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01/04/2021 Univiçosa - Platão Virtual https://www.plataovirtual.com.br/univicosa/aluno#disciplinas/8141/avaliacoes/8298 1/4 Atenção! É necessário enviar a avaliação clicando no botão 'Enviar' no final da página, caso contrário sua avaliação não será validada. 1 - Santo Agostinho estabelece uma específica relação entre o universo das leis morais e o universo das leis do Estado. Para ele, a dimensão à qual deve se adequar o direito positivo, isto é, as leis escritas com o fim de se tornarem justas é: A) A Sagrada Escritura B) A Lei Eterna C) O Direito Natural D) A Lei Temporal 2 - Segundo Agostinho, o universo político-jurídico medieval apresenta-se de maneira bastante diversa daquele que havia se desenvolvido na polis grega. Muito disso se relaciona à posição do Estado em relação às possibilidades legislativas. Dentre as diferenças mais importantes se encontra a condição de autonomia ou heteronomia do Estado na proposição das leis, donde deriva exatamente a compreensão do papel da justiça. Assinale a alternativa que expressa CORRETAMENTE essa relação entre Justiça e Estado na acepção agostiniana: A) O Estado é autônomo na criação das leis ao buscar fundamentar-se na justiça divina. B) O Estado é heterônomo na criação das leis exatamente por pautar-se nas exigências de uma justiça de maior amplitude, isto é, no Direito Natural. C) O Estado é heterônomo na produção das leis, uma vez que pauta-se apenas nas condições históricas nas quais se encontra e a partir da qual avalia o que seja o justo. D) O Estado é autônomo na produção das leis, uma vez que pauta-se apenas nas condições históricas nas quais se encontra e a partir da qual avalia o que seja o justo. 3 - Associe as leis da primeira coluna às definições da segunda a partir da teoria de Tomás de Aquino: 1. Lei Divina 2. Lei Natural 3. Lei Eterna 4. Lei Humana ( ) É a própria revelação, na medida em que o ser humano não é capaz de alcançá-la por seus próprios méritos, mas apenas por graça de Deus. ( ) Constitui aquela parte apreensível pela razão humana, se estabelecendo como tendência natural e normativa observada nas coisas ( ) Revela o plano de Deus e a ordem das coisas ( ) Derivada a partir da parte apreendida pelo ser humano e conforme aos princípios da moralidade. Quanto mais próxima se encontra aos princípios, mais justa será; quanto mais se distancia, mais pervertida 01/04/2021 Univiçosa - Platão Virtual https://www.plataovirtual.com.br/univicosa/aluno#disciplinas/8141/avaliacoes/8298 2/4 se torna Assinale a alternativa que relaciona adequadamente as leis e suas respectivas definições: A) 1-2-3-4 B) 2-3-4-1 C) 3-4-1-2 D) 3-2-1-4 4 - Considere os conceitos aristotélicos de justiça abaixo: 1. Sentido Geral 2. Justiça Distributiva 3. Justiça Corretiva Formal 4. Justiça Corretiva Substantiva Considere agora as seguintes definições: ( ) Princípio corretivo nas transações privadas proporcional ( ) Agir de acordo com a lei e, consequentemente, a ação injusta é a infração à lei. ( ) Princípio corretivo nas transações privadas de maneira igual a todos ( ) Direito a uma parte dos bens sociais relativa à função exercida no corpo social Assinale abaixo a alternativa que relaciona corretamente conceitos e definições: A) 3-2-4-1 B) 4-1-3-2 C) 3-1-4-2 D) 4-2-3-1 5 - A partir da leitura de Aristóteles (Ética a Nicômaco), assinale a alternativa que corresponde à classificação de justiça constante do texto: “... uma espécie é a que se manifesta nas distribuições de honras, de dinheiro ou das outras coisas que são divididasentre aqueles que têm parte na constituição (pois aí é possível receber um quinhão igual ou desigual ao de um outro)...” A) Justiça Distributiva B) Justiça Comutativa C) Justiça Natural D) Justiça Corretiva 6 - Em seu diálogo As Leis Platão lida com um modelo de filosofia política um tanto diverso daquele mais conhecido, A República. Tal diferença se deve, em grande medida, ao caráter mais pragmático do primeiro face ao mais ideal e regulador do segundo. Tal caráter mais pragmático resulta em certa caracterização do comportamento dos cidadãos em relação às leis, conforme consta na seguinte alternativa: 01/04/2021 Univiçosa - Platão Virtual https://www.plataovirtual.com.br/univicosa/aluno#disciplinas/8141/avaliacoes/8298 3/4 Enviar A) O conhecimento filosófico é entendido como precondição para atuar na esfera legislativa, de modo que a ignorância deve manter as pessoas em total e incondicional obediência às regras propostas pelo legislador. B) O conhecimento filosófico estabelece que qualquer um pode governar a polis. C) O conhecimento filosófico é característica determinante para a opção política governamental da polis. D) O processo legislativo deve obedecer às premissas democráticas: não havendo competência prévia em política, todo e qualquer cidadão pode e deve participar do processo deliberativo de construção da legislação da polis. 7 - Considere a análise feita acerca da relação entre direito natural e direito positivo a partir da tragédia de Sófocles, "Antígona". A respeito dela é CORRETO afirmar que: A) Antígona afirma, em sua defesa, que o princípio de justiça que fundamenta sua ação emana dos deuses, de modo que as leis humanas, de Creonte, não seriam fortes o suficiente para alterar ou revogar tal princípio. B) Creonte defende que aquele a quem o Estado confere poder deve ser obedecido até nas mínimas coisas, sendo estas justas ou injustas, porque a não obediência a ele implica na não obediência ao princípio sagrado e divino da justiça. C) Creonte defende sua posição remetendo ao dever normativo de todo e qualquer rei, fundado no princípio sagrado e divino do governo. D) Ao sepultar seu irmão Polinices, Antígona defende o direito sagrado e imutável do rei ao ditar as leis da comunidade política. 8 - Considere a citação abaixo de Alyson Mascaro: "A filosofia do direito quase sempre é ignorada pelo filósofo (...). Mas, ao mesmo tempo, a filosofia do direito é ignorada pelo próprio jurista (...). Trata-se, portanto, de uma duplamente enjeitada." As razões para a ignorância daqueles que atuam nos dois campos fundadores da disciplina, segundo Mascaro, são: A) Filósofos ignoram porque desconhecem a filosofia; juristas ignoram porque não identificam nela quaisquer utilidades. B) Filósofos ignoram porque desconhecem ou não se interessam pelos assuntos jurídicos; juristas ignoram porque não identificam nela quaisquer utilidades. C) Filósofos ignoram porque possuem mais interesse na vida forense que na reflexão crítica sobre o direito; juristas, porque estão mais preocuopados com os assuntos filosóficos. D) Filósofos ignoram porque não identificam utilidade prática; juristas, porque não dispõe de interesse na reflexão crítica sobre seu próprio objeto. 01/04/2021 Univiçosa - Platão Virtual https://www.plataovirtual.com.br/univicosa/aluno#disciplinas/8141/avaliacoes/8298 4/4