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1 
 
DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY 
 
TÔNUS E REFLEXO MUSCULAR 
RETOMANDO 
X Anamnese neurológica; 
X Avaliação cognitiva de pacientes; 
X Abordagem do paciente com alteração aguda do nível 
de consciência com escala de Glasgow já modificada; 
X Introdução a síndromes neurológicas. 
O que é síndrome motora deficitária, parética, 
hemiparética, completa, incompleta, 
proporcionada ou desproporcionada. 
X Em relação a anamnese neurológica, alguns temas que 
são essenciais perguntarmos é escolaridade do 
paciente, visto que no mini-mental, há uma escala de 
graduação que irá mudar de acordo com a escolaridade; 
Mão-dominante é importante nos abordarmos porque 
mais de 90% da população tem o hemisfério esquerdo 
como o hemisfério dominante, dentro dos pacientes 
que são sinistros (canhotos) é importante sabermos que 
o hemisfério dominante, apesar da mão dominante ser 
a esquerda, não será o direito, em até 95% desses 
pacientes sinistros, a gente também tem o hemisfério 
esquerdo como dominante, isso é importante quando 
falamos, por exemplo, sobre um paciente com epilepsia, 
o qual pode ser submetido a uma calotomia/alguma 
cirurgia de dissecção devemos tentar ter noção de qual 
o hemisfério dominante; 7 dimensões dos sinais e 
sintomas que não servem apenas para anamnese 
neurológica, e, sim, para qualquer anamnese, então, 
devemos saber sempre quando a dor começa, se a dor 
irradia, se existem fatores de piora e melhora, quais os 
sintomas associados, e, se essa dor gera algum tipo de 
repercussão no corpo do paciente, o padrão de dor, se 
é uma dor pequena, aperto, fisgada, qualquer padrão de 
dor e a frequência da dor, o que faz ela aparecer, se 
aparece sempre no mesmo horário do dia, isso é 
importante em algumas cefaleias, por exemplo, na 
cefaleia em saltos, que tem padrão de ocorrer na 
mesma época do ano, no mesmo horário do dia, e, 
depois ela desaparece. Em relação a parte locomotora, 
nós vimos com a Dra. Renata a diferença, se trata de 
uma dor que tem caráter mais inflamatório, ou então, 
mais mecânico, se for do aparelho cardiovascular, 
devemos saber se é uma dor que aparece quando o 
paciente faz esforço, se aparece quando o paciente está 
em repouso, isso já pode me dar uma noção, se trata de 
 
 
 
 
uma angina estável ou instável, portanto, devemos 
sempre abordar isso em qualquer anamnese na HDA. 
 
X Uma coisa importante que nós vimos em relação a 
anamnese neurológica, é o tempo de instalação desses 
sintomas (hiperagudo, agudo ou crônico), e, o tipo de 
evolução. Em relação ao tempo de instalação, podemos 
pensar em algumas etiologias, se eu tenho uma coisa 
que se instala em minutos, eu posso pensar, assim como 
qualquer sistema corporal também, no 
comprometimento vascular, paciente começa com uma 
dor torácica aguda, e, a primeira hipótese que tem que 
passar pela minha cabeça é que ele possa estar sofrendo 
um IAM, ou, que tenha sido um trauma, já que paciente 
caiu, idoso, toma anti-coagulante, caiu bateu a cabeça, 
e, minutos depois ele já começa com déficit contra-
lateral ao lado que ele bateu a cabeça. Evolução a horas, 
também devemos pensar em um comprometimento 
vascular, visto que o paciente começa com um sintoma, 
e acha que aquilo vai desaparecer, e pode desaparecer 
mesmo, que é o caso do ataque isquêmico transitório. 
Um caso inflamatório/infeccioso igual tínhamos falado 
de uma doença auto-imune que é inflamatória, uma 
neuromielite óptica, em que esse paciente fez uma 
neurite e perdeu a visão naquele olho. Pode ser uma 
causa infecciosa, que começou, paciente teve um 
rebaixamento do nível de consciência, evoluiu com 
déficit do lado esquerdo, depois mantem o 
rebaixamento do nível de consciência, e, pode evoluir 
para óbito em 6 a 12 horas. Ou hematomas, é muito 
comum um paciente que teve um trauma, sofreu um 
acidente automobilístico, fica bem no momento, ajuda 
todo mundo, socorre todo mundo, e, morre. O que pode 
ter acontecido com esse paciente é um hematoma. O 
hematoma subdural tem como componente vascular 
relacionado a veia, ele sangra lentamente. O epidural 
tem artéria, então, ele começa a sangrar e há um 
acúmulo rápido de volume. O subdural tem formato 
côncavo, já o epidural, tem formato convexo. Um 
paciente com hematoma subdural é um paciente idoso, 
que, por exemplo, caiu há 15 dias. Caiu, bateu a cabeça 
na pia do banheiro. 15 dias depois a família leva ele a 
emergência, e fala que a esquerda ele estava com uma 
afasia e déficit motor à direita. Todos acham que é um 
AVC, porque estava, teoricamente, evoluindo há poucas 
DISCIPLINA SEMIOLOGIA MÉDICA II 
 AULA 2- AVALIAÇÃO DA MOTRICIDADE E REFLEXOS 
PROFESSOR JÉSSICA 
 
2 
 
DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY 
horas, mas ao fazer uma tomografia, descobre-se que 
trata-se de um hematoma subdural. Agora, o epidural, 
sua evolução é realmente de minutos a horas, visto que, 
o volume de sangue que vai extravasar, que vai fazer o 
paciente ter uma herniação, é grande. Vai deslocar toda 
a linha média para a direita, de forma rápida, um 
paciente jovem, hernia rapidamente, podendo 
comprimir centro vagal, perde autonomia total, e, vem 
a óbito. O hematoma não deixa de ter uma etiologia 
vascular, só que não é uma etiologia vascular 
relacionada ao AVC, não é uma circulação direta, é uma 
circulação indireta, fruto da ruptura dos vasos da 
meninge. Evolução em dias, começamos a pensar em 
uma causa infecciosa, podemos pensar também em 
esclerose múltipla, as vezes, é uma paciente, jovem, 
começa com déficit neurológico, o braço começa a ficar 
formigando, de repente, 2 dias depois, aquele braço que 
estava formigando, ou seja, estava com uma parestesia, 
começa a ficar fraco, tento também uma paresia. E, de 
repente, no final da semana, seu lado esquerdo do 
corpo começa a ficar todo parado. Portanto, ela tinha 
uma monoparesia, com uma monoparestesia, devido a 
sensibilidade, e, evoluiu para uma hemiparesia à 
esquerda. Isso ao longo de uma semana, portanto, é um 
quadro inflamatório que está evoluindo. Encefalite 
também pode ser assim, paciente começa no início da 
semana com um pouco de dor de cabeça, sem febre 
(encefalite viral, por exemplo, nem dá febre). Começa a 
apresentar náusea a noite, acorda no dia seguinte com 
o olho desviado, começou com mais um déficit 
neurológico, e, no terceiro dia, estava rebaixado. 
Demorou 3 dias para evoluir, podia ser qualquer caso 
viral, uma gastroenterite, e a maioria das meningites 
que nós temos são relacionadas a enterovírus (90% 
delas), e, todo mundo aqui pode ter feito meningite e 
nem sabe, devido ao tropismo dos vírus, mas, em alguns 
casos ela pode piorar e o paciente começa com déficit 
neurológicos que vão evoluindo ao longo de alguns dias. 
Semanas podem ser tumores, ou hematoma subdural, 
como foi citado anteriormente, principalmente se for 
idoso. Os tumores, tem dor com caráter de compressão. 
O abducente, nervo mais fininho que nós temos, 
quando há hiperfluxo liquórico, pode ser apertado, e o 
paciente pode se queixar de visão embaçada. Meses, 
podemos pensar em doenças neurodegenerativas, 
como por exemplo, a doença de Alzheimer. 
X Em relação ao tipo de evolução, comentamos que 
podemos ter uma evolução monofásica, progressiva, 
ou, recorrente. Na evolução monofásica, devemos 
sempre lembrar de intoxicações (por exemplo, cerveja 
de BH), ou quadros vasculares (por exemplo, AVC, que 
tem déficit motor minimizado ao longo do tempo, 
investindo em reabilitação). Progressivas, podemos 
citar tumores carenciais (deficiência de B12, por 
exemplo, pode simular qualquer sintoma neurológico) e 
neurodegenerativa (por exemplo, Parkinson, 
Alzheimer). Recorrentes, devemos sempre lembrar de 
causas inflamatórias, e, a Esclerose Múltipla trata-se do 
protótipo de um curso remitente/recorrente dentro da 
neurologia, e, devemos lembrar também de causas 
genéticas, como Epilepsias, Enxaquecas, Miastenia 
Gravis, Esclerose Múltipla. A Epilepsia pode ser 
idiopática, não sabemos de onde ela veio, mas pode ser 
genética, e,então, o paciente tem apresentação em 
crises. 
 
X Em relação aos Níveis de Consciência, vimos que essas 
denominações ficam confusas, já que são classificações 
muito subjetivas. 
**PRECISAMOS GUARDAR A DEFINIÇÃO DE DELIRIUM!! 
 
X O paciente com delirium NÃO tem um quadro cognitivo 
pré-existente na maioria das vezes. Apesar de que quem 
tem delirium tem maior risco de evolui para um 
comprometimento cognitivo. E, essa alteração 
confusional aguda precisa ter uma condição médica 
geral documentada. É um idoso que chegou com 
infecção urinária, fez uma cirurgia. NÃO é dependente 
de internação, nem da idade do paciente. Mortalidade 
do delirium é alta. 
 
 
3 
 
DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY 
X Antes a pontuação da Escala de Glasgow variava de 3 a 
15, agora, de 1 a 15. “SEMPRE TEM QUESTÃO DISSO 
EM PROVA DE RESIDÊNCIA, E, TEMOS QUE SABER DE 
CABEÇA PARA CALCULAR”; 
X Uma coisa muito importante que avaliamos no Glasgow 
é resposta motora com padrão flexor, flete os braços e 
estende as pernas: DECORTIFICAÇÃO. E, padrão 
extensor, estende as perna e estende as pernas, 
DESCEREBRAÇÃO. Foi dito que tem um nível, o que 
significa DECORTICAR, que é não chegar estímulo ao 
córtex, e, DESCEREBRAR, que não chega estímulo algum 
ao cérebro. 
Paciente com lesão no Núcleo Rubro, a SRAA está 
comprometida, portanto, não consigo mandar estímulo 
algum que venha da periferia nem para estimular, nem 
para mandar estímulo para o córtex. Portanto, é uma 
lesão grave, o paciente tem um padrão extensor tanto 
em membro superior, quanto em mebro inferior. Já do 
núcleo rubro para cima, já penso que esse paciente tem 
alguma possibilidade de se recuperar, porque minha 
formação reticular ainda está viável, e, recuperar o 
córtex ainda é mais fácil do que recuperar o tronco. 
Herniar em cima é menos grave do que no Tronco. 
LESÃO ABAIXO DO MESÉNCÉFALO, DO NÚCLEO RUBRO É 
SEMPRE MAIS GRAVE. 
 
X Quando tenho um paciente com fraqueza, preciso 
classificar se ele tem uma síndrome de neuronio motor 
superior ou neuronio motor inferior. Falar só isso não 
basta, visto que, ao ler uma anamnese, preciso saber 
também que déficit motor é esse. Um paciente com 
síndrome motora deficitária, é classificado se é uma 
monoparesia, hemiparesia, ou hemiplegia (força grau 0 
ou grau 1). Ela é completa, já que pega face, pega o 7° 
de forma central, ou, incompleta, paciente não teve 
nada na face. Ela é proporcionada, mesmo grau de força 
no braço e perna, ou desproporcionada, força de um 
grau no braço, e, de outro grau na perna. Isso, 
precisamos saber, porque quem pegar a anamnese, 
saberá direitinho como é o exame físico desse paciente. 
Hoje, quando for examinar, uma monoparesia pode ter 
se transformado em uma hemiparesia, ou ao contrário. 
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DIA 
X Compreender a importância da abordagem correta de 
um paciente com queixa de fraqueza; 
X Aprender a semiotécnica de avaliação da força e dos 
reflexos superficiais e profundos; 
X Correlacionar os locais avaliados, com as raízes nervosas 
correspondentes para o correto diagnóstico 
topográfico; 
X Saber a diferença entre lesão de neurônio motor 
superior e lesão de neurônio motor inferior. 
O QUE É FRAQUEZA? 
Diminuição da potência muscular em relação ao padrão 
normal da pessoa avaliada, podendo esta ser focal ou 
generalizada. 
ANAMNESE DO PACIENTE COM FRAQUEZA 
Na anamnese, questionar sempre se possui dor, fatores 
desencadeantes, fatores de melhora, o que acontece nos 
dias anteriores e posteriores aos episódios álgicos, sintomas 
associados. 
X HPP de neoplasias, se criança, dados de gestação e 
marcos do desenvolvimento; 
X HFARMACOLÓGICA: Medicações em uso prévio ou em 
uso vigente; 
X HFAMILIAR: Algum familiar com os mesmos sintomas? 
X HPS: Uso de drogas? Atividade física? 
INSPEÇÃO 
X Postura com que chegou para o atendimento; 
X Sincronismo nos movimentos da marcha e da 
gesticulação; 
https://www.google.com.br/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Ffisioterapiahumberto.blogspot.com%2F2017%2F11%2F&psig=AOvVaw3wnQNeZS8huh2OBatzBh7T&ust=1581947981864000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCIDf8s6d1ucCFQAAAAAdAAAAABAK
 
4 
 
DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY 
X Posicionamento dos músculos na mesa de exames 
(abaulados, achatados). 
SEMIOTÉCNICA 
X FORÇA MUSCULAR; 
PRIMEIRA COISA PARA AVALIARMOS FORÇA É 
AVALIAR A FACE, AVALIO O 7°. 
X TÔNUS; 
X REFLEXOS: PROFUNDOS E SUPERFICIAIS. 
▪ Permitirá chegar aos diagnósticos 
sindrômicos/ topográficos principais: 
Síndrome de neurônio motor superior x 
Síndrome de neurônio motor inferior. 
AVALIAR FORÇA 
Toda as vezes que o paciente chegar para você com queixa 
de fraqueza, devemos constatar se ele realmente tem 
fraqueza, ou se mobiliza o braço por dor. Todas as vezes que 
meu paciente chegar com queixa de fraqueza, irei realizar as 
Manobras Deficitárias, Manobras de Oposição e 
Velocidade dos Movimentos para avaliar FORÇA. 
SEMIOTÉCNICA DA MOTRICIDADE PASSIVA 
X TÔNUS (contração fisiológica daquele músculo em 
repouso) – normal, aumentado (hipertonia), diminuído 
(hipotonia); 
-Queixou-se de dor durante a palpação muscular 
para o avaliar o tônus? 
X TROFISMO (tamanho do músculo) – normal, aumentado 
(hipertrofia), diminuído (hipotrofia). 
 
TROFISMO PODE ESTAR DIMINUIDO, MESMO COM TÔNUS 
AUMENTADO, POR CONTA DO DESUSO 
HIPERTONIA 
X Consistência muscular aumentada; 
X Passividade diminuída (quando vamos fazer a 
movimentação passiva da articulação, não tem-se uma 
passividade boa); 
X Extensibilidade aumentada (o músculo ás vezes 
consegue se estender mais, mas volta para o lugar, fica 
como uma borracha). 
DEVEMOS CLASSIFICAR SE A HIPERTONIA É PIRAMIDAL OU 
EXTRA-PIRAMIDAL: 
X PIRAMIDAL é sinônimo da decussação das pirâmides, 
portanto, é TRATO CORTICO-ESPINHAL (NMS). O Trato 
Cortico-Espinhal começa no córtex motor primário, 
desce na cápsula interna, decussa nas pirâmides 
bulbares e cerca de 75 a 95% das fibras desce pelo Trato 
Cortico-Espinhal Lateral. 
▪ Em uma Hipertonia Piramidal, meu paciente se 
apresenta com uma hipertonia que se declara 
como uma espasticidade, e, chamamos essa 
espasticidade de espasticidade em CANIVETE. 
Visto que, quando tento fazer a mobilização 
passiva da articulação do lado da fraqueza, 
observamos que o paciente tem resistência 
continua, e, de repente, a resistência acaba, 
mas, ele tem extensibilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
ESSE PACIENTE TRATA-
SE DAQUELE QUE ANDA 
NA RUA COM MARCHA 
CEIFANTE, OU, 
HEMIPARÉTICA. AVC À 
DIREITA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.google.com.br/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Fraciocinioclinico.com.br%2Fblog%2Frevisoes%2Ffraqueza-muscular-avaliacao-pratica-e-raciocinio-clinico%2F&psig=AOvVaw3PnI_CjBU2AFh0Jtd2teTv&ust=1581951997376000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCOic3cys1ucCFQAAAAAdAAAAABAy
 
5 
 
DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY 
X Por outro lado, se eu tenho uma lesão de NMI, o Trato 
Cortico-espinhal está mandando estímulo, eu quero 
fazer o movimento, mas quem mexe no músculo 
efetivamente para fazer o movimento é o NMI, 
portanto, não adianta o Trato Cortico-Espinhal estar 
bom. O músculo fica fraco e molengo, a movimentação 
não é possível. Portanto, em uma síndrome de NMI, 
temos uma hipotonia, com uma flacidez. O Sistema 
EXTRA-PIRAMIDAL é o sistema dos núcleos da base, isso 
iremos abordar melhor na aula de Parkinson. Mas, é 
importante nós sabermos que nem todas as vezes que 
pegamos um paciente com articulação rígida, que temos 
dificuldade de mobilizar essa articulação, o problema 
está no trato cortico-espinhal. Esse paciente pode ter 
um problema nos Núcleos da Base. Essa síndrome extra-
piramidal, é global. Portanto, não irá atingir 
musculatura especifica extensora no braço, nem 
musculatura seletiva extensora nas pernas. Todas as 
articulações dos pacientes terão o mesmo padrão de 
apresentação, ela é global. Essa, é PLÁSTICA. A outra era 
elástica, já que tem resistência grande no início, que 
depois de vencida volta para o lugar. A plástica tem a 
ativação de musculatura agonista,antagonista, e, 
sinérgica, de forma contínua, então, quando vou 
examinar esse paciente, vou fazendo força, e, o paciente 
vai fazendo movimento como se fosse de catraca. Esse 
é o SINAL DA RODA DENTEADA, ou, rigidez séria, o 
paciente tem interrupções sucessivas ao movimento. 
REFLEXOS 
Esses reflexos são dependentes da integridade da unidade 
motora. Toda vez que falarmos sobre unidade motora 
podemos falar do corpo do NMI, do nervo periférico, da 
fenda sináptica e do músculo. Na periferia, esse neurônio 
não anda sozinho, e, a parte motora, está sempre grudada 
com a parte sensitiva, diferente da parte superior. Da 
medula para cima, eles ficam separados, eu tenho neurônio 
motor, tenho neurônio sensitivo, da medula para fora, eles 
andam juntos. 
COMO FUNCIONA O REFLEXO? Quando estimulamos um 
tendão, iremos ativar os receptores sensitivos que ficam 
naquele tendão. Temos vários receptores, nos músculos, e, 
nos tendões do corpo inteiro. Esses receptores são muito 
importantes, porque eles nos ajudam a ter a capacidade 
proprioceptiva de saber aonde nosso músculo está, onde 
nosso nervo está, e, qual o grau de intensidade que eu 
preciso ter para a musculatura fazer de acordo com o 
movimento. O estiramento que eu preciso ter para correr, 
por exemplo, é diferente do estiramento que eu preciso ter 
para andar. Então, todas as vezes que eu fizer um estímulo 
no tendão, uma informação sairá desses receptores, vai 
subir, fazendo a despolarização da membrana desse 
neurônio. Vai chegar na raiz dorsal/gânglio dorsal, essa 
informação vai entrar na medula, e, existe um neurônio de 
ligação que fica no meio fazendo a ligação do neurônio 
motor com o neurônio sensitivo, e, essa informação vai 
voltar. Falamos que é reflexo, medular, não precisa ser 
cortical, visto que, essa conexão ocorre no nível que é 
estimulado. Isso é importante, visto que, me permite 
topografar. A informação sensitiva volta, o corpo do 
neurônio será estimulado, o nervo (parte motora) será 
estimulado, e o músculo irá contrair. Toda vez que fazemos 
um reflexo, fazemos uma contração muscular. 
 
 
***SE EU TIVER LESÃO DE NEURONIO MOTOR SUPERIOR, 
POSSO TER REFLEXO. SE EU TIVER LESÃO DE NEURÔNIO 
MOTOR INFERIOR, NÃO POSSO TER REFLEXO. 
 
 
6 
 
DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY 
REFLEXOS PROFUNDOS 
MEMBROS SUPERIORES 
X TRICIPITAL: Batemos no tendão do tríceps. O 
movimento esperado é a extensão 
do antebraço. 
 
 
 
 
 
X BICIPITAL: Preciso fazer interposição do meu polegar, 
ou, do meu indicador, e, do meu dedo 
médio. Posso relaxar o antebraço do 
paciente no meu antebraço, ou, 
posso relaxar o braço do paciente na 
perna. Nesse, bato em cima do 
tendão do bíceps. O reflexo esperado 
é uma flexão com um pouco de 
pronação do braço. 
 
X ESTILORRADIAL OU BRAQUIORRADIAL: Nesse, não faço 
interposição dos dedos, bato na tuberosidade do rádio. 
O reflexo esperado é uma flexão do braço do paciente. 
 
 
MEMBROS INFERIORES 
X PATELAR: Primeiro, contornamos a patela, o tendão 
passa embaixo no final da patela. O paciente deve estar, 
de preferência, sentado, mas podemos fazer com o 
paciente deitado, bastando passar a mão por baixo e a 
perna do paciente ficar fletida e relaxada em cima do 
seu braço. O movimento que acontece é a extensão da 
perna. 
X AQUILEU: Nesse, batemos no tendão de Aquiles, e, a 
resposta esperada é uma 
flexão plantar. Quando 
precisamos ver esse reflexo, o 
pé do paciente sentado já está 
em uma flexão plantar, por 
isso, devemos fazer 
movimento contrário, e, 
quando batermos no é do 
paciente, esse irá empurrar a 
mão para baixo. 
GRADUAÇÃO DOS REFLEXOS OSTEOTENDÍNEOS 
*PRESENÇA DE REFLEXOS DIMINUIDOS OU AUMENTADOS 
NÃO SIGNIFICA QUE A PESSOA TENHA PROBLEMA DE 
SAÚDE, DESDE QUE A DIMINUIÇÃO SEJA SIMÉTRICA. 
 
****NÃO POSSO DIAGNOSTICAR O PACIENTE APENAS 
COM REFLEXO, 
PRECISO AVALIAR A FORÇA E O TONUS TAMBÉM. OS 3 
PARÂMETROS DEVEM SER AVALIADOS JUNTOS. 
 
X REFLEXO POLICINÉTICO é quando você estimula de um 
lado, e, a outra perna também responde; 
X CLÔNUS ocorre quando fazemos o estiramento brusco 
do tendão, mantemos uma ligeira pressão, e, o paciente 
continua fazendo reflexo de forma involuntária. Esse é 
o grau máximo de hiperreflexia, existem pacientes com 
tônus esgotáveis, e, com tônus inesgotáveis. Isso denota 
para mim um grande comprometimento de NMS. 
 
*OBVIAMENTE, SÓ CLASSIFICAMOS COMO COMPLETA, 
INCOMPLETA, PROPORCIONADA E DESPROPORCIONADA 
EM CASO DE HEMIPARESIA, MONOPARESIA NÃO DÁ PARA 
CLASSIFICAR. 
REFLEXOS SUPERFICIAIS 
X CUTÂNEOPLANTAR: Quando avaliado gera o SINAL DE 
BABINSKI. Nesse, pegamos a espátula, e, fazemos com a 
pressão mantida, na região do calcâneo, até a região do 
hálux, passando pela superfície lateral do pé do 
paciente. A resposta normal é fazermos o estímulo 
superficial, e, o paciente fazer flexão do hálux. O que 
conta é a resposta do hálux. Quando há alteração, o 
paciente faz extensão, que é uma resposta inversa a 
resposta fisiológica de flexão. O Sinal de Babinski é o 
Reflexo Cutâneoplantar em extensão, portanto, o hálux 
vai para cima. Existem alguns autores que falam que, 
quando estimulamos mais medial o pé, é mais fácil 
encontrarmos esse reflexo. Isso é importante, visto que, 
o Babinski aponta para a lesão. Babinski mostra para 
mim que o problema do paciente está no NMS. 
Portanto, se tenho um paciente com uma hemiparesia, 
com fraqueza, não consegui fazer reflexo ainda, não 
consegui fazer tônus ainda, só cheguei ao leito do 
paciente, peguei a espátula, passei no pé e o dedo foi 
para cima, Babinski está me dizendo que a lesão é NMS. 
Portanto, espero encontrar Hipertonia e Hiperreflexia. 
Não sei onde foi a lesão, depende do local que foi 
comprometido. 
*MEDULA TEM 95% DE FIBRA DE NMS 
https://www.google.com.br/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FTr%25C3%25ADceps_braquial&psig=AOvVaw1qSYScC5nhhO55MpKmP91n&ust=1581960349678000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCIDH8O7L1ucCFQAAAAAdAAAAABAD
https://www.google.com.br/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FB%25C3%25ADceps_braquial&psig=AOvVaw3EfKWy-7l7cS5E4gpiST2D&ust=1581960527702000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCOD9wKzM1ucCFQAAAAAdAAAAABAD
https://www.google.com.br/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.hong.com.br%2Ftendinite-do-calcaneo%2F&psig=AOvVaw2DQuurq9Dv69BFnLmP8aS5&ust=1581960716311000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCLiBuIjN1ucCFQAAAAAdAAAAABAD
 
7 
 
DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY 
X CUTÂNEOABDOMINAL: Nesse, pegamos um objeto 
com superfície pontiaguda, 
e, fazemos movimentos 
superiores, laterais e 
inferiores. Quando fazemos 
movimentos de forma 
centrípeta, a cicatriz 
umbilical do paciente 
desvia para o lado que 
estimulamos. 
CONCLUSÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMINDO 
PACIENTE CHEGOU QUEIXA DE FRAQUEZA. 
1. AVALIO FORÇA 
▪ AMPLITUDE DO MOVIMENTO (PEÇO PARA ELE 
MEXER O MEMBRO); 
Z PACIENTE REALIZA MOVIMENTOS FISIOLÓGICOS DO 
MEMBRO. AVALIAR SIMETRIA, ASSIMETRIA, 
SURGIMENTO DE MOVIMENTOS INVOLUNTÁRIOS. 
▪ MANOBRAS DEFICITÁRIAS; 
Z MANOBRAS DE SUSTENTAÇÃO (DEFICITÁRIAS). 
- MINGAZZINI: Membros superiores, pedimos 
para o paciente segurar os braços no alto, e, ele 
fica, de preferência, 1 min. Com olho aberto, e, 
depois, um minuto com olhos fechados. Total 
da manobra são 2 min. Observamos no braço 
que tem fraqueza, um desvio pronador, e, o 
braço parético cai. Membros Inferiores, o 
paciente estará deitado, e, você flexiona coxa, 
flexiona perna, deixando uma do lado da outra, 
e, observamos se terá queda. 
*RAIMISTE E BARRÉ SÃO MUITO BONS PARA PACIENTES RESTRITOS AO LEITO, JÁ 
QUE NÃO PRECISAM LEVANTAR 
- RAIMISTE: Colocamos o braço e mão do 
paciente estendidos, e, deixamos o paciente 
nessa posição por 2 minutos. Observamos que a 
mão do paciente vai caindo sobre o peito, apesar de 
pedirmos para ele manter as mãos na posição. 
- BARRÉ: Paciente estará em decúbito ventral, e, 
colocamos as 2 pernas fletidas, e, observamos 
que a perna parética irá cair também. 
Z MANOBRAS DE CONTRARESISTÊNCIA OU DE 
OPOSIÇÃO; 
- DELTOIDES: abdução e adução do braço; 
- BÍCEPS: flexão do antebraço; 
- TRÍCEPS: extensão do antebraço; 
- PSOAS E ILÍACO: flexão da coxa; 
- QUADRÍCEPS FEMORAL: extensão da 
perna; 
- TIBIAL POSTERIOR E ANTERIOR: flexão 
plantar e dorsiflexão dos pés. 
*SEMPRE AVALIO BRAÇO DIREITO COM BRAÇO DIREITO, E MÃO NA 
MUSCULATURA QUE QUERO ATIVAR 
*AVALIO COMPARATIVAMENTE A FORÇA EM TODOS OS MEMBROS DO 
PACIENTE, VISTO QUE, NEM SEMPRE O QUE É NORMAL PARA ELE SERÁ 
NORMAL PARA MIM. 
*AS MANOBRAS DE OPOSIÇÃO SÃO IMPORTANTES, JÁ QUE SÃO ELAS 
QUE ME PERMITEM GRADUAR A FORÇA. 
 
2. TÔNUS; 
3. REFLEXOS; 
- SUPERFICIAIS; 
- PROFUNDOS. 
 
DEVEMOS LEMBRAR 
 
SE ELE APRESENTA 
HIPERTONIA 
(ESPASTICIDADE) E 
HIPERREFLEXIA 
 NMS 
SE ELE APRESENTA 
HIPOTONIA (FLACIDEZ) E 
HIPORREFLEXIA 
 NMI

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