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Andressa Moura Hoppen- Medicina UFSM- ATM 2025/02 Fisiologia- Linguagem Definição: um sistema pelo qual sons, símbolos e gestos são utilizados para a comunicação. Linguagem Sistema visual e auditivo Sistema nervoso central Sistema motor Discurso falado e a escrita Comunicação. O processamento encefálico que ocorre entre os sistemas sensoriais e motor é a essência da linguagem! Lesões em áreas cerebrais mostram que a linguagem deve ser processada em estágios múltiplos por diferentes centros. Afasia: perda parcial ou completa das capacidades da linguagem em função de lesões encefálicas. A maioria das afasias ocorrem sem perda cognitiva ou ainda perda de controle motor. 1. Antiguidade: Império grego e romano acreditava que a linguagem é função da língua; Tratamentos envolvendo a boca ou a língua, mesmo que a lesão fosse no encéfalo. 2. Johann Gesner (1770): Propôs que a afasia poderia surgir de lesões no encéfalo; 3. Jean Baptiste Bouillaud (1825): Propôs que o controle da fala é feito pelos lobos frontais. 4. Simon Aubertin (1861): Descreveu que a pressão sobre o lobo frontal causava paralisia da fala. 5. Paul Broca (1861): Lesão no lobo frontal de um paciente causava incapacidade de falar; Possibilidade de um centro de linguagem no encéfalo. 1863: Paul Broca publicou um artigo com 8 casos de pacientes com afasia de linguagem após lesão no lobo frontal esquerdo. Próxima a área que controla a boca e os lábios no córtex motor; Paul Broca foi o primeiro a demonstrar que uma região específica do encéfalo é relevante para uma função especial; O procedimento de Wada confirma esta descrição: o hemisfério esquerdo é dominante para a fala (anestesia específica deste hemisfério). 1874: Karl Wernicke também demonstrou que lesão no lobo temporal esquerdo causava prejuízo da fala normal. Localizada entre o córtex auditivo e o giro angular; ÁREAS CEREBRAIS DA LINGUAGEM ÁREA DE BROCA ÁREA DE WERNICKE Andressa Moura Hoppen- Medicina UFSM- ATM 2025/02 1) Afasia de Broca (afasia motora ou não fluente): Devido a lesões no Córtex motor associativo do lobo frontal; A pessoa tem problemas de falar, mas consegue entender a linguagem ouvida ou lida; Falam com lentidão e demoram a encontrar as palavras certas (ANOMIA); Dificuldade de construir sentenças gramaticalmente corretas (AGRAMATISMO). 2) Afasia de Wernicke: Devido a lesões no Lobo temporal posterior; O paciente é fluente, porém o discurso é sem sentido. Cometem erros parafásicos; Discurso ininteligível; Não possuem compreensão da linguagem falada. 3) Afasia de condução: Devido a lesão no fascículo arqueado com área de Broca e área de Wernicke intactas; Compreensão boa e fala fluente, dificuldade em repetir palavras, sem problemas na comunicação. Afasias em surdos: Em pessoas que conhecem a linguagem de sinais; Lesões causam danos como aqueles dos afásicos verbais (depende da área de lesão). Afasia em bilíngues: Normalmente preserva o idioma que foi aprendido primeiramente; Se for fluente em 2 idiomas terá problemas em ambos. A linguagem não é igualmente processada pelos dois hemisférios cerebrais. Estudo realizado em comissurotomia de pacientes com epilepsia grave: Apresentavam comportamentos diferentes para cada lado do corpo; Normais para outras funções (memória, inteligência e controle autonômico); Hemisfério dominante parecia ser o esquerdo (93% dos destros, 90% das pessoas são destras) para a linguagem; Hemisfério direito: Poderia estar envolvido em respostas não verbais, capaz de ler e compreender números, letras e palavras pequenas. Possui compreensão da linguagem. TIPOS DE AFASIAS Modelo de Wernicke-Geschwind Modelo para o processamento da linguagem no encéfalo. Função da área de broca + giro angular + área de Wernicke + fascículo arqueado + áreas motoras e sensoriais. Repetir palavras faladas: Córtex auditivo área de Wernicke (via fascículo arqueado) área de Broca córtex motor. Leitura em voz alta de um texto escrito: Córtex visual giro angular área de Wernicke área de Broca córtex motor. PROCESSAMENTO ASSIMÉTRICO DA LINGUAGEM Andressa Moura Hoppen- Medicina UFSM- ATM 2025/02 Locais que estimulados afetavam a fala em três categorias: Vocalizações, paradas na fala e dificuldades na fala. 1. Córtex motor (região dos lábios e da boca): Causava vocalização ou suspensão da fala (2 hemisférios). 2. Estimulação do lobo parietal posterior e no lobo temporal: Causava confusão verbal e parada na fala. 3. Áreas localizadas no hemisfério esquerdo (uma delas é a área de broca): Estimulação forte parava a fala. Estimulação fraca causava hesitação da fala. Estudos de linguagem utilizando imagens: Fluxo sanguíneo regional x tarefas. Sugerem que o processamento da linguagem seja mais complexo. Produzir palavras repetir palavras silenciosamente ouvir palavras. Estímulos visuais (córtex estriado e extra estriatal) Estímulo auditivo (córtice auditivo primário e secundário). Especializadas na codificação das palavras vistas ou ouvidas. Estímulos visuais (sem ativação da área de Wernicke ou giro angular). Quando ocorria a repetição de palavras (córtex motor primário e área motora suplementar, e área de Broca) - Bilateral e não unilateral. Produzindo verbos e associando (área frontal inferior esquerda, giro cingulado anterior e lobo temporal posterior). Como o cérebro aprende a usar a linguagem? Capacidade inerente ao encéfalo humano: bases genéticas para esta predisposição (FOXP2). Os bebês aprendem pela exposição a fala.