Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Disciplina: Análises Bioquímicas 
Análises Bioquímicas 
Módulo 1 
 
Prof. Wallace Pacienza Lima, PhD. 
wallaceplima@hotmail.com 
wallaceplima@unigranrio.edu.br 
 
Wallacepacienza 
 
 
Wallace Pacienza Lima 
Função Renal 
2 
AVALIAÇÃO LABORATORIAL DA FUNÇÃO RENAL 
O exame de urina proporciona ao clinico informações preciosas 
sobre patologia renal e do trato urinário. 
 
Simplicidade, baixo custo e facilidade na obtenção da amostra 
para análise. 
 
O exame de urina compreende em exame físico, exame 
químico, exame microscópico e exame bacteriológico. 
A cor da urina é um sinal de doença??? 
A urina normal varia de amarelo bem claro até amarelo escuro. 
http://3.bp.blogspot.com/_pMxMXFn7L-4/SVRPcMyUcfI/AAAAAAAAD6o/v6qC3gyCtEg/s1600-h/dark_urine.jpg
4 
FUNÇÃO RENAL 
Funções do rim: 
 Regulação do balanço de água, eletrólitos e 
equilíbrio ácido-básico 
 Excreção dos produtos do metabolismo de 
proteínas e ácidos nucléicos: uréia, 
creatinina, ácido úrico, sulfato e fosfato 
 Produção de hormônios: renina, calcitriol, 
eritropoetina. 
FUNÇÃO RENAL 
Os rins são órgãos duplos. 
 
 
Da bexiga, a urina drena através da uretra e é eliminada do organismo. 
Cada rim contém cerca de um milhão de unidades filtradoras, Néfrons. 
O néfron é constituído por uma estrutura redonda e oca, Cápsula de 
Bowman, que contém uma rede de vasos sanguíneos, glomérulos. 
O conjunto dessas estruturas é denominado Corpúsculo Renal. 
Cada rim possui um ureter, que drena 
a urina da área coletora central do rim 
para a bexiga. 
Sintomas de Distúrbios Renais 
Os sintomas variam de acordo com o tipo de distúrbio. 
 
A febre e a sensação de mal-estar generalizado são sintomas comuns. 
- Cistite geralmente não causar febre. 
- Pielonefrite causa febre alta. 
- Micção frequente sem aumento da quantidade diária total de urina é um 
sintoma de infecção de bexiga, ou corpo estranho como cálculos ou tumores. 
A maioria das pessoas urinam cerca de 4 a 6 vezes por dia 
- A micção frequente durante a noite (noctúria) pode ocorrer nos estágios 
iniciais de uma nefropatia, insuficiência cardíaca, insuficiência hepática ou 
diabetes. 
- Obstrução da uretra são o início hesitante da micção, a necessidade de esforço 
para urinar, o jato de urina fraco e irregular e o gotejamento no final da 
micção. 
DOENÇAS RENAIS 
GLOMERULONEFRITE AGUDA 
• Processo inflamatório asséptico que afeta os glomérulos. 
• Resultados da uroanálise: hematúria, alto nível de proteína, oligúria (diminuição do 
vol urinário), presença de cilindros hemáticos, hemácias dismórficas, cilindros hialinos, 
granulares e leucócitos. 
 
NEFRITE INTERSTICIAL AGUDA 
• Inflamação do interstício renal sem anormalidades glomerulares ou vasculares; 
• Achados laboratoriais: hematúria, leucócitos e cilindros leucocitários sem a presença 
de bactérias, proteinúria leve/moderada. 
 
GLOMERULONEFRITE CRÔNICA 
• Vários distúrbios que produzem lesões recidivantes ou permanentes nos glomérulos; 
• Achados laboratoriais: presença de sangue, proteínas e grandes variedades de cilindros 
– indica perda da capacidade de concentração renal e baixa taxa de filtração glomerular. 
 
SÍNDROME NEFRÓTICA 
• Proteinúria, edema, níveis séricos elevados de lípides e baixos de albumina; 
• Achados laboratoriais: proteinúria, gordura, células epiteliais do túbulo renal, 
cilindros, hematúria. 
 
DOENÇAS RENAIS 
 
PIELONEFRITE 
• Decorre muitas vezes de episódios não-tratados de cistite ou de infecções do 
trato urinário inferior; 
• Achados laboratoriais: leucócitos, cilindros, bactérias, reações positivas para 
nitrito, proteinúria e hematúria. 
 
INSUFICIÊNCIA RENAL 
• Resultado da necrose tubular aguda, pode decorres de vasoconstrição renal ou 
de lesão tubular; 
• Achados laboratoriais: baixa taxa de filtração glomerular, falta de capacidade 
de concentração renal e níveis elevados de nitrogênio e creatinina. 
 
 
O que é o EAS? 
• Para o leigo: o exame de urina 
• Conceitualmente: Exame qualitativo de urina (EAS). 
Exame de elementos anormais da urina. 
Qual a utilidade do EAS 
• Doenças renais 
• Doenças do trato urinário 
• Doenças metabólicas 
• Outras doenças sistêmicas 
Em que consiste o EAS? 
• Verificação do aspecto e cor, pH e densidade 
• Pesquisa de proteínas e glicose 
• Pesquisa de corpos cetônicos 
• Pesquisa de urobilinogênio e bilirrubinas 
• Pesquisa de hemácias e leucócitos 
• Pesquisa de nitritos e esterases 
• Sedimentoscopia 
Como deve ser feita a coleta? 
• Primeira urina, pela manhã (mais concentrada) 
• Limpeza suave dos genitais, com antisépticos ou água 
e sabão neutro 
• Mulher: abrir os grandes lábios 
• Coletar o jato médio 
• Recipiente descartável, limpo, seco 
• Etiquetar com nome, data e hora da coleta 
• Examinar até 1 hora após a coleta (refrigerada/4horas) 
 
14 
• Para obter a urina de 24h, precede-se da seguinte 
maneira: esvazia-se a bexiga a dada hora (oito da 
manha, por exemplo), desprezando-se essa micção; daí 
por diante coleciona-se toda a urina emitida ate o dia 
seguinte inclusive à micção das oito horas, (ou da hora 
que iniciou a colheita do dia anterior). 
 
• A colheita em crianças pode ser feita por meio de 
coletor de plástico ou da punção suprapúbica. 
Como deve ser feita a coleta? 
EAS 
Usa-se urina recente que não tenha sido 
centrifugada. 
 
Não se deve esperar por mais de 2 horas até a 
realização do teste. 
 
A urinálise consiste na análise química para a detecção de proteínas, açúcar e cetonas e no 
exame microscópico para se detectar a presença de eritrócitos e de leucócitos. 
 
Usa-se uma tira de plástico fina, impregnada com substâncias químicas que reagem 
substâncias presentes na urina e mudam de cor. 
Elementos Anormais 
Aspecto: Classificam-se em: límpida, semiturva e turva. 
A urina normal é de aspecto límpido sem sinais de turvação; o aparecimento 
deste sinal indica a presença de bactérias, pus, sangue, cristais ou corpúsculos 
gordurosos livres, que deverão ser confirmados no exame microscópico. 
 
Cor: O principal pigmento responsável pela cor é o 
urobilinogênio. 
 
Volume: O volume urinário varia conforme o volume corporal, a 
ingesta de líquidos, as perdas de líquido através da pele e as 
condições ambientais. 
A média normal é de 1000 a 2000 ml nas 24 horas. 
Qual é o aspecto normal? 
• Claro, transparente, límpida 
– Não deve ser turva, opaca, conter coágulos, 
muco ou outros elementos estranhos 
Quais as cores comumente encontradas? 
• Amarelo claro ou incolor 
• Amarelo escuro ou castanho 
• Alaranjada ou avermelhada 
• Marrom escuro ou enegrecida 
• Azulada ou esverdeada 
• Esbranquiçada ou leitosa 
Amarelo claro ou incolor 
• Poliúria 
• Diabetes mellitus 
• Insuficiência renal 
• Hiperhidratação 
• Diuréticos 
• Álcool 
Amarelo escuro ou castanho 
• Oligúria ou anúria (diminuição e a ausência da produção de urina) 
• Anemia perniciosa 
• Febre 
• Início de icterícias 
• Exercício extenuante 
Alaranjada ou avermelhada 
• Hematúria, hemoglobinúria, mioglobinúria 
 
• Icterícias hemolíticas 
 
• Uso de anilina, eosina, fenolftaneína, rifocina, sulfanol, 
tetranol, trional, xantonina, beterraba, piridina, 
nitrofurantoína, vit. A, 
 
• Contaminação menstrual 
Marrom escura ou enegrecida 
• CA de bexiga 
• Meta-hemoglobinúria 
• Malária 
• Melanoma maligno 
• Uso de metildopa, levodopa, metronidazol, argirol, 
salicilatos 
Azulada ou esverdeada 
• Pseudomonas 
• Icterícias 
• Cólera 
• Uso de Azul de Evans, Azul de metileno, riboflavina, 
amitriptilina, metocarbamol, cloretos, fenol, santonina 
Esbranquiçada ou leitosa 
• Quilúria 
• Lipidúria maciça 
• Hiperoxalúria 
• Fosfatúria 
• Pús 
Cor da urina 
Densidade azul de bromotimol; ác etilenoglicoldiaminoetiletertetracético 
pH azul de bromotimol; vermelho de metila; fenolftaleína 
Leucócitos éster indoxil; salde diazônio metoxi-morfolinobenzeno 
Hemoglobina tetrametilbenzidina; dimetildihidroperoxihexana 
Nitrito hidroxitetrahidrobenzoquinolina; sulfanilamida 
Corpos Cetônicos nitroprussiato de sódio; glicina 
Bilirrubina sal de diazônio diclorobenzeno 
Urobilinogênio sal de diazônio metoxibenzeno 
Proteínas tetraclorofenoltetrabromosulfoftaleína 
Glicose CI-APAC, GOD, POD 
Elementos Anormais 
O que é uma tira reagente? 
• São tiras plásticas que possuem substâncias, 
revelando a positividade por modificações de 
cor 
– Simples 
• (medem um único parâmetro) 
– Múltiplas 
Tira reagente multiparâmetros 
Qual é a técnica? 
• Submergir totalmente a tira na amostra de urina (máximo 
de 1 segundo) 
– Misturada, sem centrifugar 
• Retirar o excesso de urina por capilaridade, na borda do 
frasco 
• Comparar a cor das áreas reativas com a escala cromática 
correspondente. 
• Fazer a leitura em local com boa iluminação. 
Técnica 
Elementos Anormais 
Densidade 
1.000 1.005 1.010 1.015 1.020 1.025 1.030 
A densidade depende da concentração osmolar, resultante da ingestão de 
alimentos e bebidas, por um lado e da reabsorção de água por outro. 
 
Uma urina concentrada apresenta densidade alta, e uma urina diluída 
apresenta densidade baixa. 
 
Em um regime alimentar e de mobilização ideal, a densidade varia de 
1.015 a 1.025 
Em pacientes renais a densidade se mantém próximo a 1.010 
Elementos Anormais 
pH 
 5.0 6.0 6.5 7.0 8.0 9.0 
Os valores de pH encontrados com maior frequência em amostras de urina 
recentes em indivíduos saudáveis, situam-se entre 5.0 e 6.0 
 
As alterações são devido principalmente aos metabolismo de alimentos, 
assim, refeições ricas em proteínas que formam produtos finais ácidos; 
baixam o pH, e a s dietas ricas em verduras e frutas formam bicarbonatos e 
elevam o pH. 
 
As alterações de pH urinário também podem ser produzidas com a 
utilização de drogas. 
Elementos Anormais 
Leucócitos 
 Neg ca.15 ca.75 ca.125 ca.500 
A reação detecta a presença de esterases existentes nos granulócitos. 
 
São detectados tanto os leucócitos íntegros quanto os lisados. 
 
Antibióticos que contenham imipenem, meropenem ou ácido clavulânico 
podem provocar reações positivas falsas. 
Se a urina apresentar uma cor forte, a cor da reação pode estar errada. 
Excreção protéica urinária acima de 500 mg/dl e a excreção de glicose 
acima de 2 g/dl podem diminuir a intensidade da cor da reação. 
Elementos Anormais 
A presença de eritrócitos na urina não está bem explicada, seja pela 
resistência da membrana glomerular, seja pelas paredes dos túbulos. 
O seu aparecimento geralmente está associado a um processo traumático na 
membrana, seja por contusão ou degeneração como na ruptura de capilares 
e pequenas arteríolas ou na glomerulonefrite. 
Pontos verdes dispersos ou compactados na zona de teste amarela indicam 
a presença de eritrócitos intactos. Uma coloração verde uniforme no teste 
indica a presença de hemoglobina ou mioglobina livres, ou de eritrócitos 
hemolisados na urina. 
Hemoglobina 
 Neg ca.5-10 ca.10 ca.25 ca.25 ca.50 ca.50 ca.250 
Elementos Anormais 
Nitritos 
 Neg + ++ 
Os microorganismos que causam infecções do trato urinário, convertem o 
nitrato da dieta em nitrito, que produz uma coloração de rosa a vermelho 
na zona de teste. Portanto a reação detecta de forma indireta a presença 
de organismos formadores de nitrito na urina. 
Para um resultado válido, é essencial a retenção prolongada da urina na 
bexiga (4 - 8 horas) 
Elementos Anormais 
Corpos Cetônicos 
 Neg 5 15 50 150 mg/dl 
A glicolise produz um grupo de substâncias compreendidas como corpos 
cetônicos, devido à relação de suas moléculas com a acetona. 
O excesso dessas substâncias desempenha um papel importante no coma 
diabético. 
Podem estar presentes nas intoxicações e no jejum prolongado. 
O Captopril e outras substâncias que contêm grupos sulfidril podem 
produzir resultados positivos falsos. 
Elementos Anormais 
Bilirrubina 
 Neg + ++ +++ 
Normalmente não se observam pigmentos nem sais biliares na urina, 
denominando-se colúria o seu aparecimento patológico. 
A formação de espuma amarela ou amarelo-esverdeada, pela agitação, 
constitui um dos testes mais seguros para a pesquisa dos pigmentos 
biliares. 
Urobilinogênio 
 Normal 1 (17) 4(70) 8(140) 12(200) mg/dl(nmol/l) 
Considera-se um resultado normal a não descoloração da área do teste 
Elementos Anormais 
A eliminação protéica do adulto atinge apenas 30 a 50 mg por 24 horas, 
das quais a terça parte se constitui de albumina e os 2 terços restantes de 
globulinas. 
 
A proteinúria é maior durante o dia e pode aumentar durante atividade 
física, e estado febril. 
Proteína 
 Neg 15 30 100 300 1000 mg/dl 
Elementos Anormais 
Glicose 
 Normal 100 300 1000 mg/dl 
A glicosúria, torna-se positiva na urina quando a glicemia atinge valores 
acima de 160 a 180 mg/dl no sangue circulante. 
 
Porém pode haver glicosúria sem hiperglicemia no sangue, neste caso 
está associada geralmente a disfunção tubular renal, pela não reabsorção 
da glicose, trata-se de uma forma benigna e em sua maioria transitória. 
Sedimentoscopia 
O exame microscópico do sedimento é sem dúvida um dos mais 
importantes para o estabelecimento do diagnóstico das afecções do 
trato urinário. 
O sedimento urinário poderá se apresentar pequeno, regular ou 
abundante, de coloração branca, amarelada ou avermelhada, e 
ainda de consistência flocosa ou viscosa. 
 
43 
Sedimentoscopia 
44 
Sedimentoscopia 
• Aplicação: 
– auxiliar no diagnóstico de uma doença; 
– triagem de uma população quanto a doenças assintomáticas, 
congênitas ou hereditárias; 
– monitorar a evolução de doença; 
– monitorar a efetividade ou as complicações de terapias. 
 
• O estudo da urina avalia alterações do trato urinário, da 
função renal, de doenças metabólicas, hemolíticas e 
hepáticas, além de possibilitar a identificação de condições e 
patologias raras. 
Quais as condições ideais para a 
sedimentoscopia? 
• Três condições são necessárias: 
• a) que a urina seja recente 
• b) que a urina seja concentrada 
• c) que a urina seja ácida 
 
– Risco de deterioração dos elementos formados 
O que pesquisar na 
sedimentoscopia? 
• Células epiteliais 
• Leucócitos 
• Hemácias 
• Cilindros 
• Muco 
Células epiteliais escamosas 
• São as mais comumente encontradas na 
urina e com menor significado. 
• Provêm do revestimento da vagina, da 
uretra feminina e das porções inferiores da 
uretra masculina. 
Células transicionais ou caudadas 
• O cálice renal, a pelve renal, ureter e bexiga 
são revestidos por várias camadas de 
epitélio transicional 
– Cateterização ou instrumentação urinária 
– Câncer 
Células dos túbulos renais 
• Isquemia aguda ou doença tubular renal, ou 
tóxica 
– Necrose tubular aguda por metais pesados ou 
drogas 
– Rejeição a transplante renal 
– Intoxicação por salicilatos 
Sedimentoscopia 
São denominadas células altas às células tubulares renais, com 
núcleo volumoso e geralmente excêntrico. 
Sua presença em número elevado é comum em recém nascidos normais. 
 
São denominadas células baixas às células epiteliais 
descamativas que pavimentam a uretra feminina e parte da uretra 
masculino. 
Apresentam-se ao microscópio com células grandes, achatadas de 
citoplasma refringente abundante e núcleo pequeno central. Estas células 
não apresentam valor diagnóstico, podendo sugerir, em casos de intensa 
descamação, processo inflamatório 
51 
ABNT NBR 15268:2005 
Padronização do exame de sedimentação 
 Amostra: jato médio 
 Volume urinário mínimo: 10 mL 
 Tempo de centrifugação:5 minutos 
 Velocidade de centrifugação: 400 FCR 
(1.500-2.000 rpm) 
 Volume de sedimento: 0,20 mL (200 L) 
 Volume de sedimento observado: 0,02 mL 
(20 L) 
 Lamínula padrão: 22  22 mm 
 Ocular: 10 
 Objetivas : 10 e 40 
 Número de campos observados: 10 campos 
 
52 
• Homogeneizar e transferir 10 mL para tubo de centrífuga; 
• Centrifugar a 1.500 - 2.000 rpm por 5 minutos; 
• Retirar 9,8 mL do sobrenadante, deixando 0,20 mL no tubo; 
• Ressuspender com leves batidas no fundo do tubo; 
• Transferir 0,020 mL (20 L) para uma lâmina de microscopia; 
• Colocar uma lamínula padrão (22x22 mm); 
• Avaliar no mínimo, 10 campos microscópicos; 
• Calcular a média; 
• Expressar os resultados padronizados pelo Lab Clínico. 
 
ABNT NBR 15268:2005 
Padronização do exame de sedimentação 
53 
Células Epiteliais 
54 
Células Epiteliais 
 
• São encontradas em praticamente todas as amostras urinárias, 
elas guarnecem o epitélio dos tratos urinário e genital e são 
eliminadas na urina devido a descamação ou esfoliação normal 
 
• Células epiteliais escamosas 
• Células do epitélio de transição 
• Células do epitélio renal 
 
• VR = algumas células (4 a 10) 
 
 
55 
• Células Epiteliais 
56 
Células Epiteliais 
57 
Células epiteliais cobertas com Gardnerella vaginalis 
58 
Células Epiteliais com 
Gardnerella vaginalis 
59 
Células Epiteliais de Transição 
60 
• Células Epiteliais Renais 
61 
A = Célula epitelial renal 
B = Leucócito 
62 
• Corpo Graxo Oval 
63 
Macrófagos 
64 
- “Clue cells”: vaginite cocobacilar por 
Gardnerella vaginalis 
– Células renais: >15 p/c  doença 
renal ativa, lesão tubular 
– Corpo graxo oval: lipidúria 
(síndrome nefrótica, nefropatia do 
diabetes mellitus e lupóide, 
envenenamento por mercúrio ou 
etilenoglicol) 
 
 SIGNIFICADO CLÍNICO DA PRESENÇA DE 
CÉLULAS EPITELIAIS 
 
Sedimentoscopia 
Leucócitos – Piócitos 
 
Leucócitos são glóbulos brancos que conservam suas características 
morfológicas intactas, piócito, são elementos degenerados que 
abundam nas infecções purulentas. 
A interpretação de piúria deverá se aliada a outros dados, tais como a 
presença de albumina, cilindros ou hemácias. 
O resultado será dado, expressando-se o número de elementos 
encontrados em média por campo microscópico em 400x 
SIGNIFICADO CLÍNICO DA PRESENÇA DE LEUCÓCITOS 
 
• A presença de mais de cinco leucócitos por campo é 
considerada anormal, é denominada piúria e indica 
inflamação no trato genitourinário. 
 
• A piúria pode ser devida a infecção bacteriana; pode 
ser causada por doenças intrínsecas renais, como a 
glomerulonefrite, a nefrite lupóide e tumores, ou ainda 
por doenças do trato urinário inferior ou do trato 
genital. 
67 
• Leucócitos: normalmente até 4 por campo 
68 
• Leucócito esterase 
 
 
 
69 
Leucócitos 
70 
Aglomerado de Leucócitos 
Sedimentoscopia 
Hemácias: 
 
Eritrócitos são encontrados tanto em doenças inflamatórias como 
não inflamatórias do aparelho urinário. 
 
A origem da hematúria é sempre duvidosa, sendo orientada em 
direção ao rim pelo encontro de cilindro hemáticos. 
72 
• Hemácias: normalmente 0 a 3 hemácias por campo 
– Isomórficas 
 
73 
Sangue Hemácias 
- Urina isotônica : hemácias aspecto usual 
 
- Urina diluída (hipotônica): hemácias maiores 
 
- Urina concentrada (hipertônica): hemácias crenadas 
 
Hemácias Isomórficas 
74 
• Hemácias Isomórficas 
 
75 
Aglomerado de Hemácias 
76 
77 
• Dismorfismo eritrocitário 
 Características: 
– Alterações da membrana celular 
– Presença de bulbos 
– Ruptura da membrana celular 
– Perda do conteúdo de hemoglobina 
– Perda do citoplasma 
– Presença de extrusões citoplasmáticas 
– Depósito de material fase-denso na região da membrana celular 
 
 Fisiopatogênia: 
• Estresse mecânico: passagem pela membrana basal do glomérulo 
78 
Fisiopatogênia: 
 Alteração osmótica por exposição ao 
filtrado hipotônico durante passagem 
ao longo dos néfrons 
 Exposição à urina ácida e 
concentrada 
 Influência de enzimas lisossomiais de 
células inflamatórias 
 Tentativa de fagocitose por células 
epiteliais tubulares 
 
Dismorfismo eritrocitário 
 
79 
Hemácias Dismórficas: microscopia normal 
Hemácias Dismórficas: microscopia de 
contraste de fase 
80 
• Hemácias Dismórficas 
 
1.000 X 
imersão 
81 
SIGNIFICADO CLÍNICO DA PRESENÇA DE HEMÁCIAS 
 
• Causas pré-renais: coagulopatias, terapia com anticoagulantes, anemia 
falciforme e hemoglobinopatias. 
 
• Causas renais glomerulares: glomerulonefrites agudas, 
glomerulonefrites crônicas, nefrite devido a lúpus e hematúria familiar 
benigna. 
 
• Causas renais não glomerulares: nefroesclerose, infarto renal, 
tuberculose renal, pielonefrite, rim policístico, nefrite intersticial, 
tumores, mal formações vasculares, traumatismo, necroses intersticiais, 
hematomas perirenais, abuso de analgésicos e nefropatias secundárias 
(irradiação, hipercalcemia, hiperuricemia). 
 
• Causas pós-renais: cálculos, tumores do trato urinário inferior, cistites, 
prostatites, epididimites, estenose da uretra, uretrites, hipertrofia da 
próstata, endometriose, exercícios físicos intensos e obstruções do fluxo 
urinário. 
 
Sedimentoscopia 
Cilindros: São formações de precipitação de proteína na luz tubular. 
Podem formar-se em qualquer região dos túbulos, mas o mais 
comum é a região distal devido a concentração máxima do filtrado. 
 
 
 
83 
Cilindro Hialino 
Cilindros hialinos: formações incolores, transparentes ou ligeiramente 
opacos. Surgem após exercícios físicos, períodos febris, uso de 
diuréticos sem que esteja relacionado a doença renal 
84 
Cilindros hialinos 
85 
• Cilindros de hemácias dentro dos túbulos renais 
Cilindros Hemáticos: Possuem hemácias em seu interior, indicam 
hemorragia no néfron, resultado de lesão glomerular como a 
nefrite hemorrágica 
86 
Cilindro Hemático 
87 
Cilindros Hemáticos 
88 
Cilindros Leucocitários 
Cilindros Leucocitários: Contém leucócitos na sua estrutura, 
indicam doença renal, processos inflamatórios, pielonefrite. 
89 
Cilindro Leucocitário 
90 
Cilindro Leucocitário 
91 
Cilindros Granulosos: Possuem a mesma estrutura dos hialinos, 
contudo contém granulações, provenientes de resíduos 
celulares epiteliais e de leucócitos ou ainda resíduos de 
proteína. Aparecem nas nefrites agudas 
• Cilindro Epitelial / granuloso 
92 
Cilindro Epitelial 
93 
– Hialino: normal até 2 cilindros (100 x) 
 
– Hemático: glomerulonefrite 
 
– Leucócitos: pielonefrite 
 
– Epiteliais: destruição, descamação epitélio tubular (glomerulonefrite, 
pielonefrite, infecções virais, exposição a nefrotóxicos) 
 
– Granulosos: desintegração cilindros celulares  estase urinária 
 
– Céreos: estase renal prolongada  insuficiência renal 
 
– Gordurosos: síndrome nefrótica (diabetes mellitus, degeneração renal, 
nefrotóxicos) 
SIGNIFICADO CLÍNICO DA PRESENÇA DOS CILINDROS: 
 
94 
• Proteína 
 
 
Sedimentoscopia 
Sedimentos Inorgânicos 
 
É representado pelos cristais e sua presença no sedimento é 
valorizado pelo pH urinário e a litíase renal. 
A litíase renal é uma doença manifestada pela formação de cálculo 
renal. 
 
A presença de cálculos nos rins, ureteres ou bexiga, além de causar 
forte dor pode infringir sérios danos teciduais. 
 
Cálculos são precipitações como agregados de vários componentes 
de baixa solubilidade normais da urina. 
Sedimentoscopia 
Urinas Ácidas: 
Uratos Amorfos: são pequenas granulações incolores, amorfas, 
podendo ser amarelas ou avermelhadas, isoladas ou reunidas. 
Podem ser de Sódio, Potássio, Magnésio ou cálcio. 
Sedimentoscopia 
Urinas Ácidas: 
Ácido Úrico: são os que apresentam maior número de formas: 
losangos, isolados, cruzados, roseta, como pedra de afiar, 
estrelas, Comum na gota, leucemia eafecções febris 
98 
Ácido Úrico 
Sedimentoscopia 
Oxalato de Cálcio: são incolores, brilhantes possuindo na 
maioria das vezes forma característica, assemelhando-se a um 
envelope. Surgem após alimentação rica em ácido oxálico, 
contido no tomate, espinafre, aspargo. 
100 
 Oxalato de cálcio (dihidratado) 
101 
 Oxalato de cálcio (monohidratado) 
Sedimentoscopia 
Urinas Alcalinas 
Fosfatos amorfos: são de aspecto granuloso, amorfo e 
incolores, podem ser de cálcio, surgindo em urinas alcalinas, 
neutras e também fracamente ácidas. 
Sedimentoscopia 
Urinas Alcalinas 
Fostato Triplo: geralmente aparecem após a fermentação 
amoniacal da uréia. São incolores em forma de prisma. 
 
– Fosfato triplo amoníaco-magnesiano 
Sedimentoscopia 
Urinas Alcalinas 
Carbonato de Cálcio: são amorfos, podendo cristalizar. 
 Biurato de amônio 
105 
• Cristais de origem metabólica 
 
Tirosinemia hepato-renal: EIM, AR 
1/120.000, Fumarilacetoacetato hidrolase 
Insuficiência hepática e tubulopatia 
Tirosina 
106 
Cistina 
Cistinúria: EIM, AR, 1/10.000 
Reabsorção tubular alterada: Cys, Arg, Lys, Ort 
Lesão renal por cálculos de cys 
107 
Colesterol 
108 
Sedimento corado pela 
Bilirrubina 
Cilindro epitelial 
Cristais de Bilirrubina 
109 
• Bilirrubina 
Normal 
110 
Cristais de origem iatrogênica 
Sulfadiazina 
111 
Sulfonamida 
Amoxicilina 
112 
Indinavir Aciclovir 
113 
Contraste 
radiográfico 
114 
Ácido Úrico 
115 
Oxalato de Cálcio 
116 
Fostato Triplo 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=fosfato+triplo&source=images&cd=&cad=rja&docid=q06wLlN4hHHNaM&tbnid=Hmp4TGwMBtQN_M:&ved=0CAUQjRw&url=http://www.biomedicinapadrao.com/2010/05/cristais-na-urina.html&ei=i2ZTUZ78Ooj28gSd6oG4DA&bvm=bv.44342787,d.eWU&psig=AFQjCNGm2diPEoZJMxGWYqtXc_cMnrmxIA&ust=1364506613890705
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=fosfato+triplo&source=images&cd=&cad=rja&docid=Vn1KDPtgMMPW0M&tbnid=R0aHMDuoEPHqLM:&ved=0CAUQjRw&url=http://labmedvet.blogspot.com/2011/09/urinalise.html&ei=42ZTUcunHInc8wTV6IHYAQ&bvm=bv.44342787,d.eWU&psig=AFQjCNGm2diPEoZJMxGWYqtXc_cMnrmxIA&ust=1364506613890705
117 
• Muco 
118 
Flora Bacteriana 
119 
• Nitrito Flora Bacteriana 
Normal 
120 
Gotas de Gordura 
Corpo Graxo Oval 
Cilindro Gorduroso 
121 
• Contaminantes e Artefatos 
Espermatozóides 
122 
123 
Hifas e células 
leveduriformes com 
aspecto morfológico 
de Candida sp 
124 
 Trichomonas vaginalis 
125 
Ovos de parasitas 
 
Enterobius vermiculares 
Schistossoma haematobium 
126 
Larvas de parasitas 
127 
Fibras 
128 
LIBERAÇÃO DO RESULTADO 
• Leucócitos e Hemácias: 
– Resultado por campo: registrar o número médio 
de elementos por campo, média de 10 campos, no 
aumento de 400x; 
 
– Resultado por mililitro: observar no mínimo 10 
campos, calcular a média e expressar o número de 
elementos por mililitro, multiplicando por 5040; 
 
– Quando o campo microscópico estiver tomado por 
estes elementos, e não sendo possível visualizar 
outros, relatar como presença maciça. 
 
129 
 
 Células Epiteliais e Cilindros: 
identificar o tipo e registrar o número 
médio por campo no aumento de 100x, 
expressos conforme a seguir: 
– Raros: até 3 por campo 
– Alguns: de 4 a 10 por campo 
– Numerosos: acima de 10 por campo 
 
130 
• Citar a presença de: 
– Leveduras 
– Cristais (com identificação) 
– Trichomonas sp 
– Muco 
 
132 
Avaliação da Função Renal 
Funções do rim: 
Regulação do balanço de água, eletrólitos e 
equilíbrio ácido-básico 
Excreção dos produtos do metabolismo de 
proteínas e ácidos nucléicos: uréia, creatinina, 
ácido úrico, sulfato e fosfato 
Produção de hormônios: renina, calcitriol, 
eritropoetina. 
133 
 Testes da função glomerular 
 Filtrado glomerular (ultrafiltrado): composição do 
plasma sem proteínas (140 mL/min). 
Taxa de filtração glomerular: fluxo sanguíneo renal e 
pressão normais 
Queda na FG: destruição dos néfrons ou restrição de 
suprimento sanguíneo renal, retenção de excretas 
(uréia e creatinina). 
134 
• Creatinina 
• Uréia 
• Ph urinário 
• Densidade/Osmolaridade 
• Proteinúria 
• Glicosúria 
• Sedimento urinário 
Avaliação da Função Renal 
135 
• A concentração de ureia do soro não é útil como medida da FG. 
A ingestão de proteínas da dieta e sangramento gastrintestinal 
podem afetar a concentração de uréia sérica. 
 
• A ureia é reabsorvida pelos túbulos renais e essa reabsorção 
aumenta com taxas de fluxo de urina baixas. 
 
• A ureia oferece importante informação sobre o grau de 
catabolismo proteico. 
Uréia 
136 
 Valores de referência 
 Dosagem de uréia sérica 
 Adultos : 10 a 20 mg/dL (elevado em idosos) 
 Crianças: 5 a 18 mg/dL 
 Diferencia entre azotemia ou uremia pré-renal e renal 
Pré-renal: uréia tem maior aumento que a creatinina 
 
Uréia 
Uréia 
A uréia é a principal forma excretora do nitrogênio proveniente do 
catabolismo protéico. 
Sua dosagem é a forma mais grosseira do estado de funcionamento 
renal 
A taxa normal de uréia no plasma ou soro varia de 20 a 40 
mg/100ml. 
Hiperazotemia: pode ser por causas renais, pré-renais e pós-renais. 
Pré-renal: oferta deficiente de sangue no rim ou superprodução 
de resíduos nitrogenados. Como na insuficiência cardíaca, 
desidratação, choque, hemorragias digestivas, quadros 
neurológicos agudos 
Uréia 
Renais:glomerulonefrite aguda, na qual só se observam 
aumentos moderados, nefrite crônica, rim policístico, 
nefrosclerose e coma diabético. 
Pós-renais: são constituídas de qualquer obstrução acentuada 
do trato urinário 
A baixa de uréia, ocorre na insuficiência hepática grave, nefrose 
não complicada de insuficiência renal, caquexia, hemodiluição. 
139 
Creatinina 
• A capacidade dos rins de filtrar o plasma nos glomérulos pode 
ser avaliada medindo-se a depuração de creatinina, que se 
aproxima da taxa de filtração glomerular. 
 
• A concentração de creatinina no soro é um índice insensível 
da função renal, porque ela pode elevar-se só quando a FG 
tenha caído para 50% do normal. 
 
• Quando encontra-se creatinina sérica anormal, as mudanças 
na concentração refletem mudanças na FG. 
140 
• O valor da creatinina sérica está relacionado à produção 
endógena, e esta é proporcional à massa muscular, à dieta e ao 
ritmo de filtração glomerular. 
 
• Valores de referência: 
- Crianças até 12 anos: 0,2 a 0,6 mg/mL 
- Mulheres: 0,5 a 1,1 mg/mL 
- Homens: 0,6 a 1,3 mg/mL 
Creatinina 
Creatinina 
É eliminado do plasma por filtração glomerular e não é 
reabsorvida nos túbulos em grau significativo. 
A taxa normal de creatinina no plasma ou soro é de 1,2 mg/100ml. 
A elevação da taxa de creatinina é mais tardia que a da uréia, 
portanto possui maior valor prognóstico, para os quadros de 
insuficiência renal 
Creatininas acima de 5 mg/100ml, o prognóstico é fatal a curto 
prazo. 
TESTES DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR 
• É o da depuração: avalia a capacidade de filtração glomerular; 
 
• Avalia com que os rins são capazes de depurar (retirar) uma 
substância filtrável do sangue; 
 
• Portanto, a substância analisada não deve fazer parte das que 
são reabsorvidas ou secretadas pelos túbulos; 
 
• Também: a escolha da substância analisada deve-se considerar 
sua estabilidade na urina durante 24h, a constância do nível 
plasmático, disponibilidade e facilidade na análise bioquímica. 
TESTE DA DEPURAÇÃO - CLEARENCE 
• Antigamente: uréia – teste em desuso; 
 
• Atual: creatinina, inulina, microglobulina, 
radioisótopos; 
 
• INULINA: polímero de frutose, estável, não é 
reabsorvida ou secretada pelos túbulos, não é uma 
substância que constitui o organismo, prescisando 
ser injetada por via intravenosa durante o período 
do exame, não usado na rotina. 
• INJEÇÃO DE RADIONUCLEOTÍDEOS: determina afiltração glomerular por meio do desaparecimento de 
um material radioativo no plasma. 
 
• MICROGLOBULINA: dissocia-se dos antígenos dos 
leucócitos em velocidade constante e é rapidamente 
removida do plasma por filtração glomerular, seu nível 
elevado indica uma queda na taxa de filtração 
glomerular. 
TESTE DA DEPURAÇÃO - CLEARENCE 
• Grande ingestão de carne durante o período de 
coleta de urina, influenciando os resultados; 
• Não é confiável em pacientes com atrofia muscular 
(resíduo do metabolismo muscular); 
• Então: os resultados anormais devem ser 
investigados por exames mais sofisticados 
 
 
TESTE DA DEPURAÇÃO - CLEARENCE 
CÁLCULO: 
• Conversão das medidas laboratoriais em velocidade de filtração 
glomerular; 
• Mililitros por minuto; 
• Determinar o número de mililitros de plasma do qual a 
substância a ser depurada (creatinina) é retirada durante o 
tempo de 1 minuto; 
• É preciso conhecer o volume de urina em mililitros (V) por 
minuto, a concentração de creatinina na urina em miligramas por 
decilitro (U) e a concentração de creatinina no plasma em 
miligramas por decilitro (P) 
• D=UV / P 
TESTE DA DEPURAÇÃO - CLEARENCE

Mais conteúdos dessa disciplina