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Fernanda Carvalho, 3º semestre – TUT 04 
 
PSICOPATOLOGIA 
VONTADE 
A vontade, ou volição, é uma dimensão 
complexa da vida mental, relacionada 
intimamente com as esferas instintiva, afetiva 
e intelectiva (que envolve avaliar, julgar, 
analisar, decidir), bem como com o conjunto 
de valores, princípios, hábitos e normas éticas 
socioculturais do indivíduo. 
 
Livre arbítrio x determinismo: 
Para a corrente filosófica denominada 
existencialismo, o conflito entre livre-arbítrio 
(tenho liberdade para decidir como agir) e 
determinismo (são fatores externos a mim que 
determinam o que faço) é uma das questões 
mais fundamentais para o ser humano. É a 
questão da liberdade e da responsabilidade 
de decidir que destino tomar perante as 
contingências da vida, que nos arrastam de 
um lado para outro. 
 
Instinto ou pulsão x razão (o que 
determina à vontade?): 
O instinto é definido como um modo 
relativamente organizado, fixo e mais ou 
menos complexo de resposta 
comportamental padronizada de 
determinada espécie, a qual, por meio dela, 
pode sobreviver melhor em seu ambiente 
natural. Geralmente envolve um conjunto de 
respostas e comportamentos herdados que 
serve à adaptação do organismo (p. ex., as 
reações e os comportamentos associados a 
fome e sede, os instintos de sobrevivência e 
aqueles relacionados a sexo e reprodução). 
Na psicanálise, em contraposição à noção 
inteiramente biológica de instinto, define-se 
pulsão como um conjunto de elementos 
inatos, inconscientes, de origem 
parcialmente biológica e parcialmente 
psicológica, que movem o sujeito em direção 
à vida ou à morte (p. ex., a pulsão sexual e a 
pulsão de morte). 
 
Desejo e inclinação: 
O desejo é um querer, um anseio, um apetite, 
de natureza consciente ou inconsciente, que 
visa sempre algo, que busca sempre sua 
satisfação. Os desejos diferenciam-se das 
necessidades, pois estas são fixas e inatas, 
independentes da história individual e 
cultural, enquanto os desejos são móveis, 
moldados e transformados social e 
historicamente. 
A inclinação, por sua vez, é a tendência a 
desejar, buscar, gostar, etc., intimamente 
relacionada à personalidade do indivíduo, 
duradoura e estável, que inclui aspectos 
tanto afetivos como volitivos. Trata-se de algo 
constitutivo do indivíduo e é, em certa 
proporção, de natureza genética. 
 
Para exercer à vontade é preciso que 
possamos fazer: avaliação, julgamento e 
análise, para tomar decisão. Isso é feito 
baseado no nosso conjunto de valores, 
princípios, hábitos e normas. 
 
Ato Volitivo ou ato de vontade: 
Para o psicopatólogo brasileiro Augusto Luiz 
Nobre de Melo (1909-1984), o ato volitivo é 
traduzido pelas expressões típicas do “eu 
quero” ou do “eu não quero”, que 
caracterizariam a vontade humana sensu 
stricto. Distinguem se também os motivos, ou 
razões intelectuais que influem sobre o ato 
volitivo, dos móveis, ou influências afetivas 
atrativas ou repulsivas que pressionam a 
decisão volitiva para um lado ou para outro 
(Nobre de Melo, 1979). 
 
O ato volitivo se dá, de forma geral, como um 
processo, o chamado processo volitivo, no 
qual se distinguem quatro etapas ou 
momentos fundamentais e, em geral, 
cronologicamente seguidos. São elas: 
 
1. A fase de intenção ou propósito, na qual 
se esboçam as tendências básicas do 
indivíduo, suas inclinações e interesses. 
Nesse momento, impulsos, desejos e 
temores inconscientes exercem influência 
decisiva sobre o ato volitivo, muitas vezes 
imperceptíveis para o próprio indivíduo. 
(Etapa afetivo-cognitiva); 
 Fernanda Carvalho, 3º semestre – TUT 04 
 
2. A fase de deliberação, que diz respeito à 
ponderação consciente, levandose em 
conta tanto os motivos como os móveis 
implicados no ato volitivo. O indivíduo faz 
uma análise básica do que seria positivo 
ou negativo,favorável ou desfavorável, 
benéfico ou maléfico em sua decisão. É 
um momento de apreciação, 
consideração dos vários aspectos e das 
implicações de determinada decisão. 
(Etapa cognitivo-afetiva); 
 
3. A fase de decisão propriamente dita é o 
momento culminante do processo volitivo, 
instante que demarca o começo da 
ação, no qual os móveis e os motivos 
vencidos dão lugar aos vencedores; 
 
4. A fase de execução constitui a etapa final 
do processo volitivo, na qual os atos 
psicomotores simples e complexos, 
decorrentes da decisão, são postos em 
funcionamento, a fim de realizar e 
consumar aquilo que mentalmente foi 
decidido e aprovado pelo indivíduo. 
(Etapa psicomotora); 
 
 
Pragmatismo: 
 
Pragmatismo é a capacidade de exceder 
plenamente o ato volitivo, envolve além das 
funções psíquicas a nossa psicomotricidade. 
Apragmatismo (contrário de pragmático), 
alterações dos impulsos. 
 
Alterações da vontade: 
 Influencia ou delírio de influência: a 
pessoa se sete influenciada por algo 
externo; 
 Hipobulia/Abulia: Pacientes com 
hipobulia/abulia apresentam diminuição 
ou até abolição da volição. O indivíduo 
refere que “não tem vontade para nada”, 
sente-se muito desanimado, sem forças, 
sem energia. Geralmente, a 
hipobulia/abulia encontra-se associada à 
apatia, à fadiga fácil e à dificuldade de 
decisão, tão típicas dos pacientes com 
depressão grave. 
 Apatia (indiferença afetiva): a primeira 
etapa do desejo fica prejudicada e não 
acontece as demais. 
 Atos impulsivos: 
Em contraposição à ação voluntária, há os 
atos impulsivos, que são uma espécie de 
curto circuito do ato voluntário, um salto da 
fase de intenção à fase de execução. O ato 
impulsivo abole abruptamente as fases de 
deliberação e decisão, em função tanto da 
intensidade dos desejos ou temores 
(conscientes ou inconscientes) como da 
fragilidade das instâncias psíquicas 
implicadas na reflexão, na análise, na 
ponderação e na contenção dos impulsos e 
dos desejos. 
Os atos impulsivos apresentam as seguintes 
características: 
1. São realizados sem fase prévia de 
deliberação e decisão; 
2. São realizados, de modo geral, de forma 
egossintônica, ou seja, o indivíduo não 
percebe tal ato como inadequado, não 
tenta evitá-lo ou adiá-lo. O ato impulsivo 
frequentemente não é contrário aos 
valores morais e, sobretudo, aos desejos 
de quem o pratica. 
3. São geralmente associados a impulsos 
patológicos, de natureza inconsciente, ou 
à incapacidade de tolerância à 
frustração e à necessária adaptação à 
realidade objetiva. Da mesma forma, o 
indivíduo dominado pelo ato impulsivo 
tende a desconsiderar os desejos e as 
necessidades das outras pessoas. 
 
Tipos de impulsos ou compulsões patológicas: 
 
o Autolimitação (impulso ou compulsão 
seguido de comportamento de autolesão 
voluntária), frangofilia (impulso patológico 
de destruir os objetos que circundam o 
indivíduo), piromania (condição de atear 
fogo nas coisas); 
o Impulsos ou compulsões relacionados à 
ingestão de substâncias ou alimentos: 
Dipsomania (pessoa não é dependente 
de álcool, mas ao iniciar não para), 
potomania (relacionado com água, bebe 
muita quantidade sem que haja sede 
exagerada, e não gera distúrbio 
eletrolítico), transtornos alimentares 
(anorexia, bulimia e compulsão alimentar 
com ou sem obesidade); 
o Atos e compulsões relacionados ao 
desejo e ao comportamento sexuais: 
pedofilia, gerontofilia, exibicionismo, 
voyeurismo, fetichismo, sadismo e 
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masoquismo, zoofilia, ninfomania, satiríase, 
etc.); 
o Outros impulsos e compulsões: 
cleptomania ou roubo patológico, Jogo 
patológico, compulsão por compras, 
compulsão e dependência de internet 
e/ou videogames. 
 Negativismo:encontrado em quadro 
psicótico grave e às vezes em depressão 
grave. A pessoa nega o mundo externo, 
não responde a perguntas, não se move; 
fechamento dos olhos voluntário, recusa 
alimentar e hídrica (em alguns casos 
precisa de internamento); 
 Obediência automática: é o oposto do 
negativismo. A pessoa obedece a 
estímulos como se fosse uma máquina. Há 
profunda alteração do processo e da 
atividade volitivos, e o paciente perde a 
autonomia e a capacidade de conduzir 
seus atos volitivos; 
 Fenômenos em eco: ecopraxia (quando a 
pessoa imita tudo que a outra pessoa faz, 
como um espelho) e ecolalia (repetição 
das últimas palavras ou sílabas de quem 
está falando); 
 Estereotipias (repetições automáticas e 
uniformes de determinado ato motor 
complexo, com marcante perda de 
controle voluntário sobre a esfera motora 
e maneirismos (um tipo de estereotipia 
motora caracterizado por movimentos 
bizarros e repetitivos, geralmente 
complexos, que parecem buscar certo 
objetivo, mesmo que esdrúxulo), 
catatepsia (pessoa fica imóvel em 
posições não comuns). Flexibilidade 
cérea (imóvel como se fosse um boneco, 
mesmo que você mude ela de posição); 
 Alterações da psicomotricidade: 
Agitação psicomotora (aceleração e 
exaltação de a toda atividade motora do 
indivíduo) / lentificação (lentificação de 
toda a atividade pqsíquica – 
bradipsiquismo) /inibição. 
 
Conversão motora: 
 
Quadro que não possui nenhuma causa 
clínica, o que se tem é um conflito 
inconsciente que se traduz em termos de 
alteração de movimento. A conversão 
motora (paralisias, contraturas conversivas, 
ataxias psicogênicas, etc.) ocorre geralmente 
em situação estressante, de ameaça ou 
conflito intrapsíquico ou interpessoal 
significativo para o indivíduo (Harvey et al., 
2006). 
Segundo a teoria psicanalítica, a conversão 
expressa a representação simbólica de um 
conflito psíquico em termos de manifestações 
motoras (ou sensoriais). A conversão ocorre 
sobretudo na histeria e em pessoas com 
tendência a viver no corpo seus conflitos 
interpessoais e mentais. 
 
Principais campos que precisa avaliar 
a vontade além das alterações já 
descritas acima: 
 Artigo 26 do código penal: 
Artigo fala que para uma pessoa ser 
considerável imputável em ralação a um 
ilícito, ela precisa atender 2 critérios: 
o Saber diferenciar certo e errado e saber se 
determinar de acordo; 
o Imputabilidade (a pessoa cometeu um 
crime, mas ele será condenado? A pessoa 
não possui controle dos seus atos) X 
inimputabilidade; 
o Avaliação de risco de suicídio; 
o Ataraxia: ascetas imperturbabilidade. 
 
INTELIGÊNCIA: 
A inteligência é o conjunto das habilidades 
cognitivas da pessoa, a resultante, o vetor 
final dos diferentes processos intelectivos. Tais 
habilidades permitem ao indivíduo identificar 
e resolver problemas novos, reconhecer 
adequadamente as situações cambiantes 
da vida e encontrar soluções, as mais 
satisfatórias possíveis para si e para o 
ambiente, respondendo às exigências de 
adaptação às demandas do dia a dia. 
 
As principais habilidades reunidas no 
construto inteligência são: raciocínio, 
planejamento, resolução de problemas, 
abstração, categorização, compreensão de 
ideias complexas, aprendizagem eficaz e 
aprendizagem a partir da experiência. A 
inteligência reflete capacidade abrangente 
do indivíduo para compreender o mundo ao 
seu redor e lhe permite lidar de forma mais ou 
 Fernanda Carvalho, 3º semestre – TUT 04 
 
menos eficiente com suas demandas (AAMR, 
2006). 
 
Segundo W. Stern, inteligência é a 
capacidade de adaptar-se a novas situações 
mediante o emprego dos meios ideativos. 
Pode ser decomposta em diversas funções 
mais ou menos autônomas: lógico-
matemática, linguística, espacial, musical, 
também a capacidade de domínio corporal-
cinestésica. 
 
Alterações: 
Oligofrenias (retardo ou parada no 
neurodesenvolvimento), demências (pessoa 
possui neurodesenvolvimento normal, mas a 
partir de um determinado momento da 
pessoa adulta, ela começa a ter múltiplas 
perdas). 
O prejuízo intelectual nas DIs (deficiências 
intelectuais) implica dificuldade significativa 
ou impossibilidade em áreas como juízos e 
raciocínios, solução de problemas, 
planejamento, pensamento abstrato, 
capacidade de aprendizagem na escola e 
aprendizagem por experiência. Tais prejuízos 
devem ser, sempre que possível, confirmados 
por testes de inteligência devidamente 
padronizados, validados para o idioma e a 
cultura do indivíduo e aplicados e 
interpretados de forma individualizada. 
É expresso pelas dificuldades significativas ou 
impossibilidade da pessoa em ter uma vida 
independente e autônoma, com as 
responsabilidades sociais concernentes, 
considerando os padrões da sociedade e da 
cultura na qual vive. Indivíduos com DI 
necessitam de apoio, geralmente 
continuado, em diferentes níveis. 
 
 
Diagnóstico: 
 
O diagnóstico de DI só pode ser realizado de 
forma confiável a partir dos 5 anos de idade; 
antes disso, deve-se diagnosticar os atrasos 
na progressão cognitiva da criança; não é 
possível concluir que já existe DI. 
 
A DI no adulto caracteriza-se pela presença 
de inúmeras limitações em áreas como 
linguagem e comunicação, autocuidado 
(saúde, higiene e segurança), habilidades em 
alcançar as expectativas de seu grupo 
cultural, capacidade de utilização dos 
recursos comunitários e capacidade 
adaptativa básica na escola, trabalho e/ou 
lazer. 
 
Dessa forma, o diagnóstico de DI exige, além 
de desempenho inferior a 70 em testes 
individuais de QI, padronizados e validados 
para o grupo cultural do indivíduo, a 
identificação de um padrão de dificuldades 
significativas e/ou incapacidades para a 
adaptação e baixos rendimentos cognitivos 
na vida diária. 
*As grandes alterações da inteligência estão 
classificadas entre os déficits. 
 
Piaget descreveu quatro estágios do 
desenvolvimento. Para ele, cada fase do 
desenvolvimento da inteligência deve ser 
considerada como formada por estruturas 
mentais e comportamentais distintas em 
quantidade e qualidade. Tais estruturas 
desenvolvem-se progressivamente ao longo 
da vida da criança, uma se sucedendo a 
outra, enriquecendo de forma gradativa a 
cognição do indivíduo, conforme descrito a 
seguir. 
 
Período sensório-motor: 
 
Ocorre nos dois primeiros anos de vida. Nesse 
período, as estruturas mentais restringem-se 
ao domínio dos objetos concretos, das 
percepções e atos concretos. Na fase inicial, 
predominam os atos reflexos congênitos, e 
surgem gradativamente os primeiros hábitos 
motores, os primeiros esquemas perceptivos 
organizados e os afetos diferenciados. 
 
Período pré-operatório: 
 
Ocorre entre os 2 e os 7 anos de vida, quando 
são processados e desenvolvidos o domínio 
dos símbolos, a linguagem, os sentimentos 
interpessoais e as relações sociais. O brincar 
passa a ser um dos principais instrumentos do 
desenvolvimento cognitivo da criança. 
 
 
 
 
 Fernanda Carvalho, 3º semestre – TUT 04 
 
Período operatório-concreto: 
 
Entre os 7 e os 12 anos de idade, a criança 
aprende a dominar cabalmente as classes, 
as relações e os números, assim como a 
raciocinar sobre eles. É o início do 
pensamento lógico, denominado por Piaget 
como “operações intelectuais concretas”. A 
socialização desenvolve-se plenamente por 
meio da escola ou fora dela, surgindo o 
sentido de cooperação social. A 
operatividade, marca do período operatório-
concreto, é caracterizada pela possibilidade 
de a criança agir seguindo uma lógica, em 
função das implicações e consequências de 
suasideias e pensamentos. 
 
Período operatório-formal: 
 
Dos 12 aos 16 anos, o adolescente se envolve 
com o domínio do pensamento plenamente 
abstrato, com os sistemas simbólicos e as 
categorias abstratas mais gerais, com o 
funcionamento mental e cognitivo do 
“mundo adulto” (ideias e sistemas de ideias 
como um sistema de valores éticos, o sistema 
democrático, os sistemas filosóficos, etc.). 
 
QI e testes de avaliação da 
inteligência: 
A avaliação da inteligência deve buscar 
identificar um padrão geral de rendimento 
intelectual, não se fixando apenas em, ou 
supervalorizando, áreas específicas da 
inteligência. A interpretação dos resultados 
de testes de QI deve ser feita com cautela e 
flexibilidade; o teste deve ser considerado um 
guia, um indicativo, e não algo absoluto. 
 
É interessante notar que Wechsler (1943) 
chegou à conclusão de que as escalas de 
inteligência (inclusive as suas) não captavam 
muitas das capacidades fundamentais de 
uma pessoa para a vida real; ele também 
acreditava que, nos testes de inteligência, 
outros aspectos eram muito importantes para 
os resultados. Para ele, fatores afetivos e 
emocionais, assim como aqueles 
relacionados à vontade e aos desejos, tinham 
grande importância nas habilidades gerais de 
uma pessoa, inclusive nos domínios 
cognitivos. Essa área vislumbrada por 
Wechsle (1943) atualmente vem sendo 
estudada por meio do construto cognição 
social (abordado na segunda parte deste 
capítulo). 
 
Atualmente, os testes de inteligência mais 
bem conhecidos, estudados e utilizados 
internacionalmente são a Escala de 
Inteligência de Stanford-Binet e os testes 
inicialmente desenvolvidos por Wechsler, em 
suas várias edições revisadas (WISC, WAIS e 
WASI). 
 
*Testes validados, como o de Wechsler: 
cuidado com a adaptação à cultura e nível 
de instrução. 
Escala de Inteligência Wechsler Abreviada 
(WASI-II). Segunda edição (Wechsler, 1999; 
2011): Composto de 4 subescalas das escalas 
de Wechsler: vocabulário, cubos (análise de 
estímulos visuais abstratos), raciocínio 
matricial e semelhanças. A partir dessas 
subescalas, estima-se a inteligência geral. 
Duração de cerca de 30 minutos. 
 
Pessoas entre 6 e 89 anos. Para uso clínico e 
educacional. Propriedades psicométricas 
muito boas. É considerado, por muitos, o 
melhor teste de inferência da inteligência. 
 
Traduzida para o português e validada no 
Brasil. 
 
Na avaliação são listados assuntos 
como: 
 Escolaridade – quantos anos? Quantas 
repetições?; 
 Compreensão de provérbios; 
 Alfabetização; 
 Atividades da vida diária; 
 Saber lidar com o dinheiro; 
 Capacidade de realização de operações 
matemáticas simples: +, -, x, % (da 
operação mais simples para a mais 
complexa). 
 
 
 
 
 
 Fernanda Carvalho, 3º semestre – TUT 04 
 
PSIU!! OS TÓPICOS A SEGUIR FORAM 
COLOCADOS PORQUE ESTAVAM NESSA AULA, 
PORÉM, JÁ ESTÃO TODOS DETALHADOS NO 
RESUMO DE ATENÇÃO!! 
 
ATENÇÃO: 
 Tenacidade: capacidade de fixar a 
atenção; 
 Vigilância: capacidade de mudança de 
foco; 
 Hiperprosexia; 
 Hipoprosexia; 
 Aprosexia. 
 
Distração: hiperconcentração sobre um 
objeto com inibição do restante. 
Distraibilidade: 
 Patológica; 
 Instabilidade marcante; 
 Mobilidade acentuada da atenção 
voluntária; 
 Dificuldade ou incapacidade de fixar ou 
manter a atenção em atividade 
produtiva; 
 Atenção facilmente desviável. 
 
Alerta cortical: Sistema Ativador Reticular 
Ascendente (SARA); 
Subtipos da atenção: 
 Atenção localizada ou seletiva 
(concentração); 
 Atenção sustentada; 
 Atenção alternada; 
 Atenção dividida; 
Hábito x sensibilização. 
Avaliação da atenção: 
Exame quantitativo: 
 Grau de interação e cooperação; 
 Orientação temporal; 
 Orientação espacial; 
 Orientação pessoal. 
Exame qualitativo: 
 Tarefas simples: meses do ano em ordem 
inversa, cálculos mentais, extensão de 
dígitos (aumentar até que haja duas 
falhas seguidas), soletrar palavras em 
ordem inversa.

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