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VACINAS I - MÓDULO DE - Vacinação e Saúde Pública Importância da Vacinação • Doença transmissível ou infecciosa é aquela que pode ser transmitida, levada de uma pessoa ou de um animal a outra pessoa ou animal. Todas as doenças infecciosas são causadas, obrigatoriamente, por seres vivos, denominados agentes infecciosos. Doenças Infecciosas • É a invasão, o desenvolvimento e multiplicação de um microrganismo (antígenos patogênicos ou patógenos) em nosso corpo causando doenças. Infecções Doenças Infecciosas Doenças infecciosas e parasitárias são responsáveis por cerca de 25% da mortalidade mundial, especialmente em crianças menores de 5 anos. Doenças Infecciosas Doenças Infecciosas • Doenças como sarampo, rubéola, difteria, poliomielite, coqueluche e meningite são transmitidas facilmente, podendo atingir muitas pessoas em pouco tempo, porém podem e devem ser controladas pelos serviços de saúde. A Vigilância no Controle das Doenças Infecciosas Os meios de que os serviços de saúde devem dispor para combater essas doenças são vacinação, orientações para melhorar as condições de saneamento, tratamento dos doentes, encaminhamento para serviços com mais recursos, etc. A vacinação é a ação em saúde com maior impacto na diminuição da mortalidade e morbidade, ao lado do saneamento básico. – Não há vacinas para um número significativo de patógenos. – Algumas vacinas não protegem completamente. Vacinação O pioneiro Edward Jenner (1798/EUA) – descoberta da vacina • Observou que as vacas tinham uma versão mais leve da varíola (varíola bovina ou bexiga vacum); • Pessoas que ordenhavam vacas não contraíam a varíola, desde que tivessem adquirido a forma animal da doença, “An Inquiry into the Causes and Effects of the Variolae Vaccinae, a Disease Known by the Name of Cow Pox". Vacinação Vacinação Em 1881, quando o cientista francês Louis Pasteur começou a desenvolver a segunda geração de vacinas, voltadas a combater a cólera aviária e o carbúnculo, ele sugeriu o termo para batizar sua recém- criada substância, em homenagem a Jenner. A partir de então, as vacinas começaram a ser produzidas em massa e se tornaram um dos principais elementos para o combate a doenças no mundo. Objetivos • Proteção contra doenças infecciosas de importância epidemiológica, com grande morbidade e/ou letalidade – Propiciar imunidade ativa. – Imunidade e memória imunológica similar a infecção natural, mas sem os riscos inerentes à doença. Vacinação 1 • Utilização de organismos atenuados 2 • Utilização de organismos inativados 3 • Cultura celular de virus 4 • Engenharia genética 5 • Indução da imunidade celular 6 • Vacinologia reversa Vacinação Histórico - Brasil • O Início da Vacinação 1804 – vacina contra a varíola chegou ao Brasil por iniciativa do Barão de Barbacena, que enviou escravos a Lisboa para serem imunizados. Dificuldades - Aprovada no Congresso em 31/10/1904, a lei que tornou a vacina contra varíola obrigatória no país. - Dia 10 de novembro desse mesmo ano, o descontentamento popular explodiu nas ruas. Vacinação • 1971 – último caso de varíola • 1980 – Inicio das Campanhas Nacionais de Vacinação contra Poliomielite, com resultados satisfatórios, que fez com que a OPAS recomenda-se esta estratégia para diversos países do mundo. • 1989 – Último caso de poliomielite no país, que recebeu em 1994 o Certificado de erradicação da Poliomielite pela OMS. 2016, o país também recebeu o Certificado de Eliminação da Circulação do Vírus do Sarampo. Histórico - Brasil Vacinação • 1973 – instituído o Programa Nacional de Imunização Lei n° 6.259, de 30/10/1975, regulamentada pelo Decreto n° 78.231, de 12/08/1976, institucionaliza o PNI e define suas competências, como sendo: • Implantar e implementar as ações do Programa, relacionadas com as vacinações de caráter obrigatório; • Estabelecer critérios e prestar apoio técnico e financeiro à elaboração, implantação e implementação do programa de vacinação; • Estabelecer normas básicas para a execução das vacinações; • Supervisionar e avaliar a execução das vacinações no território nacional; • Analisar e divulgar informações referentes ao PNI. Histórico - Brasil O principal objetivo do Programa, ao longo desses 46 anos, tem sido controlar, eliminar e/ ou erradicar doenças infecto-contagiosas e imunopreveníveis como a poliomielite, sarampo, difteria, tétano, coqueluche, febre amarela, hepatite B, rubéola congênita e as formas graves da tuberculose, mediante a imunização sistemática da população Vacinação PNI Vacinação PNI Vacinação PNI • Calendário Básico de Vacinação • CRIE – Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais • Vigilância Epidemiológica dos Eventos Adversos Pós-Vacinação • Programa Nacional de Auto Suficiência em Imunobiológicos • Central Nacional de Armazenagem e Distribuição (CENADE) • Rede de Frio • Sistema de Informação • INCQS – Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde • Sistema Nacional de Supervisão • Comitê Técnico Assessor do PNI Vacinação PNI Fonte: Ministério da Saúde, Tabnet, DATASUS. Elaboração: FIOCRUZ Fonte: Ministério da Saúde, Tabnet, DATASUS. Elaboração: FGV/DAPP Evolução trimestral da quantidade de doses de vacinas aplicadas no Brasil Fonte: Ministério da Saúde, SIPNI. Elaboração: FGV/DAPP Evolução anual da taxa de cobertura de tríplice viral – 2000 até 2018 no Brasil Fonte: PNI-SNI; Datasus. De sc ul pa s p ar a nã o va ci na r Mas as vacinas funcionam? Como as vacinas funcionam 1. O sistema imune cria uma barreira que impede que bactérias e vírus entrem no corpo. 2. Se uma bactéria ou vírus entra no corpo, o sistema imunológico tenta detectá-lo e eliminá-lo antes que se aloje e se reproduza. 3. Se um vírus ou bactéria se reproduz e começa a causar problemas, seu sistema imune é responsável por eliminá-lo. A proteção do organismo Moléculas Células Órgãos Sistema imune Primários ou Geradores: Medula óssea Timo Secundários ou Periféricos: Baço Linfonodos ---------------------------------------------------------------- Tecido Linfóide Cutâneo Tecido Linfóide Associado à Mucosa Órgãos Órgão linfóides e tecidos linfóides Tipos de resposta IMPEDE ELIMINA CONTROLA Resposta imune Inata ou Natural Mecanismos prontos Rápida Resposta imune Adaptativa ou Adquirida Mecanismos não se encontram os prontos Demorada (Dias) ERRADICAR Tipos de respostas imune Horas Dias Tempo após a infecção Barreiras físicas e químicas Fagócitos Complemento Células NK Linfócitos B Imunidade Adquirida Imunidade Inata Linfócitos T Anticorpos Células T efetoras Citocinas pró-inflamatórias, quimiocinas, PCR. Citocinas Grânulos Citotóxicos Microrganismo Componentes da resposta inata e adquirida ü Inato ü Primeira resposta a presença do microrganismo ü Não precisa de contato prévio –Rápida para começar ü Impede, elimina ou controla a infecção ü Possui Receptores de Reconhecimento de Padrões – RRP ou PRR ü Reconhece Padrões Moleculares Associados a Patógenos - PAMP; Características da resposta imune inata Defesas naturais externas A Imunidade Inata precisa de ajuda! INATA A. Barreiras físicas e químicas • Pele, pelos, mucosa, cílios, muco, pH, lisozima. B. Células efetoras • Monócitos/macrófagos, Neutrófilos, Mastócitos, Eosinófilos, Basófilos e Células NK. C. Proteínas efetoras • Citocinas, Proteínas de fase aguda e Proteínas do complemento. ADQUIRIDA A. Produtos Secretados: Citocinas e Anticorpos B. Células Linfócitos Moléculas efetoras - Grande Diversidade - Grande Especificidade - A ExpansãoClonal - Desenvolvimento de Memória - Capacidade de Auto-Limitação (Homeostasia) - Capacidade de Discriminação entre o self e o non self Características da Resposta Imune Adquirida Diversidade - Um indivíduo é capaz de produzir um número enorme clones de linfócitos com receptores estruturalmente distintos. • Linfócitos T - 1011 TCRs diferentes. • Repertório de aproximadamente 109 anticorpos (BCRs) diferentes Linfócito T auxiliar = LTCD4+ Linfócito T CD8+ Linfócito B TCR TCR BCR Propriedades da Resposta Imune Adquirida Especificidade – capacidade em distinguir cada um dos componentes do antígenos (“epítopo” ou “determinante antigênico”) e de montar uma resposta específica para cada um deles. BCR BCR BCR Propriedades da Resposta Imune Adquirida Expansão clonal – Após o reconhecimento do antígeno e dos sinais de ativação, os linfócitos específicos para o antígeno proliferam. Aumenta o número de células que apresentam receptores idênticos para o antígeno. Propriedades da Resposta Imune Adquirida Memória - refere-se à capacidade da imunidade adquirida se “lembrar” de um contato prévio com um determinado antígeno, de maneira que uma exposição ao mesmo antígeno leve a uma resposta imune mais rápida e mais eficiente. Homeostasia – A duração da resposta imune é limitada e sofre influência da presença do antígeno. Diminuindo o antígeno, diminui a resposta imune contra ele. Discriminação entre o próprio e o não próprio – Ausência de resposta aos antígenos próprios. Propriedades da Resposta Imune Adquirida Fases da Resposta Imune Adquirida Células do Sistema Imune Progenitora Linfóide Monócito Macrófago Neutrófilo Eosinófilo Basófilo Mastócito Célula -Tronco Pluripotente Linfócito célula NK Progenitora Mielóide Linfócitos T, Linfócitos B e Células NK Medula -óssea Sangue Célula Dendrítica Granulócitos ou polimorfonucleares Anticorpos • São uma família de glicoproteínas produzidas pelos Linfócitos B. • São também conhecidos como Imunoglobulinas (Ig): IgD, IgM, IgG, IgA, IgE. • Os anticorpos são encontrados: § Ligados à membrana das Células B: onde funcionam como Receptores de Célula B (BCR). § Como anticorpos solúveis: secretados no plasma, nas secreções mucosas e no líquido intersticial. Imunidade Humoral Anticorpos IgM - Ativa o sistema do complemento Mecanismos efetores mediados por anticorpos IgG – Ativam o Complemento Lise (MAC) Opsonização (C3b) Inflamação (C3a e C5a) Mecanismos efetores mediados por anticorpos IgM, IgG e IgA – Neutralizam Toxinas Toxina Célula Mecanismos efetores mediados por anticorpos IgM, IgG e IgA – Bloqueiam Infecções Virais e/ou Bacterianas Mecanismos efetores mediados por anticorpos IgG - Favorece o processo de Fagocitose Opsonização - IgG Mecanismos efetores mediados por anticorpos IgG – Participa do processo: Citotoxicidade celular dependente de anticorpo - ADCC Célula alvo Célula recoberta por Ac Célula NK Morte da célula recoberta por Ac Receptor para a região Fc de IgG IgE – Participa do processo: Citotoxicidade celular dependente de anticorpo – ADCC Receptor para a região Fc de IgE IgE Participa dos Processos alérgicos Liberação dos grânulos Liberação de mediadores inflamatórios Ex: Histamina Grânulos Mastócitos Imunizações e Vacinas Imunização Ativa (lenta, duradoura) Passiva (rápida, transitória) Imunização Ativa e Passiva Tipos de imunização Vivas atenuadas inativadas Com VLP Inteiras Fracionadas proteicas Fracionadas polissacarídeos Bacteriana s Virais Forma de apresentação do antígeno Ti po d e m ic ro rg an is m o Classificação das vacinas § Apesar de vivos, não causam doença. § Oferece acentuada imunidade protetora humoral e celular. § Uma única dose = imunidade para toda a vida (há exceções). Vírus ou bactérias Perda poder infectante Manutenção imunogenicidade Capacidade de se replicar no organismo do vacinado Passagem por culturas repetidas Vacinas vivas atenuadas Vivas atenuadas (exemplos) Bacterianas Vacina BCG (bacilo de Calmette e Guerin) Virais Febre amarela Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) Vacinas vivas atenuadas Vírus ou bactérias Induz resposta imunológica menos acentuada Não provocam doença subclínica Não se replicam no organismo do vacinado Ação de calor, agentes químicos (formaldeído) ou radiações Tecnologia DNA recombinante (Hepatite B) Vacinas inativadas VACINAS ATENUADAS VACINAS INATIVADAS Comparação entre vacinas atenuadas e inativadas • Antígenos são mais imunogênicos • Efeitos adversos mais tardios • Em geral, não precisa de doses repetidas de reforço • Contraindicada para gestantes e imunodeprimidos • A resposta de uma vacina atenuada pode interferir na resposta de outra atenuada • Antígenos são menos imunogênicos • Efeitos adversos precoces • Em geral, precisa de doses repetidas de reforço • Não é contraindicada para gestantes e imunodeprimidos • A resposta de uma vacina inativada não interfere na resposta de qualquer outra vacina Vacinas conjugadas e polissacarídicas Vacinas conjugadas e polissacarídicas Vacinas conjugadas e polissacarídicas • São aquelas que contêm no mesmo frasco várias vacinas diferentes. • Exemplos: vacina tríplice viral contra o sarampo, caxumba e rubéola, e a vacina tríplice bacteriana contra difteria, tétano e coqueluche. • Podem também ser misturadas no momento da aplicação, conforme recomendações específicas do laboratório produtor. • Exemplos: vacina tetravalente, na qual se mistura a DTP ao antígeno do hemófilo conjugado no momento da aplicação Vacinas combinadas Serviço Farmacêutico de Vacinação • Estados Unidos (desde 1998) • Austrália • Canadá • Reino Unido • Irlanda • Portugal • Argentina Farmacêutico e o Serviço de Vacinação ACESSO • Faltas ocasionais nos postos de saúde; • Identificação de pacientes elegíveis durante dispensação e outros serviços farmacêuticos; • Vacinação de adultos e idosos é insatisfatória; • Baixa cobertura vacinal também em crianças (dados recentes); • Promoção dos benefícios da vacinação; • Redução de crenças antivacina. Serviço de Vacinação em Farmácias • Agendamento das doses do esquema vacinal Exemplo: Hepatite B ACESSO Serviço de Vacinação em Farmácias • Horários e dias da semana compatíveis com o dia a dia dos clientes • Comodidade e conforto = proximidade, agilidade no atendimento • Preços mais justos que as clínicas privadas ACESSO Serviço de Vacinação em Farmácias • Oferta de vacinas e indicações não contempladas no calendário de vacinação do Programa Nacional de Imunização (PNI), exemplos: • Herpes zoster, pneumocócica 23 valente, dengue • Influenza, HPV para idades fora do grupo alvo do PNI • DTP acelular (menos reatogênica) • Hexavalente (menos picadas) ACESSO Serviço de Vacinação em Farmácias • Garantir a privacidade. • Construir relação de confiança; • Ambiente tranquilo e confortável; Acolhimento • Calendário vacinal. • Idade, sexo, condições de saúde, ocupação, planos de viagem, estilo de vida; • Estado vacinal prévio; • Receita de vacinas; Identificação necessidades e problemas de saúde • Vacina Hepatite B: indicações específicas para pacientes que apresentam condições clínicas como HIV, doenças autoimunes, DSTs; • Pneumococica 23 indicada para pessoas com neoplasias e/ou em uso de drogas imunossupressoras; • Influenza indicada para pacientes com doenças crônicas como: • Diabetes, • Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), • Insuficiência cardíaca, hepática, renal, • Asplenia anatômica ou funcional. Condições de saúde oucondições especiais • Alergias; • Evento adverso pós vacinal prévio; • Controle da condição clínica; • Prazo da última vacina administrada; • Gravidez; • Medicamentos em uso; Identificar situações especiais, precauções e contraindicações • Desmaio ou ataque de pânico associado a injeções; • Distúrbios da coagulação; • Uso de terapia anticoagulante; • Ocorrência prévia de síndrome de Guillain-Barré após dose de vacina da gripe; Precauções Adiar vacinação na apresenta de doença febril grave. Ocorrência de febre acima de 38,5°C, após a administração de vacina prévia, não constitui contraindicação à dose subsequente. Fonte: BRASIL, 2014 • Não é recomendado o uso profilático e rotineiro de paracetamol para prevenir a ocorrência de febre depois de uma vacina (resposta imune reduzida com a administração desse medicamento). • Em caso de febre depois de vacina, recomenda-se: • Tratamento não farmacológico: Banhos de esponja/panos embebidos com água morna e ingestão de fluidos. • Se necessário, combinar ao uso terapêutico de ibuprofeno ou paracetamol. Atenção: considerar a conveniência de utilização de antitérmico profilático, quando, na dose anterior de vacina houve febre elevada ou existe história prévia de convulsão febril. Uso de antitérmicos • Alergia a algum componente (mesmo quantidade vestigial) ou alimento (ovo em especial); • Reação anafilática prévia a alguma vacina; Importante identificar o agente responsável em particular. Para isso, encaminhar a alergologista. Contraindicações gerais • Tratamento com corticosteroide de uso sistêmico em esquemas imunodepressores: ü 2 mg/kg,dia ou mais em crianças ü 20mg/dia ou mais em adultos POR MAIS DE 2 SEMANAS • Presença de neoplasia maligna, tratamentos com quimioterapia e radioterapia; • Imunodeficiência congênita ou adquirida. • Efetividade e segurança comprometidas; • Contraindicação para vacinas vivas; • Intervalo após término ou supressão destes tratamentos: 90 dias. Fonte: BRASIL, 2014 Contraindicações gerais • Gravidez; • Planejamento de gravidez (1 mês); • Transfusão de sangue, derivados do sangue (intervalo a depender da vacina); • Intervalo mínimo de 28 dias entre aplicação de duas vacinas vivas atenuadas; Contraindicações de vacinas atenuadas • Amamentação de maneira geral (Febre Amarela é contraindicada, Dengvaxia, conferir literatura do fabricante); • Doença aguda benigna sem febre quando não apresenta histórico de doença grave ou infecção simples das vias respiratórias superiores; • Prematuridade ou baixo peso ao nascer; • Administrar na idade cronológica, com exceção para a vacina BCG (aplicar apenas em crianças com peso ≥ 2 kg); • Ocorrência de evento adverso em dose anterior de uma vacina como reação local (dor, vermelhidão ou inflamação no local da injeção) Falsas Contraindicações • Diagnósticos clínicos prévios de doença, tais como tuberculose, coqueluche, tétano, difteria, poliomielite, sarampo, caxumba e rubéola; • Doença neurológica estável ou pregressa com sequela presente; • Antecedente familiar de convulsão ou morte súbita; • Historia familiar de evento adverso a vacinação (exemplo: convulsão); • Uso de antibiótico, profilático ou terapêutico e antiviral; • Internação hospitalar. Falsas Contraindicações • Alergias, exceto as alergias graves a algum componente de determinada vacina (anafilaxia comprovada); • Historia de alergia não especifica, individual ou familiar; • Quando o cliente convive com gestante - vacinados não transmitem os vírus vacinais; • Convalescença de doenças agudas; • Usuários em profilaxia pós-exposição e na reexposição com a vacina raiva (inativada); Falsas Contraindicações • Respeitar o intervalo mínimo para que o processo de resposta imunológica não seja prejudicado. • O atraso da administração de uma dose da vacina, não interfere na sua eficácia, mas aumenta o período de suscetibilidade da pessoa à doença. Intervalos vacinais entre doses da mesma vacina • Respeitar o intervalo mínimo para que o processo de resposta imunológica não seja prejudicado. • O atraso da administração de uma dose da vacina, não interfere na sua eficácia, mas aumenta o período de suscetibilidade da pessoa à doença. Intervalos vacinais entre doses da mesma vacina Análise da prescrição médica Vacina Esquema de doses Insumos necessários Elaboração do plano de cuidado Vacina • Conferir junto do paciente se o nome do medicamento que tem em mãos é o que está prescrito, mostrar ao paciente a data de validade da vacina; • Conhecer o paciente e suas alergias. • Atenção para componentes Elaboração do plano de cuidado • Vacina de febre amarela não pode ser feita no mesmo dia que a vacina tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola) ou tetra viral (sarampo/ caxumba/rubéola/varicela) em crianças menores de 2 anos, o componente rubéola é afetado pelo componente febre amarela; • A vacina rotavírus é atenuada, porém, por ser oral, não interfere com a resposta de outras vacinas atenuadas ou inativadas. INTERVALO ENTRE VACINAS PNEUMOCÓCICAS PNEUMO 13 PNEUMO 23 Intervalo de 2 meses PNEUMO 23 PNEUMO 13 Intervalo de 12 meses PNEUMO 23 HERPES ZOSTER 30 dias Esquema de doses Vacinas podem ser administradas antes do previsto? • Paulo, 28 anos tomou a primeira dose da vacina de hepatite B. Três semanas depois ele procurou a unidade de saúde para tomar a segunda dose. Senhor, não deu o intervalo para a administração da segunda dose Mas eu vou viajar amanhã, e só volto depois de 15 dias Vacinas podem ser administradas antes do previsto? • Paulo, 28 anos tomou a primeira dose da vacina de hepatite B. Três semanas depois ele procurou a unidade de saúde para tomar a segunda dose. Seu Paulo, melhor fazer quando voltar então. Ou em uma US lá onde estará. Isso é um absurdo! O Brasil não tem jeito mesmo... Vou procurar meus direitos Esquemas vacinais não devem ser reiniciados e sim continuados, com exceção aos imunossuprimidos. Durante a vacinação de um indivíduo, o intervalo mínimo entre as doses deve ser respeitado - Caso a dose seja feita antes do tempo, a mesma deve ser repetida na data correta. Doses não comprovadas de vacinas não devem ser consideradas, devendo ser refeitas. Em casos imprescindíveis (ex: intercâmbios), pode-se aplicar quantas vacinas forem necessárias ao mesmo tempo, de preferência em locais de aplicação diferentes. Influenza Trivalente De 6 meses até 3 anos: 0,25mL Acima de 3 anos: 0,5mL Insumos necessários Influenza Acima de 3 anos: 0,5mL 6 meses até 3 anos: 0,25mL Tetravalente Insumos necessários Influenza Tetravalente Em 2018 a ANVISA ACEITOU A NOVA RECOMENDAÇÃO DA GSK VACINA FLUARIX TETRA (0,5mL) ADULTO E PEDIÁTRICA A PARTIR DOS 6 MESES DE IDADE! Insumos necessários Seção V - Dos Registros e Notificações das Vacinações Art. 15 Compete aos serviços de vacinação: I- registrar as informações referentes às vacinas aplicadas no cartão de vacinação e no sistema de informação definido pelo Ministério da Saúde; II- manter prontuário individual, com registro de todas as vacinas aplicadas, acessível aos usuários e autoridades sanitárias; RDC Anvisa 197, 2017 Documentar o processo de cuidado • Poderão ser digitados no SIPNI local (desktop) e enviados para as Secretarias Municipais de Saúde (SMS) para posterior envio para a base de dados nacional do Datasus ou digitados em tempo real no SIPNI WEB. • Caso o serviço privado utilize sistema de informação próprio deverá seguir o modelo de envio de dados disponibilizado pelo Datasus • http://dab.saude.gov.br/portaldab/noticias.php?conteudo=_&cod=3072 Registros de vacinação realizados nos serviços privados Documentar o processo de cuidadoArt. 16 – No cartão de vacinação deverão constar, de forma legível, no mínimo as seguintes informações: I- dados do vacinado (nome completo, documento de identificação, data de nascimento); II- nome da vacina; III- dose aplicada; IV- data da vacinação; V- número do lote da vacina; VI- nome do fabricante; VII- identificação do estabelecimento; VIII- identificação do vacinador; e IX- data da próxima dose, quando aplicável. Seção V - Dos Registros e Notificações das Vacinações RDC Anvisa 197, 2017 Documentar o processo de cuidado • Escrever o nome da vacina a ser aplicada e a sua marca. Registro na carteirinha Documentar o processo de cuidado • Quando for aplicar mais de uma vacina, descrever o local que foi aplicada cada vacina Registro na carteirinha Documentar o processo de cuidado • Descrever os componentes da vacina Registro na carteirinha Documentar o processo de cuidado Encaminhamento • O plano de cuidado pode incluir encaminhamento a outro profissional ou outro serviço de saúde; • Ocorre quando são identificados alertas e a necessidade ou problema de saúde do paciente extrapola a competência do farmacêutico; • Adicionalmente, pode ocorrer o encaminhamento a outro serviço farmacêutico ou a outro serviço de saúde para melhoria dos resultados obtidos com as intervenções implantadas. Documentar o processo de cuidado Encaminhamento • Diferenciar claramente: • casos de maior gravidade, que requerem atendimento imediato; • casos de gravidade leve ou moderada que não exigem encaminhamento de urgência. • Muitas vezes a necessidade de encaminhamento não exclui o tratamento com um medicamento isento de prescrição para alívio dos sintomas. • Tratar os sintomas por período definido e encaminhar consiste no melhor desfecho para várias situações de problemas de saúde autolimitados. O farmacêutico deve informar ao outro profissional sobre o tratamento realizado. Documentar o processo de cuidado Apresentação: identificação do paciente, medicamentos envolvidos na situação e problemas de saúde sob tratamento. Motivo do encaminhamento: problemas da farmacoterapia identificados e manifestações clínicas que fundamentam a suspeita (sinais, sintomas, medidas clínicas). Utilizar linguagem técnica e evitar proposições de diagnóstico ou prognóstico. Avaliação farmacêutica: relação entre os problemas encontrados e a farmacoterapia do paciente, incluindo possíveis causas. Proposta de solução do problema, incluindo alternativas terapêuticas e sugestões. Fechamento: despedida formal, reforçando a solicitação de avaliação do médico sobre o problema, colocando- se à disposição e reforçando a continuidade do cuidado que será prestado. Data, carimbo e assinatura do farmacêutico. Documentar o processo de cuidado Machuca, 2002 Principais vacinas disponíveis no Brasil BCG – Previne tuberculose, principalmente as formas graves, como meningite tuberculosa e tuberculose miliar. Vacina atenuada, intradérmica. Contém: bacilo de Calmette-Guérin, glutamato de sódio e a solução fisiológica (soro a 0,9%). Dengue – Previne dengue grave e hemorrágica para indivíduos previamente infectados. Vacina atenuada, subcutânea. Contém: quatro sorotipos do vírus, aminoácidos essenciais e não essenciais, cloridrato de arginina, sacarose, trealose di-hidratada, sorbitol, trometamol e ureia, cloreto de sódio e água para injeções. Não contém adjuvantes e conservantes. Varicela – Previne varicela (catapora). Vacina atenuada, subcutânea. Contém: vírus vivos atenuado da varicela, gelatina, traços de neomicina, água para injeção. Vacinas disponíveis Gripe – Previne infecção pelo vírus influenza. Vacina inativada, intramuscular. Contém: proteínas de diferentes cepas do vírus Influenza e traços de proteínas do ovo, traços de formaldeído e antibióticos (geralmente gentamicina ou neomicina), cloreto de sódio e água para injeção. *Timerosal em apresentação multidose. *Trivalente: duas cepas de vírus A e uma cepa de vírus B. *Quadrivalente: duas cepas de vírus A e duas cepas de vírus B. Tríplice viral - Previne contra sarampo, rubéola, caxumba. Vacina atenuada, subcutânea. Contém: vírus, lactose anidra, sorbitol, manitol, aminoácidos, traços de neomicina e água para injeção, traços de proteína do ovo de galinha e traços de lactoalbumina. *Tetra viral – Previne também contra a varicela. Vacinas disponíveis Rotavírus – Previne doença diarreica causada por rotavírus. Atenuada, Oral. *Vacina monovalente: contém o VRH1, sacarose, adipatodissódico, meio Eagle modificado Dulbecco (DMEM) e água estéril. *Vacina pentavalente: contém o VRH5, sacarose, citrato de sódio, fosfato de sódio monobásico monoidratado, hidróxido de sódio, polissorbato 80, meios de cultura e traços de soro fetal bovino. Febre amarela – Previne febre amarela. Atenuada, subcutânea. *Biomanguinhos: contém gelatina bovina, eritromicina, canamicina, cloridrato de L-histidina, L-alanina, cloreto de sódio e água para injeção. *Sanofi Pasteur: contém lactose, sorbitol, cloridrato de L-histidina, L-alanina e solução salina. Vacinas disponíveis Meningogócica – Previne meningites e infecções doenças meningocócicas. Inativada, intramuscular. *B: contém três proteínas subcapsulares e a membrana externa do meningococo B, hidróxido de alumínio, cloreto de sódio, histidina, sacarose e água para injeção. Podem existir traços de canamicina e antibiótico. *C: contém antígeno da cápsula da bactéria (oligossacarídeo) do sorogrupo C conjugado ao toxóide tetânico ou o mutante atóxico da toxina diftérica (CRM 197), hidróxido de alumínio, manitol, fosfato de sódio monobásico monoidratado, fosfato de sódio dibásico heptaidratado, cloreto de sódio e água para injeção. *ACWY: contém antígeno das cápsulas das bactérias (oligossacarídeos) dos sorogrupos A, C, W e Y conjugados ao toxóide tetânico ou o mutante atóxico da toxina diftérica (CRM-197), sacarose; trometamol; fosfato de potássio diidrogenado; sacarose; cloreto de sódio; fosfato de sódio diidrogenado monoidratado; fosfato dissódico hidrogenado diidratado; cloreto de sódio e água para injeção. Vacinas disponíveis Hbi – Previne doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b, principalmente meningite. Inativada, subcutânea ou intramuscular. Contém: pó liofilizado com polissacarídeo da cápsula da bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib) conjugado com toxóide tetânico, lactose, cloreto de sódio, água para injeção. As apresentações multidose contêm fenol. Na vacina disponível na rede pública há timerosal (derivado do mercúrio). HPV – Previne contra câncer de útero. Inativada, intramuscular. *HPV2: Contém proteínas L1 HPV tipos 16 e 18, 3-O-desacil-4 monofosforil lipídio A (MPL), alumínio, cloreto de sódio, fosfato de sódio monobásico diidratado e água para injeção. *HPV4: Contém proteínas L1 HPV tipos 6,11,16,18. sulfato de hidroxifosfato de alumínio, cloreto de sódio, L-histidina, polissorbato 80, borato de sódio e água para injeção. Vacinas disponíveis Pneumocóccica – Previne doença causada por pneumococo. Inativada, intramuscular. *Pneumo 10: contém dez sorotipos de Streptococcus pneumoniae, oito deles conjugados com a proteína D do Haemophilus influenzae tipo b, um com o toxoide tetânico e outro com toxoide diftérico, cloreto de sódio, fosfato de alumínio e água para injeção. *Pneumo 13: contém 13 sorotipos de Streptococcus pneumoniae conjugados com a proteína CRM197, sais de alumínio, cloreto de sódio, ácido succínico, polissorbato 80 e água para injeção. *Pneumo 23: contém partículas purificadas (polissacarídeos) das cápsulas de 23 tipos de Streptococos pneumoniae, cloreto de sódio, água para injeção e fenol. Vacinas disponíveis Poliomielite - Previne poliomielite (paralisia infantil). *VOP - Atenuada, oral. Contém: vírus da pólio (tipos 1 e 3), cloreto de magnésio,estreptomicina, eritromicina, polissorbato 80, L-arginina e água destilada. *VIP – Inativada, intramuscular. Contém: partículas do vírus da pólio tipos 1, 2 e 3, 2-fenoxietanol, polissorbato 80, formaldeído, meio Hanks 199, ácido clorídrico ou hidróxido de sódio, traços de neomicina, estreptomicina e polimixina B. Raiva – Previne contra raiva. Inativada, intramuscular. Contém: vírus da raiva, maltose, albumina humana, cloreto de sódio e água para injeção, traços de estreptomicina, neomicina e polimixina B. Vacinas disponíveis DTP (Tríplice bacteriana) - Previne contra difteria, tétano e coqueluche. Vacina inativada, intramuscular. Contém: toxóides diftérico e tetânico, componentes da cápsula da bactéria Bordetella pertussis ou célula inteira, sal de alumínio, fenoxietanol, cloreto de sódio e água para injeção. *dTpa - adulto, acelular. *DTPa - infantil, acelular. *DTPw - infantil, células inteiras. Não contém fenoxietanol. *dTPa -VIP - reforço (criança, adolescente e adulto), acelular e conjugada à VIP. Além dos componente acima contém polissorbato 80. *DTPw – HB-Hib – contém partícula da superfície do vírus da hepatite B (HBsAg) e componente da cápsula do Haemophilus influenzae tipo b (Hib) Vacinas disponíveis DT (Dupla bacteriana) - Previne contra difteria e tétano. Vacina inativada, intramuscular. Contém: Contém toxóides diftérico e tetânico, derivados das toxinas produzidas pelas bactérias, sal de alumínio, cloreto de sódio e água para injeção. *dT - adulto. *DT - infantil. Herpes Zóster – Previne conta herpes zóster (cobreiro). Atenuada, subcutânea. Contém: vírus vivos atenuados da varicela zóster (VVZ) da cepa Oka/Merck, sacarose, gelatina, ureia, cloreto de sódio, levoglutamato de sódio monoidratado, fosfato de sódio dibásico, fosfato de potássio monobásico, cloreto de potássio, traços de neomicina e de soro de bezerro e água para injeção. Não contém conservantes. Vacinas disponíveis Hepatite - Previne infecções do fígado causadas pelo vírus da hepatite. Vacina inativada, intramuscular. Contém: componente do vírus da hepatite, sal de alumínio, estabilizante (varia conforme o fabricante), cloreto de sódio a 0,9%. *Hepatite A: antígenos do vírus da hepatite A. Contém: traços de neomicina, fenoxietanol e formaldeído. *Hepatite B: proteína de superfície do vírus da hepatite B. Pode conter: fosfato de sódio, fosfato de potássio, borato de sódio e timerosal. *Combinada Hepatite A e B: contém polissorbato 20. Febre Tifóide - Previne febre tifóide. Vacina inativada, intramuscular ou subcutânea. Contém: polissacarídeos da cápsula da Salmonella typhi, fenol, cloreto de sódio, fosfato dissódico diidratado, fosfato monossódico diidratado e água para injeção. Vacinas disponíveis SBIM PNI CALENDÁRIOS DIFERENTES FOCOS DIFERENTES FOCO NA PROTEÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA FOCO NA PROTEÇÃO DE INDIVIDUAL IMUNIZAÇÃO Calendário do Prematuro e da Criança Calendário da Criança (0-10 anos) Hepatite B BCG Unidade de Saúde Rede Particular 1a Rotavírus Monovalente Rotavírus Pentavalente Pneumo 10 Pneumo 13 Pentavalente Brasil • Difteria; • Tétano; • Pertussis; • Hib; • Hepatite B. Hexavalente • Difteria; • Tétano; • Pertussis acelular; • Hib; • HepatiteB; • Poliomielite Poliomielite (VIP) Ao nascer 2 meses DTPw DTPa Unidade de Saúde Rede Particular Meningo ACWY Meningo B Meningo C Rotavírus Monovalente Pneumo 10 Pentavalente Brasil • Difteria; • Tétano; • Pertussis; • Hib; • Hepatite B. Poliomielite (VIP) Rotavírus Pentavalente Pneumo 13 Pentavalente* • Difteria; • Tétano; • Pertussis acelular; • Hib; • Poliomielite. 4 meses 3 meses Unidade de Saúde Rede Particular Meningo ACWY Meningo B Meningo C Pentavalente Brasil • Difteria; • Tétano; • Pertussis; • Hib; • Hepatite B. Poliomielite (VIP) Rotavírus Pentavalente Pneumo 13 Hexavalente • Difteria; • Tétano; • Pertussis acelular; • Hib; • HepatiteB; • Poliomielite. Influenza (campanha) Influenza (disponibilidade) 5 meses 6 meses Unidade de Saúde Rede Particular Meningo ACWY Meningo B Influenza (campanha) Febre amarela Febre amarela Influenza (disponibilidade) 7 meses 9 meses Unidade de Saúde Rede Particular 12 meses Ref. Pneumo 10 Ref. Meningo C Tríplice viral (S/ C/R) Ref. Pneumo 13 Ref. Meningo ACWY Ref. Meningo B Tríplice viral (S/ C/R) Varicela Hepatite A T E T R A V I R A L Unidade de Saúde Rede Particular Tríplice viral (S/ C/R) Varicela T E T R A V I R A L Ref. Penta Ref. Poliomielite VIP ou VOP Hepatite A Tetra viral (S/C/ R/V) Ref. Penta Hepatite A 15 meses 18 meses Unidade de Saúde Rede Particular Ref. DTPw Ref. Poliomielite VOP Ref. DTPa Varicela Dengue (se soropositivo) HPV (até 15 anos de idade 2 doses com intervalo de 6 meses) Ref. DT HPV (2 doses com intervalo de 6 meses). Ref. DTPa Meninas de 9 até 14 anos e meninos de 11 até 14 anos 4 anos 9 anos 10 anos Pneumocócica conjugada ESQUEMA DA VACINA PNEUMO 13 IDADE NÚMERO DE DOSES INTERVALO ENTRE DOSES Iniciando a vacinação entre 2 e 12 meses de idade 3 doses + 1 reforço no segundo ano de vida 60 dias Iniciando a vacinação entre 12 e 15 meses de idade 2 doses + 1 reforço no segundo ano de vida 60 dias A partir de 15 meses 1 dose ------ Meningo ACWY MENVEO 1ª dose 3 meses 2ª dose 5 meses 3ª dose 7 meses Meningo ACWY NIMERIX 1ª dose 3 meses 2ª dose 5 meses Reforço : 12 a 15m 4/5 a 6a 11 anos(SBP) Meningo ACWY MENVEO ESQUEMA VACINA ACWY MENVEO IDADE NÚMERO DE DOSES INTERVALO ENTRE DOSES Iniciando a vacinação entre 2 e 6 meses de idade 3 doses + 1 reforço no segundo ano de vida 60 dias Iniciando a vacinação entre 7 e 23 meses de idade 2 doses 60 dias Iniciando a vacinação a partir de 2 anos de idade Dose única -------- ESQUEMA VACINA ACWY NIMERIX IDADE NÚMERO DE DOSES INTERVALO ENTRE DOSES Iniciando a vacinação entre 2 e 12 meses de idade 2 doses + 1 reforço no segundo ano de vida 60 dias A partir de 1 ano de idade Dose única -------- Meningo ACWY NIMERIX Meningo B ESQUEMA DA VACINA MENINGO B IDADE NÚMERO DE DOSES INTERVALO ENTRE DOSES Iniciando a vacinação entre 2 e 5 meses de idade 3 doses + 1 reforço no segundo ano de vida 60 dias Iniciando a vacinação entre 6 e 11 meses de idade 2 doses + 1 reforço no segundo ano de vida 60 dias Iniciando a vacinação entre 12 meses e 10 anos de idade 2 doses 60 dias A partir de 11 anos 2 doses 30 dias Calendário do Prematuro e das Crianças Calendário do Prematuro e das Crianças Influenza Dose Anual Para quem tem entre 6 meses e 9 anos e nunca fez a vacina: intervalo de 1 mês entre as doses. 1ª dose 6 meses 2ª dose 7 meses Calendário do Prematuro e das Crianças Febre Amarela Dose única > 9 meses “A dose de reforço não é mais recomendada por considerar que a imunidade protetora desenvolve-se dentro de 30 dias para cerca de 99% das pessoas que recebem uma dose da vacina febre amarela.” Calendário do Prematuro e das Crianças Febre Amarela Tríplice Viral (S/C/ R) Tetra Viral (S/C/ R/V) *Não devem ser feitas no mesmo dia na PRIMOVACINAÇÃO (primeira dose antes dos 2 anos de idade). Calendário do Prematuro e das Crianças • Dose única A imunidade após uma dose única é duradoura e pode fornecer proteção ao longo da vida. O Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização da OMS concluiu em 2013 que uma única dose primária da vacina contra a febre amarela é suficiente para conferir imunidade sustentada e proteção ao longo da vida e dose de reforço não é necessária. Febre amarelaFebre amarela • Dose fracionada em surtos - A dosagem fracionada é uma estratégia para estender o fornecimento de vacina contra a febre amarela em situações de surto Em junho de 2016, o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização da OMS declarou que a vacinação com 1/5 da dose padrão é suficiente para fornecer proteção contra a febre amarela por pelo menos 12 meses e defendia o uso de curto prazo dessa abordagem entre indivíduos ≥ 2 anos de idade em condições de emergência quando os suprimentos de vacina são limitados. A durabilidade da vacinação com doses fracionadas após 12 meses é desconhecida. Hepatite A +B *De 1 até 16 anos: Entre a 1a e 2a dose intervalo de 6 meses. *Acima de 16 anos: Entre a 1a e 2a dose intervalo de 1 mês. Entre 2a e 3ª dose intervalo de 4 meses. Maiores de 16 anos: 3 doses. Entre 1 e 16 anos: 2 doses. Calendário do Prematuro e das Crianças Pneumo 23 Dose única > 2anos Reforço a cada 5 anos VACINA POLISSACARÍDICA Calendário do Prematuro e das Crianças PENTAVALENTE DA REDE PÚBLICA: DTPw + Hib + Hepatite B. PENTAVALENTE DA REDE PARTICULAR: DTPa + Hib + Polio PENTAVALENTE É USADA ATÉ OS 5 ANOS DE IDADE TRÍPLICE VIRAL: SARAMPO + CAXUMBA + RUBÉOLA TETRA VIRAL: SARAMPO + CAXUMBA + RUBÉOLA + VARICELA TETRA VIRAL É USADA ATÉ OS 12 ANOS DE IDADE HEXAVALENTE DA REDE PARTICULAR: DTPa + Hib + Polio + Hepatite B. VACINA NO ADOLESCENTE Calendário PNI adolescente (10-19 anos) • Hepatite B – 3 doses a depender da situação vacinal (0-1-6m); • Febre Amarela – Para pacientes não vacinados em área endêmica ou sem comprovante de vacinação; • Tríplice Viral - 2 doses com intervalo de 1 mês; • HPV - 3 doses; • Dupla adulto – Reforço a cada 10 anos (tétano) Calendário SBIM - Adolescente Calendário SBIM - Adolescente RECOMENDADAS Hepatite B Influenza dTpa Calendário da Gestante Influenza GESTANTES PUÉRPERAS ABORTO IMEDIATO (duas semanas) 1 dose em qualquer período da gestação! RECOMENDADAS Calendário da Gestante Difteria Tétano Coqueluche Coqueluche Graças às políticas de vacinação, apenas 15 países ainda não conseguiram eliminar a doença. A região das Américas alcançou essa conquista em setembro de 2017. Década de 1980 Tétano neonatal matava 6,7 a cada 1.000 nascidos vivos. Tétano RECOMENDADAS dTpa Previamente vacinada, com pelo menos três doses de vacina contendo o componente tetânico. Vacinação incompleta tendo recebido uma dose de vacina contendo o componente tetânico. Uma dose de dTpa a partir da 20ª semana de gestação. Uma dose de dT e uma dose de dTpa, sendo que a dTpa deve ser aplicada a partir da 20ª semana de gestação, o mais precocemente possível. Respeitar intervalo mínimo de um mês entre elas. Calendário da Gestante dTpa Vacinação incompleta tendo recebido duas dose de vacina contendo o componente tetânico. Em gestantes não vacinadas e/ou histórico vacinal desconhecido. Uma dose de dTpa a partir da 20ª semana de gestação. Duas doses de dT e uma dose de dTpa, sendo que a dTpa deve ser aplicada a partir da 20ª semana de gestação. Respeitar intervalo mínimo de um mês entre elas. RECOMENDADAS Calendário da Gestante Hepatite B Previamente vacinada, com pelo menos três doses de vacina contra hepatite B Vacinação incompleta Não vacinada Não precisa vacinar Completar o esquema Três doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses. Em qualquer período da gestação! RECOMENDADAS Calendário da Gestante RECOMENDADAS EM SITUAÇÕES ESPECIAIS Hepatite A Pneumocócicas Meningocócicas Febre Amarela Calendário da Gestante RECOMENDADAS EM SITUAÇÕES ESPECIAIS Uma dose. Considerar seu uso avaliando a situação epidemiológica e/ ou a presença de comorbidades consideradas de risco para a doença meningocócica. Meningocócicas C ou ACWY Duas doses com intervalo de um a dois meses. Meningocócica B • As vacinas meningocócicas conjugadas são inativadas, portanto sem risco teórico para a gestante e o feto. • Na indisponibilidade da vacina meningocócica conjugada ACWY, substituir pela vacina meningocócica C conjugada. • A vacina meningocócica B é inativada, portanto sem risco teórico para a gestante e o feto. RECOMENDADAS EM SITUAÇÕES ESPECIAIS Pneumocócicas Esquema sequencial de VPC13 e VPP23 pode ser feito em gestantes de risco para doença pneumocócica invasiva (DPI) • VPC13 e VPP23 são vacinas inativadas, portanto sem riscos teóricos para a gestante e o feto. RECOMENDADAS EM SITUAÇÕES ESPECIAIS • É vacina inativada, portanto sem contraindicação. Já que no Brasil as situações de risco de exposição ao VHA são frequentes, a vacinação deve ser considerada. Hepatite A Duas doses, no esquema 0 - 6 meses. RECOMENDADAS EM SITUAÇÕES ESPECIAIS • Gestantes que viajam para países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) devem ser isentadas da vacinação pelo médico assistente, se não houver risco de contrair a infecção. • É contraindicada em nutrizes até que o bebê complete 6 meses; se a vacinação não puder ser evitada, suspender o aleitamento materno por dez dia. Normalmente contraindicada em gestantes. Porém, em situações em que o risco da infecção supera os riscos potenciais da vacinação, pode ser feita durante a gravidez. Febre Amarela CONTRAINDICADAS HPV Varicela Tríplice Viral Dengue Calendário da Gestante CONTRAINDICADAS HPV Varicela Tríplice Viral Pode ser aplicada no puerpério e durante a amamentação. Calendário da Gestante Vacinação do Adulto Calendário PNI adulto (20-59 anos) • Hepatite B – 3 doses a depender da situação vacinal (0-1-6m); • Febre Amarela – Para pacientes não vacinados em área endêmica ou sem comprovante de vacinação; • Dupla adulto – Reforço a cada 10 anos (tétano) Calendário SBIM - Adulto Calendário SBIM - Adulto Calendário SBIM - Adulto Vacinação do Idoso Calendário PNI idoso (acima de 60 anos) • Hepatite B – 3 doses a depender da situação vacinal (0-1-6m); • Febre Amarela – Para pacientes não vacinados em área endêmica ou sem comprovante de vacinação; • Dupla adulto – Reforço a cada 10 anos (tétano) Calendário SBIM - Idoso Calendário SBIM - Idoso Zoster • Um declínio na imunidade mediada por células específicas do VZV é considerado como o principal precipitante para a reativação do VVZ. • Aproximadamente 30 a 40% das pessoas com idade acima de 55 anos não apresentam nenhuma resposta detectável de células T específicas para o VZV. • Declínio na imunidade mediada por células, em vez de imunidade humoral, está diretamente ligado a síndromes de VZV reativadas Zoster Vírus vivo atenuado da varicela zóster (VVZ) Indicação: >50 anos Dose: Uma dose Contraindicações: • Pessoas imunodeprimidas. • Alergia grave (anafilaxia) a algum dos componentes da vacina. • Pessoas com tuberculose ativa não tratada. Vacinação em outras situações • Profissionais de saúde; • Médicos veterinários; • Trabalhadores de zoológicos; • Pet shop e outros; • Militares, policiais e bombeiros; • Manicures; • Coletores de lixo; Vacina dTpa Ocupação profissional Vacina contra Hepatite B: • Médicos veterinários; • Trabalhadores de zoológicos; • Pet shop e outros; • Militares, policiais e bombeiros. • Trabalhadores de saúde; • Coletadores de lixo hospitalar e domiciliar; • Manicures; • Profissionais do corpo de bombeiros; • Agentes de segurança atuantes em presídios e delegacias penitenciarias, • Caminhoneiros; • Profissionais do sexo; Vacina contra a Raiva Ocupação profissional • Pessoas que pretendem se deslocar para áreas com recomendaçãode vacinação (ACRV) para a Febre Amarela: • Receber esta vacina com antecedência mínima de 10 dias; • Calendário 2018 PNI: vacina Febre Amarela será estendida; • Atenção para doses fracionadas! Planos de viagem Aspectos técnicos e legais • Lei N° 8.080, de 19 de Setembro de 1990 - Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e da outras providencias. - Decreto N° 7.058, de 28 de Junho de 2011 - Regulamenta a Lei N° 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde – SUS. • Resolução RDC N° 50, de 21 de Fevereiro de 2002 - ANVISA - Dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimento assistenciais de saúde. Ministério da Saúde. Brasil. - Resolução RDC N° 307, de 14 de Novembro de 2002 - ANVISA - Atualiza a RDC no 50/ 2002. Ministério da Saúde. Brasil. • Portaria No 48, de 28 de Julho de 2004 - Institui diretrizes gerais para funcionamento dos Centros de Referencia para Imunobiológicos Especiais - CRIE, define as competências da Secretaria de Vigilância em Saúde, dos Estados, Distrito Federal e CRIE e da outras providencias. • Portaria No 1.498, de 19 de Julho de 2013 - Redefine o Calendário Nacional de Vacinação, o Calendario Nacional de Vacinação dos Povos Indígenas e as Campanhas Nacionais de Vacinação, no âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em todo o território nacional. Legislação e Normatização em Imunização • Desde 2000 clínicas privadas podem aplicar vacinas • Portaria Conjunta ANVISA / FUNASA No 01, de 02 de agosto de 2000 - Estabelece as exigências para o funcionamento de estabelecimentos privados de vacinação, seu licenciamento, fiscalização e controle, e da outras providencias. • Médico como responsável técnico pelo estabelecimento REVO GADA Legislação e Normatização em Imunização • Dispõe sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de vacinação humana • Se aplica a todos os serviços [...] públicos, privados, filantrópicos, civis ou militares • Farmácia privadas ou públicas, clínicas, unidades básicas de saúde, laboratórios, hospitais, dentre outros • Se já tem licença vigente, prazo de 6 meses para adequações necessárias • Capacitação periódica obrigatória para os profissionais envolvidos nos diferentes processos de vacinação - Manter registros RDC 197 Anvisa, dezembro de 2017 • Estar licenciado para o serviço de vacinação por autoridade sanitária competente • Estar inscrito e manter seus dados atualizados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES • Ter um responsável técnico e um substituto RDC 197 Anvisa - 2017 O estabelecimento deve • Contar com profissional legalmente habilitado para desenvolver as atividades de vacinação, enquanto o serviço de vacinação estiver sendo oferecido • A habilitação é dada pelos conselhos profissionais ou por lei (Nota técnica Anvisa, 01/2018) • A RDC 197 não obriga presença enquanto o estabelecimento funcionar mas outras normas, que disciplinarem o tema, devem ser cumpridas (Nota técnica Anvisa, 01/2018) RDC 197 Anvisa - 2017 O estabelecimento deve Esclarecimentos da Anvisa sobre serviços de vacinação - Autorização para farmácias: Lei 13.021 (e não Anvisa) - RT do estabelecimento de saúde pode ser o mesmo do serviço de vacinação - Qualquer profissional legalmente habilitado para vacinação pode executar este serviço e não somente o RT - O RT pelo serviço deve necessariamente ser profissional de nível superior Nota técnica GRECS-GGTES n. 01-2018 Esclarecimentos da Anvisa sobre serviços de vacinação - Manter Manual de Boas Práticas e POPs atendendo a: RDC 197 de 2017 e RDC 63 de 2011 Exemplos: • Conservação • Higiene da sala • Notificação de eventos adversos Nota técnica GRECS-GGTES n. 01-2018 Profissional legalmente habilitado: “formação superior ou técnica com suas competências atribuídas por lei“ – RDC 197 Anvisa Resolução 654, CFF (2018): Estabelece os requisitos necessários à prestação do serviço de vacinação pelo farmacêutico • serviço de vacinação deve ser prestado exclusivamente por farmacêutico devidamente apto Farmacêutico apto • Presença obrigatória durante todo o período de funcionamento do estabelecimento • Autonomia técnica para prestar o serviço de vacinação Resolução 654, CFF (2018) Farmacêutico apto Mínimo de 12 meses de experiência de atuação em serviços de vacinação Confirmação ao CRF Farmacêutico: apresentar os documentos comprobatórios que atestem sua experiência Curso de formação complementar Resolução 654, CFF (2018) Portaria 49, CFF (2018) Resolução 654, CFF (2018) Portaria 49, CFF (2018) Farmacêutico apto Experiência Curso de formação complementar Credenciado pelo CFF Oferecido por Instituição de ensino credenciada pelo MEC Oferecido em pos- graduação Oferecido pelo PNI Atender aos requisitos mínimos* • Contemplar os referenciais mínimos obrigatórios (anexo res 654) • Ter critérios claros de avaliação e aprovação que alcancem objetivos de aprendizagem relativos aos • Referenciais teóricos • Referenciais práticos • Carga horária mínima de 40 horas, sendo no mínimo 20 presenciais Resolução 654, CFF (2018) Portaria 49, CFF (2018) Requisitos mínimos para curso de formação a) ofertado por sociedade, organização, associação ou outra instituição de natureza científica, técnica ou profissional que congregue farmacêuticos; b) ofertado por instituição não educacional que certifica competências no âmbito profissional sem caráter acadêmico. Resolução 654, CFF (2018) Portaria 49, CFF (2018) Cursos credenciados pelo CFF • Realizar, no mínimo, atualização anual relativa aos conteúdos teóricos afins ao serviço de vacinação pelo farmacêutico e ao Programa Nacional de Imunização • Realizar curso de Suporte Básico de Vida Resolução 654, CFF (2018) Recomendações ao farmacêutico apto para prestar o serviço de vacinação Instalações físicas [...] de acordo com RDC 50/2002 ou a que o substituir: “Sala de imunização com 6 m2” e Água Fria Corrente Ter área de recepção dimensionada de acordo com a demanda e separada da sala de vacinação Ter sanitário Maca Calendário Nacional de Vacinação do SUS, afixado em local visível ao usuário RDC 197/2017 Anvisa Estabelecimento que realiza serviço de Vacinação Não é obrigatório sistema de climatização na sala de vacinação (RDC 50 não exige) Importante considerar condições adequadas para serviço e saúde ocupacional Farmácias localizadas em galerias de shoppings podem compartilhar áreas comuns destinadas para sanitário Nota Técnica NOTA TÉCNICA GRECS-GGTES nº 01-2018 Pia de lavagem Bancada Mesa Cadeira Local para a guarda dos materiais para administração das vacinas; Recipientes para descarte de materiais perfurocortantes e de resíduos biológicos; Maca RDC 197/2017 Anvisa Sala de Vacinação Equipamento de refrigeração exclusivo para guarda e conservação de vacinas: • com termômetro de momento com máxima e mínima • regularizado perante a Anvisa (consulta via portal da Anvisa na aba produtos regularizados e depois produtos para saúde) RDC 197/2017 Anvisa Sala de Vacinação Deve ter meios para garantir armazenamento adequado mesmo diante de falha de energia Um gerador é uma alternativa (mas não é obrigatório segundo a RDC 197) O estabelecimento deve ter um plano de contingência Obrigatório refrigerador regularizado pela Anvisa a partir de dez de 2019 Nota Técnica NOTA TÉCNICA GRECS-GGTES nº 01-2018 Infraestrutura para Conservação das Vacinas RDC 197/2017 Anvisa e) caixa térmica de fácil higienização Sala de Vacinação j) termômetro de momento, com máximae mínima, com cabos extensores para as caixas térmicas Instituir meios eficazes para o armazenamento das vacinas, garantindo sua conservação, eficácia e segurança, mesmo diante de falha no fornecimento de energia elétrica. Registrar diariamente “temperatura máxima e da temperatura mínima dos equipamentos destinados à conservação das vacinas, utilizando instrumentos devidamente calibrados que possibilitem monitoramento contínuo da temperatura.” Adotar “procedimentos para preservar a qualidade e a integridade das vacinas quando houver necessidade de transportá-las.” RDC 197 – Gerenciamento de Tecnologias e Procesos Certificados de calibração dos termômetros Certificados de calibração e manutenção preventiva da câmara refrigerada Conservação das Vacinas Manuais – Rede de Frio (2017 e 2014) Processo de conservação (armazenamento, distribuição, transporte e manipulação) dos Imunobiológicos desde a produção até administração. • Deve ter as condições adequadas de refrigeração, desde o laboratório produtor até o momento em que a vacina é administrada. • Assegurar que todos os imunobiológicos administrados mantenham suas características iniciais, a fim de conferir imunidade. CONSERVAÇÃO: Nível Nacional, Central e Estadual: Câmaras frias a - 20º C; nível Regional e Municipal: Freezer a – 20º C; Nível Local: geladeiras entre +2º C a +8º C. Rede de Frio Cuidados com a Geladeira Fazer a leitura da temperatura diariamente no início da manhã, tarde e fim da do dia após a jornada de trabalho; Manter afixado, em cada porta do equipamento, cartazes para não abrir as portas da geladeira; Usar tomada exclusiva; Instalar em ambiente climatizado +18ºC; Colocar suporte de rodinhas; Não permitir armazenar outro material; Certificar-se que a porta está fechada; Fazer o degelo a cada 15 dias. Rede de Frio Limpeza de Geladeira • Realizar a limpeza da geladeira a cada 15 dias ou se a camada de gelo atingir 0,5cm. Para isso recomenda-se: • Transferir os imunobiológicos para outra geladeira ou caixa térmica, mantendo a temperatura recomendada; • Desligar a tomada e abrir as portas da geladeira e do congelador • Não mexer no termostato; • Limpar a geladeira com sabão de coco ou neutro e não jogar água. Após a limpeza: Recolocar o termômetro, as 12 garrafas e o gelo reciclável; Manter as portas fechadas por uma hora, verificando a temperatura após o período. Quando atingir a temperatura ideal, recolocar as vacinas no lugar. Rede de Frio Caixa Térmica Deve ser organizada para manter a temperatura de conservação dos imunobiológicos a - 20ºC ou entre +2ºC e +8ºC de acordo seu armazenamento e transporte, se necessário usar isopor para manter o espaço ideal entre os imunobiológicos. Não utilizar sacos de gelo pois poderá comprometer os imunobiológicos. Rede de Frio Caixa Térmica BOBINAS DE GELO RECICLAVEL: são constituídas por um frasco plástico, contendo hidroxietil celulose em concentração comestível, conservante e água (gelo reciclável de gel) ou apenas água e conservante (gelo reciclável de água), em várias dimensões. São utilizadas para o transporte de imunobiológicos em temperaturas positivas. Rede de Frio Caixa Térmica – Cuidados Caso o frasco plástico seja danificado, deixando vazar o conteúdo, a bobina deverá ser desprezada; Nunca usar água com sal ou outra substancia, pois poderá congelar as vacinas bacterianas; Uma vez terminadas de usar em caixas térmicas, as bobinas deverão ser lavadas e secadas para novamente ser acondicionadas na caixa coletora(abaixo do congelador); Observar a data de validade das bobinas. Rede de Frio Controle de Temperatura Termômetro analógico de cabo extensor: este tipo de termômetro é utilizado nas caixas térmicas para verificar a temperatura do momento. Termômetro de máxima e mínima analógico: é utilizado para verificar as variações de temperatura ocorridas em determinado ambiente, num período de tempo. Termômetro digital, cabo extensor: é constituído de dois displays de cristal líquido: um para a geladeira e o outro para a temperatura do local (máxima, mínima e atual), além de dispor de alarme. Termômetro a laser: é de ultima geração utilizado para verificação da temperatura dos imuno em caixas térmicas de grande volume (expedir e receber). Rede de Frio Em caso de defeito técnico os imunobiológicos deverão ser acondicionados em caixas térmicas onde poderão permanecer por 24 horas. Em caso de corte de energia proceder da seguinte forma: Manter a geladeira fechada por um período máximo de 8 horas. Após as 8 horas, acondicionar os imunobiológicos com gelo reciclável dentro de caixas térmicas. RDC 197 Anvisa – 2017 Res 654 CFF Nota Técnica Anvisa nº 01-2018 Rede de Frio Falta de Energia ou Falhas Falta de Energia ou Falhas Caso a geladeira em uso não apresente um perfeito funcionamento, variação de temperatura entre +6ºC/+8ºC com frequencia, a permanência dos imunobiológicos não deverá ultrapassar a duas horas. Em situações de emergência, a instância regional ou estadual deverão ser informadas para ajudar nas tomadas de decisão. Caso o defeito não seja solucionado até o término do trabalho, transferir os imunobiológicos para o serviço mais próximo ou para a regional. Quando a temperatura da geladeira ultrapassar a temperatura de +8ºC, os imunobiológicos deverão ser colocados sob suspeita. RDC 197 Anvisa – 2017 Res 654 CFF Nota Técnica Anvisa nº 01-2018 Rede de Frio Num estabelecimento privado, vacinas não contempladas no Calendário Nacional de Vacinação do SUS, somente poderão ser administradas mediante apresentação de prescrição médica; A dispensação deve necessariamente estar vinculada a administração da vacina; Manter no serviço, acessíveis à autoridade sanitária, documentos que comprovem a origem das vacinas utilizadas. RDC 197 Anvisa - 2017 RDC 197 Anvisa – 2017 Res 654 CFF Nota Técnica Anvisa nº 01-2018 Qualquer vacina pode ser aplicada Vacinas do calendário oficial do PNI fazem parte de uma política de saúde pública Exigência de prescrição para não constantes ocorria na Portaria 01/2000 Funasa/Anvisa Para imunobiológicos especiais oferecidos nos CRIEs é necessário prescrição médica e relatório clínico Nota Técnica Anvisa nº 01-2018 RDC 197 Anvisa – 2017 Res 654 CFF Nota Técnica Anvisa nº 01-2018 Vacinas Constantes no Calendário Oficial de Vacinação O farmacêutico deverá comunicar o referido serviço ao CRF de sua jurisdição, informando data, período de realização e local Segundo a RDC 197, vacinação Extramuros de Serviços Privados é “atividade vinculada a um serviço de vacinação licenciado, que ocorre de forma esporádica, isto é, através de sazonalidade ou programa de saúde ocupacional, praticada fora do estabelecimento, destinada a uma população específica em um ambiente determinado e autorizada pelos órgãos sanitários competentes das secretarias estaduais ou municipais de saúde” Resolução 654, CFF (2018) Nota Técnica Anvisa nº 01-2018 Vacinação Extramuros Cartão de vacinação Ideal um único cartão O estabelecimento deve fornecer um cartão (para no caso de não apresentação pelo paciente) Sistema de informação definido pelo Ministério da Saúde Na indisponibilidade temporária dos sistemas, usar método alternativo como manual, por exemplo Prontuário individual, com registro de todas as vacinas aplicadas, acessível aos usuários e autoridades sanitárias RDC 197 Anvisa – 2017 Res 654 CFF Nota Técnica Anvisa nº 01-2018 Registros e Notificações Fornecer ao paciente/usuário a declaração do serviço prestado; Enviar à Secretaria Municipal de Saúde, mensalmente, as doses administradas segundo modelos padronizados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI) ou outro que o substitua; Utilizar, preferencialmente, um sistema informatizado como o REGISTREdo Conselho Federal de Farmácia ou outro que venha a substituí-lo Resolução 654, CFF (2018) Registros e Notificações ATRIBUIÇÕES DO FARMACÊUTICO Notificar a ocorrência de eventos adversos pós-vacinação (EAPV) conforme determinações do Ministério da Saúde; Notificar a ocorrência de erros de vacinação no sistema de notificação da Anvisa; e Investigar incidentes e falhas em seus processos que podem ter contribuído para a ocorrência de erros de vacinação. RDC 197 Anvisa – 2017 Res 654 CFF Nota Técnica Anvisa nº 01-2018 Registros e Notificações Notificar a ocorrência de eventos adversos pós-vacinação (EAPV) conforme determinações do Ministério da Saúde; Notificar a ocorrência de erros de vacinação no sistema de notificação da Anvisa; e Investigar incidentes e falhas em seus processos que podem ter contribuído para a ocorrência de erros de vacinação. Registros e Notificações Elaborar Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) relacionados à prestação do serviço de vacinação Notificar ao sistema de notificações da Anvisa, ou outro que venha a substitui-lo, a ocorrência de incidentes, eventos adversos pós-vacinação (EAPV) e queixas técnicas (QT), relacionados à utilização de vacinas, investigando eventuais falhas relacionadas em seu gerenciamento de tecnologias e processos Elaborar Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) Resolução 654, CFF (2018) Registros e Notificações ATRIBUIÇÕES DO FARMACÊUTICO NOTA INFORMATIVA Nº 47/2018-CGPNI/DEVIT/SVS/MS DADOS DOS SERVIÇOS PRIVADOS DE VACINAÇÃO Os registros de vacinação realizados nos serviços privados poderão ser digitados no SIPNI local (desktop) e enviados para as Secretarias Municipais de Saúde (SMS) para posterior envio para a base de dados nacional do Datasus ou digitados em tempo real no SIPNI WEB. Caso o serviço privado utilize sistema de informação próprio deverá seguir o modelo de envio de dados disponibilizado pelo Datasus. Acesse em http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/marco/16/SEI-MS-2835675-Nota-Informativa-47-2018-integracao-SIPNIx-e- SUS-AB.pdf Notificação NOTA INFORMATIVA Nº 47/2018-CGPNI/DEVIT/SVS/MS IX - NOTIFICAÇÃO DE EVENTOS ADVERSOS PÓS-VACINAÇÃO (EAPV) Em qualquer cenário de funcionamento constante desta nota técnica, as notificações de EAPV devem ser realizadas normalmente por meio do SIPNI-Web, obedecendo as normas preconizadas e as orientações contidas no Manual de Eventos Adversos pós Vacinação Notificação Os EAPV e EI que ocorrem na rede pública devem ser notificados no SIPNI. http://sipni.datasus.gov.br/si-pni-web/faces/inicio.jsf Os EAPV e EI que ocorrem na rede privada devem ser notificadas no NOTIVISA. https://www8.anvisa.gov.br/notivisa/frmLogin.asp Notificação • (art 13 da RDC 197) o serviço deve garantir atendimento imediato às possíveis intercorrências: • in loco (procedimentos clínicos e estrutura como materiais, equipamentos, profissionais capacitados) para realizar o primeiro atendimento • Através de plano de contingência que contemple serviço de remoção e serviço de saúde para cumprir este requisito. • O serviço deve conferir a respectiva capacitação a depender da estratégia adotada. Nota Técnica Anvisa nº 01-2018 Capacitação acerca da conduta a ser adotada frente a intercorrências Pode ser feita em situações excepcionais, em que a pessoa esteja impossibilitada de acesso a serviço de saúde Nota Técnica Anvisa nº 01-2018 Vacinação em Residências Artigo 19 (RDC 197) “Aplicação de vacinas pode ser realizada no ponto de assistência ao paciente”. • Ponto de assistência: local onde ocorrem simultaneamente as presenças do paciente, profissional de saúde e prestação de assistência ou tratamento Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviçoes de Saúde O Farmacêutico tem uma enorme responsabilidade para que a execução dos processos vacinais seja segura com o resíduo gerado. Portanto, tem responsabilidade com a qualidade do serviço prestado e também com a saúde dos seus colaboradores, e em evitar a contaminação do ambiente interno e externo. Além disto, ele é regido por leis e normas que devem ser rigorosamente seguidas para que possa estar em conformidade com as exigências legais estabelecidas pelos órgãos fiscalizadores competentes. Resíduos Resultantes das Atividades de Vacinação RDC/ANVISA No 306, de 7 de Dezembro/2004 Resolução CONAMA No 358, de 29 de Abril/2005 A RDC 306 (publicada em 07 de dezembro de 2004), dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, RSS. São geradores de RSS todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal, inclusive: Serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo; Laboratórios analíticos de produtos para saúde; Necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento; Serviços de medicina legal; - Drogarias e farmácias, inclusive as de manipulação; Estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; Centros de controle de zoonoses; Distribuidores de produtos farmacêuticos; Importadores, distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro; Unidades móveis de atendimento à saúde; Serviços de acupuntura, serviços de tatuagem, dentre outros similares. Gerenciamento dos Resíduos O gerenciamento dos RSS constitui-se em um conjunto de procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores, à preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente. Todo gerador deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS, baseado nas características dos resíduos gerados, estabelecendo as diretrizes de manejo dos RSS. Este deve ser elaborado de forma compatível com as normas locais relativas à coleta, transporte e disposição final dos resíduos gerados nos serviços de saúde, estabelecidas pelos órgãos locais responsáveis por todas as etapas. Gerenciamento dos Resíduos Classificação Material Símbolo Grupo A Infectantes Resíduos biológicos ou a possibilidade da presença de agentes biológicos, que podem apresentar riscos de infecção. Grupo B Químicos Resíduos químicos ou contaminados por produtos químicos perigosos que podem apresentar riscos à saúde pública ou ao meio ambiente. Grupo C Radioativos Rejeitos radioativos resultantes de atividades humanas. Grupo D Comuns Resíduos comuns. Resíduos que não apresentam riscos biológicos, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser comparados aos resíduos domiciliares. Grupo E Perfurocortantes Materiais perfurocortantes ou escarificantes. Gerenciamento dos Resíduos Grupo A A1 a A5 Gerenciamento dos Resíduos Gerenciamento dos Resíduos Gerenciamento dos Resíduos Gerenciamento dos Resíduos ETAPAS Consiste na separação dos resíduos no momento e no local de sua geração de acordo com suas características físicas, químicas, biológicas e os riscos envolvidos. Segregação e Acondicionamento Consiste em embalar os resíduos segregados em sacos ou recipientes que evitem vazamentos e resistam à punctura e a ruptura. Segregação e Acondicionamento Identificação dos Resíduos Os resíduos sólidos devem ser acondicionados em saco constituído de material resistente a ruptura e vazamento, impermeável, baseado na NBR 9191/2000 da ABNT, respeitados os limites de peso de cada saco, sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento; Os sacos devem estar contidos em recipientes de material lavável, resistente à punctura, ruptura e vazamento, com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual, com cantos arredondadose ser resistente ao tombamento; Os recipientes de acondicionamento existentes nas salas de cirurgia e nas salas de parto não necessitam de tampa para vedação. Os resíduos líquidos devem ser acondicionados em recipientes constituídos de material compatível com o líquido armazenado, resistentes, rígidos e estanques, com tampa rosqueada e vedante. Permite o reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos ou recipientes, fornecendo informações para o seu correto manejo. Identificação dos Resíduos Identificação dos Resíduos A identificação deve estar aposta nos sacos de acondicionamento, nos recipientes de coleta interna e externa, nos recipientes de transporte interno e externo e nos locais de armazenamento. Deve estar em local de fácil visualização, de forma indelével, utilizando-se símbolos, cores e frases, atendendo aos parâmetros referenciados na norma NBR 7.500 da ABNT, além de outras exigências relacionadas à identificação de conteúdo e ao risco específico de cada grupo de resíduos; A identificação dos sacos de armazenamento e dos recipientes de transporte poderá ser feita por adesivos, desde que seja garantida a resistência destes aos processos normais de manuseio dos sacos e recipientes; • O Grupo A é identificado pelo símbolo de substância infectante constante na NBR-7500 da ABNT, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos; • O Grupo B é identificado através do símbolo de risco associado, de acordo com a NBR-7500 da ABNT, e com discriminação de substância química e frases de risco; • O Grupo C é representado pelo símbolo internacional de presença de radiação ionizante (trifólio de cor magenta) em rótulos de fundo amarelo e contornos pretos, acrescido da expressão REJEITO RADIOATIVO; O Grupo D, quando destinados à reciclagem ou reutilização, a identificação deve ser feita nos recipientes e nos abrigos de guarda recipientes, utilizando-se o código de cores. • O Grupo E é identificado pelo símbolo de substância infectante constante na NBR-7500 da ABNT, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos, acrescido da inscrição de RESÍDUO PERFUROCORTANTE, indicando o risco que apresenta o resíduo. Identificaçã dos Resíduos A resolução estabelece, também, normas levando em consideração a classificação de resíduos diante das situações: - Transporte interno; - Recipientes para transporte interno; - Armazenamento temporário; - Tratamento; - Armazenamento externo; - Coleta e transportes externos; - Disposição final, que consiste na disposição do resíduo no solo. Gerenciamento de Resíduos • O transporte interno até o local de armazenamento temporário é responsabilidade da equipe ; Transporte Interno • Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados em local próximo aos pontos de geração. • Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso, sendo obrigatória a conservação dos sacos em recipientes de acondicionamento. Armazenamento Temporário • É a aplicação de método, técnica ou processo que modifique as características dos resíduos, reduzindo ou eliminando o risco de contaminação, de acidentes ocupacionais ou de dano ao meio ambiente; • Encaminhar o saco com as caixas coletoras conforme estabelece a Resolução 358/2005 do CONAMA, a fim de que os resíduos sejam inativados. Grupo A • Os resíduos do Grupo A devem ser submetidos a tratamento antes de serem descartados. O método mais comum utilizado é o processo físico (calor ou radiações ionizantes), sendo que outros processos, que sejam validados, podem ser utilizados para que se obtenha a redução ou eliminação da carga microbiana. Após o tratamento, estes resíduos podem ser tratados como resíduos comuns. No entanto, não havendo a possibilidade de tratamento prévio, os resíduos devem ser acondicionados em saco branco leitoso e propriamente identificados. Tratamento Situações Inadequadas É importante seguir a recomendação de autoclavagem ou incineração para tratamento de descartes infecciosos. E recomenda-se identificar de forma clara e de fácil visualização os sacos de acondicionamento, recipientes de coleta interna e externa, os recipientes de transporte interno e externo e os locais de armazenamento. A coleta do material deve ser realizada por funcionário treinado do serviço de limpeza, em carrinhos fechados e laváveis, sempre que necessário. Quando o transporte for manual, este deve ser realizado de maneira que nenhuma parte do corpo do funcionário responsável entre em contato com o resíduo. Gerenciamento de Resíduos