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Prefeitura Municipal de 
 São José dos Pinhais/PR 
 
 - Professor - Pedagogo 
 
 
 
Língua Portuguesa 
Compreensão e interpretação de texto; ........................................................................................................................... 1 
Ortografia; ............................................................................................................................................................................ 6 
Acentuação gráfica; ........................................................................................................................................................... 13 
Divisão silábica; ................................................................................................................................................................. 15 
Fonética e fonologia: som e fonema, encontros vocálicos e consonantais;............................................................. 18 
Morfologia: classes de palavras variáveis e invariáveis e seus empregos no texto;Tempos simples e compostos 
dos verbos; ......................................................................................................................................................................... 19 
Formação de palavras; .................................................................................................................................................... 40 
Elementos de comunicação; ............................................................................................................................................ 42 
Sintaxe; ................................................................................................................................................................................ 45 
Período simples (termos essenciais e acessórios) e período composto por coordenação e subordinação; .... 68 
Concordância verbal e nominal; ..................................................................................................................................... 68 
Regência verbal e nominal;.............................................................................................................................................. 68 
Emprego dos sinais de pontuação e sua função no texto; .......................................................................................... 69 
Elementos de coesão; ....................................................................................................................................................... 70 
Função textual dos vocábulos; ........................................................................................................................................ 72 
Figuras de linguagem; Figuras de sintaxe; .................................................................................................................... 73 
 Noções de semântica. ....................................................................................................................................................... 76 
 
 
Matemática 
Resolução de problemas; .................................................................................................................................................... 1 
Raciocínio lógico;.................................................................................................................................................................. 5 
Porcentagem e juros; ........................................................................................................................................................ 17 
Razões e proporções; ........................................................................................................................................................ 21 
Medidas de tempo; ............................................................................................................................................................ 23 
Equações de primeiro e segundo grau; ......................................................................................................................... 24 
Sistemas de equações; ...................................................................................................................................................... 28 
Sistema de medidas de tempo; ....................................................................................................................................... 30 
Sistema métrico decimal; ................................................................................................................................................. 31 
Formas geométricas básicas; .......................................................................................................................................... 32 
Perímetro, área e volume de figuras geométricas; ...................................................................................................... 36 
Regra de três simples e composta. ................................................................................................................................. 39 
 
 
Noções de Informática 
Conceitos de informática; ................................................................................................................................................... 1 
Hardware (dispositivos de entrada e saída,memórias, processadores (CPU); disco de armazenamento HDs, 
Cds, Pen drive, DVDs e outros); ......................................................................................................................................... 5 
Software (compactador de arquivos, chat, clientes de e-mails, gerenciador de processos, gerenciadores de 
arquivos entre outros); .................................................................................................................................................... 13 
Apostila Digital Licenciada para Angélica Aparecida Frizon - CPF:091.988.609-41 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Pedido N.: 2738419 - Apostila Licenciada para angelica.frizon@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Ambientes operacionais: Windows XP Professional. ................................................................................................. 26 
Processador de texto (Word e BrOffice.org Writer); .................................................................................................. 34 
Planilhas eletrônicas (Excel e BrOffice.org Calc); ........................................................................................................ 49 
Apresentações (PowerPoint e BrOffice.org Impress); ................................................................................................ 72 
Conceitos de tecnologias relacionadas à Internet e Intranet; ................................................................................. 101 
Navegadores Internet (Internet Explorer , Google Chrome e Mozilla Firefox); e buscas e pesquisa na 
Web........ ............................................................................................................................................................................ 108 
 
 
Conhecimentos Gerais 
Estatuto dos Servidores Públicos Municipais (Lei 525 de 25 de março de 2004) e alterações: Do provimento. 
Do concurso público. Da posse e do exercício. Do estágio probatório. Da estabilidade. Da lotação. Da jornada 
de Serviço. Da reintegração. Da reversão. Da disponibilidade. Do aproveitamento. Da vacância. Da acumulação. 
Dos deveres. Das proibições. Da responsabilidade; ....................................................................................................... 1 
Lei Orgânica Do Município De São José Dos Pinhais/PR; .............................................................................................. 8 
História e Geografia de São José dos Pinhais. ...............................................................................................................27 
 
 
Conhecimentos Especificos 
Constituição Federal: Dos Princípios Fundamentais; Capítulo III - Da Educação, Da Cultura e Do Desporto — 
Seção I..................................................................................................................................................................................... 1 
Lei Federal n° 9394/96 - LDB - noções de organização da educação básica e princípios e fins da educação 
nacional; ................................................................................................................................................................................ 3 
Base Nacional Comum Curricular BNCC para Educação Infantil e Ensino Fundamental I ................................. 18 
Tendências pedagógicas na prática escolar; ............................................................................................................... 32 
Lei Federal n° 8.069, de 13 de julho de 1990 - Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras 
providências; ..................................................................................................................................................................... 41 
Resolução CNE/CEB n° 4/2009 — Diretrizes Operacionais para o AEE na educação básica, modalidade 
educação especial; ............................................................................................................................................................ 75 
Parecer CNE/CP n° 03/2004 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais 
e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana; ........................................................................... 77 
Parecer CNE/CEB n° 13/2009 - Diretrizes Operacionais para o atendimento educacional especializado na 
Educação Básica, modalidade Educação Especial; ..................................................................................................... 84 
Parecer CNE/CEB n° 20/2009 — Das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil; ................... 85 
Resolução CNE/CEB n° 4/2010 - Diretrizes Gerais da Educação Básica; .............................................................. 95 
Parecer CNE/CEB n° 07/2010 — Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para Educação Básica; .............. 105 
Parecer CNE/CEB n° 11/2010 - Diretrizes Curriculares Nacionais para Ensino Fundamental de 9 anos; ... 133 
Parecer CEB n° 36/2001 - Diretrizes Operacionais para Educação Básica nas escolas do campo. ................. 149 
Parecer CNE/CP n° 14/2012 - Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Ambiental; ......................... 156 
Parecer CNE/CEB n° 02/2018 - Diretrizes Operacionais Complementares para a Matrícula Inicial de Crianças 
na Educação Infantil e no Ensino Fundamental respectivamente, aos 4 e aos 6 anos de idade; ..................... 167 
Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva — Secretaria de Educação 
Especial do MEC 2008; .................................................................................................................................................. 172 
As concepções de educação e suas repercussões na organização do trabalho pedagógico ............................... 178 
Avaliação na aprendizagem; ......................................................................................................................................... 186 
Educação e inclusão; ...................................................................................................................................................... 195 
Concepções e práticas avaliativas na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental....................... 201 
Instâncias colegiadas - gestão democrática; .............................................................................................................. 209 
Concepções de currículo; .............................................................................................................................................. 211 
Planejamento; ................................................................................................................................................................. 222 
Função social da escola; ............................................................................................................................................. 231 
PPP — Projeto Político Pedagógico; ........................................................................................................................... 236 
Concepções de desenvolvimento e de aprendizagem; ..................................................................................... 243 
Princípios metodológicos; ............................................................................................................................................ 247 
Concepção de alfabetização e letramento; ................................................................................................................. 249 
Projetos de trabalho; ..................................................................................................................................................... 252 
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Pensadores da educação; .............................................................................................................................................. 257 
Estrutura, funcionamento e especificidades dos diversos níveis e modalidades de ensino; ............................ 263 
Educação Matemática; ................................................................................................................................................... 265 
Avaliação mediadora; .................................................................................................................................................... 274 
Instrumento de acompanhamento da aprendizagem do aluno; ............................................................................ 274 
Teoria da complexidade; ............................................................................................................................................... 282 
Transdiciplinariedade; .................................................................................................................................................. 285 
Importância do brincar na educação infantil; e ......................................................................................................... 289 
Tecnologias da informação e comunicação na aprendizagem. .............................................................................. 295 
 
 
 
 
 
 
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LÍNGUA PORTUGUESA 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 1 
 
 
 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
Há duas operações diferentes no entendimento de um 
texto. A primeira é a apreensão, que é a captação das relações 
que cada parte mantém com as outras no interior do texto. No 
entanto, ela não é suficiente para entender o sentido integral. 
Uma pessoa que conhecesse todas as palavras do texto, mas 
não conhecesse o universo dos discursos, não entenderia o 
significado do mesmo. Por isso, é preciso colocar o texto 
dentro do universo discursivo a que ele pertence e no interior 
do qual ganha sentido. Alguns teóricos chamam o universo 
discursivo de “conhecimento de mundo”, mas chamaremos essa 
operação de compreensão. 
E assim teremos: 
 
Apreensão + Compreensão = Entendimento do texto 
 
Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis 
de leitura, sendo a primeira a informativa e a segunda à de 
reconhecimento. 
A primeira deve ser feita cuidadosamente por ser o 
primeiro contato com o texto, extraindo-se informações e se 
preparando para a leitura interpretativa. Durante a 
interpretação grife palavras-chave, passagens importantes; 
tente ligar uma palavra à ideia central de cada parágrafo. 
A última fase de interpretação concentra-se nas perguntas 
e opções de respostas. Marque palavras como não, exceto, 
respectivamente, etc., pois fazem diferença na escolha 
adequada. 
Retorne ao texto mesmo que pareça ser perda de tempo. 
Leia a frase anterior e posterior para ter ideia do sentido global 
proposto pelo autor. 
Um texto para ser compreendido deve apresentar ideias 
seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto 
pela ideia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a 
conclusão do texto. 
A alusão histórica serve para dividir o texto em pontos 
menores, tendo em vista os diversos enfoques. 
Convencionalmente, o parágrafo é indicado através da 
mudança de linha e um espaçamento da margem esquerda. 
Uma das partes bem distintas do parágrafo é o tópico 
frasal, ou seja, a ideia central extraída de maneira clara e 
resumida. 
Atentando-se para a ideia principal de cada parágrafo, 
asseguramos um caminho que nos levará à compreensão do 
texto. 
Produzir um texto é semelhante à arte de produzir um 
tecido, o fio deve ser trabalhado com muito cuidado para que 
o trabalho não se perca. Por isso se faz necessária a 
compressão da coesão e coerência. 
 
Coesão 
 
É a amarração entre as várias partes do texto. Os principais 
elementos de coesão são os conectivos e vocábulos 
gramaticais, que estabelecem conexão entre palavras ou 
partes de uma frase. O texto deve ser organizado por nexos 
adequados, com sequência de ideias encadeadas logicamente, 
evitando frases e períodos desconexos. Para perceber a falta 
de coesão, a melhor atitude é ler atentamente o seu texto, 
procurando estabelecer as possíveis relações entre palavras 
que formam a oração e as orações que formam o período e, 
finalmente, entre os vários períodos que formam o texto. Um 
texto bem trabalhado sintática e semanticamente resulta num 
texto coeso. 
 
Coerência 
 
A coerência está diretamente ligada à possibilidade de 
estabelecer um sentido para o texto, ou seja, ela é que faz com 
que o texto tenha sentido para quem lê. Na avaliação da 
coerência será levado em conta o tipo de texto. Em um texto 
dissertativo, será avaliada a capacidade de relacionar os 
argumentos e de organizá-los de forma a extrair deles 
conclusões apropriadas; num texto narrativo, será avaliada 
sua capacidade de construir personagens e de relacionar ações 
e motivações. 
 
Tipos de Composição 
 
Descrição: é representar verbalmente um objeto, uma 
pessoa, um lugar, mediante a indicação de aspectos 
característicos, de pormenores individualizantes. Requer 
observação cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser descrito 
um modelo inconfundível. Não se trata de enumerar uma série 
de elementos, mas de captar os traços capazes de transmitir 
uma impressão autêntica. Descrever é mais que apontar, é 
muito mais que fotografar. É pintar, é criar. Por isso, impõe-se 
o uso de palavras específicas, exatas. 
 
Narração: é um relato organizado de acontecimentos reais 
ou imaginários. São seus elementos constitutivos: 
personagens, circunstâncias, ação; o seu núcleo é o incidente, 
o episódio, e o que a distingue da descrição é a presença de 
personagens atuantes, que estão quase sempre em conflito. A 
narração envolve: 
- Quem? Personagem; 
- Quê? Fatos, enredo; 
- Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos; 
- Onde? O lugar da ocorrência; 
- Como? O modo como se desenvolveram os 
acontecimentos; 
- Por quê? A causa dos acontecimentos; 
 
Dissertação: é apresentar ideias, analisá-las, é estabelecer 
um ponto de vista baseado em argumentos lógicos; é 
estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor, 
narrar ou descrever, é necessário explanar e explicar. O 
raciocínio é que deve imperar neste tipo de composição, e 
quanto maior a fundamentação argumentativa, mais brilhante 
será o desempenho. 
 
Sentidos Próprio e Figurado 
 
Comumente afirma-se que certas ocorrências de discurso 
têm sentido próprio e sentido figurado. Geralmente os 
exemplos de tais ocorrências são metáforas. Assim, em “Maria 
é uma flor” diz-se que “flor” tem um sentido próprio e um 
sentido figurado. O sentido próprio é o mesmo do enunciado: 
“parte do vegetal que gera a semente”. O sentido figurado é o 
mesmo de “Maria, mulher bela, etc.” O sentido próprio, na 
acepção tradicional não é próprio ao contexto, mas ao termo. 
O sentido tradicionalmente dito próprio sempre 
corresponde ao que definimos aqui como sentido imediato do 
enunciado. Além disso, alguns autores o julgam como sendo o 
sentido preferencial, o que comumente ocorre. 
Compreensão e 
interpretação de texto; 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 2 
O sentido dito figurado é o do enunciado que substitui a 
metáfora, e que em leitura imediata leva à mesma mensagem 
que se obtém pela decifração da metáfora. 
O conceito de sentido próprio nasce do mito da existência 
da leitura ingênua, que ocorre esporadicamente, é verdade, 
mas nunca mais que esporadicamente. 
Não há muito que criticar na adoção dos conceitos de 
sentido próprio e sentido figurado, pois ela abre um caminho 
de abordagem do fenômeno da metáfora.O que é passível de 
crítica é a atribuição de status diferenciado para cada uma das 
categorias. Tradicionalmente o sentido próprio carrega uma 
conotação de sentido “natural”, sentido “primeiro”. 
Invertendo a perspectiva, com os mesmos argumentos, 
poderíamos afirmar que “natural”, “primeiro” é o sentido 
figurado, afinal, é o sentido figurado que possibilita a correta 
interpretação do enunciado e não o sentido próprio. Se o 
sentido figurado é o “verdadeiro” para o enunciado, por que 
não chamá-lo de “natural”, “primeiro”? 
Pela lógica da Retórica tradicional, essa inversão de 
perspectiva não é possível, pois o sentido figurado está 
impregnado de uma conotação desfavorável. O sentido 
figurado é visto como anormal e o sentido próprio, não. Ele 
carrega uma conotação positiva, logo, é natural, primeiro. 
A Retórica tradicional é impregnada de moralismo e 
estetização e até a geração de categorias se ressente disso. 
Essa tendência para atribuir status às categorias é uma 
constante do pensamento antigo, cuja índole era 
hierarquizante, sempre buscando uma estrutura piramidal 
para o conhecimento, o que se estende até hoje em algumas 
teorias modernas. 
Ainda hoje, apesar da imparcialidade típica e necessária ao 
conhecimento científico, vemos conotações de valor sendo 
atribuídas a categorias retóricas a partir de considerações 
totalmente externas a ela. Um exemplo: o retórico que tenha 
para si a convicção de que a qualidade de qualquer discurso se 
fundamenta na sua novidade, originalidade, imprevisibilidade, 
tenderá a descrever os recursos retóricos como “desvios da 
normalidade”, pois o que lhe interessa é pôr esses recursos 
retóricos a serviço de sua concepção estética. 
 
Sentido Imediato 
 
Sentido imediato é o que resulta de uma leitura imediata 
que, com certa reserva, poderia ser chamada de leitura 
ingênua ou leitura de máquina de ler. 
Uma leitura imediata é aquela em que se supõe a existência 
de uma série de premissas que restringem a decodificação tais 
como: 
- As frases seguem modelos completos de oração da língua. 
- O discurso é lógico. 
- Se a forma usada no discurso é a mesma usada para 
estabelecer identidades lógicas ou atribuições, então, tem-se, 
respectivamente, identidade lógica e atribuição. 
- Os significados são os encontrados no dicionário. 
- Existe concordância entre termos sintáticos. 
- Abstrai-se a conotação. 
- Supõe-se que não há anomalias linguísticas. 
- Abstrai-se o gestual, o entoativo e editorial enquanto 
modificadores do código linguístico. 
- Supõe-se pertinência ao contexto. 
- Abstrai-se iconias. 
- Abstrai-se alegorias, ironias, paráfrases, trocadilhos, etc. 
- Não se concebe a existência de locuções e frases feitas. 
- Supõe-se que o uso do discurso é comunicativo. Abstrai-
se o uso expressivo, cerimonial. 
 
Admitindo essas premissas, o discurso será indecifrável, 
ininteligível ou compreendido parcialmente toda vez que nele 
surgirem elipses, metáforas, metonímias, oximoros, ironias, 
alegorias, anomalias, etc. Também passam despercebidas as 
conotações, as iconias, os modificadores gestuais, entoativos, 
editoriais, etc. 
Na verdade, não existe o leitor absolutamente ingênuo, que 
se comporte como uma máquina de ler, o que faz do conceito 
de leitura imediata apenas um pressuposto metodológico. O 
que existe são ocorrências eventuais que se aproximam de 
uma leitura imediata, como quando alguém toma o sentido 
literal pelo figurado, quando não capta uma ironia ou fica 
perplexo diante de um oximoro. 
Há quem chame o discurso que admite leitura imediata de 
grau zero da escritura, identificando-a como uma forma mais 
primitiva de expressão. Esse grau zero não tem realidade, é 
apenas um pressuposto. Os recursos de Retórica são 
anteriores a ele. 
 
Sentido Preferencial 
Para compreender o sentido preferencial é preciso 
conceber o enunciado descontextualizado ou em contexto de 
dicionário. Quando um enunciado é realizado em contexto 
muito rarefeito, como é o contexto em que se encontra uma 
palavra no dicionário, dizemos que ela está 
descontextualizada. Nesta situação, o sentido preferencial é o 
que, na média, primeiro se impõe para o enunciado. Óbvio, o 
sentido que primeiro se impõe para um receptor pode não ser 
o mesmo para outro. Por isso a definição tem de considerar o 
resultado médio, o que não impede que pela necessidade 
momentânea consideremos o significado preferencial para 
dado indivíduo. 
Algumas regularidades podem ser observadas nos 
significados preferenciais. Por exemplo: o sentido preferencial 
da palavra porco costuma ser: “animal criado em granja para 
abate”, e nunca o de “indivíduo sem higiene”. Em outras 
palavras, geralmente o sentido que admite leitura imediata se 
impõe sobre o que teve origem em processos metafóricos, 
alegóricos, metonímicos. Mas esta regra não é geral. Vejamos 
o seguinte exemplo: “Um caminhão de cimento”. O sentido 
preferencial para a frase dada é o mesmo de “caminhão 
carregado com cimento” e não o de “caminhão construído com 
cimento”. Neste caso o sentido preferencial é o metonímico, o 
que contrapõe a tese que diz que o sentido “figurado” não é o 
“primeiro significado da palavra”. Também é comum o sentido 
mais usado se impor sobre o menos usado. 
Para certos termos é difícil estabelecer o sentido 
preferencial. Um exemplo: Qual o sentido preferencial de 
manga? O de fruto ou de uma parte da roupa? 
 
Questões 
 
01. (SEDS/PE - Sargento Polícia Militar - 
MS/CONCURSOS) O preenchimento adequado da manchete: 
“Pelé afirma que a seleção está bem, ______Portugal e Espanha 
também estão bem preparadas.” faz parte de um recurso de: 
 
(A) Adequação vocabular. 
(B) Falta de coesão. 
(C) Incoerência. 
(D) Coesão. 
(E) Coerência. 
 
02. (SEDUC/PI - Professor - NUCEP) O sentido da frase: 
Equivale dizer, ainda, que nós somos sujeitos de nossa história 
e de nossa realidade, considerando-se a palavra destacada, 
continuará inalterado, em: 
 
(A) Equivale dizer, talvez, que nós somos sujeitos de nossa 
história e de nossa realidade. 
(B) Equivale dizer, por outro lado, que nós somos sujeitos 
de nossa história e de nossa realidade. 
(C) Equivale dizer, preferencialmente, que nós somos 
sujeitos de nossa história e de nossa realidade. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 3 
(D) Equivale dizer, novamente, que nós somos sujeitos de 
nossa história e de nossa realidade. 
(E) Equivale dizer, também, que nós somos sujeitos de 
nossa história e de nossa realidade. 
 
03. (TJ/SP - Agente de Fiscalização Judiciária - 
VUNESP) 
 
No fim da década de 90, atormentado pelos chás de cadeira 
que enfrentou no Brasil, Levine resolveu fazer um 
levantamento em grandes cidades de 31 países para descobrir 
como diferentes culturas lidam com a questão do tempo. A 
conclusão foi que os brasileiros estão entre os povos mais 
atrasados - do ponto de vista temporal, bem entendido - do 
mundo. Foram analisadas a velocidade com que as pessoas 
percorrem determinada distância a pé no centro da cidade, o 
número de relógios corretamente ajustados e a eficiência dos 
correios. Os brasileiros pontuaram muito mal nos dois 
primeiros quesitos. No ranking geral, os suíços ocupam o 
primeiro lugar. O país dos relógios é, portanto, o que tem o 
povo mais pontual. Já as oito últimas posições no ranking são 
ocupadas por países pobres. 
O estudo de Robert Levine associa a administração do 
tempo aos traços culturais de um país. "Nos Estados Unidos, 
por exemplo, a ideia de que tempo é dinheiro tem um alto valor 
cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais importância 
às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos", diz 
o psicólogo. Uma série de entrevistas com cariocas, por 
exemplo, revelou que a maioriaconsidera aceitável que um 
convidado chegue mais de duas horas depois do combinado a 
uma festa de aniversário. Pode-se argumentar que os 
brasileiros são obrigados a ser mais flexíveis com os horários 
porque a infraestrutura não ajuda. Como ser pontual se o 
trânsito é um pesadelo e não se pode confiar no transporte 
público? 
(Veja, 2009.) 
 
Há emprego do sentido figurado das palavras em: 
(A) ... os brasileiros estão entre os povos mais atrasados... 
(B) No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar. 
(C) Os brasileiros ... dão mais importância às relações 
sociais... 
(D) Como ser pontual se o trânsito é um pesadelo... 
(E) ... não se pode confiar no serviço público? 
 
04. (UNESP - Assistente Administrativo - 
VUNESP/2016) 
 
O gavião 
Gente olhando para o céu: não é mais disco voador. Disco 
voador perdeu o cartaz com tanto satélite beirando o sol e a 
lua. Olhamos todos para o céu em busca de algo mais 
sensacional e comovente – o gavião malvado, que mata 
pombas. 
O centro da cidade do Rio de Janeiro retorna assim à 
contemplação de um drama bem antigo, e há o partido das 
pombas e o partido do gavião. Os pombistas ou pombeiros 
(qualquer palavra é melhor que “columbófilo”) querem matar 
o gavião. Os amigos deste dizem que ele não é malvado tal; na 
verdade come a sua pombinha com a mesma inocência com 
que a pomba come seu grão de milho. 
Não tomarei partido; admiro a túrgida inocência das 
pombas e também o lance magnífico em que o gavião se 
despenca sobre uma delas. Comer pombas é, como diria Saint-
Exupéry, “a verdade do gavião”, mas matar um gavião no ar 
com um belo tiro pode também ser a verdade do caçador. 
Que o gavião mate a pomba e o homem mate alegremente 
o gavião; ao homem, se não houver outro bicho que o mate, 
pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro 
homem. 
 (Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana, 1999) 
O termo gavião, destacado em sua última ocorrência no 
texto – … pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em 
outro homem. –, é empregado com sentido: 
 
(A) próprio, equivalendo a inspiração. 
(B) próprio, equivalendo a conquistador. 
(C) figurado, equivalendo a ave de rapina. 
(D) figurado, equivalendo a alimento. 
(E) figurado, equivalendo a predador. 
 
Gabarito 
01.D / 02.E / 03.D / 04.E 
 
Interpretação de texto 
 
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público, a 
preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece 
porque lhes faltam informações específicas a respeito desta 
tarefa constante em provas relacionadas a concursos 
públicos . 
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no 
momento de responder às questões relacionadas a textos. 
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e 
relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de 
produzir interação comunicativa (capacidade de codificar e 
decodificar). 
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em 
cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com 
a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a 
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa 
interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que o 
relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma frase 
for retirada de seu contexto original e analisada 
separadamente, poderá ter um significado diferente daquele 
inicial. 
Intertexto - comumente, os textos apresentam 
referências diretas ou indiretas a outros autores através de 
citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. 
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma 
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia 
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou 
fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem 
ao esclarecimento das questões apresentadas na prova. 
 
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a: 
1. Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais de 
uma argumentação, de um processo, de uma época (neste caso, 
procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o 
tempo). 
2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou de 
diferenças entre as situações do texto. 
3. Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com 
uma realidade, opinando a respeito. 
4. Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou 
secundárias em um só parágrafo. 
5. Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras. 
 
Condições básicas para interpretar 
 
Fazem-se necessários: 
a) Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros 
literários, estrutura do texto), leitura e prática; 
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do 
texto) e semântico; 
Observação – na semântica (significado das palavras) 
incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, 
sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre 
outros. 
c) Capacidade de observação e de síntese e 
d) Capacidade de raciocínio. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 4 
Interpretar X compreender 
 
Interpretar significa 
- explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. 
- Através do texto, infere-se que... 
- É possível deduzir que... 
- O autor permite concluir que... 
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que... 
 
Compreender significa 
- intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está 
escrito. 
- o texto diz que... 
- é sugerido pelo autor que... 
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação... 
- o narrador afirma... 
Erros de interpretação 
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de 
erros de interpretação. Os mais frequentes são: 
 
a) Extrapolação (viagem) 
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que 
não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema 
quer pela imaginação. 
 
b) Redução 
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um 
aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o 
que pode ser insuficiente para o total do entendimento do 
tema desenvolvido . 
 
c) Contradição 
Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do 
candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, 
consequentemente, errando a questão. 
 
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor e a 
ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de 
concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o 
autor diz e nada mais. 
 
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que 
relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. 
Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um 
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome 
oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer 
e o que já foi dito. 
 
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia 
e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome 
oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do 
seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os 
pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a 
necessidade de adequação ao antecedente. 
 Os pronomes relativos são muito importantes na 
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de 
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe 
um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber: 
que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas 
depende das condições da frase. 
qual (neutro) idem ao anterior. 
quem (pessoa) 
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o 
objeto possuído. 
como (modo) 
onde (lugar) 
quando (tempo) 
quanto (montante) 
 
Exemplo: 
Falou tudo QUANTO queria (correto) 
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria 
aparecer o demonstrativo O ). 
 
Dicas para melhorar a interpretação de textos 
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geraldo 
assunto; 
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a 
leitura; 
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo 
menos duas vezes; 
- Inferir; 
- Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; 
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do 
autor; 
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor 
compreensão; 
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada 
questão; 
- O autor defende ideias e você deve percebê-las; 
 
Questões 
 
O uso da bicicleta no Brasil 
 
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil 
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países 
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta 
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez 
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa 
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que 
oferecem mais vantagens. 
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas e 
a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais na 
calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos 
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e 
prioridade sobre os automotores. 
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à 
bicicleta no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, 
pois as bikes não emitem gases nocivos ao ambiente, não 
consomem petróleo e produzem muito menos sucata de 
metais, plásticos e borracha; a diminuição dos 
congestionamentos por excesso de veículos motorizados, que 
atingem principalmente as grandes cidades; o favorecimento 
da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito bom; e a 
economia no combustível, na manutenção, no seguro e, claro, 
nos impostos. 
No Brasil, está sendo implantado o sistema de 
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por 
exemplo, o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da 
Prefeitura, em parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, 
com quase um ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São 
Paulo, Santos, Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país 
aderirem a esse sistema, mais duas capitais já estão com o 
projeto pronto em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do 
compartilhamento é semelhante em todas as cidades. Em 
Porto Alegre, os usuários devem fazer um cadastro pelo site. O 
valor do passe mensal é R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, 
podendo-se utilizar o sistema durante todo o dia, das 6h às 
22h, nas duas modalidades. Em todas as cidades que já 
aderiram ao projeto, as bicicletas estão espalhadas em pontos 
estratégicos. 
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção não 
está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não sabem 
que a bicicleta já é considerada um meio de transporte, ou 
desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de um 
trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, 
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas 
vezes, discussões e acidentes que poderiam ser evitados. 
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A 
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Língua Portuguesa 5 
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão 
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso é 
tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A 
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e 
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos 
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos e 
deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de 
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender 
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para 
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, 
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com 
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e 
nos pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. 
 
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado) 
 
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de 
locomoção nas metrópoles brasileiras 
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra 
devido à falta de regulamentação. 
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido 
incentivado em várias cidades. 
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela 
maioria dos moradores. 
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os 
demais meios de transporte. 
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade 
arriscada e pouco salutar. 
 
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos 
objetivos centrais do texto é 
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do 
ciclista. 
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é 
mais seguro do que dirigir um carro. 
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta 
no Brasil. 
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio 
de locomoção se consolidou no Brasil. 
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista 
deve dar prioridade ao pedestre. 
 
03. Considere o cartum de Evandro Alves. 
 
Afogado no Trânsito 
 
 
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br) 
 
Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto 
concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum 
é 
(A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas. 
(B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas. 
(C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas. 
(D) o número excessivo de automóveis nas ruas. 
(E) o uso de novas tecnologias no transporte público. 
 
04. Considere o cartum de Douglas Vieira. 
 
Televisão 
 
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br. 
Adaptado) 
 
É correto concluir que, de acordo com o cartum , 
(A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro 
ou pela TV são equivalentes. 
(B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma 
imaginação mais ativa. 
(C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém 
que não sabe se distrair. 
(D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto 
assistir a um programa de televisão. 
(E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo 
idêntico, embora ler seja mais prazeroso. 
 
Leia o texto para responder às questões: 
 
Propensão à ira de trânsito 
 
Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente 
perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro 
do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como 
clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas. 
 
E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas 
não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas 
também se engajam num comportamento de risco – algumas 
até agem especificamente para irritar o outro motorista ou 
impedir que este chegue onde precisa. 
Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá ter 
antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um 
motorista a tomar decisões irracionais. 
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante. 
Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa 
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos. 
Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas 
também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de 
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no 
momento. 
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que 
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros 
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao 
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um 
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos 
concentrarmos em nós mesmos, descartando o aspecto 
comunitário do ato de dirigir. 
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o Dr. 
James acredita que a causa principal da ira de trânsito não são 
os congestionamentos oumais motoristas nas ruas, e sim 
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças 
aprendem que as regras normais em relação ao 
comportamento e à civilidade não se aplicam quando 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 6 
dirigimos um carro. Elas podem ver seus pais envolvidos em 
comportamentos de disputa ao volante, mudando de faixa 
continuamente ou dirigindo em alta velocidade, sempre com 
pressa para chegar ao destino. 
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos 
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era 
descarregar a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a 
descarga de frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma 
situação de ira de trânsito, a descarga de frustrações pode 
transformar um incidente em uma violenta briga. 
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas 
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está 
predisposta a apresentar um comportamento irracional 
quando dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior 
parte das pessoas fica emocionalmente incapacitada quando 
dirige. O que deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente 
de seu estado emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo 
quando estiver tentado a agir só com a emoção. 
 
(Jonathan Strickland. Disponível em: 
http://carros.hsw.uol.com.br/furia-no-transito1 .htm. Acesso em: 
01.08.2013. Adaptado) 
 
05. Tomando por base as informações contidas no texto, é 
correto afirmar que 
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à 
medida que os motoristas se envolvem em decisões 
conscientes. 
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas 
pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto 
comunitário do ato de dirigir. 
(C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é o 
principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção 
agressiva. 
(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de 
experiências e atividades não só individuais como também 
sociais. 
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das 
emoções positivas por parte dos motoristas. 
 
Respostas 
1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D) 
 
 
 
ORTOGRAFIA 
 
Alfabeto 
 
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. A – 
B – C – D – E – F – G – H – I – J – K – L – M – N – O – P – Q – R – S – 
T – U – V – W – X – Y – Z. 
 
Observação: emprega-se também o “ç”, que representa o 
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras. 
 
Emprego das Letras e Fonemas 
 
Emprego das letras K, W e Y 
Utilizam-se nos seguintes casos: 
1) Em antropônimos originários de outras línguas e seus 
derivados. Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; 
Taylor, taylorista. 
 
2) Em topônimos originários de outras línguas e seus 
derivados. Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. 
 
3) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como 
unidades de medida de curso internacional. Exemplos: K 
(Potássio), W (West), kg (quilograma), km (quilômetro), Watt. 
 
Emprego do X 
Se empregará o “X” nas seguintes situações: 
1) Após ditongos. 
Exemplos: caixa, frouxo, peixe. 
Exceção: recauchutar e seus derivados. 
 
2) Após a sílaba inicial “en”. 
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca. 
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo 
“en-”. Ex.: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), 
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...) 
 
3) Após a sílaba inicial “me-”. 
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão. 
Exceção: mecha. 
 
4) Se empregará o “X” em vocábulos de origem indígena ou 
africana e em palavras inglesas aportuguesadas. 
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu, 
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, 
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, 
xale, xingar, etc. 
 
Emprego do Ch 
Se empregará o “Ch” nos seguintes vocábulos: bochecha, 
bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, chuchu, chute, 
cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, mochila, 
pechincha, salsicha, tchau, etc. 
 
Emprego do G 
Se empregará o “G” em: 
1) Substantivos terminados em: -agem, -igem, -ugem. 
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem. 
Exceção: pajem. 
 
2) Palavras terminadas em: -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio. 
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio. 
 
3) Em palavras derivadas de outras que já apresentam “G”. 
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem), 
vertiginoso (de vertigem). 
 
Observação - também se emprega com a letra “G” os 
seguintes vocábulos: algema, auge, bege, estrangeiro, geada, 
gengiva, gibi, gilete, hegemonia, herege, megera, monge, 
rabugento, vagem. 
 
Emprego do J 
Para representar o fonema “j’ na forma escrita, a grafia 
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a 
origem da palavra, como por exemplo no caso da na palavra jipe 
que origina-se do inglês jeep. Porém também se empregará o “J” 
nas seguintes situações: 
 
1) Em verbos terminados em -jar ou -jear. Exemplos: 
Arranjar: arranjo, arranje, arranjem 
Despejar: despejo, despeje, despejem 
Viajar: viajo, viaje, viajem 
 
2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica. 
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji. 
 
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam “J”. 
Exemplos: laranja –laranjeira / loja – lojista / lisonja –
lisonjeador / nojo – nojeira / cereja – cerejeira / varejo – 
varejista / rijo – enrijecer / jeito – ajeitar. 
Ortografia; 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 7 
Observação - também se emprega com a letra “J” os 
seguintes vocábulos: berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, 
jeito, jejum, laje, traje, pegajento. 
 
Emprego do S 
Utiliza-se “S” nos seguintes casos: 
1) Palavras derivadas de outras que já apresentam “S” no 
radical. Exemplos: análise – analisar / catálise – catalisador / 
casa – casinha ou casebre / liso – alisar. 
 
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título 
ou origem. Exemplos: burguês – burguesa / inglês – inglesa / 
chinês – chinesa / milanês – milanesa. 
 
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e –osa. 
Exemplos: catarinense / palmeirense / gostoso – gostosa / 
amoroso – amorosa / gasoso – gasosa / teimoso – teimosa. 
 
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa. 
Exemplos: catequese, diocese, poetisa, profetisa, 
sacerdotisa, glicose, metamorfose, virose. 
 
5) Após ditongos. 
Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea. 
 
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus 
derivados. 
Exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, 
puséssemos, quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, 
quiséssemos, repus, repusera, repusesse, repuséssemos. 
 
7) Em nomes próprios personativos. 
Exemplos: Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, 
Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás. 
 
Observação - também se emprega com a letra “S” os 
seguintes vocábulos: abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, 
cortesia, decisão, despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, 
mesada, paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, 
querosene, raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, 
visita, etc. 
 
Emprego do Z 
Se empregará o “Z” nos seguintes casos: 
1) Palavras derivadas de outras que já apresentam Z no 
radical. 
Exemplos: deslize – deslizar / razão – razoável / vazio – 
esvaziar / raiz – enraizar /cruz – cruzeiro. 
 
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos 
a partir deadjetivos. 
Exemplos: inválido – invalidez / limpo – limpeza / macio – 
maciez / rígido – rigidez / frio – frieza / nobre – nobreza / pobre 
– pobreza / surdo – surdez. 
 
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar 
substantivos. 
Exemplos: civilizar – civilização / hospitalizar – 
hospitalização / colonizar – colonização / realizar – realização. 
 
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita. 
Exemplos: cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, 
avezita. 
 
5) Nos seguintes vocábulos: azar, azeite, azedo, amizade, 
buzina, bazar, catequizar, chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, 
proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc. 
 
6) Em vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no 
contraste entre o S e o Z. Exemplos: 
Cozer (cozinhar) e coser (costurar); 
Prezar (ter em consideração) e presar (prender); 
Traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior). 
 
Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. 
Como por exemplo: exame, exato, exausto, exemplo, existir, 
exótico, inexorável. 
 
Emprego do Fonema S 
Existem diversas formas para a representação do fonema “S” 
no qual podem ser: s, ç, x e dos dígrafos sc, sç, ss, xc, xs. Assim 
vajamos algumas situações: 
 
1) Emprega-se o S: nos substantivos derivados de verbos 
terminados em -andir, -ender, -verter e -pelir. 
Exemplos: expandir – expansão / pretender – pretensão / 
verter – versão / expelir – expulsão / estender – extensão / 
suspender – suspensão / converter – conversão / repelir – 
repulsão. 
 
2) Emprega-se Ç: nos substantivos derivados dos verbos ter 
e torcer. 
Exemplos: ater – atenção / torcer – torção / deter – detenção 
/ distorcer – distorção / manter – manutenção / contorcer – 
contorção. 
 
3) Emprega-se o X: em casos que a letra X soa como Ss. 
Exemplos: auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, 
sintaxe, texto, trouxe. 
 
4) Emprega-se Sc: nos termos eruditos. 
Exemplos: acréscimo, ascensorista, consciência, descender, 
discente, fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, 
miscível, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc. 
 
5) Emprega-se Sç: na conjugação de alguns verbos. 
Exemplos: nascer - nasço, nasça / crescer - cresço, cresça / 
Descer - desço, desça. 
 
6) Emprega-se Ss: nos substantivos derivados de verbos 
terminados em -gredir, -mitir, -ceder e -cutir. 
Exemplos: agredir – agressão / demitir – demissão / ceder – 
cessão / discutir – discussão/ progredir – progressão / 
transmitir – transmissão / exceder – excesso / repercutir – 
repercussão. 
 
7) Emprega-se o Xc e o Xs: em dígrafos que soam como Ss. 
Exemplos: exceção, excêntrico, excedente, excepcional, 
exsudar. 
 
Atenção - não se esqueça que uso da letra X apresenta 
algumas variações. Observe: 
1) O “X” pode representar os seguintes fonemas: 
“ch” - xarope, vexame; 
“cs” - axila, nexo; 
“z” - exame, exílio; 
“ss” - máximo, próximo; 
“s” - texto, extenso. 
 
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci- 
Exemplos: excelente, excitar. 
 
Emprego do E 
Se empregará o “E” nas seguintes situações: 
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar 
Exemplos: magoar - magoe, magoes / continuar- continue, 
continues. 
 
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, 
anterior). 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 8 
Exemplos: antebraço, antecipar. 
 
3) Nos seguintes vocábulos: cadeado, confete, disenteria, 
empecilho, irrequieto, mexerico, orquídea, etc. 
 
Emprego do I 
Se empregará o “I” nas seguintes situações: 
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir. 
Exemplos: 
Cair- cai 
Doer- dói 
Influir- influi 
 
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra). 
Exemplos: anticristo, antitetânico. 
 
3) Nos seguintes vocábulos: aborígine, artimanha, chefiar, 
digladiar, penicilina, privilégio, etc. 
 
Emprego do O/U 
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado 
de algumas palavras. Veja os exemplos: comprimento 
(extensão) e cumprimento (saudação, realização) soar (emitir 
som) e suar (transpirar). 
- Grafam-se com a letra “O”: bolacha, bússola, costume, 
moleque. 
- Grafam-se com a letra “U”: camundongo, jabuti, Manuel, 
tábua. 
 
Emprego do H 
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor 
fonético. Conservou-se apenas como símbolo, por força da 
etimologia e da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, 
grafa-se desta forma devido a sua origem na forma latina hodie. 
Assim vejamos o seu emprego: 
 
1) Inicial, quando etimológico. 
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio. 
 
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh. 
Exemplos: flecha, telha, companhia. 
 
3) Final e inicial, em certas interjeições. 
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc. 
 
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo 
elemento, se etimológico. 
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc. 
 
Observações: 
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note 
que nos substantivos derivados como baiano, baianada ou 
baianinha ele não é utilizado. 
 
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não iniciam com a 
letra “h”. No entanto, seus derivados eruditos sempre são 
grafados com h, como por exemplo: herbívoro, hispânico, 
hibernal. 
 
Questões 
 
01. (FIOCRUZ – Assistente Técnico de Gestão em Saúde 
– FIOCRUZ/2016) 
 
O FUTURO NO PASSADO 
 
1 Poucas previsões para o futuro feitas no passado se 
realizaram. O mundo se mudava do campo para as cidades, e 
era natural que o futuro idealizado então fosse o da cidade 
perfeita. Mas o helicóptero não substituiu o automóvel 
particular e só recentemente começou-se a experimentar 
carros que andam sobre faixas magnéticas nas ruas, liberando 
seus ocupantes para a leitura, o sono ou o amor no banco de 
trás. As cidades não se transformaram em laboratórios de 
convívio civilizado, como previam, e sim na maior prova da 
impossibilidade da coexistência de desiguais. 
2 A ciência trouxe avanços espetaculares nas lides de 
guerra, como os bombardeios com precisão cirúrgica que não 
poupam civis, mas não trouxe a democratização da 
prosperidade antevista. Mágicas novas como o cinema 
prometiam ultrapassar os limites da imaginação. 
Ultrapassaram, mas para o território da banalidade 
espetaculosa. A TV foi prevista, e a energia nuclear intuída, 
mas a revolução da informática não foi nem sonhada. As 
revoluções na medicina foram notáveis, certo, mas a 
prevenção do câncer ainda não foi descoberta. Pensando bem, 
nem a do resfriado. A comida em pílulas não veio - se bem que 
a nouvelle cuisine chegou perto. Até a colonização do espaço, 
como previam os roteiristas do “Flash Gordon”, está atrasada. 
Mal chegamos a Marte, só para descobrir que é um imenso 
terreno baldio. E os profetas da felicidade universal não 
contavam com uma coisa: o lixo produzido pela sua visão. 
Nenhuma previsão incluía a poluição e o aquecimento global. 
3 Mas assim como os videntes otimistas falharam, talvez o 
pessimismo de hoje divirta nossos bisnetos. Eles certamente 
falarão da Aids, por exemplo, como nós hoje falamos da gripe 
espanhola. A ciência e a técnica ainda nos surpreenderão. 
Estamos na pré-história da energia magnética e por fusão 
nuclear fria. 
4 É verdade que cada salto da ciência corresponderá a um 
passo atrás, rumo ao irracional. Quanto mais perto a ciência 
chegar das últimas revelações do Universo, mais as pessoas 
procurarão respostas no misticismo e refúgio no tribal. E 
quanto mais a ciência avança por caminhos nunca antes 
sonhados, mais leigo fica o leigo. A volta ao irracional é a birra 
do leigo. 
(VERÍSSIMO. L. F. O Globo. 24/07/2016, p. 15.) 
 
“e era natural que o futuro IDEALIZADO então fosse o da 
cidade perfeita.” (1º §) O vocábulo em destaqueno trecho 
acima grafa-se com a letra Z, em conformidade com a norma 
de emprego do sufixo–izar. 
 
Das opções abaixo, aquela em que um dos vocábulos está 
INCORRETAMENTE grafado por não se enquadrar nessa 
norma é: 
(A) alcoolizado / barbarizar / burocratizar. 
(B) catalizar / abalizado / amenizar. 
(C) catequizar / cauterizado / climatizar. 
(D) contemporizado / corporizar / cretinizar 
(E) esterilizar / estigmatizado / estilizar. 
 
02. (Pref. De Biguaçu/SC – Professor III – Inglês/2016) 
De acordo com a Língua Portuguesa culta, assinale a 
alternativa cujas palavras seguem as regras de ortografia: 
(A) Preciso contratar um eletrecista e um encanador para 
o final da tarde. 
(B) O trabalho voluntário continua sendo feito 
prazerosamente pelos alunos. 
(C) Ainda não foram atendidas as reinvindicações dos 
professores em greve. 
(D) Na lista de compras, é preciso descriminar melhor os 
produtos em falta. 
(E) Passou bastante desapercebido o caso envolvendo um 
juiz federal. 
 
03. (PC/PA – Escrivão de Polícia Civil – FUNCAB/2016) 
Dificilmente, em uma ciência-arte como a Psicologia-
Psiquiatria, há algo que se possa asseverar com 100% de 
certeza. Isso porque há áreas bastante interpretativas, sujeitas 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 9 
a leituras diversas, a depender do observador e do observado. 
Porém, existe um fato na Psicologia-Psiquiatria forense que é 
100% de certeza e não está sujeito a interpretação ou a 
dissimulação por parte de quem está a ser examinado. E 
revela, objetivamente, dados do psiquismo da pessoa ou, em 
outras palavras, mostra características comportamentais 
indissimuláveis, claras e objetivas. O que pode ser tão exato, 
em matéria de Psicologia-Psiquiatria, que não admite 
variáveis? Resposta: todos os crimes, sem exceção, são como 
fotografias exatas e em cores do comportamento do indivíduo. 
E como o psiquismo é responsável pelo modo de agir, por 
conseguinte, tem os em todos os crimes, obrigatoriamente e 
sempre, elementos objetivos da mente de quem os praticou. 
Por exemplo, o delito foi cometido com multiplicidade de 
golpes, com ferocidade na execução, não houve ocultação de 
cadáver, não se verifica cúmplice, premeditação etc. Registre-
se que esses dados já aconteceram. Portanto, são insimuláveis, 
100% objetivos. Basta juntar essas características 
comportamentais que teremos algo do psiquismo de quem o 
praticou. Nesse caso específico, infere-se que a pessoa é 
explosiva, impulsiva e sem freios, provável portadora de 
algum transtorno ligado à disritmia psicocerebral, algum 
estreitamento de consciência, no qual o sentimento invadiu o 
pensamento e determinou a conduta. 
Em outro exemplo, temos homicídio praticado com um só 
golpe, premeditado, com ocultação de cadáver, concurso de 
cúmplice etc. Nesse caso, os dados apontam para o lado do 
criminoso comum, que entendia o que fazia. 
Claro que não é possível, apenas pela morfologia do crime, 
saber-se tudo do diagnóstico do criminoso. Mas, por outro 
lado, é na maneira como o delito foi praticado que se 
encontram características 100% seguras da mente de quem o 
praticou, a evidenciar fatos, tal qual a imagem fotográfica 
revela-nos exatamente algo, seja muito ou pouco, do momento 
em que foi registrada. Em suma, a forma como as coisas foram 
feitas revela muito da pessoa que as fez. 
PALOMBA, Guido Arturo. Rev. Psique: n° 100 (ed. comemorativa), p. 82. 
 
Tal como ocorre com “interpretaÇÃO ” e “dissimulaÇÃO”, 
grafa-se com “ç” o sufixo de ambas as palavras arroladas em: 
(A) apreenção do menor - sanção legal. 
(B) detenção do infrator - ascenção ao posto. 
(C) presunção de culpa - coerção penal. 
(D) interceção do juiz - contenção do distúrbio. 
(E) submição à lei - indução ao crime. 
 
04. (Câmara Municipal de Araraquara/SP – Assistente 
de Tradução e Interpretação – IBFC/2016) 
Leia as opções abaixo e assinale a alternativa que não 
apresenta erro ortográfico. 
(A) Plocrastinar - idiossincrasia - abduzir 
(B) Proclastinar - idiosincrasia - abduzir 
(C) Plocrastinar- idiossincrasia - abiduzir 
(D) Procrastinar - idiossincrasia - abduzir 
 
05. (Pref. De Quixadá/CE – Agente de Combate às 
Endemias – Serctam/2016) Marque a opção em 
que TODOS os vocábulos se completam com a letra “s”: 
(A) pesqui__a, ga__olina, ali__erce. 
(B) e__ótico, talve__, ala__ão. 
(C) atrá__, preten__ão, atra__o. 
(D) bati__ar, bu__ina, pra__o. 
(E) valori__ar, avestru__, Mastru__. 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.B / 03.C / 04.D / 05.C 
 
 
 
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas 
 
Inicial Maiúscula 
Utiliza-se inicial maiúscula nos seguintes casos: 
1) No começo de um período, verso ou citação direta. 
 
Disse o Padre Antônio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer 
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.” 
 
“Auriverde pendão de minha terra, 
Que a brisa do Brasil beija e balança, 
Estandarte que à luz do sol encerra 
As promessas divinas da Esperança…” 
(Castro Alves) 
 
2) Nos antropônimos, reais ou fictícios. 
Exemplos: Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote. 
 
3) Nos topônimos, reais ou fictícios. 
Exemplos: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. 
 
4) Nos nomes mitológicos. 
Exemplos: Dionísio, Netuno. 
 
5) Nos nomes de festas e festividades. 
Exemplos: Natal, Páscoa, Ramadã. 
 
6) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais. 
Exemplos: ONU, Sr., V. Ex.ª. 
 
7) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, 
políticos ou nacionalistas. 
Exemplos: Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, 
Nação, Pátria, União, etc. 
 
Observação: esses nomes escrevem-se com inicial 
minúscula quando são empregados em sentido geral ou 
indeterminado. 
Exemplo: Todos amam sua pátria. 
 
Emprego Facultativo da Letra Maiúscula 
1) No início dos versos que não abrem período, é facultativo 
o uso da letra maiúscula, como por exemplo: 
 
“Aqui, sim, no meu cantinho, 
vendo rir-me o candeeiro, 
gozo o bem de estar sozinho 
e esquecer o mundo inteiro.” 
 
2) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios. 
Exemplos: Rua da Liberdade ou rua da Liberdade / Igreja do 
Rosário ou igreja do Rosário / Edifício Azevedo ou edifício 
Azevedo. 
 
Inicial Minúscula 
Utiliza-se inicial minúscula nos seguintes casos: 
1) Em todos os vocábulos correntes da língua portuguesa. 
Exemplos: carro, flor, boneca, menino, porta, etc. 
 
2) Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, 
usa-se letra minúscula. 
Exemplo: “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: 
ouro, incenso, mirra.” (Manuel Bandeira) 
 
3) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana. 
Exemplos: janeiro, julho, dezembro, etc. / segunda, sexta, 
domingo, etc. / primavera, verão, outono, inverno. 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 10 
4) Nos pontos cardeais. 
Exemplos: “Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.” 
/ “Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, 
sudoeste.” 
 
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, 
os pontos cardeais são grafados com letra maiúscula. 
Exemplos: Nordeste (região do Brasil) / Ocidente (europeu) 
/Oriente (asiático). 
 
Emprego Facultativo da Letra Minúscula 
1) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica. 
Exemplos: 
Crime e Castigo ou Crime e castigo 
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas 
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido 
 
2) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em 
nomes sagrados e que designam crenças religiosas. 
Exemplos: 
Governador MárioCovas ou governador Mário Covas 
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II 
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor 
reitor 
Santa Maria ou santa Maria 
 
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e 
disciplinas. 
Exemplos: 
Português ou português 
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas 
modernas 
História do Brasil ou história do Brasil 
Arquitetura ou arquitetura 
 
Questões 
 
01. (Câmara de Maringá/PR – Assistente Legislativo 
– Instituto) 
 
Longe é um lugar que existe? 
 
Voamos algum tempo em silêncio, até que finalmente ele 
disse: "Não entendo muito bem o que você falou, mas o que 
menos entendo é o fato de estar indo a uma festa." 
— Claro que estou indo à festa. — respondi. — O que há de 
tão difícil de se compreender nisso? 
Enfim, sem nunca atingir o fim, imaginando-se uma 
Gaivota sobrevoando o mar, viajar é sentir-se ainda mais 
pássaro livre tocado pelas lufadas de vento, contraponto, de 
uma ave mirrada de asas partidas numa gaiola lacrada, 
sobrevivendo apenas de alpiste da melhor qualidade e água 
filtrada. Ou ainda, pássaros presos na ambivalência 
existencial... fadado ao fracasso ou ao sucesso... ao ser livre ou 
viver presos em suas próprias armadilhas... 
Fica sob sua escolha e risco, a liberdade para voar os ventos 
ascendentes; que pássaro quer ser; que lugares quer 
sobrevoar; que viagem ao inusitado mais lhe compraz. Por 
mais e mais, qual a serventia dessas asas enormes, herança 
genética de seus pais e que lhe confere enorme envergadura? 
Diga para quê serve? Ao primeiro sinal de perigo, debique e 
pouse na cerca mais próxima. Ora, não venha com desculpas 
esfarrapadas e vamos dona Gaivota, espante a preguiça, bata 
as asas e saia do ninho! Não tenha medo de voar. Pois, como é 
de conhecimento dos "Mestres dos ares e da Terra", longe é um 
lugar que não existe para quem voa rente ao céu e viaja léguas 
e mais léguas de distância com a mochila nas costas, olhar no 
horizonte e os pés socados em terra firme. 
Longe é a porta de entrada do lugar que não existe? Não 
deve ser, não; pois as Gaivotas sacodem a poeira das asas, 
limpam os resquícios de alimentos dos bicos e batem o toc-toc 
lá. 
<http://www.recantodasletras.com.br/contosdefantasia/6031227> 
 
O uso do termo “Gaivota” sempre com letra maiúscula ao 
longo do texto se deve ao fato de que 
(A) o autor busca, com isso, fazer uma conexão mais 
próxima entre o leitor e o animal. 
(B) o autor quis dar destaque ao termo, apesar de não 
haver importância da referência ao animal para o texto. 
(C) há uma mudança no texto, em que, no início, as 
personagens eram duas pessoas e, a partir do segundo 
parágrafo, é uma gaivota. 
(D) o texto faz uma reflexão sobre a ação humana de viajar, 
porém comparando os seres humanos com gaivotas. 
(E) o autor utiliza o termo “Gaivota” como símbolo de 
imponência, o que se relaciona à forma como os seres 
humanos são tratados no texto. 
 
02. (MGS – Todos os Cargos de Nível Fundamental 
Completo – IBFC/2017) 
 
Estranhas Gentilezas 
(Ivan Angelo) 
 
Estão acontecendo coisas estranhas. Sabe-se que as 
pessoas nas grandes cidades não têm o hábito da gentileza. 
Não é por ruindade, é falta de tempo. Gastam a paciência nos 
ônibus, no trânsito, nas filas, nos mercados, nas salas de 
espera, nos embates familiares, e depois economizam com a 
gente. 
Comigo dá-se o contrário, é o que estou notando de uns 
dias para cá. Tratam-me com inquietante delicadeza. Já 
captava aqui e ali sinais suspeitos, imprecisos, ventinho de 
asas de borboleta, quase nada. A impressão de que há algo 
estranho tomou meu corpo mesmo foi na semana passada. Um 
vizinho que já fora meu amigo telefonou-me desfazendo o 
engano que nos afastava, intriga de pessoa que nem conheço e 
que afinal resolvera esclarecer tudo. Difícil reconstruir a 
amizade, mas a inimizade morria ali. 
Como disse, eu vinha desconfiando tenuemente de 
algumas amabilidades. O episódio do vizinho fez surgir em 
meu espírito a hipótese de uma trama, que já mobilizava até 
pessoas distantes. E as próximas? 
Tenho reparado. As próximas telefonam amáveis, sem 
motivo. Durante o telefonema fico aguardando o assunto que 
estaria embrulhado nos enfeites da conversa, e ele não sai. Um 
número inesperado de pessoas me cumprimenta na rua, com 
acenos de cabeça. Mulheres, antes esquivas, sorriem 
transitáveis nas ruas dos Jardins1. Num restaurante caro, o 
maître2, com uma piscadela, fura a demorada fila de executivos 
à espera e me arruma rapidinho uma mesa para dois. Um 
homem de pasta que parecia impaciente à minha frente me 
cede o último lugar no elevador. O jornaleiro larga sua banca 
na avenida Sumaré e vem ao prédio avisar-me que o jornal 
chegou. Os vizinhos de cima silenciam depois das dez da noite. 
[...] 
Que significa isso? Que querem comigo? Que complô é 
este? Que vão pedir em troca de tanta gentileza? 
Aguardo, meio apreensivo, meio feliz. 
Interrompo a crônica nesse ponto, saio para ir ao banco, 
desço pelas escadas porque alguém segura o elevador lá em 
cima, o segurança do banco faz-me esvaziar os bolsos antes de 
entrar na porta giratória, enfrento a fila do caixa, não aceitam 
meus cheques para pagar contas em nome de minha mulher, 
saio mal-humorado do banco, atravesso a avenida arriscando 
a vida entre bólidos3 , um caminhão joga-me água suja de uma 
poça, o elevador continua preso lá em cima, subo a pé, entro no 
apartamento, sento-me ao computador e ponho-me de novo a 
sonhar com gentilezas. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 11 
Vocabulário: 
1 bairro Jardim Paulista, um dos mais requintados de São 
Paulo 
2 funcionário que coordena agendamentos entre outras 
coisas nos restaurantes 
3 carros muito velozes 
 
Em “nas ruas dos Jardins1" (4º§), a palavra em destaque 
foi escrita com letra maiúscula por se tratar de: 
(A) um erro de grafia. 
(B) um destaque do autor 
(C) um substantivo próprio. 
(D) um substantivo coletivo. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.C 
 
Palavras ou Expressões que geram dificuldades 
 
Algumas palavras ou expressões costumam apresentar 
dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar 
ou redigir português culto. Esta é uma oportunidade para você 
aperfeiçoar seu desempenho. Preste atenção e tente 
incorporar tais palavras certas em situações apropriadas. 
 
A anos: Daqui a um ano iremos à Europa. (a indica tempo 
futuro) 
Há anos: Não o vejo há meses. (há indica tempo passado) 
Atenção: Há muito tempo já indica passado. Não há 
necessidade de usar atrás, isto é um pleonasmo. 
 
Acerca de: Falávamos acerca de uma solução melhor. (a 
respeito de) 
Há cerca de: Há cerca de dias resolvemos este caso. (faz 
tempo) 
 
Ao encontro de: Sua atitude vai ao encontro da verdade. 
(estar a favor de) 
De encontro a: Minhas opiniões vão de encontro às suas. 
(oposição, choque) 
 
A fim de: Vou a fim de visitá-la. (finalidade) 
Afim: Somos almas afins. (igual, semelhante) 
 
Ao invés de: Ao invés de falar começou a chorar. (oposição, 
ao contrário de) 
Em vez de: Em vez de acompanhar-me, ficou só. (no lugar 
de) 
 
A par: Estamos a par das boas notícias. (bem informado, 
ciente) 
Ao par: O dólar e o euro estão ao par. (de igualdade ou 
equivalência entre valores financeiros – câmbio) 
 
Aprender: O menino aprendeu a lição. (tomar 
conhecimento de) 
Apreender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino. 
(prender) 
 
Baixar: os preços quando não há objeto direto; os preços 
funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos 
supermercados. Vamos comemorar, pessoal! 
Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos 
(sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) 
da gasolina. 
 
Bebedor: Tornei-me um grande bebedor de vinho. (pessoa 
quebebe) 
Bebedouro: Este bebedouro está funcionando bem. 
(aparelho que fornece água) 
 
Bem-Vindo: Você é sempre bem-vindo aqui, jovem. 
(adjetivo composto) 
Benvindo: Benvindo é meu colega de classe. (nome 
próprio) 
 
Câmara: Ficaram todos reunidos na Câmara Municipal. 
(local de trabalho) 
Câmera: Comprei uma câmera japonesa. (aparelho que 
fotografa) 
 
Champanha/Champanhe (do francês): O 
champanha/champanhe está bem gelado. 
 
Cessão: Foi confirmada a cessão do terreno. (ato de doar) 
Sessão: A sessão do filme durou duas horas. (intervalo de 
tempo) 
Seção/Secção: Visitei hoje a seção de esportes. (repartição 
pública, departamento) 
 
Demais: Vocês falam demais, caras! (advérbio de 
intensidade) 
Demais: Chamaram mais dez candidatos, os demais devem 
aguardar. (equivale a “os outros”) 
De mais: Não vejo nada de mais em sua decisão. (opõe-se a 
“de menos”) 
 
Descriminar: O réu foi descriminado; pra sorte dele. 
(inocentar, absolver de crime) 
Discriminar: Era impossível discriminar os caracteres do 
documento. (diferençar, distinguir, separar) 
Descrição: A descrição sobre o jogador foi perfeita. 
(descrever) 
Discrição: Você foi muito discreto. (reservado) 
 
Entrega em domicílio: Fiz a entrega em domicílio. (lugar) 
Entrega a domicílio: Enviou as compras a domicílio. (com 
verbos de movimento) 
 
Espectador: Os espectadores se fartaram da apresentação. 
(aquele que vê, assiste) 
Expectador: O expectador aguardava o momento da 
chamada. (que espera alguma coisa) 
 
Estada: A estada dela aqui foi gratificante. (tempo em algum 
lugar) 
Estadia: A estadia do carro foi prolongada por mais 
algumas semanas. (prazo concedido para carga e descarga) 
 
Fosforescente: Este material é fosforescente. (que brilha 
no escuro) 
Fluorescente: A luz branca do carro era fluorescente. 
(determinado tipo de luminosidade) 
 
Haja: É preciso que não haja descuido. (verbo haver – 1ª 
pessoa singular do presente do subjuntivo) 
Aja: Aja com cuidado, Carlinhos. (verbo agir – 1ª pessoa 
singular do presente do subjuntivo) 
 
Houve: Houve um grande incêndio no centro de São 
Paulo. (verbo haver - 3ª pessoa do singular do pretérito 
perfeito) 
Ouve: A mãe disse: ninguém me ouve. (verbo ouvir - 3ª 
pessoa singular do presente do indicativo) 
 
Mal: Dormi mal. (oposto de bem) 
Mau: Você é um mau exemplo. (oposto de bom) 
 
Mas: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. (ideia contrária) 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 12 
Mais: Há mais flores perfumadas no campo. (opõe-se a 
menos) 
 
Nem um: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la. 
(equivale a nem um sequer) 
Nenhum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso. 
(oposto de algum) 
 
Onde: Onde fica a farmácia mais próxima? (lugar em que se 
está) 
Aonde: Aonde vão com tanta pressa? (ideia de movimento) 
 
Por ora: Por ora chega de trabalhar. (por este momento) 
Por hora: Você deve cobrar por hora. (cada sessenta 
minutos) 
 
Senão: Não fazia coisa nenhuma senão criticar. (caso 
contrário) 
Se não: Se não houver homens honestos, o país não sairá 
desta situação crítica. (se por acaso não) 
 
Tampouco: Não compareceu, tampouco apresentou 
qualquer justificativa. (Também não) 
Tão pouco: Encontramo-nos tão pouco esta semana. 
(intensidade) 
 
Trás ou Atrás: O menino estava atrás da árvore. (lugar) 
Traz: Ele traz consigo muita felicidade. (verbo trazer) 
 
Vultoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. (volumoso) 
Vultuoso: Sua face está vultuosa e deformada. (congestão 
no rosto) 
 
Há menos de= Quando há a ideia de passado, tempo 
transcorrido. Pode ser substituído por "aproximadamente" ou 
"mais ou menos". Ou ainda "faz" (do verbo fazer). 
Exemplo: Ele saiu de casa há menos de dois anos. 
Samuel terminou a obra da casa há menos de seis meses. 
 
A Menos De1= Locução prepositiva. Indica tempo futuro ou 
distância aproximada. 
Exemplo: Passou a menos de um metro do muro. 
A menos de um mês estarei de férias. 
 
Bastante ou Bastantes?2 
Está aí uma palavra-encrenca. O uso de “bastante” depende 
muito de qual função ele está assumindo na frase, podendo ser 
três: adjetivo, advérbio e pronome indefinido. Vejamos os três 
casos. 
Como advérbio 
 
O uso mais comum é usar “bastante” como advérbio, no 
sentido de “muito”. Nesse caso, a palavra está relacionada ao 
verbo, então não sofre flexão e deve ficar sempre no singular. 
Veja exemplo: 
 
 
– O frio é bastante intenso por aqui em julho. 
– As questões formuladas estão bastante ruins. 
– Você já comeu bastante por hoje. 
 
Como adjetivo 
 
Quando usado como adjetivo, “bastante” assume significado 
de “suficiente”, devendo ser flexionado de acordo com o 
substantivo que o acompanha. Veja: 
 
 
1 https://luconcursos.blogspot.com/2016/03/ha-menos-de-ou-menos-
de.html 
– Há motivos bastantes para o divórcio. 
– Os salgados e as bebidas não serão bastantes para a festa. 
– O álibi foi bastante para retirar as acusações. 
 
Como pronome indefinido 
 
Se “bastante” assume a função de pronome, ele deverá 
expressar qualidades ou quantidades não especificadas. Essa 
função é menos usada na nossa língua. 
 
– Bastantes empresas fecharam as portas este mês. 
– Camila tem bastantes amigos na escola. 
– Encontrei bastantes produtos como os que você pediu 
 
Questão 
 
01. (TCM/RJ – Técnico de Controle Externo – 
IBFC/2016) Analise as afirmativas abaixo, dê valores 
Verdadeiro (V) ou Falso (F) quanto ao emprego do acento 
circunflexo estabelecido pelo Novo Acordo Ortográfico. 
( ) O acento permanece na grafia de 'pôde' (o verbo 
conjugado no passado) para diferenciá-la de 'pode' (o verbo 
conjugado no presente). 
( ) O acento circunflexo de 'pôr' (verbo) cai e a palavra terá 
a mesma grafia de 'por' (preposição), diferenciando-se pelo 
contexto de uso. 
( ) a queda do acento na conjugação da terceira pessoa do 
plural do presente do indicativo dos verbos crer, dar, ler, ter, 
vir e seus derivados. 
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de 
cima para baixo. 
(A) V F F 
(B) F V F 
(C) F F V 
(D) F V V 
 
02. (Detran/CE – Vistoriador – UCE-CEV/2018) Na frase 
“... as penalidades são as previstas pelo bom senso...”, a palavra 
destacada é homônima de censo. Assinale a opção em que o 
emprego dos homônimos destacados está adequado. 
(A) O reitor da faculdade solicitou que todos os 
funcionários participassem do censo anual para verificar 
quem realmente está na ativa. 
(B) Foi pedido para que todos os motoristas respondessem 
ao senso, a fim de se obter o número real de carros no pátio da 
universidade. 
(C) Os infratores são penalizados com a “multa moral” por 
não demonstrarem censo crítico. 
(D) Se o infrator tiver censo, saberá o que dizer na hora da 
punição. 
 
Gabarito 
 
01.A / 02.A 
 
Emprego do Porquê 
 
Por 
Que 
Orações Interrogativas 
(pode ser substituído 
por: por qual motivo, por 
qual razão) 
Exemplo: 
Por que devemos nos 
preocupar com o meio 
ambiente? 
2 https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/duvidas-portugues/bastante-
ou-bastantes 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 13 
Equivalendo a “pelo 
qual” 
Exemplo: 
Os motivos por que não 
respondeu são 
desconhecidos. 
Por 
Quê 
Final de frases e seguidos 
de pontuação 
Exemplos: 
Você ainda tem coragem de 
perguntar por quê? 
Você não vai? Por quê? 
Não sei por quê! 
Porque 
Conjunção que indica 
explicação ou causa 
Exemplos: 
A situação agravou-se porque 
ninguém reclamou. 
Ninguém mais o espera,porque ele sempre se atrasa. 
Conjunção de Finalidade 
– equivale a “para que”, 
“a fim de que”. 
Exemplos: 
Não julgues porque não te 
julguem. 
Porquê 
Função de substantivo – 
vem acompanhado de 
artigo ou pronome 
 
Exemplos: 
Não é fácil encontrar o 
porquê de toda confusão. 
Dê-me um porquê de sua 
saída. 
 
1. Por que (pergunta); 
2. Porque (resposta); 
3. Por quê (fim de frase: motivo); 
4. O Porquê (substantivo). 
 
Questões 
 
01. (TJ/SP - Escrevente Técnico Judiciário - VUNESP) 
Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou até 
sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre 
........................ praticar atividade física..........................benefícios 
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas 
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para 
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o 
avanço da idade. 
(Ciência Hoje, março de 2012) 
 
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res-
pectivamente, com: 
(A) porque … trás … previnir 
(B) porque … traz … previnir 
(C) porquê … tras … previnir 
(D) por que … traz … prevenir 
(E) por quê … tráz … prevenir 
 
02. Pref. de Salvador/BA - Técnico de Nível Médio II – 
FGV/2017) 
 
Por que sentimos calafrios e desconforto ao ouvir 
certos sons agudos – como unhas arranhando um quadro-
negro? 
 
Esta é uma reação instintiva para protegermos nossa 
audição. A cóclea (parte interna do ouvido) tem uma 
membrana que vibra de acordo com as frequências sonoras 
que ali chegam. A parte mais próxima ao exterior está ligada à 
audição de sons agudos; a região mediana é responsável pela 
audição de sons de frequência média; e a porção mais final, por 
sons graves. As células da parte inicial, mais delicadas e frágeis, 
são facilmente destruídas – razão por que, ao envelhecermos, 
perdemos a capacidade de ouvir sons agudos. Quando 
frequências muito agudas chegam a essa parte da membrana, 
as células podem ser danificadas, pois, quanto mais alta a 
frequência, mais energia tem seu movimento ondulatório. Isso, 
em parte, explica nossa aversão a determinados sons agudos, 
mas não a todos. Afinal, geralmente não sentimos calafrios ou 
uma sensação ruim ao ouvirmos uma música com notas 
agudas. 
 
Aí podemos acrescentar outro fator. Uma nota de violão 
tem um número limitado e pequeno de frequências – 
formando um som mais “limpo”. Já no espectro de som 
proveniente de unhas arranhando um quadro-negro (ou de 
atrito entre isopores ou entre duas bexigas de ar) há um 
número infinito delas. Assim, as células vibram de acordo com 
muitas frequências e aquelas presentes na parte inicial da 
cóclea, por serem mais frágeis, são lesadas com mais 
facilidade. Daí a sensação de aversão a esse sons agudos e 
“crus”. 
Ronald Ranvaud, Ciência Hoje, nº 282. 
 
Assinale a frase em que a grafia do vocábulo sublinhado 
está equivocada. 
(A) Por que sentimos calafrios? 
(B) A razão porque sentimos calafrios é conhecida. 
(C) Qual o porquê de sentirmos calafrios? 
(D) Sentimos calafrios porque precisamos defender nossa 
audição. 
(E) Sentimos calafrios por quê? 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.B 
 
 
 
ACENTUAÇÃO 
 
Acentuação Tônica 
 
Implica na intensidade com que são pronunciadas as 
sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma mais 
acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As demais, como 
são pronunciadas com menos intensidade, são denominadas 
de átonas. 
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas 
como oxítona, paroxítona e proparoxítonas, independente de 
levar acento gráfico: 
 
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a 
última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel 
 
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se 
evidencia na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – 
retrato – passível 
 
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se 
evidencia na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – 
tímpano – médico – ônibus 
 
Como podemos observar, mediante todos os exemplos 
mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas 
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente, no 
qual são os chamados de monossílabos, que quando 
pronunciados apresentam certa diferenciação quanto à 
intensidade. 
Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos 
em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos 
observar no exemplo a seguir: 
 
“Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor.” 
Acentuação gráfica; 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 14 
Os monossílabos em destaque classificam-se como 
tônicos; os demais, como átonos (que, em e de). 
 
Acentos Gráficos 
 
Acento agudo (´) – colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e 
sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam 
as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, 
parabéns. 
 
Acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” 
e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado. Ex.: tâmara – 
Atlântico – pêssego – supôs 
 
Acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com 
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles 
 
Trema )¨( – de acordo com a nova regra, foi totalmente 
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras 
derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: mülleriano (de 
Müller) 
 
Til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais 
nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã 
 
Regras Fundamentais 
 
Palavras oxítonas - acentuam-se todas as oxítonas 
terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): 
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s). 
 
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: 
 
Monossílabos tônicos - terminados em “a”, “e”, “o”, 
seguidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há 
 
Formas verbais - terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, 
seguidas de lo, la, los, las. Ex.: respeitá-lo – percebê-lo – compô-
lo 
 
Paroxítonas - acentuam-se as palavras paroxítonas 
terminadas em: 
- i, is 
táxi – lápis – júri 
- us, um, uns 
vírus – álbuns – fórum 
- l, n, r, x, ps 
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps 
- ã, ãs, ão, ãos 
ímã – ímãs – órfão – órgãos 
 
Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que essa 
palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são 
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará 
mais fácil a memorização! 
 
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de 
“s”. Ex.: água – pônei – mágoa – jóquei 
 
Regras Especiais 
 
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos 
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento de 
acordo com a nova regra, mas desde que estejam em palavras 
paroxítonas. 
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma 
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são 
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. 
Ex.: 
 
Antes Agora 
assembléia assembleia 
idéia ideia 
jibóia jiboia 
apóia (verbo apoiar) apoia 
 
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, 
acompanhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca 
– baú – país – Luís 
 
Observação importante: Não serão mais acentuados “i” e 
“u” tônicos, formando hiato quando vierem depois de 
ditongo. Ex.: 
 
Antes Agora 
bocaiúva bocaiuva 
feiúra feiura 
 
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando 
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: Ra-ul, ru-im, con-
tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz 
 
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem 
seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha, ven-to-i-nha. 
 
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem 
precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba 
 
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, 
com“u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” 
não serão mais acentuadas. Ex.: 
 
Antes Agora 
apazigúe (apaziguar) apazigue 
argúi (arguir) argui 
 
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido. 
Ex.: 
Antes Agora 
crêem creem 
vôo voo 
 
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos 
que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais 
acento como antes: CRER, DAR, LER e VER. 
 
Repare: 
1) O menino crê em você 
 Os meninos creem em você. 
2) Elza lê bem! 
 Todas leem bem! 
3) Espero que ele dê o recado à sala. 
 Esperamos que os dados deem efeito! 
4) Rubens vê tudo! 
 Eles veem tudo! 
 
Cuidado! Há o verbo vir: 
Ele vem à tarde! 
Eles vêm à tarde! 
 
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do 
plural de: 
ele tem – eles têm 
ele vem – eles vêm (verbo vir) 
 
A regra prevalece também para os verbos conter, obter, 
reter, deter, abster. 
ele contém – eles contêm 
ele obtém – eles obtêm 
ele retém – eles retêm 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 15 
ele convém – eles convêm 
 
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes 
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes 
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções, 
como: 
Pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do 
indicativo). 
Pode (terceira pessoa do singular do presente do 
indicativo). Ex.: 
Ela pode fazer isso agora. 
Elvis não pôde participar porque sua mãe não deixou. 
 
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da 
preposição por. Ex.: 
Faço isso por você. 
Posso pôr (colocar) meus livros aqui? 
 
Questões 
 
01. “Cadáver” é paroxítona, pois: 
(A) Tem a última sílaba como tônica. 
(B) Tem a penúltima sílaba como tônica. 
(C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica. 
(D) Não tem sílaba tônica. 
 
02. Indique a alternativa em que todas as palavras devem 
receber acento. 
(A) virus, torax, ma. 
(B) caju, paleto, miosotis. 
(C) refem, rainha, orgão. 
(D) papeis, ideia, latex. 
(E) lotus, juiz, virus. 
 
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente, 
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo 
mesmo motivo que: 
(A) túnel 
(B) voluntário 
(C) até 
(D) insólito 
(E) rótulos 
 
04. Analise atentamente a presença ou a ausência de 
acento gráfico nas palavras abaixo e indique a alternativa em 
que não há erro: 
(A) ruím - termômetro - táxi – talvez. 
(B) flôres - econômia - biquíni - globo. 
(C) bambu - através - sozinho - juiz 
(D) econômico - gíz - juízes - cajú. 
(E) portuguêses - princesa - faísca. 
 
05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO: 
(A) saúde 
(B) cooperar 
(C) ruim 
(D) creem 
(E) pouco 
 
Gabarito 
1.B / 2.A / 3.B / 4.C / 5.E 
 
 
 
 
3 PESTANA, Fernando. A Gramática para concursos. Elsevier. 2013.. 
 
 
SÍLABA 
 
A sílaba é, normalmente, um grupo de fonemas centrados 
numa vogal. Toda sílaba é expressa numa só emissão de voz, 
havendo breves pausas entre cada sílaba. 
Isso fica mais perceptível quando pronunciamos uma 
palavra bem pausadamente. 
Por isso, intuitivamente, a melhor maneira de separar as 
sílabas é falar bem pausadamente a palavra. Exemplo: FO... 
NO... LO... GI... A. Percebeu?3 
Fique sabendo que a base da sílaba é a vogal e, sem ela, não 
há sílaba, ok? Há palavras com apenas uma vogal formando 
cada sílaba: aí, que se pronuncia a-í (duas sílabas). 
Quanto ao número de sílabas, as palavras classificam-se 
em: 
- Monossílabas (uma vogal, uma sílaba): mão. 
- Dissílabas (duas vogais, duas sílabas): man-ga. 
- Trissílabas (três vogais, três sílabas): man-guei-ra. 
- Polissílabas (mais de três vogais, mais de três sílabas): 
man-guei-ren-se. 
 
Ou quem sabe esta: pneu-mo-ul-tra-mi-cros-co-pi-cos-si-
li-co-vul-ca-no-co-nió-ti-co. 
Se eu ainda sei contar, são 20 vogais, logo 20 sílabas. 
Quanto à tonicidade, há sílaba tônica (alta intensidade na 
pronúncia) e átona (baixa intensidade na pronúncia). Sempre 
há apenas uma (1) sílaba tônica por palavra. Ela se encontra 
em uma das três sílabas finais da palavra (isto é, se a palavra 
apresentar três sílabas). 
Dica: se houver acento agudo ou circunflexo em uma das 
vogais, aí estará a sílaba tônica da palavra. 
 
Divisão Silábica 
 
A divisão silábica deve ser feita normalmente a partir da 
soletração. Usa-se o hífen para marcar a separação silábica. 
 
Não se separam: 
- Ditongos e Tritongos 
Exemplos: foi-ce, a-ve-ri-guou; 
 
- Dígrafos: ch, lh, nh, gu, qu. 
Exemplos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; 
 
- Encontros consonantais que iniciam a sílaba. 
Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co; 
 
Separam-se: 
- Vogais dos hiatos. 
Exemplos: ca-a-tin-ga, fi-el, sa-ú-de; 
 
- Letras dos dígrafos: rr, ss, sc, sç xc. 
Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-
te; 
- Encontros consonantais das sílabas internas, excetuando-
se aqueles em que a segunda consoante é l ou r. 
Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car. 
 
Acento Tônico 
 
Ao pronunciar uma palavra de duas ou mais sílabas, 
percebe-se que há sempre uma sílaba de maior intensidade 
sonora em comparação com as demais. Exemplo: 
Divisão silábica; 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 16 
Calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. 
Faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. 
Sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. 
 
Classificação da sílaba quanto à intensidade 
-Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade. 
- Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade. 
- Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. 
Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, 
correspondendo à tônica da palavra primitiva. 
 
Classificação das palavras quanto à posição da sílaba 
tônica 
De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da 
língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são 
classificados em: 
- Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Ex.: 
avó, urubu, parabéns. 
- Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima. 
Ex.: dócil, suavemente, banana. 
- Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a 
antepenúltima. Ex.: máximo, parábola, íntimo. 
 
Observações: 
- São palavras oxítonas: cateter, mister, Nobel, novel, ruim, 
sutil, transistor, ureter. 
- São palavras paroxítonas: avaro, aziago, boêmia, 
caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano, filantropo, 
fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico, inaudito, 
intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia (alguns 
dicionários admitem também necrópsia), Normandia, pegada, 
policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido (a). 
- São palavras proparoxítonas: aerólito, bávaro, bímano, 
crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano, 
trânsfuga. 
- As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla 
tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, 
Oceânia/Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, 
réptil/reptil, zângão/zangão. 
 
Questões 
01. 
A carta de amor 
 
No momento em que Malvina ia pôr a frigideira no fogo, 
entrou a cozinheira com um envelope na mão. Isso bastou para 
que ela se tornasse nervosa. Seu coração pôs-se a bater 
precipitadamente e seu rosto se afogueou. Abriu-o com gesto 
decisivo e extraiu um papel verde-mar, sobre o qual se liam, 
em caracteres energéticos, masculinos, estas palavras: “Você 
será amada...”. 
Malvina empalideceu, apesar de já conhecer o conteúdo 
dessa carta verde-mar,que recebia todos os dias, havia já uma 
semana. Malvina estava apaixonada por um ente invisível, por 
um papel verde-mar, por três palavras e três pontos de 
reticências: “Você será amada...”. Há uma semana que vivia 
como ébria. 
Olhava para a rua e qualquer olhar de homem que se 
cruzasse com o seu, lhe fazia palpitar tumultuosamente o 
coração. Se o telefone tilintava, seu pensamento corria célere: 
talvez fosse “ele”. Se não conhecesse a causa desse transtorno, 
por certo Malvina já teria ido consultar um médico de doenças 
nervosas. Mandara examinar por um grafólogo a letra dessa 
carta. Fora em todas as papelarias à procura desse papel 
verde-mar e, inconscientemente, fora até o correio ver se 
descobria o remetente no ato de atirar o envelope na caixa. 
Tudo em vão. Quem escrevia conseguia manter-se 
incógnito. Malvina teria feito tudo quanto ele quisesse. 
Nenhum empecilho para com o desconhecido. Mas para que 
ela pudesse realizar o seu sonho, era preciso que ele se 
tornasse homem de carne e osso. Malvina imaginava-o alto, 
moreno, com grandes olhos negros, forte e espadaúdo. 
O seu cérebro trabalhava: seria ele casado? Não, não o era. 
Seria pobre? Não podia ser. Seria um grande industrial? Quem 
sabe? 
As cartas de amor, verde-mar, haviam surgido na vida de 
Malvina como o dilúvio, transformando-lhe o cérebro. 
Afinal, no décimo dia, chegou a explicação do enigma. Foi 
uma coisa tão dramática, tão original, tão crível, que Malvina 
não teve nem um ataque de histerismo, nem uma crise de 
cólera. Ficou apenas petrificada. 
 “Você será amada... se usar, pela manhã, o creme de beleza 
Lua Cheia. O creme Lua Cheia é vendido em todas as farmácias 
e drogarias. Ninguém resistirá a você, se usar o creme Lua 
Cheia. 
Era o que continha o papel verde-mar, escrito em enérgicos 
caracteres masculinos. 
Ao voltar a si, Malvina arrastou-se até o telefone: 
-Alô! É Jorge quem está falando? Já pensei e resolvi casar-
me com você. Sim, Jorge, amo-o! Ora, que pergunta! Pode vir. 
A voz de Jorge estava rouca de felicidade! 
E nunca soube a que devia tanta sorte! 
 (André Sinoldi) 
 
Assinale a opção em que as duas palavras foram 
corretamente separadas em sílabas. 
(A) in-cóg-ni-to; trans-tor-no 
(B) in-co-ns-ci-en-te-men-te; é-bria 
(C) em-pa-li-de-ce-u; a pa-i-xo-na-da 
(D) tu-mul-tuo-sa-men-te; e- ni-gma 
(E) re-ti-cên-ci-as; em-pe-cil-ho 
 
02. Assinale o item em que todas as sílabas estão 
corretamente separadas: 
(A) a-p-ti-dão; 
(B) so-li-tá-ri-o; 
(C) col-me-ia; 
(D) ar-mis-tí-cio; 
(E) trans-a-tlân-ti-co. 
 
Leia o texto e responda à questão 03. 
 
O Mirante do Sertão 
 
Parque ambiental que, segundo dados da Sudema, possui 
aproximadamente 500 hectares de área composta de espécies 
de Mata Atlântica e Caatinga, a Serra do Jabre é reconhecida 
pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como uma das 
maiores fontes de pesquisas biológicas do país, pois possui 
espécies endêmicas que só existem aqui na reserva ecológica e 
devem ser fruto de estudo para evitar extinção de exemplares 
raros da fauna e da flora. O Parque possui 1.197 metros de 
altitude e é um observatório natural que permite que os 
visitantes contemplem do alto toda cobertura vegetal 
acompanhada de relevos e fontes de água dos municípios 
vizinhos. Uma paisagem rica em belezas naturais, que atrai a 
atenção de turistas brasileiros e estrangeiros. 
(...) O Pico do Jabre surpreende por suas belezas, clima 
agradável e uma visão de encher de entusiasmo e energia 
positiva qualquer visitante. Com uma panorâmica de 130 km 
de visão, de onde se pode ver, a olho nu, os Estados do Rio 
Grande do Norte e Pernambuco, o Mirante do Sertão, título 
mais que merecido, é um dos lugares mais belos da Paraíba, 
com potencialidade para se tornar um dos complexos 
turísticos mais bem visitados do Estado. 
(...) Cenário ideal para os praticantes de esportes radicais, 
o Pico do Jabre atrai turistas de todas as partes do país, 
equipados com seus acessórios de segurança. A existência de 
trilhas fechadas é outro atrativo para os desportistas, 
incansáveis na busca de aventura. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 17 
O entorno do Parque Estadual do Pico do Jabre abrange 
cinco municípios com atividades econômicas voltadas para a 
agricultura. A turística no meio rural é uma das perspectivas 
para o desenvolvimento desta economia. O Parque Estadual do 
Pico do Jabre, dentro da malha turística do estado da Paraíba, 
com roteiros alternativos envolvendo esportes, cultura, 
gastronomia e lazer, traz benefícios a uma população, com a 
geração de mais empregos. 
O Parque Ecológico, como atrativo turístico natural desta 
região, faz surgir novos serviços, tais como mateiros, guias, 
taxistas, cozinheiros, dentre outros, os quais estão 
diretamente ligados ao visitante. Os novos empreendimentos 
que surgirão, vão gerar recursos utilizados para a adequação 
da infraestrutura local. Assim, surgirão novos horizontes para 
a região do entorno do Pico do Jabre, contribuindo para 
permanência de sua população, que não mais migrará em 
busca de empregos e melhor qualidade de vida. Com a 
preservação da natureza, que está pronta para despertar uma 
nova visão desta atividade tão promissora que é o turismo no 
meio rural. 
(http://www.matureia.pb.gov.br). 
 
03. Algumas palavras do texto estão escritas com acento. 
Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras turística, 
agradável e país são RESPECTIVAMENTE: 
(A) Paroxítona - oxítona - proparoxítona. 
(B) Proparoxítona - oxítona - paroxítona. 
(C) Paroxítona - paroxítona - proparoxítona. 
(D) Proparoxítona - paroxítona - paroxítona. 
(E) Proparoxítona - paroxítona - oxítona. 
 
04. (Pref. de Cipotânea/MG -Operador de Máquinas 
Pesadas - REIS & REIS) Marque a opção em que a sílaba tônica 
está marcada incorretamente: 
(A) Estrela. 
(B) Futebol. 
(C) Remendados. 
(D) Mínimo. 
 
05. Leia o texto abaixo e, depois, responda a questão. 
 
As algas 
 
As algas 
das águas salgadas 
são mais amadas, 
são mais amargas 
 
As algas marinhas 
não andam sozinhas, 
de um reino maravilhoso 
são as rainhas. 
 
As algas muito amigas 
inventam cantigas 
pra embalar 
os habitantes do mar. 
 
As algas tão sábias 
são cheias de lábias 
se jogam sem medo 
e descobrem 
o segredo 
mais profundo 
que há bem no fundo 
do mar. 
 
As algas em seus verdores 
são plantas e são flores. 
Um pouco de tudo: de bichos, de gente, de flores, de Elias 
(José. São Paulo: Paulinas, 1982.) 
Escolha a alternativa em que a palavra retirada do texto 
apresenta-se com a sua correta justificativa de acentuação 
gráfica. 
(A) “águas” – oxítona terminada em ditongo. 
(B) “sábias” – proparoxítona terminada em ditongo. 
(C) “lábias” – paroxítona terminada em s. 
(D) “há” – monossílaba tônica terminada em a(s). 
 
06. Assinale a alternativa em que a divisão silábica de 
todas as palavras está correta: 
(A) e – nig – ma / su – bju – gar / rai – nha 
(B) co – lé – gi – o / pror – ro – gar / je – suí – ta 
(C) res – sur – gir / su – bli – nhar / fu – gi – u 
(D) i – guais / ca- ná – rio / due – lo 
(E) in – te – lec – ção / mi – ú – do / sa – guões 
 
07. Dadas as palavras: 
1) des – a – ten – to 
2) sub – es – ti – mar 
3) trans – tor – no 
 
Constatamos que a separação silábica está correta: 
(A) apenas em 1. 
(B) apenas em 2. 
(C) apenas em 3. 
(D) em todas as palavras. 
(E) n.d.a 
 
08. Os vocábulos abaixo aparecem separados em sílabas. 
Assinale aquele em que a separação não obedece às normas do 
sistema ortográfico vigente: 
(A) car-re-ga-dos; 
(B) es-tá-tuas; 
(C) cam-ba-Iei-a; 
(D) es-pi-ra-is; 
(E) es-cal-da-vam. 
 
09. Há erro de divisão silábica em uma das séries. 
Assinale-a: 
(A) ist-mo, á-gua, pror-ro-gar, trans-a-tlân-ti-co, cai-ais; 
(B) pneu, nup-ci-al, bi-sa-vô,flu-iu, su-bo-fi-ci-al; 
(C) ne-crop-si-a, ru-a, sais, prai-a, cou-sa; 
(D) ap-to, de-sá-gua, jói-a, mne-mô-ni-ca, dor; 
(E) ad-li-ga-ção, sub-lin-gual, a-ven-tu-ra, sa-ir, ca-í-da. 
 
10. A divisão silábica só não está correta em: 
(A) cor-rup-ção; 
(B) su-bli-nhar; 
(C) subs-cri-ção; 
(D) sé-rie; 
(E) a-ve-ri-gue 
 
Gabarito 
01.A / 02.D / 03.E / 04.C / 05.D / 06.E / 07.C / 08.D / 
09.A / 10.B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 18 
 
 
FONOLOGIA – ESTRUTURA FONÉTICA 
 
Fonologia 
 
Fonologia4 é o ramo da linguística que estuda o sistema 
sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira como os fones ou 
fonemas (sons) se organizam dentro de uma língua, classifica-
os em unidades capazes de distinguir significados. 
A Fonologia estuda o ponto de vista funcional dos 
Fonemas. 
 
Estrutura Fonética 
 
Fonema 
O fonema5 é a menor unidade sonora da palavra e exerce 
duas funções: formar palavras e distinguir uma palavra da 
outra. Veja o exemplo: 
 
C + A + M + A = CAMA. Quatro fonemas (sons) se 
combinaram e formaram uma palavra. Se substituirmos agora 
o som M por N, haverá uma nova palavra, CANA. 
 
A combinação de diferentes fonemas permite a formação 
de novas palavras com diferentes sentidos. Portanto, os 
fonemas de uma língua têm duas funções bem importantes: 
formar palavras e distinguir uma palavra da outra. 
 
Ex.: mim / sim / gim... 
 
Letra 
A letra é um símbolo que representa um som, é a 
representação gráfica dos fonemas da fala. É bom saber dois 
aspectos da letra: pode representar mais de um fonema ou 
pode simplesmente ajudar na pronúncia de um fonema. 
Por exemplo, a letra X pode representar os sons X 
(enxame), Z (exame), S (têxtil) e KS (sexo; neste caso a letra X 
representa dois fonemas – K e S = KS). Ou seja, uma letra pode 
representar mais de um fonema. 
Às vezes a letra é chamada de diacrítica, pois vem à direita 
de outra letra para representar um fonema só. Por exemplo, na 
palavra cachaça, a letra H não representa som algum, mas, 
nesta situação, ajuda-nos a perceber que CH tem som de X, 
como em xaveco. 
Vale a pena dizer que nem sempre as palavras apresentam 
número idêntico de letras e fonemas. 
 
Ex.: bola > 4 letras, 4 fonemas 
 guia > 4 letras, 3 fonemas 
 
Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e 
consoantes. 
 
Vogais 
São fonemas produzidos livremente, sem obstrução da 
passagem do ar. São mais tônicos, ou seja, têm a pronúncia 
mais forte que as semivogais. São o centro de toda sílaba. 
Podem ser orais (timbre aberto ou fechado) ou nasais 
(indicadas pelo ~, m, n). As vogais são A, E, I, O, U, que podem 
ser representadas pelas letras abaixo. Veja: 
 
 
4 http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/ 
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/fonologia.htm. 
A: brasa (oral), lama (nasal) 
E: sério (oral), entrada (oral, timbre fechado), dentro 
(nasal) 
I: antigo (oral), índio (nasal) 
O: poste (oral), molho (oral, timbre fechado), longe (nasal) 
U: saúde (oral), juntar (nasal) 
Y: hobby (oral) 
 
Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou átonas. 
Tônica aquela pronunciada com maior intensidade. Ex.: 
café, bola, vidro. 
Átona aquela pronunciada com menor intensidade. Ex.: 
café, bola, vidro. 
 
Semivogais 
São as letras “e”, “i”, “o”, “u”, representadas pelos fonemas 
(e, y, o, w), quando formam sílaba com uma vogal. Ex.: No 
vocábulo “história” a sílaba “ria” apresenta a vogal “a” e a 
semivogal “i”. 
 
Os fonemas semivocálicos (ou semivogais) têm o som de I 
e U (apoiados em uma vogal, na mesma sílaba). São menos 
tônicos (mais fracos na pronúncia) que as vogais. São 
representados pelas letras I, U, E, O, M, N, W, Y. Veja: 
- pai: a letra I representa uma semivogal, pois está apoiada 
em uma vogal, na mesma sílaba. 
- mouro: a letra U representa uma semivogal, pois está 
apoiada em uma vogal, na mesma sílaba. 
- mãe: a letra E representa uma semivogal, pois tem som 
de I e está apoiada em uma vogal, na mesma sílaba. 
- pão: a letra O representa uma semivogal, pois tem som de 
U e está apoiada em uma vogal, na mesma sílaba. 
- cantam: a letra M representa uma semivogal, pois tem 
som de U e está apoiada em uma vogal, na mesma sílaba (= 
cantãu). 
- dancem: a letra M representa uma semivogal, pois tem 
som de I e está apoiada em uma vogal, na mesma sílaba (= 
dancẽi). 
- hífen: a letra N representa uma semivogal, pois tem som 
de I e está apoiada em uma vogal, na mesma sílaba (= hífẽi). 
- glutens: a letra N representa uma semivogal, pois tem 
som de I e está apoiada em uma vogal, na mesma sílaba (= 
glutẽis). 
- windsurf: a letra W representa uma semivogal, pois tem 
som de U e está apoiada em uma vogal, na mesma sílaba. 
- office boy: a letra Y representa uma semivogal, pois tem 
som de I e está apoiada em uma vogal, na mesma sílaba. 
 
Quadro de vogais e semivogais 
Fonemas Regras 
A Apenas VOGAL 
 
E - O 
VOGAIS, exceto quando está com A ou 
quando estão juntas 
(Neste caso a segunda é semivogal) 
 
I - U 
SEMIVOGAIS, exceto quando formam um 
hiato ou quando estão juntas 
(Neste caso a letra “I” é vogal) 
AM 
Quando aparece no final da palavra é 
SEMIVOGAL. 
Ex.: Dançam 
EM - EN 
Quando aparecem no final de palavras são 
SEMIVOGAIS. 
Ex.: Montem / Pólen 
 
Consoantes 
São fonemas produzidos com interferência de um ou mais 
órgãos da boca (dentes, língua, lábios). Todas as demais letras 
5 PESTANA, Fernando. A gramática para concursos públicos. – 1. ed. – Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2013. 
Fonética e fonologia: som e 
fonema, encontros vocálicos e 
consonantais; 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 19 
do alfabeto representam, na escrita, os fonemas consonantais: 
B, C, D, F, G, H, J, K, L, M, N, P, Q, R, S, T, V, W (com som de V, 
Wagner), X, Z. 
 
Encontros Vocálicos 
 
Como o nome sugere, é o contato entre fonemas vocálicos. 
Há três tipos: 
 
Hiato 
Ocorre hiato quando há o encontro de duas vogais, que 
acabam ficando em sílabas separadas (Vogal – Vogal), porque 
só pode haver uma vogal por sílaba. 
Ex.: sa-í-da, ra-i-nha, ba-ús, ca-ís-te, tu-cu-mã-í, su-cu-u-
ba, ru-im, jú-ni-or. 
 
Ditongo 
Existem dois tipos: crescente ou decrescente (oral ou 
nasal). 
 
Crescente (SV + V, na mesma sílaba). Ex.: magistério 
(oral), série (oral), várzea (oral), quota (oral), quatorze (oral), 
enquanto (nasal), cinquenta (nasal), quinquênio (nasal). 
 
Decrescente (V + SV, na mesma sílaba). Ex.: item (nasal), 
amam (nasal), sêmen (nasal), cãibra (nasal), caule (oral), 
ouro (oral), veia (oral), fluido (oral), vaidade (oral). 
 
Tritongo 
O tritongo é a união de SV + V + SV na mesma sílaba; pode 
ser oral ou nasal. Ex.: saguão (nasal), Paraguai (oral), 
enxáguem (nasal), averiguou (oral), deságuam (nasal), aguei 
(oral). 
 
Encontros Consonantais 
Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal 
intermediária. Ex.: flor, grade, digno. 
 
Dígrafos: duas letras representadas por um único fonema. 
Ex.: passo, chave, telha, guincho, aquilo. 
 
Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos. 
- Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç 
(desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr 
(ferro), gu (guerra). 
- Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, vento), 
im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un (tumba, 
mundo). 
 
Lembre-se: nos dígrafos, as duas letras representam um 
só fonema; nos encontros consonantais, cada letra representa 
um fonema.Questões 
 
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as 
letras que a compõem é: 
(A) importância 
(B) milhares 
(C) sequer 
(D) técnica 
(E) adolescente 
 
02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não 
um, mas dois fonemas? 
(A) exemplo 
(B) complexo 
(C) próximos 
(D) executivo 
(E) luxo 
03. (Pref. Caucaia/CE - Agente de Suporte a 
Fiscalização - CETREDE/2016) Assinale a opção em que o x 
de todos os vocábulos não tem o som de /ks/. 
(A) tóxico – axila – táxi. 
(B) táxi – êxtase – exame. 
(C) exportar – prolixo – nexo. 
(D) tóxico – prolixo – nexo. 
(E) exército – êxodo – exportar. 
 
04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos 
apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, 
ditongo. 
(A) jamais / Deus / luar / daí 
(B) joias / fluir / jesuíta / fogaréu 
(C) ódio / saguão / leal / poeira 
(D) quais / fugiu / caiu / história 
 
05. (Pref. João Pessoa/PB - Enfermeiro - AOCP/2018) 
Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam 
dígrafos. 
(A) crescente - investir - interesse. 
(B) estabelecimento - naquela - misterioso. 
(C) dinheiro - criada - naquela. 
(D) crescente - estabelecimento - misterioso. 
 
Gabarito 
01.D / 02.B / 03.E / 04.B / 05.A 
 
 
 
CLASSES DE PALAVRAS 
 
Em Classes de Palavras, estudaremos artigo, substantivo, 
adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, 
interjeição e conjunção. E dentro de cada uma, abordaremos 
seu emprego e quando houver, sua flexão. 
 
Artigo 
 
É a palavra que acompanha o substantivo, indicando-lhe o 
gênero e o número, determinando-o ou generalizando-o. Os 
artigos podem ser: 
Definidos: o, a, os, as; determinam os substantivos, trata de 
um ser já conhecido; denota familiaridade: “A grande reforma 
do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do 
médio.” 
Indefinidos: um, uma, uns, umas; Trata-se de um ser 
desconhecido, dá ao substantivo valor vago: “...foi chegando 
um caboclinho magro, com uma taquara na mão.” (A. Lima) 
 
Usa-se o artigo definido: 
- com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados 
foram punidos. 
- com nomes próprios geográficos de estado, país, oceano, 
montanha, rio, lago: o Brasil, o rio Amazonas, a Argentina, o 
oceano Pacífico. Ex.: Conheço o Canadá mas não conheço 
Brasília. 
- depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos 
os vinte atletas participarão do campeonato. 
- com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais 
lindas flores da floricultura. 
Morfologia: classes de 
palavras variáveis e 
invariáveis e seus empregos 
no texto; Tempos simples e 
compostos dos verbos; 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 20 
- com a palavra outro, com sentido determinado: Marcelo 
tem dois amigos: Rui é alto e lindo, o outro é atlético e 
simpático. 
- antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da 
primavera vem o verão. 
- com expressões de peso e medida: O álcool custa um real 
o litro. (=cada litro) 
 
Não se usa o artigo definido: 
- antes de pronomes de tratamento iniciados por 
possessivos: Vossa Excelência, Vossa Senhoria. Ex.: Vossa 
Alteza estará presente ao debate? 
- antes de nomes de meses: O campeonato aconteceu em 
maio de 2002. 
- alguns nomes de países, como Espanha, França, 
Inglaterra, Itália podem ser construídos sem o artigo, 
principalmente quando regidos de preposição. Ex.: “Viveu 
muito tempo em Espanha.” 
- antes de todos / todas + numeral: Eles são, todos 
quatro, amigos de João Luís e Laurinha. 
- antes de palavras que designam matéria de estudo, 
empregadas com os verbos: aprender, estudar, cursar, 
ensinar. Ex.: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês. 
 
O uso do artigo é facultativo: 
- antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência 
é irritante. 
- antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou 
Luciana / a Luciana? 
- “Daqui para a frente, tudo vai ser diferente.” (Para a 
frente: exige a preposição) 
 
Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao 
/ de + o, a = do, da / em + o, a = no, na / por + o, a = pelo, pela. 
 
Usa-se o artigo indefinido: 
- para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns 
oito anos. 
- antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em 
pares: Usava umas calças largas e umas botas longas. 
- em linguagem coloquial, com valor intensivo: Rafaela é 
uma meiguice só. 
- para comparar alguém com um personagem célebre: Luís 
August é um Rui Barbosa. 
 
O artigo indefinido não é usado: 
- em expressões de quantidade: pessoa, porção, parte, 
gente, quantidade. Ex.: Reservou para todos boa parte do lucro. 
- com adjetivos como: escasso, excessivo, suficiente. Ex.: 
Não há suficiente espaço para todos. 
- com substantivo que denota espécie. Ex.: Cão que ladra 
não morde. 
 
Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e 
em + um, uma = num, numa, dum, duma. 
 
O artigo (o, a, um, uma) anteposto a qualquer palavra 
transforma-a em substantivo. O ato literário é o conjunto do 
ler e do escrever. 
 
Questões 
 
01. (Banestes - Analista Econômico Financeiro - Gestão 
Contábil - FGV/2018) A frase abaixo em que o emprego do 
artigo mostra inadequação é: 
(A) Todas as coisas que hoje se creem antiquíssimas já 
foram novas; 
(B) Cuidado com todas as coisas que requeiram roupas 
novas; 
(C) Todos os bons pensamentos estão presentes no 
mundo, só falta aplicá-los; 
(D) Em toda a separação existe uma imagem da morte; 
(E) Alegria de amor dura apenas um instante, mas 
sofrimento de amor dura toda a vida. 
 
02. (IF/AP – Auxiliar em Administração – 
FUNIVERSA/2016) 
 
 
Internet: <http://educacaoepraxis.blogspot.com.br>. 
 
No segundo quadrinho, correspondem, respectivamente, a 
substantivo, pronome, artigo e advérbio: 
(A) “guerra”, “o”, “a” e “por que”. 
(B) “mundo”, “a”, “o” e “lá”. 
(C) “quando”, “por que”, “e” e “lá”. 
(D) “por que”, “não”, “a” e “quando”. 
(E) “guerra”, “quando”, “a” e “não”. 
 
03. (SESAP/RN - Técnico em Enfermagem - 
COMPERVE/2018) 
 
Nas décadas subsequentes, vários estudos 
correlacionaram os hábitos dos pacientes como fatores de 
risco para doenças cardiovasculares. Sedentarismo, 
tabagismo, obesidade, entre outros, aumentam drasticamente 
as chances de enfarte. 
 
Com relação à quantidade de artigos no trecho, há 
(A) cinco. 
(B) três. 
(C) quatro. 
(D) dois. 
 
04. (Prefeitura Tanguá/RJ - Técnico de Enfermagem - 
MS Concursos/2017) Considere as afirmações sobre artigo e 
numeral e assinale a alternativa correta: 
I - Algumas palavras que atendem o substantivo, como um, 
em “um dia”, podem modificar-lhe o sentido. Podemos 
entender a expressão como “um dia qualquer” e também como 
“um único dia.” Na primeira situação, a palavra um é artigo; na 
segunda, um é numeral. 
II - Artigo é a palavra que antecede o substantivo, 
definindo-o ou indefinindo-o. Numeral é a palavra que 
expressa quantidade exata de pessoas ou coisas, ou lugar que 
elas ocupam numa determinada sequência. 
III - Os numerais classificam-se em: cardinais (designam 
uma quantidade de seres); ordinais (indicam série, ordem, 
posição); multiplicativos (expressam aumento proporcional a 
um múltiplo da unidade); fracionários (denotam diminuição 
proporcional a divisões, frações da unidade). 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 21 
IV - O numeral pode referir-se a um substantivo ou 
substituí-lo; no primeiro caso, é numeral substantivo; no 
segundo, numeral adjetivo. 
 
(A) Apenas II, III e IV estão corretas. 
(B) Apenas I, III e IV estão corretas. 
(C)Apenas I, II e III estão corretas. 
(D) Apenas I, II e IV estão corretas. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.E / 03.C / 04.C 
 
Substantivo 
 
É a palavra que dá nomes aos seres. Inclui os nomes de 
pessoas, de lugares, coisas, entes de natureza espiritual ou 
mitológica: vegetação, sereia, cidade, anjo, árvore, respeito, 
criança. 
 
Classificação 
- Comuns: nomeiam os seres da mesma espécie. Ex.: 
menina, piano, estrela, rio, animal, árvore. 
- Próprios: referem-se a um ser em particular. Ex.: Brasil, 
América do Norte, Deus, Paulo, Lucélia. 
- Concretos: são aqueles que têm existência própria; são 
independentes; reais ou imaginários. Ex.: mãe, mar, água, anjo, 
alma, Deus, vento, saci. 
- Abstrato: são os que não têm existência própria; depende 
sempre de um ser para existir. Designam qualidades, 
sentimentos, ações, estados dos seres: dor, doença, amor, fé, 
beijo, abraço, juventude, covardia. Ex.: É necessário alguém ser 
ou estar triste para a tristeza manifestar-se. 
 
Formação 
- Simples: são aqueles formados por apenas um radical: 
chuva, tempo, sol, guarda. 
- Compostos: são os que são formados por mais de dois 
radicais: guarda-chuva, girassol, água-de-colônia. 
- Primitivos: são os que não derivam de outras palavras; 
vieram primeiro, deram origem a outras palavras. Ex.: ferro, 
Pedro, mês, queijo. 
- Derivados: são formados de outra palavra já existente; 
vieram depois. Ex.: ferradura, pedreiro, mesada, requeijão. 
- Coletivos: os substantivos comuns que, mesmo no 
singular, designam um conjunto de seres de uma mesma 
espécie. Ex.: 
 
Álbum de fotografias Colmeia de abelhas 
Alcateia de lobos Concílio 
de bispos em 
assembleia 
Antologia 
de textos 
escolhidos 
Conclave de cardeais 
Arquipélago ilhas Cordilheira de montanhas 
 
Reflexão do Substantivo 
Os substantivos apresentam variações ou flexões de gênero 
(masculino/feminino), de número (plural/singular) e de grau 
(aumentativo/diminutivo). 
 
Gênero (masculino/feminino) 
Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e 
feminino. A regra para a flexão do gênero é a troca de o por a, 
ou o acréscimo da vogal a, no final da palavra: mestre, mestra. 
 
Formação do Feminino 
O feminino se realiza de três modos: 
- Flexionando-se o substantivo masculino: filho, filha / 
mestre, mestra / leão, leoa; 
- Acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um 
sufixo feminino: autor, autora / deus, deusa / cônsul, 
consulesa / cantor, cantora / reitor, reitora. 
- Utilizando-se uma palavra feminina com radical 
diferente: pai, mãe / homem, mulher / boi, vaca / carneiro, 
ovelha / cavalo, égua. 
 
Substantivos Uniformes 
- Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero, 
quer se refiram ao macho ou à fêmea. – jacaré macho ou fêmea 
/ a cobra macho ou fêmea. 
- Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam 
indivíduos dos dois sexos. São masculinos ou femininos. A 
indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou 
feminino: o, a intérprete / o, a colega / o, a médium / o, a 
pianista. 
- Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero 
para homem ou a mulher: a criança (menino, menina) / a 
testemunha (homem, mulher) / o cônjuge (marido, mulher). 
 
Alguns substantivos que mudam de sentido, quando se 
troca o gênero: 
o lotação (veículo) - a lotação (efeito de lotar); 
o capital (dinheiro) - a capital (cidade); 
o cabeça (chefe, líder) - a cabeça (parte do corpo); 
o guia (acompanhante) - a guia (documentação). 
 
São masculinos: o eclipse, o dó, o dengue (manha), o 
champanha, o soprano, o clã, o alvará, o sanduíche, o clarinete, 
o Hosana, o espécime, o guaraná, o diabete ou diabetes, o tapa, 
o lança-perfume, o praça (soldado raso), o pernoite, o 
formicida, o herpes, o sósia, o telefonema, o saca-rolha, o 
plasma, o estigma. 
 
São femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a aluvião, a 
análise, a cal, a gênese, a entorse, a faringe, a cólera (doença), 
a cataplasma, a pane, a mascote, a libido (desejo sexual), a rês, 
a sentinela, a sucuri, a usucapião, a omelete, a hortelã, a fama, 
a Xerox, a aguardente. 
 
Número (plural/singular) 
Acrescentam-se: 
- S – aos substantivos terminados em vogal ou ditongo: 
povo, povos / feira, feiras / série, séries. 
- S – aos substantivos terminados em N: líquen, liquens / 
abdômen, abdomens / hífen, hífens. Também: líquenes, 
abdômenes, hífenes. 
- ES – aos substantivos terminados em R, S, Z: cartaz, 
cartazes / motor, motores / mês, meses. Alguns terminados em 
R mudam sua sílaba tônica, no plural: júnior, juniores / caráter, 
caracteres / sênior, seniores. 
- IS – aos substantivos terminados em al, el, ol, ul: jornal, 
jornais / sol, sóis / túnel, túneis / mel, meles, méis. Exceções: 
mal, males / cônsul, cônsules / real, réis. 
- ÃO – aos substantivos terminados em ão, acrescenta S: 
cidadão, cidadãos / irmão, irmãos / mão, mãos. 
 
Trocam-se: 
- ão por ões: botão, botões / limão, limões / portão, portões 
/ mamão, mamões. 
- ão por ãe: pão, pães / charlatão, charlatães / alemão, 
alemães / cão, cães. 
- il por is (oxítonas): funil, funis / fuzil, fuzis / canil, canis / 
pernil, pernis. 
- por eis (paroxítonas): fóssil, fósseis / réptil, répteis / 
projétil, projéteis. 
- m por ns: nuvem, nuvens / som, sons / vintém, vinténs / 
atum, atuns. 
- zito, zinho - 1º coloca-se o substantivo no plural: balão, 
balões. 2º elimina-se o S + zinhos. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 22 
Balão – balões – balões + zinhos: balõezinhos. 
Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos. 
Cão – cães - cãe + zitos: Cãezitos. 
 
Alguns substantivos terminados em X são invariáveis 
(valor fonético = cs): os tórax, os tórax / o ônix, os ônix / a fênix, 
as fênix / uma Xerox, duas Xerox / um fax, dois fax. 
 
Substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma 
no plural: 
aldeão, aldeões, aldeãos; 
verão, verões, verãos; 
anão, anões, anãos; 
guardião, guardiões, guardiães; 
corrimão, corrimãos, corrimões; 
ancião, anciões, anciães, anciãos; 
ermitão, ermitões, ermitães, ermitãos. 
 
Metafonia - apresentam o “o” tônico fechado no singular e 
aberto no plural: caroço (ô), caroços (ó) / imposto (ô), 
impostos (ó). 
 
Substantivos que mudam de sentido quando usados no 
plural: Fez bem a todos (alegria); Houve separação de bens. 
(Patrimônio); Conferiu a féria do dia. (Salário); As férias foram 
maravilhosas. (Descanso). 
 
Substantivos empregados somente no plural: Arredores, 
belas-artes, bodas (ô), condolências, cócegas, costas, exéquias, 
férias, olheiras, fezes, núpcias, óculos, parabéns, pêsames, 
viveres, idos, afazeres, algemas. 
 
Plural dos Substantivos Compostos 
 
Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural: 
 
- palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol 
= girassóis / autopeça = autopeças. 
- verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha-
céu = arranha-céus / bate-bola = bate-bolas / guarda-roupa = 
guarda-roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição = 
vale-refeições. 
- elemento invariável + palavra variável: sempre-viva = 
sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-
nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-
escola = auto-escolas. 
- palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico-
tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres. 
- substantivo composto de três ou mais elementos não 
ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres / 
o bem-te-vi = os bem-te-vis / o sem-terra = os sem-terra / o 
fora-da-lei = os fora-da-lei / o João-ninguém = os joões-ninguém 
/ o ponto-e-vírgula = os ponto e vírgulas / o bumba meu boi = 
os bumba meu bois. 
- quando o primeiro elemento for: grão, grã (grande), bel: 
grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer= bel-prazeres. 
 
Somente o primeiro elemento vai para o plural: 
 
- substantivo + preposição + substantivo: água de colônia 
= águas-de-colônia / mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça / 
pão-de-ló = pães-de-ló / sinal-da-cruz = sinais-da-cruz. 
- quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá 
ideia de tipo, finalidade: samba-enredo = sambas-enredo / 
pombo-correio = pombos-correio / salário-família = salários-
família / banana-maçã = bananas-maçã / vale-refeição = vales-
refeição (vale = ter valor de, substantivo+especificador) 
 
 
Os dois elementos ficam invariáveis quando houver: 
 
- verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco / o 
cola-tudo = os cola-tudo / o bota-fora = os bota-fora 
- os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai 
= os entra-e-sai / o leva-e-traz = os leva-e-traz / o vai-e-volta 
= os vai-e-volta. 
 
Os dois elementos, vão para o plural: 
 
- substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis / 
abelha-mestra = abelhas-mestras / tia-avó = tias-avós / 
tenente-coronel = tenentes-coronéis / redator-chefe = 
redatores-chefes. 
- substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-
perfeitos / capitão-mor = capitães-mores / carro-forte = 
carros-fortes / obra-prima = obras-primas / cachorro-quente 
= cachorros-quentes. 
- adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas / curta-
metragem = curtas-metragens / má-língua = más-línguas / 
- numeral ordinal + substantivo: segunda-feira = 
segundas-feiras / quinta-feira = quintas-feiras. 
 
Composto com a palavra guarda só vai para o plural se 
for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos / guarda-
florestal = guardas-florestais / guarda-civil = guardas-civis / 
guarda-marinha = guardas-marinha. 
 
Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas 
/ os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os 
Silvas. 
 
Plural das siglas, acrescenta-se um s minúsculo: CDs / 
DVDs / ONGs / PMs / Ufirs. 
 
Grau (aumentativo/diminutivo) 
Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir 
intensidade, exagero ou diminuição. A essas modificações é 
que damos o nome de grau do substantivo. Os graus 
aumentativos e diminutivos são formados por dois processos: 
 
- Sintético: com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou 
diminutivo: peixe – peixão; peixe-peixinho; sufixo inho ou 
isinho. 
 
- Analítico: formado com palavras de aumento: grande, 
enorme, imensa, gigantesca (obra imensa / lucro enorme / 
carro grande / prédio gigantesco); e formado com as palavras 
de diminuição (diminuto, pequeno, minúscula, casa pequena, 
peça minúscula, saia diminuta). 
 
- Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns 
substantivos exprimem também desprezo, crítica, indiferença 
em relação a certas pessoas e objetos: gentalha, mulherengo, 
narigão, gentinha, coisinha, povinho, livreco. 
- Já alguns diminutivos dão ideia de afetividade: filhinho, 
Toninho, mãezinha. 
- Em consequência do dinamismo da língua, alguns 
substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram 
um significado novo: portão, cartão, fogão, cartilha, folhinha 
(calendário). 
- As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em 
sílabas nasal, ditongo, hiato ou vogal tônica recebem o sufixo 
zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha; irmão 
(sílaba nasal) = irmãozinho; herói (ditongo) = heroizinho; baú 
(hiato) = bauzinho; café (voga tônica) = cafezinho. 
- As palavras terminadas em s ou z, ou em uma dessas 
consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país = 
paisinho; rapaz = rapazinho; rosa = rosinha; beleza = 
belezinha. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 23 
- Há ainda aumentativos e diminutivos formados por 
prefixação: minissaia, maxissaia, supermercado, 
minicalculadora. 
 
Questões 
 
01. Assinale o par de vocábulos que fazem o plural da 
mesma forma que “balão” e “caneta-tinteiro”: 
(A) vulcão, abaixo-assinado; 
(B) irmão, salário-família; 
(C) questão, manga-rosa; 
(D) bênção, papel-moeda; 
(E) razão, guarda-chuva. 
 
02. Assinale a alternativa em que está correta a formação 
do plural: 
(A) cadáver – cadáveis; 
(B) gavião – gaviães; 
(C) fuzil – fuzíveis; 
(D) mal – maus; 
(E) atlas – os atlas. 
 
03. A palavra livro é um substantivo 
(A) próprio, concreto, primitivo e simples. 
(B) comum, abstrato, derivado e composto. 
(C) comum, abstrato, primitivo e simples. 
(D) comum, concreto, primitivo e simples. 
 
04. Assinale a alternativa em que todos os substantivos são 
masculinos: 
(A) enigma – idioma – cal; 
(B) pianista – presidente – planta; 
(C) champanha – dó(pena) – telefonema; 
(D) estudante – cal – alface; 
(E) edema – diabete – alface. 
 
05. Sabendo-se que há substantivos que no masculino têm 
um significado; e no feminino têm outro, diferente. Marque a 
alternativa em que há um substantivo que não corresponde ao 
seu significado: 
(A) O capital = dinheiro; 
 A capital = cidade principal; 
(B) O grama = unidade de medida; 
 A grama = vegetação rasteira; 
(C) O rádio = aparelho transmissor; 
 A rádio = estação geradora; 
(D) O cabeça = o chefe; 
 A cabeça = parte do corpo; 
(E) A cura = o médico. 
 O cura = ato de curar. 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.E / 03.D / 04.C / 05.E 
 
Adjetivo 
 
É a palavra variável em gênero, número e grau que 
modifica um substantivo, atribuindo-lhe uma qualidade, 
estado, ou modo de ser: laranjeira florida; céu azul; mau tempo. 
Os adjetivos classificam-se em: 
- simples: apresentam um único radical, uma única palavra 
em sua estrutura: alegre, medroso, simpático. 
- compostos: apresentam mais de um radical, mais de duas 
palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras; sapatos 
marrom-escuros. 
- primitivos: são os que vieram primeiro; dão origem a 
outras palavras: atual, livre, triste, amarelo, brando. 
- derivados: são aqueles formados por derivação, vieram 
depois dos primitivos: amarelado, ilegal, infeliz, 
desconfortável. 
- pátrios: indicam procedência ou nacionalidade, referem-
se a cidades, estados, países. Amapá: amapaense; Amazonas: 
amazonense ou baré; Anápolis: anapolino; Angra dos Reis: 
angrense; Aracajú: aracajuano ou aracajuense; Bahia: baiano. 
 
Pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos, como: 
afro-brasileiro; Anglo-americano, franco-italiano, sino-
japonês (China e Japão); Américo-francês; luso-brasileira; 
nipo-argentina (Japão e Argentina); teuto-argentinos 
(alemão). 
 
Locução Adjetiva: é a expressão que tem o mesmo valor 
de um adjetivo. É formada por preposição + um substantivo. 
Vejamos algumas locuções adjetivas: 
 
Angelical de anjo Etário de idade 
Abdominal de abdômen Fabril de fábrica 
Apícola de abelha Filatélico de selos 
Aquilino de águia Urbano da cidade 
 
Flexões do Adjetivo 
Como palavra variável, sofre flexões de gênero, número e 
grau: 
 
Gênero 
 
- uniformes: têm forma única para o masculino e o 
feminino. Funcionário incompetente = funcionária 
incompetente. 
- biformes: troca-se a vogal “o” pela vogal “a” ou com o 
acréscimo da vogal “a” no final da palavra: ator famoso = atriz 
famosa / jogador brasileiro = jogadora brasileira. 
 
Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas 
no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico-
religiosa / são – sã. 
Às vezes, os adjetivos são empregados como substantivos 
ou como advérbios: Agia como um ingênuo. (adjetivo como 
substantivo: acompanha um artigo). A cerveja que desce 
redondo. (adjetivo como advérbio: redondamente). 
 
Número 
 
O plural dos adjetivos simples flexiona de acordo com o 
substantivo a que se referem: menino chorão = meninos 
chorões / garota sensível = garotas sensíveis. 
 
- quando os dois elementos formadores são adjetivos, só o 
segundo vai para o plural: questões político-partidárias, olhos 
castanho-claros, senadoresdemocrata-cristãos. 
- composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se 
a cores, o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis, 
não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-
petróleo (adjetivo azul, substantivo petróleo); saia amarelo-
canário = saias amarelo-canário (adjetivo, amarelo; 
substantivo canário). 
- as locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo, 
ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / 
olho cor-de-mel = olhos cor-de-mel. 
- são invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias 
sem-par, piadas sem-sal. 
 
Grau 
 
O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades 
dos seres. O adjetivo apresenta duas variações de grau: 
comparativo e superlativo. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 24 
O grau comparativo é usado para comparar uma 
qualidade entre dois ou mais seres, ou duas ou mais 
qualidades de um mesmo ser. Pode ser de igualdade, de 
superioridade e de inferioridade: 
 
- de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou 
tão alto quão / quanto / como você. (As duas pessoas têm a 
mesma altura) 
 
- de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que 
uma é mais do que a outra: Minha amiga Manu é mais 
elegante do que / que eu. (Das duas, a Manu é mais) Podem 
ser: 
Analítico: mais bom / mais mau / mais grande / mais 
pequeno: O salário é mais pequeno do que / que justo (salário 
pequeno e justo). Quando comparamos duas qualidades de um 
mesmo ser, podemos usar as formas: mais grande, mais mau, 
mais bom, mais pequeno. 
Sintético: bom, melhor / mau, pior / grande, maior / 
pequeno, menor: Esta sala é melhor do que / que aquela. 
 
- de inferioridade: um elemento é menor do que outro: 
Somos menos passivos do que / que tolerantes. 
 
O grau superlativo apresenta característica intensificada. 
Pode ser absoluto ou relativo: 
 
- Absoluto: atribuída a um só ser; de forma absoluta. Pode 
ser: 
Analítico: advérbio de intensidade muito, intensamente, 
bastante, extremamente, excepcionalmente + adjetivo (Nicola é 
extremamente simpático). 
Sintético: adjetivo + issimo, imo, ílimo, érrimo (Minha 
comadre Mariinha é agradabilíssima). 
 
- o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos 
terminados em r; pauper (pobre) = paupérrimo; macer 
(magro) = macérrimo; 
- forma popular: radical do adjetivo português + íssimo 
(pobríssimo); 
- adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável = 
amabilíssimo; 
- adjetivos terminados em eio formam o superlativo 
apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo. 
- os adjetivos terminados em io forma o superlativo em 
iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / 
frio = friíssimo. 
 
Usa-se também, no superlativo: 
 
- prefixos: maxinflação / hipermercado / 
ultrassonografia / supersimpática. 
- expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem 
sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena. 
- adjetivos repetidos: fofinho, fofinho (=fofíssimo) / 
linda, linda (=lindíssima). 
- diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha / 
grandalhão / gostosão / bonitão. 
- linguagem informal, sufixo érrimo, em vez de íssimo: 
chiquérrimo, chiquetérrimo, elegantérrimo. 
 
- Relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos, 
com a mesma qualidade. Pode ser: 
De Superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as 
suas amigas. (Ela é a mais de todas) 
De Inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos. 
 
 
 
 
Questões 
 
01. (COMPESA - Analista de Gestão - Advogado - 
FGV/2016) A substituição da oração adjetiva por um adjetivo 
de valor equivalente está feita de forma inadequada em: 
(A) “Quando você elimina o impossível, o que sobra, por 
mais improvável que pareça, só pode ser a verdade”. / restante 
(B) “Sábio é aquele que conhece os limites da própria 
ignorância”. / consciente dos limites da própria ignorância. 
(C) “A única coisa que vem sem esforço é a idade”. / 
indiferente 
(D) “Adoro a humanidade. O que não suporto são as 
pessoas”. / insuportável 
(E) “Com o tempo não vamos ficando sozinhos apenas 
pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros”. / 
falecidos 
 
02. (SEPOG/RO - Técnico em Tecnologia da Informação 
e Comunicação - FGV/2018) Temos uma notícia triste: o 
coração não é o órgão do amor! Ao contrário do que dizem, não 
é ali que moram os sentimentos. Puxa, para que serve ele, 
afinal? Calma, não jogue o coração para escanteio, ele é 
superimportante. “É um órgão vital. É dele a função de 
bombear sangue para todas as células de nosso corpo”, explica 
Sérgio Jardim, cardiologista do Hospital do Coração. 
O coração é um músculo oco, por onde passa o sangue, e 
tem dois sistemas de bombeamento independentes. Com essas 
“bombas” ele recebe o sangue das veias e lança para as 
artérias. Para isso contrai e relaxa, diminuindo e aumentando 
de tamanho. E o que tem a ver com o amor? “Ele realmente 
bate mais rápido quando uma pessoa está apaixonada. O corpo 
libera adrenalina, aumentando os batimentos cardíacos e a 
pressão arterial”. 
(O Estado de São Paulo, 09/06/2012, caderno suplementar, p. 6) 
 
Nas frases “ele é superimportante” e “Ele realmente bate 
mais rápido quando uma pessoa está apaixonada”, há dois 
exemplos de variação de grau. 
 
Sobre essas variações, assinale a afirmativa correta. 
(A) Apenas na primeira frase há uma variação de grau de 
adjetivo. 
(B) Nas duas ocorrências ocorre o superlativo de adjetivos. 
(C) Apenas na segunda ocorrência ocorre o grau 
comparativo do adjetivo. 
(D) Na primeira ocorrência, a variação de grau ocorre por 
meio de um sufixo. 
(E) Apenas na primeira frase há variação de grau. 
 
03. (Banestes - Técnico Bancário - FGV/2018) O 
adjetivo ilimitado corresponde à locução “sem limites”; a 
locução com igual estrutura que NÃO corresponde ao adjetivo 
abaixo destacado é: 
(A) Os turistas ficaram inertes durante a ação policial / 
sem ação; 
(B) O turista incauto ficou assustado com a ação policial / 
sem cautela; 
(C) O vocalista da banda saiu ileso do acidente / sem 
ferimento; 
(D) O presidente da Coreia passou incógnito pela França / 
sem ser percebido; 
(E) O novo livro do autor estava ainda inédito / sem editor. 
 
04. (Banestes - Analista Econômico Financeiro - Gestão 
Contábil - FGV/2018) Na escrita, pode-se optar 
frequentemente entre uma construção de substantivo + 
locução adjetiva ou substantivo + adjetivo (esportes da água = 
esportes aquáticos). 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 25 
O termo abaixo sublinhado que NÃO pode ser substituído 
por um adjetivo é: 
(A) A indústria causou a poluição do rio; 
(B) As águas do rio ficaram poluídas; 
(C) As margens do rio estão cheias de lama; 
(D) Os turistas se encantam com a imagem do rio; 
(E) Os peixes do rio são bem saborosos. 
 
05. (Pref. Paulínia/SP - Engenheiro Agrônomo - 
FGV/2016) “O povo, ingênuo e sem fé das verdades, quer ao 
menos crer na fábula, e pouco apreço dá às demonstrações 
científicas.” (Machado de Assis) 
 
No fragmento acima, os dois adjetivos sublinhados 
possuem, respectivamente, os valores de 
(A) qualidade e estado. 
(B) estado e relação. 
(C) relação e característica. 
(D) característica e qualidade. 
(E) qualidade e relação. 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.A / 03.E / 04.A / 05.E 
 
Numeral 
 
Os numerais exprimem quantidade, posição em uma série, 
multiplicação e divisão. Daí a sua classificação, 
respectivamente, em: 
 
- Cardinal - indica número, quantidade: um, dois, três, 
quatro, cinco, seis,sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, 
catorze ou quatorze, quinze, dezesseis, vinte..., trinta..., cem..., 
duzentos..., oitocentos..., novecentos..., mil. 
 
- Ordinal - indica ordem ou posição: primeiro, segundo, 
terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, 
décimo primeiro, vigésimo..., trigésimo..., quingentésimo..., 
sexcentésimo..., septingentésimo..., octingentésimo..., 
nongentésimo..., milésimo. 
 
- Fracionário - indica uma fração ou divisão: meia, metade, 
terço, quarto, décimo, onze avos, doze avos, vinte avos..., trinta 
avos..., centésimo..., ducentésimo..., trecentésimo..., milésimo. 
 
- Multiplicativo - indica a multiplicação de um número: 
dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo, óctuplo, 
nônuplo, décuplo, undécuplo, duodécuplo, cêntuplo. 
 
Os numerais que indicam conjunto de elementos de 
quantidade exata são os coletivos: 
 
BIMESTRE: período de dois meses 
CENTENÁRIO: período de cem anos 
DECÁLOGO: conjunto de dez leis 
DECÚRIA: período de dez anos 
DEZENA: conjunto de dez coisas 
LUSTRO: período de cinco anos 
MILÊNIO: período de mil anos 
MILHAR: conjunto de mil coisas 
NOVENA: período de nove dias 
QUARENTENA: período de quarenta dias 
QUINQUÊNIO: período de cinco anos 
RESMA: quinhentas folhas de papel 
SEMESTRE: período de seis meses 
TRIÊNIO: período de três anos 
TRINCA: conjunto de três coisas 
 
 
 
Algarismos 
Arábicos e Romanos, respectivamente: 1-I, 2-II, 3-III, 4-IV, 
5-V, 6-VI, 7-VII, 8-VIII, 9-IX, 10-X, 11-XI, 12-XII, 13-XIII, 14-XIV, 
15-XV, 16-XVI, 17-XVII, 18-XVIII, 19-XIX, 20-XX, 30-XXX, 40-
XL, 50-L, 60-LX, 70-LXX, 80-LXXX, 90-XC, 100-C, 200-CC, 300-
CCC, 400-CD, 500-D, 600-DC, 700-DCC, 800-DCCC, 900-CM, 
1.000-M. 
 
Flexão dos Numerais 
Gênero 
- os numerais cardinais um, dois e as centenas a partir de 
duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma 
menina foram os vencedores. / Comprei duzentos gramas de 
presunto e duzentas rosquinhas. 
- os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a 
nona colocada no vestibular. 
- os numerais multiplicativos, quando usados com o valor 
de substantivos, são Invariáveis: A minha nota é o triplo da sua. 
(Triplo – valor de substantivo) 
- quando usados com valor de adjetivo, apresentam flexão 
de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na loto fácil. (Triplas 
valor de adjetivo) 
- os numerais fracionários concordam com os cardinais 
que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram 
contemplados. 
- o fracionário meio concorda em gênero e número com o 
substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-
dia e meia. (Hora) / Usou apenas meias palavras. 
 
Número 
- os numerais cardinais milhão, bilhão, trilhão, e outros, 
variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a 
festa do peão. / Somos 180 milhões de brasileiros. 
- os numerais ordinais variam em número: As segundas 
colocadas disputarão o campeonato. 
- os numerais multiplicativos são invariáveis quando 
usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da 
sua. (Valor de substantivo – invariável) 
- os numerais multiplicativos variam quando usados como 
adjetivos: Fizemos duas apostas triplas. (Valor de adjetivo – 
variável) 
- os numerais fracionários variam em número, 
concordando com os cardinais que indicam números das 
partes. 
- Um quarto de litro equivale a 250 ml; três quartos 
equivalem a 750 ml. 
 
Grau 
Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos 
numerais: Já lhe disse isso mil vezes. / Aquele quarentão é um 
“gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”, lá da escola. 
 
Emprego dos Numerais 
- para designar séculos, reis, papas, capítulos, cantos (na 
poesia épica), empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo 
II (segundo), Canto X (décimo), Luís IX (nono); os cardinais 
para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis), Século XXI (vinte 
e um). 
- se o numeral vier antes do substantivo, usa-se o ordinal. 
O XX século foi de descobertas científicas. (vigésimo século) 
- com referência ao primeiro dia do mês, usa-se o numeral 
ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro. 
- na enumeração de leis, decretos, artigos, circulares, 
portarias e outros textos oficiais, emprega-se o numeral 
ordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª 
(portaria oitava); emprega-se o numeral cardinal, a partir de 
dez: O artigo 16 não foi justificado. (artigo dezesseis) 
- enumeração de casa, páginas, folhas, textos, 
apartamentos, quartos, poltronas, emprega-se o numeral 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 26 
cardinal: Reservei a poltrona vinte e oito. / O texto quatro está 
na página sessenta e cinco. 
- se o numeral vier antes do substantivo, emprega-se o 
ordinal. Paulo César é adepto da 7ª Arte. (sétima) 
- não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos 
reais é muito para mim. 
- o artigo e o numeral, antes dos substantivos milhão, 
milhar e bilhão, devem concordar no masculino: 
- emprega-se, na escrita das horas, o símbolo de cada 
unidade após o numeral que a indica, sem espaço ou ponto: 
10h20min – dez horas, vinte minutos. 
 
Questões 
 
01. Marque o emprego incorreto do numeral: 
(A) século III (três) 
(B) página 102 (cento e dois) 
(C) 80º (octogésimo) 
(D) capítulo XI (onze) 
(E) X tomo (décimo) 
 
02. Indique o item em que os numerais estão corretamente 
empregados: 
(A) Ao Papa Paulo seis sucedeu João Paulo primeiro. 
(B) após o parágrafo nono, virá o parágrafo dez. 
(C) depois do capítulo sexto, li o capítulo décimo primeiro. 
(D) antes do artigo décimo vem o artigo nono. 
(E) o artigo vigésimo segundo foi revogado. 
 
03. (Pref. Chapecó/SC - Procurador Municipal - 
IOBV/2016) Quanto à classificação dos numerais, os que 
indicam o aumento proporcional de quantidade, podendo ter 
valor de adjetivo ou substantivo são os numerais: 
(A) Multiplicativos. 
(B) Ordinais. 
(C) Cardinais. 
(D) Fracionários. 
 
04. (Pref. Barra de Guabiraba/PE - IDHTEC/2016) 
Assinale a alternativa em que o numeral está escrito por 
extenso corretamente, de acordo com a sua aplicação na frase: 
(A) Os moradores do bairro Matão, em Sumaré (SP), 
temem que suas casas desabem após uma cratera se abrir na 
Avenida Papa Pio X. (décima) 
(B) O acidente ocorreu nessa terça-feira, na BR-401 
(quatrocentas e uma) 
(C) A 22ª edição do Guia impresso traz uma matéria e teve 
a sua página Classitêxtil reformulada. (vigésima segunda) 
(D) Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem 
ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em 
erro, mediante artifício, ardil. (centésimo setésimo primeiro) 
(E) A Semana de Arte Moderna aconteceu no início do 
século XX. (século ducentésimo) 
 
05. (MPE/SP - Oficial de Promotoria I - VUNESP/2016) 
 
O SBT fará uma homenagem digna da história de seu 
proprietário e principal apresentador: no próximo dia 12 
[12.12.2015] colocará no ar um especial com 2h30 de duração 
em homenagem a Silvio Santos. É o dia de seu aniversário de 
85 anos. 
(http://tvefamosos.uol.com.br/noticias) 
 
As informações textuais permitem afirmar que, em 
12.12.2015, Sílvio Santos completou seu 
(A) octogenário quinquagésimo aniversário. 
(B) octogésimo quinto aniversário. 
(C) octingentésimo quinto aniversário. 
(D) otogésimo quinto aniversário. 
(E) oitavo quinto aniversário. 
Gabarito 
 
01.A / 02.B / 03.A / 04.C / 05.B 
 
Pronome 
 
É a palavra que acompanha ou substitui o nome, 
relacionando-o a uma das três pessoas do discurso. As três 
pessoas do discurso são: 
1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou 
emissor; 
2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se 
fala ou receptor; 
3ª pessoa: ele, ela (singular) eles, elas (plural): aquela de 
quem se fala ou referente.Os pronomes são classificados em: pessoais, de tratamento, 
possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e 
relativos. 
 
Pronomes Pessoais 
Os pronomes pessoais dividem-se em: 
- Retos - exercem a função de sujeito da oração. 
- Oblíquos - exercem a função de complemento do verbo 
(objeto direto / objeto indireto). São: tônicos com preposição 
ou átonos sem preposição. 
 
 Pessoas do 
Discurso 
Retos Oblíquos 
Átonos Tônicos 
Singular 1ª pessoa 
2ª pessoa 
3ª pessoa 
eu 
tu 
ele/ela 
me 
te 
se, o, a, 
lhe 
mim, 
comigo 
ti, contigo 
si, ele, 
consigo 
Plural 1ª pessoa 
2ª pessoa 
3ª pessoa 
nós 
vós 
eles/elas 
nos 
vos 
se, os, as, 
lhes 
nós, 
conosco 
vós, 
convosco 
si, eles, 
consigo 
 
- Colocados antes do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª 
pessoa, apresentam sempre a forma: o, a, os, as: Eu os vi saindo 
do teatro. 
- As palavras “só” e “todos” sempre acompanham os 
pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem. 
- Colocados depois do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª 
pessoa apresentam as formas: 
o, a, os, as: se o verbo terminar em vogal ou ditongo oral: 
Encontrei-a sozinha. Vejo-os diariamente. 
o, a, os, as, precedidos de verbos terminados em: R/S/Z, 
assumem as formas: lo, Ia, los, las, perdendo, 
consequentemente, as terminações R, S, Z. Preciso pagar ao 
verdureiro. (= pagá-lo); Fiz os exercícios a lápis. (= Fi-los a 
lápis) 
lo, la, los, las: se vierem depois de: eis / nos / vos - Eis a 
prova do suborno. (= Ei-la); O tempo nos dirá. (= no-lo dirá). 
(eis, nos, vos perdem o S) 
no, na, nos, nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m, 
ão, õe: Deram-na como vencedora; Põe-nos sobre a mesa. 
lhe, lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural, 
terminado em S não modificado: Nós entregamoS-lhe a cópia 
do contrato. (o S permanece) 
nos: colocado depois do verbo na 1ª pessoa do plural, 
perde o S: Sentamo-nos à mesa para um café rápido. 
me, te, lhe, nos, vos: quando colocado com verbos 
transitivos diretos (TD), têm sentido possessivo, equivalendo 
a meu, teu, seu, dele, nosso, vosso: Os anos roubaram-lhe a 
esperança. (sua, dele, dela possessivo) 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 27 
Os pronomes pessoais oblíquos nos, vos, e se recebem o 
nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação 
mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados. 
(pronome recíproco, nós mesmos). Nunca diga: Eu se apavorei. 
/ Eu jà se arrumei; Eu me apavorei. / Eu me arrumei. (certos) 
- Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos 
por mim e ti após preposição: O segredo ficará somente entre 
mim e ti. 
- É obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu, 
quando funcionarem como sujeito: Todos pediram para eu 
relatar os fatos cuidadosamente. (pronome reto + verbo no 
infinitivo). Lembre-se de que mim não fala, não escreve, não 
compra, não anda. 
- As formas oblíquas o, a, os, as são sempre empregadas 
como complemento de verbos transitivos diretos ao passo 
que as formas lhe, lhes são empregadas como complementos 
de verbos transitivos indiretos: Dona Cecília, querida amiga, 
chamou-a. (verbo transitivo direto, VTD); Minha saudosa 
comadre, Nircléia, obedeceu-lhe. (verbo transitivo 
indireto,VTI) 
 
- É comum, na linguagem coloquial, usar o brasileiríssimo 
a gente, substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve 
fazer caridade com os mais necessitados. 
- Chamam-se pronomes pessoais reflexivos os pronomes 
que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. (eu- 1ª 
pessoa- sujeito / me- pronome pessoal reflexivo) 
- Os pronomes pessoais oblíquos se, si e consigo devem ser 
empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e 
funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa, 
cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantou-se com 
elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares. 
(Nicole- sujeito, 3ª pessoa / levantou- verbo, 3ª pessoa / 
se- complemento, 3ª pessoa / levou- verbo, 3ª pessoa / 
consigo- complemento, 3ª pessoa). 
- Os pronomes oblíquos me, te, lhe, nos, vos, lhes (formas de 
Objeto Indireto) juntam-se a o, a, os, as (formas de Objeto 
Direto), assim: 
me+o (mo). Ex.: Recebi a carta e agradeci ao jovem, que ma 
trouxe. 
nos+o (no-lo). Ex.: Venderíamos a casa, se no-la exigissem. 
te+o: (to). Ex.: Dei-te os meus melhores dias. Dei-tos. 
lhe+o: (lho). Ex.: Ofereci-lhe flores. Ofereci-lhas. 
vos+o: (vo-lo). E.: Pedi-vos conselho. Pedi vo-lo. 
 
No Brasil, quase não se usam essas combinações (mo, to, 
lho, no-lo, vo-lo), são usadas somente em escritores mais 
sofisticados. 
 
Pronomes de Tratamento 
São usados no trato com as pessoas. Dependendo da 
pessoa a quem nos dirigimos, do seu cargo, idade, título, o 
tratamento será familiar ou cerimonioso. 
 
Vossa Alteza - V.A. - príncipes, duques; 
Vossa Eminência - V.Ema - cardeais; 
Vossa Excelência - V.Ex.a - altas autoridades, presidente, 
oficiais; 
Vossa Magnificência - V.Mag.a - reitores de universidades; 
Vossa Majestade - V.M. - reis, imperadores; 
Vossa Santidade - V.S. - Papa; 
Vossa Senhoria -V.Sa - tratamento cerimonioso. 
- São também pronomes de tratamento: o senhor, a 
senhora, a senhorita, dona, você. 
- Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. 
 
Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente 
dois fechos: 
Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive 
para o presidente da República. 
Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia 
ou de hierarquia inferior. 
 
- A forma Vossa (Senhoria, Excelência) é empregada 
quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não 
compareceu à reunião dos sem-terra? (falando com a pessoa) 
- A forma Sua (Senhoria, Excelência ) é empregada quando 
se fala sobre a pessoa: Sua Eminência, o cardeal, viajou para 
um congresso. (falando a respeito do cardeal) 
- Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria, 
Excelência, Eminência, Majestade), embora indiquem a 2ª 
pessoa (com quem se fala), exigem que outros pronomes e o 
verbo sejam usados na 3ª pessoa. Vossa Excelência sabe que 
seus ministros o apoiarão. 
 
Pronomes Possessivos 
São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas 
da fala. 
 
Masculino Feminino 
Singular Plural Singular Plural 
meu meus minha minhas 
teu teus tua tuas 
seu seus sua suas 
nosso nossos nossa nossas 
vosso vossos vossa vossas 
seu seus sua suas 
 
Emprego dos Pronomes Possessivos 
 
- O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode 
provocar, às vezes, a ambiguidade da frase. Ex.: João Luís disse 
que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. O 
pronome seu toma o sentido ambíguo, pois pode referir-se 
tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. No 
caso, usa-se o pronome dele, dela para desfazer a ambiguidade. 
- Os possessivos, às vezes, podem indicar aproximações 
numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus 
trinta anos. 
- Na linguagem popular, o tratamento seu como em: Seu 
Ricardo, pode entrar!, não tem valor possessivo, pois é uma 
alteração fonética da palavra senhor. 
- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo 
concorda com o mais próximo. Ex.: Trouxe-me seus livros e 
anotações. 
- Usam-se elegantemente certos pronomes oblíquos: me, 
te, lhe, nos, vos, com o valor de possessivos. Vou seguir-lhe os 
passos. (os seus passos) 
- Deve-se observar as correlações entre os pronomes 
pessoais e possessivos. “Sendo hoje o dia do teu aniversário, 
apresso-me em apresentar-te os meus sinceros parabéns; 
Peço a Deus pela tua felicidade; Abraça-te o teu amigo que te 
preza.” 
- Não se emprega o pronome possessivo (seu, sua) quando 
se trata de parte do corpo. Ex.: Um cavaleiro todo vestido de 
negro, com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada 
emsua, mão. (usa-se: no ombro; na mão) 
 
Pronomes Demonstrativos 
 
Indicam a posição dos seres designados em relação às 
pessoas do discurso, situando-os no espaço ou no tempo. 
Apresentam-se em formas variáveis e invariáveis. 
 
este, esta, isto, estes, estas 
Ex.: 
Não gostei deste livro aqui. 
Neste ano, tenho realizado bons negócios. 
Esta afirmação me deixou surpresa: gostava de química. 
O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual, 
mas esta é mais oprimida. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 28 
esse, essa, esses, essas 
Ex.: 
Não gostei desse livro que está em tuas mãos. 
Nesse último ano, realizei bons negócios. 
Gostava de química. Essa afirmação me deixou surpresa. 
aquele, aquela, aquilo, aqueles, aquelas 
Ex.: 
Não gostei daquele livro que a Roberta trouxe. 
Tenho boas recordações de 1960, pois naquele ano realizei 
bons negócios. 
O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual, 
mas esta é mais oprimida que aquele. 
 
- para retomar elementos já enunciados, usamos aquele (e 
variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este 
(e variações) para o que foi referido em último lugar. Ex.: Pais 
e mães vieram à festa de encerramento; aqueles, sérios e 
orgulhosos, estas, elegantes e risonhas. 
- dependendo do contexto os demonstrativos também 
servem como palavras de função intensificadora ou 
depreciativa. Ex.: Júlia fez o exercício com aquela calma! 
(=expressão intensificadora). Não se preocupe; aquilo é uma 
tranqueira! (=expressão depreciativa) 
- as formas nisso e nisto podem ser usadas com valor de 
então ou nesse momento. Ex.: A festa estava desanimada; nisso, 
a orquestra tocou um samba e todos caíram na dança. 
- os demonstrativos esse, essa, são usados para destacar um 
elemento anteriormente expresso. Ex.: Ninguém ligou para o 
incidente, mas os pais, esses resolveram tirar tudo a limpo. 
 
Pronomes Indefinidos 
São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de 
modo vago indefinido, impreciso: Alguém disse que Paulo 
César seria o vencedor. Alguns desses pronomes são variáveis 
em gênero e número; outros são invariáveis. 
Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, muito, pouco, 
certo, vários, tanto, quanto, um, bastante, qualquer. 
Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, outrem, algo, quem, 
nada, cada, mais, menos, demais. 
 
Emprego dos Pronomes Indefinidos 
 
- O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um 
substantivo ou numeral, nunca sozinho: Ganharam cem 
dólares cada um. (inadequado: Ganharam cem dólares cada.) 
- Certo, certa, certos, certas, vários, várias, são indefinidos 
quando colocados antes dos substantivos, e adjetivos quando 
colocados depois do substantivo: Certo dia perdi o controle da 
situação. (antes do substantivo= indefinido); Eles voltarão no 
dia certo. (depois do substantivo=adjetivo). 
- Todo, toda (somente no singular) sem artigo, equivale a 
qualquer: Todo ser nasce chorando. (=qualquer ser; 
indetermina, generaliza). 
- Outrem significa outra pessoa. Ex.: Nunca se sabe o 
pensamento de outrem. 
- Qualquer, plural quaisquer. Ex.: Fazemos quaisquer 
negócios. 
 
Locuções Pronominais Indefinidas: são locuções 
pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equivalem 
ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que 
seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou 
outro / tal qual (=certo). 
 
Pronomes Relativos 
São aqueles que representam, numa 2ª oração, alguma 
palavra que já apareceu na oração anterior. Essa palavra da 
oração anterior chama-se antecedente: Comprei um carro que 
é movido a álcool e à gasolina. É Flex Power. Percebe-se que o 
pronome relativo que, substitui na 2ª oração, o carro, por isso 
a palavra que é um pronome relativo. Dica: substituir que por 
o, a, os, as, qual / quais. 
Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e 
invariáveis. 
Variáveis: o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cujos, cuja, 
cujas, quanto, quantos; 
Invariáveis: que, quem, quando, como, onde. 
 
Emprego dos Pronomes Relativos 
 
- O relativo que, por ser o mais usado, é chamado de 
relativo universal. Ele pode ser empregado com referência à 
pessoa ou coisa, no plural ou no singular. Ex.: Este é o CD novo 
que acabei de comprar; João Adolfo é o cara que pedi a Deus. 
- O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome 
demonstrativo o, a, os, as. Ex.: Não entendi o que você quis 
dizer. (o que = aquilo que). 
- O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre 
precedido de preposição. Ex.: Marco Aurélio é o advogado a 
quem eu me referi. 
- O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que, do qual, 
de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e 
o termo seguinte. (cujo, vem sempre entre dois substantivos) 
- O pronome relativo pode vir sem antecedente claro, 
explícito; é classificado, portanto, como relativo indefinido, e 
não vem precedido de preposição. Ex.: Quem casa quer casa; 
Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade; Estas são as 
pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer. 
- Só se usa o relativo cujo quando o consequente é 
diferente do antecedente. Ex.: O escritor cujo livro te falei é 
paulista. 
- O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois 
de si. 
- O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: 
em que, no qual. Ex.: Desconheço o lugar onde vende tudo 
mais barato. (= lugar em que) 
- Quanto, quantos e quantas são relativos quando usados 
depois de tudo, todos, tanto. Ex.: Naquele momento, a querida 
comadre Naldete, falou tudo quanto sabia. 
 
Pronomes Interrogativos 
São os pronomes em frases interrogativas diretas ou 
indiretas. Os principais interrogativos são: que, quem, qual, 
quanto: 
- Afinal, quem foram os prefeitos desta cidade? 
(interrogativa direta, COM o ponto de interrogação) 
- Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. 
(interrogativa indireta, SEM a interrogação) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 29 
Questões 
 
01. (CRP 2º Região/PE - Psicólogo Orientador - Fiscal - 
Quadrix/2018) 
 
 
Em "Mas ele não tinha muitas chances", as palavras 
classificam-se, morfologicamente, na ordem em que aparecem, 
como 
(A) preposição, pronome, advérbio, ação, nome e adjetivo. 
(B) conjunção, pronome, advérbio, verbo, pronome e 
substantivo. 
(C) interjeição, pronome, nome, verbo, artigo e adjetivo. 
(D) conector, nome, adjetivo, verbo, pronome e nome. 
(E) conjunção, substantivo, advérbio, verbo, advérbio e 
adjetivo. 
 
02. (IF/PA - Auxiliar em Administração - 
FUNRIO/2016) O emprego do pronome relativo está de 
acordo com as normas da língua-padrão em: 
(A) Finalmente aprovaram o decreto que lutamos tanto 
por ele. 
(B) Nas próximas férias, minha meta é fazer tudo que tenho 
direito. 
(C) Eu aprovaria o texto daquele parecer que o relator 
apresentou ontem. 
(D) Existe um escritor brasileiro que todos os brasileiros 
nos orgulhamos. 
(E) Na política, às vezes acontecem traições onde mostram 
muita sordidez. 
 
03. (Eletrobras/Eletrosul - Técnico de Segurança do 
Trabalho - FCC/2016) 
 
Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo 
movido a energia solar 
 
Bem no meio do deserto, há um lugar onde o calor é extremo. 
Sessenta e três graus ou até mais no verão. E foi exatamente por 
causa da temperatura que foi construída em Abu Dhabi uma das 
maiores usinas de energia solar do mundo. 
Os Emirados Árabes estão investindo em fontes energéticas 
renováveis. Não vão substituiro petróleo, que eles têm de sobra 
por mais 100 anos pelo menos. O que pretendem é diversificar e 
poluir menos. Uma aposta no futuro. 
A preocupação com o planeta levou Abu Dhabi a tirar do 
papel a cidade sustentável de Masdar. Dez por cento do 
planejado está pronto. Um traçado urbanístico ousado, que 
deixa os carros de fora. Lá só se anda a pé ou de bicicleta. As ruas 
são bem estreitas para que um prédio faça sombra no outro. É 
perfeito para o deserto. Os revestimentos das paredes isolam o 
calor. E a direção dos ventos foi estudada para criar corredores 
de brisa. 
(Adaptado de: “Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo movido a 
energia solar”. Disponível 
em:http://g1.globo.com/globoreporter/noticia/2016/04/abu-dhabi-constroi-
cidade-do-futuro-com-tudo-movido-energia-solar.html) 
 
Considere as seguintes passagens do texto: 
I. E foi exatamente por causa da temperatura que foi 
construída em Abu Dhabi uma das maiores usinas de energia 
solar do mundo. (1º parágrafo) 
II. Não vão substituir o petróleo, que eles têm de sobra por 
mais 100 anos pelo menos. (2º parágrafo) 
III. Um traçado urbanístico ousado, que deixa os carros de 
fora. (3º parágrafo) 
IV. As ruas são bem estreitas para que um prédio faça 
sombra no outro. (3º parágrafo) 
 
O termo “que” é pronome e pode ser substituído por “o 
qual” APENAS em 
(A) I e II. 
(B) II e III. 
(C) I, II e IV. 
(D) I e IV. 
(E) III e IV. 
 
04. (Pref. Itaquitinga/PE - Assistente Administrativo - 
IDHTEC/2016) 
 
 
O emprego do pronome “aquela” na charge: 
(A) Dá uma conotação irônica à frase. 
(B) Representa uma forma indireta de se dirigir ao casal. 
(C) Permite situar no espaço aquilo a que se refere. 
(D) Indica posse do falante. 
(E) Evita a repetição do verbo. 
 
05. (Pref. Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala - 
FEPESE/2016) Analise a frase abaixo: 
 
“O professor discutiu............mesmos a respeito da 
desavença entre .........e ........ . 
 
Assinale a alternativa que completa corretamente as 
lacunas do texto. 
(A) com nós - eu - ti 
(B) conosco - eu - tu 
(C) conosco - mim - ti 
(D) conosco - mim - tu 
(E) com nós - mim - ti 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.C / 03.B / 04.C / 05.E 
 
Verbo 
 
É a palavra que indica ação, movimento, fenômenos da 
natureza, estado, mudança de estado. Flexiona-se em: 
- número (singular e plural); 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 30 
- pessoa (primeira, segunda e terceira); 
- modo (indicativo, subjuntivo e imperativo, formas 
nominais: gerúndio, infinitivo e particípio); 
- tempo (presente, passado e futuro); 
- e apresenta voz (ativa, passiva, reflexiva). 
 
De acordo com a vogal temática, os verbos estão agrupados 
em três conjugações: 
1ª conjugação – ar: cantar, dançar, pular. 
2ª conjugação – er: beber, correr, entreter. 
3ª conjugação – ir: partir, rir, abrir. 
 
O verbo pôr e seus derivados (repor, depor, dispor, 
compor, impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua 
origem latina poer. 
 
Elementos Estruturais do Verbo 
As formas verbais apresentam três elementos em sua 
estrutura: radical, vogal temática e tema. 
Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o 
significado essencial do verbo. Observe as formas verbais da 
1ª conjugação: contar, esperar, brincar. Flexionando esses 
verbos, nota-se que há uma parte que não muda, e que nela 
está o significado real do verbo. 
cont é o radical do verbo contar; 
esper é o radical do verbo esperar; 
brinc é o radical do verbo brincar. 
 
Se tirarmos as terminações ar, er, ir do infinitivo dos 
verbos, teremos o radical desses verbos. Também podemos 
antepor prefixos ao radical: desnutrir / reconduzir. 
 
Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual 
conjugação pertence o verbo. Há três vogais temáticas: 1ª 
conjugação: a; 2ª conjugação: e; 3ª conjugação: i. 
 
Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal 
temática. Ex.: contar - cont (radical) + a (vogal temática) = 
tema. Se não houver a vogal temática, o tema será apenas o 
radical (contei = cont ei). 
 
Desinências: são elementos que se juntam ao radical, ou 
ao tema, para indicar as flexões de modo e tempo, desinências 
modo temporais e desinências número pessoais. 
 
Contávamos 
Cont = radical 
a = vogal temática 
va = desinência modo temporal 
mos = desinência número pessoal 
 
Flexões Verbais 
Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar 
o número e a pessoa. 
- eu estudo – 1ª pessoa do singular; 
- nós estudamos – 1ª pessoa do plural; 
- tu estudas – 2ª pessoa do singular; 
- vós estudais – 2ª pessoa do plural; 
- ele estuda – 3ª pessoa do singular; 
- eles estudam – 3ª pessoa do plural. 
 
- Algumas regiões do Brasil, usam o pronome tu de forma 
diferente da fala culta, exigida pela gramática oficial, ou seja, 
tu foi, tu pega, tu tem, em vez de: tu fostes, tu pegas, tu tens. 
- O pronome vós aparece somente em textos literários ou 
bíblicos. 
- Os pronomes: você, vocês, que levam o verbo na 3ª 
pessoa, é o mais usado no Brasil. 
 
Flexão de tempo e de modo: os tempos situam o fato ou a 
ação verbal dentro de determinado momento; pode estar em 
plena ocorrência, pode já ter ocorrido ou não. Essas três 
possibilidades básicas, mas não únicas, são: presente, 
pretérito e futuro. 
 
O modo indica as diversas atitudes do falante com relação 
ao fato que enuncia. São três os modos: 
- Modo Indicativo: a atitude do falante é de certeza, 
precisão. O fato é ou foi uma realidade. Apresenta presente, 
pretérito perfeito, imperfeito e mais que perfeito, futuro do 
presente e futuro do pretérito. 
- Modo Subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza, de 
dúvida, exprime uma possibilidade. O subjuntivo expressa 
uma incerteza, dúvida, possibilidade, hipótese. Apresenta 
presente, pretérito imperfeito e futuro. Ex: Tenha paciência, 
Lourdes; Se tivesse dinheiro compraria um carro zero; 
Quando o vir, dê lembranças minhas. 
- Modo Imperativo: a atitude do falante é de ordem, um 
desejo, uma vontade, uma solicitação. Indica uma ordem, um 
pedido, uma súplica. Apresenta imperativo afirmativo e 
imperativo negativo. 
 
Emprego dos Tempos do Indicativo 
- Presente do Indicativo: para enunciar um fato 
momentâneo. Ex.: Estou feliz hoje. Para expressar um fato que 
ocorre com frequência. Ex.: Eu almoço todos os dias na casa de 
minha mãe. Na indicação de ações ou estados permanentes, 
verdades universais. Ex.: A água é incolor, inodora, insípida. 
- Pretérito Imperfeito: para expressar um fato passado, 
não concluído. Ex.: Nós comíamos pastel na feira; Eu cantava 
muito bem. 
- Pretérito Perfeito: é usado na indicação de um fato 
passado concluído. Ex.: Cantei, dancei, pulei, chorei, dormi... 
- Pretérito Mais-Que-Perfeito: expressa um fato passado 
anterior a outro acontecimento passado. Ex.: Nós cantáramos 
no congresso de música. 
- Futuro do Presente: na indicação de um fato realizado 
num instante posterior ao que se fala. Ex.: Cantarei domingo 
no coro da igreja matriz. 
- Futuro do Pretérito: para expressar um acontecimento 
posterior a um outro acontecimento passado. Ex.: Compraria 
um carro se tivesse dinheiro 
 
1ª Conjugação: -AR 
Presente: danço, danças, dança, dançamos, dançais, 
dançam. 
Pretérito Perfeito: dancei, dançaste, dançou, dançamos, 
dançastes, dançaram. 
Pretérito Imperfeito: dançava, dançavas, dançava, 
dançávamos, dançáveis, dançavam. 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: dançara, dançaras, dançara, 
dançáramos, dançáreis, dançaram. 
Futuro do Presente: dançarei, dançarás, dançará, 
dançaremos, dançareis, dançarão. 
Futuro do Pretérito: dançaria, dançarias, dançaria, 
dançaríamos, dançaríeis, dançariam. 
 
2ª Conjugação: -ER 
Presente: como, comes, come, comemos, comeis, comem. 
Pretérito Perfeito: comi, comeste, comeu, comemos,comestes, comeram. 
Pretérito Imperfeito: comia, comias, comia, comíamos, 
comíeis, comiam. 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: comera, comeras, comera, 
comêramos, comêreis, comeram. 
Futuro do Presente: comerei, comerás, comerá, 
comeremos, comereis, comerão. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 31 
Futuro do Pretérito: comeria, comerias, comeria, 
comeríamos, comeríeis, comeriam. 
 
3ª Conjugação: -IR 
Presente: parto, partes, parte, partimos, partis, partem. 
Pretérito Perfeito: parti, partiste, partiu, partimos, 
partistes, partiram. 
Pretérito Imperfeito: partia, partias, partia, partíamos, 
partíeis, partiam. 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: partira, partiras, partira, 
partíramos, partíreis, partiram. 
Futuro do Presente: partirei, partirás, partirá, partiremos, 
partireis, partirão. 
Futuro do Pretérito: partiria, partirias, partiria, 
partiríamos, partiríeis, partiriam. 
 
Emprego dos Tempos do Subjuntivo 
- Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou 
duvidoso, muitas vezes ligados ao desejo, à suposição. Ex.: 
Duvido de que apurem os fatos; Que surjam novos e honestos 
políticos. 
- Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma 
condição ou hipótese. Ex.: Se recebesse o prêmio, voltaria à 
universidade. 
- Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético, 
pode ou não acontecer. Quando você fizer o trabalho, será 
generosamente gratificado. 
 
1ª Conjugação –AR 
Presente: que eu dance, que tu dances, que ele dance, que 
nós dancemos, que vós danceis, que eles dancem. 
Pretérito Imperfeito: se eu dançasse, se tu dançasses, se 
ele dançasse, se nós dançássemos, se vós dançásseis, se eles 
dançassem. 
Futuro: quando eu dançar, quando tu dançares, quando ele 
dançar, quando nós dançarmos, quando vós dançardes, 
quando eles dançarem. 
 
2ª Conjugação -ER 
Presente: que eu coma, que tu comas, que ele coma, que 
nós comamos, que vós comais, que eles comam. 
Pretérito Imperfeito: se eu comesse, se tu comesses, se ele 
comesse, se nós comêssemos, se vós comêsseis, se eles 
comessem. 
Futuro: quando eu comer, quando tu comeres, quando ele 
comer, quando nós comermos, quando vós comerdes, 
quando eles comerem. 
 
3ª conjugação – IR 
Presente: que eu parta, que tu partas, que ele parta, que 
nós partamos, que vós partais, que eles partam. 
Pretérito Imperfeito: se eu partisse, se tu partisses, se ele 
partisse, se nós partíssemos, se vós partísseis, se eles 
partissem. 
Futuro: quando eu partir, quando tu partires, quando ele 
partir, quando nós partirmos, quando vós partirdes, 
quando eles partirem. 
 
Emprego do Imperativo 
Imperativo Afirmativo 
- Não apresenta a primeira pessoa do singular. 
- É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do 
subjuntivo. 
- O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o “s”. 
- O restante é cópia fiel do presente do subjuntivo. 
 
 
6 https://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf69.php 
Presente do Indicativo: eu amo, tu amas, ele ama, nós 
amamos, vós amais, eles amam. 
Presente do subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele 
ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem. 
Imperativo afirmativo: (X), ama tu, ame você, amemos 
nós, amai vós, amem vocês. 
 
Imperativo Negativo 
- É formado através do presente do subjuntivo sem a 
primeira pessoa do singular. 
- Não retira os “s” do tu e do vós. 
 
Presente do Subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele 
ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem. 
Imperativo negativo: (X), não ames tu, não ame você, não 
amemos nós, não ameis vós, não amem vocês. 
 
Além dos três modos citados (Indicativo, Subjuntivo e 
Imperativo), os verbos apresentam ainda as formas nominais: 
infinitivo – impessoal e pessoal, gerúndio e particípio. 
 
Infinitivo Impessoal6 
Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal, 
isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido, 
não relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável. 
Assim, considera-se apenas o processo verbal. Ex.: Amar é 
sofrer. 
Podendo ter valor e função de substantivo. Ex.: Viver é 
lutar. (= vida é luta); É indispensável combater a corrupção. (= 
combate à) 
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente 
(forma simples) ou no passado (forma composta). Ex.: É 
preciso ler este livro; Era preciso ter lido este livro. 
Observe que, embora não haja desinências para a 1ª e 3ª 
pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo 
impessoal), elas não deixam de referir-se às respectivas 
pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo 
contexto da frase). Ex.: Para ler melhor, eu uso estes óculos. 
(1ª pessoa); Para ler melhor, ela usa estes óculos. (3ª pessoa) 
 
O infinitivo impessoal é usado: 
 
- Quando apresenta uma ideia vaga, genérica, sem se 
referir a um sujeito determinado. Ex. Querer é poder. 
Fumar prejudica a saúde. É proibido colar cartazes neste 
muro. 
- Quando tem valor de Imperativo. Ex. Soldados, 
marchar! (= Marchai!) Esquerda, volver! 
- Quando é regido de preposição (geralmente 
precedido da preposição “de”) e funciona como 
complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da 
oração anterior. Ex.: Eles não têm o direito de gritar assim. 
As meninas foram impedidas de participar do jogo. Eu os 
convenci a aceitar. 
 
No entanto, na voz passiva dos verbos "contentar", 
"tomar" e "ouvir", por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar) 
deve ser flexionado. Exs.: 
Eram pessoas difíceis de serem contentadas. 
Aqueles remédios são ruins de serem tomados. 
Os jogos que você me emprestou são agradáveis de serem 
jogados. 
 
- Nas locuções verbais. Ex.: Queremos acordar bem cedo 
amanhã. Eles não podiam reclamar do colégio. Vamos pensar 
no seu caso. 
- Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da 
oração anterior. Ex. Eles foram condenados a pagar pesadas 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 32 
multas. Devemos sorrir ao invés de chorar. Tenho ainda alguns 
livros por (para) publicar. 
 
Observação: quando o infinitivo preposicionado, ou não, 
preceder ou estiver distante do verbo da oração principal 
(verbo regente), pode ser flexionado para melhor clareza do 
período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação 
verbal. Exs.: 
Na esperança de sermos atendidos, muito lhe 
agradecemos. 
Foram dois amigos à casa de outro, a fim de jogarem 
futebol. 
Para estudarmos, estaremos sempre dispostos. 
Antes de nascerem, já estão condenadas à fome muitas 
crianças. 
 
- Com os verbos causativos "deixar", "mandar" e 
"fazer" e seus sinônimos que não formam locução verbal 
com o infinitivo que os segue. Ex.: Deixei-os sair cedo hoje. 
- Com os verbos sensitivos "ver", "ouvir", "sentir" e 
sinônimos, deve-se também deixar o infinitivo sem flexão. 
Ex.: Vi-os entrar atrasados. Ouvi-as dizer que não iriam à 
festa. 
 
Infinitivo Pessoal 
É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 
1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta desinências, 
assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-
se da seguinte maneira: 
2ª pessoa do singular: radical + ES. Ex.: teres (tu) 
1ª pessoa do plural: radical + mos. Ex.: termos (nós) 
2ª pessoa do plural: radical + dês. Ex.: terdes (vós) 
3ª pessoa do plural: radical + em. Ex.: terem (eles) 
 
Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa 
colocação. 
 
Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal, isso 
significa que ele atribui um agente ao processo verbal, 
flexionando-se.O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: 
 
- Quando o sujeito da oração estiver claramente 
expresso. Exs.: 
Se tu não perceberes isto... 
Convém vocês irem primeiro. 
O bom é sempre lembrarmos (sujeito desinencial, sujeito 
implícito = nós) desta regra. 
 
- Quando tiver sujeito diferente daquele da oração 
principal. Exs.: 
O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos 
estudarem bastante para a prova. 
Perdoo-te por me traíres. 
O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade. 
O guarda fez sinal para os motoristas pararem. 
 
- Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na 
terceira pessoa do plural). Exs.: 
Faço isso para não me acharem inútil. 
Temos de agir assim para nos promoverem. 
Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua 
conduta. 
 
- Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade 
de ação. Exs.: 
Vi os alunos abraçarem-se alegremente. 
Fizemos os adversários cumprimentarem-se com 
gentileza. 
Mandei as meninas olharem-se no espelho. 
Gerúndio 
Pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Ex.: Saindo de 
casa, encontrei alguns amigos. (Função de advérbio); Nas ruas, 
havia crianças vendendo doces. (Função adjetivo) 
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; 
na forma composta, uma ação concluída. Ex.: Trabalhando, 
aprenderás o valor do dinheiro; Tendo trabalhado, aprendeu o 
valor do dinheiro. 
 
Particípio 
Quando não é empregado na formação dos tempos 
compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma 
ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Ex.: 
Terminados os exames, os candidatos saíram. Quando o 
particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação 
temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo 
(adjetivo verbal). Ex.: Ela foi a aluna escolhida para 
representar a escola. 
 
1ª Conjugação –AR 
Infinitivo Impessoal: dançar. 
Infinitivo Pessoal: dançar eu, dançares tu; dançar ele, 
dançarmos nós, dançardes vós, dançarem eles. 
Gerúndio: dançando. 
Particípio: dançado. 
 
2ª Conjugação –ER 
Infinitivo Impessoal: comer. 
Infinitivo pessoal: comer eu, comeres tu, comer ele, 
comermos nós, comerdes vós, comerem eles. 
Gerúndio: comendo. 
Particípio: comido. 
 
3ª Conjugação –IR 
Infinitivo Impessoal: partir. 
Infinitivo pessoal: partir eu, partires tu, partir ele, 
partirmos nós, partirdes vós, partirem eles. 
Gerúndio: partindo. 
Particípio: partido. 
 
Questões 
 
01. (UNEMAT - Psicólogo - 2018) 
 
 
Disponível 
https://www.facebook.com/tirasamandinho/photos/a.488361671209144.11396
3. 
488356901209621/1568398126538821/?type=3&theater. 
Acesso em: fev.2018. 
 
Na tirinha, Fê conversa com Camilo sobre o que ela 
considera ser machismo na cerimônia de casamento, enquanto 
Pudim diz a Armandinho que tudo aquilo que a garota 
questiona é algo natural. 
Nas falas atribuídas à menina, o verbo ter aparece em Tem 
casamentos [...] (quadro 1) e em [...] essas coisas têm 
significados! (quadro 2). 
 
Em relação a esses empregos do verbo ter, assinale a 
alternativa correta. 
(A) Em ambos, o verbo é impessoal. 
(B) Ambos estão na terceira pessoa do plural do presente 
do modo indicativo. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 33 
(C) Ambos estão na terceira pessoa do singular do presente 
do modo indicativo. 
(D) Ambos estão no presente do modo indicativo, embora 
o primeiro esteja na terceira pessoa do singular e o segundo na 
terceira pessoa do plural. 
(E) Ambos estão no presente do modo subjuntivo, embora 
o primeiro esteja na terceira pessoa do singular e o segundo na 
terceira pessoa do plural. 
 
02. (PC/SP - Escrivão de Polícia - VUNESP/2018) 
 
O drama dos viciados em dívidas 
 
Apesar dos sinais de recuperação da economia, o número 
de brasileiros endividados chegou a 61,7 milhões em fevereiro 
passado – o equivalente a 40% da população adulta. O número 
é alto porque o hábito de manter as contas em dia não é apenas 
uma questão financeira decorrente do estado geral da 
economia – pode ser uma questão comportamental. Por isso, 
há grupos especializados que promovem reuniões semanais 
com devedores, com a finalidade de trocar experiências sobre 
consumo impulsivo e propensão a viver no vermelho. Uma 
dessas organizações é o Devedores Anônimos (DA), que 
funciona nos mesmos moldes do Alcoólicos Anônimos (AA). 
Pertencer a uma classe social mais alta não livra ninguém 
do problema. As pessoas de maior renda são justamente as que 
têm maior resistência em admitir a compulsão. Pior. É comum 
que, diante dos apuros, como a perda do emprego, algumas 
tentem manter o mesmo padrão de vida em lugar de cortar 
gastos para se encaixar na nova realidade. Pedir um 
empréstimo para quitar outra dívida é um comportamento 
recorrente entre os endividados. 
Para sair do vermelho, aceitar o vício é o primeiro passo. 
Uma vez que o devedor reconhece o problema, a próxima 
etapa é se planejar. 
(Felipe Machado e Tatiana Babadobulos, Veja, 04.04.2018. Adaptado) 
 
Assinale a alternativa em que os verbos estão conjugados 
de acordo com a norma-padrão, em substituição aos trechos 
destacados na passagem – É comum que, diante dos apuros, 
como a perda do emprego, algumas tentem manter o mesmo 
padrão de vida. 
(A) Poderia acontecer que ... mantêm 
(B) Pôde acontecer que ... mantessem 
(C) Podia acontecer que ... mantivessem 
(D) Pôde acontecer que ... manteram 
(E) Podia acontecer que ... mantiveram 
 
03. (PC/SP - Escrivão de Polícia - VUNESP/2018) A vida 
de Dorinha Duval foi, ____ . O processo ainda não havia ido a 
Júri quando a tese da defesa foi mudada. Não seria mais 
violenta emoção, mas legítima defesa. Ela não teria atirado no 
marido por ter sido ___ e chamada de velha, mas ______ o marido 
passou a agredi-la. De fato, o exame pericial de corpo de delito 
realizado em Dorinha constatou a existência de _______ em seu 
corpo. A versão da legítima defesa era ______ . 
(Luiza Nagib Eluf, A paixão no banco dos réus. Adaptado) 
 
As expressões verbais empregadas em tempo que exprime 
a ideia de hipótese são: 
(A) seria e teria. 
(B) foi e seria. 
(C) teria e ter sido. 
(D) foi e constatou. 
(E) ter sido e passou. 
 
04. (Pref. Itaquitinga/PE - Assistente Administrativo - 
IDHTEC/2016) Morto em 2015, o pai afirma que Jules Bianchi 
 
7 https://www.conjugacao.com.br/locucao-verbal/ 
não __________culpa pelo acidente. Em entrevista, Philippe 
Bianchi afirma que a verdade nunca vai aparecer, pois os 
pilotos __________ medo de falar. "Um piloto não vai dizer nada 
se existir uma câmera, mas quando não existem câmeras, 
todos __________ até mim e me dizem. Jules Bianchi bateu com 
seu carro em um trator durante um GP, aquaplanou e não 
conseguiu __________para evitar o choque. 
(http://espn.uol.com.br/noticia/603278_pai-diz-que-pilotos-da-f-1-
temmedo-de-falar-a-verdade-sobre-o-acidente-fatal-de-bianchi) 
 
Complete com a sequência de verbos que está no tempo, 
modo e pessoa corretos: 
(A) Tem – tem – vem - freiar 
(B) Tem – tiveram – vieram - frear 
(C) Teve – tinham – vinham – frenar 
(D) Teve – tem – veem – freiar 
(E) Teve – têm – vêm – frear 
 
05. (Prefeitura Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala - 
FEPESE/2016) Assinale a alternativa em que está correta a 
correlação entre os tempos e os modos verbais nas frases 
abaixo. 
(A) A entonação correta ao falarmos colabora com o 
entendimento que o outro tem do assunto tratado e reforçaria 
a nossa persuasão. 
(B) Para falar bem em público, organize as ideias de acordo 
com o tempo que você terá e, antes de falar, ensaie sua 
apresentação. 
(C) A capacidade de os adolescentes virem a falar em 
público, teria dependido dos bons ensinamentos da escola. 
(D) Quem vier a comparara fala dos jovens de hoje com os 
da geração passada, haveria de concluir que os jovens de hoje 
leem muito menos. 
(E) O contato visual também é importante ao falar em 
público. Passa empatia e envolveria o outro. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.C / 03.A / 04.E / 05.B 
 
Locução Verbal 
 
Uma locução verbal7 é a combinação de um verbo 
auxiliar e um verbo principal. Esses dois verbos, aparecendo 
juntos na oração, transmitem apenas uma ação verbal, 
desempenhando o papel de um único verbo. Exemplo: 
- estive pensando 
- quero sair 
- pode ocorrer 
- tem investigado 
- tinha decidido 
 
Função dos verbos auxiliares nas locuções verbais 
Apenas o verbo auxiliar é flexionado. Verbo auxiliar é o 
que perdendo significado próprio, é utilizado para auxiliar na 
conjugação de outro, o verbo principal. Assim, o tempo, o 
modo, o número, a pessoa e o aspecto da ação verbal são 
indicados pelo verbo auxiliar. 
 
Os auxiliares mais comuns são: “Ter, Haver, Ser e Estar”. 
Contudo, outros verbos também atuam como verbos auxiliares 
nas locuções verbais, como os verbos poder, dever, querer, 
começar a, deixar de, voltar a, continuar a, entre outros. 
 
 
 
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Língua Portuguesa 34 
Função dos verbos principais nas locuções verbais 
Nas locuções verbais o verbo auxiliar aparece conjugado e 
o principal numa das formas nominais: no gerúndio, no 
infinitivo ou no particípio. 
 
Locução verbal com verbo principal no gerúndio 
Ex.: Estou escrevendo 
verbo auxiliar flexionado: estou 
verbo principal no gerúndio: escrevendo 
 
Locução verbal com verbo principal no infinitivo 
Ex.: Quero sair 
verbo auxiliar flexionado: quero 
verbo principal no infinitivo: sair 
 
Locução verbal com verbo principal no particípio 
Ex.: Tinha decidido 
verbo auxiliar flexionado: tinha 
verbo principal no particípio: decidido 
 
Em todos os exemplos a ideia central é expressa pelo verbo 
principal, os verbos auxiliares apenas indicam flexões de 
tempo, modo, pessoa, número e voz. Sem os verbos principais, 
os auxiliares não teriam sentido algum. 
 
Questões 
 
01. (CISSUL/MG - Condutor Socorrista - IBGP/2017) 
 
 
Assinale a alternativa que contém uma locução verbal 
extraída do cartum. 
(A) Não terão. 
(B) Como andar. 
(C) Vai chegar. 
(D) Todos terão. 
 
02. (CRQ 4ª REGIÃO/SP - Fiscal - QUADRIX) 
 
 
 
Qual forma verbal substituiria, sem causar alteração de 
sentido, a locução verbal "vou ter", que aparece no primeiro 
quadrinho? 
(A) "terei". 
(B) "teria". 
(C) "tivera". 
(D) "tenha". 
(E) "tinha". 
 
03. (Pref. João Pessoa/PB - Professor Língua 
Portuguesa - FGV) Uma locução verbal é o conjunto formado 
por um verbo auxiliar + um verbo principal, este último 
sempre em forma nominal. Nas frases a seguir as formas 
verbais sublinhadas constituem uma locução verbal, à exceção 
de uma. Assinale‐a. 
(A) Todos podem entrar assim que chegarem. 
(B) Se os grevistas querem trabalhar menos, não vou 
atendê‐los. 
(C) Deixem entrar todos os atrasados. 
(D) Elas não sabem cozinhar como antigamente. 
(E) A plantação foi‐se expandindo para os lados 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.A / 03.C 
 
Advérbio 
 
É a palavra invariável que modifica um verbo (Chegou 
cedo), um outro advérbio (Falou muito bem), um adjetivo 
(Estava muito bonita). 
 
De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio 
pode ser de: 
Tempo: ainda, agora, antigamente, antes, amiúde 
(=sempre), amanhã, breve, brevemente, cedo, diariamente, 
depois, depressa, hoje, imediatamente, já, lentamente, logo, 
novamente, outrora. 
Lugar: aqui, acolá, atrás, acima, adiante, ali, abaixo, além, 
algures (=em algum lugar), aquém, alhures (= em outro lugar), 
dentro, defronte, fora, longe, perto. 
Modo: assim, bem, depressa, aliás (= de outro modo ), 
devagar, mal, melhor, pior, e a maior parte dos advérbios que 
termina em mente: calmamente, suavemente, rapidamente, 
tristemente. 
Afirmação: certamente, decerto, deveras, efetivamente, 
realmente, sim, seguramente. 
Negação: absolutamente, de modo algum, de jeito 
nenhum, nem, não, tampouco (=também não). 
Intensidade: apenas, assaz, bastante, bem, demais, mais, 
meio, menos, muito, quase, quanto, tão, tanto, pouco. 
Dúvida: acaso, eventuamente, por ventura, quiçá, 
possivelmente, talvez. 
 
Locuçoes Adverbiais: são duas ou mais palavras que têm 
o valor de advérbio: às cegas, às claras, às toa, às pressas, às 
escondidas, à noite, à tarde, às vezes, ao acaso, de repente, de 
chofre, de cor, de improviso, de propósito, de viva voz, de 
medo, com certeza, por perto, por um triz, de vez em quando, 
sem dúvida, de forma alguma, em vão, por certo, à esquerda, à 
direta, a pé, a esmo, por ali, a distância. 
- De repente o dia se fez noite. 
- Por um triz eu não me denunciei. 
- Sem dúvida você é o melhor. 
 
Graus dos Advérbios: o advérbio não vai para o plural, são 
palavras invariáveis, mas alguns admitem a flexão de grau: 
comparativo e superlativo. 
 
 
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Língua Portuguesa 35 
Comparativo de: 
Igualdade - tão + advérbio + quanto, como: Sou tão feliz 
quanto / como você. 
Superioridade - Analítico: mais do que. Ex.: Raquel é mais 
elegante do que eu. 
 - Sintético: melhor, pior que. Ex.: Amanhã será melhor do 
que hoje. 
Inferioridade - menos do que: Falei menos do que devia. 
 
Superlativo Absoluto: 
Analítico - mais, muito, pouco,menos: O candidato 
defendeu-se muito mal. 
Sintético - íssimo, érrimo: Localizei-o rapídíssimo. 
 
Emprego do Advérbio 
- Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do 
sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo 
sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, 
depressinha, rapidinho (bem rápido). Exs.: Rapidinho chegou 
a casa; Moro pertinho da universidade. 
- Frequentemente empregamos adjetivos com valor de 
advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente) 
- Bastante - antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai 
para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante 
simpáticas e gentis. 
- Bastante - antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai 
para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas 
no céu. 
- Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau 
(adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei-a de 
mau humor. 
- Antes de verbo no particípio, diz-se mais bem, mais mal: 
Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo. 
- Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se 
fazem professores como antigamente. (=não se fazem mais) 
- Na locução adverbial a olhos vistos (=claramente), o 
particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide 
emagrecia a olhos vistos. 
- Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no 
último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a 
todos. 
- A repetição de um mesmo advérbio assume o valor 
superlativo: Levantei cedo, cedo. 
 
Palavras e Locuções Denotativas: São palavras 
semelhantes a advérbios e que não possuem classificação 
especial. Não se enquadram em nenhuma das dez classes de 
palavras. São chamadas de denotativas e exprimem: 
Afetividade: felizmente, infelizmente, ainda bem. Ex.: Ainda 
bem que você veio. 
Designação, Indicação: eis. Ex.: Eis aqui o herói da turma. 
Exclusão: exclusive, menos, exceto, fora, salvo, senão, 
sequer: Ex.: Não me disse sequer uma palavra de amor. 
Inclusão: inclusive, também, mesmo, ainda, até, além disso, 
de mais a mais. Ex.: Também há flores no céu. 
Limitação: só, apenas, somente, unicamente. Ex.:Só Deus é 
perfeito. 
Realce: cá, lá, é que, sobretudo, mesmo. Ex.: Sei lá o que ele 
quis dizer! 
Retificação: aliás, ou melhor, isto é, ou antes. Ex.: Irei à 
Bahia na próxima semana, ou melhor, no próximo mês. 
Explicação: por exemplo, a saber. Ex.: Você, por exemplo, 
tem bom caráter. 
 
Questões 
 
01. Assinale a frase em que meio funciona como advérbio: 
(A) Só quero meio quilo. 
(B) Achei-o meio triste. 
(C) Descobri o meio de acertar. 
(D) Parou no meio da rua. 
(E) Comprou um metro e meio. 
 
02. Só não há advérbio em: 
(A) Não o quero. 
(B) Ali está o material. 
(C) Tudo está correto. 
(D) Talvez ele fale. 
(E) Já cheguei. 
 
03. Qual das frases abaixo possui advérbio de modo? 
(A) Realmente ela errou. 
(B) Antigamente era mais pacato o mundo. 
(C) Lá está teu primo. 
(D) Ela fala bem. 
(E) Estava bem cansado. 
 
04. Classifique a locução adverbial que aparece em 
"Machucou-se com a lâmina". 
(A) modo 
(B) instrumento 
(C) causa 
(D) concessão 
(E) fim 
 
05. (PC/SP - Investigador de Polícia - VUNESP/2018) 
Nos EUA, a psicanálise lembra um pouco certas seitas – as 
ideias do fundador são institucionalizadas e defendidas por 
discípulos ferrenhos, mas suas instituições parecem não 
responder às necessidades atuais da sociedade. Talvez porque 
o autor das ideias não esteja mais aqui para atualizá-las. 
Freud era um neurologista, e queria encontrar na Biologia 
as bases do comportamento. Como a tecnologia de então não 
lhe permitia avançar, passou a elaborar uma teoria, criando a 
psicanálise. Cientista que era, contudo, nunca se apaixonou por 
suas ideias, revisando sua obra ao longo da vida. Ele chegou a 
afirmar: “A Biologia é realmente um campo de possibilidades 
ilimitadas do qual podemos esperar as elucidações mais 
surpreendentes. Portanto, não podemos imaginar que 
respostas ela dará, em poucos decêndios, aos problemas que 
formulamos. Talvez essas respostas venham a ser tais que 
farão o edifício de nossas hipóteses colapsar”. Provavelmente, 
é sua frase menos citada. Por razões óbvias. 
(Galileu, novembro de 2017. Adaptado) 
 
Nos trechos – … Talvez porque o autor das ideias não esteja 
mais aqui… – ; – … nunca se apaixonou por suas ideias… – ; – A 
Biologia é realmente um campo de possibilidades ilimitadas… 
– e – Provavelmente, é sua frase menos citada. –, os advérbios 
destacados expressam, correta e respectivamente, 
circunstância de: 
(A) lugar; tempo; modo; afirmação. 
(B) lugar; tempo; afirmação; dúvida. 
(C) lugar; negação; modo; intensidade. 
(D) afirmação; negação; afirmação; afirmação. 
(E) afirmação; negação; modo; dúvida. 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.C / 03.D / 04.B / 05.B 
 
Preposição 
 
É a palavra invariável que liga um termo dependente a um 
termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As 
preposições podem ser: essenciais ou acidentais. 
 
As preposições essenciais atuam exclusivamente como 
preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 36 
entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Exs.: Não dê 
atenção a fofocas; Perante todos disse, sim. 
 
As preposições acidentais são palavras de outras classes 
que atuam eventualmente como preposições. São: como (=na 
qualidade de), conforme (=de acordo com), consoante, exceto, 
mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante. Ex.: Agia 
conforme sua vontade. (= de acordo com) 
 
- O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um 
substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, 
a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e 
não estabelece concordância com o substantivo. Ex.: Fiz todo o 
percurso a pé. (não há concordância com o substantivo 
masculino pé) 
- As preposições essenciais são sempre seguidas dos 
pronomes pessoais oblíquos: Despediu-se de mim 
rapidamente. Não vá sem mim. 
 
Locuções Prepositivas: é o conjunto de duas ou mais 
palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra 
é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de, 
acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, 
embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, 
junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás 
de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de, 
através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de, 
(=no lugar de), ao invés de (=ao contrário de), para com, até a. 
- Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. 
Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim 
no começo: Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. 
(locução adverbial); O acidente ocorreu perto de meu atelier. 
(locução prepositiva) 
- Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com 
outra preposição: Abola passou por entre as pernas do 
goleiro. Mas é inadequado dizer: Proibido para menores de até 
18 anos; Financiamento em até 24 meses. 
 
Combinações e Contrações 
Combinação: ocorre quando não há perda de fonemas: 
a+o, os= ao, aos / a+onde = aonde. 
Contração: ocorre quando a preposição perde fonemas: 
de+a, o, as, os, esta, este, isto = da, do, das, dos, desta, deste, 
disto. 
- em+ um, uma, uns, umas, isto, isso, aquilo, aquele, aquela, 
aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso, 
naquilo, naquele, naquela, naqueles. 
- de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele, 
daquela, daquilo. 
- para+ a = pra. 
A contração da preposição a com os artigos ou pronomes 
demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de 
crase e é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim: 
à, às, àquele, àquela, àquilo. 
 
Valores das Preposições 
 
A 
(movimento=direção): Foram a Lucélia comemorar os 
Anos Dourados. 
Modo: Partiu às pressas. 
Tempo: Iremos nos ver ao entardecer. 
Apreposição a indica deslocamento rápido: Vamos à praia. 
(ideia de passear) 
 
Ante 
(diante de): Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a 
emoção. 
Tempo (substituída por antes de): Preciso chegar ao 
encontro antes das quatro horas. 
Após (depois de): Após alguns momentos desabou num 
choro arrependido. 
 
Até 
(aproximação): Correu até mim. 
Tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a 
semana que vem. 
Atenção: Se a preposição até equivaler a inclusive, será 
palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam 
até quem os despreza. (inclusive) 
 
Com (companhia): Rir de alguém é falta de caridade; 
deve-se rir com alguém. 
Causa: A cidade foi destruída com o temporal. 
Instrumento: Feriu-se com as próprias armas. 
Modo: Marfinha, minha comadre, veste-se sempre com 
elegância. 
 
Contra 
(oposição, hostilidade): Revoltou-se contra a decisão do 
tribunal. 
Direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu. 
 
De (origem): Descendi de pais trabalhadores e honestos. 
Lugar: Os corruptos vieram da capital. 
Causa: O bebê chorava de fome. 
Posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu. 
Assunto: Falávamos do casamento da Mariele. 
Matéria: Era uma casa de sapé. 
A preposição de não deve contrair-se com o artigo, que 
precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos 
estudarem. (e não: dos alunos estudarem) 
 
Desde 
(afastamento de um ponto no espaço): Essa neblina vem 
desde São Paulo. 
Tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa. 
 
Em 
(lugar): Moramos em Lucélia há alguns anos. 
Matéria: As queridas amigas Nilceia e Nadélgia moram em 
Curitiba. 
Especialidade: Minha amiga Cidinha formou-se em Letras. 
Tempo: Tudo aconteceu em doze horas. 
 
Entre (posição entre dois limites): Convém colocar o vidro 
entre dois suportes. 
 
Para 
Direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa. 
Tempo: Pretendo vê-lo lá para o final da semana. 
Finalidade: Lute sempre para viver com dignidade.A preposição para indica permanência definitiva. Vou 
para o litoral. (ideia de morar) 
 
Perante (posição anterior): Permaneceu calado perante 
todos. 
 
Por (percurso, espaço, lugar): Caminhava por ruas 
desconhecidas. 
Causa: Por ser muito caro, não compramos um pendrive 
novo. 
Espaço: Por cima dela havia um raio de luz. 
 
Sem (ausência): Eu vou sem lenço sem documento. 
 
Sob (debaixo de / situação): Prefiro cavalgar sob o luar. 
Viveu, sob pressão dos pais. 
 
 
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Língua Portuguesa 37 
Sobre 
(em cima de, com contato): Colocou as taças de cristal 
sobre a toalha rendada. 
Assunto: Conversávamos sobre política financeira. 
 
Trás (situação posterior; é preposição fora de uso. É 
substituída por atrás de, depois de): Por trás desta carinha 
vê-se muita falsidade. 
 
Questões 
 
01. (PC/SP - Papiloscopista Policial - VUNESP/2018) 
 
 
 
No 3º quadrinho, nas três ocorrências, o sentido da 
preposição “sem” e o das expressões que ela forma são, 
respectivamente, de 
(A) negação e causa. 
(B) adição e condição. 
(C) ausência e modo. 
(D) falta e consequência. 
(E) exceção e intensidade. 
 
02. (Pref. Itaquitinga/PE - Técnico em Enfermagem - 
IDHTEC/2016) 
 
MAMÃ NEGRA (Canto de esperança) 
 
Tua presença, minha Mãe - drama vivo duma Raça, Drama 
de carne e sangue Que a Vida escreveu com a pena dos séculos! 
Pelo teu regaço, minha Mãe, Outras gentes embaladas à voz da 
ternura ninadas do teu leite alimentadas de bondade e poesia 
de música ritmo e graça... santos poetas e sábios... Outras 
gentes... não teus filhos, que estes nascendo alimárias 
semoventes, coisas várias, mais são filhos da desgraça: a 
enxada é o seu brinquedo trabalho escravo - folguedo... Pelos 
teus olhos, minha Mãe Vejo oceanos de dor Claridades de sol-
posto, paisagens Roxas paisagens Mas vejo (Oh! se vejo!...) mas 
vejo também que a luz roubada aos teus [olhos, ora esplende 
demoniacamente tentadora - como a Certeza... cintilantemente 
firme - como a Esperança... em nós outros, teus filhos, gerando, 
formando, anunciando -o dia da humanidade. 
(Viriato da Cruz. Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império) 
 
Em qual das alternativas o acento grave foi mal 
empregado, pois não houve crase? 
(A) “Milena Nogueira foi pela primeira vez à quadra da 
escola de samba Império Serrano, na Zona Norte do Rio.” 
(B) "Os relatos dos casos mostram repetidas violações dos 
direitos à moradia, a um trabalho digno, à integridade cultural, 
a vida e ao território." 
(C) “O corpo de Lucilene foi encontrado próximo à ponte 
do Moa no dia 11 de maio.” 
(D) “Fifa afirma que Blatter e Valcke enriqueceram às 
custas da entidade.” 
(E) “Doriva saiu e Milton Cruz fez às vezes de técnico até a 
chegada de Edgardo Bauza no fim do ano passado.” 
 
03. (TJ/AL - Analista Judiciário - Oficial de Justiça 
Avaliador - FGV/2018) 
 
Além do celular e da carteira, cuidado com as 
figurinhas da Copa 
Gilberto Porcidônio – O Globo, 12/04/2018 
 
A febre do troca-troca de figurinhas pode estar atingindo 
uma temperatura muito alta. Preocupados que os mais afoitos 
pelos cromos possam até roubá-los, muitos jornaleiros estão 
levando seus estoques para casa quando termina o expediente. 
Pode parecer piada, mas há até boatos sobre quadrilhas de 
roubo de figurinha espalhados por mensagens de celular. 
 
No texto aparecem três ocorrências da preposição DE. 
1. “troca-troca de figurinhas”; 
2. “roubo de figurinha”; 
3. “mensagens de celular”. 
 
Sobre o emprego dessa preposição nesses casos, é correto 
afirmar que: 
(A) os termos precedidos da preposição DE indicam 
pacientes dos vocábulos anteriores; 
(B) os termos precedidos da preposição DE indicam 
agentes dos termos anteriores; 
(C) os termos “de figurinha” e “de celular” são 
complementos dos termos anteriores; 
(D) os termos “de figurinhas” e “de celular” são adjuntos 
dos vocábulos precedentes; 
(E) os termos “de figurinhas” e “de figurinha” são 
complementos dos vocábulos precedentes. 
 
04. Assinale a alternativa em que a preposição destacada 
estabeleça o mesmo tipo de relação que na frase matriz: 
Criaram-se a pão e água. 
(A) Desejo todo o bem a você. 
(B) A julgar por esses dados, tudo está perdido. 
(C) Feriram-me a pauladas. 
(D) Andou a colher alguns frutos do mar. 
(E) Ao entardecer, estarei aí. 
 
05. (TJ/AL - Técnico Judiciário - FGV/2018) 
 
Ressentimento e Covardia 
 
Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os 
usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma 
legislação específica que coíba não somente os usos mas os 
abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A 
maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam 
crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune 
injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos 
direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação 
indébita. 
No fundo, é um problema técnico que os avanços da 
informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição 
dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me 
valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-
história. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 38 
Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na 
internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e 
escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos 
ou deformados que circulam por aí e que não podem ser 
desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou 
revista é processado se publicar sem autorização do autor um 
texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em 
caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de 
falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a 
desmentir e dar espaço ao contraditório. 
Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do 
cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão 
de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira 
liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) 
 
O segmento do texto em que o emprego da preposição EM 
indica valor semântico diferente dos demais é: 
(A) “Tenho comentado aqui na Folha em diversas 
crônicas”; 
(B) A maioria dos abusos, se praticados em outros meios”; 
(C) “... seriam crimes já especificados em lei”; 
(D) “...a comunicação virtual está em sua pré-história”; 
(E) “...ainda que em citação longa e sem aspas”. 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.E / 03.E / 04.C / 05.D 
 
Interjeição 
 
É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, 
estados de espírito ou apelos. 
 
Locução Interjetiva: é o conjunto de duas ou mais 
palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena! 
Quem me dera! Puxa, que legal! 
 
Classificaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas 
 
As intejeições e as locuções interjetivas são classificadas de 
acordo com o sentido que elas expressam em determinado 
contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode 
exprimir emoções variadas. 
Admiração ou Espanto: Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu 
Deus!, Céus! 
Advertência: Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!, 
Olha lá! 
Alegria: Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!; 
Ânimo: Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca! 
Aplauso: Bravo!, Parabéns!, Muito bem! 
Chamamento: Olá!, Alô!, Psiu!, Psit! 
Aversão: Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! 
Medo: Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai! 
Pedido de Silêncio: Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!, 
Chega!, Basta! 
Saudação: Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau! 
Concordância:Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida! 
Desejo: Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me 
dera! 
 
Observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes 
são formadas por palavras de outras classes gramaticais: 
Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo). 
 
Questões 
 
01. Assinale o par de frases em que as palavras destacadas 
são substantivo e pronome, respectivamente: 
(A) A imigração tornou-se necessária. / É dever cristão 
praticar o bem. 
(B) A Inglaterra é responsável por sua economia. / Havia 
muito movimento na praça. 
(C) Fale sobre tudo o que for preciso. / O consumo de 
drogas é condenável. 
(D) Pessoas inconformadas lutaram pela abolição. / 
Pesca-se muito em Angra dos Reis. 
(E) Os prejudicados não tinham o direito de reclamar. / 
Não entendi o que você disse. 
 
02. Assinale o item que só contenha preposições: 
(A) durante, entre, sobre 
(B) com, sob, depois 
(C) para, atrás, por 
(D) em, caso, após 
(E) após, sobre, acima 
 
03. Observe as palavras grifadas da seguinte frase: 
“Encaminhamos a V. Senhoria cópia autêntica do Edital nº 
19/82.” Elas são, respectivamente: 
(A) verbo, substantivo, substantivo 
(B) verbo, substantivo, advérbio 
(C) verbo, substantivo, adjetivo 
(D) pronome, adjetivo, substantivo 
(E) pronome, adjetivo, adjetivo 
 
04. Assinale a opção em que a locução grifada tem valor 
adjetivo: 
(A) “Comprei móveis e objetos diversos que entrei a 
utilizar com receio.” 
(B) “Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos.” 
(C) “Pediu-me com voz baixa cinquenta mil réis.” 
(D) “Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras...” 
(E) “Resolvi abrir o olho para que vizinhos sem 
escrúpulos não se apoderassem do que era delas.” 
 
05. O "que" está com função de preposição na alternativa: 
(A) Veja que lindo está o cabelo da nossa amiga! 
(B) Diz-me com quem andas, que eu te direi quem és. 
(C) João não estudou mais que José, mas entrou na 
Faculdade. 
(D) O Fiscal teve que acompanhar o candidato ao banheiro. 
(E) Não chore que eu já volto. 
 
Gabarito 
 
01.E / 02.A / 03.C / 04.E / 05.D 
 
Conjunções 
 
Exercem a função de conectar as palavras dentro de uma 
oração. Desta forma, elas estabelecem uma relação de 
coordenação ou subordinação e são classificadas em: 
Conjunções Coordenativas e Conjunções Subordinativas. 
 
Conjunções Coordenativas 
 
1. Aditivas (Adição) 
E 
Nem 
Não só... Mas também 
Mas ainda 
Senão 
 
Exemplos: 
Viajamos e descansamos. 
Eu não só estudo, mas também trabalho. 
 
 
 
 
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Língua Portuguesa 39 
2. Adversativas (posição contrária) 
 
Mas 
Porém 
Todavia 
Entretanto 
No entanto 
 
Exemplos: 
Ela era explorada, mas não se queixava. 
Os alunos estudaram, no entanto não conseguiram as 
notas necessárias. 
 
3. Alternativas (alternância) 
 
Ou, ou 
Ora, ora 
Quer, quer 
Já, já 
 
Exemplos: 
Ou você vem agora, ou não haverá mais ingressos. 
Ora chovia, ora fazia sol. 
 
4. Conclusivas (conclusão) 
Logo 
Portanto 
Por conseguinte 
Pois (após o verbo) 
 
Exemplos: 
O caminho é perigoso; vá, pois, com cuidado! 
Estamos nos esforçando, logo seremos recompensados. 
 
5. Explicativas (explicação) 
Que 
Porque 
Porquanto 
Pois (antes do verbo) 
 
Exemplos: 
Não leia no escuro, que faz mal à vista. 
Compre estas mercadorias, pois já estamos ficando sem. 
 
Conjunções Subordinativas 
 
Ligam uma oração principal a uma oração subordinativa, 
com verbo flexionado. 
 
1. Integrantes: iniciam a oração subordinada substantiva 
– Que / Se / Como 
 
Exemplos: 
Todos perceberam que você estava atrasado. 
Aposto como você estava nervosa. 
 
2. Temporais (Tempo) – Quando / Enquanto / Logo que / 
Assim que / Desde que 
Exemplos: 
Logo que chegaram, a festa acabou. 
Quando eu disse a verdade, ninguém acreditou. 
 
3. Finais (Finalidade) – Para que / A fim de que 
Exemplo: 
Foi embora logo, a fim de que ninguém o perturbasse. 
 
4. Proporcionais (Proporcionalidade) – À proporção que 
/ À medida que / Quanto mais ... mais / Quanto menos... menos 
Exemplos: 
À medida que se vive, mais se aprende. 
Quanto mais se preocupa, mais se aborrece. 
 
5. Causais (Causa) – Porque / Como / Visto que / Uma vez 
que 
Exemplo: Como estivesse doente, não pôde sair. 
 
6. Condicionais (Condição) – Se / Caso / Desde que 
Exemplos: 
Comprarei o livro, desde que esteja disponível. 
Se chover, não poderemos ir. 
 
7. Comparativas (Comparação) – Como / Que / Do que / 
Quanto / Que nem 
Exemplos: 
Os filhos comeram como leões. 
A luz é mais veloz do que o som. 
 
8. Conformativas (Conformidade) – Como / Conforme / 
Segundo 
Exemplos: 
As coisas não são como parecem. 
Farei tudo, conforme foi pedido. 
 
9. Consecutivas (Consequência) – Que (precedido dos 
termos: tal, tão, tanto...) / De forma que 
Exemplos: 
A menina chorou tanto, que não conseguiu ir para a escola. 
Ontem estive viajando, de forma que não consegui 
participar da reunião. 
 
10. Concessivas (Concessão) – Embora / Conquanto / 
Ainda que / Mesmo que / Por mais que 
Exemplos: 
Todos gostaram, embora estivesse mal feito. 
Por mais que gritasse, ninguém o socorreu. 
 
Questões 
 
01. (PC/SP - Papiloscopista Policial - VUNESP/2018) 
 
 
 
Na fala do personagem no segundo quadrinho “Apesar da 
aparência, sou um homem ultramoderno!”, a expressão 
destacada estabelece entre as informações relação de sentido 
de 
(A) comparação. 
(B) finalidade. 
(C) consequência. 
(D) conclusão. 
(E) concessão. 
 
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Língua Portuguesa 40 
02. (Prefeitura Trindade/GO - Auxiliar Administrativo 
- FUNRIO/2016) 
 
OMS recomenda ingerir menos de cinco gramas de sal 
por dia 
 
Se você tem o hábito de pegar no saleiro e polvilhar a 
comida com umas pitadas de sal, é melhor pensar duas vezes. 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou esta 
quinta-feira que um adulto consuma por dia menos de dois 
gramas de sódio – ou seja, menos de cinco gramas de sal – para 
reduzir os níveis de pressão arterial e as doenças 
cardiovasculares. 
Pela primeira vez, a OMS faz recomendações também para 
as crianças com mais de dois anos de idade, para que as 
doenças relacionadas com a alimentação não se tornem 
crônicas na idade adulta. Neste caso, a OMS diz que os valores 
devem ainda ser mais baixos do que os dois gramas de sódio, 
devendo ser adaptados tendo em conta o tamanho, a idade e 
as necessidades energéticas. 
Teresa Firmino Adaptado de publico.pt/ciencia 
 
Em para reduzir os níveis de pressão arterial e as doenças 
cardiovasculares, a palavra para expressa o seguinte 
significado: 
(A) oposição 
(B) finalidade 
(C) causalidade 
(D) comparação 
(E) temporalidade 
 
03. (SEDUC/PA - Professor Classe I - Português - 
CONSULPLAN/2018) 
 
Coisas & Pessoas 
 
Desde pequeno, tive tendência para personificar as coisas. 
Tia Tula, que achava que mormaço fazia mal, sempre gritava: 
“Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!”. Mas eu ouvia o 
mormaço com M maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho 
que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando 
leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo 
com estes olhos o Sr. Clamor Público, magro, arquejante, de 
preto, brandindo um guarda-chuva, com um gogó 
protuberante que se abaixa e levanta no excitamento da 
perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia 
contar uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de 
colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da ponte 
Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os 
presidentes Justoe Getúlio, e gente muita, tanto assim que 
fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse 
a Prefeitura, com os demais jornalistas do Brasil e Argentina. 
Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre 
as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com os 
alegres incômodos e duvidosos encantos, um vulto junto à 
minha cama, senti-me estremunhado e olhei atônito para um 
tipo de chiru, ali parado, de bigodes caídos, pala pendente e 
chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda 
interrogação, ele resolveu explicar-se, com a devida calma: 
– Pois é! Não vê que eu sou o sereno… 
E eis que, por milésimo de segundo, ou talvez mais, julguei 
que se tratasse do sereno noturno em pessoa. [...] 
(Mário Quintana. Caderno H. 5. ed. São Paulo: Globo, 1989, p. 153-154.) 
 
Após a leitura do texto e considerando seu conteúdo, pode-
se afirmar quanto ao emprego da conjunção em relação à 
titulação do texto que o sentido produzido indica 
(A) compensação de um elemento em relação ao outro. 
(B) acrescentamento de um elemento em relação ao outro. 
 
(C) sobreposição do último elemento em detrimento do 
primeiro. 
(D) estabelecimento de uma relação de um elemento para 
com o outro. 
 
04. (IF/PE - Técnico em Enfermagem - 2016) 
 
Crônica da cidade do Rio de Janeiro 
 
No alto da noite do Rio de Janeiro, luminoso, generoso, o 
Cristo Redentor estende os braços. Debaixo desses braços os 
netos dos escravos encontram amparo. 
Uma mulher descalça olha o Cristo, lá de baixo, e 
apontando seu fulgor, diz, muito tristemente: 
- Daqui a pouco não estará mais aí. Ouvi dizer que vão tirar 
Ele daí. 
- Não se preocupe – tranquiliza uma vizinha. – Não se 
preocupe: Ele volta. 
A polícia mata muitos, e mais ainda mata a economia. Na 
cidade violenta soam tiros e também tambores: os atabaques, 
ansiosos de consolo e de vingança, chamam os deuses 
africanos. Cristo sozinho não basta. 
(GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM Pocket, 
2009.) 
 
Na construção “A polícia mata muitos, e mais ainda mata a 
economia”, a conjunção em destaque estabelece, entre as 
orações, 
(A) uma relação de adição. 
(B) uma relação de oposição. 
(C) uma relação de conclusão. 
(D) uma relação de explicação. 
(E) uma relação de consequência. 
 
05. (COPASA - Analista de Saneamento - Administrador 
- FUMARC/2018) 
 
Se você não corresponde ao figurino neoliberal é porque 
sofre de algum transtorno. As doenças estão em moda. 
Respiramos a cultura da medicalização. Não nos perguntamos 
por que há tantas enfermidades e enfermos. Esta indagação 
não convém à indústria farmacêutica nem ao sistema cujo 
objetivo primordial é a apropriação privada da riqueza. 
 
Sobre os itens lexicais destacados no fragmento, estão 
corretas as afirmativas, EXCETO: 
(A) A conjunção “nem” liga dois itens (indústria / sistema) 
indicando oposição entre eles. 
(B) A conjunção “porque” introduz uma relação de 
causalidade entre as partes do período de que faz a ligação. 
(C) O conectivo “se” poderia ser substituído por “caso” e 
indica condicionalidade. 
(D) O pronome “algum” transfere sua indefinitude ao 
substantivo que acompanha, “transtorno”. 
 
Gabarito 
 
01.E / 02.B / 03.D / 04.B / 05.A 
 
 
 
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
Observe as seguintes palavras: 
escol-a 
escol-ar 
escol-arização 
Formação de palavras; 
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Língua Portuguesa 41 
escol-arizar 
sub-escol-arização 
 
Percebemos8 que há um elemento comum a todas elas: a 
forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis, 
responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por 
exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se 
escolar pelo acréscimo do elemento destacável: ar. 
Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas 
palavras que selecionamos, podemos depreender a existência 
de diferentes elementos formadores. Cada um desses 
elementos formadores é uma unidade mínima de significação, 
um elemento significativo indecomponível, a que damos o 
nome de morfema. 
 
Classificação dos Morfemas 
 
Radical: há um morfema comum a todas as palavras que 
estamos analisando: escol-. 
É esse morfema comum - o radical - que faz com que as 
consideremos palavras de uma mesma família de significação. 
- Nos cognatos o radical é a parte da palavra responsável 
por sua significação principal. 
 
Afixos: como vimos, o acréscimo do morfema - ar - cria 
uma nova palavra a partir de escola. De maneira semelhante, o 
acréscimo dos morfemas sub e arização à forma escol 
criou subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de 
afixos. 
Quando são colocados antes do radical, como acontece 
com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como 
arização, surgem depois do radical os afixos são chamados 
de sufixos. 
- Prefixos e Sufixos, além de operar mudança de classe 
gramatical, são capazes de introduzir modificações de 
significado no radical a que são acrescentados. 
 
Desinências: quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se 
formas como amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, 
amavam. Essas modificações ocorrem à medida que o verbo 
vai sendo flexionado em número (singular e plural) e pessoa 
(primeira, segunda ou terceira). Também ocorrem se 
modificarmos o tempo e o modo do verbo (amava, amara, 
amasse, por exemplo). 
Assim, podemos concluir, que existem morfemas que 
indicam as flexões das palavras. Esses morfemas sempre 
surgem no fim das palavras variáveis e recebem o nome de 
desinências, no qual podem ser divididos em: 
 
a) Desinências nominais: indicam o gênero e o número 
dos nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma 
opor as desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina. 
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o 
morfema –s, que indica o plural em oposição à ausência de 
morfema, que indica o singular: garoto/garotos; 
garota/garotas; menino/meninos; menina/meninas. 
No caso dos nomes terminados em –r e – z, a desinência de 
plural assume a forma -es: 
mar/mares; 
revólver/revólveres; 
cruz/cruzes. 
 
b) Desinências verbais: em nossa língua, as desinências 
verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que 
indicam o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e 
aquelas que indicam o número e a pessoa dos verbos 
(desinência número-pessoais): 
 
8 http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-formacao-de-
palavras-i.htm 
 cant-á-va-mos 
 cant-á-sse-is 
cant: radical 
 cant: radical 
-á-: vogal temática 
 -á-: vogal temática 
 
-va-: desinência modo-temporal(caracteriza o pretérito 
imperfeito do indicativo). 
-sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito 
imperfeito do subjuntivo). 
-mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira 
pessoa do plural). 
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda 
pessoa do plural). 
 
Vogal Temática: observe que, entre o radical cant- e as 
desinências verbais, surge sempre o morfema – a. 
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado 
de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, 
constituindo o chamado tema. É ao tema (radical + vogal 
temática) que se acrescentam as desinências. Tanto os verbos 
como os nomes apresentam vogais temáticas. 
 
Vogais Temáticas Nominais: são -a, -e, e -o, quando 
átonas finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, 
triste, base, combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que 
essas terminações são desinências indicadoras de gênero, pois 
a mesa, a escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. 
É a essas vogais temáticas que se liga a desinência indicadora 
de plural: 
mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminadosem vogais 
tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam 
vogal temática. 
 
Vogais temáticas verbais: são -a, -e e - i, que caracterizam 
três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. 
Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira 
conjugação; aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à 
segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem 
à terceira conjugação. 
 
primeira conj. segunda conj. terceira conj. 
govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra 
atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse 
realiz-a-sse mex-e-rá g-i-mos 
 
Vogal ou consoante de ligação: as vogais ou consoantes 
de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos, 
ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a leitura de uma 
determinada palavra. Temos um exemplo de vogal de ligação 
na palavra escolaridade: o - i - entre os sufixos - ar- e -dade 
facilita a emissão vocal da palavra. Outros exemplos: 
gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira, chaleira, 
tricota. 
 
Processos de Formação de Palavras 
 
Composição 
Haverá composição quando se juntarem dois ou mais 
radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de 
composição: justaposição e aglutinação. 
a) Justaposição: ocorre quando os elementos que formam 
o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos. Por 
exemplo: Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol. 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 42 
b) Aglutinação: ocorre quando os elementos que formam 
o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde sua 
integridade sonora. Por exemplo: Aguardente (água + 
ardente), planalto (plano + alto), pernalta (perna + alta), 
vinagre (vinho + acre) 
 
Derivação por Acréscimo de Afixos 
É o processo pelo qual se obtêm palavras novas 
(derivadas) pela anexação de afixos à palavra primitiva. A 
derivação pode ser: prefixal, sufixal e parassintética. 
 
a) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por 
acréscimo de prefixo. 
In------ --feliz des----------leal 
Prefixo radical prefixo radical 
 
b) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por 
acréscimo de sufixo. 
 Feliz---- mente leal------dade 
Radical sufixo radical sufixo 
 
c) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo 
simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem 
o sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não 
“existiria”). Por parassíntese formam-se principalmente 
verbos. 
En-- -----trist- ----ecer 
Prefixo radical sufixo 
 
en----- ---tard--- --ecer 
prefixo radical sufixo 
 
Outros Tipos de Derivação 
Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem 
que haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva 
e a derivação imprópria. 
 
a) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por 
redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação 
de substantivos derivados de verbos. 
Por exemplo: A pesca está proibida. (pescar). Proibida a 
caça. (caçar) 
 
b) Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) é 
obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra 
primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão 
somente na classe gramatical. Por exemplo: 
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê 
deriva da conjunção porque) 
Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui, 
substantivo) 
 
Outros processos de formação de palavras 
- Hibridismo: é a palavra formada com elementos 
oriundos de línguas diferentes. 
automóvel (auto: grego; móvel: latim) 
sociologia (socio: latim; logia: grego) 
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego) 
 
- Abreviação vocabular: cujo traço peculiar manifesta-se 
por meio da eliminação de um segmento de uma palavra no 
intuito de se obter uma forma mais reduzida, geralmente 
aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos: 
metropolitano – metrô 
extraordinário – extra 
otorrinolaringologista – otorrino 
telefone – fone 
 
9http://www.portaleducacao.com.br/marketing/artigos/36851/tipos-de-
comunicacao#ixzz3zyJfUYMH 
pneumático – pneu 
 
- Onomatopeia: consiste em criar palavras, tentando 
imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por exemplo: zum-
zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá. 
 
- Siglas: as siglas são formadas pela combinação das letras 
iniciais de uma sequência de palavras que constitui um nome. 
Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano). 
As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não 
ser que haja mais de três letras e a sigla seja 
pronunciável sílaba por sílaba. 
Por exemplo: Unicamp, Petrobras. 
 
Questões 
 
01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam 
pelo mesmo processo: 
A) ajoelhar / antebraço / assinatura 
B) atraso / embarque / pesca 
C) o jota / o sim / o tropeço 
D) entrega / estupidez / sobreviver 
E) antepor / exportação / sanguessuga 
 
02. A palavra “aguardente” formou-se por: 
A) hibridismo 
B) aglutinação 
C) justaposição 
D) parassíntese 
E) derivação regressiva 
 
03. Que item contém somente palavras formadas por 
justaposição? 
A) desagradável - complemente 
B) vaga-lume - pé-de-cabra 
C) encruzilhada - estremeceu 
D) supersticiosa - valiosas 
E) desatarraxou - estremeceu 
 
04. “Sarampo” é: 
A) forma primitiva 
B) formado por derivação parassintética 
C) formado por derivação regressiva 
D) formado por derivação imprópria 
E) formado por onomatopeia 
 
05. As palavras são formadas através de derivação 
parassintética em 
A)infelizmente, desleal, boteco, barraco. 
B)ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer. 
C)caça, pesca, choro, combate. 
D)ajoelhar, pesca, choro, entristecer. 
 
Gabarito 
01.B / 02.B / 03.B / 04.C / 05.B 
 
 
 
PROCESSO DE COMUNICAÇÃO E 
ELEMENTOS CONSTITUTIVOS 
 
9Comunicação é uma palavra derivada do termo latino 
“communicare”, que significa “partilhar, participar algo, tornar 
http://www.significados.com.br/comunicacao/ 
http://pedagogiaaopedaletra.com/comunicacao-verbal-e-nao-verbal/ 
Elementos de comunicação; 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 43 
comum”. 
Através da comunicação, os seres humanos e os animais 
partilham diferentes informações entre si, tornando o ato de 
comunicar uma atividade essencial para a vida em sociedade. 
Desde o princípio dos tempos, a comunicação foi de 
importância vital, sendo uma ferramenta de integração, 
instrução, de troca mútua e desenvolvimento. O processo de 
comunicação consiste na transmissão de informação entre um 
emissor e um receptor que descodifica (interpreta) uma 
determinada mensagem. 
A mensagem é codificada num sistema de sinais definidos 
que podem ser gestos, sons, indícios, uma língua natural 
(português, inglês, espanhol, etc.), ou outros códigos que 
possuem um significado (por exemplo, as cores do semáforo), 
e transportada até o destinatário através de um canal de 
comunicação (o meio por onde circula a mensagem, seja por 
carta, telefone, comunicado na televisão, etc.). 
Nesse processo podem ser identificados os elementos da 
comunicação, no qual envolvem: Emissor, Receptor, Código 
(sistema de sinais) e Canal de comunicação. 
Umoutro elemento presente no processo comunicativo é o 
ruído, caracterizado por tudo aquilo que afeta o canal, 
perturbando a perfeita captação da mensagem (por exemplo, 
falta de rede no celular). 
Quando a comunicação se realiza por meio de uma 
linguagem falada ou escrita, denomina-se comunicação verbal, 
forma de comunicação exclusiva dos seres humanos e a mais 
importante nas sociedades humanas. 
As outras formas de comunicação que recorrem a sistemas 
de sinais não-linguísticos, como gestos, expressões faciais, 
imagens, etc., são denominadas comunicação não-verbal. 
Alguns ramos da comunicação são: a teoria da informação, 
comunicação intrapessoal, comunicação interpessoal, 
marketing, publicidade, propaganda, relações públicas, análise 
do discurso, telecomunicações e Jornalismo. 
O termo “comunicação” também é usado no sentido de 
ligação entre dois pontos, por exemplo, os meios de transporte 
que fazem a comunicação entre duas cidades ou os meios 
técnicos de comunicação (telecomunicações). 
 
Tipos de Comunicação 
 
É possível classificar a comunicação conforme o número de 
pessoas que estão envolvidas por ela, vejamos: 
 
- Comunicação Intrapessoal: a pessoa se comunica com 
ela mesma por meio de pensamentos, ou da escrita em diários 
pessoais. 
 
- Comunicação Interpessoal: refere-se à troca de 
informações entre duas pessoas. Pode ocorrer em conversas 
presenciais, por carta, e-mail ou telefone. 
 
- Comunicação em Grupo: indica o processo de 
comunicação entre três pessoas ou mais. Acontece no ensino, 
em palestras, teleconferências ou discursos. 
 
- Comunicação de Massa: tem a pretensão de atingir um 
grande público não especificamente identificado, é realizada 
de forma coletiva e não focalizada a uma única pessoa. É 
conhecida como sendo “um-para-muitos”, possibilitando 
respostas limitadas do público. Exemplos desse tipo de 
comunicação: jornais, revistas, filmes e televisão. 
 
- Comunicação Dirigida: é caracterizada pela seleção 
prévia de públicos (ou segmentos de mercado), ou seja, 
direciona-se a um público homogêneo identificado (por 
exemplo, mala-direta para um grupo de gestores). 
 
- Comunicação Integrada: por meio de uma única 
mensagem ocorre a utilização de uma forma conjugada de 
todas as formas de marketing, sendo elas: Publicidade e 
Propaganda, Venda Pessoal, Promoção de Vendas, Relações 
Públicas, Assessoria de Imprensa, Marketing Direto e Internet. 
Todas essas áreas do marketing irão contribuir de forma 
particular para o alcance dos objetivos. 
A comunicação integrada busca cercar o público-alvo em 
todos os canais comunicativos existentes, por isso utilizam-se 
diversos tipos de mídia ao mesmo tempo e de forma 
conjugada. 
 
Elementos da Comunicação 
 
Todas as formas de comunicação envolvem os seguintes 
elementos: 
1) Emissor – quem inicia o processo; 
2) Código – sinais para se construir uma mensagem; 
3) Mensagem – aquilo que se quer comunicar; 
4) Canal – o veículo que leva a mensagem; 
5) Receptor – quem recebe, decodifica e interpreta o 
significado. 
Sabe-se que existe hoje um sistema de comunicação 
complexo, com transmissões de mensagens através de códigos 
variados, canais e veículos cada vez mais rápidos e eficientes. 
 
Comunicação Humana 
Na comunicação humana, o código é a linguagem, que na 
conversação é complementada por elementos da comunicação 
não-verbal (gestos, expressões faciais, movimentos dos olhos 
e do corpo, etc.) e o canal utilizado é o ar que respiramos. No 
processo de conversação, existe o feedback, representado pela 
resposta do receptor no momento em que responde, o 
receptor inverte o processo e passa a ser o emissor, e aquele 
que antes emitia passa a ser o receptor, que irá decodificar e 
interpretar a nova mensagem. É esta inversão do processo que 
permite a uma pessoa saber se a outra entendeu a sua 
mensagem. 
 
Linguagem 
A linguagem é, ao mesmo tempo, uma função e um 
aprendizado: uma função no sentido de que todo ser humano 
normal fala e a linguagem constitui um instrumento 
necessário para ele; um aprendizado, pois o sistema simbólico 
linguístico, que a criança deve assimilar, é adquirido 
progressivamente pelo contato com o meio. Essa aquisição 
ocorre durante toda a infância, no que o aprendizado da 
linguagem difere, fundamentalmente, do aprendizado da 
marcha ou da preensão, que constituem a sequência 
necessária do desenvolvimento biológico; A linguagem é um 
aprendizado cultural e está ligada ao meio da criança. 
 
Comunicação Verbal 
 
Existem inúmeras formas de se trocar informações, ou 
seja, de se comunicar. Uma das mais eficazes para o ser 
humano é a comunicação verbal, que ocorre quando um grupo 
de indivíduos com interesses comuns ou correlatos se reúne. 
A comunicação verbal se divide em: 
 
- Comunicação Oral: em reuniões sociais, sejam elas 
formais ou informais, as informações são trocadas através da 
comunicação oral, a mais importante para a transmissão das 
ideias. Existe a oportunidade de aprofundar os detalhes de 
maior interesse relacionados à informação oferecida, bem 
como a possibilidade de se obter a repetição ou o 
detalhamento de uma informação não completamente 
entendida. Podem também ser apresentadas observações ou 
pontos de vista capazes de enriquecer a informação inicial, 
tornando-a mais clara, concisa e completa. 
O desembaraço na conversa informal do dia a dia, pouco 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 44 
tem a ver com o desempenho na comunicação verbal, como 
forma de intercambiar informações. É difícil para a maioria 
dos profissionais de qualquer área, utilizar adequadamente 
essa potente modalidade de comunicação. Isto é consequência 
do simples fato de que a formação e o treinamento das pessoas 
são incompletos. Nós não somos ensinados a organizar e 
registrar o nosso trabalho diário, analisá-lo criticamente, tirar 
conclusões e discuti-las de forma ordenada. 
De um modo geral, as pessoas evitam falar em público, por 
uma série de razões, como vergonha, medo de enfrentar a 
audiência, medo de não saber responder a alguma pergunta, 
receio de parecer ridículo ou de dizer besteiras, etc. 
Essas razões, contudo, não tem o menor fundamento; elas 
apenas servem para esconder a única e real razão: a falta de 
treino ou de familiaridade com a comunicação verbal. É 
perfeitamente normal que algumas pessoas pareçam mais 
naturais ou à vontade do que outras, ao falar em grupo. A 
diferença, contudo, reside apenas no quanto uns conseguem 
desligar dos falsos e infundados receios e concentrar-se na 
comunicação. 
 
- Comunicação Escrita: a leitura, por mais atenta que 
possa ser, não tem o poder de transmissão da informação que 
a comunicação verbal tem. Na leitura, o autor é desconhecido 
ou distante; a sua ideia nem sempre é claramente entendida e, 
mais importante, não existe a possibilidade do diálogo. A 
transmissão da informação é passiva. A comunicação verbal, 
ao contrário é mais poderosa e versátil. 
 
Comunicação Não-Verbal 
 
A comunicação verbal serve para transmitir informações 
entre indivíduos, tendo estas informações um caráter 
informativo. Já a comunicação não-verbal é caracterizada pelo 
uso de gestos, da mímica, do olhar, da voz e dos sinais 
paralinguísticos, da organização espacial e da localização. 
Estes, que são determinantes de uma relação interpessoal dos 
indivíduos. 
 
- Organização espacial: é a distância que separa o emissor 
do receptor e se acha determinada por um conjunto de regras 
que refletem a mensagem e as interações dos interlocutores. O 
espaço é convencionado por todo um sistema de sinais que 
varia conforme os grupos sociais e culturais. 
A distância é um grau regulador de intimidade na relação 
dos interlocutores, ela exerce influênciana transmissão da 
informação pela utilização de diversos canais. 
 
- Localização: a localização é um indicador do tipo de 
relação que a pessoa deseja ter com seu interlocutor, ela 
também modula a mensagem transmitida e indica status 
privilegiado. Indica também que estas pessoas gostariam ou 
detém um certo prazer no grupo. 
 
- Gestos: os gestos precedem ou acompanham o 
comportamento verbal. São controlados pelas normas sociais 
e estão ligados aos modos. Cada emoção exprime-se num 
modelo postural que reflete essa tensão ou esse relaxamento. 
Por exemplo, pessoas em uma determinada postura que 
costumam frequentemente mexer um ou os dois pés, é um dos 
indicativos de ansiedade. Assim como a postura dos braços 
cruzados é um indicativo de fechamento racional. 
 
- Mímica: as mímicas são os “gestos do rosto”. Um 
observador pode ver no rosto informações sobre a 
personalidade e a história de seu interlocutor, mas isso gera 
também muitos erros. 
As mímicas são específicas do meio social, da região em 
que a pessoa foi educada. 
Por exemplo, é comum o japonês sorrir quando está 
embaraçado, enquanto no brasileiro o sorrir é uma 
manifestação comum de alegria. 
 
- Olhar: a expressão do olhar é tão variada e difícil de 
controlar que é também difícil dominar as intenções mais 
ocultas. 
O olhar parece ter dupla função, pois indica a quem se 
dirige a comunicação e constitui um indício da atenção dada. 
Não existe interação na comunicação sem troca de olhar, o 
contato com os olhos marca a interação intensa. Um exemplo 
de interação feito com o do olhar é o do vendedor frente a seus 
clientes. Ele fixa o olhar no seu cliente submetendo a este uma 
condição de submissão na comunicação. 
 
A Voz e os Sinais Paralinguísticos 
A voz transmite aspectos da personalidade assim como 
estado de espírito da pessoa que se fala. Um indivíduo traz no 
seu registro e voz a marca quase irreversível de seu grupo 
social e cultural. 
O timbre de voz, o ritmo, a fluência e a intensidade, 
dependem do controle emotivo. 
 
Concordância e Discordância entre a Comunicação 
Verbal e a Comunicação Não-Verbal 
 
O código verbal possui o objetivo de transmitir um 
conteúdo de valor informativo. Já o código não verbal é quase 
sempre utilizado para manter a relação interpessoal. 
Se houver concordância entre elas, o impacto da 
mensagem é mais forte e a recepção é melhor. 
Se houver discordância entre elas, ocorre uma 
desorientação do receptor, o sentido da mensagem é alterado 
e o conteúdo se torna preponderante. 
Exemplo: uma pessoa ao dar um abraço numa criança 
demonstrando afeto por ela ao mesmo tempo que a chama de 
querida e meiga, fortalece a mensagem. O mesmo não ocorre 
se, ao dar o abraço, a pessoa chama a criança de chata. Para a 
criança, o abraço será mais significativo e ela fará uma 
distorção da palavra chata. 
 
Questões 
 
01. (UFRN – Assistente em Administração – 
COMPERVE) O processo de comunicação acontece, de duas 
formas: oral e não oral. São exemplos exclusivos de 
comunicação não oral: 
(A) correio eletrônico, conversas “frente a frente” e 
cartazes. 
(B) SMS, chamadas telefônicas e cartas. 
(C) whatsapp, contatos pessoais e mala direta. 
(D) outdoor, mídias impressas e e-mail. 
 
02. (Pref. de Cruzeiro/SP - Professor PEB II - 
INS.EXCELENCIA/2016) Sobre os conceitos relativos à 
oralidade, todas as alternativas abaixo estão corretas, 
EXCETO: 
(A) A prosódia, a gestualidade e os movimentos dos olhos 
são exemplos de fenômenos característicos da oralidade. 
(B) A simultaneidade temporal é uma característica 
restrita à comunicação oral. 
(C) A fala, enquanto manifestação da prática oral é 
adquirida naturalmente em contextos informais da vida 
cotidiana. 
(D) A oralidade é uma forma de produção textual para fins 
comunicativos que utiliza apenas o aparato disponível no ser 
humano para ser executada. 
 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 45 
03. (TRE/SP - Analista Judiciário - FCC) A comunicação 
tem quatro funções básicas dentro de um grupo ou de uma 
organização: 
(A) controle, motivação, expressão emocional e 
informação. 
(B) comprometimento, semântica, feedback e 
decodificação. 
(C) formal, informal, entendimento e expressão. 
(D) vertical, horizontal, não verbal e oral. 
(E) emissão, recepção, clareza e canal. 
 
04. (Pref. de Natal/RN - Professor - CONSULPLAN) 
 
“Os modos orais de prova, memorial e comunicação [...] 
não cessaram com a chegada da escrita: na verdade 
influenciaram a sua adaptação. Os gregos marcavam túmulos 
bem antes de a escrita ser introduzida, e o túmulo antigo e os 
marcos de túmulos são efetivamente tipos não-escritos de 
memorial ou apoio mnemônico. A escrita foi acrescentada a 
esses modos presumivelmente como um outro marco, mas o 
sistema mais antigo não foi inteiramente eliminado. Junto com 
os túmulos e dedicatórias, o elemento escrito meramente 
acrescenta uma maneira ulterior e provavelmente mais eficaz 
de lembrar o indivíduo ou assinalar homenagem. 
Os métodos orais continuam a ser dignos de crédito, assim 
como a tradição oral era considerada a fonte perfeitamente 
normal para o passado, ao menos até o século IV e um pouco 
além. Assim como os contratos, que teriam testemunhas. Como 
meios não escritos de segurança, eles eram provavelmente a 
parte mais importante e confiável do contrato, para o qual a 
escrita era apenas uma salvaguarda adicional. Pode-se traçar 
com razoável exatidão uma mudança gradual na Atenas do 
século IV, pela qual a parte escrita do contrato começa a ser 
mais confiável, embora até as últimas décadas não tenhamos 
encontrado um contrato escrito completamente desprovido de 
testemunhas. Isso confirmaria que, anteriormente, a parte 
escrita do contrato era um elemento menor (ou de todo 
ausente). 
 Um orador ateniense pode apresentar queixa contra um 
acordo por escrito feito no tribunal, no qual testemunhas 
tenham sido tomadas apenas para certos pontos, se seus 
oponentes 'afirmam a validez das partes em proveito próprio, 
mesmo que elas não estejam por escrito, embora neguem a 
validez do que vem em detrimento de seus interesses, a menos 
que esteja por escrito' (Iseu, 5.25). 
 Isso destaca bem claramente, mediante a manipulação 
retórica, que um acordo foi elaborado em parte com base na 
memória e na garantia de testemunhas, sem parte mediante 
um documento escrito." 
 (Thomas, 2005,) 
 
O texto anterior ilustra que aspecto da relação entre 
oralidade e escrita? 
(A) O caráter de complementaridade entre oralidade e 
escrita 
(B) A superioridade da linguagem escrita sobre a 
linguagem oral. 
(C) A necessidade de um documento escrito para validar 
um acordo oral. 
(D) A passagem de uma sociedade centrada na oralidade 
para uma sociedade grafocêntrica. 
 
05. (TRT 17ª Região - Analista Judiciário - CESPE) 
Julgue os itens que se seguem, referentes aos processos de 
produção e comunicação da informação. 
 
Ao contrário da cultura oral de comunicação, na cultura 
escrita tradicional, ou seja, a dos documentos impressos, a 
 
10 https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/sintaxe.htm 
11 https://portugues.uol.com.br/gramatica/sintaxe.html 
prática de leitura obedece a uma ordem sequencial de ideias 
no tempo e no espaço. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.B / 03.A / 04.A / 05.CERTO 
 
 
SINTAXE 
 
Sintaxe10 é a parte da gramática que estuda a disposição 
das palavras nos períodos, bem como a relação lógica entre 
elas. 
De maneira geral, podemos dizer que a sintaxe é o conjunto 
das regras que determinam as diferentes possibilidades de 
associação entre as palavras da língua para a formação de 
enunciados verbais. 
Para que a comunicação/interaçãoverbal ocorra de 
maneira eficiente e organizada entre os falantes, as línguas 
possuem não somente um léxico composto por milhares de 
palavras, mas também algumas regras que determinam o 
modo como as palavras podem combinar-se para formar os 
enunciados a partir de uma relação lógica. Essas regras são 
aquilo que definem a sintaxe das línguas. 
 
Funções e Relações Sintáticas 
 
O enunciado11 se encaixa em uma 
organização/estruturação específica prevista na língua. Essa 
organização é sempre regulada pela sintaxe, a qual define as 
sequências possíveis no interior dessas estruturas. 
 
Funções Sintáticas 
Consiste na função específica de cada elemento na 
sentença ao se relacionar com outros elementos que também 
compõem o enunciado. 
 
Relações Sintáticas 
Consiste nas relações estabelecidas entre as palavras que 
definem as estruturas possíveis na sintaxe das línguas. 
 
Quando falamos em sintaxe, devemos estudar os seguintes 
assuntos dentro da gramática: 
- Análise Sintática; 
- Concordância Nominal e Verbal; 
- Regência Nominal e Verbal; 
- Colocação Pronominal; 
- Crase. 
 
ANÁLISE SINTÁTICA 
 
A Análise Sintática examina a estrutura do período, divide 
e classifica as orações que o constituem e reconhece a função 
sintática dos termos de cada oração. 
 
Frase 
 
É todo enunciado suficiente por si mesmo para estabelecer 
comunicação. Pode expressar um juízo, indicar uma ação, 
estado ou fenômeno, transmitir um apelo, uma ordem ou 
exteriorizar emoções12. São exemplos de frases13: 
 
12 OTHON, Garcia, Comunicação em Prosa Moderna. FGV.2011. 
 
Sintaxe; 
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Língua Portuguesa 46 
“Por favor!” 
“Bom dia, tudo bem com você?” 
 
Os sinais de pontuação são as pausas especiais nas frases, 
e quando ocorre a inversão do sujeito + predicado, a sua 
compreensão depende do contexto. 
 
 Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o 
verbo ou seja frases constituídas apenas por nomes, 
substantivo, adjetivo e pronome. 
Exemplo: Cada louco com sua mania. 
 
Tipos de Frases 
Declarativas: anuncia algo de forma afirmativa ou 
negativa, ou juízo acerca de alguma coisa ou alguém: 
Pedro estuda muito. (afirmativa) 
Jamais comprarei aquele carro. (negativa) 
 
Interrogativas: pergunta alguma coisa (com ponto de 
interrogação) ou de forma indireta (sem o ponto de 
interrogação). 
Por que quebraste o vidro? 
Gostaria de comprar uma casa. 
 
Imperativas: expressa uma ordem, pedido, pode ser 
afirmativa ou negativa. 
“Silêncio! Respeite o professor.” (afirmativa) 
Não faça loucuras. (negativa) 
 
Exclamativas: expressa uma admiração, surpresa, 
arrependimento e etc. 
Como ela é inteligente! 
Não acertaram mais! 
 
Optativas: exprimir um desejo. 
Deus te acompanhe! 
Que você consiga passar no concurso. 
 
Imprecativas: uma imprecação (lançar uma praga, 
maldição). 
Não conseguindo atingir seu intento, dirigiu maldições 
contra seu desafeto. 
Maldito seja quem encontrar você. 
 
Atenção: Algumas frases só podem ser entendidas quando 
compreendemos o contexto em que são empregadas, como por 
exemplo em frases que contém ironia, sarcasmo, deboche e 
escárnio. Pois estas as vezes acabam expressando o contrário 
do que aparentemente se diz. 
 
Questões 
 
01. Marque apenas as frases nominais: 
(A) Que voz estranha! 
(B) A lanterna produzia boa claridade. 
(C) As risadas não eram normais. 
(D) Luisinho, não! 
 
02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa, 
exclamativa, optativa ou imperativa. 
(A) Você está bem? 
(B) Não olhe; não olhe, Luisinho! 
(C) Que alívio! 
(D) Tomara que Luisinho não fique impressionado! 
(E) Você se machucou? 
(F) A luz jorrou na caverna. 
(G) Agora suma, seu monstro! 
(H) O túnel ficava cada vez mais escuro. 
 
03. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga o 
modelo: 
Luisinho ficou pra trás. (declarativa) 
Lusinho, fique para trás. (imperativa) 
 
(A) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. 
(B) Luisinho procurou os fósforos no bolso. 
(C) Os meninos olharam à sua volta. 
 
04. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm 
verbos. Assinale, pois, as frases verbais: 
(A) Deus te guarde! 
(B) As risadas não eram normais. 
(C) Que ideia absurda! 
(D) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos. 
(E) Tão preta como o túnel! 
(F) Quem bom! 
(G) As ovelhas são mansas e pacientes. 
(H) Que espírito irônico e livre! 
 
Respostas 
01. “a” e “d” 
 
02. a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d) 
optativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h) 
declarativa 
 
03. a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisinho, 
procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à sua volta! 
 
04. a = guarde / b = eram / d = quebrou / g = são 
 
Oração 
 
É todo enunciado linguístico dotado de sentido, porém há, 
necessariamente, a presença do verbo. A oração encerra uma 
frase (ou segmento de frase), várias frases ou um período, 
completando um pensamento e concluindo o enunciado 
através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns 
casos, através de reticências. 
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes 
elípticos - ocultos). 
Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, 
assim não podem ser analisadas sintaticamente frases como: 
 
Socorro! 
Com licença! 
Que rapaz impertinente! 
 
Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como 
partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou 
as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração 
desempenha uma função sintática. 
 
Os termos da oração na língua portuguesa são classificados 
em três grandes níveis: 
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado. 
- Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e 
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e 
Agente da Passiva). 
- Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, 
Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo. 
 
 Termos Essenciais da Oração 
Dois termos fundamentais da oração: sujeito e predicado. 
 
Sujeito Predicado 
Felicidade é estar satisfeito. 
Os jovens compraram os doces. 
Um carro forte tombou nas ruas. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 47 
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que 
pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma 
coisa. Ao fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto 
semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto 
estilístico (o tópico da sentença). 
Já que o sujeito é depreendido de uma análise sintática, 
vamos restringir a definição apenas ao seu papel sintático na 
sentença: aquele que estabelece concordância com o núcleo do 
predicado. 
Quando se trata de predicado verbal, o núcleo é sempre um 
verbo; sendo um predicado nominal, o núcleo é sempre um 
nome. 14Tendo assim por características básicas: 
- Estabelecer concordância com o núcleo do predicado; 
- Apresentar-se como elemento determinante em relação 
ao predicado; 
- Constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo 
ou, ainda, qualquer palavra substantivada. Exemplo: 
 
O banco está interditado hoje. 
está interditado hoje: predicado nominal. 
interditado: nome adjetivo = núcleo do predicado. 
O banco: sujeito. 
Banco: núcleo do sujeito - nome masculino singular. 
 
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo 
determinante, ao passo que o predicado é o termo 
determinado. Essa posição de determinante do sujeito em 
relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser 
possível, na língua portuguesa, uma sentença sem sujeito, mas 
nunca uma sentença sempredicado. Exemplos: 
 
As formigas invadiram minha casa. 
as formigas: sujeito = termo determinante. 
invadiram minha casa: predicado = termo determinado. 
 
Há formigas na minha casa. 
há formigas na minha casa: predicado = termo 
determinado. 
sujeito: inexistente. 
 
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma 
nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse 
nome se refere a objetos da primeira e segunda pessoa, o 
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto 
(eu, tu, ele, etc.). 
Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa, sua 
representação pode ser feita através de um substantivo, de um 
pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras, 
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo. 
Exemplos: 
 
Eu acompanho você até o guichê. 
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa. 
 
Vocês disseram alguma coisa? 
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa (tu) 
 
Marcos tem um fã-clube no seu bairro. 
Marcos: sujeito = substantivo próprio. 
 
Ninguém entra na sala agora. 
ninguém: sujeito = pronome substantivo. 
 
O andar deve ser uma atividade diária. 
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa 
oração. 
 
Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir 
 
14 www.portalsaofrancisco.com.br/portugues/sujeito 
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de 
oração substantiva subjetiva: 
 
É difícil optar por esse ou aquele doce... 
É difícil: oração principal. 
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva 
subjetiva. 
 
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou 
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos: 
 
O sino era grande. 
Ela tem uma educação fina. 
Vossa Excelência agiu com imparcialidade. 
 
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um 
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer 
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, 
etc.). Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham 
uma voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar) 
 
Classificação dos Sujeitos 
Simples - tem um só núcleo, no singular ou plural: O 
cachorro tem uma casinha linda. 
Composto - apresenta mais de um núcleo: O garoto e a 
menina brincavam alegremente. 
 Expresso - está explícito, enunciado: Eu trabalharei 
amanhã. 
Oculto (ou elíptico) - está implícito, não está expresso, 
funciona como algo que não está claro, porém, no texto está o 
significado dele: Trabalharei amanhã. (se deduz “eu” a partir 
da desinência do verbo). 
Agente - ação expressa pelo verbo da voz ativa: O garoto 
chutou a bola. 
Paciente - recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo 
passivo: A bola é chutada pelo menino. Construíram-se 
açudes. (= Açudes foram construídos.) 
Agente e Paciente - quando o sujeito realiza a ação 
expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe 
os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; 
Regina trancou-se no quarto. 
Indeterminado - quando não se indica o agente da ação 
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem 
atropelou a senhora? Não se diz, não se sabe quem a 
atropelou.); Come-se bem naquele restaurante (quem come).15 
 
Observações: 
- Não confunda sujeito indeterminado com sujeito oculto. 
- Sujeito formado por pronome indefinido não é 
indeterminado, mas expresso: Ninguém lhe telefonou. 
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o 
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente 
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com 
admiração. “De qualquer modo, foi uma judiação matarem a 
moça .” 
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo 
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. 
O pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do 
sujeito. Pode ser omitido junto de infinitivos. Exemplos: 
Aqui paga-se bem. 
Devagar se vai ao longe. 
Quando se é jovem, a vida é vigorosa. 
 
- O verbo no infinitivo impessoal, ocorre a indeterminação 
do sujeito. Exemplo: É legal assistir a estes filmes clássicos. 
 
Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a 
posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa 
15 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
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Língua Portuguesa 48 
língua. Exemplo: Da casa próxima apareceu aquela moça. / É 
difícil esta situação. 
 
Sem Sujeito - são enunciados através do predicado, o 
verbo não é atribuído a nenhum sujeito. Construídas com 
verbos impessoais na 3ª pessoa do singular: Havia gatos na 
sala. / Choveu durante a festa. 
 
São verbos impessoais: Haver (nos sentidos de existir, 
acontecer, realizar-se, decorrer). 
 Fazer, passar, ser e estar, com referência ao tempo. 
Chover, ventar, nevar, gear, relampejar, amanhecer, 
anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. 
 
Predicado - é a soma de todos os termos da oração, exceto 
o sujeito e o vocativo. É tudo o que se declara na oração 
referindo-se ao sujeito (quando há sujeito). Sempre apresenta 
um verbo.16 Exemplo: 
 
Victor conhece os amigos do rei. 
sujeito: Victor = termo determinante. 
predicado: conhece os amigos do rei = termo determinado. 
 
No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um nome, 
quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da oração, 
ou um verbo (ou locução verbal). 
Predicado nominal - (seu núcleo significativo é um nome, 
substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por um verbo 
de ligação). 
Predicado verbal - (seu núcleo é um verbo, seguido, ou 
não, de complemento(s) ou termos acessórios). Quando, num 
mesmo segmento o nome e o verbo são de igual importância, 
ambos constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de 
predicado verbo-nominal (tem dois núcleos significativos: 
um verbo e um nome). Exemplos: 
 
Victor era jogador. 
predicado: era jogador. 
núcleo do predicado: jogador = atributo do sujeito. 
tipo de predicado: nominal. 
 
A prefeitura comprou várias coisas na licitação. 
predicado: comprou várias coisas na licitação. 
núcleo do predicado: comprou = nova informação sobre o 
sujeito 
tipo de predicado: verbal 
 
Os meninos jogavam bola contentes. 
predicado: jogavam bola contentes. 
núcleos do predicado: jogavam = nova informação sobre o 
sujeito; contentes = atributo do sujeito. 
tipo de predicado: verbo-nominal. 
 
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é 
responsável também por definir os tipos de elementos que 
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho 
basta para compor o predicado (verbo intransitivo). 
Em outros casos é necessário um complemento que, 
juntamente com o verbo, constituem a nova informação sobre 
o sujeito. De qualquer forma, esses complementos do verbo 
não interferem na tipologia do predicado. 
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, 
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por 
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos: 
 
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes 
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo 
é depois de algozes) 
 
16 PESTANA, Fernando. Gramática para concursos. Elsevier.2011. 
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da 
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) 
 
Predicativo do sujeito - é o nome dado ao núcleo do 
predicado nominal, é atribuído uma qualidade ou 
característica ao sujeito. Os verbos de ligação (ser, estar, 
parecer, etc.) são a ligação entre o sujeito e o predicado. 
Exemplo: A atriz é talentosa. 
Sujeito – A atriz 
Verbo de ligação - é 
Predicativo - talentosa 
 
Predicação verbal - tem comonúcleo um verbo que 
transmite ideia de ação, pode ser uma locução verbal (dois 
verbos). Alguns verbos, por natureza, têm sentido completo, 
podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos 
de predicação completa denominados intransitivos. 
Exemplos: A planta nasceu. / Os meninos correm. 
 
Outros verbos, que tem predicação incompleta (sentido 
incompleto) conhecido como transitivos (precisam de 
complemento) Exemplos: Paulo comprou cinco pães. / A casa 
pertence ao Júlio. 
 
Observe que, sem os seus complementos, os verbos 
“comprou” e “pertence” não transmitiriam informações 
completas, pois ainda fica a dúvida: Comprou o quê? Pertence 
a quem? 
 
Os verbos de predicação completa denominam-se de 
intransitivos e os de predicação incompleta de transitivos. 
Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos 
diretos, transitivos indiretos e transitivos diretos e 
indiretos (bitransitivos). 
 
Além dos verbos transitivos e intransitivos, que encerram 
uma noção definida ou conteúdo significativo, ainda existem 
os de ligação, verbos que entram na formação do predicado 
nominal, relacionando o predicativo com o sujeito. 
 
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: 
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, 
pois têm sentido completo. Exemplo: “Três contos bastavam, 
insistiu ele.” (Machado de Assis) 
 
Observações: Os verbos intransitivos podem vir 
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um 
predicativo (qualidade, características). Exemplos: 
 
Fui cedo; Passeamos pela cidade; Cheguei atrasado; 
Entrei em casa aborrecido. 
 
As orações formadas com verbos intransitivos não podem 
“transitar” (= passar) para a voz passiva. 17 
Verbos intransitivos passam, ocasionalmente, a transitivos 
quando construídos com o objeto direto ou indireto. Exemplo: 
 
 “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do 
Nascimento) 
 “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís 
Jardim) 
 “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves 
Dias) 
 “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo 
que já morreu...” (Ciro dos Anjos) 
 
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer, 
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar, 
17 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
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Língua Portuguesa 49 
chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc. 
 
Transitivos Diretos: pedem um objeto direto, ou seja, 
sempre um complemento sem preposição. Alguns verbos 
deste grupo: julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, 
designar, considerar, declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos: 
Comprei um terreno e construí a casa. 
“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de 
Maricá) 
 
Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os 
que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o 
complemento acompanhado de predicativo. Exemplos: 
Consideramos a situação difícil. 
Fernando trazia os documentos. 
Em geral, os verbos transitivos diretos são usados na voz 
passiva. 
Podem receber como objeto direto, os pronomes o, a, os, 
as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as. 
Podem ser construídos acidentalmente com preposição, a 
qual lhes acrescenta novo sentido: arrancar da espada; puxar 
da faca; pegar de uma ferramenta; tomar do lápis; cumprir 
com o dever; 
Alguns verbos transitivos diretos: abençoar, achar, colher, 
avisar, abraçar, comprar, castigar, contrariar, convidar, 
desculpar, dizer, estimar, elogiar, entristecer, encontrar, ferir, 
imitar, levar, perseguir, prejudicar, receber, saldar, socorrer, 
ter, unir, ver, etc. 
 
Transitivos Indiretos: são os que reclamam um 
complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. 
Exemplos: 
“Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma 
adolescente.” (Ciro dos Anjos) 
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e 
neutros.” (Érico Veríssimo) 
 
Observações: Entre os verbos transitivos indiretos 
importa distinguir os que se constroem com os pronomes 
objetivos lhe, lhes. Em geral são verbos que exigem a 
preposição a: agradar-lhe, agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, 
desagrada-lhe, desobedecem-lhe, etc. 
Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os 
que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas lhe, 
lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de 
preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, 
depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc. 
 
Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam 
a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e 
pouco mais, usados também como transitivos diretos. 
Exemplos: 
João paga (perdoa, obedece) o médico. 
O médico é pago (perdoado, obedecido) por João. 
 
Há verbos transitivos indiretos, como atirar, investir, 
contentar-se, etc., que admitem mais de uma preposição, sem 
mudança de sentido. Outros mudam de sentido com a troca da 
preposição. Exemplos: 
Trate de sua vida. (tratar=cuidar). 
É desagradável tratar com gente grosseira. (tratar=lidar). 
 
Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., variam de 
significação conforme sejam usados como transitivos diretos 
ou indiretos. 
 
Transitivos Diretos e Indiretos: utilizam com dois 
objetos: um direto, outro indireto, ao mesmo tempo. 
 
18 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
Exemplos: 
A jornalista fornece informações para os concorrentes. 
Oferecemos rosas a nossa amiga. 
Ceda o carro para sua mãe. 
 
De Ligação: ligam ao sujeito o predicativo, uma palavra. 
Esses verbos, formam o predicado nominal. Exemplos: 
A casa é feia. 
A carroça está torta. 
A menina anda (=está) alegre. 
A vizinha parecia uma mulher virtuosa. 
 
Observações: os verbos de ligação não servem apenas de 
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais 
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por 
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto 
transitório. Exemplos: 
Ele é doente. (aspecto permanente) 
Ele está doente. (aspecto transitório). 
Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos 
em frases como por exemplo: Era = existia) uma vez uma 
princesa.; 
Eu não estava em casa. / Fiquei à sombra. / Anda com 
dificuldades. / Parece que vai chover.18 
 
Os verbos, relativamente à predicação, não fixos. Variam 
conforme apresentado na frase, a sua regência e sentido 
podem pertencer a outro grupo. Exemplos: 
O homem anda. (intransitivo) 
O homem anda triste. (de ligação) 
 
O cego não vê. (intransitivo) 
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto) 
 
Predicativo: expressa estado, qualidade ou condição do 
ser ao qual se refere, ou seja, é um atributo. Dois predicativos 
são apontados. 
 
Predicativo do Sujeito: exprime um atributo, estado ou 
modo de ser do sujeito, aparece como verbo de ligação, no 
predicado nominal. Exemplos: 
O aluno é estudioso e exemplar. 
A casa era toda feita de pedras raras. 
 
Outro tipo de predicativo, aparece no predicado verbo-
nominal. Exemplos: 
José chegou cansado. 
Os meninos chegaram cansados. 
 
O predicativo subjetivo pode estar preposicionado; E pode 
o predicativo ser antes do sujeito e do verbo. Exemplo: 
São horríveis essas coisas! 
Que linda estava Amélia! 
Completamente feliz ninguém é. 
 
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto 
de um verbo transitivo. Exemplos: 
As paixões tornam os homens felizes. 
Nós julgamos o fato estranho. 
 
Observações: O predicativo objetivo, pode estar regido de 
preposição. É facultativo, as vezes. E o predicativo objetivo em 
geral se refere ao objeto direto. Em casos especiais, pode 
referir-seao objeto indireto do verbo chamar. Exemplo: 
Chamavam-lhe poeta. 
 Podemos também antepor o predicativo a seu objeto como 
por exemplo: O advogado considerava indiscutíveis os 
direitos da herdeira. / Julgo inoportuna essa viagem. / “E até 
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Língua Portuguesa 50 
embriagado o vi muitas vezes.” / “Tinha estendida a seus pés 
uma planta rústica da cidade.” / “Sentia ainda muito abertos 
os ferimentos que aquele choque com o mundo me causara.” 
 
Termos Integrantes da Oração 
Complementam o sentido de certos verbos e nomes para 
que a oração fique completa, são chamados de: 
 
- Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto); 
- Complemento Nominal; 
- Agente da Passiva. 
 
Objeto Direto: complementa o sentido de um verbo 
transitivo direto, não regido por preposição. Dica: faça as 
perguntas “o quê?” ou “quem?”. Exemplos: 
O menino matou o passarinho. (o menino matou quem ?) 
Geraldo ama Andressa. (Geraldo ama o quê?) 
 
Características do objeto direto: 
- Completa a significação dos verbos transitivos diretos; 
- Normalmente, não vem regido de preposição; 
- Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um 
verbo ativo. Ex. Caim matou Abel. 
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva. Ex. Abel foi 
morto por Caim. 
 
O objeto direto pode ser constituído: 
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O 
lavrador cultiva a terra; Unimos o útil ao agradável. 
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos: 
Espero-o na estação; Estimo-os muito; Sílvia olhou-se ao 
espelho; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a 
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.; 
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar 
quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.” 
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na 
loja; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de 
plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas 
do livro, ela o faz com cuidado; “Que teria o homem percebido 
nos meus escritos?” 
 
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, 
dando-se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da 
mesma esfera semântica. Exemlos: 
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.” 
(Vivaldo Coaraci) 
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal 
Machado) 
“Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” 
(Machado de Assis) 
Em tais construções é de rigor que o objeto venha 
acompanhado de um adjunto.19 
 
Objeto Direto Preposicionado: antecipado por preposição 
não obrigatória. Exemplos: 
Identifiquei a vocês todos naquela foto (quem identifica, 
identifica a algo, o verbo não pede preposição). 
 
Em certos casos, o objeto direto, vem precedido de 
preposição, e ocorrerá: 
- Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: 
Deste modo, prejudicas a ti e a ela; “Mas dona Carolina amava 
mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto 
hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava 
o seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”. 
- Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro 
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a 
todos; deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo 
 
19 PESTANA, Fernando. Gramática para concursos. Elsevier.2011. 
desenvolvimento das suas graças.”; “Agora sabia que podia 
manobrar com ele, com aquele homem a quem na realidade 
também temia, como todos ali”. 
- Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando 
que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo 
construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado; 
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como 
a um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro? 
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza 
e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos 
outros.”; “As companheiras convidavam-se umas às outras.”; 
“Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma à outra”. 
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, 
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da 
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo; Amemos a Deus sobre 
todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O 
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”. 
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto 
direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao 
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este 
confrade conheço desde os seus mais tenros anos”. 
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro 
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a 
ambos...”. 
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes 
a pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e 
odeias a outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes 
também aos outros.; A quantos a vida ilude!. 
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou 
arrancar) da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, 
atirar com os livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas 
de aço fino...”; “Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da 
agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a 
coser.”; “Imagina-se a consternação de Itaguaí, quando soube 
do caso.” 
 
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a 
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativo; A 
substituição do objeto direto preposicionado pelo pronome 
oblíquo átono, quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) 
e não lhe, lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo 
(convencê-lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só 
ocorre com verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três 
as razões ou finalidades do emprego do objeto direto 
preposicionado: a clareza da frase; a harmonia da frase; a 
ênfase ou a força da expressão. 
 
Objeto Direto Pleonástico: aquele que se repete na 
sequência da frase. Quando queremos dar destaque ou ênfase 
à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no início da frase 
e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome 
oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-
se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos: 
O pão, Paulo o trazia dentro da sacola. 
Seus cachorros, ele os cuidava em amor. 
 
Objeto Indireto: por meio de uma preposição obrigatória, 
completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Dica: faça 
às perguntas “para quê, em quê, de quê, ou preposição mais 
quem?” 
Exemplos:Meu irmão cuidava de toda a sua casa. (cuidava 
de quê ?) João gosta de goiaba. (gosta do quê ?) 
 
- Transitivos Indiretos: Assisti ao filme; Assistimos à 
festa e à folia; Aludiu ao fato; Aspiro a uma casa boa. 
 
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou 
passiva): Dou graças a Deus; Dedicou sua vida aos doentes e 
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Língua Portuguesa 51 
aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a verdade ao moço.) 
 
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras 
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente 
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta; 
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe 
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável. 
 
Observações: Há verbos que podem construir-se com dois 
objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a 
Deus por nós; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para 
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto 
direto com o complemento nominal nem com o adjunto 
adverbial; Em frases como “Paramim tudo eram alegrias”, 
“Para ele nada é impossível”, os pronomes em destaque 
podem ser considerados adjuntos adverbiais. 
 
O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa 
ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes 
objetivos indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. 
Exemplos: Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. 
(=Isto pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); 
Peço-vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a 
preposição é expressa, como característica do objeto indireto: 
Recorro a Deus; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com 
pouco.; Ele só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; 
Conto com você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti 
agradou ao público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de 
que mais gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a 
conhece.; Os obstáculos contra os quais luto são muitos.; As 
pessoas com quem conto são poucas. 
 
Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é 
representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) 
ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: 
a, com, contra, de, em, para e por. 
 
Objeto Indireto Pleonástico: sempre representado por 
um pronome oblíquo átono para dar ênfase a um objeto 
indireto que já tem na frase. Exemplos: 
A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa a mim o 
destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões, incapazes de 
se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.” 
 
Complemento Nominal: completa o sentido de um (nome) 
substantivo, de um adjetivo e um advérbio, sempre regido por 
preposição. Exemplos: A defesa da pátria; “O ódio ao mal é 
amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”; “Ah, 
não fosse ele surdo à minha voz!” 
 
Observações: O complemento nominal representa o 
recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um 
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de 
assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor de 
músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas no 
objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de 
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, 
adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que 
requerem complemento nominal correspondem, geralmente, 
a verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o 
próximo ;perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente 
aos pais, obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à 
pátria; etc.20 
 
Agente da Passiva: complementa um verbo na voz 
passiva. Sempre representa quem pratica a ação expressa pelo 
verbo passivo. Vem regido na maioria das vezes pela 
 
20 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
21 AMARAL, Emília. Novas Palavras. Editora FTD.2016. 
preposição por, e menos frequentemente pela preposição de: 
O vencedor foi escolhido pelos jurados. 
O menino estava cercado pelo seu pai e mãe. 
 
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos 
ou pelos pronomes: 
O cão foi atropelado pelo carro. 
Este caderno foi rabiscado por mim. 
 
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na 
voz ativa: 
A menina foi penteada pela mãe. (voz passiva) 
A mãe penteou a menina. (voz ativa) 
Ele será acompanhado por ti. (voz passiva) 
 
Observações: Frase de forma passiva analítica sem 
complemento agente expresso, ao passar para a ativa, terá 
sujeito indeterminado e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi 
expulso da cidade. (Expulsaram-no da cidade.); As florestas 
são devastadas. (Devastam as florestas.); Na passiva 
pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobiavam-se 
as canções dele pelos pedestres. (errado); Nas ruas eram 
assobiadas as canções dele pelos pedestres. (certo); 
Assobiavam-se as canções dele nas ruas. (certo) 
 
Termos Acessórios da Oração 
São os que desempenham na oração uma função 
secundária, qual seja a de caracterizar um ser, determinar os 
substantivos, exprimir alguma circunstância. São três os 
termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto 
adverbial e aposto. 
 
Adjunto adnominal: é o termo (expressão) que se junta a 
um nome para melhor função especificar, detalhar ou 
caracterizar o sentido desse nome (substantivos).21 Exemplo: 
Meu irmão veste roupas vistosas. (Meu determina o 
substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas 
caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto 
adnominal). 
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos: 
água fresca, animal feroz; Pelos artigos: o mundo, as ruas; 
Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, este lugar, pouco sal, 
muitas rãs ,país cuja história conheço, que rua? Pelos 
numerais: dois pés ,quinto ano; Pelas locuções ou expressões 
adjetivas que exprimem qualidade, posse, origem, fim ou outra 
especificação: 
- presente de rei (=régio): qualidade 
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença 
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem 
- fio de aço, casa de madeira: matéria 
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade 
 
Observações: Não confundir o adjunto adnominal 
formado por locução adjetiva com complemento nominal. Este 
representa o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a 
eleição do presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, 
empréstimo de dinheiro, plantio de árvores, colheita de 
trigo, destruidor de matas, descoberta de petróleo, amor ao 
próximo, etc. O adjunto adnominal formado por locução 
adjetiva representa o agente da ação, ou a origem, pertença, 
qualidade de alguém ou de alguma coisa: o discurso do 
presidente, aviso de amigo, declaração do ministro, 
empréstimo do banco, a casa do fazendeiro, folhas de 
árvores, farinha de trigo, beleza das matas, cheiro de 
petróleo, amor de mãe.22 
 
Adjunto adverbial: termo que exprime uma circunstância 
22 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
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Língua Portuguesa 52 
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que 
modifica o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. 
Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de roda na 
praça”. O adjunto adverbial é expresso: Pelos advérbios: 
Cheguei tarde; Maria é mais alta; Não durma na cabana; Ele 
fala bem, fala corretamente; Talvez esteja enganado.; Pelas 
locuções ou expressões adverbiais: Compreendo sem 
esforço.; Saí com meu pai.; Paulo reside em São Paulo.; 
Escureceu de repente. 
 
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes 
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não 
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No 
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De 
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de 
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto 
adverbial de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, 
companhia, meio, assunto, negação, etc. É importante saber 
distinguir adjunto adverbial de adjunto adnominal, de objeto 
indireto e de complemento nominal: sair do mar (ad. adv.); 
água do mar (adj. adn.); gosta do mar (obj. indir.); ter medo 
do mar (compl. nom.). 
 
Aposto: um termo ou expressão que associa a um nome 
anterior, e explica ou esclarece o sentido desse nome. 
Geralmente, separado dos outros termos da oração por dois 
pontos, travessão e vírgula. 
Exemplos: 
Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de estômago. 
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” 
(Carlos Drummond de Andrade) 
 
O núcleo do aposto pode ser expresso por um substantivo 
ou por um pronome substantivo. Exemplo: 
Os responsáveis pelo projeto, tu e a arquiteta, não podem 
se ausentar. 
 
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases 
seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do 
sujeito. Ex.Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas. 
As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de 
cores. 
 
Os apostos, em geral, têm pausas, indicadas, na escrita, por 
vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo pausa, não 
haverá vírgula, como nestes exemplos: 
O romance Tróia; o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o 
Colégio Tiradentes, etc. 
“Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” 
(Graciliano Ramos) 
 
O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às 
vezes, está elíptico. Exemplos: 
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. 
Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da 
alma humana. 
 
O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos: 
Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de 
tempestade iminente. 
O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito. 
 
Um aposto refere a outro aposto, às vezes: 
“Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do 
velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo) 
 
O aposto pode vir antecedido das expressões explicativas, 
 
23 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
ou da preposição acidental como: 
 
Dois países sul-americanos, isto é, a Colômbia e o Chile, 
não são banhados pelo mar. 
 
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento 
nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: 
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. 
“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das 
coisas.” (Raquel Jardim) 
 
Vocativo: termo que exprime um nome, título, apelido, 
usado para chamar o interlocutor. 
 
“Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria 
de Lourdes Teixeira) 
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado 
de Assis) 
“Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela) 
 
Observação: Profere-se o vocativo com entoação 
exclamativa. Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo 
inicial, os pontos interrogativo e exclamativo indicam um 
chamado alto e prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª 
pessoa do discurso, que pode ser uma pessoa, um animal, uma 
coisa real ou entidade abstrata personificada. Podemos 
antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó, olá, eh!): 
 
“Tem compaixão de nós, ó Cristo!” (Alexandre Herculano) 
“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!” 
(Graciliano Ramos) 
“Esconde-te, ó sol de maio ,ó alegria do mundo!” (Camilo 
Castelo Branco) 
O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura 
da oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.23 
 
Questões 
 
01. O termo em destaque é adjunto adverbial de 
intensidade em: 
(A) pode aprender e assimilar MUITA coisa 
(B) enfrentamos MUITAS novidades 
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter 
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes 
(E) assumimos MUITO conflito e confusão 
 
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há 
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são 
respectivamente: 
(A) sujeito – objeto direto; 
(B) sujeito – aposto; 
(C) objeto direto – aposto; 
(D) objeto direto – objeto direto; 
(E) objeto direto – complemento nominal. 
 
03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é 
objeto indireto. 
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário 
Quintana) 
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca 
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” 
(Fernando Pessoa) 
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a 
sonhar / Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” 
(Alphonsus de Guimarães) 
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a 
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para 
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães 
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Língua Portuguesa 53 
Rosa) 
 
04. “Recebeu o prêmio o jogador que fez o gol”. Nessa frase 
o sujeito de “fez”? 
(A) o prêmio; 
(B) o jogador; 
(C) que; 
(D) o gol; 
(E) recebeu. 
 
05. Assinale a alternativa correspondente ao período onde 
há predicativo do sujeito: 
(A) como o povo anda tristonho! 
(B) agradou ao chefe o novo funcionário; 
(C) ele nos garantiu que viria; 
(D) no Rio não faltam diversões; 
(E) o aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação. 
 
Gabarito 
01.D \ 02.C \ 03.D \ 04.C \ 05.A 
 
Período 
 
Toda frase com uma ou mais orações constitui um período, 
que se encerra com ponto de exclamação, interrogação ou 
reticências. 
O período de uma oração pode ser: simples quando só traz 
uma oração, também conhecida como oração absoluta; ou 
composto quando traz mais de uma oração. Exemplo: 
Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração absoluta.) 
Quero que você aprenda. (Período composto.) 
 
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há 
num período, e para isso basta contar os verbos ou locuções 
verbais. Num período haverá tantas orações quantos forem os 
verbos ou as locuções verbais neles existentes. Exemplos: 
 
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração) 
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações) 
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma 
oração) 
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas 
locuções verbais, duas orações) 
 
Há três tipos de período composto: por coordenação, por 
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo 
tempo (também chamada de período misto). 
 
Período Composto por Coordenação – Orações 
Coordenadas 
 
Considere, por exemplo, este período composto: 
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os 
tempos de infância. 
1ª oração: Passeamos pela praia 
2ª oração: brincamos 
3ª oração: recordamos os tempos de infância 
As três orações que compõem esse período têm sentido 
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência 
sintática: elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma 
relação de sentido, mas, como já dissemos, uma não depende 
da outra sintaticamente. 
As orações independentes de um período são chamadas de 
orações coordenadas (OC), e o período formado só de 
orações coordenadas é chamado de período composto por 
coordenação. 
 
As orações coordenadas são classificadas em assindéticas 
e sindéticas. 
- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando 
não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo: 
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram. 
 OCA OCA OCA 
 
“Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de 
Assis) 
“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.” 
(Antônio Olavo Pereira) 
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.” 
(Coelho Neto) 
 
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando 
vêm introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo: 
O homem saiu do carro / e entrou na casa. 
 OCA OCS 
 
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de 
acordo com o sentido expresso pelas conjunções 
coordenativas que as introduzem. E podem ser: 
 
- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não 
só... mas também, não só... mas ainda. 
Saí da escola / e fui à lanchonete. 
 OCA OCS Aditiva 
 
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma 
conjunção que expressa ideia de acréscimo ou adição com 
referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção 
coordenativa aditiva. 
 
O menino comprou pães e um leite. 
As crianças não gritavam e nem choravam. 
Os celulares não somente instruem mas também 
divertem. 
 
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, 
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. 
 
Estudei bastante / mas não passei no teste. 
 OCA OCS Adversativa 
 
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma 
conjunção que expressa ideia de oposição à oraçãoanterior, ou 
seja, por uma conjunção coordenativa adversativa. 
 
O aluno é estudioso, porém, suas notas são baixas. 
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles) 
 
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, 
por isso, pois, logo. 
 
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão. 
 OCA OCS Conclusiva 
 
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma 
conjunção que expressa ideia de conclusão de um fato 
enunciado na oração anterior, ou seja, por uma conjunção 
coordenativa conclusiva. 
 
Vives mentindo; logo, não mereces fé. 
Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar. 
 
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou... ou, 
ora... ora, seja... seja, quer... quer. 
 
Seja mais educado / ou retire-se da reunião! 
 OCA OCS Alternativa 
 
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma 
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou 
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Língua Portuguesa 54 
escolha com referência à oração anterior, ou seja, por uma 
conjunção coordenativa alternativa. 
 
Cale-se agora ou nunca mais fale. 
Ora colocava a luca, ora a retirava. 
 
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, 
porque, pois, porquanto. 
Vamos andar depressa / que estamos atrasados. 
 OCA OCS Explicativa 
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção 
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação à 
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa 
explicativa. 
 
Não comprei o carro, porque estava muito caro. 
Cumprimente-a, pois hoje é o seu aniversário. 
 
Questões 
 
01. Relacione as orações coordenadas por meio de 
conjunções: 
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões 
surgiram. 
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. 
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. 
 
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o 
marulhar das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de: 
(A) causa 
(B) explicação 
(C) conclusão 
(D) proporção 
(E) comparação 
 
03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração 
sublinhada pode indicar uma ideia de: 
(A) concessão 
(B) oposição 
(C) condição 
(D) lugar 
(E) consequência 
 
04. Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, 
entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido. 
1. Correu demais, ... caiu. 
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz. 
3. A matéria perece, ... a alma é imortal. 
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com 
detalhes. 
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde. 
 
(A) porque, todavia, portanto, logo, entretanto 
(B) por isso, porque, mas, portanto, que 
(C) logo, porém, pois, porque, mas 
(D) porém, pois, logo, todavia, porque 
(E) entretanto, que, porque, pois, portanto 
 
05. Reúna as três orações em um período composto por 
coordenação, usando conjunções adequadas. 
 
Os dias já eram quentes. 
A água do mar ainda estava fria. 
As praias permaneciam desertas. 
 
Respostas 
 
01. Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões 
surgiram. 
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria. 
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los. 
 
02. E\03. C\04. B 
 
05. Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda 
estava fria, por isso as praias permaneciam desertas. 
 
Período Composto por Subordinação 
Observe os termos destacados em cada uma destas 
orações: 
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal) 
Todos querem sua participação. (objeto direto) 
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de 
causa) 
 
Veja, agora, como podemos transformar esses termos em 
orações com a mesma função sintática: 
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada 
com função de adjunto adnominal) 
Todos querem / que você participe. (oração subordinada 
com função de objeto direto) 
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração 
subordinada com função de adjunto adverbial de causa) 
 
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma 
certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto, 
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo 
menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a 
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele 
é classificado como período composto por subordinação. 
As orações subordinadas são classificadas de acordo com a 
função que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas. 
 
Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) 
São aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da 
oração principal (OP). São classificadas de acordo com a 
conjunção subordinativa que as introduz: 
 
- Causais: expressam a causa do fato enunciado na oração 
principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que, 
visto que. 
Não fui à escola / porque fiquei doente. 
 OP OSA Causal 
 
O tambor soa porque é oco. 
Como não me atendessem, repreendi-os severamente. 
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir. 
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de 
Sousa) 
 
- Condicionais: expressam hipóteses ou condição para a 
ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, 
contanto que, a menos que, a não ser que, desde que. 
Irei à sua casa / se não chover. 
 OP OSA Condicional 
 
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos 
ofensores. 
Se o conhecesses, não o condenarias. 
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond 
de Andrade) 
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência 
tenha êxito. 
 
- Concessivas: expressam ideia ou fato contrário ao da 
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. 
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais 
que, mesmo que. 
Ela saiu à noite / embora estivesse doente. 
 OP OSA Concessiva 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 55 
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que 
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. 
Embora não possuísse informações seguras, ainda 
assim arriscou uma opinião. 
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo 
quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos 
critiquem. 
Por mais que gritasse, não me ouviram. 
 
- Conformativas: expressam a conformidade de um fato 
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo. 
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. 
 OP OSA Conformativa 
 
O homem age conforme pensa. 
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. 
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. 
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de 
informação. 
 
- Temporais: acrescentam uma circunstância de tempo ao 
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, 
assim que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal 
(=assim que). 
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. 
 OP OSA Temporal 
 
Formiga, quando quer se perder, cria asas. 
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se 
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) 
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” 
(Marquês de Maricá) 
Enquanto foi rico, todos o procuravam. 
 
- Finais: expressam a finalidade ou o objetivo do que foi 
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de 
que, porque (=para que), que. 
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. 
 OP OSA Final 
 
“O futuro se nos oculta para que nós oimaginemos.” 
(Marquês de Maricá) 
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. 
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = 
para que) 
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as 
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse = 
para que não deixasse) 
 
- Consecutivas: expressam a consequência do que foi 
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como 
(= porque), pois que, visto que. 
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. 
 OP OSA Consecutiva 
 
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. 
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” 
(José J. Veiga) 
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. 
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude 
prolongar minha viagem. 
 
- Comparativas: expressam ideia de comparação com 
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como, 
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado 
com menos ou mais). 
Ela é bonita / como a mãe. 
 OP OSA Comparativa 
 
A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o 
ferro.” (Marquês de Maricá) 
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro. 
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. 
Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à 
luz daquele olhar. 
 
Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam 
claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está 
subentendido o verbo ser (como a mãe é). 
 
- Proporcionais: expressam uma ideia que se relaciona 
proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. 
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, 
quanto mais, quanto menos. 
Quanto mais reclamava / menos atenção recebia. 
 OSA Proporcional OP 
 
À medida que se vive, mais se aprende. 
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando. 
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai 
diminuindo. 
 
Orações Subordinadas Substantivas 
As orações subordinadas substantivas (OSS) são 
aquelas que, num período, exercem funções sintáticas 
próprias de substantivos, geralmente são introduzidas pelas 
conjunções integrantes que e se. Elas podem ser: 
 
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: é 
aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração 
principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto) 
O grupo quer / que você ajude. 
 OP OSS Objetiva Direta 
 
O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O 
mestre exigia a presença de todos.) 
Mariana esperou que o marido voltasse. 
Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. 
O fiscal verificou se tudo estava em ordem. 
 
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: é 
aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da 
oração principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto 
indireto) 
Necessito / de que você me ajude. 
 OP OSS Objetiva Indireta 
 
Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua 
viagem.) 
Aconselha-o a que trabalhe mais. 
Daremos o prêmio a quem o merecer. 
Lembre-se de que a vida é breve. 
 
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: é aquela 
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. 
Observe :É importante sua colaboração. (sujeito) 
É importante / que você colabore. 
 OP OSS Subjetiva 
 
A oração subjetiva geralmente vem: 
- Depois de um verbo de ligação + predicativo, em 
construções do tipo é bom ,é útil ,é certo ,é conveniente, etc. 
Ex.: É certo que ele voltará amanhã. 
- Depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade. 
- Depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir, 
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e 
seguidos das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos 
participem da reunião. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 56 
É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é 
necessária.) 
Parece que a situação melhorou. 
Aconteceu que não o encontrei em casa. 
Importa que saibas isso bem. 
 
- Oração Subordinada Substantiva Completiva 
Nominal: É aquela que exerce a função de complemento 
nominal de um termo da oração principal. Observe: Estou 
convencido de sua inocência. (complemento nominal) 
Estou convencido / de que ele é inocente. 
 OP OSS Completiva Nominal 
 
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão 
dele.) 
Estava ansioso por que voltasses. 
Sê grato a quem te ensina. 
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão 
cedo.” (Graciliano Ramos) 
 
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: é 
aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração 
principal, vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O 
importante é sua felicidade. (predicativo) 
O importante é / que você seja feliz. 
 OP OSS Predicativa 
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) 
Minha esperança era que ele desistisse. 
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. 
Não sou quem você pensa. 
 
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela 
que exerce a função de aposto de um termo da oração 
principal. Observe: Ele tinha um sonho a união de todos em 
benefício do país. (aposto) 
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício 
do país. 
 OP OSS Apositiva 
 
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma 
coisa: a sua felicidade) 
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. 
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: 
de que virias a morrer...” (Osmã Lins) 
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum 
motivo oculto?” (Machado de Assis) 
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de 
dois-pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à 
oração principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho 
recuperasse a saúde, tornou-se realidade. 
 
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, as 
orações substantivas podem ser introduzidas por outros 
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos: 
Não sei quando ele chegou. 
Diga-me como resolver esse problema. 
 
Orações Subordinadas Adjetivas 
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a 
função de adjunto adnominal de algum termo da oração 
principal. Observe como podemos transformar um adjunto 
adnominal em oração subordinada adjetiva: 
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) 
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada 
adjetiva) 
 
As orações subordinadas adjetivas são sempre 
introduzidas por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, 
 
24 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
etc.) e podem ser classificadas em: 
 
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: são restritivas 
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que 
se referem. Exemplo: 
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. 
 OP OSA Restritiva 
 
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica 
o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não 
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º 
lugar. Exemplo: 
 
Pedra que rola não cria limo. 
Os animais que se alimentam de carne chamam-se 
carnívoros. 
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas 
escreveram. 
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário 
Mariano) 
 
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: são explicativas 
quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se 
referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem 
restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo: 
O escritor Jorge Amado,/ que mora na Bahia, / lançou um 
novo livro. 
 OP OSA Explicativa OP 
 
Deus, que é nosso pai, nos salvará. 
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria. 
Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho. 
Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado. 
Observação: As explicativas são isoladas por pausas, que 
na escrita se indicam por vírgulas.24 
 
Orações Reduzidas 
Observe que as orações subordinadas eram sempre 
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e 
apresentavam o verbo na forma do indicativo ou do 
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há 
outras que se apresentam com o verbo numa das formas 
nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos: 
 
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês. 
(infinitivo) 
Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio) 
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. 
(particípio) 
 
As orações subordinadas que apresentam o verbo numa 
das formas nominais são chamadas de reduzidas. 
Para classificar a oração que está sob a forma reduzida, 
devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: 
colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao 
sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou 
subjuntivo, conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma 
classificação da oração desenvolvida. 
 
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês. 
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de 
inglês. 
 OSA Temporal 
Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial 
temporal, reduzida de infinitivo. 
 
Precisando de ajuda, telefone-me. 
Se precisar de ajuda, / telefone-me. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 57 
 OSA Condicional 
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial 
condicional, reduzida de gerúndio. 
 
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. 
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o 
vestiário. 
 OSA Temporal 
Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal, 
reduzida de particípio. 
 
Observações: 
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de 
desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas 
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de 
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa 
cidade. 
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem 
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. 
Exemplos: 
Preciso terminar este exercício. 
Ele está jantando na sala. 
Essa casa foi construída por meu pai. 
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma 
reduzida. Exemplo: 
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa. 
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração 
coordenada sindética aditiva) 
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de 
gerúndio. 
Qual é a diferença entre as orações coordenadas 
explicativas e as orações subordinadas causais, já que ambas 
podem ser iniciadas por que e porquê? Às vezes não é fácil 
estabelecer a diferença entre explicativas e causais, mas como 
o próprio nome indica, as causais sempre trazem a causa de 
algo que se revela na oração principal, que traz o efeito. 
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a 
oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, 
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. 
Essa noção de causa e efeito não existe no período 
composto por coordenação. Exemplo: 
Rosa chorou porque levou uma surra. Está claro que a 
oração iniciada pela conjunção é causal, visto que a surra foi 
sem dúvida a causa do choro, que é efeito. 
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O 
período agora é composto por coordenação, pois a oração 
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se 
revelou na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e 
efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é 
causa de ela ter chorado. 
 
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. 
OP OSA Comparativa OSA Condicional 
 
Questões 
 
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que 
estava para ser mãe”, a oração destacada é: 
(A) subordinada substantiva objetiva indireta 
(B) subordinada substantiva completiva nominal 
(C) subordinada substantiva predicativa 
(D) coordenada sindética conclusiva 
(E) coordenada sindética explicativa 
 
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. Há 
reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na 
realidade.” A oração sublinhada é: 
(A) adverbial conformativa 
(B) adjetiva 
(C) adverbial consecutiva 
(D) adverbial proporcional 
(E) adverbial causal 
 
03. “Esses produtos podem ser encontrados nos 
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com 
características adaptadas às dificuldades para mastigar e para 
engolir dos mais velhos, e preparados para se encaixar em seus 
hábitos de consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter 
sua forma verbal reduzida adequadamente desenvolvida em 
(A) para se encaixarem. 
(B) para seu encaixotamento. 
(C) para que se encaixassem. 
(D) para que se encaixem. 
(E) para que se encaixariam. 
 
04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir 
oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das 
orações seguintes? 
(A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. 
(B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. 
(C) O aluno fez-se passar por doutor. 
(D) Precisa-se de operários. 
(E) Não sei se o vinho está bom. 
 
05. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A 
oração sublinhada é: 
(A) subordinada substantiva completiva nominal 
(B) subordinada substantiva objetiva indireta 
(C) subordinada substantiva predicativa 
(D) subordinada substantiva subjetiva 
(E) subordinada substantiva objetiva direta 
 
Respostas 
01.B \ 02.A \ 03.D \ 04.E \ 05.B 
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos 
demais termos da oração para que concordem em gênero e 
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o 
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos 
também o verbo, que se flexionará à sua maneira. 
 
Regra geral: o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome 
concordam em gênero e número com o substantivo. 
A pequena criança é uma gracinha. / O garoto que encontrei 
era muito gentil e simpático. 
 
Casos especiais: veremos alguns casos que fogem à regra 
geral mostrada acima. 
 
a) Um adjetivo após vários substantivos 
1- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o 
plural ou concorda com o substantivo mais próximo. 
 Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. / Irmão 
e primo recém-chegados estiveram aqui. 
 
2- Substantivos de gêneros diferentes: vai para o 
plural masculino ou concorda com o substantivo mais 
próximo. 
Ela tem pai e mãe louros. / Ela tem pai e mãe loura. 
 
3- Adjetivo funciona como predicativo: vai 
obrigatoriamente para o plural. 
O homem e o menino estavam perdidos. / O homem e sua 
esposa estiveram hospedados aqui. 
 
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos 
1- Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais 
próximo. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 58 
Comi delicioso almoço e sobremesa. / Provei deliciosa fruta 
e suco. 
2- Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: 
concorda com o mais próximo ou vai para o plural. 
Estavam feridos o pai e os filhos. / Estava ferido o pai e os 
filhos. 
 
c) Um substantivo e mais de um adjetivo1- antecede todos os adjetivos com um artigo. Falava 
fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 
2- coloca o substantivo no plural. Falava fluentemente as 
línguas inglesa e espanhola. 
 
d) Pronomes de tratamento 
 Sempre concordam com a 3ª pessoa. Vossa Santidade 
esteve no Brasil. 
 
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado 
Concordam com o substantivo a que se referem. 
As cartas estão anexas. / A bebida está inclusa. 
 
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) 
Após essas expressões o substantivo fica sempre no 
singular e o adjetivo no plural. 
Renato advogou um e outro caso fáceis. / Pusemos numa e 
noutra bandeja rasas o peixe. 
 
g) É bom, é necessario, é proibido 
Essas expressões não variam se o sujeito não vier 
precedido de artigo ou outro determinante. 
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. 
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada 
é proibida. 
 
h) Muito, pouco, caro 
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. 
Comi muitas frutas durante a viagem. / Pouco arroz é 
suficiente para mim. 
 
2- Como advérbios: são invariáveis. 
Comi muito durante a viagem. / Pouco lutei, por isso perdi 
a batalha. 
 
i) Mesmo, bastante 
1- Como advérbios: invariáveis 
Preciso mesmo da sua ajuda. 
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. 
 
2- Como pronomes: seguem a regra geral. 
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. 
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. 
 
j) Menos, alerta 
Em todas as ocasiões são invariáveis. 
Preciso de menos comida para perder peso. / Estamos alerta 
para com suas chamadas. 
 
k) Tal Qual 
“Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o 
consequente. 
As garotas são vaidosas tais qual a tia. / Os pais vieram 
fantasiados tais quais os filhos. 
 
l) Possível 
Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou 
“pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. 
A mais possível das alternativas é a que você expôs. 
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. 
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da 
cidade. 
m) Meio 
1- Como advérbio: invariável. 
Estou meio (um pouco) insegura. 
 
2- Como numeral: segue a regra geral. 
Comi meia (metade) laranja pela manhã. 
 
n) Só 
1- apenas, somente (advérbio): invariável. 
Só consegui comprar uma passagem. 
 
2- sozinho (adjetivo): variável. 
Estiveram sós durante horas. 
 
Questões 
 
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou 
nominal: 
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical. 
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam 
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. 
(C) Alguma solução é necessária, e logo! 
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a 
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido 
não pode prosperar. 
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D. 
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição 
de Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil 
obter certa autonomia econômica. 
 
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de 
gênero, número ou pessoa): 
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer 
a diferença.” 
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil. 
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às 
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã. 
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de 
longe... 
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais 
compreensivo. 
 
03. A concordância nominal está INCORRETA em: 
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o 
envolvimento da empresa. 
(B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa 
desnecessária. 
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da 
empresa e a campanha. 
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa 
desnecessárias. 
 
04. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos 
parênteses. 
(A) Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/ 
necessária) 
(B) Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas) 
(C) Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/ 
bastantes) 
(D) Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios) 
(E) A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino. 
(meio/ meia) 
 
05. Quanto à concordância nominal, verifica-se ERRO em: 
(A) O texto fala de uma época e de um assunto polêmicos. 
(B) Tornou-se clara para o leitor a posição do autor sobre 
o assunto. 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 59 
(C) Constata-se hoje a existência de homem, mulher e 
criança viciadas. 
 (D) Não será permitido visita de amigos, apenas a de 
parentes. 
 
Respostas 
01.D / 02.D / 03.B / 04. a) necessária b) alerta c) 
bastantes d) vazia e) meio / 05. C 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos 
referindo à relação de dependência estabelecida entre um 
termo e outro mediante um contexto oracional. 
 
Casos Referentes a Sujeito Simples 
1) Sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo em 
número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 
 
2) O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo do 
singular, o verbo permanece na terceira pessoa do 
singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos. 
Observação: no caso de o coletivo aparecer seguido de 
adjunto adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular 
ou poderá ir para o plural: Uma multidão de pessoas saiu aos 
gritos. / Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. 
 
3) Quando o sujeito é representado por expressões 
partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte de, a 
metade de, uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode 
concordar com o núcleo dessas expressões quanto com o 
substantivo que a segue: A maioria dos alunos resolveu ficar. 
/ A maioria dos alunos resolveram ficar. 
 
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões 
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo 
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de 
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas. 
 
5) Em casos em que o sujeito é representado pela 
expressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais 
de um candidato se inscreveu no concurso de piadas. 
Observação: no caso da referida expressão aparecer 
repetida ou associada a um verbo que exprime reciprocidade, 
o verbo, necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais 
de um aluno, mais de um professor contribuíram na campanha 
de doação de alimentos. / Mais de um formando se 
abraçaram durante as solenidades de formatura. 
 
6) O sujeito for composto da expressão “um dos que”, o 
verbo permanecerá no plural: Paulo é um dos que mais 
trabalhar. 
 
7) Quanto aos relativos à concordância com locuções 
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós, 
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário 
nos atermos a duas questões básicas: 
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, 
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também 
concordar com o pronome pessoal: Alguns 
de nós o receberemos. / Alguns de nós o receberão. 
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso 
no singular, o verbo também permanecerá no singular: Algum 
de nós o receberá. 
 
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo 
pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do 
singular ou poderá concordar com o antecedente desse 
pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. / 
Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela. 
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela 
palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que 
antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós 
que tomamos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo. 
 
10) No caso de o sujeito aparecerrepresentado por 
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará 
com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa 
porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão da 
diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão. 
Observações: 
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de 
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: 
Aprovaram a decisão da diretoria 50% dos funcionários. 
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no 
singular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da 
diretoria. 
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de 
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os 
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 
 
11) Quando o sujeito estiver representado por pronomes 
de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira 
pessoa do singular ou do plural: Vossas 
Majestades gostaram das homenagens. Vossas Excelência agiu 
com inteligência. 
 
12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo 
próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos 
que os determinam: 
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo 
ser, este permanece no singular, contanto que o predicativo 
também esteja no singular: Memórias póstumas de Brás 
Cubas é uma criação de Machado de Assis. 
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também 
permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência 
mundial. 
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele 
nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados Unidos 
é uma potência mundial. 
 
Casos Referentes a Sujeito Composto 
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas 
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando 
relacionado a dois pressupostos básicos: 
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as 
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. 
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar na 
2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. / Tu e ele são primos. 
 
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer 
anteposto (antes) ao verbo, este permanecerá no plural: O pai 
e seus dois filhos compareceram ao evento. 
 
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto (depois) ao 
verbo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou 
permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus 
dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. 
 
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com 
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: 
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do 
mundo. 
 
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras 
sinônimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo 
poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha 
vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de meu 
esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha premiação é 
fruto de meu esforço. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 60 
Questões 
 
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual 
alternativa? 
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior 
potência econômica do planeta, mas há quem aposte que a 
China, em breve, o ultrapassará. 
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos 
que chegarão atrasados, tenho certeza disso. 
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode 
comê-las sem receio! 
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na 
janela do hotel! 
 
02. Uma pergunta 
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de 
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves 
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para 
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador e 
político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a 
decisão: - Quem sofrerá? 
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a 
se considerar. 
(Salvador Nicola, inédito) 
 
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no 
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: 
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de 
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. 
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre 
o peso de suas mais graves decisões. 
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) 
tomar decisões sem medir suas consequências. 
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... 
(costumar) sobrevir consequências imprevistas e injustas. 
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade, 
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor 
humana. 
 
03. Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando 
a constatação do satélite Kepler de que existem muitos 
planetas com características físicas semelhantes ao nosso, 
reafirmou sua fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que 
a vida complexa (animal) é um fenômeno não tão comum no 
Universo. 
Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo 
persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida 
microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até 
em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na 
Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas, 
o que, se não permite estimar o número de civilizações extra 
terráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas 
expectativas. 
Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da 
inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos 
complexos leva necessariamente à consciência e à 
inteligência? 
Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais 
matemático do que biológico: complexidade engendra 
complexidade, levando a uma corrida armamentista entre 
espécies cujo subproduto é a inteligência. 
Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para 
eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e 
coincidências que alguns animais transformaram a capacidade 
de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se 
rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o 
processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes 
as chances de não chegarmos a nada parecido com a 
inteligência. 
 
 (Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 2012.) 
A frase em que as regras de concordância estão 
plenamente respeitadas é: 
(A) Podem haver estudos que comprovem que, no passado, 
as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos 
ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose. 
(B) Cada um dos organismos simples que vivem na 
natureza sobrevivem de forma quase automática, sem se 
valerem de criatividade e planejamento. 
(C) Desde que observe cuidados básicos, como obter 
energia por meio de alimentos, os organismos simples podem 
preservar a vida ao longo do tempo com relativa facilidade. 
(D) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio 
de dificuldades para obter a energia necessária a sua 
sobrevivência e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças. 
(E) A maioria dos organismos mais complexos possui um 
sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a 
mudanças ambientais, como alterações na temperatura. 
 
04. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, 
a concordância verbal está correta em: 
(A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois 
acabou os créditos. 
(B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis 
que executa diversos serviços para os clientes. 
(C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis 
para os passageiros que chegavam à cidade. 
(D) Passou anos, mas a atriz não se esqueceu das calorosas 
lembranças que seu tio lhe deixou. 
(E) Deve existir passageiros que aproveitam a corrida de 
táxi para bater um papo com o motorista. 
 
Respostas 
01.C / 02.C / 03.E / 04.C 
 
 
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL 
 
Regência Verbal 
 
A regênciaverbal estuda a relação que se estabelece entre 
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos 
e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). 
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa 
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de 
conhecermos as diversas significações que um verbo pode 
assumir com a simples mudança ou retirada de uma 
preposição. 
Observe: 
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, 
contentar. 
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado 
ou prazer", satisfazer. 
 
Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de 
"agradar a alguém". 
 
Saiba que: 
O conhecimento do uso adequado das preposições é um 
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e 
também nominal). As preposições são capazes de modificar 
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os 
exemplos: 
Cheguei ao metrô. 
Cheguei no metrô. 
 
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo 
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração 
"Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de indicar o 
lugar a que se vai, possui, no padrão culto da língua, 
sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 61 
divergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns 
verbos, e a regência culta. 
 
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de 
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é 
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes 
formas em frases distintas. 
 
Verbos Intransitivos 
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É 
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos 
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. 
a) Chegar, Ir; 
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais 
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para 
indicar destino ou direção são: a, para. 
Fui ao teatro. 
 Adjunto Adverbial de Lugar 
 
Ricardo foi para a Espanha. 
 Adjunto Adverbial de Lugar 
 
b) Comparecer; 
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido 
por em ou a. 
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último 
jogo. 
 
Verbos Transitivos Diretos 
Os verbos transitivos diretos são complementados por 
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição para 
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses 
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os, 
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem 
assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais 
terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas 
verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e lhes são, 
quando complementos verbais, objetos indiretos. 
São verbos transitivos diretos: abandonar, abençoar, 
aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, adorar, 
alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, 
condenar, conhecer, conservar, convidar, defender, eleger, 
estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, 
proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar, dentre 
outros. 
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como 
o verbo amar: 
Amo aquele rapaz. / Amo-o. 
Amo aquela moça. / Amo-a. 
Amam aquele rapaz. / Amam-no. 
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. 
 
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos 
para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos 
adnominais). 
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) 
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) 
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) 
 
Verbos Transitivos Indiretos 
Os verbos transitivos indiretos são complementados por 
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma 
preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os 
pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que 
podem atuar como objetos indiretos são o "lhe", o "lhes", para 
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, 
as como complementos de verbos transitivos indiretos. Com 
os objetos indiretos que não representam pessoas, usam-se 
pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em 
lugar dos pronomes átonos lhe, lhes. 
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: 
a) Consistir - tem complemento introduzido pela 
preposição "em". 
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para 
todos. 
 
b) Obedecer e Desobedecer - possuem seus complementos 
introduzidos pela preposição "a". 
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. 
Eles desobedeceram às leis do trânsito. 
 
c) Responder - tem complemento introduzido pela 
preposição "a". Esse verbo pede objeto indireto para indicar "a 
quem" ou "ao que" se responde. 
Respondi ao meu patrão. 
Respondemos às perguntas. 
Respondeu-lhe à altura. 
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto 
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva 
analítica. Veja: O questionário foi respondido corretamente. / 
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente. 
 
d) Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complementos 
introduzidos pela preposição "com". 
Antipatizo com aquela apresentadora. 
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam 
para uma minoria privilegiada. 
 
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos 
Os verbos transitivos diretos e indiretos são 
acompanhados de um objeto direto e um indireto. Merecem 
destaque, nesse grupo: 
 
Agradecer, Perdoar e Pagar 
São verbos que apresentam objeto direto 
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. 
Veja os exemplos: 
Agradeço aos ouvintes a audiência. 
 Objeto Indireto Objeto Direto 
 
Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao pecador. 
 Objeto Direto Objeto Indireto 
Paguei o débito ao cobrador. 
 Objeto Direto Objeto Indireto 
 
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com 
particular cuidado. Observe: 
Agradeci o presente. / Agradeci-o. 
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. 
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. 
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. 
Paguei minhas contas. / Paguei-as. 
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. 
 
Informar 
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto 
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. 
Informe os novos preços aos clientes. 
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos 
preços) 
 
- Na utilização de pronomes como complementos, veja as 
construções: 
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. 
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre 
eles) 
 
Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para os 
seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir. 
 
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Língua Portuguesa 62 
Comparar 
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as 
preposições "a" ou "com" para introduzir o complemento 
indireto. 
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma 
criança. 
 
Pedir 
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na 
forma de oração subordinada substantiva) e indireto de 
pessoa. 
Pedi-lhe favores. 
Objeto Indireto Objeto Direto 
 
Pedi-lhe que mantivesse em silêncio. 
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva 
 Objetiva Direta 
 
Saiba que: 
1) A construção "pedir para", muitocomum na linguagem 
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No 
entanto, é considerada correta quando a 
palavra licença estiver subentendida. 
 
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. 
 
Observe que, nesse caso, a preposição "para" introduz uma 
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo 
(para ir entregar-lhe os catálogos em casa). 
 
2) A construção "dizer para", também muito usada 
popularmente, é igualmente considerada incorreta. 
 
Preferir 
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto 
indireto introduzido pela preposição "a". Por Exemplo: 
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. 
Prefiro trem a ônibus. 
Obs.: na língua culta, o verbo "preferir" deve ser usado 
sem termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil vezes, 
um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo 
existente no próprio verbo (pre). 
 
Mudança de Transitividade versus Mudança de 
Significado 
Há verbos que, de acordo com a mudança de 
transitividade, apresentam mudança de significado. O 
conhecimento das diferentes regências desses verbos é um 
recurso linguístico muito importante, pois além de permitir a 
correta interpretação de passagens escritas, oferece 
possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os 
principais, estão: 
 
Agradar 
- Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, 
acariciar. 
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada 
quando o revê. 
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / 
Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo. 
- Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado 
a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento introduzido 
pela preposição "a". 
O cantor não agradou aos presentes. 
O cantor não lhes agradou. 
 
Aspirar 
- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar 
(o ar), inalar. 
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) 
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter 
como ambição. 
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a 
elas) 
Obs.: como o objeto direto do verbo "aspirar" não é 
pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas 
"lhe" e "lhes" e sim as formas tônicas "a ele (s)", " a ela (s)". Veja 
o exemplo: 
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela) 
 
Assistir 
- Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar 
assistência a, auxiliar. Por Exemplo: 
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. 
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. 
- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, 
presenciar, estar presente, caber, pertencer. 
 
Exemplos: 
Assistimos ao documentário. 
Não assisti às últimas sessões. 
Essa lei assiste ao inquilino. 
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo "assistir" é 
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de 
lugar introduzido pela preposição "em". 
Assistimos numa conturbada cidade. 
 
Chamar 
- Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, 
solicitar a atenção ou a presença de. 
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-
la. 
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. 
- Chamar no sentido de denominar, apelidar pode 
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere 
predicativo preposicionado ou não. 
A torcida chamou o jogador mercenário. 
A torcida chamou ao jogador mercenário. 
A torcida chamou o jogador de mercenário. 
A torcida chamou ao jogador de mercenário. 
 
Custar 
- Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor 
ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial. 
Frutas e verduras não deveriam custar muito. 
- No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou 
transitivo indireto. 
 
Muito custa viver tão longe da família. 
 Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
 Intransitivo Reduzida de Infinitivo 
 
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela 
atitude. 
 Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva - 
Subjetiva Reduzida de Infinitivo 
 
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que 
atribuem ao verbo "custar" um sujeito representado por 
pessoa. Observe o exemplo abaixo: 
Custei para entender o problema. 
Forma correta: Custou-me entender o problema. 
 
Implicar 
- Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: 
a) dar a entender, fazer supor, pressupor 
Suas atitudes implicavam um firme propósito. 
b) Ter como consequência, trazer como consequência, 
acarretar, provocar 
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de 
um povo. 
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Língua Portuguesa 63 
- Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, 
envolver 
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas. 
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo 
indireto e rege com preposição "com". 
Implicava com quem não trabalhasse arduamente. 
 
Proceder 
- Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter 
cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se, 
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de 
adjunto adverbial de modo. 
As afirmações da testemunha procediam, não havia como 
refutá-las. 
Você procede muito mal. 
- Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a 
preposição" de") e fazer, executar (rege complemento 
introduzido pela preposição "a") é transitivo indireto. 
O avião procede de Maceió. 
Procedeu-se aos exames. 
O delegado procederá ao inquérito. 
 
Querer 
- Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter 
vontade de, cobiçar. 
Querem melhor atendimento. 
Queremos um país melhor. 
- Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, 
estimar, amar. 
Quero muito aos meus amigos. 
Ele quer bem à linda menina. 
Despede-se o filho que muito lhe quer. 
 
Visar 
- Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, 
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. 
O homem visou o alvo. 
O gerente não quis visar o cheque. 
- No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como 
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição "a". 
O ensino deve sempre visar ao progresso social. 
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar 
público. 
 
Regência Nominal 
 
É o nome da relação existente entre 
um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos 
regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada 
por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso 
levar em conta que vários nomes apresentam exatamente o 
mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime 
de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos 
nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os 
nomes correspondentes: todos regem complementos 
introduzidos pela preposição "a". Veja: 
Obedecer a algo/ a alguém. 
Obediente a algo/ a alguém. 
 
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da 
preposição ou preposições que os regem. Observe-os 
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses 
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece. 
 
Substantivos 
Admiração a, por 
Devoção a, para, com, por 
Medo a, de 
Aversão a, para, por 
Doutor em 
Obediência a 
Atentado a, contra 
Dúvida acerca de, em, sobre 
Ojeriza a, por 
Bacharel em 
Horror a 
Proeminência sobre 
Capacidade de, para 
Impaciência com 
Respeito a, com, para com, por 
 
Adjetivos 
Acessível a 
Diferente de 
Necessário a 
Acostumado a, com 
Entendido em 
Nocivo a 
Afável com, para com 
Equivalente a 
Paralelo a 
Agradável a 
Escasso de 
Parco em, de 
Alheio a, de 
Essencial a, para 
Passível de 
Análogo a 
Fácil de 
Preferível a 
Ansioso de, para, por 
Fanático por 
Prejudicial a 
Apto a, para 
Favorável a 
Prestes a 
Ávidode 
Generoso com 
Propício a 
Benéfico a 
Grato a, por 
Próximo a 
Capaz de, para 
Hábil em 
Relacionado com 
Compatível com 
Habituado a 
Relativo a 
Contemporâneo a, de 
Idêntico a 
Satisfeito com, de, em, por 
Contíguo a 
Impróprio para 
Semelhante a 
Contrário a 
Indeciso em 
Sensível a 
Curioso de, por 
Insensível a 
Sito em 
Descontente com 
Liberal com 
Suspeito de 
Desejoso de 
Natural de 
Vazio de 
 
 
 
 
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Língua Portuguesa 64 
Advérbios 
- Longe de; 
- Perto de. 
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir 
o regime dos adjetivos de que são formados: paralela à; 
paralelamente a; relativa a; relativamente a.25 
 
Questões 
 
01. (Administrador - FCC) 
... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras 
ciências ... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o 
grifado acima está empregado em: 
(A) ...astros que ficam tão distantes... 
(B) ...que a astronomia é uma das ciências... 
(C) ...que nos proporcionou um espírito... 
(D) ...cuja importância ninguém ignora... 
(E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro... 
 
02. (Agente de Apoio Administrativo - FCC) 
...pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos 
do sueco. 
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de 
complementos que o grifado acima está empregado em: 
(A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... 
(B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? 
(C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia... 
(D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro... 
(E) O delegado apenas olhou-a espantado com o 
atrevimento. 
 
03. (Agente de Defensoria Pública - FCC) 
... constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes 
desiguais... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o 
grifado acima está empregado em: 
(A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a 
extremos de sutileza. 
(B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado nos 
troncos mais robustos. 
(C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, 
não raro, quem... 
(D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na 
serra de Tunuí... 
(E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o 
gentio, mestre e colaborador... 
 
04. (Agente Técnico - FCC) 
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o da 
frase acima se encontra em: 
(A) A palavra direito, em português, vem de directum, do 
verbo latino dirigere... 
(B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das 
sociedades... 
(C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado pela 
justiça. 
(D) Essa problematicidade não afasta a força das aspirações 
da justiça... 
(E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o 
sentimento de justiça. 
 
 
 
 
 
 
 
25 www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php 
05. Leia a tira a seguir. 
 
 
 
Considerando as regras de regência da norma-padrão da 
língua portuguesa, a frase do primeiro quadrinho está 
corretamente reescrita, e sem alteração de sentido, em: 
(A) Ter amigos ajuda contra o combate pela depressão. 
(B) Ter amigos ajuda o combate sob a depressão. 
(C) Ter amigos ajuda do combate com a depressão. 
(D) Ter amigos ajuda ao combate na depressão. 
(E) Ter amigos ajuda no combate à depressão. 
 
06. (Escrevente TJ SP - VUNESP) Assinale a alternativa 
em que o período, adaptado da revista Pesquisa Fapesp de 
junho de 2012, está correto quanto à regência nominal e à 
pontuação. 
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, 
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais 
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em 
outros. 
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam 
rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o 
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um 
exemplo!, do que em outros. 
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam 
rapidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o 
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um 
exemplo, do que em outros. 
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam 
rapidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o 
avanço seja mais notável em alguns países - o Brasil é um 
exemplo - do que em outros. 
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, 
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais 
notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em 
outros. 
 
07. (Papiloscopista Policial - VUNESP) Assinale a 
alternativa correta quanto à regência dos termos em destaque. 
(A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a 
responsabilidade pelo problema. 
(B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter se 
perdido. 
(C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho de 
um índio na porta do prédio. 
(D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se 
perdido de sua família. 
(E) A família toda se organizou para realizar a procura à 
garotinha. 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 65 
08. (Analista de Sistemas - VUNESP) Assinale a 
alternativa que completa, correta e respectivamente, as 
lacunas do texto, de acordo com as regras de regência. 
Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já 
assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem 
corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia. 
A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que a 
mídia pode exercer sobre os jovens. 
(A) dos … na 
(B) nos … entre a 
(C) aos … para a 
(D) sobre os … pela 
(E) pelos … sob a 
 
09. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças 
Públicas - VUNESP) Considerando a norma-padrão da língua, 
assinale a alternativa em que os trechos destacados estão 
corretos quanto à regência, verbal ou nominal. 
(A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais de 
dez mil tomadas. 
(B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver 
um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé. 
(C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de criar 
logotipos e negociar. 
(D) O taxista levou o autor a indagar no número de 
tomadas do edifício. 
(E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor 
reparasse a um prédio na marginal. 
 
10. (Assistente de Informática II - VUNESP) Assinale a 
alternativa que substitui a expressão destacada na frase, 
conforme as regras de regência da norma-padrão da língua e 
sem alteração de sentido. 
Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de 
direitos dos trabalhadores domésticos. 
(A) da 
(B) na 
(C) pela 
(D) sob a 
E) sobre a 
 
Respostas 
1.D / 2.D / 3.A / 4.A / 5.E / 6.D / 7.A / 8.C / 9.A / 10.C 
 
COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS 
ÁTONOS 
 
De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi26, a 
colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais 
oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se 
referem. 
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, 
lhes, nos e vos. 
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na 
oração em relação ao verbo: 
1. Próclise: pronome antes do verbo; 
2. Ênclise: pronome depois do verbo; 
3. Mesóclise: pronome no meio do verbo. 
 
Próclise 
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: 
- Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair 
dessa cama. / Não se trata de nenhuma novidade. 
 
- Advérbios: Nesta casa se fala alemão. / Naquele dia me 
falaram que a professora não veio. 
 
 
26 http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.phphttp://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal.htm 
- Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não 
veio hoje. / Não vou deixar de estudar os conteúdos que me 
falaram. 
 
- Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? / Todos se 
comoveram durante o discurso de despedida. 
 
- Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! / 
Aquilo me incentivou a mudar de atitude! 
 
- Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de 
qualidade, o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa 
escolar. 
 
- Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios, 
conforme lhe avisaram. 
 
Ênclise 
A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não 
aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A 
ênclise vai acontecer quando: 
 
- O verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns 
aos outros. / Sigam-me e não terão derrotas. 
 
- O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. / 
Chamaram-me para ser sócio. 
 
- O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da 
preposição “a”: Naquele instante os dois passaram a odiar-se. 
/ Passaram a cumprimentar-se mutuamente. 
 
- O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que 
aconteceu, fazendo-se de despreocupada. Despediu-se, 
beijando-me a face. 
 
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no 
vestibular em outra cidade, mudo-me no mesmo instante. / Se 
não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas. 
 
Mesóclise 
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no 
futuro do presente ou no futuro do pretérito: 
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se 
realizará). 
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma 
proposta a você). 
 
Questões 
 
01. Considerada a norma culta escrita, há correta 
substituição de estrutura nominal por pronome em: 
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço-
lhes antecipadamente. 
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do 
verbo fabricar se extraiu-lhe. 
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os. 
(D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria 
de conhecê-las. 
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela. 
 
02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em 
“Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo 
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser 
(A) Basta apresenta-lo. 
(B) Basta apresentar-lhe. 
(C) Basta apresenta-lhe. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 66 
(D) Basta apresentá-la. 
(E) Basta apresentá-lo. 
 
03. Em qual período, o pronome átono que substitui o 
sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a 
norma-padrão? 
(A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – 
conhecia-o 
(B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça 
Mauá – tinha encontrado-o. 
(C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro 
no Museu – relatá-las-ão. 
(D) Quem explicou às crianças as histórias de seus 
antepassados? – explicou-lhes. 
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia 
de um museu virtual – Lhes vinham perguntando. 
 
04. De acordo com a norma-padrão e as questões 
gramaticais que envolvem o trecho “Frustrei-me por não ver o 
Escola”, é correto afirmar que 
(A) “me” poderia ser deslocado para antes do verbo que 
acompanha. 
(B) “me” deveria obrigatoriamente ser deslocado para 
antes do verbo que acompanha. 
(C) a ênclise em “Frustrei-me” é facultativa. 
(D) a inclusão do advérbio Não, no inı́cio da oração 
“Frustrei-me”, tornaria a próclise obrigatória. 
(E) a ênclise em “Frustrei-me” é obrigatória. 
 
05. A substituição do elemento grifado pelo pronome 
correspondente foi realizada de modo INCORRETO em: 
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu 
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os 
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la 
(D) que desviava a água = que lhe desviava 
(E) supriam a necessidade = supriam-na 
 
Respostas 
01.D/02.E/03.C/04.D/05.D 
 
CRASE 
 
É de grande importância a crase da preposição “a” com o 
artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos pronomes 
aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a qual (as 
quais). 
Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a 
crase. O uso apropriado do acento grave depende da 
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental 
também, para o entendimento da crase, dominar a regência 
dos verbos e nomes que exigem a preposição “a”. 
Aprender a usar a crase, portanto, consiste em aprender a 
verificar a ocorrência simultânea de uma preposição e um 
artigo ou pronome.27 Observe: 
Vou a + a igreja. 
Vou à igreja. 
 
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição “a”, 
exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência do artigo 
“a” que está determinando o substantivo feminino igreja. 
Quando ocorre esse encontro das duas vogais e elas se unem, 
a união delas é indicada pelo acento grave. Observe outros 
exemplos: 
Conheço a aluna. 
Refiro-me à aluna. 
 
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer 
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode 
 
27 www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint76.php 
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto 
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição “a”. 
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja 
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes 
já especificados. 
 
Casos em que a crase NÃO ocorre 
 
1) Diante de substantivos masculinos: 
Andamos a cavalo. 
Fomos a pé. 
 
2) Diante de verbos no infinitivo: 
A criança começou a falar. 
Ela não tem nada a dizer. 
 
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos 
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase. 
 
3) Diante da maioria dos pronomes e das expressões de 
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e 
dona: 
Diga a ela que não estarei em casa amanhã. 
Entreguei a todos os documentos necessários. 
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. 
 
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes 
podem ser identificados pelo método: troque a palavra 
feminina por uma masculina, caso na nova construção surgir a 
forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo: 
Refiro-me à mesma pessoa. 
(Refiro-me ao mesmo indivíduo.) 
Informei o ocorrido à senhora. 
(Informei o ocorrido ao senhor.) 
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. 
(Peça ao próprio Cláudio para sair mais cedo.) 
 
4) Diante de numerais cardinais: 
Chegou a duzentos o número de feridos 
Daqui a uma semana começa o campeonato. 
 
Casos em que a crase SEMPRE ocorre 
 
1) Diante de palavras femininas: 
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega. 
Sempre vamos à praia no verão. 
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores. 
 
2) Diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de” 
(mesmo que a expressão moda de fique subentendida: 
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. 
Usava sapatos à (moda de) Luís XV. 
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro. 
 
3) Na indicação de horas: 
Acordei às sete horas da manhã. 
Elas chegaram às dez horas. 
Foram dormir à meia-noite. 
 
4) Em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de 
que participam palavras femininas. Por exemplo: 
 
à tarde às ocultas às pressas à medida que 
à noite às claras às escondidas à força 
à vontade à beça à larga à escuta 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 67 
às avessas à revelia à exceçãode à imitação de 
à esquerda às turras às vezes à chave 
à direita à procura à deriva à toa 
à luz à sombra de à frente de à proporção que 
à semelhança de às ordens à beira de 
 
Crase diante de Nomes de Lugar 
 
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do 
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo de modo que 
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a 
preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não 
a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o 
termo regente por um verbo que peça a preposição “de” ou 
“em”. A ocorrência da contração “da” ou “na” prova que esse 
nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por 
exemplo: 
 
Vou à França. (Vim da [ de+a] França. Estou na [ em+a] 
França.) 
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.) 
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália) 
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto 
Alegre.) 
 
- Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou 
A volto DE, crase PRA QUÊ?” 
Ex.: Vou a Campinas. = Volto de Campinas. 
 Vou à praia. = Volto da praia. 
 
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, 
ocorrerá crase. Veja: 
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo que, 
pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”. 
 
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos (Aquele (s), 
Aquela (s), Aquilo) 
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo 
regente exigir a preposição “a”. Por exemplo: 
 
Refiro-me a + aquele atentado. 
 Preposição Pronome 
 
Refiro-me àquele atentado. 
O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo 
indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige 
preposição, portanto, ocorre a crase. 
 
Observe este outro exemplo: 
Aluguei aquela casa. 
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não 
exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. 
 
Crase com os Pronomes Relativos (A Qual, As Quais) 
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e 
as quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses 
pronomes exigir a preposição a, haverá crase. 
É possível detectar a ocorrência da crase nesses casos 
utilizando a substituição do termo regido feminino por um 
termo regido masculino. Por exemplo: 
 
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. 
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade 
 
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a 
crase. Veja outros exemplos: 
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. 
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. 
 
Crase com o Pronome Demonstrativo (a) 
A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo “a” 
também pode ser detectada através da substituição do termo 
regente feminino por um termo regido masculino. Veja: 
Minha revolta é ligada à do meu país. 
Meu luto é ligado ao do meu país. 
As orações são semelhantes às de antes. 
Os exemplos são semelhantes aos de antes. 
 
Crase com a Palavra Distância 
- Se a palavra distância estiver especificada ou 
determinada, a crase deve ocorrer. Por exemplo: 
Sua casa fica à distância de 100 Km daqui. (A palavra está 
determinada) 
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A 
palavra está especificada.) 
 
- Se a palavra distância não estiver especificada, a crase 
não pode ocorrer. Por exemplo: 
Os militares ficaram a distância. 
Gostava de fotografar a distância. 
Ensinou a distância. 
 
Observação: por motivo de clareza, para evitar 
ambiguidade, pode-se usar a crase. Veja: 
Gostava de fotografar à distância. 
Ensinou à distância. 
Dizem que aquele médico cura à distância. 
 
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA 
 
1) Diante de nomes próprios femininos: é facultativo o uso 
da crase porque é facultativo o uso do artigo. Observe: 
Paula é muito bonita; ou A Paula é muito bonita. 
Laura é minha amiga; ou A Laura é minha amiga. 
 
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo 
feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos 
escrever as frases abaixo das seguintes formas: 
Entreguei o cartão a Paula; ou Entreguei o cartão à Paula. 
Entreguei o cartão a Roberto; ou Entreguei o cartão ao 
Roberto. 
 
2) Diante de pronome possessivo feminino: é facultativo o 
uso da crase porque é facultativo o uso do artigo. Observe: 
Minha avó tem setenta anos; ou A minha avó tem setenta 
anos. 
Minha irmã está esperando por você; ou A minha irmã está 
esperando por você. 
 
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de 
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as 
frases abaixo das seguintes formas: 
Cedi o lugar a minha avó; ou Cedi o lugar à minha avó. 
Cedi o lugar a meu avô; ou Cedi o lugar ao meu avô. 
 
3) Depois da preposição até: 
Fui até a praia; ou Fui até à praia. 
Acompanhe-o até a porta; ou Acompanhe-o até à porta. 
A palestra vai até as cinco horas da tarde; ou A palestra vai 
até às cinco horas da tarde. 
 
 
 
 
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Língua Portuguesa 68 
Questões 
 
01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas 
consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades e 
estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo 
questões de saúde pública como programas de esclarecimento 
e prevenção, de tratamento para dependentes e de 
reintegração desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome 
de um médico ou clínica ____quem tentar encaminhar um 
drogado da nossa própria família? 
 (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, 2012) 
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e 
respectivamente, com: 
(A) aos … à … a … a 
(B) aos … a … à … a 
(C) a … a … à … à 
(D) à … à … à … à 
(E) a … a … a … a 
 
02. Leia o texto a seguir. 
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu 
______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do 
procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-
lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o 
que fez. 
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de Janeiro: Globo, 
1997,) 
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na 
ordem dada: 
(A) à – a – a 
(B) a – a – à 
(C) à – a – à 
(D) à – à – a 
(E) a – à – à 
 
03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas 
já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”. 
(A) à - àqueles - a - há 
(B) a - àqueles - a - há 
(C) a - aqueles - à - a 
(D) à - àqueles - a - a 
(E) a - aqueles - à - há 
 
04. Leia o texto a seguir. 
 
Comunicação 
O público ledor (existe mesmo!) é sensorial: quer ter um 
autor ao vivo, em carne e osso. Quando este morre, há uma 
queda de popularidade em termos de venda. Ou, quando 
teatrólogo, em termos de espetáculo. Um exemplo: G. B. Shaw. 
E, entre nós, o suave fantasma de Cecília Meireles recém está 
se materializando, tantos anos depois. 
Isto apenas vem provar que a leitura é um remédio para a 
solidão em que vive cada um de nós neste formigueiro. Claro 
que não me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva 
e efervescente. 
Porque o autor escreve, antes de tudo, para expressar-se. 
Sua comunicação com o leitor decorre unicamente daí. Por 
afinidades. É como, na vida, se faz um amigo. 
E o sonho do escritor, do poeta, é individualizar cada 
formiga num formigueiro, cada ovelha num rebanho - para que 
sejamos humanos e não uma infinidade de xerox infinitamente 
reproduzidos uns dos outros. 
Mas acontece que há também autores xerox, que nos 
invadem com aqueles seus best-sellers... 
Será tudo isto uma causa ou um efeito? 
Tristes interrogações para se fazerem num mundo que já 
foi civilizado. 
 (Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,1. ed., 
2005.) 
Claro que não me estou referindo a essa vulgar comunicação 
festiva e efervescente. 
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase se 
o segmento grifado for substituído por: 
(A) leitura apressada e sem profundidade. 
(B) cada um de nós neste formigueiro. 
(C) exemplo de obras publicadas recentemente. 
(D) uma comunicação festiva e virtual. 
(E) respeito de autores reconhecidos pelo público. 
 
05. O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP) 
também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ 
ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará-
lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em 
liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e uma 
vida digna. 
(www.metropolitana.com.br. 2012) 
 
Assinale a alternativa que preenche, correta e 
respectivamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-
padrão da língua portuguesa. 
(A) à … à … à 
(B) a … a … à 
(C) a … à … à 
(D) à … à ... a 
(E) a … à … a 
 
Gabarito 
1.B / 2.A / 3.B / 4.A / 5.D 
 
 
 
Prezado(a) Candidato(a) este assunto já foi abordado 
no tópico: Sintaxe 
 
 
 
Prezado(a) Candidato(a) este assunto já foi abordado 
no tópico: Sintaxe 
 
 
 
Prezado(a) Candidato(a) este assunto já foi abordado 
no tópico: Sintaxe 
 
 
 
 
 
 
 
Período simples (termos 
essenciais e acessórios) e 
período composto por 
coordenação e subordinação; 
Concordância verbal e 
nominal; 
Regência verbal e nominal; 
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Língua Portuguesa 69 
 
 
PONTUAÇÃO 
 
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem 
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar 
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as 
principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo 
uso da língua portuguesa.28 
 
Ponto 
 
1) Indica o término do discurso ou de parte dele. 
Ex.: Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em 
que se encontra. / Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga 
e leite. 
 
2) Usa-se nas abreviações. 
Ex.: V.Exª (Vossa Exelencia) , Sr. (Senhor), S.A (Sociedade 
Anonima). 
 
Ponto e Vírgula 
 
1) Separa várias partes do discurso, que têm a mesma 
importância. 
Ex.: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo 
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; 
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” 
(Vieira) 
2) Separa partes de frases que já estão separadas por 
vírgulas. 
Ex.: Alguns quiseram verão, praia e calor; outros 
montanhas, frio e cobertor. 
 
3) Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, 
decreto de lei, etc. Ex.: 
- Ir ao supermercado; 
- Pegar as crianças na escola; 
- Caminhada na praia; 
- Reunião com amigos. 
 
Dois Pontos 
 
1) Antes de uma citação. 
Ex.: Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:... 
 
2) Antes de um aposto. 
Ex.: Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à 
tarde e calor à noite. 
 
3) Antes de uma explicação ou esclarecimento. 
Ex.: Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, 
vivendo a rotina de sempre. 
 
4) Em frases de estilo direto. Ex.: 
 Maria perguntou: 
- Por que você não toma uma decisão? 
 
Ponto de Exclamação 
 
1) Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto, 
súplica, etc. 
 
28 http://tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com/2013/04/pontuacao-
resumo-com-questoes.html 
Ex.: - Sim! Claro que eu quero me casar com você! 
 
2) Depois de interjeições ou vocativos. 
Ex.: - João! Há quanto tempo! 
 
Ponto de Interrogação 
 
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. 
 “Então? Que é isso? Desertaram ambos?” 
(Artur Azevedo) 
 
Reticências 
 
1) Indica que palavras foram suprimidas. 
 Ex.: Comprei lápis, canetas, cadernos... 
 
2) Indica interrupção violenta da frase. 
 Ex.: Não... quero dizer... é verdade... Ah! 
 
3) Indica interrupções de hesitação ou dúvida 
Ex.: Este mal... pega doutor? 
 
4) Indica que o sentido vai além do que foi dito 
Ex.: Deixa, depois, o coração falar... 
 
Vírgula 
 
Não se usa Vírgula 
Separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-
se diretamente entre si: 
 
1) Entre sujeito e predicado. 
Todos os alunos da sala foram advertidos. 
 sujeito predicado 
 
2) Entre o verbo e seus objetos. 
O trabalho custou sacrifício aos realizadores. 
 V.T.D.I . O.D . O.I. 
 
3) Entre nome e complemento nominal; entre nome e 
adjunto adnominal. 
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores 
despertou reações entre os empresários. 
 adj. adnominal nome adj. adn. Compl. nominal 
 
Usa-se a Vírgula 
1) Para marcar intercalação: 
a) Do adjunto adverbial: O café, em razão da sua 
abundância, vem caindo de preço. 
b) Da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão 
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. 
c) Das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias 
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem 
abrir mão dos lucros altos. 
 
2) Para marcar inversão: 
a) Do adjunto adverbial (colocado no início da oração): 
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. 
b) Dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos 
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. 
c) Do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio 
de 1982. 
 
3) Para separar entre si elementos coordenados (dispostos 
em enumeração): Era um garoto de 15 anos, alto, magro. / A 
ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. 
 
Emprego dos sinais de 
pontuação e sua função no 
texto 
Apostila Digital Licenciada para Angélica Aparecida Frizon - CPF:091.988.609-41 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 70 
4) Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós queremos 
comer pizza; e vocês, churrasco. 
 
5) Para isolar: 
a) O aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasileira, 
possui um trânsito caótico. 
b) O vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem. 
 
Questões 
 
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está 
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da 
língua portuguesa. 
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, 
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, 
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, 
embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, 
embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, 
embora, experimentasse a sensação de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
 
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a 
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as 
lacunas da frase abaixo: 
 “Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas 
devem ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o 
trabalho

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