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ED Amebíase – Parasitologia – 2019 1) Identifique a legenda da figura abaixo e, em seguida, responda ao que é perguntado: (1) Cisto maduro (forma infectante); (2) Encistação; (3) Liberação de trofozoítos; (4) Os trofozoítos se multiplicam por divisão binária e produzem cistos e os dois estágios são passados nas fezes; [A] Lúmen intestinal (colonização não invasiva); [B] Mucosa intestinal (doença intestinal); [C] Locais extra-intestinais, como fígado, cérebro e pulmão (doença extra-intestinal); a) Qual é a forma de contágio da amebíase? A amebíase é contraída pela ingestão de cistos maduros, através de alimentos, água ou mãos contaminadas por dejetos humanos contendo os cistos. b) Descreva a participação de vetores mecânicos neste ciclo: Alimentos também podem ser contaminados por cistos veiculados nas patas de baratas e moscas (esses também são capazes de regurgitar cistos anteriormente ingeridos). c) Qual é o estágio evolutivo infectante na amebíase? O estágio evolutivo infectante é o cisto maduro. d) Quais são os estágios evolutivos identificados para diagnóstico parasitológico? O exame de fezes é o mais usado, onde é possível identificar trofozoítos e cistos. A utilização de fezes liquefeitas após o uso de purgativos é freqüente e aumenta a positividade dos exames, entretanto o diagnóstico diferencial entre os trofozoítos é um pouco dificultado. Já nas fezes formadas ou normais, o diagnóstico é feito pelo encontro dos cistos, utilizando técnicas de concentração. 2) Descreva como as moléculas abaixo estão envolvidas no mecanismo de patogenicidade da amebíase: a) Lectinas: Estão contidas na superfície das amebas, e auxiliadas por formações filopódicas, na qual fornece uma forte adesão na célula que será lesada, seguida pela fagocitose. b) Amebáporo: São usadas para lesionar tecidos, induzindo a apoptose e lise osmótica da célula alvo. c) Cisteínoproteinase: São enzimas efetoras na lesão tecidual. 3) Explique a diferença entre Entamoeba histolytica e Entamoeba díspar: Estudos realizados recentemente sugerem que a Entamoeba díspar seja mais frequente em pessoas assintomáticas, já a Entamoeba histolytica em pessoa que possuem alterações intestinais e extraintestinais. 4) Cite os principais sintomas da amebíase intestinal e da amebíase extraintestinal: Na amebíase intestinal pode ocorrer de duas formas: a forma diarréica, que se manifesta por duas a quatro evacuações, diarréicas ou não, por dia, com fezes moles ou pastosas, às vezes contendo muco, além de desconforto abdominal ou cólicas; e a forma disentérica, onde a disenteria aparece mais frequentemente de modo agudo, acompanhada de muco e sangue, cólicas intensas, tenesmo, náuseas, vômitos, podendo também haver calafrio e febre. Em seus casos mais graves, ocorrem inúmeras evacuações mucossanguinolentas, febre elevada e persistente, prostração, dor abdominal e grave desidratação, além de distensão abdominal e hepatomegalia. Já na amebíase extraintestinal é comum encontrar abscesso amebiano no fígado (amebíase hepática), associados à dor no quadrante superior direito do abdômen, febre, com calafrio ou não, além de anorexia, perda de peso e hepatomegalia, além da amebíase cutânea. 5) Como se diagnostica a amebíase intestinal e a amebíase extraintestinal? Pode ser diagnosticado através da retossigmiodoscopia com o exame imediato do material coletado. Além disso, no abscesso hepático, na amebíase extraintestinal, é possível também através de raios X, cintilografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada, onde mostra claramente a localização, o número e a evolução do abscesso. 6) Cite 5 profilaxias efetivas contra a amebíase: Higiene individual entre evacuações e refeições, como lavar bem as mão e manter as unhas bem cortadas, lavar frutas e verduras antes de serem ingeridas cruas, educação sanitária, saneamento básico e controle de vetores mecânicos.