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Medicina FTC – 2021.1 Catarina Viterbo 
Prof. Licemary Lessa – Emergências Obstétricas - 22/03/2021 
Cardiotocografia 
Paciente com aumento da PA. Seja por: 
• HAS crônica 
• Pré-eclâmpsia 
• HAS crônica superajuntada com a pré-
eclâmpsia → Hipertensão gestacional 
Avaliação 
• Acima de 28 semanas → Doppler 
• Acima de 30 semanas → Cardiotocografia 
Além desses, também é feito o perfil biofísico. 
Cardiotocografia 
Exame semelhante ao ECG 
Coloca-se um cinto na paciente e ele vai 
desenhando um traçado, que são os batimentos do 
bebê 
Objetivos: monitorizar a FC do bebê 
Indicações 
• Gemelaridade 
• Gestação prolongada 
• Rotura prematura de membranas 
• Restrição no crescimento fetal 
• Oligodrâmnio ou polidrâmnino 
• Prepaturidade 
• Mal-passado obstétrico 
• Anormalidades fetais 
• Síndromes hipertensvas 
• Diabetes e DMG 
• Cardiopatias 
• Pneumopatias (ex: asma) 
• Colagenases 
• Hematopatias 
• Nefropatias 
• Trombofilias 
Instalação da Cardiotografia 
1. Paciente deve estar em um ângulo de 45º 
2. Um cinto vai amarrar o primeiro sensor que 
fica no fundo de útero 
3. O segundo sensor fica próximo ao lado de 
posição do bebê. 
a. Posição do bebê à esquerda → 
Sensor à esquerda. 
4. Resultado do exame é traduzido e impresso. 
 
Nesse aparelho, temos também: 
• Sensor (ou sonda) azul que é colocado no 
fundo do útero e o 
• Sensor rosa: na região do coração. 
Caso de gêmeos → Coloca um sensor rosa para 
cada bebê. 
 
 
O resultado sai em um papel milimetrado, em que 
cada quadrado grande corresponde a 1cm. O 
desenho vai sendo feito correndo 1cm/minuto. 
Contrações: são representadas pela seta preta. A 
linha sobe, quase atingindo o número 6 e depois no 
número 20. 
O útero possui um tônus de 20mmHg, por isso que 
linha passa em cima do 20. 
Medicina FTC – 2021.1 Catarina Viterbo 
Só que se a grávida contraí, o 20mmHg vai subir. Isso 
são as contrações e vai mostrar a suas intensidades 
em mmHg. 
Ao olhar uma cardiotocografia devemos avaliar se 
tem contrações ou não. 
Batimentos: retângulo, que representa a 
variabilidade da cardiotocografia. Linha de base. 
• Vertical: os valores que variam de 60 a 180 
bpm 
• Horizonta: desenho da medida dos 
batimentos, que vai determinar a constância 
dos batimentos. 
Nesse exemplo a média é de 150bpm, ou seja, a FC 
do bebê está em torno de 150bpm. 
Interpretaão dos parâmetro da FCF avaliacos 
pela cardiotocografia 
FCF basal 
• Bradicardia </ 110 bpm por mais de 10 
minutos. 
• Normal: 110-160 bpm 
• Taquicardia: >/160 bpm (por mais de 10’) 
Variabilidade da FCF basal → É o traçado 
rabiscado de tanto subir e descer. 
Isso tem relação com o sistema autônomo do feto, por 
isso não feita antes da 30 semana, porque esse 
sistema não está completamente desenvolvido. 
• Ausente: amplitude indetectável 
• Mínima: amplitude de 0 a 5 bpm 
• Moderada: amplitude de 6 a 25 bpm 
• Acentuada: amplitudo >25 bpm 
Acelerações 
Relação que fazemos do batimento do bebê 
• Antes da 32ª sem aumento abrupto da FCF 
com ápice >/10 bpm e duração >/10s 
• Após da 32ª sem aumento abrupto da FCF 
com ápice >/15 bpm e duração >/15s 
Desaceleração tardia: Queda gradual e simétrica 
da FCF, com retorno à linha de base, associada à 
contração uterina. 
• Presença de decolagem, com o nadir da 
desaceleração ocorrendo após o ápice da 
contração. 
• Na maioria dos casos, o início, nadir e retorno 
da desaceleração ocorre após o começo, 
ápice e final da contração, respectivamente. 
Desaceleração precoce: Queda gradual 
 
Monitorização fetal eletrônica contínua – MFEC 
• Introduzida em 1960 
• Procedimento obstétrico mais comum 
• Pode ser por métodos diretos e indiretos 
• Monitorização eletrônica interna (Direta) 
Monitorização fetal externa (indireta) 
Atividade cardíaca basal 
• A linha de base varia entre110-160 bpm 
• Taquicardia → .maior que160 bpm 
• Bradicardia → menor que 110 
 
Linha de base → 140 bpm 
Primeira subida → AT (aceleração transitória), que 
subiu de 140 até 160, que durou quase 1 minuto. 
• É uma aceleração porque subiu mais que 15 
batimentos (140→160 são 20 bpm) 
Essa cardio a princípio está normal, mas o ideal é 
que se diga a IG e o problema que ela tem. 
Ex: uma cardio mostrar uma aceleração que só 
chega a 10 segundos e só subiu 10 batimentos, e for 
Medicina FTC – 2021.1 Catarina Viterbo 
37 semanas, não pode dizer que é uma aceleração, 
vai se falar só de variabilidade. 
Taquicardia 
 
Linha de base → entre 160-180, que dura mais que 
10 minutos. 
Bradicardia 
 
Linha de base → entre 100-120 
Variabilidade 
Quantificada com amplitude do ápice ao nadir em 
BCF. Determinada pela interação do sistema nervoso 
simpático 
É em relação do pico, da subida do traço até a 
base dele. 
• Ausente → Indetectável 
• Mínima: < que 5bpm 
• Moderada: de 5 a 25 bpm 
• Acentuada: >25bpm 
o Drogas e alterações no sistema 
neurológico causam isso. 
 
Dividindo em 2 a figura podemos ver: 
Na parte de baixo, sobe e depois mantém a linha, 
isso são as contrações. 
O basal dessa cardio é mais ou menos acima de 
zero, que é o tônus basal dessa paciente. Ela atinge 
quase 80 quando sobe, se contarmos os quadrados 
grandes, vamos ter em torno de 15 minutos, ou seja, 
ele teve 3 contrações com um intervalo de 15 minutos 
entre uma e outra. Ou seja, 3 para quinze, assim como 
1 para 5 (a cada 5 min). 
A parte de cima, em azul, é o coração do bebê, que 
sobe e desce, é a variabilidade, nessa leitura chega 
de 150 até 180 (já no final, tem uma aceleração) 
mas, a linha de base fica em torno de 180. 
Variabilidade Mínima 
 
Não conseguimos ver. 
Quando vamos dividir nos quadradinhos, se um 
quadradinho do número de 60 para 80 são 20 
tracinhos milimetrados, quando fazemos a divisão, da 
2 a 2,5 e assim conseguimos ter a medida da 
variabilidade. 
Variabilidade acentuada 
 
A variabilidade é tão grande que parece um borrão. 
 
Medicina FTC – 2021.1 Catarina Viterbo 
1ª Cardio → Linha de base em 60bpm. O bebê está 
em sofrimento. Não dá para ver variabilidade, 
semelhante a uma assitolia. 
2ª Cardio → Variabilidade aumentada. Linha de 
base mais ou menos 140 bpm. 
3ª Cardio → Variabilidade diminuída. Parece uma 
assistolia. 
4ª Cardio → Padrão Sinusoidal e indica anemia fetal. 
Sofrimento fetal. 
Monitorização fetal externa (indireta) 
Aceleração 
Aumento súbito detectável na batimento cardíaco 
fetal (bpm) 
• >32 semanas, 15 bpm por 15s – 2 minutos 
• <32 semanas, 10 bpm por 15s – 2 minutos 
Aceleração prolongada quando sua duração é 
igual ou superior a 2 minutos e inferior a 10 
minutos. 
Quando superior a 10 minutos é mudança de base 
 
Mostra uma aceleração clássica. 
A linha de base estava em 140bpm e depois subiu 
para 180 
 
Tem situações que tem uma variabilidade que tá 
pouquinho, que pode ser: 
• Bebê dormindo 
• Mãe sob ação de drogas sedativas. 
• Bebê em sofrimento 
Como diferenciar? 
No caso da mãe, o ideal é que acorde e o bebê faz 
a mesma coisa, tentar acordar com um estímulo 
sonoro. 
• O bebê vai ser acordado por uma buzina, 
mas o que acorda é a vibração e não o som. 
• Mesmo que não tenha som pode usar o 
viracall do celular para acordar. 
Na imagem acima, o bebê acorda, tem uma 
aceleração e volta para linha de base. Veja que a 
variabilidade também ficou maior. 
Desacelerações 
Descer 15 batimentos em 15seg (contrário de 
aceleração) 
• Precoces ou tipoI: coincide o cume da 
desaceleração com o pico da contração. 
A desaceleração que vem junto com a contração, 
que é vista muito no trabalho de parto sem sofrimento 
fetal, vem de um reflexo vaso vagal, que acontece 
ao apertar o polo cefálico do bebê. 
O parassimpático vai agir diminuindo os batimentos, 
mas o logo o simpático atua fazendo os batimentos 
subirem formando a imagem em espelho 
É um mecanismo fisiológico, 
 
Medicina FTC – 2021.1 Catarina Viterbo 
• Tardia: é em espelho, semelhante a precoce, 
só que, o bebê na contração não tem uma 
resposta muito boa a diminuição do fluxo 
sanguíneo para ele. 
o Ex: Bebê com pré-eclâmpsia, ICC, 
restrição do crescimento. placenta 
velha que não está nutrindo direito 
o bebê. 
Quando tem a contração, que aumenta a resistência 
no vaso e diminui o tamanho dele na contração, o 
fluxo de sangue flui devagar. 
O bebê que tem uma boa reserva, dá conta disso, o 
que não tem vai começar a desacelerar, ele sustenta 
um pouco e depois desacelera. 
A desaceleração ocorre depois da contração. 
A desaceleração tardia é aquela que o pico da 
contração vem e depois vem a descida (o cume) 
 
Variável 
Não é uma imagem em espelho como as anteriores. 
O pico de decida e subida acontece depois da 
contração. 
O bebê está com pouco líquido e qualquer 
compressão que se dá no cordão por que o espaço 
diminuiu, o batimento diminui por que diminui fluxo 
para o coração. 
Vai ter a desaceleração do coração, mas, logo ele 
se movimenta e libera o sangue do cordão que 
estava comprimido para o coração e aí volta a 
bater novamente normal. 
 
Parece um W, ela não consegue respeitar as 
variações. 
Importante: As desacelerações tardias e variáveis 
em mais de 50% do traçado fala a favor de 
sofrimento fetal!! 
 
Isso pode caracterizar como cardio categoria III ou 
se tiver sem contração não tranquilizadora. 
Prolongada: vinha a linha de base, aí do nada, 
desce e depois volta 
Padrão sinusoidal: corresponde a anemia fetal, o 
feto está em sofrimento. 
 
Antigamente, se classificava como feto ativo ou 
inativo dependendo da classificação que fizesse. 
O feto que tivesse 4-5 pontos seria um feto ativo. 
Hoje não usa mais, tende a usar categoria 1,2 e 3. 
Variáveis 
 
Tardias 
 
Medicina FTC – 2021.1 Catarina Viterbo 
Prolongadas 
Vinha variando por algum motivo desceu e depois 
voltou. 
É aquela desaceleração isolada, não tem mais outra. 
 
Categorias 
 
Categoria I 
Inclui todos os critérios: 
• Linha de base: 110-160 bpm 
• Variabilidade da FCF: moderada 
• Desacelerações tardias ou variáveis: 
ausentes 
• Desacelerações precoces: presente ou 
ausentes 
o Como é fisiológica pode estar 
presente ou não. 
• Acelerações: presentes ou ausentes. 
 
Acelerando, variando, linha de base (110-160), não 
tem desaceleração precoce 
Categoria II 
São aqueles que não se enquadram na Cat. I ou III 
Quando isso acontece, repete o exame até que ela 
se enquadre no I ou no III 
• Linha de base: bradicardia com boa 
variabilidade ou taquicardia 
• Variabilidade da linha de base: mínima, 
ausente sem desacelerações repetitivas, 
variabilidade acentuada. 
• Acelerações: ausência de acelerações 
induzidas após estimulação fetal. 
• De aceleração: desacelerações variáveis 
recorrentes acompanhadas de variabilidade 
de linha de base mínima ou moderada, 
desaceleração prolongada (.2 e <10 min), 
desacelerações tardias recorrentes com 
variabilidade moderada da linha de base, 
desacelerações variáveis com outras 
características como retorno lento a linha de 
base, overshoots* ou ombros. 
 
Variabilidade comprimida, mas só tem uma 
desaceleração tardia, não tem mais que 50% do 
traçado. 
Se no futuro vai ser, não sabemos, o que a gente 
sabe é que não encaixou nem na 1 e nem na 3. Por 
isso, a gente repete o exame. 
Importante → Variabilidade é o fator mais marcante 
para hipóxia fetal, quando ver variabilidade 
comprimida se preocupem. 
• A não ser que ela esteja usando, sulfato de 
magnésia, neosin → Algum sedativo 
Categoria III 
Incluem: 
• Ausência de variabilidade da linha de base 
e qualquer um dos seguintes → Semelhante a 
assistolia. 
1) Desacelerações tardias recorrentes (não é 
uma só, tem que ser + 50% do traçado) 
2) Desacelerações variáveis recorrentes (não é 
uma só, tem que ser + 50% do traçado) 
3) Bradicardia 
Ou 
• Padrão sinusoidal 
O que não tiver nem no I e nem no III, vai só poder 
estar no II. 
Medicina FTC – 2021.1 Catarina Viterbo 
 
Variabilidade pequena, 
Círculo → Desaceleração que não tem margem em 
espelho. Formando um W. 
Desce mais lento e sobe mais rápido parece que tem 
uma diferença pequena. 
Parecem ser 3 umbilicais 
Desaceleração para parto DIP Tipo 3 (DIP-3) 
Esse bebê pode estar em sofrimento 
 
Esse é questionável porque tem uma variabilidade e 
uma FC de linha de base de 90, mas tem uma 
bradicardia. 
Boto III, mas ela pensa que poderia ser um II. 
Classificação dos traçados 
Categoria I 
• Preditiva de estado ácido-básico fetal 
normal 
• Nenhuma ação específica é necessária 
Categoria II 
• Não é preditiva de estado ácido básico fetal 
anormal 
• Exige reavaliação e supervisão contínua 
• Pode requerer exames complementares ou 
medidas de reanimação intra-uterinas. 
Categoria III 
• Associada à estado acido básico fetal 
anormal 
• Exige avaliação rápida 
• Exige medidas de reanimação intrauterinas 
imediatas. 
Gemelar 
Tem duas linhas, uma vermelha e uma azul.

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