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Micoses Superficiais 
MD MSc Dr. Luan Moura Hortencio Bastos 
Graduado em Medicina pela Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP 
Residência Médica em Dermatologia pela FMB – UNESP 
Especialização em Cirurgia Dermatológica pela FMB – UNESP 
Mestrado em Medicina (área Dermatologia) pela FMB – UNESP 
Título de Dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia 
Introdução 
• Grupo de afecções causadas por fungos; 
• Limitadas às camadas queratinizadas ou semiqueratinizadas 
da pele ou localizadas na sua superfície, atingindo pele e 
mucosas; 
• 1º grupo - Dermatofitoses: vários gêneros de parasitas, 
denominados em conjunto que utilizam a queratina como 
fonte de subsistência  parasitam porções queratinizadas ou 
semi da epiderme, dos pelos e unhas; 
• 2º grupo: moléstias causadas por fungos e afinidade 
micológica ou clínica. Vivem sobre a pele, penetrando nos 
interstícios da camada córnea e ao redor dos pelos. 
• 3º grupo: infecções cutâneomucosas, determinadas por 
leveduras do gênero Cândida; 
• 4º grupo: Fungos filamentosos e leveduriformes, que podem 
acometer pele, unhas e, menos frequentemente, os pelos. 
Dermatofitoses 
• Produzidas por dermatófitos – fungos do gênero: 
Microsporum, Trichophyton, Epidermophyton; 
• Antropofílicos: exclusivos da espécie humana 
• Zoofílicos: próprios de animais domésticos ou 
silvestres; 
• Geofílicos: Vivem no solo; 
• Lesões decorrem da presença do próprio fungo ou 
em virtude da reação de hipersensibilidade ao 
agente ou seus produtos; 
• Imunocomprometidos: formas mais extensas e 
recidivantes; 
• Classificadas de acordo com a localização. 
Tinha do couro cabeludo 
(Tinea capitis) 
• Comum em crianças / rara em adultos; 
• Adquirida pelo contato com indivíduos infectados, 
animais doentes ou portadores, particularmente 
cães e gatos, ou com a própria terra; 
• Dividi-se em: tinea tonsurante x tinea favosa; 
 
Tinea Tonsurante: 
• Microsporum canis agente + comum; 
• Placas de tonsura, caracterizadas por cotos pilosos 
e descamação, única ou múltipla, no couro 
cabeludo; 
• Evolução crônica; 
• Podem ocorrer pápulas foliculares na pele do 
tronco, por hipersensibilidade - mícides 
• Existe uma forma aguda (Kerion Celsi) – com 
intensa reação inflamatória, que se apresenta 
como placa elevada, geralmente bem delimitada, 
dolorosa, com pústulas e microabscessos que 
drenam pus; 
 
 
 Quérion Celsi 
Tinea Favosa: 
• Trichophyton schönleinii 
• Evolução crônica; 
• Microendemias em zonas rurais; 
• Pode determinar lesões cicatriciais do couro 
cabeludo, com eventual alopecia definitiva; 
• Clássico: Lesões pequenas, crateriforme em torno 
do óstio folicular. 
• Patognomônicos do favo clássico: godet ou 
escútula fávica; 
• Outras formas clínicas: descamativa e supurativa-
crostosa; 
• Luz de Wood – verde-palha; 
 
Tratamento: 
 
- Necessita de tópico e sistêmico; 
 
- Sistêmico: 
- Griseofulvina 15 a 20mg/kg/dia, em duas tomadas, após refeições, por 6 
a 12 semanas  mais efetiva /1ª escolha; 
- Terbinafina 3 a 6mg/kg/dia de 4 a 8 semanas; 
- Fluconazol 6mg/kg/dia por 3 semanas ou 5mg/kg/dia por 4 semanas; 
 
- Quérion: associar antibiótico e ecentual drenagem 
abscessos; 
 
- Favosa: antifungico + antibiótico + corticóide 
sistêmico. 
Tinha da Barba (Tinea barbae) 
• Rara e apresenta 3 quadros distintos: 
o Tipo inflamatório: lesões inflamatórias, exsudativas e 
supurativas, geralmente circunscritas, lembrando o 
quérion; 
o Tipo herpes-circinado: lesões anulares, eritêmato-papulo-
vesicoescamosas nas bordas. À medida que a lesão 
cresce pela borda, há tendência à cura da parte central; 
o Tipo sicosiforme: clinicamente idêntico à foliculite 
bacteriana, apresentan pústulas foliculares às quais se 
associam, posteriormente, a formação de crostas; 
• Tratamento: tópico do grupo 2 quando localizada. Se 
disseminada associar sistêmico de 2 a 4 semanas 
(fluconazol 150mg/sem, itraconazol 100mg/dia, 
terbinafina 250mg/dia). 
Tinha do corpo (Tinea corporis) 
• Agentes mais frequentes: Trichophyton rubrum, 
Microsporum canis, Trichophyton mentagrophytes; 
• Manifestações clínicas: 
o Forma vesiculosa: lesão primária é uma vesícula. Evoluindo, 
várias delas se fundem e, rompendo-se, deixam superfícies 
exulceradas com crostas. Forma bastante inflamatória e 
pode evoluir para cura espontânea. 
o Forma anular: lesão eritematopapulosa que cresce 
centrifugamente, com cura central à medida que avança 
para periferia. Lesões podem ser múltiplas e confluentes. 
o Forma em placas: Não há tendência a cura espontânea no 
centro da lesão. As placas são essencialmente eritematosas, 
podendo simular quadros de dermatite seborreica e psoríase. 
• Tratamento: forma localizada, apenas tópicos do 
grupo 2, por 6 a 8 semanas. Quando disseminada, 
associar sistêmico. 
Tinha do pé e da mão (Tinea pedis e 
Tinea manus) 
• Agentes mais frequentes: T. rubrum, T. mentagrophytes, 
Epidermophyton floccosum; 
• Pés – bastante comum; 
• Mãos – pouco frequente. Mais comumente devido à 
hipersensibilidade a foco em outro local (dermatofítides); 
• Formas clínicas: 
o Intertriginosa: descamação e maceração da pele dos espaços interdigitais, 
podendo ocorrer fissuras e prurido. Pode ocorrer também devido: Candida 
albicans e o Corynebacterium minutissimum. 
o Vesicobolhosa: geralmente associada com a forma anterior. Tipo agudo 
constituído por lesões vesicobolhosas; 
o Escamosa: evolução crônica, apresenta lesões escamosas e pruriginosas. 
Reação inflamatória é discreta. Geralmente onicomicose associada. 
• Tratamento: formas não inflamatórias usar tópicos de 
grupo 2, por 6-8 semanas. Posteriormente, se necessário, 
associar terapia sistêmica. Se presente, tratar infecção 
secundária e realizar compressas com soluções 
secativas. 
Tinha crural (Tinea cruris) 
• Afecção mais comum em homem; 
• Localização: região inguinal; 
• Geralmente comprometimento bilateral; 
• Formas extensas: acometimento períneo, glúteos, 
parede abdominal; 
• Agentes mais frequentes: T. rubrum, E. floccosum e T. 
mentagrophytes; 
• Clínica: lesões eritematoescamosas com bordas nítidas, 
com pequenas vesículas esporadicamente; 
• Lesões mais antigas liquenificam pelo prurido. 
• Tratamento: tópico de 6 a 8 semanas. Em forma extensa 
ou inflamatória associar sistêmico. Esclarecer sobre a 
necessidade de secar bem a região e pode usar 
profilaticamente, cremes ou pós antifungicos.. 
 
Tinha da orelha (Tinea auris) 
• Ocorre mais em crianças; 
• Orelha externa e, eventualmente, conduto 
auditivo; 
• Clínicas: placas ligeiramente eritemato-
descamativas; 
• Agente mais comum: M. canis; 
• Tratamento tópico e, eventualmente sistêmico. 
Tinha da unha (Onicomicose) 
• Dermatófitos causais são: T. rubrum, T. mentagrophytes, E. 
floccosum, e raramente Microsporum; 
• Pode ser causada por outros fungos filamentosos não-
dermatófitos (+ raro); 
• Acometimento pode ser subungueal distal e/ou lateral, 
subungueal proximal ou superficial; 
• Todas as formas podem evoluir para o acometimento de toda 
lâmina ungueal; 
• Única ou múltiplas unhas; 
• Diagnostico diferencial: psoríase, liquen plano, onicopatias 
congênitas, trauma. 
• Ideal: não iniciar tratamento sistêmico sem exame MD ou cultura 
positivo (não é o que acontece na pratica no nosso país) 
• Tratamento: Sistêmico e tópico (eventualmente só tópica). 
Opções: Itraconazol 20mg/dia de 4 a 6 meses / Terbinafina 
250mg/dia de 3 a 4 meses / Fluconazol 150mg/semana de 4 a 6 
meses. Pode ser feito esquema de pulsoterapia. 
Diagnóstico 
Exame Micológico Direto (EMD): 
Raspado da lesão em lâmina e clarificação pelo hidróxido de potássio (KOH) 
Diagnóstico 
CULTURA : em meio Ágar Sabouraud 
Identifica gênero e espécie 
Exemplo: T. mentagrophytes – macro (à esquerda) e micro (à direita) 
Diagnótisco 
Luz de Wood: 
- M. canis  esverdeado; 
- T. schönleinii  verde-palha 
Tratamento das dermatofitosesTópicos: 
• Grupo 1: atualmente pouco usadas, menos ativas 
e mais irritantes. Ácido salicílico, ácido benzoico, 
iodo, derivados mercuriais, violeta de gerciana, 
fucsina fenolizada, entre outros; 
• Grupo 2: mais efetivas e com melhor tolerância. 
Derivados imidazólicos (isoconazol, cetoconazol 
miconazol, tioconazol, econazol, bifonazol); 
• Grupo 3: também efetivos. Ciclopirox olamina, 
terbinafina e amorolfina. Essas drogas, em creme, 
solução ou spray, são usadas uma ou duas vezes 
no dia de 6-8 semanas. 
Tratamento das dermatofitoses 
Sistêmicos: 
- Fluconazol 150mg/semana; 
- Itraconazol 200mg/dia; 
- Terbinafina 250mg/dia; 
 
Pulsoterapia na onicomicose (4 a 6 meses): 
- Itraconazol 200mg/dia 12/12h 7 dias seguidos por 
mês; 
- Terbinafina 250mg 12/12horas 7 dias seguidos por 
mês. 
 
Pitiríase Versicolor 
• Afecção fúngica; 
• Malassezia furfur; 
• Maior prevalência em regiões clima quente e 
úmido; 
• Acomete adultos ambos os sexos / menos comum 
crianças e idosos; 
• Predisposição constitucional para a afecção; 
• Fatores predisponentes: malnutrição, hiperidrose e 
imunossupressão; 
Pitiríase Versicolor 
Manifestações clínicas: 
• Macúlas de cor variável e com descamação; 
• Indivíduos pele clara: maculas são acastanhadas, cor 
café com leite ou hipocrômicas; 
• Pele escura ou negra: hipocrômicas e, menos 
frequente, hipocrômicas; 
• Descamação furfurácea ao estirar a pele (sinal de Zilleri) 
ou passar a unha (sinal da unha); 
• Maculas são múltiplas, de formatos variáveis, podendo 
confluir e atingir grandes áreas de superfície corporal; 
• Localização: pescoço, tórax e porção proximal MMSSs 
(mas existem casos com grande disseminação) 
• Região palmo-plantar e mucosas sempre poupadas. 
Pitiríase Versicolor 
Diagnóstico: 
• Exame de Luz de Wood  róseo-dourada; 
• Exame micológico direito (esporos e psedo-hifas); 
• A técnica de Porto (fita adesiva na lesão e depois 
colocada na lâmina)  pode ser empregada 
 
Diagnóstico Diferencial: 
• Pitiríase alba 
• Vitiligo 
 
Pitiríase Versicolor 
Tratamento: 
• Tópicos: 
o Tioconazol, isoconazol, bifonazol – 4 semanas; 
o Sulfeto de selênio xampu 2,5% diariamente por 2 semanas 15 minutos antes 
banho 
o Hipossulfito de sódio 25% em solução aquosa 1x/dia após banho; 
o Terbinafina 1% solução – 4 semanas; 
o Xampu de cetoconazol ou ciclopiro olamina 
 
• Sistêmicos: 
o Itraconazol 100mg 12/12h 5 dias; 
o Fluconazol 150mg/sem 4 semanas ou 450mg dose única; 
o Cetoconazol 200mg por 10 dias 
 
Hipopigmentação residual porde persistir por meses até a 
recuperação dos melanócitos lesados. 
Foliculite Pitirospórica 
• Colonização de M. furfur no folículo pilossebáceo; 
• Clínica: pápulas eritematosas ou pústulas, 
discretamente pruriginonas, na região dorsal; 
• Diagnóstico: exame micológico direto / biópsia; 
• Tratamento: 
o Xampu de cetoconazol ou ciclopirox olamina e ácido salicílico; 
o Sabonete de enxofre e ácido salicílico; 
o Formas resistêntes e mais inflamatórias: Itraconazol VO 
Tinha negra (Tinea nigra) 
• Dermatomicose rara; 
• Agente: Phaeoannellomyces werneckii; 
• Clínica: manchas castanho-escuras ou pretas nas 
palmas das mão ou nas bordas dos dedos; 
• Áreas tropicais e semitropicais; 
• Particularmente em indívíduos com hiperidrose; 
• Diagnóstico: exame direto (hifas escuras e 
septadas); 
• Diagnóstico diferencial: melanoma 
• Tratamento: antifúngicos tópicos 
 
Piedra preta 
• Agente: Piedraia hortae 
• Cínica: nódulos pretos que envolvem e são 
aderentes à haste dos cabelos e, eventualmente, 
barba e bigode; 
• Encontrada em áreas tropicais  no Brasil: 
Amazonia; 
• Diagnóstico: exame direto dos cabelos (nódulos 
são ascos, contendo ascósporos); 
• Tratamento: corte dos cabelos e antifúngicos 
tópicos. 
Piedra branca 
• É uma tricosporonose; 
• Agente: Trichosporon beigelii; 
• No Brasil  frequente na Amazonia; 
• Clínica: concreções de cor branca a castanho-clara, 
acometendo as hastes pilosas de pelos pubianos, 
genitais, axilares e, eventualmente, barba, bigode e 
couro cabeludo; 
• Têm consistência cremosa, são localizadas 
princcipalmente na porção distal da haste e podem ser 
removidas com facilidade mecanicamente; 
• Diagnóstico: exame direto; 
• Tratamento: corte dos cabelos e antifúngicos tópicos. 
Candidose 
• Condidose, candidíase oi monilíase; 
• Infecção cutânea, cutâneo-sitêmica ou sistêmica; 
• Agente: leveduras do gênero Candida (C. albicans + 
frequente); 
• Levedura de ocorrencia universal, saprófita, eventualmente 
patógena, habita a superfície da pele, mucosa oral, intestino 
e mucosa vaginal; 
• Fatores predisponetes: menor grau de defesa (como crianças 
e idosos), gravidez e anticoncepcionais, diabetes, terapia 
com antibióticos, corticóides e citostáticos, doenças gerais 
(linfomas, tumores malignos, AIDS), umidade e maceração 
cutânea (como ocorre na dermatite de fraldas, intertrigos dos 
obesos e ocupacionais), irritação da mucosa bucal por 
próteses, deficiências congênitas, de zinco, de ferro, da 
função neutrofílica ou endocrinapatias; 
• Comprometimento sistêmico  imunodeprimidos 
Candidose oral 
• Comum nos lactentes  flora microbiológica não esta 
estabelecida e há provavel contaminação pelo canal de 
parto. 
• Idosos com dentes mal conservados ou com próteses; 
• Imunossupressão  especialmente AIDS; 
• Clínica: placas esbranquiçadas, circulares ou ovais, isoladas 
ou confluentes, que podem comprometer toda cavidade 
oral; 
• Em casos graves: pode atingir faringe, laringe, esôfago, 
traquéia e brônquios; 
• Queilite angular pode ser provocada por cândida; 
• Diagnóstico: Exame micológico direitoe cultura; 
• Tratamento: eliminação fatores predisponentes / Nistatina em 
suspensão oral 3 a 4 vezes ao dia / clotrimazol em solução 
tambem é efetivo / Casos extensos medicação sistêmica. 
Candidose balanoprepucial 
• Clínica: lesões eritematosas ou eritematoerosivas na 
glande, recobertas ou não por induto esbranquiçado; 
• No prepúcio  eritema e edema; 
• Acompanha ardor e prurido; 
• Condições predisponentes: idade avançada, 
obesidade, diabetes, fimose, higiene inadequada, 
secagem insuficiente. Pode ocorrer transmissão sexual 
(parceria com candidose vulvovaginal); 
• Diagnóstico: exame micológico direto; 
• Tratamento: Banhos com permanganato de potássio e 
secagem. Cremes imidazólicos. Casos graves: tto 
sistêmico / postectomia em formas recidivantes com 
fimose 
Candidose intertriginosa 
• Dobras axilares, inguinais, submamárias; 
• Clínica: lesões eritematosas, úmidadas e secretantes, 
que podem destruir a epiderme, formando erosões ou 
fissuras; 
• Lesões satelite ocorrem com frequencia, e se iniciam 
com vesículas ou pústulas; 
• Prurido de intensidade variável e ardor; 
• Causas predisponetes: obesidade, diabetes, umidade e 
higiene inadequada. 
• Forma típica: ocorre entre os dedos das mãos e 
artelhos; 
• Diagnóstico: EMD; 
• Tratamento: cremes imidazólicos / formas extensas: 
sistemicos. 
Candidose folicular 
• Diabéticos e Imunossuprimidos  foliculite da 
barba causada por C. albicans; 
• Clinica: lesões pustulofoliculares ou erosões 
crostosas, similares às foliculites bacterianas ou 
dermatofíticas. 
• Diagnóstico: EMD; 
• Tratamento: tópico e sistêmico. 
Paroníquia e onicomicose 
• Paroníquia: eritema e edema na dobra em torno da 
matriz da unha e dedo da mão. Pressão local é 
dolorosa e pode drenar secreção puruleta; 
• Processo inflamatório na matriz  distrofia ungueal; 
• Participam do processo a C. albicans, além de outros 
fungos e bactérias; 
• Afecção ocupacional  íntimo contato água, sabão e 
detergentes; 
• Em mulheres a retirada da cutícula favorece; 
• Outros fatores: diabetes, desnutrição e imunossupressão; 
• Diagnóstico: clínico e EMD / presença de cor verde-
escura – infecção associada a Pseudomonas 
• Tratamento: Evitar desecadeantes / creme imidazólico 
associado a antibiótico/ via sistêmica eventualmente. 
Antifúngicos na candidose 
Tópicos: 
• Nistatina: indicada na candidíase oral, esofagiana e intestinal. 
• Imidazólicos: agentes mais eficientes. Clotrimazol, isoconazol, 
tioconazol, cetoconazol. 
 
Sistêmicos: 
• Fluconazol: primeira escolha. 50 a 100mg/dia por 7 a 14 dias 
(oral e balanoprepucial), 200 a 400mg/dia (mucocutânea 
crônica ou sistêmica) até o desaparecimento quadro. 
• Itraconazol: 200mg/dia por 5 dias; 
• Cetoconazol: 200 a 400mg/dia por 5 dias; 
• Flucitosina: em candidose resistente a outros medicamentos; 
• Anfotericina B: formas sistêmicas ou resistentes a outros 
medicamentos. 
Referências 
• Manual de dermatologia clínica de Sampaio e 
Rivitti – 2014 
• Tratado de Dermatologia – 2ª edição 
• Atlas de dermatologia – da semiologia ao 
diagnóstico 
Obrigado 
lbastos@unaerp.br 
 
@luan_bastos

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