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IMAGEM – 31/03/2021 Imagem do tronco encefálico ANATOMIA ATRAVÉS DE RM DO TRONCO CEREBRAL Ressonância é o melhor exame para estudar o tronco cerebral o As imagens são visualizadas como se observa em um atlas de anatomia, no caso de uma reformatação 3D No entanto, na ausência de RM e na dúvida de uma lesão no tronco, a tomografia pode ser usada Dessa forma, em uma ressonância é possível visualizar: tálamos, pedúnculos cerebrais, ponte, bulbo e transmissão com a medula Pedúnculos cerebrais: enormes feixes de substância branca que passam em direção à ponte Ponte: enorme feixe de substância branca, embora seja encontrado substância cinzenta em seu núcleo o Presença de pedúnculo cerebelar grande, o que configura a largura da ponte lateralmente permite a conexão entre a ponte e o cerebelo Apenas o IV nervo (troclear) que emerge posteriormente ao tronco cerebral o Todos os outros nervos, que possuem núcleos no tronco cerebral, emergem anteriormente o Nervo olfatório (I) e óptico (II) são continuações do diencéfalo e não possuem núcleos no tronco cerebral Corte sagital mediano é o corte ideal para visualizar o que se tem no tronco cerebral o Possível visualizar: corpo caloso, III ventrículo, porção anterior e posterior do mesencéfalo, IV ventrículo e forames Na vista posterior é possível visualizar os colículos superiores e inferiores o Colículos superiores estão relacionados com a visão o Colículos inferiores estão relacionados com a audição o Colículos, superiores e inferiores, formam a placa cortigeminal ou lâmina quadrigeminal Vista posterior também permite a visualização dos pedúnculos, grande tratos de substância branca o Pedúnculos cereberales médios comunicam o tronco com o cerebelo o Pedúnculos cerebelares superiores comunicam o tronco com o mesencéfalo o Pedúnculos cerebelares inferiores comunicam o tronco com o bulbo Ao fazer uma TC em reformatação sagital, o tronco vai ser visto o Medula cervical também poderá ser visualizada o Quando chega no forame magno, começa a transição com o bulbo o TC vai servir para visualizar se o paciente possui alguma lesão, mas depois vai ser preciso confirmar através de uma ressonância RM confere uma riqueza de detalhes para se estudar tronco o Visualiza-se: medula cervical, forame magno, bulbo, ponte e ventres, IV ventrículo, vérmis cerebelar e tonsila cerebelar o Na região do bulbo e na transição da medula existem muitos centros neurovegetativos importantes Imagem sagital ponderada em T1: o Gordura amarela da porção basal com esfenoide (clivos) junto com o osso occipital, medula gordurosa e gordura do couro cabeludo ficam hiperintensas o Líquido cefalorraquidiano fica hipointenso o Área mais hipointensa no mesencéfalo corresponde a decussação dos peduncúlos cerebelares superiores não é visto sempre em cortes ponderados em T1 o Ventre da ponte (“barriguinha da ponte”) é separado do tegmento pelo lemnisco medial (faz parte do sistema sensitivo) Imagem sagital ponderada em T2: o Gordura não é levada em conta o Líquido cefalorraquidiano aparece branco RELAÇÃO COM O SISTEMA VENTRICULAR No plano sagital Observa-se o III ventrículo e IV ventrículo IV ventrículo se projeta abaixo do corpo caloso e comunica-se com o III ventrículo através do forame interventricular ou forame de Monro III ventrículo se comunica com o IV através do aqueduto de Sylvius, um aqueduto cerebral Aqueduto cerebral passa pelo mesencéfalo entre o tegmento do mesencéfalo e o tecto do mesencéfalo (placa quadrigeminal) Mesencéfalo: caudal ao III ventrículo, atravessado pelo aqueduto Ponte e bulbo: ventrais ao IV ventrículo Tecto do III ventrículo com o assoalho dos laterais e o IV ventrículo apresentam plexos coroides o Plexos coroides são produtores de líquido cefalorraquidiano o Atravessa os forames interventriculares, III ventrículo, aqueduto cerebral, IV ventrículo e forame de Luschka o Distribui-se nas cisternas do cérebro, cisternas intracranianas, e no espaço licórico espinhal Líquor circunda o espaço subaracnóide e, para dentro dos seios venosos da dura- máter, tem-se invaginações da aracnoide (granulações de pacchioni) o Granulações são importantes na regulação do equilíbrio de produção e recirculação do líquido cefalorraquidiano Imagem abaixo: o Corte sagital mediano o RM de uma pessoa que já havia sido operada do cérebro o Visualiza-se: corpo caloso (grande feixe de substância branca que atravessa a linha média), projeção do ventrículo lateral, tálamo, III ventrículo, aqueduto de Sylvius, mesencéfalo, ponte, bulbo e medula espinhal o Forame interventricular tem difícil visualização o Somente o mesencéfalo tem uma porção mais posterior, chamada de tecto o Entre o tecto do mesencéfalo e o tegmento do mesencéfalo passa o aqueduto de Sylvius, o qual faz comunicação com o IV ventrículo o Vérmis do cerebelo e tonsila cerebelar também são vistos o Parte posterior da hipófise, neurohipófise, é hiperintensa nos cortes ponderados em T1 Imagem abaixo: o Corte ponderado em T2 o Assoalho do III ventrículo apresenta estruturas mesencefálicas e diencefálicas o Vasos são mais fáceis de serem vistos nesse corte e apresentam um sinal muito hipointenso conhecido como FLOW VOIDE ou VAZIO DE FLUXO, ou seja, não há emissão de sinal o Muitos vasos são vistos na ressonância por meio de um contraste natural o Vérmis e tonsila do cerebelo também podem ser observados Imagem abaixo: o Corte também ponderado em T1 o Medula cervical, bulbo, ponte, lemnisco medial, tegmento da ponte, decussação dos pedúnculos superiores e mesencéfalo o Criança apresenta um tumor na região do bulbo, está empurrando cranialmente a ponte CORTES AXIAIS VISTA ANTERIOR: o Nervos emergem na transição do mesencéfalo para a ponte e da ponte para o bulbo o IV nervo emerge posteriormente, todos os outros emergem ventralmente SAGITAL MEDIANO: VISTA POSTERIOR: o Boa visualização dos colículos, pedúnculos cereberales, IV ventrículo, tubérculos grácil e cuneiforme Pedúnculos podem ser difíceis de achar através de exames de imagem DIVISÕES DO TRONCO: 1. BULBO: base em forma de pirâmides e tegmentos dorsais às pirâmides 2. PONTE: base ventral ao lemnisco medial e tegmento dorsal ao lemnisco medial 3. MESENCÉFALO: base (conhecida como orelha do Mickey) é ventral à substância negra (pedúnculos), tegmento vai ser encontrado entre a substância negra e o aqueduto e, por fim, o teto está dorsal ao aqueduto (placa quadrigeminal) Mesencéfalo é a única região do tronco cerebral que vai apresentar teto Imagem abaixo: o Representação, em rosa, do teto do mesencéfalo o Teto do mesencéfalo encontra-se posteriormente ao aqueduto o Posteriormente ao tegmento da ponte tem-se o IV ventrículo o Posteriormente ao tegmento do bulbo tem-se parte do IV ventrículo e parte das cisternas inferiores o Artéria basilar dá alguns raminhos para a ponte Flow Voide, encontrado a frente da ponte o Neurohipofise pode ser hiperintensa em cortes ponderados em T1 NÃO É HEMORRAGIA BULBO Imagem abaixo: o Corte axial ponderado em T1 o A pirâmide produz uma pequena saliência: primeira vai ser a própria pirâmide e, a segunda, vai ser a oliva o Terceira saliência produzida pela pirâmide é o pedúnculo cerebelar inferior o Posteriormente encontra-se o IV ventrículo o Gordura branca, hiperintensa o Líquido cefalorraquidiano preto, hipointenso o Vérmis está localizado bem ao centro do cerebelo e, ao redor, encontram-se os hemisférios Quais estruturas podem ser identificadasno bulbo em um corte axial? 1. Pirâmides 2. Núcleo olivar inferior 3. Trato espinotalâmico lateral 4. Leminisco medial 5. IV ventrículo PONTE Imagem abaixo: o Corte mais alto e mais baixo ponderados em T1 o Líquido cefalorraquidiano está hipointenso o Gordura está hiperintensa o Ponte apresenta fibras transversas, que não são tão fáceis de serem visualizadas o Tegmento da ponte é a porção ventral o Base da ponte é separada do segmento através do lemnisco medial o Pedúnculos cerebelares médios são grandes massas de substância branca o Dois nervos importantes saem do tronco e entram no conduto auditivo interno: vestibulococlear e facial o Pedúnculos cerebelares superiores são melhores vistos na transição da ponte com o mesencéfalo Que estruturas podem ser identificadas na ponte em um corte axial? 1. Trato corticoespinhal 2. Fibras transversais 3. Lemnisco medial 4. Formação reticular 5. Trato espinotalâmico lateral 6. Pedúnculo cerebelar médio 7. IV ventrículo Imagem abaixo: o Corte ponderado em T1 o Gordura branca, hiperintensa o Líquido cefalorraquidiano hipointenso o Vasos estão brancos, hiperintensos também não é hemorragia, tem outra causa Plano coronal em um corte mais ou menos oblíquo: Plano sagital com destaque para o pedúnculo cerebelar superior: MESENCÉFALO Imagem abaixo: o Base do mesencéfalo é tida como “orelhas do Mickey” base do mesencéfalo ou pedúnculos cerebrais o No meio passam os tratos piramidais o Posteriormente encontra-se o aqueduto de Sylvius o Não dá para visualizar substância negra no corte ponderado em T1 o Tegmento fica entre as substâncias negras o Posteriormente ao aqueduto encontram-se os colículos inferiores (está começando o mesencéfalo) Teto do mesencéfalo também é conhecido como lâmina quadrigeminal o Local onde vão ser encontrados os colículos superiores e inferiores Somente no plano sagital é possível visualizar o aqueduto o Encontra-se entre a lâmina quadrigeminal e o tegmento do mesencéfalo Tegmento do mesencéfalo apresenta vários núcleos e tratos Se for feito um corte passando pelo colículo inferior, tem-se uma referência de que se está, realmente, no colículo inferior: decussação dos pedúnculos cerebelares superiores Corte mais superior passa ao nível dos núcleos rubros o Parte do sistema extrapiramidal o Responsável pela coordenação dos movimentos e conexões com cerebelo Na ressonância só é possível visualizar os núcleos rubros, não vai ser possível ver a decussação dos pedúnculos Se cortar o mesencéfalo e não tiver núcleo rubro é sinal de que se está em um corte mais inferior, nos colículos inferiores Ao nível dos colículos inferiores: pedúnculos, tegmento, substância cinzenta periaquedutal Só vai ser possível visualizar os núcleos rubros em um corte ao nível do colículo superior Substância negra apresenta-se como cinza claro em uma ressonância Aqueduto apresenta-se preto devido a presença de vasos, ou seja, ele é hipointenso Imagem abaixo: o Corte sagital ponderado em T2 o Liquido cefalorraquidiano branco o Paciente apresenta uma lesão no teto do mesencéfalo o Glioma do teto mesencefálico o Tumor está fazendo uma estenose, dificultando a passagem do líquido cefalorraquidiano ao fechar o aqueduto o III ventrículo apresenta-se maior devido a uma estenose do aqueduto Cortes ponderados em T2 mostram a estrutura interna do tronco cerebral o Nível dos colículos superiores: pedúnculos cerebrais, substância negra, núcleos rubros, substância cinzenta periaquedutal e aqueduto o Nível dos colículos inferiores: pedúnculos cerebrais, tegmento e substância cinzenta periaquedutal mais hiperintensa Até um tempo atrás o aparelho mais comum era a ressonância de 1,5T para visualização dos núcleos rubros (mesencéfalo ao nível dos colículos superiores) Atualmente, utiliza-se da ressonância de 3T para visualizar os núcleos o Maior resolução de contraste o PC: pedúnculos cereberales o SN: substância negra o NR: núcleo rubro o SCPA: substância cinzenta periaquedutal Decussação dos pedúnculos cerebelares superiores fica mais fácil de ser visualizado no corte sagital T1 mediano o Mesencéfalo ao nível dos colículos inferiores TEGMENTO MESENCEFÁLICO Anterior ao aqueduto Localizado entre o aqueduto e os pedúnculos cerebrais Núcleos de nervos: oculomotor, troclear e núcleo mesencefálico do trigêmeo Núcleos cinzentos: núcleos dos colículos inferior e superior, núcleos rubros e substância negra o Colículo inferior: aferências auditivas o Colículo superior: impulsos visuais o Substância negra: conexões com núcleos da base responsável pela lentificação dos movimentos no Parkinson o Núcleos rubros: sintomas mais comuns são ataxia e coréia Substância negra não faz parte da via piramidal, faz parte do sistema extrapiramidal Em um corte ao nível do colículo superior, vai ser visualizado: 1. Substância negra: conexão com os núcleos da base 2. Núcleos rubros: sistema extrapiramidal 3. Formação reticular: nível de consciência 4. Colunas dorsais dos lemniscos dorsais: propriocepção e vibração para o tálamo contralateral 5. Tratos espinotalâmicos: dor e temperatura no tálamo contralateral 6. Substância cinzenta periaquedutal Ao nível dos colículos inferiores, vai ser visualizado: substância negra, lemnisco medial, decussação das pirâmides, substância cinzenta periaquedutal, trato espinotalâmico e aqueduto o Não vai ser visto em corte axial o Pode ser visto em cortes sagitais ponderado em T1 Ressonância 3T de um cadáver: Colículo superior: núcleos rubros Legenda: 5: substância negra 3: núcleos rubros 15: substância cinzenta 22: lemnisco lateral *: aqueduto Colículo inferior: decussação dos pedúnculos cerebelares superiores Base do mesencéfalo: pedúnculos cerebrais o Fibras axonais descendentes conectam o córtex cerebral com o tronco e a medula espinhal Porção inferior da ponte: presença dos colículos faciais o Elevação no assoalho do IV ventrículo formado pelas fibras do nervo facial ao curvarem-se sobre o núcleo do nervo abducente Imagens abaixo: o Corte axial ponderado em T2 o Líquido cefalorraquidiano branco o Corte axial ponderado em difusão o Melhor imagem para ver acidente vascular isquêmico o Imagem hiperintensa Imagens abaixo: representações da porção média da ponte, dos pedúnculos cerebelares médios o Representados pelos pontinhos rosas Imagem abaixo: o Lesão na emergência do pedúnculo cerebelar esquerdo Porção média da ponte o Trato piramidal: desce pelos pedúnculos cerebrais, passando pela porção lateral da ponte o Fascículos são os tratos corticoespinais Imagens abaixo: comparação entre uma porção superior da ponte normal e uma patológica o Paciente com esclerose múltipla o Tegmento da ponte hiperintenso o Saída do nervo trigêmeo hiperintenso Imagem abaixo: pedúnculos cerebelares inferiores na região bulbar Imagens abaixo: comparação de uma RM ponderada em T2 de plano axial de um paciente normal e um paciente patológico, em relação ao bulbo