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Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por 
cada um! 
RC MARKETING E PROPAGANDA LTDA. CNPJ 22.172636/0001-53 
Avenida Goiás Nº 200centro, Caixa Postal nº 444, Cep:74.001-970. 
CEP Nº 7401010 Goiânia - GO 
Telefone: 3212-0946 / 99146-1140 
E-mail: secretaria@visaoedu.com.br 
 
 
 
APOSTILA DE TEORIA GERAL DA 
ADMINISTRAÇÃO-TGA 
 
2018 
 
 
 
 
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Apresentação 
Prezado acadêmico!Seja bem vindo! 
Iniciamos os estudos conhecendo mais profundamente a ciência da 
Administração, inclusive podemos afirmar de um modo geral, que administrar é um ato 
corriqueiro em nosso dia a dia. Assim, para que você alcance seus objetivos ao final 
desta disciplina, será necessário de sua parte, a costumeira dedicação, determinação, 
disciplina e certamente a utilização dos princípios da administração, aqui apresentados. 
Este caderno foi construído através de uma abordagem cronológica. Iniciamos 
através da apresentação da Teoria Geral dos Sistemas; Teorias Contingenciais; 
Ecologia Populacional; Ecologia Organizacional; Institucionalismo; Pós-Colonialismo, 
cultura e diversidade nas organizações; Novos arranjos de gestão baseados em redes, 
cooperação e criatividade; Questões Contemporâneas dos Estudos Organizacionais. 
Da Administração, passando por todos os seus processos evolutivos, e finalizamos 
com a visão sistêmica de gestão nas organizações contemporâneas, principal em um 
mundo totalmente globalizado. 
Destacamos que, o pleno entendimento de todas as teorias da administração, 
aqui apresentadas, certamente, você terá a base para seus estudos e conhecimentos 
nas demais disciplinas e conteúdos ainda a serem acessados, vivenciados e 
experimentados nos ambientes organizacionais e/ou corporativos, portanto, ela é uma 
das partes vitais para sua plena formação acadêmica, no que diz respeito ao tema 
Administração. 
Então material pronto, convite feito e agora, vamos aos estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sumário 
1.TEORIADOSSISTEMAS..........................................................................................................................E
rro! Indicador não definido. 
1.1.Origens daTeoria dos Sistemas................................................................................................................3 
1.2. As premissas Básicas daTeoria dos Sistemas.........................................................................................3 
1.3.ConceitodeSistemas.................................................................................................................................4 
1.4.Características da Teoria dos Sistemas....................................................................................................4 
1.5. Tipos de Sistemas..................................................................................................................................5 
1.5. Áreas Funcionais da organização........................................................................................ ...................5 
2. TEORIA DA CONTINGÊNCIA...............................................................................................................8 
2.1. Origens da Teoria da Contingência....................................................................................... ..................9 
2.2. Características da Teoria da Contingência............................................................................................10 
2.3. Estratégias Organizacionais..................................................................................................................15 
3. PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS DA ADMINISTRAÇÃO.....................................................24 
4. TEORIA DO DESENVOLVIMENTO................................................................................................. ...26 
5.ABORDAGENS, ECOLOGIA POPULACIONAL, ESCOLHA ESTRATÉGICA E DETERMINISMO 
28 
5.1. Teoria das Redes........................................................................................................ ...........................31 
5.2. Abordagem Biográfica e contextualizada.............................................................................................33 
4. TEORIA NOVAS ABORDAGENS DA ADMINISTRAÇÃO..............................................................34 
6.1. Catorze pontos de Deming para a produtividade..................................................................................35 
6.2. Qualidade total......................................................................................................................................36 
6.3. Ciclo PDCA.................................................................................................................... ......................38 
6.4. Benchmarking.......................................................................................................................................39 
6.4.1. Princípios básicos do benchmarking................................................................................... ..............40 
6.5. A nova logica das organizações...........................................................................................................43 
6.6. Ética e Responsabilidade Social........................................................................................ ..................46 
7. NOVAS TENDÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO................................................................................47 
8. A ADMINISTRAÇÃO NA GLOBALIZAÇÃO.....................................................................................49 
8.1. A Administração na Globalização........................................................................................................49 
8.2. Características da Globalização......................................................................................... ...................50 
9. REFERÊNCIAS......................................................................................................................... ..............52 
 
 
 
 
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1. TEORIA DOS SISTEMAS 
A abordagem sistêmica chegou à TGA a partir da década de 1960 e tornou-se 
parte integrante dela. 
Você sabe o que um sistema? 
É um conjunto de elementos interligados que formam o todo. Ex. O sistema 
Respiratório do nosso corpo é composto por vários órgãos, dentre eles, laringe, faringe, 
pulmões e brônquios. É essa a essência do pensamento ou enfoque sistêmico: a ideia 
de que os elementos se interagem e formam um todo para atingir os objetivos. 
1.1 ORIGENS DA TEORIA GERAL DOS SISTEMAS 
A TGS surgiu com os trabalhos do biólogo alemão Ludwig vonBertalanffy. Ela 
não busca solucionar problemas ou tentar soluções práticas, mas produzir teorias e 
formulações conceituais para aplicações na realidade empírica. A Teoria de Sistemas 
vê a organização por inteiro, não apenas o somatório de cada uma de suas partes. Ela 
parte da ideiade que o conjunto apresenta características que não são encontradas em 
nenhum dos elementos isolados. Ou seja, para essa teoria, a organização é um 
conjunto de áreas (setores), que, em separado, não sobrevivem, mas unidas têm o 
objetivo de manter a empresa viva. Com isso, podemos notar nas organizações um 
efeito sinérgico. 
 
 
 
 
Os pressupostos básicos da TGS são: 
• Existe uma tendência para a integração das ciências naturais e sociais, e essa 
integração parece orientar-se rumo a uma teoria dos sistemas; 
• A Teoria dos Sistemas é o modo mais abrangente de estudar os campos não físicos 
do conhecimento científico, como as Ciências Sociais; 
Sinergia é o esforço simultâneo de várias partes que provoca um resultado ampliado e potencializado. Aliás, 
uma das razões para a existência das organizações é o efeito sinérgico de suas áreas (setores), pois é por meio 
da sinergia que as organizações produzem valor agregado. 
 
 
 
 
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• A Teoria dos Sistemas desenvolve princípios unificadores que atravessam 
verticalmente os universos particulares das diversas ciências envolvidas, visando ao 
objetivo da unidade da ciência; 
• A Teoria dos Sistemas conduz a uma integração na educação científica. 
 
2.1. AS PREMISSAS BÁSICAS DA TEORIA DE SISTEMAS 
1. Os sistemas existem dentro de sistemas: cada um deles é constituído de 
subsistemas e, ao mesmo tempo, faz parte de um sistema maior, o suprassistema. 
Cada subsistema pode ser detalhado em seus subsistemas componentes e assim por 
diante. Também o suprassistema faz parte de um suprassistema maior. Esse 
encadeamento parece ser infinito. As moléculas existem dentro de células, que existem 
dentro de tecidos, que compõem os órgãos, que compõem os organismos e assim por 
diante. 
2. Os sistemas são abertos: é uma decorrência da premissa anterior. Cada sistema 
existe dentro de um meio ambiente constituído por outros sistemas. Os sistemas 
abertos são caracterizados por um processo infinito de intercâmbio com o seu 
ambiente para trocar energia e informação. 
3. As funções de um sistema dependem de sua estrutura: cada sistema tem um 
objetivo que constitui seu papel no intercâmbio com outros sistemas no meio ambiente. 
 
 
 
 
3.CONCEITO DE SISTEMAS 
O conceito de sistemas proporciona uma visão compreensiva, abrangente, holística e 
gestáltica de um conjunto de coisas complexas, dando-lhes uma configuração e 
identidade total. A análise sistêmica - ou análise de sistemas - das organizações revela 
o geral no particular, indicando as propriedades gerais das organizações de maneira 
global e totalizante. Que não são reveladas pelos métodos convencionais de análise 
científica. A Teoria de Sistemas reconceitua os fenômenos dentro de uma abordagem 
A Teoria dos Sistemas utiliza o conceito do “Homem Funcional”. Indivíduo que se comporta como executante de um 
determinado papel, inter-relacionando–se com os demais indivíduos, como um sistema aberto (organização, meio 
familiar ou círculo social), gerindo suas expectativas e ajustando-se a novos papéis que lhe são atribuídos. 
 
 
 
 
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global, permitindo a inter-relação e a integração de assuntos de naturezas 
completamente diferentes. O conceito de sistemas foi abordado no capítulo dedicado à 
cibernética. A palavra sistema denota um conjunto de elementos interdependentes e 
interagentes ou um grupo de unidades combinadas que formam um todo organizado. 
Sistema é um conjunto ou combinações de coisas ou partes, formando um todo 
unitário. 
3.1. CARACTERÍSTICAS DA TEORIA DOS SISTEMAS 
1.A Teoria de Sistemas, uma decorrência da Teoria Geral de Sistemas, foi 
desenvolvida por Von Bertalanffy e espalhou-se por todas as ciências, influenciando 
notavelmente a administração. 
2. A abordagem sistêmica contrapõe-se a microabordagem do sistema fechado. 
3.O conceito de sistemas é complexo: para sua compreensão, é necessário o 
conhecimento de algumas características dos sistemas - propósito, globalismo, 
entropia e homeostasia, bem como dos tipos possíveis e dos parâmetros dos sistemas 
- entrada, processo, saída, retroação e ambiente. O sistema aberto é o que melhor 
permite uma análise profunda e ampla das organizações. 
4. As organizações são abordadas como sistemas abertos, pois o seu comportamento 
é probabilístico e não determinístico: elas fazem parte de uma sociedade maior, 
constituídas de partes menores; existe uma interdependência entre as partes das 
organizações; a organização precisa alcançar uma homeostase ou estado firme; as 
organizações possuem fronteiras ou limites mais ou menos definidos; elas têm 
objetivos; caracterizam-se pela morfogênese. 
5.Dentro dessa abordagem, avulta o modelo de Katz e Kahn - 
importação/processamento/exportação, com características de primeira e segunda 
ordens. 
 6.Por outro lado, o modelo sócio-técnico de Tavistock representa igualmente uma 
abordagem sistêmica calcada sobre dois subsistemas: o técnico e o social. 
7. Em uma apreciação crítica da Teoria de Sistemas, verifica-se que essa abordagem 
trouxe uma fantástica ampliação na visão dos problemas organizacionais em 
contraposição à antiga abordagem do sistema fechado. Seu caráter integrador e 
 
 
 
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abstrato e a possibilidade de compreensão dos efeitos sinergísticos da organização 
são surpreendentes. A visão do homem funcional dentro das organizações é a 
decorrência principal sobre a concepção da natureza humana. Apesar do enorme 
impulso, a Teoria de Sistemas ainda carece de melhor sistematização e detalhamento, 
pois sua aplicação prática ainda é incipiente. 
 
3.2 Tipos de Sistemas 
Quanto à sua constituição, os sistemas podem ser: 
Sistemas Físicos ou Concretos: São compostos de equipamentos e maquinários, 
podendo ser descritos em termos quantitativos de desempenho. 
Sistemas Abstratos ou Conceituais: São compostos por conceitos, planos, hipóteses, 
ideias, dentre outros, sendo que existe uma complementaridade entre eles (variante 
combinatória que ocorre em condições contextuais específicas). 
 
Quanto à sua natureza os sistemas podem ser: 
Sistemas fechados: São sistemas que não apresentam intercâmbio com o meio 
ambiente, ou seja, não recebem e nem influenciam o meio externo. Esses sistemas 
possuem um comportamento determinado e programado, já que eles não sofrem 
influência externa. Ex.: Organizações militares. 
Sistemas abertos: São os sistemas que apresentam relações de intercâmbio com o 
ambiente, por meio de entradas (recebimento de informações e insumos) e saídas 
(entrega de produtos, serviços ou informações). Esse sistema troca matéria e energia 
com o meio ambiente e conserva-se constantemente no mesmo estado, apesar dessa 
matéria e energia se renovarem. Ele tem capacidade de crescimento, mudança e 
adaptação. 
 
 
 
 
Nesse sentido, a partir dessa teoria, as organizações passaram a ser abordadas como um sistema aberto, conferindo-se 
grande importância nas relações que elas estabelecem com omeio ambiente no qual estão inseridas (ênfase no ambiente). 
Diante disso, a Teoria dos Sistemas focaliza nos resultados da organização, em vez de preocupar-se com as atividades ou 
estruturas organizacionais, como nas teorias estudadas anteriormente. Assim, recai maior preocupação sobre a eficácia da 
organização e não somente sobre a sua eficiência. 
 
 
 
 
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3.3 Áreas funcionais da organização 
A maioria das empresas está estruturada por áreas funcionais. As funções representam 
o conjunto de processos que aplicam um recurso da organização. Cada função é 
realizada dentro de uma organização por meio de uma área funcional, que pode ser 
concretizada por uma ou mais unidades organizacionais (setores). 
Então, o que são Áreas Funcionais? 
Agrupamentos de processos que juntos sustentam o ciclo de vida de um recurso e 
possibilitam que os objetivos e a missão da empresa sejam alcançados. 
 
As áreas funcionais são divididas em: 
 
1. ÁREAS FUNCIONAIS FIM 
São áreas que englobam as funções e atividades envolvidas diretamente no ciclo 
de transformação de recursos em produtos e de sua colocação no mercado. 
Pertencem a essa categoria as seguintes áreas funcionais: 
a. Marketing: é a função relativa à identificação das necessidades de mercado, 
bem como à colocação dos produtos e serviços para os consumidores. 
 
Atividades básicas de Marketing: 
• Produto: desenvolvimento dos produtos atuais; lançamento de novos produtos; 
estudo de mercado; forma de apresentação; embalagem. • Distribuição: expedição; 
venda direta; venda por atacado. 
• Promoção: material promocional; promoção; publicidade; propaganda; amostra grátis. 
• Preços: estudos e análises; estrutura de preços, descontos e prazos. 
b. Produção: é a função relativa à transformação das matérias-primas em produtos 
e serviços a serem colocados no mercado. 
Atividades básicas de Produção: 
• Fabricação: processo produtivo; programação; controle. 
• Qualidade: programação; controle. • Manutenção: preventiva e corretiva. 
 
 
 
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2.ÁREAS FUNCIONAIS MEIO 
São áreas que congregam as funções e atividades que proporcionam os meios 
(suporte) para que haja a transformação de recursos em produtos e serviços, e a 
sua colocação no mercado. 
a.Administração Financeira: É a função relativa ao planejamento, à captação, à 
orçamentação e gestão dos recursos financeiros, envolvendo também os registros 
contábeis das operações realizadas nas empresas. 
»As suas atividades básicas são: orçamentos; programação das necessidades de 
recursos financeiros; projeções financeiras; análise do mercado financeiro. 
» Captação de Recursos Financeiros: títulos; empréstimos e financiamentos; 
administração de contratos de empréstimos e financiamentos. 
» Gestão de Recursos Disponíveis: pagamentos; recebimentos; operações 
bancárias; fluxo de caixa; acompanhamento do orçamento financeiro. 
» Seguros: análise do mercado securitário; contratação de apólices de seguros; 
administração de apólices. 
» Contábil: contabilidade patrimonial; contabilidade de custos; contabilidade geral. 
b.Administração de Materiais: é a função relativa ao suprimento de materiais, aos 
serviços e equipamentos, à normatização, ao armazenamento e à movimentação de 
materiais e equipamentos da empresa. 
As suas atividades básicas são: 
» Planejamento de Materiais e Equipamentos: programação das necessidades 
de materiais e equipamentos; análise de estoques; normatização e padronização; 
orçamento de compras. 
» Aquisições: seleção e cadastramento de fornecedores; compras de materiais e 
equipamentos; contratação de serviços. 
» Gestão de Materiais e Equipamentos: inspeção e recebimento; movimentação 
de materiais; controle de estoques; distribuição e armazenagem dos materiais. 
c. Administração de Serviços: é a função relativa ao transporte de pessoas, 
administração de escritórios, serviços jurídicos, segurança, dentre outras. 
 
 
 
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As suas atividades básicas são: 
» Planejamento e administração da frota de veículos e normatização do uso dos 
transportes na empresa. 
» Manutenção, conservação e reformas dos locais. 
» Instalações civis, elétricas e hidráulicas. 
 » Telefonia. 
» Serviços de zeladoria, limpeza e copa. 
» Serviços de gráfica. 
» Serviços jurídicos. 
» Biblioteca e outras 
d. Administração de Recursos Humanos:é a função relativa ao atendimento de 
recursos humanos da empresa, ao planejamento e gestão desse recurso, do seu 
desenvolvimento, benefícios, obrigações sociais, dentre outras. 
As atividades básicas da área de Administração de RH são: 
• Planejamento: programação das necessidades de pessoal; análise de 
mercado de trabalho; pesquisa de recursos humanos; orçamento de pessoal. 
• Suprimentos do quadro: cadastramento de candidatos a emprego; recrutamento; 
seleção, registro e cadastramento; contratação de mão de obra. 
• Gestão de Recursos Humanos: movimentação de pessoal; cargos e salários; 
controle de pessoal; relações com os sindicatos. 
•Desenvolvimento de Recursos Humanos: avaliação de desempenho; 
acompanhamento de pessoal; treinamento. 
• Pagamentos e Recolhimentos: folha de pagamento; encargos sociais; rescisões 
de contratos de trabalho; auxílios. 
• Benefícios: assistência médica; empréstimo e financiamentos; lazer; assistência 
social. 
• Obrigações Sociais: medicina do trabalho; segurança do trabalho; ações 
trabalhistas. 
 
 
 
 
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e. Gestão Empresarial: é a função relativa ao planejamento empresarial e ao 
desenvolvimento de sistema de informações. 
As atividades básicas da Gestão Empresarial são: 
• Planejamento e Controle Empresarial: planejamento estratégico; 
acompanhamento das atividades da empresa; auditoria. 
• Sistema de Informações: planejamento de sistemas de informações; 
desenvolvimento e manutenção de sistemas de informações; processamento de 
dados. 
Nesta unidade, vimos que uma organização não pode ser visualizada, entendida ou 
gerida como apenas uma parte isolada. A Teoria de Sistemas nos mostra que uma 
organização, em alguns momentos, deve ser analisada em partes, mas, em outros, 
como um conjunto de setores, áreas, gerências (como vimos nas áreas funcionais). 
O mais importante é lembrar que os setores/áreas não conseguem sobreviver se 
estiverem separados. Assim, o sucesso organizacional depende da boa relação e 
do alinhamento dos objetivos dos diversos setores/ áreas da organização. 
 
2. TEORIA DA CONTINGÊNCIA 
 
Nesta unidade, apresentaremos a você a visão contingencial das organizações, seus 
ambientes e as pessoas que delas participam, mostrando que não existe uma única e 
melhor maneira deadministrar e organizar. Dessa forma, você estudará o ambiente, a 
tecnologia, a organização e seus níveis, modelos de estruturas organizacionais 
modernas e estratégia organizacional. O objetivo aqui é analisar o contexto atual das 
organizações e compreender a interação do ambiente com ela. 
Para a Teoria da Contingência não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria 
administrativa. Tudo é relativo, tudo depende. Há uma relação funcional entre as 
condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz 
dos objetivos da organização. As variáveis ambientais são independentes, enquanto as 
 
 
 
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técnicas administrativas são variáveis dependentes dentro de uma relação funcional. 
Na realidade, não há uma causalidade direta entre as variáveis independentes e 
dependentes, pois o ambiente não causa a ocorrência de técnicas administrativas. Em 
vez de uma relação linear de causa e efeito entre variáveis independentes do ambiente 
e as variáveis administrativas dependentes, há uma relação funcional entre elas. Essa 
relação funcional pode levar ao alcance eficaz dos objetivos da organização. 
 
 
 
 
Na Teoria da Contingência, verifica-se que não existe um único e melhor jeito 
(bestway) de organizar. Nesse sentido, essa teoria representa um passo além da 
Teoria dos Sistemas em Administração. Seus principais autores são: Tom Burns, Alfred 
Chandler, Paul Lawrence, Losch e Joan Woodward. 
Como a visão sistêmica sugere, a organização é um sistema composto por 
subsistemas e definido por limites que o identificam em relação ao suprassistema 
ambiental. 
A visão contingencial procura analisar as relações dentro e entre esses 
subsistemas, bem como entre a organização e seu ambiente, e definir padrões de 
relações ou configurações de variáveis. Para a Teoria da Contingência, não há nada de 
absoluto nas organizações ou na teoria administrativa. 
Tudo é relativo. Tudo depende. Há uma relação funcional (logo, não linear) 
como ―se... então‖ entre as condições do ambiente (variáveis independentes) e as 
técnicas administrativas (variáveis dependentes). 
 
A palavra “contingência” significa algo incerto ou eventual, que pode suceder ou não, dependendo das 
circunstâncias. Refere-se a uma proposição cuja verdade ou falsidade somente pode ser conhecida pela experiência e 
pela evidência, e não pela razão. 
 
 
 
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2.1. ORIGENS DA TEORIA DA CONTINGÊNCIA 
A Teoria da Contingência nasceu a partir de uma série de pesquisas feitas para avaliar 
os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de 
empresas. Essas pesquisas pretendiam confirmar se as organizações eficazes 
seguiam os pressupostos clássicos, como divisão do trabalho, amplitude de controle, 
hierarquia de autoridade, etc. Os resultados levaram a uma nova concepção de 
organização, na qual a estrutura e o funcionamento da organização dependem da 
interface com o ambiente. Isso significa que não há um único e melhor jeito 
(thebestway) de organizar. 
Ambiente 
Como a organização é um sistema aberto, o intercâmbio entre ela e o seu ambiente 
ocorre externamente, e isso influencia vários fatores que ocorrem internamente na 
organização. Distinguem-se dois níveis de ambiente: 
» Ambiente geral; 
» Ambiente de tarefa. 
O ambiente geral é constituído por um conjunto de condições comuns a todas as 
organizações, ou seja, questões culturais, legais, tecnologia, econômicas, dentre 
outras, que afetam todas as organizações. Mas cada organização tem o seu ambiente 
particular: o ambiente de tarefa (ambiente específico da empresa, ou seja, 
concorrentes, fornecedores, clientes, dentre outros, que interagem diretamente com a 
empresa), do qual extrai suas entradas (expectativas e necessidades) e deposita suas 
saídas (produtos e serviços). 
 
 
 
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Tipologia de ambientes O ambiente pode ser classificado quanto à: 
» Estrutura: sendo homogêneo ou heterogêneo; 
» Dinâmica: sendo estável ou mutável. As duas tipologias do ambiente, ao se 
interagirem, criam uma dinâmica que influencia no comportamento das organizações. 
 
TIPOLOGIA DE AMBIENTE 
Tipologia do ambiente Estável (reações empresariais 
padronizadas e uniformes no 
tempo) 
Mutável (reações empresariais 
diferenciadas e variadas no tempo 
Homogêneo (estrutura 
organizacional simples e 
centralizada no espaço) 
Coações uniformes do ambiente 
Estrutura simples, poucas 
divisões funcionais, estrutura 
burocrática. 
Contingências uniformes do 
ambiente Departamentalização 
geográfica, planejamento 
contingente. 
Heterogêneo (estrutura 
organizacional complexa, 
diferenciada e descentralizada no 
espaço) 
Coações diferenciadas do 
ambiente Muitas divisões 
funcionais e territoriais, 
estrutura burocrática. 
Contingências diferenciadas do 
ambiente Diferenciação e 
descentralização, planejamento 
contingente 
 
 
 
 
 
 
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Analisando o quadro acima, podemos dizer que quanto mais homogêneo for o 
ambiente de tarefa, menos coações serão impostas à organização, exigindo, portanto, 
menor diferenciação. Nesse caso, a organização não precisará possuir uma estrutura 
diferenciada para atender às necessidades do ambiente de tarefas, já que ele não 
impõe novas necessidades e ou expectativas. Quanto mais dinâmico o ambiente de 
tarefa, maiores as contingências impostas à organização, exigindo que ela absorva a 
incerteza por meio de uma estrutura mutável e inovadora. 
 
2.2. CARACTERÍSTICAS 
 
1. A Teoria da Contingência é a mais recente das teorias administrativas e marca um 
passo além da Teoria de Sistemas. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler, 
Burns e Stalker, Woodward, e Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus 
ambientes. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era 
insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus 
ambientes de maneira proativa e dinâmica. 
2. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe 
fora delas, ou seja, de seus ambientes. Passou-se a estudar os ambientes e a 
interdependência entre a organização e o meio. As organizações escolhem seus 
ambientes e depois passam a ser condicionadas por eles, necessitando adaptar-se a 
eles para poderem sobreviver e crescer. 0 conhecimento do ambiente passou a ser 
vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais. Entretanto, a análise 
ambiental ainda é bastante precária, requerendo muita pesquisa pela frente. 
3. Outra variável que condiciona a estrutura e o comportamento organizacional é a 
tecnologia utilizada pela organização.Para defrontar-se com o ambiente, a organização 
utiliza tecnologias que condicionarão a sua estrutura organizacional e o seu 
funcionamento. A partir da Teoria da Contingência, a variável tecnologia passou a 
assumir um importante papel na teoria administrativa. Alguns autores chegam a falar 
em imperativo tecnológico sobre a estrutura organizacional. 
 
 
 
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4. A Teoria da Contingência parte para novos modelos organizacionais mais flexíveis e 
orgânicos, como as estruturas matricial, em redes e em equipes. Também enfatiza o 
modelo do homem complexo e abordagens contingenciais sobre motivação e liderança. 
5. Em uma apreciação crítica, verifica-se que a Teoria da Contingência é eclética e 
interativa, mas, ao mesmo tempo, relativista e situacional. Em alguns aspectos, parece 
que a Teoria da Contingência é muito mais uma maneira relativa de encarar o mundo 
do que propriamente uma teoria administrativa. 
Domínio organizacional 
É papel da estratégia organizacional contribuir para as organizações estabelecerem 
seus domínios. O domínio depende das relações de poder ou dependência da 
organização em face do ambiente e quanto às suas entradas e saídas. A organização 
tem poder sobre seu ambiente de tarefa quando suas decisões afetam as decisões dos 
fornecedores ou consumidores. Ao contrário, a organização tem dependência em 
relação a seu ambiente quando suas decisões dependem das decisões tomadas pelos 
fornecedores e consumidores. Buscando aumentar seu poder e reduzir sua 
dependência quanto ao ambiente de tarefa, a organização estabelece seu domínio. 
Tecnologia 
Assim como o ambiente, a tecnologia influencia as características organizacionais. A 
tecnologia adotada pela empresa determina sua estrutura e seu comportamento 
organizacional, evidenciando o que é denominado de imperativo tecnológico. Sob o 
ponto de vista administrativo, a tecnologia é algo que se desenvolve nas organizações 
por meio de conhecimentos acumulados sobre a execução de tarefas (knowhow) e 
pelas suas manifestações físicas (maquinário e equipamentos), constituindo um 
complexo de técnicas usadas na conversão dos insumos em produtos ou serviços. Há 
dois tipos de tecnologia adotados pela empresa, dependendo da forma como ela 
concebe essa tecnologia: 
Tecnologia como variável ambiental: empresas adquirem, incorporam e absorvem as 
tecnologias criadas por outras empresas de seu ambiente de tarefa. 
 
 
 
 
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Tecnologia como variável organizacional: a tecnologia é parte do sistema interno da 
organização, já incorporada a ele, passando, assim, a influenciá-la poderosamente e, 
com isso, influenciando também seu ambiente de tarefa. 
Modelos de estruturas organizacionais modernas 
Como você já sabe, para que as organizações possam se adaptar e atender 
rapidamente às necessidades e expectativas do seu ambiente, elas precisaram 
desenvolver novas estruturas organizacionais. Na Teoria da Contingência, a estrutura 
funcional, em forma de pirâmide, dá lugar a estruturas modernas, como veremos a 
seguir: 
 
 
Estrutura matricial 
A Organização Matricial é a forma híbrida de organização em que as formas funcionais 
e por produto se sobrepõem. Nela há uma intercessão entre a estrutura funcional e a 
estrutura por produtos. Conforme vimos na Unidade 6 (Teoria Neoclássica), os 
administradores e o pessoal de assessoria reportam-se a dois chefes: um funcional e 
outro de produto. Essa estrutura enfatiza a interdependência entre departamentos e a 
coordenação lateral. 
 
 
 
 
 
A estrutura funcional enfatiza a especialização,mas não enfatiza o negócio. A estrutura de produto 
enfatiza o negócio, mas não enfatiza a especialização de funções. Por isso, a Organização Matricial uniu essas 
duas formas de organização, para enfatizar tanto a especialização dos funcionários, quanto o seu negócio. 
 
 
 
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Veja algumas vantagens e desvantagens da Estrutura Matricial: 
» Vantagens: 
• Processo de decisão descentralizado; 
• Grande capacidade de circular e processar informação; 
• Delegação de decisão nos níveis apropriados; 
• Utilização eficiente dos recursos; 
• Aprendizado dos empregados quanto às habilidades cooperativas; 
• Aumento de opções de carreira. 
 » Desvantagens: 
• Confusão pelo fato de as pessoas possuírem mais de um supervisor; 
• Aumento da competição por poder; 
• Crença errônea de que ―todos devem ser consultados para que uma decisão 
seja tomada‖; 
• Muita democracia pode levar à lentidão. 
Desafios da Organização Matricial 
Apesar de a Organização Matricial ser inovadora ao unir as estruturas funcionais 
e por produto, ela possui alguns desafios: 
» O executivo principal deve aprender a balancear a ênfase entre as orientações 
funcionais e por produto. 
» Os administradores de projeto e funcionais devem aprender a ser cooperativos 
e administrar seu conflito construtivamente. 
» Os funcionários devem aprender a reportar-se a dois chefes, priorizar 
demandas múltiplas e conciliar encargos conflitantes. 
» A chave para administrar a matriz é entender que a estrutura formal não é o 
essencial. Ela é meramente a anatomia, ou seja, a estrutura física. Os administradores 
devem gerenciar sua fisiologia (relacionamentos) e sua psicologia (normas, valores e 
atitudes). 
 
 
 
 
 
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QUADRO ESTRUTURA MATRICIAL 
 
Organização por equipes 
As organizações delegam autoridade e responsabilidade em todos os níveis por meio 
da criação de equipes participativas. O comprometimento e o empowerment 
(―empoderar‖, dar poder a alguém) são fundamentais ao bom funcionamento do 
modelo. Veja algumas vantagens e desvantagens da Organização por Equipes: 
» Vantagens: 
• As vantagens da estrutura funcional são conciliadas- economias de escala e 
treinamento especializado – com as vantagens do relacionamento grupal; 
• Redução das barreiras entre departamentos; 
• As decisões da equipe são rápidas e dispensam aprovação hierárquica; 
• As tarefas são ampliadas e enriquecidas com o envolvimento das pessoas nos 
projetos; 
• Os custos administrativos são menores com a redução da estrutura hierárquica; 
 
 » Desvantagens: 
• Pode levar à descentralização exagerada; 
• Nem sempre os membros da equipe têm uma noção corporativa. 
 
 
 
 
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Organização em redes (networkorganization) 
A organização transfere algumas de suas funções tradicionais para empresas ou 
unidades separadas, interligadas eletronicamente a um órgão central para fins de 
coordenação e integração. A companhia central retém o aspecto central do negócio 
(core business) e transfere para terceiros as atividades que outras companhias podem 
fazer melhor e mais barato. 
A abordagem em rede apresenta duas características: 
» Modularidade: cada área da organização funciona como um módulo em um 
caleidoscópio, permitindo conectividades, arranjos, transferências e, principalmente, 
agilidade nas mudanças. 
» O sistema celular: cada célula de produção tem total autonomia para planejar e 
trabalhar. 
Veja agora algumas vantagens e desvantagens da Organização em Redes: 
» Vantagens: 
• Aproveita as vantagens no mundo todo e alcança qualidade e preço em seus 
produtos e serviços; 
• Apresenta flexibilidade para mudar rapidamente, sem limitações de fábricas próprias 
ou equipamentos fixos; 
• Os custos administrativos são reduzidos por meio de uma estrutura hierárquica de 
poucos níveis. 
»Desvantagens: 
• Pode levar à falta de controle global e, portanto, a uma maior incerteza e a um 
potencial de falhas; 
• A cultura corporativa se torna frágil, pois a lealdade das pessoas é enfraquecida ao se 
saber que podem ser substituídas por outros contratos de serviços. 
 
 
 
 
 
 
 
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Clima Organizacional 
O homem desenvolve padrões próprios de valores, percepções e motivos que, 
interrelacionados, determinam seu comportamento e sua motivação na organização. 
Isso estabelece uma dinâmica na qual o que ele percebe em uma situação é 
influenciado por sua vivência e personalidade, e seus valores são influenciados por 
esse processo de percepção. E é aí que entra o conceito de Clima Organizacional: 
 
 
 
 
O Clima Organizacional se preocupa com alguns aspectos da organização, como: 
» Estrutura Organizacional: estrutura dinâmica, capaz de atender ao ambiente. 
» Delegação de responsabilidades: empowerment, dar poder às pessoas para 
solucionar problemas. 
» Tratamento dos conflitos: solucionar desavenças entre as pessoas para manter um 
bom clima na organização. » Calor humano e apoio à iniciativa pessoal e grupal: 
relações pessoais verdadeiras, com incentivo a amizades, parcerias e apoio mútuo. 
» Desafios: enfrentar adversidades e vencê-las. » Recompensas: dar algum tipo de 
―retorno‖ aos funcionários quando eles atingem um objetivo ou superam um desafio. 
 
 
 
 
 
2.3 Estratégia Organizacional 
Na Abordagem Contingencial, a estratégia deixa de ser o processo formal, sequencial e 
rígido para ser um comportamento global e contingente em relação aos eventos do 
ambiente. As mais importantes abordagens contingenciais quanto à estratégia 
organizacional se dividem em quatro escolas. Conheça-as: 
É a qualidade ou propriedade ou propriedade do ambiente em uma organização que é percebida ou experimentada 
pelos seus participantes. Ele tem uma influência poderosa na motivação das pessoas, no seu desempenho e na 
satisfação no trabalho. 
 
A Teoria da Contingência reconhece que a motivação humana varia conforme características individuais e 
da situação em que a pessoa está envolvida. Ela também defende que, quando uma pessoa busca alcançar 
um objetivo (resultado final), ela o faz por meio de vários resultados intermediários que funcionam como 
objetivos gradativos (pathgoal). 
 
 
 
 
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A palavra estratégia significa, literalmente, "a arte do general", derivando-se da palavra 
grega strategos, que significa, estritamente, general. Quando se considera a estratégia 
empresarial, ou seja, a escolha de um caminho de ação para a empresa como um todo, 
deve-se fazer a seguinte pergunta-chave: "Que destino devo dar à empresa e como 
devo estabelecer este destino?" A avaliação deste processo é feita através do 
confronto entre os pontos fortes, fracos e neutros da empresa, de um lado, e suas 
oportunidades e ameaças perante seu ambiente, de outro lado. Dessa avaliação 
devem resultar a missão, os propósitos e a postura estratégica, que é o ponto de 
partida para traçar o caminho voltado aos futuros objetivos e desafios, escolhidos entre 
as opções estratégicas que a empresa consegue identificar como preferenciais ou as 
mais adequadas em determinado momento. 
E, sempre que possível original; dessa forma, constitui-se na melhor arma de que pode 
dispor uma empresa para: otimizar o uso de seus recursos; tornar-se altamente 
competitiva; superar a concorrência; reduzir seus problemas ; otimizar a exploração 
das possíveis oportunidades. 
 
 
TIPOS DE PLANEJAMENTO 
Planejamento estratégico 
É o planejamento mais amplo e abrange toda a organização. Suas características são: 
• É projetado no longo prazo, tendo seus efeitos e conseqüências estendidos há vários 
anos pela frente. 
 
 
 
 
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• Envolve a empresa como uma totalidade, abrange todos os recursos e áreas de 
atividade, e preocupa- se em atingir os objetivos em nível organizacional. 
 • É definido pela cúpula da organização (no nível institucional) e corresponde ao plano 
maior ao qual todos os demais estão subordinados. 
Resumo: Nível institucional. Envolve toda a organização; direcionado a longo prazo; 
focaliza o futuro e o destino; ação global e molar. 
Planejamento Tático. 
É o planejamento que abrange cada departamento ou unidade da organização. Suas 
características são: 
• É projetado para o médio prazo, geralmente para o exercício anual. 
• Envolve cada departamento, abrange seus recursos específicos e preocupa-se em 
atingir os objetivos departamentais. 
• É definido no nível intermediário, em cada departamento da empresa. 
Resumo: Nível intermediário; Envolve cada departamento; Direcionado a médio prazo; 
focaliza o mediato. Ação departamental; 
Planejamento Operacional. 
É o planejamento que abrange cada tarefa ou atividade específica. Suas características 
são: 
• É projetado para o curto prazo, para o imediato. 
• Envolve cada tarefa ou atividade isoladamente e preocupa-se com o alcance de 
metas específicas. 
• É definido no nível operacional, para cada tarefa ou atividade. 
Resumo: Nível operacional; Envolve cada tarefa ou atividade; direcionado a curto 
prazo; focaliza o imediato, o presente; ação específica e molecular. 
Mitzberg - “Estratégia é uma força mediadora entre a organização e o seu meio 
envolvente: um padrão no processo de tomada de decisões organizacionais para fazer 
face ao meio envolvente”. 
 
 
 
 
 
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Porter - “Estratégia competitiva são as ações ofensivas ou defensivas paracriar 
uma posição defensável numa indústria, para enfrentar com sucesso as forças 
competitivas e assim obter um retorno maior sobre o investimento. 
 
 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 
 
O planejamento estratégico relaciona-se com objetivos de longo prazo e com 
estratégias e ações para alcançá-los que afetam a empresa como um todo, 
enquanto o planejamento tático relaciona-se a objetivos de mais curto prazo e com 
estratégias e ações que, geralmente, afetam somente parte da empresa. 
Já segundo o autor Maximiano, um processo de planejamento estratégico é uma 
sequência de análises e decisões que compreende as etapas: 
1) Análise da situação estratégica presente na organização - Onde estamos? Como 
chegamos aqui? 
2) Análise do ambiente externo - Quais são as oportunidades e ameaças do 
ambiente? 
3) Análise do ambiente interno - Quais os pontos fortes e fracos dos sistemas 
internos da organização? 
4) Definição do plano estratégico - Para onde devemos ir? O que devemos fazer 
para alcançar os objetivos? 
A primeira atividade do processo de planejamento estratégico, segundo os autores 
Idalberto Chiavenato e Arão Sapino, consiste em refletir sobre a intenção 
estratégica da organização em torno de algumas questões centrais e básicas 
apresentados nos itens 1 a 6 a seguir. 
1) MISSÃO ORGANIZACIONAL - é a declaração do propósito e do alcance da 
organização em termos de produto e de mercado. Deve partir do pressuposto de 
que a organização como um todo se compromete com essa missão. Ela 
corresponde à causa pela qual se deve lutar, a razão de ser da organização. 
 
 
 
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Qual é o negócio da organização? A missão organizacional representa a razão 
de existência da empresa. 
2) VISÃO ORGANIZACIONAL - é a imagem com a qual a organização se vê no 
futuro. É a explicação do por que, diariamente, todos se levantam e dedicam a 
maior parte dos seus dias ao sucesso da organização onde trabalham, investem 
ou fazem negócios. Como o negócio da organização será no futuro? A visão é a 
forma através do qual a empresa se vê no futuro; onde ela quer estar; como ela 
quer ser vista e reconhecida; o que ela pretende vir a ser. 
 
EX: Visão da Receita Federal do Brasil Ser uma instituição de excelência em administração 
tributária e aduaneira, referência nacional e internacional 
 
3) VALORES ORGANIZACIONAIS - correspondem aos atributos e às virtudes 
prezados pela organização, como a prática da transparência, respeito à 
diversidade, cultura para a qualidade ou respeito ao meio ambiente. O que é 
importante para a organização. 
4) STAKEHOLDERS OU PÚBLICOS DE INTERESSE - são pessoas, grupos ou 
organizações capazes de influenciar ou ser influenciados pelos resultados 
estratégicos alcançados e participam direta ou indiretamente do sucesso do 
negócio, contribuindo de alguma forma para o negócio, esperando retornos 
dessa contribuição. Referem-se a todos os envolvidos em um processo, como 
acionistas, clientes, funcionários, investidores, fornecedores, comunidade em 
torno, entre outros. 
5) PROPOSTA DE VALOR - Quais são os clientes e o que eles consideram valioso 
na organização, em seus produtos e serviços? 
6) OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS - A missão organizacional e a visão de 
negócios são eficazes na medida em que são associados objetivos claros e 
explícitos a serem alcançados ao longo do tempo. O objetivo organizacional é 
uma situação desejada que a organização deseja alcançar. Quais são os 
resultados esperados da organização? 
 
 
 
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Análise do Ambiente 
Compõem seus ambientes o externo e o interno; seu estado de ser e agir no ambiente 
interno está intimamente ligado ao ambiente externo com maior poder de atuação 
frente às organizações. 
Veja agora, de forma mais detalhada, cada uma delas: 
 
 Escola Ambiental: 
• A estratégia organizacional funciona como um processo reativo às forças 
ambientais. 
• A organização deve localizar o nicho ecológico (mercado) no qual possa 
competir com outras organizações. 
• O ambiente é o agente central no processo de geração da estratégia. 
• A organização é o elemento passivo que deve reagir às forças ambientais ou 
será eliminada. 
• A liderança na organização deve ser capaz de dar uma resposta estratégica a 
essas pressões ambientais, ou seja, deve saber ler e interpretar o ambiente e 
garantir uma adaptação adequada. 
Escola do Design: É a abordagem mais influente da estratégia organizacional. 
A formulação da estratégia é um processo focado em objetivos definidos. A 
responsabilidade pela estratégia pertence ao executivo principal (estrategista). O 
processo de definição da estratégia se baseia no Mapeamento Ambiental 
(oportunidades e ameaças) e na Avaliação Interna da organização (forças e 
fraquezas), processos que culminam com a criação de uma tabela comparativa 
conhecida por análise FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) ou 
tabela SWOT (Strengths, Weakness, Opportunities e Ehreats). Conheça essa 
análise muito utilizada nas organizações. 
 
 
 
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Analise de Swot 
 
A análise SWOT é uma ferramenta que contribui para o estudo da competitividade de 
uma organização segundo quatro variáveis, sendo elas: Strenghts, Weaknesses, 
Opportunities e Threats. 
Pontos fortes e Pontos Fracos Oportunidades e Ameaças 
AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNO 
A análise SWOT permite uma sistematização de todas as informações disponíveis e 
assim realizar uma leitura mais clara de como a empresa reagirá mediante as 
necessidades atuais do mercado. 
Análise ambiental (ambiente externo). 
A análise ambiental refere-se ao exame das condições e variáveis ambientais, suas 
perspectivas atuais e futuras, as coações e restrições, os desafios e contingências, as 
oportunidades e brechas percebidas no contexto ambiental que envolve a organização. 
Significa o mapeamento do macroambiente e do ambiente de tarefa da organização 
(também chamado microambiente). O ambiente externo pode ser dividido em micro e 
macroambiente. 
• OPORTUNIDADES: São as variáveis externas e não controláveis pela empresa, que 
podem criar condições favoráveis para a empresa, desde que a empresa tenha 
condições e/ou interesse de usufruí-las. 
 
 
 
 
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 • AMEAÇAS: São as variáveis externas e não controláveis pela empresa que podem 
criar condições desfavoráveis para a mesma. 
Análise Organizacional (ambiente interno) 
A análise organizacional refere-se ao exame INTERNO das condições atuais e futuras 
da organização, seus recursos disponíveis e necessários (incluindo tecnologia), 
potencialidade e habilidades, forças e fraquezas da organização, sua estrutura 
organizacional,suas capacidades e competências. 
A análise organizacional leva em conta o que a organização produz (produtos ou 
serviços), como ela produz (qualidade, custo, produtividade), para quem ela produz, 
com o que ela produz ( tecnologia pessoal, recursos próprios ou de terceiros, 
fornecedores) para se ter uma idéia clara das suas vantagens competitivas e de como 
utilizá-las melhor. Na verdade, a análise organizacional busca a localização dos fatores 
críticos de sucesso da organização. 
• PONTOS FORTES: São as variáveis internas e controláveis que propiciam uma 
condição favorável para a empresa, em relação a seu ambiente. 
• PONTOS FRACOS: São as variáveis internas e controláveis que provocam uma 
situação desfavorável para a empresa, em relação a seu ambiente. 
 
TIPOS DE ESTRATÉGIAS 
O executivo poderá escolher determinado tipo de estratégia que seja o mais adequado, 
tendo em vista sua capacitação e o objetivo estabelecido. Entretanto, deverá estar 
ciente de que a escolha poderá nortear seu desenvolvimento por um período de tempo 
que poderá ser longo. As estratégias podem ser estabelecidas de acordo com a 
situação da empresa; 
1- Sobrevivência, 2- manutenção, 3- crescimento 4- desenvolvimento. 
 
 
 
 
 
 
 
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Estratégia de Sobrevivência 
Este tipo de estratégia deve ser adotado pela empresa quando não existe alternativa, 
ou seja, apenas quando o ambiente e a empresa estão em situação inadequada ou 
apresentam perspectivas caóticas (alto índice de pontos fracos internos e ameaças 
externas). 
Os tipos que se enquadram na situação de estratégia de sobrevivência são:Redução 
de custos; Desinvestimentos ; Liquidação de Negócio. 
 
Estratégia de Manutenção 
Neste caso, a empresa identifica um ambiente com predominância de ameaças; 
entretanto, ela possui uma série de pontos fortes (disponibilidade financeira, recursos 
humanos, tecnologia etc.) acumulados ao longo do tempo, que possibilitam ao 
executivo, além de querer continuar sobrevivendo, também manter sua posição 
conquistada até o momento. Para tanto, deverá sedimentar e usufruir, ao máximo, seus 
pontos fortes, tendo em vista, inclusive, minimizar seus pontos fracos, bem como 
maximizar os pontos fracos da concorrência e evitar ou minimizar a ação de seus 
pontos fortes. Diante desse panorama, a empresa pode continuar investindo, embora 
de maneira moderada. Portanto, a estratégia de manutenção é uma postura preferível 
quando a empresa está enfrentando ou espera encontrar dificuldades, e a partir dessa 
situação prefere tomar uma atitude defensiva diante das ameaças. A estratégia de 
manutenção pode apresentar-se de três formas: Estabilidade; Nicho ;Especialização. 
 
 
 
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Estratégia de Crescimento 
Nesta situação, embora a empresa tenha predominância de pontos fracos, o ambiente 
está proporcionando situações favoráveis que podem transformar-se em 
oportunidades, quando, efetivamente, é usufruída a situação favorável pela empresa. 
Normalmente, o executivo procura, nesta situação, lançar novos produtos, aumentar o 
volume de vendas etc. Algumas das estratégias inerentes à postura de crescimento 
são: Inovação ;Internacionalização;Joint venture; Expansão. 
 
Estratégia de Desenvolvimento 
Neste caso, a predominância é de pontos fortes e de oportunidades. Diante disso, o 
executivo deve procurar desenvolver sua empresa. Portanto, o desenvolvimento da 
empresa se faz em duas direções principais. Podem-se procurar novos mercados e 
clientes, diferentes dos conhecidos atualmente, ou novas tecnologias, diferentes 
daquelas que a empresa domina. A combinação desses dois eixos (mercadológico e 
tecnológico) permite ao executivo construir novos negócios no mercado. A empresa 
aparece como multidivisionada em empreendimentos diversos e assume 
frequentemente, a forma de conglomerado dirigido a partir de uma empresa holding. 
O desenvolvimento pode assumir uma ou mais das seguintes conotações: De 
mercado; De produtos ou serviços; Financeiro; De Capacidade; De Estabilidade; 
Diversificação (horizontal, concêntrica, conglomerada ou mista). 
 
Escola do Posicionamento (modelo do Boston Consulting Group – BCG): 
A Escola do Posicionamento parte da premissa de que a organização precisa ter um 
portfólio de produtos com diferentes taxas de crescimento e diferentes participações no 
mercado. Esse portfólio deve ser equilibrado e integrado, de modo a aproveitar 
oportunidades de crescimento, ou seja, produtos nos quais se deve investir e que 
gerem caixa (todo produto deve vir a ser um gerador de caixa, caso contrário, não terá 
valor para a organização). Observe os tipos de portfólio: 
 
 
 
 
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MATRIZ BCG 
 
Escola do Posicionamento (modelo de Michael Porter de análise competitiva e estratégica genérica): 
Agora, é necessário definir-se um plano para se atingir as metas estabelecidas, ou 
seja, a empresa precisa de uma formulação de estratégias para serem implantadas. 
Embora muitos tipos de estratégias estejam disponíveis, Michael Porter resumiu-as em 
três tipos genéricos que fornecem um bom ponto de partida para o pensamento 
estratégico: liderança total em custos, diferenciação e foco. 
As empresas manobram para conquistar posição no mercado. Elas podem atacar umas 
às outras ou concordar tacitamente em coexistir, até formando alianças entre si. Como 
você já sabe, para garantir seu bom desempenho, a empresa deve optar por uma 
estratégia. As estratégias genéricas de Porter são: 
» Liderança em custo: visa à produção de baixo custo; economia em escala e 
monitoração dos custos operacionais (downsizing - diminuição dos níveis de decisão 
dentro da organização; gestão da qualidade) são atividades importantes. 
» Diferenciação: envolve o desenvolvimento de produtos ou serviços únicos, com base 
na lealdade à marca. A empresa pode oferecer qualidade mais alta, melhor 
desempenho ou demais características exclusivas. 
 
 
 
 
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» Foco: o escopo estreito atende segmentos de mercado definidos e estreitos. A 
empresa pode focalizar grupos de clientes, linhas de produtos ou mercados 
geográficos. 
Porter introduziu o conceito de cadeia de valor, defendendo que as organizações 
alcançam margens de lucro baseadas na forma como essa cadeia de valor é 
gerenciada. Diante disso, ele sugere que a organização pode ser desdobrada em 
atividades primárias e atividades de suporte. 
 
 
 
 Atividades primárias Atividades suporte 
Estão diretamente envolvidas no fluxo de produtos até o cliente, e 
incluem logística de entrada (recebimento, armazenagem...),operações (ou transformações), logística de saída (processamento de 
pedidos, distribuição física...), marketing, vendas e serviços 
(instalação, assistência técnica...). 
Apoiam as atividades primárias, e incluem: suprimento, 
desenvolvimento tecnológico, gestão de recursos humanos e provisão 
da infraestrutura da organização, incluindo finanças, contabilidade... 
 
Porter identifica cinco forças no ambiente que influenciam a concorrência, assim como 
a estrutura do mercado no qual as organizações operam. Elas são: 
• Ameaça de novos entrantes; 
• Poder de barganha dos fornecedores; 
• Poder de barganha com os clientes; 
 
 
 
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• Ameaça de produtos substitutos; 
• Intensidade da rivalidade entre as organizações. 
 
 
 
1. AMEAÇA DE NOVOS ENTRANTES - novo entrante é considerado uma organização 
que ingressa no mercado, trazendo ameaças às organizações existentes. Com o 
objetivo de barrar o ingresso de novos entrantes, as organizações utilizam barreiras de 
entradas, tais como: 
• Economias de escala - quanto maior a quantidade de um produto fabricado, menor 
serão os custos de fabricação de cada unidade. 
2.PODER DE BARGANHA DOS FORNECEDORES - Um grupo de fornecedores é 
considerado poderoso, com poder de barganha, quando: 
• É constituído por um pequeno número de grandes organizações fornecedoras 
altamente concentradas. 
• Não há produtos substitutos satisfatórios para o setor. 
• As organizações não são consideradas clientes importantes para o grupo fornecedor. 
• Os artigos do fornecedor são essenciais ao êxito do comprador no mercado. 
• Os fornecedores representam uma ameaça de integrar-se para assumir a frente no 
setor dos compradores (um produtor de roupas pode optar por operar seus próprios 
canais de varejo). 
 
 
 
 
 
 
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3.PODER DE BARGANHA DOS COMPRADORES - o cliente ou grupo de 
compradores tem poder de barganha quando: 
• Está adquirindo grande parte do total da produção do setor. 
• O produto adquirido responde por uma parcela significativa dos custos do comprador. 
• Os produtos da indústria não são diferenciados ou padronizados. 
• O comprador pode apresentar uma ameaça concreta de integração para trás. A 
indústria automobilística está oferecendo um serviço de vendas nacionais on-line para 
oferecer serviços adicionais ao cliente. 
4.AMEAÇA DE PRODUTOS SUBSTITUTOS - Produtos substitutos são os diferentes 
bens ou serviços que vêm de fora do setor e que desempenham as mesmas funções 
de um produto fabricado no setor. É o caso de recipientes plásticos no lugar de potes 
de vidro, sacos de papel em vez de sacos plásticos, chá substituindo café, entre outros. 
5.INTENSIDADE DA RIVALIDADE ENTRE OS CONCORRENTES - Em cada setor, há 
organizações que concorrem ativamente para alcançar competitividade estratégica. Os 
fatores influenciadores da intensidade da rivalidade entre as organizações são: 
• Concorrentes numerosos ou igualmente equilibrados. 
• Crescimento lento do setor. • Custos fixos elevados. 
• Capacidade aumentada em grandes incrementos. 
• Concorrentes divergentes em termos de metas e estratégias. 
• Apostas estratégicas elevadas. 
• Barreiras de saída elevadas envolvendo ativos especializados. 
A análise das cinco forças de Porter deve indicar algumas conclusões, como por 
exemplo: 
• Em quais indústrias entrar (ou sair)? Os gerentes devem investir em indústrias onde 
as cinco forças trabalham a seu favor e evitar ou reduzir o investimento em mercados 
onde as forças sejam fortemente contrárias. 
• Qual influência pode ser exercida? As organizações podem, por exemplo, criar 
barreiras de entrada ao aumentar o gasto em publicidade a fim de aumentar a lealdade 
 
 
 
 
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 do cliente. Podem adquirir concorrentes para diminuir a rivalidade e aumentar o poder 
sobre fornecedores ou compradores. 
• Como os competidores são afetados de maneiras diferentes? Se as barreiras ficam 
mais altas, por exemplo, pelo aumento dos gastos em P&D ou em publicidade, os 
atores menores na indústria talvez não sejam capazes de seguir os maiores e acabam 
postos para fora. 
É fundamental destacar que, embora tenha sua origem no setor privado, a análise das 
cinco forças pode também proporcionar conclusões importantes para o setor público. 
As forças podem ser usadas, por exemplo, para ajustar a oferta de serviços ou o foco 
em assuntos estratégicos. Dessa forma, pode valer a pena transferir a iniciativa 
administrativa de uma área com serviços demasiados para outra com menos rivalidade, 
na qual as organizações possam realizar algo de maior relevo. Da mesma forma, as 
estratégias podem ser usadas para diminuir a dependência de fornecedores muito 
poderosos e dispendiosos, como as empresas de energia ou as profissões altamente 
especializadas. 
Portanto, na Teoria da Contingência, verifica-se que não existe um único e melhor jeito 
de organizar a empresa. Nesse sentido, a Teoria da Contingência representa um passo 
além da Teoria dos Sistemas em Administração. Ela dá ênfase no ambiente e na 
estrutura empresarial, além de postular diferentes estruturas organizacionais 
necessárias para colocar em prática variadas estratégias e enfrentar diferentes tipos de 
ambiente. 
3.PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS DA ADMINISTRAÇÃO 
As contínuas mudanças ocorridas nos mercados e nas organizações geram 
necessidade e dinâmica por parte das organizações, revendo seus conceitos e 
modelos. ―Uma revisão dos numerosos modelos de processos que têm sido propostos 
na literatura de administração indica que o termo processo vem sendo usado sob 
diferentes perspectivas‖ (ANDRADE; AMBONI, 2009, p. 201). Para entendermos 
melhor estas mudanças, faz-se necessário conhecer os conceitos de processos. 
Acompanhe o quadro a seguir, nele são criadas etapas para esta definição. 
 
 
 
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1ª Definição Processo Em termos do modelo input-processo-output, a 
primeira etapa procura utilizar um processo lógico 
para explicar a relação causal entre entradas 
(variáveis independentes) e os resultados 
(variáveis dependentes). 
2ª Definição Processo A definição do processo está relacionada a uma 
categoria de conceitos de ações individuais e/ou 
organizacionais. 
3ª Definição Processo Destaca a sequência de eventos ou atividades que 
descrevem como as coisas mudam no tempo ou 
representam um padrão de transição cognitiva em 
relação a uma entidade. 
 
A Gestão por Processo pode ser entendida como um ―Sistema ou Modelo de Gestão 
Organizacional‖ orientado para gerir a organizações com foco nos processos. Uma 
organização, ao adotar um sistema ou modelo desse tipo, precisa, inicialmente,pensar 
em sua melhor forma de fazer negócios, levando em consideração os processos 
críticos do seu negócio e, com base neles, procurar identificar, mapear, analisar, 
documentar e melhorar continuamente tais processos. 
Um Modelo de Gestão Organizacional possibilita a visualização, o entendimento e 
administração da organização como ―um todo‖, tal como um sistema completo e 
integrado. Por conseguinte, a principal preocupação deve ser com os processos do seu 
core business e não apenas com alguns dos seus processos. Para que isto seja 
possível, todos os processos críticos precisam fazer parte desse modelo ou sistema. 
Falar em processos é quase sinônimo de falar em eficiência, redução de custos e 
qualidade, por isso é recorrente na agenda de qualquer executivo. O atual dinamismo 
das organizações, aliado ao peso cada vez maior que a tecnologia exerce nos 
negócios, vem fazendo com que o tema processos e, mais recentemente, gestão por 
processos (Business Process Management, ou BPM) seja discutido e estudado com 
 
 
 
 
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crescente interesse pelas empresas. Os principais fatores que tem contribuído para 
essa tendência são: 
Aumento da demanda de mercado vem exigindo desenvolvimento e lançamento de 
novos produtos e serviços de forma mais ágil e rápida. 
• Com a implantação de Sistemas Integrados de Gestão, os chamados ERPs, existe a 
necessidade prévia de mapeamento dos processos. Entretanto é muito comum a falta 
de alinhamento entre processos, mesmo depois da implantação sistema. 
• As regras e procedimentos organizacionais se mostram cada vez mais desatualizados 
devido ao ambiente de constante mudança. Em tal situação erros são cometidos ou 
decisões são postergadas por falta de uma orientação clara. 
• Maior frequência de entrada e saída de profissionais (turnover) tem dificultado a 
gestão de conhecimento e a documentação das regras de negócio, gerando como 
resultado maior dificuldade como na integração e treinamento de novos colaboradores. 
Os efeitos destas e outras situações têm levado um número crescente de empresas a 
buscar uma nova forma de gerenciar seus processos. Muitas começam pelo 
desenvolvimento e revisão das normas da organização ou ainda pelo mapeamento de 
processos. Entretanto, fazer isso de imediato é colocar o ―carro na frente dos bois‖. Em 
vez disso, o ponto de partida inicial é identificar os processos relevantes e como devem 
ser operacionalizados com eficiência. Questões que podem ajudar nesta análise são: 
* Qual o dimensionamento de equipe ideal para a execução e o controle dos 
processos? 
* Qual o suporte adequado de ferramentas tecnológicas? 
* Quais os métodos de monitoramento e controle do desempenho a serem utilizados? 
* Qual é o nível de integração e interdependência entre processos? 
A resposta a essas questões representa a adoção de uma visão abrangente por parte 
da organização sobre os seus processos e de como estão relacionados. Essa ―visão‖ é 
o que chama de uma abordagem de BPM. Sua implantação deve considerar no mínimo 
cinco 5 diferentes passos fundamentais: 
 
 
 
 
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1. Tradução do negócio em processos: É importante definir quais são os processos 
mais relevantes para a organização e aqueles que os suportam. Isso é possível a partir 
do entendimento da Visão Estratégica, como se pretende atuar e quais os diferenciais 
atuais e desejados para o futuro. Com isso, é possível construir o Mapa Geral de 
Processos da Organização. 
2. Mapeamento e detalhando os processos: A partir da definição do Mapa Geral de 
Processos inicia-se a priorização dos processos que serão detalhados. O mapeamento 
estruturado com a definição de padrões de documentação permite uma análise de todo 
o potencial de integração e automação possível. De forma complementar são 
identificados os atributos dos processos, o que permite, por exemplo, realizar estudos 
de custeio das atividades que compõe o processo, ou ainda dimensionar o tamanho da 
equipe que deverá realizá-lo. 
3. Definição de indicadores de desempenho: O objetivo do BPM é permitir a gestão dos 
processos, o que significa medir, atuar e melhorar! Assim, tão importante quanto 
mapear os processos é definir os indicadores de desempenho, além dos modelos de 
controle a serem utilizados. 
4. Gerando oportunidades de melhoria: A intenção é garantir um modelo de 
operação que não leve a retrabalho, perda de esforço e de eficiência, ou que gere altos 
custos ou ofereça riscos ao negócio. Para tal é necessário identificar as oportunidades 
de melhoria, que por sua vez seguem quatro alternativas básicas: incrementar, 
simplificar, automatizar ou eliminar. Enquanto que na primeira buscasse o ganho de 
escala, na última busca-se a simples exclusão da atividade ou transferência da mesma 
para terceiros. 
5. Implantando um novo modelo de gestão: O BPM não deve ser entendido como 
uma revisão de processos. A preocupação maior é assegurar melhores resultados e 
nesse caminho trata-se de uma mudança cultural. É necessária maior percepção das 
relações entre processos. Nesse sentido, não basta controlar os resultados dos 
 
 
 
 
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processos, é preciso treinar e integrar as pessoas visando gerar fluxo de atividades 
mais equilibrado e de controles mais robustos. 
 
Técnicas de mapeamento, análise e melhoria de processos. O mapeamento de 
processos consiste basicamente na captura dos fluxos de informações, materiais e 
trabalho ao longo dos processos, e registrá-los de forma que possam ser entendidos 
por outras pessoas interessadas em seu conhecimento. O mapeamento de processos 
fornece uma visão geral para identificar, documentar, analisar e desenvolver melhorias. 
Mostra como as entradas, saídas e tarefas estão relacionadas e inclui os principais 
passos dos processos. (e.g. resultado produzido, quem desempenhou os passos e 
onde podem ocorrer problemas). 
A análise dos processos com o uso mapas ajuda a melhorar a satisfação dos clientes 
com a identificação de ações para reduzir o ciclo de produção, eliminar defeitos, reduzir 
custos, eliminar passos que não agregam valor e incrementar a produtividade. Os 
modelos explícitos dos processos são facilmente modificados porque os 
administradores não técnicos podem entendê-los facilmente. Além disso, os modelos 
fornecem uma base para a colaboração entre os gerentes responsáveis por diferentes 
partes de um processo. 
Alguns autores definem mapeamento de processos como sendo a construção de 
modelos que mostra as relações entre as atividades, as pessoas, os dados e os 
objetos envolvidos na produção de um específico resultado. Sendo que, os objetos ou 
artefatos tratam-se dos produtos, equipamentos e ferramentas utilizados na sua 
produção. Afirma ainda que, a razão pela qual os métodos de mapeamento são tão 
difundidos hoje é que tais modelos podem ser úteis, e relativamente baratos, em 
descrições que podem levar a melhorias ou redesenhos dos processos.Se Deus encheu tua vida de obstáculos, é porque ele acredita na tua capacidade de passar por 
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4.TEORIA DO DESENVOLVIMENTO 
A partir de 1962 surge a abordagem do Desenvolvimento Organizacional – DO – 
acompanhando a evolução das teorias organizacionais somado a uma preocupação 
em relação a fomentar ao gestor ferramentas que permitissem avaliar o desempenho 
não apenas da organização, mas também avaliar o desempenho do próprio 
administrador. A Teoria do Desenvolvimento é considerada democrática, participativa e 
voltada para administração de pessoas, sendo que, sua abordagem, recebe influências 
de vários autores, é considerada um desdobramento da Teoria Comportamental em 
direção à Teoria Sistêmica (CHIAVENATO, 2014). 
O surgimento dessa abordagem está vinculado às necessidades constantes e às 
contínuas mudanças que as organizações passam. ―O conceito de DO está relacionado 
com os conceitos de mudança adaptativa da organização, à mudança que ocorre no 
ambiente. Isso levou a um novo conceito de organização e de cultura organizacional‖ 
(CHIAVENATO, 2010, p. 345). 
O desenvolvimento organizacional é um esforço conjunto sempre apoiado pela alta 
direção, visando melhorar os processos de resolução de problemas à administração 
geral e em relação à cultura organizacional. Entende-se que a cultura organizacional ―é 
o conjunto de hábitos, crenças, valores e tradições, interações e relacionamentos 
sociais típicos da organização‖ (CHIAVENATO, 2010, p. 345). 
As organizações podem optar por um programa de DO, porém, vale destacar que o 
programa selecionando deve, principalmente, evidenciar a criação de um senso de 
identificação das pessoas em relação à organização, visando sempre buscar a 
motivação, o comprometimento e compartilhamento de objetivos comuns e o aumento 
de lealdade, além do desenvolvimento do espírito de equipe por meio da integração e 
da interação das pessoas e o aprimoramento da percepção comum sobre o ambiente 
externo a fim de facilitar a adaptação de toda a organização (CHIAVENATO, 2014). 
Listamos, no quadro a seguir, as principais contribuições do DO, na prática da 
administração, verifique com atenção: 
 
 
 
 
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PRINCIPAIS CONTRIBUIÇÕES DO DO NAS PRÁTICAS DA ADMINISTRAÇÃO 
 
Melhor conhecimento das pessoas que trabalham 
nas organizações. 
É algo inquestionável que o desenvolvimento 
profissional das pessoas provoca necessidades 
de mudanças. 
Conhecimento do efeito das mudanças sobre as 
pessoas. 
As mudanças organizacionais podem provocar 
o real efeito sobre as pessoas, conforme é 
esperado, mas a simples expectativa desse 
efeito pode ocasionar resistência. 
Conhecimento das causas das resistências às 
mudanças. 
Embora as causas possam ser as mais variadas 
possível, existem algumas situações que se 
mostram como mais influentes na geração de 
resistências às mudanças nas organizações. 
 
Podemos destacar ainda que ―[...] a abordagem do DO é essencialmente pragmática, 
trabalhando sobre e a partir da realidade organizacional para garantir as mudanças 
desejadas‖. A pesquisa de ação tem por função ―a pesquisa-ação, que é um tipo de 
pesquisa que não se limita a descrever uma situação-problema na organização em 
exame‖ (CARAVANTES; CARAVANTES; KLOECKNER, 2005, p. 188). Bem como o 
método de pesquisa utilizado é de sua relevância. 
O método da pesquisa em ação não tem uma forma rígida, um passo a passo a ser 
seguido. Seu desenvolvimento está diretamente ligado à situação e à organização. 
Assim, os procedimentos e as etapas podem variar. Em geral, esse tipo de pesquisa 
abrange fatos mais delimitados, e seu maior objetivo é produzir novas informações, 
estruturar conhecimentos e delinear ações (CARAVANTES; CARAVANTES; 
KLOECKNER, 2005, p.189). A figura a seguir demonstra a proposta de processos e os 
principais passos de treinamento da pesquisa-ação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5.ABORDAGENS, ECOLOGIA POPULACIONAL, ESCOLHA ESTRATÉGICA E 
DETERMINISMO 
Surgida na década de 1970, com os achados de Hannan e Freeman (1977) publicados 
em The populationecologyoforganizations, a ecologia organizacional veio como uma 
nova forma de entender a mudança organizacional e os fatores ambientais que a 
influenciam — condições políticas, econômicas, sociais, ambientais, etc. (POMPEU 
DOS SANTOS, 2008). Ao contrário das demais teorias voltadas à ciência 
organizacional, ela baseia-se na premissa de que é o ambiente quem determina quais 
organizações sobreviverão ou não, permanecendo aquelas mais adaptadas (CUNHA, 
1993). Tal argumento retira das organizações seu poder de se protegerem quando são 
acometidas pelas mudanças no momento em que elas emergem, uma vez que é o 
ambiente e não a organização quem determina a eficácia organizacional, tornando-a, 
assim, uma teoria determinista (LIMA et al., 2006). 
 
Em contrapartida, embora o poder de ação do gestor seja suprimido em alguns 
aspectos, a utilização dessa teoria traz importantes abordagens que muitas vezes são 
esquecidas, como a forma pela qual as organizações surgem e morrem; os padrões de 
evolução das organizações; as limitações dos gestores na tentativa de mantê-las 
adaptadas; e a inércia organizacional. Isso faz com que a empresa seja vista como 
pertencente a um conjunto de organizações inseridas num ambiente altamente 
complexo e competitivo, o que amplia a visão organizacional de dentro para fora e o 
entendimento dos fatores externos determinantes à sua sobrevivência. Assim, o gestor 
deve ser capaz de lidar com as pressões externas e potencializar suas capacidades 
internas, a fim de garantir o desenvolvimento e a evolução de sua administração 
(CUNHA, 1999). 
A teoria de redes, por sua vez, tem como base o poder de ação dos atores 
organizacionais para traçarem estratégias que resultem numa melhor atuação sob o 
ambiente. O desempenho organizacional é determinada pelas escolhas utilizadas, de 
forma que o sucesso fica condicionado à capacidade de as empresas se auto gerirem. 
 
 
 
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Diante disso, cabe ao estrategista delinear um arranjo organizacional que melhor se 
enquadre nos objetivos preestabelecidos, a fim de aumentar a capacidade de competir 
por meio da força conjunta dos envolvidos, o que tipifica esta teoria como voluntarista, 
dada a ênfase no poder de ação do indivíduo que compõe o sistema de parceria 
formado (LIMA et al., 2006). 
Segundo Rodrigues e Theotôneo (2003), o surgimento das redes pode ser atribuído à 
necessidade de se estabelecer novas formas de competir pautadas na melhora do 
desempenho por meio da união, já que os impactos decorrentes das mudanças no 
mercado podem ser minimizados através da atuação conjunta das organizações para 
gerar força competitiva que as mantenhamativas. Sobre isso, Porter (1989) afirma que 
tanto os fatores internos, oriundos da dificuldade em gerir o próprio negócio e da 
escassez de recursos, quanto os fatores externos, decorrentes das constantes 
mudanças e incertezas ambientais, incidem sobre o crescimento organizacional, de 
forma que a formação de redes pode culminar numa estrutura que minore os impactos 
gerados por esses percalços. 
Dentro dessa perspectiva, as organizações buscam formular ações que as possibilitem 
melhor adaptar suas estratégias à dinâmica de mercado, já que necessitam estar 
preparadas para as possíveis transformações ocorridas no ambiente. Nota-se, por 
conseguinte, que isso ocorre devido ao fato de que algumas mudanças acometem as 
organizações de tal forma, que as varrem do mercado por não estarem suficientemente 
adaptadas para enfrentar o novo contexto apresentado. 
Diante disso, a formação de redes permite maior força competitiva, dadas a diversidade 
de empresas presentes e a estrutura formada, uma vez que o risco passa a ser 
compartilhado e o acesso a recursos facilitado (ALVES; TIERGARTEN; ARAÚJO, 
2008). 
Tais pressupostos fazem com que a teoria de redes e a teoria da ecologia 
organizacional se complementem, uma vez que, ao evidenciar que o ambiente escolhe 
as organizações mais aptas, a ecologia organizacional traz a necessidade de as 
organizações pensarem no ambiente mais atentamente, a fim de se prepararem para 
 
 
 
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quando a mudança vier; o que pode ser conquistado por meio da teoria de redes, que 
torna as organizações mais competitivas, deixando-as mais fortalecidas diante das 
futuras adversidades. O embasamento nos modelos de seleção natural da ecologia 
e/ou natureza está focado nos aspectos estruturais do ambiente. O modelo de ecologia 
populacional busca explicar as mudanças organizacionais a partir da análise da 
natureza e da distribuição dos recursos no ambiente (ANDRADE; AMBONI, 2009). 
A teoria da ecologia organizacional surgiu a partir dos questionamentos de Hannan e 
Freeman (1977) acerca da existência de variados tipos de organizações. Suas 
perspectivas advinham de dois aspectos principais, a análise transorganizacional, na 
qual expunham uma reflexão pautada no conjunto de populações, teoricamente 
sensíveis às mesmas oportunidades e ameaças advindas do ambiente, e a inserção da 
ecologia nos estudos organizacionais, com o intuito de apresentar a mudança como um 
processo decorrente da variação, seleção e retenção (CALDAS; CUNHA, 2005). 
Sua origem parte da teoria de Darwin sobre a seleção das espécies, a qual crê na ideia 
de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural, ou seja, a 
partir das mudanças ocorridas no ambiente ocorre a seleção de algumas espécies que 
estão aptas ao novo ambiente, assim como as espécies menos aptas podem até 
desaparecer. Composta por três estágios ―a variação, seleção e retenção constituem 
um modelo geral de mudança organizacional para explicar como as estruturas 
organizacionais são criadas, sobrevivendo ou falindo, e difundidas por toda a 
população‖ (ANDRADE; AMBONI, 2009, p. 204). 
Diante de todos esses aspectos, percebe-se que o ambiente é então considerado o 
fator determinante ao sucesso organizacional, de forma que cabe a ele decidir qual 
empresa alcançará bons resultados e quais terão seu desempenho minorado. Nessa 
perspectiva, utiliza-se o conceito de seleção natural de Charles Darwin, de que o mais 
apto sobrevive, com ênfase na relação ambiente-organização por meio de cocriação, 
em que um é recriado pelo outro. Dentro dessa abordagem, as pressões ambientais 
fazem emergir diferentes formas organizacionais, dadas as diferentes respostas 
conduzidas por elas. 
 
 
 
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Em meio a essa variedade são selecionadas apenas aquelas que melhor se ajustam às 
necessidades impostas pelo ambiente e, em sequência, as organizações selecionadas 
são preservadas, duplicadas e reproduzidas, até serem acometidas por outro processo 
de mudança que as façam repetir este ciclo (SILVA; SCHOEDER; HOFFMANN, 2009). 
Elas continuam competindo em diferentes nichos, com diferentes recursos e empresas, 
coexistindo num ambiente altamente acirrado (BALSINI; SILVEIRA; RAMBO, 2005). 
Sendo assim, os recursos dispostos no ambiente, no contexto da ecologia 
organizacional, seriam fatores determinantes à sobrevivência das empresas, uma vez 
que eles farão com que as organizações compitam entre si em busca de sua 
sobrevivência (MARTINS; BATAGLIA, 2010). 
Em resumo, a perspectiva da ecologia populacional está pautada sob a ótica de que a 
mudança e a variação sofridas no ambiente irão gerar uma seleção natural do indivíduo 
ou da organização, permanecendo ou sobrevivendo somente aquele que melhor se 
adaptar a este novo ambiente, ocorrendo desta forma uma seleção natural, em que 
sobrevivem os indivíduos ou organizações que mais rápido conseguem adaptar-se aos 
novos cenários. 
Aldrich e Pfeffer (1976 apud GOHR; SANTOS, 2004) afirmam que as empresas são 
influenciadas por pressões que determinam quais características organizacionais estão 
condizentes com aquilo que o ambiente requer. Nesse âmbito estão às pressões 
inerciais, relacionadas com a pouca capacidade que as empresas têm de se adaptar, 
decorrente da dificuldade de mudar e da tendência de continuar com as mesmas 
características; as pressões internas, representadas por investimentos em estrutura, 
equipamentos, mão de obra especializada, informações, políticas internas e sua 
história; e as pressões externas, relacionadas às barreiras legais, fiscais, informações 
externas, criação de legitimidade e estabelecimento de estratégias competitivas 
(ALDRICH; PFEFFER, 1976, apud GOHR; SANTOS, 2004). 
Diante de tais influências, conforme Cunha (1999), a ecologia organizacional afirma 
que só sobrevivem aquelas empresas que já estão adaptadas para enfrentar estas 
 
 
 
 
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adversidades. Assim, é o ambiente quem escolhe quais empresas sobreviverão e que 
tipos de empresas serão disseminadas no mercado. 
Componentes Definições e pressupostos 
Organização Reunião de componentes organizacionais alinhados em prol de um objetivo. Nesse 
percurso as organizações consomem recursos limitados e por isso competem, tentando 
obter do meio insumo suficiente para sua sobrevivência (BALSINI; SILVEIRA; RAMBO, 
2005) 
Cadeia Conjunto de organizações com necessidades diferenciadas e complementares, as quais 
interagem entre si e trocam informações (HANNAN; FREEMAN, 1977). 
 
Comunidade 
Conjunto de populações organizacionais integradas que apresentam atividades distintas, 
embora convivam no mesmo ambiente. As relações presentes dentro desse contexto são 
instáveis, dadas a própria característica de heterogeneidade e a dinâmica decorrente das 
trocas estabelecidas, de maneira que as organizações surgem e desaparecem 
constantemente (HANNAN; FREEMAN,1977). 
População Todas as organizações com características e atividades semelhantes, ou formas comuns 
(PALMAKA, 2011). 
Ambiente Local em que as organizações competem em prol de sua sobrevivência e no qual emergem 
forças que impactam sob seu desempenho e que determinarão quais organizações estão 
mais adaptadas a essa dinâmica (CUNHA, 1999). 
Sistema Aberto Sistemas orgânicos que estão em constante troca com o meio ambiente (HANNAN; 
FREEMAN, 1977). 
Entropia Processo de deterioração no qual as organizações caminham no decorrer do tempo 
(DIMAGGIO; POWELL, 1983) 
Entropia 
Negativa 
Tentativa dos sistemas de se renovarem, importando energia de outras partes de sua 
estrutura para outras que estejam sofrendo o efeito entrópico. Essa característica denota a 
tentativa das empresas se manterem no mercado (DIMAGGIO; POWELL, 1983) 
Isomorfismo Homogeneização, padronização organizacional, visando uniformizar sua atuação de 
acordo com as exigências de mercado e acompanhar as mudanças. Pode ocorrer de três 
modos (DIMAGGIO; POWELL, 1983): normativo: identificado pela especialização do 
 
 
 
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trabalho e ocupação de funções técnicas e administrativas; mimético: em que ocorre a 
imitação de estratégias, estruturas, tecnologias, sistemas produtivos, produtos, serviços e 
práticas administrativas; coercivo: oriundo de pressões formais e informais sofridas pelas 
organizações, em que são obrigadas a adotar um determinado padrão competitivo na 
tentativa de sobreviverem. 
 
Homeostase Designa a capacidade de as organizações se autorregularem e buscarem manter um estado 
de equilíbrio. Dentro desse aspecto se encontram dois importantes pressupostos (LIMA et 
al., 2006): inércia das organizações: referente à lentidão com que as organizações 
respondem às mudanças, seja por resistência interna ou dificuldade de adaptação externa 
(PALMAKA, 2011); ciclo de vida: condizente com o princípio de que as organizações, 
como seres vivos que são, nascem, crescem, amadurecem e morrem, podendo, porém, se 
renovar e repetir o ciclo, estando nessa capacidade parte da explicação do fracasso e 
sucesso das organizações (LIMA et al., 2006). 
Diversidade Variedade encontrada de populações e comunidades interagindo no ambiente e sendo 
constantemente influenciadas pelo nascimento e morte de organizações (PALMAKA, 
2011). 
 
Essas colocações fazem, portanto, emergir um novo tipo de gestor, capaz de catalisar 
as influências externas e transformá-las em positividades (MARTINS; BATAGLIA, 
2010). Desse modo, ao conhecer a forma pela qual as organizações interagem com o 
meio, o tomador de decisão pode direcionar a organização a uma estrutura que permita 
transformar as adversidades a seu favor, tendo em vista que as empresas estão 
previamente adaptadas para isso. 
 
5.1 TEORIA DE REDES 
A teoria de redes tem como foco central a identificação e compreensão de um conjunto 
de nós ou atores (pessoas ou organizações) ligados por rela- ções sociais de tipos 
específicos que possuem força, conteúdo, densidade e que se caracterizam como 
―redes‖ (GRANOVETTER, 1973; CUNHA; PASSADOR; PASSADOR, 2011). Os 
 
 
 
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estudos sobre a teoria de redes passaram a ser fortemente explorados dentro do 
campo organizacional a partir da década de 1980 (ALVES; TIERGARTEN; ARAÚJO, 
2008), embora já existissem importantes trabalhos que auxiliaram a tecer essa teoria, 
como o de Simmel (1955), que discute a variedade de grupos sociais dos quais o 
indivíduo faz parte, e o de Granovetter (1973), voltado aos relacionamentos dos 
indivíduos como forma de auxiliá-los na busca por ocupação. 
Tais estudos foram conduzidos dentro de algumas correntes teóricas (BALESTRIN; 
ARBAGE, 2007). Assim, no campo da Economia Industrial, a eficiência das redes foi 
atribuída aos custos de produção envolvidos cuja interação permitiria a formação de 
economias de escala, de escopo, de experiência e de especialização que culminariam 
em resultados melhores a um custo menor (ECCLES, 1981, apud BALESTRIN; 
ARBAGE, 2007); no da Estratégia Interorganizacional, as redes se formariam em 
virtude da busca por vantagens competitivas que levassem seus participantes a um 
melhor posicionamento de mercado (MARCON; MOINET, 2000); no da Teoria da 
Dependência de Recursos, a escassez de recursos levaria as organizações a se 
unirem a fim de melhor aproveitá-los (PFEFFER; SALANCIK, 1978); no das Redes 
Sociais, a ênfase está na posição dos atores, uma vez que a influência exercida 
determina os relacionamentos formados na rede (BURT, 1992); na Teoria Institucional, 
a busca por legitimação poderia ser alcançada pela formação em redes, já que tal 
configuração confere maior força competitiva e atuação no mercado, melhorando, por 
vezes, a imagem social formada (DIMAGGIO; POWELL, 1983); e no das Teorias 
Críticas Marxistas, as redes são consideradas ferramentas utilizadas pela elite para 
dominar a sociedade, já que as empresas participantes conseguem deveras captar 
forças que as permitem influenciar o mercado (PERUCCI; POTTER, 1989). 
Em relação aos seus componentes principais, Britto (1999) expõe que são quatro: os 
nós, compostos pelas empresas participantes da rede; as posições, nas quais cada 
integrante tem um papel definido; os elos, constituídos da interdependência existente 
entre as empresas da rede, de modo que quanto mais relacionadas umas as outras, 
mais forte é o elo entre elas; e os fluxos, sendo eles tangíveis e intangíveis, ou seja, 
 
 
 
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referentes às informações, recursos, estratégias, aprendizado, capital, materiais, 
pessoas, produtos, dentre outros, que fluem em decorrência da rede formada. 
Sendo assim, de acordo com Castells (1999), as redes podem ser relacionadas com 
um conjunto de nós interconectados; de modo que Marcon e Moinet (2000) afirmam 
serem constituídas de pessoas ou organizações conectadas entre si. Nesse sentido, no 
campo dos estudos organizacionais, há as redes interorganizacionais, referentes ao 
conjunto de empresas interligadas. Sendo elas: 
•Redes verticais: com forte estrutura hierárquica, as organizações que assim operam 
apresentam grande dispersão espacial. A parceria é efetuada por meio de associações 
que permitem melhor aproximação ao mercado e possibilitam atuação em diversos 
locais por meio de outras empresas; 
 
• Redes horizontais: a base das empresas que optam por esse formato de atuação é 
a cooperação. Embora sejam independentes, elas se agrupam a fim de melhor se 
protegerem das adversidades do ambiente, angariar novos mercados e oportunidades, 
conquistarem competências difíceis de serem aprendidas isoladamente e traçar 
estratégias de crescimento e desenvolvimento para competir com seus concorrentes; 
 
• Redes informais: a relação entre os participantes acontece principalmente por meio 
da confiança depositada em cada um deles, de modo que as relações interpessoais se 
tornam importantes para o aprendizado e formação de acordos. A conivênciaaí 
existente permite desenvolver parcerias sem a necessidade de contratos rígidos e 
inflexíveis, uma vez que a livre participação permite melhores resultados dentro desse 
contexto; 
• Redes formais: os envolvidos estabelecem suas regras através de termos 
contratuais nos quais são especificadas a natureza das relações e as características da 
associação. 
 
 
 
 
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A ideia de atuação conjunta dentro das redes advém da necessidade de as 
organizações aumentarem a competitividade através da cooperação, haja vista a 
facilidade na troca de informações, tecnologias e recursos acessados por meio das 
redes interorganizacionais, reduzindo, assim, o custo e o tempo de crescimento dos 
participantes (LORANGE; ROSS, 1996). 
Para Schmitz e Nadvi (1999), as redes permitem que as organizações se desenvolvam 
interna e externamente, em decorrência da sinergia entre as empresas participantes. 
Assim, segundo Nohria e Eccles (1992), a emergência por uma nova forma de 
competir, pautada em mais flexibilidade e capacidade de adaptação; o surgimento das 
Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), com o intuito de conferir maior 
interação entre as organizações; e as intensificações dos estudos das redes, 
propiciaram as associações em rede. De modo que as organizações normalmente se 
associam visando três objetivos em específico (SANTORO; MCGILL, 2005): 
• Cooptação: as empresas buscam se fortalecer perante seus concorrentes em virtude 
da aliança formada, para melhor atuar nos mercados existentes e formar negócios mais 
resistentes possibilitados pelas parcerias; 
• Coespecialização: por meio do compartilhamento de recursos, posições, habilidades 
e conhecimento, as organizações podem melhor aproveitar e gerir suas capacidades 
competitivas, uma vez que os ganhos e perdas são distribuí- dos entre os participantes, 
os riscos reduzidos e as oportunidades mais bem aproveitadas, em decorrência da 
união; 
• Aprendizagem e internalização: a partir da atuação conjunta, o conhecimento se torna 
mais acessível e dinâmico, sendo adquirido dentro e fora da organização e 
internalizado dentro da estrutura organizacional. 
Assim, ―o desenvolvimento da rede consiste no relacionamento entre todas as 
organizações dentro de uma população. É a mais complexa forma de relacionamento, 
porém pode configurar estratégia para vencer as incertezas ambientais‖ (SILVA; 
SCHOEDER; HOFFMANN, 2009, p. 09). 
 
 
 
 
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Corroborando o exposto, as redes permitem agir positivamente sobre os fatores que, 
segundo Porter (1989), são determinantes para a sobrevivência das organizações, 
sendo eles: a ameaça de novos entrantes potenciais; ameaça de produtos ou serviços 
substitutos; a rivalidade entre as empresas existentes; o poder de negociação dos 
compradores; e o poder de negociação dos fornecedores. 
 
5.2 ABORDAGENS BIOGRÁFICA E CONTEXTUALISTA 
A abordagem biográfica tem sua preocupação central no levantamento e no 
entendimento mais amplo e profundo dos processos por quais passaram ou passam as 
organizações (ANDRADE; AMBONI, 2009). 
 
 
 
 
Seguem os dois autores que se dedicaram de forma mais aprofundada nas 
abordagens Biográfica e Contextualista. 
a) Abordagem Biográfica – Kimberly e Miles 
Esta abordagem é formada por pesquisas de campo em organizações recém 
criadas ou jovens (ANDRADE; AMBONI, 2009). Formada por pesquisas de campo 
nessas organizações jovens, o estudo da biografia/histórica organizacional, pautada no 
ambiente interno e externo da organização, vem a fornecer aos pesquisadores 
informações, também chamados insight teóricos, sobre o desenvolvimento da 
organização. 
Destaca-se que o pesquisador seleciona um elemento específico da abordagem 
e o usa na pesquisa biográfica, visando sempre focalizar o contexto da organização, 
buscando então compreender a situação pela qual a organização está passando 
naquele momento de sua história. Os autores que se destacaram nessa abordagem 
são: ―Kimberly e Miles, usando a metáfora da biologia, argumentam que o 
comportamento tanto das organizações quanto dos indivíduos é configurado por uma 
“Uma organização, como qualquer outro sistema, pode ser explorada como um sistema contínuo, com um passado, 
um presente e um futuro. Uma teoria perfeita deve levar em consideração a história e o futuro da organização para 
se ter conhecimento do presente” (ANDRADE; AMBONI, 2009, p. 214). 
 
 
 
 
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combinação de fatores dos ambientes externos e interno‖ (ANDRADE; AMBONI, 
2009, p. 214-215). 
b) Abordagem Contextualista – Pettigrew 
O destaque, nesta abordagem, fica para o autor Pettigrew. Ele concluiu que ao estudar 
as mudanças estratégicas em tempos de incerteza os indivíduos em posição de 
liderança fazem a diferença. Em seus estudos, Pettigrew procurou contextualizar as 
maiores transformações das organizações nas ligações entre o conteúdo da mudança, 
o contexto e o processo. Sua observação central era pautada no comportamento 
organizacional (ANDRADE; AMBONI, 2009). 
 
Externo 
 
 
 Interno 
 
Figura Estrutura da Pesquisa 
Contexto 
 
 
 
 
 
 
 
 Conteúdo Processo 
 
 
6.A TEORIA DE NOVAS ABORDAGENS DA ADMINISTRAÇÃO 
―A teoria administrativa tem pouco mais de cem anos. Ao longo dos anos ela passou 
por grandes transformações e agora enfrenta a forte turbulência da Era da Informação‖ 
(CHIAVENATO, 2014, p. 579), sendo que na Era da Informação o capital financeiro 
cede o trono para o capital intelectual. Fortemente influenciado pelo impacto provocado 
pelo desenvolvimento tecnológico e pela tecnologia da informação (TI). 
 
 
 
 
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Os principais desafios a serem superados pelas empresas na Era da Informação são 
explicados no quadro a seguir. 
1- Conhecimento: a nova economia é uma economia do conhecimento, graças à TI. No 
entanto, o conhecimento é criado por pessoas, apesar da inteligência artificial e de outras 
tecnologias da informação. O conteúdo de conhecimento integrado em produtos e serviços 
está crescendo sobremaneira: edifícios inteligentes, casas inteligentes, cartões inteligentes 
(smartcards) etc. 
2- Digitalização: a nova economia é uma economia digital. A nova mídia é a internet. A 
informação está em formato digital em bits. A TI permite trabalhar um incrível volume de 
informações comprimidas e transmitidas na velocidade da luz. A infoestrutura está 
substituindo a estrutura tradicional. 
3- Virtualização: na transformação da informação analógica para digital, as coisas físicaspodem tornar-se virtuais, como empresa virtual, escritório virtual, emprego virtual, congresso 
virtual, realidade virtual, loja virtual etc. 
4- Molecularização: a nova economia é uma economia molecular. A antiga corporação foi 
desagregada e substituída por moléculas dinâmicas e grupos de indivíduos e entidades que 
foram a base da atividade econômica. 
5- Integração/redes interligadas: a nova economia é uma economia interliga em rede, 
integrando moléculas em grupos que são conectados a outros para criar riquezas. As novas 
estruturas organizacionais em rede são horizontalizadas e conectadas pela internet. Redes de 
redes, rompendo as fronteiras entre empresas, fornecedores, clientes e concorrentes 
6- Desintermediação: as funções de intermediário entre produtores e consumidores estão 
sendo eliminadas pelas redes digitais e pelo comércio eletrônico. As informações são on-line 
e proprietários e compradores se conectam entre si dispensando os intermediários. 
 
7- Convergência: na nova economia, o setor econômico predominante deixou de ser a 
indústria automobilística para ser a nova mídia, para qual convergem as indústrias de 
computação, comunicação e conteúdo baseado em computador e telecomunicações digitais. 
8- Produz-consumo: na nova economia, a distinção entre consumidores e produtores é pouco 
 
 
 
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nítida. Na internet, todo consumidor torna-se produtor de mensagens, contribui para 
discussões, faz testdrives em carros ou visualiza o cérebro de um paciente no outro lado do 
mundo. 
9- Imediatismo: em uma economia baseada em bits, o imediatismo torna-se o elemento 
propulsor da atividade econômica e do sucesso empresarial. A nova empresa é uma empresa 
em tempo real. O intercâmbio eletrônico de dados (EDI – electronic data interchange) 
interliga sistemas de computadores entre fornecedores e clientes, proporcionando 
concorrência de decisões e ações 
10- Globalização: a nova economia é uma economia global, mundial e planetária. As 
organizações globais e as empresas internacionais estão na pauta. Negócios e conhecimento 
não conhecem fronteiras 
11- Discordância: questões sociais sem precedentes estão emergindo, provocando traumas e 
conflitos que precisam ser administrados 
FONTE: Chiavenato (2014, p. 580-581) 
 
6.1 OS CATORZE PONTOS DE DEMING PARA A PRODUTIVIDADE 
Edward Deming é reconhecido pelos estudos e a aplicação na melhoria dos processos 
produtivos nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, porém o destaque 
de seu trabalho ocorreu no Japão, onde ele, a partir de 1950, ensinou a altos 
executivos como melhorar o projeto e a qualidade dos produtos. Assim, Deming fez 
contribuições signifi cativas e tornou-se destaque pela fabricação de produtos 
inovadores de alta qualidade. Deming é conhecido e considerado um dos estudiosos 
que gerou o maior impacto sobre a indústria e a economia japonesa no século XX 
(CHIAVENATO, 2014). 
"Edwards Deming (1900-1993) desenvolveu os 14 pontos 
que descrevem o que é necessário para uma empresa 
sobreviver e ser competitiva" (CARAVANTES, 2005, p. 
248). 
 
As ideias de Deming sobre qualidade foram construídas sobre a base de uma corrente 
de fornecedores e clientes em cada um dos estágios dos processos internos e/ou 
externos da organização. Esse conceito de fornecedor e cliente, somado a adesão da 
alta administração, gerou uma nova forma de gerenciar os processos e desencadeou 
 
 
 
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uma filosofia de qualidade amplamente praticada nas empresas japonesas e que 
passou a ser denominada de qualidade total. Acompanhe com atenção, no quadro a 
seguir, os 14 pontos de Deming para a produtividade que foram relevantes para área 
da qualidade. 
Os 14 pontos de Deming para a produtividade 
1 - Criar e publicar a todos os funcionários uma declaração dos objetivos e propósitos da 
empresa. A gerência deverá demonstrar constantemente seu comprometimento para com essa 
declaração 
2 - Aprender a nova filosofia 
3 - Entender o propósito da inspeção para o melhoramento do processo e a redução de custo. 
4 - Suspender a prática de aprovar compras apenas na base do preço. 
5 - Aperfeiçoar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. 
6 - Instituir o treinamento. 
7 - Criar e instituir lideranças. 
8 - Eliminar o medo. Criar confiança. Criar um clima para inovação. 
9 - Otimizar os esforços grupais das áreas de assessoria em relação à construção dos objetivos 
e propósitos organizacionais. 
10 - Eliminar a exortação para a força do trabalho. 
 
11 - a) Eliminar as cotas numéricas para a produção. Aprender e instituir métodos de 
melhoramento. b) Eliminar o gerenciamento por objetivos. Aprender capacidades do processo 
e como melhorá-los. 
12 - Remover as barreiras que roubam às pessoas seu direito de se orgulhar do trabalho 
realizado. 
13 - Encorajar a educação e o autodesenvolvimento de todos 
14 - Trabalhar para realizar a transformação. 
FONTE: Caravantes, Caravantes e Kloeckner (2005, p. 249). 
 
 
 
 
 
 
 
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6.2 QUALIDADE TOTAL 
 
Com a contribuição de Deming, vista anteriormente, surge também Juran, vamos 
conhecer as contribuições dele na construção da Qualidade Total, conforme se pode 
observar no quadro a seguir: 
 
 
 
 
 
A Qualidade Total vem para somar na melhoria dos processos organizacionais, cujas 
estratégias são voltadas para construir e disseminar a consciência de qualidade em 
toda organização. Também conhecida como TQM (origem do inglês Total 
QualityManagemente), sua aplicação deu-se, inicialmente, nas fábricas do Japão, 
sendo logo adotada também por empresas americanas do setor automotivo, um dos 
responsáveis por esta ferramenta de gestão tornar-se conhecida foi Joseph M. Juran, 
gerando uma nova formatação dessa abordagem nos processos: 
―Para Juran, o gerenciamento para a qualidade é feito pelo uso de três processos 
universais de gerenciamento: planejamento da qualidade, controle da qualidade e 
melhoramento da qualidade. Esses processos são conhecidos como a Trilogia de 
Juran‖ (CARAVANTES; CARAVANTES; KLOECKNER, 2005, p. 218). 
Além das contribuições de Juran e Deming para a abordagem da qualidade total, é de 
suma relevância falar sobre Philip Crosby, 
"Philp Crosby (1926-2001) oferece um programa com 14 pontos 
para o melhoramento da qualidade. O programa enfatiza a 
prevenção em vez da detecção e enfatiza a mudança da cultura 
organizacional em vez de ferramentas estatísticas e analíticas" 
(CARAVANTES, 2005, p. 249). 
 
Crosby deixa sua marca em relação à qualidade total através da prática e da 
disseminação dos conceitos de ―zero defeitos‖ e de ―fazer desde a primeira vez‖, em 
que defendeu que, a qualidade significa conformidade com as especificações, e 
essencialmente devem estar em harmonia com as necessidades dos clientes, sejam 
"Joseph M. Juran (1904-2008). Para Juran, o gerenciamento para a qualidade é feito pelo uso de três processos 
universais de gerenciamento: planejamento da qualidade,controle da qualidade e melhoramento da qualidade" 
(CARAVANTES, 2005, p. 248). 
 
 
 
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eles internos ou externos, buscando o defeito zero e não apenas produzir de forma 
adequada. 
Crosby visa engajar e encorajar as pessoas a melhorarem continuamente, 
considerando que a prevenção seja a principal geradora da qualidade efetivamente 
(CARAVANTES; CARAVANTES; KLOECKNER, 2005). Isso fica evidenciado nos 
quatro absolutos da qualidade, destacados a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Através de seus famosos 14 pontos para a melhoria da qualidade, Crosby preconiza 
que deve ser um esforço de um processo contínuo. Estude e conheça os 14 pontos 
para o melhoramento da qualidade, segundo Crosby, no quadro a seguir: 
 
Os 14 pontos de Deming para a produtividade 
1. Comprometimento da gerência: deixar claro que a administração é comprometida com a 
qualidade. 
2. Times de melhoramento da qualidade: formar grupos de melhoramento da qualidade com 
representantes de todos os departamentos. 
3. Medidas da qualidade: devem ser estabelecidas medidas da qualidade apropriadas a cada 
atividade para identificar as áreas que necessitam melhoramentos. 
4. Avaliar o custo da qualidade: estimar o custo da qualidade para identificar áreas em que a 
Crosby também apresenta quatro absolutos da 
qualidade: 
1 - Definição – conformidade com os requisitos. 
2 - Sistema – conformidade com os requisitos. 
3 - Padrão de desempenho – zero defeito. 
4 - Medida – preço da não conformidade 
(CARAVANTES; CARAVANTES; KLOECKNER, 2005, 
p. 249). 
 
 
 
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melhoria da qualidade é útil. 
5. Conscientização sobre a qualidade: despertar a conscientização sobre a qualidade de todos 
os funcionários. Eles devem entender a importância da conformidade com os requisitos do 
produto e o custo da não conformidade. 
6. Ação corretiva: oportunidades para correção são geradas pelos passos 3 e 4, bem como pela 
discussão entre os funcionários. Essas ideias devem ser levadas à supervisão e resolvidas lá. 
7. Planejamento do programa de zero defeito: um comitê ad hoc de zero defeito deve ser 
formado pelos membros da equipe de melhoramentos. Esse comitê deve começar planejando 
o programa de zero defeito de acordo com a empresa e sua cultura. 
8. Treinar supervisores: todos os níveis de gerência devem ser treinados para implementar 
uma parte do programa de melhoramento da qualidade. 
9. Dia de zero defeito: instituir um dia para que todos os funcionários percebam que houve 
mudança. 
10. Estabelecer metas de melhoria: para transformar um comprometimento em ação, as 
pessoas devem estabelecer metas de melhoria para si e para seus grupos. 
11. Remoção das causas dos erros: estimular os funcionários a comunicar à gerência os 
obstáculos que encontram para atingir sua meta de zero defeito. 
12. Reconhecer e valorizar aquele que atinge sua meta de qualidade. 
13. Conselhos de qualidade: estabelecer conselhos para fazer comunicações a intervalos 
regulares para dividirem problemas, experiência e ideia. 
14. Repetir tudo: para enfatizar o processo de melhoria contínua, o programa (passos 1 a 13) 
deve ser repetidos. Isso renova o comprometimento dos velhos funcionários e traz os novos 
para o processo 
FONTE: Caravantes, Caravantes e Kloeckner (2005, p. 249-250) 
 
E por fim, segundo Crosby, os verdadeiros responsáveis pela falta de qualidade são os 
gestores, e não os trabalhadores, as políticas de qualidade devem vir de cima para 
baixo, sendo fundamental o comprometimento e o envolvimento da alta gestão em 
busca da melhoria da qualidade como um processo contínuo. 
 
 
 
 
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Ainda sobre o modelo TQM – Total Quality Management –, que no Brasil é denominado 
de Gestão da Qualidade Total, usado nas organizações, é importante destacar que é 
uma estratégia que visa que todos tenham consciência da importância de agregar 
qualidade aos processos organizacionais e de gestão, composto por cinco elementos 
essenciais, conforme cita Caravantes, Caravantes e Kloeckner (2005, p. 250): ―O 
modelo do TQM é composto por cinco elementos – processo, cliente/fornecedor, 
grupos, sistemas e ferramentas. O centro é constituído pelas interfaces 
cliente/fornecedor, externo e interno‖. Acompanhe, no quadro a seguir, o modelo de 
Gerenciamento de Qualidade Total, que apresenta a abordagem dos três nomes da 
qualidade. 
 JURAN DEMING CROSBY 
Definição da qualidade Adequação de uso Um grau de uniformidade 
e confiança a baixo custo e 
adequado ao mercado. 
Conformidade com os 
requisitos. 
Grau de responsabilidade 
de gerência sênior 
Menos de 20% dos 
problemas da qualidade 
são devidos aos 
trabalhadores 
Responsável por 94% dos 
problemas da qualidade. 
Responsável pela 
qualidade. 
Padrão de desempenho/ 
motivação 
Evitar campanhas para 
“fazer o trabalho perfeito”. 
A qualidade tem muitas 
escalas. Usar estatística 
para medir o desempenho 
em todas as áreas. Crítico 
do zero defeito. 
Zero defeito. 
Abordagem Geral Abordagem de 
gerenciamento geral da 
qualidade – especialmente 
dos elementos “humanos”. 
Reduzir a variabilidade 
por meio de contínuos 
melhoramentos em massa. 
Prevenção, não inspeção. 
Estrutura 10 passos para o 
melhoramento. 
14 pontos para o 
gerenciamento. 
14 passos para o 
melhoramento da 
qualidade. 
 
 
 
 
 
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Base de melhoramento Abordagem de grupo 
projeto a projeto. 
Estabelecer metas. 
Contínuo, para reduzir a 
variação. Eliminar metas 
sem métodos. 
Um “processo”, não um 
programa. Metas de 
melhoramento. 
Compras e mercadorias 
recebidas 
Os problemas são 
complexos. Realizar 
análises formais. 
A inspeção é demasiada 
tardia – permite que os 
defeitos entrem no 
sistema. A evidência 
estatística e os gráficos de 
controle são necessários. 
Formular os requisitos. O 
fornecedor é uma extensão 
do negócio. A maior parte 
das falhas é devida aos 
próprios compradores. 
Avaliação dos 
fornecedores 
Sim, porém, deve-se 
ajudar o fornecedor a 
melhorar. 
Não – crítico da maioria 
dos sistemas. 
Necessária para 
fornecedores e 
compradores. Auditores da 
qualidade são inúteis 
FONTE: Oakland (1994, p. 442-443 apud CARAVANTES; CARAVANTES; KLOECKNER, 2005 p. 251) 
 
6.3 Ciclo PDCA 
Ainda sobre a abordagem da qualidade total, surge na década de 30 Walter Shewhart, 
criador do controle estatístico da qualidade, que hoje é conhecido como o ciclo PDCA 
(Plan; Do; Check; Acttocorrect) (MAXINIANO, 2008). Trata-se de um conceito que visa 
aprimorar-se continuamente, onde é necessário planejar, executar, controlar e agir, em 
um ciclo de repetição, porémé importante destacar que esse conceito de qualidade se 
tornou amplamente conhecido somente a partir dos anos 50, pelo discípulo de 
Shewhart, que foi William Deming, tornando-se então conhecido também como o ciclo 
de Deming, conforme podemos ver na figura a seguir. 
 
 
 
 
 
 
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O PDCA é uma ferramenta de qualidade que visa auxiliar os gestores no controle e 
monitoramento de algum problema, gerando a condição de padronização de um 
processo e, principalmente, gerar a melhoria contínua da qualidade. Como essa 
ferramenta possui um grande grau de confiabilidade, é muito utilizada para gerenciar os 
processos organizacionais redesenhando os mesmos e eliminado desperdícios. 
 
6.4 BENCHMARKING 
 
O benchmarking foi introduzido em 1979 pela Xerox, como um "processo contínuo de 
avaliar produtos, serviços e práticas dos concorrentes mais fortes e daquelas empresas 
que são reconhecidas como líderes empresariais". Spendolini agrega que o 
benchmarking é um processo contínuo e sistemático de pesquisa para avaliar produtos, 
serviços, processos de trabalho de empresas ou organizações que são reconhecidas 
como representantes das melhores práticas, com o propósito de aprimoramento 
organizacional. Isso permite comparações de processos e práticas administrativas 
entre empresas para identificar o "melhor do melhor" e alcançar um nível de 
superioridade ou vantagem competitiva. 
Alinhada às estratégias de gestão da qualidade surge mais uma ferramenta de gestão, 
que é o Benchmarking, auxiliando nas métricas usadas para avaliar o desempenho e 
as necessidades das empresas de obterem formas comparativas e sistemáticas em 
seu setor de atuação, e desta forma identificar os fatores-chaves de sucesso e de 
insucesso. ―Aplicar o benchmarking representa um esforço que nos permite vislumbrar 
oportunidades, antecipar ameaças competitivas e corrigir falhas que impedem o melhor 
desempenho‖ (KWASNICKA, 2006, p. 156). 
O benchmarking visa a desenvolver a habilidade dos administradores de visualizar no 
mercado as melhores práticas administrativas das empresas consideradas excelentes 
(benchmarks) em certos aspectos, comparar as mesmas práticas vigentes na empresa 
focalizada, avaliar a situação e identificar as oportunidades de mudanças dentro da 
 
 
 
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organização. A meta é definir objetivos de gestão e legitimá-los por meio de 
comparações externas. A comparação costuma ser um saudável método didático, pois 
desperta para as ações que as empresas excelentes estão desenvolvendo e que 
servem de lição e de exemplo, de guia e de orientação para as empresas menos 
inspiradas. O benchmarking exige três objetivos que a organização precisa definir: 
1. Conhecer suas operações e avaliar seus pontos fortes e fracos. Para tanto, deve 
documentar os passos e práticas dos processos de trabalho, definir medidas de 
desempenho e diagnosticar suas fragilidades. 
2. Localizar e conhecer os concorrentes ou organizações líderes do mercado, para 
poder diferenciar as habilidades, conhecendo seus pontos fortes e fracos e compará-
los com seus próprios pontos fortes e fracos. 
3. Incorporar o melhor do melhor adotando os pontos fortes dos concorrentes e, se 
possível, excedendo-os e ultrapassando-os. O benchmarhing é constituído de 15 
estágios, todos eles focalizados no objetivo de comparar competitividade. A principal 
barreira à adoção do benchmarking reside em convencer os administradores de que 
seus desempenhos podem ser melhorados e excedidos. Isso requer uma paciente 
abordagem e apresentação de evidências de melhores métodos utilizados por outras 
organizações. O benchmarking requer consenso e comprometimento das pessoas. Seu 
principal benefício é a competitividade, pois ajuda a desenvolver um esquema de como 
a operação pode sofrer mudanças para atingir um desempenho superior e excelente. 
“Benchmarking é o processo de análise referencial da organização 
perante outras organizações do mercado, incluindo o aprendizado 
do que essas organizações fazem de melhor, bem como a 
incorporação dessas realidades de maneira otimizada e mais 
vantajosa para a organização que aplicou o benchmarking” 
(OLIVEIRA, 2010, p. 393). 
 
O Benchmarking, de forma resumida, nada mais é do que a observação das melhores 
práticas efetuadas por organizações, sejam concorrentes ou não, cujos modelos destas 
 
 
 
 
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práticas o gestor irá adotar e adaptar de forma melhorada em seus processos internos, 
visando o ganho de melhorias. 
6.4.1 PRINCÍPIO BÁSICOS DO BENCHMARKING 
1- Reciprocidade: ao solicitarmos informações estaremos, automaticamente, 
disponibilizando a contrapartida. 
2- Analogia: o benchmarking só é útil se pudermos manter uma analogia com os 
processos de nossa organização. 
3- Medição: além de obter índices de desempenho, é necessário, e muito importante, 
levantar dados sobre os processos que levam aos resultados. 
4- Validação: para o benchmarking funcionar, é necessário examinar de forma precisa 
os dados coletados, avaliar as reais necessidades da organização, fazendo todas as 
adequações, pois o que serve para uma empresa não necessariamente serve para 
outra. 
Importante destacar que o benchmarking é um processo contínuo de mensuração de 
produtos, serviços, de modo que a organização mantenha sua participação e 
competitividade em seu mercado de atuação. 
 
REENGENHARIA 
A reengenharia foi uma reação ao colossal abismo existente entre as mudanças 
ambientais velozes e intensas e a total inabilidade das organizações em ajustar-se a 
essas mudanças. Para reduzir a enorme distância entre a velocidade das mudanças 
ambientais e a permanência das organizações tratou-se de aplicar um remédio forte e 
amargo. Reengenharia significa fazer uma nova engenharia da estrutura 
organizacional. Representa uma reconstrução e não simplesmente uma reforma total 
ou parcial da empresa. 
 
Não se trata de fazer reparos rápidos ou mudanças cosméticas na engenharia atual, 
mas de fazer um desenho organizacional totalmente novo e diferente. A reengenharia 
se baseia nos processos empresariais e considera que eles é que devem fundamentar 
 
 
 
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o formato organizacional. Não se pretende melhorar os processos já existentes, mas a 
sua total substituição por processos inteiramente novos. 
Nem se pretende automatizar os processos já existentes. Isso seria o mesmo que 
sofisticar aquilo que é ineficiente ou buscar uma forma ineficiente de fazer as coisas 
erradas. Nada de pavimentar estradas tortuosas, que continuam tortas apesar de 
aparentemente novas, mas construir novas estradas modernas e totalmente 
remodeladas. Areengenharia não se confunde com a melhoria contínua: pretende criar 
um processo inteiramente novo e baseado na TI e não o aperfeiçoamento gradativo e 
lento do processo atual. 
A reengenharia reorienta o foco para os processos e não mais para as tarefas ou 
serviços, nem para pessoas ou para a estrutura organizacional. Busca entender o "quê" 
e o "porquê" e não o "como" do processo. A reengenharia está preocupada em fazer 
cada vez mais com cada vez menos. Seus três componentes são: pessoas, TI e 
processos. Na verdade, a reengenharia focaliza os processos organizacionais.A 
reengenharia trata de processos. A reengenharia de processos direciona as 
características organizacionais para os processos. Suas consequências para a 
organização são: l. Os departamentos tendem a desaparecer e ceder lugar a equipes 
orientadas para os processos e para os clientes. 
 
JOBENRÍCHMENT E JOBENLARGEMENT 
 
O desenho contingencial de cargos é dinâmico e privilegia a mudança em função do 
desenvolvimento pessoal do ocupante. Em outros termos, permite a adaptação do 
cargo ao potencial de desenvolvimento pessoal do ocupante. Essa adaptação contínua 
é feita pelo enriquecimento de cargos. Enriquecimento de cargos significa a 
reorganização e ampliação do cargo para proporcionar adequação ao ocupante no 
sentido de aumentar a satisfação intrínseca, através do acréscimo de variedade, 
autonomia, significado das tarefas, identidade com as tarefas e retroação. 
 
 
 
 
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Segundo a teoria dos dois fatores de Herzberg, o enriquecimento de cargos constitui a 
maneira de obter satisfação intrínseca através do cargo.É que o cargo é pequeno 
demais para o espírito de muitas pessoas. Em outras palavras, os cargos não são 
suficientemente grandes para a maioria das pessoas e precisam ser redimensionados. 
O enriquecimento do cargo — ou ampliação do cargo - torna-se a maneira prática e 
viável para a adequação permanente do cargo ao crescimento profissional do 
ocupante. 
 
BRAINSTORMING 
 
Brainstorming, ou técnica da tempestade cerebral, traz à lembrança chuvas e 
trovoadas (ideias e sugestões) seguidas de bonança e tranquilidade (solução).É uma 
técnica utilizada para gerar ideias criativas que possam resolver problemas da 
organização. É feita em sessões que duram de 10 a 15 minutos e envolve um número 
de participantes-não maior que 15 - que se reúnem ao redor de uma mesa para dizer 
palavras que vêem à mente quando se emite uma palavra base. Isso permite gerar 
tantas idéias quanto possível. Os participantes são estimulados a produzir, sem 
qualquer critica nem censura, o maior número de ideias sobre determinado assunto ou 
problema. 
 
GRÁFICO DE ISHIKAWA 
 
Também conhecido como diagrama de espinha de peixe ou diagrama de causa e 
efeito, o gráfico de KaoruIshilcawa procura, a partir dos efeitos (sintomas dos 
problemas), identificar todas as possibilidades de causas que estão provocando esses 
efeitos. Trata-se de um gráfico que sugere um deslocamento da esquerda para a 
direita, isto é, das causas iniciais para os seus efeitos finais. A metodologia do 
diagrama se baseia em quatro categorias de problemas situados na parte operacional 
de produção, os chamados 4M, a saber: método, mão-de-obra, material e máquina: 
 
 
 
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PRINCÍPIO DE PARETO 
 
Vilfredo Pareto, um economista italiano, definiu o princípio de que os valores 
majoritários (80% do seu valor) de um determinado grupo são decorrentes de uma 
parcela relativamente pequena de alguns de seus componentes (20% do seu número). 
Na prática, o seu princípio recebeu o nome de regra de 80 por 20. Para ele, 80% do 
volume de problemas é constituído por apenas 20% de eventos causadores. Na 
economia, por exemplo, 80% da riqueza está concentrada nas mãos de 20% da 
população.. Na administração de materiais, atendência genérica é de que 80% do 
capital empatado se refere a apenas 20% dos itens estocados. 
 
HISTOGRAMAS 
 
Histograma é uma representação gráfica da distribuição de frequências de a massa de 
medições, normalmente um gráfico de barras verticais. 
 
FOLHAS DE VERIFICAÇÃO 
 
As folhas de verificação são tabelas ou planilhas usadas para facilitar a coleta e análise 
de dados. O seu uso economiza tempo e elimina o trabalho de se desenhar figuras ou 
escrever números repetitivos, bem como evita comprometer análise dos dados. 
 
GRÁFICO DE DISPERSÃO 
 
Constitui a melhor maneira de visualizar a relação entre duas variáveis quantitativas. 
Ele coleta dados aos pares de duas variáveis (causa/efeito), para checar a existência 
real da relação entre elas. 
 
 
 
 
 
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CARTA DE CONTROLE 
Carta de controle é um tipo de gráfico comumente utilizado para o acompanhamento e 
controle de um processo qualquer. O gráfico determina uma faixa, chamada de 
tolerância, a qual é limitada por linhas estatisticamente determinadas, a saber: linhas 
superior (limite superior de controle), inferior (limite inferior de controle) e média. 
 
FLUXOGRAMA 
Fluxograma é um tipo de diagrama, e pode ser entendido como uma representação 
esquemática de um processo, muitas vezes feito através de gráficos que ilustram de 
forma descomplicada a transição de informações entre os elementos que o compõem. 
Podemos entendê-lo, na prática, como a documentação dos passos necessários para a 
execução de um processo qualquer. É uma das Sete ferramentas da qualidade. Muito 
utilizada em fábricas e industrias para a organização de produtos e processos. 
 
6.5 A NOVA LÓGICA DAS ORGANIZAÇÕES 
Chegamos a uma nova etapa, uma nova lógica, trata-se da estratégia, que é um 
conceito que já vinha sendo muito usado no meio militar, especificamente na Grécia há 
mais de 2000 anos, onde os estrategos eram os generais, os comandantes gerais dos 
exércitos, inclusive o termo estratégia, tem sua origem na guerra, derivada da palavra 
grega strategeos, que traduzida entende-se como ―a arte do general‖ (MAXIMIANO, 
2008). 
Ressurgindo fortemente no final dos anos 60, em função das empresas de grande 
porte, que se encontravam em um ambiente de alta competividade e turbulência, onde 
a estratégia organizacional volta a ser aplicada nos processos de gestão, havendo a 
contribuição de dois nomes em relação a sua aplicação e evolução na época. 
São eles: H. Igor Ansoff, que desenvolveu a teoria da estratégia 
empresarial, inclusive com produção de um livro que ainda é 
considerado um clássico do assunto – Estratégia Empresarial e 
outro que merece destaque por seu trabalho em Planejamento 
 
 
 
 
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Organizacional, Russel Ackoff, com o livro: Planejamento 
Empresarial (KWASNICKA, 2006, p.158). 
 
O planejamento estratégico envolve decisões de longo prazo, cujos objetivos devem 
ser traçados pelos gestores, analisando o ambiente no qual está inserida a 
organização. Ainda na década de 80, em função das fusões das organizações, uma 
prática comum adotada pelas organizações daquela época, o planejamento estratégico 
perde o seu brilho (KWASNICKA, 2006). Surgiu, assim, uma outra grande e importante 
contribuição na evolução do planejamento estratégico, essa nova contribuição partiu de 
Michael Porter, que publicou na década de 80 os livros 
―Estratégia Competitiva‖ e ―Vantagem Competitiva‖ (apresentando os cinco diamantes 
ou forças de Porter), em ambas obras ele questiona os modelos e matrizes utilizadas 
até então nas organizações para efetuar o planejamento estratégico, assim como irá 
consolidar este pensamento o autor Henry Mintzberg. ―Henry Mintzberg escreveu um 
tratado em 1994, que se chamou O auge e a queda do planejamento estratégico‖ 
(KWASNICKA, 2006, p. 160). 
 
INDICADORES DE DESEMPENHO 
Os indicadores são instrumentos de gestão essenciais nas atividades de 
monitoramento e avaliação das organizações, assim como seus projetos, programas e 
políticas, pois permitem acompanhar o alcance das metas, identificar avanços, 
melhorias de qualidade, correção de problemas, necessidades de mudança, entre 
outros. Os indicadores de desempenho possuem um papel fundamental, pois fornecem 
dados para a análise de processos e implementação de melhorias e são instrumentos 
que guia o processo na direção estabelecida pelo planejamento estratégico. Porém, o 
planejamento estratégico e indicadores de desempenho utilizados de forma isolada 
podem não prover melhorias se esses não estiverem alinhados. 
Observa-se que o planejamento estratégico de forma isolada não é eficaz para a 
melhoria da competitividade das empresas, e que um sistema de avaliação de 
desempenho é fundamental para gerenciamento e melhoria de processos. Um sistema 
 
 
 
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de avaliação de desempenho consiste em um conjunto de indicadores de desempenho 
organizados de forma a permitir o gerenciamento dos processos de forma integrada, 
alinhados com os objetivos estratégicos da organização. 
Assim sendo, pode-se dizer que os indicadores possuem, minimamente, duas funções 
básicas: a primeira é descrever por meio da geração de informações o estado real dos 
acontecimentos e o seu comportamento; a segunda é de caráter valorativo que 
consiste em analisar as informações presentes com base nas anteriores de forma a 
realizar proposições valorativas. De forma geral, os indicadores não são simplesmente 
números, ou seja, são atribuições de valor a objetivos, acontecimentos ou situações, de 
acordo com regras, que possam ser aplicados critérios de avaliação, como, por 
exemplo, eficácia, efetividade e eficiência. Uma combinação dos elementos da cadeia 
de valor com as dimensões do desempenho permite identificar seis categorias básicas 
de indicadores de desempenho: 
• Efetividade são os impactos gerados pelos produtos/ serviços, processos ou projetos. 
A efetividade está vinculada ao grau de satisfação ou ainda ao valor agregado, a 
transformação produzida no contexto em geral. Esta classe de indicadores, mais difícil 
de ser mensurada (dada a natureza dos dados e o caráter temporal), está relacionada 
com a missão da instituição. Por exemplo, se uma campanha de vacinação realmente 
imunizar e diminuiu a incidência de determinada doença entre as crianças, a campanha 
foi efetiva. Indicadores de efetividade podem ser encontrados na dimensão estratégica 
do Plano Plurianual (PPA); 
• Eficácia é a quantidade e qualidade de produtos e serviços entregues ao usuário 
(beneficiário direto dos produtos e serviços da organização). Por exemplo, se, na 
mesma campanha citada, a meta de vacinação é imunizar 100.000 crianças e este 
número foi alcançado ou superado, a campanha foi eficaz. Indicadores de eficácia 
podem ser definidos a partir da Carta de Serviços do órgão; 
• Eficiência é a relação entre os produtos/serviços gerados (outputs) com os insumos 
utilizados, relacionando o que foi entregue e o que foi consumido de recursos, 
usualmente sob a forma de custos ou produtividade. Por exemplo: uma campanha de 
 
 
 
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vacinação é mais eficiente quanto menor for o custo, ou seja, quanto menor for o custo 
da campanha, mantendo-se os objetivos propostos. 
• Execução refere-se à realização dos processos, projetos e planos de ação conforme 
estabelecidos. • Excelência é a conformidade a critérios e padrões de 
qualidade/excelência para a realização dos processos, atividades e projetos na busca 
da melhor execução e economicidade; sendo um elemento transversal. 
• Economicidade está alinhada ao conceito de obtenção e uso de recursos com o 
menor ônus possível, dentro dos requisitos e da quantidade exigidas pelo input, gerindo 
adequadamente os recursos financeiros e físicos. Indicadores de economicidade 
podem ser encontrados nas unidades de suprimentos. 
Dessa forma, podemos considerar que os principais objetivos dos indicadores são: 
• Mensurar os resultados e gerir o desempenho; 
• Embasar a análise crítica dos resultados obtidos e do processo de tomada decisão; 
• Contribuir para a melhoria contínua dos processos organizacionais; 
• Facilitar o planejamento e o controle do desempenho; 
• Viabilizar a análise comparativa do desempenho da organização e do desempenho de 
diversas organizações atuantes em áreas ou ambientes semelhantes. 
Os indicadores devem ser especificados por meio de métricas estatísticas, comumente 
formados por porcentagem, média, número bruto, proporção e índice. 
 
O BALANCED SCORECARD (BSC) 
 
As medidas e indicadores afetam significativamente o comportamento das pessoas nas 
organizações. A idéia predominante é: o que se faz é o que se pode medir. O que uma 
organização define como indicador é o que ela vai obter como resultados. O foco dos 
sistemas e medidas tradicionalmente utilizados nas organizações - como balanço 
contábil, demonstrativos financeiros, retorno sobre investimento, produtividade por 
pessoa etc. - concentra-se puramente em aspectos financeiros ou quantitativos - e 
tenta controlar comportamentos. Esse controle típico da Era Industrial não mais 
 
 
 
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funciona adequadamente. Torna-se necessário construir um modelo direcionado para a 
organização no futuro, colocando as diversas perspectivas em um sistema de continua 
monitoração em substituição ao controle. 
Segundo Kaplan e Norton, o sistema de gestão de desempenho BSC proporciona uma 
visão abrangente do desempenho da empresa, pois contempla tanto indicadores 
financeiros quanto não financeiros. Isso facilita o acompanhamento dos resultados, 
objetivando alcançar as metas traçadas. O BSC, portanto, é um conjunto de 
indicadores que proporciona aos gestores uma visão abrangente, de toda a empresa. 
Reflete um equilíbrio entre objetivos de curtoe de longo prazo, entre medidas 
financeiras e não financeiras, entre perspectivas interna e externa de desempenho. Por 
isso, com o tempo, ele deixou de ser apenas um sistema de medição aperfeiçoado, 
passando a ser um sistema gerencial importante às empresas. 
O BSC é um método de administração focado no equilíbrio organizacional e se baseia 
em quatro perspectivas básicas, a saber: 
 
A. FINANÇAS 
Para analisar o negócio do ponto de vista financeiro. Envolve os indicadores e medidas 
financeiras e contábeis que permitem avaliar o comportamento da organização frente a 
itens como lucratividade, retorno sobre investimentos, valor agregado ao patrimônio e 
outros indicadores que a organização adote como relevantes para seu negócio. 
 
 
 
 
 
 
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B. CLIENTES 
Para analisar o negócio do ponto de vista dos clientes. Inclui indicadores e medidas 
como satisfação, participação no mercado, tendências, retenção de clientes e aquisição 
de clientes potenciais, bem como valor agregado aos produtos/serviços, 
posicionamento no mercado, nível de serviços agregados à comunidade pelos quais os 
clientes indiretamente contribuem etc. 
 
C. PROCESSOS INTERNOS 
 
Para analisar o negócio do ponto de vista interno da organização. Inclui indicadores 
que garantam a qualidade intrínseca aos produtos e processos, a inovação, a 
criatividade, a capacidade de produção, o alinhamento com as demandas, a logística e 
a otimização dos fluxos, assim como a qualidade das informações, da comunicação 
interna e das interfaces. 
 
D. APRENDIZAGEM/ CRESCIMENTO ORGANIZACIONAL 
 
Para analisar o negócio do ponto de vista daquilo que é básico para alcançar o futuro 
com sucesso. Considera as pessoas em termos de capacidades, competências, 
motivação, empowerment, alinhamento e estrutura organizacional em termos de 
investimentos no seu futuro. Essa perspectiva garante a solidez e constitui o valor 
fundamental para as organizações de futuro. 
Essas perspectivas podem ser tantas quanto à organização necessite escolher em 
função da natureza do seu negócio, propósitos, estilo de atuação etc. o BSC busca 
estratégias e ações equilibradas em todas as áreas que afetam o negócio da 
organização como um todo, permitindo que os esforços sejam dirigidos para as áreas 
de maior competência e detectando e indicando as áreas para eliminação de 
incompetências. É um sistema focado no comportamento e não no controle. 
 
 
 
 
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Recentemente, os autores passaram a usar o BSC para criar organizações focadas na 
estratégia Alinhamento e foco são as palavras de ordem. Alinhamento significa 
coerência da organização. Foco significa concentração. O BSC habilita a organização a 
focar suas equipes de executivos, unidades de negócios, recursos humanos, tecnologia 
da Informação e recursos financeiros para sua estratégia organizacional. 
O BSC cria um contexto para que as decisões relacionadas com as operações 
cotidianas possam ser alinhadas com a estratégia e a visão organizacional, permitindo 
divulgar a estratégia, promover o consenso e o espírito de equipe, integrando as partes 
da organização e criando meios para envolver todos os programas do negócio, 
catalisar esforços e motivar as pessoas. 
 
6.6 ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL 
Temas que são amplamente discutidos nas organizações contemporâneas, inclusive 
nos aspectos estratégicos, são: a ética e a responsabilidade social, adotadas pelas 
mesmas em seus processos de gestão e a conduta de seus membros. ―O 
comportamento ético acontece quando a organização incentiva seus membros a se 
comportarem eticamente de maneira que os membros aceitem e sigam tais valores e 
princípios‖ (CHIAVENATO, 2011, p. 573). A sociedade como um todo entende e espera 
uma conduta ética e socialmente responsável por parte das organizações, mas afinal, o 
que é ser uma organização com responsabilidade social? 
 
Conforme afirma Oliveira (2010, p. 381) ―Ética é o conjunto estruturado e sustentado de 
valores considerados como ideias e que orientam o comportamento das pessoas, dos 
grupos, das organizações e da sociedade como um todo‖, assim como sua definição 
para responsabilidade social: ―responsabilidade social é a abordagem das 
organizações como instituições sociais, dentro de um contexto interativo de 
dependência e de auxílio à sociedade onde elas atuam‖ (OLIVEIRA, 2010, p. 380). 
A interação entre a ética, a responsabilidade social e a estratégia que a organização 
deve adotar em busca do equilíbrio entre as condições de gestão necessárias a serem 
 
 
 
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adotadas nas organizações de todo o mundo para que se tornem empresas éticas e 
socialmente responsáveis e assim reconhecidas e percebidas pelos seus mercados. 
 
7.NOVAS TENDÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO 
 
O mundo está em constante e contínua mudança, e assim a teoria da administração 
também está em processo de mudança, mas, mudando para onde? Que caminho 
seguir, afinal? Como renovar-se e adaptar-se às mudanças? Mudanças que, além de 
tudo ocorrem de forma muito acelerada, um dos grandes exemplos disso é o fenômeno 
da web. Acompanhe e conheça os três períodos pelos quais a teoria administrativa 
passou. 
Os três períodos de mudança na trajetória da teoria administrativa 
 
1- Período cartesiano e newtoniano da Administração 
Criação das bases teóricas da Administração iniciada por 
Taylor e Fayol envolvendo, principalmente, a 
Administração Científica, a Teoria Clássica e a 
Neoclássica. A influência predominante foi a física 
tradicional de Isaac Newton e a metodologia científica 
de Rene Descartes. Foi um período que se iniciou no 
começo do século XX, até a década de 1990, 
aproximadamente, e no qual o pensamento linear e 
lógico predominou na teoria administrativa. Foi um 
período de calmaria e de relativa permanência no mundo 
das organizações. 
 
 
 
 
2 - Período sistêmico da Administração 
A influência da Teoria de Sistemas substituiu o 
reducionismo, o pensamento analítico e o mecanicismo 
pelo expansionismo, pensamento sintético e teleologia, 
respectivamente, a partir da década de 1990. A 
abordagem sistêmica trouxe uma nova concepção da 
Administração e a busca do equilíbrio na dinâmica 
organizacional em sua interação com o ambiente 
externo. Teve sua maior influência no movimento do 
 
 
 
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desenvolvimento organizacional (DO) e na Teoria da 
Contingência. Foi um período de mudanças e de busca 
da adaptabilidade do mundo nas organizações. 
 
 
3- Período atual da Administração 
Está acontecendo graças à profunda influência das 
teorias do caos e da complexidade na teoria 
administrativa. A mudança chegoupara valer no mundo 
organizacional. 
FONTE: Chiavenato (2014, 565-566) 
Em meio a este acelerado e constante ritmo de mudanças ao qual a teoria 
administrativa está submetida, certamente muitos fatores podem e vão influenciar, 
dentre eles um tem destaque: é a influência do fator do conhecimento que, conforme 
podemos analisar na figura a seguir, terá um papel relevante na forma de como 
acontece está mudança em nosso dia a dia nas organizações contemporâneas. 
Verifique e analise estes aspectos e seus papéis em relação ao crescimento 
sustentável do conhecimento. 
As possíveis tendências das contribuições da evolução das teorias são as maiores 
contribuições, conforme demonstrado na figura acima, são: o modelo de administração, 
o desenvolvimento das pessoas, a produtividade, a tecnologia, a sustentabilidade e as 
estratégias. Um dos autores que se destaca no que diz respeito a estas mudanças é 
Shumpeter, ele denominou de ―A Quinta Onda‖, observe o que traz Chiavenato (2014, 
p. 574) a esse respeito: 
Como dizia Joseph Schumpeter: a economia saudável é aquela que 
rompe o equilíbrio por meio da inovação tecnológica. Em vez de 
tentar otimizar o que já existe, atitude produtiva é a de inovar por 
meio daquilo que chamou de destruição criativa. Destruir o velho 
para criar o novo. Na visão de Shumpeter, os ciclos em que o 
mundo viveu no passado foram todos eles determinados por 
atividades econômicas diferentes. Cada ciclo – como qualquer 
ciclo de vida de produto – tem as suas fases. Só que essas ondas 
estão ficando cada vez mais curtas, levando a economia a se 
renovar mais rapidamente para um novo ciclo começar. 
 
 
 
 
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Segue apreciação crítica da teoria de novas abordagens:Vimos ao longo dos estudos 
que as teorias administrativas apresentam diferentes abordagens para administração 
das organizações. Cada uma delas reflete os fenômenos históricos, sociais, culturais, 
tecnológicos e econômicos de sua época e contexto, bem como os problemas básicos 
que afligiam e azucrinavam as organizações. Cada teoria representa soluções 
administrativas encontradas para determinadas circunstâncias, tendo em vista as 
variáveis focalizadas e os temas considerados mais relevantes. [...], porém, dizer que 
uma teoria já está ultrapassada requer uma certa cautela. 
 Mesmo a Administração Científica – a centenária pioneira da teoria da administração – 
ainda hoje é indispensável na busca de eficiência e produtividade no chão das fábricas 
para adequar e alinhar as organizações aos padrões mundiais de excelência. O futuro 
da teoria administrativa está – não no simples cancelamento das teorias anteriores que 
se mostram cada vez mais ultrapassadas e obsoletas e cada dia que passa – mas sua 
evolução ou revolução para novas e diferentes abordagens mais adequadas ao mundo 
atual (CHIAVENATO, 2011, p. 583). 
Chiavenato (2010, p. 584) continua, dizendo que: Também, dizer que uma teoria 
administrativa está mais certa do que outra não é correto. Melhor seria dizer que cada 
teoria representa a focalização em vista às variáveis selecionadas dentro ou fora das 
organizações. Na verdade, ao longo dos tempos, a teoria administrativa constituiu uma 
constante tentativa de reduzir a incerteza a respeito do funcionamento e da otimização 
das organizações. Ela apresenta várias maneiras e diferentes ângulos para se 
visualizar e tratar um mesmo fenômeno organizacional. O administrador pode tentar 
resolver problemas administrativos dentro do enfoque neoclássico quando a solução 
neoclássica lhe parecer a mais apropriada de acordo com as circunstâncias ou 
contingências. Pode também tentar resolvê-los dentro do enfoque comportamental ou 
sistêmico se as circunstâncias ou contingências assim aconselharem. 
 
 
 
 
 
 
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8 A ADMINISTRAÇÃO NA GLOBALIZAÇÃO 
A globalização afeta todos os setores da sociedade, por exemplo, a comunicação, o 
comércio internacional e liberdade de movimentação de diferente modos e 
intensidades, esses fatores desenvolvem a interação com todas as nações ao redor do 
planeta, pois podemos observar através da história que os seres humanos já vinham 
interagindo e percorrendo longas distâncias, por milhares de anos, para efetuar a troca 
de mercadorias. 
8.1A ADMINISTRAÇÃO NA GLOBALIZAÇÃO 
A origem da globalização ocorreu através de um fenômeno bastante peculiar dos seres 
humanos ao longo de sua evolução, o principal foi o de percorre longas distância por 
milhares de anos, em movimentos migratórios, assim povoando o planeta. Outro 
grande fato, este mais recente, ocorreu com a Rota da Seda, antigo trajeto que ligava a 
Ásia, África e Europa, gerando a troca entre esses continentes e denominado de ―Velho 
Mundo‖. O avanço do conhecimento sobre as técnicas de navegação, em especial 
pelos europeus, propiciou uma nova era nos séculos XV e XVI, através da exploração 
dos oceanos, indo ao encontro de novas descobertas, que foi denominado o ―Novo 
Mundo‖ – as américas –, propiciando uma maior interação e abrangência na atuação 
do comércio e movimentando de forma significativa os aspectos econômicos e 
geopolíticos na época. Porém, os primeiros impactos significativos da globalização 
foram percebidos com o advento da Segunda Guerra Mundial, pois a comunicação foi 
um divisor de águas em relação ao que entendemos e percebemos hoje como o 
conceito de globalização. 
Afinal, o que é a globalização? Segundo Lacombe e Heilborn (2003, p. 504), ―A 
globalização se caracteriza pela integração crescente de todos os mercados 
(financeiro, de produtos, serviços e mão de obra), bem como dos meios de 
comunicação e transporte de todos os países do planeta‖. 
Ainda neste contexto, sobre a evolução da globalização, e, por consequência o seu 
reflexo nas organizações, Cavusgil (2010, p. 23) afirma que: ―a globalização de 
mercado refere-se à integração econômica contínua e à interdependência crescente 
 
 
 
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entre os países no mundo. Ela permite às empresas vislumbrar o mundo como um 
mercado integrado‖. Na história mais recente da humanidade, período conhecido como 
globalização moderna, o fato que contribuiu de forma significativa na evolução da 
globalização foi o fim da Segunda Guerra Mundial, em especial pelo fato de impedir 
condições e situações que pudessem vir a gerar incidência de tal monstruosidade 
como essa no futuro da humanidade. As nações vitoriosas, bem como as devastadas, 
chegaram à conclusão que era de suma importância para o futuro e continuidade do 
planeta a criação de mecanismos diplomáticos e comerciais para aproximar, cada vez 
mais, as nações uma das outras, nascendo assim as Nações Unidas, foram dados os 
primeiros passo em direção à criação dos, agora conhecidos, blocos econômicos. 
A necessidade de mudança somada ao fenômeno da globalização fez com que as 
nações começassem a expandir e abrir os seus mercados para produtos e serviços de 
outros países, evidenciando uma economia globalizada que refletiude forma direta na 
evolução da teoria administrativa. Observe e acompanhe, no quadro a seguir, as 
principais fases da globalização, iniciada no período de 1800, apresentando 
separadamente os períodos em que elas ocorreram, quais foram os principais fatores 
desencadeadores e principalmente as características de cada uma delas. 
 
FASES DA GLOBALIZAÇÃO DESDE O INÍCIO DA DÉCADA DE 1800 
 
 
Primeira fase 
 
 
1830 até o final de 1800, com 
pico em 1880. 
 
 
Introdução das ferrovias e o 
transporte marítimo. 
Aumento da manufatura: 
comércio através das fronteiras 
de commodities, em grande 
parte por trading companies. 
 
 
Segunda fase 
 
 
1990 a 1930. 
 
 
Aumento da produção de 
eletricidade e aço. 
S u r g i m e n t o e d o m í n i o 
das primeiras empresas 
multinacionais (principalmente 
europeias e norte-americanas) 
nos setores industrial e 
extrativista e agrícola. 
 
 
 
 
Formação do Acordo Geral 
sobre Tarifas e Comércio 
Esforço concentrado da parte 
dos países industrializados 
 
 
 
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Terceira fase 
 
1948 à década de 1970. 
(GATT, do inglês General 
AgreementonTariffand 
Trade); fim da Segunda 
Guerra Mundial; Plano 
Marshall para reconstrução da 
Europa. 
ocidentais para redução gradual 
de barreiras ao comércio; 
crescimento das multinacionais 
japonesas; comércio entre 
países de bens de marcas; fluxo 
entre países de moeda, em 
paralelo ao desenvolvimento de 
mercados globais de capital. 
 
 
 
 
 
Quarta fase 
 
 
 
 
 
Década de 1980 até o 
presente. 
Expressivo avanço nas 
tecnologias da informação, 
comunicação, manufatura e 
consulta; privatização de 
empresas estatais em países 
em transição; notável, 
crescimento econômico nos 
mercadosemergentes. 
Taxa de crescimento sem 
precedentes no comércio entre 
fronteiras de bens, serviços e 
capital; participação nos 
negócios internacionais de 
empresas de pequeno e grande 
porte, originárias de vários 
países; foco nos mercados 
emergentes para atividades de 
exportação, IDE e suprimento. 
FONTE: Cavusgil (2010, p. 24) 
 
8.2 CARACTERÍSTICAS DA GLOBALIZAÇÃO 
No cenário mundial, em relação à globalização, os maiores beneficiados atualmente 
são os quatro grandes países emergentes, conhecidos como os BRICS (Brasil, Rússia, 
Índia, China e África do Sul), onde estão concentrados grandes volumes econômicos 
de exportação e importação. 
1. Fatores geradores da globalização: Redução mundial das barreiras ao comércio 
e ao investimento; Transição para economias de mercado e adoção do livre comércio 
na China e na antiga União Soviética, entre outras localidades. ; Industrialização, 
desenvolvimento econômico e modernização. ; Integração dos mercados financeiros 
mundiais. Avanços tecnológicos. 
2. Dimensões da globalização: Integração e interdependência das economias 
nacionais; Mais blocos de integração econômica regional; Crescimento dos fluxos 
 
 
 
 
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globais financeiros e de investimentos; Convergência dos estilos de vida e preferências 
dos consumidores; Globalização das atividades produtivas das empresas. 
 
Consequências da globalização para a sociedade 
• Perda da soberania nacional. 
• Operações offshore e a evasão de empregos. 
• Efeito sobre a população de baixa renda. 
• Efeito sobre o meio ambiente. 
• Efeito sobre a cultura nacional. 
 
Consequências da globalização para as empresas, internacionalização da cadeia 
de valor empresarial 
• Inúmeras oportunidades de novos negócios para empresas internacionais. 
• Novos ricos e intensa rivalidade dos concorrentes estrangeiros. 
• Compradores mais exigentes, que se abastecem de fornecedores mundiais. 
• Maior ênfase na internacionalização proativa. 
• Internacionalização da cadeia de valor da empresa 
Podemos apontar como principais efeitos da globalização: 
 • Integração entre países: proporciona aproximação entre os países e rompe 
fronteiras. 
• Diluição das fronteiras: a integração proporciona a integração entre os países e cria 
os blocos econômicos. 
• Aumento do comércio mundial: a integração e o acesso entre os países proporcionam 
o aumento das transações comerciais de forma bilateral. 
 • Crescimento e desenvolvimento da economia dos Estados. 
• Desigualdade e desemprego aumenta. 
Leituras complementares: Ecologia populacional. http://www.scielo.br/pdf/rae/v39n4/v39n4a03.pdf 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
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administração: das origens às perspectivas contemporâneas. São Paulo, M. Books do 
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sistema, Rio de Janeiro: Renes, 1968. 
 
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organizacional: motivação e liderança. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1997. 
 
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CAVUSGIL, S. Temer. Negócios internacionais: estratégia, gestão e novas 
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CHESTER, I. Barnard. As funções do executivo. São Paulo: Atlas, 1971. 
 
 
 
 
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Barueri: Manole, 2014. 
 
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