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Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br APOSTILA DE TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO-TGA 2018 Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Apresentação Prezado acadêmico!Seja bem vindo! Iniciamos os estudos conhecendo mais profundamente a ciência da Administração, inclusive podemos afirmar de um modo geral, que administrar é um ato corriqueiro em nosso dia a dia. Assim, para que você alcance seus objetivos ao final desta disciplina, será necessário de sua parte, a costumeira dedicação, determinação, disciplina e certamente a utilização dos princípios da administração, aqui apresentados. Este caderno foi construído através de uma abordagem cronológica. Iniciamos através da apresentação da Teoria Geral dos Sistemas; Teorias Contingenciais; Ecologia Populacional; Ecologia Organizacional; Institucionalismo; Pós-Colonialismo, cultura e diversidade nas organizações; Novos arranjos de gestão baseados em redes, cooperação e criatividade; Questões Contemporâneas dos Estudos Organizacionais. Da Administração, passando por todos os seus processos evolutivos, e finalizamos com a visão sistêmica de gestão nas organizações contemporâneas, principal em um mundo totalmente globalizado. Destacamos que, o pleno entendimento de todas as teorias da administração, aqui apresentadas, certamente, você terá a base para seus estudos e conhecimentos nas demais disciplinas e conteúdos ainda a serem acessados, vivenciados e experimentados nos ambientes organizacionais e/ou corporativos, portanto, ela é uma das partes vitais para sua plena formação acadêmica, no que diz respeito ao tema Administração. Então material pronto, convite feito e agora, vamos aos estudos! Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Sumário 1.TEORIADOSSISTEMAS..........................................................................................................................E rro! Indicador não definido. 1.1.Origens daTeoria dos Sistemas................................................................................................................3 1.2. As premissas Básicas daTeoria dos Sistemas.........................................................................................3 1.3.ConceitodeSistemas.................................................................................................................................4 1.4.Características da Teoria dos Sistemas....................................................................................................4 1.5. Tipos de Sistemas..................................................................................................................................5 1.5. Áreas Funcionais da organização........................................................................................ ...................5 2. TEORIA DA CONTINGÊNCIA...............................................................................................................8 2.1. Origens da Teoria da Contingência....................................................................................... ..................9 2.2. Características da Teoria da Contingência............................................................................................10 2.3. Estratégias Organizacionais..................................................................................................................15 3. PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS DA ADMINISTRAÇÃO.....................................................24 4. TEORIA DO DESENVOLVIMENTO................................................................................................. ...26 5.ABORDAGENS, ECOLOGIA POPULACIONAL, ESCOLHA ESTRATÉGICA E DETERMINISMO 28 5.1. Teoria das Redes........................................................................................................ ...........................31 5.2. Abordagem Biográfica e contextualizada.............................................................................................33 4. TEORIA NOVAS ABORDAGENS DA ADMINISTRAÇÃO..............................................................34 6.1. Catorze pontos de Deming para a produtividade..................................................................................35 6.2. Qualidade total......................................................................................................................................36 6.3. Ciclo PDCA.................................................................................................................... ......................38 6.4. Benchmarking.......................................................................................................................................39 6.4.1. Princípios básicos do benchmarking................................................................................... ..............40 6.5. A nova logica das organizações...........................................................................................................43 6.6. Ética e Responsabilidade Social........................................................................................ ..................46 7. NOVAS TENDÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO................................................................................47 8. A ADMINISTRAÇÃO NA GLOBALIZAÇÃO.....................................................................................49 8.1. A Administração na Globalização........................................................................................................49 8.2. Características da Globalização......................................................................................... ...................50 9. REFERÊNCIAS......................................................................................................................... ..............52 Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 1. TEORIA DOS SISTEMAS A abordagem sistêmica chegou à TGA a partir da década de 1960 e tornou-se parte integrante dela. Você sabe o que um sistema? É um conjunto de elementos interligados que formam o todo. Ex. O sistema Respiratório do nosso corpo é composto por vários órgãos, dentre eles, laringe, faringe, pulmões e brônquios. É essa a essência do pensamento ou enfoque sistêmico: a ideia de que os elementos se interagem e formam um todo para atingir os objetivos. 1.1 ORIGENS DA TEORIA GERAL DOS SISTEMAS A TGS surgiu com os trabalhos do biólogo alemão Ludwig vonBertalanffy. Ela não busca solucionar problemas ou tentar soluções práticas, mas produzir teorias e formulações conceituais para aplicações na realidade empírica. A Teoria de Sistemas vê a organização por inteiro, não apenas o somatório de cada uma de suas partes. Ela parte da ideiade que o conjunto apresenta características que não são encontradas em nenhum dos elementos isolados. Ou seja, para essa teoria, a organização é um conjunto de áreas (setores), que, em separado, não sobrevivem, mas unidas têm o objetivo de manter a empresa viva. Com isso, podemos notar nas organizações um efeito sinérgico. Os pressupostos básicos da TGS são: • Existe uma tendência para a integração das ciências naturais e sociais, e essa integração parece orientar-se rumo a uma teoria dos sistemas; • A Teoria dos Sistemas é o modo mais abrangente de estudar os campos não físicos do conhecimento científico, como as Ciências Sociais; Sinergia é o esforço simultâneo de várias partes que provoca um resultado ampliado e potencializado. Aliás, uma das razões para a existência das organizações é o efeito sinérgico de suas áreas (setores), pois é por meio da sinergia que as organizações produzem valor agregado. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br • A Teoria dos Sistemas desenvolve princípios unificadores que atravessam verticalmente os universos particulares das diversas ciências envolvidas, visando ao objetivo da unidade da ciência; • A Teoria dos Sistemas conduz a uma integração na educação científica. 2.1. AS PREMISSAS BÁSICAS DA TEORIA DE SISTEMAS 1. Os sistemas existem dentro de sistemas: cada um deles é constituído de subsistemas e, ao mesmo tempo, faz parte de um sistema maior, o suprassistema. Cada subsistema pode ser detalhado em seus subsistemas componentes e assim por diante. Também o suprassistema faz parte de um suprassistema maior. Esse encadeamento parece ser infinito. As moléculas existem dentro de células, que existem dentro de tecidos, que compõem os órgãos, que compõem os organismos e assim por diante. 2. Os sistemas são abertos: é uma decorrência da premissa anterior. Cada sistema existe dentro de um meio ambiente constituído por outros sistemas. Os sistemas abertos são caracterizados por um processo infinito de intercâmbio com o seu ambiente para trocar energia e informação. 3. As funções de um sistema dependem de sua estrutura: cada sistema tem um objetivo que constitui seu papel no intercâmbio com outros sistemas no meio ambiente. 3.CONCEITO DE SISTEMAS O conceito de sistemas proporciona uma visão compreensiva, abrangente, holística e gestáltica de um conjunto de coisas complexas, dando-lhes uma configuração e identidade total. A análise sistêmica - ou análise de sistemas - das organizações revela o geral no particular, indicando as propriedades gerais das organizações de maneira global e totalizante. Que não são reveladas pelos métodos convencionais de análise científica. A Teoria de Sistemas reconceitua os fenômenos dentro de uma abordagem A Teoria dos Sistemas utiliza o conceito do “Homem Funcional”. Indivíduo que se comporta como executante de um determinado papel, inter-relacionando–se com os demais indivíduos, como um sistema aberto (organização, meio familiar ou círculo social), gerindo suas expectativas e ajustando-se a novos papéis que lhe são atribuídos. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br global, permitindo a inter-relação e a integração de assuntos de naturezas completamente diferentes. O conceito de sistemas foi abordado no capítulo dedicado à cibernética. A palavra sistema denota um conjunto de elementos interdependentes e interagentes ou um grupo de unidades combinadas que formam um todo organizado. Sistema é um conjunto ou combinações de coisas ou partes, formando um todo unitário. 3.1. CARACTERÍSTICAS DA TEORIA DOS SISTEMAS 1.A Teoria de Sistemas, uma decorrência da Teoria Geral de Sistemas, foi desenvolvida por Von Bertalanffy e espalhou-se por todas as ciências, influenciando notavelmente a administração. 2. A abordagem sistêmica contrapõe-se a microabordagem do sistema fechado. 3.O conceito de sistemas é complexo: para sua compreensão, é necessário o conhecimento de algumas características dos sistemas - propósito, globalismo, entropia e homeostasia, bem como dos tipos possíveis e dos parâmetros dos sistemas - entrada, processo, saída, retroação e ambiente. O sistema aberto é o que melhor permite uma análise profunda e ampla das organizações. 4. As organizações são abordadas como sistemas abertos, pois o seu comportamento é probabilístico e não determinístico: elas fazem parte de uma sociedade maior, constituídas de partes menores; existe uma interdependência entre as partes das organizações; a organização precisa alcançar uma homeostase ou estado firme; as organizações possuem fronteiras ou limites mais ou menos definidos; elas têm objetivos; caracterizam-se pela morfogênese. 5.Dentro dessa abordagem, avulta o modelo de Katz e Kahn - importação/processamento/exportação, com características de primeira e segunda ordens. 6.Por outro lado, o modelo sócio-técnico de Tavistock representa igualmente uma abordagem sistêmica calcada sobre dois subsistemas: o técnico e o social. 7. Em uma apreciação crítica da Teoria de Sistemas, verifica-se que essa abordagem trouxe uma fantástica ampliação na visão dos problemas organizacionais em contraposição à antiga abordagem do sistema fechado. Seu caráter integrador e Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br abstrato e a possibilidade de compreensão dos efeitos sinergísticos da organização são surpreendentes. A visão do homem funcional dentro das organizações é a decorrência principal sobre a concepção da natureza humana. Apesar do enorme impulso, a Teoria de Sistemas ainda carece de melhor sistematização e detalhamento, pois sua aplicação prática ainda é incipiente. 3.2 Tipos de Sistemas Quanto à sua constituição, os sistemas podem ser: Sistemas Físicos ou Concretos: São compostos de equipamentos e maquinários, podendo ser descritos em termos quantitativos de desempenho. Sistemas Abstratos ou Conceituais: São compostos por conceitos, planos, hipóteses, ideias, dentre outros, sendo que existe uma complementaridade entre eles (variante combinatória que ocorre em condições contextuais específicas). Quanto à sua natureza os sistemas podem ser: Sistemas fechados: São sistemas que não apresentam intercâmbio com o meio ambiente, ou seja, não recebem e nem influenciam o meio externo. Esses sistemas possuem um comportamento determinado e programado, já que eles não sofrem influência externa. Ex.: Organizações militares. Sistemas abertos: São os sistemas que apresentam relações de intercâmbio com o ambiente, por meio de entradas (recebimento de informações e insumos) e saídas (entrega de produtos, serviços ou informações). Esse sistema troca matéria e energia com o meio ambiente e conserva-se constantemente no mesmo estado, apesar dessa matéria e energia se renovarem. Ele tem capacidade de crescimento, mudança e adaptação. Nesse sentido, a partir dessa teoria, as organizações passaram a ser abordadas como um sistema aberto, conferindo-se grande importância nas relações que elas estabelecem com omeio ambiente no qual estão inseridas (ênfase no ambiente). Diante disso, a Teoria dos Sistemas focaliza nos resultados da organização, em vez de preocupar-se com as atividades ou estruturas organizacionais, como nas teorias estudadas anteriormente. Assim, recai maior preocupação sobre a eficácia da organização e não somente sobre a sua eficiência. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 3.3 Áreas funcionais da organização A maioria das empresas está estruturada por áreas funcionais. As funções representam o conjunto de processos que aplicam um recurso da organização. Cada função é realizada dentro de uma organização por meio de uma área funcional, que pode ser concretizada por uma ou mais unidades organizacionais (setores). Então, o que são Áreas Funcionais? Agrupamentos de processos que juntos sustentam o ciclo de vida de um recurso e possibilitam que os objetivos e a missão da empresa sejam alcançados. As áreas funcionais são divididas em: 1. ÁREAS FUNCIONAIS FIM São áreas que englobam as funções e atividades envolvidas diretamente no ciclo de transformação de recursos em produtos e de sua colocação no mercado. Pertencem a essa categoria as seguintes áreas funcionais: a. Marketing: é a função relativa à identificação das necessidades de mercado, bem como à colocação dos produtos e serviços para os consumidores. Atividades básicas de Marketing: • Produto: desenvolvimento dos produtos atuais; lançamento de novos produtos; estudo de mercado; forma de apresentação; embalagem. • Distribuição: expedição; venda direta; venda por atacado. • Promoção: material promocional; promoção; publicidade; propaganda; amostra grátis. • Preços: estudos e análises; estrutura de preços, descontos e prazos. b. Produção: é a função relativa à transformação das matérias-primas em produtos e serviços a serem colocados no mercado. Atividades básicas de Produção: • Fabricação: processo produtivo; programação; controle. • Qualidade: programação; controle. • Manutenção: preventiva e corretiva. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 2.ÁREAS FUNCIONAIS MEIO São áreas que congregam as funções e atividades que proporcionam os meios (suporte) para que haja a transformação de recursos em produtos e serviços, e a sua colocação no mercado. a.Administração Financeira: É a função relativa ao planejamento, à captação, à orçamentação e gestão dos recursos financeiros, envolvendo também os registros contábeis das operações realizadas nas empresas. »As suas atividades básicas são: orçamentos; programação das necessidades de recursos financeiros; projeções financeiras; análise do mercado financeiro. » Captação de Recursos Financeiros: títulos; empréstimos e financiamentos; administração de contratos de empréstimos e financiamentos. » Gestão de Recursos Disponíveis: pagamentos; recebimentos; operações bancárias; fluxo de caixa; acompanhamento do orçamento financeiro. » Seguros: análise do mercado securitário; contratação de apólices de seguros; administração de apólices. » Contábil: contabilidade patrimonial; contabilidade de custos; contabilidade geral. b.Administração de Materiais: é a função relativa ao suprimento de materiais, aos serviços e equipamentos, à normatização, ao armazenamento e à movimentação de materiais e equipamentos da empresa. As suas atividades básicas são: » Planejamento de Materiais e Equipamentos: programação das necessidades de materiais e equipamentos; análise de estoques; normatização e padronização; orçamento de compras. » Aquisições: seleção e cadastramento de fornecedores; compras de materiais e equipamentos; contratação de serviços. » Gestão de Materiais e Equipamentos: inspeção e recebimento; movimentação de materiais; controle de estoques; distribuição e armazenagem dos materiais. c. Administração de Serviços: é a função relativa ao transporte de pessoas, administração de escritórios, serviços jurídicos, segurança, dentre outras. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br As suas atividades básicas são: » Planejamento e administração da frota de veículos e normatização do uso dos transportes na empresa. » Manutenção, conservação e reformas dos locais. » Instalações civis, elétricas e hidráulicas. » Telefonia. » Serviços de zeladoria, limpeza e copa. » Serviços de gráfica. » Serviços jurídicos. » Biblioteca e outras d. Administração de Recursos Humanos:é a função relativa ao atendimento de recursos humanos da empresa, ao planejamento e gestão desse recurso, do seu desenvolvimento, benefícios, obrigações sociais, dentre outras. As atividades básicas da área de Administração de RH são: • Planejamento: programação das necessidades de pessoal; análise de mercado de trabalho; pesquisa de recursos humanos; orçamento de pessoal. • Suprimentos do quadro: cadastramento de candidatos a emprego; recrutamento; seleção, registro e cadastramento; contratação de mão de obra. • Gestão de Recursos Humanos: movimentação de pessoal; cargos e salários; controle de pessoal; relações com os sindicatos. •Desenvolvimento de Recursos Humanos: avaliação de desempenho; acompanhamento de pessoal; treinamento. • Pagamentos e Recolhimentos: folha de pagamento; encargos sociais; rescisões de contratos de trabalho; auxílios. • Benefícios: assistência médica; empréstimo e financiamentos; lazer; assistência social. • Obrigações Sociais: medicina do trabalho; segurança do trabalho; ações trabalhistas. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br e. Gestão Empresarial: é a função relativa ao planejamento empresarial e ao desenvolvimento de sistema de informações. As atividades básicas da Gestão Empresarial são: • Planejamento e Controle Empresarial: planejamento estratégico; acompanhamento das atividades da empresa; auditoria. • Sistema de Informações: planejamento de sistemas de informações; desenvolvimento e manutenção de sistemas de informações; processamento de dados. Nesta unidade, vimos que uma organização não pode ser visualizada, entendida ou gerida como apenas uma parte isolada. A Teoria de Sistemas nos mostra que uma organização, em alguns momentos, deve ser analisada em partes, mas, em outros, como um conjunto de setores, áreas, gerências (como vimos nas áreas funcionais). O mais importante é lembrar que os setores/áreas não conseguem sobreviver se estiverem separados. Assim, o sucesso organizacional depende da boa relação e do alinhamento dos objetivos dos diversos setores/ áreas da organização. 2. TEORIA DA CONTINGÊNCIA Nesta unidade, apresentaremos a você a visão contingencial das organizações, seus ambientes e as pessoas que delas participam, mostrando que não existe uma única e melhor maneira deadministrar e organizar. Dessa forma, você estudará o ambiente, a tecnologia, a organização e seus níveis, modelos de estruturas organizacionais modernas e estratégia organizacional. O objetivo aqui é analisar o contexto atual das organizações e compreender a interação do ambiente com ela. Para a Teoria da Contingência não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa. Tudo é relativo, tudo depende. Há uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objetivos da organização. As variáveis ambientais são independentes, enquanto as Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br técnicas administrativas são variáveis dependentes dentro de uma relação funcional. Na realidade, não há uma causalidade direta entre as variáveis independentes e dependentes, pois o ambiente não causa a ocorrência de técnicas administrativas. Em vez de uma relação linear de causa e efeito entre variáveis independentes do ambiente e as variáveis administrativas dependentes, há uma relação funcional entre elas. Essa relação funcional pode levar ao alcance eficaz dos objetivos da organização. Na Teoria da Contingência, verifica-se que não existe um único e melhor jeito (bestway) de organizar. Nesse sentido, essa teoria representa um passo além da Teoria dos Sistemas em Administração. Seus principais autores são: Tom Burns, Alfred Chandler, Paul Lawrence, Losch e Joan Woodward. Como a visão sistêmica sugere, a organização é um sistema composto por subsistemas e definido por limites que o identificam em relação ao suprassistema ambiental. A visão contingencial procura analisar as relações dentro e entre esses subsistemas, bem como entre a organização e seu ambiente, e definir padrões de relações ou configurações de variáveis. Para a Teoria da Contingência, não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa. Tudo é relativo. Tudo depende. Há uma relação funcional (logo, não linear) como ―se... então‖ entre as condições do ambiente (variáveis independentes) e as técnicas administrativas (variáveis dependentes). A palavra “contingência” significa algo incerto ou eventual, que pode suceder ou não, dependendo das circunstâncias. Refere-se a uma proposição cuja verdade ou falsidade somente pode ser conhecida pela experiência e pela evidência, e não pela razão. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 2.1. ORIGENS DA TEORIA DA CONTINGÊNCIA A Teoria da Contingência nasceu a partir de uma série de pesquisas feitas para avaliar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas. Essas pesquisas pretendiam confirmar se as organizações eficazes seguiam os pressupostos clássicos, como divisão do trabalho, amplitude de controle, hierarquia de autoridade, etc. Os resultados levaram a uma nova concepção de organização, na qual a estrutura e o funcionamento da organização dependem da interface com o ambiente. Isso significa que não há um único e melhor jeito (thebestway) de organizar. Ambiente Como a organização é um sistema aberto, o intercâmbio entre ela e o seu ambiente ocorre externamente, e isso influencia vários fatores que ocorrem internamente na organização. Distinguem-se dois níveis de ambiente: » Ambiente geral; » Ambiente de tarefa. O ambiente geral é constituído por um conjunto de condições comuns a todas as organizações, ou seja, questões culturais, legais, tecnologia, econômicas, dentre outras, que afetam todas as organizações. Mas cada organização tem o seu ambiente particular: o ambiente de tarefa (ambiente específico da empresa, ou seja, concorrentes, fornecedores, clientes, dentre outros, que interagem diretamente com a empresa), do qual extrai suas entradas (expectativas e necessidades) e deposita suas saídas (produtos e serviços). Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Tipologia de ambientes O ambiente pode ser classificado quanto à: » Estrutura: sendo homogêneo ou heterogêneo; » Dinâmica: sendo estável ou mutável. As duas tipologias do ambiente, ao se interagirem, criam uma dinâmica que influencia no comportamento das organizações. TIPOLOGIA DE AMBIENTE Tipologia do ambiente Estável (reações empresariais padronizadas e uniformes no tempo) Mutável (reações empresariais diferenciadas e variadas no tempo Homogêneo (estrutura organizacional simples e centralizada no espaço) Coações uniformes do ambiente Estrutura simples, poucas divisões funcionais, estrutura burocrática. Contingências uniformes do ambiente Departamentalização geográfica, planejamento contingente. Heterogêneo (estrutura organizacional complexa, diferenciada e descentralizada no espaço) Coações diferenciadas do ambiente Muitas divisões funcionais e territoriais, estrutura burocrática. Contingências diferenciadas do ambiente Diferenciação e descentralização, planejamento contingente Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Analisando o quadro acima, podemos dizer que quanto mais homogêneo for o ambiente de tarefa, menos coações serão impostas à organização, exigindo, portanto, menor diferenciação. Nesse caso, a organização não precisará possuir uma estrutura diferenciada para atender às necessidades do ambiente de tarefas, já que ele não impõe novas necessidades e ou expectativas. Quanto mais dinâmico o ambiente de tarefa, maiores as contingências impostas à organização, exigindo que ela absorva a incerteza por meio de uma estrutura mutável e inovadora. 2.2. CARACTERÍSTICAS 1. A Teoria da Contingência é a mais recente das teorias administrativas e marca um passo além da Teoria de Sistemas. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler, Burns e Stalker, Woodward, e Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus ambientes de maneira proativa e dinâmica. 2. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe fora delas, ou seja, de seus ambientes. Passou-se a estudar os ambientes e a interdependência entre a organização e o meio. As organizações escolhem seus ambientes e depois passam a ser condicionadas por eles, necessitando adaptar-se a eles para poderem sobreviver e crescer. 0 conhecimento do ambiente passou a ser vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais. Entretanto, a análise ambiental ainda é bastante precária, requerendo muita pesquisa pela frente. 3. Outra variável que condiciona a estrutura e o comportamento organizacional é a tecnologia utilizada pela organização.Para defrontar-se com o ambiente, a organização utiliza tecnologias que condicionarão a sua estrutura organizacional e o seu funcionamento. A partir da Teoria da Contingência, a variável tecnologia passou a assumir um importante papel na teoria administrativa. Alguns autores chegam a falar em imperativo tecnológico sobre a estrutura organizacional. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 4. A Teoria da Contingência parte para novos modelos organizacionais mais flexíveis e orgânicos, como as estruturas matricial, em redes e em equipes. Também enfatiza o modelo do homem complexo e abordagens contingenciais sobre motivação e liderança. 5. Em uma apreciação crítica, verifica-se que a Teoria da Contingência é eclética e interativa, mas, ao mesmo tempo, relativista e situacional. Em alguns aspectos, parece que a Teoria da Contingência é muito mais uma maneira relativa de encarar o mundo do que propriamente uma teoria administrativa. Domínio organizacional É papel da estratégia organizacional contribuir para as organizações estabelecerem seus domínios. O domínio depende das relações de poder ou dependência da organização em face do ambiente e quanto às suas entradas e saídas. A organização tem poder sobre seu ambiente de tarefa quando suas decisões afetam as decisões dos fornecedores ou consumidores. Ao contrário, a organização tem dependência em relação a seu ambiente quando suas decisões dependem das decisões tomadas pelos fornecedores e consumidores. Buscando aumentar seu poder e reduzir sua dependência quanto ao ambiente de tarefa, a organização estabelece seu domínio. Tecnologia Assim como o ambiente, a tecnologia influencia as características organizacionais. A tecnologia adotada pela empresa determina sua estrutura e seu comportamento organizacional, evidenciando o que é denominado de imperativo tecnológico. Sob o ponto de vista administrativo, a tecnologia é algo que se desenvolve nas organizações por meio de conhecimentos acumulados sobre a execução de tarefas (knowhow) e pelas suas manifestações físicas (maquinário e equipamentos), constituindo um complexo de técnicas usadas na conversão dos insumos em produtos ou serviços. Há dois tipos de tecnologia adotados pela empresa, dependendo da forma como ela concebe essa tecnologia: Tecnologia como variável ambiental: empresas adquirem, incorporam e absorvem as tecnologias criadas por outras empresas de seu ambiente de tarefa. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Tecnologia como variável organizacional: a tecnologia é parte do sistema interno da organização, já incorporada a ele, passando, assim, a influenciá-la poderosamente e, com isso, influenciando também seu ambiente de tarefa. Modelos de estruturas organizacionais modernas Como você já sabe, para que as organizações possam se adaptar e atender rapidamente às necessidades e expectativas do seu ambiente, elas precisaram desenvolver novas estruturas organizacionais. Na Teoria da Contingência, a estrutura funcional, em forma de pirâmide, dá lugar a estruturas modernas, como veremos a seguir: Estrutura matricial A Organização Matricial é a forma híbrida de organização em que as formas funcionais e por produto se sobrepõem. Nela há uma intercessão entre a estrutura funcional e a estrutura por produtos. Conforme vimos na Unidade 6 (Teoria Neoclássica), os administradores e o pessoal de assessoria reportam-se a dois chefes: um funcional e outro de produto. Essa estrutura enfatiza a interdependência entre departamentos e a coordenação lateral. A estrutura funcional enfatiza a especialização,mas não enfatiza o negócio. A estrutura de produto enfatiza o negócio, mas não enfatiza a especialização de funções. Por isso, a Organização Matricial uniu essas duas formas de organização, para enfatizar tanto a especialização dos funcionários, quanto o seu negócio. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Veja algumas vantagens e desvantagens da Estrutura Matricial: » Vantagens: • Processo de decisão descentralizado; • Grande capacidade de circular e processar informação; • Delegação de decisão nos níveis apropriados; • Utilização eficiente dos recursos; • Aprendizado dos empregados quanto às habilidades cooperativas; • Aumento de opções de carreira. » Desvantagens: • Confusão pelo fato de as pessoas possuírem mais de um supervisor; • Aumento da competição por poder; • Crença errônea de que ―todos devem ser consultados para que uma decisão seja tomada‖; • Muita democracia pode levar à lentidão. Desafios da Organização Matricial Apesar de a Organização Matricial ser inovadora ao unir as estruturas funcionais e por produto, ela possui alguns desafios: » O executivo principal deve aprender a balancear a ênfase entre as orientações funcionais e por produto. » Os administradores de projeto e funcionais devem aprender a ser cooperativos e administrar seu conflito construtivamente. » Os funcionários devem aprender a reportar-se a dois chefes, priorizar demandas múltiplas e conciliar encargos conflitantes. » A chave para administrar a matriz é entender que a estrutura formal não é o essencial. Ela é meramente a anatomia, ou seja, a estrutura física. Os administradores devem gerenciar sua fisiologia (relacionamentos) e sua psicologia (normas, valores e atitudes). Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br QUADRO ESTRUTURA MATRICIAL Organização por equipes As organizações delegam autoridade e responsabilidade em todos os níveis por meio da criação de equipes participativas. O comprometimento e o empowerment (―empoderar‖, dar poder a alguém) são fundamentais ao bom funcionamento do modelo. Veja algumas vantagens e desvantagens da Organização por Equipes: » Vantagens: • As vantagens da estrutura funcional são conciliadas- economias de escala e treinamento especializado – com as vantagens do relacionamento grupal; • Redução das barreiras entre departamentos; • As decisões da equipe são rápidas e dispensam aprovação hierárquica; • As tarefas são ampliadas e enriquecidas com o envolvimento das pessoas nos projetos; • Os custos administrativos são menores com a redução da estrutura hierárquica; » Desvantagens: • Pode levar à descentralização exagerada; • Nem sempre os membros da equipe têm uma noção corporativa. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Organização em redes (networkorganization) A organização transfere algumas de suas funções tradicionais para empresas ou unidades separadas, interligadas eletronicamente a um órgão central para fins de coordenação e integração. A companhia central retém o aspecto central do negócio (core business) e transfere para terceiros as atividades que outras companhias podem fazer melhor e mais barato. A abordagem em rede apresenta duas características: » Modularidade: cada área da organização funciona como um módulo em um caleidoscópio, permitindo conectividades, arranjos, transferências e, principalmente, agilidade nas mudanças. » O sistema celular: cada célula de produção tem total autonomia para planejar e trabalhar. Veja agora algumas vantagens e desvantagens da Organização em Redes: » Vantagens: • Aproveita as vantagens no mundo todo e alcança qualidade e preço em seus produtos e serviços; • Apresenta flexibilidade para mudar rapidamente, sem limitações de fábricas próprias ou equipamentos fixos; • Os custos administrativos são reduzidos por meio de uma estrutura hierárquica de poucos níveis. »Desvantagens: • Pode levar à falta de controle global e, portanto, a uma maior incerteza e a um potencial de falhas; • A cultura corporativa se torna frágil, pois a lealdade das pessoas é enfraquecida ao se saber que podem ser substituídas por outros contratos de serviços. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Clima Organizacional O homem desenvolve padrões próprios de valores, percepções e motivos que, interrelacionados, determinam seu comportamento e sua motivação na organização. Isso estabelece uma dinâmica na qual o que ele percebe em uma situação é influenciado por sua vivência e personalidade, e seus valores são influenciados por esse processo de percepção. E é aí que entra o conceito de Clima Organizacional: O Clima Organizacional se preocupa com alguns aspectos da organização, como: » Estrutura Organizacional: estrutura dinâmica, capaz de atender ao ambiente. » Delegação de responsabilidades: empowerment, dar poder às pessoas para solucionar problemas. » Tratamento dos conflitos: solucionar desavenças entre as pessoas para manter um bom clima na organização. » Calor humano e apoio à iniciativa pessoal e grupal: relações pessoais verdadeiras, com incentivo a amizades, parcerias e apoio mútuo. » Desafios: enfrentar adversidades e vencê-las. » Recompensas: dar algum tipo de ―retorno‖ aos funcionários quando eles atingem um objetivo ou superam um desafio. 2.3 Estratégia Organizacional Na Abordagem Contingencial, a estratégia deixa de ser o processo formal, sequencial e rígido para ser um comportamento global e contingente em relação aos eventos do ambiente. As mais importantes abordagens contingenciais quanto à estratégia organizacional se dividem em quatro escolas. Conheça-as: É a qualidade ou propriedade ou propriedade do ambiente em uma organização que é percebida ou experimentada pelos seus participantes. Ele tem uma influência poderosa na motivação das pessoas, no seu desempenho e na satisfação no trabalho. A Teoria da Contingência reconhece que a motivação humana varia conforme características individuais e da situação em que a pessoa está envolvida. Ela também defende que, quando uma pessoa busca alcançar um objetivo (resultado final), ela o faz por meio de vários resultados intermediários que funcionam como objetivos gradativos (pathgoal). Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br A palavra estratégia significa, literalmente, "a arte do general", derivando-se da palavra grega strategos, que significa, estritamente, general. Quando se considera a estratégia empresarial, ou seja, a escolha de um caminho de ação para a empresa como um todo, deve-se fazer a seguinte pergunta-chave: "Que destino devo dar à empresa e como devo estabelecer este destino?" A avaliação deste processo é feita através do confronto entre os pontos fortes, fracos e neutros da empresa, de um lado, e suas oportunidades e ameaças perante seu ambiente, de outro lado. Dessa avaliação devem resultar a missão, os propósitos e a postura estratégica, que é o ponto de partida para traçar o caminho voltado aos futuros objetivos e desafios, escolhidos entre as opções estratégicas que a empresa consegue identificar como preferenciais ou as mais adequadas em determinado momento. E, sempre que possível original; dessa forma, constitui-se na melhor arma de que pode dispor uma empresa para: otimizar o uso de seus recursos; tornar-se altamente competitiva; superar a concorrência; reduzir seus problemas ; otimizar a exploração das possíveis oportunidades. TIPOS DE PLANEJAMENTO Planejamento estratégico É o planejamento mais amplo e abrange toda a organização. Suas características são: • É projetado no longo prazo, tendo seus efeitos e conseqüências estendidos há vários anos pela frente. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br • Envolve a empresa como uma totalidade, abrange todos os recursos e áreas de atividade, e preocupa- se em atingir os objetivos em nível organizacional. • É definido pela cúpula da organização (no nível institucional) e corresponde ao plano maior ao qual todos os demais estão subordinados. Resumo: Nível institucional. Envolve toda a organização; direcionado a longo prazo; focaliza o futuro e o destino; ação global e molar. Planejamento Tático. É o planejamento que abrange cada departamento ou unidade da organização. Suas características são: • É projetado para o médio prazo, geralmente para o exercício anual. • Envolve cada departamento, abrange seus recursos específicos e preocupa-se em atingir os objetivos departamentais. • É definido no nível intermediário, em cada departamento da empresa. Resumo: Nível intermediário; Envolve cada departamento; Direcionado a médio prazo; focaliza o mediato. Ação departamental; Planejamento Operacional. É o planejamento que abrange cada tarefa ou atividade específica. Suas características são: • É projetado para o curto prazo, para o imediato. • Envolve cada tarefa ou atividade isoladamente e preocupa-se com o alcance de metas específicas. • É definido no nível operacional, para cada tarefa ou atividade. Resumo: Nível operacional; Envolve cada tarefa ou atividade; direcionado a curto prazo; focaliza o imediato, o presente; ação específica e molecular. Mitzberg - “Estratégia é uma força mediadora entre a organização e o seu meio envolvente: um padrão no processo de tomada de decisões organizacionais para fazer face ao meio envolvente”. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Porter - “Estratégia competitiva são as ações ofensivas ou defensivas paracriar uma posição defensável numa indústria, para enfrentar com sucesso as forças competitivas e assim obter um retorno maior sobre o investimento. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO O planejamento estratégico relaciona-se com objetivos de longo prazo e com estratégias e ações para alcançá-los que afetam a empresa como um todo, enquanto o planejamento tático relaciona-se a objetivos de mais curto prazo e com estratégias e ações que, geralmente, afetam somente parte da empresa. Já segundo o autor Maximiano, um processo de planejamento estratégico é uma sequência de análises e decisões que compreende as etapas: 1) Análise da situação estratégica presente na organização - Onde estamos? Como chegamos aqui? 2) Análise do ambiente externo - Quais são as oportunidades e ameaças do ambiente? 3) Análise do ambiente interno - Quais os pontos fortes e fracos dos sistemas internos da organização? 4) Definição do plano estratégico - Para onde devemos ir? O que devemos fazer para alcançar os objetivos? A primeira atividade do processo de planejamento estratégico, segundo os autores Idalberto Chiavenato e Arão Sapino, consiste em refletir sobre a intenção estratégica da organização em torno de algumas questões centrais e básicas apresentados nos itens 1 a 6 a seguir. 1) MISSÃO ORGANIZACIONAL - é a declaração do propósito e do alcance da organização em termos de produto e de mercado. Deve partir do pressuposto de que a organização como um todo se compromete com essa missão. Ela corresponde à causa pela qual se deve lutar, a razão de ser da organização. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Qual é o negócio da organização? A missão organizacional representa a razão de existência da empresa. 2) VISÃO ORGANIZACIONAL - é a imagem com a qual a organização se vê no futuro. É a explicação do por que, diariamente, todos se levantam e dedicam a maior parte dos seus dias ao sucesso da organização onde trabalham, investem ou fazem negócios. Como o negócio da organização será no futuro? A visão é a forma através do qual a empresa se vê no futuro; onde ela quer estar; como ela quer ser vista e reconhecida; o que ela pretende vir a ser. EX: Visão da Receita Federal do Brasil Ser uma instituição de excelência em administração tributária e aduaneira, referência nacional e internacional 3) VALORES ORGANIZACIONAIS - correspondem aos atributos e às virtudes prezados pela organização, como a prática da transparência, respeito à diversidade, cultura para a qualidade ou respeito ao meio ambiente. O que é importante para a organização. 4) STAKEHOLDERS OU PÚBLICOS DE INTERESSE - são pessoas, grupos ou organizações capazes de influenciar ou ser influenciados pelos resultados estratégicos alcançados e participam direta ou indiretamente do sucesso do negócio, contribuindo de alguma forma para o negócio, esperando retornos dessa contribuição. Referem-se a todos os envolvidos em um processo, como acionistas, clientes, funcionários, investidores, fornecedores, comunidade em torno, entre outros. 5) PROPOSTA DE VALOR - Quais são os clientes e o que eles consideram valioso na organização, em seus produtos e serviços? 6) OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS - A missão organizacional e a visão de negócios são eficazes na medida em que são associados objetivos claros e explícitos a serem alcançados ao longo do tempo. O objetivo organizacional é uma situação desejada que a organização deseja alcançar. Quais são os resultados esperados da organização? Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Análise do Ambiente Compõem seus ambientes o externo e o interno; seu estado de ser e agir no ambiente interno está intimamente ligado ao ambiente externo com maior poder de atuação frente às organizações. Veja agora, de forma mais detalhada, cada uma delas: Escola Ambiental: • A estratégia organizacional funciona como um processo reativo às forças ambientais. • A organização deve localizar o nicho ecológico (mercado) no qual possa competir com outras organizações. • O ambiente é o agente central no processo de geração da estratégia. • A organização é o elemento passivo que deve reagir às forças ambientais ou será eliminada. • A liderança na organização deve ser capaz de dar uma resposta estratégica a essas pressões ambientais, ou seja, deve saber ler e interpretar o ambiente e garantir uma adaptação adequada. Escola do Design: É a abordagem mais influente da estratégia organizacional. A formulação da estratégia é um processo focado em objetivos definidos. A responsabilidade pela estratégia pertence ao executivo principal (estrategista). O processo de definição da estratégia se baseia no Mapeamento Ambiental (oportunidades e ameaças) e na Avaliação Interna da organização (forças e fraquezas), processos que culminam com a criação de uma tabela comparativa conhecida por análise FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) ou tabela SWOT (Strengths, Weakness, Opportunities e Ehreats). Conheça essa análise muito utilizada nas organizações. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Analise de Swot A análise SWOT é uma ferramenta que contribui para o estudo da competitividade de uma organização segundo quatro variáveis, sendo elas: Strenghts, Weaknesses, Opportunities e Threats. Pontos fortes e Pontos Fracos Oportunidades e Ameaças AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNO A análise SWOT permite uma sistematização de todas as informações disponíveis e assim realizar uma leitura mais clara de como a empresa reagirá mediante as necessidades atuais do mercado. Análise ambiental (ambiente externo). A análise ambiental refere-se ao exame das condições e variáveis ambientais, suas perspectivas atuais e futuras, as coações e restrições, os desafios e contingências, as oportunidades e brechas percebidas no contexto ambiental que envolve a organização. Significa o mapeamento do macroambiente e do ambiente de tarefa da organização (também chamado microambiente). O ambiente externo pode ser dividido em micro e macroambiente. • OPORTUNIDADES: São as variáveis externas e não controláveis pela empresa, que podem criar condições favoráveis para a empresa, desde que a empresa tenha condições e/ou interesse de usufruí-las. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br • AMEAÇAS: São as variáveis externas e não controláveis pela empresa que podem criar condições desfavoráveis para a mesma. Análise Organizacional (ambiente interno) A análise organizacional refere-se ao exame INTERNO das condições atuais e futuras da organização, seus recursos disponíveis e necessários (incluindo tecnologia), potencialidade e habilidades, forças e fraquezas da organização, sua estrutura organizacional,suas capacidades e competências. A análise organizacional leva em conta o que a organização produz (produtos ou serviços), como ela produz (qualidade, custo, produtividade), para quem ela produz, com o que ela produz ( tecnologia pessoal, recursos próprios ou de terceiros, fornecedores) para se ter uma idéia clara das suas vantagens competitivas e de como utilizá-las melhor. Na verdade, a análise organizacional busca a localização dos fatores críticos de sucesso da organização. • PONTOS FORTES: São as variáveis internas e controláveis que propiciam uma condição favorável para a empresa, em relação a seu ambiente. • PONTOS FRACOS: São as variáveis internas e controláveis que provocam uma situação desfavorável para a empresa, em relação a seu ambiente. TIPOS DE ESTRATÉGIAS O executivo poderá escolher determinado tipo de estratégia que seja o mais adequado, tendo em vista sua capacitação e o objetivo estabelecido. Entretanto, deverá estar ciente de que a escolha poderá nortear seu desenvolvimento por um período de tempo que poderá ser longo. As estratégias podem ser estabelecidas de acordo com a situação da empresa; 1- Sobrevivência, 2- manutenção, 3- crescimento 4- desenvolvimento. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Estratégia de Sobrevivência Este tipo de estratégia deve ser adotado pela empresa quando não existe alternativa, ou seja, apenas quando o ambiente e a empresa estão em situação inadequada ou apresentam perspectivas caóticas (alto índice de pontos fracos internos e ameaças externas). Os tipos que se enquadram na situação de estratégia de sobrevivência são:Redução de custos; Desinvestimentos ; Liquidação de Negócio. Estratégia de Manutenção Neste caso, a empresa identifica um ambiente com predominância de ameaças; entretanto, ela possui uma série de pontos fortes (disponibilidade financeira, recursos humanos, tecnologia etc.) acumulados ao longo do tempo, que possibilitam ao executivo, além de querer continuar sobrevivendo, também manter sua posição conquistada até o momento. Para tanto, deverá sedimentar e usufruir, ao máximo, seus pontos fortes, tendo em vista, inclusive, minimizar seus pontos fracos, bem como maximizar os pontos fracos da concorrência e evitar ou minimizar a ação de seus pontos fortes. Diante desse panorama, a empresa pode continuar investindo, embora de maneira moderada. Portanto, a estratégia de manutenção é uma postura preferível quando a empresa está enfrentando ou espera encontrar dificuldades, e a partir dessa situação prefere tomar uma atitude defensiva diante das ameaças. A estratégia de manutenção pode apresentar-se de três formas: Estabilidade; Nicho ;Especialização. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Estratégia de Crescimento Nesta situação, embora a empresa tenha predominância de pontos fracos, o ambiente está proporcionando situações favoráveis que podem transformar-se em oportunidades, quando, efetivamente, é usufruída a situação favorável pela empresa. Normalmente, o executivo procura, nesta situação, lançar novos produtos, aumentar o volume de vendas etc. Algumas das estratégias inerentes à postura de crescimento são: Inovação ;Internacionalização;Joint venture; Expansão. Estratégia de Desenvolvimento Neste caso, a predominância é de pontos fortes e de oportunidades. Diante disso, o executivo deve procurar desenvolver sua empresa. Portanto, o desenvolvimento da empresa se faz em duas direções principais. Podem-se procurar novos mercados e clientes, diferentes dos conhecidos atualmente, ou novas tecnologias, diferentes daquelas que a empresa domina. A combinação desses dois eixos (mercadológico e tecnológico) permite ao executivo construir novos negócios no mercado. A empresa aparece como multidivisionada em empreendimentos diversos e assume frequentemente, a forma de conglomerado dirigido a partir de uma empresa holding. O desenvolvimento pode assumir uma ou mais das seguintes conotações: De mercado; De produtos ou serviços; Financeiro; De Capacidade; De Estabilidade; Diversificação (horizontal, concêntrica, conglomerada ou mista). Escola do Posicionamento (modelo do Boston Consulting Group – BCG): A Escola do Posicionamento parte da premissa de que a organização precisa ter um portfólio de produtos com diferentes taxas de crescimento e diferentes participações no mercado. Esse portfólio deve ser equilibrado e integrado, de modo a aproveitar oportunidades de crescimento, ou seja, produtos nos quais se deve investir e que gerem caixa (todo produto deve vir a ser um gerador de caixa, caso contrário, não terá valor para a organização). Observe os tipos de portfólio: Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br MATRIZ BCG Escola do Posicionamento (modelo de Michael Porter de análise competitiva e estratégica genérica): Agora, é necessário definir-se um plano para se atingir as metas estabelecidas, ou seja, a empresa precisa de uma formulação de estratégias para serem implantadas. Embora muitos tipos de estratégias estejam disponíveis, Michael Porter resumiu-as em três tipos genéricos que fornecem um bom ponto de partida para o pensamento estratégico: liderança total em custos, diferenciação e foco. As empresas manobram para conquistar posição no mercado. Elas podem atacar umas às outras ou concordar tacitamente em coexistir, até formando alianças entre si. Como você já sabe, para garantir seu bom desempenho, a empresa deve optar por uma estratégia. As estratégias genéricas de Porter são: » Liderança em custo: visa à produção de baixo custo; economia em escala e monitoração dos custos operacionais (downsizing - diminuição dos níveis de decisão dentro da organização; gestão da qualidade) são atividades importantes. » Diferenciação: envolve o desenvolvimento de produtos ou serviços únicos, com base na lealdade à marca. A empresa pode oferecer qualidade mais alta, melhor desempenho ou demais características exclusivas. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br » Foco: o escopo estreito atende segmentos de mercado definidos e estreitos. A empresa pode focalizar grupos de clientes, linhas de produtos ou mercados geográficos. Porter introduziu o conceito de cadeia de valor, defendendo que as organizações alcançam margens de lucro baseadas na forma como essa cadeia de valor é gerenciada. Diante disso, ele sugere que a organização pode ser desdobrada em atividades primárias e atividades de suporte. Atividades primárias Atividades suporte Estão diretamente envolvidas no fluxo de produtos até o cliente, e incluem logística de entrada (recebimento, armazenagem...),operações (ou transformações), logística de saída (processamento de pedidos, distribuição física...), marketing, vendas e serviços (instalação, assistência técnica...). Apoiam as atividades primárias, e incluem: suprimento, desenvolvimento tecnológico, gestão de recursos humanos e provisão da infraestrutura da organização, incluindo finanças, contabilidade... Porter identifica cinco forças no ambiente que influenciam a concorrência, assim como a estrutura do mercado no qual as organizações operam. Elas são: • Ameaça de novos entrantes; • Poder de barganha dos fornecedores; • Poder de barganha com os clientes; Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br • Ameaça de produtos substitutos; • Intensidade da rivalidade entre as organizações. 1. AMEAÇA DE NOVOS ENTRANTES - novo entrante é considerado uma organização que ingressa no mercado, trazendo ameaças às organizações existentes. Com o objetivo de barrar o ingresso de novos entrantes, as organizações utilizam barreiras de entradas, tais como: • Economias de escala - quanto maior a quantidade de um produto fabricado, menor serão os custos de fabricação de cada unidade. 2.PODER DE BARGANHA DOS FORNECEDORES - Um grupo de fornecedores é considerado poderoso, com poder de barganha, quando: • É constituído por um pequeno número de grandes organizações fornecedoras altamente concentradas. • Não há produtos substitutos satisfatórios para o setor. • As organizações não são consideradas clientes importantes para o grupo fornecedor. • Os artigos do fornecedor são essenciais ao êxito do comprador no mercado. • Os fornecedores representam uma ameaça de integrar-se para assumir a frente no setor dos compradores (um produtor de roupas pode optar por operar seus próprios canais de varejo). Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 3.PODER DE BARGANHA DOS COMPRADORES - o cliente ou grupo de compradores tem poder de barganha quando: • Está adquirindo grande parte do total da produção do setor. • O produto adquirido responde por uma parcela significativa dos custos do comprador. • Os produtos da indústria não são diferenciados ou padronizados. • O comprador pode apresentar uma ameaça concreta de integração para trás. A indústria automobilística está oferecendo um serviço de vendas nacionais on-line para oferecer serviços adicionais ao cliente. 4.AMEAÇA DE PRODUTOS SUBSTITUTOS - Produtos substitutos são os diferentes bens ou serviços que vêm de fora do setor e que desempenham as mesmas funções de um produto fabricado no setor. É o caso de recipientes plásticos no lugar de potes de vidro, sacos de papel em vez de sacos plásticos, chá substituindo café, entre outros. 5.INTENSIDADE DA RIVALIDADE ENTRE OS CONCORRENTES - Em cada setor, há organizações que concorrem ativamente para alcançar competitividade estratégica. Os fatores influenciadores da intensidade da rivalidade entre as organizações são: • Concorrentes numerosos ou igualmente equilibrados. • Crescimento lento do setor. • Custos fixos elevados. • Capacidade aumentada em grandes incrementos. • Concorrentes divergentes em termos de metas e estratégias. • Apostas estratégicas elevadas. • Barreiras de saída elevadas envolvendo ativos especializados. A análise das cinco forças de Porter deve indicar algumas conclusões, como por exemplo: • Em quais indústrias entrar (ou sair)? Os gerentes devem investir em indústrias onde as cinco forças trabalham a seu favor e evitar ou reduzir o investimento em mercados onde as forças sejam fortemente contrárias. • Qual influência pode ser exercida? As organizações podem, por exemplo, criar barreiras de entrada ao aumentar o gasto em publicidade a fim de aumentar a lealdade Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br do cliente. Podem adquirir concorrentes para diminuir a rivalidade e aumentar o poder sobre fornecedores ou compradores. • Como os competidores são afetados de maneiras diferentes? Se as barreiras ficam mais altas, por exemplo, pelo aumento dos gastos em P&D ou em publicidade, os atores menores na indústria talvez não sejam capazes de seguir os maiores e acabam postos para fora. É fundamental destacar que, embora tenha sua origem no setor privado, a análise das cinco forças pode também proporcionar conclusões importantes para o setor público. As forças podem ser usadas, por exemplo, para ajustar a oferta de serviços ou o foco em assuntos estratégicos. Dessa forma, pode valer a pena transferir a iniciativa administrativa de uma área com serviços demasiados para outra com menos rivalidade, na qual as organizações possam realizar algo de maior relevo. Da mesma forma, as estratégias podem ser usadas para diminuir a dependência de fornecedores muito poderosos e dispendiosos, como as empresas de energia ou as profissões altamente especializadas. Portanto, na Teoria da Contingência, verifica-se que não existe um único e melhor jeito de organizar a empresa. Nesse sentido, a Teoria da Contingência representa um passo além da Teoria dos Sistemas em Administração. Ela dá ênfase no ambiente e na estrutura empresarial, além de postular diferentes estruturas organizacionais necessárias para colocar em prática variadas estratégias e enfrentar diferentes tipos de ambiente. 3.PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS DA ADMINISTRAÇÃO As contínuas mudanças ocorridas nos mercados e nas organizações geram necessidade e dinâmica por parte das organizações, revendo seus conceitos e modelos. ―Uma revisão dos numerosos modelos de processos que têm sido propostos na literatura de administração indica que o termo processo vem sendo usado sob diferentes perspectivas‖ (ANDRADE; AMBONI, 2009, p. 201). Para entendermos melhor estas mudanças, faz-se necessário conhecer os conceitos de processos. Acompanhe o quadro a seguir, nele são criadas etapas para esta definição. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 1ª Definição Processo Em termos do modelo input-processo-output, a primeira etapa procura utilizar um processo lógico para explicar a relação causal entre entradas (variáveis independentes) e os resultados (variáveis dependentes). 2ª Definição Processo A definição do processo está relacionada a uma categoria de conceitos de ações individuais e/ou organizacionais. 3ª Definição Processo Destaca a sequência de eventos ou atividades que descrevem como as coisas mudam no tempo ou representam um padrão de transição cognitiva em relação a uma entidade. A Gestão por Processo pode ser entendida como um ―Sistema ou Modelo de Gestão Organizacional‖ orientado para gerir a organizações com foco nos processos. Uma organização, ao adotar um sistema ou modelo desse tipo, precisa, inicialmente,pensar em sua melhor forma de fazer negócios, levando em consideração os processos críticos do seu negócio e, com base neles, procurar identificar, mapear, analisar, documentar e melhorar continuamente tais processos. Um Modelo de Gestão Organizacional possibilita a visualização, o entendimento e administração da organização como ―um todo‖, tal como um sistema completo e integrado. Por conseguinte, a principal preocupação deve ser com os processos do seu core business e não apenas com alguns dos seus processos. Para que isto seja possível, todos os processos críticos precisam fazer parte desse modelo ou sistema. Falar em processos é quase sinônimo de falar em eficiência, redução de custos e qualidade, por isso é recorrente na agenda de qualquer executivo. O atual dinamismo das organizações, aliado ao peso cada vez maior que a tecnologia exerce nos negócios, vem fazendo com que o tema processos e, mais recentemente, gestão por processos (Business Process Management, ou BPM) seja discutido e estudado com Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br crescente interesse pelas empresas. Os principais fatores que tem contribuído para essa tendência são: Aumento da demanda de mercado vem exigindo desenvolvimento e lançamento de novos produtos e serviços de forma mais ágil e rápida. • Com a implantação de Sistemas Integrados de Gestão, os chamados ERPs, existe a necessidade prévia de mapeamento dos processos. Entretanto é muito comum a falta de alinhamento entre processos, mesmo depois da implantação sistema. • As regras e procedimentos organizacionais se mostram cada vez mais desatualizados devido ao ambiente de constante mudança. Em tal situação erros são cometidos ou decisões são postergadas por falta de uma orientação clara. • Maior frequência de entrada e saída de profissionais (turnover) tem dificultado a gestão de conhecimento e a documentação das regras de negócio, gerando como resultado maior dificuldade como na integração e treinamento de novos colaboradores. Os efeitos destas e outras situações têm levado um número crescente de empresas a buscar uma nova forma de gerenciar seus processos. Muitas começam pelo desenvolvimento e revisão das normas da organização ou ainda pelo mapeamento de processos. Entretanto, fazer isso de imediato é colocar o ―carro na frente dos bois‖. Em vez disso, o ponto de partida inicial é identificar os processos relevantes e como devem ser operacionalizados com eficiência. Questões que podem ajudar nesta análise são: * Qual o dimensionamento de equipe ideal para a execução e o controle dos processos? * Qual o suporte adequado de ferramentas tecnológicas? * Quais os métodos de monitoramento e controle do desempenho a serem utilizados? * Qual é o nível de integração e interdependência entre processos? A resposta a essas questões representa a adoção de uma visão abrangente por parte da organização sobre os seus processos e de como estão relacionados. Essa ―visão‖ é o que chama de uma abordagem de BPM. Sua implantação deve considerar no mínimo cinco 5 diferentes passos fundamentais: Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 1. Tradução do negócio em processos: É importante definir quais são os processos mais relevantes para a organização e aqueles que os suportam. Isso é possível a partir do entendimento da Visão Estratégica, como se pretende atuar e quais os diferenciais atuais e desejados para o futuro. Com isso, é possível construir o Mapa Geral de Processos da Organização. 2. Mapeamento e detalhando os processos: A partir da definição do Mapa Geral de Processos inicia-se a priorização dos processos que serão detalhados. O mapeamento estruturado com a definição de padrões de documentação permite uma análise de todo o potencial de integração e automação possível. De forma complementar são identificados os atributos dos processos, o que permite, por exemplo, realizar estudos de custeio das atividades que compõe o processo, ou ainda dimensionar o tamanho da equipe que deverá realizá-lo. 3. Definição de indicadores de desempenho: O objetivo do BPM é permitir a gestão dos processos, o que significa medir, atuar e melhorar! Assim, tão importante quanto mapear os processos é definir os indicadores de desempenho, além dos modelos de controle a serem utilizados. 4. Gerando oportunidades de melhoria: A intenção é garantir um modelo de operação que não leve a retrabalho, perda de esforço e de eficiência, ou que gere altos custos ou ofereça riscos ao negócio. Para tal é necessário identificar as oportunidades de melhoria, que por sua vez seguem quatro alternativas básicas: incrementar, simplificar, automatizar ou eliminar. Enquanto que na primeira buscasse o ganho de escala, na última busca-se a simples exclusão da atividade ou transferência da mesma para terceiros. 5. Implantando um novo modelo de gestão: O BPM não deve ser entendido como uma revisão de processos. A preocupação maior é assegurar melhores resultados e nesse caminho trata-se de uma mudança cultural. É necessária maior percepção das relações entre processos. Nesse sentido, não basta controlar os resultados dos Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br processos, é preciso treinar e integrar as pessoas visando gerar fluxo de atividades mais equilibrado e de controles mais robustos. Técnicas de mapeamento, análise e melhoria de processos. O mapeamento de processos consiste basicamente na captura dos fluxos de informações, materiais e trabalho ao longo dos processos, e registrá-los de forma que possam ser entendidos por outras pessoas interessadas em seu conhecimento. O mapeamento de processos fornece uma visão geral para identificar, documentar, analisar e desenvolver melhorias. Mostra como as entradas, saídas e tarefas estão relacionadas e inclui os principais passos dos processos. (e.g. resultado produzido, quem desempenhou os passos e onde podem ocorrer problemas). A análise dos processos com o uso mapas ajuda a melhorar a satisfação dos clientes com a identificação de ações para reduzir o ciclo de produção, eliminar defeitos, reduzir custos, eliminar passos que não agregam valor e incrementar a produtividade. Os modelos explícitos dos processos são facilmente modificados porque os administradores não técnicos podem entendê-los facilmente. Além disso, os modelos fornecem uma base para a colaboração entre os gerentes responsáveis por diferentes partes de um processo. Alguns autores definem mapeamento de processos como sendo a construção de modelos que mostra as relações entre as atividades, as pessoas, os dados e os objetos envolvidos na produção de um específico resultado. Sendo que, os objetos ou artefatos tratam-se dos produtos, equipamentos e ferramentas utilizados na sua produção. Afirma ainda que, a razão pela qual os métodos de mapeamento são tão difundidos hoje é que tais modelos podem ser úteis, e relativamente baratos, em descrições que podem levar a melhorias ou redesenhos dos processos.Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 4.TEORIA DO DESENVOLVIMENTO A partir de 1962 surge a abordagem do Desenvolvimento Organizacional – DO – acompanhando a evolução das teorias organizacionais somado a uma preocupação em relação a fomentar ao gestor ferramentas que permitissem avaliar o desempenho não apenas da organização, mas também avaliar o desempenho do próprio administrador. A Teoria do Desenvolvimento é considerada democrática, participativa e voltada para administração de pessoas, sendo que, sua abordagem, recebe influências de vários autores, é considerada um desdobramento da Teoria Comportamental em direção à Teoria Sistêmica (CHIAVENATO, 2014). O surgimento dessa abordagem está vinculado às necessidades constantes e às contínuas mudanças que as organizações passam. ―O conceito de DO está relacionado com os conceitos de mudança adaptativa da organização, à mudança que ocorre no ambiente. Isso levou a um novo conceito de organização e de cultura organizacional‖ (CHIAVENATO, 2010, p. 345). O desenvolvimento organizacional é um esforço conjunto sempre apoiado pela alta direção, visando melhorar os processos de resolução de problemas à administração geral e em relação à cultura organizacional. Entende-se que a cultura organizacional ―é o conjunto de hábitos, crenças, valores e tradições, interações e relacionamentos sociais típicos da organização‖ (CHIAVENATO, 2010, p. 345). As organizações podem optar por um programa de DO, porém, vale destacar que o programa selecionando deve, principalmente, evidenciar a criação de um senso de identificação das pessoas em relação à organização, visando sempre buscar a motivação, o comprometimento e compartilhamento de objetivos comuns e o aumento de lealdade, além do desenvolvimento do espírito de equipe por meio da integração e da interação das pessoas e o aprimoramento da percepção comum sobre o ambiente externo a fim de facilitar a adaptação de toda a organização (CHIAVENATO, 2014). Listamos, no quadro a seguir, as principais contribuições do DO, na prática da administração, verifique com atenção: Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br PRINCIPAIS CONTRIBUIÇÕES DO DO NAS PRÁTICAS DA ADMINISTRAÇÃO Melhor conhecimento das pessoas que trabalham nas organizações. É algo inquestionável que o desenvolvimento profissional das pessoas provoca necessidades de mudanças. Conhecimento do efeito das mudanças sobre as pessoas. As mudanças organizacionais podem provocar o real efeito sobre as pessoas, conforme é esperado, mas a simples expectativa desse efeito pode ocasionar resistência. Conhecimento das causas das resistências às mudanças. Embora as causas possam ser as mais variadas possível, existem algumas situações que se mostram como mais influentes na geração de resistências às mudanças nas organizações. Podemos destacar ainda que ―[...] a abordagem do DO é essencialmente pragmática, trabalhando sobre e a partir da realidade organizacional para garantir as mudanças desejadas‖. A pesquisa de ação tem por função ―a pesquisa-ação, que é um tipo de pesquisa que não se limita a descrever uma situação-problema na organização em exame‖ (CARAVANTES; CARAVANTES; KLOECKNER, 2005, p. 188). Bem como o método de pesquisa utilizado é de sua relevância. O método da pesquisa em ação não tem uma forma rígida, um passo a passo a ser seguido. Seu desenvolvimento está diretamente ligado à situação e à organização. Assim, os procedimentos e as etapas podem variar. Em geral, esse tipo de pesquisa abrange fatos mais delimitados, e seu maior objetivo é produzir novas informações, estruturar conhecimentos e delinear ações (CARAVANTES; CARAVANTES; KLOECKNER, 2005, p.189). A figura a seguir demonstra a proposta de processos e os principais passos de treinamento da pesquisa-ação. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 5.ABORDAGENS, ECOLOGIA POPULACIONAL, ESCOLHA ESTRATÉGICA E DETERMINISMO Surgida na década de 1970, com os achados de Hannan e Freeman (1977) publicados em The populationecologyoforganizations, a ecologia organizacional veio como uma nova forma de entender a mudança organizacional e os fatores ambientais que a influenciam — condições políticas, econômicas, sociais, ambientais, etc. (POMPEU DOS SANTOS, 2008). Ao contrário das demais teorias voltadas à ciência organizacional, ela baseia-se na premissa de que é o ambiente quem determina quais organizações sobreviverão ou não, permanecendo aquelas mais adaptadas (CUNHA, 1993). Tal argumento retira das organizações seu poder de se protegerem quando são acometidas pelas mudanças no momento em que elas emergem, uma vez que é o ambiente e não a organização quem determina a eficácia organizacional, tornando-a, assim, uma teoria determinista (LIMA et al., 2006). Em contrapartida, embora o poder de ação do gestor seja suprimido em alguns aspectos, a utilização dessa teoria traz importantes abordagens que muitas vezes são esquecidas, como a forma pela qual as organizações surgem e morrem; os padrões de evolução das organizações; as limitações dos gestores na tentativa de mantê-las adaptadas; e a inércia organizacional. Isso faz com que a empresa seja vista como pertencente a um conjunto de organizações inseridas num ambiente altamente complexo e competitivo, o que amplia a visão organizacional de dentro para fora e o entendimento dos fatores externos determinantes à sua sobrevivência. Assim, o gestor deve ser capaz de lidar com as pressões externas e potencializar suas capacidades internas, a fim de garantir o desenvolvimento e a evolução de sua administração (CUNHA, 1999). A teoria de redes, por sua vez, tem como base o poder de ação dos atores organizacionais para traçarem estratégias que resultem numa melhor atuação sob o ambiente. O desempenho organizacional é determinada pelas escolhas utilizadas, de forma que o sucesso fica condicionado à capacidade de as empresas se auto gerirem. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Diante disso, cabe ao estrategista delinear um arranjo organizacional que melhor se enquadre nos objetivos preestabelecidos, a fim de aumentar a capacidade de competir por meio da força conjunta dos envolvidos, o que tipifica esta teoria como voluntarista, dada a ênfase no poder de ação do indivíduo que compõe o sistema de parceria formado (LIMA et al., 2006). Segundo Rodrigues e Theotôneo (2003), o surgimento das redes pode ser atribuído à necessidade de se estabelecer novas formas de competir pautadas na melhora do desempenho por meio da união, já que os impactos decorrentes das mudanças no mercado podem ser minimizados através da atuação conjunta das organizações para gerar força competitiva que as mantenhamativas. Sobre isso, Porter (1989) afirma que tanto os fatores internos, oriundos da dificuldade em gerir o próprio negócio e da escassez de recursos, quanto os fatores externos, decorrentes das constantes mudanças e incertezas ambientais, incidem sobre o crescimento organizacional, de forma que a formação de redes pode culminar numa estrutura que minore os impactos gerados por esses percalços. Dentro dessa perspectiva, as organizações buscam formular ações que as possibilitem melhor adaptar suas estratégias à dinâmica de mercado, já que necessitam estar preparadas para as possíveis transformações ocorridas no ambiente. Nota-se, por conseguinte, que isso ocorre devido ao fato de que algumas mudanças acometem as organizações de tal forma, que as varrem do mercado por não estarem suficientemente adaptadas para enfrentar o novo contexto apresentado. Diante disso, a formação de redes permite maior força competitiva, dadas a diversidade de empresas presentes e a estrutura formada, uma vez que o risco passa a ser compartilhado e o acesso a recursos facilitado (ALVES; TIERGARTEN; ARAÚJO, 2008). Tais pressupostos fazem com que a teoria de redes e a teoria da ecologia organizacional se complementem, uma vez que, ao evidenciar que o ambiente escolhe as organizações mais aptas, a ecologia organizacional traz a necessidade de as organizações pensarem no ambiente mais atentamente, a fim de se prepararem para Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br quando a mudança vier; o que pode ser conquistado por meio da teoria de redes, que torna as organizações mais competitivas, deixando-as mais fortalecidas diante das futuras adversidades. O embasamento nos modelos de seleção natural da ecologia e/ou natureza está focado nos aspectos estruturais do ambiente. O modelo de ecologia populacional busca explicar as mudanças organizacionais a partir da análise da natureza e da distribuição dos recursos no ambiente (ANDRADE; AMBONI, 2009). A teoria da ecologia organizacional surgiu a partir dos questionamentos de Hannan e Freeman (1977) acerca da existência de variados tipos de organizações. Suas perspectivas advinham de dois aspectos principais, a análise transorganizacional, na qual expunham uma reflexão pautada no conjunto de populações, teoricamente sensíveis às mesmas oportunidades e ameaças advindas do ambiente, e a inserção da ecologia nos estudos organizacionais, com o intuito de apresentar a mudança como um processo decorrente da variação, seleção e retenção (CALDAS; CUNHA, 2005). Sua origem parte da teoria de Darwin sobre a seleção das espécies, a qual crê na ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural, ou seja, a partir das mudanças ocorridas no ambiente ocorre a seleção de algumas espécies que estão aptas ao novo ambiente, assim como as espécies menos aptas podem até desaparecer. Composta por três estágios ―a variação, seleção e retenção constituem um modelo geral de mudança organizacional para explicar como as estruturas organizacionais são criadas, sobrevivendo ou falindo, e difundidas por toda a população‖ (ANDRADE; AMBONI, 2009, p. 204). Diante de todos esses aspectos, percebe-se que o ambiente é então considerado o fator determinante ao sucesso organizacional, de forma que cabe a ele decidir qual empresa alcançará bons resultados e quais terão seu desempenho minorado. Nessa perspectiva, utiliza-se o conceito de seleção natural de Charles Darwin, de que o mais apto sobrevive, com ênfase na relação ambiente-organização por meio de cocriação, em que um é recriado pelo outro. Dentro dessa abordagem, as pressões ambientais fazem emergir diferentes formas organizacionais, dadas as diferentes respostas conduzidas por elas. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Em meio a essa variedade são selecionadas apenas aquelas que melhor se ajustam às necessidades impostas pelo ambiente e, em sequência, as organizações selecionadas são preservadas, duplicadas e reproduzidas, até serem acometidas por outro processo de mudança que as façam repetir este ciclo (SILVA; SCHOEDER; HOFFMANN, 2009). Elas continuam competindo em diferentes nichos, com diferentes recursos e empresas, coexistindo num ambiente altamente acirrado (BALSINI; SILVEIRA; RAMBO, 2005). Sendo assim, os recursos dispostos no ambiente, no contexto da ecologia organizacional, seriam fatores determinantes à sobrevivência das empresas, uma vez que eles farão com que as organizações compitam entre si em busca de sua sobrevivência (MARTINS; BATAGLIA, 2010). Em resumo, a perspectiva da ecologia populacional está pautada sob a ótica de que a mudança e a variação sofridas no ambiente irão gerar uma seleção natural do indivíduo ou da organização, permanecendo ou sobrevivendo somente aquele que melhor se adaptar a este novo ambiente, ocorrendo desta forma uma seleção natural, em que sobrevivem os indivíduos ou organizações que mais rápido conseguem adaptar-se aos novos cenários. Aldrich e Pfeffer (1976 apud GOHR; SANTOS, 2004) afirmam que as empresas são influenciadas por pressões que determinam quais características organizacionais estão condizentes com aquilo que o ambiente requer. Nesse âmbito estão às pressões inerciais, relacionadas com a pouca capacidade que as empresas têm de se adaptar, decorrente da dificuldade de mudar e da tendência de continuar com as mesmas características; as pressões internas, representadas por investimentos em estrutura, equipamentos, mão de obra especializada, informações, políticas internas e sua história; e as pressões externas, relacionadas às barreiras legais, fiscais, informações externas, criação de legitimidade e estabelecimento de estratégias competitivas (ALDRICH; PFEFFER, 1976, apud GOHR; SANTOS, 2004). Diante de tais influências, conforme Cunha (1999), a ecologia organizacional afirma que só sobrevivem aquelas empresas que já estão adaptadas para enfrentar estas Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br adversidades. Assim, é o ambiente quem escolhe quais empresas sobreviverão e que tipos de empresas serão disseminadas no mercado. Componentes Definições e pressupostos Organização Reunião de componentes organizacionais alinhados em prol de um objetivo. Nesse percurso as organizações consomem recursos limitados e por isso competem, tentando obter do meio insumo suficiente para sua sobrevivência (BALSINI; SILVEIRA; RAMBO, 2005) Cadeia Conjunto de organizações com necessidades diferenciadas e complementares, as quais interagem entre si e trocam informações (HANNAN; FREEMAN, 1977). Comunidade Conjunto de populações organizacionais integradas que apresentam atividades distintas, embora convivam no mesmo ambiente. As relações presentes dentro desse contexto são instáveis, dadas a própria característica de heterogeneidade e a dinâmica decorrente das trocas estabelecidas, de maneira que as organizações surgem e desaparecem constantemente (HANNAN; FREEMAN,1977). População Todas as organizações com características e atividades semelhantes, ou formas comuns (PALMAKA, 2011). Ambiente Local em que as organizações competem em prol de sua sobrevivência e no qual emergem forças que impactam sob seu desempenho e que determinarão quais organizações estão mais adaptadas a essa dinâmica (CUNHA, 1999). Sistema Aberto Sistemas orgânicos que estão em constante troca com o meio ambiente (HANNAN; FREEMAN, 1977). Entropia Processo de deterioração no qual as organizações caminham no decorrer do tempo (DIMAGGIO; POWELL, 1983) Entropia Negativa Tentativa dos sistemas de se renovarem, importando energia de outras partes de sua estrutura para outras que estejam sofrendo o efeito entrópico. Essa característica denota a tentativa das empresas se manterem no mercado (DIMAGGIO; POWELL, 1983) Isomorfismo Homogeneização, padronização organizacional, visando uniformizar sua atuação de acordo com as exigências de mercado e acompanhar as mudanças. Pode ocorrer de três modos (DIMAGGIO; POWELL, 1983): normativo: identificado pela especialização do Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br trabalho e ocupação de funções técnicas e administrativas; mimético: em que ocorre a imitação de estratégias, estruturas, tecnologias, sistemas produtivos, produtos, serviços e práticas administrativas; coercivo: oriundo de pressões formais e informais sofridas pelas organizações, em que são obrigadas a adotar um determinado padrão competitivo na tentativa de sobreviverem. Homeostase Designa a capacidade de as organizações se autorregularem e buscarem manter um estado de equilíbrio. Dentro desse aspecto se encontram dois importantes pressupostos (LIMA et al., 2006): inércia das organizações: referente à lentidão com que as organizações respondem às mudanças, seja por resistência interna ou dificuldade de adaptação externa (PALMAKA, 2011); ciclo de vida: condizente com o princípio de que as organizações, como seres vivos que são, nascem, crescem, amadurecem e morrem, podendo, porém, se renovar e repetir o ciclo, estando nessa capacidade parte da explicação do fracasso e sucesso das organizações (LIMA et al., 2006). Diversidade Variedade encontrada de populações e comunidades interagindo no ambiente e sendo constantemente influenciadas pelo nascimento e morte de organizações (PALMAKA, 2011). Essas colocações fazem, portanto, emergir um novo tipo de gestor, capaz de catalisar as influências externas e transformá-las em positividades (MARTINS; BATAGLIA, 2010). Desse modo, ao conhecer a forma pela qual as organizações interagem com o meio, o tomador de decisão pode direcionar a organização a uma estrutura que permita transformar as adversidades a seu favor, tendo em vista que as empresas estão previamente adaptadas para isso. 5.1 TEORIA DE REDES A teoria de redes tem como foco central a identificação e compreensão de um conjunto de nós ou atores (pessoas ou organizações) ligados por rela- ções sociais de tipos específicos que possuem força, conteúdo, densidade e que se caracterizam como ―redes‖ (GRANOVETTER, 1973; CUNHA; PASSADOR; PASSADOR, 2011). Os Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br estudos sobre a teoria de redes passaram a ser fortemente explorados dentro do campo organizacional a partir da década de 1980 (ALVES; TIERGARTEN; ARAÚJO, 2008), embora já existissem importantes trabalhos que auxiliaram a tecer essa teoria, como o de Simmel (1955), que discute a variedade de grupos sociais dos quais o indivíduo faz parte, e o de Granovetter (1973), voltado aos relacionamentos dos indivíduos como forma de auxiliá-los na busca por ocupação. Tais estudos foram conduzidos dentro de algumas correntes teóricas (BALESTRIN; ARBAGE, 2007). Assim, no campo da Economia Industrial, a eficiência das redes foi atribuída aos custos de produção envolvidos cuja interação permitiria a formação de economias de escala, de escopo, de experiência e de especialização que culminariam em resultados melhores a um custo menor (ECCLES, 1981, apud BALESTRIN; ARBAGE, 2007); no da Estratégia Interorganizacional, as redes se formariam em virtude da busca por vantagens competitivas que levassem seus participantes a um melhor posicionamento de mercado (MARCON; MOINET, 2000); no da Teoria da Dependência de Recursos, a escassez de recursos levaria as organizações a se unirem a fim de melhor aproveitá-los (PFEFFER; SALANCIK, 1978); no das Redes Sociais, a ênfase está na posição dos atores, uma vez que a influência exercida determina os relacionamentos formados na rede (BURT, 1992); na Teoria Institucional, a busca por legitimação poderia ser alcançada pela formação em redes, já que tal configuração confere maior força competitiva e atuação no mercado, melhorando, por vezes, a imagem social formada (DIMAGGIO; POWELL, 1983); e no das Teorias Críticas Marxistas, as redes são consideradas ferramentas utilizadas pela elite para dominar a sociedade, já que as empresas participantes conseguem deveras captar forças que as permitem influenciar o mercado (PERUCCI; POTTER, 1989). Em relação aos seus componentes principais, Britto (1999) expõe que são quatro: os nós, compostos pelas empresas participantes da rede; as posições, nas quais cada integrante tem um papel definido; os elos, constituídos da interdependência existente entre as empresas da rede, de modo que quanto mais relacionadas umas as outras, mais forte é o elo entre elas; e os fluxos, sendo eles tangíveis e intangíveis, ou seja, Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br referentes às informações, recursos, estratégias, aprendizado, capital, materiais, pessoas, produtos, dentre outros, que fluem em decorrência da rede formada. Sendo assim, de acordo com Castells (1999), as redes podem ser relacionadas com um conjunto de nós interconectados; de modo que Marcon e Moinet (2000) afirmam serem constituídas de pessoas ou organizações conectadas entre si. Nesse sentido, no campo dos estudos organizacionais, há as redes interorganizacionais, referentes ao conjunto de empresas interligadas. Sendo elas: •Redes verticais: com forte estrutura hierárquica, as organizações que assim operam apresentam grande dispersão espacial. A parceria é efetuada por meio de associações que permitem melhor aproximação ao mercado e possibilitam atuação em diversos locais por meio de outras empresas; • Redes horizontais: a base das empresas que optam por esse formato de atuação é a cooperação. Embora sejam independentes, elas se agrupam a fim de melhor se protegerem das adversidades do ambiente, angariar novos mercados e oportunidades, conquistarem competências difíceis de serem aprendidas isoladamente e traçar estratégias de crescimento e desenvolvimento para competir com seus concorrentes; • Redes informais: a relação entre os participantes acontece principalmente por meio da confiança depositada em cada um deles, de modo que as relações interpessoais se tornam importantes para o aprendizado e formação de acordos. A conivênciaaí existente permite desenvolver parcerias sem a necessidade de contratos rígidos e inflexíveis, uma vez que a livre participação permite melhores resultados dentro desse contexto; • Redes formais: os envolvidos estabelecem suas regras através de termos contratuais nos quais são especificadas a natureza das relações e as características da associação. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br A ideia de atuação conjunta dentro das redes advém da necessidade de as organizações aumentarem a competitividade através da cooperação, haja vista a facilidade na troca de informações, tecnologias e recursos acessados por meio das redes interorganizacionais, reduzindo, assim, o custo e o tempo de crescimento dos participantes (LORANGE; ROSS, 1996). Para Schmitz e Nadvi (1999), as redes permitem que as organizações se desenvolvam interna e externamente, em decorrência da sinergia entre as empresas participantes. Assim, segundo Nohria e Eccles (1992), a emergência por uma nova forma de competir, pautada em mais flexibilidade e capacidade de adaptação; o surgimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), com o intuito de conferir maior interação entre as organizações; e as intensificações dos estudos das redes, propiciaram as associações em rede. De modo que as organizações normalmente se associam visando três objetivos em específico (SANTORO; MCGILL, 2005): • Cooptação: as empresas buscam se fortalecer perante seus concorrentes em virtude da aliança formada, para melhor atuar nos mercados existentes e formar negócios mais resistentes possibilitados pelas parcerias; • Coespecialização: por meio do compartilhamento de recursos, posições, habilidades e conhecimento, as organizações podem melhor aproveitar e gerir suas capacidades competitivas, uma vez que os ganhos e perdas são distribuí- dos entre os participantes, os riscos reduzidos e as oportunidades mais bem aproveitadas, em decorrência da união; • Aprendizagem e internalização: a partir da atuação conjunta, o conhecimento se torna mais acessível e dinâmico, sendo adquirido dentro e fora da organização e internalizado dentro da estrutura organizacional. Assim, ―o desenvolvimento da rede consiste no relacionamento entre todas as organizações dentro de uma população. É a mais complexa forma de relacionamento, porém pode configurar estratégia para vencer as incertezas ambientais‖ (SILVA; SCHOEDER; HOFFMANN, 2009, p. 09). Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Corroborando o exposto, as redes permitem agir positivamente sobre os fatores que, segundo Porter (1989), são determinantes para a sobrevivência das organizações, sendo eles: a ameaça de novos entrantes potenciais; ameaça de produtos ou serviços substitutos; a rivalidade entre as empresas existentes; o poder de negociação dos compradores; e o poder de negociação dos fornecedores. 5.2 ABORDAGENS BIOGRÁFICA E CONTEXTUALISTA A abordagem biográfica tem sua preocupação central no levantamento e no entendimento mais amplo e profundo dos processos por quais passaram ou passam as organizações (ANDRADE; AMBONI, 2009). Seguem os dois autores que se dedicaram de forma mais aprofundada nas abordagens Biográfica e Contextualista. a) Abordagem Biográfica – Kimberly e Miles Esta abordagem é formada por pesquisas de campo em organizações recém criadas ou jovens (ANDRADE; AMBONI, 2009). Formada por pesquisas de campo nessas organizações jovens, o estudo da biografia/histórica organizacional, pautada no ambiente interno e externo da organização, vem a fornecer aos pesquisadores informações, também chamados insight teóricos, sobre o desenvolvimento da organização. Destaca-se que o pesquisador seleciona um elemento específico da abordagem e o usa na pesquisa biográfica, visando sempre focalizar o contexto da organização, buscando então compreender a situação pela qual a organização está passando naquele momento de sua história. Os autores que se destacaram nessa abordagem são: ―Kimberly e Miles, usando a metáfora da biologia, argumentam que o comportamento tanto das organizações quanto dos indivíduos é configurado por uma “Uma organização, como qualquer outro sistema, pode ser explorada como um sistema contínuo, com um passado, um presente e um futuro. Uma teoria perfeita deve levar em consideração a história e o futuro da organização para se ter conhecimento do presente” (ANDRADE; AMBONI, 2009, p. 214). Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br combinação de fatores dos ambientes externos e interno‖ (ANDRADE; AMBONI, 2009, p. 214-215). b) Abordagem Contextualista – Pettigrew O destaque, nesta abordagem, fica para o autor Pettigrew. Ele concluiu que ao estudar as mudanças estratégicas em tempos de incerteza os indivíduos em posição de liderança fazem a diferença. Em seus estudos, Pettigrew procurou contextualizar as maiores transformações das organizações nas ligações entre o conteúdo da mudança, o contexto e o processo. Sua observação central era pautada no comportamento organizacional (ANDRADE; AMBONI, 2009). Externo Interno Figura Estrutura da Pesquisa Contexto Conteúdo Processo 6.A TEORIA DE NOVAS ABORDAGENS DA ADMINISTRAÇÃO ―A teoria administrativa tem pouco mais de cem anos. Ao longo dos anos ela passou por grandes transformações e agora enfrenta a forte turbulência da Era da Informação‖ (CHIAVENATO, 2014, p. 579), sendo que na Era da Informação o capital financeiro cede o trono para o capital intelectual. Fortemente influenciado pelo impacto provocado pelo desenvolvimento tecnológico e pela tecnologia da informação (TI). Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Os principais desafios a serem superados pelas empresas na Era da Informação são explicados no quadro a seguir. 1- Conhecimento: a nova economia é uma economia do conhecimento, graças à TI. No entanto, o conhecimento é criado por pessoas, apesar da inteligência artificial e de outras tecnologias da informação. O conteúdo de conhecimento integrado em produtos e serviços está crescendo sobremaneira: edifícios inteligentes, casas inteligentes, cartões inteligentes (smartcards) etc. 2- Digitalização: a nova economia é uma economia digital. A nova mídia é a internet. A informação está em formato digital em bits. A TI permite trabalhar um incrível volume de informações comprimidas e transmitidas na velocidade da luz. A infoestrutura está substituindo a estrutura tradicional. 3- Virtualização: na transformação da informação analógica para digital, as coisas físicaspodem tornar-se virtuais, como empresa virtual, escritório virtual, emprego virtual, congresso virtual, realidade virtual, loja virtual etc. 4- Molecularização: a nova economia é uma economia molecular. A antiga corporação foi desagregada e substituída por moléculas dinâmicas e grupos de indivíduos e entidades que foram a base da atividade econômica. 5- Integração/redes interligadas: a nova economia é uma economia interliga em rede, integrando moléculas em grupos que são conectados a outros para criar riquezas. As novas estruturas organizacionais em rede são horizontalizadas e conectadas pela internet. Redes de redes, rompendo as fronteiras entre empresas, fornecedores, clientes e concorrentes 6- Desintermediação: as funções de intermediário entre produtores e consumidores estão sendo eliminadas pelas redes digitais e pelo comércio eletrônico. As informações são on-line e proprietários e compradores se conectam entre si dispensando os intermediários. 7- Convergência: na nova economia, o setor econômico predominante deixou de ser a indústria automobilística para ser a nova mídia, para qual convergem as indústrias de computação, comunicação e conteúdo baseado em computador e telecomunicações digitais. 8- Produz-consumo: na nova economia, a distinção entre consumidores e produtores é pouco Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br nítida. Na internet, todo consumidor torna-se produtor de mensagens, contribui para discussões, faz testdrives em carros ou visualiza o cérebro de um paciente no outro lado do mundo. 9- Imediatismo: em uma economia baseada em bits, o imediatismo torna-se o elemento propulsor da atividade econômica e do sucesso empresarial. A nova empresa é uma empresa em tempo real. O intercâmbio eletrônico de dados (EDI – electronic data interchange) interliga sistemas de computadores entre fornecedores e clientes, proporcionando concorrência de decisões e ações 10- Globalização: a nova economia é uma economia global, mundial e planetária. As organizações globais e as empresas internacionais estão na pauta. Negócios e conhecimento não conhecem fronteiras 11- Discordância: questões sociais sem precedentes estão emergindo, provocando traumas e conflitos que precisam ser administrados FONTE: Chiavenato (2014, p. 580-581) 6.1 OS CATORZE PONTOS DE DEMING PARA A PRODUTIVIDADE Edward Deming é reconhecido pelos estudos e a aplicação na melhoria dos processos produtivos nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, porém o destaque de seu trabalho ocorreu no Japão, onde ele, a partir de 1950, ensinou a altos executivos como melhorar o projeto e a qualidade dos produtos. Assim, Deming fez contribuições signifi cativas e tornou-se destaque pela fabricação de produtos inovadores de alta qualidade. Deming é conhecido e considerado um dos estudiosos que gerou o maior impacto sobre a indústria e a economia japonesa no século XX (CHIAVENATO, 2014). "Edwards Deming (1900-1993) desenvolveu os 14 pontos que descrevem o que é necessário para uma empresa sobreviver e ser competitiva" (CARAVANTES, 2005, p. 248). As ideias de Deming sobre qualidade foram construídas sobre a base de uma corrente de fornecedores e clientes em cada um dos estágios dos processos internos e/ou externos da organização. Esse conceito de fornecedor e cliente, somado a adesão da alta administração, gerou uma nova forma de gerenciar os processos e desencadeou Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br uma filosofia de qualidade amplamente praticada nas empresas japonesas e que passou a ser denominada de qualidade total. Acompanhe com atenção, no quadro a seguir, os 14 pontos de Deming para a produtividade que foram relevantes para área da qualidade. Os 14 pontos de Deming para a produtividade 1 - Criar e publicar a todos os funcionários uma declaração dos objetivos e propósitos da empresa. A gerência deverá demonstrar constantemente seu comprometimento para com essa declaração 2 - Aprender a nova filosofia 3 - Entender o propósito da inspeção para o melhoramento do processo e a redução de custo. 4 - Suspender a prática de aprovar compras apenas na base do preço. 5 - Aperfeiçoar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. 6 - Instituir o treinamento. 7 - Criar e instituir lideranças. 8 - Eliminar o medo. Criar confiança. Criar um clima para inovação. 9 - Otimizar os esforços grupais das áreas de assessoria em relação à construção dos objetivos e propósitos organizacionais. 10 - Eliminar a exortação para a força do trabalho. 11 - a) Eliminar as cotas numéricas para a produção. Aprender e instituir métodos de melhoramento. b) Eliminar o gerenciamento por objetivos. Aprender capacidades do processo e como melhorá-los. 12 - Remover as barreiras que roubam às pessoas seu direito de se orgulhar do trabalho realizado. 13 - Encorajar a educação e o autodesenvolvimento de todos 14 - Trabalhar para realizar a transformação. FONTE: Caravantes, Caravantes e Kloeckner (2005, p. 249). Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 6.2 QUALIDADE TOTAL Com a contribuição de Deming, vista anteriormente, surge também Juran, vamos conhecer as contribuições dele na construção da Qualidade Total, conforme se pode observar no quadro a seguir: A Qualidade Total vem para somar na melhoria dos processos organizacionais, cujas estratégias são voltadas para construir e disseminar a consciência de qualidade em toda organização. Também conhecida como TQM (origem do inglês Total QualityManagemente), sua aplicação deu-se, inicialmente, nas fábricas do Japão, sendo logo adotada também por empresas americanas do setor automotivo, um dos responsáveis por esta ferramenta de gestão tornar-se conhecida foi Joseph M. Juran, gerando uma nova formatação dessa abordagem nos processos: ―Para Juran, o gerenciamento para a qualidade é feito pelo uso de três processos universais de gerenciamento: planejamento da qualidade, controle da qualidade e melhoramento da qualidade. Esses processos são conhecidos como a Trilogia de Juran‖ (CARAVANTES; CARAVANTES; KLOECKNER, 2005, p. 218). Além das contribuições de Juran e Deming para a abordagem da qualidade total, é de suma relevância falar sobre Philip Crosby, "Philp Crosby (1926-2001) oferece um programa com 14 pontos para o melhoramento da qualidade. O programa enfatiza a prevenção em vez da detecção e enfatiza a mudança da cultura organizacional em vez de ferramentas estatísticas e analíticas" (CARAVANTES, 2005, p. 249). Crosby deixa sua marca em relação à qualidade total através da prática e da disseminação dos conceitos de ―zero defeitos‖ e de ―fazer desde a primeira vez‖, em que defendeu que, a qualidade significa conformidade com as especificações, e essencialmente devem estar em harmonia com as necessidades dos clientes, sejam "Joseph M. Juran (1904-2008). Para Juran, o gerenciamento para a qualidade é feito pelo uso de três processos universais de gerenciamento: planejamento da qualidade,controle da qualidade e melhoramento da qualidade" (CARAVANTES, 2005, p. 248). Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br eles internos ou externos, buscando o defeito zero e não apenas produzir de forma adequada. Crosby visa engajar e encorajar as pessoas a melhorarem continuamente, considerando que a prevenção seja a principal geradora da qualidade efetivamente (CARAVANTES; CARAVANTES; KLOECKNER, 2005). Isso fica evidenciado nos quatro absolutos da qualidade, destacados a seguir: Através de seus famosos 14 pontos para a melhoria da qualidade, Crosby preconiza que deve ser um esforço de um processo contínuo. Estude e conheça os 14 pontos para o melhoramento da qualidade, segundo Crosby, no quadro a seguir: Os 14 pontos de Deming para a produtividade 1. Comprometimento da gerência: deixar claro que a administração é comprometida com a qualidade. 2. Times de melhoramento da qualidade: formar grupos de melhoramento da qualidade com representantes de todos os departamentos. 3. Medidas da qualidade: devem ser estabelecidas medidas da qualidade apropriadas a cada atividade para identificar as áreas que necessitam melhoramentos. 4. Avaliar o custo da qualidade: estimar o custo da qualidade para identificar áreas em que a Crosby também apresenta quatro absolutos da qualidade: 1 - Definição – conformidade com os requisitos. 2 - Sistema – conformidade com os requisitos. 3 - Padrão de desempenho – zero defeito. 4 - Medida – preço da não conformidade (CARAVANTES; CARAVANTES; KLOECKNER, 2005, p. 249). Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br melhoria da qualidade é útil. 5. Conscientização sobre a qualidade: despertar a conscientização sobre a qualidade de todos os funcionários. Eles devem entender a importância da conformidade com os requisitos do produto e o custo da não conformidade. 6. Ação corretiva: oportunidades para correção são geradas pelos passos 3 e 4, bem como pela discussão entre os funcionários. Essas ideias devem ser levadas à supervisão e resolvidas lá. 7. Planejamento do programa de zero defeito: um comitê ad hoc de zero defeito deve ser formado pelos membros da equipe de melhoramentos. Esse comitê deve começar planejando o programa de zero defeito de acordo com a empresa e sua cultura. 8. Treinar supervisores: todos os níveis de gerência devem ser treinados para implementar uma parte do programa de melhoramento da qualidade. 9. Dia de zero defeito: instituir um dia para que todos os funcionários percebam que houve mudança. 10. Estabelecer metas de melhoria: para transformar um comprometimento em ação, as pessoas devem estabelecer metas de melhoria para si e para seus grupos. 11. Remoção das causas dos erros: estimular os funcionários a comunicar à gerência os obstáculos que encontram para atingir sua meta de zero defeito. 12. Reconhecer e valorizar aquele que atinge sua meta de qualidade. 13. Conselhos de qualidade: estabelecer conselhos para fazer comunicações a intervalos regulares para dividirem problemas, experiência e ideia. 14. Repetir tudo: para enfatizar o processo de melhoria contínua, o programa (passos 1 a 13) deve ser repetidos. Isso renova o comprometimento dos velhos funcionários e traz os novos para o processo FONTE: Caravantes, Caravantes e Kloeckner (2005, p. 249-250) E por fim, segundo Crosby, os verdadeiros responsáveis pela falta de qualidade são os gestores, e não os trabalhadores, as políticas de qualidade devem vir de cima para baixo, sendo fundamental o comprometimento e o envolvimento da alta gestão em busca da melhoria da qualidade como um processo contínuo. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Ainda sobre o modelo TQM – Total Quality Management –, que no Brasil é denominado de Gestão da Qualidade Total, usado nas organizações, é importante destacar que é uma estratégia que visa que todos tenham consciência da importância de agregar qualidade aos processos organizacionais e de gestão, composto por cinco elementos essenciais, conforme cita Caravantes, Caravantes e Kloeckner (2005, p. 250): ―O modelo do TQM é composto por cinco elementos – processo, cliente/fornecedor, grupos, sistemas e ferramentas. O centro é constituído pelas interfaces cliente/fornecedor, externo e interno‖. Acompanhe, no quadro a seguir, o modelo de Gerenciamento de Qualidade Total, que apresenta a abordagem dos três nomes da qualidade. JURAN DEMING CROSBY Definição da qualidade Adequação de uso Um grau de uniformidade e confiança a baixo custo e adequado ao mercado. Conformidade com os requisitos. Grau de responsabilidade de gerência sênior Menos de 20% dos problemas da qualidade são devidos aos trabalhadores Responsável por 94% dos problemas da qualidade. Responsável pela qualidade. Padrão de desempenho/ motivação Evitar campanhas para “fazer o trabalho perfeito”. A qualidade tem muitas escalas. Usar estatística para medir o desempenho em todas as áreas. Crítico do zero defeito. Zero defeito. Abordagem Geral Abordagem de gerenciamento geral da qualidade – especialmente dos elementos “humanos”. Reduzir a variabilidade por meio de contínuos melhoramentos em massa. Prevenção, não inspeção. Estrutura 10 passos para o melhoramento. 14 pontos para o gerenciamento. 14 passos para o melhoramento da qualidade. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Base de melhoramento Abordagem de grupo projeto a projeto. Estabelecer metas. Contínuo, para reduzir a variação. Eliminar metas sem métodos. Um “processo”, não um programa. Metas de melhoramento. Compras e mercadorias recebidas Os problemas são complexos. Realizar análises formais. A inspeção é demasiada tardia – permite que os defeitos entrem no sistema. A evidência estatística e os gráficos de controle são necessários. Formular os requisitos. O fornecedor é uma extensão do negócio. A maior parte das falhas é devida aos próprios compradores. Avaliação dos fornecedores Sim, porém, deve-se ajudar o fornecedor a melhorar. Não – crítico da maioria dos sistemas. Necessária para fornecedores e compradores. Auditores da qualidade são inúteis FONTE: Oakland (1994, p. 442-443 apud CARAVANTES; CARAVANTES; KLOECKNER, 2005 p. 251) 6.3 Ciclo PDCA Ainda sobre a abordagem da qualidade total, surge na década de 30 Walter Shewhart, criador do controle estatístico da qualidade, que hoje é conhecido como o ciclo PDCA (Plan; Do; Check; Acttocorrect) (MAXINIANO, 2008). Trata-se de um conceito que visa aprimorar-se continuamente, onde é necessário planejar, executar, controlar e agir, em um ciclo de repetição, porémé importante destacar que esse conceito de qualidade se tornou amplamente conhecido somente a partir dos anos 50, pelo discípulo de Shewhart, que foi William Deming, tornando-se então conhecido também como o ciclo de Deming, conforme podemos ver na figura a seguir. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br O PDCA é uma ferramenta de qualidade que visa auxiliar os gestores no controle e monitoramento de algum problema, gerando a condição de padronização de um processo e, principalmente, gerar a melhoria contínua da qualidade. Como essa ferramenta possui um grande grau de confiabilidade, é muito utilizada para gerenciar os processos organizacionais redesenhando os mesmos e eliminado desperdícios. 6.4 BENCHMARKING O benchmarking foi introduzido em 1979 pela Xerox, como um "processo contínuo de avaliar produtos, serviços e práticas dos concorrentes mais fortes e daquelas empresas que são reconhecidas como líderes empresariais". Spendolini agrega que o benchmarking é um processo contínuo e sistemático de pesquisa para avaliar produtos, serviços, processos de trabalho de empresas ou organizações que são reconhecidas como representantes das melhores práticas, com o propósito de aprimoramento organizacional. Isso permite comparações de processos e práticas administrativas entre empresas para identificar o "melhor do melhor" e alcançar um nível de superioridade ou vantagem competitiva. Alinhada às estratégias de gestão da qualidade surge mais uma ferramenta de gestão, que é o Benchmarking, auxiliando nas métricas usadas para avaliar o desempenho e as necessidades das empresas de obterem formas comparativas e sistemáticas em seu setor de atuação, e desta forma identificar os fatores-chaves de sucesso e de insucesso. ―Aplicar o benchmarking representa um esforço que nos permite vislumbrar oportunidades, antecipar ameaças competitivas e corrigir falhas que impedem o melhor desempenho‖ (KWASNICKA, 2006, p. 156). O benchmarking visa a desenvolver a habilidade dos administradores de visualizar no mercado as melhores práticas administrativas das empresas consideradas excelentes (benchmarks) em certos aspectos, comparar as mesmas práticas vigentes na empresa focalizada, avaliar a situação e identificar as oportunidades de mudanças dentro da Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br organização. A meta é definir objetivos de gestão e legitimá-los por meio de comparações externas. A comparação costuma ser um saudável método didático, pois desperta para as ações que as empresas excelentes estão desenvolvendo e que servem de lição e de exemplo, de guia e de orientação para as empresas menos inspiradas. O benchmarking exige três objetivos que a organização precisa definir: 1. Conhecer suas operações e avaliar seus pontos fortes e fracos. Para tanto, deve documentar os passos e práticas dos processos de trabalho, definir medidas de desempenho e diagnosticar suas fragilidades. 2. Localizar e conhecer os concorrentes ou organizações líderes do mercado, para poder diferenciar as habilidades, conhecendo seus pontos fortes e fracos e compará- los com seus próprios pontos fortes e fracos. 3. Incorporar o melhor do melhor adotando os pontos fortes dos concorrentes e, se possível, excedendo-os e ultrapassando-os. O benchmarhing é constituído de 15 estágios, todos eles focalizados no objetivo de comparar competitividade. A principal barreira à adoção do benchmarking reside em convencer os administradores de que seus desempenhos podem ser melhorados e excedidos. Isso requer uma paciente abordagem e apresentação de evidências de melhores métodos utilizados por outras organizações. O benchmarking requer consenso e comprometimento das pessoas. Seu principal benefício é a competitividade, pois ajuda a desenvolver um esquema de como a operação pode sofrer mudanças para atingir um desempenho superior e excelente. “Benchmarking é o processo de análise referencial da organização perante outras organizações do mercado, incluindo o aprendizado do que essas organizações fazem de melhor, bem como a incorporação dessas realidades de maneira otimizada e mais vantajosa para a organização que aplicou o benchmarking” (OLIVEIRA, 2010, p. 393). O Benchmarking, de forma resumida, nada mais é do que a observação das melhores práticas efetuadas por organizações, sejam concorrentes ou não, cujos modelos destas Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br práticas o gestor irá adotar e adaptar de forma melhorada em seus processos internos, visando o ganho de melhorias. 6.4.1 PRINCÍPIO BÁSICOS DO BENCHMARKING 1- Reciprocidade: ao solicitarmos informações estaremos, automaticamente, disponibilizando a contrapartida. 2- Analogia: o benchmarking só é útil se pudermos manter uma analogia com os processos de nossa organização. 3- Medição: além de obter índices de desempenho, é necessário, e muito importante, levantar dados sobre os processos que levam aos resultados. 4- Validação: para o benchmarking funcionar, é necessário examinar de forma precisa os dados coletados, avaliar as reais necessidades da organização, fazendo todas as adequações, pois o que serve para uma empresa não necessariamente serve para outra. Importante destacar que o benchmarking é um processo contínuo de mensuração de produtos, serviços, de modo que a organização mantenha sua participação e competitividade em seu mercado de atuação. REENGENHARIA A reengenharia foi uma reação ao colossal abismo existente entre as mudanças ambientais velozes e intensas e a total inabilidade das organizações em ajustar-se a essas mudanças. Para reduzir a enorme distância entre a velocidade das mudanças ambientais e a permanência das organizações tratou-se de aplicar um remédio forte e amargo. Reengenharia significa fazer uma nova engenharia da estrutura organizacional. Representa uma reconstrução e não simplesmente uma reforma total ou parcial da empresa. Não se trata de fazer reparos rápidos ou mudanças cosméticas na engenharia atual, mas de fazer um desenho organizacional totalmente novo e diferente. A reengenharia se baseia nos processos empresariais e considera que eles é que devem fundamentar Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br o formato organizacional. Não se pretende melhorar os processos já existentes, mas a sua total substituição por processos inteiramente novos. Nem se pretende automatizar os processos já existentes. Isso seria o mesmo que sofisticar aquilo que é ineficiente ou buscar uma forma ineficiente de fazer as coisas erradas. Nada de pavimentar estradas tortuosas, que continuam tortas apesar de aparentemente novas, mas construir novas estradas modernas e totalmente remodeladas. Areengenharia não se confunde com a melhoria contínua: pretende criar um processo inteiramente novo e baseado na TI e não o aperfeiçoamento gradativo e lento do processo atual. A reengenharia reorienta o foco para os processos e não mais para as tarefas ou serviços, nem para pessoas ou para a estrutura organizacional. Busca entender o "quê" e o "porquê" e não o "como" do processo. A reengenharia está preocupada em fazer cada vez mais com cada vez menos. Seus três componentes são: pessoas, TI e processos. Na verdade, a reengenharia focaliza os processos organizacionais.A reengenharia trata de processos. A reengenharia de processos direciona as características organizacionais para os processos. Suas consequências para a organização são: l. Os departamentos tendem a desaparecer e ceder lugar a equipes orientadas para os processos e para os clientes. JOBENRÍCHMENT E JOBENLARGEMENT O desenho contingencial de cargos é dinâmico e privilegia a mudança em função do desenvolvimento pessoal do ocupante. Em outros termos, permite a adaptação do cargo ao potencial de desenvolvimento pessoal do ocupante. Essa adaptação contínua é feita pelo enriquecimento de cargos. Enriquecimento de cargos significa a reorganização e ampliação do cargo para proporcionar adequação ao ocupante no sentido de aumentar a satisfação intrínseca, através do acréscimo de variedade, autonomia, significado das tarefas, identidade com as tarefas e retroação. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Segundo a teoria dos dois fatores de Herzberg, o enriquecimento de cargos constitui a maneira de obter satisfação intrínseca através do cargo.É que o cargo é pequeno demais para o espírito de muitas pessoas. Em outras palavras, os cargos não são suficientemente grandes para a maioria das pessoas e precisam ser redimensionados. O enriquecimento do cargo — ou ampliação do cargo - torna-se a maneira prática e viável para a adequação permanente do cargo ao crescimento profissional do ocupante. BRAINSTORMING Brainstorming, ou técnica da tempestade cerebral, traz à lembrança chuvas e trovoadas (ideias e sugestões) seguidas de bonança e tranquilidade (solução).É uma técnica utilizada para gerar ideias criativas que possam resolver problemas da organização. É feita em sessões que duram de 10 a 15 minutos e envolve um número de participantes-não maior que 15 - que se reúnem ao redor de uma mesa para dizer palavras que vêem à mente quando se emite uma palavra base. Isso permite gerar tantas idéias quanto possível. Os participantes são estimulados a produzir, sem qualquer critica nem censura, o maior número de ideias sobre determinado assunto ou problema. GRÁFICO DE ISHIKAWA Também conhecido como diagrama de espinha de peixe ou diagrama de causa e efeito, o gráfico de KaoruIshilcawa procura, a partir dos efeitos (sintomas dos problemas), identificar todas as possibilidades de causas que estão provocando esses efeitos. Trata-se de um gráfico que sugere um deslocamento da esquerda para a direita, isto é, das causas iniciais para os seus efeitos finais. A metodologia do diagrama se baseia em quatro categorias de problemas situados na parte operacional de produção, os chamados 4M, a saber: método, mão-de-obra, material e máquina: Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br PRINCÍPIO DE PARETO Vilfredo Pareto, um economista italiano, definiu o princípio de que os valores majoritários (80% do seu valor) de um determinado grupo são decorrentes de uma parcela relativamente pequena de alguns de seus componentes (20% do seu número). Na prática, o seu princípio recebeu o nome de regra de 80 por 20. Para ele, 80% do volume de problemas é constituído por apenas 20% de eventos causadores. Na economia, por exemplo, 80% da riqueza está concentrada nas mãos de 20% da população.. Na administração de materiais, atendência genérica é de que 80% do capital empatado se refere a apenas 20% dos itens estocados. HISTOGRAMAS Histograma é uma representação gráfica da distribuição de frequências de a massa de medições, normalmente um gráfico de barras verticais. FOLHAS DE VERIFICAÇÃO As folhas de verificação são tabelas ou planilhas usadas para facilitar a coleta e análise de dados. O seu uso economiza tempo e elimina o trabalho de se desenhar figuras ou escrever números repetitivos, bem como evita comprometer análise dos dados. GRÁFICO DE DISPERSÃO Constitui a melhor maneira de visualizar a relação entre duas variáveis quantitativas. Ele coleta dados aos pares de duas variáveis (causa/efeito), para checar a existência real da relação entre elas. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br CARTA DE CONTROLE Carta de controle é um tipo de gráfico comumente utilizado para o acompanhamento e controle de um processo qualquer. O gráfico determina uma faixa, chamada de tolerância, a qual é limitada por linhas estatisticamente determinadas, a saber: linhas superior (limite superior de controle), inferior (limite inferior de controle) e média. FLUXOGRAMA Fluxograma é um tipo de diagrama, e pode ser entendido como uma representação esquemática de um processo, muitas vezes feito através de gráficos que ilustram de forma descomplicada a transição de informações entre os elementos que o compõem. Podemos entendê-lo, na prática, como a documentação dos passos necessários para a execução de um processo qualquer. É uma das Sete ferramentas da qualidade. Muito utilizada em fábricas e industrias para a organização de produtos e processos. 6.5 A NOVA LÓGICA DAS ORGANIZAÇÕES Chegamos a uma nova etapa, uma nova lógica, trata-se da estratégia, que é um conceito que já vinha sendo muito usado no meio militar, especificamente na Grécia há mais de 2000 anos, onde os estrategos eram os generais, os comandantes gerais dos exércitos, inclusive o termo estratégia, tem sua origem na guerra, derivada da palavra grega strategeos, que traduzida entende-se como ―a arte do general‖ (MAXIMIANO, 2008). Ressurgindo fortemente no final dos anos 60, em função das empresas de grande porte, que se encontravam em um ambiente de alta competividade e turbulência, onde a estratégia organizacional volta a ser aplicada nos processos de gestão, havendo a contribuição de dois nomes em relação a sua aplicação e evolução na época. São eles: H. Igor Ansoff, que desenvolveu a teoria da estratégia empresarial, inclusive com produção de um livro que ainda é considerado um clássico do assunto – Estratégia Empresarial e outro que merece destaque por seu trabalho em Planejamento Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Organizacional, Russel Ackoff, com o livro: Planejamento Empresarial (KWASNICKA, 2006, p.158). O planejamento estratégico envolve decisões de longo prazo, cujos objetivos devem ser traçados pelos gestores, analisando o ambiente no qual está inserida a organização. Ainda na década de 80, em função das fusões das organizações, uma prática comum adotada pelas organizações daquela época, o planejamento estratégico perde o seu brilho (KWASNICKA, 2006). Surgiu, assim, uma outra grande e importante contribuição na evolução do planejamento estratégico, essa nova contribuição partiu de Michael Porter, que publicou na década de 80 os livros ―Estratégia Competitiva‖ e ―Vantagem Competitiva‖ (apresentando os cinco diamantes ou forças de Porter), em ambas obras ele questiona os modelos e matrizes utilizadas até então nas organizações para efetuar o planejamento estratégico, assim como irá consolidar este pensamento o autor Henry Mintzberg. ―Henry Mintzberg escreveu um tratado em 1994, que se chamou O auge e a queda do planejamento estratégico‖ (KWASNICKA, 2006, p. 160). INDICADORES DE DESEMPENHO Os indicadores são instrumentos de gestão essenciais nas atividades de monitoramento e avaliação das organizações, assim como seus projetos, programas e políticas, pois permitem acompanhar o alcance das metas, identificar avanços, melhorias de qualidade, correção de problemas, necessidades de mudança, entre outros. Os indicadores de desempenho possuem um papel fundamental, pois fornecem dados para a análise de processos e implementação de melhorias e são instrumentos que guia o processo na direção estabelecida pelo planejamento estratégico. Porém, o planejamento estratégico e indicadores de desempenho utilizados de forma isolada podem não prover melhorias se esses não estiverem alinhados. Observa-se que o planejamento estratégico de forma isolada não é eficaz para a melhoria da competitividade das empresas, e que um sistema de avaliação de desempenho é fundamental para gerenciamento e melhoria de processos. Um sistema Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br de avaliação de desempenho consiste em um conjunto de indicadores de desempenho organizados de forma a permitir o gerenciamento dos processos de forma integrada, alinhados com os objetivos estratégicos da organização. Assim sendo, pode-se dizer que os indicadores possuem, minimamente, duas funções básicas: a primeira é descrever por meio da geração de informações o estado real dos acontecimentos e o seu comportamento; a segunda é de caráter valorativo que consiste em analisar as informações presentes com base nas anteriores de forma a realizar proposições valorativas. De forma geral, os indicadores não são simplesmente números, ou seja, são atribuições de valor a objetivos, acontecimentos ou situações, de acordo com regras, que possam ser aplicados critérios de avaliação, como, por exemplo, eficácia, efetividade e eficiência. Uma combinação dos elementos da cadeia de valor com as dimensões do desempenho permite identificar seis categorias básicas de indicadores de desempenho: • Efetividade são os impactos gerados pelos produtos/ serviços, processos ou projetos. A efetividade está vinculada ao grau de satisfação ou ainda ao valor agregado, a transformação produzida no contexto em geral. Esta classe de indicadores, mais difícil de ser mensurada (dada a natureza dos dados e o caráter temporal), está relacionada com a missão da instituição. Por exemplo, se uma campanha de vacinação realmente imunizar e diminuiu a incidência de determinada doença entre as crianças, a campanha foi efetiva. Indicadores de efetividade podem ser encontrados na dimensão estratégica do Plano Plurianual (PPA); • Eficácia é a quantidade e qualidade de produtos e serviços entregues ao usuário (beneficiário direto dos produtos e serviços da organização). Por exemplo, se, na mesma campanha citada, a meta de vacinação é imunizar 100.000 crianças e este número foi alcançado ou superado, a campanha foi eficaz. Indicadores de eficácia podem ser definidos a partir da Carta de Serviços do órgão; • Eficiência é a relação entre os produtos/serviços gerados (outputs) com os insumos utilizados, relacionando o que foi entregue e o que foi consumido de recursos, usualmente sob a forma de custos ou produtividade. Por exemplo: uma campanha de Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br vacinação é mais eficiente quanto menor for o custo, ou seja, quanto menor for o custo da campanha, mantendo-se os objetivos propostos. • Execução refere-se à realização dos processos, projetos e planos de ação conforme estabelecidos. • Excelência é a conformidade a critérios e padrões de qualidade/excelência para a realização dos processos, atividades e projetos na busca da melhor execução e economicidade; sendo um elemento transversal. • Economicidade está alinhada ao conceito de obtenção e uso de recursos com o menor ônus possível, dentro dos requisitos e da quantidade exigidas pelo input, gerindo adequadamente os recursos financeiros e físicos. Indicadores de economicidade podem ser encontrados nas unidades de suprimentos. Dessa forma, podemos considerar que os principais objetivos dos indicadores são: • Mensurar os resultados e gerir o desempenho; • Embasar a análise crítica dos resultados obtidos e do processo de tomada decisão; • Contribuir para a melhoria contínua dos processos organizacionais; • Facilitar o planejamento e o controle do desempenho; • Viabilizar a análise comparativa do desempenho da organização e do desempenho de diversas organizações atuantes em áreas ou ambientes semelhantes. Os indicadores devem ser especificados por meio de métricas estatísticas, comumente formados por porcentagem, média, número bruto, proporção e índice. O BALANCED SCORECARD (BSC) As medidas e indicadores afetam significativamente o comportamento das pessoas nas organizações. A idéia predominante é: o que se faz é o que se pode medir. O que uma organização define como indicador é o que ela vai obter como resultados. O foco dos sistemas e medidas tradicionalmente utilizados nas organizações - como balanço contábil, demonstrativos financeiros, retorno sobre investimento, produtividade por pessoa etc. - concentra-se puramente em aspectos financeiros ou quantitativos - e tenta controlar comportamentos. Esse controle típico da Era Industrial não mais Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br funciona adequadamente. Torna-se necessário construir um modelo direcionado para a organização no futuro, colocando as diversas perspectivas em um sistema de continua monitoração em substituição ao controle. Segundo Kaplan e Norton, o sistema de gestão de desempenho BSC proporciona uma visão abrangente do desempenho da empresa, pois contempla tanto indicadores financeiros quanto não financeiros. Isso facilita o acompanhamento dos resultados, objetivando alcançar as metas traçadas. O BSC, portanto, é um conjunto de indicadores que proporciona aos gestores uma visão abrangente, de toda a empresa. Reflete um equilíbrio entre objetivos de curtoe de longo prazo, entre medidas financeiras e não financeiras, entre perspectivas interna e externa de desempenho. Por isso, com o tempo, ele deixou de ser apenas um sistema de medição aperfeiçoado, passando a ser um sistema gerencial importante às empresas. O BSC é um método de administração focado no equilíbrio organizacional e se baseia em quatro perspectivas básicas, a saber: A. FINANÇAS Para analisar o negócio do ponto de vista financeiro. Envolve os indicadores e medidas financeiras e contábeis que permitem avaliar o comportamento da organização frente a itens como lucratividade, retorno sobre investimentos, valor agregado ao patrimônio e outros indicadores que a organização adote como relevantes para seu negócio. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br B. CLIENTES Para analisar o negócio do ponto de vista dos clientes. Inclui indicadores e medidas como satisfação, participação no mercado, tendências, retenção de clientes e aquisição de clientes potenciais, bem como valor agregado aos produtos/serviços, posicionamento no mercado, nível de serviços agregados à comunidade pelos quais os clientes indiretamente contribuem etc. C. PROCESSOS INTERNOS Para analisar o negócio do ponto de vista interno da organização. Inclui indicadores que garantam a qualidade intrínseca aos produtos e processos, a inovação, a criatividade, a capacidade de produção, o alinhamento com as demandas, a logística e a otimização dos fluxos, assim como a qualidade das informações, da comunicação interna e das interfaces. D. APRENDIZAGEM/ CRESCIMENTO ORGANIZACIONAL Para analisar o negócio do ponto de vista daquilo que é básico para alcançar o futuro com sucesso. Considera as pessoas em termos de capacidades, competências, motivação, empowerment, alinhamento e estrutura organizacional em termos de investimentos no seu futuro. Essa perspectiva garante a solidez e constitui o valor fundamental para as organizações de futuro. Essas perspectivas podem ser tantas quanto à organização necessite escolher em função da natureza do seu negócio, propósitos, estilo de atuação etc. o BSC busca estratégias e ações equilibradas em todas as áreas que afetam o negócio da organização como um todo, permitindo que os esforços sejam dirigidos para as áreas de maior competência e detectando e indicando as áreas para eliminação de incompetências. É um sistema focado no comportamento e não no controle. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Recentemente, os autores passaram a usar o BSC para criar organizações focadas na estratégia Alinhamento e foco são as palavras de ordem. Alinhamento significa coerência da organização. Foco significa concentração. O BSC habilita a organização a focar suas equipes de executivos, unidades de negócios, recursos humanos, tecnologia da Informação e recursos financeiros para sua estratégia organizacional. O BSC cria um contexto para que as decisões relacionadas com as operações cotidianas possam ser alinhadas com a estratégia e a visão organizacional, permitindo divulgar a estratégia, promover o consenso e o espírito de equipe, integrando as partes da organização e criando meios para envolver todos os programas do negócio, catalisar esforços e motivar as pessoas. 6.6 ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL Temas que são amplamente discutidos nas organizações contemporâneas, inclusive nos aspectos estratégicos, são: a ética e a responsabilidade social, adotadas pelas mesmas em seus processos de gestão e a conduta de seus membros. ―O comportamento ético acontece quando a organização incentiva seus membros a se comportarem eticamente de maneira que os membros aceitem e sigam tais valores e princípios‖ (CHIAVENATO, 2011, p. 573). A sociedade como um todo entende e espera uma conduta ética e socialmente responsável por parte das organizações, mas afinal, o que é ser uma organização com responsabilidade social? Conforme afirma Oliveira (2010, p. 381) ―Ética é o conjunto estruturado e sustentado de valores considerados como ideias e que orientam o comportamento das pessoas, dos grupos, das organizações e da sociedade como um todo‖, assim como sua definição para responsabilidade social: ―responsabilidade social é a abordagem das organizações como instituições sociais, dentro de um contexto interativo de dependência e de auxílio à sociedade onde elas atuam‖ (OLIVEIRA, 2010, p. 380). A interação entre a ética, a responsabilidade social e a estratégia que a organização deve adotar em busca do equilíbrio entre as condições de gestão necessárias a serem Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br adotadas nas organizações de todo o mundo para que se tornem empresas éticas e socialmente responsáveis e assim reconhecidas e percebidas pelos seus mercados. 7.NOVAS TENDÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO O mundo está em constante e contínua mudança, e assim a teoria da administração também está em processo de mudança, mas, mudando para onde? Que caminho seguir, afinal? Como renovar-se e adaptar-se às mudanças? Mudanças que, além de tudo ocorrem de forma muito acelerada, um dos grandes exemplos disso é o fenômeno da web. Acompanhe e conheça os três períodos pelos quais a teoria administrativa passou. Os três períodos de mudança na trajetória da teoria administrativa 1- Período cartesiano e newtoniano da Administração Criação das bases teóricas da Administração iniciada por Taylor e Fayol envolvendo, principalmente, a Administração Científica, a Teoria Clássica e a Neoclássica. A influência predominante foi a física tradicional de Isaac Newton e a metodologia científica de Rene Descartes. Foi um período que se iniciou no começo do século XX, até a década de 1990, aproximadamente, e no qual o pensamento linear e lógico predominou na teoria administrativa. Foi um período de calmaria e de relativa permanência no mundo das organizações. 2 - Período sistêmico da Administração A influência da Teoria de Sistemas substituiu o reducionismo, o pensamento analítico e o mecanicismo pelo expansionismo, pensamento sintético e teleologia, respectivamente, a partir da década de 1990. A abordagem sistêmica trouxe uma nova concepção da Administração e a busca do equilíbrio na dinâmica organizacional em sua interação com o ambiente externo. Teve sua maior influência no movimento do Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br desenvolvimento organizacional (DO) e na Teoria da Contingência. Foi um período de mudanças e de busca da adaptabilidade do mundo nas organizações. 3- Período atual da Administração Está acontecendo graças à profunda influência das teorias do caos e da complexidade na teoria administrativa. A mudança chegoupara valer no mundo organizacional. FONTE: Chiavenato (2014, 565-566) Em meio a este acelerado e constante ritmo de mudanças ao qual a teoria administrativa está submetida, certamente muitos fatores podem e vão influenciar, dentre eles um tem destaque: é a influência do fator do conhecimento que, conforme podemos analisar na figura a seguir, terá um papel relevante na forma de como acontece está mudança em nosso dia a dia nas organizações contemporâneas. Verifique e analise estes aspectos e seus papéis em relação ao crescimento sustentável do conhecimento. As possíveis tendências das contribuições da evolução das teorias são as maiores contribuições, conforme demonstrado na figura acima, são: o modelo de administração, o desenvolvimento das pessoas, a produtividade, a tecnologia, a sustentabilidade e as estratégias. Um dos autores que se destaca no que diz respeito a estas mudanças é Shumpeter, ele denominou de ―A Quinta Onda‖, observe o que traz Chiavenato (2014, p. 574) a esse respeito: Como dizia Joseph Schumpeter: a economia saudável é aquela que rompe o equilíbrio por meio da inovação tecnológica. Em vez de tentar otimizar o que já existe, atitude produtiva é a de inovar por meio daquilo que chamou de destruição criativa. Destruir o velho para criar o novo. Na visão de Shumpeter, os ciclos em que o mundo viveu no passado foram todos eles determinados por atividades econômicas diferentes. Cada ciclo – como qualquer ciclo de vida de produto – tem as suas fases. Só que essas ondas estão ficando cada vez mais curtas, levando a economia a se renovar mais rapidamente para um novo ciclo começar. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Segue apreciação crítica da teoria de novas abordagens:Vimos ao longo dos estudos que as teorias administrativas apresentam diferentes abordagens para administração das organizações. Cada uma delas reflete os fenômenos históricos, sociais, culturais, tecnológicos e econômicos de sua época e contexto, bem como os problemas básicos que afligiam e azucrinavam as organizações. Cada teoria representa soluções administrativas encontradas para determinadas circunstâncias, tendo em vista as variáveis focalizadas e os temas considerados mais relevantes. [...], porém, dizer que uma teoria já está ultrapassada requer uma certa cautela. Mesmo a Administração Científica – a centenária pioneira da teoria da administração – ainda hoje é indispensável na busca de eficiência e produtividade no chão das fábricas para adequar e alinhar as organizações aos padrões mundiais de excelência. O futuro da teoria administrativa está – não no simples cancelamento das teorias anteriores que se mostram cada vez mais ultrapassadas e obsoletas e cada dia que passa – mas sua evolução ou revolução para novas e diferentes abordagens mais adequadas ao mundo atual (CHIAVENATO, 2011, p. 583). Chiavenato (2010, p. 584) continua, dizendo que: Também, dizer que uma teoria administrativa está mais certa do que outra não é correto. Melhor seria dizer que cada teoria representa a focalização em vista às variáveis selecionadas dentro ou fora das organizações. Na verdade, ao longo dos tempos, a teoria administrativa constituiu uma constante tentativa de reduzir a incerteza a respeito do funcionamento e da otimização das organizações. Ela apresenta várias maneiras e diferentes ângulos para se visualizar e tratar um mesmo fenômeno organizacional. O administrador pode tentar resolver problemas administrativos dentro do enfoque neoclássico quando a solução neoclássica lhe parecer a mais apropriada de acordo com as circunstâncias ou contingências. Pode também tentar resolvê-los dentro do enfoque comportamental ou sistêmico se as circunstâncias ou contingências assim aconselharem. Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 8 A ADMINISTRAÇÃO NA GLOBALIZAÇÃO A globalização afeta todos os setores da sociedade, por exemplo, a comunicação, o comércio internacional e liberdade de movimentação de diferente modos e intensidades, esses fatores desenvolvem a interação com todas as nações ao redor do planeta, pois podemos observar através da história que os seres humanos já vinham interagindo e percorrendo longas distâncias, por milhares de anos, para efetuar a troca de mercadorias. 8.1A ADMINISTRAÇÃO NA GLOBALIZAÇÃO A origem da globalização ocorreu através de um fenômeno bastante peculiar dos seres humanos ao longo de sua evolução, o principal foi o de percorre longas distância por milhares de anos, em movimentos migratórios, assim povoando o planeta. Outro grande fato, este mais recente, ocorreu com a Rota da Seda, antigo trajeto que ligava a Ásia, África e Europa, gerando a troca entre esses continentes e denominado de ―Velho Mundo‖. O avanço do conhecimento sobre as técnicas de navegação, em especial pelos europeus, propiciou uma nova era nos séculos XV e XVI, através da exploração dos oceanos, indo ao encontro de novas descobertas, que foi denominado o ―Novo Mundo‖ – as américas –, propiciando uma maior interação e abrangência na atuação do comércio e movimentando de forma significativa os aspectos econômicos e geopolíticos na época. Porém, os primeiros impactos significativos da globalização foram percebidos com o advento da Segunda Guerra Mundial, pois a comunicação foi um divisor de águas em relação ao que entendemos e percebemos hoje como o conceito de globalização. Afinal, o que é a globalização? Segundo Lacombe e Heilborn (2003, p. 504), ―A globalização se caracteriza pela integração crescente de todos os mercados (financeiro, de produtos, serviços e mão de obra), bem como dos meios de comunicação e transporte de todos os países do planeta‖. Ainda neste contexto, sobre a evolução da globalização, e, por consequência o seu reflexo nas organizações, Cavusgil (2010, p. 23) afirma que: ―a globalização de mercado refere-se à integração econômica contínua e à interdependência crescente Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br entre os países no mundo. Ela permite às empresas vislumbrar o mundo como um mercado integrado‖. Na história mais recente da humanidade, período conhecido como globalização moderna, o fato que contribuiu de forma significativa na evolução da globalização foi o fim da Segunda Guerra Mundial, em especial pelo fato de impedir condições e situações que pudessem vir a gerar incidência de tal monstruosidade como essa no futuro da humanidade. As nações vitoriosas, bem como as devastadas, chegaram à conclusão que era de suma importância para o futuro e continuidade do planeta a criação de mecanismos diplomáticos e comerciais para aproximar, cada vez mais, as nações uma das outras, nascendo assim as Nações Unidas, foram dados os primeiros passo em direção à criação dos, agora conhecidos, blocos econômicos. A necessidade de mudança somada ao fenômeno da globalização fez com que as nações começassem a expandir e abrir os seus mercados para produtos e serviços de outros países, evidenciando uma economia globalizada que refletiude forma direta na evolução da teoria administrativa. Observe e acompanhe, no quadro a seguir, as principais fases da globalização, iniciada no período de 1800, apresentando separadamente os períodos em que elas ocorreram, quais foram os principais fatores desencadeadores e principalmente as características de cada uma delas. FASES DA GLOBALIZAÇÃO DESDE O INÍCIO DA DÉCADA DE 1800 Primeira fase 1830 até o final de 1800, com pico em 1880. Introdução das ferrovias e o transporte marítimo. Aumento da manufatura: comércio através das fronteiras de commodities, em grande parte por trading companies. Segunda fase 1990 a 1930. Aumento da produção de eletricidade e aço. S u r g i m e n t o e d o m í n i o das primeiras empresas multinacionais (principalmente europeias e norte-americanas) nos setores industrial e extrativista e agrícola. Formação do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio Esforço concentrado da parte dos países industrializados Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br Terceira fase 1948 à década de 1970. (GATT, do inglês General AgreementonTariffand Trade); fim da Segunda Guerra Mundial; Plano Marshall para reconstrução da Europa. ocidentais para redução gradual de barreiras ao comércio; crescimento das multinacionais japonesas; comércio entre países de bens de marcas; fluxo entre países de moeda, em paralelo ao desenvolvimento de mercados globais de capital. Quarta fase Década de 1980 até o presente. Expressivo avanço nas tecnologias da informação, comunicação, manufatura e consulta; privatização de empresas estatais em países em transição; notável, crescimento econômico nos mercadosemergentes. Taxa de crescimento sem precedentes no comércio entre fronteiras de bens, serviços e capital; participação nos negócios internacionais de empresas de pequeno e grande porte, originárias de vários países; foco nos mercados emergentes para atividades de exportação, IDE e suprimento. FONTE: Cavusgil (2010, p. 24) 8.2 CARACTERÍSTICAS DA GLOBALIZAÇÃO No cenário mundial, em relação à globalização, os maiores beneficiados atualmente são os quatro grandes países emergentes, conhecidos como os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), onde estão concentrados grandes volumes econômicos de exportação e importação. 1. Fatores geradores da globalização: Redução mundial das barreiras ao comércio e ao investimento; Transição para economias de mercado e adoção do livre comércio na China e na antiga União Soviética, entre outras localidades. ; Industrialização, desenvolvimento econômico e modernização. ; Integração dos mercados financeiros mundiais. Avanços tecnológicos. 2. Dimensões da globalização: Integração e interdependência das economias nacionais; Mais blocos de integração econômica regional; Crescimento dos fluxos Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br globais financeiros e de investimentos; Convergência dos estilos de vida e preferências dos consumidores; Globalização das atividades produtivas das empresas. Consequências da globalização para a sociedade • Perda da soberania nacional. • Operações offshore e a evasão de empregos. • Efeito sobre a população de baixa renda. • Efeito sobre o meio ambiente. • Efeito sobre a cultura nacional. Consequências da globalização para as empresas, internacionalização da cadeia de valor empresarial • Inúmeras oportunidades de novos negócios para empresas internacionais. • Novos ricos e intensa rivalidade dos concorrentes estrangeiros. • Compradores mais exigentes, que se abastecem de fornecedores mundiais. • Maior ênfase na internacionalização proativa. • Internacionalização da cadeia de valor da empresa Podemos apontar como principais efeitos da globalização: • Integração entre países: proporciona aproximação entre os países e rompe fronteiras. • Diluição das fronteiras: a integração proporciona a integração entre os países e cria os blocos econômicos. • Aumento do comércio mundial: a integração e o acesso entre os países proporcionam o aumento das transações comerciais de forma bilateral. • Crescimento e desenvolvimento da economia dos Estados. • Desigualdade e desemprego aumenta. Leituras complementares: Ecologia populacional. http://www.scielo.br/pdf/rae/v39n4/v39n4a03.pdf Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por cada um! RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. CEP Nº 7401010 Goiânia - GO Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 E-mail: secretaria@visaoedu.com.br REFERÊNCIAS ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de; AMBONI, Nério. Teoria geral da administração: das origens às perspectivas contemporâneas. São Paulo, M. Books do Brasil Editora Ltda., 2009. ARGYRIS, Chris. Personalidade e organização: o conflito entre o indivíduo e o sistema, Rio de Janeiro: Renes, 1968. BARNARD, Chester I. As funções do executivo. São Paulo: Atlas, 1971. BASS, B. M. From transactional to transformational leadership: learning to share the vision. Organizational Dynamics, v. 8, Issue 3, p. 19-31, 1990. 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