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1 DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY TÔNUS E REFLEXO MUSCULAR RETOMANDO X Anamnese neurológica; X Avaliação cognitiva de pacientes; X Abordagem do paciente com alteração aguda do nível de consciência com escala de Glasgow já modificada; X Introdução a síndromes neurológicas. O que é síndrome motora deficitária, parética, hemiparética, completa, incompleta, proporcionada ou desproporcionada. X Em relação a anamnese neurológica, alguns temas que são essenciais perguntarmos é escolaridade do paciente, visto que no mini-mental, há uma escala de graduação que irá mudar de acordo com a escolaridade; Mão-dominante é importante nos abordarmos porque mais de 90% da população tem o hemisfério esquerdo como o hemisfério dominante, dentro dos pacientes que são sinistros (canhotos) é importante sabermos que o hemisfério dominante, apesar da mão dominante ser a esquerda, não será o direito, em até 95% desses pacientes sinistros, a gente também tem o hemisfério esquerdo como dominante, isso é importante quando falamos, por exemplo, sobre um paciente com epilepsia, o qual pode ser submetido a uma calotomia/alguma cirurgia de dissecção devemos tentar ter noção de qual o hemisfério dominante; 7 dimensões dos sinais e sintomas que não servem apenas para anamnese neurológica, e, sim, para qualquer anamnese, então, devemos saber sempre quando a dor começa, se a dor irradia, se existem fatores de piora e melhora, quais os sintomas associados, e, se essa dor gera algum tipo de repercussão no corpo do paciente, o padrão de dor, se é uma dor pequena, aperto, fisgada, qualquer padrão de dor e a frequência da dor, o que faz ela aparecer, se aparece sempre no mesmo horário do dia, isso é importante em algumas cefaleias, por exemplo, na cefaleia em saltos, que tem padrão de ocorrer na mesma época do ano, no mesmo horário do dia, e, depois ela desaparece. Em relação a parte locomotora, nós vimos com a Dra. Renata a diferença, se trata de uma dor que tem caráter mais inflamatório, ou então, mais mecânico, se for do aparelho cardiovascular, devemos saber se é uma dor que aparece quando o paciente faz esforço, se aparece quando o paciente está em repouso, isso já pode me dar uma noção, se trata de uma angina estável ou instável, portanto, devemos sempre abordar isso em qualquer anamnese na HDA. X Uma coisa importante que nós vimos em relação a anamnese neurológica, é o tempo de instalação desses sintomas (hiperagudo, agudo ou crônico), e, o tipo de evolução. Em relação ao tempo de instalação, podemos pensar em algumas etiologias, se eu tenho uma coisa que se instala em minutos, eu posso pensar, assim como qualquer sistema corporal também, no comprometimento vascular, paciente começa com uma dor torácica aguda, e, a primeira hipótese que tem que passar pela minha cabeça é que ele possa estar sofrendo um IAM, ou, que tenha sido um trauma, já que paciente caiu, idoso, toma anti-coagulante, caiu bateu a cabeça, e, minutos depois ele já começa com déficit contra- lateral ao lado que ele bateu a cabeça. Evolução a horas, também devemos pensar em um comprometimento vascular, visto que o paciente começa com um sintoma, e acha que aquilo vai desaparecer, e pode desaparecer mesmo, que é o caso do ataque isquêmico transitório. Um caso inflamatório/infeccioso igual tínhamos falado de uma doença auto-imune que é inflamatória, uma neuromielite óptica, em que esse paciente fez uma neurite e perdeu a visão naquele olho. Pode ser uma causa infecciosa, que começou, paciente teve um rebaixamento do nível de consciência, evoluiu com déficit do lado esquerdo, depois mantem o rebaixamento do nível de consciência, e, pode evoluir para óbito em 6 a 12 horas. Ou hematomas, é muito comum um paciente que teve um trauma, sofreu um acidente automobilístico, fica bem no momento, ajuda todo mundo, socorre todo mundo, e, morre. O que pode ter acontecido com esse paciente é um hematoma. O hematoma subdural tem como componente vascular relacionado a veia, ele sangra lentamente. O epidural tem artéria, então, ele começa a sangrar e há um acúmulo rápido de volume. O subdural tem formato côncavo, já o epidural, tem formato convexo. Um paciente com hematoma subdural é um paciente idoso, que, por exemplo, caiu há 15 dias. Caiu, bateu a cabeça na pia do banheiro. 15 dias depois a família leva ele a emergência, e fala que a esquerda ele estava com uma afasia e déficit motor à direita. Todos acham que é um AVC, porque estava, teoricamente, evoluindo há poucas DISCIPLINA SEMIOLOGIA MÉDICA II AULA 2- AVALIAÇÃO DA MOTRICIDADE E REFLEXOS PROFESSOR JÉSSICA 2 DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY horas, mas ao fazer uma tomografia, descobre-se que trata-se de um hematoma subdural. Agora, o epidural, sua evolução é realmente de minutos a horas, visto que, o volume de sangue que vai extravasar, que vai fazer o paciente ter uma herniação, é grande. Vai deslocar toda a linha média para a direita, de forma rápida, um paciente jovem, hernia rapidamente, podendo comprimir centro vagal, perde autonomia total, e, vem a óbito. O hematoma não deixa de ter uma etiologia vascular, só que não é uma etiologia vascular relacionada ao AVC, não é uma circulação direta, é uma circulação indireta, fruto da ruptura dos vasos da meninge. Evolução em dias, começamos a pensar em uma causa infecciosa, podemos pensar também em esclerose múltipla, as vezes, é uma paciente, jovem, começa com déficit neurológico, o braço começa a ficar formigando, de repente, 2 dias depois, aquele braço que estava formigando, ou seja, estava com uma parestesia, começa a ficar fraco, tento também uma paresia. E, de repente, no final da semana, seu lado esquerdo do corpo começa a ficar todo parado. Portanto, ela tinha uma monoparesia, com uma monoparestesia, devido a sensibilidade, e, evoluiu para uma hemiparesia à esquerda. Isso ao longo de uma semana, portanto, é um quadro inflamatório que está evoluindo. Encefalite também pode ser assim, paciente começa no início da semana com um pouco de dor de cabeça, sem febre (encefalite viral, por exemplo, nem dá febre). Começa a apresentar náusea a noite, acorda no dia seguinte com o olho desviado, começou com mais um déficit neurológico, e, no terceiro dia, estava rebaixado. Demorou 3 dias para evoluir, podia ser qualquer caso viral, uma gastroenterite, e a maioria das meningites que nós temos são relacionadas a enterovírus (90% delas), e, todo mundo aqui pode ter feito meningite e nem sabe, devido ao tropismo dos vírus, mas, em alguns casos ela pode piorar e o paciente começa com déficit neurológicos que vão evoluindo ao longo de alguns dias. Semanas podem ser tumores, ou hematoma subdural, como foi citado anteriormente, principalmente se for idoso. Os tumores, tem dor com caráter de compressão. O abducente, nervo mais fininho que nós temos, quando há hiperfluxo liquórico, pode ser apertado, e o paciente pode se queixar de visão embaçada. Meses, podemos pensar em doenças neurodegenerativas, como por exemplo, a doença de Alzheimer. X Em relação ao tipo de evolução, comentamos que podemos ter uma evolução monofásica, progressiva, ou, recorrente. Na evolução monofásica, devemos sempre lembrar de intoxicações (por exemplo, cerveja de BH), ou quadros vasculares (por exemplo, AVC, que tem déficit motor minimizado ao longo do tempo, investindo em reabilitação). Progressivas, podemos citar tumores carenciais (deficiência de B12, por exemplo, pode simular qualquer sintoma neurológico) e neurodegenerativa (por exemplo, Parkinson, Alzheimer). Recorrentes, devemos sempre lembrar de causas inflamatórias, e, a Esclerose Múltipla trata-se do protótipo de um curso remitente/recorrente dentro da neurologia, e, devemos lembrar também de causas genéticas, como Epilepsias, Enxaquecas, Miastenia Gravis, Esclerose Múltipla. A Epilepsia pode ser idiopática, não sabemos de onde ela veio, mas pode ser genética, e,então, o paciente tem apresentação em crises. X Em relação aos Níveis de Consciência, vimos que essas denominações ficam confusas, já que são classificações muito subjetivas. **PRECISAMOS GUARDAR A DEFINIÇÃO DE DELIRIUM!! X O paciente com delirium NÃO tem um quadro cognitivo pré-existente na maioria das vezes. Apesar de que quem tem delirium tem maior risco de evolui para um comprometimento cognitivo. E, essa alteração confusional aguda precisa ter uma condição médica geral documentada. É um idoso que chegou com infecção urinária, fez uma cirurgia. NÃO é dependente de internação, nem da idade do paciente. Mortalidade do delirium é alta. 3 DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY X Antes a pontuação da Escala de Glasgow variava de 3 a 15, agora, de 1 a 15. “SEMPRE TEM QUESTÃO DISSO EM PROVA DE RESIDÊNCIA, E, TEMOS QUE SABER DE CABEÇA PARA CALCULAR”; X Uma coisa muito importante que avaliamos no Glasgow é resposta motora com padrão flexor, flete os braços e estende as pernas: DECORTIFICAÇÃO. E, padrão extensor, estende as perna e estende as pernas, DESCEREBRAÇÃO. Foi dito que tem um nível, o que significa DECORTICAR, que é não chegar estímulo ao córtex, e, DESCEREBRAR, que não chega estímulo algum ao cérebro. Paciente com lesão no Núcleo Rubro, a SRAA está comprometida, portanto, não consigo mandar estímulo algum que venha da periferia nem para estimular, nem para mandar estímulo para o córtex. Portanto, é uma lesão grave, o paciente tem um padrão extensor tanto em membro superior, quanto em mebro inferior. Já do núcleo rubro para cima, já penso que esse paciente tem alguma possibilidade de se recuperar, porque minha formação reticular ainda está viável, e, recuperar o córtex ainda é mais fácil do que recuperar o tronco. Herniar em cima é menos grave do que no Tronco. LESÃO ABAIXO DO MESÉNCÉFALO, DO NÚCLEO RUBRO É SEMPRE MAIS GRAVE. X Quando tenho um paciente com fraqueza, preciso classificar se ele tem uma síndrome de neuronio motor superior ou neuronio motor inferior. Falar só isso não basta, visto que, ao ler uma anamnese, preciso saber também que déficit motor é esse. Um paciente com síndrome motora deficitária, é classificado se é uma monoparesia, hemiparesia, ou hemiplegia (força grau 0 ou grau 1). Ela é completa, já que pega face, pega o 7° de forma central, ou, incompleta, paciente não teve nada na face. Ela é proporcionada, mesmo grau de força no braço e perna, ou desproporcionada, força de um grau no braço, e, de outro grau na perna. Isso, precisamos saber, porque quem pegar a anamnese, saberá direitinho como é o exame físico desse paciente. Hoje, quando for examinar, uma monoparesia pode ter se transformado em uma hemiparesia, ou ao contrário. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DIA X Compreender a importância da abordagem correta de um paciente com queixa de fraqueza; X Aprender a semiotécnica de avaliação da força e dos reflexos superficiais e profundos; X Correlacionar os locais avaliados, com as raízes nervosas correspondentes para o correto diagnóstico topográfico; X Saber a diferença entre lesão de neurônio motor superior e lesão de neurônio motor inferior. O QUE É FRAQUEZA? Diminuição da potência muscular em relação ao padrão normal da pessoa avaliada, podendo esta ser focal ou generalizada. ANAMNESE DO PACIENTE COM FRAQUEZA Na anamnese, questionar sempre se possui dor, fatores desencadeantes, fatores de melhora, o que acontece nos dias anteriores e posteriores aos episódios álgicos, sintomas associados. X HPP de neoplasias, se criança, dados de gestação e marcos do desenvolvimento; X HFARMACOLÓGICA: Medicações em uso prévio ou em uso vigente; X HFAMILIAR: Algum familiar com os mesmos sintomas? X HPS: Uso de drogas? Atividade física? INSPEÇÃO X Postura com que chegou para o atendimento; X Sincronismo nos movimentos da marcha e da gesticulação; https://www.google.com.br/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Ffisioterapiahumberto.blogspot.com%2F2017%2F11%2F&psig=AOvVaw3wnQNeZS8huh2OBatzBh7T&ust=1581947981864000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCIDf8s6d1ucCFQAAAAAdAAAAABAK 4 DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY X Posicionamento dos músculos na mesa de exames (abaulados, achatados). SEMIOTÉCNICA X FORÇA MUSCULAR; PRIMEIRA COISA PARA AVALIARMOS FORÇA É AVALIAR A FACE, AVALIO O 7°. X TÔNUS; X REFLEXOS: PROFUNDOS E SUPERFICIAIS. ▪ Permitirá chegar aos diagnósticos sindrômicos/ topográficos principais: Síndrome de neurônio motor superior x Síndrome de neurônio motor inferior. AVALIAR FORÇA Toda as vezes que o paciente chegar para você com queixa de fraqueza, devemos constatar se ele realmente tem fraqueza, ou se mobiliza o braço por dor. Todas as vezes que meu paciente chegar com queixa de fraqueza, irei realizar as Manobras Deficitárias, Manobras de Oposição e Velocidade dos Movimentos para avaliar FORÇA. SEMIOTÉCNICA DA MOTRICIDADE PASSIVA X TÔNUS (contração fisiológica daquele músculo em repouso) – normal, aumentado (hipertonia), diminuído (hipotonia); -Queixou-se de dor durante a palpação muscular para o avaliar o tônus? X TROFISMO (tamanho do músculo) – normal, aumentado (hipertrofia), diminuído (hipotrofia). TROFISMO PODE ESTAR DIMINUIDO, MESMO COM TÔNUS AUMENTADO, POR CONTA DO DESUSO HIPERTONIA X Consistência muscular aumentada; X Passividade diminuída (quando vamos fazer a movimentação passiva da articulação, não tem-se uma passividade boa); X Extensibilidade aumentada (o músculo ás vezes consegue se estender mais, mas volta para o lugar, fica como uma borracha). DEVEMOS CLASSIFICAR SE A HIPERTONIA É PIRAMIDAL OU EXTRA-PIRAMIDAL: X PIRAMIDAL é sinônimo da decussação das pirâmides, portanto, é TRATO CORTICO-ESPINHAL (NMS). O Trato Cortico-Espinhal começa no córtex motor primário, desce na cápsula interna, decussa nas pirâmides bulbares e cerca de 75 a 95% das fibras desce pelo Trato Cortico-Espinhal Lateral. ▪ Em uma Hipertonia Piramidal, meu paciente se apresenta com uma hipertonia que se declara como uma espasticidade, e, chamamos essa espasticidade de espasticidade em CANIVETE. Visto que, quando tento fazer a mobilização passiva da articulação do lado da fraqueza, observamos que o paciente tem resistência continua, e, de repente, a resistência acaba, mas, ele tem extensibilidade. ESSE PACIENTE TRATA- SE DAQUELE QUE ANDA NA RUA COM MARCHA CEIFANTE, OU, HEMIPARÉTICA. AVC À DIREITA. https://www.google.com.br/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Fraciocinioclinico.com.br%2Fblog%2Frevisoes%2Ffraqueza-muscular-avaliacao-pratica-e-raciocinio-clinico%2F&psig=AOvVaw3PnI_CjBU2AFh0Jtd2teTv&ust=1581951997376000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCOic3cys1ucCFQAAAAAdAAAAABAy 5 DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY X Por outro lado, se eu tenho uma lesão de NMI, o Trato Cortico-espinhal está mandando estímulo, eu quero fazer o movimento, mas quem mexe no músculo efetivamente para fazer o movimento é o NMI, portanto, não adianta o Trato Cortico-Espinhal estar bom. O músculo fica fraco e molengo, a movimentação não é possível. Portanto, em uma síndrome de NMI, temos uma hipotonia, com uma flacidez. O Sistema EXTRA-PIRAMIDAL é o sistema dos núcleos da base, isso iremos abordar melhor na aula de Parkinson. Mas, é importante nós sabermos que nem todas as vezes que pegamos um paciente com articulação rígida, que temos dificuldade de mobilizar essa articulação, o problema está no trato cortico-espinhal. Esse paciente pode ter um problema nos Núcleos da Base. Essa síndrome extra- piramidal, é global. Portanto, não irá atingir musculatura especifica extensora no braço, nem musculatura seletiva extensora nas pernas. Todas as articulações dos pacientes terão o mesmo padrão de apresentação, ela é global. Essa, é PLÁSTICA. A outra era elástica, já que tem resistência grande no início, que depois de vencida volta para o lugar. A plástica tem a ativação de musculatura agonista,antagonista, e, sinérgica, de forma contínua, então, quando vou examinar esse paciente, vou fazendo força, e, o paciente vai fazendo movimento como se fosse de catraca. Esse é o SINAL DA RODA DENTEADA, ou, rigidez séria, o paciente tem interrupções sucessivas ao movimento. REFLEXOS Esses reflexos são dependentes da integridade da unidade motora. Toda vez que falarmos sobre unidade motora podemos falar do corpo do NMI, do nervo periférico, da fenda sináptica e do músculo. Na periferia, esse neurônio não anda sozinho, e, a parte motora, está sempre grudada com a parte sensitiva, diferente da parte superior. Da medula para cima, eles ficam separados, eu tenho neurônio motor, tenho neurônio sensitivo, da medula para fora, eles andam juntos. COMO FUNCIONA O REFLEXO? Quando estimulamos um tendão, iremos ativar os receptores sensitivos que ficam naquele tendão. Temos vários receptores, nos músculos, e, nos tendões do corpo inteiro. Esses receptores são muito importantes, porque eles nos ajudam a ter a capacidade proprioceptiva de saber aonde nosso músculo está, onde nosso nervo está, e, qual o grau de intensidade que eu preciso ter para a musculatura fazer de acordo com o movimento. O estiramento que eu preciso ter para correr, por exemplo, é diferente do estiramento que eu preciso ter para andar. Então, todas as vezes que eu fizer um estímulo no tendão, uma informação sairá desses receptores, vai subir, fazendo a despolarização da membrana desse neurônio. Vai chegar na raiz dorsal/gânglio dorsal, essa informação vai entrar na medula, e, existe um neurônio de ligação que fica no meio fazendo a ligação do neurônio motor com o neurônio sensitivo, e, essa informação vai voltar. Falamos que é reflexo, medular, não precisa ser cortical, visto que, essa conexão ocorre no nível que é estimulado. Isso é importante, visto que, me permite topografar. A informação sensitiva volta, o corpo do neurônio será estimulado, o nervo (parte motora) será estimulado, e o músculo irá contrair. Toda vez que fazemos um reflexo, fazemos uma contração muscular. ***SE EU TIVER LESÃO DE NEURONIO MOTOR SUPERIOR, POSSO TER REFLEXO. SE EU TIVER LESÃO DE NEURÔNIO MOTOR INFERIOR, NÃO POSSO TER REFLEXO. 6 DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY REFLEXOS PROFUNDOS MEMBROS SUPERIORES X TRICIPITAL: Batemos no tendão do tríceps. O movimento esperado é a extensão do antebraço. X BICIPITAL: Preciso fazer interposição do meu polegar, ou, do meu indicador, e, do meu dedo médio. Posso relaxar o antebraço do paciente no meu antebraço, ou, posso relaxar o braço do paciente na perna. Nesse, bato em cima do tendão do bíceps. O reflexo esperado é uma flexão com um pouco de pronação do braço. X ESTILORRADIAL OU BRAQUIORRADIAL: Nesse, não faço interposição dos dedos, bato na tuberosidade do rádio. O reflexo esperado é uma flexão do braço do paciente. MEMBROS INFERIORES X PATELAR: Primeiro, contornamos a patela, o tendão passa embaixo no final da patela. O paciente deve estar, de preferência, sentado, mas podemos fazer com o paciente deitado, bastando passar a mão por baixo e a perna do paciente ficar fletida e relaxada em cima do seu braço. O movimento que acontece é a extensão da perna. X AQUILEU: Nesse, batemos no tendão de Aquiles, e, a resposta esperada é uma flexão plantar. Quando precisamos ver esse reflexo, o pé do paciente sentado já está em uma flexão plantar, por isso, devemos fazer movimento contrário, e, quando batermos no é do paciente, esse irá empurrar a mão para baixo. GRADUAÇÃO DOS REFLEXOS OSTEOTENDÍNEOS *PRESENÇA DE REFLEXOS DIMINUIDOS OU AUMENTADOS NÃO SIGNIFICA QUE A PESSOA TENHA PROBLEMA DE SAÚDE, DESDE QUE A DIMINUIÇÃO SEJA SIMÉTRICA. ****NÃO POSSO DIAGNOSTICAR O PACIENTE APENAS COM REFLEXO, PRECISO AVALIAR A FORÇA E O TONUS TAMBÉM. OS 3 PARÂMETROS DEVEM SER AVALIADOS JUNTOS. X REFLEXO POLICINÉTICO é quando você estimula de um lado, e, a outra perna também responde; X CLÔNUS ocorre quando fazemos o estiramento brusco do tendão, mantemos uma ligeira pressão, e, o paciente continua fazendo reflexo de forma involuntária. Esse é o grau máximo de hiperreflexia, existem pacientes com tônus esgotáveis, e, com tônus inesgotáveis. Isso denota para mim um grande comprometimento de NMS. *OBVIAMENTE, SÓ CLASSIFICAMOS COMO COMPLETA, INCOMPLETA, PROPORCIONADA E DESPROPORCIONADA EM CASO DE HEMIPARESIA, MONOPARESIA NÃO DÁ PARA CLASSIFICAR. REFLEXOS SUPERFICIAIS X CUTÂNEOPLANTAR: Quando avaliado gera o SINAL DE BABINSKI. Nesse, pegamos a espátula, e, fazemos com a pressão mantida, na região do calcâneo, até a região do hálux, passando pela superfície lateral do pé do paciente. A resposta normal é fazermos o estímulo superficial, e, o paciente fazer flexão do hálux. O que conta é a resposta do hálux. Quando há alteração, o paciente faz extensão, que é uma resposta inversa a resposta fisiológica de flexão. O Sinal de Babinski é o Reflexo Cutâneoplantar em extensão, portanto, o hálux vai para cima. Existem alguns autores que falam que, quando estimulamos mais medial o pé, é mais fácil encontrarmos esse reflexo. Isso é importante, visto que, o Babinski aponta para a lesão. Babinski mostra para mim que o problema do paciente está no NMS. Portanto, se tenho um paciente com uma hemiparesia, com fraqueza, não consegui fazer reflexo ainda, não consegui fazer tônus ainda, só cheguei ao leito do paciente, peguei a espátula, passei no pé e o dedo foi para cima, Babinski está me dizendo que a lesão é NMS. Portanto, espero encontrar Hipertonia e Hiperreflexia. Não sei onde foi a lesão, depende do local que foi comprometido. *MEDULA TEM 95% DE FIBRA DE NMS https://www.google.com.br/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FTr%25C3%25ADceps_braquial&psig=AOvVaw1qSYScC5nhhO55MpKmP91n&ust=1581960349678000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCIDH8O7L1ucCFQAAAAAdAAAAABAD https://www.google.com.br/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FB%25C3%25ADceps_braquial&psig=AOvVaw3EfKWy-7l7cS5E4gpiST2D&ust=1581960527702000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCOD9wKzM1ucCFQAAAAAdAAAAABAD https://www.google.com.br/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.hong.com.br%2Ftendinite-do-calcaneo%2F&psig=AOvVaw2DQuurq9Dv69BFnLmP8aS5&ust=1581960716311000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCLiBuIjN1ucCFQAAAAAdAAAAABAD 7 DIGITADA POR JÚLIA ROBADEY X CUTÂNEOABDOMINAL: Nesse, pegamos um objeto com superfície pontiaguda, e, fazemos movimentos superiores, laterais e inferiores. Quando fazemos movimentos de forma centrípeta, a cicatriz umbilical do paciente desvia para o lado que estimulamos. CONCLUSÃO RESUMINDO PACIENTE CHEGOU QUEIXA DE FRAQUEZA. 1. AVALIO FORÇA ▪ AMPLITUDE DO MOVIMENTO (PEÇO PARA ELE MEXER O MEMBRO); Z PACIENTE REALIZA MOVIMENTOS FISIOLÓGICOS DO MEMBRO. AVALIAR SIMETRIA, ASSIMETRIA, SURGIMENTO DE MOVIMENTOS INVOLUNTÁRIOS. ▪ MANOBRAS DEFICITÁRIAS; Z MANOBRAS DE SUSTENTAÇÃO (DEFICITÁRIAS). - MINGAZZINI: Membros superiores, pedimos para o paciente segurar os braços no alto, e, ele fica, de preferência, 1 min. Com olho aberto, e, depois, um minuto com olhos fechados. Total da manobra são 2 min. Observamos no braço que tem fraqueza, um desvio pronador, e, o braço parético cai. Membros Inferiores, o paciente estará deitado, e, você flexiona coxa, flexiona perna, deixando uma do lado da outra, e, observamos se terá queda. *RAIMISTE E BARRÉ SÃO MUITO BONS PARA PACIENTES RESTRITOS AO LEITO, JÁ QUE NÃO PRECISAM LEVANTAR - RAIMISTE: Colocamos o braço e mão do paciente estendidos, e, deixamos o paciente nessa posição por 2 minutos. Observamos que a mão do paciente vai caindo sobre o peito, apesar de pedirmos para ele manter as mãos na posição. - BARRÉ: Paciente estará em decúbito ventral, e, colocamos as 2 pernas fletidas, e, observamos que a perna parética irá cair também. Z MANOBRAS DE CONTRARESISTÊNCIA OU DE OPOSIÇÃO; - DELTOIDES: abdução e adução do braço; - BÍCEPS: flexão do antebraço; - TRÍCEPS: extensão do antebraço; - PSOAS E ILÍACO: flexão da coxa; - QUADRÍCEPS FEMORAL: extensão da perna; - TIBIAL POSTERIOR E ANTERIOR: flexão plantar e dorsiflexão dos pés. *SEMPRE AVALIO BRAÇO DIREITO COM BRAÇO DIREITO, E MÃO NA MUSCULATURA QUE QUERO ATIVAR *AVALIO COMPARATIVAMENTE A FORÇA EM TODOS OS MEMBROS DO PACIENTE, VISTO QUE, NEM SEMPRE O QUE É NORMAL PARA ELE SERÁ NORMAL PARA MIM. *AS MANOBRAS DE OPOSIÇÃO SÃO IMPORTANTES, JÁ QUE SÃO ELAS QUE ME PERMITEM GRADUAR A FORÇA. 2. TÔNUS; 3. REFLEXOS; - SUPERFICIAIS; - PROFUNDOS. DEVEMOS LEMBRAR SE ELE APRESENTA HIPERTONIA (ESPASTICIDADE) E HIPERREFLEXIA NMS SE ELE APRESENTA HIPOTONIA (FLACIDEZ) E HIPORREFLEXIA NMI