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Faculdade ANHANGUERA de Macapá
curso de biomedicina 
Práticas Aplicadas em Parasitologia e Líquidos Biológicos
Prof. MSc. Rivelton R. P. Almeida 
Biomédico; 
rivelton.almeida@Kroton.com.br
 
AMEBÍASE, GIARDÍASE 
O reino protista abrange as algas (seres autotróficos) e os protozoários (seres heterotróficos). Estes últimos podem ser de vida livre ou de vida interior em um ser vivo, podendo ser comensais ou parasitos. Entre os protozoários parasitos de maior interesse clínico temos a Entamoeba histolytica e a Giardia lamblia, com significativa prevalência mundial, causando as parasitoses conhecidas como amebíase e giardíase, respectivamente. 
Tanto a Entamoeba histolytica como a Giardia lamblia são protozoários parasitos com ciclo monoxeno, ou seja, não necessitam de hospedeiro intermediário e sua transmissão é fecal-oral, pelo contato do indivíduo com os cistos, através de veiculação hídrica e alimentar, de fômites (utensílios, roupas e objetos), de vetores mecânicos e das relações interpessoais
É importante destacar que as infecções de contaminação fecal-oral podem ser transmitidas também pelo sexo oral e anal, ressaltando, portanto, que a educação higiênico-sanitária representa um dos pilares da profilaxia em áreas endêmicas das parasitoses citadas.
O indivíduo infectado por essas parasitoses pode ser assintomático, inclusive não desenvolver tais infecções, o que vai depender das condições imunológicas do organismo e da microbiota intestinal. Esses dois fatores estão diretamente ligados às condições de vida do indivíduo, idade e morbidade. A colonização do nosso intestino pela microbiota pode impedir que outro organismo não encontre condições propícias para se instalar e se proliferar, restringindo-se como comensal na luz intestinal e sendo eliminado pelas fezes.
Mas se o indivíduo for suscetível pode apresentar os sintomas comuns à amebíase e à giardíase, como: dor abdominal, diarreia, fastio, mal-estar, adnamia (fraqueza) e perda de peso, podendo chegar a quadros graves e fatais como na amebíase; e à síndrome da má absorção intestinal, anemia e quadro de desnutrição e raquitismo, como na giardíase.
Tais parasitoses também ocorrem em países de clima temperado e frio devido à circulação de pessoas provenientes de áreas endêmicas distribuídas mundialmente. O Canadá é um exemplo disso, pois apresenta um número elevado de infecção por amebíase, mesmo sendo um país desenvolvido que, no ano de 2019, alcançou 0.929 de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um dos maiores do mundo.
O Brasil, país em desenvolvimento e com um IDH, no ano de 2019, de 0.765, apresenta desafios no saneamento básico, pois a maioria da população tem acesso à água, porém quase metade não tem acesso à rede de esgoto. É importante refletir que os quatro pilares do saneamento básico são: água potável, rede e tratamento de esgoto, drenagem urbana e coleta de resíduos sólidos.
Logo, as chuvas que causam cheias em uma região cuja população com acesso à agua tratada, mas sem tratamento de esgoto e coleta de resíduos sólidos, encontra-se inserida em um cenário promissor para o desenvolvimento de doenças de transmissão fecal-oral, uma vez que o esgoto se espalha por todo o ambiente no qual um indivíduo com giardíase pode eliminar bilhões de cistos do protozoário por dia.
Os registros de internações e mortes por parasitoses nem sempre representam o número real dos casos, devido às condições precárias de atendimento e subnotificações. As regiões Norte e Nordeste possuem os estados com maior prevalência de amebíase e giardíase. Na região Sudeste há maior prevalência em Minas Gerais; na região Sul, a prevalência é maior no Rio Grande do Sul; e na região Centro-oeste, no estado de Goiás.
Os idosos e as crianças apresentam maior risco de desenvolver quadros mais severos, seguidos das gestantes e pacientes imunossuprimidos e aqueles que utilizam corticoides. Os surtos epidêmicos em locais de grande circulação de indivíduos (escolas, hotéis, clubes e creches, por exemplo) têm como causas principais a água contaminada por esgoto e a falta de higiene durante a manipulação de alimentos. 
AMEBÍASE
Amebíase é uma infecção parasitária causada pelo protozoário Entamoeba histolytica. Além dessa espécie, os outros representantes com ocorrência no ser humano são Entamoeba hartmanni, Entamoeba coli, Entamoeba dispar e Entamoeba gingivalis. Porém, apesar de habitar o intestino grosso como comensal, a Entamoeba histolytica é a única espécie com capacidade de causar infecções intestinais, como colite e disenteria amebiana; e extra intestinais, como abscessos hepáticos, patologias respiratórias, cerebral, geniturinária e cardíaca. 
CICLO, FISIOPATOLOGIA E CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
Após a ingestão, conforme observamos, cistos maduros de Entamoeba histolytica resistem ao suco gástrico e seguem para o intestino delgado onde dão origem aos metacistos (formas multinucleadas) para, em seguida, transformarem-se em trofozoítos, que são a forma ativa da E. histolytica. Mas é apenas no intestino grosso, geralmente no ceco e no retossigmoide, que os trofozoítos se multiplicam por divisão binária até se transformarem em pré-cistos e cistos e serem expelidos juntamente com as fezes. 
A partir da multiplicação dos trofozoítos, os portadores podem ser assintomáticos, pois o protozoário pode se manter no lúmen intestinal completando o ciclo até serem expelidos na forma de cistos.
Após o período de incubação, que varia em dias, semanas, meses ou anos, em caso de indivíduo suscetível, ele poderá desenvolver a forma intestinal não invasiva ou invasiva. A amebíase intestinal não invasiva é a colite não disentérica e pode apresentar como sintomas: cólicas e fezes moles a diarreicas.
Na amebíase intestinal invasiva ou colite disentérica a E. histolytica lança enzimas que necrosam o tecido, com formação de úlceras conhecidas como “botão de garrafa”, muitas vezes profundas, levando à evacuação de fezes líquidas com muco e sangue. A resposta inflamatória pode desencadear a formação de abscessos intestinais, as amebonas 
A forma extraintestinal ocorre quando a E. histolytica alcança os vasos sanguíneos e a circulação ocorre a partir da mucosa intestinal já lesionada, migrando para o fígado e causando abscessos hepáticos, podendo migrar, em seguida, para outras áreas, como pulmão, cérebro, baço, rim, pele e ossos. 
MORFOLOGIA E DIAGNÓSTICO
A E. histolytica é morfologicamente igual à E. díspar. A Figura 2.3 apresenta as diferenças em relação a outras amebas, como número de núcleos, corpos cromatoides e vacúolos. O cisto da E. histolytica possui até quatro núcleos com membrana nuclear bem evidente devido à presença de cromatina. O cariossomo localiza-se no centro do núcleo, diferentemente da E.coli, que possui até oito núcleos, cujos cariossomos não são centrais.
Os corpos cromatoides da E. histolytica são bem evidenciados e lembram o aspecto de charutos. No citoplasma podemos diferenciar o ectoplasma do endoplasma, pois o primeiro é mais claro, enquanto o segundo possui aparência de grânulos nos quais se encontram os vacúolos e o núcleo. No endoplasma do cisto observamos reservas ou vacúolos de glicogênio. O trofozoíto se locomove por pseudópodes, é pleomórfico a oval e apresenta 1 núcleo com cariossomo central.
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Como os sintomas não são específicos, durante o exame clínico pode ocorrer a suspeita, mas o diagnóstico laboratorial é conclusivo a partir de exames diretos, ou seja, para a pesquisa do parasito ou antígenos em material fecal, e no soro ou por exame indireto, para a pesquisa de anticorpos. Para o diagnóstico sorológico são utilizados Elisa, o RIFI e a Hemaglutinação indireta.
Durante a avaliação macroscópica é necessário buscar evidências de sangue e muco em meio às fezes que, em geral, são diarreicas. Vimos na seção anterior que fezes diarreicas necessitam ser analisadas em até 30 minutos, pois, se houver trofozoítos, eles degradam rapidamente por não serem a forma de resistênciado protozoário; são expelidos devido ao trânsito intestinal acelerado, não disponibilizando tempo hábil para o encistamento. Em caso de fezes formadas, os métodos que identificam cistos de protozoários são: Lutz, Blagg (MIFC), Ritchie e o Coprotest. Quanto ao tratamento, o Ministério da Saúde orienta os seguintes medicamentos para o tratamento de amebíase: secnidazol, metronidazol, tinidazol ou teclozam.
GIARDÍASE
A giardíase é causada pelo protozoário piriforme, flagelado e de ciclo monoxeno conhecido por Giardia lamblia, Giardia intestinalis ou Giardia duodenalis, mais comumente chamado de Giardia lamblia 
A parasitose pode ser assintomática, o que vai depender da quantidade de cistos maduros ingeridos, da suscetibilidade do hospedeiro e da cepa do parasito.
Após a ingestão de alimentos ou água contaminada por cistos maduros de Giadia lamblia, o desencistamento inicia-se no estômago, finalizando no duodeno e no jejuno proximal, onde cada cisto dará origem a um trofozoíto, a forma ativa do protozoário
ao encontrar ambiente propício, o protozoário multiplica-se por reprodução binária longitudinal e inicia a colonização através da aderência pelo disco ventral à mucosa intestinal, podendo desencadear perda estrutural das microvilosidades por liberação de toxinas e resposta inflamatória, diminuindo a superfície de absorção de nutrientes pela mucosa intestinal.
Como as crianças apresentam elevada carga parasitária, podem ter o crescimento comprometido devido à falta de vitaminas e nutrientes importantes para o seu desenvolvimento, como vitamina B12. Destaca-se que lactentes, com menos de 1 ano de vida, dificilmente desenvolvem giardíase devido à imunoglobulina A (IgA) contida no leite materno, anticorpo que tem ação sobre a Giardia lamblia
Após o período de aleitamento, as crianças não possuem mais essa proteção proveniente do leite, sendo a faixa de 1 a 5 anos aquela com mais casos de giardíase nas regiões endêmicas. A incubação geralmente é de quinze dias. Após esse período, os principais sintomas da giardíase aguda são: cólica abdominal, fezes pastosas e com odor putrefato, náuseas e flatulência, podendo chegar à giardíase crônica, com episódios de diarreia seguidos de período de constipação, por anos, com quadros alérgicos, inclusive.
Síndrome de má absorção, que causa emagrecimento, anorexia, distensão abdominal, flatulência, desnutrição, raquitismo e esteatorreia, além de anemia; síndrome dispéptica, com sensação de desconforto epigástrico, plenitude gástrica pós-prandial, eructações, pirose e náuseas, além de vômitos; e síndrome pseudoulcerosa, constituída por dor epigástrica ou pirose, que melhora com a ingestão de alimentos e retorna com o jejum. — (SANTANA et al, 2014)
Os trofozoítos, ao se deslocarem da mucosa, realizam o encistamento para, então, serem expelidos juntamente com as fezes. Nos episódios de diarreia, observamos os trofozoítos, devido ao trânsito intestinal acelerado. Os cistos sobrevivem até dois meses no meio ambiente, dependendo das condições de umidade, temperatura e de higienização. Destaca-se que são resistentes à cloração da água, por isso, em ambientes com atividades aquáticas, como piscina, é mais comum a contaminação, principalmente no verão, devido à maior quantidade de pessoas. 
MORFOLOGIA E DIAGNÓSTICO
O diagnóstico conclusivo consiste na identificação de cistos em fezes formadas ou trofozoítos em fezes diarreicas, através do exame direto a fresco ou corado com lugol ou hematoxilina férrica; antígenos do protozoário em fluido jejunal e em material fecal (Elisa Direto) e anticorpos presentes no soro (Elisa Indireto). 
Os métodos parasitológicos empregados em fezes formadas são Lutz e Faust, mas, em função da liberação intermitente de cistos, esses exames podem apresentar resultados falso-negativos, sendo recomendado teste Elisa para pesquisa de coproantígeno, devido a sua alta sensibilidade.
apresenta a morfologia parasitária, o cisto (forma infectante) oval da Giardia lamblia possui 2 ou quatro núcleos e o trofozoíto (forma ativa) em forma de pêra, dorso convexo e 8 flagelos (em pares), com 2 núcleos, disco ventral que permite a adesão do protozoário à mucosa e os corpos medianos. 
De acordo com a orientação do Ministério da Saúde, os medicamentos são secnidazol, tinidazol ou metronidazol. 
As pessoas que não têm acesso à água tratada devem ferver a água, pois o filtro e o cloro não são formas isoladas de tratamento que garantam a água potável. O cisto de Giardia lamblia é resistente à cloração da água, mas não é resistente a temperaturas acima de 64 °C. Importante destacar que, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a cocção de um alimento precisa ser superior a 70 °C, pois a maioria dos organismos patogênicos não resistem a essa temperatura. 
As medidas profiláticas para amebíase e giardíase podem ser divididas em políticas públicas de saneamento básico e medidas ligadas aos cuidados de higiene pessoal e com o ambiente em que se vive, com abordagem na educação higiênicosanitária.
Atividades!
Acesso a Disciplina.
Competências para Vida.
ED.
Atividades do AVA.
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