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Aluna: Luísa Trindade Vieira - 72D Disciplina: Parasitologia Professora: Marcilene Rezende Faculdade Ciências Médicas MG Amebiase: Agente etiológico: Entamoeba histolytica → É a espécie de interesse médico, ou seja, a que é agente etiológico; ⤷ Existem amebas de vida livre, ou seja, elas não causam problemas à nossa saúde, e elas podem ser encontradas nas nossas fezes, por estarem acidentalmente ali! Quando encontradas, não é feito nada, pois como abordado acima, elas não geram dano algum ao nosso organismo. São as espécies mais comuns: Entamoeba, Iodameba, Endolimax. **Muito comum cair em questões de residência amebas livres, pedindo o tratamento! LEMBRAR QUE NÃO EXISTE TRATAMENTO PARA ELAS, POIS ELAS NÃO FAZEM MAL AO HOMEM. O que influencia uma ameba a ser de infecção assintomática, ou invasiva? • A linhagem; • Interação ou não com bactérias; • Reinfecção sucessiva. O que influencia o hospedeiro a ser assintomático ou a ter sintomas? • Susceptibilidade genética; • Idade; • Status imunológico → Pessoa muito estressada, sensível, tem atividade imune + baixa; • Sexo; • Estado nutricional; • Dieta; • Alcoolismo; • Clima; • Hábitos sexuais. Formas de vida: Trofozoíto: • É mononucleado, realiza a emissão de pseudópodes (as perninhas do parasito, que dão o formato dele, e que faz com que ele se locomova), e podem conter eritrócitos fagocitados no seu interior; • Eles vivem na luz intestinal (intestino grosso), podendo penetrar na mucosa, produzindo ulcerações intestinais; • Eles podem ser encontrados nas fezes em casos de diarréias, e são sensíveis a O2 (são anaeróbicos); • A reprodução é realizada por meio de divisão simples ou binária. Pré-cisto: • É a forma entre trofozoíto e cisto; • Eles são menores que os trofozoítos. Cistos: • É arredondado, possuindo 4 núcleos; • É a forma infectante da doença, ou seja, de transmissão, sendo por meio da ingestão do cisto; • Eles são formas de proteção; • É a forma de diagnóstico, pois os cistos são liberados nas fezes formadas “duras” do contaminado (quando ocorre diarréia - muito comum em amebíase - podem ser encontrados trofozoítos nas fezes); • Eles sobrevivem até 20 dias fora do organismo, no ambiente; • Ao entrar no organismo eles sobrevivem ao ácido estomacal, eclodem no intestino delgado liberando os metacistos. Metacisto: • Forma multinucleada; • Emerge do cisto no intestino delgado; • Sofre divisões, dando origem aos trofozoítos, que se instalam no cólon. Ciclo Biológico: **Se um trofozoíto for ingerido, ele não sobrevive ao suco gástrico! Logo, o homem não será infectado em caso de ingestão de trofozoítos. Formas Clinicas: • A forma mais comum é a assintomática, de 80% a 90% dos casos, sendo que os cistos são encontrados nas fezes sem nenhum sintoma; • Das formas sintomáticas, são comuns aparecerem: ü Colite não disentérica (mais frequente): Diarréia (2 a 4 evacuações por dia, podendo ser diarréiaca ou não), cólicas, alternância entre sintomas e normalidade (algumas fezes pastosas, outras normais); ü Colite disentérica: Disenteria (fezes liquefeitas com sangue e pode vir a ter muco), amebomas (massa que se assemelha a um tumor, em resposta a ameba), úlceras intestinais; ü Extraintestinal: § Hepática: É comum ocorrer a tríade (dor, febre e hepatomegalia), além de ser comum ocorrer o abcesso (que é o acúmulo de pus em tecidos, órgãos ou espaços dentro do corpo), juntamente com febre irregular, calafrio, anorexia e perda de peso; § Cutânea; § Pulmonar; § Cerebral. Patogênia: São 3 fatores que contribuem para a patogenia: • Invasão do parasito; • Inflamação; • Morte da célula hospedeira → Pode se dar por: Secreção de proteínas, lise da célula alvo, apoptose celular, formação de amebaporos (poros na membrana), mudança de permeabilidade e trogocitose (ingestão de fragmentos de células humanas). Diagnóstico clínico: • Fatores de risco → Não realizar a higiene adequada após a utilização do banheiro, não possuir acesso ao saneamento básico... • 94% dos casos possuem diarréia; • 94% dos casos possuem sangue nas fezes; • De 12% a 80% dos casos apresentam dor abdominal generalizada; • Dor no quadrante superior direito; • Cerca de 50% dos casos apresenta perda de peso. Diagnóstico laboratorial: • Intestinal: exame de fezes → HPF (métodos a fresco, no qual mistura as fezes com solução salina, colocar na lâmina e observar no microscópio; HPJ, que consiste na segmentação espontânea e lavagem das fezes; Faust, que consiste na centrifugação e adição de sulfato de zinco); • Extraintestinal: Exame de imagem e sorologia (procura o anti-corpo e faz exame de imagem). Diagnóstico diferencial: • Infecções bacterianas; • Esquistossomose; • Etiologia não infecciosa → Isquemia intestinal e doença inflamatória do intestino. Tratamento: Os mais utilizados são: Secnidazol (intra-intestinal), Metronidazol (extra-intestinal) e Tinidazol (intra- intestinal). Profilaxia: • Educação sanitária; • Consumo de água potável; • Exames em pessoas manipuladoras de alimentos; • Lavar bem os alimentos: deixar verduras imersas por 15 minutos em solução de 1 litro de água com 1 colher de hipoclorito de sódio (água sanitária), e depois enxaguar bastante; • Práticas sexuais seguras, evitando o contato fecal-oral (sexo anal); • Vacinas em desenvolvimento.