exemplos: burguês – burguesa / inglês – inglesa / 
chinês – chinesa / milanês – milanesa. 
 
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e –osa. 
Exemplos: catarinense / palmeirense / gostoso – gostosa / 
amoroso – amorosa / gasoso – gasosa / teimoso – teimosa. 
 
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa. 
Exemplos: catequese, diocese, poetisa, profetisa, 
sacerdotisa, glicose, metamorfose, virose. 
 
5) Após ditongos. 
Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea. 
 
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus 
derivados. 
Exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, 
puséssemos, quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, 
quiséssemos, repus, repusera, repusesse, repuséssemos. 
 
7) Em nomes próprios personativos. 
Exemplos: Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, 
Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás. 
 
Ortografia oficial. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 2 
Observação - também se emprega com a letra “S” os 
seguintes vocábulos: abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, 
cortesia, decisão, despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, 
mesada, paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, 
querosene, raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, 
visita, etc. 
 
Emprego do Z 
Se empregará o “Z” nos seguintes casos: 
1) Palavras derivadas de outras que já apresentam Z no 
radical. 
Exemplos: deslize – deslizar / razão – razoável / vazio – 
esvaziar / raiz – enraizar /cruz – cruzeiro. 
 
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos 
a partir de adjetivos. 
Exemplos: inválido – invalidez / limpo – limpeza / macio – 
maciez / rígido – rigidez / frio – frieza / nobre – nobreza / pobre 
– pobreza / surdo – surdez. 
 
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar 
substantivos. 
Exemplos: civilizar – civilização / hospitalizar – 
hospitalização / colonizar – colonização / realizar – realização. 
 
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita. 
Exemplos: cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, 
avezita. 
 
5) Nos seguintes vocábulos: azar, azeite, azedo, amizade, 
buzina, bazar, catequizar, chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, 
proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc. 
 
6) Em vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no 
contraste entre o S e o Z. Exemplos: 
Cozer (cozinhar) e coser (costurar); 
Prezar (ter em consideração) e presar (prender); 
Traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior). 
 
Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. 
Como por exemplo: exame, exato, exausto, exemplo, existir, 
exótico, inexorável. 
 
Emprego do Fonema S 
Existem diversas formas para a representação do fonema “S” 
no qual podem ser: s, ç, x e dos dígrafos sc, sç, ss, xc, xs. Assim 
vajamos algumas situações: 
 
1) Emprega-se o S: nos substantivos derivados de verbos 
terminados em -andir, -ender, -verter e -pelir. 
Exemplos: expandir – expansão / pretender – pretensão / 
verter – versão / expelir – expulsão / estender – extensão / 
suspender – suspensão / converter – conversão / repelir – 
repulsão. 
 
2) Emprega-se Ç: nos substantivos derivados dos verbos ter 
e torcer. 
Exemplos: ater – atenção / torcer – torção / deter – detenção 
/ distorcer – distorção / manter – manutenção / contorcer – 
contorção. 
 
3) Emprega-se o X: em casos que a letra X soa como Ss. 
Exemplos: auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, 
sintaxe, texto, trouxe. 
 
4) Emprega-se Sc: nos termos eruditos. 
Exemplos: acréscimo, ascensorista, consciência, descender, 
discente, fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, 
miscível, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc. 
 
5) Emprega-se Sç: na conjugação de alguns verbos. 
Exemplos: nascer - nasço, nasça / crescer - cresço, cresça / 
Descer - desço, desça. 
 
6) Emprega-se Ss: nos substantivos derivados de verbos 
terminados em -gredir, -mitir, -ceder e -cutir. 
Exemplos: agredir – agressão / demitir – demissão / ceder – 
cessão / discutir – discussão/ progredir – progressão / 
transmitir – transmissão / exceder – excesso / repercutir – 
repercussão. 
 
7) Emprega-se o Xc e o Xs: em dígrafos que soam como Ss. 
Exemplos: exceção, excêntrico, excedente, excepcional, 
exsudar. 
 
Atenção - não se esqueça que uso da letra X apresenta 
algumas variações. Observe: 
1) O “X” pode representar os seguintes fonemas: 
“ch” - xarope, vexame; 
“cs” - axila, nexo; 
“z” - exame, exílio; 
“ss” - máximo, próximo; 
“s” - texto, extenso. 
 
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci- 
Exemplos: excelente, excitar. 
 
Emprego do E 
Se empregará o “E” nas seguintes situações: 
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar 
Exemplos: magoar - magoe, magoes / continuar- continue, 
continues. 
 
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, 
anterior). 
Exemplos: antebraço, antecipar. 
 
3) Nos seguintes vocábulos: cadeado, confete, disenteria, 
empecilho, irrequieto, mexerico, orquídea, etc. 
 
Emprego do I 
Se empregará o “I” nas seguintes situações: 
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir. 
Exemplos: 
Cair- cai 
Doer- dói 
Influir- influi 
 
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra). 
Exemplos: anticristo, antitetânico. 
 
3) Nos seguintes vocábulos: aborígine, artimanha, chefiar, 
digladiar, penicilina, privilégio, etc. 
 
Emprego do O/U 
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado 
de algumas palavras. Veja os exemplos: comprimento 
(extensão) e cumprimento (saudação, realização) soar (emitir 
som) e suar (transpirar). 
- Grafam-se com a letra “O”: bolacha, bússola, costume, 
moleque. 
- Grafam-se com a letra “U”: camundongo, jabuti, Manuel, 
tábua. 
 
Emprego do H 
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor 
fonético. Conservou-se apenas como símbolo, por força da 
etimologia e datradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, 
grafa-se desta forma devido a sua origem na forma latina hodie. 
Assim vejamos o seu emprego: 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 3 
1) Inicial, quando etimológico. 
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio. 
 
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh. 
Exemplos: flecha, telha, companhia. 
 
3) Final e inicial, em certas interjeições. 
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc. 
 
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo 
elemento, se etimológico. 
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc. 
 
Observações: 
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note 
que nos substantivos derivados como baiano, baianada ou 
baianinha ele não é utilizado. 
 
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a letra 
“h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos 
sempre são grafados com h, como por exemplo: herbívoro, 
hispânico, hibernal. 
 
Questões 
 
01. (FIOCRUZ – Assistente Técnico de Gestão em Saúde 
– FIOCRUZ/2016) 
 
O FUTURO NO PASSADO 
1 Poucas previsões para o futuro feitas no passado se 
realizaram. O mundo se mudava do campo para as cidades, e 
era natural que o futuro idealizado então fosse o da cidade 
perfeita. Mas o helicóptero não substituiu o automóvel 
particular e só recentemente começou-se a experimentar 
carros que andam sobre faixas magnéticas nas ruas, liberando 
seus ocupantes para a leitura, o sono ou o amor no banco de 
trás. As cidades não se transformaram em laboratórios de 
convívio civilizado, como previam, e sim na maior prova da 
impossibilidade da coexistência de desiguais. 
2 A ciência trouxe avanços espetaculares nas lides de 
guerra, como os bombardeios com precisão cirúrgica que não 
poupam civis, mas não trouxe a democratização da 
prosperidade antevista. Mágicas novas como o cinema 
prometiam ultrapassar os limites da imaginação. 
Ultrapassaram, mas para o território da banalidade 
espetaculosa. A TV foi prevista, e a energia nuclear intuída, 
mas a revolução da informática não foi nem sonhada. As 
revoluções na medicina foram notáveis, certo, mas a 
prevenção do câncer ainda não foi descoberta. Pensando bem, 
nem a do resfriado. A comida em pílulas não veio - se bem que 
a nouvelle cuisine chegou perto. Até a colonização do espaço, 
como previam os roteiristas do “Flash Gordon”, está atrasada. 
Mal chegamos a Marte, só para descobrir que é um imenso 
terreno baldio. E os profetas da felicidade universal não 
contavam com uma coisa: o lixo produzido pela sua visão. 
Nenhuma previsão incluía a poluição e o aquecimento global. 
3 Mas assim como os videntes otimistas falharam, talvez o 
pessimismo de hoje divirta nossos bisnetos. Eles certamente 
falarão da Aids, por exemplo, como nós hoje falamos da gripe 
espanhola. A ciência e a técnica ainda nos surpreenderão. 
Estamos na pré-história da energia magnética e por fusão 
nuclear fria. 
4 É verdade que cada salto da ciência corresponderá a um 
passo atrás, rumo ao irracional. Quanto mais perto a ciência 
chegar das últimas revelações do Universo, mais as pessoas 
procurarão respostas no misticismo e refúgio no tribal. E 
quanto mais a ciência avança por caminhos nunca antes 
sonhados, mais leigo fica o leigo. A volta ao irracional é a birra 
do leigo. 
(VERÍSSIMO. L. F. O Globo. 24/07/2016, p. 15.) 
 “e era natural que o futuro IDEALIZADO então fosse o da 
cidade perfeita.” (1º §) O vocábulo em destaque no trecho 
acima grafa-se com a letra Z, em conformidade com a norma 
de emprego do sufixo–izar. 
 
Das opções abaixo, aquela em que um dos vocábulos está 
INCORRETAMENTE grafado por não se enquadrar nessa 
norma é: 
(A) alcoolizado / barbarizar / burocratizar. 
(B) catalizar / abalizado / amenizar. 
(C) catequizar / cauterizado / climatizar. 
(D) contemporizado / corporizar / cretinizar 
(E) esterilizar / estigmatizado / estilizar. 
 
02. (Pref. De Biguaçu/SC – Professor III – Inglês/2016) 
De acordo com a Língua Portuguesa culta, assinale a 
alternativa cujas palavras seguem as regras de ortografia: 
(A) Preciso contratar um eletrecista e um encanador para 
o final da tarde. 
(B) O trabalho voluntário continua sendo feito 
prazerosamente pelos alunos. 
(C) Ainda não foram atendidas as reinvindicações dos 
professores em greve. 
(D) Na lista de compras, é preciso descriminar melhor os 
produtos em falta. 
(E) Passou bastante desapercebido o caso envolvendo um 
juiz federal. 
 
03. (PC/PA – Escrivão de Polícia Civil – FUNCAB/2016) 
Dificilmente, em uma ciência-arte como a Psicologia-
Psiquiatria, há algo que se possa asseverar com 100% de 
certeza. Isso porque há áreas bastante interpretativas, sujeitas 
a leituras diversas, a depender do observador e do observado. 
Porém, existe um fato na Psicologia-Psiquiatria forense que é 
100% de certeza e não está sujeito a interpretação ou a 
dissimulação por parte de quem está a ser examinado. E 
revela, objetivamente, dados do psiquismo da pessoa ou, em 
outras palavras, mostra características comportamentais 
indissimuláveis, claras e objetivas. O que pode ser tão exato, 
em matéria de Psicologia-Psiquiatria, que não admite 
variáveis? Resposta: todos os crimes, sem exceção, são como 
fotografias exatas e em cores do comportamento do indivíduo. 
E como o psiquismo é responsável pelo modo de agir, por 
conseguinte, tem os em todos os crimes, obrigatoriamente e 
sempre, elementos objetivos da mente de quem os praticou. 
Por exemplo, o delito foi cometido com multiplicidade de 
golpes, com ferocidade na execução, não houve ocultação de 
cadáver, não se verifica cúmplice, premeditação etc. Registre-
se que esses dados já aconteceram. Portanto, são insimuláveis, 
100% objetivos. Basta juntar essas características 
comportamentais que teremos algo do psiquismo de quem o 
praticou. Nesse caso específico, infere-se que a pessoa é 
explosiva, impulsiva e sem freios, provável portadora de 
algum transtorno ligado à disritmia psicocerebral, algum 
estreitamento de consciência, no qual o sentimento invadiu o 
pensamento e determinou a conduta. 
Em outro exemplo, temos homicídio praticado com um só 
golpe, premeditado, com ocultação de cadáver, concurso de 
cúmplice etc. Nesse caso, os dados apontam para o lado do 
criminoso comum, que entendia o que fazia. 
Claro que não é possível, apenas pela morfologia do crime, 
saber-se tudo do diagnóstico do criminoso. Mas, por outro 
lado, é na maneira como o delito foi praticado que se 
encontram características 100% seguras da mente de quem o 
praticou, a evidenciar fatos, tal qual a imagem fotográfica 
revela-nos exatamente algo, seja muito ou pouco, do momento 
em que foi registrada. Em suma, a forma como as coisas foram 
feitas revela muito da pessoa que as fez. 
PALOMBA, Guido Arturo. Rev. Psique: n° 100 (ed. comemorativa), p. 82. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 4 
Tal como ocorre com “interpretaÇÃO ” e “dissimulaÇÃO”, 
grafa-se com “ç” o sufixo de ambas as palavras arroladas em: 
(A) apreenção do menor - sanção legal. 
(B) detenção do infrator - ascenção ao posto. 
(C) presunção de culpa - coerção penal. 
(D) interceção do juiz - contenção do distúrbio. 
(E) submição à lei - indução ao crime. 
 
04. (Câmara Municipal de Araraquara/SP – Assistente 
de Tradução e Interpretação – IBFC/2016) 
Leia as opções abaixo e assinale a alternativa que não 
apresenta erro ortográfico. 
(A) Plocrastinar - idiossincrasia - abduzir 
(B) Proclastinar - idiosincrasia - abduzir 
(C) Plocrastinar- idiossincrasia - abiduzir(D) Procrastinar - idiossincrasia - abduzir 
 
05. (Pref. De Quixadá/CE – Agente de Combate às 
Endemias – Serctam/2016) Marque a opção em 
que TODOS os vocábulos se completam com a letra “s”: 
(A) pesqui__a, ga__olina, ali__erce. 
(B) e__ótico, talve__, ala__ão. 
(C) atrá__, preten__ão, atra__o. 
(D) bati__ar, bu__ina, pra__o. 
(E) valori__ar, avestru__, Mastru__. 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.B / 03.C / 04.D / 05.C 
 
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas 
 
Inicial Maiúscula 
Utiliza-se inicial maiúscula nos seguintes casos: 
1) No começo de um período, verso ou citação direta. 
 
Disse o Padre Antônio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer 
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.” 
 
“Auriverde pendão de minha terra, 
Que a brisa do Brasil beija e balança, 
Estandarte que à luz do sol encerra 
As promessas divinas da Esperança…” 
(Castro Alves) 
 
2) Nos antropônimos, reais ou fictícios. 
Exemplos: Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote. 
 
3) Nos topônimos, reais ou fictícios. 
Exemplos: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. 
 
4) Nos nomes mitológicos. 
Exemplos: Dionísio, Netuno. 
 
5) Nos nomes de festas e festividades. 
Exemplos: Natal, Páscoa, Ramadã. 
 
6) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais. 
Exemplos: ONU, Sr., V. Ex.ª. 
 
7) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, 
políticos ou nacionalistas. 
Exemplos: Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, 
Nação, Pátria, União, etc. 
 
Observação: esses nomes escrevem-se com inicial 
minúscula quando são empregados em sentido geral ou 
indeterminado. 
Exemplo: Todos amam sua pátria. 
 
Emprego Facultativo da Letra Maiúscula 
1) No início dos versos que não abrem período, é facultativo 
o uso da letra maiúscula, como por exemplo: 
 
“Aqui, sim, no meu cantinho, 
vendo rir-me o candeeiro, 
gozo o bem de estar sozinho 
e esquecer o mundo inteiro.” 
 
2) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios. 
Exemplos: Rua da Liberdade ou rua da Liberdade / Igreja do 
Rosário ou igreja do Rosário / Edifício Azevedo ou edifício 
Azevedo. 
 
Inicial Minúscula 
Utiliza-se inicial minúscula nos seguintes casos: 
1) Em todos os vocábulos correntes da língua portuguesa. 
Exemplos: carro, flor, boneca, menino, porta, etc. 
 
2) Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, 
usa-se letra minúscula. 
Exemplo: “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: 
ouro, incenso, mirra.” (Manuel Bandeira) 
 
3) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana. 
Exemplos: janeiro, julho, dezembro, etc. / segunda, sexta, 
domingo, etc. / primavera, verão, outono, inverno. 
 
4) Nos pontos cardeais. 
Exemplos: “Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.” 
/ “Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, 
sudoeste.” 
 
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, 
os pontos cardeais são grafados com letra maiúscula. 
Exemplos: Nordeste (região do Brasil) / Ocidente (europeu) 
/Oriente (asiático). 
 
Emprego Facultativo da Letra Minúscula 
1) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica. 
Exemplos: 
Crime e Castigo ou Crime e castigo 
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas 
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido 
 
2) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em 
nomes sagrados e que designam crenças religiosas. 
Exemplos: 
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas 
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II 
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor 
reitor 
Santa Maria ou santa Maria 
 
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e 
disciplinas. 
Exemplos: 
Português ou português 
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas 
modernas 
História do Brasil ou história do Brasil 
Arquitetura ou arquitetura 
 
 
 
 
 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 5 
Questões 
 
01. (Câmara de Maringá/PR – Assistente Legislativo 
– Instituto) 
 
Longe é um lugar que existe? 
 
Voamos algum tempo em silêncio, até que finalmente ele 
disse: "Não entendo muito bem o que você falou, mas o que 
menos entendo é o fato de estar indo a uma festa." 
— Claro que estou indo à festa. — respondi. — O que há de 
tão difícil de se compreender nisso? 
Enfim, sem nunca atingir o fim, imaginando-se uma 
Gaivota sobrevoando o mar, viajar é sentir-se ainda mais 
pássaro livre tocado pelas lufadas de vento, contraponto, de 
uma ave mirrada de asas partidas numa gaiola lacrada, 
sobrevivendo apenas de alpiste da melhor qualidade e água 
filtrada. Ou ainda, pássaros presos na ambivalência 
existencial... fadado ao fracasso ou ao sucesso... ao ser livre ou 
viver presos em suas próprias armadilhas... 
Fica sob sua escolha e risco, a liberdade para voar os ventos 
ascendentes; que pássaro quer ser; que lugares quer 
sobrevoar; que viagem ao inusitado mais lhe compraz. Por 
mais e mais, qual a serventia dessas asas enormes, herança 
genética de seus pais e que lhe confere enorme envergadura? 
Diga para quê serve? Ao primeiro sinal de perigo, debique e 
pouse na cerca mais próxima. Ora, não venha com desculpas 
esfarrapadas e vamos dona Gaivota, espante a preguiça, bata 
as asas e saia do ninho! Não tenha medo de voar. Pois, como é 
de conhecimento dos "Mestres dos ares e da Terra", longe é um 
lugar que não existe para quem voa rente ao céu e viaja léguas 
e mais léguas de distância com a mochila nas costas, olhar no 
horizonte e os pés socados em terra firme. 
Longe é a porta de entrada do lugar que não existe? Não 
deve ser, não; pois as Gaivotas sacodem a poeira das asas, 
limpam os resquícios de alimentos dos bicos e batem o toc-toc 
lá. 
<http://www.recantodasletras.com.br/contosdefantasia/6031227> 
 
O uso do termo “Gaivota” sempre com letra maiúscula ao 
longo do texto se deve ao fato de que 
(A) o autor busca, com isso, fazer uma conexão mais 
próxima entre o leitor e o animal. 
(B) o autor quis dar destaque ao termo, apesar de não 
haver importância da referência ao animal para o texto. 
(C) há uma mudança no texto, em que, no início, as 
personagens eram duas pessoas e, a partir do segundo 
parágrafo, é uma gaivota. 
(D) o texto faz uma reflexão sobre a ação humana de viajar, 
porém comparando os seres humanos com gaivotas. 
(E) o autor utiliza o termo “Gaivota” como símbolo de 
imponência, o que se relaciona à forma como os seres 
humanos são tratados no texto. 
 
02. (MGS – Todos os Cargos de Nível Fundamental 
Completo – IBFC/2017) 
 
Estranhas Gentilezas 
(Ivan Angelo) 
 
Estão acontecendo coisas estranhas. Sabe-se que as 
pessoas nas grandes cidades não têm o hábito da gentileza. 
Não é por ruindade, é falta de tempo. Gastam a paciência nos 
ônibus, no trânsito, nas filas, nos mercados, nas salas de 
espera, nos embates familiares, e depois economizam com a 
gente. 
Comigo dá-se o contrário, é o que estou notando de uns 
dias para cá. Tratam-me com inquietante delicadeza. Já 
captava aqui e ali sinais suspeitos, imprecisos, ventinho de 
asas de borboleta, quase nada. A impressão de que há algo 
estranho tomou meu corpo mesmo foi na semana passada. Um 
vizinho que já fora meu amigo telefonou-me desfazendo o 
engano que nos afastava, intriga de pessoa que nem conheço e 
que afinal resolvera esclarecer tudo. Difícil reconstruir a 
amizade, mas a inimizade morria ali. 
Como disse, eu vinha desconfiando tenuemente de 
algumas amabilidades. O episódio do vizinho fez surgir em 
meu espírito a hipótese de uma trama, que já mobilizava até 
pessoas distantes. E as próximas? 
Tenho reparado. As próximas telefonam amáveis, sem 
motivo. Durante o telefonema fico aguardando o assuntoque 
estaria embrulhado nos enfeites da conversa, e ele não sai. Um 
número inesperado de pessoas me cumprimenta na rua, com 
acenos de cabeça. Mulheres, antes esquivas, sorriem 
transitáveis nas ruas dos Jardins1. Num restaurante caro, o 
maître2, com uma piscadela, fura a demorada fila de executivos 
à espera e me arruma rapidinho uma mesa para dois. Um 
homem de pasta que parecia impaciente à minha frente me 
cede o último lugar no elevador. O jornaleiro larga sua banca 
na avenida Sumaré e vem ao prédio avisar-me que o jornal 
chegou. Os vizinhos de cima silenciam depois das dez da noite. 
[...] 
Que significa isso? Que querem comigo? Que complô é 
este? Que vão pedir em troca de tanta gentileza? 
Aguardo, meio apreensivo, meio feliz. 
Interrompo a crônica nesse ponto, saio para ir ao banco, 
desço pelas escadas porque alguém segura o elevador lá em 
cima, o segurança do banco faz-me esvaziar os bolsos antes de 
entrar na porta giratória, enfrento a fila do caixa, não aceitam 
meus cheques para pagar contas em nome de minha mulher, 
saio mal-humorado do banco, atravesso a avenida arriscando 
a vida entre bólidos3 , um caminhão joga-me água suja de uma 
poça, o elevador continua preso lá em cima, subo a pé, entro no 
apartamento, sento-me ao computador e ponho-me de novo a 
sonhar com gentilezas. 
 
Vocabulário: 
1 bairro Jardim Paulista, um dos mais requintados de São 
Paulo 
2 funcionário que coordena agendamentos entre outras 
coisas nos restaurantes 
3 carros muito velozes 
 
Em “nas ruas dos Jardins1" (4º§), a palavra em destaque 
foi escrita com letra maiúscula por se tratar de: 
(A) um erro de grafia. 
(B) um destaque do autor 
(C) um substantivo próprio. 
(D) um substantivo coletivo. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.C 
 
Palavras ou Expressões que geram dificuldades 
 
Algumas palavras ou expressões costumam apresentar 
dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar 
ou redigir português culto. Esta é uma oportunidade para você 
aperfeiçoar seu desempenho. Preste atenção e tente 
incorporar tais palavras certas em situações apropriadas. 
 
A anos: Daqui a um ano iremos à Europa. (a indica tempo 
futuro) 
Há anos: Não o vejo há meses. (há indica tempo passado) 
Atenção: Há muito tempo já indica passado. Não há 
necessidade de usar atrás, isto é um pleonasmo. 
 
Acerca de: Falávamos acerca de uma solução melhor. (a 
respeito de) 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 6 
Há cerca de: Há cerca de dias resolvemos este caso. (faz 
tempo) 
 
Ao encontro de: Sua atitude vai ao encontro da verdade. 
(estar a favor de) 
De encontro a: Minhas opiniões vão de encontro às suas. 
(oposição, choque) 
 
A fim de: Vou a fim de visitá-la. (finalidade) 
Afim: Somos almas afins. (igual, semelhante) 
 
Ao invés de: Ao invés de falar começou a chorar. (oposição, 
ao contrário de) 
Em vez de: Em vez de acompanhar-me, ficou só. (no lugar 
de) 
 
A par: Estamos a par das boas notícias. (bem informado, 
ciente) 
Ao par: O dólar e o euro estão ao par. (de igualdade ou 
equivalência entre valores financeiros – câmbio) 
 
Aprender: O menino aprendeu a lição. (tomar 
conhecimento de) 
Apreender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino. 
(prender) 
 
Baixar: os preços quando não há objeto direto; os preços 
funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos 
supermercados. Vamos comemorar, pessoal! 
Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos 
(sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) 
da gasolina. 
 
Bebedor: Tornei-me um grande bebedor de vinho. (pessoa 
que bebe) 
Bebedouro: Este bebedouro está funcionando bem. 
(aparelho que fornece água) 
 
Bem-Vindo: Você é sempre bem-vindo aqui, jovem. 
(adjetivo composto) 
Benvindo: Benvindo é meu colega de classe. (nome 
próprio) 
 
Câmara: Ficaram todos reunidos na Câmara Municipal. 
(local de trabalho) 
Câmera: Comprei uma câmera japonesa. (aparelho que 
fotografa) 
 
Champanha/Champanhe (do francês): O 
champanha/champanhe está bem gelado. 
 
Cessão: Foi confirmada a cessão do terreno. (ato de doar) 
Sessão: A sessão do filme durou duas horas. (intervalo de 
tempo) 
Seção/Secção: Visitei hoje a seção de esportes. (repartição 
pública, departamento) 
 
Demais: Vocês falam demais, caras! (advérbio de 
intensidade) 
Demais: Chamaram mais dez candidatos, os demais devem 
aguardar. (equivale a “os outros”) 
De mais: Não vejo nada de mais em sua decisão. (opõe-se a 
“de menos”) 
 
Descriminar: O réu foi descriminado; pra sorte dele. 
(inocentar, absolver de crime) 
Discriminar: Era impossível discriminar os caracteres do 
documento. (diferençar, distinguir, separar) 
Descrição: A descrição sobre o jogador foi perfeita. 
(descrever) 
Discrição: Você foi muito discreto. (reservado) 
 
Entrega em domicílio: Fiz a entrega em domicílio. (lugar) 
Entrega a domicílio: Enviou as compras a domicílio. (com 
verbos de movimento) 
 
Espectador: Os espectadores se fartaram da apresentação. 
(aquele que vê, assiste) 
Expectador: O expectador aguardava o momento da 
chamada. (que espera alguma coisa) 
 
Estada: A estada dela aqui foi gratificante. (tempo em algum 
lugar) 
Estadia: A estadia do carro foi prolongada por mais 
algumas semanas. (prazo concedido para carga e descarga) 
 
Fosforescente: Este material é fosforescente. (que brilha 
no escuro) 
Fluorescente: A luz branca do carro era fluorescente. 
(determinado tipo de luminosidade) 
 
Haja: É preciso que não haja descuido. (verbo haver – 1ª 
pessoa singular do presente do subjuntivo) 
Aja: Aja com cuidado, Carlinhos. (verbo agir – 1ª pessoa 
singular do presente do subjuntivo) 
 
Houve: Houve um grande incêndio no centro de São 
Paulo. (verbo haver - 3ª pessoa do singular do pretérito 
perfeito) 
Ouve: A mãe disse: ninguém me ouve. (verbo ouvir - 3ª 
pessoa singular do presente do indicativo) 
 
Mal: Dormi mal. (oposto de bem) 
Mau: Você é um mau exemplo. (oposto de bom) 
 
Mas: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. (ideia contrária) 
Mais: Há mais flores perfumadas no campo. (opõe-se a 
menos) 
 
Nem um: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la. 
(equivale a nem um sequer) 
Nenhum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso. 
(oposto de algum) 
 
Onde: Onde fica a farmácia mais próxima? (lugar em que se 
está) 
Aonde: Aonde vão com tanta pressa? (ideia de movimento) 
 
Por ora: Por ora chega de trabalhar. (por este momento) 
Por hora: Você deve cobrar por hora. (cada sessenta 
minutos) 
 
Senão: Não fazia coisa nenhuma senão criticar. (caso 
contrário) 
Se não: Se não houver homens honestos, o país não sairá 
desta situação crítica. (se por acaso não) 
 
Tampouco: Não compareceu, tampouco apresentou 
qualquer justificativa. (Também não) 
Tão pouco: Encontramo-nos tão pouco esta semana. 
(intensidade) 
 
Trás ou Atrás: O menino estava atrás da árvore. (lugar) 
Traz: Ele traz consigo muita felicidade. (verbo trazer) 
 
Vultoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. (volumoso) 
Vultuoso: Sua face está vultuosa e deformada. (congestão 
no rosto) 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 7 
Questão 
 
01. (TCM/RJ – Técnico de Controle Externo – 
IBFC/2016) Analise as afirmativas abaixo, dê valores 
Verdadeiro (V) ou Falso (F) quanto ao emprego do acento 
circunflexo estabelecido pelo Novo Acordo Ortográfico. 
( ) O acento permanece na grafia de 'pôde' (o verbo 
conjugado no passado) para diferenciá-la de 'pode' (o verbo 
conjugado no presente). 
( ) O acento circunflexode 'pôr' (verbo) cai e a palavra terá 
a mesma grafia de 'por' (preposição), diferenciando-se pelo 
contexto de uso. 
( ) a queda do acento na conjugação da terceira pessoa do 
plural do presente do indicativo dos verbos crer, dar, ler, ter, 
vir e seus derivados. 
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de 
cima para baixo. 
(A) V F F 
(B) F V F 
(C) F F V 
(D) F V V 
 
02. (Detran/CE – Vistoriador – UCE-CEV/2018) Na frase 
“... as penalidades são as previstas pelo bom senso...”, a palavra 
destacada é homônima de censo. Assinale a opção em que o 
emprego dos homônimos destacados está adequado. 
(A) O reitor da faculdade solicitou que todos os 
funcionários participassem do censo anual para verificar 
quem realmente está na ativa. 
(B) Foi pedido para que todos os motoristas respondessem 
ao senso, a fim de se obter o número real de carros no pátio da 
universidade. 
(C) Os infratores são penalizados com a “multa moral” por 
não demonstrarem censo crítico. 
(D) Se o infrator tiver censo, saberá o que dizer na hora da 
punição. 
 
Gabarito 
 
01.A / 02.A 
 
Emprego do Porquê 
 
Por 
Que 
Orações 
Interrogativas 
(pode ser substituído 
por: por qual motivo, 
por qual razão) 
Exemplo: 
Por que devemos nos 
preocupar com o meio 
ambiente? 
Equivalendo a “pelo 
qual” 
Exemplo: 
Os motivos por que não 
respondeu são 
desconhecidos. 
Por 
Quê 
Final de frases e 
seguidos de 
pontuação 
Exemplos: 
Você ainda tem coragem 
de perguntar por quê? 
Você não vai? Por quê? 
Não sei por quê! 
Porque 
Conjunção que indica 
explicação ou causa 
Exemplos: 
A situação agravou-se 
porque ninguém 
reclamou. 
Ninguém mais o espera, 
porque ele sempre se 
atrasa. 
Conjunção de 
Finalidade – equivale 
a “para que”, “a fim de 
que”. 
Exemplos: 
Não julgues porque não 
te julguem. 
Porquê 
Função de substantivo 
– vem acompanhado 
de artigo ou pronome 
 
Exemplos: 
Não é fácil encontrar o 
porquê de toda confusão. 
Dê-me um porquê de sua 
saída. 
 
1. Por que (pergunta); 
2. Porque (resposta); 
3. Por quê (fim de frase: motivo); 
4. O Porquê (substantivo). 
 
Questões 
 
01. (TJ/SP - Escrevente Técnico Judiciário - VUNESP) 
Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou até 
sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre 
........................ praticar atividade física..........................benefícios 
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas 
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para 
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o 
avanço da idade. 
(Ciência Hoje, março de 2012) 
 
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res-
pectivamente, com: 
(A) porque … trás … previnir 
(B) porque … traz … previnir 
(C) porquê … tras … previnir 
(D) por que … traz … prevenir 
(E) por quê … tráz … prevenir 
 
02. Pref. de Salvador/BA - Técnico de Nível Médio II – 
FGV/2017) 
 
Por que sentimos calafrios e desconforto ao ouvir 
certos sons agudos – como unhas arranhando um quadro-
negro? 
 
Esta é uma reação instintiva para protegermos nossa 
audição. A cóclea (parte interna do ouvido) tem uma 
membrana que vibra de acordo com as frequências sonoras 
que ali chegam. A parte mais próxima ao exterior está ligada à 
audição de sons agudos; a região mediana é responsável pela 
audição de sons de frequência média; e a porção mais final, por 
sons graves. As células da parte inicial, mais delicadas e frágeis, 
são facilmente destruídas – razão por que, ao envelhecermos, 
perdemos a capacidade de ouvir sons agudos. Quando 
frequências muito agudas chegam a essa parte da membrana, 
as células podem ser danificadas, pois, quanto mais alta a 
frequência, mais energia tem seu movimento ondulatório. Isso, 
em parte, explica nossa aversão a determinados sons agudos, 
mas não a todos. Afinal, geralmente não sentimos calafrios ou 
uma sensação ruim ao ouvirmos uma música com notas 
agudas. 
 
Aí podemos acrescentar outro fator. Uma nota de violão 
tem um número limitado e pequeno de frequências – 
formando um som mais “limpo”. Já no espectro de som 
proveniente de unhas arranhando um quadro-negro (ou de 
atrito entre isopores ou entre duas bexigas de ar) há um 
número infinito delas. Assim, as células vibram de acordo com 
muitas frequências e aquelas presentes na parte inicial da 
cóclea, por serem mais frágeis, são lesadas com mais 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 8 
facilidade. Daí a sensação de aversão a esse sons agudos e 
“crus”. 
Ronald Ranvaud, Ciência Hoje, nº 282. 
 
Assinale a frase em que a grafia do vocábulo sublinhado 
está equivocada. 
(A) Por que sentimos calafrios? 
(B) A razão porque sentimos calafrios é conhecida. 
(C) Qual o porquê de sentirmos calafrios? 
(D) Sentimos calafrios porque precisamos defender nossa 
audição. 
(E) Sentimos calafrios por quê? 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.B 
 
 
 
ACENTUAÇÃO 
 
Acentuação Tônica 
 
Implica na intensidade com que são pronunciadas as 
sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma mais 
acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As demais, como 
são pronunciadas com menos intensidade, são denominadas 
de átonas. 
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas 
como oxítona, paroxítona e proparoxítonas, independente de 
levar acento gráfico: 
 
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a 
última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel 
 
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se 
evidencia na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – 
retrato – passível 
 
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se 
evidencia na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – 
tímpano – médico – ônibus 
 
Como podemos observar, mediante todos os exemplos 
mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas 
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente, no 
qual são os chamados de monossílabos, que quando 
pronunciados apresentam certa diferenciação quanto à 
intensidade. 
Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos 
em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos 
observar no exemplo a seguir: 
 
“Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor.” 
 
Os monossílabos em destaque classificam-se como 
tônicos; os demais, como átonos (que, em e de). 
 
Acentos Gráficos 
 
Acento agudo (´) – colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e 
sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam 
as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, 
parabéns. 
 
Acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” 
e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado. Ex.: tâmara – 
Atlântico – pêssego – supôs 
 
Acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com 
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles 
 
Trema )¨( – de acordo com a nova regra, foi totalmente 
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras 
derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: mülleriano (de 
Müller) 
 
Til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais 
nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã 
 
Regras Fundamentais 
 
Palavras oxítonas - acentuam-se todas as oxítonas 
terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): 
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s). 
 
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: 
 
Monossílabos tônicos - terminados em “a”, “e”, “o”, 
seguidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há 
 
Formas verbais - terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, 
seguidas de lo, la, los, las.Ex.: respeitá-lo – percebê-lo – compô-
lo 
 
Paroxítonas - acentuam-se as palavras paroxítonas 
terminadas em: 
- i, is 
táxi – lápis – júri 
- us, um, uns 
vírus – álbuns – fórum 
- l, n, r, x, ps 
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps 
- ã, ãs, ão, ãos 
ímã – ímãs – órfão – órgãos 
 
Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que essa 
palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são 
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará 
mais fácil a memorização! 
 
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de 
“s”. Ex.: água – pônei – mágoa – jóquei 
 
Regras Especiais 
 
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos 
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento de 
acordo com a nova regra, mas desde que estejam em palavras 
paroxítonas. 
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma 
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são 
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. 
Ex.: 
Antes Agora 
assembléia assembleia 
idéia ideia 
jibóia jiboia 
apóia (verbo apoiar) apoia 
 
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, 
acompanhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca 
– baú – país – Luís 
 
Acentuação gráfica. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 9 
Observação importante: Não serão mais acentuados “i” e 
“u” tônicos, formando hiato quando vierem depois de 
ditongo. Ex.: 
 
Antes Agora 
bocaiúva bocaiuva 
feiúra feiura 
 
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando 
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: Ra-ul, ru-im, con-
tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz 
 
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem 
seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha, ven-to-i-nha. 
 
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem 
precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba 
 
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, 
com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” 
não serão mais acentuadas. Ex.: 
 
Antes Agora 
apazigúe (apaziguar) apazigue 
argúi (arguir) argui 
 
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido. 
Ex.: 
Antes Agora 
crêem creem 
vôo voo 
 
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos 
que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais 
acento como antes: CRER, DAR, LER e VER. 
 
Repare: 
1) O menino crê em você 
 Os meninos creem em você. 
2) Elza lê bem! 
 Todas leem bem! 
3) Espero que ele dê o recado à sala. 
 Esperamos que os dados deem efeito! 
4) Rubens vê tudo! 
 Eles veem tudo! 
 
Cuidado! Há o verbo vir: 
Ele vem à tarde! 
Eles vêm à tarde! 
 
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do 
plural de: 
ele tem – eles têm 
ele vem – eles vêm (verbo vir) 
 
A regra prevalece também para os verbos conter, obter, 
reter, deter, abster. 
ele contém – eles contêm 
ele obtém – eles obtêm 
ele retém – eles retêm 
ele convém – eles convêm 
 
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes 
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes 
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções, 
como: 
Pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do 
indicativo). 
Pode (terceira pessoa do singular do presente do 
indicativo). Ex.: 
Ela pode fazer isso agora. 
Elvis não pôde participar porque sua mãe não deixou. 
 
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da 
preposição por. Ex.: 
Faço isso por você. 
Posso pôr (colocar) meus livros aqui? 
 
Questões 
 
01. “Cadáver” é paroxítona, pois: 
(A) Tem a última sílaba como tônica. 
(B) Tem a penúltima sílaba como tônica. 
(C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica. 
(D) Não tem sílaba tônica. 
 
02. Indique a alternativa em que todas as palavras devem 
receber acento. 
(A) virus, torax, ma. 
(B) caju, paleto, miosotis. 
(C) refem, rainha, orgão. 
(D) papeis, ideia, latex. 
(E) lotus, juiz, virus. 
 
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente, 
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo 
mesmo motivo que: 
(A) túnel 
(B) voluntário 
(C) até 
(D) insólito 
(E) rótulos 
 
04. Analise atentamente a presença ou a ausência de 
acento gráfico nas palavras abaixo e indique a alternativa em 
que não há erro: 
(A) ruím - termômetro - táxi – talvez. 
(B) flôres - econômia - biquíni - globo. 
(C) bambu - através - sozinho - juiz 
(D) econômico - gíz - juízes - cajú. 
(E) portuguêses - princesa - faísca. 
 
05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO: 
(A) saúde 
(B) cooperar 
(C) ruim 
(D) creem 
(E) pouco 
 
Gabarito 
1.B / 2.A / 3.B / 4.C / 5.E 
 
 
 
CRASE 
 
É de grande importância a crase da preposição “a” com o 
artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos pronomes 
aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a qual (as 
quais). 
Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a 
crase. O uso apropriado do acento grave depende da 
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental 
também, para o entendimento da crase, dominar a regência 
dos verbos e nomes que exigem a preposição “a”. 
Aprender a usar a crase, portanto, consiste em aprender a 
verificar a ocorrência simultânea de uma preposição e um 
Crase. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 10 
artigo ou pronome.1 Observe: 
Vou a + a igreja. 
Vou à igreja. 
 
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição “a”, 
exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência do artigo 
“a” que está determinando o substantivo feminino igreja. 
Quando ocorre esse encontro das duas vogais e elas se unem, 
a união delas é indicada pelo acento grave. Observe outros 
exemplos: 
Conheço a aluna. 
Refiro-me à aluna. 
 
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer 
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode 
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto 
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição “a”. 
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja 
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes 
já especificados. 
 
Casos em que a crase NÃO ocorre 
 
1) Diante de substantivos masculinos: 
Andamos a cavalo. 
Fomos a pé. 
 
2) Diante de verbos no infinitivo: 
A criança começou a falar. 
Ela não tem nada a dizer. 
 
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos 
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase. 
 
3) Diante da maioria dos pronomes e das expressões de 
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e 
dona: 
Diga a ela que não estarei em casa amanhã. 
Entreguei a todos os documentos necessários. 
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. 
 
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes 
podem ser identificados pelo método: troque a palavra 
feminina por uma masculina, caso na nova construção surgir a 
forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo: 
Refiro-me à mesma pessoa. 
(Refiro-me ao mesmo indivíduo.) 
Informei o ocorrido à senhora. 
(Informei o ocorrido ao senhor.) 
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. 
(Peça ao próprio Cláudio para sair mais cedo.) 
 
4) Diante de numerais cardinais: 
Chegou a duzentos o número de feridos 
Daqui a uma semana começa o campeonato. 
 
Casos em que a crase SEMPRE ocorre 
 
1) Diante de palavras femininas: 
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega. 
Sempre vamos à praia no verão. 
Ela disse à irmã o que havia escutado peloscorredores. 
 
2) Diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de” 
(mesmo que a expressão moda de fique subentendida: 
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. 
Usava sapatos à (moda de) Luís XV. 
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro. 
 
1 www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint76.php 
 
3) Na indicação de horas: 
Acordei às sete horas da manhã. 
Elas chegaram às dez horas. 
Foram dormir à meia-noite. 
 
4) Em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de 
que participam palavras femininas. Por exemplo: 
 
à tarde às ocultas às pressas à medida que 
à noite às claras 
às 
escondidas 
à força 
à vontade à beça à larga à escuta 
às avessas à revelia à exceção de à imitação de 
à esquerda às turras às vezes à chave 
à direita à procura à deriva à toa 
à luz 
à sombra 
de 
à frente de 
à proporção 
que 
à semelhança 
de 
às ordens à beira de 
 
Crase diante de Nomes de Lugar 
 
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do 
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo de modo que 
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a 
preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não 
a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o 
termo regente por um verbo que peça a preposição “de” ou 
“em”. A ocorrência da contração “da” ou “na” prova que esse 
nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por 
exemplo: 
 
Vou à França. (Vim da [ de+a] França. Estou na [ em+a] 
França.) 
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.) 
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália) 
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto 
Alegre.) 
 
- Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou 
A volto DE, crase PRA QUÊ?” 
Ex.: Vou a Campinas. = Volto de Campinas. 
 Vou à praia. = Volto da praia. 
 
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, 
ocorrerá crase. Veja: 
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo que, 
pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”. 
 
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos (Aquele (s), 
Aquela (s), Aquilo) 
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo 
regente exigir a preposição “a”. Por exemplo: 
 
Refiro-me a + aquele atentado. 
 Preposição Pronome 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 11 
Refiro-me àquele atentado. 
O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo 
indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige 
preposição, portanto, ocorre a crase. 
 
Observe este outro exemplo: 
Aluguei aquela casa. 
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não 
exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. 
 
Crase com os Pronomes Relativos (A Qual, As Quais) 
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e 
as quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses 
pronomes exigir a preposição a, haverá crase. 
É possível detectar a ocorrência da crase nesses casos 
utilizando a substituição do termo regido feminino por um 
termo regido masculino. Por exemplo: 
 
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. 
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade 
 
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a 
crase. Veja outros exemplos: 
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. 
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. 
 
Crase com o Pronome Demonstrativo (a) 
A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo “a” 
também pode ser detectada através da substituição do termo 
regente feminino por um termo regido masculino. Veja: 
Minha revolta é ligada à do meu país. 
Meu luto é ligado ao do meu país. 
As orações são semelhantes às de antes. 
Os exemplos são semelhantes aos de antes. 
 
Crase com a Palavra Distância 
- Se a palavra distância estiver especificada ou 
determinada, a crase deve ocorrer. Por exemplo: 
Sua casa fica à distância de 100 Km daqui. (A palavra está 
determinada) 
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A 
palavra está especificada.) 
 
- Se a palavra distância não estiver especificada, a crase 
não pode ocorrer. Por exemplo: 
Os militares ficaram a distância. 
Gostava de fotografar a distância. 
Ensinou a distância. 
 
Observação: por motivo de clareza, para evitar 
ambiguidade, pode-se usar a crase. Veja: 
Gostava de fotografar à distância. 
Ensinou à distância. 
Dizem que aquele médico cura à distância. 
 
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA 
 
1) Diante de nomes próprios femininos: é facultativo o uso 
da crase porque é facultativo o uso do artigo. Observe: 
Paula é muito bonita; ou A Paula é muito bonita. 
Laura é minha amiga; ou A Laura é minha amiga. 
 
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo 
feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos 
escrever as frases abaixo das seguintes formas: 
Entreguei o cartão a Paula; ou Entreguei o cartão à Paula. 
Entreguei o cartão a Roberto; ou Entreguei o cartão ao 
Roberto. 
 
 
2) Diante de pronome possessivo feminino: é facultativo o 
uso da crase porque é facultativo o uso do artigo. Observe: 
Minha avó tem setenta anos; ou A minha avó tem setenta 
anos. 
Minha irmã está esperando por você; ou A minha irmã está 
esperando por você. 
 
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de 
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as 
frases abaixo das seguintes formas: 
Cedi o lugar a minha avó; ou Cedi o lugar à minha avó. 
Cedi o lugar a meu avô; ou Cedi o lugar ao meu avô. 
 
3) Depois da preposição até: 
Fui até a praia; ou Fui até à praia. 
Acompanhe-o até a porta; ou Acompanhe-o até à porta. 
A palestra vai até as cinco horas da tarde; ou A palestra vai 
até às cinco horas da tarde. 
 
Questões 
 
01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas 
consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades e 
estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo 
questões de saúde pública como programas de esclarecimento 
e prevenção, de tratamento para dependentes e de 
reintegração desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome 
de um médico ou clínica ____quem tentar encaminhar um 
drogado da nossa própria família? 
 (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, 
2012) 
 
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e 
respectivamente, com: 
(A) aos … à … a … a 
(B) aos … a … à … a 
(C) a … a … à … à 
(D) à … à … à … à 
(E) a … a … a … a 
 
02. Leia o texto a seguir. 
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu 
______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do 
procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-
lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o 
que fez. 
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio 
de Janeiro: Globo, 1997,) 
 
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na 
ordem dada: 
(A) à – a – a 
(B) a – a – à 
(C) à – a – à 
(D) à – à – a 
(E) a – à – à 
 
03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas 
já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”. 
(A) à - àqueles - a - há 
(B) a - àqueles - a - há 
(C) a - aqueles - à - a 
(D) à - àqueles - a - a 
(E) a - aqueles - à - há 
 
 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 12 
04. Leia o texto a seguir. 
 
Comunicação 
 
O público ledor (existe mesmo!) é sensorial: quer terum 
autor ao vivo, em carne e osso. Quando este morre, há uma 
queda de popularidade em termos de venda. Ou, quando 
teatrólogo, em termos de espetáculo. Um exemplo: G. B. Shaw. 
E, entre nós, o suave fantasma de Cecília Meireles recém está 
se materializando, tantos anos depois. 
Isto apenas vem provar que a leitura é um remédio para a 
solidão em que vive cada um de nós neste formigueiro. Claro 
que não me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva 
e efervescente. 
Porque o autor escreve, antes de tudo, para expressar-se. 
Sua comunicação com o leitor decorre unicamente daí. Por 
afinidades. É como, na vida, se faz um amigo. 
E o sonho do escritor, do poeta, é individualizar cada 
formiga num formigueiro, cada ovelha num rebanho - para que 
sejamos humanos e não uma infinidade de xerox infinitamente 
reproduzidos uns dos outros. 
Mas acontece que há também autores xerox, que nos 
invadem com aqueles seus best-sellers... 
Será tudo isto uma causa ou um efeito? 
Tristes interrogações para se fazerem num mundo que já 
foi civilizado. 
 
(Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova 
Aguilar, 1. ed., 2005.) 
 
Claro que não me estou referindo a essa vulgar comunicação 
festiva e efervescente. 
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase se 
o segmento grifado for substituído por: 
(A) leitura apressada e sem profundidade. 
(B) cada um de nós neste formigueiro. 
(C) exemplo de obras publicadas recentemente. 
(D) uma comunicação festiva e virtual. 
(E) respeito de autores reconhecidos pelo público. 
 
05. O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP) 
também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ 
ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará-
lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em 
liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e uma 
vida digna. 
(www.metropolitana.com.br. 2012) 
 
Assinale a alternativa que preenche, correta e 
respectivamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-
padrão da língua portuguesa. 
(A) à … à … à 
(B) a … a … à 
(C) a … à … à 
(D) à … à ... a 
(E) a … à … a 
 
Gabarito 
1.B / 2.A / 3.B / 4.A / 5.D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FLEXÃO NOMINAL E VERBAL 
 
FLEXÃO NOMINAL 
 
Flexão de número 
 Os nomes (substantivo, adjetivo etc.), de modo geral, 
admitem a flexão de número: singular e plural. 
Ex.: animal – animais. 
 
Palavras Simples 
1) Na maioria das vezes, acrescenta-se S. 
Ex.: ponte – pontes / bonito – bonitos. 
 
2) Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES. 
Ex.: éter – éteres / avestruz – avestruzes. 
Observação: o pronome qualquer faz o plural no meio: 
quaisquer. 
 
3) Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se ES. 
Ex.: ananás – ananases. 
Observação: as paroxítonas e as proparoxítonas são 
invariáveis. Ex.: o pires − os pires / o ônibus − os ônibus. 
 
4) Palavras terminadas em IL: 
a) átono: trocam IL por EIS. Ex.: fóssil – fósseis. 
b) tônico: trocam L por S. Ex.: funil – funis. 
 
5) Palavras terminadas em EL: 
a) átono: plural em EIS. Ex.: nível – níveis. 
b) tônico: plural em ÉIS. Ex.: carretel – carretéis. 
 
6) Palavras terminadas em X são invariáveis. 
Ex.: o clímax − os clímax. 
 
7) Há palavras cuja sílaba tônica avança. 
Ex.: júnior – juniores / caráter – caracteres. 
Observação: a palavra caracteres é plural tanto de 
caractere quanto de caráter. 
 
8) Palavras terminadas em ÃO, ÃOS, ÃES e ÕES. 
Fazem o plural, por isso veja alguns muito importantes: 
a) Em ões: balões, corações, grilhões, melões, gaviões. 
b) Em ãos: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos. 
 
Observação: os paroxítonos, como os dois últimos, 
sempre fazem o plural em ÃOS. 
 
c) Em ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, alemães. 
d) Em ões ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos, 
anões/anãos 
e) Em ões ou ães: charlatões/charlatães, 
guardiões/guardiães, cirugiões/cirurgiães. 
f) Em ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães, 
ermitões/ermitãos/ermitães. 
 
9) Plural dos diminutivos com a letra Z 
Coloca-se a palavra no plural, corta-se o S e acrescenta-se 
zinhos (ou zinhas). Exemplo: 
Coraçãozinho → corações → coraçõe → coraçõezinhos. 
Azulzinha → azuis → azui → azuizinhas. 
 
10) Plural com metafonia (ô → ó) 
Algumas palavras, quando vão ao plural, abrem o timbre 
da vogal o; outras, não. Veja a seguir. 
 
Flexão nominal e verbal 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 13 
Com metafonia singular (ô) e plural (ó) 
coro - coros 
corvo - corvos 
destroço - destroços 
forno - fornos 
fosso - fossos 
poço - poços 
rogo - rogos 
 
Sem metafonia singular (ô) e plural (ô) 
adorno - adornos 
bolso - bolsos 
endosso - endossos 
esgoto - esgotos 
estojo - estojos 
gosto - gostos 
 
11) Casos especiais: 
aval − avales e avais 
cal − cales e cais 
cós − coses e cós 
fel − feles e féis 
mal e cônsul − males e cônsules 
 
Palavras Compostas 
Quanto a variação das palavras compostas: 
 
1) Variação de dois elementos: neste caso os compostos 
são formados por substantivo mais palavra variável (adjetivo, 
substantivo, numeral, pronome). Ex.: 
amor-perfeito − amores-perfeitos 
couve-flor − couves-flores 
segunda-feira − segundas-feiras 
 
2) Variação só do primeiro elemento: neste caso quando 
há preposição no composto, mesmo que oculto. Ex.: 
pé-de-moleque − pés-de-moleque 
cavalo-vapor − cavalos-vapor (de ou a vapor) 
 
3) A palavra também irá variar quando o segundo 
substantivo determina o primeiro (fim ou semelhança). Ex.: 
banana-maçã − bananas-maçã (semelhante a maçã) 
navio-escola − navios-escola (a finalidade é a escola) 
 
Observações: 
- Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos, 
porém é uma situação polêmica. 
Ex.: mangas-espada (preferível) ou mangas-espadas. 
 
- Quando apenas o último elemento varia: 
a) Quando os elementos são adjetivos. Ex.: hispano-
americano − hispano-americanos. 
Observação: a exceção é surdo-mudo, em que os dois 
adjetivos se flexionam: surdos-mudos. 
b) Nos compostos em que aparecem os adjetivos GRÃO, 
GRÃ e BEL. Ex.: grão-duque − grão-duques / grã-cruz − grã-
cruzes / bel-prazer − bel-prazeres. 
c) Quando o composto é formado por verbo ou qualquer 
elemento invariável (advérbio, interjeição, prefixo etc.) mais 
substantivo ou adjetivo. Ex.: arranha-céu − arranha-céus / 
sempre-viva − sempre-vivas / super-homem − super-homens. 
d) Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos 
(representam sons). Ex.: reco-reco − reco-recos / pingue-
pongue − pingue-pongues / bem-te-vi − bem-te-vis. 
 
Observações: 
- Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver alguma 
alteração nos elementos, ou seja, não serem iguais. 
- Se forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois 
no plural. Ex.: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas. 
4) Quando nenhum elemento varia. 
- Quando há verbo mais palavra invariável. Ex.: o cola-tudo 
− os cola-tudo. 
- Quando há dois verbos de sentido oposto. Ex.: o perde-
ganha − os perde-ganha. 
- Nas frases substantivas (frases que se transformam em 
substantivos). Ex.: O maria-vai-com-as-outras − os maria-vai-
com-as-outras. 
 
Observações: 
- São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha, 
sem-teto e sem-terra. 
Ex.: Os sem-terra apreciavam os arco-íris. 
 
- Admitem mais de um plural: 
pai-nosso − pais-nossos ou pai-nossos 
padre-nosso − padres-nossos ou padre-nossos 
terra-nova − terras-novas ou terra-novas 
salvo-conduto − salvos-condutos ou salvo-condutos 
xeque-mate − xeques-mates ou xeques-mate 
 
- Casos especiais: palavras que não se encaixam nas regras. 
o bem-me-quer − os bem-me-queres 
o joão-ninguém − os joões-ninguémo lugar-tenente − os lugar-tenentes 
o mapa-múndi − os mapas-múndi 
 
Flexão de gênero 
 
Os substantivos e as palavras que o acompanham na frase 
admitem a flexão de gênero: masculino e feminino. Ex.: 
Meu amigo diretor recebeu o primeiro salário. 
Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação. 
A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras. 
 
1) Com a troca de o ou e por a. Ex.: lobo – loba / mestre – 
mestra. 
 
2) Por meio de diferentes sufixos nominais de gênero, 
muitas vezes com alterações do radical. Veja alguns femininos 
importantes: 
ateu − ateia 
bispo − episcopisa 
conde − condessa 
duque − duquesa 
frade − freira 
ilhéu − ilhoa 
judeu − judia 
marajá − marani 
monje − monja 
pigmeu − pigmeia 
 
Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero, ou 
seja, possuem uma única forma para masculino e feminino. E 
podem ser divididos em: 
a) Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, podendo 
designar os dois sexos. Ex.: a pessoa, o cônjuge, a testemunha. 
b) Comuns de dois gêneros: admitem os dois artigos, 
podendo então ser masculinos ou femininos. Ex.: o estudante 
− a estudante, o cientista − a cientista, o patriota − a patriota. 
c) Epicenos: admitem apenas um artigo, designando os 
animais. Ex.: O jacaré, a cobra, o polvo. 
 
Observações: 
- O feminino de elefante é elefanta, e não elefoa. Aliá é 
correto, mas designa apenas uma espécie de elefanta. 
- Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado 
epiceno. É algo discutível. 
- Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas 
costumam trocar. Veja alguns que convém gravar. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 14 
Masculinos - Femininos 
champanha - aguardente 
dó - alface 
eclipse - cal 
formicida - cataplasma 
grama (peso) - grafite 
milhar - libido 
plasma - omoplata 
soprano - musse 
suéter - preá 
telefonema 
 
- Existem substantivos que admitem os dois gêneros. Ex.: 
diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc. 
 
Flexão de grau 
 
Por razões meramente didáticas, incluo, aqui, o grau entre 
os processos de flexão. 
 
Grau do substantivo 
1) Normal ou positivo: sem nenhuma alteração. Ex.: 
chapéu. 
 
2) Aumentativo: 
 a) Sintético: chapelão; 
 b) Analítico: chapéu grande, chapéu enorme etc. 
 
3) Diminutivo: 
 a) Sintético: chapeuzinho; 
 b) Analítico: chapéu pequeno, chapéu reduzido etc. 
Obs.: Um grau é sintético quando formado por sufixo; 
analítico, por meio de outras palavras. 
 
Grau do adjetivo 
1) Normal ou positivo: João é forte. 
 
2) Comparativo: 
a) De superioridade: João é mais forte que André. (ou do 
que); 
b) De inferioridade: João é menos forte que André. (ou do 
que); 
c) De igualdade: João é tão forte quanto André. (ou como); 
 
3) Superlativo: 
a) Absoluto 
Sintético: João é fortíssimo. 
Analítico: João é muito forte. (bastante forte, forte demais 
etc.) 
 
b) Relativo: 
De superioridade: João é o mais forte da turma. 
De inferioridade: João é o menos forte da turma. 
 
Observações: 
a) O grau superlativo absoluto corresponde a um aumento 
do adjetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo, érrimo 
ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito, bastante, 
demasiadamente, enorme etc. 
 
b) As palavras maior, menor, melhor e pior constituem 
sempre graus de superioridade. Ex.: 
O carro é menor que o ônibus. (menor - mais pequeno = 
comparativo de superioridade.) 
 Ele é o pior do grupo. (pior - mais mau = superlativo 
relativo de superioridade.) 
 
c) Alguns superlativos absolutos sintéticos também podem 
apresentar dúvidas. 
acre − acérrimo 
amargo − amaríssimo 
amigo − amicíssimo 
antigo − antiquíssimo 
cruel − crudelíssimo 
doce − dulcíssimo 
fácil − facílimo 
feroz − ferocíssimo 
fiel − fidelíssimo 
geral − generalíssimo 
humilde − humílimo 
magro − macérrimo 
negro − nigérrimo 
pobre − paupérrimo 
sagrado − sacratíssimo 
sério − seriíssimo 
soberbo – superbíssimo 
 
Questões 
 
01. (Pref. Fortaleza/CE - Educação Física - 2016) Com 
base nas regras de flexão nominal e flexão verbal e com base 
no aspecto semântico (o sentido das palavras e da 
interpretação dos enunciados de acordo com o contexto), 
observe o seguinte excerto: 
 
“Eu nunca me esqueci da história daquela outra menina”. 
 
Aponte a alternativa em que todas as palavras desse 
excerto foram corretamente flexionadas apenas em número, 
de acordo com o contexto. 
(A) Nós nunca nos esqueceremos de histórias daquelas 
outras meninas. 
(B) Nós nunca nos esquecemos das histórias daquelas outras 
meninas. 
(C) Nós nunca nos esquecíamos da história daquelas outras 
meninas. 
(D) Nós nunca nos esquecemos das histórias daquela outra 
menina. 
 
02. Assinale o par de vocábulos que formam o plural como 
órfão e mata-burro, respectivamente: 
(A) cristão / guarda-roupa 
(B) questão / abaixo-assinado 
(C) alemão / beija-flor 
(D) tabelião / sexta-feira 
(E) cidadão / salário-família 
 
03. Aponte a alternativa em que haja erro quanto à flexão 
do nome composto: 
(A) vice-presidentes, amores-perfeitos, os bota-fora 
(B) tico-ticos, salários-família, obras-primas 
(C) reco-recos, sextas-feiras, sempre-vivas 
(D) pseudo-esferas, chefes-de-seção, pães-de-ló 
(E) pisca-piscas, cartões-postais, mulas-sem-cabeças 
 
04. (INSTITUTO AOCP - Assistente Administrativo – 
EBSERH) Assinale a alternativa cujas palavras em destaque 
aceitam flexão de número e gênero. 
(A) “E, ainda, aumenta a capacidade sanguínea e faz bem 
ao coração, combate a depressão e, o melhor, é democrática, 
aceita pessoas de todas as idades e raças.”. 
(B) “Entre os mais comuns estão samba, bolero, forró, 
zouk, salsa, lindy hop, tango, valsa e muito mais’. Ele revela 
que, apesar de sempre ser um desejo feminino, os homens 
estão cada vez mais presentes.”. 
(C) “A dança tem diferentes linguagens e provoca efeitos e 
sensações diversas. Sem se ater ao profissional, ela tem o 
poder de aproximar as pessoas, provocar romances, estimular 
o cérebro, tonificar [...]”. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 15 
(D) “O bailarino, coreógrafo e professor Welbert de Melo 
Nascimento, formado em pedagogia do movimento para o 
ensino da dança pela UFMG, diz que a dança é sociocultural, 
fundamental em um mundo cada vez mais individualista e de 
isolamento diante da tecnologia e da internet.”. 
(E) “No antigo Egito, ela homenageava o deus Osíris. Na 
Grécia, fazia parte dos Jogos Olímpicos. Na era atual, ela existe 
como manifestação artística [...]”. 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.A / 03.E / 04. D 
 
FLEXÃO VERBAL 
 
1) Número: singular ou plural 
Ex.: ando, andas, anda → singular 
 andamos, andais, andam → plural 
 
2) Pessoas: são três. 
a) A primeira é aquela que fala; corresponde aos pronomes 
eu (singular) e nós (plural). 
Ex.: escreverei, escreveremos. 
 
b) A segunda é aquela com quem se fala; corresponde aos 
pronomes tu (singular) e vós (plural). 
Ex.: escreverás, escrevereis. 
 
c) A terceira é aquela acerca de quem se fala; corresponde 
aos pronomes ele ou ela (singular) e eles ou elas (plural). 
Ex.: escreverá, escreverão. 
 
3) Modos: são três. 
a) Indicativo: apresenta o fato verbal de maneira positiva, 
indubitável. Ex.: vendo. 
 
b) Subjuntivo: apresenta o fato verbal de maneira 
duvidosa, hipotética. Ex.: que eu venda. 
 
c) Imperativo: apresenta o fato verbal como objeto de uma 
ordem. Ex.: venda! 
 
4) Tempos: são três. 
a) Presente: falo 
 
b) Pretérito: 
- Perfeito: falei 
- Imperfeito: falava 
- Mais-que-perfeito: falara 
 
Obs.: O pretérito perfeitoindica uma ação extinta; o 
imperfeito, uma ação que se prolongava num determinado 
ponto do passado; o mais-que-perfeito, uma ação passada em 
relação a outra ação, também passada. Ex.: 
Eu cantei aquela música. (perfeito) 
Eu cantava aquela música. (imperfeito) 
Quando ele chegou, eu já cantara. (mais-que-perfeito) 
 
c) Futuro: 
 - Do presente: estudaremos 
 - Do pretérito: estudaríamos 
 
Obs.: No modo subjuntivo, com relação aos tempos 
simples, temos apenas o presente, o pretérito imperfeito e o 
futuro (sem divisão). Os tempos compostos serão estudados 
mais adiante. 
 
5) Vozes: são três. 
a) Ativa: o sujeito pratica a ação verbal. 
Ex.: O carro derrubou o poste. 
b) Passiva: o sujeito sofre a ação verbal. 
- Analítica ou verbal: com o particípio e um verbo auxiliar. 
Ex.: O poste foi derrubado pelo carro. 
 
- Sintética ou pronominal: com o pronome apassivador se. 
Ex.: Derrubou-se o poste. 
 
Obs.: Estudaremos bem o pronome apassivador (ou 
partícula apassivadora) na sétima lição: concordância verbal. 
 
c) Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação verbal; aparece 
um pronome reflexivo. Ex.: O garoto se machucou. 
 
Formação do Imperativo 
1) Afirmativo: tu e vós saem do presente do indicativo 
menos a letra s; você, nós e vocês, do presente do subjuntivo. 
Ex.: Imperativo afirmativo do verbo beber 
Bebo → beba 
bebes → bebe (tu) bebas 
bebe beba → beba (você) 
bebemos bebamos → bebamos (nós) 
bebeis → bebei (vós) bebais 
bebem bebam → bebam (vocês) 
Reunindo, temos: bebe, beba, bebamos, bebei, bebam. 
 
2) Negativo: sai do presente do subjuntivo mais a palavra 
não. 
Ex.: beba 
bebas → não bebas (tu) 
beba → não beba (você) 
bebamos → não bebamos (nós) 
bebais → não bebais (vós) 
bebam → não bebam (vocês) 
Assim, temos: não bebas, não beba, não bebamos, não 
bebais, não bebam. 
 
Observações: 
a) No imperativo não existe a primeira pessoa do singular, 
eu; a terceira pessoa é você. 
 
b) O verbo ser não segue a regra nas pessoas que saem do 
presente do indicativo. Eis o seu imperativo: 
- Afirmativo: sê, seja, sejamos, sede, sejam. 
- Negativo: não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não 
sejam. 
 
c) O tratamento dispensado a alguém numa frase não pode 
mudar. Se começamos a tratar a pessoa por você, não podemos 
passar para tu, e vice-versa. 
Ex.: Pede agora a tua comida. (tratamento: tu) 
Peça agora a sua comida. (tratamento: você) 
 
d) Os verbos que têm z no radical podem, no imperativo 
afirmativo, perder também a letra e que aparece antes da 
desinência s. 
Ex.: faze (tu) ou faz (tu) 
 dize (tu) ou diz (tu) 
 
e) Procure ter “na ponta da língua” a formação e o emprego 
do imperativo. É assunto muito cobrado em concursos 
públicos. 
 
Tempos Primitivos e Tempos Derivados 
1) O presente do indicativo é tempo primitivo. Da primeira 
pessoa do singular sai todo o presente do subjuntivo. 
Ex.: digo → que eu diga, que tu digas, que ele diga etc. 
 dizes 
 diz 
Obs.: isso não ocorre apenas com os poucos verbos que 
não apresentam a desinência o na primeira pessoa do singular. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 16 
Ex.: eu sou → que eu seja. 
 eu sei → que eu saiba. 
 
2) O pretérito perfeito é tempo primitivo. Da segunda 
pessoa do singular saem: 
 
a) o mais-que-perfeito. 
Ex.: coubeste → coubera, couberas, coubera, coubéramos, 
coubéreis, couberam. 
 
b) o imperfeito do subjuntivo. 
Ex.: coubeste → coubesse, coubesses, coubesse, 
coubéssemos, coubésseis, coubessem. 
 
c) o futuro do subjuntivo. 
Ex.: coubeste → couber, couberes, couber, coubermos, 
couberdes, couberem. 
 
3) Do infinitivo impessoal derivam: 
 
a) o imperfeito do indicativo. 
Ex.: caber → cabia, cabias, cabia, cabíamos, cabíeis, cabiam. 
 
b) o futuro do presente. 
Ex.: caber → caberei, caberás, caberá, caberemos, cabereis, 
caberão. 
 
c) o futuro do pretérito. 
Ex.: caber → caberia, caberias, caberia, caberíamos, 
caberíeis, caberiam. 
 
d) o infinitivo pessoal. 
Ex.: caber → caber, caberes, caber, cabermos, caberdes, 
caberem. 
 
e) o gerúndio. 
Ex.: caber → cabendo. 
 
f) o particípio. 
Ex.: caber → cabido. 
 
Tempos Compostos 
Formam-se os tempos compostos com o verbo auxiliar (ter 
ou haver) mais o particípio do verbo que se quer conjugar. 
 
1) Perfeito composto: presente do verbo auxiliar mais 
particípio do verbo principal. 
Ex.: tenho falado ou hei falado → perfeito composto do 
indicativo tenha falado ou haja falado → perfeito composto do 
subjuntivo. 
 
2) Mais-que-perfeito composto: imperfeito do auxiliar 
mais particípio do principal. 
Ex.: tinha falado → mais-que-perfeito composto do 
indicativo. 
 tivesse falado → mais-que-perfeito composto do 
subjuntivo. 
 
3) Demais tempos: basta classificar o verbo auxiliar. 
Ex.: terei falado → futuro do presente composto (terei é 
futuro do presente). 
 
Verbos Irregulares Comuns em Concursos 
 É importante saber a conjugação dos verbos que seguem. 
Eles estão conjugados apenas nas pessoas, tempos e modos 
mais problemáticos. 
1) Compor, repor, impor, expor, depor etc.: seguem 
integralmente o verbo pôr. 
Ex.: ponho → componho, imponho, deponho etc. 
 pus → compus, repus, expus etc. 
2) Deter, conter, reter, manter etc.: seguem integralmente 
o verbo ter. 
Ex.: tivermos → contivermos, mantivermos etc. 
 tiveste → retiveste, mantiveste etc. 
 
3) Intervir, advir, provir, convir etc.: seguem 
integralmente o verbo vir. 
Ex.: vierem → intervierem, provierem etc. 
 vim → intervim, convim etc. 
 
4) Rever, prever, antever etc.: seguem integralmente o 
verbo ver. 
Ex.: vi → revi, previ etc. 
 víssemos → prevíssemos, antevíssemos etc. 
 
Observações: 
- Como se vê nesses quatro itens iniciais, o verbo derivado 
segue a conjugação do seu primitivo. Basta conjugar o verbo 
primitivo e recolocar o prefixo. Há outros verbos que dão 
origem a verbos derivados. Por exemplo, dizer, haver e fazer. 
Para eles, vale a mesma regra explicada acima. 
Ex.: eu houve → eu reouve (e não reavi, como normalmente 
se fala por aí). 
 
- Requerer e prover não seguem integralmente os verbos 
querer e ver. Eles serão mostrados mais adiante. 
 
5) Crer, no pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu, 
cremos, crestes, creram. 
 
6) Estourar, roubar, aleijar, inteirar etc.: mantém o ditongo 
fechado em todos os tempos, inclusive o presente do 
indicativo. Ex.: A bomba estoura. (e não estóra, como 
normalmente se diz). 
 
7) Aderir, competir, preterir, discernir, concernir, impelir, 
expelir, repelir: 
a) presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos, 
aderimos, aderem. 
 
b) presente do subjuntivo: adira, adiras, adira, adiramos, 
adirais, adiram. 
 
Obs.: Esses verbos mudam o e do infinitivo para i na 
primeira pessoa do singular do presente do indicativo e em 
todas do presente do subjuntivo. 
 
8) Aguar, desaguar, enxaguar, minguar: 
a) presente do indicativo: águo, águas, água; enxáguo, 
enxáguas, enxágua. 
 
b) presente do subjuntivo: águe, águes, águe; enxágue, 
enxágues, enxágue. 
 
9) Arguir, no presente do indicativo: arguo, argúis, argúi, 
arguimos, arguis, argúem. 
 
10) Apaziguar, averiguar, obliquar, no presente do 
subjuntivo: apazigúe, apazigúes, apazigúe, apaziguemos, 
apazigueis, apazigúem. 
 
11) Mobiliar: 
a) presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília, 
mobiliamos, mobiliais, mobíliam. 
 
b) presente do subjuntivo: mobílie, mobílies, mobílie, 
mobiliemos, mobilieis, mobíliem. 
 
12) Polir, no presente do indicativo: pulo, pules, pule, 
polimos, polis, pulem. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 17 
13) Passear, recear, pentear, ladear (e todos os outros 
terminados em ear) 
a) presente do indicativo: passeio, passeias, passeia, 
passeamos, passeais, passeiam. 
b) presente do subjuntivo: passeie, passeies, passeie, 
passeemos, passeeis, passeiem. 
 
Observações: 
- Os verbos desse grupo (importantíssimo) apresentam o 
ditongo ei nas formas risotônicas, mas apenas nos dois 
presentes. 
- Os verbos estrear e idear apresentam ditongo aberto. 
Ex.: estreio, estreias, estreia; ideio, ideias, ideia. 
 
14) Confiar, renunciar, afiar, arriar etc.: verbos regulares. 
Ex.: confio, confias, confia, confiamos, confiais, confiam. 
 
Observações: 
- Esses verbos não têm o ditongo ei nas formas risotônicas. 
 
- Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar, 
apesar de terminarem em iar, apresentam o ditongo ei. 
Ex.: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, 
medeiam, medeie, medeies, medeie, mediemos, medieis, 
medeiem. 
 
15) Requerer: só é irregular na 1ª pessoa do singular do 
presente do indicativo e, consequentemente, em todo o 
presente do subjuntivo. 
Ex.: requeiro, requeres, requer 
requeira, requeiras, requeira 
requeri, requereste, requereu 
 
16) Prover: conjuga-se como verbo regular no pretérito 
perfeito, no mais-que-perfeito, no imperfeito do subjuntivo, no 
futuro do subjuntivo e no particípio; nos demais tempos, 
acompanha o verbo ver. 
Ex.: Provi, proveste, proveu; provera, proveras, provera; 
provesse, provesses, provesse etc. 
provejo, provês, provê; provia, provias, provia; proverei, 
proverás, proverá etc. 
 
17) Reaver, precaver-se, falir, adequar, remir, abolir, 
colorir, ressarcir, demolir, acontecer, doer são verbos 
defectivos. Estude o que falamos sobre eles na lição anterior, 
no item sobre a classificação dos verbos. Ex.: Reaver, no 
presente do indicativo: reavemos, reaveis. 
 
Questões 
 
01. (FAPERP - Agente Administrativo - SeMAE) 
 
HÁBITOS SAUDÁVEIS E QUALIDADE DE VIDA2 
 
Para um indivíduo ter uma boa qualidade de vida, é 
fundamental a busca de hábitos saudáveis. Esses, não devem ser 
feitos esporadicamente, mas sim com frequência (para toda 
vida). A adoção desses hábitos saudáveis tem por objetivos a 
manutenção da saúde física e psicológica, aumentando a 
qualidade de vida. 
 
PRINCIPAIS HÁBITOS SAUDÁVEIS: 
 
- Alimentação balanceada, nutritiva e de acordo com as 
necessidades de cada organismo; 
- Prática regular de atividades físicas; - Atividades ao ar livre 
e contato com a natureza; 
- Não ter vícios (álcool, cigarro e outras drogas); 
 
2 http://www.todabiologia.com/saude/habitos_saudaveis.htm 
- Buscar se envolver em atividades sociais prazerosas e 
construtivas; 
- Controlar e, na medida do possível, evitar o estresse; 
- Valorizar a convivência social positiva; 
- Estimular o cérebro com atividades intelectuais (leitura, 
teatro etc.); 
- Buscar ajuda de profissionais da saúde quando apresentar 
doenças ou problemas psicológicos. 
 
Os verbos “buscar”, “controlar”, “valorizar” e “estimular”, 
presentes no texto, foram empregados no infinitivo. Observe 
as alternativas abaixo e assinale aquela que contiver a 
adequada análise da relação forma verbal / flexão de tempo e 
modo. 
(A) Buscaria: futuro do subjuntivo. 
(B) Controlo: presente do imperativo. 
(C) Valorizou: pretérito mais-que-perfeito do indicativo. 
(D) Estimularemos: futuro do presente do indicativo. 
 
02. (Pref. Itaquitinga/PE - Psicólogo - IDHTEC/2016) 
Em qual dos trechos a seguir a flexão do verbo reflete um uso 
adequado da língua 
(A) “Enquanto a campanha de vacinação contra o H1N1 
não começa, especialistas recomendam que a população se 
precavenha redobrando os cuidados com a higiene e evitando 
aglomerações e o contato com muitas pessoas 
(B) “Cinco pássaros receberam transmissores para 
monitorar sua adaptação à vida selvagem e se obter 
financiamento para cinco novos transmissores, dez novos 
pássaros serão libertados.” 
(C) “A mulher requereu o benefício em abril de 2014. Ela 
apresentou diversos atestados médicos que comprovavam sua 
situação delicada e seu histórico de risco, mas o pedido foi 
indeferido.” 
 
(D) “A polícia interviu nos confrontos entre adeptos 
ingleses, russos e franceses‟, disse o chefe local da polícia, que 
teve de dispersar os apoiantes das duas seleções e cidadãos 
franceses pelo terceiro dia consecutivo.” 
(E) “A cada dois meses acumulados, ele sugere que 
investidor se presentei com algo que deseja, para se sentir 
motivado a manter a reserva.” 
 
03. Leia o trecho: 
Toda a gente dormia com a mulher do Jaqueira. Era só 
empurrar a porta. Se a mulher não abria logo, Jaqueira ia abrir, 
bocejando e ameaçando: 
 
- Um dia eu mato um peste. 
Matou. Escondeu-se por detrás de um pau e descarregou a 
lazarina bem no coração do freguês. 
(Graciliano Ramos, São Bernardo) 
 
A forma verbal grifada: 
(A) está no pretérito, indicando uma ação durativa ou 
repetitiva que começa num passado mais ou menos distante e 
perdura ainda no momento da fala. 
(B) está no futuro do pretérito, indicando uma ação 
hipotética. 
(C) está no presente, indicando que a ação se dará num 
tempo futuro. 
(D) está no futuro, indicando que a ação se dará num futuro 
do presente. 
(E) está no presente, indicando uma ação momentânea ou 
pontual. 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 18 
04. (IESES - Auxiliar em Administração - IFC-SC) 
Assinale a alternativa correta quanto à flexão dos verbos. 
(A) Quando não disporem de tempo, precavenham-se, 
adiantando alguns de seus compromissos. 
(B)Se o governo propor mudanças e intervier em favor da 
população, será possível melhorar sua imagem. 
(C) Ele reaviu seus pertences apreendidos pela polícia. 
(D) Mesmo que as autoridades interviessem, perceber-se-
ia logo que o candidato não previra as consequências que 
adviriam de sua conduta. 
 
Gabarito 
 
1.D / 2.C / 3.C / 4.D 
 
 
 
CLASSES DE PALAVRAS 
 
Em Classes de Palavras, estudaremos artigo, substantivo, 
adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, 
interjeição e conjunção. E dentro de cada uma, abordaremos 
seu emprego e quando houver, sua flexão. 
 
Artigo 
 
É a palavra que acompanha o substantivo, indicando-lhe o 
gênero e o número, determinando-o ou generalizando-o. Os 
artigos podem ser: 
Definidos: o, a, os, as; determinam os substantivos, trata de 
um ser já conhecido; denota familiaridade: “A grande reforma 
do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do 
médio.” 
Indefinidos: um, uma, uns, umas; Trata-se de um ser 
desconhecido, dá ao substantivo valor vago: “...foi chegando 
um caboclinho magro, com uma taquara na mão.” (A. Lima) 
 
Usa-se o artigo definido: 
- com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados 
foram punidos. 
- com nomes próprios geográficos de estado, país, oceano, 
montanha, rio, lago: o Brasil, o rio Amazonas, a Argentina, o 
oceano Pacífico. Ex.: Conheço o Canadá mas não conheço 
Brasília. 
- depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos 
os vinte atletas participarão do campeonato. 
- com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais 
lindas flores da floricultura. 
- com a palavra outro, com sentido determinado: Marcelo 
tem dois amigos: Rui é alto e lindo, o outro é atlético e 
simpático. 
- antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da 
primavera vem o verão. 
- com expressões de peso e medida: O álcool custa um real 
o litro. (=cada litro) 
 
Não se usa o artigo definido:- antes de pronomes de tratamento iniciados por 
possessivos: Vossa Excelência, Vossa Senhoria. Ex.: Vossa 
Alteza estará presente ao debate? 
- antes de nomes de meses: O campeonato aconteceu em 
maio de 2002. 
- alguns nomes de países, como Espanha, França, 
Inglaterra, Itália podem ser construídos sem o artigo, 
principalmente quando regidos de preposição. Ex.: “Viveu 
muito tempo em Espanha.” 
- antes de todos / todas + numeral: Eles são, todos 
quatro, amigos de João Luís e Laurinha. 
- antes de palavras que designam matéria de estudo, 
empregadas com os verbos: aprender, estudar, cursar, 
ensinar. Ex.: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês. 
 
O uso do artigo é facultativo: 
- antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência 
é irritante. 
- antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou 
Luciana / a Luciana? 
- “Daqui para a frente, tudo vai ser diferente.” (Para a 
frente: exige a preposição) 
 
Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao 
/ de + o, a = do, da / em + o, a = no, na / por + o, a = pelo, pela. 
 
Usa-se o artigo indefinido: 
- para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns 
oito anos. 
- antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em 
pares: Usava umas calças largas e umas botas longas. 
- em linguagem coloquial, com valor intensivo: Rafaela é 
uma meiguice só. 
- para comparar alguém com um personagem célebre: Luís 
August é um Rui Barbosa. 
 
O artigo indefinido não é usado: 
- em expressões de quantidade: pessoa, porção, parte, 
gente, quantidade. Ex.: Reservou para todos boa parte do lucro. 
- com adjetivos como: escasso, excessivo, suficiente. Ex.: 
Não há suficiente espaço para todos. 
- com substantivo que denota espécie. Ex.: Cão que ladra 
não morde. 
 
Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e 
em + um, uma = num, numa, dum, duma. 
 
O artigo (o, a, um, uma) anteposto a qualquer palavra 
transforma-a em substantivo. O ato literário é o conjunto do 
ler e do escrever. 
 
Questões 
 
01. (Banestes - Analista Econômico Financeiro - Gestão 
Contábil - FGV/2018) A frase abaixo em que o emprego do 
artigo mostra inadequação é: 
(A) Todas as coisas que hoje se creem antiquíssimas já 
foram novas; 
(B) Cuidado com todas as coisas que requeiram roupas 
novas; 
(C) Todos os bons pensamentos estão presentes no 
mundo, só falta aplicá-los; 
(D) Em toda a separação existe uma imagem da morte; 
(E) Alegria de amor dura apenas um instante, mas 
sofrimento de amor dura toda a vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classes de palavras. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 19 
02. (IF/AP – Auxiliar em Administração – 
FUNIVERSA/2016) 
 
 
Internet: <http://educacaoepraxis.blogspot.com.br>. 
 
No segundo quadrinho, correspondem, respectivamente, a 
substantivo, pronome, artigo e advérbio: 
(A) “guerra”, “o”, “a” e “por que”. 
(B) “mundo”, “a”, “o” e “lá”. 
(C) “quando”, “por que”, “e” e “lá”. 
(D) “por que”, “não”, “a” e “quando”. 
(E) “guerra”, “quando”, “a” e “não”. 
 
03. (SESAP/RN - Técnico em Enfermagem - 
COMPERVE/2018) 
 
Nas décadas subsequentes, vários estudos 
correlacionaram os hábitos dos pacientes como fatores de 
risco para doenças cardiovasculares. Sedentarismo, 
tabagismo, obesidade, entre outros, aumentam drasticamente 
as chances de enfarte. 
 
Com relação à quantidade de artigos no trecho, há 
(A) cinco. 
(B) três. 
(C) quatro. 
(D) dois. 
 
04. (Prefeitura Tanguá/RJ - Técnico de Enfermagem - 
MS Concursos/2017) Considere as afirmações sobre artigo e 
numeral e assinale a alternativa correta: 
I - Algumas palavras que atendem o substantivo, como um, 
em “um dia”, podem modificar-lhe o sentido. Podemos 
entender a expressão como “um dia qualquer” e também como 
“um único dia.” Na primeira situação, a palavra um é artigo; na 
segunda, um é numeral. 
II - Artigo é a palavra que antecede o substantivo, 
definindo-o ou indefinindo-o. Numeral é a palavra que 
expressa quantidade exata de pessoas ou coisas, ou lugar que 
elas ocupam numa determinada sequência. 
III - Os numerais classificam-se em: cardinais (designam 
uma quantidade de seres); ordinais (indicam série, ordem, 
posição); multiplicativos (expressam aumento proporcional a 
um múltiplo da unidade); fracionários (denotam diminuição 
proporcional a divisões, frações da unidade). 
IV - O numeral pode referir-se a um substantivo ou 
substituí-lo; no primeiro caso, é numeral substantivo; no 
segundo, numeral adjetivo. 
 
(A) Apenas II, III e IV estão corretas. 
(B) Apenas I, III e IV estão corretas. 
(C) Apenas I, II e III estão corretas. 
(D) Apenas I, II e IV estão corretas. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.E / 03.C / 04.C 
 
Substantivo 
 
É a palavra que dá nomes aos seres. Inclui os nomes de 
pessoas, de lugares, coisas, entes de natureza espiritual ou 
mitológica: vegetação, sereia, cidade, anjo, árvore, respeito, 
criança. 
 
Classificação 
- Comuns: nomeiam os seres da mesma espécie. Ex.: 
menina, piano, estrela, rio, animal, árvore. 
- Próprios: referem-se a um ser em particular. Ex.: Brasil, 
América do Norte, Deus, Paulo, Lucélia. 
- Concretos: são aqueles que têm existência própria; são 
independentes; reais ou imaginários. Ex.: mãe, mar, água, anjo, 
alma, Deus, vento, saci. 
- Abstrato: são os que não têm existência própria; depende 
sempre de um ser para existir. Designam qualidades, 
sentimentos, ações, estados dos seres: dor, doença, amor, fé, 
beijo, abraço, juventude, covardia. Ex.: É necessário alguém ser 
ou estar triste para a tristeza manifestar-se. 
 
Formação 
- Simples: são aqueles formados por apenas um radical: 
chuva, tempo, sol, guarda. 
- Compostos: são os que são formados por mais de dois 
radicais: guarda-chuva, girassol, água-de-colônia. 
- Primitivos: são os que não derivam de outras palavras; 
vieram primeiro, deram origem a outras palavras. Ex.: ferro, 
Pedro, mês, queijo. 
- Derivados: são formados de outra palavra já existente; 
vieram depois. Ex.: ferradura, pedreiro, mesada, requeijão. 
- Coletivos: os substantivos comuns que, mesmo no 
singular, designam um conjunto de seres de uma mesma 
espécie. Ex.: 
 
Álbum 
de 
fotografias 
Colmeia de abelhas 
Alcateia de lobos Concílio 
de bispos 
em 
assembleia 
Antologia 
de textos 
escolhidos 
Conclave de cardeais 
Arquipélago ilhas Cordilheira 
de 
montanhas 
 
Reflexão do Substantivo 
Os substantivos apresentam variações ou flexões de gênero 
(masculino/feminino), de número (plural/singular) e de grau 
(aumentativo/diminutivo). 
 
Gênero (masculino/feminino) 
Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e 
feminino. A regra para a flexão do gênero é a troca de o por a, 
ou o acréscimo da vogal a, no final da palavra: mestre, mestra. 
 
Formação do Feminino 
O feminino se realiza de três modos: 
- Flexionando-se o substantivo masculino: filho, filha / 
mestre, mestra / leão, leoa; 
- Acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um 
sufixo feminino: autor, autora / deus, deusa / cônsul, 
consulesa / cantor, cantora / reitor, reitora. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 20 
- Utilizando-se uma palavra feminina com radical 
diferente: pai, mãe / homem, mulher / boi, vaca / carneiro, 
ovelha / cavalo, égua. 
 
Substantivos Uniformes 
- Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero, 
quer se refiram ao macho ou à fêmea. – jacaré macho ou fêmea 
/ a cobra macho ou fêmea. 
- Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designamindivíduos dos dois sexos. São masculinos ou femininos. A 
indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou 
feminino: o, a intérprete / o, a colega / o, a médium / o, a 
pianista. 
- Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero 
para homem ou a mulher: a criança (menino, menina) / a 
testemunha (homem, mulher) / o cônjuge (marido, mulher). 
 
Alguns substantivos que mudam de sentido, quando se 
troca o gênero: 
o lotação (veículo) - a lotação (efeito de lotar); 
o capital (dinheiro) - a capital (cidade); 
o cabeça (chefe, líder) - a cabeça (parte do corpo); 
o guia (acompanhante) - a guia (documentação). 
 
São masculinos: o eclipse, o dó, o dengue (manha), o 
champanha, o soprano, o clã, o alvará, o sanduíche, o clarinete, 
o Hosana, o espécime, o guaraná, o diabete ou diabetes, o tapa, 
o lança-perfume, o praça (soldado raso), o pernoite, o 
formicida, o herpes, o sósia, o telefonema, o saca-rolha, o 
plasma, o estigma. 
 
São femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a aluvião, a 
análise, a cal, a gênese, a entorse, a faringe, a cólera (doença), 
a cataplasma, a pane, a mascote, a libido (desejo sexual), a rês, 
a sentinela, a sucuri, a usucapião, a omelete, a hortelã, a fama, 
a Xerox, a aguardente. 
 
Número (plural/singular) 
Acrescentam-se: 
- S – aos substantivos terminados em vogal ou ditongo: 
povo, povos / feira, feiras / série, séries. 
- S – aos substantivos terminados em N: líquen, liquens / 
abdômen, abdomens / hífen, hífens. Também: líquenes, 
abdômenes, hífenes. 
- ES – aos substantivos terminados em R, S, Z: cartaz, 
cartazes / motor, motores / mês, meses. Alguns terminados em 
R mudam sua sílaba tônica, no plural: júnior, juniores / caráter, 
caracteres / sênior, seniores. 
- IS – aos substantivos terminados em al, el, ol, ul: jornal, 
jornais / sol, sóis / túnel, túneis / mel, meles, méis. Exceções: 
mal, males / cônsul, cônsules / real, réis. 
- ÃO – aos substantivos terminados em ão, acrescenta S: 
cidadão, cidadãos / irmão, irmãos / mão, mãos. 
 
Trocam-se: 
- ão por ões: botão, botões / limão, limões / portão, portões 
/ mamão, mamões. 
- ão por ãe: pão, pães / charlatão, charlatães / alemão, 
alemães / cão, cães. 
- il por is (oxítonas): funil, funis / fuzil, fuzis / canil, canis / 
pernil, pernis. 
- por eis (paroxítonas): fóssil, fósseis / réptil, répteis / 
projétil, projéteis. 
- m por ns: nuvem, nuvens / som, sons / vintém, vinténs / 
atum, atuns. 
- zito, zinho - 1º coloca-se o substantivo no plural: balão, 
balões. 2º elimina-se o S + zinhos. 
Balão – balões – balões + zinhos: balõezinhos. 
Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos. 
Cão – cães - cãe + zitos: Cãezitos. 
Alguns substantivos terminados em X são invariáveis 
(valor fonético = cs): os tórax, os tórax / o ônix, os ônix / a fênix, 
as fênix / uma Xerox, duas Xerox / um fax, dois fax. 
 
Substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma 
no plural: 
aldeão, aldeões, aldeãos; 
verão, verões, verãos; 
anão, anões, anãos; 
guardião, guardiões, guardiães; 
corrimão, corrimãos, corrimões; 
ancião, anciões, anciães, anciãos; 
ermitão, ermitões, ermitães, ermitãos. 
 
Metafonia - apresentam o “o” tônico fechado no singular e 
aberto no plural: caroço (ô), caroços (ó) / imposto (ô), 
impostos (ó). 
 
Substantivos que mudam de sentido quando usados no 
plural: Fez bem a todos (alegria); Houve separação de bens. 
(Patrimônio); Conferiu a féria do dia. (Salário); As férias foram 
maravilhosas. (Descanso). 
 
Substantivos empregados somente no plural: Arredores, 
belas-artes, bodas (ô), condolências, cócegas, costas, exéquias, 
férias, olheiras, fezes, núpcias, óculos, parabéns, pêsames, 
viveres, idos, afazeres, algemas. 
 
Plural dos Substantivos Compostos 
 
Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural: 
 
- palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol 
= girassóis / autopeça = autopeças. 
- verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha-
céu = arranha-céus / bate-bola = bate-bolas / guarda-roupa = 
guarda-roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição = 
vale-refeições. 
- elemento invariável + palavra variável: sempre-viva = 
sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-
nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-
escola = auto-escolas. 
- palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico-
tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres. 
- substantivo composto de três ou mais elementos não 
ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres / 
o bem-te-vi = os bem-te-vis / o sem-terra = os sem-terra / o 
fora-da-lei = os fora-da-lei / o João-ninguém = os joões-ninguém 
/ o ponto-e-vírgula = os ponto e vírgulas / o bumba meu boi = 
os bumba meu bois. 
- quando o primeiro elemento for: grão, grã (grande), bel: 
grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer 
= bel-prazeres. 
 
Somente o primeiro elemento vai para o plural: 
 
- substantivo + preposição + substantivo: água de colônia 
= águas-de-colônia / mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça / 
pão-de-ló = pães-de-ló / sinal-da-cruz = sinais-da-cruz. 
- quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá 
ideia de tipo, finalidade: samba-enredo = sambas-enredo / 
pombo-correio = pombos-correio / salário-família = salários-
família / banana-maçã = bananas-maçã / vale-refeição = vales-
refeição (vale = ter valor de, substantivo+especificador) 
 
Os dois elementos ficam invariáveis quando houver: 
 
- verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco / o 
cola-tudo = os cola-tudo / o bota-fora = os bota-fora 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 21 
- os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai 
= os entra-e-sai / o leva-e-traz = os leva-e-traz / o vai-e-volta 
= os vai-e-volta. 
 
Os dois elementos, vão para o plural: 
 
- substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis / 
abelha-mestra = abelhas-mestras / tia-avó = tias-avós / 
tenente-coronel = tenentes-coronéis / redator-chefe = 
redatores-chefes. 
- substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-
perfeitos / capitão-mor = capitães-mores / carro-forte = 
carros-fortes / obra-prima = obras-primas / cachorro-quente 
= cachorros-quentes. 
- adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas / curta-
metragem = curtas-metragens / má-língua = más-línguas / 
- numeral ordinal + substantivo: segunda-feira = 
segundas-feiras / quinta-feira = quintas-feiras. 
 
Composto com a palavra guarda só vai para o plural se 
for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos / guarda-
florestal = guardas-florestais / guarda-civil = guardas-civis / 
guarda-marinha = guardas-marinha. 
 
Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas 
/ os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os 
Silvas. 
 
Plural das siglas, acrescenta-se um s minúsculo: CDs / 
DVDs / ONGs / PMs / Ufirs. 
 
Grau (aumentativo/diminutivo) 
Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir 
intensidade, exagero ou diminuição. A essas modificações é 
que damos o nome de grau do substantivo. Os graus 
aumentativos e diminutivos são formados por dois processos: 
 
- Sintético: com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou 
diminutivo: peixe – peixão; peixe-peixinho; sufixo inho ou 
isinho. 
 
- Analítico: formado com palavras de aumento: grande, 
enorme, imensa, gigantesca (obra imensa / lucro enorme / 
carro grande / prédio gigantesco); e formado com as palavras 
de diminuição (diminuto, pequeno, minúscula, casa pequena, 
peça minúscula, saia diminuta). 
 
- Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns 
substantivos exprimem também desprezo, crítica, indiferença 
em relaçãoa certas pessoas e objetos: gentalha, mulherengo, 
narigão, gentinha, coisinha, povinho, livreco. 
- Já alguns diminutivos dão ideia de afetividade: filhinho, 
Toninho, mãezinha. 
- Em consequência do dinamismo da língua, alguns 
substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram 
um significado novo: portão, cartão, fogão, cartilha, folhinha 
(calendário). 
- As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em 
sílabas nasal, ditongo, hiato ou vogal tônica recebem o sufixo 
zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha; irmão 
(sílaba nasal) = irmãozinho; herói (ditongo) = heroizinho; baú 
(hiato) = bauzinho; café (voga tônica) = cafezinho. 
- As palavras terminadas em s ou z, ou em uma dessas 
consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país = 
paisinho; rapaz = rapazinho; rosa = rosinha; beleza = 
belezinha. 
- Há ainda aumentativos e diminutivos formados por 
prefixação: minissaia, maxissaia, supermercado, 
minicalculadora. 
 
Questões 
 
01. Assinale o par de vocábulos que fazem o plural da 
mesma forma que “balão” e “caneta-tinteiro”: 
(A) vulcão, abaixo-assinado; 
(B) irmão, salário-família; 
(C) questão, manga-rosa; 
(D) bênção, papel-moeda; 
(E) razão, guarda-chuva. 
 
02. Assinale a alternativa em que está correta a formação 
do plural: 
(A) cadáver – cadáveis; 
(B) gavião – gaviães; 
(C) fuzil – fuzíveis; 
(D) mal – maus; 
(E) atlas – os atlas. 
 
03. A palavra livro é um substantivo 
(A) próprio, concreto, primitivo e simples. 
(B) comum, abstrato, derivado e composto. 
(C) comum, abstrato, primitivo e simples. 
(D) comum, concreto, primitivo e simples. 
 
04. Assinale a alternativa em que todos os substantivos são 
masculinos: 
(A) enigma – idioma – cal; 
(B) pianista – presidente – planta; 
(C) champanha – dó(pena) – telefonema; 
(D) estudante – cal – alface; 
(E) edema – diabete – alface. 
 
05. Sabendo-se que há substantivos que no masculino têm 
um significado; e no feminino têm outro, diferente. Marque a 
alternativa em que há um substantivo que não corresponde ao 
seu significado: 
(A) O capital = dinheiro; 
 A capital = cidade principal; 
(B) O grama = unidade de medida; 
 A grama = vegetação rasteira; 
(C) O rádio = aparelho transmissor; 
 A rádio = estação geradora; 
(D) O cabeça = o chefe; 
 A cabeça = parte do corpo; 
(E) A cura = o médico. 
 O cura = ato de curar. 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.E / 03.D / 04.C / 05.E 
 
Adjetivo 
 
É a palavra variável em gênero, número e grau que 
modifica um substantivo, atribuindo-lhe uma qualidade, 
estado, ou modo de ser: laranjeira florida; céu azul; mau tempo. 
Os adjetivos classificam-se em: 
- simples: apresentam um único radical, uma única palavra 
em sua estrutura: alegre, medroso, simpático. 
- compostos: apresentam mais de um radical, mais de duas 
palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras; sapatos 
marrom-escuros. 
- primitivos: são os que vieram primeiro; dão origem a 
outras palavras: atual, livre, triste, amarelo, brando. 
- derivados: são aqueles formados por derivação, vieram 
depois dos primitivos: amarelado, ilegal, infeliz, 
desconfortável. 
- pátrios: indicam procedência ou nacionalidade, referem-
se a cidades, estados, países. Amapá: amapaense; Amazonas: 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 22 
amazonense ou baré; Anápolis: anapolino; Angra dos Reis: 
angrense; Aracajú: aracajuano ou aracajuense; Bahia: baiano. 
 
Pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos, como: 
afro-brasileiro; Anglo-americano, franco-italiano, sino-
japonês (China e Japão); Américo-francês; luso-brasileira; 
nipo-argentina (Japão e Argentina); teuto-argentinos 
(alemão). 
 
Locução Adjetiva: é a expressão que tem o mesmo valor 
de um adjetivo. É formada por preposição + um substantivo. 
Vejamos algumas locuções adjetivas: 
 
Angelical de anjo Etário de idade 
Abdominal de abdômen Fabril de fábrica 
Apícola de abelha Filatélico de selos 
Aquilino de águia Urbano da cidade 
 
Flexões do Adjetivo 
Como palavra variável, sofre flexões de gênero, número e 
grau: 
 
Gênero 
 
- uniformes: têm forma única para o masculino e o 
feminino. Funcionário incompetente = funcionária 
incompetente. 
- biformes: troca-se a vogal “o” pela vogal “a” ou com o 
acréscimo da vogal “a” no final da palavra: ator famoso = atriz 
famosa / jogador brasileiro = jogadora brasileira. 
 
Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas 
no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico-
religiosa / são – sã. 
Às vezes, os adjetivos são empregados como substantivos 
ou como advérbios: Agia como um ingênuo. (adjetivo como 
substantivo: acompanha um artigo). A cerveja que desce 
redondo. (adjetivo como advérbio: redondamente). 
 
Número 
 
O plural dos adjetivos simples flexiona de acordo com o 
substantivo a que se referem: menino chorão = meninos 
chorões / garota sensível = garotas sensíveis. 
 
- quando os dois elementos formadores são adjetivos, só o 
segundo vai para o plural: questões político-partidárias, olhos 
castanho-claros, senadores democrata-cristãos. 
- composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se 
a cores, o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis, 
não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-
petróleo (adjetivo azul, substantivo petróleo); saia amarelo-
canário = saias amarelo-canário (adjetivo, amarelo; 
substantivo canário). 
- as locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo, 
ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / 
olho cor-de-mel = olhos cor-de-mel. 
- são invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias 
sem-par, piadas sem-sal. 
 
Grau 
 
O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades 
dos seres. O adjetivo apresenta duas variações de grau: 
comparativo e superlativo. 
 
O grau comparativo é usado para comparar uma 
qualidade entre dois ou mais seres, ou duas ou mais 
qualidades de um mesmo ser. Pode ser de igualdade, de 
superioridade e de inferioridade: 
- de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou 
tão alto quão / quanto / como você. (As duas pessoas têm a 
mesma altura) 
 
- de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que 
uma é mais do que a outra: Minha amiga Manu é mais 
elegante do que / que eu. (Das duas, a Manu é mais) Podem 
ser: 
Analítico: mais bom / mais mau / mais grande / mais 
pequeno: O salário é mais pequeno do que / que justo (salário 
pequeno e justo). Quando comparamos duas qualidades de um 
mesmo ser, podemos usar as formas: mais grande, mais mau, 
mais bom, mais pequeno. 
Sintético: bom, melhor / mau, pior / grande, maior / 
pequeno, menor: Esta sala é melhor do que / que aquela. 
 
- de inferioridade: um elemento é menor do que outro: 
Somos menos passivos do que / que tolerantes. 
 
O grau superlativo apresenta característica intensificada. 
Pode ser absoluto ou relativo: 
 
- Absoluto: atribuída a um só ser; de forma absoluta. Pode 
ser: 
Analítico: advérbio de intensidade muito, intensamente, 
bastante, extremamente, excepcionalmente + adjetivo (Nicola é 
extremamente simpático). 
Sintético: adjetivo + issimo, imo, ílimo, érrimo (Minha 
comadre Mariinha é agradabilíssima). 
 
- o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos 
terminados em r; pauper (pobre) = paupérrimo; macer 
(magro) = macérrimo; 
- forma popular: radical do adjetivo português + íssimo 
(pobríssimo); 
- adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável = 
amabilíssimo; 
- adjetivos terminados em eio formam o superlativo 
apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo. 
- os adjetivos terminados em io forma o superlativo em 
iíssimo:sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / 
frio = friíssimo. 
 
Usa-se também, no superlativo: 
 
- prefixos: maxinflação / hipermercado / 
ultrassonografia / supersimpática. 
- expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem 
sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena. 
- adjetivos repetidos: fofinho, fofinho (=fofíssimo) / 
linda, linda (=lindíssima). 
- diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha / 
grandalhão / gostosão / bonitão. 
- linguagem informal, sufixo érrimo, em vez de íssimo: 
chiquérrimo, chiquetérrimo, elegantérrimo. 
 
- Relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos, 
com a mesma qualidade. Pode ser: 
De Superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as 
suas amigas. (Ela é a mais de todas) 
De Inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos. 
 
Questões 
 
01. (COMPESA - Analista de Gestão - Advogado - 
FGV/2016) A substituição da oração adjetiva por um adjetivo 
de valor equivalente está feita de forma inadequada em: 
(A) “Quando você elimina o impossível, o que sobra, por 
mais improvável que pareça, só pode ser a verdade”. / restante 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 23 
(B) “Sábio é aquele que conhece os limites da própria 
ignorância”. / consciente dos limites da própria ignorância. 
(C) “A única coisa que vem sem esforço é a idade”. / 
indiferente 
(D) “Adoro a humanidade. O que não suporto são as 
pessoas”. / insuportável 
(E) “Com o tempo não vamos ficando sozinhos apenas 
pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros”. / 
falecidos 
 
02. (SEPOG/RO - Técnico em Tecnologia da Informação 
e Comunicação - FGV/2018) Temos uma notícia triste: o 
coração não é o órgão do amor! Ao contrário do que dizem, não 
é ali que moram os sentimentos. Puxa, para que serve ele, 
afinal? Calma, não jogue o coração para escanteio, ele é 
superimportante. “É um órgão vital. É dele a função de 
bombear sangue para todas as células de nosso corpo”, explica 
Sérgio Jardim, cardiologista do Hospital do Coração. 
O coração é um músculo oco, por onde passa o sangue, e 
tem dois sistemas de bombeamento independentes. Com essas 
“bombas” ele recebe o sangue das veias e lança para as 
artérias. Para isso contrai e relaxa, diminuindo e aumentando 
de tamanho. E o que tem a ver com o amor? “Ele realmente 
bate mais rápido quando uma pessoa está apaixonada. O corpo 
libera adrenalina, aumentando os batimentos cardíacos e a 
pressão arterial”. 
(O Estado de São Paulo, 09/06/2012, caderno suplementar, p. 6) 
 
Nas frases “ele é superimportante” e “Ele realmente bate 
mais rápido quando uma pessoa está apaixonada”, há dois 
exemplos de variação de grau. 
 
Sobre essas variações, assinale a afirmativa correta. 
(A) Apenas na primeira frase há uma variação de grau de 
adjetivo. 
(B) Nas duas ocorrências ocorre o superlativo de adjetivos. 
(C) Apenas na segunda ocorrência ocorre o grau 
comparativo do adjetivo. 
(D) Na primeira ocorrência, a variação de grau ocorre por 
meio de um sufixo. 
(E) Apenas na primeira frase há variação de grau. 
 
03. (Banestes - Técnico Bancário - FGV/2018) O 
adjetivo ilimitado corresponde à locução “sem limites”; a 
locução com igual estrutura que NÃO corresponde ao adjetivo 
abaixo destacado é: 
(A) Os turistas ficaram inertes durante a ação policial / 
sem ação; 
(B) O turista incauto ficou assustado com a ação policial / 
sem cautela; 
(C) O vocalista da banda saiu ileso do acidente / sem 
ferimento; 
(D) O presidente da Coreia passou incógnito pela França / 
sem ser percebido; 
(E) O novo livro do autor estava ainda inédito / sem editor. 
 
04. (Banestes - Analista Econômico Financeiro - Gestão 
Contábil - FGV/2018) Na escrita, pode-se optar 
frequentemente entre uma construção de substantivo + 
locução adjetiva ou substantivo + adjetivo (esportes da água = 
esportes aquáticos). 
 
O termo abaixo sublinhado que NÃO pode ser substituído 
por um adjetivo é: 
(A) A indústria causou a poluição do rio; 
(B) As águas do rio ficaram poluídas; 
(C) As margens do rio estão cheias de lama; 
(D) Os turistas se encantam com a imagem do rio; 
(E) Os peixes do rio são bem saborosos. 
 
05. (Pref. Paulínia/SP - Engenheiro Agrônomo - 
FGV/2016) “O povo, ingênuo e sem fé das verdades, quer ao 
menos crer na fábula, e pouco apreço dá às demonstrações 
científicas.” (Machado de Assis) 
 
No fragmento acima, os dois adjetivos sublinhados 
possuem, respectivamente, os valores de 
(A) qualidade e estado. 
(B) estado e relação. 
(C) relação e característica. 
(D) característica e qualidade. 
(E) qualidade e relação. 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.A / 03.E / 04.A / 05.E 
 
Numeral 
 
Os numerais exprimem quantidade, posição em uma série, 
multiplicação e divisão. Daí a sua classificação, 
respectivamente, em: 
 
- Cardinal - indica número, quantidade: um, dois, três, 
quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, 
catorze ou quatorze, quinze, dezesseis, vinte..., trinta..., cem..., 
duzentos..., oitocentos..., novecentos..., mil. 
 
- Ordinal - indica ordem ou posição: primeiro, segundo, 
terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, 
décimo primeiro, vigésimo..., trigésimo..., quingentésimo..., 
sexcentésimo..., septingentésimo..., octingentésimo..., 
nongentésimo..., milésimo. 
 
- Fracionário - indica uma fração ou divisão: meia, metade, 
terço, quarto, décimo, onze avos, doze avos, vinte avos..., trinta 
avos..., centésimo..., ducentésimo..., trecentésimo..., milésimo. 
 
- Multiplicativo - indica a multiplicação de um número: 
dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo, óctuplo, 
nônuplo, décuplo, undécuplo, duodécuplo, cêntuplo. 
 
Os numerais que indicam conjunto de elementos de 
quantidade exata são os coletivos: 
 
BIMESTRE: período de dois meses 
CENTENÁRIO: período de cem anos 
DECÁLOGO: conjunto de dez leis 
DECÚRIA: período de dez anos 
DEZENA: conjunto de dez coisas 
LUSTRO: período de cinco anos 
MILÊNIO: período de mil anos 
MILHAR: conjunto de mil coisas 
NOVENA: período de nove dias 
QUARENTENA: período de quarenta dias 
QUINQUÊNIO: período de cinco anos 
RESMA: quinhentas folhas de papel 
SEMESTRE: período de seis meses 
TRIÊNIO: período de três anos 
TRINCA: conjunto de três coisas 
 
Algarismos 
Arábicos e Romanos, respectivamente: 1-I, 2-II, 3-III, 4-IV, 
5-V, 6-VI, 7-VII, 8-VIII, 9-IX, 10-X, 11-XI, 12-XII, 13-XIII, 14-XIV, 
15-XV, 16-XVI, 17-XVII, 18-XVIII, 19-XIX, 20-XX, 30-XXX, 40-
XL, 50-L, 60-LX, 70-LXX, 80-LXXX, 90-XC, 100-C, 200-CC, 300-
CCC, 400-CD, 500-D, 600-DC, 700-DCC, 800-DCCC, 900-CM, 
1.000-M. 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 24 
Flexão dos Numerais 
Gênero 
- os numerais cardinais um, dois e as centenas a partir de 
duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma 
menina foram os vencedores. / Comprei duzentos gramas de 
presunto e duzentas rosquinhas. 
- os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a 
nona colocada no vestibular. 
- os numerais multiplicativos, quando usados com o valor 
de substantivos, são Invariáveis: A minha nota é o triplo da sua. 
(Triplo – valor de substantivo) 
- quando usados com valor de adjetivo, apresentam flexão 
de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na loto fácil. (Triplas 
valor de adjetivo) 
- os numerais fracionários concordam com os cardinais 
que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram 
contemplados. 
- o fracionário meio concorda em gênero e número com o 
substantivo no qual serefere: O início do concurso será meio-
dia e meia. (Hora) / Usou apenas meias palavras. 
 
Número 
- os numerais cardinais milhão, bilhão, trilhão, e outros, 
variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a 
festa do peão. / Somos 180 milhões de brasileiros. 
- os numerais ordinais variam em número: As segundas 
colocadas disputarão o campeonato. 
- os numerais multiplicativos são invariáveis quando 
usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da 
sua. (Valor de substantivo – invariável) 
- os numerais multiplicativos variam quando usados como 
adjetivos: Fizemos duas apostas triplas. (Valor de adjetivo – 
variável) 
- os numerais fracionários variam em número, 
concordando com os cardinais que indicam números das 
partes. 
- Um quarto de litro equivale a 250 ml; três quartos 
equivalem a 750 ml. 
 
Grau 
Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos 
numerais: Já lhe disse isso mil vezes. / Aquele quarentão é um 
“gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”, lá da escola. 
 
Emprego dos Numerais 
- para designar séculos, reis, papas, capítulos, cantos (na 
poesia épica), empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo 
II (segundo), Canto X (décimo), Luís IX (nono); os cardinais 
para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis), Século XXI (vinte 
e um). 
- se o numeral vier antes do substantivo, usa-se o ordinal. 
O XX século foi de descobertas científicas. (vigésimo século) 
- com referência ao primeiro dia do mês, usa-se o numeral 
ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro. 
- na enumeração de leis, decretos, artigos, circulares, 
portarias e outros textos oficiais, emprega-se o numeral 
ordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª 
(portaria oitava); emprega-se o numeral cardinal, a partir de 
dez: O artigo 16 não foi justificado. (artigo dezesseis) 
- enumeração de casa, páginas, folhas, textos, 
apartamentos, quartos, poltronas, emprega-se o numeral 
cardinal: Reservei a poltrona vinte e oito. / O texto quatro está 
na página sessenta e cinco. 
- se o numeral vier antes do substantivo, emprega-se o 
ordinal. Paulo César é adepto da 7ª Arte. (sétima) 
- não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos 
reais é muito para mim. 
- o artigo e o numeral, antes dos substantivos milhão, 
milhar e bilhão, devem concordar no masculino: 
- emprega-se, na escrita das horas, o símbolo de cada 
unidade após o numeral que a indica, sem espaço ou ponto: 
10h20min – dez horas, vinte minutos. 
 
Questões 
 
01. Marque o emprego incorreto do numeral: 
(A) século III (três) 
(B) página 102 (cento e dois) 
(C) 80º (octogésimo) 
(D) capítulo XI (onze) 
(E) X tomo (décimo) 
 
02. Indique o item em que os numerais estão corretamente 
empregados: 
(A) Ao Papa Paulo seis sucedeu João Paulo primeiro. 
(B) após o parágrafo nono, virá o parágrafo dez. 
(C) depois do capítulo sexto, li o capítulo décimo primeiro. 
(D) antes do artigo décimo vem o artigo nono. 
(E) o artigo vigésimo segundo foi revogado. 
 
03. (Pref. Chapecó/SC - Procurador Municipal - 
IOBV/2016) Quanto à classificação dos numerais, os que 
indicam o aumento proporcional de quantidade, podendo ter 
valor de adjetivo ou substantivo são os numerais: 
(A) Multiplicativos. 
(B) Ordinais. 
(C) Cardinais. 
(D) Fracionários. 
 
04. (Pref. Barra de Guabiraba/PE - IDHTEC/2016) 
Assinale a alternativa em que o numeral está escrito por 
extenso corretamente, de acordo com a sua aplicação na frase: 
(A) Os moradores do bairro Matão, em Sumaré (SP), 
temem que suas casas desabem após uma cratera se abrir na 
Avenida Papa Pio X. (décima) 
(B) O acidente ocorreu nessa terça-feira, na BR-401 
(quatrocentas e uma) 
(C) A 22ª edição do Guia impresso traz uma matéria e teve 
a sua página Classitêxtil reformulada. (vigésima segunda) 
(D) Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem 
ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em 
erro, mediante artifício, ardil. (centésimo setésimo primeiro) 
(E) A Semana de Arte Moderna aconteceu no início do 
século XX. (século ducentésimo) 
 
05. (MPE/SP - Oficial de Promotoria I - VUNESP/2016) 
 
O SBT fará uma homenagem digna da história de seu 
proprietário e principal apresentador: no próximo dia 12 
[12.12.2015] colocará no ar um especial com 2h30 de duração 
em homenagem a Silvio Santos. É o dia de seu aniversário de 
85 anos. 
(http://tvefamosos.uol.com.br/noticias) 
 
As informações textuais permitem afirmar que, em 
12.12.2015, Sílvio Santos completou seu 
(A) octogenário quinquagésimo aniversário. 
(B) octogésimo quinto aniversário. 
(C) octingentésimo quinto aniversário. 
(D) otogésimo quinto aniversário. 
(E) oitavo quinto aniversário. 
 
Gabarito 
 
01.A / 02.B / 03.A / 04.C / 05.B 
 
 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 25 
Pronome 
 
É a palavra que acompanha ou substitui o nome, 
relacionando-o a uma das três pessoas do discurso. As três 
pessoas do discurso são: 
1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou 
emissor; 
2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se 
fala ou receptor; 
3ª pessoa: ele, ela (singular) eles, elas (plural): aquela de 
quem se fala ou referente. 
 
Os pronomes são classificados em: pessoais, de tratamento, 
possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e 
relativos. 
 
Pronomes Pessoais 
Os pronomes pessoais dividem-se em: 
- Retos - exercem a função de sujeito da oração. 
- Oblíquos - exercem a função de complemento do verbo 
(objeto direto / objeto indireto). São: tônicos com preposição 
ou átonos sem preposição. 
 
 
Pessoas 
do 
Discurso 
Retos 
Oblíquos 
Átonos Tônicos 
Singular 
1ª pessoa 
2ª pessoa 
3ª pessoa 
eu 
tu 
ele/ela 
me 
te 
se, o, a, 
lhe 
mim, 
comigo 
ti, contigo 
si, ele, 
consigo 
Plural 
1ª pessoa 
2ª pessoa 
3ª pessoa 
nós 
vós 
eles/elas 
nos 
vos 
se, os, 
as, lhes 
nós, 
conosco 
vós, 
convosco 
si, eles, 
consigo 
 
- Colocados antes do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª 
pessoa, apresentam sempre a forma: o, a, os, as: Eu os vi saindo 
do teatro. 
- As palavras “só” e “todos” sempre acompanham os 
pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem. 
- Colocados depois do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª 
pessoa apresentam as formas: 
o, a, os, as: se o verbo terminar em vogal ou ditongo oral: 
Encontrei-a sozinha. Vejo-os diariamente. 
o, a, os, as, precedidos de verbos terminados em: R/S/Z, 
assumem as formas: lo, Ia, los, las, perdendo, 
consequentemente, as terminações R, S, Z. Preciso pagar ao 
verdureiro. (= pagá-lo); Fiz os exercícios a lápis. (= Fi-los a 
lápis) 
lo, la, los, las: se vierem depois de: eis / nos / vos - Eis a 
prova do suborno. (= Ei-la); O tempo nos dirá. (= no-lo dirá). 
(eis, nos, vos perdem o S) 
no, na, nos, nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m, 
ão, õe: Deram-na como vencedora; Põe-nos sobre a mesa. 
lhe, lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural, 
terminado em S não modificado: Nós entregamoS-lhe a cópia 
do contrato. (o S permanece) 
nos: colocado depois do verbo na 1ª pessoa do plural, 
perde o S: Sentamo-nos à mesa para um café rápido. 
me, te, lhe, nos, vos: quando colocado com verbos 
transitivos diretos (TD), têm sentido possessivo, equivalendo 
a meu, teu, seu, dele, nosso, vosso: Os anos roubaram-lhe a 
esperança. (sua, dele, dela possessivo) 
 
Os pronomes pessoais oblíquos nos, vos, e se recebem o 
nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação 
mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados. 
(pronome recíproco, nós mesmos). Nuncadiga: Eu se apavorei. 
/ Eu jà se arrumei; Eu me apavorei. / Eu me arrumei. (certos) 
- Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos 
por mim e ti após preposição: O segredo ficará somente entre 
mim e ti. 
- É obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu, 
quando funcionarem como sujeito: Todos pediram para eu 
relatar os fatos cuidadosamente. (pronome reto + verbo no 
infinitivo). Lembre-se de que mim não fala, não escreve, não 
compra, não anda. 
- As formas oblíquas o, a, os, as são sempre empregadas 
como complemento de verbos transitivos diretos ao passo 
que as formas lhe, lhes são empregadas como complementos 
de verbos transitivos indiretos: Dona Cecília, querida amiga, 
chamou-a. (verbo transitivo direto, VTD); Minha saudosa 
comadre, Nircléia, obedeceu-lhe. (verbo transitivo 
indireto,VTI) 
 
- É comum, na linguagem coloquial, usar o brasileiríssimo 
a gente, substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve 
fazer caridade com os mais necessitados. 
- Chamam-se pronomes pessoais reflexivos os pronomes 
que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. (eu- 1ª 
pessoa- sujeito / me- pronome pessoal reflexivo) 
- Os pronomes pessoais oblíquos se, si e consigo devem ser 
empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e 
funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa, 
cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantou-se com 
elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares. 
(Nicole- sujeito, 3ª pessoa / levantou- verbo, 3ª pessoa / 
se- complemento, 3ª pessoa / levou- verbo, 3ª pessoa / 
consigo- complemento, 3ª pessoa). 
- Os pronomes oblíquos me, te, lhe, nos, vos, lhes (formas de 
Objeto Indireto) juntam-se a o, a, os, as (formas de Objeto 
Direto), assim: 
me+o (mo). Ex.: Recebi a carta e agradeci ao jovem, que ma 
trouxe. 
nos+o (no-lo). Ex.: Venderíamos a casa, se no-la exigissem. 
te+o: (to). Ex.: Dei-te os meus melhores dias. Dei-tos. 
lhe+o: (lho). Ex.: Ofereci-lhe flores. Ofereci-lhas. 
vos+o: (vo-lo). E.: Pedi-vos conselho. Pedi vo-lo. 
 
No Brasil, quase não se usam essas combinações (mo, to, 
lho, no-lo, vo-lo), são usadas somente em escritores mais 
sofisticados. 
 
Pronomes de Tratamento 
São usados no trato com as pessoas. Dependendo da 
pessoa a quem nos dirigimos, do seu cargo, idade, título, o 
tratamento será familiar ou cerimonioso. 
 
Vossa Alteza - V.A. - príncipes, duques; 
Vossa Eminência - V.Ema - cardeais; 
Vossa Excelência - V.Ex.a - altas autoridades, presidente, 
oficiais; 
Vossa Magnificência - V.Mag.a - reitores de universidades; 
Vossa Majestade - V.M. - reis, imperadores; 
Vossa Santidade - V.S. - Papa; 
Vossa Senhoria -V.Sa - tratamento cerimonioso. 
- São também pronomes de tratamento: o senhor, a 
senhora, a senhorita, dona, você. 
- Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. 
 
Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente 
dois fechos: 
Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive 
para o presidente da República. 
Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia 
ou de hierarquia inferior. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 26 
- A forma Vossa (Senhoria, Excelência) é empregada 
quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não 
compareceu à reunião dos sem-terra? (falando com a pessoa) 
- A forma Sua (Senhoria, Excelência ) é empregada quando 
se fala sobre a pessoa: Sua Eminência, o cardeal, viajou para 
um congresso. (falando a respeito do cardeal) 
- Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria, 
Excelência, Eminência, Majestade), embora indiquem a 2ª 
pessoa (com quem se fala), exigem que outros pronomes e o 
verbo sejam usados na 3ª pessoa. Vossa Excelência sabe que 
seus ministros o apoiarão. 
 
Pronomes Possessivos 
São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas 
da fala. 
 
Masculino Feminino 
Singular Plural Singular Plural 
meu meus minha minhas 
teu teus tua tuas 
seu seus sua suas 
nosso nossos nossa nossas 
vosso vossos vossa vossas 
seu seus sua suas 
 
Emprego dos Pronomes Possessivos 
 
- O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode 
provocar, às vezes, a ambiguidade da frase. Ex.: João Luís disse 
que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. O 
pronome seu toma o sentido ambíguo, pois pode referir-se 
tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. No 
caso, usa-se o pronome dele, dela para desfazer a ambiguidade. 
- Os possessivos, às vezes, podem indicar aproximações 
numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus 
trinta anos. 
- Na linguagem popular, o tratamento seu como em: Seu 
Ricardo, pode entrar!, não tem valor possessivo, pois é uma 
alteração fonética da palavra senhor. 
- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo 
concorda com o mais próximo. Ex.: Trouxe-me seus livros e 
anotações. 
- Usam-se elegantemente certos pronomes oblíquos: me, 
te, lhe, nos, vos, com o valor de possessivos. Vou seguir-lhe os 
passos. (os seus passos) 
- Deve-se observar as correlações entre os pronomes 
pessoais e possessivos. “Sendo hoje o dia do teu aniversário, 
apresso-me em apresentar-te os meus sinceros parabéns; 
Peço a Deus pela tua felicidade; Abraça-te o teu amigo que te 
preza.” 
- Não se emprega o pronome possessivo (seu, sua) quando 
se trata de parte do corpo. Ex.: Um cavaleiro todo vestido de 
negro, com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada 
em sua, mão. (usa-se: no ombro; na mão) 
 
Pronomes Demonstrativos 
Indicam a posição dos seres designados em relação às 
pessoas do discurso, situando-os no espaço ou no tempo. 
Apresentam-se em formas variáveis e invariáveis. 
 
este, esta, isto, estes, estas 
Ex.: 
Não gostei deste livro aqui. 
Neste ano, tenho realizado bons negócios. 
Esta afirmação me deixou surpresa: gostava de química. 
O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual, 
mas esta é mais oprimida. 
esse, essa, esses, essas 
Ex.: 
Não gostei desse livro que está em tuas mãos. 
Nesse último ano, realizei bons negócios. 
Gostava de química. Essa afirmação me deixou surpresa. 
aquele, aquela, aquilo, aqueles, aquelas 
Ex.: 
Não gostei daquele livro que a Roberta trouxe. 
Tenho boas recordações de 1960, pois naquele ano realizei 
bons negócios. 
O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual, 
mas esta é mais oprimida que aquele. 
 
- para retomar elementos já enunciados, usamos aquele (e 
variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este 
(e variações) para o que foi referido em último lugar. Ex.: Pais 
e mães vieram à festa de encerramento; aqueles, sérios e 
orgulhosos, estas, elegantes e risonhas. 
- dependendo do contexto os demonstrativos também 
servem como palavras de função intensificadora ou 
depreciativa. Ex.: Júlia fez o exercício com aquela calma! 
(=expressão intensificadora). Não se preocupe; aquilo é uma 
tranqueira! (=expressão depreciativa) 
- as formas nisso e nisto podem ser usadas com valor de 
então ou nesse momento. Ex.: A festa estava desanimada; nisso, 
a orquestra tocou um samba e todos caíram na dança. 
- os demonstrativos esse, essa, são usados para destacar um 
elemento anteriormente expresso. Ex.: Ninguém ligou para o 
incidente, mas os pais, esses resolveram tirar tudo a limpo. 
 
Pronomes Indefinidos 
São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de 
modo vago indefinido, impreciso: Alguém disse que Paulo 
César seria o vencedor. Alguns desses pronomes são variáveis 
em gênero e número; outros são invariáveis. 
Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, muito, pouco, 
certo, vários, tanto, quanto, um, bastante, qualquer. 
Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, outrem, algo, quem,nada, cada, mais, menos, demais. 
 
Emprego dos Pronomes Indefinidos 
 
- O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um 
substantivo ou numeral, nunca sozinho: Ganharam cem 
dólares cada um. (inadequado: Ganharam cem dólares cada.) 
- Certo, certa, certos, certas, vários, várias, são indefinidos 
quando colocados antes dos substantivos, e adjetivos quando 
colocados depois do substantivo: Certo dia perdi o controle da 
situação. (antes do substantivo= indefinido); Eles voltarão no 
dia certo. (depois do substantivo=adjetivo). 
- Todo, toda (somente no singular) sem artigo, equivale a 
qualquer: Todo ser nasce chorando. (=qualquer ser; 
indetermina, generaliza). 
- Outrem significa outra pessoa. Ex.: Nunca se sabe o 
pensamento de outrem. 
- Qualquer, plural quaisquer. Ex.: Fazemos quaisquer 
negócios. 
 
Locuções Pronominais Indefinidas: são locuções 
pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equivalem 
ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que 
seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou 
outro / tal qual (=certo). 
 
Pronomes Relativos 
São aqueles que representam, numa 2ª oração, alguma 
palavra que já apareceu na oração anterior. Essa palavra da 
oração anterior chama-se antecedente: Comprei um carro que 
é movido a álcool e à gasolina. É Flex Power. Percebe-se que o 
pronome relativo que, substitui na 2ª oração, o carro, por isso 
a palavra que é um pronome relativo. Dica: substituir que por 
o, a, os, as, qual / quais. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 27 
Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e 
invariáveis. 
Variáveis: o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cujos, cuja, 
cujas, quanto, quantos; 
Invariáveis: que, quem, quando, como, onde. 
 
Emprego dos Pronomes Relativos 
 
- O relativo que, por ser o mais usado, é chamado de 
relativo universal. Ele pode ser empregado com referência à 
pessoa ou coisa, no plural ou no singular. Ex.: Este é o CD novo 
que acabei de comprar; João Adolfo é o cara que pedi a Deus. 
- O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome 
demonstrativo o, a, os, as. Ex.: Não entendi o que você quis 
dizer. (o que = aquilo que). 
- O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre 
precedido de preposição. Ex.: Marco Aurélio é o advogado a 
quem eu me referi. 
- O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que, do qual, 
de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e 
o termo seguinte. (cujo, vem sempre entre dois substantivos) 
- O pronome relativo pode vir sem antecedente claro, 
explícito; é classificado, portanto, como relativo indefinido, e 
não vem precedido de preposição. Ex.: Quem casa quer casa; 
Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade; Estas são as 
pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer. 
- Só se usa o relativo cujo quando o consequente é 
diferente do antecedente. Ex.: O escritor cujo livro te falei é 
paulista. 
- O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois 
de si. 
- O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: 
em que, no qual. Ex.: Desconheço o lugar onde vende tudo 
mais barato. (= lugar em que) 
- Quanto, quantos e quantas são relativos quando usados 
depois de tudo, todos, tanto. Ex.: Naquele momento, a querida 
comadre Naldete, falou tudo quanto sabia. 
 
Pronomes Interrogativos 
São os pronomes em frases interrogativas diretas ou 
indiretas. Os principais interrogativos são: que, quem, qual, 
quanto: 
- Afinal, quem foram os prefeitos desta cidade? 
(interrogativa direta, COM o ponto de interrogação) 
- Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. 
(interrogativa indireta, SEM a interrogação) 
 
Questões 
 
01. (CRP 2º Região/PE - Psicólogo Orientador - Fiscal - 
Quadrix/2018) 
 
Em "Mas ele não tinha muitas chances", as palavras 
classificam-se, morfologicamente, na ordem em que aparecem, 
como 
(A) preposição, pronome, advérbio, ação, nome e adjetivo. 
(B) conjunção, pronome, advérbio, verbo, pronome e 
substantivo. 
(C) interjeição, pronome, nome, verbo, artigo e adjetivo. 
(D) conector, nome, adjetivo, verbo, pronome e nome. 
(E) conjunção, substantivo, advérbio, verbo, advérbio e 
adjetivo. 
 
02. (IF/PA - Auxiliar em Administração - 
FUNRIO/2016) O emprego do pronome relativo está de 
acordo com as normas da língua-padrão em: 
(A) Finalmente aprovaram o decreto que lutamos tanto 
por ele. 
(B) Nas próximas férias, minha meta é fazer tudo que tenho 
direito. 
(C) Eu aprovaria o texto daquele parecer que o relator 
apresentou ontem. 
(D) Existe um escritor brasileiro que todos os brasileiros 
nos orgulhamos. 
(E) Na política, às vezes acontecem traições onde mostram 
muita sordidez. 
 
03. (Eletrobras/Eletrosul - Técnico de Segurança do 
Trabalho - FCC/2016) 
 
Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo 
movido a energia solar 
 
Bem no meio do deserto, há um lugar onde o calor é extremo. 
Sessenta e três graus ou até mais no verão. E foi exatamente por 
causa da temperatura que foi construída em Abu Dhabi uma das 
maiores usinas de energia solar do mundo. 
Os Emirados Árabes estão investindo em fontes energéticas 
renováveis. Não vão substituir o petróleo, que eles têm de sobra 
por mais 100 anos pelo menos. O que pretendem é diversificar e 
poluir menos. Uma aposta no futuro. 
A preocupação com o planeta levou Abu Dhabi a tirar do 
papel a cidade sustentável de Masdar. Dez por cento do 
planejado está pronto. Um traçado urbanístico ousado, que 
deixa os carros de fora. Lá só se anda a pé ou de bicicleta. As ruas 
são bem estreitas para que um prédio faça sombra no outro. É 
perfeito para o deserto. Os revestimentos das paredes isolam o 
calor. E a direção dos ventos foi estudada para criar corredores 
de brisa. 
(Adaptado de: “Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo movido a 
energia solar”. Disponível 
em:http://g1.globo.com/globoreporter/noticia/2016/04/abu-dhabi-constroi-
cidade-do-futuro-com-tudo-movido-energia-solar.html) 
 
Considere as seguintes passagens do texto: 
I. E foi exatamente por causa da temperatura que foi 
construída em Abu Dhabi uma das maiores usinas de energia 
solar do mundo. (1º parágrafo) 
II. Não vão substituir o petróleo, que eles têm de sobra por 
mais 100 anos pelo menos. (2º parágrafo) 
III. Um traçado urbanístico ousado, que deixa os carros de 
fora. (3º parágrafo) 
IV. As ruas são bem estreitas para que um prédio faça 
sombra no outro. (3º parágrafo) 
 
O termo “que” é pronome e pode ser substituído por “o 
qual” APENAS em 
(A) I e II. 
(B) II e III. 
(C) I, II e IV. 
(D) I e IV. 
(E) III e IV. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 28 
04. (Pref. Itaquitinga/PE - Assistente Administrativo - 
IDHTEC/2016) 
 
 
O emprego do pronome “aquela” na charge: 
(A) Dá uma conotação irônica à frase. 
(B) Representa uma forma indireta de se dirigir ao casal. 
(C) Permite situar no espaço aquilo a que se refere. 
(D) Indica posse do falante. 
(E) Evita a repetição do verbo. 
 
05. (Pref. Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala - 
FEPESE/2016) Analise a frase abaixo: 
 
“O professor discutiu............mesmos a respeito da 
desavença entre .........e ........ . 
 
Assinale a alternativa que completa corretamente as 
lacunas do texto. 
(A) com nós - eu - ti 
(B) conosco - eu - tu 
(C) conosco - mim - ti 
(D) conosco - mim - tu 
(E) com nós - mim - ti 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.C / 03.B / 04.C / 05.E 
 
Verbo 
 
É a palavra que indica ação, movimento, fenômenos da 
natureza, estado, mudançade estado. Flexiona-se em: 
- número (singular e plural); 
- pessoa (primeira, segunda e terceira); 
- modo (indicativo, subjuntivo e imperativo, formas 
nominais: gerúndio, infinitivo e particípio); 
- tempo (presente, passado e futuro); 
- e apresenta voz (ativa, passiva, reflexiva). 
 
De acordo com a vogal temática, os verbos estão agrupados 
em três conjugações: 
1ª conjugação – ar: cantar, dançar, pular. 
2ª conjugação – er: beber, correr, entreter. 
3ª conjugação – ir: partir, rir, abrir. 
 
O verbo pôr e seus derivados (repor, depor, dispor, 
compor, impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua 
origem latina poer. 
 
Elementos Estruturais do Verbo 
As formas verbais apresentam três elementos em sua 
estrutura: radical, vogal temática e tema. 
Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o 
significado essencial do verbo. Observe as formas verbais da 
1ª conjugação: contar, esperar, brincar. Flexionando esses 
verbos, nota-se que há uma parte que não muda, e que nela 
está o significado real do verbo. 
cont é o radical do verbo contar; 
esper é o radical do verbo esperar; 
brinc é o radical do verbo brincar. 
 
Se tirarmos as terminações ar, er, ir do infinitivo dos 
verbos, teremos o radical desses verbos. Também podemos 
antepor prefixos ao radical: desnutrir / reconduzir. 
 
Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual 
conjugação pertence o verbo. Há três vogais temáticas: 1ª 
conjugação: a; 2ª conjugação: e; 3ª conjugação: i. 
 
Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal 
temática. Ex.: contar - cont (radical) + a (vogal temática) = 
tema. Se não houver a vogal temática, o tema será apenas o 
radical (contei = cont ei). 
 
Desinências: são elementos que se juntam ao radical, ou 
ao tema, para indicar as flexões de modo e tempo, desinências 
modo temporais e desinências número pessoais. 
 
Contávamos 
Cont = radical 
a = vogal temática 
va = desinência modo temporal 
mos = desinência número pessoal 
 
Flexões Verbais 
Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar 
o número e a pessoa. 
- eu estudo – 1ª pessoa do singular; 
- nós estudamos – 1ª pessoa do plural; 
- tu estudas – 2ª pessoa do singular; 
- vós estudais – 2ª pessoa do plural; 
- ele estuda – 3ª pessoa do singular; 
- eles estudam – 3ª pessoa do plural. 
 
- Algumas regiões do Brasil, usam o pronome tu de forma 
diferente da fala culta, exigida pela gramática oficial, ou seja, 
tu foi, tu pega, tu tem, em vez de: tu fostes, tu pegas, tu tens. 
- O pronome vós aparece somente em textos literários ou 
bíblicos. 
- Os pronomes: você, vocês, que levam o verbo na 3ª 
pessoa, é o mais usado no Brasil. 
 
Flexão de tempo e de modo: os tempos situam o fato ou a 
ação verbal dentro de determinado momento; pode estar em 
plena ocorrência, pode já ter ocorrido ou não. Essas três 
possibilidades básicas, mas não únicas, são: presente, 
pretérito e futuro. 
 
O modo indica as diversas atitudes do falante com relação 
ao fato que enuncia. São três os modos: 
- Modo Indicativo: a atitude do falante é de certeza, 
precisão. O fato é ou foi uma realidade. Apresenta presente, 
pretérito perfeito, imperfeito e mais que perfeito, futuro do 
presente e futuro do pretérito. 
- Modo Subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza, de 
dúvida, exprime uma possibilidade. O subjuntivo expressa 
uma incerteza, dúvida, possibilidade, hipótese. Apresenta 
presente, pretérito imperfeito e futuro. Ex: Tenha paciência, 
Lourdes; Se tivesse dinheiro compraria um carro zero; 
Quando o vir, dê lembranças minhas. 
- Modo Imperativo: a atitude do falante é de ordem, um 
desejo, uma vontade, uma solicitação. Indica uma ordem, um 
pedido, uma súplica. Apresenta imperativo afirmativo e 
imperativo negativo. 
 
Emprego dos Tempos do Indicativo 
- Presente do Indicativo: para enunciar um fato 
momentâneo. Ex.: Estou feliz hoje. Para expressar um fato que 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 29 
ocorre com frequência. Ex.: Eu almoço todos os dias na casa de 
minha mãe. Na indicação de ações ou estados permanentes, 
verdades universais. Ex.: A água é incolor, inodora, insípida. 
- Pretérito Imperfeito: para expressar um fato passado, 
não concluído. Ex.: Nós comíamos pastel na feira; Eu cantava 
muito bem. 
- Pretérito Perfeito: é usado na indicação de um fato 
passado concluído. Ex.: Cantei, dancei, pulei, chorei, dormi... 
- Pretérito Mais-Que-Perfeito: expressa um fato passado 
anterior a outro acontecimento passado. Ex.: Nós cantáramos 
no congresso de música. 
- Futuro do Presente: na indicação de um fato realizado 
num instante posterior ao que se fala. Ex.: Cantarei domingo 
no coro da igreja matriz. 
- Futuro do Pretérito: para expressar um acontecimento 
posterior a um outro acontecimento passado. Ex.: Compraria 
um carro se tivesse dinheiro 
 
1ª Conjugação: -AR 
Presente: danço, danças, dança, dançamos, dançais, 
dançam. 
Pretérito Perfeito: dancei, dançaste, dançou, 
dançamos, dançastes, dançaram. 
Pretérito Imperfeito: dançava, dançavas, dançava, 
dançávamos, dançáveis, dançavam. 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: dançara, dançaras, 
dançara, dançáramos, dançáreis, dançaram. 
Futuro do Presente: dançarei, dançarás, dançará, 
dançaremos, dançareis, dançarão. 
Futuro do Pretérito: dançaria, dançarias, dançaria, 
dançaríamos, dançaríeis, dançariam. 
 
2ª Conjugação: -ER 
Presente: como, comes, come, comemos, comeis, 
comem. 
Pretérito Perfeito: comi, comeste, comeu, comemos, 
comestes, comeram. 
Pretérito Imperfeito: comia, comias, comia, comíamos, 
comíeis, comiam. 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: comera, comeras, 
comera, comêramos, comêreis, comeram. 
Futuro do Presente: comerei, comerás, comerá, 
comeremos, comereis, comerão. 
Futuro do Pretérito: comeria, comerias, comeria, 
comeríamos, comeríeis, comeriam. 
 
3ª Conjugação: -IR 
Presente: parto, partes, parte, partimos, partis, partem. 
Pretérito Perfeito: parti, partiste, partiu, partimos, 
partistes, partiram. 
Pretérito Imperfeito: partia, partias, partia, partíamos, 
partíeis, partiam. 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: partira, partiras, partira, 
partíramos, partíreis, partiram. 
Futuro do Presente: partirei, partirás, partirá, 
partiremos, partireis, partirão. 
Futuro do Pretérito: partiria, partirias, partiria, 
partiríamos, partiríeis, partiriam. 
 
Emprego dos Tempos do Subjuntivo 
- Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou 
duvidoso, muitas vezes ligados ao desejo, à suposição. Ex.: 
Duvido de que apurem os fatos; Que surjam novos e honestos 
políticos. 
- Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma 
condição ou hipótese. Ex.: Se recebesse o prêmio, voltaria à 
universidade. 
 
3 https://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf69.php 
- Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético, 
pode ou não acontecer. Quando você fizer o trabalho, será 
generosamente gratificado. 
 
1ª Conjugação –AR 
Presente: que eu dance, que tu dances, que ele dance, 
que nós dancemos, que vós danceis, que eles dancem. 
Pretérito Imperfeito: se eu dançasse, se tu dançasses, 
se ele dançasse, se nós dançássemos, se vós dançásseis, se 
eles dançassem. 
Futuro: quando eu dançar, quando tu dançares, quando 
ele dançar, quando nós dançarmos, quando vós dançardes, 
quando eles dançarem. 
 
2ª Conjugação -ER 
Presente: que eu coma, que tu comas, que ele coma, que 
nós comamos, que vós comais, que eles comam. 
Pretérito Imperfeito: se eu comesse, se tu comesses, se 
ele comesse, se nós comêssemos, se vós comêsseis, se eles 
comessem. 
Futuro: quando eu comer,quando tu comeres, quando 
ele comer, quando nós comermos, quando vós comerdes, 
quando eles comerem. 
 
3ª conjugação – IR 
Presente: que eu parta, que tu partas, que ele parta, que 
nós partamos, que vós partais, que eles partam. 
Pretérito Imperfeito: se eu partisse, se tu partisses, se 
ele partisse, se nós partíssemos, se vós partísseis, se eles 
partissem. 
Futuro: quando eu partir, quando tu partires, quando 
ele partir, quando nós partirmos, quando vós partirdes, 
quando eles partirem. 
 
Emprego do Imperativo 
Imperativo Afirmativo 
- Não apresenta a primeira pessoa do singular. 
- É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do 
subjuntivo. 
- O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o “s”. 
- O restante é cópia fiel do presente do subjuntivo. 
 
Presente do Indicativo: eu amo, tu amas, ele ama, nós 
amamos, vós amais, eles amam. 
Presente do subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele 
ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem. 
Imperativo afirmativo: (X), ama tu, ame você, amemos 
nós, amai vós, amem vocês. 
 
Imperativo Negativo 
- É formado através do presente do subjuntivo sem a 
primeira pessoa do singular. 
- Não retira os “s” do tu e do vós. 
 
Presente do Subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele 
ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem. 
Imperativo negativo: (X), não ames tu, não ame você, não 
amemos nós, não ameis vós, não amem vocês. 
 
Além dos três modos citados (Indicativo, Subjuntivo e 
Imperativo), os verbos apresentam ainda as formas nominais: 
infinitivo – impessoal e pessoal, gerúndio e particípio. 
 
Infinitivo Impessoal3 
Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal, 
isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido, 
não relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável. 
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Língua Portuguesa 30 
Assim, considera-se apenas o processo verbal. Ex.: Amar é 
sofrer. 
Podendo ter valor e função de substantivo. Ex.: Viver é 
lutar. (= vida é luta); É indispensável combater a corrupção. (= 
combate à) 
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente 
(forma simples) ou no passado (forma composta). Ex.: É 
preciso ler este livro; Era preciso ter lido este livro. 
Observe que, embora não haja desinências para a 1ª e 3ª 
pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo 
impessoal), elas não deixam de referir-se às respectivas 
pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo 
contexto da frase). Ex.: Para ler melhor, eu uso estes óculos. 
(1ª pessoa); Para ler melhor, ela usa estes óculos. (3ª pessoa) 
 
O infinitivo impessoal é usado: 
 
- Quando apresenta uma ideia vaga, genérica, sem se 
referir a um sujeito determinado. Ex. Querer é poder. 
Fumar prejudica a saúde. É proibido colar cartazes neste 
muro. 
- Quando tem valor de Imperativo. Ex. Soldados, 
marchar! (= Marchai!) Esquerda, volver! 
- Quando é regido de preposição (geralmente 
precedido da preposição “de”) e funciona como 
complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da 
oração anterior. Ex.: Eles não têm o direito de gritar assim. 
As meninas foram impedidas de participar do jogo. Eu os 
convenci a aceitar. 
 
No entanto, na voz passiva dos verbos "contentar", 
"tomar" e "ouvir", por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar) 
deve ser flexionado. Exs.: 
Eram pessoas difíceis de serem contentadas. 
Aqueles remédios são ruins de serem tomados. 
Os jogos que você me emprestou são agradáveis de serem 
jogados. 
 
- Nas locuções verbais. Ex.: Queremos acordar bem cedo 
amanhã. Eles não podiam reclamar do colégio. Vamos pensar 
no seu caso. 
- Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da 
oração anterior. Ex. Eles foram condenados a pagar pesadas 
multas. Devemos sorrir ao invés de chorar. Tenho ainda alguns 
livros por (para) publicar. 
 
Observação: quando o infinitivo preposicionado, ou não, 
preceder ou estiver distante do verbo da oração principal 
(verbo regente), pode ser flexionado para melhor clareza do 
período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação 
verbal. Exs.: 
Na esperança de sermos atendidos, muito lhe 
agradecemos. 
Foram dois amigos à casa de outro, a fim de jogarem 
futebol. 
Para estudarmos, estaremos sempre dispostos. 
Antes de nascerem, já estão condenadas à fome muitas 
crianças. 
 
- Com os verbos causativos "deixar", "mandar" e 
"fazer" e seus sinônimos que não formam locução verbal 
com o infinitivo que os segue. Ex.: Deixei-os sair cedo hoje. 
- Com os verbos sensitivos "ver", "ouvir", "sentir" e 
sinônimos, deve-se também deixar o infinitivo sem flexão. 
Ex.: Vi-os entrar atrasados. Ouvi-as dizer que não iriam à 
festa. 
 
Infinitivo Pessoal 
É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 
1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta desinências, 
assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-
se da seguinte maneira: 
2ª pessoa do singular: radical + ES. Ex.: teres (tu) 
1ª pessoa do plural: radical + mos. Ex.: termos (nós) 
2ª pessoa do plural: radical + dês. Ex.: terdes (vós) 
3ª pessoa do plural: radical + em. Ex.: terem (eles) 
 
Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa 
colocação. 
 
Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal, isso 
significa que ele atribui um agente ao processo verbal, 
flexionando-se. 
O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: 
 
- Quando o sujeito da oração estiver claramente 
expresso. Exs.: 
Se tu não perceberes isto... 
Convém vocês irem primeiro. 
O bom é sempre lembrarmos (sujeito desinencial, sujeito 
implícito = nós) desta regra. 
 
- Quando tiver sujeito diferente daquele da oração 
principal. Exs.: 
O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos 
estudarem bastante para a prova. 
Perdoo-te por me traíres. 
O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade. 
O guarda fez sinal para os motoristas pararem. 
 
- Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na 
terceira pessoa do plural). Exs.: 
Faço isso para não me acharem inútil. 
Temos de agir assim para nos promoverem. 
Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua 
conduta. 
 
- Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade 
de ação. Exs.: 
Vi os alunos abraçarem-se alegremente. 
Fizemos os adversários cumprimentarem-se com 
gentileza. 
Mandei as meninas olharem-se no espelho. 
 
Gerúndio 
Pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Ex.: Saindo de 
casa, encontrei alguns amigos. (Função de advérbio); Nas ruas, 
havia crianças vendendo doces. (Função adjetivo) 
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; 
na forma composta, uma ação concluída. Ex.: Trabalhando, 
aprenderás o valor do dinheiro; Tendo trabalhado, aprendeu o 
valor do dinheiro. 
 
Particípio 
Quando não é empregado na formação dos tempos 
compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma 
ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Ex.: 
Terminados os exames, os candidatos saíram. Quando o 
particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação 
temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo 
(adjetivo verbal). Ex.: Ela foi a aluna escolhida para 
representar a escola. 
 
1ª Conjugação –AR 
Infinitivo Impessoal: dançar. 
Infinitivo Pessoal: dançar eu, dançares tu; dançar ele, 
dançarmos nós, dançardes vós, dançarem eles. 
Gerúndio: dançando. 
Particípio: dançado. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 31 
2ª Conjugação –ER 
Infinitivo Impessoal: comer. 
Infinitivopessoal: comer eu, comeres tu, comer ele, 
comermos nós, comerdes vós, comerem eles. 
Gerúndio: comendo. 
Particípio: comido. 
 
3ª Conjugação –IR 
Infinitivo Impessoal: partir. 
Infinitivo pessoal: partir eu, partires tu, partir ele, 
partirmos nós, partirdes vós, partirem eles. 
Gerúndio: partindo. 
Particípio: partido. 
 
Questões 
 
01. (UNEMAT - Psicólogo - 2018) 
 
 
Disponível 
https://www.facebook.com/tirasamandinho/photos/a.488361671209144.11396
3. 
488356901209621/1568398126538821/?type=3&theater. 
Acesso em: fev.2018. 
 
Na tirinha, Fê conversa com Camilo sobre o que ela 
considera ser machismo na cerimônia de casamento, enquanto 
Pudim diz a Armandinho que tudo aquilo que a garota 
questiona é algo natural. 
Nas falas atribuídas à menina, o verbo ter aparece em Tem 
casamentos [...] (quadro 1) e em [...] essas coisas têm 
significados! (quadro 2). 
 
Em relação a esses empregos do verbo ter, assinale a 
alternativa correta. 
(A) Em ambos, o verbo é impessoal. 
(B) Ambos estão na terceira pessoa do plural do presente 
do modo indicativo. 
(C) Ambos estão na terceira pessoa do singular do presente 
do modo indicativo. 
(D) Ambos estão no presente do modo indicativo, embora 
o primeiro esteja na terceira pessoa do singular e o segundo na 
terceira pessoa do plural. 
(E) Ambos estão no presente do modo subjuntivo, embora 
o primeiro esteja na terceira pessoa do singular e o segundo na 
terceira pessoa do plural. 
 
02. (PC/SP - Escrivão de Polícia - VUNESP/2018) 
 
O drama dos viciados em dívidas 
 
Apesar dos sinais de recuperação da economia, o número 
de brasileiros endividados chegou a 61,7 milhões em fevereiro 
passado – o equivalente a 40% da população adulta. O número 
é alto porque o hábito de manter as contas em dia não é apenas 
uma questão financeira decorrente do estado geral da 
economia – pode ser uma questão comportamental. Por isso, 
há grupos especializados que promovem reuniões semanais 
com devedores, com a finalidade de trocar experiências sobre 
consumo impulsivo e propensão a viver no vermelho. Uma 
dessas organizações é o Devedores Anônimos (DA), que 
funciona nos mesmos moldes do Alcoólicos Anônimos (AA). 
Pertencer a uma classe social mais alta não livra ninguém 
do problema. As pessoas de maior renda são justamente as que 
têm maior resistência em admitir a compulsão. Pior. É comum 
que, diante dos apuros, como a perda do emprego, algumas 
tentem manter o mesmo padrão de vida em lugar de cortar 
gastos para se encaixar na nova realidade. Pedir um 
empréstimo para quitar outra dívida é um comportamento 
recorrente entre os endividados. 
Para sair do vermelho, aceitar o vício é o primeiro passo. 
Uma vez que o devedor reconhece o problema, a próxima 
etapa é se planejar. 
(Felipe Machado e Tatiana Babadobulos, Veja, 04.04.2018. Adaptado) 
 
Assinale a alternativa em que os verbos estão conjugados 
de acordo com a norma-padrão, em substituição aos trechos 
destacados na passagem – É comum que, diante dos apuros, 
como a perda do emprego, algumas tentem manter o mesmo 
padrão de vida. 
(A) Poderia acontecer que ... mantêm 
(B) Pôde acontecer que ... mantessem 
(C) Podia acontecer que ... mantivessem 
(D) Pôde acontecer que ... manteram 
(E) Podia acontecer que ... mantiveram 
 
03. (PC/SP - Escrivão de Polícia - VUNESP/2018) A vida 
de Dorinha Duval foi, ____ . O processo ainda não havia ido a 
Júri quando a tese da defesa foi mudada. Não seria mais 
violenta emoção, mas legítima defesa. Ela não teria atirado no 
marido por ter sido ___ e chamada de velha, mas ______ o marido 
passou a agredi-la. De fato, o exame pericial de corpo de delito 
realizado em Dorinha constatou a existência de _______ em seu 
corpo. A versão da legítima defesa era ______ . 
(Luiza Nagib Eluf, A paixão no banco dos réus. Adaptado) 
 
As expressões verbais empregadas em tempo que exprime 
a ideia de hipótese são: 
(A) seria e teria. 
(B) foi e seria. 
(C) teria e ter sido. 
(D) foi e constatou. 
(E) ter sido e passou. 
 
04. (Pref. Itaquitinga/PE - Assistente Administrativo - 
IDHTEC/2016) Morto em 2015, o pai afirma que Jules Bianchi 
não __________culpa pelo acidente. Em entrevista, Philippe 
Bianchi afirma que a verdade nunca vai aparecer, pois os 
pilotos __________ medo de falar. "Um piloto não vai dizer nada 
se existir uma câmera, mas quando não existem câmeras, 
todos __________ até mim e me dizem. Jules Bianchi bateu com 
seu carro em um trator durante um GP, aquaplanou e não 
conseguiu __________para evitar o choque. 
(http://espn.uol.com.br/noticia/603278_pai-diz-que-pilotos-da-f-1-
temmedo-de-falar-a-verdade-sobre-o-acidente-fatal-de-bianchi) 
 
Complete com a sequência de verbos que está no tempo, 
modo e pessoa corretos: 
(A) Tem – tem – vem - freiar 
(B) Tem – tiveram – vieram - frear 
(C) Teve – tinham – vinham – frenar 
(D) Teve – tem – veem – freiar 
(E) Teve – têm – vêm – frear 
 
05. (Prefeitura Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala - 
FEPESE/2016) Assinale a alternativa em que está correta a 
correlação entre os tempos e os modos verbais nas frases 
abaixo. 
(A) A entonação correta ao falarmos colabora com o 
entendimento que o outro tem do assunto tratado e reforçaria 
a nossa persuasão. 
(B) Para falar bem em público, organize as ideias de acordo 
com o tempo que você terá e, antes de falar, ensaie sua 
apresentação. 
(C) A capacidade de os adolescentes virem a falar em 
público, teria dependido dos bons ensinamentos da escola. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 32 
(D) Quem vier a comparar a fala dos jovens de hoje com os 
da geração passada, haveria de concluir que os jovens de hoje 
leem muito menos. 
(E) O contato visual também é importante ao falar em 
público. Passa empatia e envolveria o outro. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.C / 03.A / 04.E / 05.B 
 
Locução Verbal 
 
Uma locução verbal4 é a combinação de um verbo 
auxiliar e um verbo principal. Esses dois verbos, aparecendo 
juntos na oração, transmitem apenas uma ação verbal, 
desempenhando o papel de um único verbo. Exemplo: 
- estive pensando 
- quero sair 
- pode ocorrer 
- tem investigado 
- tinha decidido 
 
Função dos verbos auxiliares nas locuções verbais 
Apenas o verbo auxiliar é flexionado. Verbo auxiliar é o 
que perdendo significado próprio, é utilizado para auxiliar na 
conjugação de outro, o verbo principal. Assim, o tempo, o 
modo, o número, a pessoa e o aspecto da ação verbal são 
indicados pelo verbo auxiliar. 
 
Os auxiliares mais comuns são: “Ter, Haver, Ser e Estar”. 
Contudo, outros verbos também atuam como verbos auxiliares 
nas locuções verbais, como os verbos poder, dever, querer, 
começar a, deixar de, voltar a, continuar a, entre outros. 
 
Função dos verbos principais nas locuções verbais 
Nas locuções verbais o verbo auxiliar aparece conjugado e 
o principal numa das formas nominais: no gerúndio, no 
infinitivo ou no particípio. 
 
Locução verbal com verbo principal no gerúndio 
Ex.: Estou escrevendo 
verbo auxiliar flexionado: estou 
verbo principal no gerúndio: escrevendo 
 
Locução verbal com verbo principal no infinitivo 
Ex.: Quero sair 
verbo auxiliar flexionado: quero 
verbo principal no infinitivo: sair 
 
Locução verbal com verbo principal no particípio 
Ex.: Tinha decidido 
verbo auxiliar flexionado: tinha 
verbo principal no particípio: decidido 
 
Em todos os exemplos a ideia central é expressa pelo verbo 
principal, os verbos auxiliares apenas indicam flexões de 
tempo, modo, pessoa, número e voz. Sem os verbos principais, 
os auxiliares não teriam sentido algum.4 https://www.conjugacao.com.br/locucao-verbal/ 
Questões 
 
01. (CISSUL/MG - Condutor Socorrista - IBGP/2017) 
 
 
Assinale a alternativa que contém uma locução verbal 
extraída do cartum. 
(A) Não terão. 
(B) Como andar. 
(C) Vai chegar. 
(D) Todos terão. 
 
02. (CRQ 4ª REGIÃO/SP - Fiscal - QUADRIX) 
 
 
 
Qual forma verbal substituiria, sem causar alteração de 
sentido, a locução verbal "vou ter", que aparece no primeiro 
quadrinho? 
(A) "terei". 
(B) "teria". 
(C) "tivera". 
(D) "tenha". 
(E) "tinha". 
 
03. (Pref. João Pessoa/PB - Professor Língua 
Portuguesa - FGV) Uma locução verbal é o conjunto formado 
por um verbo auxiliar + um verbo principal, este último 
sempre em forma nominal. Nas frases a seguir as formas 
verbais sublinhadas constituem uma locução verbal, à exceção 
de uma. Assinale‐a. 
(A) Todos podem entrar assim que chegarem. 
(B) Se os grevistas querem trabalhar menos, não vou 
atendê‐los. 
(C) Deixem entrar todos os atrasados. 
(D) Elas não sabem cozinhar como antigamente. 
(E) A plantação foi‐se expandindo para os lados 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 33 
Gabarito 
 
01.C / 02.A / 03.C 
 
Advérbio 
 
É a palavra invariável que modifica um verbo (Chegou 
cedo), um outro advérbio (Falou muito bem), um adjetivo 
(Estava muito bonita). 
 
De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio 
pode ser de: 
Tempo: ainda, agora, antigamente, antes, amiúde 
(=sempre), amanhã, breve, brevemente, cedo, diariamente, 
depois, depressa, hoje, imediatamente, já, lentamente, logo, 
novamente, outrora. 
Lugar: aqui, acolá, atrás, acima, adiante, ali, abaixo, além, 
algures (=em algum lugar), aquém, alhures (= em outro lugar), 
dentro, defronte, fora, longe, perto. 
Modo: assim, bem, depressa, aliás (= de outro modo ), 
devagar, mal, melhor, pior, e a maior parte dos advérbios que 
termina em mente: calmamente, suavemente, rapidamente, 
tristemente. 
Afirmação: certamente, decerto, deveras, efetivamente, 
realmente, sim, seguramente. 
Negação: absolutamente, de modo algum, de jeito 
nenhum, nem, não, tampouco (=também não). 
Intensidade: apenas, assaz, bastante, bem, demais, mais, 
meio, menos, muito, quase, quanto, tão, tanto, pouco. 
Dúvida: acaso, eventuamente, por ventura, quiçá, 
possivelmente, talvez. 
 
Locuçoes Adverbiais: são duas ou mais palavras que têm 
o valor de advérbio: às cegas, às claras, às toa, às pressas, às 
escondidas, à noite, à tarde, às vezes, ao acaso, de repente, de 
chofre, de cor, de improviso, de propósito, de viva voz, de 
medo, com certeza, por perto, por um triz, de vez em quando, 
sem dúvida, de forma alguma, em vão, por certo, à esquerda, à 
direta, a pé, a esmo, por ali, a distância. 
- De repente o dia se fez noite. 
- Por um triz eu não me denunciei. 
- Sem dúvida você é o melhor. 
 
Graus dos Advérbios: o advérbio não vai para o plural, são 
palavras invariáveis, mas alguns admitem a flexão de grau: 
comparativo e superlativo. 
 
Comparativo de: 
Igualdade - tão + advérbio + quanto, como: Sou tão feliz 
quanto / como você. 
Superioridade - Analítico: mais do que. Ex.: Raquel é mais 
elegante do que eu. 
 - Sintético: melhor, pior que. Ex.: Amanhã será melhor do 
que hoje. 
Inferioridade - menos do que: Falei menos do que devia. 
 
Superlativo Absoluto: 
Analítico - mais, muito, pouco,menos: O candidato 
defendeu-se muito mal. 
Sintético - íssimo, érrimo: Localizei-o rapídíssimo. 
 
Emprego do Advérbio 
- Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do 
sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo 
sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, 
depressinha, rapidinho (bem rápido). Exs.: Rapidinho chegou 
a casa; Moro pertinho da universidade. 
- Frequentemente empregamos adjetivos com valor de 
advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente) 
- Bastante - antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai 
para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante 
simpáticas e gentis. 
- Bastante - antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai 
para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas 
no céu. 
- Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau 
(adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei-a de 
mau humor. 
- Antes de verbo no particípio, diz-se mais bem, mais mal: 
Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo. 
- Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se 
fazem professores como antigamente. (=não se fazem mais) 
- Na locução adverbial a olhos vistos (=claramente), o 
particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide 
emagrecia a olhos vistos. 
- Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no 
último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a 
todos. 
- A repetição de um mesmo advérbio assume o valor 
superlativo: Levantei cedo, cedo. 
 
Palavras e Locuções Denotativas: São palavras 
semelhantes a advérbios e que não possuem classificação 
especial. Não se enquadram em nenhuma das dez classes de 
palavras. São chamadas de denotativas e exprimem: 
Afetividade: felizmente, infelizmente, ainda bem. Ex.: Ainda 
bem que você veio. 
Designação, Indicação: eis. Ex.: Eis aqui o herói da turma. 
Exclusão: exclusive, menos, exceto, fora, salvo, senão, 
sequer: Ex.: Não me disse sequer uma palavra de amor. 
Inclusão: inclusive, também, mesmo, ainda, até, além disso, 
de mais a mais. Ex.: Também há flores no céu. 
Limitação: só, apenas, somente, unicamente. Ex.: Só Deus é 
perfeito. 
Realce: cá, lá, é que, sobretudo, mesmo. Ex.: Sei lá o que ele 
quis dizer! 
Retificação: aliás, ou melhor, isto é, ou antes. Ex.: Irei à 
Bahia na próxima semana, ou melhor, no próximo mês. 
Explicação: por exemplo, a saber. Ex.: Você, por exemplo, 
tem bom caráter. 
 
Questões 
 
01. Assinale a frase em que meio funciona como advérbio: 
(A) Só quero meio quilo. 
(B) Achei-o meio triste. 
(C) Descobri o meio de acertar. 
(D) Parou no meio da rua. 
(E) Comprou um metro e meio. 
 
02. Só não há advérbio em: 
(A) Não o quero. 
(B) Ali está o material. 
(C) Tudo está correto. 
(D) Talvez ele fale. 
(E) Já cheguei. 
 
03. Qual das frases abaixo possui advérbio de modo? 
(A) Realmente ela errou. 
(B) Antigamente era mais pacato o mundo. 
(C) Lá está teu primo. 
(D) Ela fala bem. 
(E) Estava bem cansado. 
 
04. Classifique a locução adverbial que aparece em 
"Machucou-se com a lâmina". 
(A) modo 
(B) instrumento 
(C) causa 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 34 
(D) concessão 
(E) fim 
 
05. (PC/SP - Investigador de Polícia - VUNESP/2018) 
Nos EUA, a psicanálise lembra um pouco certas seitas – as 
ideias do fundador são institucionalizadas e defendidas por 
discípulos ferrenhos, mas suas instituições parecem não 
responder às necessidades atuais da sociedade. Talvez porque 
o autor das ideias não esteja mais aqui para atualizá-las. 
Freud era um neurologista, e queria encontrar na Biologia 
as bases do comportamento. Como a tecnologia de então não 
lhe permitia avançar, passou a elaborar uma teoria, criando a 
psicanálise. Cientista que era, contudo, nunca se apaixonou por 
suas ideias, revisando sua obra ao longo da vida. Ele chegou a 
afirmar: “A Biologia é realmente um campo de possibilidades 
ilimitadas do qual podemos esperar as elucidações mais 
surpreendentes. Portanto, não podemos imaginar que 
respostas ela dará, em poucos decêndios, aos problemas que 
formulamos. Talvez essas respostas venham a ser tais que 
farão o edifício de nossashipóteses colapsar”. Provavelmente, 
é sua frase menos citada. Por razões óbvias. 
(Galileu, novembro de 2017. Adaptado) 
 
Nos trechos – … Talvez porque o autor das ideias não esteja 
mais aqui… – ; – … nunca se apaixonou por suas ideias… – ; – A 
Biologia é realmente um campo de possibilidades ilimitadas… 
– e – Provavelmente, é sua frase menos citada. –, os advérbios 
destacados expressam, correta e respectivamente, 
circunstância de: 
(A) lugar; tempo; modo; afirmação. 
(B) lugar; tempo; afirmação; dúvida. 
(C) lugar; negação; modo; intensidade. 
(D) afirmação; negação; afirmação; afirmação. 
(E) afirmação; negação; modo; dúvida. 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.C / 03.D / 04.B / 05.B 
 
Preposição 
 
É a palavra invariável que liga um termo dependente a um 
termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As 
preposições podem ser: essenciais ou acidentais. 
 
As preposições essenciais atuam exclusivamente como 
preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, 
entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Exs.: Não dê 
atenção a fofocas; Perante todos disse, sim. 
 
As preposições acidentais são palavras de outras classes 
que atuam eventualmente como preposições. São: como (=na 
qualidade de), conforme (=de acordo com), consoante, exceto, 
mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante. Ex.: Agia 
conforme sua vontade. (= de acordo com) 
 
- O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um 
substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, 
a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e 
não estabelece concordância com o substantivo. Ex.: Fiz todo o 
percurso a pé. (não há concordância com o substantivo 
masculino pé) 
- As preposições essenciais são sempre seguidas dos 
pronomes pessoais oblíquos: Despediu-se de mim 
rapidamente. Não vá sem mim. 
 
Locuções Prepositivas: é o conjunto de duas ou mais 
palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra 
é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de, 
acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, 
embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, 
junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás 
de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de, 
através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de, 
(=no lugar de), ao invés de (=ao contrário de), para com, até a. 
- Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. 
Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim 
no começo: Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. 
(locução adverbial); O acidente ocorreu perto de meu atelier. 
(locução prepositiva) 
- Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com 
outra preposição: Abola passou por entre as pernas do 
goleiro. Mas é inadequado dizer: Proibido para menores de até 
18 anos; Financiamento em até 24 meses. 
 
Combinações e Contrações 
Combinação: ocorre quando não há perda de fonemas: 
a+o, os= ao, aos / a+onde = aonde. 
Contração: ocorre quando a preposição perde fonemas: 
de+a, o, as, os, esta, este, isto = da, do, das, dos, desta, deste, 
disto. 
- em+ um, uma, uns, umas, isto, isso, aquilo, aquele, aquela, 
aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso, 
naquilo, naquele, naquela, naqueles. 
- de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele, 
daquela, daquilo. 
- para+ a = pra. 
A contração da preposição a com os artigos ou pronomes 
demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de 
crase e é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim: 
à, às, àquele, àquela, àquilo. 
 
Valores das Preposições 
 
A 
(movimento=direção): Foram a Lucélia comemorar os 
Anos Dourados. 
Modo: Partiu às pressas. 
Tempo: Iremos nos ver ao entardecer. 
Apreposição a indica deslocamento rápido: Vamos à praia. 
(ideia de passear) 
 
Ante 
(diante de): Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a 
emoção. 
Tempo (substituída por antes de): Preciso chegar ao 
encontro antes das quatro horas. 
 
Após (depois de): Após alguns momentos desabou num 
choro arrependido. 
 
Até 
(aproximação): Correu até mim. 
Tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a 
semana que vem. 
Atenção: Se a preposição até equivaler a inclusive, será 
palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam 
até quem os despreza. (inclusive) 
 
Com (companhia): Rir de alguém é falta de caridade; 
deve-se rir com alguém. 
Causa: A cidade foi destruída com o temporal. 
Instrumento: Feriu-se com as próprias armas. 
Modo: Marfinha, minha comadre, veste-se sempre com 
elegância. 
 
Contra 
(oposição, hostilidade): Revoltou-se contra a decisão do 
tribunal. 
Direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 35 
De (origem): Descendi de pais trabalhadores e honestos. 
Lugar: Os corruptos vieram da capital. 
Causa: O bebê chorava de fome. 
Posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu. 
Assunto: Falávamos do casamento da Mariele. 
Matéria: Era uma casa de sapé. 
A preposição de não deve contrair-se com o artigo, que 
precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos 
estudarem. (e não: dos alunos estudarem) 
 
Desde 
(afastamento de um ponto no espaço): Essa neblina vem 
desde São Paulo. 
Tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa. 
 
Em 
(lugar): Moramos em Lucélia há alguns anos. 
Matéria: As queridas amigas Nilceia e Nadélgia moram em 
Curitiba. 
Especialidade: Minha amiga Cidinha formou-se em Letras. 
Tempo: Tudo aconteceu em doze horas. 
 
Entre (posição entre dois limites): Convém colocar o vidro 
entre dois suportes. 
 
Para 
Direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa. 
Tempo: Pretendo vê-lo lá para o final da semana. 
Finalidade: Lute sempre para viver com dignidade. 
A preposição para indica permanência definitiva. Vou 
para o litoral. (ideia de morar) 
 
Perante (posição anterior): Permaneceu calado perante 
todos. 
 
Por (percurso, espaço, lugar): Caminhava por ruas 
desconhecidas. 
Causa: Por ser muito caro, não compramos um pendrive 
novo. 
Espaço: Por cima dela havia um raio de luz. 
 
Sem (ausência): Eu vou sem lenço sem documento. 
 
Sob (debaixo de / situação): Prefiro cavalgar sob o luar. 
Viveu, sob pressão dos pais. 
 
Sobre 
(em cima de, com contato): Colocou as taças de cristal 
sobre a toalha rendada. 
Assunto: Conversávamos sobre política financeira. 
 
Trás (situação posterior; é preposição fora de uso. É 
substituída por atrás de, depois de): Por trás desta carinha 
vê-se muita falsidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questões 
 
01. (PC/SP - Papiloscopista Policial - VUNESP/2018) 
 
 
 
No 3º quadrinho, nas três ocorrências, o sentido da 
preposição “sem” e o das expressões que ela forma são, 
respectivamente, de 
(A) negação e causa. 
(B) adição e condição. 
(C) ausência e modo. 
(D) falta e consequência. 
(E) exceção e intensidade. 
 
02. (Pref. Itaquitinga/PE - Técnico em Enfermagem - 
IDHTEC/2016) 
 
MAMÃ NEGRA (Canto de esperança) 
 
Tua presença, minha Mãe - drama vivo duma Raça, Drama 
de carne e sangue Que a Vida escreveu com a pena dos séculos! 
Pelo teu regaço, minha Mãe, Outras gentes embaladas à voz da 
ternura ninadas do teu leite alimentadas de bondade e poesia 
de música ritmo e graça... santos poetas e sábios... Outras 
gentes... não teus filhos, que estes nascendo alimárias 
semoventes, coisas várias, mais são filhos da desgraça: a 
enxada é o seu brinquedo trabalho escravo - folguedo... Pelos 
teus olhos, minha Mãe Vejo oceanos de dor Claridades de sol-
posto, paisagens Roxas paisagensMas vejo (Oh! se vejo!...) mas 
vejo também que a luz roubada aos teus [olhos, ora esplende 
demoniacamente tentadora - como a Certeza... cintilantemente 
firme - como a Esperança... em nós outros, teus filhos, gerando, 
formando, anunciando -o dia da humanidade. 
(Viriato da Cruz. Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império) 
 
Em qual das alternativas o acento grave foi mal 
empregado, pois não houve crase? 
(A) “Milena Nogueira foi pela primeira vez à quadra da 
escola de samba Império Serrano, na Zona Norte do Rio.” 
(B) "Os relatos dos casos mostram repetidas violações dos 
direitos à moradia, a um trabalho digno, à integridade cultural, 
a vida e ao território." 
(C) “O corpo de Lucilene foi encontrado próximo à ponte 
do Moa no dia 11 de maio.” 
(D) “Fifa afirma que Blatter e Valcke enriqueceram às 
custas da entidade.” 
(E) “Doriva saiu e Milton Cruz fez às vezes de técnico até a 
chegada de Edgardo Bauza no fim do ano passado.” 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 36 
03. (TJ/AL - Analista Judiciário - Oficial de Justiça 
Avaliador - FGV/2018) 
 
Além do celular e da carteira, cuidado com as 
figurinhas da Copa 
Gilberto Porcidônio – O Globo, 12/04/2018 
 
A febre do troca-troca de figurinhas pode estar atingindo 
uma temperatura muito alta. Preocupados que os mais afoitos 
pelos cromos possam até roubá-los, muitos jornaleiros estão 
levando seus estoques para casa quando termina o expediente. 
Pode parecer piada, mas há até boatos sobre quadrilhas de 
roubo de figurinha espalhados por mensagens de celular. 
 
No texto aparecem três ocorrências da preposição DE. 
1. “troca-troca de figurinhas”; 
2. “roubo de figurinha”; 
3. “mensagens de celular”. 
 
Sobre o emprego dessa preposição nesses casos, é correto 
afirmar que: 
(A) os termos precedidos da preposição DE indicam 
pacientes dos vocábulos anteriores; 
(B) os termos precedidos da preposição DE indicam 
agentes dos termos anteriores; 
(C) os termos “de figurinha” e “de celular” são 
complementos dos termos anteriores; 
(D) os termos “de figurinhas” e “de celular” são adjuntos 
dos vocábulos precedentes; 
(E) os termos “de figurinhas” e “de figurinha” são 
complementos dos vocábulos precedentes. 
 
04. Assinale a alternativa em que a preposição destacada 
estabeleça o mesmo tipo de relação que na frase matriz: 
Criaram-se a pão e água. 
(A) Desejo todo o bem a você. 
(B) A julgar por esses dados, tudo está perdido. 
(C) Feriram-me a pauladas. 
(D) Andou a colher alguns frutos do mar. 
(E) Ao entardecer, estarei aí. 
 
05. (TJ/AL - Técnico Judiciário - FGV/2018) 
 
Ressentimento e Covardia 
 
Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os 
usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma 
legislação específica que coíba não somente os usos mas os 
abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A 
maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam 
crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune 
injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos 
direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação 
indébita. 
No fundo, é um problema técnico que os avanços da 
informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição 
dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me 
valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-
história. 
Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na 
internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e 
escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos 
ou deformados que circulam por aí e que não podem ser 
desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou 
revista é processado se publicar sem autorização do autor um 
texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em 
caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de 
falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a 
desmentir e dar espaço ao contraditório. 
Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do 
cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão 
de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira 
liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 
16/05/2006 – adaptado) 
 
O segmento do texto em que o emprego da preposição EM 
indica valor semântico diferente dos demais é: 
(A) “Tenho comentado aqui na Folha em diversas 
crônicas”; 
(B) A maioria dos abusos, se praticados em outros meios”; 
(C) “... seriam crimes já especificados em lei”; 
(D) “...a comunicação virtual está em sua pré-história”; 
(E) “...ainda que em citação longa e sem aspas”. 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.E / 03.E / 04.C / 05.D 
 
Interjeição 
 
É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, 
estados de espírito ou apelos. 
 
Locução Interjetiva: é o conjunto de duas ou mais 
palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena! 
Quem me dera! Puxa, que legal! 
 
Classificaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas 
 
As intejeições e as locuções interjetivas são classificadas de 
acordo com o sentido que elas expressam em determinado 
contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode 
exprimir emoções variadas. 
Admiração ou Espanto: Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu 
Deus!, Céus! 
Advertência: Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!, 
Olha lá! 
Alegria: Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!; 
Ânimo: Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca! 
Aplauso: Bravo!, Parabéns!, Muito bem! 
Chamamento: Olá!, Alô!, Psiu!, Psit! 
Aversão: Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! 
Medo: Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai! 
Pedido de Silêncio: Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!, 
Chega!, Basta! 
Saudação: Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau! 
Concordância: Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida! 
Desejo: Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me 
dera! 
 
Observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes 
são formadas por palavras de outras classes gramaticais: 
Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo). 
 
Questões 
 
01. Assinale o par de frases em que as palavras destacadas 
são substantivo e pronome, respectivamente: 
(A) A imigração tornou-se necessária. / É dever cristão 
praticar o bem. 
(B) A Inglaterra é responsável por sua economia. / Havia 
muito movimento na praça. 
(C) Fale sobre tudo o que for preciso. / O consumo de 
drogas é condenável. 
(D) Pessoas inconformadas lutaram pela abolição. / 
Pesca-se muito em Angra dos Reis. 
(E) Os prejudicados não tinham o direito de reclamar. / 
Não entendi o que você disse. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 37 
02. Assinale o item que só contenha preposições: 
(A) durante, entre, sobre 
(B) com, sob, depois 
(C) para, atrás, por 
(D) em, caso, após 
(E) após, sobre, acima 
 
03. Observe as palavras grifadas da seguinte frase: 
“Encaminhamos a V. Senhoria cópia autêntica do Edital nº 
19/82.” Elas são, respectivamente: 
(A) verbo, substantivo, substantivo 
(B) verbo, substantivo, advérbio 
(C) verbo, substantivo, adjetivo 
(D) pronome, adjetivo, substantivo 
(E) pronome, adjetivo, adjetivo 
 
04. Assinale a opção em que a locução grifada tem valor 
adjetivo: 
(A) “Comprei móveis e objetos diversos que entrei a 
utilizar com receio.” 
(B) “Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos.” 
(C) “Pediu-me com voz baixa cinquenta mil réis.” 
(D) “Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras...” 
(E) “Resolvi abrir o olho para que vizinhos sem 
escrúpulos não se apoderassem do que era delas.” 
 
05. O "que" está com função de preposição naalternativa: 
(A) Veja que lindo está o cabelo da nossa amiga! 
(B) Diz-me com quem andas, que eu te direi quem és. 
(C) João não estudou mais que José, mas entrou na 
Faculdade. 
(D) O Fiscal teve que acompanhar o candidato ao banheiro. 
(E) Não chore que eu já volto. 
 
Gabarito 
 
01.E / 02.A / 03.C / 04.E / 05.D 
 
Conjunções 
 
Exercem a função de conectar as palavras dentro de uma 
oração. Desta forma, elas estabelecem uma relação de 
coordenação ou subordinação e são classificadas em: 
Conjunções Coordenativas e Conjunções Subordinativas. 
 
Conjunções Coordenativas 
 
1. Aditivas (Adição) 
E 
Nem 
Não só... Mas também 
Mas ainda 
Senão 
 
Exemplos: 
Viajamos e descansamos. 
Eu não só estudo, mas também trabalho. 
 
2. Adversativas (posição contrária) 
 
Mas 
Porém 
Todavia 
Entretanto 
No entanto 
 
Exemplos: 
Ela era explorada, mas não se queixava. 
Os alunos estudaram, no entanto não conseguiram as 
notas necessárias. 
3. Alternativas (alternância) 
 
Ou, ou 
Ora, ora 
Quer, quer 
Já, já 
 
Exemplos: 
Ou você vem agora, ou não haverá mais ingressos. 
Ora chovia, ora fazia sol. 
 
4. Conclusivas (conclusão) 
Logo 
Portanto 
Por conseguinte 
Pois (após o verbo) 
 
Exemplos: 
O caminho é perigoso; vá, pois, com cuidado! 
Estamos nos esforçando, logo seremos recompensados. 
 
5. Explicativas (explicação) 
Que 
Porque 
Porquanto 
Pois (antes do verbo) 
 
Exemplos: 
Não leia no escuro, que faz mal à vista. 
Compre estas mercadorias, pois já estamos ficando sem. 
 
Conjunções Subordinativas 
 
Ligam uma oração principal a uma oração subordinativa, 
com verbo flexionado. 
 
1. Integrantes: iniciam a oração subordinada substantiva 
– Que / Se / Como 
 
Exemplos: 
Todos perceberam que você estava atrasado. 
Aposto como você estava nervosa. 
 
2. Temporais (Tempo) – Quando / Enquanto / Logo que / 
Assim que / Desde que 
Exemplos: 
Logo que chegaram, a festa acabou. 
Quando eu disse a verdade, ninguém acreditou. 
 
3. Finais (Finalidade) – Para que / A fim de que 
Exemplo: 
Foi embora logo, a fim de que ninguém o perturbasse. 
 
4. Proporcionais (Proporcionalidade) – À proporção que 
/ À medida que / Quanto mais ... mais / Quanto menos... menos 
Exemplos: 
À medida que se vive, mais se aprende. 
Quanto mais se preocupa, mais se aborrece. 
 
5. Causais (Causa) – Porque / Como / Visto que / Uma vez 
que 
Exemplo: Como estivesse doente, não pôde sair. 
 
6. Condicionais (Condição) – Se / Caso / Desde que 
Exemplos: 
Comprarei o livro, desde que esteja disponível. 
Se chover, não poderemos ir. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 38 
7. Comparativas (Comparação) – Como / Que / Do que / 
Quanto / Que nem 
Exemplos: 
Os filhos comeram como leões. 
A luz é mais veloz do que o som. 
 
8. Conformativas (Conformidade) – Como / Conforme / 
Segundo 
Exemplos: 
As coisas não são como parecem. 
Farei tudo, conforme foi pedido. 
 
9. Consecutivas (Consequência) – Que (precedido dos 
termos: tal, tão, tanto...) / De forma que 
Exemplos: 
A menina chorou tanto, que não conseguiu ir para a escola. 
Ontem estive viajando, de forma que não consegui 
participar da reunião. 
 
10. Concessivas (Concessão) – Embora / Conquanto / 
Ainda que / Mesmo que / Por mais que 
Exemplos: 
Todos gostaram, embora estivesse mal feito. 
Por mais que gritasse, ninguém o socorreu. 
 
Questões 
 
01. (PC/SP - Papiloscopista Policial - VUNESP/2018) 
 
 
 
Na fala do personagem no segundo quadrinho “Apesar da 
aparência, sou um homem ultramoderno!”, a expressão 
destacada estabelece entre as informações relação de sentido 
de 
(A) comparação. 
(B) finalidade. 
(C) consequência. 
(D) conclusão. 
(E) concessão. 
 
02. (Prefeitura Trindade/GO - Auxiliar Administrativo 
- FUNRIO/2016) 
 
OMS recomenda ingerir menos de cinco gramas de sal 
por dia 
 
Se você tem o hábito de pegar no saleiro e polvilhar a 
comida com umas pitadas de sal, é melhor pensar duas vezes. 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou esta 
quinta-feira que um adulto consuma por dia menos de dois 
gramas de sódio – ou seja, menos de cinco gramas de sal – para 
reduzir os níveis de pressão arterial e as doenças 
cardiovasculares. 
Pela primeira vez, a OMS faz recomendações também para 
as crianças com mais de dois anos de idade, para que as 
doenças relacionadas com a alimentação não se tornem 
crônicas na idade adulta. Neste caso, a OMS diz que os valores 
devem ainda ser mais baixos do que os dois gramas de sódio, 
devendo ser adaptados tendo em conta o tamanho, a idade e 
as necessidades energéticas. 
Teresa Firmino Adaptado de publico.pt/ciencia 
 
Em para reduzir os níveis de pressão arterial e as doenças 
cardiovasculares, a palavra para expressa o seguinte 
significado: 
(A) oposição 
(B) finalidade 
(C) causalidade 
(D) comparação 
(E) temporalidade 
 
03. (SEDUC/PA - Professor Classe I - Português - 
CONSULPLAN/2018) 
 
Coisas & Pessoas 
 
Desde pequeno, tive tendência para personificar as coisas. 
Tia Tula, que achava que mormaço fazia mal, sempre gritava: 
“Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!”. Mas eu ouvia o 
mormaço com M maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho 
que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando 
leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo 
com estes olhos o Sr. Clamor Público, magro, arquejante, de 
preto, brandindo um guarda-chuva, com um gogó 
protuberante que se abaixa e levanta no excitamento da 
perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia 
contar uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de 
colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da ponte 
Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os 
presidentes Justo e Getúlio, e gente muita, tanto assim que 
fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse 
a Prefeitura, com os demais jornalistas do Brasil e Argentina. 
Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre 
as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com os 
alegres incômodos e duvidosos encantos, um vulto junto à 
minha cama, senti-me estremunhado e olhei atônito para um 
tipo de chiru, ali parado, de bigodes caídos, pala pendente e 
chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda 
interrogação, ele resolveu explicar-se, com a devida calma: 
– Pois é! Não vê que eu sou o sereno… 
E eis que, por milésimo de segundo, ou talvez mais, julguei 
que se tratasse do sereno noturno em pessoa. [...] 
(Mário Quintana. Caderno H. 5. ed. São Paulo: Globo, 1989, 
p. 153-154.) 
 
Após a leitura do texto e considerando seu conteúdo, pode-
se afirmar quanto ao emprego da conjunção em relação à 
titulação do texto que o sentido produzido indica 
(A) compensação de um elemento em relação ao outro. 
(B) acrescentamento de um elemento em relação ao outro. 
(C) sobreposição do último elemento em detrimento do 
primeiro. 
(D) estabelecimento de uma relação de um elemento para 
com o outro. 
 
04. (IF/PE - Técnico em Enfermagem - 2016) 
 
Crônica da cidade do Rio de Janeiro 
 
No alto da noite do Rio de Janeiro, luminoso, generoso, o 
Cristo Redentor estende os braços. Debaixo desses braços os 
netos dos escravos encontram amparo. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 39 
Uma mulher descalça olha o Cristo, lá de baixo, e 
apontando seu fulgor, diz, muito tristemente: 
- Daqui a pouco não estará mais aí. Ouvi dizer que vão tirar 
Ele daí. 
- Não se preocupe – tranquiliza uma vizinha. – Não se 
preocupe:Ele volta. 
A polícia mata muitos, e mais ainda mata a economia. Na 
cidade violenta soam tiros e também tambores: os atabaques, 
ansiosos de consolo e de vingança, chamam os deuses 
africanos. Cristo sozinho não basta. 
(GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM Pocket, 
2009.) 
 
Na construção “A polícia mata muitos, e mais ainda mata a 
economia”, a conjunção em destaque estabelece, entre as 
orações, 
(A) uma relação de adição. 
(B) uma relação de oposição. 
(C) uma relação de conclusão. 
(D) uma relação de explicação. 
(E) uma relação de consequência. 
 
05. (COPASA - Analista de Saneamento - Administrador 
- FUMARC/2018) 
 
Se você não corresponde ao figurino neoliberal é porque 
sofre de algum transtorno. As doenças estão em moda. 
Respiramos a cultura da medicalização. Não nos perguntamos 
por que há tantas enfermidades e enfermos. Esta indagação 
não convém à indústria farmacêutica nem ao sistema cujo 
objetivo primordial é a apropriação privada da riqueza. 
 
Sobre os itens lexicais destacados no fragmento, estão 
corretas as afirmativas, EXCETO: 
(A) A conjunção “nem” liga dois itens (indústria / sistema) 
indicando oposição entre eles. 
(B) A conjunção “porque” introduz uma relação de 
causalidade entre as partes do período de que faz a ligação. 
(C) O conectivo “se” poderia ser substituído por “caso” e 
indica condicionalidade. 
(D) O pronome “algum” transfere sua indefinitude ao 
substantivo que acompanha, “transtorno”. 
 
Gabarito 
 
01.E / 02.B / 03.D / 04.B / 05.A 
 
 
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos 
demais termos da oração para que concordem em gênero e 
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o 
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos 
também o verbo, que se flexionará à sua maneira. 
 
Regra geral: o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome 
concordam em gênero e número com o substantivo. 
A pequena criança é uma gracinha. / O garoto que encontrei 
era muito gentil e simpático. 
 
Casos especiais: veremos alguns casos que fogem à regra 
geral mostrada acima. 
 
a) Um adjetivo após vários substantivos 
1- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o 
plural ou concorda com o substantivo mais próximo. 
 Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. / Irmão 
e primo recém-chegados estiveram aqui. 
 
2- Substantivos de gêneros diferentes: vai para o 
plural masculino ou concorda com o substantivo mais 
próximo. 
Ela tem pai e mãe louros. / Ela tem pai e mãe loura. 
 
3- Adjetivo funciona como predicativo: vai 
obrigatoriamente para o plural. 
O homem e o menino estavam perdidos. / O homem e sua 
esposa estiveram hospedados aqui. 
 
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos 
1- Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais 
próximo. 
Comi delicioso almoço e sobremesa. / Provei deliciosa fruta 
e suco. 
2- Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: 
concorda com o mais próximo ou vai para o plural. 
Estavam feridos o pai e os filhos. / Estava ferido o pai e os 
filhos. 
 
c) Um substantivo e mais de um adjetivo 
1- antecede todos os adjetivos com um artigo. Falava 
fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 
2- coloca o substantivo no plural. Falava fluentemente as 
línguas inglesa e espanhola. 
 
d) Pronomes de tratamento 
 Sempre concordam com a 3ª pessoa. Vossa Santidade 
esteve no Brasil. 
 
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado 
Concordam com o substantivo a que se referem. 
As cartas estão anexas. / A bebida está inclusa. 
 
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) 
Após essas expressões o substantivo fica sempre no 
singular e o adjetivo no plural. 
Renato advogou um e outro caso fáceis. / Pusemos numa e 
noutra bandeja rasas o peixe. 
 
g) É bom, é necessario, é proibido 
Essas expressões não variam se o sujeito não vier 
precedido de artigo ou outro determinante. 
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. 
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada 
é proibida. 
 
h) Muito, pouco, caro 
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. 
Comi muitas frutas durante a viagem. / Pouco arroz é 
suficiente para mim. 
 
2- Como advérbios: são invariáveis. 
Comi muito durante a viagem. / Pouco lutei, por isso perdi 
a batalha. 
 
i) Mesmo, bastante 
1- Como advérbios: invariáveis 
Preciso mesmo da sua ajuda. 
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. 
 
2- Como pronomes: seguem a regra geral. 
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. 
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. 
 
 
Concordância nominal e 
verbal 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 40 
j) Menos, alerta 
Em todas as ocasiões são invariáveis. 
Preciso de menos comida para perder peso. / Estamos alerta 
para com suas chamadas. 
 
k) Tal Qual 
“Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o 
consequente. 
As garotas são vaidosas tais qual a tia. / Os pais vieram 
fantasiados tais quais os filhos. 
 
l) Possível 
Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou 
“pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. 
A mais possível das alternativas é a que você expôs. 
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. 
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da 
cidade. 
 
m) Meio 
1- Como advérbio: invariável. 
Estou meio (um pouco) insegura. 
 
2- Como numeral: segue a regra geral. 
Comi meia (metade) laranja pela manhã. 
 
n) Só 
1- apenas, somente (advérbio): invariável. 
Só consegui comprar uma passagem. 
 
2- sozinho (adjetivo): variável. 
Estiveram sós durante horas. 
 
Questões 
 
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou 
nominal: 
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical. 
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam 
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. 
(C) Alguma solução é necessária, e logo! 
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a 
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido 
não pode prosperar. 
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D. 
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição 
de Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil 
obter certa autonomia econômica. 
 
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de 
gênero, número ou pessoa): 
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer 
a diferença.” 
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil. 
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às 
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã. 
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de 
longe... 
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais 
compreensivo. 
 
03. A concordância nominal está INCORRETA em: 
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o 
envolvimento da empresa. 
(B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa 
desnecessária. 
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da 
empresa e a campanha. 
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa 
desnecessárias. 
04. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos 
parênteses. 
(A) Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/ 
necessária) 
(B) Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas) 
(C) Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/ 
bastantes) 
(D) Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios) 
(E) A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino. 
(meio/ meia) 
 
05. Quanto à concordância nominal, verifica-se ERRO em: 
(A) O texto fala de uma época e de um assunto polêmicos. 
(B) Tornou-seclara para o leitor a posição do autor sobre 
o assunto. 
(C) Constata-se hoje a existência de homem, mulher e 
criança viciadas. 
(D) Não será permitido visita de amigos, apenas a de 
parentes. 
 
Respostas 
01.D / 02.D / 03.B / 04. a) necessária b) alerta c) 
bastantes d) vazia e) meio / 05. C 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos 
referindo à relação de dependência estabelecida entre um 
termo e outro mediante um contexto oracional. 
 
Casos Referentes a Sujeito Simples 
1) Sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo em 
número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 
 
2) O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo do 
singular, o verbo permanece na terceira pessoa do 
singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos. 
Observação: no caso de o coletivo aparecer seguido de 
adjunto adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular 
ou poderá ir para o plural: Uma multidão de pessoas saiu aos 
gritos. / Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. 
 
3) Quando o sujeito é representado por expressões 
partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte de, a 
metade de, uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode 
concordar com o núcleo dessas expressões quanto com o 
substantivo que a segue: A maioria dos alunos resolveu ficar. 
/ A maioria dos alunos resolveram ficar. 
 
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões 
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo 
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de 
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas. 
 
5) Em casos em que o sujeito é representado pela 
expressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais 
de um candidato se inscreveu no concurso de piadas. 
Observação: no caso da referida expressão aparecer 
repetida ou associada a um verbo que exprime reciprocidade, 
o verbo, necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais 
de um aluno, mais de um professor contribuíram na campanha 
de doação de alimentos. / Mais de um formando se 
abraçaram durante as solenidades de formatura. 
 
6) O sujeito for composto da expressão “um dos que”, o 
verbo permanecerá no plural: Paulo é um dos que mais 
trabalhar. 
 
7) Quanto aos relativos à concordância com locuções 
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós, 
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Língua Portuguesa 41 
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário 
nos atermos a duas questões básicas: 
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, 
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também 
concordar com o pronome pessoal: Alguns 
de nós o receberemos. / Alguns de nós o receberão. 
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso 
no singular, o verbo também permanecerá no singular: Algum 
de nós o receberá. 
 
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo 
pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do 
singular ou poderá concordar com o antecedente desse 
pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. / 
Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela. 
 
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela 
palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que 
antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós 
que tomamos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo. 
 
10) No caso de o sujeito aparecer representado por 
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará 
com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa 
porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão da 
diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão. 
Observações: 
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de 
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: 
Aprovaram a decisão da diretoria 50% dos funcionários. 
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no 
singular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da 
diretoria. 
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de 
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os 
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 
 
11) Quando o sujeito estiver representado por pronomes 
de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira 
pessoa do singular ou do plural: Vossas 
Majestades gostaram das homenagens. Vossas Excelência agiu 
com inteligência. 
 
12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo 
próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos 
que os determinam: 
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo 
ser, este permanece no singular, contanto que o predicativo 
também esteja no singular: Memórias póstumas de Brás 
Cubas é uma criação de Machado de Assis. 
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também 
permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência 
mundial. 
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele 
nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados Unidos 
é uma potência mundial. 
 
Casos Referentes a Sujeito Composto 
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas 
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando 
relacionado a dois pressupostos básicos: 
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as 
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. 
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar na 
2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. / Tu e ele são primos. 
 
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer 
anteposto (antes) ao verbo, este permanecerá no plural: O pai 
e seus dois filhos compareceram ao evento. 
 
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto (depois) ao 
verbo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou 
permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus 
dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. 
 
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com 
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: 
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do 
mundo. 
 
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras 
sinônimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo 
poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha 
vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de meu 
esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha premiação é 
fruto de meu esforço. 
 
Questões 
 
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual 
alternativa? 
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior 
potência econômica do planeta, mas há quem aposte que a 
China, em breve, o ultrapassará. 
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos 
que chegarão atrasados, tenho certeza disso. 
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode 
comê-las sem receio! 
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na 
janela do hotel! 
 
02. Uma pergunta 
 
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de 
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves 
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para 
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador e 
político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a 
decisão: - Quem sofrerá? 
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a 
se considerar. 
(Salvador Nicola, inédito) 
 
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no 
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: 
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de 
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. 
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre 
o peso de suas mais graves decisões. 
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) 
tomar decisõessem medir suas consequências. 
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... 
(costumar) sobrevir consequências imprevistas e injustas. 
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade, 
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor 
humana. 
 
03. Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando 
a constatação do satélite Kepler de que existem muitos 
planetas com características físicas semelhantes ao nosso, 
reafirmou sua fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que 
a vida complexa (animal) é um fenômeno não tão comum no 
Universo. 
Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo 
persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida 
microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até 
em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na 
Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas, 
o que, se não permite estimar o número de civilizações extra 
terráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 42 
expectativas. 
Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da 
inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos 
complexos leva necessariamente à consciência e à 
inteligência? 
Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais 
matemático do que biológico: complexidade engendra 
complexidade, levando a uma corrida armamentista entre 
espécies cujo subproduto é a inteligência. 
Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para 
eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e 
coincidências que alguns animais transformaram a capacidade 
de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se 
rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o 
processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes 
as chances de não chegarmos a nada parecido com a 
inteligência. 
 
 (Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 2012.) 
 
A frase em que as regras de concordância estão 
plenamente respeitadas é: 
(A) Podem haver estudos que comprovem que, no passado, 
as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos 
ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose. 
(B) Cada um dos organismos simples que vivem na 
natureza sobrevivem de forma quase automática, sem se 
valerem de criatividade e planejamento. 
(C) Desde que observe cuidados básicos, como obter 
energia por meio de alimentos, os organismos simples podem 
preservar a vida ao longo do tempo com relativa facilidade. 
(D) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio 
de dificuldades para obter a energia necessária a sua 
sobrevivência e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças. 
(E) A maioria dos organismos mais complexos possui um 
sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a 
mudanças ambientais, como alterações na temperatura. 
 
04. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, 
a concordância verbal está correta em: 
(A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois 
acabou os créditos. 
(B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis 
que executa diversos serviços para os clientes. 
(C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis 
para os passageiros que chegavam à cidade. 
(D) Passou anos, mas a atriz não se esqueceu das calorosas 
lembranças que seu tio lhe deixou. 
(E) Deve existir passageiros que aproveitam a corrida de 
táxi para bater um papo com o motorista. 
 
Respostas 
01.C / 02.C / 03.E / 04.C 
 
 
 
COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS 
ÁTONOS 
 
De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi5, a 
colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais 
oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se 
referem. 
 
5 http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php 
http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal.htm 
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, 
lhes, nos e vos. 
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na 
oração em relação ao verbo: 
1. Próclise: pronome antes do verbo; 
2. Ênclise: pronome depois do verbo; 
3. Mesóclise: pronome no meio do verbo. 
 
Próclise 
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: 
- Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair 
dessa cama. / Não se trata de nenhuma novidade. 
 
- Advérbios: Nesta casa se fala alemão. / Naquele dia me 
falaram que a professora não veio. 
 
- Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não 
veio hoje. / Não vou deixar de estudar os conteúdos que me 
falaram. 
 
- Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? / Todos se 
comoveram durante o discurso de despedida. 
 
- Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! / 
Aquilo me incentivou a mudar de atitude! 
 
- Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de 
qualidade, o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa 
escolar. 
 
- Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios, 
conforme lhe avisaram. 
 
Ênclise 
A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não 
aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A 
ênclise vai acontecer quando: 
 
- O verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns 
aos outros. / Sigam-me e não terão derrotas. 
 
- O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. / 
Chamaram-me para ser sócio. 
 
- O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da 
preposição “a”: Naquele instante os dois passaram a odiar-se. 
/ Passaram a cumprimentar-se mutuamente. 
 
- O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que 
aconteceu, fazendo-se de despreocupada. Despediu-se, 
beijando-me a face. 
 
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no 
vestibular em outra cidade, mudo-me no mesmo instante. / Se 
não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas. 
 
Mesóclise 
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no 
futuro do presente ou no futuro do pretérito: 
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se 
realizará). 
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma 
proposta a você). 
 
 
 
 
 
Colocação de pronomes: 
próclise, mesóclise e ênclise. 
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Língua Portuguesa 43 
Questões 
 
01. Considerada a norma culta escrita, há correta 
substituição de estrutura nominal por pronome em: 
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço-
lhes antecipadamente. 
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do 
verbo fabricar se extraiu-lhe. 
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os. 
(D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria 
de conhecê-las. 
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela. 
 
02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em 
“Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo 
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser 
(A) Basta apresenta-lo. 
(B) Basta apresentar-lhe. 
(C) Basta apresenta-lhe. 
(D) Basta apresentá-la. 
(E) Basta apresentá-lo. 
 
03. Em qual período, o pronome átono que substitui o 
sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a 
norma-padrão? 
(A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – 
conhecia-o 
(B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça 
Mauá – tinha encontrado-o. 
(C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro 
no Museu – relatá-las-ão. 
(D) Quem explicou às crianças as histórias de seus 
antepassados? – explicou-lhes. 
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia 
de um museu virtual– Lhes vinham perguntando. 
 
04. De acordo com a norma-padrão e as questões 
gramaticais que envolvem o trecho “Frustrei-me por não ver o 
Escola”, é correto afirmar que 
(A) “me” poderia ser deslocado para antes do verbo que 
acompanha. 
(B) “me” deveria obrigatoriamente ser deslocado para 
antes do verbo que acompanha. 
(C) a ênclise em “Frustrei‐me” é facultativa. 
(D) a inclusão do advérbio Não, no inı́cio da oração 
“Frustrei‐me”, tornaria a próclise obrigatória. 
(E) a ênclise em “Frustrei‐me” é obrigatória. 
 
05. A substituição do elemento grifado pelo pronome 
correspondente foi realizada de modo INCORRETO em: 
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu 
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os 
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la 
(D) que desviava a água = que lhe desviava 
(E) supriam a necessidade = supriam-na 
 
Respostas 
01.D/02.E/03.C/04.D/05.D 
 
 
 
 
 
6 https://www.normaculta.com.br/significacao-das-palavras/ 
 
 
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
O significado das palavras6 é estudado pela semântica, a 
parte da gramática que estuda não só o sentido das palavras 
como as relações de sentido que as palavras estabelecem entre 
si: relações de sinonímia, antonímia, paronímia, homonímia... 
Compreender essas relações nos proporciona o 
alargamento do nosso universo semântico, contribuindo para 
uma maior diversidade vocabular e maior adequação aos 
diversos contextos e intenções comunicativas. 
 
Sinônimos 
 
Trata7 de palavras diferentes na forma, mas com sentidos 
iguais ou aproximados. Tudo depende do contexto e da 
intenção do falante. 
Vale lembrar também que muitas palavras são sinônimas, 
se levarmos em conta as variações geográficas (aipim = 
macaxeira; mexerica = tangerina; pipa = papagaio; aipo = 
salsão...). 
Exemplos de sinônimos: 
- Brado, grito, clamor. 
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir. 
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial. 
 
Na maioria das vezes não tem diferença usar um sinônimo 
ou outro. Embora tenham sentido comum, os sinônimos 
diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por nuances de 
significação e certas propriedades que o escritor não pode 
desconhecer. 
Com efeito, estes têm sentido mais amplo, aqueles, mais 
restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios da fala 
corrente, vulgar, outros, ao invés, pertencem à esfera da 
linguagem culta, literária, científica ou poética (orador e 
tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo). 
Exemplos: 
- Adversário e antagonista. 
- Translúcido e diáfano. 
- Semicírculo e hemiciclo. 
- Contraveneno e antídoto. 
- Moral e ética. 
- Colóquio e diálogo. 
- Transformação e metamorfose. 
- Oposição e antítese. 
 
O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se 
sinonímia, palavra que também designa o emprego de 
sinônimos. 
 
Antônimos 
 
Trata de palavras, expressões ou frases diferentes na 
forma e com significações opostas, excludentes. Normalmente 
ocorre por meio de palavras de radicais diferentes, com 
prefixo negativo ou com prefixos de significação contrária. 
Exemplos: 
- Ordem e anarquia. 
- Soberba e humildade. 
- Louvar e censurar. 
7 Pestana, Fernando. A gramática para concursos públicos / Fernando 
Pestana. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 
Significação das palavras. 
Sinônimos, antônimos, 
homônimos e parônimos. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 44 
- Mal e bem. 
 
A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido 
oposto ou negativo. 
Exemplos: 
- bendizer/maldizer 
- simpático/antipático 
- progredir/regredir 
- concórdia/discórdia 
- explícito/implícito 
- ativo/inativo 
- esperar/desesperar 
 
Questões 
 
01. (MPE/SP – Biólogo – VUNESP) McLuhan já alertava 
que a aldeia global resultante das mídias eletrônicas não 
implica necessariamente harmonia, implica, sim, que cada 
participante das novas mídias terá um envolvimento 
gigantesco na vida dos demais membros, que terá a chance de 
meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que quiser das 
informações que conseguir. A aclamada transparência da coisa 
pública carrega consigo o risco de fim da privacidade e a 
superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas 
morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos 
participar. 
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, 
apenas em número de atualizações nas páginas e na 
capacidade dos usuários de distinguir essas variações como 
relevantes no conjunto virtualmente infinito das 
possibilidades das redes. Para achar o fio de Ariadne no 
labirinto das redes sociais, os usuários precisam ter a 
habilidade de identificar e estimar parâmetros, aprender a 
extrair informações relevantes de um conjunto finito de 
observações e reconhecer a organização geral da rede de que 
participam. 
O fluxo de informação que percorre as artérias das redes 
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos 
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens 
a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem 
conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o 
sentimento de pânico experimentados por um número 
crescente de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo 
móvel ou quando ficam sem conexão com a Internet. Essa 
informação, como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir 
os poros da sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto 
um veneno para o espírito. 
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. Revista USP, no 92. 
Adaptado) 
 
As expressões destacadas nos trechos – meter o bedelho 
/ estimar parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos 
adequados respectivamente em: 
(A) procurar / gostar de / ilustrar 
(B) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer 
(C) interferir / propor / embrutecer 
(D) intrometer-se / prezar / esclarecer 
(E) contrapor-se / consolidar / iluminar 
 
02. (Pref. Itaquitinga/PE – Psicólogo – IDHTEC) A 
entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os combatentes 
contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se; 
comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, 
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, 
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o 
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela 
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres 
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os 
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos 
molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e 
escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de 
súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com 
efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos 
de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento 
daquela caqueirada humana – do mesmo passo angulhenta e 
sinistra, entre trágica e imunda, passando-lhes pelos olhos, 
num longo enxurro de carcaças e molambos... 
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma 
arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: 
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças 
envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, 
escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris 
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos 
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; 
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de 
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e 
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante. 
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Edição Especial. Rio 
de Janeiro: Francisco Alves, 1980.) 
 
Em qual das alternativas abaixo NÃO háum par de 
sinônimos? 
(A) Armistício – destruição 
(B) Claudicante – manco 
(C) Reveses – infortúnios 
(D) Fealdade – feiura 
(E) Opilados – desnutridos 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.A 
 
Homônimos 
 
 Trata de palavras iguais na pronúncia e/ou na grafia, mas 
com significados diferentes. Exemplos: 
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo). 
- Aço (substantivo) e asso (verbo). 
 
Só o contexto é que determina a significação dos 
homônimos. A homonímia pode ser causa de ambiguidade, 
por isso é considerada uma deficiência dos idiomas. 
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto 
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em: 
 
Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes 
no timbre ou na intensidade das vogais. 
- Rego (substantivo) e rego (verbo). 
- Colher (verbo) e colher (substantivo). 
- Jogo (substantivo) e jogo (verbo). 
- Apoio (verbo) e apoio (substantivo). 
- Para (verbo parar) e para (preposição). 
- Providência (substantivo) e providencia (verbo). 
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de 
per+o). 
 
Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e 
diferentes na escrita. 
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir). 
- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar). 
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de 
consertar). 
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar). 
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar 
(acelerar). 
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar). 
- Censo (recenseamento) e senso (juízo). 
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar). 
- Paço (palácio) e passo (andar). 
- Hera (trepadeira), era (época), era (verbo). 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 45 
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = 
anular). 
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão 
(tempo de uma reunião ou espetáculo). 
 
Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na 
pronúncia. 
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo). 
- Cedo (verbo), cedo (advérbio). 
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir). 
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar). 
- Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr). 
- Alude (avalancha), alude (verbo aludir). 
 
Parônimos 
 
São palavras parecidas na escrita e na pronúncia: 
- coro e couro, 
- cesta e sesta, 
- eminente e iminente, 
- degradar e degredar, 
- cético e séptico, 
- prescrever e proscrever, 
- descrição e discrição, 
- infligir (aplicar) e infringir (transgredir), 
- sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder), 
- comprimento e cumprimento, 
- deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente, 
divergir, adiar), 
- ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, corrigir), 
- vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e 
vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). 
 
Questões 
 
01. (Pref. Lauro Muller/SC – Auxiliar Administrativo – 
FAEPESUL) Atento ao emprego dos Homônimos, analise as 
palavras sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA: 
(A) Ainda vivemos no Brasil a descriminação racial. Isso é 
crime! 
(B) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente. 
(C) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão 
agora expiar seus crimes. 
(D) Em todos os momentos, para agir corretamente, é 
preciso o bom censo. 
(E) Prefiro macarronada com molho, mas sem estrato de 
tomate. 
 
02. (Pref. Cruzeiro/SP – Instrutor de Desenho Técnico 
e Mecânico – Instituto Excelência) Assinale a alternativa em 
que as palavras podem servir de exemplos de parônimos: 
(A) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem 
gentil). 
(B) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo). 
(C) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se 
senta). 
(D) Nenhuma das alternativas. 
 
03. (TJ/MT – Analista Judiciário – Ciências Contábeis – 
UFMT) Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas, 
seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por 
exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada 
uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, 
grafias diferentes, denomina-se homônimo heterográfico. 
Assinale a alternativa em que todas as palavras se encontram 
nesse caso. 
(A) taxa, cesta, assento 
 
8 http://tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com/2013/04/pontuacao-
resumo-com-questoes.html 
(B) conserto, pleito, ótico 
(C) cheque, descrição, manga 
(D) serrar, ratificar, emergir 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.A / 03.A 
 
 
 
PONTUAÇÃO 
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem 
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar 
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as 
principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo 
uso da língua portuguesa.8 
 
Ponto 
 
1) Indica o término do discurso ou de parte dele. 
Ex.: Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em 
que se encontra. / Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga 
e leite. 
 
2) Usa-se nas abreviações. 
Ex.: V.Exª (Vossa Exelencia) , Sr. (Senhor), S.A (Sociedade 
Anonima). 
 
Ponto e Vírgula 
 
1) Separa várias partes do discurso, que têm a mesma 
importância. 
Ex.: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo 
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; 
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” 
(Vieira) 
2) Separa partes de frases que já estão separadas por 
vírgulas. 
Ex.: Alguns quiseram verão, praia e calor; outros 
montanhas, frio e cobertor. 
 
3) Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, 
decreto de lei, etc. Ex.: 
- Ir ao supermercado; 
- Pegar as crianças na escola; 
- Caminhada na praia; 
- Reunião com amigos. 
 
Dois Pontos 
 
1) Antes de uma citação. 
Ex.: Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:... 
 
2) Antes de um aposto. 
Ex.: Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à 
tarde e calor à noite. 
 
3) Antes de uma explicação ou esclarecimento. 
Ex.: Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, 
vivendo a rotina de sempre. 
 
4) Em frases de estilo direto. Ex.: 
 Maria perguntou: 
- Por que você não toma uma decisão? 
Pontuação 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 46 
Ponto de Exclamação 
 
1) Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto, 
súplica, etc. 
Ex.: - Sim! Claro que eu quero me casar com você! 
 
2) Depois de interjeições ou vocativos. 
Ex.: - João! Há quanto tempo! 
 
Ponto de Interrogação 
 
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. 
 “Então? Que é isso? Desertaram ambos?” 
(Artur Azevedo) 
 
Reticências 
 
1) Indica que palavras foram suprimidas. 
 Ex.: Comprei lápis, canetas, cadernos... 
 
2) Indica interrupção violenta da frase. 
 Ex.: Não... quero dizer... é verdade... Ah! 
 
3) Indica interrupções de hesitação ou dúvida 
Ex.: Este mal... pega doutor? 
 
4) Indica que o sentido vai além do que foi dito 
Ex.: Deixa, depois, o coração falar... 
 
Vírgula 
 
Não se usa Vírgula 
Separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-
se diretamente entre si: 
 
1) Entre sujeito e predicado. 
Todos os alunos da sala foram advertidos. 
 sujeito predicado 
 
2) Entre o verbo e seus objetos. 
O trabalho custou sacrifício aos realizadores. 
 V.T.D.I . O.D . O.I. 
 
3) Entre nome e complemento nominal; entre nome e 
adjunto adnominal. 
A surpreendente reação do governocontra os sonegadores 
despertou reações entre os empresários. 
 adj. adnominal nome adj. adn. Compl. nominal 
 
Usa-se a Vírgula 
1) Para marcar intercalação: 
a) Do adjunto adverbial: O café, em razão da sua 
abundância, vem caindo de preço. 
b) Da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão 
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. 
c) Das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias 
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem 
abrir mão dos lucros altos. 
 
2) Para marcar inversão: 
a) Do adjunto adverbial (colocado no início da oração): 
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. 
b) Dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos 
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. 
c) Do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio 
de 1982. 
 
3) Para separar entre si elementos coordenados (dispostos 
em enumeração): Era um garoto de 15 anos, alto, magro. / A 
ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. 
4) Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós queremos 
comer pizza; e vocês, churrasco. 
 
5) Para isolar: 
a) O aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasileira, 
possui um trânsito caótico. 
b) O vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem. 
 
Questões 
 
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está 
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da 
língua portuguesa. 
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, 
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, 
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, 
embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, 
embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, 
embora, experimentasse a sensação de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
 
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a 
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as 
lacunas da frase abaixo: 
 “Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas 
devem ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o 
trabalho oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter. 
(A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula 
(B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula; 
(C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; 
(D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; 
(E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula. 
 
03. Os sinais de pontuação estão empregados 
corretamente em: 
(A) Duas explicações, do treinamento para consultores 
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a 
construção de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar 
das metas de vendas associadas aos dois temas. 
(B) Duas explicações do treinamento para consultores 
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a 
construção de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar 
das metas de vendas associadas aos dois temas. 
(C) Duas explicações do treinamento para consultores 
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a 
construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar 
das metas de vendas associadas aos dois temas. 
(D) Duas explicações do treinamento para consultores 
iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a 
construção de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar 
das metas de vendas associadas aos dois temas. 
(E) Duas explicações, do treinamento para consultores 
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a 
construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar 
das metas, de vendas associadas aos dois temas. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 47 
04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da 
revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto 
à regência nominal e à pontuação. 
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, 
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais 
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em 
outros. 
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam 
rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o 
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um 
exemplo!, do que em outros. 
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam 
rapidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o 
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um 
exemplo, do que em outros. 
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam 
rapidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o 
avanço seja mais notável em alguns países - o Brasil é um 
exemplo - do que em outros. 
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, 
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais 
notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em 
outros. 
 
05. Assinale a alternativa em que a frase mantém-se 
correta após o acréscimo das vírgulas. 
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na 
pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrônica 
ao grupo ou acione o código na internet. 
(B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o 
código foi acionado. 
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados, 
recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a 
criança foi encontrada. 
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega 
primeiro às, areias do Guarujá. 
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone 
de quem a encontrou e informar um ponto de referência 
 
Respostas 
1.C / 2.C / 3.B / 4.D / 5.E 
 
 
 
REDAÇÃO OFICIAL 
 
Entende-se por Redação Oficial o conjunto de normas e 
práticas que devem reger a emissão dos atos normativos e 
comunicações do poder público, entre seus diversos 
organismos ou nas relações dos órgãos públicos com as 
entidades e os cidadãos. 
A Redação Oficial inscreve-se na confluência de dois 
universos distintos: a forma rege-se pelas ciências da 
linguagem (morfologia, sintaxe, semântica, estilística etc.); o 
conteúdo submete-se aos princípios jurídico administrativos 
impostos à União, aos Estados e aos Municípios, nas esferas 
dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
Pertencente ao campo da linguagem escrita, a Redação 
Oficial deve ter as qualidades e características exigidas do 
texto escrito destinado à comunicação impessoal, objetiva, 
clara, correta e eficaz. 
Por ser “oficial”, expressão verbal dos atos do poder 
público, essa modalidade de redação ou de texto subordina-se 
aos princípios constitucionais e administrativos aplicáveis a 
todos os atos da administração pública, conforme estabelece o 
artigo 37 da Constituição Federal: 
 
“A administração pública direta e indireta de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência ( ... )”. 
 
A forma e o conteúdo da Redação Oficial devem convergir 
na produção dos textos dessa natureza, razão pela qual, muitas 
vezes, não há como separaruma do outro. Indicamse, a seguir, 
alguns pressupostos de como devem ser redigidos os textos 
oficiais. 
 
Padrão Culto do Idioma 
 
A redação oficial deve observar o padrão culto do idioma 
quanto ao léxico (seleção vocabular), à sintaxe (estrutura 
gramatical das orações) e à morfologia (ortografia, acentuação 
gráfica etc.). 
Por padrão culto do idioma devese entender a língua 
referendada pelos bons gramáticos e pelo uso nas situações 
formais de comunicação. Devem-se excluir da Redação Oficial 
a erudição minuciosa e os preciosismos vocabulares que criam 
entraves inúteis à compreensão do significado. Não faz sentido 
usar “perfunctório” em lugar de “superficial” ou “doesto” em 
vez de “acusação” ou “calúnia”. São descabidos também as 
citações em língua estrangeira e os latinismos, tão ao gosto da 
linguagem forense. Os manuais de Redação Oficial, que vários 
órgãos têm feito publicar, são unânimes em desaconselhar a 
utilização de certas formas sacramentais, protocolares e de 
anacronismos que ainda se leem em documentos oficiais, 
como: “No dia 20 de maio, do ano de 2011 do nascimento de 
Nosso Senhor Jesus Cristo”, que permanecem nos registros 
cartorários antigos. 
Não cabem também, nos textos oficiais, coloquialismos, 
neologismos, regionalismos, bordões da fala e da linguagem 
oral, bem como as abreviações e imagens sígnicas comuns na 
comunicação eletrônica. 
Diferentemente dos textos escolares, epistolares, 
jornalísticos ou artísticos, a Redação Oficial não visa ao efeito 
estético nem à originalidade. Ao contrário, impõe 
uniformidade, sobriedade, clareza, objetividade, no sentido de 
se obter a maior compreensão possível com o mínimo de 
recursos expressivos necessários. Portarias lavradas sob 
forma poética, sentenças e despachos escritos em versos 
rimados pertencem ao “folclore” jurídico administrativo e são 
práticas inaceitáveis nos textos oficiais. São também 
inaceitáveis nos textos oficiais os vícios de linguagem, 
provocados por descuido ou ignorância, que constituem 
desvios das normas da língua padrão. Enumeram-se, a seguir, 
alguns desses vícios: 
 
Barbarismos: são desvios: 
- da ortografia: “advinhar” em vez de adivinhar; “excessão” 
em vez de exceção. 
- da pronúncia: “rúbrica” em vez de rubrica. 
- da morfologia: “interviu” em vez de interveio. 
- da semântica: desapercebido (sem recursos) em vez de 
despercebido (não percebido, sem ser notado). 
- pela utilização de estrangeirismos: galicismo (do 
francês): “miseenscène” em vez de encenação; anglicismo (do 
inglês): “delivery” em vez de entrega em domicílio. 
 
Arcaísmos: utilização de palavras ou expressões 
anacrônicas, fora de uso. Ex.: “asinha” em vez de ligeira, 
depressa. 
 
Neologismos: palavras novas que, apesar de formadas de 
acordo com o sistema morfológico da língua, ainda não foram 
incorporadas pelo idioma. Ex.: “imexível” em vez de imóvel, 
Redação oficial: formas de 
tratamento, correspondência 
oficial. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 48 
que não se pode mexer; “talqualmente” em vez de igualmente. 
 
Solecismos: são os erros de sintaxe e podem ser: 
- de concordância: “sobrou” muitas vagas em vez de 
sobraram. 
- de regência: os comerciantes visam apenas “o lucro” em 
vez de ao lucro. 
- de colocação: “não tratava-se” de um problema sério em 
vez de não se tratava. 
 
Ambiguidade: duplo sentido não intencional. Ex.: O 
desconhecido faloume de sua mãe( .Mãe de quem? Do 
desconhecido? Do interlocutor)? 
 
Cacófato: som desagradável, resultante da junção de duas 
ou mais palavras da cadeia da frase. Ex.: Darei um prêmio por 
cada eleitor que votar em mim (por cada e porcada). 
 
Pleonasmo: informação desnecessariamente redundante. 
Ex.: As pessoas pobres, que não têm dinheiro, vivem na 
miséria; Os moralistas, que se preocupam com a moral, vivem 
vigiando as outras pessoas. 
 
A Redação Oficial supõe, como receptor, um operador 
linguístico dotado de um repertório vocabular e de uma 
articulação verbal minimamente compatíveis com o registro 
médio da linguagem. Nesse sentido, deve ser um texto neutro, 
sem facilitações que intentem suprir as deficiências cognitivas 
de leitores precariamente alfabetizados. 
Como exceção, citam-se as campanhas e comunicados 
destinados a públicos específicos, que fazem uma aproximação 
com o registro linguístico do público alvo. Mas esse é um 
campo que refoge aos objetivos deste material, para se inserir 
nos domínios e técnicas da propaganda e da persuasão. 
Se o texto oficial não pode e não deve baixar ao nível de 
compreensão de leitores precariamente equipados quanto à 
linguagem, fica evidente o falo de que a alfabetização e a 
capacidade de apreensão de enunciados são condições 
inerentes à cidadania. Ninguém é verdadeiramente cidadão se 
não consegue ler e compreender o que leu. O domínio do 
idioma é equipamento indispensável à vida em sociedade. 
 
Impessoalidade e Objetividade 
Ainda que possam ser subscritos por um ente público 
(funcionário, servidor etc.), os textos oficiais são expressão do 
poder público e é em nome dele que o emissor se comunica, 
sempre nos termos da lei e sobre atos nela fundamentados. 
Não cabe na Redação Oficial, portanto, a presença do “eu” 
enunciador, de suas impressões subjetivas, sentimentos ou 
opiniões. Mesmo quando o agente público manifesta-se em 
primeira pessoa, em formas verbais comuns como: declaro, 
resolvo, determino, nomeio, exonero etc., é nos termos da lei 
que ele o faz e é em função do cargo que exerce que se 
identifica e se manifesta. 
O que interessa é aquilo que se comunica, é o conteúdo, o 
objeto da informação. A impessoalidade contribui para a 
necessária padronização, reduzindo a variabilidade da 
linguagem a certos padrões, sem o que cada texto seria 
suscetível de inúmeras interpretações. 
Por isso, a Redação Oficial não admite adjetivação. O 
adjetivo, ao qualificar, exprime opinião e evidencia um juízo de 
valor pessoal do emissor. São inaceitáveis também a 
pontuação expressiva, que amplia a significação (! ... ), ou o 
emprego de interjeições (Oh! Ah!), que funcionam como 
índices do envolvimento emocional do redator com aquilo que 
está escrevendo. 
Se nos trabalhos artísticos, jornalísticos e escolares o estilo 
individual é estimulado e serve como diferencial das 
qualidades autorais, a função pública impõe a 
despersonalização do sujeito, do agente público que emite a 
comunicação. São inadmissíveis, portanto, as marcas 
individualizadoras, as ousadias estilísticas, a linguagem 
metafórica ou a elíptica e alusiva. A Redação Oficial prima pela 
denotação, pela sintaxe clara e pela economia vocabular, ainda 
que essa regularidade imponha certa “monotonia burocrática” 
ao discurso. 
Reafirma-se que a intermediação entre o emissor e o 
receptor nas Redações Oficiais é o código linguístico, dentro do 
padrão culto do idioma; uma linguagem “neutra”, referendada 
pelas gramáticas, dicionários e pelo uso em situações formais, 
acima das diferenças individuais, regionais, de classes sociais 
e de níveis de escolaridade. 
 
Formalidade e Padronização 
As comunicações oficiais impõem um tratamento polido e 
respeitoso. Na tradição iberoamericana, afeita a títulos e a 
tratamentos reverentes, a autoridade pública revela sua 
posição hierárquica por meio de formas e de pronomes de 
tratamento sacramentais. “Excelentíssimo”, “Ilustríssimo”, 
“Meritíssimo”, “Reverendíssimo” são vocativos que, em 
algumas instâncias do poder, tornaramse inevitáveis. 
Entenda-se que essa solenidade tem por consideração o cargo, 
a função pública, e não a pessoa de seu exercente. 
Vale lembrar que os pronomes de tratamento são 
obrigatoriamenteregidos pela terceira pessoa. São erros 
muito comuns construções como “Vossa Excelência sois 
bondoso(a)”; o correto é “Vossa Excelência é bondoso(a)”. 
A utilização da segunda pessoa do plural (vós), com que os 
textos oficiais procuravam revestir-se de um tom solene e 
cerimonioso no passado, é hoje incomum, anacrônica e 
pedante, salvo em algumas peças oratórias envolvendo 
tribunais ou juizes, herdeiras, no Brasil, da tradição retórica de 
Rui Barbosa e seus seguidores. 
Outro aspecto das formalidades requeridas na Redação 
Oficial é a necessidade prática de padronização dos 
expedientes. Assim, as prescrições quanto à diagramação, 
espaçamento, caracteres tipográficos etc., os modelos 
inevitáveis de ofício, requerimento, memorando, aviso e 
outros, além de facilitar a legibilidade, servem para agilizar o 
andamento burocrático, os despachos e o arquivamento. 
É também por essa razão que quase todos os órgãos 
públicos editam manuais com os modelos dos expedientes que 
integram sua rotina burocrática. A Presidência da República, a 
Câmara dos Deputados, o Senado, os Tribunais Superiores, 
enfim, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm os 
próprios ritos na elaboração dos textos e documentos que lhes 
são pertinentes. 
 
Concisão e Clareza 
Houve um tempo em que escrever bem era escrever 
“difícil”. Períodos longos, subordinações sucessivas, vocábulos 
raros, inversões sintáticas, adjetivação intensiva, 
enumerações, gradações, repetições enfáticas já foram 
considerados virtudes estilísticas. Atualmente, a velocidade 
que se impõe a tudo o que se faz, inclusive ao escrever e ao ler, 
tornou esses recursos quase sempre obsoletos. Hoje, a 
concisão, a economia vocabular, a precisão lexical, ou seja, a 
eficácia do discurso, são pressupostos não só da Redação 
Oficial, mas da própria literatura. Basta observar o estilo 
“enxuto” de Graciliano Ramos, de Carios Drummond de 
Andrade, de João Cabral de Melo Neto, de Dalton Trevisan, 
mestres da linguagem altamente concentrada. 
Não têm mais sentido os imensos “prolegômenos” e 
“exórdios” que se repetiam como ladainhas nos textos oficiais, 
como o exemplo risível e caricato que segue: 
“Preliminarmente, antes de mais nada, indispensável se faz 
que nos valhamos do ensejo para congratularmo-nos com Vossa 
Excelência pela oportunidade da medida proposta à apreciação 
de seus nobres pares. Mas, quem sou eu, humilde servidor 
público, para abordar questões de tamanha complexidade, a 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 49 
respeito das quais divergem os hermeneutas e exegetas. 
Entrementes, numa análise ainda que perfunctória das 
causas primeiras, que fundamentaram a proposição 
tempestivamente encaminhada por Vossa Excelência, 
indispensável se faz uma abordagem preliminar dos 
antecedentes imediatos, posto que estes antecedentes 
necessariamente antecedem os consequentes”. 
Observe que absolutamente nada foi dito ou informado. 
 
Nas Comunicações Oficiais 
 
A redação das comunicações oficiais obedece a preceitos 
de objetividade, concisão, clareza, impessoalidade, 
formalidade, padronização e correção gramatical. 
Além dessas, há outras características comuns à 
comunicação oficial, como o emprego de pronomes de 
tratamento, o tipo de fecho (encerramento) de uma 
correspondência e a forma de identificação do signatário, 
conforme define o Manual de Redação da Presidência da 
República. Outros órgãos e instituições do poder público 
também possuem manual de redação próprio, como a Câmara 
dos Deputados, o Senado Federal, o Ministério das Relações 
Exteriores, diversos governos estaduais, órgãos do Judiciário 
etc. 
 
Pronomes de Tratamento 
A regra diz que toda comunicação oficial deve ser formal e 
polida, isto é, ajustada não apenas às normas gramaticais, 
como também às normas de educação e cortesia. Para isso, é 
fundamental o emprego de pronomes de tratamento, que 
devem ser utilizados de forma correta, de acordo com o 
destinatário e as regras gramaticais. 
Embora os pronomes de tratamento se refiram à segunda 
pessoa (Vossa Excelência, Vossa Senhoria), a concordância é 
feita em terceira pessoa. 
 
- Concordância verbal: 
Vossa Senhoria falou muito bem. 
Vossa Excelência vai esclarecer o tema. 
Vossa Majestade sabe que respeitamos sua opinião. 
 
- Concordância pronominal: pronomes de tratamento 
concordam com pronomes possessivos na terceira pessoa. Ex.: 
Vossa Excelência escolheu seu candidato. (e não “vosso...”). 
 
- Concordância nominal: os adjetivos devem concordar 
com o sexo da pessoa a que se refere o pronome de tratamento. 
Vossa Excelência ficou confuso. (para homem) 
Vossa Excelência ficou confusa. (para mulher) 
Vossa Senhoria está ocupado. (para homem) 
Vossa Senhoria está ocupada. (para mulher) 
Sua Excelência - de quem se fala (ele/ela). 
Vossa Excelência - com quem se fala (você) 
 
Emprego dos Pronomes de Tratamento 
As normas a seguir fazem parte do Manual de Redação da 
Presidência da República. 
Vossa Excelência: É o tratamento empregado para as 
seguintes autoridades: 
- Do Poder Executivo: Presidente da República; Vice-
presidente da República; Ministros de Estado; Governadores e 
vicegovernadores de Estado e do Distrito Federal; Oficiais 
generais das Forças Armadas; Embaixadores; Secretários 
executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de 
natureza especial; Secretários de Estado dos Governos 
Estaduais; Prefeitos Municipais. 
 
- Do Poder Legislativo: Deputados Federais e Senadores; 
Ministro do Tribunal de Contas da União; Deputados Estaduais 
e Distritais; Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; 
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. 
 
- Do Poder Judiciário: Ministros dos Tribunais Superiores; 
Membros de Tribunais; Juizes; Auditores da Justiça Militar. 
 
Vocativos 
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas 
aos chefes de poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo 
respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República; 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional; 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal 
Federal. 
As demais autoridades devem ser tratadas com o vocativo 
Senhor ou Senhora, seguido do respectivo cargo: Senhor 
Senador / Senhora Senadora; Senhor Juiz/ Senhora Juiza; 
Senhor Ministro / Senhora Ministra; Senhor Governador / 
Senhora Governadora. 
 
Endereçamento 
De acordo com o Manual de Redação da Presidência, no 
envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às 
autoridades tratadas por Vossa Excelência, deve ter a seguinte 
forma: 
A Sua Excelência o Senhor 
Fulano de Tal 
Ministro de Estado da Justiça 
70064900 Brasília. DF 
 
A Sua Excelência o Senhor 
Senador Fulano de Tal 
Senado Federal 
70165900 Brasília. DF 
 
A Sua Excelência o Senhor 
Fulano de Tal 
Juiz de Direito da l0ª Vara Cível 
Rua ABC, nº 123 
01010000 São Paulo. SP 
 
Conforme o Manual de Redação da Presidência, “em 
comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento 
digníssimo (DD) às autoridades na lista anterior. A dignidade 
é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, 
sendo desnecessária sua repetida evocação”. 
 
Vossa Senhoria: É o pronome de tratamento empregado 
para as demais autoridades e para particulares. O vocativo 
adequado é :Senhor Fulano de Tal / Senhora Fulana de Tal. 
 
No envelope, deve constar do endereçamento: 
Ao Senhor 
Fulano de Tal 
Rua ABC, nº 123 
70123-000 – Curitiba.PR 
 
Conforme o Manual de Redação da Presidência, em 
comunicações oficiais “fica dispensado o emprego do 
superlativo Ilustríssimo para as autoridades que recebem o 
tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente 
o uso do pronomede tratamento Senhor. 
O Manual também esclarece que “doutor não é forma de 
tratamento, e sim título acadêmico”. Por isso, recomenda-se 
empregá-lo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que 
tenham concluído curso de doutorado. No entanto, ressalva-se 
que “é costume designar por doutor os bacharéis, 
especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina”. 
Vossa Magnificência: É o pronome de tratamento dirigido a 
reitores de universidade. Correspondelhe o vocativo: 
Magnífico Reitor. 
Vossa Santidade: É o pronome de tratamento empregado 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 50 
em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo 
correspondente é :Santíssimo Padre. 
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima: São 
os pronomes empregados em comunicações dirigidas a 
cardeais. Os vocativos correspondentes são: Eminentíssimo 
Senhor Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor 
Cardeal. 
Nas comunicações oficiais para as demais autoridades 
eclesiásticas são usados: Vossa Excelência Reverendíssima 
(para arcebispos e bispos); Vossa Reverendíssima ou Vossa 
Senhoria Reverendíssima (para monsenhores, cônegos e 
superiores religiosos); Vossa Reverência (para sacerdotes, 
clérigos e demais religiosos). 
 
Fechos para Comunicações 
De acordo com o Manual da Presidência, o fecho das 
comunicações oficiais “possui, além da finalidade óbvia de 
arrematar o texto, a de saudar o destinatário”, ou seja, o fecho 
é a maneira de quem expede a comunicação despedir-se de seu 
destinatário. 
Até 1991, quando foi publicada a primeira edição do atual 
Manual de Redação da Presidência da República, havia 15 
padrões de fechos para comunicações oficiais. O Manual 
simplificou a lista e reduziu-os a apenas dois para todas as 
modalidades de comunicação oficial. São eles: 
 
- Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive 
o presidente da República. 
- Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia 
ou de hierarquia inferior. 
 
“Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas 
a autoridades estrangeiras, que atenderem a rito e tradição 
próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do 
Ministério das Relações Exteriores”, diz o Manual de Redação 
da Presidência da República. 
A utilização dos fechos “Respeitosamente” e 
“Atenciosamente” é recomendada para os mesmos casos pelo 
Manual de Redação da Câmara dos Deputados e por outros 
manuais oficiais. Já os fechos para as cartas particulares ou 
informais ficam a critério do remetente, com preferência para 
a expressão “Cordialmente”, para encerrar a correspondência 
de forma polida e sucinta. 
 
Identificação do Signatário 
Conforme o Manual de Redação da Presidência do 
República, com exceção das comunicações assinadas pelo 
presidente da República, em todas as comunicações oficiais 
devem constar o nome e o cargo da autoridade que as expede, 
abaixo de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a 
seguinte: 
 
(espaço para assinatura) 
Nome 
Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República 
 
(espaço para assinatura) 
Nome 
Ministro de Estado da Justiça 
 
 “Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a 
assinatura em página isolada do expediente. Transfira para 
essa página ao menos a última frase anterior ao fecho”, alerta 
o Manual. 
 
Padrões e Modelos 
 
Padrão de Ofício 
O Manual de Redação da Presidência da República lista três 
tipos de expediente que, embora tenham finalidades 
diferentes, possuem formas semelhantes: Ofício, Aviso e 
Memorando. A diagramação proposta para esses expedientes 
é denominada padrão ofício. 
O Ofício, o Aviso e o Memorando devem conter as seguintes 
partes: 
- Tipo e número do expediente, seguido da sigla do 
órgão que o expede. 
Of. 123/2002-MME 
Aviso 123/2002-SG 
Mem. 123/2002-MF 
 
- Local e data: devem vir por extenso com alinhamento à 
direita. Exemplo: 
Brasília, 20 de maio de 2011 
 
- Assunto: resumo do teor do documento. Exemplos: 
Assunto: Produtividade do órgão em 2010. 
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores. 
 
- Destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é 
dirigida a comunicação. No caso do ofício, deve ser incluído 
também o endereço. 
 
- Texto: nos casos em que não for de mero 
encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a 
seguinte estrutura: 
 
a) Introdução: que se confunde com o parágrafo de 
abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a 
comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, 
“Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”,empregue a 
forma direta; 
b) Desenvolvimento: no qual o assunto é detalhado; se o 
texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem 
ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior 
clareza à exposição; 
c) Conclusão: em que é reafirmada ou simplesmente 
reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. 
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos 
casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e 
subtítulos. 
Quando se tratar de mero encaminhamento de 
documentos, a estrutura deve ser a seguinte: 
 
Introdução 
Deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o 
encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido 
solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da 
comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados 
completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou 
signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está 
sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula: 
“Em resposta ao Aviso nº 112, de 10 de fevereiro de 2011, 
encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 2010, 
do Departamento Geral de Administração, que trata da 
requisição do servidor Fulano de Tal.” 
 
ou 
 
“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia 
do telegrama nº 112, de 11 de fevereiro de 2011, do Presidente 
da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto 
de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.” 
Desenvolvimento 
Se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário 
a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar 
parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há 
parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero 
encaminhamento. 
- Fecho. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 51 
- Assinatura. 
- Identificação do Signatário 
 
Forma de Diagramação 
Os documentos do padrão ofício devem obedecer à 
seguinte forma de apresentação: 
- deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de 
corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de 
rodapé; 
- para símbolos não existentes na fonte Times New Roman, 
poder-se-ão utilizar as fontes symbol e Wíngdings; 
- é obrigatório constar a partir da segunda página o 
número da página; 
- os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser 
impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens 
esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas 
pares (“margem espelho”); 
- o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de 
distância da margem esquerda; 
- o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no 
mínimo 3,0 cm de largura; 
- o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm; 
- deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e 
de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto 
utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco; 
- não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, 
sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, 
bordas ouqualquer outra forma de formatação que afete a 
elegância e a sobriedade do documento; 
- a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em 
papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas 
para gráficos e ilustrações; 
- todos os tipos de documento do padrão ofício devem ser 
impressos em papel de tamanho A4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm; 
- deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de 
arquivo Rich Text nos documentos de texto; 
- dentro do possível, todos os documentos elaborados 
devem ter o arquivo de texto preservado para consulta 
posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos; 
- para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem 
ser formados da seguinte maneira: tipo do documento + 
número do documento + palavras chave do conteúdo. 
Exemplo: 
 
“Of. 123 relatório produtividade ano 2010” 
 
Aviso e Ofício (Comunicação Externa) 
 
São modalidades de comunicação oficial praticamente 
idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido 
exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de 
mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e 
pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o 
tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração 
Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares. 
Quanto a sua forma, Aviso e Ofício seguem o modelo do 
padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o 
destinatário, seguido de vírgula. Exemplos: 
 
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 
Senhora Ministra, 
Senhor Chefe de Gabinete, 
 
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as 
seguintes informações do remetente: 
- nome do órgão ou setor; 
- endereço postal; 
- telefone e endereço de correio eletrônico. 
 
 
Memorando ou Comunicação Interna 
O Memorando é a modalidade de comunicação entre 
unidades administrativas de um mesmo órgão , que podem 
estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. 
Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação 
eminentemente interna. 
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser 
empregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes etc. 
a serem adotados por determinado setor do serviço público. 
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do 
memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e 
pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar 
desnecessário aumento do número de comunicações, os 
despachos ao memorando devem ser dados no próprio 
documento e, no caso de falta de espaço, em folha de 
continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie 
de processo simplificado, assegurando maior transparência a 
tomada de decisões, e permitindo que se historie o andamento 
da matéria tratada no memorando. 
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do 
padrão ofício, com a diferença de que seu destinatário deve ser 
mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos: 
 
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração 
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos. 
 
Exposição de Motivos 
É o expediente dirigido ao presidente da República ou ao 
vice-presidente para: 
- informá-lo de determinado assunto; 
- propor alguma medida; ou 
- submeter a sua consideração projeto de ato normativo. 
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente 
da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que o 
assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de 
motivos deverá ser assinada por todos os Ministros 
envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de 
interministerial. 
Formalmente a exposição de motivos tem a apresentação 
do padrão ofício. De acordo com sua finalidade, apresenta duas 
formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha 
caráter exclusivamente informativo e outra para a que 
proponha alguma medida ou submeta projeto de ato 
normativo. 
No primeiro caso, o da exposição de motivos que 
simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do 
Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes 
referido para o padrão ofício. 
Já a exposição de motivos que submeta à consideração do 
Presidente da República a sugestão de alguma medida a ser 
adotada ou a que lhe apresente projeto de ato normativo, 
embora sigam também a estrutura do padrão ofício, além de 
outros comentários julgados pertinentes por seu autor, devem, 
obrigatoriamente, apontar: 
- Na introdução: o problema que está a reclamar a adoção 
da medida ou do ato normativo proposto; 
- No desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou 
aquele ato normativo o ideal para se solucionar o problema, e 
eventuais alternativas existentes para equacioná-lo; 
- Na conclusão, novamente: qual medida deve ser 
tomada, ou qual ato normativo deve ser editado para 
solucionar o problema. 
 
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à 
exposição de motivos, devidamente preenchido, de acordo 
com o seguinte modelo previsto no Anexo II do Decreto nº 
4.1760, de 28 de março de 2010. 
Anexo à exposição de motivos do (indicar nome do 
Ministério ou órgão equivalente) nº ______, de ____ de 
______________ de 201_. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 52 
- Síntese do problema ou da situação que reclama 
providências; 
- Soluções e providências contidas no ato normativo ou na 
medida proposta; 
- Alternativas existentes às medidas propostas. Mencionar: 
- se há outro projeto do Executivo sobre a matéria; 
- se há projetos sobre a matéria no Legislativo; 
- outras possibilidades de resolução do problema. 
- Custos. Mencionar: 
- se a despesa decorrente da medida está prevista na lei 
orçamentária anual; se não, quais as alternativas para custeá-
la; 
- se a despesa decorrente da medida está prevista na lei 
orçamentária anual; se não, quais as alternativas para custeá-
la; 
- valor a ser despendido em moeda corrente; 
- Razões que justificam a urgência (a ser preenchido 
somente se o ato proposto for medida provisória ou projeto de 
lei que deva tramitar em regime de urgência). Mencionar: 
- se o problema configura calamidade pública; 
- por que é indispensável a vigência imediata; 
- se se trata de problema cuja causa ou agravamento não 
tenham sido previstos; 
- se se trata de desenvolvimento extraordinário de 
situação já prevista. 
- Impacto sobre o meio ambiente (somente que o ato ou 
medida proposta possa vir a tê-lo) 
- Alterações propostas. Texto atual, Texto proposto; 
- Síntese do parecer do órgão jurídico. 
 
Com base em avaliação do ato normativo ou da medida 
proposa à luz das questões levantadas no item 10.4.3. 
A falta ou insuficiência das informações prestadas pode 
acarretar, a critério da Subchefia para Assuntos Jurídicos da 
Casa Civil, a devolução do projeto de ato normativo para que 
se complete o exame ou se reformule a proposta. 
O preenchimento obrigatório do anexo para as exposições 
de motivos que proponham a adoção de alguma medida ou a 
edição de ato normativo tem como finalidade: 
- permitir a adequada reflexão sobre o problema que se 
busca resolver; 
- ensejar mais profunda avaliação das diversas causas do 
problema e dos defeitos que pode ter a adoção da medida ou a 
edição do ato, em consonância com as questões que devem ser 
analisadas na elaboração de proposições normativas no 
âmbito do Poder Executivo (v. 10.4.3.) 
- conferir perfeita transparência aos atos propostos. 
 
Dessa forma, ao atender às questões que devem ser 
analisadas na elaboração de atos normativos no âmbito do 
Poder Executivo, o texto da exposição de motivos e seu anexo 
complementam-se e formam um todo coeso: no anexo, 
encontramos uma avaliação profunda e direta de toda a 
situação que está a reclamar a adoção de certa providência oua edição de um ato normativo; o problema a ser enfrentado e 
suas causas; a solução que se propõe, seus efeitos e seus 
custos; e as alternativas existentes. O texto da exposição de 
motivos fica, assim, reservado à demonstração da necessidade 
da providência proposta: por que deve ser adotada e como 
resolverá o problema. 
Nos casos em que o ato proposto for questão de pessoal 
(nomeação, promoção, ascenção, transferência, readaptação, 
reversão, aproveitamento, reintegração, recondução, 
remoção, exoneração, demissão, dispensa, disponibilidade, 
aposentadoria), não é necessário o encaminhamento do 
formulário de anexo à exposição de motivos. Ressalte-se que: 
- a síntese do parecer do órgão de assessoramento jurídico 
não dispensa o encaminhamento do parecer completo; 
- o tamanho dos campos do anexo à exposição de motivos 
pode ser alterado de acordo com a maior ou menor extensão 
dos comentários a serem alí incluídos. 
 
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que 
a atenção aos requisitos básicos da Redação Oficial (clareza, 
concisão, impessoalidade, formalidade, padronização e uso do 
padrão culto de linguagem) deve ser redobrada. A exposição 
de motivos é a principal modalidade de comunicação dirigida 
ao Presidente da República pelos Ministros. Além disso, pode, 
em certos casos, ser encaminhada cópia ao Congresso Nacional 
ou ao Poder Judiciário ou, ainda, ser publicada no Diário Oficial 
da União, no todo ou em parte. 
 
Mensagem 
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos 
Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo 
Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar 
sobre fato da Administração Pública; expor o plano de governo 
por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao 
Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de 
suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer 
comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes 
públicos e da Nação. 
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos 
Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias 
caberá a redação final. 
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao 
Congresso Nacional têm as seguintes finalidades: 
 
- Encaminhamento de projeto de lei ordinária, 
complementar ou financeira: os projetos de lei ordinária ou 
complementar são enviados em regime normal (Constituição, 
art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1º a 4º). Cabe 
lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime 
normal e mais tarde ser objeto de nova mensagem, com 
solicitação de urgência. 
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do 
Congresso Nacional, mas é encaminhada com aviso do Chefe 
da Casa Civil da Presidência da República ao Primeiro 
Secretário da Câmara dos Deputados, para que tenha início sua 
tramitação (Constituição, art. 64, caput). 
Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem 
plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais 
e créditos adicionais), as mensagens de encaminhamento 
dirigem-se aos membros do Congresso Nacional, e os 
respectivos avisos são endereçados ao Primeiro Secretário do 
Senado Federal. A razão é que o art. 166 da Constituição impõe 
a deliberação congressual sobre as leis financeiras em sessão 
conjunta, mais precisamente, “na forma do regimento comum”. 
E à frente da Mesa do Congresso Nacional está o Presidente do 
Senado Federal (Constituição, art. 57, § 5º), que comanda as 
sessões conjuntas. 
As mensagens aqui tratadas coroam o processo 
desenvolvido no âmbito do Poder Executivo, que abrange 
minucioso exame técnico, jurídico e econômico-financeiro das 
matérias objeto das proposições por elas encaminhadas. 
Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos 
órgãos interessados no assunto das proposições, entre eles o 
da Advocacia Geral da União. Mas, na origem das propostas, as 
análises necessárias constam da exposição de motivos do 
órgão onde se geraram, exposição que acompanhará, por 
cópia, a mensagem de encaminhamento ao Congresso. 
 
- Encaminhamento de medida provisória: para dar 
cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o 
Presidente da República encaminha mensagem ao Congresso, 
dirigida a seus membros, com aviso para o Primeiro Secretário 
do Senado Federal, juntando cópia da medida provisória, 
autenticada pela Coordenação de Documentação da 
Presidência da República. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 53 
- Indicação de autoridades: as mensagens que submetem ao 
Senado Federal a indicação de pessoas para ocuparem 
determinados cargos (magistrados dos Tribunais Superiores, 
Ministros do TCU, Presidentes e diretores do Banco Central, 
Procurador Geral da República, Chefes de Missão Diplomática 
etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III 
e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência 
privativa para aprovar a indicação. O currículum vitae do 
indicado, devidamente assinado, acompanha a mensagem. 
 
- Pedido de autorização para o presidente ou o vice-
presidente da República se ausentarem do País por mais de 15 
dias: trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, 
III, e 83), e a autorização é da competência privativa do 
Congresso Nacional. 
O presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, 
quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz uma 
comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-lhes 
mensagens idênticas. 
 
- Encaminhamento de atos de concessão e renovação de 
concessão de emissoras de rádio e TV: a obrigação de submeter 
tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso 
XII do artigo 49 da Constituição. Somente produzirão efeitos 
legais a outorga ou renovação da concessão após deliberação 
do Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3º). Descabe 
pedir na mensagem a urgência prevista no art. 64 da 
Constituição, porquanto o § 1º do art. 223 já define o prazo da 
tramitação. 
Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a 
mensagem o correspondente processo administrativo. 
 
- Encaminhamento das contas referentes ao exercício 
anterior: o Presidente da República tem o prazo de sessenta 
dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao 
Congresso Nacional as contas referentes ao exercício anterior 
(Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer da 
Comissão Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1º), sob 
pena de a Câmara dos Deputados realizar a tomada de contas 
(Constituição, art. 51, II), em procedimento disciplinado no art. 
215 do seu Regimento Interno. 
 
- Mensagem de abertura da sessão legislativa: ela deve 
conter o plano de governo, exposição sobre a situação do País 
e solicitação de providências que julgar necessárias 
(Constituição, art. 84, XI). 
O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da 
Presidência da República. Esta mensagem difere das demais 
porque vai encadernada e é distribuída a todos os 
congressistas em forma de livro. 
 
- Comunicação de sanção (com restituição de autógrafos): 
esta mensagem é dirigida aos membros do Congresso 
Nacional, encaminhada por Aviso ao Primeiro Secretário da 
Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se informa o 
número que tomou a lei e se restituem dois exemplares dos 
três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da República 
terá aposto o despacho de sanção. 
 
- Comunicação de veto: dirigida ao Presidente do Senado 
Federal (Constituição, art. 66, § 1º), a mensagem informa 
sobre a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as 
disposições vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai 
publicado na íntegra no Diário Oficial da União, ao contrário 
das demais mensagens, cuja publicação se restringeà notícia 
do seu envio ao Poder Legislativo. 
 
- Outras mensagens: também são remetidas ao Legislativo 
com regular frequência mensagens com: 
- encaminhamento de atos internacionais que acarretam 
encargos ou compromissos gravosos (Constituição, art. 49, I); 
- pedido de estabelecimento de alíquolas aplicáveis às 
operações e prestações interestaduais e de exportação 
(Constituição, art. 155, § 2º, IV); 
- proposta de fixação de limites globais para o montante da 
dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI); 
- pedido de autorização para operações financeiras 
externas (Constituição, art. 52, V); e outros. 
 
Entre as mensagens menos comuns estão as de: 
- convocação extraordinária do Congresso Nacional 
(Constituição, art. 57, § 6º); 
- pedido de autorização para exonerar o Procurador Geral 
da República (art. 52, XI, e 128, § 2º); 
- pedido de autorização para declarar guerra e decretar 
mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX); 
- pedido de autorização ou referendo para celebrara paz 
(Constituição, art. 84, XX); 
- justificativa para decretação do estado de defesa ou de 
sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4º); 
- pedido de autorização para decretar o estado de sítio 
(Constituição, art. 137); 
- relato das medidas praticadas na vigência do estado de 
sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo único); 
- proposta de modificação de projetas de leis financeiras 
(Constituição, art. 166, § 5º); 
- pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem 
sem despesas correspondentes, em decorrência de veto, 
emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual 
(Constituição, art. 166, § 8º); 
- pedido de autorização para alienar ou conceder terras 
públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição, art. 188, 
§ 1º); etc. 
 
As mensagens contêm: 
- a indicação do tipo de expediente e de seu número, 
horizontalmente, no início da margem esquerda: 
 
Mensagem nº 
 
- vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o 
cargo do destinatário, horizontalmente, no início da margem 
esquerda: 
 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, 
 
- o texto, iniciando a 2 cm do vocativo; 
- o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e 
horizontalmente fazendo coincidir seu final com a margem 
direita. A mensagem, como os demais atos assinados pelo 
Presidente da República, não traz identificação de seu 
signatário. 
 
Telegrama 
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os 
procedimentos burocráticos, passa a receber o título de 
telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de 
telegrafia, telex etc. Por se tratar de forma de comunicação 
dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente superada, 
deve restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas 
situações que não seja possível o uso de correio eletrônico ou 
fax e que a urgência justifique sua utilização e, também em 
razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação deve 
pautar-se pela concisão. 
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a 
estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos 
Correios e em seu sítio na Internet. 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 54 
Fax 
O fax (forma abreviada já consagrada de facsímile) é uma 
forma de comunicação que está sendo menos usada devido ao 
desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão 
de mensagens urgentes e para o envio antecipado de 
documentos, de cujo conhecimento há premência, quando não 
há condições de envio do documento por meio eletrônico. 
Quando necessário o original, ele segue posteriormente pela 
via e na forma de praxe. 
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia 
xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos 
modelos, se deteriora rapidamente. 
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a 
estrutura que lhes são inerentes. É conveniente o envio, 
juntamente com o documento principal, de folha de rosto, isto 
é, de pequeno formulário com os dados de identificação da 
mensagem a ser enviada. 
 
Correio Eletrônico 
O correio eletrônico (“email”), por seu baixo custo e 
celeridade, transformou-se na principal forma de 
comunicação para transmissão de documentos. 
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é 
sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma rígida 
para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de 
linguagem incompatível com uma comunicação oficial. 
O campo assunto do formulário de correio eletrônico 
mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a 
organização documental tanto do destinatário quanto do 
remetente. 
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, 
preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem que 
encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas 
sobre seu conteúdo. 
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de 
confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar 
da mensagem pedido de confirmação de recebimento. 
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem 
de correio eletrônico tenha valor documental, isto é, para que 
possa ser aceita como documento original, é necessário existir 
certificação digital que ateste a identidade do remetente, na 
forma estabelecida em lei. 
 
Apostila 
É o aditamento que se faz a um documento com o objetivo 
de retificação, atualização, esclarecimento ou fixar vantagens, 
evitando-se assim a expedição de um novo título ou 
documento. Estrutura: 
- Título: APOSTILA, centralizado. 
- Texto: exposição sucinta da retificação, esclarecimento, 
atualização ou fixação da vantagem, com a menção, se for o 
caso, onde o documento foi publicado. 
- Local e data. 
- Assinatura: nome e função ou cargo da autoridade que 
constatou a necessidade de efetuar a apostila. 
Não deve receber numeração, sendo que, em caso de 
documento arquivado, a apostila deve ser feita abaixo dos 
textos ou no verso do documento. 
Em caso de publicação do ato administrativo originário, a 
apostila deve ser publicada com a menção expressa do ato, 
número, dia, página e no mesmo meio de comunicação oficial 
no qual o ato administrativo foi originalmente publicado, a fim 
de que se preserve a data de validade. 
 
ATA 
É o instrumento utilizado para o registro expositivo dos 
fatos e deliberações ocorridos em uma reunião ,sessão ou 
assembleia. Estrutura: 
- Título ATA. Em se tratando de atas elaboradas 
sequencialmente, indicar o respectivo número da reunião ou 
sessão, em caixa alta. 
- Texto, incluindo: Preâmbulo registro da situação espacial 
e temporal e participantes; Registro dos assuntos abordados e 
de suas decisões, com indicação das personalidades 
envolvidas, se for o caso; Fecho termo de encerramento com 
indicação, se necessário, do redator, do horário de 
encerramento, de convocação de nova reunião etc. 
A ATA será assinada e/ou rubricada portodos os presentes 
à reunião ou apenas pelo presidente e relator, dependendo das 
exigências regimentais do órgão. 
A fim de se evitarem rasuras nas atas manuscritas, deve-
se, em caso de erro, utilizar o termo “digo”, seguido da 
informação correta a ser registrada. No caso de omissão de 
informações ou de erros constatados após a redação, usa-se a 
expressão “Em tempo” ao final da ATA, com o registro das 
informações corretas. 
 
Carta 
É a forma de correspondência emitida por particular, ou 
autoridade com objetivo particular, não se confundindo com o 
memorando (correspondência interna) ou o ofício 
(correspondência externa), nos quais a autoridade que assina 
expressa uma opinião ou dá uma informação não sua, mas, sim, 
do órgão pelo qual responde. Em grande partedos casos da 
correspondência enviada por deputados, deve-se usar a carta, 
não o memorando ou ofício, por estar o parlamentar emitindo 
parecer, opinião ou informação de sua responsabilidade, e não 
especificamente da Câmara dos Deputados. O parlamentar 
deverá assinar memorando ou ofício apenas como titular de 
função oficial específica (presidente de comissão ou membro 
da Mesa, por exemplo). Estrutura: 
- Local e data. 
- Endereçamento, com forma de tratamento, destinatário, 
cargo e endereço. 
- Vocativo. 
- Texto. 
- Fecho. 
- Assinatura: nome e, quando necessário, função ou cargo. 
 
Se o gabinete usar cartas com frequência, poderá numerá-
las. Nesse caso, a numeração poderá apoiar-se no padrão 
básico de diagramação. 
O fecho da carta segue, em geral, o padrão da 
correspondência oficial, mas outros fechos podem ser usados, 
a exemplo de “Cordialmente”, quando se deseja indicar relação 
de proximidade ou igualdade de posição entre os 
correspondentes. 
 
Declaração 
É o documento em que se informa, sob responsabilidade, 
algo sobre pessoa ou acontecimento. Estrutura: 
- Título: DECLARAÇÃO, centralizado. 
- Texto: exposição do fato ou situação declarada, com 
finalidade, nome do interessado em destaque (em maiúsculas) 
e sua relação com a Câmara nos casos mais formais. 
- Local e data. 
- Assinatura: nome da pessoa que declara e, no caso de 
autoridade, função ou cargo. 
A declaração documenta uma informação prestada por 
autoridade ou particular. No caso de autoridade, a 
comprovação do fato ou o conhecimento da situação declarada 
deve serem razão do cargo que ocupa ou da função que exerce. 
Declarações que possuam características específicas 
podem receber uma qualificação, a exemplo da “declaração 
funcional”. 
 
Despacho 
É o pronunciamento de autoridade administrativa em 
petição que lhe é dirigida, ou ato relativo ao andamento do 
processo. Pode ter caráter decisório ou apenas de expediente. 
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Língua Portuguesa 55 
Estrutura: 
- Nome do órgão principal e secundário. 
- Número do processo. 
- Data. 
- Texto. 
- Assinatura e função ou cargo da autoridade. 
O despacho pode constituir-se de uma palavra, de uma 
expressão ou de um texto mais longo. 
 
Ordem de Serviço 
É o instrumento que encerra orientações detalhadas e/ou 
pontuais para a execução de serviços por órgãos subordinados 
da Administração. Estrutura : 
- Título: ORDEM DE SERVIÇO, numeração e data. 
- Preâmbulo e fundamentação: denominação da 
autoridade que expede o ato (em maiúsculas) e citação da 
legislação pertinente ou por força das prerrogativas do cargo, 
seguida da palavra “resolve”. 
- Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser 
dividido em itens, incisos, alíneas etc. 
- Assinatura: nome da autoridade competente e indicação 
da função. 
A Ordem de Serviço se assemelha à Portaria, porém possui 
caráter mais específico e detalhista. Objetiva, essencialmente, 
a otimização e a racionalização de serviços. 
 
Parecer 
É a opinião fundamentada, emitida em nome pessoal ou de 
órgão administrativo, sobre tema que lhe haja sido submetido 
para análise e competente pronunciamento. Visa fornecer 
subsídios para tomada de decisão .Estrutura : 
- Número de ordem (quando necessário). 
- Número do processo de origem. 
- Ementa (resumo do assunto). 
- Texto, compreendendo: Histórico ou relatório 
(introdução); Parecer (desenvolvimento com razões e 
justificativas); Fecho opinativo (conclusão). 
- Local e data. 
- Assinatura, nome e função ou cargo do parecerista. 
Além do Parecer Administrativo, acima conceituado, existe 
o Parecer Legislativo, que é uma proposição, e, como tal, 
definido no art. 126 do Regimento Interno da Câmara dos 
Deputados. 
O desenvolvimento do parecer pode ser dividido em tantos 
itens (e estes intitulados) quantos bastem ao parecerista para 
o fim de melhor organizar o assunto, imprimindo-lhe clareza e 
didatismo. 
 
Portaria 
É o ato administrativo pelo qual a autoridade estabelece 
regras, baixa instruções para aplicação de leis ou trata da 
organização e do funcionamento de serviços dentro de sua 
esfera de competência. Estrutura: 
- Título: PORTARIA, numeração e data. 
- Ementa: síntese do assunto. 
- Preâmbulo e fundamentação: denominação da 
autoridade que expede o ato e citação da legislação pertinente, 
seguida da palavra “resolve”. 
- Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser 
dividido em artigos, parágrafos, incisos, alíneas e itens. 
- Assinatura: nome da autoridade competente e indicação 
do cargo. 
 
Certas portarias contêm considerandos, com as razões que 
justificam o ato. Neste caso, a palavra “resolve” vem depois 
deles. 
A ementa justifica-se em portarias de natureza normativa. 
Em portarias de matéria rotineira, como nos casos de 
nomeação e exoneração, por exemplo, suprime-se a ementa. 
 
Relatório 
É o relato expositivo, detalhado ou não ,do funcionamento 
de uma instituição, do exercício de atividades ou acerca do 
desenvolvimento de serviços específicos num determinado 
período. Estrutura : 
- Título RELATÓRIO ou RELATÓRIO DE... 
- Texto registro em tópicos das principais atividades 
desenvolvidas, podendo ser indicados os resultados parciais e 
totais, com destaque, se for o caso, para os aspectos positivos 
e negativos do período abrangido. O cronograma de trabalho a 
ser desenvolvido, os quadros, os dados estatísticos e as tabelas 
poderão ser apresentados como anexos. 
- Local e data. 
- Assinatura e função ou cargo do(s) funcionário(s) 
relator(es). 
No caso de Relatório de Viagem, aconselha-se registrar 
uma descrição sucinta da participação do servidor no evento 
(seminário, curso, missão oficial e outras), indicando o período 
e o trecho compreendido. Sempre que possível, o Relatório de 
Viagem deverá ser elaborado com vistas ao aproveitamento 
efetivo das informações tratadas no evento para os trabalhos 
legislativos e administrativos da Casa. 
Quanto à elaboração de Relatório de Atividades, deve-se 
atentar para os seguintes procedimentos: 
- abster-se de transcrever a competência formal das 
unidades administrativas já descritas nas normas internas; 
- relatar apenas as principais atividades do órgão; 
- evitar o detalhamento excessivo das tarefas executadas 
pelas unidades administrativas que lhe são subordinadas; 
- priorizar a apresentação de dados agregados, grandes 
metas realizadas e problemas abrangentes que foram 
solucionados; 
- destacar propostas que não puderam ser concretizadas, 
identificando as causas e indicando as prioridades para os 
próximos anos; 
- gerar um relatório final consolidado, limitado, se possível, 
ao máximo de dez páginas para o conjunto da Diretoria, 
Departamento ou unidade equivalente. 
 
Requerimento (Petição) 
É o instrumento por meio do qual o interessado requer a 
uma autoridade administrativa um direito do qual se julga 
detentor. Estrutura : 
- Vocativo, cargo ou função (e nome do destinatário), ou 
seja, da autoridade competente. 
- Texto incluindo: Preâmbulo, contendo nome do 
requerente (grafado em letras maiúsculas) e respectiva 
qualificação: nacionalidade, estado civil, profissão, documento 
de identidade, idade (se maior de 60 anos, para fins de 
preferência na tramitação do processo, segundo a Lei 
10.741/03), e domicílio (caso o requerente seja servidor da 
Câmara dos Deputados, precedendo à qualificação civil deve 
ser colocado o número do registro funcional e a lotação); 
Exposição do pedido, de preferência indicando os 
fundamentos legais do requerimento e os elementos 
probatórios de natureza fática. 
 
- Fecho: “Nestes termos, Pede deferimento”.- Local e data. 
- Assinatura e, se for o caso de servidor, função ou cargo. 
 
Quando mais de uma pessoa fizer uma solicitação, 
reivindicação ou manifestação, o documento utilizado será um 
abaixoassinado, com estrutura semelhante à do requerimento, 
devendo haver identificação das assinaturas. 
 
A Constituição Federal assegura a todos, 
independentemente do pagamento de taxas, o direito de 
petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra 
ilegalidade ou abuso de poder (art. 51, XXXIV, “a”), sendo que 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 56 
o exercício desse direito se instrumentaliza por meio de 
requerimento. No que concerne especificamente aos 
servidores públicos, a lei que institui o Regime único 
estabelece que o requerimento deve ser dirigido à autoridade 
competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio 
daquela a que estiver imediatamente subordinado o 
requerente (Lei nº 8.112/90, art. 105). 
 
Protocolo 
O registro de protocolo (ou simplesmente “o protocolo“) é 
o livro (ou, mais atualmente, o suporte informático) em que 
são transcritos progressivamente os documentos e os atos em 
entrada e em saída de um sujeito ou entidade (público ou 
privado). Este registro, se obedecerem a normas legais, têm fé 
pública, ou seja, tem valor probatório em casos de 
controvérsia jurídica. 
O termo protocolo tem um significado bastante amplo, 
identificando-se diretamente com o próprio procedimento. 
Por extensão de sentido, “protocolo” significa também 
um trâmite a ser seguido para alcançar determinado objetivo 
(“seguir o protocolo”). 
A gestão do protocolo é normalmente confiada a uma 
repartição determinada, que recebe o material documentário 
do sujeito que o produz em saída e em entrada e os anota num 
registro (atualmente em programas informáticos), 
atruibuindo-lhes um número e também uma posição de 
arquivo de acordo com suas características. 
O registro tem quatro elementos necessários e 
obrigatórios: 
- Número progressivo. 
- Data de recebimento ou de saída. 
- Remetente ou destinatário. 
- Regesto, ou seja, breve resumo do conteúdo da 
correspondência. 
 
Certidão 
 
Declaração feita por escrito, objetivando comprovar ato ou 
assentamento constante de processo, livro ou documento que 
se encontre em repartições públicas. Podem ser de inteiro teor 
- transcrição integral, também chamada traslado - ou 
resumidas, desde que exprimam fielmente o conteúdo do 
original. 
 
Observação: 
Certidões autenticadas têm o mesmo valor probatório do 
original e seu fornecimento, gratuito por parte da repartição 
pública, é obrigação constitucional (Const. Fed. 1988, art. 5º, 
XXXIV, b). 
 
Características: 
1. Título (a palavra CERTIDÃO), em letras maiúsculas, à 
esquerda, sobre o texto, com numeração. 
2. Texto constante de um parágrafo, com o teor da 
Certidão. 
3. Local e data, por extenso, em seqüência ao texto. 
4. Assinaturas: do datilógrafo ou digitador da Certidão e do 
funcionário que a confere, confirmadas pelo visto da chefia 
maior. 
 
Circular 
 
Comunicação oficial, interna ou externa, expedida para 
diversas unidades administrativas ou determinados 
funcionários. 
 
Características: 
1. Título (a palavra CIRCULAR), em letras maiúsculas, sigla 
 
9 https://cotemar.com.br/wp-content/uploads/2017/01/redacao-oficial.pdf 
do órgão que o expede e número, à esquerda da folha. 
2. Local e data à direita da folha, e por extenso, na mesma 
linha do título. 
3. Destinatário, após a palavra Para (com inicial 
maiúscula). 
4. Assunto, expressado sinteticamente. 
5. Texto paragrafado, contendo a exposição do(s) 
assunto(s) e o objetivo da Circular. 
6. Fecho de cortesia, seguido do advérbio Atenciosamente. 
7. Assinatura, nome e cargo da autoridade ou chefia que 
subscreve a Circular. 
 
Atestado9 
 
Documento firmado por servidor em razão do cargo que 
ocupa, ou função que exerce, declarando um fato existente, do 
qual tem conhecimento, a favor de uma pessoa. 
 
Características: 
1. Título (a palavra ATESTADO), em letras maiúsculas e 
centralizado sobre o texto. 
2. Texto constante de um parágrafo, indicando a quem se 
refere, o número de matrícula e a lotação, caso seja servidor, e 
a matéria do Atestado. 
3. Local e data, por extenso. 
4. Assinatura, nome e cargo da chefia que expede o 
Atestado. 
 
Questões 
 
01. Analise: 
1. Atendendo à solicitação contida no expediente acima 
referido, vimos encaminhar a V. Sª. as informações referentes ao 
andamento dos serviços sob responsabilidade deste setor. 
2. Esclarecemos que estão sendo tomadas todas as medidas 
necessárias para o cumprimento dos prazos estipulados e o 
atingimento das metas estabelecidas. 
 
A redação do documento acima indica tratar-se 
(A) do encaminhamento de uma ata. 
(B) do início de um requerimento. 
(C) de trecho do corpo de um ofício. 
(D) da introdução de um relatório. 
(E) do fecho de um memorando. 
 
02. A redação inteiramente apropriada e correta de um 
documento oficial é: 
(A) Estamos encaminhando à Vossa Senhoria algumas 
reivindicações, e esperamos poder estar sendo recebidos em 
vosso gabinete para discutir nossos problemas salariais. 
(B) O texto ora aprovado em sessão extraordinária prevê a 
redistribuição de pessoal especializado em serviços gerais 
para os departamentos que foram recentemente criados. 
(C) Estou encaminhando a presença de V. Sª. este jovem, 
muito inteligente e esperto, que lhe vai resolver os problemas 
do sistema de informatização de seu gabinete. 
(D) Quando se procurou resolver os problemas de pessoal 
aqui neste departamento, faltaram um número grande de 
servidores para os andamentos do serviço. 
(E) Do nosso ponto de vista pessoal, fica difícil vos 
informar de quais providências vão ser tomadas para resolver 
essa confusão que foi criado pelos manifestantes. 
 
03. A frase cuja redação está inteiramente correta e 
apropriada para uma correspondência oficial é: 
(A) É com muito prazer que encaminho à V. Exª .Os 
convites para a reunião de gala deste Conselho, em que se fará 
homenagens a todos os ilustres membros dessa diretoria, 
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Língua Portuguesa 57 
importantíssima na execução dos nossos serviços. 
(B) Por determinação hoje de nosso Excelentíssimo Chefe 
do Setor, nos dirigimos a todos os de vosso gabinete, para 
informar de que as medidas de austeridade recomendadas por 
V. Sa. já está sendo tomadas, para evitar-se os atrasos dos 
prazos. 
(C) Estamos encaminhando a V. Sa. os resultados a que 
chegaram nossos analistas sobre as condições de 
funcionamento deste setor, bem como as providências a serem 
tomadas para a consecução dos serviços e o cumprimento dos 
prazos estipulados. 
(D) As ordens expressas a todos os funcionários é de que 
se possa estar tomando as medidas mais do que importantes 
para tornar nosso departamento mais eficiente, na agilização 
dos trâmites legais dos documentos que passam por aqui. 
(E) Peço com todo o respeito a V. Exª,. que tomeis 
providências cabíveis para vir novos funcionários para esse 
nosso setor, que se encontra em condições difíceis de agilizar 
todos os documentos que precisamos enviar. 
 
04. A respeito dos padrões de redação de um ofício, é 
INCORRETO afirmar que: 
(A) Deve conter o número do expediente, seguido da sigla 
do órgão que o expede. 
(B) Deve conter, no início, com alinhamento à direita, o 
local de onde é expedido e a data em que foi assinado. 
(C) Deverá constar, resumidamente,o teor do assunto do 
documento. 
(D) O texto deve ser redigido em linguagem clara e direta, 
respeitando-se a formalidade que deve haver nos expedientes 
oficiais. 
(E) O fecho deverá caracterizar-se pela polidez, como por 
exemplo: Agradeço a V. Sª. a atenção dispensada. 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.B / 03.C / 04.E 
 
 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
Há duas operações diferentes no entendimento de um 
texto. A primeira é a apreensão, que é a captação das relações 
que cada parte mantém com as outras no interior do texto. No 
entanto, ela não é suficiente para entender o sentido integral. 
Uma pessoa que conhecesse todas as palavras do texto, mas 
não conhecesse o universo dos discursos, não entenderia o 
significado do mesmo. Por isso, é preciso colocar o texto 
dentro do universo discursivo a que ele pertence e no interior 
do qual ganha sentido. Alguns teóricos chamam o universo 
discursivo de “conhecimento de mundo”, mas chamaremos essa 
operação de compreensão. 
E assim teremos: 
 
Apreensão + Compreensão = Entendimento do texto 
 
Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis 
de leitura, sendo a primeira a informativa e a segunda à de 
reconhecimento. 
A primeira deve ser feita cuidadosamente por ser o 
primeiro contato com o texto, extraindo-se informações e se 
preparando para a leitura interpretativa. Durante a 
interpretação grife palavras-chave, passagens importantes; 
tente ligar uma palavra à ideia central de cada parágrafo. 
A última fase de interpretação concentra-se nas perguntas 
e opções de respostas. Marque palavras como não, exceto, 
respectivamente, etc., pois fazem diferença na escolha 
adequada. 
Retorne ao texto mesmo que pareça ser perda de tempo. 
Leia a frase anterior e posterior para ter ideia do sentido global 
proposto pelo autor. 
Um texto para ser compreendido deve apresentar ideias 
seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto 
pela ideia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a 
conclusão do texto. 
A alusão histórica serve para dividir o texto em pontos 
menores, tendo em vista os diversos enfoques. 
Convencionalmente, o parágrafo é indicado através da 
mudança de linha e um espaçamento da margem esquerda. 
Uma das partes bem distintas do parágrafo é o tópico 
frasal, ou seja, a ideia central extraída de maneira clara e 
resumida. 
Atentando-se para a ideia principal de cada parágrafo, 
asseguramos um caminho que nos levará à compreensão do 
texto. 
Produzir um texto é semelhante à arte de produzir um 
tecido, o fio deve ser trabalhado com muito cuidado para que 
o trabalho não se perca. Por isso se faz necessária a 
compressão da coesão e coerência. 
 
Coesão 
 
É a amarração entre as várias partes do texto. Os principais 
elementos de coesão são os conectivos e vocábulos 
gramaticais, que estabelecem conexão entre palavras ou 
partes de uma frase. O texto deve ser organizado por nexos 
adequados, com sequência de ideias encadeadas logicamente, 
evitando frases e períodos desconexos. Para perceber a falta 
de coesão, a melhor atitude é ler atentamente o seu texto, 
procurando estabelecer as possíveis relações entre palavras 
que formam a oração e as orações que formam o período e, 
finalmente, entre os vários períodos que formam o texto. Um 
texto bem trabalhado sintática e semanticamente resulta num 
texto coeso. 
 
Coerência 
 
A coerência está diretamente ligada à possibilidade de 
estabelecer um sentido para o texto, ou seja, ela é que faz com 
que o texto tenha sentido para quem lê. Na avaliação da 
coerência será levado em conta o tipo de texto. Em um texto 
dissertativo, será avaliada a capacidade de relacionar os 
argumentos e de organizá-los de forma a extrair deles 
conclusões apropriadas; num texto narrativo, será avaliada 
sua capacidade de construir personagens e de relacionar ações 
e motivações. 
 
Tipos de Composição 
 
Descrição: é representar verbalmente um objeto, uma 
pessoa, um lugar, mediante a indicação de aspectos 
característicos, de pormenores individualizantes. Requer 
observação cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser descrito 
um modelo inconfundível. Não se trata de enumerar uma série 
de elementos, mas de captar os traços capazes de transmitir 
uma impressão autêntica. Descrever é mais que apontar, é 
muito mais que fotografar. É pintar, é criar. Por isso, impõe-se 
o uso de palavras específicas, exatas. 
 
Narração: é um relato organizado de acontecimentos reais 
ou imaginários. São seus elementos constitutivos: 
personagens, circunstâncias, ação; o seu núcleo é o incidente, 
o episódio, e o que a distingue da descrição é a presença de 
Compreensão e 
interpretação de texto. 
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Língua Portuguesa 58 
personagens atuantes, que estão quase sempre em conflito. A 
narração envolve: 
- Quem? Personagem; 
- Quê? Fatos, enredo; 
- Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos; 
- Onde? O lugar da ocorrência; 
- Como? O modo como se desenvolveram os 
acontecimentos; 
- Por quê? A causa dos acontecimentos; 
 
Dissertação: é apresentar ideias, analisá-las, é estabelecer 
um ponto de vista baseado em argumentos lógicos; é 
estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor, 
narrar ou descrever, é necessário explanar e explicar. O 
raciocínio é que deve imperar neste tipo de composição, e 
quanto maior a fundamentação argumentativa, mais brilhante 
será o desempenho. 
 
Sentidos Próprio e Figurado 
 
Comumente afirma-se que certas ocorrências de discurso 
têm sentido próprio e sentido figurado. Geralmente os 
exemplos de tais ocorrências são metáforas. Assim, em “Maria 
é uma flor” diz-se que “flor” tem um sentido próprio e um 
sentido figurado. O sentido próprio é o mesmo do enunciado: 
“parte do vegetal que gera a semente”. O sentido figurado é o 
mesmo de “Maria, mulher bela, etc.” O sentido próprio, na 
acepção tradicional não é próprio ao contexto, mas ao termo. 
O sentido tradicionalmente dito próprio sempre 
corresponde ao que definimos aqui como sentido imediato do 
enunciado. Além disso, alguns autores o julgam como sendo o 
sentido preferencial, o que comumente ocorre. 
O sentido dito figurado é o do enunciado que substitui a 
metáfora, e que em leitura imediata leva à mesma mensagem 
que se obtém pela decifração da metáfora. 
O conceito de sentido próprio nasce do mito da existência 
da leitura ingênua, que ocorre esporadicamente, é verdade, 
mas nunca mais que esporadicamente. 
Não há muito que criticar na adoção dos conceitos de 
sentido próprio e sentido figurado, pois ela abre um caminho 
de abordagem do fenômeno da metáfora. O que é passível de 
crítica é a atribuição de status diferenciado para cada uma das 
categorias. Tradicionalmente o sentido próprio carrega uma 
conotação de sentido “natural”, sentido “primeiro”. 
Invertendo a perspectiva, com os mesmos argumentos, 
poderíamos afirmar que “natural”, “primeiro” é o sentido 
figurado, afinal, é o sentido figurado que possibilita a correta 
interpretação do enunciado e não o sentido próprio. Se o 
sentido figurado é o “verdadeiro” para o enunciado, por que 
não chamá-lo de “natural”, “primeiro”? 
Pela lógica da Retórica tradicional, essa inversão de 
perspectiva não é possível, pois o sentido figurado está 
impregnado de uma conotação desfavorável. O sentido 
figurado é visto como anormal e o sentido próprio, não. Ele 
carrega uma conotação positiva, logo, é natural, primeiro. 
A Retórica tradicional é impregnada de moralismo e 
estetização e até a geração de categorias se ressente disso. 
Essa tendência para atribuir status às categorias é uma 
constante do pensamento antigo, cuja índole era 
hierarquizante,sempre buscando uma estrutura piramidal 
para o conhecimento, o que se estende até hoje em algumas 
teorias modernas. 
Ainda hoje, apesar da imparcialidade típica e necessária ao 
conhecimento científico, vemos conotações de valor sendo 
atribuídas a categorias retóricas a partir de considerações 
totalmente externas a ela. Um exemplo: o retórico que tenha 
para si a convicção de que a qualidade de qualquer discurso se 
fundamenta na sua novidade, originalidade, imprevisibilidade, 
tenderá a descrever os recursos retóricos como “desvios da 
normalidade”, pois o que lhe interessa é pôr esses recursos 
retóricos a serviço de sua concepção estética. 
 
Sentido Imediato 
 
Sentido imediato é o que resulta de uma leitura imediata 
que, com certa reserva, poderia ser chamada de leitura 
ingênua ou leitura de máquina de ler. 
Uma leitura imediata é aquela em que se supõe a existência 
de uma série de premissas que restringem a decodificação tais 
como: 
- As frases seguem modelos completos de oração da língua. 
- O discurso é lógico. 
- Se a forma usada no discurso é a mesma usada para 
estabelecer identidades lógicas ou atribuições, então, tem-se, 
respectivamente, identidade lógica e atribuição. 
- Os significados são os encontrados no dicionário. 
- Existe concordância entre termos sintáticos. 
- Abstrai-se a conotação. 
- Supõe-se que não há anomalias linguísticas. 
- Abstrai-se o gestual, o entoativo e editorial enquanto 
modificadores do código linguístico. 
- Supõe-se pertinência ao contexto. 
- Abstrai-se iconias. 
- Abstrai-se alegorias, ironias, paráfrases, trocadilhos, etc. 
- Não se concebe a existência de locuções e frases feitas. 
- Supõe-se que o uso do discurso é comunicativo. Abstrai-
se o uso expressivo, cerimonial. 
 
Admitindo essas premissas, o discurso será indecifrável, 
ininteligível ou compreendido parcialmente toda vez que nele 
surgirem elipses, metáforas, metonímias, oximoros, ironias, 
alegorias, anomalias, etc. Também passam despercebidas as 
conotações, as iconias, os modificadores gestuais, entoativos, 
editoriais, etc. 
Na verdade, não existe o leitor absolutamente ingênuo, que 
se comporte como uma máquina de ler, o que faz do conceito 
de leitura imediata apenas um pressuposto metodológico. O 
que existe são ocorrências eventuais que se aproximam de 
uma leitura imediata, como quando alguém toma o sentido 
literal pelo figurado, quando não capta uma ironia ou fica 
perplexo diante de um oximoro. 
Há quem chame o discurso que admite leitura imediata de 
grau zero da escritura, identificando-a como uma forma mais 
primitiva de expressão. Esse grau zero não tem realidade, é 
apenas um pressuposto. Os recursos de Retórica são 
anteriores a ele. 
 
Sentido Preferencial 
Para compreender o sentido preferencial é preciso 
conceber o enunciado descontextualizado ou em contexto de 
dicionário. Quando um enunciado é realizado em contexto 
muito rarefeito, como é o contexto em que se encontra uma 
palavra no dicionário, dizemos que ela está 
descontextualizada. Nesta situação, o sentido preferencial é o 
que, na média, primeiro se impõe para o enunciado. Óbvio, o 
sentido que primeiro se impõe para um receptor pode não ser 
o mesmo para outro. Por isso a definição tem de considerar o 
resultado médio, o que não impede que pela necessidade 
momentânea consideremos o significado preferencial para 
dado indivíduo. 
Algumas regularidades podem ser observadas nos 
significados preferenciais. Por exemplo: o sentido preferencial 
da palavra porco costuma ser: “animal criado em granja para 
abate”, e nunca o de “indivíduo sem higiene”. Em outras 
palavras, geralmente o sentido que admite leitura imediata se 
impõe sobre o que teve origem em processos metafóricos, 
alegóricos, metonímicos. Mas esta regra não é geral. Vejamos 
o seguinte exemplo: “Um caminhão de cimento”. O sentido 
preferencial para a frase dada é o mesmo de “caminhão 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 59 
carregado com cimento” e não o de “caminhão construído com 
cimento”. Neste caso o sentido preferencial é o metonímico, o 
que contrapõe a tese que diz que o sentido “figurado” não é o 
“primeiro significado da palavra”. Também é comum o sentido 
mais usado se impor sobre o menos usado. 
Para certos termos é difícil estabelecer o sentido 
preferencial. Um exemplo: Qual o sentido preferencial de 
manga? O de fruto ou de uma parte da roupa? 
 
Questões 
 
01. (SEDS/PE - Sargento Polícia Militar - 
MS/CONCURSOS) O preenchimento adequado da manchete: 
“Pelé afirma que a seleção está bem, ______Portugal e Espanha 
também estão bem preparadas.” faz parte de um recurso de: 
 
(A) Adequação vocabular. 
(B) Falta de coesão. 
(C) Incoerência. 
(D) Coesão. 
(E) Coerência. 
 
02. (SEDUC/PI - Professor - NUCEP) O sentido da frase: 
Equivale dizer, ainda, que nós somos sujeitos de nossa história 
e de nossa realidade, considerando-se a palavra destacada, 
continuará inalterado, em: 
 
(A) Equivale dizer, talvez, que nós somos sujeitos de nossa 
história e de nossa realidade. 
(B) Equivale dizer, por outro lado, que nós somos sujeitos 
de nossa história e de nossa realidade. 
(C) Equivale dizer, preferencialmente, que nós somos 
sujeitos de nossa história e de nossa realidade. 
(D) Equivale dizer, novamente, que nós somos sujeitos de 
nossa história e de nossa realidade. 
(E) Equivale dizer, também, que nós somos sujeitos de 
nossa história e de nossa realidade. 
 
03. (TJ/SP - Agente de Fiscalização Judiciária - 
VUNESP) 
 
No fim da década de 90, atormentado pelos chás de cadeira 
que enfrentou no Brasil, Levine resolveu fazer um 
levantamento em grandes cidades de 31 países para descobrir 
como diferentes culturas lidam com a questão do tempo. A 
conclusão foi que os brasileiros estão entre os povos mais 
atrasados - do ponto de vista temporal, bem entendido - do 
mundo. Foram analisadas a velocidade com que as pessoas 
percorrem determinada distância a pé no centro da cidade, o 
número de relógios corretamente ajustados e a eficiência dos 
correios. Os brasileiros pontuaram muito mal nos dois 
primeiros quesitos. No ranking geral, os suíços ocupam o 
primeiro lugar. O país dos relógios é, portanto, o que tem o 
povo mais pontual. Já as oito últimas posições no ranking são 
ocupadas por países pobres. 
O estudo de Robert Levine associa a administração do 
tempo aos traços culturais de um país. "Nos Estados Unidos, 
por exemplo, a ideia de que tempo é dinheiro tem um alto valor 
cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais importância 
às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos", diz 
o psicólogo. Uma série de entrevistas com cariocas, por 
exemplo, revelou que a maioria considera aceitável que um 
convidado chegue mais de duas horas depois do combinado a 
uma festa de aniversário. Pode-se argumentar que os 
brasileiros são obrigados a ser mais flexíveis com os horários 
porque a infraestrutura não ajuda. Como ser pontual se o 
trânsito é um pesadelo e não se pode confiar no transporte 
público? 
(Veja, 2009.) 
 
Há emprego do sentido figurado das palavras em: 
(A) ... os brasileiros estão entre os povos mais atrasados... 
(B) No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar. 
(C) Os brasileiros ... dão mais importância às relações 
sociais... 
(D) Como ser pontual se o trânsito é um pesadelo... 
(E) ... não se pode confiar no serviço público? 
 
04. (UNESP - Assistente Administrativo - 
VUNESP/2016) 
 
O gavião 
 
Gente olhando para o céu: não é mais disco voador. Disco 
voador perdeu o cartaz com tanto satélite beirando o sol e a 
lua. Olhamos todos para o céu em busca de algo mais 
sensacional e comovente – o gaviãomalvado, que mata 
pombas. 
O centro da cidade do Rio de Janeiro retorna assim à 
contemplação de um drama bem antigo, e há o partido das 
pombas e o partido do gavião. Os pombistas ou pombeiros 
(qualquer palavra é melhor que “columbófilo”) querem matar 
o gavião. Os amigos deste dizem que ele não é malvado tal; na 
verdade come a sua pombinha com a mesma inocência com 
que a pomba come seu grão de milho. 
Não tomarei partido; admiro a túrgida inocência das 
pombas e também o lance magnífico em que o gavião se 
despenca sobre uma delas. Comer pombas é, como diria Saint-
Exupéry, “a verdade do gavião”, mas matar um gavião no ar 
com um belo tiro pode também ser a verdade do caçador. 
Que o gavião mate a pomba e o homem mate alegremente 
o gavião; ao homem, se não houver outro bicho que o mate, 
pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro 
homem. 
 (Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana, 1999) 
 
O termo gavião, destacado em sua última ocorrência no 
texto – … pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em 
outro homem. –, é empregado com sentido: 
 
(A) próprio, equivalendo a inspiração. 
(B) próprio, equivalendo a conquistador. 
(C) figurado, equivalendo a ave de rapina. 
(D) figurado, equivalendo a alimento. 
(E) figurado, equivalendo a predador. 
 
Gabarito 
01.D / 02.E / 03.D / 04.E 
 
Interpretação de texto 
 
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público, a 
preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece 
porque lhes faltam informações específicas a respeito desta 
tarefa constante em provas relacionadas a concursos 
públicos . 
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no 
momento de responder às questões relacionadas a textos. 
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e 
relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de 
produzir interação comunicativa (capacidade de codificar e 
decodificar). 
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em 
cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com 
a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a 
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa 
interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que o 
relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma frase 
for retirada de seu contexto original e analisada 
separadamente, poderá ter um significado diferente daquele 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 60 
inicial. 
Intertexto - comumente, os textos apresentam 
referências diretas ou indiretas a outros autores através de 
citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. 
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma 
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia 
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou 
fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem 
ao esclarecimento das questões apresentadas na prova. 
 
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a: 
1. Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais de 
uma argumentação, de um processo, de uma época (neste caso, 
procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o 
tempo). 
2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou de 
diferenças entre as situações do texto. 
3. Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com 
uma realidade, opinando a respeito. 
4. Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou 
secundárias em um só parágrafo. 
5. Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras. 
 
Condições básicas para interpretar 
 
Fazem-se necessários: 
a) Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros 
literários, estrutura do texto), leitura e prática; 
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do 
texto) e semântico; 
Observação – na semântica (significado das palavras) 
incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, 
sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre 
outros. 
c) Capacidade de observação e de síntese e 
d) Capacidade de raciocínio. 
 
Interpretar X compreender 
 
Interpretar significa 
- explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. 
- Através do texto, infere-se que... 
- É possível deduzir que... 
- O autor permite concluir que... 
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que... 
 
Compreender significa 
- intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está 
escrito. 
- o texto diz que... 
- é sugerido pelo autor que... 
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação... 
- o narrador afirma... 
Erros de interpretação 
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de 
erros de interpretação. Os mais frequentes são: 
 
a) Extrapolação (viagem) 
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que 
não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema 
quer pela imaginação. 
 
b) Redução 
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um 
aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o 
que pode ser insuficiente para o total do entendimento do 
tema desenvolvido . 
 
c) Contradição 
Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do 
candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, 
consequentemente, errando a questão. 
 
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor e a 
ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de 
concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o 
autor diz e nada mais. 
 
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que 
relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. 
Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um 
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome 
oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer 
e o que já foi dito. 
 
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia 
e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome 
oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do 
seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os 
pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a 
necessidade de adequação ao antecedente. 
 Os pronomes relativos são muito importantes na 
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de 
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe 
um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber: 
que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas 
depende das condições da frase. 
qual (neutro) idem ao anterior. 
quem (pessoa) 
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o 
objeto possuído. 
como (modo) 
onde (lugar) 
quando (tempo) 
quanto (montante) 
 
Exemplo: 
Falou tudo QUANTO queria (correto) 
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria 
aparecer o demonstrativo O ). 
 
Dicas para melhorar a interpretação de textos 
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do 
assunto; 
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a 
leitura; 
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo 
menos duas vezes; 
- Inferir; 
- Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; 
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do 
autor; 
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor 
compreensão; 
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada 
questão; 
- O autor defende ideias e você deve percebê-las; 
 
Questões 
 
O uso da bicicleta no Brasil 
 
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil 
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países 
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta 
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez 
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa 
comparação entretodos os meios de transporte, um dos que 
oferecem mais vantagens. 
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas e 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 61 
a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais na 
calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos 
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e 
prioridade sobre os automotores. 
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à 
bicicleta no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, 
pois as bikes não emitem gases nocivos ao ambiente, não 
consomem petróleo e produzem muito menos sucata de 
metais, plásticos e borracha; a diminuição dos 
congestionamentos por excesso de veículos motorizados, que 
atingem principalmente as grandes cidades; o favorecimento 
da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito bom; e a 
economia no combustível, na manutenção, no seguro e, claro, 
nos impostos. 
No Brasil, está sendo implantado o sistema de 
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por 
exemplo, o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da 
Prefeitura, em parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, 
com quase um ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São 
Paulo, Santos, Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país 
aderirem a esse sistema, mais duas capitais já estão com o 
projeto pronto em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do 
compartilhamento é semelhante em todas as cidades. Em 
Porto Alegre, os usuários devem fazer um cadastro pelo site. O 
valor do passe mensal é R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, 
podendo-se utilizar o sistema durante todo o dia, das 6h às 
22h, nas duas modalidades. Em todas as cidades que já 
aderiram ao projeto, as bicicletas estão espalhadas em pontos 
estratégicos. 
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção não 
está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não sabem 
que a bicicleta já é considerada um meio de transporte, ou 
desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de um 
trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, 
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas 
vezes, discussões e acidentes que poderiam ser evitados. 
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A 
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão 
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso é 
tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A 
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e 
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos 
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos e 
deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de 
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender 
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para 
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, 
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com 
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e 
nos pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. 
 
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado) 
 
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de 
locomoção nas metrópoles brasileiras 
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra 
devido à falta de regulamentação. 
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido 
incentivado em várias cidades. 
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela 
maioria dos moradores. 
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os 
demais meios de transporte. 
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade 
arriscada e pouco salutar. 
 
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos 
objetivos centrais do texto é 
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do 
ciclista. 
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é 
mais seguro do que dirigir um carro. 
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta 
no Brasil. 
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio 
de locomoção se consolidou no Brasil. 
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista 
deve dar prioridade ao pedestre. 
 
03. Considere o cartum de Evandro Alves. 
 
Afogado no Trânsito 
 
 
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br) 
 
Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto 
concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum 
é 
(A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas. 
(B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas. 
(C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas. 
(D) o número excessivo de automóveis nas ruas. 
(E) o uso de novas tecnologias no transporte público. 
 
04. Considere o cartum de Douglas Vieira. 
 
Televisão 
 
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br. Adaptado) 
 
É correto concluir que, de acordo com o cartum , 
(A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro 
ou pela TV são equivalentes. 
(B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma 
imaginação mais ativa. 
(C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém 
que não sabe se distrair. 
(D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto 
assistir a um programa de televisão. 
(E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo 
idêntico, embora ler seja mais prazeroso. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 62 
Leia o texto para responder às questões: 
 
Propensão à ira de trânsito 
 
Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente 
perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro 
do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como 
clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas. 
 
E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas 
não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas 
também se engajam num comportamento de risco – algumas 
até agem especificamente para irritar o outro motorista ou 
impedir que este chegue onde precisa. 
Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá ter 
antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um 
motorista a tomar decisões irracionais. 
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante. 
Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa 
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos. 
Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas 
também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de 
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no 
momento. 
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que 
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros 
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao 
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um 
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos 
concentrarmos em nós mesmos, descartando o aspecto 
comunitário do ato de dirigir. 
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o Dr. 
James acredita que a causa principal da ira de trânsito não são 
os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim 
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças 
aprendem que as regras normais em relação ao 
comportamento e à civilidade não se aplicam quando 
dirigimos um carro. Elas podem ver seus pais envolvidos em 
comportamentos de disputa ao volante, mudando de faixa 
continuamente ou dirigindo em alta velocidade, sempre com 
pressa para chegar ao destino. 
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos 
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era 
descarregar a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a 
descargade frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma 
situação de ira de trânsito, a descarga de frustrações pode 
transformar um incidente em uma violenta briga. 
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas 
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está 
predisposta a apresentar um comportamento irracional 
quando dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior 
parte das pessoas fica emocionalmente incapacitada quando 
dirige. O que deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente 
de seu estado emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo 
quando estiver tentado a agir só com a emoção. 
 
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.uol.com.br/furia-
no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. Adaptado) 
 
05. Tomando por base as informações contidas no texto, é 
correto afirmar que 
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à 
medida que os motoristas se envolvem em decisões 
conscientes. 
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas 
pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto 
comunitário do ato de dirigir. 
(C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é o 
principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção 
agressiva. 
(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de 
experiências e atividades não só individuais como também 
sociais. 
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das 
emoções positivas por parte dos motoristas. 
 
Respostas 
 
1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D) 
 
 Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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NOÇÕES DE INFORMÁTICA 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Noções de Informática 1 
 
 
 
COMPUTADORES E PERIFÉRICOS 
 
Nos dias atuais, a tecnologia evolui rapidamente, fazendo 
com que os equipamentos fiquem ultrapassados e até mesmo 
obsoletos em pouco tempo. 
Um escritório pode utilizar tanto computadores de mesa, 
quanto laptops (notebooks) ou tablets. Para os computadores 
de mesa, recomenda-se: 
a) definir monitores para desligar após períodos de 
inatividade e, em vez de depender de um protetor de tela. Isso 
pode ajudar a economizar energia. 
b) desligue os computadores se eles estão não forem ser 
utilizados por longos períodos. 
c) desligue todos os computadores, impressoras e outros 
periféricos, no final de cada dia – existem programas que 
automatizam o desligamento. 
d) verifique se a impressora tem papel, o nível de tinta. 
e) procure ligar e desligar os computadores e periféricos 
corretamente, conforme instruções. 
 
Teclados; Mouses; CPUS; Gabinetes; Memórias; 
Elementos de Informação 
 
Unidade de Sistema 
A unidade de sistema é o núcleo de um sistema de 
computador. Normalmente, é uma caixa retangular colocada 
sobre a mesa ou embaixo dela. Dentro dessa caixa estão os 
componentes eletrônicos que processam as informações. 
O mais importante desses componentes é a CPU (unidade 
de processamento central) ou microprocessador, que atua 
como o "cérebro" do computador. Outro componente é 
a memória RAM, que armazena temporariamente informações 
utilizadas pela CPU enquanto o computador está ligado. As 
informações gravadas na RAM são apagadas quando o 
computador é desligado. 
Quase todas as outras partes do computador se conectam 
à unidade de sistema por meio de cabos. Os cabos são 
conectados a portas (aberturas) específicas, geralmente na 
parte traseira da unidade de sistema. O hardware que não faz 
parte da unidade de sistema é chamado dispositivo 
periférico ou simplesmente dispositivo. 
 
Armazenamento 
O computador possui uma ou mais unidades de disco, ou 
seja, dispositivos que armazenam informações em um disco 
revestido por uma unidade de plástico ou metal. O disco 
preserva as informações mesmo quando o computador está 
desligado. 
 
Unidade de disco rígido 
A unidade de disco rígido do computador armazena 
informações em um disco rígido, que é um prato rígido ou 
pilha de pratos com uma superfície magnética. Como os discos 
rígidos podem reter uma grande quantidade de informações, 
normalmente eles funcionam como principal meio de 
armazenamento do computador, guardando praticamente 
todos os programas e arquivos. 
Em geral, a unidade de disco rígido fica localizada dentro 
da unidade de sistema. 
 
Unidades de CD e DVD 
Hoje em dia, a maioria dos computadores/notebooks vêm 
equipados com uma unidade de CD ou DVD, geralmente 
localizada na frente da unidade de sistema. As unidades de CD 
usam lasers para ler (recuperar) dados de um CD. Muitas delas 
também podem gravar dados em CDs. Se você tiver uma 
unidade de disco gravável, poderá armazenar cópias de seus 
arquivos em CDs vazios. A unidade de CD também serve para 
reproduzir música no computador/notebook. 
As unidades de DVD fazem o mesmo que as unidades de CD 
e também leem DVDs. Se você tiver uma unidade de DVD, 
poderá ver filmes ou imagens no computador. Muitas unidades 
de DVD podem gravar dados em DVDs vazios. 
CD-R (CD Recordable): CD gravável. Com capacidade para 
700 MB ou 80 minutos de áudio sem compactação. Não 
permite que nenhum dado seja apagado do CD. Após 
adicionados, os dados que lá estão são permanentes. Se não for 
utilizada toda a capacidade na primeira gravação, pode-se 
gravar outras sessões, até que o CD esteja completamente 
cheio. 
CD-RW (CD Rewritable): CD regravável. Também tem a 
capacidade de 700 MB. Essa mídia permite que você grave, 
apague os dados e grave novamente. Sua vida útil é de 
aproximadamente mil ciclos (1 ciclo = gravar uma vez + apagar 
uma vez). 
Mini-CD: apesar de pouco popular, é uma boa opção para 
quem não gosta de carregar os CDs de tamanho normal. Além 
do tamanho reduzido (8cm de diâmetro, contra os 12cm do CD 
normal), sua capacidade também é bem menor: 180 MB, ou 
23:30 minutos. Os tocadores e gravadores de CD que possuem 
a “gaveta” são perfeitamente capazes de reproduzir e gravar 
mini-cds. 
DVD-R: com capacidade de 4.7 GB, é o formato mais usado 
no Brasil. Muitas vezes as pessoas podem se referir a esse tipo 
de mídia como DVD5, devido ao fato de a sua capacidade estar 
próxima dos 5 GB. Também existem DVD-Rs com capacidade 
de 8.5 GB (também chamados de DVD9). Isso é possível porque 
são usadas duas camadas diferentes no mesmo lado do disco, 
praticamente dobrando a capacidade de armazenamento. 
Também existem os DVDs com capacidade de gravação nos 
dois lados do disco, mas esse tipo é difícil de ser encontrado, 
pois não se popularizou no Brasil. Sua capacidade é de até 
aproximadamente 15 GB. 
DVD-RW: esse tipo de DVD tem a mesma capacidade do 
DVD-R, com a possibilidade de apagar os dados e reutilizar o 
disco, assim como o CD-RW. 
 
Unidade de Disquete 
Apesar de ser pouco encontrado nos equipamentos 
eletrônicos atuais, por ser considerado um periférico 
ultrapassado e substituídos por novas tecnologias, algumas 
repartições públicas ainda utilizam as Unidades de Disquete 
para arquivar documentos importantes. 
As unidades de disquete armazenam informações 
em discos, também chamados discos flexíveis ou disquetes. 
Comparado a CDs e DVDs, os disquetes podem armazenar 
apenas uma pequena quantidade de dados. Eles também 
recuperam informações de forma mais lenta e são mais 
vulneráveis a danos. Por esses motivos, as unidades de 
disquete são cada vez menos usadas,embora ainda sejam 
incluídas em alguns computadores. 
 
 
Noções básicas de 
microcomputadores e 
periféricos de entrada e saída. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Noções de Informática 2 
Por que estes discos são chamados de "disquetes"? Apesar 
de a parte externa ser composta de plástico rígido, isso é 
apenas a capa. O interior do disco é feito de um material de 
vinil fino e flexível. 
 
Pen-drives 
Os dispositivos que mais cresceram nos últimos anos, 
exclusivamente pela capacidade, facilidade e velocidade no 
transporte de dados, que outrora foram limitados aos 32 MB 
de memória e hoje já chegam a armazenar mais de 128 GB, 
sendo as mídias portáteis mais eficientes da atualidade. Em 
questões de memória, ficam atrás apenas dos discos rígidos, 
que podem armazenar terabytes. 
 
Um pendrive de 128 GB pode ser comparado (em 
questões de capacidade interna) com: 28 DVDs; 187 CDs; 91 
mil disquetes de 3,5 polegadas ou 109 mil disquetes de 5,25 
polegadas. Um disco rígido de 2 TB pode armazenar o 
conteúdo de 17 pendrives desses. 
Como visto, a capacidade de armazenamento em um 
único dispositivo auxilia as práticas cotidianas de arquivo ou 
transferência de dados. 
 
HD Externo 
Outra forma de transportar/armazenar/arquivar dados de 
forma segura – mesmo que não tão portátil – é através do uso 
de HDs externos. Eles geralmente são acoplados a gavetas 
externas e conectados aos computadores através de cabos 
USB. 
Por enquanto o processo de transferência de arquivos é um 
pouco lento, pois a velocidade de resposta dos USBs é limitada, 
mas num futuro próximo - com o surgimento de tecnologias 
como o Light Peak - o processo pode ser bem mais veloz. 
 
Cartão de Memória 
SD, miniSD, microSD, xD, Memory Stick e MMC. Esses são 
apenas alguns dos tipos de cartão de memória que você pode 
encontrar por aí no dia a dia. A quantidade de formatos é 
imensa e, por conta disso, é natural que você fique na dúvida 
na hora de adquirir um modelo para uso cotidiano. 
Diferente do que acontece nos discos rígidos, em que o 
processo de gravação de informações é mecânico, os cartões 
utilizam a chamada memória flash. Também conhecida como 
armazenamento sólido, esse tipo de técnica de gravação e 
leitura acaba gerando equipamentos mais resistentes a 
impactos, mais velozes na transferência de dados e com maior 
durabilidade. 
A padronização de formatos não é uma das características 
desse segmento de mercado. Por conta disso, existem dezenas 
de tipos de cartão de memória. Cada um deles tem tamanho 
diferenciado e características específicas de velocidade de 
transferência de dados e capacidade de gravação. 
 
Blu-ray 
Com o surgimento dos equipamentos com capacidade para 
execução de vídeos e filmes em alta definição, era necessário 
desenvolver uma mídia de grande capacidade, para 
possibilitar assim, o armazenamento de imagens em alta 
definição, que ocupam muito mais espaço. Com a Sony à frente 
do projeto, foi criado então o Blu-ray, que possui esse nome 
justamente porque a cor do laser que faz sua leitura e gravação 
é azul. A capacidade do Blu-ray é de incríveis 25 GB nas mídias 
com uma só camada. Nos discos com duas camadas, o tamanho 
dobra, chegando aos 50 GB. 
 
Mouse 
Mouse é um pequeno dispositivo usado para apontar e 
selecionar itens na tela do computador. Embora existam 
mouses de várias formas, o modelo mais comum se assemelha 
a um rato (como diz o nome em inglês). Ele é pequeno e 
alongado, sendo conectado à unidade de sistema por um cabo 
comprido que faz lembrar uma cauda. Alguns mouses mais 
novos são sem fio. 
 
 
Mouse. 
 
O mouse geralmente possui dois botões: um botão 
principal (normalmente o da esquerda) e um botão 
secundário. Muitos mouses também têm uma roda entre os 
dois botões, que permite percorrer as telas de informações. 
 
 
Ponteiros do mouse. 
 
À medida que você move o mouse com a mão, um ponteiro 
na tela se move na mesma direção, (a aparência do ponteiro 
pode mudar dependendo da sua posição na tela). Quando 
quiser selecionar um item, aponte para ele e clique no botão 
principal, ou seja, pressione-o e solte-o. Apontar e clicar com o 
mouse é a principal maneira de interagir com o computador. 
 
Teclado 
A finalidade principal do teclado é digitar textos no 
computador. Ele possui teclas para letras e números e 
símbolos, exatamente como em uma máquina de escrever. 
A diferença está nas teclas especiais: as teclas de função, 
localizadas na linha superior, executam funções diferentes 
dependendo de onde são usadas, e são representadas pelas 
abreviaturas F1, F2, F3... até F12. Como o nome deixa claro, 
estas teclas realizam funções específicas, que mudam de 
acordo com o programa ou sistema operacional utilizado. Elas 
também podem ser ativadas em conjunto com outras teclas, 
como o “Alt” 
O teclado numérico, localizado à direita na maioria dos 
teclados, permite inserir números rapidamente. 
As teclas de navegação, como as teclas de seta, permitem 
mover sua posição dentro de documentos ou páginas da Web. 
Você também pode usar o teclado para executar muitas das 
mesmas tarefas que executa com um mouse, por meio das 
setas direcionais. 
 
Impressora 
Impressora é um dispositivo que faz uma representação 
legível de gráficos, textos ou imagens em papel ou mídia física 
similar. 
Uma impressora transfere dados de um computador para 
o papel. Você não precisa de impressora para usar o 
computador, mas, se tiver uma, poderá imprimir e-mails, 
cartões, convites, anúncios e outros materiais. Muitas pessoas 
também preferem imprimir suas fotos em casa. 
Os dois principais tipos de impressora são a jato de 
tinta e a laser. As impressoras a jato de tinta são as mais 
populares para uso doméstico. Elas podem imprimir em preto 
e branco ou em cores e produzem fotos de alta qualidade 
quando usadas com papel especial. As impressoras a laser são 
mais rápidas e mais adequadas para uso intenso. 
A rápida atualização de e-mail internet na década de 1990 
e na década de 2000 deslocou em grande parte a necessidade 
de impressão como um meio de documentos em movimento. 
Começando por volta de 2010, a impressão 3D tornou-se 
uma área de intenso interesse, permitindo a criação de objetos 
físicos com o mesmo tipo de esforço como uma impressora a 
laser cedo necessária para produzir uma brochura. Estes 
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Noções de Informática 3 
dispositivos estão em seus estágios iniciais de 
desenvolvimento, ainda não se tornaram comuns, devido 
principalmente ao seu alto valor no mercado, o que torna 
pouco acessível. 
Algumas orientações precisam ser levadas em 
consideração com relação ao uso da impressora: 
Antes de utilizar qualquer função da impressora, é 
importante conferir se o driver de instalação está configurado 
corretamente e atualizado; 
- A velocidade de impressão é medida em páginas por 
minuto (ppm), uma sigla muito encontrada em descrição de 
impressoras laser de alta velocidade e scanners; 
- A resolução das imagens é medida em DPI, do inglês, Dot 
Per Inch, que significa Ponto Por Polegada. A medida desse 
índice sempre se refere à resolução horizontal x vertical; 
- A conexão dos equipamentos é um recurso importante na 
hora da compra. Modelos atuais contam com conector USB, 
Bluetooth e conectividade com redes, sejam cabeadas ou sem 
fio. 
- Usar cartuchos e toners originais pode ser mais seguro. 
Sempre configure a impressora de acordo com o papel a ser 
utilizado, não coloque mais folhas na bandeja do que o 
recomendado e façauma limpeza interna e externa 
periodicamente. 
- Caso necessite digitalizar documentos para processo 
eletrônico, utilize scanners profissionais que digitalizam 
frente e verso em alta velocidade, além de possuir maior 
compactação de arquivos gerados comparados as 
multifuncionais. 
 
Scanner 
Um scanner é um aparelho de leitura ótica que permite 
converter imagens, fotos, ilustrações e textos em papel, num 
formato digital que pode ser manipulado em computador. Por 
exemplo, é possível "passar" uma capa de revista ou uma 
fotografia para a tela de seu PC. Existem diversos tipos de 
scanners no mercado, que utilizam vários tipos de tecnologia. 
O mais comum é o scanner de mesa, que parece muito com 
uma máquina copiadora. Outros tipos são: scanner de tambor, 
scanner de mão, scanner leitor código de barras, scanner de 
página e scanner para cartão de visita. 
 
 
Scanner de mesa. 
 
Todos os scanners se baseiam-se no princípio da 
refletância da luz, que consiste em posicionar a imagem de 
forma que uma luz a ilumine. Um sensor capta a luz refletida 
pela figura, formando assim uma imagem digital. Os scanners 
mais simples usam lâmpada fluorescente para iluminar a 
imagem, enquanto que os mais sofisticados usam uma 
lâmpada do tipo catodo-frio. No entanto, um outro fator 
determinante para a qualidade de imagens escaneadas, é o 
sensor. Abaixo há uma descrição dos tipos de sensores mais 
usados: 
Photo Multiplier Tube (PMT): usado nos scanners de 
tambor, que são mais sofisticados e caros. Esse tipo de scanner 
é usado principalmente na indústria gráfica, para impressões 
de alta qualidade. Para digitalizar a imagem, a mesma é posta 
num cilindro de vidro que gira em alta velocidade ao redor do 
sensor PMT, que divide a luz refletida em três feixes que 
passam por filtros e geram a imagem digitalizada. Devido a sua 
complexidade, os scanners de tambor praticamente só são 
usados em aplicações profissionais; 
Charge Coupled Device (CCD): esse sensor é usado em 
quase todos os scanners domésticos, os mais comuns. Seu 
destaque é a boa qualidade e preço baixo. O sensor CCD é 
usado inclusive, em aparelhos de FAX e câmeras digitais. Esse 
tipo de sensor transforma a luz refletida em sinais elétricos 
que por sua vez, são convertidos em bits através de um circuito 
denominado conversor analógico-digital. Os scanners de mesa 
geralmente possuem vários sensores CCD organizados em 
forma de linha reta; 
Contact Image Sensor (CIS): esse tipo de sensor usa uma 
série de LEDs vermelhos, azuis e verdes para produzir a luz 
branca e substituir os espelhos e lentes usados nos scanners 
com sensor CCD. Isso permite um escaneamento mais leve e 
que gasta menos energia. No entanto, a qualidade da imagem 
escaneada não é tão boa quanto à do CCD, mas o suficiente para 
aplicações simples. O preço desse tipo de scanner é bem baixo. 
 
Copiadoras 
A fotocopiadora, como é o nome oficial da máquina de 
xerox, que ficou mundialmente conhecida pelo nome de sua 
empresa fabricante, é um dispositivo de impressão para 
reprodução de documentos em geral. A evolução do 
equipamento simplificou sua utilização, seja no trabalho 
profissional ou para os estudos didáticos. 
O funcionamento das fotocopiadoras está baseado nos 
princípios da física, especificamente, da eletricidade estática. 
Um cilindro fotossensível lê e fica carregado com a imagem 
refletida do original por meio de espelhos. Como numa 
fotografia, uma imagem do original é formada na superfície do 
cilindro. O cilindro, por sua vez, recebe uma boa quantidade de 
toner ou tonalizador, um pó que é atraído pelas cargas 
elétricas que formam a imagem. O toner ajuda a fixar a imagem 
transferida em um papel. E assim, num processo que inclui 
muito calor e pressão, a imagem cola. Não se deve retirar o 
papel imediatamente da xerox. Ele precisa de um tempo para 
secar e não manchar com o contato manual. 
Na atualidade, a imagem projetada também pode ser 
formada no cilindro com o uso de raios laser ou diodos 
emissores de luz LED, num processo semelhante às 
impressoras a laser. 
Para fotocopiar um documento, uma pessoa deve observar 
se nada está faltando na máquina – normalmente, um 
dispositivo se acende apontando algo que falta para o 
funcionamento correto do equipamento. Esta indicação é feita 
por um ícone ou uma mensagem. Também é necessário 
verificar se há papel na caixa correspondente para a cópia a ser 
reproduzida. Há vários tipos, tamanhos e gramaturas de papel 
para impressão. Sua aplicação varia de acordo com o material 
a ser copiado. 
Verificado os itens necessários, o usuário levanta a tampa 
da copiadora, coloca o papel a ser reproduzido no local 
indicado, de acordo com o tamanho e margens delimitadas. A 
superfície que precisa ser copiada deve estar virada para 
baixo. Ao se apertar o botão específico, automaticamente, uma 
lâmpada se acende e “varre” todo o papel. 
A imagem deste documento é “fotografada” e transferida 
para o papel, enquanto a pessoa fica simplesmente esperando 
pelo término do processo. No final, a cópia aparece na caixa de 
saída, uma bandeja para o material fotocopiado. 
O processo é simples e ao mesmo tempo fascinante, porque 
enquanto um documento fica em uma superfície, a cópia sai 
rapidamente do outro lado. 
Para tornar uma cópia mais funcional e utilizar menos 
papel nesses tempos de atenção à sustentabilidade, é possível 
tirar um xerox frente e verso, utilizando assim as duas faces de 
uma folha de papel. 
 
 
 
 
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Noções de Informática 4 
Reparos e Prevenção da Copiadora 
Manter a copiadora limpa pode prevenir muitos 
problemas e também aumentar consideravelmente a 
qualidade de impressão do equipamento. 
Para começar, sempre que o equipamento estiver 
apresentando problemas perceptíveis, leia o visor para 
encontrar alguma informação sobre obstrução ou falta de 
papel. 
Em grande parte das copiadoras, o visor consegue dizer 
exatamente qual a localização do problema e te fornece 
instruções passo a passo sobre como resolvê-los. 
Após isso, abra as partes onde o papel está preso e retire-o 
cuidadosamente. Após isso, certifique-se de limpar o local com 
algo que não danifique o equipamento como espanadores. 
Se isso não resolver, remova as gavetas onde ficam os 
papéis e procure por folhas presas atrás ou abaixo delas. 
Feche todas as gavetas, cheque o visor novamente e veja se 
os problemas indicados sumiram. Em caso negativo, desligue 
totalmente a copiadora e ligue novamente. 
Este procedimento faz com que o equipamento se aqueça. 
Algumas vezes, os problemas indicados no visor não existem e 
o sensor só precisa ser resetado. 
Outras vezes, o problema pode acontecer apenas por falta 
de toner suficiente para realizar a impressão. Certifique-se no 
visor se o nível está satisfatório e, caso não esteja reabasteça a 
máquina com mais toner. 
Um outro problema muito comum encontrado nestes 
equipamentos, é a presença de linhas e outras marcas na 
impressão. Isso pode acontecer por muitos motivos. Grande 
parte deles se dá por sujeira dentro da máquina, ou falta de 
manutenção periódica. 
Muitas copiadoras, no momento da compra já vêm com um 
spray especial que ajuda no processo de limpeza. Limpe os 
vidros e rolos e teste novamente para ver se as linhas e marcas 
das impressões continuam. 
Se ainda assim, estes problemas persistirem, isso pode 
significar que alguma parte, normalmente o fusor, precisa ser 
trocado. 
Nessa situação, é extremamente recomendado que os 
usuários do equipamento não tentem realizar este 
procedimento se não possuem o conhecimento necessário. 
A melhor coisa a ser fazer é chamar um técnico 
especializado eesperar a manutenção ser concluída. 
 
Aparelho de Fax (Fac-Símile) 
A utilização do fac-símile na transmissão e recepção de 
textos, gráficos, desenhos, fotografias, entre outros, tornou-se 
muito importante em seu surgimento. Os documentos são 
transmitidos em sua forma original sem precisar de manuseio 
ou gravação anterior. Acoplado ao telefone, o fax (como 
também é conhecido) pode ser operado por qualquer pessoa 
em uma velocidade surpreendente. “Fax” foi como se 
popularizou esse equipamento, principalmente devido a 
facilidade de pronunciar tal palavra. Logo, a palavra fac-símile 
é usada atualmente no contexto da tecnologia das 
telecomunicações por fax. 
 
Para Envio de um Documento por Fax 
-Ler as instruções do fabricante. Verifique se o aparelho 
está conectado a uma fonte de alimentação e um conector de 
telefone antes de ligá-lo. Obtenha o número de fax para o 
destino do fax que você está enviando. Organize os 
documentos que estão enviando em ordem. 
-Preencha um cover sheet (folha de capa) para o fax, o que 
irá conter o nome do destinatário e o número do fax, o nome 
do seu chefe ou do escritório, o número de fax para seu 
escritório, uma pequena mensagem para o destinatário e o 
número de páginas, incluindo a cover sheet. 
 
 
-Posicione os documentos virados para cima na bandeja de 
alimentação. Disque o número do fax do destinatário e aguarde 
o sinal. Caso alguém atenda peça o sinal de fax. 
- Assim que o sinal for dado (som de um bip longo e alto), 
pressione o botão “Enviar” ou “fax” para enviar o documento, 
dependendo da máquina que você está usando. 
- Você poderá colocar o fone no gancho quando a 
transmissão iniciar. 
- Após o envio do documento, o aparelho de fax emite um 
sinal sonoro. Neste momento o usuário ter a opção de 
imprimir o registro de envio como prova de que a transmissão 
foi efetuada com sucesso. 
 
Para Receber um Documento por Fax: 
-Certifique-se que há muita tinta no cartucho de toner de 
sua máquina e que há uma abundância de papel, assim você 
pode receber um fax sem problemas. Aguarde até que o 
telefone toque. Há aparelhos que são configurados para 
fornecer o sinal automaticamente e outros dependem do 
atendente conceder o sinal de fax. 
- Assim que o sinal for autorizado, a transmissão se inicia. 
Acompanhe o envio do documento e aguarde até que todo o 
documento chegue através do fax. 
-Verifique o número de páginas que você recebeu em 
relação ao número indicado na folha de rosto para garantir que 
o documento veio completo por meio do fax. 
- Boa prática é contatar o remetente para confirmar o 
recebimento deste documento. 
- É possível configurar o número de fax para que possa ir 
diretamente para um arquivo de computador em vez de 
imprimir em papel 
 
Alto-falantes 
Os alto-falantes são usados para tocar som. Eles podem vir 
embutidos na unidade de sistema ou ser conectados com 
cabos. São eles que permitem ouvir música e efeitos sonoros 
no computador. 
 
 
Alto-falantes do computador. 
 
Conectar um Microfone, Player de Música ou Outro 
Dispositivo de Áudio ao Computador 
Você pode conectar um microfone, player portátil de 
música ou outro dispositivo de áudio ao computador usando 
um dos conectores na parte frontal, traseira ou lateral do 
computador. Esses conectores se conectam diretamente à 
placa de som ou processador de som do computador. 
A maioria dos computadores desktop têm pelo menos um 
conector de entrada para conectar um player de música ou 
outro dispositivo de áudio e um conector de saída para 
conectar alto-falantes. Esses conectores geralmente aparecem 
na parte traseira de um computador desktop. Muitos 
computadores desktop também têm um conector de 
microfone, que normalmente fica na parte frontal. 
A maioria dos laptops não têm conectores de entrada nem 
de saída, mas normalmente têm conectores de microfone e 
alto-falante localizados em sua parte frontal ou lateral. 
 
 
 
 
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Noções de Informática 5 
 
Conectores de microfone, de entrada e de saída em um computador desktop 
comum. 
 
Se você não ouvir nenhum som vindo de um dispositivo de 
áudio que conectou a um dos conectores do computador, 
verifique se o conector não está sem som. Para isso, execute as 
instruções a seguir: 
 
Para Conectar um Player de Música ou Outro 
Dispositivo de Áudio ao seu Computador Desktop 
Após conectar um player de música ou outro dispositivo de 
áudio ao conector de entrada e ligá-lo, siga estas etapas: 
Para abrir Som, clique no botão Iniciar e em Painel de 
Controle. Na caixa de pesquisa, digite som e clique em Som. 
Clique na guia Gravação, em Entrada e em Propriedades. 
Clique na guia Níveis e verifique se o botão Sem som tem a 
seguinte aparência . Se o botão tiver a seguinte 
aparência , clique nele para ativar o som para esta conexão 
e clique em Aplicar. 
Clique na guia “Escutar”, na caixa de seleção Escutar o 
dispositivo e em OK. 
Você também pode alterar o volume de entrada na 
guia Níveis. Selecione o controle deslizante sob Entrada, 
arraste-o para a direita ou para a esquerda para aumentar ou 
diminuir o volume do dispositivo de áudio e clique em OK. 
 
Para Conectar um Player de Música ou Outro 
Dispositivo de Áudio ao seu Laptop 
Se o laptop tiver um conector de entrada, siga as instruções 
acima para conectar um player de música a um computador 
desktop. Mas para conectar um player de música ou outro 
dispositivo de áudio à maioria dos laptops, é preciso conectá-
lo a um conector de microfone. Para isso, siga estas etapas: 
Para abrir Som, clique no botão Iniciar e em Painel de 
Controle. Na caixa de pesquisa, digite som e clique em Som. 
Clique na guia Gravação, em Microfone e em Propriedades. 
Clique na guia “Escutar”, na caixa de seleção Escutar o 
dispositivo e em Aplicar. 
Clique na guia Níveis e verifique se o botão Sem som tem a 
seguinte aparência . Se o botão tiver a seguinte 
aparência , clique nele para ativar o som para esta conexão 
e clique em Aplicar. 
Toque alguma música ou outros sons no dispositivo para 
testar o volume que sai dos alto-falantes do computador. 
Selecione o controle deslizante sob Microfone, arraste-o para 
a direita ou para a esquerda para aumentar ou diminuir o 
volume do dispositivo de áudio e clique em OK. Convém 
ajustar também o volume do dispositivo. 
 
Para Conectar um Microfone ao seu Computador 
 
 
 
1 Fonte: http://tecnologia.hsw.uol.com.br/cameras-digitais.htm 
Após conectar um microfone a um conector de microfone 
no computador e ativá-lo (se o microfone tiver um botão 
liga/desliga), siga as etapas a seguir. 
Para abrir Som, clique no botão Iniciar e em Painel de 
Controle. Na caixa de pesquisa, digite som e clique em Som. 
Clique na guia Gravação, em Microfone e em Propriedades. 
Clique na guia Níveis e verifique se o botão Sem som tem a 
seguinte aparência . Se o botão tiver a seguinte 
aparência , clique nele para ativar o som para esta conexão 
e clique em Aplicar. 
(Opcional) Para escutar sons de microfone por meio dos 
alto-falantes ou fones de ouvido, clique na guia Escutar, na 
caixa de seleção Escutar o dispositivo e em OK. 
 
 
Caixa de diálogo Propriedades de microfone mostrando som ativado. 
 
Modem 
Para conectar o computador à Internet, você precisa de 
um modem, um dispositivo que envia e recebe informações do 
computador por linha telefônica ou cabo de alta velocidade. Às 
vezes, os modems vêm embutidos na unidade de sistema, mas 
os de alta velocidade normalmente são componentes 
separados. 
 
Modem a cabo. 
 
Câmera Fotográfica Digital1 
Ascâmeras convencionais dependem totalmente de 
processos químicos e mecânicos: você nem precisa de 
eletricidade para utilizá-las. Por outro lado, todas as câmeras 
digitais possuem um computador embutido e todas elas 
registram imagens eletronicamente. 
As câmeras digitais não substituíram completamente as 
câmeras convencionais. Mas, à medida que a tecnologia de 
geração digital de imagens avança, as câmeras digitais se 
tornam cada vez mais populares. 
Digamos que você queira tirar uma foto e enviá-la por e-
mail. Para isso, precisará que a imagem seja representada em 
uma linguagem que o computador reconheça: bits e bytes. 
Essencialmente, uma imagem digital é uma longa 
sequência de 1s e 0s que representam todos os minúsculos 
pontos coloridos, ou pixels, que compõem a imagem (para 
informações sobre a amostragem e representações digitais de 
dados, veja esta explicação da digitalização de ondas sonoras). 
Digitalizar ondas de luz funciona de forma similar. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Noções de Informática 6 
Se você quiser tirar uma foto desta forma, terá duas 
opções: 
-Pode tirar uma fotografia usando uma câmera de filme 
convencional, processando o filme quimicamente, 
imprimindo-o em papel fotográfico e depois usando um 
scanner digital para digitalizar a impressão (gravar o padrão 
de luz como uma série de valores de pixels); 
-Pode digitalizar diretamente a luz original refletida pelo 
seu objeto, decompondo imediatamente esse padrão de luz em 
uma série de valores de pixels. Em outras palavras, você pode 
usar uma câmera digital. 
Em seu nível mais básico, uma câmera digital, assim como 
uma câmera convencional, possui uma série de lentes que 
focaliza a luz para criar a imagem de uma cena. Mas em vez de 
focalizar essa luz sobre um pedaço de filme, ela o faz sobre um 
dispositivo semicondutor que grava a luz eletronicamente. Um 
computador então decompõe essas informações eletrônicas 
em dados digitais. Todo o divertimento e os recursos 
interessantes das câmeras digitais vêm como um resultado 
direto desse processo. 
 
Resolução 
A quantidade de detalhes que a câmera pode capturar é 
chamada de resolução e é medida em pixels. Quanto mais 
pixels uma câmera possui, mais detalhes ela pode capturar e 
fotos maiores podem ser feitas sem granulação ou perda de 
nitidez. Veja abaixo algumas resoluções. 
256 x 256 - encontrada em câmeras muito baratas, essa 
resolução é tão baixa que a qualidade da foto quase sempre é 
ruim. Isso corresponde a um total de 65 mil pixels. 
640 x 480 - essa resolução é ideal para fotos enviadas por 
e-mail ou publicação de fotos em sites. 
1216 x 912 - este é um tamanho de imagem "megapixel": 
1.109.000 pixels totais. Bom para fotos impressas. 
1600 x 1200 - com quase 2 milhões de pixels, essa é uma 
alta resolução. Pode-se imprimir uma foto de 10 cm x 13 cm 
tirada com essa resolução com a mesma qualidade obtida em 
um laboratório fotográfico. 
2240 x 1680 - encontrada em câmeras de 4 megapixels, 
permite fotos impressas ainda maiores, com boa qualidade 
para impressões de até 40 cm x 51 cm. 
4064 x 2704 - uma câmera digital top de linha com 11,1 
megapixels tira fotos com esta resolução. Nessa configuração, 
podem-se criar fotos impressas de 35 cm x 23 cm sem perder 
qualidade de imagem. 
 
Webcam2 
Uma webcam é uma pequena câmera conectada a um 
computador que você pode usar para transmitir áudio e vídeo 
pela Internet. Você pode se comunicar com outras pessoas que 
têm webcam e pode assistir a um vídeo da outra pessoa 
enquanto conversa, ou então simplesmente tirar uma foto e já 
transmiti-la por e-mail, por exemplo. 
Os programas que você usa com uma webcam 
determinarão o que é possível fazer com ela. Por exemplo, para 
realizar um bate-papo com vídeo, você precisa de um 
programa que ofereça suporte para chamadas de vídeo e 
videoconferências, como o Windows Live Messenger, ou 
similares. 
Outros programas de webcam incluem softwares que 
ajudam a usá-la como uma câmera de segurança para 
monitorar sua casa ou seu escritório enquanto você estiver 
fora, ou programas que permitem que você crie seus próprios 
vídeos para publicar na Internet, além de muitas outras coisas. 
As webcams não são usadas somente em ambientes 
domésticos. Algumas organizações usam webcams para 
transmitir vídeos ao vivo, permitindo que as pessoas 
acompanhem o trânsito em uma via movimentada ou, por 
 
2 Fonte: http://windows.microsoft.com/pt-br/windows7/using-webcam 
exemplo, visualizem um local famoso ou um ponto turístico a 
partir de seus computadores. 
 
Dois Tipos: Interna e Externa 
As webcams internas são incorporadas na estrutura de um 
monitor e normalmente estão localizadas logo acima da tela. 
Elas são mais comuns em laptops, mas também são 
incorporadas em alguns monitores autônomos e 
computadores multifuncionais (computadores que são 
integrados na carcaça do monitor). 
 
 
Muitos laptops são fornecidos com uma webcam integrada ao monitor. 
 
As webcams internas têm uma pequena lente parecida com 
a fina lente da câmera de muitos telefones celulares. Essas 
lentes são tão pequenas e discretas que algumas pessoas nem 
chegam a perceber que há uma webcam em seu notebook. 
As webcams externas são muito maiores e ficam fora do 
computador. 
 
Webcam externa. 
 
Elas devem ser conectadas ao computador com um cabo 
USB. A maioria das webcams externas tem ganchos que 
servem para pendurá-las na borda do monitor ou um suporte 
de fixação em uma superfície plana. 
 
Central Telefônica/PABX e Sistemas de Transferência 
de Chamadas 
Em telecomunicações, uma central telefônica é o 
equipamento eletrônico que realiza a ligação (comutação) 
entre dois usuários ("assinantes") do serviço de telefonia. 
A palavra “ramal” significa que existe um entroncamento 
principal de onde se originam as ramificações ou para onde os 
ramos convergem. 
Falando de um sistema de telefonia de uma residência por 
exemplo. É possível utilizar extensões ou Ramal sem fio. 
Sendo assim para uma casa/residência não há problemas 
em utilizar ramal sem fio, pois para uso doméstico não 
influenciará no resultado final. Mas ao contrário facilitará, pois 
ira possibilitar o atendimento do telefone de qualquer cômodo 
ou ambiente da casa. 
Quando pensamos no sistema telefônico para empresas, 
temos que entender que a quantidade de linhas telefônicas e 
pessoas para utilizar estas linhas será muito maior. Neste caso 
o sistema será de uso comercial. Onde o uso de telefone sem 
fio de ramal não é indicado. 
 
Uso de Ramal em Empresas 
O ramal indicado para uso em empresas é provido por um 
equipamento de PABX, Central PABX ou Central Telefônica. E 
normalmente sua instalação é feita através de fios. Este 
equipamento além de prover os ramais, também dispõe de 
inúmeros recursos; como identificação de chamada no ramal, 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Noções de Informática 7 
atendimento digital, retenção de chamada em espera e outras 
facilidades. 
 
Uso de PABX 
PABX é a sigla para Private Automatic Branch Exchange, 
que quando traduzida para o português seria algo como "Troca 
automática de ramais privados". 
Esse sistema começou a se firmar nos anos 90, quando a 
indústria de telecomunicações passou por intensas mudanças. 
O PABX representou a troca das centrais telefônicas 
eletromecânicas pelas digitais, modificação fundamental para 
as operadoras de telefonia da época. 
Normalmente, sistemas de telefonia privada são caros e 
requerem um profissional

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