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Aula 10
Auditoria p/ ISS Cuiabá
Professor: Claudenir Brito
Auditoria p/ISS-Cuiabá 
Teoria e exercícios comentados 
Prof Claudenir Brito ʹ Aula 10 
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SUMÁRIO PÁGINA
Introdução 1 
1. Auditoria no setor público federal 2 
2. Manual do SCI – IN 01/01 8 
Relação de questões comentadas na aula 62 
Referências 78 
Olá pessoal! 
Na aula de hoje vamos estudar os tópicos principais da Instrução 
Normativa SFC/MF nº 01, de 06/04/2001, considerada como o Manual do 
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, tendo em vista 
que os tópicos do edital estão diretamente relacionados a essa norma, 
embora não faça referência expressa. 
A matéria fecha nosso curso de Auditoria para o ISS-Cuiabá. Espero que 
tenham aproveitado as aulas, e que tenham um excelente resultado no 
concurso. 
Dúvidas que forem surgindo, só perguntar no fórum do curso, enviar um 
email para claudenirbrito@gmail.com ou, ainda: 
AULA 10: Auditoria no setor público federal: 
finalidades e objetivos; abrangência de atuação; 
formas e tipos; normas relativas à execução dos 
trabalhos; normas relativas à opinião do auditor; 
relatórios e pareceres de auditoria; operacionalidade. 
Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), 
nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre 
direitos autorais e dá outras providências. 
Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os 
professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo 
os cursos honestamente através do site Estratégia Concursos ;-) 
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Teoria e exercícios comentados 
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Uma boa aula para todos nós. 
1. Auditoria no setor público federal
A Lei 10.180/2001 disciplina os Sistemas de Planejamento e de 
Orçamento Federal, de Administração Financeira Federal, de 
Contabilidade Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal 
(SCI-PEF). Para nossa matéria, o que nos interessa está contido entre os 
arts. 19 e 38 dessa Lei, que é a parte relacionada ao Sistema de 
Controle Interno do Poder Executivo Federal. 
1.1 Finalidades do SCI-PEF 
Sem dúvida, este item é o mais explorado em provas, pois reproduz as 
quatro finalidades do SCI emanadas do art. 74 da Constituição Federal. 
O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal visa à 
avaliação da ação governamental e da gestão dos administradores 
públicos federais, por intermédio da fiscalização contábil, orçamentária, 
financeira, operacional e patrimonial (para gravar, COFOP), e a apoiar o 
controle externo no exercício de sua missão institucional. 
O SCI-PEF tem as seguintes finalidades: 
I – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual,
a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União; 
II – comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto a
eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e 
patrimonial (OFIP) nos órgãos e nas entidades da Administração Pública 
Federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de 
direito privado; 
III – exercer o controle das operações de crédito, avais e
garantias, bem como dos direitos e haveres da União; 
IV – apoiar o controle externo no exercício de sua missão
institucional.
1.2 Competências do SCI-PEF 
É importante não confundir as quatro finalidades do SCI, vistas no item 
anterior, com as competências dos órgãos e unidades desse Sistema 
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de Controle Interno, que engloba as finalidades e acrescenta diversas 
outras, conforme veremos a seguir. 
 
I – Avaliar o cumprimento das metas estabelecidas no plano 
plurianual. 
II – Fiscalizar e avaliar a execução dos programas de governo, 
inclusive ações descentralizadas realizadas à conta de recursos oriundos 
dos Orçamentos da União, quanto ao nível de execução das metas e 
objetivos estabelecidos e à qualidade do gerenciamento. 
III – Avaliar a execução dos orçamentos da União. 
IV – Exercer o controle das operações de crédito, avais, garantias, 
direitos e haveres da União. 
V – Fornecer informações sobre a situação físico-financeira dos 
projetos e das atividades constantes dos orçamentos da União. 
VI – Realizar auditoria sobre a gestão dos recursos públicos federais 
sob a responsabilidade de órgãos e entidades públicos e privados. 
VII – Apurar os atos ou fatos inquinados de ilegais ou irregulares, 
praticados por agentes públicos ou privados, na utilização de recursos 
públicos federais e, quando for o caso, comunicar à unidade responsável 
pela contabilidade para as providências cabíveis. 
VIII – Realizar auditorias nos sistemas contábil, financeiro, 
orçamentário, de pessoal e demais sistemas administrativos e 
operacionais. 
IX – Avaliar o desempenho da auditoria interna das entidades da 
administração indireta federal. 
X – Elaborar a Prestação de Contas Anual do Presidente da República 
a ser encaminhada ao Congresso Nacional. 
XI – Criar condições para o exercício do controle social sobre os 
programas contemplados com recursos oriundos dos orçamentos da 
União. 
 
 
1.3. Atividades Complementares do SCI-PEF 
 
Além das finalidades e atividades precípuas exercidas pelo SCI-PEF, a IN 
no 01/2001 destaca algumas atividades complementares desse Sistema, 
quais sejam: 
 
 
 
 
 
 
A CGU (órgão central do SIC-PEF) elabora a Prestação de contas do 
Presidente, o TCU emite parecer prévio e o Congresso julga. 
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Elaboração da Prestação de Contas do Presidente da República 
 
• Essa atividade consiste em receber as informações dos órgãos que 
executam os orçamentos da União, avaliar a consistência das mesmas e 
encaminhá-las ao Tribunal de Contas da União. Faz parte dessa função 
a emissão de parecer quadrimestral sobre o cumprimento da Lei de 
Responsabilidade Fiscal, por parte do Poder Executivo Federal. 
 
Controle Social 
 
• A criação de condições para o exercício do controle social sobre os 
programas contemplados com recursos oriundos dos orçamentos da 
União visa fortalecer este mecanismo complementar de 
controle público, por intermédio da disponibilização de informações 
sobre as atividades desenvolvidas, particularmente no que se refere à 
avaliação da execução dos programas e avaliação da gestão. 
 
• O SCI-PEF deve avaliar os mecanismos de controle social 
previstos nos respectivos programas de governo , 
particularmente naqueles casos em que a execução das ações se realiza 
de forma descentralizada nas diferentes unidades da federação e nos 
municípios, devendo destacar se os mesmos estão devidamente 
constituídos, estão operando adequadamente, têm efetiva 
representatividade dos agentes sociais e realizam suas atividades de 
forma efetiva e independente. 
 
Auditoria de Tomada de Contas Especial 
 
• A Tomada de Contas Especial (TCE) é um processo 
administrativo, instaurado pela autoridade administrativa 
competente quando se configurar omissão no dever de prestar contas, 
não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União, 
ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiros, bens e valores públicos, 
ou, ainda, prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de 
que resulte dano ao Erário. 
 
• A instauração da TCE visa apurar os fatos, identificar os 
responsáveis e quantificar o dano causado ao erário sempre que a 
Administração Pública tiver de ser ressarcida de prejuízos que lhe foram 
causados. 
 
Análise de Processos de Pessoal 
 
• A análise de processos de pessoal consiste naanálise dos atos de 
admissão, desligamento, aposentadoria, reforma e pensão e visa a 
subsidiar o Tribunal de Contas da União no cumprimento do disposto 
no inciso III, do art. 71, da Constituição Federal, que trata da apreciação 
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dos atos de pessoal, quanto à legalidade, para fins de registro. 
 
Avaliação das Unidades de Auditoria Interna 
 
• A avaliação das unidades de auditoria interna das entidades da 
Administração Indireta Federal consiste em avaliar o desempenho das 
mesmas e visa comprovar se estão estruturadas de forma 
adequada, realizando suas funções de acordo com os respectivos planos 
de trabalho e observando as normas da IN 01/2001 no que for aplicável. 
 
Diligências 
 
• As diligências visam buscar informações e esclarecimentos 
junto aos gestores públicos sobre as razões que levaram à prática de 
qualquer ato orçamentário, financeiro, patrimonial e operacional 
praticado por agente público, a fim de subsidiar os exames a cargo do 
SCI-PEF, inclusive no apoio institucional ao Controle Externo. 
 
1.4. Disposições Gerais sobre as atribuições do SCI 
 
Nenhum processo, documento ou informação poderá ser sonegado aos 
servidores do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, 
no exercício das atribuições inerentes às atividades de auditoria, 
fiscalização e avaliação de gestão. 
 
Importante que fique claro que não se pode negar a um servidor do SCI 
uma documentação que esteja relacionada ao trabalho que ele está 
desempenhando. 
 
Sobre o tema, o agente público que, por ação ou omissão, causar 
embaraço, constrangimento ou obstáculo à atuação do Sistema de 
Controle Interno, no desempenho de suas funções institucionais, ficará 
sujeito à pena de responsabilidade administrativa, civil e penal. 
 
Por outro lado, é dever do servidor guardar sigilo sobre dados e 
informações pertinentes aos assuntos a que tiver acesso em decorrência 
do exercício de suas funções, utilizando- os, exclusivamente, para a 
elaboração de pareceres e relatórios destinados à autoridade 
competente, também sob pena de responsabilidade administrativa, civil 
e penal. 
 
Se a documentação ou informação envolver assuntos de caráter sigiloso, 
deverá ser dispensado tratamento especial. 
 
Outro ponto importante é que é vedada a nomeação para o exercício 
de cargo, inclusive em comissão, no âmbito do SCI -PEF, de pessoas 
que tenham sido, nos últimos cinco anos: 
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I – responsáveis por atos julgados irregulares por decisão 
definitiva do Tribunal de Contas da União, do tribunal de contas de 
Estado, do Distrito Federal ou de Município, ou ainda, por conselho de 
contas de Município; 
II – punidas, em decisão da qual não caiba recurso administrativo, 
em processo disciplinar por ato lesivo ao patrimônio público de 
qualquer esfera de governo; 
III – condenadas em processo criminal por prática de crimes 
contra a Administração Pública. 
 
Os cargos em comissão, no âmbito da SFC/CGU, assim como os cargos 
de Assessor Especial de Ministro de Estado incumbido de funções de 
Controle Interno (AECI), serão providos, preferencialmente, por 
ocupantes dos cargos efetivos da carreira de Finanças e Controle. 
 
Caso contrário, será exigida a comprovação de experiência de, no 
mínimo, cinco anos em atividades de auditoria, de finanças públicas ou 
de contabilidade pública. 
 
A indicação para o cargo de AECI será submetida previamente à 
apreciação da CGU. 
 
Os órgãos e as unidades do Sistema de Controle Interno do Poder 
Executivo Federal, ao desempenhar o seu trabalho, constatando 
indícios de irregularidades, comunicarão ao Ministro supervisor 
da unidade gestora ou entidade e aos respectivos órgãos de controle 
interno e externo dos entes recebedores para que sejam tomadas as 
providências de suas competências. 
 
Quando ocorrer prejuízo à União, os órgãos e as unidades do Sistema de 
Controle Interno do Poder Executivo Federal adotarão as providências de 
sua competência, previstas na legislação pertinente, com vistas ao 
ressarcimento ao erário. 
 
 
EXERCÍCIOS COMENTADOS 
 
 
1 (CESPE/Câmara dos Deputados/2014) Em relação aos 
sistemas de controle exercidos no âmbito da administração 
pública brasileira e da competência, da jurisdição e do exame de 
contas por parte do TCU, julgue o item subsecutivo – Compete 
aos sistemas de controle internos mantidos pelos Poderes 
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Legislativo, Executivo e Judiciário do governo federal exercer o 
controle das operações de crédito e dos direitos e haveres da 
União. 
Comentários: 
Exatamente como vimos no inciso IV do artigo 74 da CF/88. 
Gabarito: C 
 
2 (CESPE/TCU/2013) São responsabilidades da entidade 
fiscalizada implantar e manter em funcionamento efetivo 
sistemas de controles internos que assegurem o cumprimento 
das normas legais e a consecução dos objetivos traçados, o que 
não isenta o auditor de fazer propostas e recomendações em face 
da inexistência ou inadequação desses controles. 
Comentários: 
A responsabilidade primária pela implementação dos controles 
internos é da ENTIDADE AUDITADA. Independentemente disso, o auditor 
governamental, caso encontre inconformidades ao avaliar esses 
controles, deve elaborar recomendações para melhoria dos mesmos. 
Gabarito: C 
 
3 (FCC/DPE-RS/2013) Com relação ao Sistema de Controle 
Interno (SCI) do Poder Executivo Federal, a abrangência de sua 
atuação, dentre outros, inclui: 
a) projetos financiados por recursos externos e projetos de 
cooperação junto a organismos internacionais. 
b) avaliação do cumprimento, em cada exercício financeiro, dos 
limites de gastos com pessoal, com a amortização da dívida, de cada 
ente da federação, para efeito de autorização de operações de crédito. 
c) aplicação aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa, 
multa proporcional ao dano causado ao erário, comunicando a decisão 
ao Ministério Público. 
d) exame da regularidade e a avaliação da eficiência e a eficácia da 
gestão administrativa e dos resultados alcançados pelas empresas 
prestadoras de serviços públicos. 
e) realização, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do 
Senado Federal, inspeções e auditoria de natureza contábil, 
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nos órgãos e 
entidades da administração pública federal. 
Comentários: 
Vamos aos erros: 
B – O SCI exerce o controle das operações de crédito, não é 
responsável por autorizar. 
C – O SCI não multa. Isso é atribuição do TCU. 
D – Essa responsabilidade é das agências reguladoras. E – 
Essa responsabilidade é do TCU. 
Gabarito: A 
 
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4 (FCC/TRE-AP/2011) Uma das finalidades do Sistema de 
Controle Interno prevista na Constituição Federal é: 
a) apoiar o Ministério Público no exercício de sua missão institucional; 
b) auxiliar o Poder Legislativo no julgamento das contas prestadas 
anualmente pelo Presidente da República; 
c) avaliar o cumprimento das metas previstas no anexo de riscos 
fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias; 
d) apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional; 
e) apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da 
República, mediante parecer prévio, que deverá ser elaborado em 
sessenta dias a contar de seu recebimento. 
Comentários:De forma objetiva, vamos aos erros: 
Letra A: o apoio previsto na CF/88 é ao controle externo (conforme 
letra D, gabarito da questão) e não ao Ministério Público. 
Letra B: quem auxilia o poder legislativo no julgamento das contas 
prestadas pelo Presidente da República é o TCU, por meio da emissão de 
um parecer prévio. 
Letra C: o SCI-PEF avalia o cumprimento das metas previstas no 
plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos 
orçamentos da União. 
Letra E: conforme dissemos na letra B, quem faz isso é o TCU. 
 Gabarito: D 
 
 
2. IN 01/01 - Manual do SCI do Poder Executivo Federal 
 
 
2.1 Auditoria no setor público federal 
 
Como revisão da definição de Auditoria, vamos nos remeter à obra de 
Franco e Marra (2011) para definir o objeto da auditoria: 
 
“Conjunto de todos os elementos de controle do patrimônio 
administrado, os quais compreendem registros contábeis, papéis, 
documentos, fichas, arquivos e anotações que comprovem a veracidade 
dos registros e a legitimidade dos atos da administração, bem como sua 
sinceridade na defesa dos interesses patrimoniais”. (Grifamos) 
 
Neste ponto, podemos dividir a Auditoria em dois grandes grupos, e a 
partir daqui, centrar nosso foco no que será objeto da presente aula. De 
acordo com o ambiente em que será aplicada, a Auditoria poderá ser 
Governamental ou Não Governamental (Privada). 
 
A Auditoria Não Governamental – ou Privada, Independente, 
Empresarial, das Demonstrações Contábeis, das Demonstrações 
Antes disso, vamos relembrar alguns conceitos de Auditoria? 
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Financeiras – é uma técnica contábil, constituída por um conjunto de 
procedimentos técnicos sistematizados, para obtenção e avaliação 
de evidências sobre as informações contidas nas demonstrações 
contábeis de uma empresa. 
 
Já a Auditoria Governamental – ou Pública, do Setor Público – é, 
conforme disposto na Instrução Normativa 01/2001, da Secretaria 
Federal de Controle Interno (da Controladoria-Geral da União), o 
conjunto de técnicas que visa avaliar a gestão pública, pelos 
processos e resultados gerenciais, e a aplicação de recursos públicos 
por entidades de direito público e privado, mediante a confrontação 
entre uma situação encontrada com um determinado critério técnico, 
operacional ou legal. 
 
Tem por objetivo primordial garantir resultados operacionais na 
gerência da coisa pública. 
 
A Auditoria Governamental engloba todas as esferas de governo – 
federal, distrital, estadual e municipal – e níveis de poder - Executivo, 
Legislativo e Judiciário – e, claro, alcança as pessoas jurídicas de direito 
privado, caso se utilizem de recursos públicos. 
 
A principal legislação em relação à auditoria governamental é a IN 
SFC/MF 01/2001, da Secretaria Federal de Controle Interno, 
atualmente pertencente à estrutura da Controladoria-Geral da União 
(CGU). Na época da publicação da IN 01, a SFC fazia parte do Ministério 
da Fazenda, motivo da inscrição SFC/MF. Embora esteja em fase de 
atualização, continuava vigente. 
 
O objetivo da norma foi definir diretrizes, princípios e conceitos, além de 
aprovar normas técnicas para a atuação do Sistema de Controle Interno 
– SCI – do Poder Executivo Federal, particularmente quanto a 
finalidades, organização, competências, tipo de atividades, objetivos, 
forma de planejamento e de execução das ações de controle e 
relacionamento com as unidades de auditoria interna das entidades da 
Administração Indireta Federal, visando principalmente alcançar 
uniformidade de entendimentos e disciplinar as atividades no âmbito do 
Sistema de Controle Interno. 
 
Sobre a definição de SCI, para relembrar, conforme a NBC TA 315, 
Controle interno: 
 
“É o processo planejado, implementado e mantido pelos responsáveis da 
governança, administração e outros funcionários para fornecer 
segurança razoável quanto à realização dos objetivos da entidade no que 
se refere à confiabilidade dos relatórios financeiros, efetividade e 
eficiência das operações e conformidade com leis e regulamentos 
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aplicáveis.” 
 
Ou seja, é um processo conduzido por todos os integrantes da 
“empresa”, no nosso caso, órgãos e entidades do Poder Executivo 
Federal, para fornecer razoável segurança de que os objetivos da 
entidade estão sendo alcançados, com relação às seguintes 
categorias: 
 
1 – eficácia e eficiência das operações; 
2 – confiabilidade dos relatórios financeiros; 
3 – conformidade com a legislação e regulamentos aplicáveis. 
 
Segundo a IN 01, o SCI visa à avaliação da ação governamental, da 
gestão dos administradores públicos federais e da aplicação de recursos 
públicos por entidades de Direito Privado, por intermédio da fiscalização 
contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial 
(COFOP). 
 
A fiscalização COFOP, para atingir as finalidades constitucionais, 
consubstancia-se nas técnicas de trabalho desenvolvidas no âmbito do 
SCI, denominadas nesta Instrução Normativa de auditoria e 
fiscalização. 
 
Um dos objetivos fundamentais do SCI é a avaliação dos controles 
internos administrativos das unidades ou entidades sob exame. Somente 
com o conhecimento da estruturação, rotinas e funcionamento desses 
controles podem os Órgãos/Unidades de Controle Interno do Poder 
Executivo Federal avaliar, com a devida segurança, a gestão examinada. 
 
2.2 Normas relativas ao controle interno administrativo 
 
Controle interno administrativo é o conjunto de atividades, planos, 
rotinas, métodos e procedimentos interligados, estabelecidos 
com vistas a assegurar que os objetivos das unidades e entidades da 
administração pública sejam alcançados, de forma confiável e 
concreta, evidenciando eventuais desvios ao longo da gestão, até a 
consecução dos objetivos fixados pelo Poder Público. 
 
Os princípios de controle interno administrativo, similares ao que 
vimos na última aula, se constituem no conjunto de regras, diretrizes e 
sistemas que visam ao atingimento de objetivos específicos, tais como: 
 
I. Relação custo/benefício – consiste na avaliação do custo de um 
controle em relação aos benefícios que ele possa proporcionar. De 
acordo com esse princípio, não seria coerente, por exemplo, gastarmos 
R$20.000,00 para o envio de uma equipe de fiscalização a um município 
distante, a fim de verificar a aplicação de R$8.000,00. 
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II. Qualificação adequada, treinamento e rodízio de 
funcionários – a eficácia dos controles internos administrativos está 
diretamente relacionada com a competência, formação profissional e 
integridade do pessoal. É imprescindível haver uma política de pessoal 
que contemple: 
 
a) seleção e treinamento de forma criteriosa e sistematizada, 
buscando melhor rendimento e menores custos; 
b) rodízio de funções, com vistas a reduzir/eliminar possibilidades de 
fraudes; 
c) obrigatoriedade de servidores gozarem férias regularmente, como 
forma, inclusive, de evitar a dissimulação de irregularidades. 
 
No Brasil, a seleção por meio de concurso público já atende ao primeiro 
requisito. Quanto ao segundo e terceiro, se observados, reduzem 
bastante a possibilidade de fraudes, pois os servidores mal intencionados 
não se sentiriam tão à vontade para cometê-las, sabendo da 
possibilidade real de serem descobertos. 
 
III. Delegação de poderes e definição de responsabilidades – a 
delegação de competência, conforme previsto em lei, será utilizada como 
instrumento de descentralizaçãoadministrativa, com vistas a assegurar 
maior rapidez e objetividade às decisões. O ato de delegação deverá 
indicar, com precisão, a autoridade delegante, a delegada e o objeto da 
delegação. Assim sendo, em qualquer unidade/entidade, devem ser 
observados: 
 
a) existência de regimento/estatuto e organograma adequados, em 
que a definição de autoridade e consequentes responsabilidades sejam 
claras e satisfaçam plenamente as necessidades da organização; e 
b) manuais de rotinas/procedimentos, claramente determinados, que 
considerem as funções de todos os setores do órgão/entidade. 
 
IV. Segregação de funções – a estrutura das unidades/entidades 
deve prever a separação entre as funções de autorização/ aprovação 
de operações, execução, controle e contabilização, de tal forma que 
nenhuma pessoa detenha competências e atribuições em desacordo com 
este princípio. 
 
Atenção: para não confundirmos segregação de funções com rodízio de 
funções, leiam novamente, e com atenção, as definições acima. 
 
V. Instruções devidamente formalizadas – para atingir um grau 
de segurança adequado é indispensável que as ações, 
procedimentos e instruções sejam disciplinados e formalizados através 
de instrumentos eficazes e específicos; ou seja, claros e objetivos e 
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emitidos por autoridade competente. 
 
VI. Controles sobre as transações – é imprescindível estabelecer 
o acompanhamento dos fatos contábeis, financeiros e 
operacionais, objetivando que sejam efetuados mediante atos 
legítimos, relacionados com a finalidade da unidade e autorizados por 
quem de direito; 
 
VII. Aderência a diretrizes e normas legais – o controle interno 
administrativo deve assegurar observância a diretrizes, planos, 
normas, leis, regulamentos e procedimentos administrativos, e que os 
atos e fatos de gestão sejam efetuados mediante atos legítimos, 
relacionados com a finalidade da unidade/entidade. A esse atributo 
damos o nome de compliance. 
 
Os controles internos administrativos implementados em uma 
organização devem: 
I. prioritariamente, ter caráter preventivo; 
II. permanentemente, estar voltados para a correção de eventuais 
desvios em relação aos parâmetros estabelecidos; 
III. prevalecer como instrumentos auxiliares de gestão; 
IV. estar direcionados para o atendimento a todos os níveis 
hierárquicos da administração. 
 
Quanto maior for o grau de adequação dos controles internos 
administrativos, menor será a vulnerabilidade dos riscos inerentes à 
gestão propriamente dita. 
 
2.3 Planejamento das ações de controle interno. 
 
Considerando a escassez de recursos humanos, tecnológicos, etc., o 
planejamento das ações de controle adotado pelo SCI-PEF deve observar 
os procedimentos e esta sequência: 
 
I. mapear as políticas públicas afetas a cada ministério ou órgão 
equivalente, com identificação dos macro-objetivos, dos recursos 
previstos, dos agentes responsáveis e interfaces, de modo a evidenciar 
a importância estratégica, de cada uma delas, inclusive em relação ao 
projeto global de governo; 
 
II. promover a hierarquização dos diversos programas/ 
programações governamentais, baseada em critérios políticos e 
estratégicos definidos, bem como riscos baseados em materialidade, 
relevância e criticidade. Na conformação atual da classificação 
orçamentária, esse exercício de hierarquização se faz em nível de 
programa por ser esse o que apresenta, em geral, a definição 
consistente de limites e abrangência; 
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III. detalhar as informações envolvendo a descrição dos Programas 
essenciais e a identificação das Ações que os compõem; 
 
IV. promover a hierarquização no nível das Ações de cada 
Programa, segundo critérios definidos com bases estratégicas; 
 
V. elaborar o relatório de situação das Ações selecionadas, 
identificando, dentre outros itens: 
 
a) os objetivos e as metas; 
b) os órgãos responsáveis; 
c) a documentação legal que lhes dá suporte; 
d) as razões de implementação; 
e) as formas de execução e os mecanismos de implementação; 
f) a clientela e o público-alvo; 
g) a existência de recursos externos financiando total ou 
parcialmente as Ações; 
h) os critérios para a seleção dos beneficiários; 
i) as formas de divulgação que serão utilizadas para mobilizar a 
clientela, quando for o caso; 
j) os mecanismos de controle, inclusive de controle social; 
k) as informações a respeito das ações do Sistema de Controle 
Interno no exercício anterior, bem como sobre o exercício atual. 
 
VI. elaborar o plano estratégico da Ação selecionada, incluindo 
levantamento dos pontos críticos e frágeis capazes de impactar a 
execução e a definição da abordagem de controle a ser adotada, que 
terá por foco os pontos críticos identificados; 
 
VII. elaborar o plano operacional de cada divisão de trabalho 
definida na abordagem da Ação, com identificação das ações de controle 
a serem realizadas, definição de instrumentos e do período de realização 
dos trabalhos. 
 
A metodologia de trabalho adotada abrange os aspectos pertinentes ao 
conhecimento das ações de cada ministério, à percepção sobre as 
principais áreas de atuação e pauta política específica, à compreensão 
sobre o funcionamento dos programas e respectivas ações ou 
equivalentes, bem como avaliação sobre as unidades responsáveis pelas 
diferentes etapas do processo gerencial de implementação da política 
pública e o planejamento das ações de controle a serem implementadas 
para avaliação da execução dos programas de Governo e da Gestão 
Pública. 
 
 
 
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Esse processo permanente de trabalho permite, por meio da reavaliação, 
efetuada a cada novo conjunto de dados e informações obtidas, manter 
o controle sempre atualizado e atuante. 
 
Exemplificando: 
Vamos imaginar que você trabalhe na CGU e seja responsável por 
auditar o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome 
(MDS). Nesse caso, seu primeiro passo do planejamento será mapear 
as políticas públicas existentes naquele ministério. 
 
Feito isso, você hierarquiza todos os programas de responsabilidade do 
MDS, chegando à conclusão de que o Programa Bolsa Família (PBF) é o 
mais importante para ser acompanhado sistematicamente pela CGU. 
 
 
Escolhido o Programa, você irá verificar, dentre as diversas ações que o 
compõem, uma que considere essencial para ser auditada. Mantendo o 
exemplo do PBF, pela materialidade, você escolhe a Ação Transferência 
de Renda Diretamente às Famílias em Condição de Pobreza e Extrema 
Pobreza. 
 
A partir daí, para conhecer melhor a ação e o programa que irá auditar, 
você elaborará uma documentação básica, constituída de Relatório de 
Situação, Plano Estratégico e Plano Operacional. 
 
Processo de Planejamento de Controle Sistemático 
1) Mapeamento das Políticas Públicas 
2) Hierarquização dos Programas 
3) Priorização das Ações 
4) Relatório de Situação 
5) Plano Estratégico 
6) Plano Operacional 
 
O planejamento das ações de controle adotado no Sistema de Controle 
Interno do Poder Executivo Federal divide-se em quatro grandes tópicos, 
com a seguinte estrutura: 
 
I – Orçamento Global do Ministério 
II – Hierarquização 
III – Programas e Programações sob controle 
IV – Ações sob controle Orçamento Global do Ministério 
 
Orçamento Global do Ministério 
 
O tópico I apresenta o orçamento do Ministério ou Órgão equivalente em 
termos dos Programas constantes da Lei Orçamentária Anual – LOA, 
inclusas as Programações, especificandoo orçamento líquido, que se 
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caracteriza pela exclusão das parcelas referentes a pessoal e ao serviço 
da dívida. 
 
O total previsto na LOA compreende os Orçamentos Fiscal, da 
Seguridade Social e de Investimentos e o que se denomina de 
Programações, que são os valores destinados a permitir o tratamento de 
políticas públicas para as quais não se conta com classificação de 
despesa orçamentária específica. 
 
Hierarquização 
 
O tópico II agrega critérios de valoração de caráter estratégico, próprios 
do ministério ou órgão equivalente, ao conjunto de critérios gerais 
definidos pelo órgão ou unidade de controle interno e os aplica ao 
conjunto de programas/programações. 
 
Apresenta, para cada um dos ministérios, a hierarquização dos 
respectivos programas/programações, com classificação, segundo a 
percepção do controle, em essenciais, relevantes e coadjuvantes. 
 
Devido às suas próprias características, os programas/programações de 
classificação essencial são, em geral, objeto de controle sistemático, com 
a mais elevada concentração de atenção por parte do Sistema de 
Controle Interno. 
 
Embora sempre presente, face às limitações de recursos e menores 
taxas de impacto e/ou risco, as ações do Sistema de Controle Interno 
serão menos intensas nos programas/programações governamentais 
classificadas como relevantes e coadjuvantes. 
 
O Controle Sistemático tem como premissa a existência de um 
processo detalhado de planejamento como base para deflagração das 
ações do controle. O planejamento adotado pressupõe obrigatoriamente 
o conhecimento amplo do problema, a definição de uma estratégia de 
atuação focada nos pontos críticos do processo de execução e o 
estabelecimento de cronologias, formas e instrumentos de atuação 
capazes de garantir um padrão de cobertura e segurança compatíveis 
com as características e especificidades do objeto controlado. O exemplo 
do PBF que demos anteriormente se encaixa no controle sistemático. 
 
O Controle Assistemático trata das excepcionalidades, caracterizadas 
como questões pontuais e agudas, típicas de denúncias ou solicitações 
de autoridades, ou aspectos que, por qualquer razão, o Sistema de 
Controle Interno entenda necessário averiguar, ou, ainda, cuja 
complexidade ou risco justifique um planejamento mais simplificado. 
Nesses casos, dispensa-se o planejamento completo para a deflagração 
de ações de controle. Um exemplo seria a apuração de uma denúncia. 
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O processo da hierarquização não está vinculado à capacidade 
operacional que a unidade de controle possui para realizar seus 
trabalhos. O grau de essencialidade de um programa/ programação é 
uma característica intrínseca do mesmo. 
 
A capacidade operacional do Sistema de Controle Interno apenas 
condiciona sua maior ou menor condição de cumprir 
adequadamente seu papel. Isso quer dizer, por exemplo, que mesmo 
que a capacidade operacional do Órgão de Controle Interno não seja 
satisfatória, determinados programas (como é o caso do PBF) sempre 
serão acompanhados, devido a sua materialidade, criticidade e 
relevância. 
 
Programas e Programações sob Controle 
 
O tópico III estabelece os programas/programações incorporados ao 
processo sistemático de controle. Para tanto, é necessário que pelo 
menos uma de suas ações disponha da documentação básica, que se 
compõe de Relatório de Situação, Plano Estratégico e Plano Operacional, 
formando o tópico IV. 
 
Nesse tópico encontram-se os programas/programações que estão tendo 
pelo menos uma de suas ações sendo objeto de alguma ação específica 
de controle. Para cada um deles, é apresentada uma descrição sumária, 
mencionando-se peculiaridades consideradas relevantes e resumindo, se 
possível, alguns aspectos considerados críticos ou frágeis em sua 
concepção ou processo de implementação. 
 
Ações sob Controle 
 
O tópico IV contém o Relatório de Situação, o Plano Estratégico e o 
Plano(s) Operacional(is) das ações, denominada de documentação 
básica, de cada uma das ações controladas sistematicamente. 
 
O Relatório de Situação traz uma descrição sumária do objeto de 
interesse e informes sobre o (s) exercício (s) anterior (es) e o exercício 
atual. 
 
O Plano Estratégico – PE deve ser elaborado a partir do 
conhecimento detalhado da ação, o que inclui, necessariamente, a 
identificação dos principais pontos críticos da ação governamental 
enfocada. Com o Plano Estratégico busca-se definir o que se considera 
ser a melhor opção entre as várias possibilidades diferentes que se 
cogitem para controlar a ação. 
 
 
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Pontos críticos são os pontos cruciais da trajetória de 
desenvolvimento da ação, indispensáveis e essenciais à viabilização de 
atividades e objetivos colimados. Na identificação dos pontos críticos, 
deve-se trabalhar com o fluxograma, que identifica os processos, os 
agentes e as interações entre eles. 
 
É importante saber que os pontos críticos não são 
necessariamente fragilidades no processo de execução da ação. 
Caso apresentem fragilidades, estas devem ser observadas como 
impacto negativo sobre o processo. Identificar os pontos críticos e 
desenvolver hipóteses sobre as suas possíveis fragilidades e riscos de 
ocorrência são atividades cruciais para a definição e o planejamento das 
ações de controle. 
 
O Plano Operacional – PO é elaborado para cada divisão definida na 
abordagem do Plano Estratégico de cada ação, ocasião em que são 
identificadas as etapas, os produtos e os clientes relacionados às 
mesmas, os pontos de controle mais adequados, as ações de controle a 
serem desenvolvidas com vistas a efetivar os procedimentos definidos, 
com a determinação das técnicas de controle adequadas para realização 
dos exames, bem como o período de realização das mesmas. 
 
 
2.4 Finalidades e objetivos da auditoria governamental 
 
Na definição da IN 01, a auditoria é o conjunto de técnicas que visa 
avaliar a gestão pública, pelos processos e resultados gerenciais, e a 
aplicação de recursos públicos por entidades de direito público e privado, 
mediante a confrontação entre uma situação encontrada com um 
determinado critério técnico, operacional ou legal. 
 
Até aí tudo bem, mas vale completar que se trata de uma importante 
técnica de controle do Estado na busca da melhor alocação de seus 
recursos, não só atuando para corrigir os desperdícios, a improbidade, a 
negligência e a omissão e, principalmente, se antecipando a essas 
ocorrências, buscando garantir os resultados pretendidos, além de 
destacar os impactos e benefícios sociais advindos. 
 
A auditoria tem por objetivo primordial garantir resultados operacionais 
na gerência da coisa pública. Essa auditoria é exercida nos meandros da 
máquina pública em todas as unidades e entidades públicas federais, 
observando os aspectos relevantes relacionados à avaliação dos 
programas de governo e da gestão pública. 
 
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Cabe ao SCI, por intermédio da técnica de auditoria, dentre outras 
atividades: 
 
I. Realizar auditoria sobre a gestão dos recursos públicos federais 
sob a responsabilidade dos órgãos públicos e privados, inclusive nos 
projetos de cooperação técnica junto a organismos internacionais e 
multilaterais de crédito; 
II. Apuraros atos e fatos inquinados de ilegais ou de irregulares, 
praticados por agentes públicos ou privados, na utilização de recursos 
públicos federais e, quando for o caso, comunicar à unidade responsável 
pela contabilidade para as providências cabíveis; 
III. Realizar auditorias nos sistemas contábil, financeiro, de 
pessoal e demais sistemas administrativos e operacionais; 
IV. Examinar a regularidade e avaliar a eficiência e eficácia da 
gestão administrativa e dos resultados alcançados nas ações de governo; 
V. Realizar auditoria nos processos de Tomada de Contas 
Especial; 
VI. Apresentar subsídios para o aperfeiçoamento dos 
procedimentos administrativos e gerenciais e dos controles internos 
administrativos dos órgãos da Administração Direta e das entidades da 
Administração Indireta Federal. 
 
A finalidade básica da auditoria é comprovar a legalidade e 
legitimidade dos atos e fatos administrativos e avaliar os 
resultados alcançados, quanto aos aspectos de eficiência, eficácia e 
economicidade da gestão orçamentária, financeira, patrimonial, 
operacional, contábil e finalística das unidades e das entidades da 
administração pública, em todas as suas esferas de governo e níveis de 
poder, bem como a aplicação de recursos públicos por entidades de 
direito privado, quando legalmente autorizadas nesse sentido. 
 
2.5 Abrangência de atuação 
 
A abrangência de atuação do SCI inclui as atividades de gestão das 
unidades da administração direta , entidades da 
Administração Indireta Federal, programas de trabalho, recursos e 
sistemas de controles administrativo, operacional e contábil, projetos 
financiados por recursos externos, projetos de cooperação junto a 
 
 
 
 
 
A auditoria tem por objetivo primordial o de garantir 
resultados operacionais na gerência da coisa pública. 
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organismos internacionais, a aplicação de quaisquer recursos 
repassados pela União mediante contratos de gestão, 
transferências a fundo, convênio, acordo, ajuste ou outro instrumento 
congênere. 
 
Segundo a IN 01, estão sujeitos à atuação do SCI quaisquer pessoas 
física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, 
gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais 
a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de 
natureza pecuniária. 
 
As pessoas física ou jurídica, pública ou privada, sujeitam-se à atuação 
do SCI do Poder Executivo Federal mediante os seguintes processos: 
 
I) Tomada de Contas; 
a) os ordenadores de despesas das unidades da Administração Direta 
Federal; 
b) aqueles que arrecadem, gerenciem ou guardem dinheiros, valores 
e bens da União, ou que por eles respondam; 
c) aqueles que, estipendiados ou não pelos cofres públicos, e que, 
por ação ou omissão, derem causa a perda, subtração, extravio ou 
estrago de valores, bens e materiais da União pelos quais sejam 
responsáveis. 
 
II) Prestação de Contas: 
a) os dirigentes das entidades supervisionadas da Administração 
Indireta Federal; 
b) os responsáveis por entidades ou organizações, de direito público 
ou privado, que se utilizem de contribuições para fins sociais, recebam 
subvenções ou transferências à conta do Tesouro; 
c) as pessoas físicas que recebam recursos da União, para atender 
necessidades previstas em Lei específica. 
 
 
 
A Tomada de Contas poderá ser consolidada se envolver mais de uma 
unidade gestora que tenha vinculação administrativa. Já a Prestação de 
Contas será obrigatoriamente unificada por entidade, não se admitindo 
 
 
 
 
 
Atenção! Segundo a IN 01/01 
TOMADA – ADM DIRETA 
PRESTAÇÃO – ADM INDIRETA (RESTANTE) 
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subdivisões, a menos que previsto em lei específica. 
 
Importante! Essas são as definições de Tomada e Prestação de 
Contas que estão na IN 01/2001, mas o entendimento do Tribunal de 
Contas da União, atualmente, é outro. Segundo o TCU, por meio da 
Instrução Normativa – TCU nº 63, de 01/09/10, considera-se: 
 
I. processo de contas: processo de trabalho do controle externo, 
destinado a avaliar e julgar o desempenho e a conformidade da gestão, 
com base em documentos, informações e demonstrativos de natureza 
contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial, 
obtidos direta ou indiretamente; 
 
II. processo de contas ordinárias: processo de contas referente a 
exercício financeiro determinado, constituído pelo Tribunal segundo 
critérios de risco, materialidade e relevância; 
 
III. processo de contas extraordinárias: processo de contas 
constituído por ocasião da extinção, liquidação, dissolução, 
transformação, fusão, incorporação ou desestatização de unidades 
jurisdicionadas, cujos responsáveis estejam alcançados pela 
obrigação prevista no art. 70, parágrafo único, da CF/1988, para 
apreciação do Tribunal; 
 
Portanto, bastante atenção! Se na prova, a questão citar “de acordo 
com a IN SFC/MF 01/01”, vale a distinção, se cobrar “de acordo com a 
IN TCU 63/10”, não vale a distinção. 
 
2.6 Estrutura conceitual básica das técnicas de controle 
 
As atividades a cargo do SCI são exercidas mediante a utilização de 
técnicas próprias de trabalho, as quais se constituem no conjunto de 
processos que viabilizam o alcance dos macro-objetivos do sistema. As 
técnicas de controle são as seguintes: 
 
a) auditoria; 
b) fiscalização 
 
Como vimos, a auditoria é o conjunto de técnicas que visa avaliar a 
gestão pública, pelos processos e resultados gerenciais, e a aplicação 
de recursos públicos por entidades de direito público e privado, 
mediante a confrontação entre uma situação encontrada com um 
determinado critério técnico, operacional ou legal. 
 
Ou seja, na auditoria, devemos comparar o “que é” com o “que deveria 
ser”. A diferença entre um e outro serão evidências de auditoria, que 
darão suporte às constatações do auditor. 
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Já a fiscalização é uma técnica de controle que visa a comprovar se o 
objeto dos programas de governo existe, se corresponde às 
especificações estabelecidas, se atende às necessidades para as 
quais foi definido, se guarda coerência com as condições e 
características pretendidas e se os mecanismos de controle 
administrativo são eficientes. 
 
Exemplificando: um auditor pode desejar comprovar se 1.000 
banheiros públicos que estavam previstos para serem construídos em 
determinada cidade, com recursos de um programa do governo federal, 
foram realmente entregues à população. Nesse caso, ele objetiva 
comprovar a existência de um objeto de programa de governo 
(banheiros públicos) e estará realizando uma fiscalização. 
 
O ato de fiscalizar é a aplicação do conjunto de procedimentos capazes 
de permitir o exame dos atos da administração pública, visando avaliar 
as execuções de políticas públicas pelo produto, atuando sobre os 
resultados efetivos dos programas do governo federal. 
 
Sobre a Auditoria no setor público, podemos dizer que se trata de 
todo trabalho de auditoria desenvolvido em ambiente de 
administração pública, o que inclui os trabalhos desenvolvidos pelo 
Tribunal de Contas da União – TCU –, exercendo sua atividade de 
Controle Externo; pelas Unidades de Auditoria Interna das entidades 
da Administração Indireta que, embora não façam parte do SCI (por 
definição da IN 01), são consideradas unidades correlatas, atuando de 
forma complementar ao órgão central; além dos trabalhos desenvolvidos 
pela própria CGU, como órgão central do SCI. 
 
2.6.1. Procedimentose Técnicas de Auditoria na IN 01 
 
Os Procedimentos e as Técnicas de Auditoria governamental se 
constituem em investigações técnicas que, tomadas em conjunto, 
permitem a formação fundamentada da opinião por parte do SCI-PEF. 
 
Procedimento de auditoria é o conjunto de verificações e 
averiguações previstas num programa de auditoria, que permite 
obter evidências ou provas suficientes e adequadas para analisar 
as informações necessárias à formulação e fundamentação da opinião 
por parte do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. 
 
Abrange testes de observância e testes substantivos: 
 
a) testes de observância: visam à obtenção de razoável segurança 
de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela 
Administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento. 
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b) testes substantivos: visam à obtenção de evidências quanto à 
suficiência, exatidão e validação dos dados produzidos pelos 
sistemas contábil e administrativos da entidade, dividindo-se em 
testes de transações e saldos e procedimentos de revisão analítica. 
 
Já Técnica de Auditoria é o conjunto de processos e ferramentas 
operacionais de que se serve o controle para a obtenção de evidências, 
as quais devem ser suficientes, adequadas, relevantes e úteis para 
conclusão dos trabalhos. 
 
As principais Técnicas de Auditoria constantes na IN 01/2001 são: 
 
• Indagação Escrita ou Oral – uso de entrevistas e questionários 
junto ao pessoal da unidade/entidade auditada, para a obtenção de 
dados e informações. Ex: entrevista ao responsável por uma área 
auditada. 
 
• Análise Documental – exame de processos, atos formalizados e 
documentos avulsos. Ex: verificação de um processo licitatório. 
 
• Conferência de Cálculos – revisão das memórias de cálculos ou a 
confirmação de valores por meio do cotejamento de elementos 
numéricos correlacionados, de modo a constatar a adequação dos 
cálculos apresentados. Ex: análise dos cálculos de aposentadoria 
realizados por um órgão para o pagamento do benefício de um servidor. 
 
• Confirmação Externa – verificação junto a fontes externas ao 
auditado, da fidedignidade das informações obtidas internamente. Uma 
das técnicas consiste na circularização das informações com a 
finalidade de obter confirmações em fonte diversa da origem dos dados. 
Ex: envio de uma circularização para confirmar se determinado 
fornecedor participou de uma licitação. 
 
• Exame dos Registros – verificação dos registros constantes de 
controles regulamentares, relatórios sistematizados, mapas e 
demonstrativos formalizados, elaborados de forma manual ou por 
sistemas informatizados. A técnica pressupõe a verificação desses 
registros em todas as suas formas. Ex: análise da folha de ponto de um 
servidor. 
 
• Correlação das Informações Obtidas – cotejamento de 
informações obtidas de fontes independentes, autônomas e distintas, no 
interior da própria organização. Essa técnica procura a consistência 
mútua entre diferentes amostras de evidência. Ex: comparação dos 
dados constantes na pasta funcional de um servidor com os dados do 
Sistema Integrado de Administração de Pessoal do Poder Executivo 
Federal, buscando verificar alguma inconsistência. 
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• Inspeção Física – exame usado para testar a efetividade dos 
controles, particularmente daqueles relativos à segurança de 
quantidades físicas ou qualidade de bens tangíveis. A evidência é 
coletada sobre itens tangíveis. Ex: verificação in loco objetivando 
comprovar a existência de 100 ambulâncias compradas pelo órgão 
auditado. 
 
• Observação das atividades e condições – verificação das 
atividades que exigem a aplicação de testes flagrantes, com a finalidade 
de revelar erros, problemas ou deficiências que de outra forma seriam de 
difícil constatação. Ex: acompanhamento de um inventário que está 
sendo realizado por 
determinado órgão auditado. 
 
• Corte das Operações ou “Cut-Off” – corte interruptivo das 
operações ou transações para apurar, de forma seccionada, a dinâmica 
de um procedimento. Representa a “fotografia” do momento-chave 
de um processo. Ex: para a verificação da consistência de um 
inventário realizado pelo órgão auditado, o auditor determina uma data 
de referência para fazer essa conferência. Dessa forma, bens que 
saíram ou entraram naquele órgão após essa data de referência não são 
considerados para fins dessa verificação de inventário. 
 
• Rastreamento – investigação minuciosa, com exame de 
documentos, setores, unidades, órgãos e procedimentos interligados, 
visando dar segurança à opinião do responsável pela execução do 
trabalho sobre o fato observado. Ex: análise mais profunda de todo o 
fluxo de um convênio, desde o plano de trabalho, passando pela 
liberação dos recursos até a prestação de contas. 
 
2.6.2. Procedimentos e Técnicas de Fiscalização 
 
Procedimento de fiscalização é o conjunto de verificações e 
averiguações previstas num programa de fiscalização, que permite obter 
evidências ou provas suficientes e adequadas para analisar as 
informações necessárias à formulação e fundamentação da opinião por 
parte do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. 
 
Na fiscalização não há que se falar em testes de observância e testes 
substantivos, por isso, atenção! 
 
Em relação às técnicas de fiscalização, são utilizadas as mesmas da 
auditoria, com exceção do Corte das Operações e Rastreamento. 
 
Além daquelas técnicas, para a execução de uma fiscalização pode-se 
utilizar também o Teste laboratorial, que é aplicado nos itens/ 
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materiais, objeto de fiscalização, em busca de evidências quanto a 
integridade, exatidão, nível, tipo, qualidade e validade desses objetos; 
observando as diretrizes genéricas do teste laboratorial, quais sejam, 
objetivo, alvo, atributo ou condição a ser pesquisado, como a população 
será testada, tamanho e avaliação do resultado do teste. De um modo 
geral, é demandada a um terceiro a execução dessa técnica. 
 
Exemplificando: um auditor, para verificar a qualidade do arroz adquirido 
para distribuição no Programa Fome Zero, coleta uma amostra e 
encaminha para análise em laboratório. Nesse momento ele utilizou o 
Teste Laboratorial. 
 
2.7 Formas e tipos 
 
2.7.1 Tipos de Auditoria Governamental 
 
Existem diversas classificações para a Auditoria, segundo a doutrina e os 
normativos em vigor. Entretanto, em se tratando de auditoria 
governamental, geralmente é cobrada a constante na IN 01. Segundo 
essa norma, a auditoria classifica-se em: 
 
Auditoria de Avaliação da Gestão 
 
• Esse tipo de auditoria objetiva emitir opinião com vistas a certificar 
a regularidade das contas, verificar a execução de contratos, acordos, 
convênios ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e 
na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela 
confiados. 
• Compreende, entre outros, os seguintes aspectos: exame das peças 
que instruem os processos de tomada ou prestação de contas; exame da 
documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos; 
verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e 
contábil; verificação do cumprimento da legislação pertinente; e 
avaliação dos resultados operacionais e da execução dos programas de 
governo quanto à economicidade, eficiência e eficácia dos mesmos. 
 
Auditoria de Acompanhamento da Gestão 
 
• Realizada ao longo dos processos de gestão, como objetivo de se 
atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais 
positivos e negativos de uma unidade ou entidade federal, 
evidenciando melhorias e economias existentes no processo ou 
prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional. 
 
Auditoria Contábil 
 
• Compreende o exame dos registros e documentos e na coleta de 
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informações e confirmações, mediante procedimentos específicos, 
pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou 
projeto. 
• As auditorias contábeis objetivam obter elementos comprobatórios 
suficientes que permitam opinar se os registros contábeis foram 
efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e 
se as demonstrações deles originárias refletem, adequadamente, em 
seus aspectos mais relevantes, a situação econômico-financeira do 
patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as 
demais situações nelas demonstradas. 
• Tem por objeto, também, verificar a efetividade e a aplicação de 
recursos externos, oriundos de agentes financeiros e organismos 
internacionais, por unidades ou entidades públicas executoras de 
projetos celebrados com aqueles organismos com vistas a emitir opinião 
sobre a adequação e fidedignidade das demonstrações financeiras. 
 
Auditoria Operacional 
 
• Consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos 
relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das unidades ou 
entidades da administração pública federal, programas de governo, 
projetos, atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir 
uma opinião sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e 
economicidade, procurando auxiliar a administração na gerência e nos 
resultados, por meio de recomendações, que visem aprimorar os 
procedimentos, melhorar os controles e aumentar a responsabilidade 
gerencial. 
• Este tipo de procedimento de auditoria consiste numa atividade de 
assessoramento ao gestor público, com vistas a aprimorar as práticas 
dos atos e fatos administrativos, sendo desenvolvida de forma 
tempestiva no contexto do setor público, atuando sobre a gestão, seus 
programas governamentais e sistemas informatizados. 
 
Auditoria Especial 
 
• Objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes, de 
natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas para atender 
determinação expressa de autoridade competente. Classificam-se nesse 
tipo os demais trabalhos de auditoria não inseridos em outras classes de 
atividades. 
 
2.7.2 Formas de Execução 
 
Antes de explicarmos as formas de execução da Auditoria 
Governamental no âmbito do Poder Executivo Federal, temos de 
conhecer a organização e estrutura do Sistema de Controle Interno – 
SCI. 
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Integram o SCI: 
 
Órgão central • A Secretaria Federal de Controle Interno do 
Ministério da Fazenda – SFC/MF (atualmente a SFC faz parte da CGU, e 
não mais do MF), incumbida da orientação normativa e da 
supervisão técnica dos órgãos e das unidades que compõem o 
sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura 
administrativa estiverem integrados. 
 
Órgãos setorias • As Secretarias de Controle Interno do Ministério da 
Defesa, do Ministério das Relações Exteriores, da Casa Civil e da 
Advocacia Geral da União. 
 
Unidades setoriais • As Unidades de Controle Interno dos comandos 
militares como setoriais da Secretaria de Controle Interno do Ministério 
da Defesa. 
 
Unidades regionais do órgão central • As Gerências Regionais de 
Controle Interno – GRCI, nos Estados (atualmente Controladorias- 
Regionais da União nos Estados). 
 
Como podemos observar, alguns órgãos têm Secretarias de Controle 
Interno próprias (MD, MRE, Casa Civil e AGU*), denominadas CISET, 
não sendo “jurisdicionados” da CGU. 
 
*Apesar de prevista a criação de uma CISET na AGU desde a edição da 
IN 01/2001, até o momento não foi criada. O Controle Interno da AGU é 
realizado pela CISET da Casa Civil. 
 
Áreas de Atuação 
 
A área de atuação da Secretaria Federal de Controle Interno da CGU, 
além das funções de órgão central, abrange todas as unidades e as 
entidades do Poder Executivo Federal, excetuadas aquelas 
jurisdicionadas pelos órgãos setoriais. 
 
A Secretaria de Controle Interno da Casa Civil tem como área de 
atuação todos os órgãos integrantes da Presidência da República, além 
de outros determinados em legislação específica, sendo, ainda, 
responsável pelas atividades de Controle Interno da Advocacia 
Geral da União. 
 
Os órgãos setoriais podem subdividir-se em unidades regionais e 
setoriais. 
 
 
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Quanto às formas de execução propriamente ditas, e ainda segundo a 
IN 01, as auditorias serão executadas das seguintes formas: 
 
I. Direta – trata-se das atividades de auditoria executadas 
diretamente por servidores em exercício nos órgãos e unidades do 
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, sendo 
subdividas em: 
a) centralizada – executada exclusivamente por servidores em 
exercício nos Órgão Central ou setoriais do Sistema de Controle 
Interno do Poder Executivo Federal. 
b) descentralizada – executada exclusivamente por servidores em 
exercício nas unidades regionais ou setoriais do Sistema de Controle 
Interno do Poder Executivo Federal. 
c) integrada – executada conjuntamente por servidores em 
exercício nos Órgãos Central, setoriais, unidades regionais e/ou setoriais 
do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. 
 
II. Indireta – trata-se das atividades de auditoria executadas com a 
participação de servidores não lotados nos órgãos e unidades do 
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, que 
desempenham atividades de auditoria em quaisquer instituições da 
Administração Pública Federal ou entidade privada. 
a) compartilhada – coordenada pelo SCI do Poder Executivo 
Federal com o auxílio de órgãos/instituições públicas ou privada. 
b) terceirizada – executada por instituições privadas, ou seja, 
pelas denominadas empresas de auditoria externa. 
 
III. Simplificada – trata-se das atividades de auditoria realizadas, 
por servidores em exercício nos Órgãos Central, setoriais, unidades 
regionais ou setoriais do SCI, sobre informações obtidas por meio de 
exame de processos e por meio eletrônico, específico das unidades ou 
entidades federais, cujo custo-benefício não justifica o 
deslocamento de uma equipe para o órgão. Essa forma de execução de 
auditoria pressupõe a utilização de indicadores de desempenho que 
fundamentam a opinião do agente executor das ações de controle. 
 
Resumindo, se os servidores do órgão ou unidade participam da 
auditoria diretamente, é DIRETA. A partir daí, se forem somente 
servidores dos órgãos, é CENTRALIZADA; se forem servidores das 
unidades, é DESCENTRALIZADA; se forem dos órgãos em conjunto 
com os das unidades, é INTEGRADA. 
 
Se servidores que não pertencem aos órgãos/unidades do Sistema 
participarem da auditoria, é INDIRETA. A partir daí, se é coordenada por 
servidor do Sistema, é COMPARTILHADA, se não tem a presença do 
Sistema, TERCEIRIZADA. 
 
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Caso se opte pela auditoria somente dos processos e por meio 
eletrônico, é SIMPLIFICADA – normalmente devido à relação custo- 
benefício.Nessa forma de execução, é essencial a utilização de 
Indicadores de Desempenho. 
 
Para gravar: “D é CDI; I é CT, Simplificada é para simplificar”. 
 
Finalizando, devemos lembrar que as formas de execução de uma 
fiscalização são as mesmas que as formas de execução de uma 
auditoria, com exceção da forma simplificada, que é utilizada apenas na 
auditoria. Portanto, atenção! Não há fiscalização de forma 
simplificada. 
 
2.8 Normas relativas à execução dos trabalhos 
 
O servidor do SCI, no exercício de suas funções, terá livre acesso a 
todas as dependências do órgão ou entidade examinado, assim como a 
documentos, valores e livros considerados indispensáveis ao 
cumprimento de suas atribuições, não lhe podendo ser sonegado, sob 
qualquer pretexto, nenhum processo, documento ou informação. O 
servidor, por sua vez, deve guardar o sigilo das informações as quais 
tenha acesso no decorrer dos trabalhos. 
 
Quando houver limitação da ação, o fato deverá ser comunicado, de 
imediato, por escrito, ao dirigente do órgão ou entidade examinada, 
solicitando as providências necessárias. 
 
Planejamento dos Trabalhos 
 
O trabalho realizado pelo Sistema de Controle Interno do Poder 
Executivo Federal deve ser adequadamente planejado, de acordo com os 
procedimentos a seguir. 
 
I. Exame Preliminar – com o objetivo de obter os elementos 
necessários ao planejamento dos trabalhos, o servidor do SCI deve 
examinar as informações constantes da ordem de serviço e dos planos 
estratégico e operacional a que se vincula o objeto do controle. 
 
Para tanto, deve considerar a legislação aplicável, normas e instruções 
vigentes, bem como os resultados dos últimos trabalhos realizados e 
diligências pendentes de atendimento, quando for o caso. 
 
II. Elaboração do programa de trabalho – o programa de trabalho 
consta da ordem de serviço preparada pela área de controle que 
elabora o plano estratégico e operacional. A elaboração de um adequado 
programa de trabalho exige: 
a) a determinação precisa dos objetivos do exame, ou seja, a 
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identificação sobre o que se deseja obter com a auditoria e a 
fiscalização; 
b) a identificação do universo a ser examinado; 
c) a definição e o alcance dos procedimentos a serem utilizados; 
d) a localização do objeto ou unidade examinada; 
e) o estabelecimento das técnicas apropriadas; 
f) a estimativa dos homens x horas necessários à execução dos 
trabalhos; 
g) referência quanto ao uso de material e/ou documentos de exames 
prévios ou outras instruções específicas. 
 
Avaliação dos controles internos administrativos 
 
Quando ficar identificado na ordem de serviço – OS – a necessidade 
de avaliação dos controles internos administrativos, o servidor do SCI 
deve efetuar um adequado exame com vistas à avaliação da 
capacidade e da efetividade dos SCI administrativos 
– contábil, financeiro, patrimonial, de pessoal, de suprimento de bens e 
serviços e operacional – das unidades da administração direta, indireta, 
projetos e programas. 
 
I. Capacidade dos sistemas de controle interno administrativo – 
avaliar os procedimentos, políticas e registros que compõem os 
controles, com o objetivo de constatar se estes proporcionam razoável 
segurança de que as atividades e operações se realizam, de forma a 
possibilitar o atingimento das metas, em termos satisfatórios de 
economia, eficiência e eficácia. 
 
II. Efetividade – realizar exame das operações que se processam no 
SCI administrativo, com o propósito de verificar se procedimentos, 
políticas, mecanismos, registros e outros dados relevantes funcionam de 
acordo com o previsto e se os objetivos de controle estão sendo 
atendidos, de forma permanente, sem desvios. 
 
III. Exame dos objetivos de controle – as unidades e entidades 
adotam SCI administrativo que compreendem um plano de 
organização e de todos os métodos e procedimentos, de forma 
ordenada, para: proteger seus recursos; obter informações oportunas e 
confiáveis; e promover a eficiência operacional, assegurar a observância 
das leis, normas e políticas vigentes, com o intuito de alcançar o 
cumprimento das metas e objetivos estabelecidos. Deverá, ainda: 
a) certificar a existência e propriedade dos procedimentos e 
mecanismos de salvaguarda dos recursos humanos, financeiros e 
materiais, assim como do devido uso e funcionamento dos mesmos; 
b) constatar se os sistemas de registros incluem a totalidade das 
operações realizadas e se os métodos e procedimentos utilizados 
permitem confiar se as informações financeiras e operacionais oriundas 
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daqueles refletem, adequadamente, a boa e regular utilização dos 
recursos, bem como o cumprimento das metas e dos objetivos dos 
programas; 
c) certificar a existência e a idoneidade dos critérios, para identificar, 
classificar e mensurar dados relevantes das operações, verificando, 
igualmente, se estão sendo adotados parâmetros adequados para 
avaliação da efetividade, eficiência, eficácia e economicidade dessas 
operações; 
d) comprovar se os procedimentos estabelecidos asseguram, 
razoavelmente, o cumprimento das diretrizes governamentais, das leis, 
regulamentos, normas e outras disposições de observância obrigatória. 
 
Prevenção de impropriedades e irregularidades 
 
Os sistemas de controle interno administrativo, instituídos em uma 
unidade ou entidade, devem conter procedimentos, mecanismos e 
diretrizes que prevejam ou minimizem o percentual de 
impropriedades ou irregularidades. Um bom SCI administrativo reduz a 
probabilidade de ocorrer tais impropriedades ou irregularidades, ainda 
que não possa evitá-las totalmente. 
 
Supervisão das atividades do SCI do Poder Executivo Federal 
 
Toda atividade deve ser supervisionada pela chefia ou por servidor a 
quem a função for formalmente delegada. 
 
I. Responsabilidade de quem dirige a função – o titular da 
unidade do SCI deve supervisionar todas as atividades que envolvem a 
execução do trabalho, podendo delegar parte das tarefas a 
supervisores. Para isso, deve estabelecer mecanismos e 
procedimentos adequados de modo a avaliar a atuação dos 
supervisores, assegurando-se de que estes possuam conhecimentos 
técnicos e capacidade profissional suficientes ao adequado 
cumprimento das atribuições que lhes são conferidas. 
 
II. Supervisão das equipes de trabalho – o servidor do Sistema 
de Controle Interno do Poder Executivo Federal, com atribuições de 
supervisão, com maior experiência, conhecimentos técnicos e 
capacidade profissional, deve instruir e dirigir, adequadamente, seus 
subordinados, no que tange à execução dos trabalhos e ao 
cumprimento das ordens de serviço, devendo, ainda, contribuir para o 
desenvolvimento dos seus conhecimentos e capacidade profissional. 
 
III. Intensidade de supervisão – o grau de intensidade da 
supervisão exercida sobre a equipe está diretamente relacionada aos 
seguintes fatores: conhecimento e capacidade profissional dos 
membros da equipe; o grau de dificuldade previsível dos trabalhos; e 
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alcance de prováveis impropriedades ou irregularidades a detectar no 
órgão ou entidade examinada. As evidências da supervisão exercida 
deverão ficar registradas nos próprios papéis de trabalho. 
 
IV. Áreas e enfoques da supervisão – a supervisão deve abranger 
a verificação: 
a) do correto planejamento dos trabalhos de acordo com o solicitado 
na ordem de serviço; 
b) da aplicação de procedimentos e técnicas para o atingimentode 
metas/objetivos previstos para a execução dos trabalhos, de acordo com 
o programa fornecido; 
c) da adequada formulação dos papéis de trabalho; 
d) da necessária consistência das observações e conclusões; 
e) da fiel observância dos objetivos estabelecidos na ordem de 
serviço; 
f) do cumprimento das normas e dos procedimentos de aplicação 
geral. 
 
Obtenção de evidências de acordo com a IN 01/01 
 
Em atendimento aos objetivos da atividade, o servidor do SCI deve 
realizar, na extensão indicada na ordem de serviço, os testes ou provas 
adequadas nas circunstâncias, para obter evidências qualitativamente 
aceitáveis que fundamentem, de forma objetiva, seu trabalho. 
 
I. Finalidade da evidência – consiste na obtenção suficiente de 
elementos para sustentar a emissão de sua opinião, permitindo 
chegar a um grau razoável de convencimento da realidade dos fatos e 
situações observadas, da veracidade da documentação examinada, da 
consistência da contabilização dos fatos e fidedignidade das informações 
e registros gerenciais para fundamentar, solidamente, seu trabalho. A 
validade do seu trabalho depende diretamente da qualidade das 
evidências que é considerada satisfatória quando reúne as características 
de suficiência, adequação e pertinência. 
a) Suficiência da evidência – ocorre quando, mediante a aplicação 
de testes que resultem na obtenção de uma ou várias provas, o 
servidor do SCI é levado a um grau razoável de convencimento a 
respeito da realidade ou veracidade dos fatos examinados. 
b) Adequação da evidência – entende-se como tal, quando os 
testes ou exames realizados são apropriados à natureza e 
características dos fatos examinados. 
c) Pertinência da evidência – a evidência é pertinente quando há 
coerência com as observações, conclusões e recomendações 
eventualmente formuladas. 
 
II. Critérios para obtenção da evidência – na obtenção da 
evidência, o servidor do SCI deve guiar-se pelos critérios de 
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importância relativa e de níveis de riscos prováveis. A 
importância relativa refere-se ao significado da evidência no conjunto de 
informações e os níveis de riscos prováveis, às probabilidades de erro na 
obtenção e comprovação da evidência. 
 
Impropriedades e irregularidades 
 
O servidor do SCI, no decorrer de qualquer atividade, deve prestar 
especial atenção àquelas transações ou situações que denotem indícios 
de irregularidades. Quando sejam obtidas evidências das mesmas, 
deverá ser dado o devido tratamento, com vistas a permitir que os 
dirigentes possam adotar as providências corretivas pertinentes, quando 
couber. 
 
I. Caracterização de impropriedade e irregularidade – 
impropriedade consiste em falhas de natureza formal de que não 
resulte dano ao erário, porém evidencia-se a não observância aos 
princípios de legalidade, legitimidade, eficiência, eficácia e 
economicidade. A irregularidade é caracterizada pela não 
observância desses princípios, constatando a existência de 
desfalque, alcance, desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte 
prejuízo quantificável para o Erário. 
 
II. Detecção de impropriedades e irregularidades – apesar de não 
ser o objetivo primordial das atividades do SCI a busca de 
impropriedades ou de irregularidades, o servidor deve estar 
consciente da probabilidade de, no decorrer dos exames, observar tais 
ocorrências. Compete-lhe, assim, prestar especial atenção às transações 
ou situações que apresentem indícios de irregularidades e, quando 
obtidas evidências, comunicar o fato aos dirigentes para adoção das 
medidas corretivas cabíveis. 
 
A aplicação dos procedimentos especificados na ordem de serviço não 
garante, necessariamente, a detecção de toda impropriedade ou 
irregularidade. Portanto, a identificação posterior de situação 
imprópria ou irregular, ocorrida no período submetido a exame, não 
significa que o trabalho tenha sido inadequado. 
 
III. Apuração de impropriedades e irregularidades – exige do 
servidor do SCI extrema prudência e profissionalismo. Ao verificar a 
ocorrência de irregularidades, o servidor deve levar o assunto, por 
escrito, ao conhecimento do dirigente da unidade ou entidade 
examinada, solicitando os esclarecimentos e as justificativas 
pertinentes, quando isso não implicar risco pessoal. Na hipótese de 
risco pessoal, informar a ocorrência ao seu dirigente que o orientará e 
adotará as providências necessárias. 
 
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2.9 Normas Relativas à Opinião do Sistema de Controle 
Interno do Poder Executivo Federal 
 
Na auditoria privada, os resultados são comunicados por meio do 
relatório do auditor independente. Na auditoria governamental, temos 
diversos tipos de documentos utilizados para expressar a opinião do 
Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal, quais 
sejam: Relatório, Parecer, Certificado ou Nota. 
 
Nota 
 
Nota é o documento destinado a dar ciência ao gestor/administrador da 
área examinada, no decorrer dos exames, das impropriedades ou 
irregularidades constatadas ou apuradas no desenvolvimento dos 
trabalhos. Tem a finalidade de obter a manifestação dos agentes sobre 
fatos que resultaram em prejuízo à Fazenda Nacional ou de outras 
situações que necessitem de esclarecimentos formais. 
 
Relatório 
 
Os Relatórios constituem-se na forma pela qual os resultados dos 
trabalhos realizados são levados ao conhecimento das autoridades 
competentes, com as seguintes finalidades: 
a) à direção, fornecendo dados para tomada de decisões sobre a 
política de área supervisionada; 
b) às gerências executivas, com vistas ao atendimento das 
recomendações sobre as operações de sua responsabilidade; aos 
responsáveis pela execução das tarefas, para correção de erros 
detectados; 
c) ao Tribunal de Contas da União, como resultado dos exames 
efetuados; 
d) a outras autoridades interessadas, dependendo do tipo ou forma 
de auditoria/ fiscalização realizada. 
 
Certificado 
 
O Certificado é o documento que representa a opinião do Sistema 
de Controle Interno sobre a exatidão e regularidade, ou não, da 
gestão e a adequação, ou não, das peças examinadas, devendo ser 
assinado pelo Coordenador-Geral ou Gerente Regional de Controle 
Interno (CGU nos Estados da Federação), ou ainda, autoridades de nível 
hierárquico equivalentes nos órgãos e unidades setoriais do Sistema de 
Controle Interno do Poder Executivo Federal. 
 
O Certificado de Auditoria será emitido na verificação das contas dos 
responsáveis pela aplicação, utilização ou guarda de bens e valores 
públicos, e de todo aquele que der causa a perda, subtração ou estrago 
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de valores, bens e materiais de propriedade ou responsabilidade da 
União. 
 
Esse tipo de documento é emitido quando o auditor realiza o tipo de 
auditoria que classificamos como auditoria de avaliação da gestão, 
conforme visto no decorrer deste capítulo. 
 
Exemplificando: no começo de 2012, a Secretaria do Tesouro Nacional 
(STN) emite um Relatório de Gestão referente ao exercício de 2011. Esse 
relatório deve retratar como foi a gestão dos recursos públicos naquela 
Secretaria no período examinado. 
 
Após a elaboração desse relatório, o órgão de controle interno 
responsável por aquela Secretaria (no caso, a CGU) irá realizar uma 
auditoria e emitir um relatório, certificado e parecer sobre as contas do 
gestor da STN no ano de 2011. 
 
Ao emitir o Certificado de Auditoria, o Órgão ou Unidade de Controle 
Interno do PoderExecutivo Federal deve levar em consideração a 
jurisprudência do TCU, suas súmulas e decisões julgadas em casos 
semelhantes, de modo a garantir adequada uniformidade de 
entendimento. 
 
O Certificado de Auditoria ou Parecer requer o atendimento dos 
seguintes requisitos: 
 
I. indicar número do processo, exercício examinado, unidade gestora/ 
entidade examinada; 
II. citar, no parágrafo inicial, o escopo do trabalho em função do tipo 
de auditoria realizada; 
III. registrar, no parágrafo intermediário, as impropriedades ou 
irregularidades que: 
a) caracterizem a inobservância de normas legais e regulamentares; 
b) afetem a gestão ou situação examinada; 
c) comprometam a economicidade, legalidade e legitimidade da 
gestão ou situação examinada; 
d) resultem ou não em prejuízo à Fazenda Nacional. 
IV. observado o contido no parágrafo intermediário, concluir, no 
parágrafo final, emitindo opinião quanto a regularidade, ou não, da 
gestão examinada; 
V. conter data do Certificado correspondente ao dia de sua emissão; 
VI. conter assinatura do Coordenador-Geral ou Gerente Regional de 
Controle Interno, ou ainda, autoridades hierárquicas equivalentes nos 
órgãos e unidade setoriais do SIC-PEF; 
VII. no caso de auditoria contábil, conter o nome e o número de 
registro no Conselho Regional de Contabilidade do servidor do SIC- PEF 
que examinou as demonstrações financeiras. 
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Os tipos de Certificado são: 
 
I. Certificado de Regularidade - será emitido quando o Órgão ou 
Unidade de Controle Interno formar a opinião de que na gestão dos 
recursos públicos foram adequadamente observados os 
princípios da legalidade, legitimidade e economicidade. 
 
II. Certificado de Regularidade com Ressalvas - será emitido 
quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno constatar falhas, 
omissões ou impropriedades de natureza formal no cumprimento das 
normas e diretrizes governamentais, quanto à legalidade, legitimidade e 
economicidade e que, pela sua irrelevância ou imaterialidade, não 
caracterizem irregularidade de atuação dos agentes responsáveis. 
 
III. Certificado de Irregularidade - será emitido quando o Órgão ou 
Unidade de Controle Interno verificar a não observância da aplicação dos 
princípios de legalidade, legitimidade e economicidade, constatando 
a existência de desfalque, alcance, desvio de bens ou outra 
irregularidade de que resulte prejuízo quantificável para a Fazenda 
Nacional e/ou comprometam, substancialmente, as demonstrações 
financeiras e a respectiva gestão dos agentes responsáveis, no período 
ou exercício examinado. 
 
Quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo 
Federal não obtiver elementos comprobatórios suficientes e 
adequados, de tal modo que o impeça de formar opinião quanto à 
regularidade da gestão, a opinião decorrente dos exames fica 
sobrestada, por prazo previamente fixado para o cumprimento de 
diligência pelo órgão ou entidade examinado, quando então, mediante 
novos exames, o SCI-PEF emitirá o competente Certificado. 
 
Atenção! 
 
 
 
 
 
 
 
Não existe Certificado com Abstenção de Opinião na auditoria 
governamental. 
 
Não podemos confundir com o Relatório com Abstenção de Opinião 
existente na auditoria privada. 
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Nesse caso, quando sobrestado o exame, o órgão do Sistema de 
Controle Interno do Poder Executivo Federal deve dar ciência da 
ocorrência ao Tribunal de Contas da União. 
 
Na ocorrência de eventos ou transações subsequentes ao período 
examinado que, pela sua relevância, possam influir substancialmente na 
posição financeira e patrimonial da unidade ou entidade examinada, é 
indispensável que esses fatos sejam considerados em seu Certificado. 
 
O Órgão ou Unidade de Controle Interno deve levar em conta, 
principalmente, que determinadas constatações relacionadas com falhas, 
omissões e impropriedades podem significar situações simplesmente 
impróprias, quando caberá a emissão de Certificado de Regularidade ou 
de Regularidade com Ressalvas, ou até mesmo irregulares, quando 
caberá a emissão de Certificado de Regularidade com Ressalvas ou de 
Irregularidade. 
 
Parecer do Dirigente do Órgão de Controle Interno 
 
O parecer do dirigente do órgão de controle interno é peça 
compulsória a ser inserida nos processos de tomada e prestação de 
contas, que serão remetidos ao Tribunal de Contas da União. 
 
Constitui-se na peça documental que externaliza a avaliação 
conclusiva do Sistema de Controle Interno sobre a gestão 
examinada, para que os autos sejam submetidos à autoridade 
ministerial que se pronunciará na forma prevista no art. 52, da Lei no 
8.443/1992 (Lei Orgânica do TCU). 
 
O parecer consignará qualquer irregularidade ou ilegalidade constatada, 
indicando as medidas adotadas para corrigir as falhas identificadas, bem 
como avaliará a eficiência e a eficácia da gestão, inclusive quanto à 
economia na utilização dos recursos públicos. 
 
2.10 Normas relativas à audiência do auditado 
 
Concluídos os trabalhos de campo, o titular do órgão ou unidade do SCI-
PEF responsável pela realização da ação de controle encaminhará o 
relatório final ao dirigente máximo da unidade ou entidade auditada. 
Manifestações posteriores do dirigente serão analisadas pela unidade de 
controle interno e consubstanciadas em nota técnica que será objeto de 
encaminhamento aos mesmos destinatários do relatório. 
 
Nos casos de auditoria de avaliação de gestão, emitido o relatório, o 
certificado de auditoria e o parecer do dirigente do órgão competente do 
SCI-PEF, o processo será remetido para conhecimento e pronunciamento 
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do respectivo Ministro supervisor, por intermédio do Assessor Especial de 
Controle Interno, quando for o caso. 
 
As auditorias subsequentes verificarão se os gestores públicos adotaram 
as providências necessárias à implementação das recomendações 
consignadas nos relatórios de auditoria. 
 
2.11 Normas Relativas à Forma de Comunicação 
 
Como vimos, para cada atividade realizada, o Órgão ou Unidade de 
Controle Interno do Poder Executivo Federal deve elaborar relatório, 
parecer ou certificado, quando couber, ou nota, que são genericamente 
denominados formas de comunicação. Esses documentos devem refletir 
os resultados dos exames efetuados, de acordo com a forma ou tipo de 
atividade. 
 
As informações que proporcionem a abordagem da atividade, quanto aos 
atos de gestão, fatos ou situações observadas, devem reunir 
principalmente os seguintes atributos de qualidade: 
 
I. Concisão – utilizar linguagem sucinta e resumida, transmitindo o 
máximo de informações de forma breve. É característica dessa 
linguagem a precisão e a exatidão; 
II. Objetividade – expressar linguagem prática e positiva, 
demonstrando a existência real e material da informação; 
III. Convicção – demonstrar a certeza da informação que a 
comunicação deve conter visando persuadir e convencer qualquer 
pessoa para as mesmas conclusões, evitando termos e expressões que 
possam ensejar dúvidas; 
IV. Clareza – expressar linguagem inteligível e nítida de modo a 
assegurar que a estrutura da comunicação e a terminologia 
empregada permitam que o entendimento das informações seja evidente 
e transparente; 
V. Integridade – registrar a totalidade das informações de forma 
exata e imparcial, devendo ser incluídos na comunicação todos os fatos 
observados, sem nenhuma omissão, proporcionando uma visão 
completa das impropriedades/ irregularidadesapontadas, 
recomendações efetuadas e conclusão; 
VI. Oportunidade – transmitir a informação, simultaneamente, com 
tempestividade e integridade de modo que as comunicações sejam 
emitidas de imediato, com a extensão correta, a fim de que os assuntos 
neles abordados possam ser objeto de oportunas providências; 
VII. Coerência – assegurar que a linguagem seja harmônica e 
concordante, de forma que a comunicação seja lógica, 
correspondendo aos objetivos determinados; 
VIII. Apresentação – assegurar que os assuntos sejam 
apresentados numa sequência estruturada, isenta de erros ou rasuras 
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que possam prejudicar o correto entendimento, segundo os objetivos do 
trabalho, de forma adequada, com uma linguagem que atenda também 
aos atributos de qualidade mencionados; 
IX. Conclusivo – permitir a formação de opinião sobre as atividades 
realizadas. Em situações identificadas na ordem de serviço, poderá ficar 
especificado que não cabe uma manifestação conclusiva principalmente 
nos casos em que os exames forem de caráter intermediário. 
 
2.12 Variáveis Básicas 
 
Para finalizar a parte teórica da nossa aula, vamos apresentar as 
variáveis básicas utilizadas em todas as fases do processo de 
planificação dos trabalhos de controle, sendo que determinadas variáveis 
apresentam-se com maior destaque ou contribuição para o processo. 
Geralmente as questões sobre o tema são simples, sendo possível 
identificar a qual variável se refere só com os termos que colocamos em 
negrito. Essas variáveis são: 
a) Materialidade; 
b) Relevância; 
c) Criticidade. 
A materialidade refere-se ao montante de recursos orçamentários 
ou financeiros alocados por uma gestão, em um específico ponto de 
controle (unidade, sistema, área, processo, programa ou ação) objeto 
dos exames de auditoria ou fiscalização, levando-se em consideração o 
caráter relativo dos valores envolvidos. 
 
A relevância significa a importância relativa ou papel 
desempenhado por uma determinada questão, situação ou unidade, 
existentes em um dado contexto. 
 
A criticidade representa o quadro de situações críticas efetivas ou 
potenciais a auditar ou fiscalizar, identificadas em uma determinada 
unidade ou programa. Trata-se da composição dos elementos 
referenciais de vulnerabilidade, das fraquezas, dos pontos de controle 
com riscos latentes, das trilhas de auditoria ou fiscalização, 
considerando o valor relativo de cada situação indesejada. 
 
A criticidade é ainda a condição imprópria, por ilegalidade, por ineficácia 
ou por ineficiência, de uma situação gestional. Expressa a não aderência 
normativa e os riscos potenciais a que estão sujeitos os recursos 
utilizados. Representa o perfil organizado, por área, dos pontos fracos de 
uma organização. 
 
Materialidade: montante de recursos 
orçamentários ou financeiros. 
Relevância: importância relativa ou papel 
desempenhado. 
Criticidade: situações críticas efetivas ou 
potenciais. 
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EXERCÍCIOS COMENTADOS 
 
 
5 (FGV/SUDENE/2013) Quanto às avaliações da Auditoria 
Governamental, analise as afirmativas a seguir. 
I. Visa a comprovar a legalidade e a legitimidade dos atos dos 
administradores públicos e examinar os resultados quanto à 
economicidade, eficiência e eficácia da gestão orçamentária, 
financeira, patrimonial, de pessoal e demais sistemas 
administrativos e operacionais. 
II. Visa verificar a aplicação, por entidades de Direito Privado, dos 
recursos públicos e o cumprimento do objeto conveniado. 
III. Visa avaliar o resultado da aplicação das transferências de 
recursos concedidas pela União às entidades públicas e privadas, 
destinadas a cobrir despesas com a manutenção dessas entidades, 
de natureza autárquica ou não, e das entidades com ou sem fins 
lucrativos. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 Comentários: 
 Como vimos no decorrer da aula, a Auditoria Governamental – 
ou Pública, do Setor Público – é, conforme disposto na Instrução 
Normativa 01/2001, da Secretaria Federal de Controle Interno (da 
Controladoria-Geral da União), o conjunto de técnicas que visa avaliar a 
gestão pública, pelos processos e resultados gerenciais, e a aplicação 
de recursos públicos por entidades de direito público e privado, 
mediante a confrontação entre uma situação encontrada com um 
determinado critério técnico, operacional ou legal. 
 Assim, podemos concluir que os itens I e II estão corretos. 
 O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, para 
atingir as finalidades básicas, compreende o seguinte conjunto de 
atividades essenciais, dentre outras: a avaliação das aplicações das 
subvenções que visa avaliar o resultado da aplicação das transferências 
de recursos concedidas pela União às entidades, públicas e privadas, 
destinadas a cobrir despesas com a manutenção dessas entidades, de 
natureza autárquica ou não, e das entidades sem fins lucrativos. As 
entidades com fins lucrativos não se inserem nesse escopo, portanto o 
item III está errado. 
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Gabarito: B 
 
6 (FGV/TCE-BA/2013) Sobre auditoria governamental, analise 
as afirmativas a seguir. 
I. O exame da legitimidade é mais importante no tipo de auditoria 
de conformidade. 
II. A auditoria de avaliação de programas de governo é adequada 
para avaliar os processos licitatórios de compras e serviços com a 
finalidade do cumprimento do projeto ou da atividade aprovada no 
orçamento. 
III. A forma mais adequada de auditoria governamental é a 
indireta integrada, por oferecer maior isenção ou neutralidade no 
parecer. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente a afirmativa III estiver correta. 
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 Comentários: 
 I – CORRETA. A auditoria de conformidade visa a verificar a 
legalidade e a legitimidade do objeto auditado, enquanto a auditoria 
operacional, além da legalidade e da legitimidade, visa à verificação de 
aspectos como a eficácia, a eficiência, a economicidade e a efetividade do 
objeto. Assim, podemos concluir que o exame da legitimidade é mais 
importante no tipo de auditoria de conformidade. 
 II – INCORRETA. A auditoria mais adequada para a avaliação dos 
processos licitatórios de compras e serviços com a finalidade do 
cumprimento do projeto ou da atividade aprovada no orçamento 
(cumprimento de normas e leis) é a auditoria de conformidade. 
 III – INCORRETA. Não se pode dizer que determinada forma de 
auditoria é a mais adequada de maneira genérica. Além disso, de acordo 
com a Instrução Normativa SFC/MF nº 01/2001, As auditorias serão 
executadas das seguintes formas: Direta (centralizada, descentralizada 
ou integrada), indireta (compartilhada ou terceirizada) ou simplificada. 
Assim, podemos concluir que não existe a classificação apresentada na 
assertiva (indireta integrada). 
Gabarito: A 
 
7 (FGV/ALEMA-Contador/2013) A auditoria no setor público 
que objetiva “emitir opinião com vistas a certificar a regularidade 
das contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios 
ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na 
guarda ou administraçãode valores e outros bens” é classificada 
como 
a) avaliação de gestão. 
b) acompanhamento de gestão. 
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c) contábil. 
d) operacional. 
e) especial. 
 Comentários: 
Auditoria de Avaliação da Gestão: esse tipo de auditoria objetiva 
emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das contas, 
verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes, a 
probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou 
administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados. 
Gabarito: A 
 
8 (FGV/SEFAZ-RJ-ACI/2011) No que diz respeito à auditoria 
do setor público, é INCORRETO afirmar que 
a) o método de amostragem é aplicado como forma de viabilizar a 
realização de ações de controle em situações em que o objeto alvo da 
ação se apresenta em grandes quantidades e/ou se distribui de maneira 
bastante pulverizada. A amostragem é, também, aplicada em função da 
necessidade de obtenção de informações em tempo hábil, em casos em 
que a ação, na sua totalidade, se torne impraticável. Tem como objetivo 
conhecer as características de interesse de uma determinada população a 
partir de uma parcela representativa. É um método utilizado quando se 
necessita obter informações sobre um ou mais aspectos de um grupo de 
elementos (população) considerado grande ou numeroso, observando 
apenas uma parte sua (amostra). As informações obtidas dessa parte 
somente poderão ser utilizadas de forma a concluir algo a respeito do 
grupo como um todo, caso ela seja representativa. 
b) existem casos em que não se recomenda a utilização de amostragem, 
tais como: (1) quando a população é considerada muito pequena, e a sua 
amostra fica relativamente pequena; (2) quando as características da 
população não são de fácil mensuração, mesmo que a população não seja 
pequena; e (3) quando não há necessidade de alta precisão. 
c) a materialidade se refere ao montante de recursos orçamentários ou 
financeiros alocados por uma gestão, em um específico ponto de controle 
(unidade, sistema, área, processo, programa ou ação) objeto dos exames 
de auditoria ou fiscalização. Essa abordagem leva em consideração o 
caráter relativo dos valores envolvidos. 
d) a relevância significa a importância relativa ou papel desempenhado 
por uma determinada questão, situação ou unidade, existentes em um 
dado contexto. 
e) a criticidade representa o quadro de situações críticas efetivas ou 
potenciais a auditar ou fiscalizar, identificadas em uma determinada 
unidade ou programa. Trata-se da composição dos elementos referenciais 
de vulnerabilidade, das fraquezas, dos pontos de controle com riscos 
latentes, das trilhas de auditoria ou fiscalização. Deve-se levar em 
consideração o valor relativo de cada situação indesejada. A criticidade é, 
ainda, a condição imprópria, por ilegalidade, por ineficácia ou por 
ineficiência, de uma situação gestional. Expressa a não aderência 
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normativa e os riscos potenciais a que estão sujeitos os recursos 
utilizados. Representa o perfil organizado, por área, dos pontos fracos de 
uma organização. 
 Comentários: 
 Essa questão está consideravelmente extensa, mesmo para os 
padrões da FGV. O que pode facilitar para o candidato é que o pedido se 
refere ao que é INCORRETO, ou seja, se encontrarmos algum erro 
durante uma leitura atenta das alternativas, podemos concluir que se 
trata do gabarito. 
Segundo a IN 01, existem casos onde não se recomenda a 
utilização de amostragem, tais como: a) quando a população é 
considerada muito pequena e a sua amostra fica relativamente grande; 
b) quando as características da população são de fácil mensuração, 
mesmo que a população não seja pequena; e c) quando há necessidade 
de alta precisão recomenda-se fazer censo, que nada mais é do que o 
exame da totalidade da população. 
Ou seja, encontramos três erros na alternativa B. 
Gabarito: B 
 
9 (FGV/SEFAZ-RJ-ACI/2011) Em relação à auditoria do setor 
público, é INCORRETO afirmar que 
a) para o desenvolvimento das avaliações, a mensuração dos dados e das 
informações é realizada por meio de um conjunto de indicativos e 
indicadores que evidenciam o desenvolvimento da gestão. Para efeito das 
avaliações sobre os dados e informações, consideram-se os atributos de 
eficiência, eficácia, legalidade e economicidade da gestão. Os indicadores 
são informações obtidas com a aplicação de fórmulas que fornecem 
indícios de eficiência, eficácia, legalidade e economicidade de como são 
conduzidas as operações, por meio de uma interdependência entre as 
variáveis em questão. Nesse sentido, a economicidade expressa a 
variação positiva da relação custo/benefício, em que se busca a 
otimização dos resultados na escolha dos menores custos em relação aos 
maiores benefícios. Revela a atenção da gestão com o bom uso 
qualitativo dos recursos financeiros, por definição, escassos, desde a 
adequação da proposta orçamentária das metas a serem atingidas, 
passando pela coerência com respeito aos preços de mercado, o 
desenvolvimento de fontes alternativas de receita e a obtenção dos 
menores custos por produto gerado. 
b) a eficácia é o grau de atingimento das metas fixadas para um 
determinado objeto de uma ação em relação ao previsto, em um 
determinado período. 
c) a eficiência é a medida da relação entre os recursos efetivamente 
utilizados para a realização de uma meta, frente a padrões estabelecidos. 
Mede, então, a utilização dos recursos de que a unidade ou entidade 
dispõe para realizar um conjunto de ações e operações que visam a 
atingir um propósito de trabalho previamente programado. A eficiência 
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está associada ao uso dos recursos disponíveis em relação aos produtos e 
serviços finais elaborados. 
d) o servidor do sistema de controle interno deve documentar todos os 
elementos significativos dos exames realizados e evidenciar ter sido a 
atividade de controle executada de acordo com as normas aplicáveis. 
Devem, ainda, ter abrangência e grau de detalhe suficientes para 
propiciar o entendimento e o suporte da atividade de controle executada, 
compreendendo a documentação do planejamento, a natureza, 
oportunidade e extensão dos procedimentos, bem como o julgamento 
exercido e as conclusões alcançadas. 
e) no que tange à guarda, os papéis de trabalho deverão estar 
acondicionados em arquivos do tipo permanente e corrente. O arquivo 
corrente deve conter assuntos que forem de interesse para consulta 
sempre que se quiserem dados sobre o sistema, área ou unidade objeto 
de controle, sendo normalmente reutilizados em exercícios posteriores. 
 Comentários: 
 Mesmo comentário da questão anterior: extensa, fazendo o 
candidato focar na procura de um erro em uma das assertivas. 
Neste caso, a alternativa E traz um erro quanto ao conceito de 
papéis de trabalho em arquivo corrente. 
Segundo a IN 01, os papéis de trabalho deverão estar 
acondicionados em arquivos do tipo permanente e corrente. O arquivo 
permanente deve conter assuntos que forem de interesse para consulta 
sempre que se quiser dados sobre o sistema, área ou unidade objeto de 
controle. Já os arquivos correntes de papéis de trabalho devem conter o 
programa de auditoria e fiscalização, o registro dos exames feitos e as 
conclusões resultantes desses trabalhos. 
Gabarito: E 
 
10 (FGV/SEFAZ-RJ-ACI/2011) A finalidade básica da auditoria 
é comprovar a legalidade e legitimidade dos atos e fatos 
administrativos e avaliar os resultadosalcançados, quanto aos 
aspectos de eficiência, eficácia e economicidade da gestão 
orçamentária, financeira, patrimonial, operacional, contábil e 
finalística das unidades e das entidades da Administração 
Pública, em todas as suas esferas de governo e níveis de poder, 
bem como a aplicação de recursos públicos por entidades de 
direito privado, quando legalmente autorizadas nesse sentido. 
Assim, é possível afirmar que, dependendo do enfoque, a 
auditoria se classifica em diferentes modalidades. Com base no 
exposto, é INCORRETO afirmar que a auditoria 
a) de avaliação da gestão objetiva emitir opinião com vistas a certificar a 
regularidade das contas, verificar a execução de contratos, acordos, 
convênios ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e 
na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela 
confiados, compreendendo, entre outros, os seguintes aspectos: exame 
das peças que instruem os processos de tomada ou prestação de contas; 
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exame da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos; 
verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e 
contábil; verificação do cumprimento da legislação pertinente; e avaliação 
dos resultados operacionais e da execução dos programas de governo 
quanto à sua economicidade, eficiência e eficácia. 
b) de acompanhamento da gestão é realizada ao longo dos processos de 
gestão, com o objetivo de se atuar em tempo real sobre os atos efetivos e 
os efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade 
federal, evidenciando melhoras e economias existentes no processo ou 
prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional. 
c) contábil compreende o exame dos registros e documentos e a coleta de 
informações e confirmações, mediante procedimentos específicos, 
pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou 
projeto. Objetiva obter elementos comprobatórios suficientes que 
permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com 
os Princípios Fundamentais de Contabilidade e se as demonstrações deles 
originárias refletem, adequadamente, em seus aspectos mais relevantes, 
a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período 
administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas. 
Tem por objeto, também, verificar a efetividade e a aplicação de recursos 
externos, oriundos de agentes financeiros e organismos internacionais, 
por unidades ou entidades públicas executoras de projetos celebrados 
com aqueles organismos, com vistas a emitir opinião sobre a adequação e 
fidedignidade das demonstrações financeiras. 
d) operacional consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos 
relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das unidades ou 
entidades da Administração Pública, programas de governo, projetos, 
atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião 
sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e 
economicidade, procurando auxiliar a administração na gerência e nos 
resultados, por meio de recomendações que visem a aprimorar os 
procedimentos, melhorar os controles e aumentar a responsabilidade 
gerencial, desde que o viés seja predominantemente contábil. Esse tipo 
de procedimento auditorial consiste numa atividade de assessoramento 
ao gestor público, com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos 
administrativos, sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto do 
setor público, atuando sobre a gestão, seus programas governamentais e 
sistemas informatizados. 
e) especial objetiva o exame de fatos ou situações consideradas 
relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas para 
atender determinação expressa de autoridade competente. Classificam-se 
nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não inseridos em outras classes 
de atividades. 
 Comentários: 
 Mais uma vez: questão extensa, foco na busca pelo erro em uma 
das alternativas. 
 A definição de Auditoria Operacional constante na alternativa D 
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estaria correta, exceto pela expressão “desde que o viés seja 
predominantemente contábil“, já que não é esta a prioridade da 
Auditoria Operacional. Seu viés é predominantemente relacionado ao 
desempenho. 
Gabarito: D 
 
11 (FGV/SAD-PE/2009) O conjunto de procedimentos de 
auditoria aplicados com o objetivo avaliar o desempenho e a 
eficácia/efetividade das operações, dos sistemas de informação e 
dos métodos de administração, é denominado: 
a) auditoria especial. 
b) auditoria contábil. 
c) auditoria externa. 
d) auditoria operacional. 
e) auditoria estratégica operacional. 
 Comentários: 
 Segundo a IN SFC 01/2001, a auditoria que consiste em avaliar as 
ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo 
operacional, sendo uma atividade de assessoramento ao gestor público, 
com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos administrativos, sendo 
desenvolvida de forma tempestiva no contexto do setor público, atuando 
sobre a gestão, seus programas governamentais e sistemas 
informatizados, é a auditoria operacional. 
Gabarito: D 
 
12 (FGV/SAD-PE/2009) A auditoria que atua diretamente sobre 
a administração da coisa pública e no acompanhamento das 
ações e dos programas orçamentários empreendidos pelos 
órgãos e entidades, é conhecida como: 
a) auditoria de gestão. 
b) auditoria governamental. 
c) auditoria operacional. 
d) auditoria de metas. 
e) auditoria interna de gestão. 
 Comentários: 
 A Auditoria Governamental – ou Pública, do Setor Público – é, 
conforme disposto na Instrução Normativa 01/2001, da Secretaria Federal 
de Controle Interno (da Controladoria-Geral da União), o conjunto de 
técnicas que visa avaliar a gestão pública, pelos processos e 
resultados gerenciais, e a aplicação de recursos públicos por 
entidades de direito público e privado, mediante a confrontação entre 
uma situação encontrada com um determinado critério técnico, 
operacional ou legal. 
Gabarito: B 
 
13 (FGV/SENADO/2008) O foco da auditoria de 
________________ é o processo de gestão nos seus múltiplos 
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aspectos - de planejamento, de organização, de procedimentos 
operacionais e de acompanhamento gerencial, inclusive quanto 
aos seus resultados em termos de metas alcançadas. Assinale a 
alternativa que complete corretamente a lacuna acima. 
a) gestão 
b) avaliação de programas 
c) regularidade 
d) cumprimento 
e) desempenho operacional 
 Comentários: 
 A auditoria operacional (ou de desempenho operacional, no TCU) 
consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados 
ao processo operacional, sendo uma atividade de assessoramento ao 
gestor público, com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos 
administrativos, sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto do 
setor público, atuando sobre a gestão, seus programas governamentais e 
sistemas informatizados. 
Gabarito: E 
 
14 (Esaf/CGU/2012) Constitui uma atividade complementar do 
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal avaliar: 
a) a execução dos programas de governo; 
b) o cumprimento das metas do Plano Plurianual; 
c) a gestão dos administradores públicos federais; 
d) a aplicação de recursos públicos por entidades de Direito Privado; 
e) as unidades de auditoria interna das entidades da Administração 
Indireta Federal. 
Comentários: 
Questão típica de provas da Esaf, e que tem se repetido.É 
importante ficar atento, pois a questão pede uma atividade 
complementar do SCI do Poder Executivo Federal. 
Com exceção da letra E, gabarito da questão, todas as outras 
alternativas se encaixam em alguns dos quatro incisos do art. 74 da 
CF/1988, que apresenta as finalidades desse sistema de controle. 
Gabarito: E 
 
15 (Esaf/CGU/2012) Nos termos da Constituição Federal, tanto 
o Congresso Nacional quanto os sistemas de controle interno de 
cada Poder podem exercer fiscalizações da seguinte ordem, 
exceto: 
a) contábil; 
b) ambiental; 
c) patrimonial; 
d) operacional; 
e) financeira. 
Comentários: 
Conforme se depreende do art. 70 da CF/88, “a fiscalização 
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contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da 
União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à 
legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e 
renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante 
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder”. 
(Grifamos) 
Gabarito: B 
 
16 (Esaf/CGU/2012) O documento destinado a dar ciência 
ao gestor/administrador da área examinada, no decorrer dos 
exames, das impropriedades ou irregularidades constatadas no 
desenvolvimento dos trabalhos, é denominado: 
a) Certificado; 
b) Parecer de Auditoria; 
c) Nota; 
d) Registro das Constatações; 
e) Solicitação de Auditoria. 
 Comentários: 
Mais uma questão literal da IN SFC 01/2001. Conforme explicado 
na parte teórica, esse documento é a Nota, que, além do exposto no 
caput da questão, tem a finalidade de obter a manifestação dos agentes 
sobre fatos que resultaram em prejuízo à Fazenda Nacional ou de outras 
situações que necessitem de esclarecimentos formais. 
Gabarito: C 
 
17 (Esaf/CGU/2012) Nos casos em que o Órgão de 
Controle Interno, ao verificar as contas de algum responsável, 
emite um Certificado de Irregularidade, é correto afirmar que o 
teor de tal documento: 
a) vincula a decisão a ser tomada pelo TCU; 
b) pode ser revisto, se o responsável ressarcir o dano ao erário; 
c) inabilita o responsável para o exercício de cargo em comissão; 
d) é suficiente para o início da cobrança executiva do débito; 
e) deve ser encaminhado ao Ministério Público Federal. 
 Comentários: 
Conforme se depreende da IN SFC 01/2001, é competência da 
CGU apurar os atos ou fatos inquinados de ilegais ou irregulares, 
praticados por agentes públicos ou privados, na utilização de recursos 
públicos federais, dando ciência ao controle externo e ao Ministério 
Público Federal e, quando for o caso, comunicar à unidade responsável 
pela contabilidade, para as providências cabíveis. Considerando que a 
CGU só emitirá um Certificado de Irregularidade nos casos em que 
houver dano ao erário, a letra E é a resposta correta. 
A alternativa A está errada, pois não há essa vinculação entre a 
opinião da CGU e do TCU. Depois de emitido o certificado de 
irregularidade, mesmo que haja quitação, não há que se falar em outra 
emissão retificadora desse ato. Portanto, a letra B está errada. 
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Para entendermos que as letras C e D estão incorretas, basta 
lembrarmos que o Certificado de Irregularidade mencionado na questão 
ainda está no âmbito do controle interno, que não faz cobrança 
executiva nem inabilita o responsável para o exercício de cargo em 
comissão. 
Gabarito: E 
 
18 (Esaf/CGU/2012) Uma auditoria qualquer, coordenada pelo 
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal com o 
auxílio de uma empresa privada de auditoria, deve ter sua forma 
de execução classificada como: 
a) centralizada; 
b) descentralizada; 
c) integrada; 
d) compartilhada; 
e) terceirizada. 
Comentários: 
Conforme visto na parte teórica, uma auditoria pode ser executada 
de forma direta (centralizada, descentralizada e integrada), indireta 
(compartilhada ou terceirizada) ou simplificada. 
Uma característica da auditoria indireta compartilhada é 
exatamente ser coordenada pelo Sistema de Controle Interno do Poder 
Executivo Federal, com a participação de órgãos/instituições públicas ou 
privada. No caso da questão, com a participação de uma empresa 
privada de auditoria. 
Nesta questão, a dúvida estava em relação à letra E. Mas devemos 
atentar para o fato de que, no caso de uma auditoria indireta 
terceirizada, quem executa a auditoria é a instituição privada e não há 
coordenação do Sistema de Controle Interno. 
Gabarito: D 
 
19 (Esaf/CGU/2012) Acerca das técnicas de controle, tal como 
apresentadas pelo Manual do Sistema de Controle Interno do 
Poder Executivo Federal, é correto afirmar que: 
a) a análise documental consiste no exame de processos, atos 
formalizados e documentos avulsos; 
b) a maior parte das técnicas de fiscalização é diferente das técnicas 
de auditoria; 
c) as principais técnicas previstas são a fiscalização, a auditoria e o 
monitoramento; 
d) a finalidade básica da auditoria é avaliar a execução dos 
programas de governo; 
e) a fiscalização é procedida mediante a realização de testes de 
observância e testes substantivos. 
Comentários: 
A IN SFC 01/2001 cita as técnicas de cut-off e rastreamento como 
exclusivas da Auditoria e o teste laboratorial como exclusivo da 
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Fiscalização. Todas as demais técnicas apresentadas na norma são 
utilizadas tanto na auditoria quanto na fiscalização. Portanto, a letra B 
está errada, pois não é a maior parte das técnicas que são diferentes. 
A alternativa C está incorreta, pois as técnicas de controle 
previstas são Auditoria e Fiscalização. 
A Auditoria visa avaliar a gestão pública a partir dos processos e 
resultados gerenciais e garantir resultados operacionais na gerência da 
coisa pública. Já a Fiscalização visa a comprovar se o objeto dos 
programas de governo existe. Portanto, a letra D está errada. 
Por fim, a alternativa E está incorreta, pois é a Auditoria que é 
procedida mediante a realização de testes de observância e substantivos, 
e não a Fiscalização. 
Gabarito: A 
 
20 (Esaf/ANA/2009) No Setor Público Federal, a auditoria 
executada por instituições privadas, ou seja, pelas 
denominadas empresas de auditoria externa, é classificada como: 
a) centralizada; 
b) descentralizada; 
c) integrada; 
d) terceirizada; 
e) compartilhada. 
Comentários: 
A IN SFC 01/2001 cita e explica as formas de execução de 
auditoria. Conforme visto no capítulo, quando uma auditoria é 
executada exclusivamente por instituições privadas, é classificada como 
auditoria indireta terceirizada. 
Sempre que a questão mencionar a participação de servidor de 
fora do sistema de controle interno do poder executivo federal, já temos 
de eliminar a forma direta de auditoria e suas subdivisões (centralizada, 
descentralizada e integrada). 
Gabarito: D 
 
21 (Esaf/ANA/2009) Assinale a opção que preenche 
corretamente a lacuna da seguinte frase: “No Setor Público 
Federal, a ________________________ objetiva o exame de 
fatos ou situações consideradas relevantes, de natureza 
incomum ou extraordinária, sendo realizada para atender 
determinação expressa de autoridade competente.” 
a) Auditoria de Avaliação da Gestão 
b) Auditoria Contábil 
c) Auditoria Especial 
d) Auditoria Operacional 
e) Auditoria de Acompanhamento da Gestão 
 Comentários: 
A questão trata de tipos de auditoria, assunto recorrente nos 
editais da área. De acordo com a IN SFC 01/2001, a Auditoria Especial 
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objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes, de 
natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas para atender 
determinação expressa de autoridade competente. 
Classificam-se nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não 
inseridos em outras classes de atividades. Prestem atenção aos itens 
sublinhados, que são expressões-chave na resolução de questões desse 
tipo. 
Gabarito: C 
 
22 (Esaf/CGU/2008) De acordo com a IN SFC/MF no 
001/2001, os controles internos administrat ivos 
implementados em uma organização devem possuir as 
seguintes características, exceto: 
a) prevalecer como instrumentos auxiliares de gestão; 
b) prioritariamente, ter caráter preventivo; 
c) estar direcionados para o atendimento a todos os níveis 
hierárquicos da administração; 
d) primar pela abordagem corretiva e, subsidiariamente, punitiva; 
e) permanentemente, estar voltados para a correção de eventuais 
desvios em relação aos parâmetros estabelecidos. 
Comentários: 
Como vimos na aula, os controles internos administrativos 
implementados em uma organização devem: 
I. prioritariamente, ter caráter preventivo; 
II. permanentemente, estar voltados para a correção de 
eventuais desvios em relação aos parâmetros estabelecidos; 
III. prevalecer como instrumentos auxiliares de gestão; 
IV. estar direcionados para o atendimento a todos os níveis 
hierárquicos da administração. 
Assim, a única alternativa que não cita uma das características 
pedidas é a D, ainda mais que o objetivo maior dos controles internos 
administrativos é a prevenção, e não a punição. 
Gabarito: D 
 
23 (Esaf/CGU/2008) Segundo a IN SFC/MF no 001/2001, o 
procedimento que tem por objetivo avaliar as ações gerenciais e 
os procedimentos relacionados ao processo operacional, ou parte 
dele, das unidades ou entidades da administração pública 
federal, programas de governo, projetos, atividades, ou 
segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião sobre 
a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e 
economicidade, procurando auxiliar a administração na 
gerência e nos resultados, por meio de recomendações que visem 
aprimorar os procedimentos, melhorar os controles e aumentar a 
responsabilidade gerencial, classifica-se como: 
a) Auditoria de Avaliação da Gestão; 
b) Auditoria Contábil; 
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c) Auditoria de Acompanhamento da Gestão; 
d) Auditoria Operacional; 
e) Auditoria Especial. 
 Comentários: 
Outra questão sobre tipos de auditoria, segundo a IN SFC 
01/2001. Como vimos, a auditoria que consiste em avaliar as ações 
gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo operacional, 
sendo uma atividade de assessoramento ao gestor público, com vistas a 
aprimorar as práticas dos atos e fatos administrativos, sendo 
desenvolvida de forma tempestiva no contexto do setor público, atuando 
sobre a gestão, seus programas governamentais e sistemas 
informatizados, é a auditoria operacional. 
Gabarito: D 
 
24 (CESPE/Câmara dos Deputados/2014) A respeito dos tipos 
e modalidades de auditoria no setor público, julgue os itens a 
seguir. Um dos objetivos da auditoria contábil é emitir opinião 
acerca da adequação e da fidedignidade das demonstrações 
financeiras quanto à aplicação, por parte das entidades públicas 
executoras, de recursos externos oriundos de projetos 
celebrados com organismos internacionais. 
Comentários: 
Praticamente literal, como vimos acima. 
Gabarito: C 
 
25 (FCC/TRT-12/2013) Uma auditoria realizada com o 
objetivo de examinar se os recursos estão sendo usados 
eficientemente em um programa da área da saúde é 
denominada de auditoria: 
a) de conformidade. 
b) contábil. 
c) operacional. 
d) de regularidade. 
e) de legalidade. 
Comentários: 
A auditoria que tem como objetivo verificar a eficiência de um 
programa é denominada auditoria operacional. 
Deve-se ter cuidado com as nomenclaturas, pois para o TCU esse 
tipo de auditoria também pode ser chamado de avaliação de programas 
ou auditoria de desempenho, enquanto para a CGU é apenas uma 
auditoria operacional. 
Gabarito: C 
 
26 (FCC/TCE SP/2013) Para que os objetivos da auditoria 
governamental sejam atingidos, utilizam-se diversos tipos de 
auditoria no setor público. A auditoria: 
a) de gestão tem por objetivo verificar a eficácia e a eficiência das 
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ações gerenciais e procedimentos operacionais das unidades 
auditadas. 
b) indireta é executada por servidores em exercício nos órgãos e 
unidades do Sistema de Controle Interno da entidade auditada. 
c) de acompanhamento de gestão tem por objetivo antecipar os 
trabalhos da auditoria de gestão, sendo realizada em tempo real ao 
longo do exercício. 
d) compartilhada não deve contar com o auxílio de órgãos e 
instituições privadas, de modo a garantir a lisura, o sigilo e a idoneidade 
das informações obtidas nos trabalhos. 
e) de desempenho tem por objetivo confirmar os valores 
apresentados pelas demonstrações contábeis da entidade auditada. 
Comentários: 
Questões desse tipo têm sido cada vez mais difíceis de serem 
respondidas, pois as classificações de auditoria variam muito em cada 
órgão de controle. 
Pelas alternativas apresentadas verificamos que a banca se 
utilizou, principalmente, da classificação da CGU, que consta na IN 01 de 
2001. Dessa forma, a letra A está errada, pois se trata de uma auditoria 
operacional e não de gestão. 
A letra B está incorreta, pois a Auditoria Indireta trata-se das 
atividades de fiscalização executadas, com a participação de servidores 
não lotados nos Órgãos do Sistema de Controle Interno do Poder 
Executivo Federal, que desempenham atividades de fiscalização em 
quaisquer instituições da Administração Pública Federal ou entidade 
privada. 
A alternativa D também está errada, pois a Auditoria 
Compartilhada é coordenada pelo Sistema de Controle Interno do Poder 
Executivo Federal com o auxílio de órgãos/instituições públicas ou 
privadas. 
A letra E está incorreta, pois esse é o tipo de auditoria contábil. 
A letra C é o gabarito, tendo sido retirada de forma literal da 
norma supracitada. 
Gabarito: C 
 
27 (FGV/ASLEMA/2013) A auditoria no setor público que 
objetiva “emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das 
contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou 
ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na 
guarda ou administração de valores e outros bens” é classificada 
como: 
a) avaliação de gestão. 
b) acompanhamento de gestão. 
c) contábil. 
d) operacional. 
e) especial. 
Comentários: 
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Outra questão que cobrou a definição literal da IN SFC/MF 
01/2001. Para não esquecer! Se o caput da questão se refere a um tipo 
de auditoria que objetiva EMITIR OPINIÃO COM VISTAS A CERTIFICAR A 
REGULARIDADE DAS CONTAS, não tem erro, é a Auditoria de Avaliação 
da Gestão. 
Gabarito: A 
 
28 (CESPE/CNJ/2013) A auditoria que tem como objetivo 
específico o melhoramento das operações examinadas, 
consubstanciada na análise da eficiência, eficácia e 
economicidade da ação administrativa, é denominada 
auditoria de gestão. 
Comentários: 
Quando aparecerem os três conceitos (eficiência, economicidade 
e eficácia), fiquem atentos. Estamos falando de auditoria operacional.Gabarito: E 
 
29 (CESPE/MPE-PI/2012) A contratação de uma empresa 
privada de auditoria para a apuração de possível 
irregularidade no âmbito de determinada unidade 
administrativa caracteriza uma forma de fiscalização 
denominada compartilhada, em que a responsabilidade pela 
execução do serviço é assumida conjuntamente pela 
administração e pela contratada. 
Comentários: 
Nesse caso temos a auditoria indireta terceirizada e não a 
compartilhada. Um exemplo desse tipo de auditoria é a contratação de 
uma empresa de auditoria externa, pelo Banco do Brasil, para opinar 
sobre suas demonstrações contábeis. A responsabilidade por esse tipo 
de auditoria é apenas da empresa contratada. A administração tem 
responsabilidade é pela elaboração da demonstração contábil 
auditada. 
Gabarito: E 
 
30 (CESPE/ANP/2013) A auditoria de acompanhamento de 
gestão é realizada ao longo do exercício financeiro em curso, com 
o objetivo de atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os 
efeitos potenciais positivos e negativos, com vistas a certificar a 
regularidade das contas. 
Comentários: 
O erro na definição da Auditoria de Acompanhamento da Gestão 
está no final da frase. A auditoria que busca certificar a regularidade das 
contas é a Auditoria de Avaliação da Gestão. 
A Auditoria de acompanhamento irá evidenciar melhorias e 
economias existentes no processo ou prevenir gargalos ao desempenho 
da sua missão institucional. 
Gabarito: E 
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31 (CESPE/TCE-ES-ACE/2012) A auditoria coordenada pelo 
sistema de controle interno do Poder Executivo federal e, de 
forma auxiliar, pelos órgãos e(ou) instituições públicas ou 
privadas e classificada, quanto a forma de execução, como 
indireta e compartilhada. 
Comentários: 
Exatamente como vimos na parte teórica. Se há a presença de 
alguém de fora do sistema de controle interno, estamos falando da 
forma de execução INDIRETA. 
Se for coordenada pelo SCI, é a Indireta COMPARTILHADA. 
Gabarito: C 
 
32 (CESPE/TCE-ES/2012) A Secretaria Federal de Controle, 
órgão central do sistema de controle interno do Poder 
Executivo federal, abrange, em sua área de atuação, todos os 
órgãos do Poder Executivo federal, realizando auditorias e 
fiscalizações. 
Comentários: 
Como vimos, atualmente o órgão central do SCI-PEF é a CGU. Até 
a criação da CGU e, ainda segundo a IN SFC/MF 01/2001 (editada antes 
da CGU, mas ainda vigente), a SFC realmente era o órgão central desse 
sistema. 
De qualquer forma, mesmo que desconsiderássemos isso, a CGU 
não audita os Ministérios da Defesa e Relações Exteriores, nem a AGU e 
também a Casa Civil. 
Essas unidades, embora do poder executivo federal, são auditadas 
e fiscalizadas pelas Secretarias de Controle Interno, as chamadas CISET. 
Gabarito: E 
 
 
33 (CESPE/AFT/2013) O relatório de auditoria de recursos 
externos deve ser elaborado pelo organismo internacional 
contratante e encaminhado à Controladoria-Geral da União e às 
unidades setoriais e regionais do Sistema de Controle Interno. 
Comentários: 
Conforme a IN SFC/MF 01/2001, esse tipo de auditoria é 
denominado auditoria contábil e o relatório é emitido pelo próprio 
sistema de controle interno e não pelo organismo internacional. 
Gabarito: E 
 
34 (CESPE/TCE-ES/2012) Com base nas normas de controle 
interno do Poder Executivo federal, julgue o item seguinte. 
Classifica-se como indireta e simplificada a auditoria 
executada em órgãos públicos pelas denominadas empresas de 
auditoria externa, contratadas quando o deslocamento de 
servidores em exercício no órgão central é considerado inviável. 
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Comentários: 
Não existe essa classificação (indireta e simplificada). A execução 
indireta divide-se em compartilhada e terceirizada. No caso em questão, 
temos a indireta terceirizada, já que não há a coordenação do SCI. 
Gabarito: E 
 
35 (FCC/Infraero/2011) A auditoria operacional efetuada pelo 
órgão de controle interno: 
a) tem por finalidade o exame de fatos ou situações consideradas 
relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas 
para atender determinação expressa de autoridade competente; 
b) compreende o exame dos registros e documentos e a coleta de 
informações e confirmações, mediante procedimentos específicos, 
pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou 
projeto; 
c) objetiva emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das 
contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes, 
a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou 
administração de valores e outros bens da entidade auditada ou a ela 
confiados; 
d) consiste em avaliar as ações gerenciais das unidades ou entidades 
da administração pública, programas de governo, projetos, 
atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião 
sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e 
economicidade; 
e) tem por objetivo atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os 
efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade 
auditada, evidenciando melhorias e economias existentes no processo ou 
prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional. 
Comentários: 
A auditoria operacional, como vimos, aborda os aspectos de 
eficiência, eficácia, efetividade e economicidade. A alternativa que se 
relaciona corretamente à definição de auditoria operacional é a de letra 
D, gabarito da questão. 
A alternativa A trata das auditorias especiais, a B da auditoria 
contábil, a C da auditoria de avaliação da gestão e a alternativa E da 
auditoria de acompanhamento da gestão. 
Gabarito: D 
 
36 (Cespe/FUB/2011) Com relação aos aspectos que 
envolvem os sistemas de controle interno, julgue o item a seguir. 
O controle sobre as operações de crédito, avais e garantias é 
competência do controle interno, mas o cumprimento das metas 
previstas no plano plurianual (PPA) e nos orçamentos da União 
deve ser acompanhado exclusivamente pelo sistema de 
planejamento de orçamento. 
Comentários: 
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Conforme art. 74, I, da CF/88, a avaliação do cumprimento das 
metas previstas no plano plurianual (PPA) e nos orçamentos da União é 
uma finalidade do sistema de controle interno de cada poder. 
Gabarito: E 
 
37 (Cespe/MPU/2010) Com respeito ao controle interno e ao 
externo e à prestação de contas no âmbito da União, julgue o 
item subsequente. A fiscalização contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos federais é 
da competência do Congresso Nacional, e é realizada mediante 
controle externo. Não cabe à Controladoria-Geral da União (CGU), 
por ser órgão de controle interno, realizar o mesmo tipo de 
fiscalização em um mesmo órgão quando esse trabalho estiver 
sendo feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU). 
Comentários: 
Conforme se depreende do art. 70 da CF/88, a fiscalização 
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e 
das entidades da administração direta e indireta, quanto a legalidade, 
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de 
receitas será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle 
externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. 
Dessa forma, a CGU, enquanto órgão central do SCI -PEF, tem 
competência de fazer essa fiscalização, independente de o TCU também 
estar realizando ação de controle do mesmo tipo. 
Gabarito: E 
 
 
38 (FCC/TJ-RJ/2012) Deacordo com a Constituição Federal 
de 1988, NÃO constitui finalidade do sistema de controle interno 
integrado entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário: 
a) avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a 
execução dos programas de governo e dos orçamentos da União; 
b) apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional; 
c) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, 
bem como dos direitos e haveres da União; 
d) comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e 
eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e 
entidades da administração federal; 
e) julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por 
dinheiro, bens e valores públicos da administração direta e indireta. 
Comentários: 
Questão bastante “batida”, que cobra o conhecimento literal do art. 
74 da CF/88, que também consta na Lei 10.180/01. Conforme visto na 
parte teórica, a letra A corresponde ao inciso I desse artigo, a letra B ao 
inciso IV, a alternativa C ao inciso III e a D ao inciso II. A letra E, 
gabarito da questão, não constitui uma finalidade, e sim uma 
competência do TCU. 
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Gabarito: E 
 
39 (Cesgranrio/SEPLAG-SSA/2011) Constituem objeto do 
exame de auditoria governamental, EXCETO: 
a) a execução dos planos, programas, projetos e atividades que 
envolvem recursos públicos; 
b) os contratos firmados por gestores públicos com entidades 
privadas para prestação de serviços, execução de obras e 
fornecimento de materiais; 
c) os contratos firmados entre entidades privadas em negócios em 
que não há participação de entes públicos; 
d) os instrumentos e sistemas de guarda e conservação dos bens e 
do patrimônio sob responsabilidade das unidades da administração direta 
e entidades supervisionadas; 
e) os sistemas administrativos e operacionais de controle interno 
utilizados na gestão orçamentária, financeira e patrimonial de órgãos 
públicos. 
Comentários: 
A letra C está incorreta. Imagine que nós (professores) temos uma 
empresa privada e vocês (alunos) possuem outra. Nós firmamos uma 
negociação, seja de venda de produtos, prestação de serviços etc. Não 
há participação de nenhum ente público. Será que esse contrato estaria 
dentro da abrangência, do objeto de exame de uma auditoria 
governamental? Com certeza não faria sentido. 
Gabarito: C 
 
40 (FCC/Infraero/2011) Segundo o Manual do Sistema de 
Controle Interno, aprovado pela Instrução Normativa no 
1/2002 da Secretaria Federal de Controle Interno, é 
INCORRETO afirmar: 
a) o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal tem 
como finalidade, dentre outras, a de exercer o controle das operações de 
crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União; 
b) o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal tem 
como atividade essencial, dentre outras, a avaliação do cumprimento das 
metas do Plano Plurianual que visa a comprovar a conformidade da sua 
execução; 
c) a Prestação de Contas Anual do Presidente da República, a ser 
encaminhada ao Congresso Nacional, será elaborada pela Secretaria 
Federal de Controle Interno do Ministério da Fazenda, conforme previsto 
no inciso VIII, do artigo 11, do Decreto no 3.591, de 6 de setembro de 
2000; 
d) a Tomada de Contas Especial/TCE é um processo administrativo, 
instaurado quando se configurar omissão no dever de prestar contas, a 
não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União, a 
ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiro, bens e valores públicos; 
e) somente os órgãos da Administração Direta serão fiscalizados pelo 
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Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, sendo os 
demais objeto de fiscalização pelo Tribunal de Contas da União. 
Comentários: 
Trouxemos esta questão para explicar a letra C. Quando da edição 
da IN SFC/MF 01/01, ainda não havia sido criada a CGU, e a Secretaria 
Federal de Controle Interno estava dentro do Ministério da Fazenda. 
Como a IN ainda não foi atualizada, pode ser que ainda venha a 
ser cobrada, mesmo dez anos depois da criação da CGU, uma questão 
desse tipo. O importante é saber que ela está certa. 
A letra E está errada, pois, como vimos, não apenas a 
administração direta, mas também entidades da Administração Indireta 
Federal, programas de trabalho etc. podem ser fiscalizados tanto pelo 
SCI -PEF quanto pelo TCU. 
Gabarito: E 
 
41 (FCC/MPE-RN/2012) O objetivo geral dos controles 
internos administrativos é evitar a ocorrênciade 
impropriedades e irregularidades, por meio dos princípios e 
instrumentos próprios. Em relação aos objetivos específicos a 
serem atingidos, NÃO representa um destes objetivos: 
a) salvaguardar os ativos financeiros e físicos quanto à sua boa e 
regular utilização e assegurar a legitimidade do passivo; 
b) observar as normas legais, instruções normativas, estatutos e 
regimentos; 
c) evitar o cometimento de erros, desperdícios, abusos, práticas 
antieconômicas e fraudes; 
d) assegurar a aderência das atividades às diretrizes, planos, normas 
e procedimentos da unidade/entidade; 
e) definir o controle como um instrumento de correção dos atos de 
gestão do administrador público. 
Comentários: 
As quatro primeiras alternativas representam objetivos específicos 
dos controles internos administrativos, conforme visto no início do 
capítulo. 
A alternativa E está errada, pois esses controles devem ser 
prioritariamente preventivos e não corretivos/detectivos. 
Gabarito: E 
 
42 (FCC/TRE-PR/2012) A técnica de auditoria governamental 
que consiste no cotejamento de informações obtidas de fontes 
independentes, autônomas e distintas, é denominada: 
a) corte das operações; 
b) exame dos registros; 
c) confirmação externa; 
d) correlação das informações obtidas; 
e) análise documental. 
 Comentários: 
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Conforme visto na aula, quando o auditor quer comparar (cotejar) 
informações obtidas de diversas fontes ele utiliza a técnica de correlação 
das informações obtidas. Questão retirada de forma literal da IN 
01/2001. 
Gabarito: D 
 
43 (FCC/TRE-PR/2012) O documento que representa a 
opinião do Sistema de Controle Interno sobre a exatidão e 
regularidade, ou não, da gestão e da adequação, ou não, das 
peças examinadas é denominado, na Instrução Normativa da 
Secretaria Federal de Controle Interno no 1/2001: 
a) Relatório; 
b) Certificado; 
c) Registro das Constatações; 
d) Nota; 
e) Parecer Técnico. 
Comentários: 
Mais uma questão literal. Para não errar: se a questão mencionar 
documento emitido pelo SCI que representa a OPINIÃO desse sistema, 
sempre será CERTIFICADO. 
Gabarito: B 
 
44 (FCC/TRE-PR/2012) De acordo com a Instrução Normativa 
da Secretaria Federal de Controle Interno no 1/2001, a auditoria 
que é executada exclusivamente por servidores em exercício no 
órgão central ou nos órgãos setoriais do Sistema de Controle 
Interno da União é denominada auditoria: 
a) indireta descentralizada; 
b) direta integrada; 
c) direta compartilhada; 
d) simplificada; 
e) direta centralizada. 
 Comentários: 
Se a auditoria é executada apenas por servidores do SCI da União, 
já sabemos que é uma auditoria direta. Se, além disso, for executada 
apenas por servidores em exercício nos órgãos (central ou 
setoriais), temos a forma direta CENTRALIZADA. 
Gabarito: E 
 
45 (FCC/TRT-23/2011) Uma das variáveis básicas utilizadas 
em todas as fases do processode planificação dos trabalhos de 
controle refere-se ao montante de recursos orçamentários ou 
financeiros alocados por uma gestão e que é objeto de exames 
de auditoria e fiscalização. Essa variável é denominada: 
a) economicidade; 
b) criticidade; 
c) materialidade; 
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d) confiabilidade; 
e) tempestividade. 
Comentários: 
Conforme visto no último tópico do capítulo, se estamos falando de 
montante de recursos (se a questão deu a ideia de valores), estamos 
falando da materialidade. 
Gabarito: C 
 
46 (FCC/MPE-PE/2012) O tipo de auditoria do setor 
governamental que tem por objetivo emitir opinião com vistas a 
certificar a regularidade das contas, verificar a execução de 
contratos, acordos, convênios ou ajustes, a probidade na 
aplicação do dinheiro público e na guarda ou administração de 
valores e outros bens da União ou a ela confiados, é denominada 
auditoria: 
a) operacional; 
b) especial; 
c) descentralizada; 
d) de avaliação de gestão; 
e) plena. 
Comentários: 
Novamente o caput da questão já traz algumas palavras-chave 
para que o candidato consiga identificar que o tipo de auditoria é a de 
avaliação da gestão, quais sejam: “certificar a regularidade das contas”, 
“execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes”, dentre outras. 
Gabarito: D 
 
47 (FCC/MPE-RN/2012) As atividades a cargo do Sistema de 
Controle Interno são exercidas mediante a utilização de técnicas 
próprias de trabalho. Consoante a Instrução Normativa 
SFC/MF no 01/2001, as técnicas de controle são: 
a) Auditoria e Inspeção; 
b) Inspeção e Fiscalização; 
c) Auditoria, Acompanhamento e Monitoramento; 
d) Auditoria e Fiscalização; 
e) Auditoria de Gestão de Recursos e Avaliação dos Programas de 
Governo. 
Comentários: 
Questão simples, mas que continua sendo cobrada pelas bancas. 
Conforme visto ao longo da aula, as técnicas de controle/ trabalho 
utilizadas pelo SCI-PEF são a auditoria e fiscalização. 
Gabarito: D 
 
48 (FCC/TRE-SP/2012) Na auditoria governamental, os testes 
que têm por objetivo certificar uma segurança razoável de que os 
procedimentos de controle interno estabelecidos pela 
Administração estão em efetivo funcionamento e estão sendo 
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cumpridos corretamente são denominados testes: 
a) substantivos; 
b) de revisão analítica; 
c) de observância; 
d) de detalhes; 
e) de inspeção. 
Comentários: 
Em relação aos testes executados em uma auditoria (observância e 
substantivos), as questões são simples. Se a análise a ser realizada pelo 
auditor é para verificar os controles internos do órgão auditado, temos 
uma aplicação dos testes de observância. Se estivéssemos buscando 
verificar a suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelo 
sistema contábil, nesse caso estaríamos aplicando os testes 
substantivos. 
Gabarito: C 
 
49 (FCC/TCE-SP/2012) Na auditoria da administração pública, 
os testes realizados com o objetivo de obter evidências quanto à 
suficiência, exatidão e validação dos dados produzidos pelo 
sistema contábil e administrativo do ente público são 
denominados testes: 
a) de observância; 
b) substantivos; 
c) de aderência; 
d) amostrais estratificados; 
e) operacionais. 
Comentários: 
Nesse caso temos a aplicação dos testes substantivos. 
Gabarito: B 
 
50 (FCC/TCE-SP/2012) O tipo de auditoria governamental que 
consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos 
relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das 
unidades ou entidades da administração pública federal, 
programas de governo, projetos, atividades, ou segmentos 
destes, com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão 
quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, 
procurando auxiliar a administração na gerência e nos 
resultados, por meio de recomendações, que visem aprimorar os 
procedimentos, melhorar os controles e aumentar a 
responsabilidade gerencial é denominada auditoria: 
a) de acompanhamento de gestão; 
b) especial; 
c) contábil; 
d) operacional; 
e) de avaliação de gestão. 
 Comentários: 
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Mais uma questão literal acerca dos tipos de auditoria. Conforme 
visto na parte teórica, se o objetivo é emitir uma opinião sobre a 
gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e 
economicidade, temos a auditoria operacional. 
Gabarito: D 
 
Pessoal, vamos ficando por aqui. Segue, a partir de agora, a relação de 
questões comentadas durante a aula, a fim de que possam resolver as 
questões sem os comentários, como um simulado. O gabarito está ao 
final. 
 
Mais uma vez, boa prova a todos. 
 
 
 
QUESTÕES COMENTADAS DURANTE A AULA 
 
 
1 (CESPE/Câmara dos Deputados/2014) Em relação aos 
sistemas de controle exercidos no âmbito da administração 
pública brasileira e da competência, da jurisdição e do exame de 
contas por parte do TCU, julgue o item subsecutivo – Compete 
aos sistemas de controle internos mantidos pelos Poderes 
Legislativo, Executivo e Judiciário do governo federal exercer o 
controle das operações de crédito e dos direitos e haveres da 
União. 
 
2 (CESPE/TCU/2013) São responsabilidades da entidade 
fiscalizada implantar e manter em funcionamento efetivo 
sistemas de controles internos que assegurem o cumprimento 
das normas legais e a consecução dos objetivos traçados, o que 
não isenta o auditor de fazer propostas e recomendações em face 
da inexistência ou inadequação desses controles. 
 
3 (FCC/DPE-RS/2013) Com relação ao Sistema de Controle 
Interno (SCI) do Poder Executivo Federal, a abrangência de sua 
atuação, dentre outros, inclui: 
a) projetos financiados por recursos externos e projetos de 
cooperação junto a organismos internacionais. 
b) avaliação do cumprimento, em cada exercício financeiro, dos 
limites de gastos com pessoal, com a amortização da dívida, de cada 
ente da federação, para efeito de autorização de operações de 
crédito. 
c) aplicação aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa, 
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multa proporcional ao dano causado ao erário, comunicando a 
decisão ao Ministério Público. 
d) exame da regularidade e a avaliação da eficiência e a eficácia da 
gestão administrativa e dos resultados alcançados pelas empresas 
prestadoras de serviços públicos. 
e) realização, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do 
Senado Federal, inspeções e auditoria de natureza contábil, 
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nos órgãos e 
entidades da administração pública federal. 
 
4 (FCC/TRE-AP/2011) Uma das finalidades do Sistema de 
Controle Interno prevista na Constituição Federal é: 
a) apoiar o Ministério Público no exercício de sua missão institucional; 
b) auxiliar o Poder Legislativo no julgamento das contas prestadas 
anualmente pelo Presidente da República; 
c) avaliar o cumprimento das metas previstas no anexo de riscos 
fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias; 
d) apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional; 
e) apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da 
República, mediante parecer prévio, que deverá ser elaborado em 
sessenta dias a contar de seu recebimento. 
 
5 (FGV/SUDENE/2013) Quanto às avaliações da Auditoria 
Governamental, analise as afirmativas a seguir. 
I. Visa a comprovar a legalidade e a legitimidadedos atos dos 
administradores públicos e examinar os resultados quanto à 
economicidade, eficiência e eficácia da gestão orçamentária, 
financeira, patrimonial, de pessoal e demais sistemas 
administrativos e operacionais. 
II. Visa verificar a aplicação, por entidades de Direito Privado, dos 
recursos públicos e o cumprimento do objeto conveniado. 
III. Visa avaliar o resultado da aplicação das transferências de 
recursos concedidas pela União às entidades públicas e privadas, 
destinadas a cobrir despesas com a manutenção dessas entidades, 
de natureza autárquica ou não, e das entidades com ou sem fins 
lucrativos. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 
6 (FGV/TCE-BA/2013) Sobre auditoria governamental, analise 
as afirmativas a seguir. 
I. O exame da legitimidade é mais importante no tipo de auditoria 
de conformidade. 
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II. A auditoria de avaliação de programas de governo é adequada 
para avaliar os processos licitatórios de compras e serviços com a 
finalidade do cumprimento do projeto ou da atividade aprovada no 
orçamento. 
III. A forma mais adequada de auditoria governamental é a 
indireta integrada, por oferecer maior isenção ou neutralidade no 
parecer. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente a afirmativa III estiver correta. 
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 
7 (FGV/ALEMA-Contador/2013) A auditoria no setor público 
que objetiva “emitir opinião com vistas a certificar a regularidade 
das contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios 
ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na 
guarda ou administração de valores e outros bens” é classificada 
como 
a) avaliação de gestão. 
b) acompanhamento de gestão. 
c) contábil. 
d) operacional. 
e) especial. 
 
8 (FGV/SEFAZ-RJ-ACI/2011) No que diz respeito à auditoria 
do setor público, é INCORRETO afirmar que 
a) o método de amostragem é aplicado como forma de viabilizar a 
realização de ações de controle em situações em que o objeto alvo da 
ação se apresenta em grandes quantidades e/ou se distribui de maneira 
bastante pulverizada. A amostragem é, também, aplicada em função da 
necessidade de obtenção de informações em tempo hábil, em casos em 
que a ação, na sua totalidade, se torne impraticável. Tem como objetivo 
conhecer as características de interesse de uma determinada população a 
partir de uma parcela representativa. É um método utilizado quando se 
necessita obter informações sobre um ou mais aspectos de um grupo de 
elementos (população) considerado grande ou numeroso, observando 
apenas uma parte sua (amostra). As informações obtidas dessa parte 
somente poderão ser utilizadas de forma a concluir algo a respeito do 
grupo como um todo, caso ela seja representativa. 
b) existem casos em que não se recomenda a utilização de amostragem, 
tais como: (1) quando a população é considerada muito pequena, e a sua 
amostra fica relativamente pequena; (2) quando as características da 
população não são de fácil mensuração, mesmo que a população não seja 
pequena; e (3) quando não há necessidade de alta precisão. 
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c) a materialidade se refere ao montante de recursos orçamentários ou 
financeiros alocados por uma gestão, em um específico ponto de controle 
(unidade, sistema, área, processo, programa ou ação) objeto dos exames 
de auditoria ou fiscalização. Essa abordagem leva em consideração o 
caráter relativo dos valores envolvidos. 
d) a relevância significa a importância relativa ou papel desempenhado 
por uma determinada questão, situação ou unidade, existentes em um 
dado contexto. 
e) a criticidade representa o quadro de situações críticas efetivas ou 
potenciais a auditar ou fiscalizar, identificadas em uma determinada 
unidade ou programa. Trata-se da composição dos elementos referenciais 
de vulnerabilidade, das fraquezas, dos pontos de controle com riscos 
latentes, das trilhas de auditoria ou fiscalização. Deve-se levar em 
consideração o valor relativo de cada situação indesejada. A criticidade é, 
ainda, a condição imprópria, por ilegalidade, por ineficácia ou por 
ineficiência, de uma situação gestional. Expressa a não aderência 
normativa e os riscos potenciais a que estão sujeitos os recursos 
utilizados. Representa o perfil organizado, por área, dos pontos fracos de 
uma organização. 
 
9 (FGV/SEFAZ-RJ-ACI/2011) Em relação à auditoria do setor 
público, é INCORRETO afirmar que 
a) para o desenvolvimento das avaliações, a mensuração dos dados e das 
informações é realizada por meio de um conjunto de indicativos e 
indicadores que evidenciam o desenvolvimento da gestão. Para efeito das 
avaliações sobre os dados e informações, consideram-se os atributos de 
eficiência, eficácia, legalidade e economicidade da gestão. Os indicadores 
são informações obtidas com a aplicação de fórmulas que fornecem 
indícios de eficiência, eficácia, legalidade e economicidade de como são 
conduzidas as operações, por meio de uma interdependência entre as 
variáveis em questão. Nesse sentido, a economicidade expressa a 
variação positiva da relação custo/benefício, em que se busca a 
otimização dos resultados na escolha dos menores custos em relação aos 
maiores benefícios. Revela a atenção da gestão com o bom uso 
qualitativo dos recursos financeiros, por definição, escassos, desde a 
adequação da proposta orçamentária das metas a serem atingidas, 
passando pela coerência com respeito aos preços de mercado, o 
desenvolvimento de fontes alternativas de receita e a obtenção dos 
menores custos por produto gerado. 
b) a eficácia é o grau de atingimento das metas fixadas para um 
determinado objeto de uma ação em relação ao previsto, em um 
determinado período. 
c) a eficiência é a medida da relação entre os recursos efetivamente 
utilizados para a realização de uma meta, frente a padrões estabelecidos. 
Mede, então, a utilização dos recursos de que a unidade ou entidade 
dispõe para realizar um conjunto de ações e operações que visam a 
atingir um propósito de trabalho previamente programado. A eficiência 
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está associada ao uso dos recursos disponíveis em relação aos produtos e 
serviços finais elaborados. 
d) o servidor do sistema de controle interno deve documentar todos os 
elementos significativos dos exames realizados e evidenciar ter sido a 
atividade de controle executada de acordo com as normas aplicáveis. 
Devem, ainda, ter abrangência e grau de detalhe suficientes para 
propiciar o entendimento e o suporte da atividade de controle executada, 
compreendendo a documentação do planejamento, a natureza, 
oportunidade e extensão dos procedimentos, bem como o julgamento 
exercido e as conclusões alcançadas. 
e) no que tange à guarda, os papéis de trabalho deverão estar 
acondicionados em arquivos do tipo permanente e corrente. O arquivo 
corrente deve conter assuntos que forem de interesse para consulta 
sempre que se quiserem dados sobre o sistema, área ou unidade objeto 
de controle, sendo normalmente reutilizados em exercícios posteriores. 
 
10 (FGV/SEFAZ-RJ-ACI/2011) A finalidade básicada auditoria 
é comprovar a legalidade e legitimidade dos atos e fatos 
administrativos e avaliar os resultados alcançados, quanto aos 
aspectos de eficiência, eficácia e economicidade da gestão 
orçamentária, financeira, patrimonial, operacional, contábil e 
finalística das unidades e das entidades da Administração 
Pública, em todas as suas esferas de governo e níveis de poder, 
bem como a aplicação de recursos públicos por entidades de 
direito privado, quando legalmente autorizadas nesse sentido. 
Assim, é possível afirmar que, dependendo do enfoque, a 
auditoria se classifica em diferentes modalidades. Com base no 
exposto, é INCORRETO afirmar que a auditoria 
a) de avaliação da gestão objetiva emitir opinião com vistas a certificar a 
regularidade das contas, verificar a execução de contratos, acordos, 
convênios ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e 
na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela 
confiados, compreendendo, entre outros, os seguintes aspectos: exame 
das peças que instruem os processos de tomada ou prestação de contas; 
exame da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos; 
verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e 
contábil; verificação do cumprimento da legislação pertinente; e avaliação 
dos resultados operacionais e da execução dos programas de governo 
quanto à sua economicidade, eficiência e eficácia. 
b) de acompanhamento da gestão é realizada ao longo dos processos de 
gestão, com o objetivo de se atuar em tempo real sobre os atos efetivos e 
os efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade 
federal, evidenciando melhoras e economias existentes no processo ou 
prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional. 
c) contábil compreende o exame dos registros e documentos e a coleta de 
informações e confirmações, mediante procedimentos específicos, 
pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou 
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projeto. Objetiva obter elementos comprobatórios suficientes que 
permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com 
os Princípios Fundamentais de Contabilidade e se as demonstrações deles 
originárias refletem, adequadamente, em seus aspectos mais relevantes, 
a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período 
administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas. 
Tem por objeto, também, verificar a efetividade e a aplicação de recursos 
externos, oriundos de agentes financeiros e organismos internacionais, 
por unidades ou entidades públicas executoras de projetos celebrados 
com aqueles organismos, com vistas a emitir opinião sobre a adequação e 
fidedignidade das demonstrações financeiras. 
d) operacional consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos 
relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das unidades ou 
entidades da Administração Pública, programas de governo, projetos, 
atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião 
sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e 
economicidade, procurando auxiliar a administração na gerência e nos 
resultados, por meio de recomendações que visem a aprimorar os 
procedimentos, melhorar os controles e aumentar a responsabilidade 
gerencial, desde que o viés seja predominantemente contábil. Esse tipo 
de procedimento auditorial consiste numa atividade de assessoramento 
ao gestor público, com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos 
administrativos, sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto do 
setor público, atuando sobre a gestão, seus programas governamentais e 
sistemas informatizados. 
e) especial objetiva o exame de fatos ou situações consideradas 
relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas para 
atender determinação expressa de autoridade competente. Classificam-se 
nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não inseridos em outras classes 
de atividades. 
 
11 (FGV/SAD-PE/2009) O conjunto de procedimentos de 
auditoria aplicados com o objetivo avaliar o desempenho e a 
eficácia/efetividade das operações, dos sistemas de informação e 
dos métodos de administração, é denominado: 
a) auditoria especial. 
b) auditoria contábil. 
c) auditoria externa. 
d) auditoria operacional. 
e) auditoria estratégica operacional. 
 
12 (FGV/SAD-PE/2009) A auditoria que atua diretamente sobre 
a administração da coisa pública e no acompanhamento das 
ações e dos programas orçamentários empreendidos pelos 
órgãos e entidades, é conhecida como: 
a) auditoria de gestão. 
b) auditoria governamental. 
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c) auditoria operacional. 
d) auditoria de metas. 
e) auditoria interna de gestão. 
 
13 (FGV/SENADO/2008) O foco da auditoria de 
________________ é o processo de gestão nos seus múltiplos 
aspectos - de planejamento, de organização, de procedimentos 
operacionais e de acompanhamento gerencial, inclusive quanto 
aos seus resultados em termos de metas alcançadas. Assinale a 
alternativa que complete corretamente a lacuna acima. 
a) gestão 
b) avaliação de programas 
c) regularidade 
d) cumprimento 
e) desempenho operacional 
 
14 (Esaf/CGU/2012) Constitui uma atividade complementar do 
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal avaliar: 
a) a execução dos programas de governo; 
b) o cumprimento das metas do Plano Plurianual; 
c) a gestão dos administradores públicos federais; 
d) a aplicação de recursos públicos por entidades de Direito Privado; 
e) as unidades de auditoria interna das entidades da Administração 
Indireta Federal. 
 
15 (Esaf/CGU/2012) Nos termos da Constituição Federal, tanto 
o Congresso Nacional quanto os sistemas de controle interno de 
cada Poder podem exercer fiscalizações da seguinte ordem, 
exceto: 
a) contábil; 
b) ambiental; 
c) patrimonial; 
d) operacional; 
e) financeira. 
 
16 (Esaf/CGU/2012) O documento destinado a dar ciência 
ao gestor/administrador da área examinada, no decorrer dos 
exames, das impropriedades ou irregularidades constatadas no 
desenvolvimento dos trabalhos, é denominado: 
a) Certificado; 
b) Parecer de Auditoria; 
c) Nota; 
d) Registro das Constatações; 
e) Solicitação de Auditoria. 
 
17 (Esaf/CGU/2012) Nos casos em que o Órgão de 
Controle Interno, ao verificar as contas de algum responsável, 
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emite um Certificado de Irregularidade, é correto afirmar que o 
teor de tal documento: 
a) vincula a decisão a ser tomada pelo TCU; 
b) pode ser revisto, se o responsável ressarcir o dano ao erário; 
c) inabilita o responsável para o exercício de cargo em comissão; 
d) é suficiente para o início da cobrança executiva do débito; 
e) deve ser encaminhado ao Ministério Público 
Federal. 
 
18 (Esaf/CGU/2012) Uma auditoria qualquer, coordenada pelo 
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal com o 
auxílio de uma empresa privada de auditoria, deve ter sua forma 
de execução classificada como: 
a) centralizada; 
b) descentralizada; 
c) integrada; 
d) compartilhada; 
e) terceirizada. 
 
19 (Esaf/CGU/2012) Acerca das técnicas de controle, tal como 
apresentadas pelo Manual do Sistema de Controle Interno do 
Poder Executivo Federal, é correto afirmar que: 
a) a análise documental consiste no exame de processos, atos 
formalizados e documentos avulsos; 
b) a maior parte das técnicas de fiscalização é diferente das técnicas 
deauditoria; 
c) as principais técnicas previstas são a fiscalização, a auditoria e o 
monitoramento; 
d) a finalidade básica da auditoria é avaliar a execução dos 
programas de governo; 
e) a fiscalização é procedida mediante a realização de testes de 
observância e testes substantivos. 
 
20 (Esaf/ANA/2009) No Setor Público Federal, a auditoria 
executada por instituições privadas, ou seja, pelas 
denominadas empresas de auditoria externa, é classificada como: 
a) centralizada; 
b) descentralizada; 
c) integrada; 
d) terceirizada; 
e) compartilhada. 
 
21 (Esaf/ANA/2009) Assinale a opção que preenche 
corretamente a lacuna da seguinte frase: “No Setor Público 
Federal, a ________________________ objetiva o exame de 
fatos ou situações consideradas relevantes, de natureza 
incomum ou extraordinária, sendo realizada para atender 
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determinação expressa de autoridade competente.” 
a) Auditoria de Avaliação da Gestão 
b) Auditoria Contábil 
c) Auditoria Especial 
d) Auditoria Operacional 
e) Auditoria de Acompanhamento da Gestão 
 
22 (Esaf/CGU/2008) De acordo com a IN SFC/MF no 
001/2001, os controles internos administrat ivos 
implementados em uma organização devem possuir as 
seguintes características, exceto: 
a) prevalecer como instrumentos auxiliares de gestão; 
b) prioritariamente, ter caráter preventivo; 
c) estar direcionados para o atendimento a todos os níveis 
hierárquicos da administração; 
d) primar pela abordagem corretiva e, subsidiariamente, punitiva; 
e) permanentemente, estar voltados para a correção de eventuais 
desvios em relação aos parâmetros estabelecidos. 
 
23 (Esaf/CGU/2008) Segundo a IN SFC/MF no 001/2001, o 
procedimento que tem por objetivo avaliar as ações gerenciais e 
os procedimentos relacionados ao processo operacional, ou parte 
dele, das unidades ou entidades da administração pública 
federal, programas de governo, projetos, atividades, ou 
segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião sobre 
a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e 
economicidade, procurando auxiliar a administração na 
gerência e nos resultados, por meio de recomendações que visem 
aprimorar os procedimentos, melhorar os controles e aumentar a 
responsabilidade gerencial, classifica-se como: 
a) Auditoria de Avaliação da Gestão; 
b) Auditoria Contábil; 
c) Auditoria de Acompanhamento da Gestão; 
d) Auditoria Operacional; 
e) Auditoria 
Especial. 
 
24 (CESPE/Câmara dos Deputados/2014) A respeito dos tipos 
e modalidades de auditoria no setor público, julgue os itens a 
seguir. Um dos objetivos da auditoria contábil é emitir opinião 
acerca da adequação e da fidedignidade das demonstrações 
financeiras quanto à aplicação, por parte das entidades públicas 
executoras, de recursos externos oriundos de projetos 
celebrados com organismos internacionais. 
 
25 (FCC/TRT-12/2013) Uma auditoria realizada com o 
objetivo de examinar se os recursos estão sendo usados 
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eficientemente em um programa da área da saúde é 
denominada de auditoria: 
a) de conformidade. 
b) contábil. 
c) operacional. 
d) de regularidade. 
e) de legalidade. 
 
26 (FCC/TCE SP/2013) Para que os objetivos da auditoria 
governamental sejam atingidos, utilizam-se diversos tipos de 
auditoria no setor público. A auditoria: 
a) de gestão tem por objetivo verificar a eficácia e a eficiência das 
ações gerenciais e procedimentos operacionais das unidades 
auditadas. 
b) indireta é executada por servidores em exercício nos órgãos e 
unidades do Sistema de Controle Interno da entidade auditada. 
c) de acompanhamento de gestão tem por objetivo antecipar os 
trabalhos da auditoria de gestão, sendo realizada em tempo real ao 
longo do exercício. 
d) compartilhada não deve contar com o auxílio de órgãos e 
instituições privadas, de modo a garantir a lisura, o sigilo e a 
idoneidade das informações obtidas nos trabalhos. 
e) de desempenho tem por objetivo confirmar os valores 
apresentados pelas demonstrações contábeis da entidade auditada. 
 
27 (FGV/ASLEMA/2013) A auditoria no setor público que 
objetiva “emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das 
contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou 
ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na 
guarda ou administração de valores e outros bens” é classificada 
como: 
a) avaliação de gestão. 
b) acompanhamento de gestão. 
c) contábil. 
d) operacional. 
e) especial. 
 
28 (CESPE/CNJ/2013) A auditoria que tem como objetivo 
específico o melhoramento das operações examinadas, 
consubstanciada na análise da eficiência, eficácia e 
economicidade da ação administrativa, é denominada 
auditoria de gestão. 
 
29 (CESPE/MPE-PI/2012) A contratação de uma empresa 
privada de auditoria para a apuração de possível 
irregularidade no âmbito de determinada unidade 
administrativa caracteriza uma forma de fiscalização 
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denominada compartilhada, em que a responsabilidade pela 
execução do serviço é assumida conjuntamente pela 
administração e pela contratada. 
 
30 (CESPE/ANP/2013) A auditoria de acompanhamento de 
gestão é realizada ao longo do exercício financeiro em curso, com 
o objetivo de atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os 
efeitos potenciais positivos e negativos, com vistas a certificar a 
regularidade das contas. 
 
31 (CESPE/TCE-ES-ACE/2012) A auditoria coordenada pelo 
sistema de controle interno do Poder Executivo federal e, de 
forma auxiliar, pelos órgãos e(ou) instituições públicas ou 
privadas e classificada, quanto a forma de execução, como 
indireta e compartilhada. 
 
32 (CESPE/TCE-ES/2012) A Secretaria Federal de Controle, 
órgão central do sistema de controle interno do Poder 
Executivo federal, abrange, em sua área de atuação, todos os 
órgãos do Poder Executivo federal, realizando auditorias e 
fiscalizações. 
 
33 (CESPE/AFT/2013) O relatório de auditoria de recursos 
externos deve ser elaborado pelo organismo internacional 
contratante e encaminhado à Controladoria-Geral da União e às 
unidades setoriais e regionais do Sistema de Controle Interno. 
 
34 (CESPE/TCE-ES/2012) Com base nas normas de controle 
interno do Poder Executivo federal, julgue o item seguinte. 
Classifica-se como indireta e simplificada a auditoria 
executada em órgãos públicos pelas denominadas empresas de 
auditoria externa, contratadas quando o deslocamento de 
servidores em exercício no órgão central é considerado inviável. 
 
35 (FCC/Infraero/2011) A auditoria operacional efetuada pelo 
órgão de controle interno: 
a) tem por finalidade o exame de fatos ou situações consideradas 
relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas 
para atender determinação expressa de autoridade competente; 
b) compreende o exame dos registros e documentos e a coleta de 
informações e confirmações, mediante procedimentos específicos, 
pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou 
projeto; 
c) objetiva emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das 
contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes, 
a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou 
administração de valores e outros bens da entidade auditada ou a ela 
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confiados; 
d) consiste em avaliar as ações gerenciais das unidades ou entidades 
da administração pública, programas de governo, projetos, 
atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião 
sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e 
economicidade; 
e) tem por objetivo atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os 
efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade 
auditada, evidenciando melhorias e economias existentes no processo ou 
prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional. 
 
36 (Cespe/FUB/2011) Com relação aos aspectos que 
envolvem os sistemas de controle interno, julgue o item a seguir. 
O controle sobre as operações de crédito, avais e garantias é 
competência do controle interno, mas o cumprimento das metas 
previstas no plano plurianual (PPA) e nos orçamentos da União 
deve ser acompanhado exclusivamente pelo sistema de 
planejamento de orçamento. 
 
37 (Cespe/MPU/2010) Com respeito ao controle interno e ao 
externo e à prestação de contas no âmbito da União, julgue o 
item subsequente. A fiscalização contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos federais é 
da competência do Congresso Nacional, e é realizada mediante 
controle externo. Não cabe à Controladoria-Geral da União (CGU), 
por ser órgão de controle interno, realizar o mesmo tipo de 
fiscalização em um mesmo órgão quando esse trabalho estiver 
sendo feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU). 
 
38 (FCC/TJ-RJ/2012) De acordo com a Constituição Federal 
de 1988, NÃO constitui finalidade do sistema de controle interno 
integrado entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário: 
a) avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a 
execução dos programas de governo e dos orçamentos da União; 
b) apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional; 
c) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, 
bem como dos direitos e haveres da União; 
d) comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e 
eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos 
órgãos e entidades da administração federal; 
e) julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por 
dinheiro, bens e valores públicos da administração direta e indireta. 
 
39 (Cesgranrio/SEPLAG-SSA/2011) Constituem objeto do 
exame de auditoria governamental, EXCETO: 
a) a execução dos planos, programas, projetos e atividades que 
envolvem recursos públicos; 
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b) os contratos firmados por gestores públicos com entidades 
privadas para prestação de serviços, execução de obras e 
fornecimento de materiais; 
c) os contratos firmados entre entidades privadas em negócios em 
que não há participação de entes públicos; 
d) os instrumentos e sistemas de guarda e conservação dos bens e 
do patrimônio sob responsabilidade das unidades da administração 
direta e entidades supervisionadas; 
e) os sistemas administrativos e operacionais de controle interno 
utilizados na gestão orçamentária, financeira e patrimonial de órgãos 
públicos. 
 
40 (FCC/Infraero/2011) Segundo o Manual do Sistema de 
Controle Interno, aprovado pela Instrução Normativa no 
1/2002 da Secretaria Federal de Controle Interno, é 
INCORRETO afirmar: 
a) o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal tem 
como finalidade, dentre outras, a de exercer o controle das operações de 
crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União; 
b) o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal tem 
como atividade essencial, dentre outras, a avaliação do cumprimento das 
metas do Plano Plurianual que visa a comprovar a conformidade da sua 
execução; 
c) a Prestação de Contas Anual do Presidente da República, a ser 
encaminhada ao Congresso Nacional, será elaborada pela Secretaria 
Federal de Controle Interno do Ministério da Fazenda, conforme previsto 
no inciso VIII, do artigo 11, do Decreto no 3.591, de 6 de setembro de 
2000; 
d) a Tomada de Contas Especial/TCE é um processo administrativo, 
instaurado quando se configurar omissão no dever de prestar contas, a 
não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União, a 
ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiro, bens e valores públicos; 
e) somente os órgãos da Administração Direta serão fiscalizados pelo 
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, sendo os 
demais objeto de fiscalização pelo Tribunal de Contas da União. 
 
41 (FCC/MPE-RN/2012) O objetivo geral dos controles 
internos administrativos é evitar a ocorrênciade 
impropriedades e irregularidades, por meio dos princípios e 
instrumentos próprios. Em relação aos objetivos específicos a 
serem atingidos, NÃO representa um destes objetivos: 
a) salvaguardar os ativos financeiros e físicos quanto à sua boa e 
regular utilização e assegurar a legitimidade do passivo; 
b) observar as normas legais, instruções normativas, estatutos e 
regimentos; 
c) evitar o cometimento de erros, desperdícios, abusos, práticas 
antieconômicas e fraudes; 
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d) assegurar a aderência das atividades às diretrizes, planos, normas 
e procedimentos da unidade/entidade; 
e) definir o controle como um instrumento de correção dos atos de 
gestão do administrador público. 
 
42 (FCC/TRE-PR/2012) A técnica de auditoria governamental 
que consiste no cotejamento de informações obtidas de fontes 
independentes, autônomas e distintas, é denominada: 
a) corte das operações; 
b) exame dos registros; 
c) confirmação externa; 
d) correlação das informações obtidas; 
e) análise documental. 
 
43 (FCC/TRE-PR/2012) O documento que representa a 
opinião do Sistema de Controle Interno sobre a exatidão e 
regularidade, ou não, da gestão e da adequação, ou não, das 
peças examinadas é denominado, na Instrução Normativa da 
Secretaria Federal de Controle Interno no 1/2001: 
a) Relatório; 
b) Certificado; 
c) Registro das Constatações; 
d) Nota; 
e) Parecer Técnico. 
 
44 (FCC/TRE-PR/2012) De acordo com a Instrução Normativa 
da Secretaria Federal de Controle Interno no 1/2001, a auditoria 
que é executada exclusivamente por servidores em exercício no 
órgão central ou nos órgãos setoriais do Sistema de Controle 
Interno da União é denominada auditoria: 
a) indireta descentralizada; 
b) direta integrada; 
c) direta compartilhada; 
d) simplificada; 
e) direta 
centralizada. 
 
45 (FCC/TRT-23/2011) Uma das variáveis básicas utilizadas 
em todas as fases do processo de planificação dos trabalhos de 
controle refere-se ao montante de recursos orçamentários ou 
financeiros alocados por uma gestão e que é objeto de exames 
de auditoria e fiscalização. Essa variável é denominada: 
a) economicidade; 
b) criticidade; 
c) materialidade; 
d) confiabilidade; 
e) tempestividade. 
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46 (FCC/MPE-PE/2012) O tipo de auditoria do setor 
governamental que tem por objetivo emitir opinião com vistas a 
certificar a regularidade das contas, verificar a execução de 
contratos, acordos, convênios ou ajustes, a probidade na 
aplicação do dinheiro público e na guarda ou administração de 
valores e outros bens da União ou a ela confiados, é denominada 
auditoria: 
a) operacional; 
b) especial; 
c) descentralizada; 
d) de avaliação de gestão; 
e) plena. 
 
47 (FCC/MPE-RN/2012) As atividades a cargo do Sistema de 
Controle Interno são exercidas mediante a utilização de técnicas 
própriasde trabalho. Consoante a Instrução Normativa 
SFC/MF no 01/2001, as técnicas de controle são: 
a) Auditoria e Inspeção; 
b) Inspeção e Fiscalização; 
c) Auditoria, Acompanhamento e Monitoramento; 
d) Auditoria e Fiscalização; 
e) Auditoria de Gestão de Recursos e Avaliação dos Programas de 
Governo. 
 
48 (FCC/TRE-SP/2012) Na auditoria governamental, os testes 
que têm por objetivo certificar uma segurança razoável de que os 
procedimentos de controle interno estabelecidos pela 
Administração estão em efetivo funcionamento e estão sendo 
cumpridos corretamente são denominados testes: 
a) substantivos; 
b) de revisão analítica; 
c) de observância; 
d) de detalhes; 
e) de inspeção. 
 
49 (FCC/TCE-SP/2012) Na auditoria da administração pública, 
os testes realizados com o objetivo de obter evidências quanto à 
suficiência, exatidão e validação dos dados produzidos pelo 
sistema contábil e administrativo do ente público são 
denominados testes: 
a) de observância; 
b) substantivos; 
c) de aderência; 
d) amostrais estratificados; 
e) operacionais. 
 
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50 (FCC/TCE-SP/2012) O tipo de auditoria governamental que 
consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos 
relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das 
unidades ou entidades da administração pública federal, 
programas de governo, projetos, atividades, ou segmentos 
destes, com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão 
quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, 
procurando auxiliar a administração na gerência e nos 
resultados, por meio de recomendações, que visem aprimorar os 
procedimentos, melhorar os controles e aumentar a 
responsabilidade gerencial é denominada auditoria: 
a) de acompanhamento de gestão; 
b) especial; 
c) contábil; 
d) operacional; 
e) de avaliação de gestão. 
 
 
 
 
Gabarito: 
 
 
1 – C 
2 – C 
3 – A 
4 – D 
5 – B 
6 – A 
7 – A 
8 – B 
9 – E 
10 – D 
11 – D 
12 – B 
13 – E 
14 – E 
15 – B 
16 – C 
17 – E 
18 – D 
19 – A 
20 – D 
21 – C 
22 – D 
23 – D 
24 – C 
25 – C 
26 – C 
27 – A 
28 – E 
29 – E 
30 – E 
31 – C 
32 – E 
33 – E 
34 – E 
35 – D 
36 – E 
37 – E 
38 – E 
39 – C 
40 – E 
41 – E 
42 – D 
43 – B 
44 – E 
45 – C 
46 – D 
47 – D 
48 – C 
49 – B 
50 – D
 
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Referências utilizadas na elaboração das aulas 
 
ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e 
completo. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5. ed. São Paulo: 
Atlas, 2010. 
 
 . Auditoria Interna. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009. 
 
BRITO, Claudenir e FONTENELLE, Rodrigo. Auditoria privada e 
governamental: teoria de forma objetiva e mais de 400 questões 
comentadas. 2. ed. Niterói: Impetus, 2015. 
 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Normas Brasileiras de 
Contabilidade. 
 
CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 6. ed. 
São Paulo: Atlas, 2010. 
 
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 30. ed. São 
Paulo: Malheiros, 2005. 
 
WANDERLEY, Carlos Alexandre Nascimento. Auditoria: teoria e 
questões. 1. ed. Rio de Janeiro: Ferreira, 2011.

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